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Teia de Vorcaro vai de Banco Central ao STF

De acordo com investigação da Polícia Federal que estava sob os poderes do ministro do STF, André Mendonça, o banqueiro Daniel Vorcaro tinha um esquema que envolvia quatro principais núcleos. Saiba mais em TVT News.  

1 – Núcleo financeiro, responsável pela estruturação das fraudes contra o sistema financeiro;  

2 – Núcleo de corrupção institucional, voltado à cooptação de servidores públicos do Bacen (Banco Central); 

3 – Núcleo de ocultação patrimonial e lavagem de dinheiro, com utilização de empresas interpostas; 

4 – Núcleo de intimidação e obstrução de justiça, responsável pelo monitoramento ilegal de adversários, jornalistas e autoridades. 

O documento fala que, o núcleo de corrupção institucional envolvia o Chefe-Adjunto de Supervisão Bancária no Bacen, Paulo Sérgio, que se torna uma “espécie de consultor de Vorcaro para assuntos de interesse exclusivamente privado”.

A investigação aponta que há inúmeras mensagens transcritas nos autos entre Vorcaro e Paulo Sérgio que comprovam isso.  Uma das mensagens enviadas por Daniel Vorcaro para Paulo Sérgio pede que servidor analise uma minuta de ofício que seria enviada pelo Banco Master, ao próprio Departamento do Bacen em que este último exercia a função de Chefe-Adjunto. Paulo Sérgio chega a responder com sugestões de alteração no documento referido.

Ainda, o servidor do Bacen, Belline Santana, também é investigado por ter relação semelhante com Vorcaro. Santana “também foi instado por Vorcaro a emitir opinião sobre um oficio que o Banco Master enviaria ao Departamento que ele próprio chefiava no Bacen” diz trecho da investigação.  

Toffoli e o fundo Arleen 

A reportagem “O ministro, o banqueiro e o fundo” da piauí mostra que as ligações de Vorcaro vão além do Banco Central e envolvem o STF. A publicação diz que existe a suspeita de que o ministro José Antonio Dias Toffoli seja o beneficário final de um fundo de investimentos, que recebeu 35 milhões de reais de Vorcaro e, que por meio de uma transação envolvendo a holding Egide I, os recursos foram parar em um paraíso fiscal no Caribe. 

Segundo documentos obtidos pela piauí, o fundo Arleen era sócio do Tayaya, resort que pertence ao ministro e à familia dele. No entanto, o Arleen teria mudado de dono, passando para as mãos de um amigo de Toffoli, fazendo uma alteração no regulamento para que todos os investimentos pudessem ter transferidos para o exterior.  

A reportagem ainda problematiza uma outra questão. Vorcaro poderia ter  influenciado num voto de Toffoli sobre um caso que envolvia um precatório (requisição de pagamento para órgão públicos após condenação judicial). O ministro votou em uma ação envolvendo usinas a favor da União, o que contrariava sua posição histórica. Isso desesperou Fábio Faria, ex-ministro de Bolsonaro que trabalhava como lobista de Vorcaro. Um tempo depois, em um caso em que envolvia a Alcídia, Toffoli retomou a posição história e votou a favor da usina Alcídia. Uma decisão contrária teria forte impacto financeiro sobre o Master. 

Festas 

Outra reportagem da piauí  “A festa das suíças de Vorcaro” cita que Vorcaro teria promovido uma festa em 2023 para estreitar laços. Uma festa com 20 homens e 120 mulheres. A festa aconteceu na casa de shows localizada na Bela Vista em São Paulo, Madame Satã. Nas mensagens, ex-ministro de Bolsonaro, Fábio Faria teria enviado uma mensagem dizendo “Davi e Pacheco fechado para terça. Chamei Toffoli também”.  

Um dos áudios de Faria citados na matéria da piauí também faz menção a Moraes “É, eu sei. Mas, pô, eu, por exemplo, estou falando que vou dormir em Brasília, entendeu? É só pra dar confiança pros caras. Falou, pro Arthur, todo mundo, pô, vai trazer todo mundo. Mandei aqui pro Toffoli. Pô, dá até para trazer o Alexandre numa dessa, entendeu? Quando for só de fora, então é caprichar nisso aí. De repente trazer menos brasileira hoje, porra, que já está bom pra caralho e a gente vê. Mas se você toca aí. Abraço”. A suspeita é que Moraes seja o ministro Alexandre de Moraes e Arthur seja o deputado Arthur Lira.

O que sugeria o convite ao ministro Toffoli e aos senadores Davi Alcolumbre e Rodrigo Pacheco. Questionados pela reportagem da piauí todos negaram presença. 

