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Desenrola 2.0: como usar o FGTS no programa de amortização de dívidas lançado pelo governo

O Novo Desenrola Brasil chegou com o objetivo de ajudar o brasileiro a limpar o nome. Um dos principais diferenciais do programa é a oportunidade de utilizar o saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para saldar dívidas.

Para isso, no entanto, algumas regras precisam ser seguidas.

Podem participar do programa, também chamado de Desenrola 2.0, brasileiros com renda de até cinco salários-mínimos (R$ 8.105).

O uso do dinheiro é permitido para dívidas renegociadas a partir do Desenrola, contratadas até 31 de janeiro de 2026 e com atraso entre 90 dias e dois anos.

Por sua vez, O saldo pode estar disponível tanto em uma conta ativa como inativa do FGTS. O trabalhador pode usufruir de 20% do saldo total ou até R$ 1.000, prevalecendo o maior valor.

Como realizar o resgate do FGTS

Antes de tudo o usuário deve acessar o aplicativo oficial do FGTS e verificar se tem saldo disponível.

No próprio aplicativo é preciso autorizar a consulta de dados pelas instituições participantes do Novo Desenrola Brasil.

No canal digital do banco escolhido, acesse a área de negociação.

O programa oferece descontos que variam de 30% a 90% sobre o valor total da dívida.

A taxa de juros é limitada a 1,99% ao mês.

O perfil do devedor vai ser analisado pelo banco, que estabelece um novo valor e as condições de pagamento da dívida.

A proposta será exibida na própria plataforma. Na hora de selecionar a forma de pagamento o usuário deve selecionar “Abatimento com FGTS”.

O banco consulta automaticamente o saldo e o valor permitido será movimentado dentro das regulações do programa.

Após a confirmação do usuário e do banco, o valor será transferido diretamente para a quitação do débito negociado.

Caso o valor não cubra o total da dívida, é possível completar com dinheiro da conta do devedor.

Condições

Quem aderir ao resgate do FGTS para amortizar suas dívidas terá o CPF monitorado e será impedido de realizar transferências para plataformas de apostas online (bets) por um período de até um ano.

Outro ponto de atenção é que o trabalhador que usar o FGTS para amortização de dívidas em atraso não terá acesso ao saque-aniversário até recuperar o valor utilizado na quitação.

*Sob supervisão de Ricardo Gozzi

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FGTS amplia renda e preço dos imóveis do Minha Casa Minha Vida; veja novos limites

O Conselho Curador do FGTS aprovou, por unanimidade, nesta terça-feira (24), a ampliação dos limites de renda familiar e dos preços-teto dos imóveis do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV). As mudanças atingem todas as faixas do programa e devem ampliar o número de famílias atendidas, especialmente na chamada Faixa 4, voltada à classe média.

Com a decisão, o limite de renda da Faixa 4 subiu de R$ 12 mil para R$ 13 mil mensais. Criada no ano passado, essa modalidade deve passar a contemplar cerca de 8 mil novas famílias, segundo estimativas do conselho. Também houve reajustes nas demais faixas: a

  • Faixa 1 passou de R$ 2.850 para R$ 3.200 (+12%);
  • Faixa 2 de R$ 4.700 para R$ 5 mil (+9%); e
  • A Faixa 3 de R$ 8.600 para R$ 9.600 (+12%), o que pode permitir a entrada de mais de 30 mil famílias adicionais no programa.

Além dos limites de renda, o conselho aprovou mudanças nos valores máximos dos imóveis financiados. Para as Faixas 1 e 2, os tetos permanecem entre R$ 210 mil e R$ 275 mil. Já na Faixa 3, o valor máximo subiu de R$ 350 mil para R$ 400 mil (alta de 14%). Na Faixa 4, houve um aumento mais expressivo: o teto passou de R$ 500 mil para R$ 600 mil (alta de 20%).

Segundo o secretário-executivo do Ministério das Cidades e conselheiro do FGTS, Antônio Vladimir Moura Lima, as mudanças não devem gerar impacto financeiro adicional relevante para o fundo. De acordo com ele, o ajuste nos limites de renda e nos preços dos imóveis deve provocar um impacto de cerca de R$ 500 milhões no orçamento de descontos e de R$ 3,6 bilhões nas operações onerosas, valor que será suportado pelos recursos já disponíveis no Fundo Social.

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Os financiamentos do Minha Casa Minha Vida contam com recursos do Fundo Social, que destina cerca de R$ 31 bilhões ao programa.

*Com informações da Agência Brasil

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