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Rússia liga tomada de ativos da Nestlé à ajuda europeia à Ucrânia

O Kremlin relacionou a tomada de ativos na Rússia pertencentes à gigante suíça de alimentos Nestlé e à rede francesa de supermercados Auchan ao apoio militar europeu à Ucrânia.

“Estamos falando de empresas, empresas europeias de países hostis”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, a jornalistas na sexta-feira (18). “Um dos fatores levados em consideração ao tomar essa decisão foi que este é um país hostil e que este é um país hostil que atualmente está mais ativamente envolvido em ações militares contra nosso país.”

O presidente Vladimir Putin publicou um decreto na noite de quinta-feira (17) determinando que participações nos negócios da Nestlé e da Auchan na Rússia fossem colocadas sob administração temporária de uma empresa chamada AO L.E.V. Menedzhment.

É a maior tomada de ativos corporativos estrangeiros na Rússia desde pelo menos 2024. A medida ocorre em meio às tensões com a Europa, que impôs amplas sanções à Rússia e está enviando dezenas de bilhões de dólares em armas e ajuda financeira para apoiar a defesa da Ucrânia contra a invasão em larga escala ordenada por Putin em fevereiro de 2022.

A AO L.E.V. Menedzhment foi registrada em Moscou em 2024, com capital social de apenas 15 mil rublos (US$ 177) e um único funcionário, segundo dados do registro russo. A empresa tinha pouca exposição pública antes do decreto.

As ações da Nestlé caíram até 1,9% nas negociações iniciais de sexta-feira (18), atingindo o menor nível em três meses antes de reduzir parte da queda.

A medida do Kremlin evidencia o ambiente empresarial cada vez mais difícil enfrentado pelas empresas internacionais que permanecem na Rússia. Mais de mil empresas deixaram o país depois do início da guerra e da imposição de várias rodadas de sanções internacionais contra Moscou.

Ainda assim, grandes empresas como PepsiCo, Mondelez International e Raiffeisen Bank International continuam operando na Rússia sob restrições crescentes, embora tenham reduzido suas operações.

A Rússia aprovou uma lista de países que considera “hostis” pouco depois do início da invasão. Além de todos os países da União Europeia e dos Estados Unidos, vários outros países, incluindo a Suíça, estão na lista. Transações financeiras e comerciais envolvendo empresas desses países estão sujeitas a restrições adicionais e exigências regulatórias na Rússia.

A Nestlé afirmou em comunicado na sexta-feira (18) que tomou conhecimento do decreto de Putin e estava avaliando a situação e suas opções.

“A Nestlé está empenhada em tomar todas as medidas necessárias para proteger seus direitos e garantir a continuidade das operações comerciais no interesse de todas as partes interessadas, especialmente seus funcionários”, afirmou.

O governo suíço deve se pronunciar sobre o caso ainda nesta sexta-feira (18).

A Suíça adotou sanções semelhantes às da União Europeia contra a Rússia por causa da guerra na Ucrânia, rompendo com sua abordagem anterior de neutralidade. A medida deu origem a uma iniciativa para impor uma interpretação mais rígida da tradicional doutrina de neutralidade do país, e os eleitores decidirão sobre a proposta em 27 de setembro.

A Rússia se manifestou publicamente sobre a campanha a favor de uma neutralidade mais rígida. Se aprovada, a proposta impediria a Suíça de impor sanções a países em conflito sem respaldo da ONU, o que significaria que o país não poderia mais manter as atuais medidas contra a Rússia com base no mesmo fundamento.

A Auchan Retail Russia afirmou ter solicitado esclarecimentos sobre o decreto e que apresentaria uma resposta mais detalhada depois de receber as informações pertinentes, informou a empresa à agência estatal Tass.

A Rússia assumiu o controle de dezenas de ativos internacionais desde 2023, quando alterou a legislação para criar um mecanismo de administração temporária que permite ao Estado assumir o controle de participações pertencentes a empresas de países “hostis”.

Entre os casos estão as unidades locais da empresa finlandesa de serviços públicos Fortum, da fabricante francesa de iogurtes Danone e da cervejaria dinamarquesa Carlsberg.

As ordens de administração temporária muitas vezes foram seguidas pela transferência dos ativos para compradores russos aprovados pelas autoridades, muitos deles com ligações com o Kremlin. Danone e Carlsberg tiveram seus ativos brevemente devolvidos, mas depois foram obrigadas a vendê-los a empresas russas com grandes descontos.

Ativos estrangeiros sob controle russo

O Kremlin também tornou cada vez mais difícil para empresas estrangeiras deixarem a Rússia. Transações envolvendo investidores de países “hostis” exigem que os vendedores aceitem um desconto de pelo menos 60%, além de um imposto especial de saída.

Em agosto, Putin sancionou uma lei que permite aos tribunais russos impedir que investidores estrangeiros que deixaram o país depois da invasão da Ucrânia em 2022 recomprassem os ativos que haviam vendido. Ele afirmou repetidamente que será difícil voltar ao mercado russo.

