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Day trade: Compre Copasa (CSMG3) e venda Brava Energia (BRAV3) para ganhar até 1,48% hoje (23), segundo a Ágora

A Copasa (CSMG3) é uma das recomendações de compra em day trade da Ágora Investimentos para esta terça-feira (23).

As ações da empresa fecharam a sessão da última segunda-feira (22) cotadas a R$ 59,32. O potencial de ganho é de 1,48% e o stop sugerido é de R$ 59,03.

Compra
EmpresaTickerEntrada (R$)Objetivo (R$)Potencial de ganhoStop (R$)Stop (%)
BTG PactualBPAC1152,3453,091,43%51,96-0,73%
CopasaCSMG359,4660,341,48%59,03-0,72%
NaturaNATU37,697,801,43%7,64-0,65%

a Brava Energia (BRAV3) é uma das ações indicadas para venda hoje, possibilitando retornos de até 1,44%. O stop sugerido é em R$ 18,85.

Venda
EmpresaTickerEntrada (R$)Objetivo (R$)Potencial de ganhoStop (R$)Stop (%)
Brava EnergiaBRAV318,7118,441,44%18,85-0,75%
Caixa SeguridadeCXSE319,3919,111,44%19,53-0,72%
São MartinhoSMTO314,5614,351,44%14,67-0,76%

Lembre-se de que todo investimento envolve riscos e, portanto, não há garantia de retorno. Por isso, respeite os stops — pontos em que as perdas tornam-se intoleráveis e é melhor zerar as posições.

Metodologia de day trade da Ágora

As ações sugeridas para compra são de analistas gráficos, que usam uma metodologia que busca antecipar as tendências de curtíssimo prazo.

Operações aguardando ponto de entrada, válidas apenas para hoje. Valor do stop loss válido apenas após a operação ter dado entrada.

Os retornos são brutos, livre de corretagem e emolumentos. Caso o ativo abra com gap, atingindo o objetivo antes do preço de entrada, a operação é cancelada.

*Sob supervisão de Juliana Américo

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Da Equatorial à PetroReconcavo: a ascensão discreta do Opportunity, de Daniel Dantas

Poucas empresas têm demonstrado tanto apetite por novos negócios nos últimos anos como a Equatorial. O grupo de energia criado no fim dos anos 1990 e pouco conhecido fora do mercado financeiro até meados de 2024 transformou-se em pouco tempo em uma gigante do saneamento.

Em menos de dois anos, a Equatorial investiu cerca de R$ 12,5 bilhões para vencer os leilões de privatização da Sabesp e da Copasa, tornando-se acionista de referência das estatais de água e esgoto de São Paulo e Minas Gerais, respectivamente.

A ascensão da Equatorial tem a digital do Opportunity, dono da maior fatia individual. A gestora – fundada em 1994 como banco pelo empresário baiano Daniel Dantas, sua irmã Verônica e Dorio Ferman – possui 10% da empresa, que opera como corporation, ou seja, sem um controlador definido.

É hoje sua aposta de maior visibilidade pública, em uma fase low profile do Opportunity. Longe dos holofotes há mais de uma década, a gestora segue presente em algumas das maiores operações do mercado brasileiro.

O Opportunity conta com mais de 230 veículos de investimentos registrados na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), de acordo com levantamento feito pelo InvestNews.

A casa mantém até hoje uma das maiores carteiras de equity do país, com posições em nomes como Energisa, na distribuição de energia, e Alupar, na transmissão. Está também envolvida no processo de recuperação judicial da Ambipar, da qual tornou-se uma das acionistas em 2023.

Procurada pelo InvestNews, a gestora não concedeu entrevista.

Tiago Noel, o chefe do private equity da gestora, é hoje o principal representante do Opportunity em suas investidas. O executivo ocupa cadeira no conselho de administração da Equatorial e, desde março, preside o conselho da PetroReconcavo. Foi conselheiro da Sabesp até o início deste ano.

