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Cinema da UFRGS estreia mostra de cinema africano 

Cena de Concerto para um exílio - Imagem: Divulgação

“Entre partidas e retornos” é a nova mostra gratuita da Sala Redenção. Entre 18 e 28 de maio, o Cinema da UFRGS exibe oito curtas-metragens de diferentes países do continente africano – como Senegal, Moçambique e Egito –, além de três produções de Désiré Écaré, importante diretor costa-marfinense. 

A programação da primeira semana da mostra contempla as obras “Eu prometo o paraíso” (2023), “O regresso de um aventureiro” (1966), “Barcelona ou a morte” (2007), “Josepha” (1975), “Reou-Takh” (1972), “Karingana: os mortos não contam estórias” (2020) e “Fallou” (2017). Os filmes tematizam a imigração africana e os impactos da globalização e do colonialismo.

Durante a 14ª Semana da África na UFRGS, a mostra segue com uma homenagem ao cineasta costa-marfinense Désiré Écaré. Graduado na França, sua trajetória é marcada pela experiência da diáspora e pelo interesse nas tensões entre África e Europa. Do diretor, são exibidas as produções “Concerto para um exílio” (1968) – cuja sessão inclui o curta-metragem “África sobre o Sena” (1955), de Paulin Soumanou Vieyra –, “A nós dois, França” (1970) e “Faces de mulheres” (1985).

A Sala Redenção está localizada no campus centro da UFRGS, com acesso mais próximo pela Rua Eng. Luiz Englert, 333

Serviço

Mostra “Entre Partidas e Retornos”

  • De 18 a 28 de maio
  • Sala Redenção – Cinema Universitário
  • Rua Eng. Luiz Englert, 333 – campus centro da UFRGS
  • Entrada franca
  • Site – ufrgs.br/difusaocultural
  • Instagram – @salaredencao

Programação

Eu prometo o paraíso

(Dir. Morad Mostafa | Egito, FR | 2023 | 25 min | Drama | 14A)

Eissa é um jovem imigrante africano que tenta sobreviver à complexa realidade do Cairo.

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O regresso de um aventureiro

(Dir. Moustapha Alassane | Níger, FR | 1966 | 34 min | Faroeste, Sátira | Livre)

Após uma estadia nos Estados Unidos, Jimmy retorna ao seu vilarejo no Níger carregando malas cheias de trajes típicos do faroeste americano. Ao distribuir as roupas entre seus amigos, ele desencadeia uma metamorfose: nomes tradicionais dão lugar a pseudônimos como “James Kelly” e “Black Cooper”.

18/05 | segunda-feira | 16h

19/05 | terça-feira | 19h

Barcelona ou a morte

(Dir. Idrissa Guiro | Senegal, FR | 2007 | 49 min | Documentário, Drama | 12A)

No subúrbio de Dacar, a globalização devastou a pesca artesanal, deixando os trabalhadores locais sem sustento. Diante da falta de perspectivas, os frágeis barcos de pesca são convertidos em transportes clandestinos rumo à Europa.

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Josepha

(Dir. Joseph Akouissone | República Centro-Africana, FR | 1975 | 13 min | Documentário | Livre)

Este filme-piloto integra uma série sobre a experiência da mulher negra na Europa, focando em Josepha, uma renomada esteticista e cabeleireira radicada em Paris. Através de seu trabalho e relatos, o curta discute os padrões de beleza eurocêntricos e a pressão estética sofrida pelas mulheres negras.

18/05 | segunda-feira | 19h

20/05 | quarta-feira | 16h

Reou-Takh

(Dir. Mahama Johnson Traoré | Senegal | 1972 | 45 min | Drama | 12A)

“Réou Takh” é o nome dado a Dakar pelos senegaleses da zona rural. A trama acompanha um jovem afro-americano que viaja ao Senegal em busca de suas raízes históricas, visitando lugares emblemáticos como a Ilha de Gorée.

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Karingana: os mortos não contam estórias

(Dir. Inadelso Cossa | Moçambique | 2020 | 10 min | Documentário, Poético | 12A)

Nkomba Yengo retorna à sua terra natal após 30 anos de exílio, ansioso para reencontrar o velho Yamba e suas histórias lendárias. Contudo, ele descobre que Yamba está mudo e o vilarejo, mergulhado em uma espécie de amnésia coletiva devido ao trauma da guerra civil moçambicana.

