Visualização normal

Received before yesterday

Cidade Matarazzo inaugura hub de beleza Mata Lab com foco em experiência sensorial

30 de Abril de 2026, 17:00

O complexo Cidade Matarazzo, em São Paulo, inaugurou nesta semana o espaço de beleza do Mata Lab, um hub inovador que une curadoria de moda, arte e bem-estar.

Luiza Souza, colunista de beleza do Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, destacou o foco diferenciado do projeto, que prioriza a experiência sensorial e o cuidado holístico em vez do varejo tradicional: “O espaço de beleza reúne mais de 80 marcas, com foco em experimentar e sentir o corpo como um universo vivo. Há menos foco em maquiagem e muito mais em skincare e wellness, convidando o visitante a realmente viver aquilo e colocar os produtos no corpo e no cabelo”.

A curadoria do Mata Lab também busca dar visibilidade ao empreendedorismo feminino e à produção nacional de nicho. “De 60% a 70% das marcas são fundadas ou cofundadas por mulheres, sendo a maioria marcas brasileiras independentes que estão em seu primeiro espaço físico. É um palco importante que utiliza ingredientes da nossa biodiversidade e apoia comunidades ribeirinhas”.

Leia mais:
Geração X impulsiona as vendas de beleza, mostra pesquisa
Beleza S.A. – Rio Fashion Week retorna após 10 anos e aposta em experiência para aproximar marcas do público

“Não tem aquela pressão de venda ou alguém te entregando uma cestinha. Existem pias de mármore que convidam para a experimentação de forma muito suave. É um lugar para abrir a cabeça e conhecer o mercado nacional que está superaquecido”, descreveu a especialista.

Além das marcas independentes, o hub contará com a presença de grifes globais de luxo em formatos específicos. “Algumas marcas mais conhecidas vão abrir corners ali, como Saint Laurent, Guerlain, Acqua di Parma e Parfums de Marly. O projeto se assemelha muito às grandes lojas de departamento internacionais, mas sempre mantendo uma brasilidade muito forte em todo o conceito”.

Por fim, a colunista ressaltou que o complexo Cidade Matarazzo tem se consolidado como um destino turístico e cultural completo na capital paulista. “Você vê muita gente de fora de São Paulo e estrangeiros passeando por lá, pois o espaço oferece restaurantes, exposições na Casa Bradesco e agora esse andar inteiro dedicado à beleza. É um reflexo da criatividade brasileira ocupando um espaço histórico de forma inovadora”.

O post Cidade Matarazzo inaugura hub de beleza Mata Lab com foco em experiência sensorial apareceu primeiro em Times Brasil | CNBC.

Spotify lança selos de verificação para distinguir artistas reais de conteúdo gerado por IA

30 de Abril de 2026, 16:38

O Spotify implementou novos selos de verificação para artistas, que indicam que o perfil representa um artista real com conteúdo próprio, garantindo que cumpre os critérios de autenticidade e confiança da plataforma, em contraposição aos perfis gerados por inteligência artificial (IA).

A empresa continua apostando em recursos que ajudem os usuários a ter mais informações sobre os artistas e suas músicas, diante do aumento de perfis falsos, spam e conteúdo gerado por IA nas plataformas musicais, que prejudicam a experiência.

Nesse sentido, lançou os novos selos “Verificado pelo Spotify”, um distintivo que garante que o perfil do artista em questão foi revisado e cumpre os critérios de autenticidade da plataforma.

Assim, quando um artista estiver verificado, isso significará que se trata do perfil de um criador ou músico real, com uma presença identificável tanto dentro quanto fora da plataforma e com música ou conteúdo próprio. Isso também garante que o conteúdo em questão cumpre as normas do Spotify.

Portanto, os perfis que pareçam representar principalmente artistas gerados por IA ou personagens de IA “não poderão ser verificados”.

Conforme explicou em um comunicado em seu blog, para conceder esse selo, a empresa analisa perfis de artistas que apresentam atividade e participação constantes por parte dos ouvintes. Ou seja, perfis que os usuários procuram de forma ativa e intencional durante um período prolongado, e não apenas aqueles que apresentam picos pontuais de participação.

Da mesma forma, na análise, a empresa levará em consideração questões como datas de shows, produtos promocionais e contas de redes sociais vinculadas ao perfil, para determinar se se trata de uma pessoa real.

Para examinar cada conta do Spotify, a empresa combinará os padrões mencionados com a revisão e o julgamento humanos, com o objetivo de “identificar os verdadeiros artistas que atuam de boa-fé, em vez de descartar os falsos”.

No entanto, a empresa também esclareceu que, no panorama musical atual, o conceito de autenticidade do artista “é complexo e evolui rapidamente”; por isso, alertou que continuará aperfeiçoando essa abordagem para conceder os selos “ao longo do tempo”.

Esses novos selos, que consistem em um ícone de verificação verde claro acompanhado do texto “Verificado pelo Spotify”, aparecerão nos perfis dos artistas ao lado de seus nomes, bem como nas pesquisas.