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Ambientalistas vivem incertezas sobre obra de interligação entre a Billings e o Sistema Alto Tietê   

A obra feita pela Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) que pretende retirar 4 mil litros de água por segundo do braço Rio Pequeno, na Billings, até a Represa Taiaçupeba, sistema do Alto-Tietê, gera incertezas de danos ambientais mesmo após a assinatura de um TAC (Termo de Ajuste de Conduta). A obra está orçada em R$ 1,4 bilhão. Saiba mais em TVT News.   

Assinatura do TAC  

Em maio deste ano, o Ministério Público de São Paulo recomendou a paralisação da obra e fez a exigência de um EIA/Rima (Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental).  

A decisão do MP também se deu em resposta à manifestação do Condema (Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente) de Rio Grande da Serra. O documento apontava, entre outros pontos, falsa alegação de participação popular, exigia a realização de audiências públicas e denunciava que o RAP (Relatório Ambiental Preliminar) eram insuficiente, já que a obra causa danos às nascentes “onde a movimentação de terra causará assoreamento e contaminação irreversível”.  

No TAC assinado, a Sabesp se compromete a contemplar nos estudos todos os impactos levantados pelo Condema e pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê, além de realizar o levantamento complementar de fauna e não isolar ou enclausurar bairros residenciais, periurbanos ou rurais.   

O ambientalista, José Soares, que faz parte do Condema de Rio Grande da Serra explica “Eles não conseguem explicar onde vai adentrar na estrada Caracu, até a Sete Pontes. As ruas são estreitas, a maior rua deve ter o máximo 3 metros. Todo o pessoal que mora nessa região, a obra entrando, eles não têm para onde sair. Ou sai por Ribeirão Pires a quase 10 km da área, ou espera a obra acabar.”  

O caminho da obra  

Segundo Soares, são 16 km de tubulação por dentro de Rio Grande da Serra e, por isso, foi feita a exigência de estudos técnicos e geológicos. “Tem que passar onde tem rede de petroquímica, da Braskem, da Transpetro, tem passagem de nível da ferrovia que liga Paranapiacaba, transposição sobre rios, nascentes, que tem na região”, avaliou.  

Roberto Tonobhn da Frente Ambientalista ABCDMRR afirma que apesar da Sabesp alegar que o braço do Rio Pequeno tem água suficiente para ser vazada, são necessários estudos sobre isso. “ Eles dizem que a vazão de entrada de água na represa, é, apenas um pouco menor do que a vazão de retirada pretendida. Eles alegam que a represa recebe 3m³ de água por segundo. E eles pretendem tirar 4m³ de água por segundo. Ou seja, haveria um déficit, mas que isso não prejudicaria o reservatório do Rio Pequeno, porque a quantidade de água não seria suficiente para esgotar. Isso não é verdade. Primeiro porque essa vazão é um número que ainda é discutido, é contestado.”  

No total, a adutora construída para garantir essa vazão teria 38,1 km. Documento do Condema de Rio Grande da Serra alerta que o Relatório Ambiental Preliminar falha por não simular, com a retirada maior da água, o comportamento da microbacia do Rio Pequeno em tempos de seca extrema.   

Um outro ponto que preocupa é a qualidade da água. Segundo os ambientalistas a vazão maior pode mexer em metais pesados que podem contaminá-la.

Além disso, durante a realização da obra, tem acontecido a devastação de uma área lateral para movimentação de caminhão e máquina. “Você não corta apenas o pedaço que você precisa para enterrar a tubulação. Você tem que ter uma devastação lateral para manobrar equipamentos. Em Suzano, por exemplo, se devasta algumas áreas para fazer estoque de material, alojamento de funcionários”, contou Tonobohn.  

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Em Suzano encosta desmatada vira canteiro de obras. / Foto: Divulgação Frente Ambientalista

O ambientalista Soares denuncia a falta de diálogo com a população em todo o processo do projeto de transposição. Ele afirma que a população e até os conselhos não foram informados devidamente sobre o projeto, mas os gestores sim, já que aderiram às URAEs (Unidades Regionais de Saneamento Básico), um agrupamento de municípios que planejam, regularizariam e fiscalizam os serviços de água e esgoto. “ É o processo entre aspas de privatização da titularidade e água e esgoto dos municípios”, criticou. 

Obra eleitoreira  

O vereador de Santo André, Ricardo Alvarez (Psol), afirma que a obra leva incertezas para o abastecimento da região do ABC e, que é uma obra eleitoreira do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). “ Ele vai fazer propaganda dizendo que está cuidando do abastecimento na Zona Leste da Grande São Paulo, que é tirar de um lugar e pôr em outro. Então, é cobrir um santo e descobrir o outro. A Sabesp privatizada faz a obra sem diálogo, sem nenhum cuidado ambiental.”  