Além do envolvimento em grandes investimentos, a gestora dos Dantas também realiza movimentos de saída.

Em setembro de 2024, vendeu a fatia de 48% que tinha na Santos Brasil, da qual era acionista desde 1997: a dona do Tecon Santos, principal terminal de contêineres do país, foi vendida à francesa CMA CGM por R$ 6,3 bilhões, em uma das maiores transações do setor portuário dos últimos anos.

Ascensão nas privatizações

A presença do Opportunity em grandes negócios vem de longa data. Nos anos 1990, pouco após sua criação, a casa fundada pelos irmãos Dantas e por Ferman esteve em três leilões emblemáticos das privatizações que marcaram o governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).

Em maio de 1997, integrou o Consórcio Brasil, que arrematou o controle da então Vale do Rio Doce (hoje Vale), ao lado de CSN, do fundo de pensão Previ e do americano Nations Bank.

Em setembro do mesmo ano, liderou outro consórcio na compra do Tecon, no porto de Santos, por US$ 250 milhões. Os parceiros eram a Multiterminais, da família Klien, tradicional operadora carioca de logística portuária, e os fundos de pensão Previ, Sistel e Funcef. O ativo deu origem à Santos Brasil.

Já em 1998, esteve presente no leilão da Telebrás, em que o consórcio comandado pelo Opportunity arrematou a operadora Tele Centro Sul, depois renomeada Brasil Telecom, por cerca de R$ 2 bilhões. A casa detinha apenas 3,3% do capital, mas controlava a gestão graças a um acordo de acionistas.

Os anos 2000 foram um momento da ascensão mas também de controvérsias.

O Opportunity iniciou a década em disputa com a sócia Telecom Italia. Os italianos entraram no capital da Brasil Telecom ainda em 1999 e brigaram com Dantas pelo controle da operadora em tribunais de São Paulo, Nova York e Milão, em meio a acusações cruzadas de espionagem.

A tele italiana foi forçada a sair em 2005, o que abriu caminho para a fusão da Brasil Telecom com a Telemar, três anos depois, no acordo que criou a supertele Oi, uma das chamadas “campeãs nacionais” que marcaram os primeiros mandatos de Luiz Inácio Lula da Silva na presidência (2003-2010).

Em abril de 2008, o Opportunity tinha saído da Brasil Telecom com cerca de US$ 1 bilhão, no acordo que criou a Oi. Naquele momento, a casa administrava perto de R$ 18 bilhões em ativos, e Dantas era um dos nomes mais notórios do mercado financeiro.

Alvo da justiça

A ascensão foi interrompida em julho de 2008, quando a Polícia Federal deflagrou a Operação Satiagraha. Daniel Dantas foi preso duas vezes em três dias, solto em ambas por habeas corpus do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Nos meses seguintes, mais de R$ 4,5 bilhões em ativos do Opportunity foram congelados em contas no Brasil, nos Estados Unidos e na Europa, e mais de duas dezenas de fazendas da AgroSB, empresa agrícola da gestora, foram sequestradas pela Justiça.

A submersão do Opportunity e de Dantas começou a partir desse momento.

Quase três anos depois, em junho de 2011, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) anulou a Operação Satiagraha integralmente, apontando que as interceptações telefônicas haviam sido feitas de maneira irregular. Em junho de 2015, o STF ratificou a decisão.

Em fevereiro de 2016, o Tribunal Regional Federal da 3ª Região arquivou a última ação penal e absolveu Daniel Dantas dos crimes que lhe eram imputados. Em julho daquele ano, a Justiça desbloqueou os R$ 4,5 bilhões. Nenhuma condenação contra ele transitou em julgado.

