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Chevron pede mais desregulação de Milei para destravar Vaca Muerta

A Chevron diz que o presidente Javier Milei deve tomar mais medidas para desregulamentar a economia da Argentina e liberar os investidores dos controles de capital para que possam aproveitar ao máximo o crescente boom do xisto no país.

“Temos observado o progresso que o governo Milei tem feito em relação a impostos e à reforma trabalhista, e depois removendo restrições de capital”, disse Mark Nelson, vice-presidente de petróleo da Chevron, em entrevista em Nova York, nos bastidores de uma conferência sobre a Argentina. “Agora, eles estão onde precisam estar para garantir que Vaca Muerta compita dólar por dólar com o Permian? Está no caminho. Mas ainda há mais a ser feito”.

Para se aproximar dos custos da Bacia do Permian, nos Estados Unidos, Javier Milei está ampliando um programa para atrair investimentos estrangeiros, que agora inclui novos projetos de óleo de xisto.

Mark Nelson disse esperar que a Chevron solicite os chamados benefícios do RIGI (Regime de Incentivo para Grandes Investimentos, programa do governo argentino que concede incentivos fiscais, cambiais e regulatórios para grandes projetos) para dois de seus blocos menos desenvolvidos na formação de xisto da Patagônia, acrescentou.

Nelson vê Milei continuando a melhorar o ambiente de negócios para empresas como a Chevron, mas enfatizou a necessidade de a Argentina, uma economia historicamente volátil com uma política de fortes oscilações, permanecer nesse caminho.

“Quando se trata dos fundamentos, a Argentina está em vantagem”, disse Nelson, em referência à qualidade da rocha de xisto, “desde que as medidas políticas adotadas hoje sejam duradouras”.

O desenvolvimento da bacia de Vaca Muerta percorreu um longo caminho desde que a Chevron se tornou a primeira investidora estrangeira na região, em 2013. Hoje, produz quase 600.000 barris de petróleo bruto por dia, uma boa parte proveniente de uma joint venture da Chevron chamada Loma Campana.

Nas condições atuais, a Chevron planeja triplicar a produção na bacia entre agora e 2035, disse Nelson. Atualmente, a empresa produz cerca de 74.000 barris por dia.

Nelson afirmou que, em seus dois blocos relativamente pouco desenvolvidos — Trapial e Narambuena — a Chevron espera solicitar adesão ao principal programa de incentivo a investidores de Milei, o RIGI, que oferece isenções fiscais e outros incentivos favoráveis ​​aos negócios. Isso reduziria a diferença de custos em relação à bacia do Permian, que ainda é maior do que a Chevron gostaria, de 35%.

O RIGI também protege as empresas de futuros controles de capital. Milei tem flexibilizado os controles — e, em particular para a Chevron, garantiu que benefícios concedidos em 2013 finalmente fossem implementados.

“O ritmo de melhora torna mais fácil para investidores de longo prazo dizerem: ‘sim, estou disposto a dar mais um passo’”, acrescentou Nelson. “Sei que eles farão mais melhorias, e é por isso que a Chevron acredita na Argentina”.

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Argentina anuncia acordo de comércio e investimentos com governo Trump

A Argentina afirmou que assinou um acordo de comércio e investimentos com o governo de Donald Trump, cumprindo o compromisso do presidente Javier Milei de abrir a economia sul-americana.

O ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno, disse que os dois países assinaram o acordo em uma publicação nas redes sociais na quinta-feira, mas não forneceu detalhes sobre o texto final.

Os dois países haviam concordado anteriormente com um acordo-quadro em novembro, que previa que a Argentina fizesse várias concessões em sua economia historicamente protecionista, enquanto os EUA concordaram em remover algumas tarifas recíprocas sobre produtos farmacêuticos e “recursos naturais indisponíveis”.

O chefe de gabinete de Milei, Manuel Adorni, e o Ministério das Relações Exteriores da Argentina não responderam imediatamente aos pedidos de comentário. O Escritório do Representante de Comércio dos EUA afirmou que não tinha comentários imediatos.

O acordo-quadro afirmou que a Argentina se comprometeu a importar carros fabricados nos EUA e a aceitar alimentos certificados pela Food and Drug Administration (FDA). A Argentina também abrirá seu mercado para o gado vivo e dará aos produtores americanos acesso preferencial para vender ao país “determinados medicamentos, produtos químicos, máquinas, produtos de tecnologia da informação, dispositivos médicos, veículos automotores e uma ampla gama de produtos agrícolas”.

O acordo também aborda direitos de propriedade intelectual e comércio digital, entre outros temas, segundo o documento-quadro.

Trump tem buscado repetidamente ajudar Milei, um de seus principais aliados na América Latina. Em setembro passado, quando Milei enfrentava uma difícil eleição de meio de mandato, o Tesouro dos EUA anunciou um pacote de ajuda de US$ 20 bilhões que ajudou a mitigar uma venda massiva da moeda e a reforçar a confiança do mercado em seu governo.