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Fallou

(Dir. Alassane Sy | Senegal, GB | 2017 | 30 min | Drama | 14A)

Fallou é um jovem senegalês enviado a Londres. Em sua missão, entretanto, entra em conflito com a descoberta vibrante da metrópole.

19/05 | terça-feira | 16h

20/05 | quarta-feira | 19h

Concerto para um exílio

(Dir. Désiré Écaré | 1968 | Costa do Marfim, FR | 42 min | Drama | 12 anos)

Através de um olhar que transita entre o ficcional e o documental, o filme acompanha o cotidiano de estudantes marfinenses em Paris. A narrativa fragmentada revela o isolamento desses jovens que, embora inseridos na efervescência cultural da capital francesa, sentem o peso do desraizamento.

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África sobre o Sena

(Dir. Paulin Soumanou Vieyra | 1955 | Senegal, FR | 21 min | Drama, Documentário | Livre)

Considerada a pedra angular do cinema africano moderno, esta obra-ensaio inverte o olhar etnográfico: pela primeira vez, um realizador africano observa e documenta a vida parisiense.

25/06 | segunda-feira | 19h

26/06 | terça-feira | 16h

A nós dois, França 

(Dir. Désiré Écaré | 1970 | Costa do Marfim, FR | 60 min | Comédia | 14 anos)

Nesta sátira social, Écaré inverte a perspectiva do exílio ao acompanhar um grupo de mulheres africanas que viaja a Paris com uma missão clara: confrontar seus maridos e noivos que, deslumbrados pela cultura francesa, parecem ter abandonado suas raízes.

26/05 | terça-feira | 19h

27/05 | quarta-feira | 16h

Faces de mulheres (Visages de femmes)

(Dir. Désiré Écaré | 1985 | Costa do Marfim | 105 min | Drama | 16 anos)

O filme é sobre as mulheres na Costa do Marfim. A primeira parte apresenta uma jovem em uma aldeia que utiliza a expressão artística como resistência. A segunda história desloca-se para Abidjan, onde uma empresária luta por independência. A terceira parte foca em uma mulher que decide buscar satisfação sexual, desafiando os tabus morais.

27/05 | quarta-feira | 19h

28/05 | quinta-feira | 15h

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Cinema da UFRGS apresenta mostra com foco em narrativas femininas e universos imaginários

Imagem: Cena de "Cleo" / Reprodução

Reunindo obras protagonizadas por mulheres, a Sala Redenção apresenta, de 4 a 13 de maio, a mostra “Delírias”. São sete filmes de diferentes gêneros que, em comum, encaram o onírico e o fantasioso como espaços de liberdade feminina.

Todas as sessões têm entrada franca e aberta à comunidade em geral. A Sala Redenção está localizada no campus centro da UFRGS, com acesso mais próximo pela Rua Eng. Luiz Englert, 333.

Detalhes dos filmes

A programação inicia no próximo dia 4 com dois longas-metragens que tematizam o luto: “Cleo” (2019), produção alemã que acompanha a trajetória de uma jovem marcada pela culpa após a morte do pai; e “Despedida” (2021), fantasia gaúcha protagonizada por uma menina de 11 anos que viaja ao interior do estado para o funeral da avó. 

Na mesma semana, a Sala Redenção exibe “O céu de Alice” (2020), primeiro longa-metragem da diretora francesa Chloé Mazlo. O filme mistura ficção, stop motion e animação para retratar a relação de Alice, recém-chegada no Líbano vinda da Suíça, e Joseph, um astrofísico excêntrico que tem o sonho de enviar ao espaço o primeiro libanês. 

A mostra segue com dois musicais: “Orféa apaixonada” (2022), de Axel Ranisch, que acompanha o romance entre uma aspirante a cantora de ópera e um criminoso surdo; e “Anos dourados” (1986), de Chantal Ackerman, emblemático musical ambientado em um shopping center.  

“Delírias” encerra com as comédias “Franky Five Star” (2023), da alemã Birgit Möller; e “A bruxa do amor” (2016), da estadunidense Anna Biller. 