Daniel Dantas, cofundador da Opportunity
Daniel Dantas, cofundador do Opportunity: histórico de investimento em empresas (Bloomberg)

Desde janeiro de 2015, o Opportunity passou a atuar como um gestora pura, após pedir para o Banco Central cancelar sua licença bancária. Naquele ano Daniel Dantas concedeu sua última entrevista conhecida, no Festival Piauí GloboNews de Jornalismo. Falou sobre o acordo de abril de 2008 que criou a Oi, no qual aceitou entregar o controle da Brasil Telecom.

Para ele, a saída do comando da operadora encerraria as ações políticas e judiciais que sofria. Disse à plateia que entendia o acordo como a compra da própria paz, mas que, dois meses depois, foi preso na Satiagraha.

Desde então, o ex-banqueiro, que hoje mora em Londres e completa 72 anos em 2026, não voltou a dar entrevistas.

Nova tese

Na nova fase do Opportunity, a gestora passou a concentrar investimentos em empresas de serviços públicos, as chamadas utilities, além de educação básica. Três investimentos resumem o momento atual: Equatorial, PetroReconcavo e Grupo Salta.

A Equatorial é a mais antiga das três. A elétrica foi criada em 1999 pela americana PPL Global para participar do leilão de privatização da Cemar, distribuidora maranhense em situação crítica, que arrematou no ano seguinte.

Em 2004, foi reestruturada pela GP Investimentos e desde então se especializou em assumir distribuidoras estaduais com problemas operacionais, como Celpa (Pará), Cepisa (Piauí), Ceal (Alagoas) e Celg-D (Goiás). Mais recentemente, desde 2024, passou a investir em saneamento básico e conquistou o posto de acionista de referência de Sabesp e Copasa.

Após a reestruturação, o Opportunity passou a investir na companhia, em que detém posição há mais de uma década, comprando ações periodicamente. Em entrevista à Exame em 2022, Dorio Ferman, um dos sócios fundadores, descreveu a Equatorial como um “exemplo de boa governança”.

Em janeiro de 2025, a casa consolidou posição de 10,12% e se tornou a maior fatia individual da corporation, que tem ainda entre seus acionistas a gestora carioca Squadra, a americana BlackRock e um dos fundos soberanos de Singapura, o GIC.

É na PetroReconcavo, porém, que a Opportunity tem mais protagonismo.

Dona de 27,64% da petroleira independente criada em 1997 no Recôncavo Baiano, a casa está na empresa desde o início e divide a estrutura societária com a americana PetroSantander e o Grupo Perbras, da família fundadora Cintra Santos.

O movimento mais recente foi em educação. Em novembro, a Opportunity comprou junto com a Gera Capital uma fatia de 26% que a americana Warburg Pincus detinha no Grupo Salta, maior conglomerado privado de educação básica do país, do qual já era investidora indireta, por meio de outros fundos. A transação avaliou a empresa em R$ 5,8 bilhões.

Além das três posições principais, a Opportunity mantém 10,22% da Alupar, de transmissão de energia, e 3,93% da Energisa, distribuidora de energia que atua em 12 estados e atende cerca de 21 milhões de clientes, com forte presença no Centro-Oeste e no Norte do país.

Operação da PetroReconcavo
Operação da PetroReconcavo, um dos investimentos da Opportunity (Divulgação)

Ainda hoje a Opportunity segue com o trio Daniel Dantas, Verônica Dantas e Dorio Ferman à frente das principais decisões. Verônica responde pela área de gestão de fundos e ativos dos clientes, enquanto Ferman cuida dos investimentos do patrimônio próprio da casa, ao lado de Dantas.

João Manoel Pinho de Mello, ex-diretor do Banco Central e um dos arquitetos do Pix, voltou ao Opportunity em 2023 e é um dos principais sócios da gestora, que tem hoje mais de R$ 117 bilhões em patrimônio, mais de seis vezes o que administrava na época da Satiagraha.

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Equatorial fica com apenas 30% da Copasa em privatização

A Equatorial vai adquirir apenas 30% das ações da Copasa, como parte da privatização da concessionária brasileira de água e saneamento, segundo pessoas familiarizadas com o assunto.