O partido de Milei então conquistou uma vitória esmagadora na eleição de outubro, desencadeando uma alta nos mercados.

A nação sul-americana frequentemente figura entre as piores do mundo em barreiras comerciais, já que suas tarifas tiveram média de 13% nos últimos anos, em comparação com 3,5% nos EUA, segundo dados do Banco Mundial. A última tentativa da Argentina de abrir sua economia, nos anos 1990, devastou a indústria local e fez com que o livre-comércio se tornasse sinônimo de perda de empregos para muitos eleitores.

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Vitória legislativa dá uma segunda chance para Milei reformar a economia argentina

Uma vitória retumbante do partido de Javier Milei nas eleições de meio de mandato no domingo (27) — com uma tábua de salvação dos EUA — deu ao presidente libertário um novo impulso em sua busca para reformar a Argentina e quebrar o ciclo de dívidas, inadimplência e crises do país.

Agora, Milei enfrenta a difícil tarefa de aproveitar a segunda chance que acabou de ganhar. Para capitalizar, ele terá de provar que consegue forjar alianças políticas fortes e evitar as armadilhas que condenaram líderes reformistas anteriores — e que quase o destruíram antes da votação.

No mês passado, os eleitores da província de Buenos Aires infligiram um revés devastador a Milei , garantindo uma vitória esmagadora à oposição peronista em uma eleição local. Os investidores interpretaram isso como um sinal de que o alívio proporcionado pela capacidade de Milei de controlar a inflação, que havia caído de seu pico próximo a 300%, havia dado lugar à frustração com a economia em baixa, com salários estagnados e escassez de empregos.

Uma série de escândalos de corrupção agravou os problemas, e o então líder de seu partido desistiu da disputa de domingo devido a ligações com um traficante de drogas. O peso argentino sofreu uma forte desvalorização, mesmo depois que Donald Trump e o secretário do Tesouro, Scott Bessent, o ajudaram, com investidores e famílias apostando que uma desvalorização pós-eleitoral era iminente. A aprovação de Milei caiu para o nível mais baixo de seu mandato.

Mas, diante da escolha entre Milei e os peronistas que presidiram o colapso mais recente do país, os argentinos preconizaram a manutenção ao atual presidente. Por enquanto, pelo menos, estão dispostos a deixar Milei concretizar seu projeto de desmantelar a máquina estagnada do Estado, cortando seu orçamento com sua motosserra e promovendo reformas agressivas de livre mercado.

Segundo suas próprias estimativas, o partido de Milei e seus aliados terão mais de 100 cadeiras na Câmara dos Deputados, muito mais do que os 15% que ele tem atualmente e além do um terço necessário para proteger seus poderes de veto. Ele terá 20 das 72 cadeiras do Senado.

“Os argentinos demonstraram que não querem retornar ao modelo do fracasso”, declarou Milei. “Nos próximos dois anos, precisamos fortalecer o caminho reformista que iniciamos para mudar a história da Argentina de uma vez por todas.”

Os mercados argentinos subiram na manhã de segunda-feira, com o peso subindo 10%, os títulos subindo em geral e seu índice de ações ganhando 20% no início do pregão, enquanto os investidores assimilavam a mão repentinamente forte de Milei para buscar reformas.  

Backstop de Bessent

Não há dúvidas de que as intervenções dos EUA — na forma de um acordo de swap cambial de US$ 20 bilhões, compras estimadas de mais de US$ 1 bilhão em pesos e promessas de obter outros US$ 20 bilhões em financiamento de bancos privados — impulsionaram Milei, mesmo com Bessent enfrentando críticas em casa por cumprir suas promessas.

“O resgate de Trump foi consequente”, disse Benjamin Gedan, pesquisador sênior e diretor do Programa para a América Latina do Stimson Center, em Washington. “É difícil imaginar que Milei teria um desempenho tão bom em meio a uma valorização acelerada do peso, com o banco central ficando sem moeda forte.”

Uma grande questão que se coloca a Milei é se a vitória inspirará alguma correção de rumo em casa. Há dois anos, ele assumiu a presidência prometendo derrotar a “casta” que culpava por transformar a Argentina em uma economia tão propensa a crises. Desde então, ele tem tratado regularmente aliados, incluindo o ex-presidente Mauricio Macri, como parte desse grupo, rotulando-os, assim como os peronistas, como “traidores”. 

Milei precisará de aliados tanto no Congresso quanto nos principais governos para obter aprovação para as reformas tributária, trabalhista e previdenciária que os investidores há muito dizem que a Argentina precisa para finalmente entrar em um caminho sustentável para o crescimento e para gerar empregos e prosperidade econômica que tornarão a reeleição em 2027 muito mais fácil. 