Ainda assim, o decreto sobre a Nestlé e a Auchan, publicado na noite de quinta-feira (17), foi inesperado. O Kremlin não havia usado o mecanismo contra ativos de valor comparável desde pelo menos 2024, quando fábricas pertencentes à AB InBev Efes, uma joint venture entre a cervejaria belga AB InBev e a turca Anadolu Efes, foram colocadas sob administração temporária.

Nestlé na Rússia

A Nestlé opera na Rússia desde os anos 1990, mas reduziu seus negócios após 2022, suspendendo algumas marcas e interrompendo importações e exportações não essenciais, além de publicidade e investimentos de capital. A gigante suíça possui seis fábricas na Rússia, que empregam mais de 7 mil pessoas e onde continuou a produzir o que descreve como alimentos essenciais e de consumo cotidiano.

A Rússia responde por cerca de 2% das vendas globais da Nestlé, o equivalente a aproximadamente 2 bilhões de francos suíços (US$ 2,5 bilhões) por ano.

A perda do controle sobre os ativos russos poderia representar uma baixa contábil de cerca de 1 bilhão de francos suíços, segundo analistas liderados por David Hayes, do Jefferies.

A resposta da Nestlé à ordem de Putin tem sido “pouco comprometedora” até agora, embora os precedentes de Danone e Carlsberg não sejam animadores, disse Warren Ackerman, analista do Barclays.

“Interpretamos o decreto como um passo em direção a uma possível mudança de propriedade, embora o momento, o processo e a compensação sejam desconhecidos”, acrescentou.

A Auchan esteve entre a primeira onda de grandes empresas ocidentais de bens de consumo a expandir suas operações na Rússia, ao abrir sua primeira loja no país em 2002. A empresa construiu uma ampla rede de lojas e atualmente opera 230 supermercados e hipermercados em todo o país, segundo seu site.

No início deste ano, uma empresa pouco conhecida chamada KS Logistics pediu a Putin que colocasse as entidades locais da Nestlé sob administração temporária, informou o jornal Kommersant. Na época, a Nestlé disse ao veículo que não havia recebido nenhuma solicitação das autoridades russas e que seus escritórios e fábricas continuavam funcionando.

Não está claro se a KS Logistics tem alguma relação com a L.E.V. Menedzhment. Esta última nomeou Andrey Krayushkin como seu novo diretor-presidente apenas na semana passada, segundo dados do registro russo.

Krayushkin atuou até pelo menos 2020 como primeiro vice-chefe do departamento de migração do Ministério do Interior e tinha a patente de major-general, informou na quinta-feira (17) o veículo de oposição russo Novaya Gazeta Europe, citando bancos de dados que, segundo o veículo, estavam em sua posse. A Bloomberg não conseguiu verificar a informação de forma independente.

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Putin coloca ativos da Nestlé sob controle temporário na Rússia

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, determinou que participações em empresas locais pertencentes à suíça Nestlé sejam transferidas para administração temporária.

Putin também determinou a transferência dos ativos da Auchan, rede francesa de supermercados, na Rússia, segundo um decreto presidencial publicado nesta quinta-feira no portal oficial de legislação do país.

A Rússia utiliza o mecanismo de administração temporária desde 2023 para assumir o controle de ativos pertencentes a empresas de países que considera “hostis”.

As autoridades russas já haviam colocado sob administração temporária ativos de empresas estrangeiras, incluindo a Danone e a Carlsberg. Algumas dessas operações foram posteriormente transferidas para proprietários russos.

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Trump diz que EUA “não concordaram” com fabricação de mísseis Patriot pela Ucrânia

O presidente ⁠norte-americano, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira que os Estados Unidos ‌não concordaram com a fabricação de mísseis Patriot pela Ucrânia, mas que as negociações estão em andamento, acrescentando que os EUA ‌devem ser “muito cautelosos ao permitir que alguém os fabrique”.

Trump disse durante uma reunião com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, na Turquia neste mês que iria conceder à Ucrânia uma licença para fabricar mísseis interceptadores Patriot a fim de ajudar na defesa contra ataques russos, mas ⁠desde ‌então recuou dessa promessa, apesar de ter recebido Zelensky na ⁠Casa Branca nesta semana.

Questionado sobre os mísseis Patriot durante uma reunião de gabinete no retiro de Camp David nesta sexta-feira, Trump enfatizou as preocupações quanto ao compartilhamento de armamento avançado dos EUA, incluindo tecnologia de mísseis.

“É um grande passo”, disse Trump.

“No ​caso do presidente Zelenskiy, ele gostaria de ter alguns Patriots, gostaria de ter alguns Tomahawks, que, como vocês sabem, são ​letais — um ofensivo, outro defensivo”, disse Trump.