O governo do estado de Minas Gerais arrecadou R$ 8,4 bilhões com a oferta pública de 171,1 milhões em ações da Cia. de Saneamento de Minas Gerais, nome oficial da Copasa, na quinta-feira, ao preço de R$ 49,03 por ação, de acordo com as pessoas.

A oferta recebeu propostas no valor de R$ 66 bilhões, sendo R$ 48 bilhões provenientes de investidores qualificados, disseram as pessoas.

O preço por ação é o mesmo que a Equatorial concordou em pagar por sua participação de 30% na concessionária na semana passada, na primeira fase do processo, tornando-se investidora de referência na oferta. A Equatorial também havia manifestado interesse em adquirir outras 48 milhões de ações pelo mesmo preço na oferta pública, mas, devido à alta demanda, a empresa não recebeu alocação adicional.

O processo de privatização da Copasa foi relançado no final de maio, após as propostas ficarem abaixo do preço mínimo exigido. A Equatorial, empresa do setor energético, foi a única a apresentar uma nova oferta, concordando em pagar R$ 5,6 bilhões pela participação de 30%, buscando consolidar sua posição no setor de saneamento básico no Brasil.

A transação representa mais um teste do apetite dos investidores por ativos de infraestrutura, à medida que os governos estaduais buscam atrair capital privado para os serviços básicos de saneamento. O setor tem despertado o interesse de investidores e operadores estratégicos após uma reforma regulatória que estabeleceu metas para expandir a cobertura de água e esgoto em todo o país.

A Equatorial cresceu por meio de aquisições nos últimos anos e também se tornou uma investidora de referência na Cia. de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, ou Sabesp, quando a concessionária de água que era controlada pelo estado de São Paulo foi privatizada em 2024.

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Equatorial é confirmada como investidora de referência finalista na privatização da Copasa

A Equatorial está um pouco mais perto de se tornar a acionista controladora da Copasa, dentro do processo de privatização da companhia mineira de saneamento. O grupo de energia foi definido como investidor de referência finalista.

A companhia fez uma oferta de R$ 49,03 por ação acima, portanto, do preço mínimo de R$ 47,23 definido pelo governo de Minas Gerais no âmbito do processo. A oferta secundária de ações prevê a venda de 42,6% da participação na Copasa, detida pelo Estado de Minas.

O valor da oferta da Equatorial pode alcançar R$ 5,6 bilhões por 30%. A companhia manifestou interesse em adquirir ainda 12,6% do restante da oferta aos investidores profissionais, o que poderia elevar o investimento total a R$ 7,946 bilhões.

O governo estadual relançou o processo de privatização da Copasa após as duas propostas apresentadas inicialmente em 25 de maio, da Equatorial Energia e de um grupo de investidores que inclui a Aegea Saneamento e Participações, ficarem abaixo do preço mínimo estipulado.

Após o relançamento do processo, apenas a Equatorial Energia apresentou contraproposta. Se for aprovada, o investidor estratégico será o novo controlador da Copasa, com a aquisição de 30% do controle da companhia de saneamento. A proposta de privatização prevê ainda a alienação de outros 15% detidos pelo governo para investidores em geral.

Governo ainda vai decidir

A validação da proposta da Equatorial ainda vai depender de decisão do governo mineiro e do processo de “bookbuilding”, de determinação do preço final da venda das ações, que ocorre até 11 de junho.

Segundo a Equatorial, “a confirmação como Investidor de Referência Selecionado e a aquisição das ações estão sujeitas ao atendimento das condições previstas nos documentos da oferta, inclusive o resultado do procedimento de bookbuilding, não havendo, portanto, certeza quanto à efetivação do investimento”.

Nesta sexta-feira (5), começa ainda o período de reserva da oferta para investidores em geral.