“A eleição deve marcar o início de uma nova fase política”, disse Pilar Tavella, chefe de estratégia macro e soberana da Balanz Capital Valores SA. Após uma estratégia de confronto anterior, na noite de domingo, “Milei contatou a oposição moderada, e os governadores em particular, para aprovar reformas no Congresso, destacando que eles acreditam que podem trabalhar juntos”.

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Mercados hoje: acerto entre China e EUA e encontro entre Lula e Trump animam investidores

Bom Dia!
A semana abre em modo “inclinação ao risco ligado”. O fim de semana trouxe notícias para animar os investidores: sinais de entendimento entre EUA e China tiram pressão de tarifas e animam a pré-abertura lá fora. Aqui, o encontro Lula–Trump trouxe uma luz no fim do túnel das tarifas. Por outro lado… a expectativa para o encontro do Fed entre terça-feira e quarta-feira pode inspirar cautela ao longo do dia.
A seguir: giro global, os destaques do dia, pílulas e a agenda, com balanço de Neoenergia.


Enquanto Você Dormia…

  • Clima mais leve: investidores precificam avanço num acordo EUA–China e aguardam Big Techs + Fed.
  • Futuros de NY: S&P 500 +0,74% e Nasdaq +1,10% (por volta de 08h50).
  • Europa e Ásia: STOXX 600 perto de máximas históricas; Japão/Coreia/Taiwan bateram recordes com o alívio tarifário no radar.
  • Dólar DXY estável perto de 98,9; Petróleo Brent em US$ 66,4; Treasury 10 anos ao redor de 4,04%

Destaques do dia

  • EUA–China afinam um caminho para um futuro acordo:
  • Washington e Pequim indicaram um esboço para evitar novas tarifas dos EUA e adiar controles chineses a exportações (terras-raras), com encontro de líderes. Futuros saltam na esteira do noticiário.
  • E o que isso importa? Se o desarme tarifário avançar, melhora o humor em commodities e cíclicas ligadas à China (Vale, CSN e Gerdau) e tira pressão de dólar/juros globais; soja e cadeias industriais sensíveis a insumos asiáticos também entram no radar.

Giro pelo mundo

  • Big Tech na semana: Microsoft, Apple, Alphabet, Amazon e Meta puxam a temporada e testam o “trade” de IA. (Triggers: pré/pós-fechamento ao longo da semana)
  • Futuros de NY sobem com expectativa de corte de 25 pb na quarta (Fed) e reunião Trump–Xi.
  • Argentina: Milei sai fortalecido nas eleições de meio de mandato, reforçando agenda pró-mercado e laços com os EUA. Partido do presidente argentino conquistou 67 de 127 cadeiras na Câmara dos Deputados.

Giro pelo Brasil

  • Lula–Trump: reunião de 45 minutos em Kuala Lumpur ensaia trégua tarifária; times técnicos começam a negociar “solução rápida”. (Próximo passo: agenda de encontros entre Tesouro/Trade Reps)
  • Focus: sai entre 8h25–8h30 com novas projeções de IPCA/Selic/câmbio; baliza a curva logo cedo.

Giro Corporativo

  • Energia: Neoenergia (NEOE3) divulga 3T25 hoje; teleconferência amanhã de manhã. (Olho em alavancagem, CAPEX e fluxo de caixa)
  • Temporada local: resultados ganham tração nesta e nas próximas semanas, com blue chips na fila.

A Agenda de hoje

  • ⏰ 08:25: Relatório Focus — Banco Central do Brasil. Termômetro das expectativas para IPCA/Selic/câmbio.
  • ⏰ 12:30 (ET 10:30): Dallas Fed Manufacturing — EUA. Sinal de atividade/preços no Texas.
  • ⏰ Após o fechamento: Neoenergia (NEOE3) — 3T25. Divulgação dos números; call amanhã às 09:00 (BRT).
  • ⏰ Durante o pregão: Prévias/expectativas de balanços nos EUA; foco em Big Tech ao longo da semana.
  • ⏰ Amanhã: Início da reunião do Fed (27–29/10); decisão na quarta-feira, 14h (ET).

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Argentina vai às urnas em votação que definirá o fôlego político de Milei

A Argentina vota neste domingo (26) em uma eleição de meio de mandato que servirá como um referendo crucial sobre as políticas de austeridade do presidente Javier Milei — e, possivelmente, sobre o pacote de resgate de US$ 40 bilhões oferecido pelo governo de Donald Trump.

As urnas fecham às 18h, e os resultados são esperados para a noite deste domingo. Os argentinos elegem representantes para metade das cadeiras da Câmara dos Deputados — 127 no total — e 24 dos 72 assentos do Senado. Os resultados oficiais serão divulgados por província, e não como um único resultado nacional.