Mais informações

Site –ufrgs.br/difusaocultural
Instagram – @salaredencao

Apoio: Goethe-Institut Porto Alegre, Pátio Vazio, Aliança Francesa Porto Alegre, IFCinéma, CineSesc e Filmicca

Programação

Cleo

(Dir. Erik Schmitt | 2019 | DE | 101 min | Romance, Drama | 12A)

Cleo trabalha para um escritório de turismo em Berlim e vive uma vida solitária e isolada desde que seu pai morreu. Cléo se culpa pela morte do pai e, desde criança, espera que um relógio mágico a ajude a voltar no tempo e salvá-lo. | Apoio: Goethe-Institut Porto Alegre

04/05 | segunda-feira | 16h

05/05 | terça-feira | 19h

Despedida

(Dir. Luciana Mazeto, Vinicius Lopes | 2021 | BR | 91 min | Fantasia | Livre)

Durante o carnaval, Ana, uma menina de 11 anos, viaja ao interior do Rio Grande do Sul para o funeral de sua avó. À noite, ela vê o fantasma da avó entrando na floresta perto da casa da família. Quando Ana decide segui-la, descobre um mundo de fantasia. 

04/05 | segunda-feira | 19h

06/05 | quarta-feira | 16h

O céu de Alice

(Dir. Chloé Mazlo | 2020 | FR | 90 min | Comédia, Drama | 12A)

Nos anos 1950, Alice troca a Suíça pelo Líbano. Lá, se apaixona por Joseph, um astrofísico excêntrico que tem o sonho de enviar ao espaço o primeiro libanês. Ao longo dos anos, o casal mantém uma vida feliz, até que tudo se desfaz com a chegada da guerra.

05/05 | terça-feira | 16h

06/05 | quarta-feira | 19h

Orféa apaixonada

(Dir. Axel Ranisch | 2022 | DE | 119 min | Romance, Musical | 12A)

Nele é uma talentosa jovem cantora de ópera que trabalha em um call center. Quando ela conhece Kolya, um criminoso surdo, os dois se apaixonam instantaneamente. Mas quando a tragédia acontece, ela precisa enfrentar os demônios do seu passado para equilibrar sua vida. Uma reinterpretação da saga de Orfeu.

07/05 | quinta-feira | 16h

Anos dourados

(Dir. Chantal Ackerman | 1986 | FR, BE | 96 min | Musical | 14A)

Em um shopping, entre o salão de beleza da Lili, a loja de roupas da família Schwartz e o bistrô da Sylvie, funcionários e clientes se cruzam, se encontram e sonham com o amor comprometido ou impossível. Eles falam, cantam e dançam.

11/05 | segunda-feira | 16h

12/05 | terça-feira | 19h

Franky Five Star

(Dir. Birgit Möller | 2023 | DE | 114 min | Romance, Comédia | 12A)

Franky nunca se permitiu apaixonar-se porque está lidando com seu caos interior. Sua melhor amiga conhece suas mudanças de humor, mas Franky nunca comentou que tem um antigo hotel em sua cabeça, habitado por quatro estranhos personagens.

11/05 | segunda-feira | 19h

13/05 | quarta-feira | 16h

A bruxa do amor

(Dir. Anna Biller | 2016 | EUA | 120 min | Comédia, Terror | 16A)

Uma jovem bruxa está determinada a encontrar o amor. Em seu apartamento, ela faz feitiços e poções, escolhendo homens e os seduzindo. Quando ela conhece o homem dos seus sonhos, seu desespero para ser amada a levará à beira da insanidade. 

12/05 | terça-feira | 16h

13/05 | quarta-feira | 19h




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O “Capítulo Final” que não merece ser visto nos cinemas

Crédito: Lionsgate / Paris Filmes

Olá meus queridos, como estão vocês? Ai ai… Nem só de boas experiências vivem os amantes do cinema, não é mesmo? E ainda tem gente com a pachorra de dizer que o Cinema Nacional só tem filme ruim! Olha só que interessante: abrindo nossa lista de 2026 dos “filmes que te ofendem” não temos um filme nacional. Pega sua bebida favorita e vamos conversar sobre Os Estranhos: Capítulo Final (Paris Filmes, 2026).

Nesta ultima parte da trilogia, Maya terá de enfrentar novos perigos na conclusão de seu encontro com os assassinos mascarados. Desculpa gente, mas não tem muito o que falar na sinopse desse longa.

