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1º Salãozinho da Pós-Graduação da UFRGS debate mulheres, mulheridades e feminismos

O 1º Salãozinho da Pós-Graduação ocupou o Centro Cultural da UFRGS e amplificou um tema que cada vez mais precisa estar no centro do debate acadêmico. Promovido pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação (PROPG), com a proposta “Mulheres, mulheridades e feminismos”, o evento, que teve início nesta quarta-feira, dia 22, proporcionou trocas e tensionamentos com discentes e docentes que buscam fortalecer, de forma coletiva, a potência crítica e transformadora dos programas de pós-graduação da UFRGS.

As sessões de apresentações prosseguirão até sexta-feira, dia 24 de abril, e tem o intuito de reunir e dar visibilidade a investigações científicas de mestrado e doutorado que, a partir de diversas perspectivas teóricas e metodológicas, problematizam e contribuem para os debates contemporâneos. Entre os tópicos abordados estão saúde da mulher, mercado de trabalho, maternidade, mulheres nas ciências, história das mulheres, mulheres nas artes, relações de gênero, sexualidades, direitos humanos e justiça social.

Na abertura do evento, a Pró-Reitora de Pós-Graduação, Claudia Wasserman, agradeceu a presença de participantes, ouvintes e avaliadores, ressaltando o protagonismo das pesquisadoras. “As grandes atrações do evento são as apresentadoras de trabalhos”, destacou.  Segundo a docente, existem muitas mestrandas e doutorandas e docentes pesquisadoras na UFRGS em várias áreas do conhecimento, pesquisando sobre “Mulheres, mulheridades e feminismos”. “Neste ano, escolhemos lançar o salãozinho no dia internacional da mulher e, por isso, o tema Mulheres, Mulheridades e Feminismos”, explica.

A importância do espaço para a troca de saberes acadêmicos foi reforçada pelos participantes. Adriana Duarte Garcia, mestranda do Programa de Pós-Graduação em Educação, avaliou positivamente a troca de experiências. “A gente vai aprendendo também. Eu acho que esse contato com os colegas ajuda a apontar caminhos que eu posso seguir através das sugestões, e de pensar também que meus colegas pesquisam coisas que podem contribuir para a minha pesquisa”, afirmou. Ela também ressaltou como o Salãozinho proporciona um ambiente que permite que estudantes de diferentes cursos compartilhem vivências e identifique semelhanças em suas pesquisas.

Entre os trabalhos apresentados, destaca-se a pesquisa de Diênifer Monique da Conceição, doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Ciências do Movimento Humano. O estudo, intitulado “Mulheres negras e violência: escrevivências em território de alta incidência de crimes”, é fruto do Trabalho de Conclusão de Curso na graduação em Educação Física. A investigação buscou compreender como a construção individual de mulheres residentes em um município da região metropolitana de Porto Alegre contribui para explicar a desarmonia entre as denúncias de lesão corporal e estupro e os registros de feminicídio e estupro de vulneráveis. Diênifer explica que sua inquietação para a pesquisa emerge, em grande parte, de sua perspectiva como mulher negra.

A força dos relatos e a relevância das temáticas abordadas deram o tom das discussões. Ao centralizar debates sobre direitos e vivências reais, as apresentadoras elevaram o nível do diálogo, mostrando que o conhecimento produzido em suas pesquisas é uma ferramenta importante para compreender e transformar realidades complexas.

Fotos: Amanda Casartelli/Secom

A banca examinadora desta primeira sessão foi composta pelas professoras Camila Giugliani, Departamento de Medicina Social, professora Hariagi Borba Nunes, do Departamento de História e pela professora Lucimar de Fátima dos Santos Vieira, do Programa de Pós-Graduação em Geografia. Seguindo a organização do evento, as bancas avaliadoras do Salãozinho são formadas por grupos de três a quatro docentes da UFRGS.

Durante os três dias de programação, divididos em seis sessões e turnos, serão apresentados 74 trabalhos de mestrandas e doutorandas pesquisadoras da UFRGS, contemplando diversas áreas do conhecimento. Os trabalhos que se destacarem em cada sessão receberão um incentivo de até R$ 2 mil, recurso destinado a atividades de campo, participação em eventos e outras ações ligadas às suas pesquisas. O resultado da premiação será anunciado ao vivo no dia 27 de abril, pelo perfil da PROPG no Instagram @propg.ufrgs.