Dois anos após chegar à presidência com uma vitória expressiva, Milei e seu partido agora enfrentam dificuldades. O líder libertário conseguiu reduzir a inflação e conter a pobreza, mas a recuperação econômica do país perdeu fôlego: os salários não acompanham o aumento do custo de vida, e o desemprego está mais alto do que quando ele assumiu o cargo.

Três escândalos de corrupção também abalaram a imagem de Milei como um político antissistema e enfraqueceram sua popularidade. Sua taxa de reprovação está no nível mais alto desde o início do mandato.

Uma derrota expressiva para o partido A Liberdade Avança (La Libertad Avanza, ou LLA) em eleições locais realizadas em setembro aumentou a pressão. As perdas na província de Buenos Aires — que concentra mais de um terço da população argentina — provocaram temores entre investidores sobre a força política de Milei antes das eleições legislativas, o que levou a uma queda do peso argentino e à desvalorização dos títulos soberanos.

Duas semanas depois, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, interveio para conter a desvalorização da moeda, mas o peso continuou enfraquecendo.

@investnewsbr

Os EUA querem salvar a Argentina (e o governo Javier Milei), por meio da venda e empréstimo de dólares. #argentina #EUA #dolar #peso

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Agora, investidores observam se Milei — cujo partido controla cerca de 15% das cadeiras no Congresso — conseguirá garantir ao menos um terço dos assentos, suficiente para manter o poder de veto. Nos últimos meses, a oposição derrubou diversos vetos presidenciais, o que o governo classificou como ataques às políticas fiscais que resultaram em superávit orçamentário.

“Precisamos de um terço em uma das Casas para bloquear esses ataques, e vamos conseguir isso, ganhando por cinco pontos ou perdendo por sete”, disse o ministro da Economia, Luis Caputo, em evento do Atlantic Council em Washington. “Mas precisamos de maioria simples em ambas as Casas para aprovar todas as reformas que queremos, e isso não teremos mesmo se vencermos por 15 pontos.”

Segundo analistas da Bloomberg Economics, a disputa pode permitir que ambos os lados reivindiquem vitória.

“Salvo cenários extremos, acreditamos que cada lado conseguirá moldar a narrativa a seu favor. Em grande parte dos cenários, o partido de Milei deve obter um resultado compatível com dois objetivos principais: garantir o apoio dos EUA e a governabilidade mínima”, disse Jimena Zuniga, economista para a América Latina.

Caputo tem negado que o resultado eleitoral vá provocar mudanças na política econômica — independentemente de vitória ou derrota. Na teoria, o peso argentino flutua em uma faixa de variação que se amplia a cada dia; na prática, tanto os governos de Milei quanto o de Trump têm intervindo para sustentar a moeda, vista por investidores como supervalorizada.

Há especulações no mercado de que o pacote de resgate dos EUA esteja condicionado a algum ajuste na política cambial, embora Bessent tenha expressado apoio ao modelo atual. Outro ponto-chave é se o Banco Central da Argentina voltará a acumular reservas internacionais, após não cumprir uma meta estabelecida no acordo de US$ 20 bilhões com o FMI.

Além das compras diretas de pesos, o apoio americano inclui uma linha de swap de US$ 20 bilhões e uma promessa adicional de financiamento de US$ 20 bilhões de bancos de Wall Street, ainda em negociação.

As tensões se intensificaram desde o encontro entre Milei e Trump na Casa Branca, em 14 de outubro.

“Se ele vencer, continuaremos com ele; se não vencer, saímos”, disse Trump durante a reunião.

Donald Trump e Javier Milei se reuniram na Casa Branca
Donald Trump e Javier Milei se reuniram na Casa Branca (Divulgação)

Independentemente do resultado, Milei tentará avançar com suas reformas econômicas e tributárias assim que o novo Congresso assumir em 10 de dezembro. Por ora, sua equipe tenta minimizar o tom de “tudo ou nada” que domina o pleito, reconhecendo que será preciso negociar com outros partidos para aprovar leis que reflitam sua força política.

“Essas eleições de meio de mandato estão recebendo mais atenção do que deveriam”, disse Caputo. “Ganhando ou perdendo, o governo terá muito trabalho para construir as coalizões necessárias entre governadores, deputados e senadores, para aprovar as leis de que o país precisa.”

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EUA já gastaram mais de US$ 1 bilhão para segurar o peso argentino e viabilizar Milei

Os Estados Unidos gastaram uma quantia bem superior a US$ 1 bilhão neste mês adquirindo pesos argentinos, de acordo com estimativas de mercado, à medida que o esforço de apoio do Secretário do Tesouro, Scott Bessent, se intensificou antes da votação de meio de mandato em 26 de outubro.

