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Cantora negacionista receberá R$ 2,7 milhões da prefeitura de Florianópolis por show

A cantora britânica Joss Stone durante um show.
A cantora britânica Joss Stone. Foto: Mauricio Santana/Getty Images

A cantora britânica Joss Stone voltou a questionar a vacinação infantil às vésperas de um show em Florianópolis, marcado para maio, na avenida Beira-Mar Norte. A apresentação terá custo de R$ 2,7 milhões aos cofres públicos, segundo dados do contrato da prefeitura.

Em publicação nas redes sociais, a artista afirmou que pais não deveriam vacinar bebês “sem questionar”. “Acho que dar vacinas aos bebês sem questionar é difícil para qualquer pai. Fé cega não é apropriada aqui”, disse, em conteúdo da série “Happy Mummy Mondays”.

A fala reforçou o histórico negacionista da cantora. No vídeo, Joss Stone defendeu que pais façam suas “próprias pesquisas” sobre imunizantes, expressão recorrente em discursos usados para desacreditar vacinas.

https://www.youtube.com/shorts/l8eqeAm6wUw?feature=share

A repercussão cresceu porque a cantora será paga com dinheiro público para se apresentar na capital catarinense. O valor previsto inclui estrutura, segurança, som, logística e demais custos do evento.

Não é a primeira vez que Joss Stone coloca vacinas sob suspeita. Em 2022, após contrair Covid-19 mesmo vacinada, ela atacou o imunizante em entrevista à PopMatters: “Essa porcaria não funciona”. Na mesma conversa, afirmou: “A vacinação, eu não sei se funciona. Certamente não funcionou para nós.”

A declaração ignorava o papel central das vacinas contra a Covid-19: reduzir casos graves, internações e mortes, não impedir todas as infecções. Desde a pandemia, autoridades sanitárias reiteram que pessoas vacinadas ainda podem se infectar, mas seguem mais protegidas contra desfechos graves.

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VÍDEO: Chappell Roan quebra silêncio após segurança fazer filha de jogador do Flamengo chorar

Chappell Roan se pronuncia sobre polêmica envolvendo filha de Jorginho, do Flamengo — Foto: Captura de tela/Instagram/@chappellroan

A cantora Chappell Roan gerou polêmica após ser acusada por Jorginho, jogador do Flamengo, de destratar a filha dele, de 11 anos, em um hotel de luxo em São Paulo. O incidente ocorreu durante o café da manhã no sábado (21), quando a menina, filha biológica do ator Jude Law, reconheceu a artista. Segundo Jorginho, a criança foi abordada de maneira “agressiva e desproporcional” por um segurança, que a acusou de assédio, levando-a às lágrimas. O jogador reagiu rapidamente, criticando Roan nas redes sociais e afirmando que ela “não seria ninguém sem seus fãs.”

Post de Chappell Roan — Foto: Reprodução

Em resposta à acusação, Chappell Roan se pronunciou em seus Stories no Instagram. Primeiro, ela fez um texto na plataforma que rapidamente apagou: “Acabei de acordar. Mereço meu espaço, principalmente em momentos como o café da manhã. Levo meu café da manhã muito a sério”

Horas depois, em vídeo, a cantora explicou que ue não viu a mãe nem a criança e que a intervenção do segurança não foi ordenada por ela. A cantora sugeriu que a atitude foi isolada, por parte da segurança do local, e destacou que a situação foi injusta. Roan pediu desculpas à mãe e à filha pela confusão, afirmando que “não odeia crianças” e lamentando o desconforto causado. “Se vocês se sentiram desconfortáveis, isso me deixa muito triste. Vocês não mereciam isso”, finalizou a artista.

Chappell Roan se pronuncia, pede desculpas e diz que nem chegou a ver a filha de Jorginho Frello:

“Eu nem vi uma criança. Ninguém veio até mim e ele não é meu segurança pessoal… Eu não odeio crianças, isso é loucura. Me desculpe”.
pic.twitter.com/K4k2xBqdRl

— QG do POP (@QGdoPOP) March 22, 2026

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Musa da música “Carolina” diz que canção não é de Seu Jorge

A advogada Carolina Corrêa, inspiração da música Carolina, e o cantor e compositor Seu Jorge. Fotomontagem

A advogada Carolina Corrêa, inspiração da música Carolina, afirmou que a canção não foi composta por Seu Jorge, mas pelo baterista e compositor Ricardo Garcia. Segundo ela, a música foi escrita no início dos anos 2000 durante o relacionamento com Garcia e acabou sendo gravada pelo cantor no álbum Samba Esporte Fino, lançado em 2001. As informações são do Metrópoles.

De acordo com Carolina e Ricardo Garcia, as composições já estavam prontas quando Seu Jorge foi convidado apenas para interpretá-las em um projeto musical que também envolvia o produtor Kiko Freitas.

Além de Carolina, os compositores afirmam que outras cinco músicas — Tive Razão, Gafieira S. A., Chega no Suingue, She Will e Não Tem — teriam sido registradas posteriormente apenas em nome do cantor.

Ricardo afirma que a situação veio à tona em 2001, quando a música Carolina apareceu em um programa de televisão com créditos atribuídos somente a Seu Jorge. Segundo ele, após verificar os registros, os compositores entraram com ação judicial em 2003 para discutir a autoria das obras.

A 18ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decidiu recentemente que o processo deve prosseguir para análise de provas e depoimentos.

Especialistas em direito autoral explicam que a legislação brasileira garante proteção à obra desde o momento da criação, independentemente de registro formal. Caso seja comprovada a autoria original, os compositores podem pedir correção dos créditos, reconhecimento da autoria e eventual indenização. Procurada pela reportagem, a equipe de Seu Jorge não respondeu até a publicação.

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