Para o vereador o caminho seria investir em uma política para aumentar o abastecimento a longo prazo. “Isso passaria por reflorestamento, por coibir desmatamento, criar e defender áreas de preservação na cabeceira dos rios. Tem medidas que podem ser tomadas pra produzir água. Eles não querem. Eles querem transportar água, não produzir água.” 

Por último, ele questiona a falta de oposição dos prefeitos da região do ABC em relação à obra “Precisariam ter uma atitude de maior intensidade em relação a essa obra, por meio do Consórcio do ABC. Tinham que cobrar politicamente. Agora, dos sete prefeitos da região, seis tão apoiando o Tarcísio”, afirmou Alvarez.   

Grito dos Excluídos  

No dia 7 de setembro, durante manifestação do Grito dos Excluídos, movimentos sociais entregaram carta ao Bispo da Diocese de Santo André, Dom Pedro Carlos Cipollini manifestando preocupação com as obras de transposição do Rio Pequeno.  

“Alertamos para possíveis impactos socioeconômicos, estruturais e ambientais, como a destruição de nascentes, prejuízos à Billings, danos a vias públicas e o isolamento de bairros, com consequências para o acesso à educação, à saúde, ao transporte e a outros serviços essenciais. Também solicitamos transparência quanto aos estudos e relatórios ambientais do empreendimento, especialmente o EIA/RIMA, para que a população possa conhecer, participar e acompanhar as decisões que afetam seu território”, diz trecho do documento.   

A carta solicita ainda o apoio das autoridades “públicas, das comunidades religiosas e das lideranças sociais para garantir diálogo, participação popular, fiscalização rigorosa e cumprimento da legislação”.   

Outro lado  

A reportagem da TVT News solicitou nota à Sabesp questionando se está em andamento Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental e se existem novidades em relação aos outros pontos que a empresa se comprometeu no TAC assinado com o MP, mas até o fechamento da reportagem não obteve resposta.  

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Polícia de Tarcísio agride e detém apoiadora do PSOL

Na noite desta terça-feira, uma apoiadora da Bancada Feminista do Psol e do deputado estadual Guilheme Cortez (Psol), que não deseja se identificar, foi agredida por policiais militares nas proximidades da estação de metrô Vila Sônia, na Zona Sul de São Paulo. Ela sofreu uma abordagem policial violenta, foi imobilizada, levada ao chão, rendida, algemada e detida, nas imagens é possível ver ela cercada por sete policiais. Saiba mais em TVT News.

Vídeo: confira a violência Polícia Militar em São Paulo

Durante a abordagem, o material de campanha também foi apreendido. A apoiadora realizava panfletagem regular em via pública. A Lei nº 9.504/1997, Artigo 38, fala sobre as regras de propaganda eleitoral impressa garantindo que: ” Independe da obtenção de licença municipal e de autorização da Justiça Eleitoral a veiculação de propaganda eleitoral pela distribuição de folhetos, adesivos, volantes e outros impressos, os quais devem ser editados sob a responsabilidade do partido, coligação ou candidato.” (Redação da Lei n° 12.8391/2013).

Truculência da polícia militar de Tarcísio de Freitas

A militante é uma mulher negra e trans, que estava fazendo panfletagem em via pública nas proximidades do metrô Vila Sônia, atividade realizada desde o início da campanha eleitoral, quando foi abordada de maneira truculenta por policiais militares.

Ela foi imobilizada, levada ao chão, algemada e conduzida ao 89º Distrito Policial (DP), na Vila Suzana, Zona Sul de São Paulo, onde a ocorrência foi registrada.  Segundo o Boletim de Ocorrência, os policiais participavam de uma Operação Delegada, voltada à fiscalização de ambulantes e comércio ilegal na cidade.

A versão apresentada pela Polícia aponta uma suposta situação de desobediência, mas não menciona a apreensão do material de campanha da Bancada Feminista do PSOL e de Guilherme Cortez.  A apoiadora já foi liberada e toda a ação foi registrada em vídeo.

“Ela estava cumprindo as regras da propaganda eleitoral, panfletando em via pública. Existe, sim, uma perseguição às candidaturas de esquerda e vamos tomar providências e denunciar a ação violenta dos policiais à Corregedoria e à Ouvidoria da Polícia”, afirma Paula Nunes, codeputada estadual da Bancada Feminista do PSOL – SP.

A TVT News pediu nota para a Polícia Militar sobre o episódio questionando qual é a justificativa dada pela corporação para o procedimento e se o procedimento será investigado. O espaço permanece aberto para resposta.

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