O número ainda não foi confirmado, mas um operador que pediu para não ser identificado estimou o valor em US$ 1,4 bilhão, enquanto uma consultoria local informou a clientes que o valor estava mais próximo de US$ 1,7 bilhão. O Departamento do Tesouro dos EUA, o Ministério da Economia e o Banco Central da Argentina ainda não divulgaram números oficiais. Porta-vozes do Tesouro não responderam a um pedido de comentário.

O presidente argentino Javier Milei e Bessent buscaram evitar uma corrida pré-eleitoral contra a moeda. O peso argentino, que o governo permite que seja negociado livremente dentro de uma faixa específica, já se desvalorizou 21% nos últimos quatro meses. Ele foi negociado no limite mais fraco da faixa por vários dias, levando o banco central a intervir pela primeira vez em cerca de um mês. 

“Foi um passo importante para evitar uma deterioração mais profunda nas avaliações dos ativos argentinos”, disse Fernando Losada, economista da Oppenheimer. “Ainda assim, o fato de a taxa de câmbio ter sido negociada perto do topo da banda — apesar dos anúncios de Bessent e das compras de pesos pelo Tesouro dos EUA — sugere que, mesmo com o Tesouro no mercado, os investidores continuam cautelosos com o risco político em torno das eleições.”

O Tesouro dos EUA vendeu sua maior quantidade de dólares em 22 de outubro, quando o peso encerrou uma sequência de cinco dias de perdas. O JPMorgan Chase e o Citigroup foram os dois principais negociadores de dólares em nome do Tesouro naquele dia, com operadores estimando vendas entre US$ 400 milhões e US$ 500 milhões.

O banco central da Argentina relatou vendas adicionais de dólares de US$ 45,5 milhões em 21 de outubro, no final da sessão.

O governo enfrenta eleições de meio de mandato cruciais neste domingo, que avaliarão o apoio público e determinarão quanto espaço ele tem para levar adiante as reformas que diz serem necessárias.

Bessent também organizou uma linha de swap cambial de US$ 20 bilhões para a Argentina neste mês para fornecer mais acesso a dólares, um acordo que ele descreveu como uma “ponte para um futuro econômico melhor” para o país sul-americano.

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Cautela domina mercado de títulos argentinos antes da prova de fogo para Milei

Será um momento decisivo para o ‘Milei trade’ — e ninguém quer ser pego do lado errado dessa aposta novamente.

A venda frenética que abalou os mercados da Argentina no mês passado, após o partido do presidente Javier Milei ter sido derrotado nas urnas, deixou investidores globais em alerta para outro possível tombo após as eleições legislativas de domingo.

Gestores e estrategistas afirmam que, se sua coalizão La Libertad Avanza conseguir garantir um terço das cadeiras no Congresso, os mercados poderão ver uma retomada.

Mas, mesmo com essa meta modesta — antes da derrota do mês passado, as expectativas eram de um número maior —, bancos como o Morgan Stanley e o UBS alertam para riscos expressivos de perdas: um desempenho mais fraco provavelmente será visto como uma ameaça à agenda de reformas econômicas de Milei e à enxurrada de dinheiro de ajuda que os Estados Unidos injetaram para sustentar a moeda do país.

“Se as eleições correrem muito bem e o partido dele conseguir um terço, acho que a Argentina vai se recuperar — mas não quero ser pego num cenário negativo”, disse Ray Zucaro, diretor de investimentos da RVX Asset Management, em Miami. “Prefiro estar neutro, sem uma posição grande.”

Os mercados da Argentina se estabilizaram desde que o governo Trump interveio para comprar pesos e ofereceu uma linha de crédito de US$ 20 bilhões para evitar que Milei enfrentasse uma crise cambial antes da eleição.

Os títulos em dólares do país registravam ganhos nesta sexta-feira. As notas com vencimento em 2035 subiam meio centavo de dólar, para perto de 57 centavos de dólar, de acordo com dados indicativos de preços compilados pela Bloomberg. Enquanto isso, a moeda enfraqueceu levemente em Buenos Aires em meio a negociações reduzidas.

Perdas na Argentina

Mas as lembranças das perdas acentuadas do mês passado, que se seguiram à derrota do partido de Milei na eleição de Buenos Aires, estão deixando os investidores tensos. O episódio forçou os bancos de Wall Street a desfazer apostas otimistas e abalou investidores globais que, antes, apostavam que o plano do economista libertário de cortar gastos e regulações poderia virar a pagina de uma Argentina marcada por décadas de inflação altíssima e calotes soberanos.

Isso transformou as eleições legislativas em um teste crucial sobre se Milei será capaz de continuar com sua agenda, que mostrou sucesso na redução da inflação, mas deixou eleitores descontentes devido aos cortes profundos em programas governamentais sem concretizar a prometida recuperação. Ele também enfrenta um escândalo de corrupção envolvendo seu círculo íntimo, o que minou sua imagem de reformista.