“É preciso ser muito criterioso, mas também muito cuidadoso. Por enquanto, não concordamos com isso. Estamos discutindo o assunto, mas é difícil ceder esse tipo de tecnologia. E não acho que isso venha a acontecer, mas, como ‌vocês sabem, há pessoas a quem, se ​você fornecer essa tecnologia, podem um dia se voltar contra você”, disse Trump.

À medida que a Rússia intensificou seus ataques aéreos, a Ucrânia tem enfrentado uma escassez ⁠crônica de mísseis Patriot, que ​continuam sendo a ​única arma em seu arsenal capaz de derrubar mísseis balísticos.

A Ucrânia vem buscando há ⁠muito tempo um acordo de coprodução ​dos mísseis Patriot PAC-3 para interceptar mísseis balísticos, com o objetivo de fabricá-los no próprio país.

A promessa anterior de Trump de conceder uma licença ​para tal acordo de produção pegou muitos de surpresa, e autoridades ucranianas vêm se reunindo com representantes do Pentágono ​e executivos do ⁠setor desde então para definir detalhes mais concretos.

Esses esforços continuam, mas a embaixadora ucraniana Olha ⁠Stefanishyna afirmou na quinta-feira estar confiante de que a Lockheed Martin, fabricante dos mísseis PAC-3, está totalmente comprometida com o aprofundamento da cooperação com a Ucrânia. Executivos da Lockheed se reuniram com Zelenskiy na terça-feira, e a empresa planeja enviar executivos à Ucrânia em breve, disse ​ela.

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Forças de Defesa da Ucrânia atacam instalação de processamento de petróleo da Rússia

Unidades das Forças de Defesa da Ucrânia atingiram uma instalação de processamento e bombeamento de petróleo, na região de Volgogrado, da Federação russa, na madrugada deste sábado (13), segundo informações publicadas no X pelas Forças Armadas ucranianas.

Foi confirmada a destruição do alvo e um incêndio na região da instalação. Segundo o comunicado, a instalação assegura o processamento, o transporte e o bombeamento de petróleo por oleodutos principais até refinarias e infraestrutura de exportação da Federação Russa.

A instalação russa recolhe e prepara petróleo dos campos de petróleo e gás em Volgogrado e de blocos adjacentes como em Astracã e na República da Calmúquia. Além disso, foram atingidos postos de comando russos nas áreas de Soledar e postos de comando de drones em Khoromne.

“As Forças de Defesa da Ucrânia continuarão a reduzir sistematicamente as capacidades do agressor russo de conduzir a guerra contra a Ucrânia”, afirmaram.

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Por dentro da busca de US$ 26 bilhões de Putin pela longevidade

Quando Vladimir Putin foi flagrado por um microfone aberto dizendo a Xi Jinping que humanos poderiam alcançar a imortalidade substituindo órgãos, alguns descartaram a conversa como um papo excêntrico entre autocratas envelhecidos. Na realidade, durante a conversa em um desfile militar em Pequim, em setembro passado, Putin parecia descrever uma iniciativa de longevidade apoiada pelo Kremlin que se tornou um dos principais projetos científicos da Russia.

Assim como bilionários do Vale do Silício, incluindo Jeff Bezos, Sam Altman e Peter Thiel, Putin há muito demonstra fascínio por pesquisas antienvelhecimento. Mas, na Rússia, sua tentativa de evitar o declínio físico se transformou em prioridade de Estado, recorrendo a métodos tão variados quanto impressão de órgãos, criação de mini-porcos e exposição a temperaturas ultrabaixas.

No mês passado, o governo russo anunciou que cientistas estão desenvolvendo uma terapia genética destinada a desacelerar o envelhecimento celular como parte das “Novas Tecnologias de Preservação da Saúde”, iniciativa de longevidade de US$ 26 bilhões lançada por Putin.

O medicamento “representa uma das vias mais promissoras no combate ao envelhecimento”, afirmou o vice-ministro da Ciência, Denis Sekirinsky, em 23 de abril.

Outra frente considerada promissora? Criar órgãos humanos em laboratório para transplante — uma das inovações de extensão da vida mencionadas por Putin em Pequim. Todos esses esforços fazem parte da iniciativa nacional de longevidade apresentada em 2024, que promete salvar 175 mil vidas até o fim da década. Críticos observaram na época que o número ecoava desconfortavelmente estimativas independentes das perdas militares russas na invasão da Ukraine.

Cientistas estatais nomeados por Putin concentraram esforços em duas tecnologias principais: bioimpressão — impressão 3D de tecidos vivos — e xenotransplante, que consiste em cultivar órgãos humanos dentro de mini-porcos, raça considerada geneticamente compatível com humanos. Pesquisadores russos trabalhando com órgãos do governo afirmam já ter bioimpresso tecido de cartilagem humana e uma glândula tireoide de rato, com a meta de alcançar substituição de órgãos humanos até 2030. Cronograma semelhante foi estabelecido para o cultivo de órgãos em porcos.