Além disso, elas começarão a ser concedidas aos artistas de forma gradual ao longo do tempo, uma vez que a plataforma abrange “milhões de criadores de conteúdo e perfis de artistas”, e as revisões serão realizadas com “precisão e coerência”.

Apesar desse processo, o Spotify informou que, como parte do lançamento dos selos, 99% dos artistas que os ouvintes procuram ativamente já estão verificados, incluindo diversos gêneros e origens geográficas.

O post Spotify lança selos de verificação para distinguir artistas reais de conteúdo gerado por IA apareceu primeiro em Times Brasil | CNBC.

Volkswagen registra receita de 75,7 bilhões de euros, apesar de tombo no lucro operacional

30 de Abril de 2026, 16:30

O Volkswagen Group divulgou na quinta-feira (30) seus resultados financeiros do primeiro trimestre de 2026, com queda nos principais indicadores de rentabilidade, apesar de manter volume elevado de receita e geração de caixa. Segundo a apresentação oficial , a companhia registrou receita de 75,7 bilhões de euros (R$ 442,1 bilhões).

No período, o grupo entregou 2,05 milhões de veículos, o que representa uma queda de 4% na comparação anual, enquanto a participação global de mercado permaneceu estável acima de 10%. A empresa também reportou fluxo de caixa líquido automotivo de 2,0 bilhões de euros (R$ 11,7 bilhões) e liquidez automotiva de 34,2 bilhões de euros (R$ 199,7 bilhões).

Queda no lucro e impacto de fatores extraordinários

O desempenho operacional foi pressionado por efeitos não recorrentes e pelo ambiente externo. O lucro operacional caiu para 2,5 bilhões de euros (R$ 14,6 bilhões), recuo de 14% na comparação anual, enquanto a margem operacional recuou de 3,7% para 3,3% no período.

Leia também: Volkswagen anuncia presença de IA de voz em seus carros na China a partir do final deste ano

De acordo com o material, os resultados foram impactados por efeitos especiais negativos de 0,8 bilhão de euros (R$ 4,7 bilhões), incluindo custos de reestruturação de 0,3 bilhão de euros (R$ 1,8 bilhão) e 0,5 bilhão de euros (R$ 2,9 bilhões) relacionados ao fim da produção do ID.4 nos Estados Unidos. Além disso, houve impacto adicional de 0,6 bilhão de euros (R$ 3,5 bilhões) decorrente de tarifas nos EUA.

Desempenho regional e entregas

As entregas apresentaram comportamento misto entre as regiões. Houve crescimento de 5% na Europa e de 7% na América do Sul, enquanto América do Norte (-13%) e China (-15%) registraram retração no período.

A companhia destacou que o crescimento em mercados como Europa e América do Sul compensou parcialmente as quedas nas demais regiões, em um cenário ainda marcado por condições de mercado desafiadoras e competição elevada, especialmente na China.

Leia também: Volkswagen cortará 50 mil empregos na Alemanha até 2030

Geração de caixa e posição financeira

Apesar da pressão nos lucros, a Volkswagen manteve disciplina financeira. O grupo registrou fluxo de caixa líquido automotivo reportado de 2,0 bilhões de euros (R$ 11,7 bilhões), apoiado por menor carga tributária e controle de investimentos.

A liquidez automotiva permaneceu em 34,2 bilhões de euros (R$ 199,7 bilhões) ao fim de março de 2026, levemente abaixo do nível de 34,5 bilhões de euros registrado no fim de 2025, refletindo, entre outros fatores, pagamentos de dividendos e movimentações financeiras.

Perspectivas para 2026 mantidas

A Volkswagen manteve suas projeções para o ano. A companhia espera crescimento de receita entre 0% e 3% em 2026, com margem operacional entre 4,0% e 5,5%.

Leia também: Volkswagen planeja corte bilionário de 20% nos custos para sobreviver à crise global; entenda

A expectativa para o fluxo de caixa automotivo permanece entre 3 bilhões e 6 bilhões de euros (R$ 17,5 bilhões a R$ 35,0 bilhões), enquanto a liquidez automotiva deve ficar entre 32 bilhões e 34 bilhões de euros (R$ 186,9 bilhões a R$ 198,6 bilhões).

Segundo a empresa, o cenário considera as condições atuais de tarifas, mas não incorpora possíveis impactos adicionais de uma escalada no Oriente Médio, o que mantém o ambiente de negócios sujeito a incertezas.

O post Volkswagen registra receita de 75,7 bilhões de euros, apesar de tombo no lucro operacional apareceu primeiro em Times Brasil | CNBC.

Volkswagen alerta para novos cortes de custos após queda acentuada no lucro

30 de Abril de 2026, 16:20

A Volkswagen advertiu que precisará intensificar os cortes de custos para garantir seu futuro, após registrar uma queda nos lucros maior do que o esperado. A montadora alemã enfrenta forte pressão de concorrentes chineses, tarifas dos EUA e demanda irregular por veículos elétricos.

Mesmo já prevendo eliminar cerca de 50 mil empregos na Alemanha até 2030, o diretor financeiro Arno Antlitz afirmou que as medidas atuais não são suficientes e que será necessário promover mudanças estruturais no modelo de negócios para alcançar melhorias sustentáveis.