Próximas edições

O Salãozinho da Pós-Graduação foi planejado para ocorrer anualmente, sempre no primeiro semestre. A proposta da PROPG é selecionar temas transversais, investigados por diversas áreas do conhecimento, para potencializar essas pesquisas e formar grupos transdisciplinares capazes de compreender um mesmo objeto sob variados ângulos. Mais informações estão disponíveis no site da Pró-Reitoria de Pós-Graduação.

O encontro é uma oportunidade diferenciada para dar luz a trabalhos e temáticas relevantes, a organização já adiantou que a próxima edição do evento terá como foco o “Meio Ambiente”.

Texto: Izadora Hypólito, Acadêmica de Jornalismo
Revisão: Wagner Machado

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Obra traz informações atualizadas sobre doenças alérgicas e imunidade na infância

Publicação reúne especialistas e apresenta, com base em casos clínicos, orientações atualizadas para o manejo de condições que estão entre as mais frequentes na infância e adolescência. Lançamento será no dia 26 de março, às 10h, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo
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Seminário debate impactos da instalação de data centers no RS

Acontece nesta sexta-feira, 27 de março, na UFRGS, o seminário Data Centers no RS: impactos socioambientais e governança na era da inteligência artificial. A atividade é promovida pela Reitoria e pelo Instituto de Informática da Universidade em parceria com a Relatoria de Inteligência Artificial do Conselho Nacional de Direitos Humanos que estará em uma missão no Rio Grande do Sul durante os dias 24 a 29 de março. A programação conta com especialistas em inteligência artificial, soberania de dados e em temas socioambientais e contará com a apresentação do Relatório da Subcomissão da Assembleia Legislativa do RS sobre a Instalação de Data Centers no Estado.

O seminário é aberto a todos os interessados e dispensa inscrição prévia. Ocorrerá no auditório da Faculdade de Arquitetura (Sarmento Leite, 320 – Campus Centro) das 17h às 20h.

O objetivo é refletir sobre a instalação de data centers nos municípios de Eldorado do Sul e de Charqueadas e os múltiplos aspectos que envolvem esses empreendimentos, como o consumo de energia elétrica e de água para o funcionamento dessas estruturas que são fundamentais para o funcionamento de sistemas de inteligência artificial. Também estão em discussão os impactos em territórios e comunidades, que têm sido objeto de regulação por meio de legislações e políticas públicas

Veja abaixo a programação:

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Parque Científico da UFRGS convida para Circuito da Inovação

O Parque Científico da UFRGS convida participantes do South Summit Brazil, que ocorre em Porto Alegre entre os dias 25 e 27 de março, e demais interessados a conhecer algumas iniciativas que integram o ecossistema de inovação da Universidade.
A atividade ocorre no dia 24 de março, das 14h às 17h, no Campus do Vale (saída será em frente ao RU06). A programação inclui visitas ao Centro de Empreendimentos em Informática (CEI) e à Incubadora Empresarial do Centro de Biotecnologia (IECBIOT), proporcionando contato com ambientes dedicados ao desenvolvimento tecnológico, ao empreendedorismo científico e à interação entre universidade e empresas. O objetivo é apresentar as capacidades científicas e tecnológicas da UFRGS, bem como explorar oportunidades de colaboração, inovação e transferência de conhecimento com startups, empresas, investidores e demais atores do ecossistema.

Mais informações e inscrições neste link.

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UFRGS promove debate sobre Jornalismo e violência contra a mulher

A UFRGS abriu espaço, nesta quarta-feira, 18, para um debate necessário e urgente: o papel do jornalismo diante da violência contra as mulheres. Na Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação (Fabico), mais de cem estudantes participaram do primeiro encontro do ciclo Comunicação + Diversa, que ao longo do ano propõe ampliar vozes e perspectivas. Com o tema “Jornalismo e Violência Contra Mulheres”, a atividade reuniu diferentes olhares sobre como a mídia pode – e deve – atuar no enfrentamento às violências de gênero. O encontro foi realizado em parceria com a Secretaria de Comunicação da UFRGS e o Sindicato de Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul (SindJoRS).

O evento teve início com uma fala da coordenadora substituta do curso de Jornalismo Gisele Dotto Reginato, ressaltando a relevância no Jornalismo pensar e discutir o tema. “É muito importante entender que essa pauta atravessa todas as disciplinas“. Ainda durante a abertura, a representante da Secretaria de Comunicação Social (Secom) , diretora do Centro de Teledifusão Educativa (CTE), Liz de Bortoli, comentou que entende como a cobertura jornalística é essencial, mas almeja pelo momento utópico em que não seja mais necessário relatar casos de violência contra a mulher.