Verdade seja dita esse terceiro filme me ofendeu menos que o segundo. Isso quer dizer que é bom? Calma aí, não vamos exagerar! Caso você tenha perdido nossa conversa sobre o capítulo dois, vem dar uma conferida aqui. Mas ainda assim está longe de ser um bom filme.

Como comentei com meus colegas, precisa ter um ego muito elevado para olhar o filme de 2008, a produtora (Lionsgate) aceitar dividir em três e bater no peito “vou fazer algo muito melhor”. Por isso temos aqui, nitidamente, um exemplo de filme que não se importa com a obra original e só quer lucrar mais, contando a mesma história em três partes. É de uma prepotência sem tamanho.

O que, convenhamos, não é nenhuma novidade na indústria. Pegar uma obra que fez um grande sucesso na sua época e trazer em uma nova versão para os tempos atuais. Já fizeram isso com “A Múmia” (1932 e 1999), “Twister” (1996 e 2024), “O Beijo da Mulher Aranha (1985 e 2025)”, “O Morro dos Ventos Uivantes” (1939, 1992, 2009, 2011 e 2026), entre tantos outros. Mas, nesse caso aqui, conseguiram ir além. E não de uma forma positiva. Por isso que eu acho de uma prepotência enorme. É como se o diretor quisesse fazer “O Senhor dos Anéis” do terror.

Forçaram um “final épico”

Agora, sabe o que é mais engraçado? Ele realmente quer se desenvolver para ser um final épico. Mas não acontece! Você percebe pela trilha, que vai construindo os momentos do filme, criando um clima para algo grandioso. Mas aí vai para a atuação, para o roteiro e nada acontece. É muito vazio. Tudo é muito forçado.

Ah Thi, mas você não está exagerando? Gente, estamos falando de uma personagem que no primeiro filme levou uma facada. No segundo, ela foge constantemente dos assassinos ainda com direito a uma luta com um javali de computação gráfica. Nesse terceiro, para “justificar” (entre muitas aspas) os mais diversos ferimentos sofridos ao longo disso tudo, ela só anda mancando. Sem falar na maquiagem intacta, as unhas perfeitas com um esmalte dourado e o cabelo propositalmente dessarrumado.

É sério que ela quer se tornar uma final girl? Meu anjo, você jamais vai chegar aos pés de Sidney Prescott (franquia Pânico), Laurie Strode (Halloween) ou a Brenda Meeks (Todo Mundo em Pâncio).

Esses são só alguns exemplos da forçada de barra que esse “Capítulo Final” proporciona. Não é nem mais suspenção de descrença como o segundo. É colocar ela como “a grande sobrevivente”. São diálogos expositivos para contar os segredos da cidade, com personagens descartáveis e constantes voltas no tempo para explicar o que está acontecendo no presente. Uma produção feita para tirar dinheiro do público.

Ver no cinema é jogar dinheiro fora

Crédito: Lionsgate / Paris Filmes

Aqui eu vou me contradizer um pouco, porque na maioria das nossas conversas, meu intuito é despertar sua curiosidade para assistir as obras e podermos debater sobre. Não necessariamente tirarmos reflexões para as nossas vidas, mas até mesmo para saber se você achou interessante com o que fizeram no final de “Pânico 7”. Mas para “Os Estranhos: Capítulo Final” eu peço que vocês economizem o seu dinheirinho.

Não é algo que vale o seu ingresso, talvez o primeiro pela curiosidade de o que essa triologia vai fazer, mas os outros dois? Assiste em casa.

Definitivamente não foi uma homenagem ao original de 2008. É algo feito para a pessoa gastar com três idas ao cinema e nem se quer se divertir. Não sei vocês, mas tem filmes que sei que são ruins, mas é legal de assistir para matar tempo. É divertido, te entretém. Agora esses três, nem isso. Fiquei o tempo todo torcendo que pegassem ela logo pro filme acabar.

Sabe o que é pior? Se, daqui uns anos, alguém querer fazer uma nova versão, por mais boa que seja, vão ter um grande trabalho para fazer as pessoas esquecerem dessa triologia. E que acaba manchando a reputação do original.

Bem meus queridos, vou ficando por aqui. Se alguém for assistir esse filme (não diga que não avisei) vem conversar comigo depois. Um grande abraço! Thi.