“Na Federação Russa, estão em andamento diversos programas científicos nessa área”, informou o serviço de imprensa do Kremlin por e-mail. “Esses projetos recebem apoio estatal, e muitas instituições científicas e de pesquisa participam deles.”

A iniciativa de longevidade da Rússia é liderada por duas figuras próximas de Putin: sua filha Maria Vorontsova, endocrinologista responsável por programas estatais de genética, e o físico Mikhail Kovalchuk, chefe do Instituto Kurchatov, centro soviético de pesquisa nuclear.

Kovalchuk — irmão de Yuri Kovalchuk, aliado próximo de Putin e investidor dos setores bancário e de mídia — tornou-se o principal arquiteto intelectual da agenda de longevidade do Kremlin. Ele argumenta que a ciência em breve permitirá reparar e substituir partes do corpo humano indefinidamente.

“É difícil discutir imortalidade, mas a capacidade de reparar o ser humano sem dúvida aumentará”, disse Kovalchuk à imprensa russa.

Diferentemente de pesquisas semelhantes financiadas por Bezos, Altman ou Thiel, o trabalho promovido pelo círculo de Putin produziu pouca pesquisa revisada por pares em grandes revistas científicas internacionais.

“Se não há publicações, então não há resultados reais, e provavelmente as declarações deles devem ser vistas como aspirações — para não dizer sonhos”, afirmou Alexander Ostrovskiy, pioneiro da bioimpressão na Rússia.

Ostrovskiy deixou a Rússia após a invasão em larga escala da Ucrânia e vendeu sua empresa, que hoje colabora com o governo.

“É impossível fazer ciência isoladamente”, disse ele, referindo-se às sanções que afastaram a pesquisa russa do Ocidente. “Provavelmente estão dizendo a Putin o que ele quer ouvir para garantir financiamento.”

Kovalchuk também associou a ciência da longevidade à visão mais ampla do Kremlin sobre uma disputa civilizacional com o Ocidente. Em um discurso notório de 2015, alertou que o Ocidente caminhava para a criação de “humanos servis” — pessoas controláveis, com consciência limitada e reprodução manipulada. Também sugeriu que os EUA estariam por trás da pandemia de Covid-19.

Putin há muito demonstra simpatia por temas semelhantes. Kovalchuk elogiou publicamente o filme soviético “Dead Season”, de 1968, no qual a CIA conspira com ex-médicos nazistas para controlar a humanidade. Putin já afirmou que o longa o inspirou a entrar para a KGB.

Outra influência importante foi Vladimir Khavinson, chamado pela mídia russa de “gerontologista de Putin”, que promovia terapias antienvelhecimento à base de peptídeos derivados de tecidos de bezerros.

Peptídeos — pequenas cadeias de aminoácidos promovidas para recuperação física, crescimento muscular e antienvelhecimento — ganharam popularidade entre figuras do bem-estar nos EUA, incluindo Robert F. Kennedy Jr. e Joe Rogan, apesar das evidências limitadas sobre muitos dos benefícios alegados.

Khavinson, que recebeu uma das mais altas honrarias estatais russas das mãos de Putin por contribuições à medicina, afirmou em entrevistas que buscava prolongar a vida de um líder cuja saída mergulharia a Rússia em crise. Também defendia que seres humanos foram feitos para viver até 120 anos, citando passagens bíblicas.

Khavinson morreu em 2024, aos 77 anos.

Embora pouco ortodoxos, Khavinson e Kovalchuk possuem credenciais científicas relevantes. Putin, porém, também demonstrou abertura a abordagens bem menos convencionais.

Durante uma reunião no Kremlin em 2018, Putin aconselhou o então chanceler austríaco Sebastian Kurz a experimentar uma câmara de crioterapia — uma espécie de sauna invertida na qual o corpo é exposto a temperaturas de até menos 112°C. Kurz recordou depois sua surpresa ao ouvir Putin explicar entusiasmado os benefícios de permanecer nu regularmente na câmara congelante.

Idade de Putin

Putin, hoje com 73 anos, passou décadas cultivando uma imagem de vigor físico por meio de demonstrações encenadas de masculinidade — caçando sem camisa, jogando hóquei e pilotando motocicletas Harley-Davidson com roupas pretas apertadas para transmitir a resistência de um líder aparentemente sem idade.

Mas, por trás da virilidade cuidadosamente construída, está um governante incomumente preocupado com o declínio físico. Durante a pandemia de Covid-19, Putin impôs rígidos protocolos de quarentena, incluindo túneis de desinfecção e longos períodos de isolamento para visitantes. Suas famosas mesas gigantes tornaram-se símbolos tanto de distanciamento político quanto de germofobia.

A mídia russa e ocidental também especulou sobre possíveis procedimentos estéticos à medida que sua aparência ficou visivelmente mais lisa com o envelhecimento.

