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5 ações que podem ser impactadas pelo programa Move Brasil na B3, segundo o Bradesco BBI

O programa Move Brasil, voltado a incentivar a compra de veículos novos com a liberação de crédito para motoristas de aplicativo e taxistas, teve início nesta sexta-feira (19), com mais de 600 mil inscritos.

A iniciativa pode impulsionar em até 15% as vendas de automóveis leves, segundo a consultoria Bright Consulting, dependendo da elegibilidade dos participantes e da efetiva concessão de crédito pelos bancos.

Diante desse cenário, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) já sinalizou uma possível revisão para cima de suas estimativas de vendas para 2026, com uma atualização prevista para julho.

A associação prevê que o Move Brasil poderia gerar 200 mil unidades licenciadas, o equivalente a cerca de um mês de vendas.

Na avaliação dos analistas do Bradesco BBI, embora o programa possa direcionar parte da demanda para a aquisição própria de veículos, a iniciativa pode ter um impacto marginal de cerca de 2% para Localiza (RENT4) e de 1% para Movida (MOVI3).

“Por outro lado, o aquecimento das vendas pode reduzir a necessidade de descontos por parte das montadoras, o que tende a beneficiar os preços de seminovos e mitigar pressões sobre depreciação”, consideram.

A leitura de avanço nas vendas de automóveis leves também é positiva para a Iochpe-Maxion (MYPK3), que deve ser a principal ação beneficiada nesse contexto, segundo o BBI, uma vez que isso deve ajudar a compensar a demanda mais fraca de veículos pesados de outras regiões.

Para o banco de investimentos, a Mahle Metal Leve (LEVE3) também pode ter uma demanda favorável, dado seu contato com veículos leves, enquanto a Fras-le (FRAS3) tende a ganhar com a demanda no mercado de reposição, impulsionada pela substituição de veículos usados que estão saindo de circulação

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Com dívidas para vencer, Movida corre contra o tempo e capta R$ 3,5 bilhões

A Movida começou 2026 com um a urgência de atravessar a “muralha” de vencimentos que concentrava dívida no curto prazo — especialmente neste ano.

Em fato relevante divulgado nesta quinta-feira (5), a locadora informou que negociou R$ 3,5 bilhões em captações nos primeiros dois meses de 2026 e, com isso, “concluiu a necessidade de captação de dívidas frente aos vencimentos de 2026”.

Na prática, o movimento funciona como um respiro de liquidez. O cronograma de vencimentos para 2026, que aparecia em R$ 2,72 bilhões antes das operações, cai para R$ 228 milhões após as captações.

O pacote de reforço incluiu uma operação com a IFC, braço do Banco Mundial, no valor de US$ 235 milhões (cerca de R$ 1,3 bilhão), voltada a financiar a renovação de frota com veículos de baixa emissão.

Além disso, a companhia listou outras captações, como debêntures (R$ 400 milhões e R$ 750 milhões), rolagem de dívidas (R$ 750 milhões) e um empréstimo adicional de US$ 67 milhões (cerca de R$ 350 milhões).

Após as operações, seus indicadores chegaram aos melhores níveis em três anos: alavancagem em 2,6 vezes, custo médio em CDI + 1,8% ao ano e prazo médio da dívida em 4,1 anos.

Loja da Movida
Crédito: Movida/Divulgação

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