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Sala Redenção traz sessão especial de “A sorridente Madame Beudet”

Imagem: A sorridente Madame Beudet/Divulgação

Para abrir a mostra “Francofonia”, dedicada ao cinema francês, a Sala Redenção promove, nesta segunda-feira (16), às 19h, uma sessão especial e gratuita de “A sorridente Madame Beudet” (1923), de Germaine Dulac. Haverá música ao vivo executada pela pianista Aline Araújo e performance inédita da atriz Mirna Spritzer.

A exibição busca recriar a ambiência dos cinemas franceses do início do século 20, marcados pelos filmes silenciosos musicados ao vivo. 

Baseado em uma peça teatral homônima, “A sorridente Madame Beudet”  busca traduzir visualmente os pensamentos, sonhos e desejos de uma mulher insatisfeita com seu casamento. Na produção, Dulac utiliza técnicas cinematográficas inovadoras para a época, inserindo na narrativa alusões à pintura, à música e à poesia simbolista.

Lançado em Paris em novembro de 1923, “A sorridente Madame Beudet” é considerado por muitos o primeiro filme feminista do mundo.

O cineconcerto é uma realização da Sala Redenção em parceria com a Aliança Francesa Porto Alegre e a Cinemateca Francesa.

Programação

A sorridente Madame Beudet
(Dir. Germaine Dulac | 1923 | FR | 38 min | Comédia dramática | S/C)
Presa em um casamento infeliz, Madeleine Beudet tem no piano seu modo de escapismo. Um dia, seu marido recebe ingressos para ir assistir à ópera “Fausto”, mas ela se recusa a acompanhá-lo. Sozinha na casa familiar, com o piano trancado pelo marido, ela tenta escapar da realidade com a ajuda da imaginação, mas reminiscências do esposo a impedem, e é então que seu desejo de fuga se transforma em um ímpeto de assassinato.  
16/3 | segunda-feira | 19h + cine-concerto: performance com Aline Araújo e Mirna Spritzer




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Governo do Estado lança programa integrado para atendimento de emergências em saúde mental

Titular da SES, Arita Bergmann (E) e o titular da SSP, Mario Ikeda (D) durante apresentação do programa na sede da SSP, em Porto Alegre - Foto: Arthur Vargas/Ascom SES

O governo do Estado lançou, nesta quarta-feira (11), o novo Programa de Resposta Integrada nas Emergências em Saúde Mental no Rio Grande do Sul. A iniciativa estabelece a atuação conjunta entre o Samu 192 (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e as forças de segurança pública. A ação é executada pela SES (Secretaria da Saúde) e pela SSP (Segurança Pública).

O anúncio ocorre após uma sequência de ocorrências registradas no Rio Grande do Sul, onde casos de surto psicótico eram atendidos pela Brigada Militar. Em algumas dessas ocorrências a abordagem policial terminou com a morte da pessoa em surto. Em janeiro houve um caso em Santa Maria e outro em Viamão.

Em 2025, ainda, teve grande repercussão o caso de Herick Cristian da Silva Vargas, de 29 anos. Em setembro daquele ano, ele foi baleado durante um surto, no Bairro Parque Santa Fé, em Porto Alegre, e acabou vindo a óbito.

Ações mais efetivas

A titular da SES, Arita Bergmann, destacou que o objetivo da parceria entre as duas secretarias é atender as pessoas em um momento de sofrimento, em situações que muitas vezes colocam a própria vida em risco, podendo prejudicar também quem está próximo.

Na mesma direção, o titular da SSP, Mario Ikeda, diz que “as forças de segurança já estão recebendo capacitação para compreenderem melhor o cenário dessas ocorrências. Assim, o atendimento será cada vez mais qualificado e humanizado”, disse.

Ampliação da estrutura

O governo também autorizou repasses para ampliar as equipes do Samu em 80 municípios, agregando a elas profissionais especializados em saúde mental. Além disso, já está em andamento uma capacitação assistencial para preparar profissionais da saúde e da segurança para lidar de forma adequada e humanizada com situações de crise.

A SES também lançará um site, que disponibilizará um guia digital com orientações às famílias, oferecendo informações práticas para reconhecer sinais de alerta e buscar ajuda no momento certo.