A previsão é que o início das negociações na B3 do lote de ações vendidas pelo governo de Minas ocorra em 15 de junho.

Nada definido ainda

O governo pode optar, dentro do processo de privatização, de não vender os 30% para o investidor de referência selecionado e fazer a alienação do lote todo em uma oferta secundária maior.

Atento a essa possibilidade, o fundo de infraestrutura Perfin, que não participou da disputa, vem acumulando ações da Copasa no mercado aberto e já detém cerca de 18% de participação.

O fundo pretende continuar ampliando sua fatia e quer comprar R$ 1 bilhão (US$ 198 milhões) em ações da Copasa em uma oferta subsequente à privatização.

A ação ordinária (ON) da Copasa recua 6,90% nesta sexta-feira às 10h50, cotada a R$ 55,87. Apesar da queda, continua acima do valor ofertado pela Equatorial.

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Privatização da Copasa: Aegea desiste e Equatorial é a única a apresentar proposta

Apenas a Equatorial Energia apresentou proposta para ser investidora estratégica na Copasa, segundo pessoas familiarizadas com o assunto, avançando o plano do Estado de Minas Gerais de privatizar uma das maiores concessionárias de água e saneamento do Brasil.

Um grupo de investidores que inclui a Aegea optou por não participar do leilão, disseram as pessoas, que pediram para não serem identificadas por se tratar de detalhes confidenciais.

A Equatorial fez oferta por uma participação de 30% na Companhia de Saneamento de Minas Gerais, nome formal da Copasa, e planeja adicionar até 10% a mais em uma oferta pública inicial de ações, disse uma das pessoas. A oferta feita está próxima do preço mínimo, acrescentou a pessoa.

Entre os parceiros da Aegea no negócio estavam a Itaúsa, o fundo soberano de Singapura GIC e a Equipav Saneamento. A Aegea não quis comentar.

A transação, que figura entre as maiores do Brasil neste ano, será seguida por uma oferta pública secundária de ações que reduzirá o controle do Estado sobre a Copasa.

Na B3, as ações da Copasa subiram 13% e as da Equatorial avançaram 1,9%.

O Estado de Minas Gerais fixou o preço mínimo de R$ 47,23 por ação, segundo prospecto atualizado.

A oferta única amplia a atuação da Equatorial no setor de saneamento básico brasileiro, após a empresa se tornar investidora estratégica da Sabesp, a maior concessionária de água e saneamento do país, em 2024. As duas empresas planejavam apresentar uma oferta conjunta pela Copasa antes da Sabesp desistir, conforme noticiado anteriormente pela Bloomberg.

A Equatorial e a Copasa não responderam imediatamente aos pedidos de comentários.

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Próxima da Aegea, gestora Perfin se consolida como maior acionista privado da Copasa

A gestora Perfin elevou sua participação na Copasa para 12,31% do capital e se consolidou como a segunda maior acionista individual da companhia, atrás apenas do governo de Minas Gerais, em um movimento que ganha peso com o avanço do processo de privatização da estatal mineira de saneamento.

O aumento de posição foi comunicado ao mercado na manhã desta quarta-feira (24) e ocorre um dia após o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, sancionar a lei que autoriza a desestatização da empresa e anunciar a troca no comando da Copasa, com a substituição do então presidente Fernando Passalio pela secretária estadual de Meio Ambiente, Marília Melo.

A movimentação da Perfin, no entanto, não é recente. A gestora passou a figurar como acionista relevante da companhia no fim de agosto, quando atingiu 5% do capital, e manteve compras ao longo do segundo semestre. No comunicado enviado à Copasa, a Perfin afirmou que o investimento tem objetivo “estritamente financeiro” e que não pretende alterar o controle da companhia.

Na primeira quinzena de dezembro, quando a proposta de privatização da Copasa ganhou tração na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, a gestora já havia elevado sua participação para 9,61%, antes de retomar as aquisições nesta semana, já com o processo oficialmente destravado.