Apoio a Milei

A questão central será se Milei conseguirá manter apoio suficiente no legislativo para vetar eventuais medidas da oposição peronista para reverter sua agenda. Os investidores também estarão atentos a sinais de que o resultado o levará a adotar uma abordagem mais conciliadora em relação aos seus adversários políticos.

“O verdadeiro teste estará na estratégia pós-eleitoral de Milei”, escreveu em nota a clientes o economista Diego Pereira, do JPMorgan. Ele disse que uma narrativa de “derrota nacional” provavelmente se consolidará se Milei obtiver cerca de 31% a 32% dos votos e perder na maioria das províncias.

“Possuir um ‘terço de veto’ no Congresso não substitui as alianças necessárias para aprovar reformas macroeconômicas críticas; uma mudança de uma retórica combativa para uma governança pragmática é essencial”, afirmou Pereira.

Pedro Quintanilla-Dieck, estrategista do UBS, disse que operadores “não esperam um resultado forte” para Milei nas urnas, e estima que seu desempenho deve ficar na casa dos 30%.

Há também forte dúvida sobre se a Argentina conseguirá manter a banda de negociação atual para o peso, amplamente visto como supervalorizado. O governo gastou bilhões de dólares em compras da moeda para sustentá-la, enquanto investidores estrangeiros saíam do país e argentinos cautelosos migravam suas economias para a moeda americana, antecipando que o presidente apenas adia outra desvalorização do peso até depois das eleições.

Essas preocupações foram alimentadas por comentários do presidente dos EUA, Donald Trump, que indicou que seu governo cortaria o apoio financeiro se a agenda de Milei fosse derrotada.

Cautela

O Morgan Stanley apontou um possível cenário intermediário, no qual o partido de Milei obtém 30% a 35% dos votos. Esse resultado — não tão positivo quanto Milei com desempenho próximo dos 40% — provavelmente manteria o apoio dos EUA, embora o progresso em sua agenda possa ser lento. A mensagem do banco para os clientes: não façam apostas direcionais significativas antes da eleição.

Na Gramercy Funds Management, Belinda Hill tem adotado uma postura igualmente cautelosa.

“Não acho que ninguém consiga prever o que vai acontecer na votação”, disse Hill, gestora de portfólio do fundo sediado em West Palm Beach, na Flórida. “Estamos mais focados em entender se Milei conseguirá construir uma coalizão após a eleição e quais políticas virão a seguir, para então definirmos o posicionamento adequado.”

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Trump condiciona socorro bilionário à vitória de Milei na Argentina: ‘Se ele perder, estamos fora’

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (14) que o pacote de US$ 20 bilhões que seu governo prepara para socorrer a Argentina está vinculado à vitória do presidente Javier Milei nas eleições legislativas marcadas para o fim do mês.

“Se ele perder, não seremos generosos com a Argentina. Se não vencer, estamos fora”, disse Trump, em reunião com Milei na Casa Branca, em tom que reforçou a aliança política entre os dois líderes.

O encontro aconteceu poucos dias depois de Washington anunciar a compra de pesos argentinos e o fechamento do acordo de swap cambial — uma linha de liquidez emergencial com o Banco Central da Argentina —, destinada a estabilizar o mercado e evitar uma nova crise cambial no país.

As eleições parlamentares de 26 de outubro são vistas como um plebiscito sobre a política de choque liberal de Milei, que tenta ampliar sua base no Congresso, onde seu partido A Liberdade Avança detém menos de 15% das cadeiras.

Mercado cético 

Após as declarações, as taxas de juros de curto prazo do peso voltaram à casa dos três dígitos, refletindo a ausência de intervenção cambial tanto dos EUA quanto da Argentina pelo segundo dia consecutivo. A taxa de recompra overnight colateralizada — conhecida como caución — saltou de 77,5% para 115%, enquanto o peso argentino caiu quase 1%, para 1.360 por dólar.

Os títulos soberanos recuaram ao longo de toda a curva, com os bonds em dólar com vencimento em 2035 perdendo 2,4 centavos por dólar, negociados a US$ 0,57 — a maior queda desde 30 de setembro.

Para analistas, a ofensiva americana pouco ajudou Milei junto ao eleitorado. “Condicionar o apoio do governo dos EUA a uma vitória de Milei de forma explícita pode, na verdade, ser um golpe político para a campanha dos libertários”, avaliou Ramiro Blázquez, estrategista da StoneX, em Buenos Aires.

A avaliação dominante no mercado é que o desempenho do partido A Liberdade Avança será o verdadeiro termômetro do risco argentino. Uma votação entre 35% e 40% nas eleições legislativas seria vista como vitória simbólica e daria fôlego ao governo.

Mas qualquer resultado abaixo de 30%, alertam operadores, deve provocar uma nova onda de vendas nos ativos argentinos.