A maioria dos aliados e assessores mais próximos de Putin também está na faixa dos 70 anos, incluindo os irmãos Kovalchuk e figuras centrais do Estado como Yuri Ushakov, Sergei Chemezov e Nikolai Patrushev. A tentativa de Putin de escapar do declínio físico — e sua abertura a ciências pouco convencionais — refletem uma tradição antiga entre autocratas russos.

Na década de 1920, experimentos de rejuvenescimento com transfusões de sangue conduzidos pelo intelectual soviético Alexander Bogdanov chamaram atenção do Kremlin — antes que ele morresse, aos 55 anos, em consequência dos próprios tratamentos.

Uma década depois, o médico Oleksandr Bogomolets organizou a primeira conferência mundial sobre longevidade e recebeu elogios de Joseph Stalin por pesquisas que alegavam que humanos poderiam viver até 150 anos. Bogomolets morreu aos 65.

A Rússia continua marcada por algumas das taxas de mortalidade mais severas do mundo desenvolvido. A expectativa média de vida masculina no país hoje é de cerca de 68 anos, segundo estatísticas oficiais, contra aproximadamente 76 nos EUA e mais de 80 em grande parte da Europa Ocidental.

A morte, ao contrário das eleições, continua difícil de controlar — mesmo para o Kremlin.

Escreva para Bojan Pancevski em bojan.pancevski@wsj.com.

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EUA não renovarão isenções petrolíferas para Irã e Rússia

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou nesta sexta-feira (24) que o país não planeja renovar uma isenção que permite a compra, sem sanções, de petróleo e derivados russos atualmente em trânsito marítimo.

Ele acrescentou que a renovação da isenção para o petróleo iraniano também está totalmente descartada.

“Não para os iranianos”, disse Bessent à Associated Press. “Temos o bloqueio, o petróleo não está saindo do Golfo Pérsico e acreditamos que, nos próximos dois ou três dias, eles terão que começar a fechar a produção, o que será muito ruim para seus poços de petróleo.”

Os Estados Unidos emitiram originalmente uma isenção para as vendas de petróleo e derivados russos em março, com o objetivo de estabilizar os mercados globais de energia após os preços do petróleo ultrapassarem os US$ 100 por barril.

O Departamento do Tesouro renovou a isenção dois dias depois de Bessent ter afirmado na Casa Branca que não pretendia estender o alívio de sanções. Bessent explicou sua mudança de posição anterior e descartou a possibilidade de renovar isenções de sanções tanto para a Rússia quanto para o Irã.

“Não imagino que haja outra prorrogação. Acho que o petróleo russo que está no mar já foi amplamente absorvido”, disse ele.

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Banco suíço fecha sob acusação de lavagem de dinheiro iraniano, russo e venezuelano

Sempre que conseguia uma comissão de seis dígitos para seu pequeno banco suíço, Paul-Michel von Merey era conhecido por gritar pelo escritório em plano aberto, perto do Lago de Zurique, tocando ruidosamente um sino de vaca em celebração.

O barulho constante refletia uma fonte lucrativa que sua empresa explorava. O MBaer Merchant Bank, cofundado por von Merey em 2018, às vezes cobrava dos clientes até dez vezes a taxa de mercado para processar pagamentos, segundo pessoas familiarizadas com o assunto, principalmente em transações que outros bancos não aceitavam.

Mas, mesmo após o banco ter sido apontado como um dos “mais prósperos” bancos privados suíços, no ano passado, em um evento local de gestão de fortunas, seu fim estava próximo. A suposta facilitação de lavagem de dinheiro chamou a atenção do secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, que, às vésperas da guerra contra o Irã no final do mês passado, praticamente o forçou a fechar as portas.

“O MBAer canalizou mais de cem milhões de dólares por meio do sistema financeiro dos EUA em nome de agentes ilícitos ligados ao Irã e à Rússia”, disse Bessent em comunicado. A ameaça de cortar o acesso do banco ao sistema financeiro americano foi suficiente para superar os desafios legais da ordem anterior da autoridade reguladora suíça Finma de liquidar o banco.

A seguir está um relato de como o MBaer conseguiu operar sem ser detectado, enquanto, segundo autoridades dos EUA, em alguns casos, era “provavelmente cúmplice das atividades de lavagem de dinheiro de seus clientes”. Seu fim desonroso compromete os esforços de longa data da Suíça para sanear o sistema financeiro e provar que Zurique e Genebra não oferecem mais um refúgio fácil para dinheiro ligado ao crime.

Um porta-voz do MBaer não quis comentar sobre esta reportagem. A Finma também não se manifestou.