Atendimento integrado nas emergências em saúde mental

A instrução normativa conjunta SES/SSP é o documento que institui oficialmente o modelo de atendimento compartilhado entre o Samu e as forças de segurança pública – Brigada Militar, Corpo de Bombeiros Militar e demais agentes locais. O protocolo estabelece padrões unificados de abordagem, definição de papéis de cada instituição e integração entre os sistemas de despacho e monitoramento de ocorrências.

As situações consideradas emergências em saúde mental incluem:

  •  tentativas de suicídio;
  •  automutilação;
  •  delírios ou alucinações;
  •  transtornos psicóticos agudos;
  •  e outras manifestações graves.

Classificação de risco orienta atendimento

Para qualificar o atendimento, todas as ocorrências passam por uma avaliação prévia obrigatória, realizada pelo operador, que pode ser um médico regulador do Samu (pelo telefone 192), um policial militar (pelo telefone 190) ou um bombeiro (pelo número 193).

Nessa etapa, são feitas perguntas específicas para identificar riscos – como presença de armas, agressividade, uso de álcool ou drogas, além da possibilidade de incêndio. Com base nas respostas, os casos são classificados em Risco Alto ou Risco Baixo.

O Risco Alto inclui situações como:

  •  presença de arma de fogo ou branca, ou objeto letal;
  •  agressões ou risco de agressão;
  •  tentativa de suicídio;
  •  risco de incêndio, queda ou afogamento;
  •  e isolamento do paciente em local de difícil acesso.

“Nesses casos, o atendimento é sempre conjunto, com Samu e forças de segurança atuando desde o deslocamento até a intervenção no local. A normativa determina que o Corpo de Bombeiros Militar deve ser acionado sempre que houver riscos de incêndio; presença de líquidos ou gases inflamáveis; possibilidade de queda ou afogamento; autoimolação; ou tentativa de suicídio sem uso de armas. Para as demais situações que configuram Risco Alto, a Brigada Militar deve ser acionada”, diz o Estado.

O Risco Baixo inclui casos como:

  •  agitação psicomotora sem risco imediato a terceiros;
  •  alterações leves de percepção da realidade;
  • e situações envolvendo crianças e idosos sem objetos perigosos.

Nesses casos, o Samu atua como equipe principal, acionando a segurança pública se houver agravamento da situação.

Samu Mental

Outro eixo essencial do programa é a Portaria SES 62/2026, que autoriza repasse financeiro estadual para que 80 municípios que são base do Samu incluam em suas equipes enfermeiro especializado em saúde mental. O profissional atuará 24 horas por dia nas unidades de suporte básico (USB).

Os profissionais deverão possuir especialização em saúde mental e/ou experiência de ao menos dois anos em urgência e emergência psiquiátrica. O governo do Estado destinará R$ 20 mil mensais por município para garantir essa qualificação da assistência. Isso representa um investimento anual de R$ 19,2 milhões na qualificação do atendimento do Samu dessas localidades.

Capacitação para profissionais da segurança

O programa também prevê formações para equipes da Brigada Militar, com conteúdos como:

  •  noções básicas sobre transtornos mentais;
  •  manejo adequado em situações de crise;
  •  técnicas de contenção seguras e humanizadas;
  •  uso do protocolo de classificação de risco;
  •  e diferenciação entre crise de saúde mental e situações de violência.

O treinamento será ofertado, numa primeira etapa, no formato a distância pela plataforma da SSP. Conforme previsão da Brigada Militar, a expectativa é que todo o efetivo da corporação tenha passado pela capacitação em um prazo de sete meses, considerando a capacidade de treinamento de 780 policiais por semana.

Também está em desenvolvimento um trabalho de integração entre os dois sistemas de chamados usados pelo Samu (Sistema de Atendimento Pré-hospitalar – SAPH) e pelas forças de segurança (Central de Atendimento e Despacho – Sinesp CAD), o que facilitará e agilizará a atuação conjunta entre as diferentes guarnições.

Guia digital

Como parte da estratégia de prevenção e acolhimento, o governo também lançou o Guia de Apoio à Família em Crise de Saúde Mental.

O material orienta sobre como identificar sinais prévios de crise – como mudanças bruscas de humor, isolamento, confusão, automutilação e alteração do sono –, além de esclarecer quando acionar o Samu 192 e como agir enquanto a ajuda não chega. O guia também inclui informações específicas para responsáveis por crianças e adolescentes, que podem apresentar sinais diferentes dos adultos.

