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Drone de Israel mata palestino de 15 anos que tentava salvar paramédico em Gaza

Adolescente palestino vítima de um drone das forças israelenses. Reprodução

Um drone de Israel matou o adolescente palestino Mohammad Abdul Zinati, de 15 anos, quando ele corria para socorrer um homem ferido por um bombardeio na Cidade de Gaza. Imagens verificadas pelo jornal britânico The Guardian mostram o momento em que uma segunda explosão atinge o jovem e o paramédico Sharif Shadi Labad.

Mohammad voltava da escola e havia parado em um supermercado na rua Salah Khalaf quando ocorreu o primeiro ataque. Ao ver Labad caído, ensanguentado e pedindo ajuda, o adolescente correu em sua direção. Um primo tentou alertá-lo sobre a aproximação do drone israelense, mas o jovem não ouviu os gritos.

Testemunhas disseram que a aeronave lançou uma bomba planadora poucos segundos depois de Mohammad alcançar o ferido. O artefato explodiu a poucos metros dos dois e matou o adolescente quase imediatamente. Labad também morreu. O episódio tem características do chamado “ataque duplo”: um primeiro bombardeio seguido por outro no mesmo local, depois da chegada de socorristas ou pessoas que tentam ajudar as vítimas.

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— VIDRAÇA TAMBÉM É GENTE, GENTE (@VidrsGente) September 18, 2026

Especialistas em armamentos que analisaram as imagens afirmaram que a morte do adolescente poderia ter sido evitada. Trevor Ball, pesquisador de conflitos e especialista em drones ligado ao Bellingcat, explicou que as aeronaves israelenses envolvidas nesse tipo de operação possuem câmeras de alta resolução, capazes de mostrar o jovem aproximando-se do ferido. Algumas versões da bomba usada também podem ser redirecionadas durante o voo.

As Forças Armadas de Israel afirmaram que Labad pertencia à tropa de elite Nukhba, do Hamas, teria participado dos ataques de 7 de outubro de 2023 e planejava novas ações. O Exército israelense não apresentou resposta específica à pergunta do Guardian sobre por que o segundo bombardeio foi mantido mesmo com um adolescente visível junto ao alvo.

Em nota, os militares disseram lamentar danos a pessoas “não envolvidas” e alegaram que procuram reduzir as mortes de civis. Israel nega atacar deliberadamente a população palestina e informou que o episódio está sob análise. A declaração, porém, não explicou por que a bomba não foi desviada diante das imagens captadas pelo próprio drone.

A Reuters informou que ataques israelenses mataram ao menos cinco palestinos naquele dia, incluindo duas crianças. Segundo autoridades de saúde do território, mais de 1.300 palestinos foram mortos na Faixa de Gaza desde o início do cessar-fogo de outubro de 2025.

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EUA emite alerta global e pede a americanos deixem quase 15 países após ataques

Fumaça na Embaixada dos EUA na Cidade do Kuwait após ataque iraniano. Foto: AFP

O Departamento de Estado dos Estados Unidos publicou um alerta mundial orientando cidadãos americanos a reforçarem as medidas de cautela, com atenção especial ao Oriente Médio. A mensagem foi divulgada pelo Travel State Gov e cita riscos de segurança, possíveis transtornos em viagens e ameaças a instalações e interesses dos EUA fora do território americano.

No comunicado, o governo americano afirmou: “Alerta mundial: o Departamento de Estado aconselha os americanos em todo o mundo, especialmente no Oriente Médio, a redobrarem a cautela. Os americanos no exterior devem seguir as orientações contidas nos alertas de segurança emitidos pela embaixada ou consulado dos EUA mais próximo”. O texto também informa que “fechamentos periódicos do espaço aéreo podem causar transtornos em viagens”.

A publicação ainda acrescenta que “instalações diplomáticas americanas, inclusive fora do Oriente Médio, têm sido alvo de ataques” e que “grupos que apoiam o Irã podem atacar outros interesses americanos no exterior ou locais associados aos Estados Unidos e/ou a americanos em todo o mundo”.

Worldwide Caution: The Department of State advises Americans worldwide, and especially in the Middle East, to exercise increased caution. Americans abroad should follow the guidance in security alerts issued by the nearest U.S. embassy or consulate. Periodic airspace closures… pic.twitter.com/mX0ULIEzLv

— TravelGov (@TravelGov) March 22, 2026

A lista inclui Bahrein, Egito, Irã, Iraque, Israel, Jordânia, Kuwait, Líbano, Omã, Catar, Arábia Saudita, Síria, Emirados Árabes Unidos e Iêmen. O comunicado também orienta a saída de cidadãos americanos da Cisjordânia e da Faixa de Gaza.

A recomendação foi divulgada em meio à escalada militar no Oriente Médio. Após o anúncio da morte de Ali Khamenei, o confronto se intensificou. O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país considera a reação aos ataques de Israel e dos Estados Unidos um “direito e dever legítimo”.

Em resposta, Donald Trump ameaçou retaliar qualquer nova ação iraniana e declarou: “é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista”. Na véspera, ele já havia dito que os ataques contra o Irã continuariam “ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!”.

BREAKING: Trump:

Iran just stated that they are going to hit very hard today, harder than they have ever been hit before.

THEY BETTER NOT DO THAT, HOWEVER, BECAUSE IF THEY DO, WE WILL HIT THEM WITH A FORCE THAT HAS NEVER BEEN SEEN BEFORE! pic.twitter.com/YUV7J8qNnv

— Clash Report (@clashreport) March 1, 2026

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