Banco foi fundado por herdeiro do Julius Baer

O MBaer foi fundado como um banco de investimentos concebido para atender tanto aos interesses empresariais dos clientes — como o financiamento do comércio — quanto ao seu patrimônio pessoal. Seu cofundador homônimo e primeiro diretor-executivo do banco, Mike Baer, ​​passou 12 anos no Julius Baer Group, banco fundado por seu bisavô. Durante esse período, ele ocupou diversos cargos sêniores, incluindo a chefia das áreas de banking, trading e TI, de acordo com seu perfil no LinkedIn. No Julius Baer, ​​ele também conheceu muitos clientes em potencial e alguns dos outros sócios do MBaer.

Mike Baer e Paul von Merey não quiseram comentar para esta reportagem.

No início de 2005, Mike Baer deixou o banco da família e, nos anos seguintes, ocupou vários cargos em conselhos de administração, de acordo com seu perfil no LinkedIn, incluindo na Odey Asset Management e no Falcon Private Bank, ambos com problemas regulatórios não relacionados nos últimos anos.

Corredor entusiasta, que completou maratonas nos polos Norte e Sul, Baer utilizou fortemente o nome da família. “A herança do MBaer Merchant Bank remonta a 1890, quando Julius Bär lançou as bases para uma longa tradição bancária em Zurique”, afirmou o banco em seu site.

Expansão acelerada a partir de 2023

Ao longo dos anos, o banco expandiu-se rapidamente, em particular, vivenciando um salto nos ativos em 2023. No final de 2025, detinha ativos de clientes no valor de cerca de 4,9 bilhões de francos suíços (US$ 6,2 bilhões), e contava com cerca de 700 clientes e 60 funcionários. Seu tamanho o enquadrava inicialmente na categoria mais baixa de supervisão da autoridade reguladora suíça Finma — destinada a pequenos participantes no mercado, ou de “baixo risco”.

Fontes internas descreveram a cultura do banco como uma reminiscência dos tempos mais liberais das finanças suíças — antes do confronto com os EUA sobre a evasão fiscal nos anos 2000, que levou a tentativas de “limpeza” e ao fim do sigilo bancário absoluto.

Segundo investigadores da unidade de crimes financeiros do Tesouro dos EUA, a FinCEN, o banco começou a atrair atenção por possíveis atividades de lavagem de dinheiro ligadas à Venezuela por volta de 2020. O banco teria então facilitado o financiamento da máquina de guerra russa e ajudado a canalizar fundos petrolíferos iranianos de volta ao regime — incluindo para o Corpo da Guarda Revolucionária.

Lavagem de dinheiro e apoio ao terrorismo

“O MBaer também proporcionou acesso ao sistema financeiro dos EUA a pessoas que oferecem apoio material a esforços de lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo relacionados ao Irã, incluindo apoio a organizações terroristas iranianas”, afirmou a FinCEN em um documento publicado em 2 de março.

As autoridades acusaram o MBaer de facilitar pagamentos em conexão com um esquema internacional de contrabando de petróleo e lavagem de dinheiro conduzido pela Força Quds, da Guarda Revolucionária. Os EUA consideram a Força Quds, que opera fora do país, como uma organização terrorista estrangeira.

Clientes do MBaer transferiram cerca de US$ 37 milhões em conexão com uma empresa sancionada, chamada Turkoca Import Export Transit Co. Ltd., em grandes pagamentos arredondados em dólares, que normalmente levantariam suspeitas de lavagem de dinheiro, declara a FinCEN. A Turkoca era uma “entidade intermediária” usada por afiliados da Força Quds para lavar fundos para o Irã, disse a FinCEN.

Cultura de medo

O MBaer supostamente tinha diversos métodos para conduzir negócios sem chamar atenção. Funcionários permitiam pagamentos em francos suíços ou euros para clientes de alto risco, em uma tentativa de contornar controles mais rigorosos sobre transações em dólares, disseram pessoas familiarizadas com o assunto.

Alguns funcionários de fato geraram alarmes sobre deficiências operacionais. Muitos enfrentaram obstáculos internos significativos após expressarem suas preocupações ou acabaram deixando a empresa. Isso criou uma cultura de medo entre os funcionários e uma relutância em denunciar irregularidades percebidas, afirmaram as fontes.

Em 2023, autoridades dos EUA e a Finma começaram a investigar o banco mais de perto.

Por volta da mesma época, o MBaer rompeu com a empresa que atuava como seu banco correspondente nos EUA — o agora extinto Credit Suisse, de acordo com pessoas familiarizadas com o tema. O JPMorgan passou a prestar esse serviço posteriormente, disseram as pessoas a par do assunto, juntamente com diversas outras instituições financeiras.

O JPMorgan não quis comentar sobre seu relacionamento com o MBAer.

Em 2024, Bignia Vieli, então membro do conselho administrativo, contratou o escritório de advocacia do qual era sócia para realizar uma revisão da infraestrutura operacional do banco, que identificou riscos sistêmicos generalizados. O relatório chegou a sugerir que o banco deveria se autoreportar à Finma.