Investimentos na rede de saúde mental

Além desse novo protocolo integrado entre Samu e Segurança Pública, o governo do Estado informou a ampliação dos investimentos na Política Estadual de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas da Raps (Rede de Atenção Psicossocial), presente nos 497 municípios gaúchos.

Para 2026, estão previstos recursos para os serviços de saúde mental da atenção primária, que receberão R$ 46,5 milhões, e para o cofinanciamento da atenção especializada, com aporte de R$ 34,9 milhões. Somam-se a esses valores os investimentos do SUS Gaúcho, que ampliarão o financiamento da rede de saúde mental de R$ 28,8 milhões para mais de R$ 110 milhões, reforçando especialmente o Programa AcompanhaRaps.

Essa iniciativa tem como objetivo ampliar a oferta de atendimento em saúde mental por meio da implementação de serviços municipais como o Caps (centros de atenção psicossocial), serviços residenciais terapêuticos, unidades de acolhimento e demais estruturas do SUS (Sistema Único de Saúde). Atualmente, 59 equipes são financiadas pelo AcompanhaRaps, com a expectativa de chegar a 120 até o final do ano.

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“E nesse país, quando é que não foi perigoso viver?” Leia a crítica de A Vida Secreta de Meus Três Homens

Crédito: Embaúba Filmes

Como estão meus queridos, minhas queridas, nossos Dropzeiros de plantão! Hoje nossa conversa vai ser sobre algo que gosto muito: Cinema Nacional. Como é prazeroso assistir um longa brasileiro. Desde nossa última conversa, em “A Miss”, já assisti alguns outros filmes, desses um ou outro sobressaem. Agora quando é do nosso cinema, dificilmente vai ficar na caixinha do “mais do mesmo”.

Bem, sei mais delongas, se aconchega do lado daí e vamos conversar sobre “A Vida Secreta de Meus Três Homens” (Embaúba Filmes). Uma produção de Letícia Simões que nos leva a olhar para a vida de pessoas que passam pelas nossas vidas de uma forma diferente. O longa promove o encontro de três fantasmas, inspirados nas figuras do avô, do pai e do padrinho da cineasta, reunidos em torno da pergunta: como chegamos ao Brasil de hoje?

Cabine de imprensa virtual é “bom” pela comodidade de assistir em casa. Mas esse filme pede a imersão que a sala de cinema proporciona. É aquela produção que te convida a desconectar das coisas ao redor e viver essa experiência. A sensação é que em um piscar de olhos ele termina, mas consegue falar tanto em tão pouco tempo. Faz o uso de várias formas para se expressar, enquadramentos, animações, luz, fotografia. Mas – ao mesmo tempo – sem exageros, tudo é feito sob medida para que a mensagem não se ofusque.

Como é bom assistir uma produção “simples” mas extremamente bem feito! A premissa, até então comum de reunir as figuras masculinas da família da personagem e conhecer melhor suas histórias. E, com o passar os minutos, você entende que nada é tão simples assim. A vida não é simples.

Talvez as gerações atuais não tenham o costume de ter porta-retratos em casa. Hoje em dia é tudo tão virtual e tecnológico, que parece não ter sentido a pessoa ir a um estabelecimento revelar uma fotografia e colocar em um quadro. Para que, se não vai gerar visualizações, likes e engajamento? Quando criança, tenho a memória viva de ir na casa da avós, tios e ter várias fotos. Alguns eu reconhecia outros levantava o questionamento “quem é esse vô?”. Por sorte peguei esse costume também, isso é história, faz parte de quem eu sou hoje.

Logo de cara o filme faz esse exercício conosco, de olharmos o nosso passado. Ao olhar para o Thiago criança na foto, pensar se teria algo a dizer ou não. Olhar para o meu avô que está comigo no retrato, o que será que eu diria a ele? Mas o longa vai além: qual a história por trás dessa pessoa na foto? Será que condiz com a realidade da época, ou era uma imagem que a sociedade impunha para as pessoas naquele tempo?