Alinhamento político

Trump exaltou Milei como um “líder MAGA de verdade” — em referência ao slogan Make America Great Again — e disse que o pacote “serve para apoiar uma boa filosofia econômica, onde a Argentina possa voltar a ser bem-sucedida”.

Fontes da Casa Branca disseram que o apoio americano não é apenas financeiro, mas também estratégico: uma tentativa de reforçar laços ideológicos na região e contrabalançar a influência da China na América do Sul.

“É melhor construir pontes econômicas com aliados do que ter de atirar em barcos de traficantes”, ironizou o secretário do Tesouro, Scott Bessent, em referência a recentes operações militares contra embarcações venezuelanas.

A fala veio no mesmo dia em que o governo americano anunciou a quinta operação naval contra supostos barcos de narcotráfico na região do Caribe.

Suspense

Para Milei, o acordo já ajudou a conter a queda do peso e a interromper uma corrida cambial que ameaçava se transformar em nova crise. O pacote — um dos maiores acordos bilaterais entre EUA e Argentina desde os anos 1990 — também ocorre no momento em que Milei tenta consolidar sua imagem de aliado incondicional de Trump.

O pacote americano inclui swap cambial, linhas de crédito e liquidez direta para o Banco Central argentino, totalizando US$ 20 bilhões, e vem sendo negociado há meses entre o ministro da Economia Luis Caputo e o Tesouro americano.

A iniciativa também é vista como um teste da influência de Washington na região, diante da crescente presença econômica da China e de bancos asiáticos em operações de resgate financeiro na América do Sul.

(Com informações da Bloomberg e do The Wall Street Journal)

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Vendas de dólares no governo Milei impulsionam o peso, mas alimentam apostas de desvalorização

Investidores argentinos estão aumentando as apostas de que o presidente Javier Milei irá desvalorizar o peso após as eleições de meio de mandato neste mês, ao mesmo tempo em que o governo esgota suas reservas para sustentar a moeda em dificuldades.

O Tesouro do país interveio pela sétima sessão consecutiva na quarta-feira (8), de acordo com duas pessoas com conhecimento direto do assunto.

O Tesouro já havia vendido cerca de US$ 1,5 bilhão nas seis sessões anteriores, impulsionando o dólar para o mercado e valorizando o peso.

Nas últimas semanas, o governo tem atuado em diversas frentes para evitar que a moeda caia ainda mais, restabelecendo alguns controles cambiais e vendendo dólares no mercado futuro. Mas quanto mais o governo precisa fazer isso para sustentar o peso, mais evidente se torna a insustentável taxa de câmbio atual, alimentando a própria corrida à moeda que as autoridades tentam conter.

“O mercado parece estar precificando uma mudança no regime cambial no dia seguinte às eleições, o que significa que quanto mais nos aproximamos da data, maior a pressão sobre a taxa de câmbio”, disse Santiago Resico, economista da corretora one618. “O fato de o Tesouro estar vendendo grandes quantias de dólares todos os dias claramente não ajuda.”

O governo busca evitar uma desvalorização do peso que alimentaria a inflação às vésperas das eleições parlamentares de 26 de outubro, nas quais metade das cadeiras do Congresso estão em disputa. Milei precisa obter apoio em ambas as casas do Congresso para avançar com suas reformas econômicas mais desafiadoras.

O banco central, que queimou US$ 1,1 bilhão em reservas no mês passado para sustentar a moeda, tem contado com o dinheiro do Tesouro para mantê-la estável ultimamente. Embora a autoridade monetária também possa intervir nos mercados, isso só é possível se o peso ultrapassar a banda de negociação estabelecida como parte do acordo da Argentina com o Fundo Monetário Internacional.

As perspectivas para a Argentina pioraram depois que Milei sofreu um duro revés em uma eleição na província de Buenos Aires no início de setembro, em meio a crescentes dificuldades econômicas e escândalos de corrupção que mancham alguns de seus aliados mais próximos. Uma promessa de ajuda dos EUA ajudou a conter a onda de vendas, mas não a reverter a queda.

Por enquanto, o cenário base mais popular é que o governo obtenha entre 34% e 37% dos votos nas próximas eleições, afirmou o economista do Barclays Ivan Stambulsky em um relatório a investidores na semana passada. Nessas circunstâncias, espera-se que Milei ainda consiga governar por veto e decreto.

Mas os legisladores da Câmara devem debater na quarta-feira a legislação que limitaria o uso de decretos presidenciais, de acordo com a pauta da Câmara. Isso pode prejudicar ainda mais a capacidade de Milei de aprovar reformas na segunda metade do seu mandato.

As vendas de dólares e o nervosismo eleitoral alimentaram a volatilidade no mercado de títulos, disse Paula Gandara, diretora de investimentos da Adcap Asset Management em Buenos Aires.