Segundo o formulário de referência mais recente da Copasa, antes mesmo da aquisição anunciada nesta quarta-feira, a Perfin já figurava como a maior acionista privada individual da companhia, atrás apenas do governo de Minas Gerais, que detém pouco mais de 50% do capital.

No documento, publicado na segunda-feira (22), não havia outros acionistas com participação igual ou superior a 5%, patamar que enquadra investidores relevantes em companhias abertas.

Especializada em infraestrutura

Focada em ativos de infraestrutura, a Perfin foi criada pelo ex-Safra Ralph Rosenberg em 2007 e mantém relações próximas com os principais grupos privados do setor. A gestora foi sócia da Aegea no consórcio que venceu em 2022 a privatização da Corsan, empresa de saneamento do Rio Grande do Sul — posição que foi vendida recentemente ao Bradesco BBI.

A Perfin também é sócia da Equipav, controladora da Aegea, no segmento de rodovias, por meio da EPR, plataforma criada para disputar concessões estaduais. A gestora, que tem o BTG Pactual como um de seus sócios, ainda participou da capitalização da Cosan neste ano, investindo cerca de R$ 2 bilhões na holding fundada por Rubens Ometto.

Privatização da Copasa

Com o projeto de privatização da Copasa sancionado nesta semana, a expectativa é que a operação ocorra no primeiro semestre de 2026, em um processo cuja modelagem vem sendo desenhada pelo BTG Pactual.

Hoje, duas empresas despontam como principais interessadas na Copasa. De um lado, a Aegea, maior operadora privada de saneamento do país, controlada pela Equipav e que tem Itaúsa e o fundo soberano de Singapura (GIC) como sócios.

De outro, a Sabesp, que passou a ter pretensões nacionais após sua privatização e hoje tem a Equatorial Energia como acionista de referência.

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Privatização da Copasa é aprovada em 1º turno por assembleia de Minas Gerais

A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) aprovou em primeiro turno, nesta terça-feira (2), o Projeto de Lei 4.380/25, que autoriza o governo do estado a iniciar o processo de privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). O texto permite que o Estado deixe de ser o controlador da companhia por meio da venda de ações ou aumento de capital que dilua sua participação, e determina que a futura empresa adote o modelo de corporation, sem acionista controlador definido.

A Copasa atende 637 municípios mineiros com abastecimento de água e 308 com serviços de esgoto. A estatal lucrou R$ 1,07 bilhão entre janeiro e setembro deste ano, e o governador Romeu Zema (Novo) estima arrecadar cerca de R$ 4 bilhões com a venda do controle.

O projeto aprovado — na forma de um substitutivo construído pelas comissões — inclui a previsão de estabilidade de 18 meses para os empregados após a privatização e autoriza o governo a realocar trabalhadores posteriormente em outras estatais mineiras.

A proposição também determina que o comprador cumpra metas de universalização de água e esgoto, adote tarifa social e garanta padrões de qualidade e atendimento, conforme o Marco Legal do Saneamento.

O texto passou com 50 votos favoráveis e 17 contrários e ainda retornará à Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária antes da votação em segundo turno. As ações da Copasa subiam 1,38%, às 13h59, enquanto o Ibovespa mostrava alta de 0,81%.

Revisão tarifária

Na manhã desta terça-feira, a Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário do Estado de Minas Gerais (Arsae-MG) suspendeu, em caráter provisório, os resultados finais do processo da 3ª Revisão Tarifária da Copasa.

A suspensão decorre, “notadamente, de atrasos no cronograma processual decorrentes da greve dos servidores da agência”, afirma a companhia de saneamento mineira, citando o comunicado publicado pela Arsae.

“A companhia estará acompanhando a evolução do processo de revisão tarifária junto ao regulador e divulgará, tempestivamente, atualizações sobre seu andamento”, afirmou, acrescentando que perdas financeiras decorrentes de alteração de data serão compensadas.