Fontes de ‘alto risco’

Apesar das preocupações com lavagem de dinheiro, aparentemente nenhuma medida corretiva significativa foi tomada após o relatório, segundo pessoas familiarizadas com o assunto, que afirmaram que a administração continuou recebendo seus bônus integrais. Vieli não respondeu a um pedido de comentário.

A Finma iniciou formalmente procedimentos de execução contra o MBaer em 2024. Posteriormente, informou que 98% dos ativos recentes de clientes do banco vinham de fontes de “alto risco”, segundo um comunicado. O banco havia sistematicamente falhado em investigar o histórico dos relacionamentos de seus clientes e auxiliado ativamente clientes a contornar o congelamento de ativos, afirmou a Finma.

Contudo, no sistema regulatório suíço, um processo sancionador pode se arrastar por anos, e os bancos podem continuar a operar enquanto contestam judicialmente as ordens da Finma. No início de 2026, uma ordem da Finma para fechar o MBaer estava travada nos tribunais — até a intervenção do Tesouro dos EUA.

Liquidação forçada

Na segunda-feira, 9 de fevereiro, Annett Viehweg, CEO do MBaer desde janeiro de 2025, tentou tranquilizar os funcionários do banco, segundo uma pessoa presente na reunião. O MBaer se defenderia na justiça, Viehweg teria afirmado, de acordo com a pessoa.

O banco acabou negociando com a Finma os termos de sua autoliquidação, segundo fontes a par do assunto. As duas partes estavam em desacordo sobre se a lavagem de dinheiro seria mencionada especificamente no comunicado que anunciava o fechamento, até que o Tesouro dos EUA as forçou a agir, disseram as fontes. Posteriormente, o MBaer retirou seu recurso, o que significa que a ordem de liquidação entrou em vigor em 27 de fevereiro.

Von Merey e Mike Baer deixaram o banco, e ambos têm mantido um perfil discreto. O perfil de Von Merey no LinkedIn minimiza sua função no MBaer. No mês passado, a Finma também informou ter aberto processos contra quatro indivíduos não identificados associados ao MBaer. Esses procedimentos se concentram em pessoas que já deixaram o banco, afirmou uma fonte familiarizada com o assunto. Os funcionários foram informados de que até 25 pessoas seriam demitidas em março e abril.

A carteira de clientes de “alto risco” do MBaer agora enfrenta uma espera por uma resolução que pode levar anos, com poucos ou nenhum outro banco na Suíça dispostos a aceitá-los.

Para um banco acusado de lavagem de dinheiro para venezuelanos, russos e iranianos, o fim do MBaer demorou surpreendentemente a chegar. O país está em processo de reformulação da regulamentação financeira, incluindo medidas para ampliar os poderes da agência reguladora Finma. As lições da crise do Credit Suisse, em 2023, estão sendo incorporadas à legislação em tramitação no Parlamento suíço.

Por ora, a aparente incapacidade da Finma de fazer cumprir sua decisão inicial destaca a fragilidade da Suíça no combate eficaz aos crimes do setor financeiro, segundo Mark Pieth, advogado especializado na área e membro fundador do Grupo de Ação Financeira, radicado em Basileia, na Suíça.

“Os americanos tiveram que intervir novamente e apontar uma arma para o peito deles”, disse Pieth. “Em termos de sistema jurídico, a Suíça ainda é um centro offshore, onde os casos se arrastam por anos sob o pretexto do devido processo legal”.

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EUA emitem isenção de sanções por 30 dias para compra de petróleo russo retido no mar

Os Estados Unidos emitiram uma isenção de 30 dias para que países comprem petróleo e derivados de petróleo da Rússia sancionados que atualmente estão retidos no mar, no que o secretário do Tesouro, Scott Bessent, disse ser um passo para estabilizar os mercados globais de energia abalados pela guerra com o Irã.

Os preços do petróleo recuam na manhã desta sexta-feira (13) na Ásia após o anúncio da isenção pelos EUA, que, segundo o enviado presidencial russo Kirill Dmitriev, afetaria 100 milhões de barris de petróleo bruto russo, o equivalente a quase um dia da produção global.

A medida, o segundo recuo significativo das sanções dos EUA relacionadas à guerra na Ucrânia em pouco mais de uma semana, foi a mais recente tentativa do governo do presidente Donald Trump de conter os preços da energia após os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã terem paralisado o transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz.

A Agência Internacional de Energia (AIE), formada por 32 países, afirmou nesta quinta-feira (12) que a guerra no Oriente Médio estava criando a maior interrupção no fornecimento de petróleo da história.

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Isenção vai até 11 de abril

A licença emitida por Washington autoriza a entrega e a venda de petróleo bruto russo e derivados carregados em navios em ou antes de 12 de março e é válida até a meia-noite, no horário de Washington, de 11 de abril, segundo o texto da licença publicado no site do Departamento do Tesouro.