Após registrar forte alta na segunda-feira, as notas com vencimento em 2035 caíram mais de um centavo no dia seguinte, com o governo continuando a injetar dólares nos mercados cambiais. Na quarta-feira, os títulos caíram novamente, levando a perdas nos mercados emergentes.

“Os mercados querem que eles desvalorizem a moeda e permitam que ela seja flutuante. Chega de bandas, chega de intervenção”, disse David Austerweil, vice-gerente de portfólio de mercados emergentes da VanEck em Nova York. “Vai acontecer de uma forma ou de outra.”

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Pausa tarifária na Argentina faz exportação agrícola bater recorde — mas causa revolta entre produtores locais

A suspensão das tarifas de exportação para produtos agrícolas na Argentina foi implementada para fortalecer as finanças do país.

A estratégia do presidente Javier Milei era aumentar a oferta de dólares no mercado. Deu certo: a suspensão atraiu rapidamente cerca de US$ 7 bilhões em embarques, com exportadores — incluindo as gigantes Bunge, Cargill e Louis Dreyfus — aproveitando a oportunidade.

Em 48 horas, as tarifas voltaram a vigorar, incluindo alíquotas de cerca de 25% sobre os embarques de soja e cerca de 10% sobre milho e trigo.

Embora não tenha sido a primeira vez que oscilações na política argentina desencadearam uma corrida desenfreada para as exportações, a escala do frenesi comercial da semana passada deixou o setor agrícola do país abalado.

Foram quase 20 milhões de toneladas embarcadas, maior volume registrado, segundo dados do Departamento de Agricultura desde 2011.

“Nunca vi nada parecido”, disse Gustavo Passerini, consultor veterano de mercados de grãos em Rosário, centro comercial da Argentina. “O único outro momento na história recente que pode se comparar foi quando o país aumentou as tarifas de exportação em 2007”, disse ele.

Críticas à medida argentina

A corrida pelas exportações não está causando surpresa apenas na Argentina. Os produtores de soja dos EUA estão atualmente excluídos do mercado chinês, em benefício dos produtores argentinos e brasileiros, com todos os olhos voltados para as próximas negociações de Donald Trump com Xi Jinping sobre o assunto.

Mas os produtores de todo o Pampa argentino também estão frustrados, suspeitando que os comerciantes possam capturar a maior parte dos ganhos.

“Estamos com a pulga atrás da orelha porque o governo Milei deixou os exportadores se beneficiarem mais com essa medida”, disse Santiago Fernandez de Maussion, agricultor de Jesús María, província de Córdoba. “Agora eles conseguem negociar preços com vantagem, enquanto eu estou lutando para ter algum lucro.”

Os comerciantes também podem estar em apuros. Eles prometeram 12,4 milhões de toneladas de soja entre outubro e março do ano que vem, antes da próxima colheita. E, no entanto, os estoques nos Pampas estão reduzidos. Com isso, os produtores têm mais poder de barganha.

“O programa especial desencadeou uma onda de vendas de safras”, informou Ciara-Cec, principal grupo exportador e de esmagamento da Argentina, que inclui todas as principais tradings como membros, em uma publicação no X. “As tradings continuam operando nos mercados de grãos para cumprir todos os contratos de exportação, como de costume.”

Até 24 de setembro, os produtores haviam vendido mais de 35 milhões de toneladas, ou 62% do estoque total estimado de 57 milhões.

“Os produtores com grãos que sobraram são os que têm poder de barganha para mantê-los em silos, então eles têm alavancagem”, disse Javier Preciado Patiño, consultor que atuou como chefe de mercados agrícolas da Argentina de 2019 a 2022.

Soja mais cara

Eles já estão ganhando no cabo de guerra. As ofertas de soja giram em torno de US$ 350 a tonelada, em comparação com menos de US$ 300 antes do alívio tarifário, de acordo com a Junta Comercial de Rosário. Isso significa que os comerciantes estão repassando cerca de 60% do benefício enquanto lutam para cobrir os compromissos, de acordo com a analista de mercado Lorena D’Angelo.

O próprio Milei apontou os preços mais altos como prova de que os agricultores estão colhendo uma parte dos lucros inesperados.

Ainda assim, os produtores — um bastião de apoio ao presidente Milei — continuam chateados com a inclinação da balança a favor dos grandes traders.

Isso aumenta a frustração em relação a Milei, por não ter cumprido a promessa de liberar a agricultura. A produção argentina tem sido prejudicada há duas décadas por intervenções governamentais e está ficando cada vez mais atrás do Brasil.

“Assumimos o maior risco e, no entanto, carregamos o fardo novamente”, disse Augusto McCarthy, agricultor de Navarro, província de Buenos Aires. “Os exportadores não deveriam ficar com nada do que é nosso por direito.”

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