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Brasil surpreende e entra no top 10 dos países que mais avançaram em educação

O Brasil apresentou uma melhora relevante no desempenho da educação ao longo das últimas duas décadas. Os dados mais recentes do Pisa mostram que o país conseguiu reduzir parte da distância em relação à média das nações da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

O avanço aparece nas três áreas avaliadas e coloca o Brasil entre os países com maior evolução desde 2006. O dado é importante para o balanço do crescimento do país, fora das questões econômicas.

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Brasil entra no top 10

Na comparação entre 2006 e 2025, o Brasil ocupa a 7ª posição entre os países que mais avançaram em Leitura e Matemática. Já em Ciências, o país aparece na 8ª colocação.

Brasil surpreende e entra no top 10 dos países que mais avançaram em educação

No período, a pontuação brasileira subiu de 393 para 408 em Leitura, de 370 para 377 em Matemática e de 390 para 409 em Ciências. Além dos demais avanços, as matérias citadas servem como um indicativo de maior peso.

Diferença para a OCDE

Outro sinal de melhora aparece na distância entre o desempenho brasileiro e a média dos países da OCDE. Em Leitura, a diferença caiu de 102 pontos em 2006 para 58 em 2025.

Na Matemática, o intervalo passou de 131 para 92 pontos. Já em Ciências, recuou de 113 para 77. Com isso, apesar de o Brasil ainda permanecer abaixo da média da OCDE, o país conseguiu encurtar essa distância nas três áreas.

Quais são os países da OCDE?

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico reúne atualmente 38 países e atua como um fórum de discussão de políticas públicas em áreas como economia, educação, tributação e meio ambiente.

Entre os integrantes estão Estados Unidos, Canadá, México, Chile, Colômbia, Costa Rica, Alemanha, França, Reino Unido, Espanha, Portugal, Itália, Japão, Coreia do Sul e Austrália, além de outros países da Europa, Ásia e Oceania.

O Brasil ainda não integra oficialmente a OCDE. O país participa como parceiro-chave e segue como candidato à adesão à organização. No Pisa, a média da OCDE funciona como uma das principais referências para comparar o desempenho educacional dos países.

O que o Pisa avalia na educação?

O Pisa mede como estudantes de 15 anos usam conhecimentos em situações do cotidiano. Em Leitura, a prova analisa compreensão, interpretação e reflexão sobre textos. Na Matemática, o foco está no raciocínio e na capacidade de formular e resolver problemas.

Em Ciências, a avaliação observa como os alunos utilizam conhecimentos científicos em temas ligados à tecnologia, sustentabilidade e tomada de decisões.

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Valorização da escola

Os questionários do Pisa também mostram mudanças na percepção dos estudantes. Em 2025, 16% dos brasileiros disseram considerar a escola uma perda de tempo, abaixo dos 24% registrados na média da OCDE.

Além disso, 72% afirmaram ter curiosidade por diferentes assuntos e 59% disseram aumentar o esforço diante de desafios. Entre os estudantes brasileiros que valorizam a educação, a pontuação média em Ciências ficou 35 pontos acima em relação aos estudantes que consideram a escola uma perda de tempo.

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Reservas de petróleo dos países da OCDE atingem menor nível desde 1990, diz AIE

As reservas de petróleo nos países da OCDE atingiram o nível mais baixo desde 1990, informou a Agência Internacional de Energia (AIE) em seu relatório mensal divulgado na quarta-feira, em meio a dificuldades de abastecimento devido ao bloqueio do Estreito de Ormuz.

“Apesar da queda significativa na demanda por petróleo (…), os estoques continuam a diminuir em ritmo recorde”, afirmou a AIE em seu relatório, observando que os estoques nos países-membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) caíram 163 milhões de barris desde o início da guerra no Oriente Médio.

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As reservas despencaram após os governos dos países membros da OCDE terem sido obrigados a sacar petróleo de suas reservas estratégicas de emergência por conta dos conflitos no Golfo Pérsico.

A queda nos estoques globais observada acelerou em maio, passando de 74 milhões de barris em abril para 143 milhões. Isso elevou o ritmo médio de retiradas de estoques desde o início do conflito no Golfo para 3,8 milhões de barris, dos quais 2,4 milhões correspondem a petróleo bruto e 1,4 milhão a produtos derivados.

Redução da demanda global

No mesmo relatório, a agência voltou a reduzir a previsão de demanda mundial de petróleo para 2026 em 1,1 milhão de barris diários, uma redução quase três vezes maior que a prevista no mês passado.

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Os números preliminares mostram que as entregas de petróleo do segundo trimestre de 2026 caíram quase 5% em termos anuais, devido “ao aumento dos preços dos combustíveis e às dificuldades de abastecimento”. O retrocesso trimestral nas entregas seria o primeiro desde 2020, ressalta a AIE.

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