Foto: Ana Volkman, acadêmica de Jornalismo

Com mediação da professora do Departamento de Comunicação Débora Gadret, estavam presentes para discussão Márcia Veiga, docente no Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCOM/PUCRS) e na Escola de Comunicação, Artes e Design (Fameco/PUCRS), e Marcela Donini, jornalista e coordenadora de conteúdo.

As falas das convidadas foram concentradas em debater a responsabilidade do Jornalismo ao comunicar casos de feminicídio, e apresentaram aos estudantes um manual de condutas que devem e não devem ser praticadas por jornalistas enquanto decidem a forma de relatar o acontecimento. Ainda assim, Marcela Donini destaca: “Quando falamos da violência contra mulher, estamos falando muito além do feminicídio“ e lembra, o feminicídio é a última etapa da agressão.

Em sua fala, a presidenta do SindJoRS Laura Lagranha destacou que o Sindicato de Jornalista está, atualmente, promovendo uma iniciativa para alterar a linguagem utilizada em reportagens sobre o feminicídio. O objetivo é conscientizar que a vítima não deve ser colocada como manchete ou como culpada, mas sim o agressor. No evento,  ocorreu também o lançamento da edição especial Universo das Mulheres do Versão de Jornalistas. O conteúdo pode ser conferido neste link

Comunicação+Diversa

O ciclo de encontros faz parte do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, um compromisso conjunto dos três poderes (Executivo, Judiciário e Legislativo) para integrar ações de prevenção, proteção e responsabilização no combate à violência letal contra mulheres e meninas.

Além de promover o debate público sobre um tema urgente, o encontrobuscou refletir sobre o papel do Jornalismo na construção de narrativas responsáveis e comprometidas com os direitos das mulheres. Ao reunir pesquisadoras e profissionais da área, a iniciativa contribuiu para fortalecer o diálogo entre universidade, profissionais da comunicação e sociedade, estimulando práticas jornalísticas mais éticas, críticas e sensíveis às desigualdades de gênero.

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Magnífica emérita

A Sala dos Conselhos ficou lotada na manhã desta quinta-feira, 12 de março, para a sessão solene do Conselho Universitário (Consun) de outorga do título de professora emérita a Wrana Panizzi. No espaço em que por dois mandatos como reitora da UFRGS (1996-2004) presidiu as sessões do Consun, Wrana foi muito aplaudida por colegas, amigos, familiares e comunidade acadêmica, que a reconhecem como pesquisadora, professora, articuladora de lutas importantes e gestora que deixou grande legado para a UFRGS, para a pesquisa e o ensino superior brasileiros, para o debate de políticas públicas e para a construção de cidades mais justas.

A diretora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Eliane Constantinou conduziu a homenageada à Sala, e a secretária do Consun, Rosemeri Antunes, fez a leitura da Resolução 286 do Consun, de 26 de setembro de 2025, que aprovou o Parecer nº 185/2025, recomendando a outorga do título. O parecer enumera as realizações e constribuições de Wrana ao longo de uma trajetória de mais de cinco décadas marcada pela excelência acadêmica, pelo compromisso social e pela liderança institucional. O longo documento resgata o início dessa caminhada, na Universidade de Passo Fundo, onde Wrana graduou-se em Filosofia (1970) e em Direito (1972). Em 1977 obteve o título de mestre em Planejamento Urbano e Regional na UFRGS, e, em 1979, concluiu uma pós-graduação na França obtendo a Especialização em Urbanisme et Aménagement. Também na França, em 1984, obteve o título de Docteur de III Cycle en Urbanisme et Aménagement pela Universidade de Paris XII. Posteriormente, obteve um segundo doutorado, em Science Sociale, pela Universidade de Paris 1 (Panthéon-Sorbonne), em 1988. O parecer destaca ainda as muitas homenagens e premiações que Wrana recebeu no Brasil e no exterior em reconhecimento a sua atuação no meio acadêmico e na sociedade. Suas relexões críticas e sua produção intelectual socialmente engajada estão documentadas em diversos livros e em artigos em periódicos nacionais e internacionais. As obras escritas por Wrana Panizzi e lançadas pela Editora da UFRGS estão disponíveis em acesso aberto. A iniciativa da Editora, em parceria com a autora, reafirma o compromisso institucional da Universidade com a circulação pública do conhecimento e amplia o acesso à reflexão intelectual de uma das figuras mais relevantes da história recente da UFRGS. (Link para acesso às obras)