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Ações da Copasa podem subir mais de 50%, se privatização avançar, diz Itaú BBA

As ações da Companhia de Saneamento de Minas Gerais, a Copasa, já subiram 73% neste ano. Mas, provavelmente, o crescimento ainda mal começou. A possibilidade de privatização da empresa ganhou corpo nos último meses e, na avaliação do Itaú BBA, há “um caminho claro para a conclusão do processo até o início de 2026”.

Os analistas do banco de investimentos fizeram as contas, considerando uma potencial privatização. Como resultado, a casa elevou a Copasa para “outperform” (desempenho acima da média), com um novo preço-alvo de R$ 43,20 por ação para o final de 2026, ante os R$ 24,10 por ação estimados anteriormente para o fim de 2025. Ou seja, a atual projeção embute um potencial de alta de 21,5% ante a cotação atual do papel.

O Itaú BBA, porém, ressalta que a alta recente “ainda não precifica integralmente o valor potencial de uma companhia privatizada“. De acordo com os analistas Fillipe Andrade, Luiza Candiota e Victor Cunha, se o processo de venda for concluído, o potencial de valorização das ações subiria para 51%.

Na conta do novo preço-alvo, o próprio Itaú BBA incorporou uma visão mista: 60% se referem ao valor de uma Copasa privatizada e os demais 40% são referentes ao projetado para a estatal sem que o processo tenha sido concluído. Isso significa que o potencial de alta pode ser ainda maior a partir de uma definição sobre a venda do controle a investidores.

O movimento de alta recente tem sido impulsionado pelas discussões sobre a privatização da companhia na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, que ganharam força nos últimos meses. Além disso, os números preliminares da revisão tarifária vieram melhores que o esperado e podem destravar valor adicional, caso avancem os debates sobre eficiência operacional (Opex) e custo médio ponderado de capital (WACC).

Na avaliação da casa de análise, “as chances de privatização da Copasa aumentaram de forma expressiva recentemente, com apoio político consistente na Assembleia mineira”.

A revisão da tese de investimento do banco também levou em conta os novos parâmetros regulatórios divulgados pela Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário do Estado de Minas Gerais (ARSAE-MG). A revisão foi favorável à Copasa, porque trouxe melhorias relevantes no reconhecimento e remuneração da base de ativos regulatória (RAB). Ou seja, a estatal deve registrar um aumento de receita.

Processo avança com menos resistência política

Nos últimos cinco meses, as discussões sobre a privatização da Copasa avançaram de forma decisiva. O tema ganhou tração na Assembleia Legislativa e o governo mineiro alterou a postura sobre o uso dos recursos de uma eventual venda.

Em reuniões recentes com parlamentares e integrantes do governo de Minas Gerais, os analistas do Itaú BBA observaram redução significativa na resistência política à operação.

Nos cálculos do banco, apesar de o mercado já precificar maior probabilidade de privatização, o potencial de valorização ainda é expressivo:

No cenário conservador — em que a Copasa permanece estatal e adota uma redução de custos de cerca de 5% —, o preço-alvo para o fim de 2026 é de R$ 30,80 por ação e potencial de queda de 10% em relação ao preço atual.

No cenário de privatização, o preço-alvo sobe para R$ 51,60 por ação, com potencial de alta de 51%.

Privatização no radar do mercado

A XP Investimentos é outra casa que enxerga grandes chances de a privatização da Copasa avançar. Segundo os analistas, há mais de 50% de chances de a companhia ser privatizada até março de 2026.

Em relatório divulgado nesta semana, a XP estima o preço das ações da empresa, sem considerar a privatização, em R$ 41,60 para 2026. Hoje avaliada em R$ 12,7 bilhões, o valor de mercado da Copasa pode subir para R$ 15,8 bilhões no ano que vem.

Com a privatização, o potencial de alta seria ainda maior.

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