A medida reflete preocupações da Casa Branca de que o aumento dos preços do petróleo após quase duas semanas de ataques dos EUA e de Israel ao Irã prejudique empresas e consumidores americanos antes das eleições legislativas de novembro, quando os republicanos aliados de Trump esperam manter o controle do Congresso.

Bessent, em uma declaração publicada em rede social horas depois de os preços de referência do petróleo ultrapassarem US$ 100 por barril, disse que a medida foi “estritamente direcionada” e “de curto prazo” e não proporcionará benefício financeiro significativo ao governo russo.

“O aumento temporário dos preços do petróleo é uma interrupção de curto prazo e temporária que resultará em um benefício enorme para nossa nação e nossa economia no longo prazo”, disse Bessent na declaração, ecoando Trump.

Mesmo que a suspensão das sanções deva aumentar a oferta mundial de petróleo, ela também pode complicar os esforços do Ocidente para privar a Rússia de receitas para sua guerra na Ucrânia e colocar Washington em desacordo com seus aliados.

Europeus se opõem

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, após participar de uma ligação com líderes do G7 na quarta-feira (11) para discutir o impacto da guerra com o Irã nos mercados de petróleo e gás, disse que agora não é o momento de aliviar as sanções contra a Rússia.

O ministro do departamento de energia do Reino Unido, Michael Shanks, disse à rádio BBC nesta sexta-feira que o governo britânico não afrouxará suas sanções contra a Rússia de forma alguma, descrevendo o momento como um “ponto crítico na agressão russa contra a Ucrânia”.

O alívio das sanções ocorreu após uma ligação entre Trump e o presidente russo Vladimir Putin em 9 de março e uma visita subsequente de Dmitriev aos EUA para discutir a atual crise energética com uma delegação americana que incluía o enviado especial de Trump, Steve Witkoff, e o genro de Trump, Jared Kushner.

“Diante da crescente crise energética, um maior relaxamento das restrições ao fornecimento de energia russo parece cada vez mais inevitável, apesar da resistência de alguns burocratas de Bruxelas”, escreveu Dmitriev em uma publicação no aplicativo de mensagens Telegram na sexta-feira.

Exceções vão aumentando

Após o anúncio do Tesouro, o vice-primeiro-ministro da Tailândia, Phipat Ratchakitprakarn, disse que seu país está pronto para comprar petróleo bruto russo e se prepara para negociações.

O Tesouro dos EUA já havia emitido uma isenção de 30 dias em 5 de março especificamente para a Índia, permitindo que Nova Délhi comprasse petróleo russo preso no mar.

A Rússia, cujas receitas de energia caíram pela metade nos dois primeiros meses do ano e cujo governo já vinha considerando um grande corte nos gastos do orçamento este ano, pode se beneficiar de preços mais altos do petróleo.

Trump também ordenou que a Corporação Financeira de Desenvolvimento Internacional dos EUA forneça seguro contra risco político e garantias financeiras para o comércio marítimo no Golfo e disse que a Marinha dos EUA poderia escoltar navios na região.

O governo Trump também está considerando suspender temporariamente uma regra de transporte conhecida como Lei Jones (Jones Act) para garantir que produtos energéticos e agrícolas possam circular livremente entre portos dos EUA, informou a Casa Branca.

“O presidente está tomando todas as medidas possíveis para reduzir os preços… e vocês verão cada vez mais ações nos próximos dias”, disse o vice-chefe de gabinete da Casa Branca, Stephen Miller, ao programa “Primetime” da Fox News.

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Petróleo dispara após anúncio sobre possíveis novas sanções à Rússia

Extração de petróleo com várias maquinas em um céu cheio de nuvens
Foto: Getty Images

Os preços do petróleo ampliaram os ganhos após o fechamento desta quarta-feira (22), subindo mais de US$ 2 por barril, depois que o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse que o país anunciaria mais sanções contra a Rússia.

Os contratos futuros do petróleo Brent saltaram US$2,44, ou 3,98%, para US$63,76, após o fechamento, e os contratos futuros do petróleo West Texas Intermediate dos EUA (WTI) subiram US$2,42, ou 4,23%, para US$59,66.

Os futuros do Brent haviam fechado com alta de US$1,27, ou 2,07%, a US$62,59 por barril, enquanto os futuros do petróleo West Texas Intermediate dos EUA subiram US$1,26, ou 2,20%, para US$58,50.

Bessent disse que as sanções dos EUA seriam anunciadas nesta quarta ou quinta-feira.

“Vamos anunciar após o fechamento desta tarde ou logo pela manhã de amanhã um aumento substancial nas sanções à Rússia”, disse Bessent a repórteres na Casa Branca nesta quarta-feira.

Os preços do petróleo também foram sustentados pela crescente demanda de energia dos EUA.

Os estoques de petróleo, gasolina e destilados dos EUA caíram na semana passada, com o fortalecimento da atividade de refino e da demanda, informou a Administração de Informações sobre Energia nesta quarta-feira.

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