Eterna e magnífica professora Wrana

O discurso da oradora da cerimônia, a professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Lívia Teresinha Piccinini, exalta não só a excelência da vida acadêmica de Wrana Panizzi, mas também seu engajamento desde muito jovem em lutas e debates relevantes do campo das políticas públicas e dos direitos humanos. Lívia Piccini lembrou importantes realizações de Wrana à frente da Reitoria, como a campanha pela recuperação dos prédios históricos da Universidade, que permenece ativa captando recursos que viabilizam a manutenção do patrimônio histórico da UFRGS. Sua fala destaca também a marca de um compromisso pessoal de Wrana com os estudantes e suas famílias: nas suas duas gestões como reitora compareceu em 522 formaturas de graduação. Por fim, Lívia parabenizou Wrana e disse que o reconhecimento à “eterna e magnífica professora Wrana” é justo e merecido por sua “carreira integralmente dedicada à educação, à pesquisa e ao serviço público, sempre em defesa da universidade pública, gratuita e de qualidade”.

Wrana Panizzi abriu sua fala saudando nominalmente muitos parceiros e parceiras dessa longa caminhada na UFRGS, agradecendo e dividindo com toda a comunidade acadêmica a homenagem. Em seu discurso usou referências literárias e imensa sensibilidade para fazer um percurso afetivo da trajetória de uma professora: “quem aqui está é uma professora. Professora que fui e professora que sou”, afirmou. Ao refletir sobre o passado lembrou o quanto foi feliz na UFRGS, “casa que a acolheu por mais de 50 anos” e que agora lhe presta “a “maior homenagem que pode ser dada a um professor em sua instituição”. Falou sobre como nasceu a convicção pedagógica que a acompanha pela vida, que é da educação libertadora, “expressão maior da cidadania”. Mas Wrana fez questão de ir além das recordações do seu percurso profissional e acadêmico e manifestou-se com veemência contra as pressões neoliberais que atingem “nossas vidas no particular e nossas instituições no coletivo social”. A universidade, destacou, é brutalmente atingida: “A vida universitária sofre com as agruras do corte de recursos… e o seu orçamento se apequena no contexto em que prolifera o uso de emendas parlamentares.” Mas a universidade não se cala, disse ela, e “continua o seu fazer cotidiano de origem, produzindo conhecimento, formando profissionais qualificados, pesquisando e mantendo a sua relação extensiva ao território em que está inserida”. Wrana lembrou fatos recentes que mostram a dimensão da universidade como bem público, quando esteve mobilizada enfrentando a pandemia de covid-19, a enchente no Rio Grande do Sul em 2024 e agora em Minas Gerais, ou quando sinaliza a possível reversão de lesões de medula a partir das pesquisas da brasileira Tatiana Coelho de Sampaio na UFRJ com a polilaminina. No encerramento do discurso Wrana repetiu a mensagem que marcou sua gestão como reitora e que ainda ecoa por toda a UFRGS: “Viva a Universidade pública, gratuita e de qualidade!” (Link para o discurso de Wrana Panizzi)

“Magnífica emérita” – foi dessa forma a reitora Marcia Barbosa saudou a professora Wrana e disse compartilhar com a homenageada a visão sobre o problema das emendas parlamentares no orçamento público. Marcia convidou Wrana para seguirem juntas na luta por um sonho, que é o de “constituir um novo orçamento digno para as nossas universidades federais”.

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Combate à gordofobia é tema de evento do LabIES

O Laboratório de Interseccionalidades, Equidade e Saúde (LabIES) realiza nesta sexta-feira, 13 de março, a mesa redonda em alusão ao Dia internacional do Combate à Gordofobia, transcorrido em 4 de março. O evento acontece às 19h no Auditório da Escola de Enfermagem (Rua São Manoel, 963 – Campus da Saúde), gratuitamente e aberto ao público, com inscrições realizadas no início do evento.

Participantes

Vanessa Branco: psicóloga e doutora em Psicologia Social e Institucional (UFRGS)
Taís Prass: advogada e doutora em Diversidade e Inclusão
Luíza Tavares: nutricionista e doutoranda em Sociologia (UFRGS)
Bianca Niemezewski: médica de família e comunidade, mestranda em saúde coletiva e membro do LabIES (UFRGS).

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