“A Vida Secreta de Meus Três Homens” nos convida a olharmos para essas fotografias, para essas pessoas e nos questionar: quais segredos essas pessoas carregavam? Quais os seus desejos e sonhos que por meio da realidade daquela época precisaram ser deixados de lado? O quanto a figura masculina era moldada para ser quase que uma entidade, imaculada, que não aceita falhas?

Conforme cada personagem toma a fala, vamos descobrindo mais profundamente deles. É uma ficção mas é quase como um relato documental. Em algum ponto ou outro a gente se identifica com algum personagem, com a narração, com a história. Assisti-lo foi uma experiência visceral.

Vocês sabem o quanto sou apaixonado pelos detalhes. E, aqui, tudo foi pensado e executado de uma forma que ajuda a contar ou dar continuidade a história. Os cenários, que por vezes são simples, mas que têm cada elemento ali escolhido propositalmente para aquele personagem. O contraste entre as três figuras masculinas e a forma como o filme se molda para contar a história de cada um. A forma como os diálogos são construídos, como a câmera se movimenta entre um e outro. Tudo ali está para reforçar a realidade que aquele personagem viveu.

Um dos momentos que mais chamou atenção foi entre o diálogo dela com a figura de seu pai. De novo, um cenário simples: de um lado temos a figura paterna, sentado na ponta de uma mesa muito longa. Do outro lado dessa mesa tão grande temos a filha, tentando conversar com a figura imponente do pai. Inclusive fiz questão de anotar uma das falas: “Cara, é impressionante como um homem não sai de cima do pódio, do altar que ele cria pra si, é muito impressionante.” Tudo que ela queria era conhecer sobre o pai, mas tudo que ele consegue oferecer é uma narrativa que não condiz a realidade.

Queridos, eu queria muito poder falar mais sobre esse filme, porém não quero me alongar muito além do necessário aqui. Então o que eu peço, assistam “A Vida Secreta de Meus Três Homens” e venham conversar comigo nos Instagram do Dropzando. Esse é um longa que precisa ser apreciado nas telonas. Assistir sem distrações, com carinho e atenção que ele merece. O que mais posso dizer? Fico extremamente honrado de ter vivido essa experiência, quando subiram os créditos deu aquele quentinho no coração de que o nosso Cinema Nacional é maravilhoso.

Reforço aqui o convite para você assistir, pesquisar e ir atrás desse filme. Lembrando que o primeiro final de semana é sempre muito importante para esses longas. E deixo aqui meu caloroso abraço, Thi.

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Obras no calçadão da Orla de Ipanema são concluídas em Porto Alegre

Obras na Orla de Ipanema. Crédito: Filipe Karam / PMPA

Uma vistoria realizada na manhã desta quarta-feira (4) marcou a conclusão das obras no calçadão da Orla de Ipanema, na zona sul de Porto Alegre. Os trabalhos ocorreram em um trecho de cerca de dois quilômetros entre as ruas Déa Coufal e Tabajaras.

O espaço recebeu novos equipamentos de lazer e melhorias na estrutura do passeio. Foram instalados três playgrounds, oito churrasqueiras, quatro academias ao ar livre, novos bancos e lixeiras, além de uma cancha de bocha.

Também foram criados sete acessos à faixa de areia por rampas ou escadas. Um núcleo de banheiros foi construído em frente à rua dos Tabajaras, com sanitários femininos, masculinos, unidades acessíveis e sanitários família.

As obras incluíram ainda o plantio de cerca de cem mudas de árvores e ampliação das áreas verdes ao longo do trecho.

Estrutura contra cheias

Parte das intervenções foi voltada à proteção do calçadão contra a ação da água do Guaíba. Um muro de concreto com cerca de 45 centímetros acima do nível do passeio foi construído ao longo da orla. A estrutura também funciona como banco para quem utiliza o local.

Outro recurso adotado foi o enrocamento — estrutura de pedras posicionadas junto à margem para reduzir a força das ondas.

Investimento e obras em andamento

O investimento na obra foi de cerca de R$ 12 milhões. Conforme a prefeitura, os recursos são provenientes de um TCAP (Termo de Conversão em Área Pública) firmado com a empresa Multiplan como contrapartida pela implantação do empreendimento Golden Lake.

Além do calçadão, seguem em andamento obras na ciclofaixa da Avenida Guaíba. Os trabalhos incluem retirada da sinalização existente, fresagem do pavimento e aplicação de nova camada de asfalto.

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