Leia também: Volkswagen cortará 50 mil empregos na Alemanha até 2030

A empresa também estuda ajustar sua capacidade produtiva e reduzir custos nas fábricas. Segundo Antlitz, montadoras chinesas vêm ganhando espaço não só em seu mercado doméstico, mas também na Europa, aumentando a concorrência direta.

Fabricantes como a BYD têm se consolidado como fortes rivais na China, mercado historicamente estratégico para a Volkswagen, especialmente no segmento de veículos elétricos.

Além disso, tarifas impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, aumentaram os custos da companhia em cerca de 4 bilhões de euros por ano.

Leia também: Volkswagen planeja corte bilionário de 20% nos custos para sobreviver à crise global; entenda

No primeiro trimestre, o lucro líquido da Volkswagen caiu 28%, para 1,56 bilhão de euros, enquanto a receita ficou em 76 bilhões de euros, abaixo das previsões. As entregas globais somaram pouco mais de 2 milhões de veículos, queda de 4% em relação ao ano anterior.

Na China, as vendas totais caíram 15%, com um tombo de 64% nas entregas de veículos elétricos. Na América do Norte, a queda foi de 13%.

Para 2026, a empresa projeta crescimento de vendas entre 0% e 3%, com margem de lucro operacional entre 4% e 5,5%. Possíveis impactos do conflito no Oriente Médio não foram incluídos nas estimativas.

Leia também: Volkswagen anuncia presença de IA de voz em seus carros na China a partir do final deste ano

O desempenho da Volkswagen reflete desafios mais amplos da economia alemã, especialmente no setor industrial. Em 2025, a empresa registrou seu menor lucro anual em quase uma década.

O CEO Oliver Blume afirmou que a companhia avalia alternativas como produção voltada à defesa e fabricação de carros com design chinês em fábricas alemãs para otimizar capacidade e reduzir custos. Ele destacou ainda que a empresa precisa melhorar significativamente sua produtividade para competir com fabricantes chineses mais eficientes.

Leia mais: Tarifas dos EUA e concorrência na China fazem Volkswagen reduzir investimentos para US$ 186 bi até 2030

O post Volkswagen alerta para novos cortes de custos após queda acentuada no lucro apareceu primeiro em Times Brasil | CNBC.

ArcelorMittal: lucro no 1º trimestre recua para US$ 600 milhões, mas companhia mantém perspectiva positiva

30 de Abril de 2026, 16:09

A ArcelorMittal divulgou em 30 de abril de 2026 seus resultados financeiros do 1º trimestre de 2026, com EBITDA de US$ 1,7 bilhão (R$ 8,5 bilhões), lucro líquido de US$ 600 milhões (R$ 3,0 bilhões) e lucro por ação de 76 centavos de dólar (R$ 3,78). A companhia também reportou liquidez de US$ 9,9 bilhões (R$ 49,3 bilhões) e dívida líquida de US$ 9,3 bilhões (R$ 46,3 bilhões).

A empresa destacou que o EBITDA por tonelada chegou a US$ 131 (R$ 652,38) no trimestre, patamar que representa uma melhora sustentada em relação às médias históricas. Segundo a apresentação, o desempenho do 1º trimestre de 2026 ainda não incorpora plenamente o ambiente de preços mais favorável observado nos últimos meses.

A ArcelorMittal afirma que os benefícios dessa melhora devem aparecer a partir do 2º trimestre de 2026, em um cenário de fundamentos mais positivos, apesar da volatilidade nos custos de energia.

Europa ganha peso com novas regras comerciais

A companhia apontou que medidas como o CBAM e o novo mecanismo de cotas tarifárias (TRQ) devem reduzir importações na Europa e elevar a utilização da capacidade doméstica. Segundo a empresa, o novo regime pode cortar importações em cerca de 13 milhões de toneladas em relação a 2025.

Leia também: Grupo SADA e ArcelorMittal fecham acordo para reciclagem de sucata metálica

A ArcelorMittal afirma estar bem posicionada para capturar essa recuperação de demanda, com capacidade existente, preparação para retomada de altos-fornos em Fos e Dąbrowa, além da entrada em operação do novo EAF de Gijón e da expansão em Sestao.

Investimentos estratégicos sustentam crescimento

A companhia informou que seus projetos estratégicos podem adicionar US$ 1,8 bilhão (R$ 9,0 bilhões) ao potencial de EBITDA a partir de 2026. Entre os destaques estão investimentos ligados à transição energética, expansão de mineração, aumento de capacidade na Índia e ativos de maior valor agregado.

Nos últimos 12 meses, a empresa gerou US$ 2,0 bilhões (R$ 10,0 bilhões) em fluxo de caixa investível, destinou US$ 1,5 bilhão (R$ 7,5 bilhões) a capex estratégico, retornou US$ 700 milhões (R$ 3,5 bilhões) aos acionistas e aplicou US$ 200 milhões (R$ 996,0 milhões) em fusões e aquisições.

Leia também: ArcelorMittal registra lucro de US$ 1,8 bi no 2º trimestre, impulsionado por ganho com usina de Calvert

Balanço sólido e retorno ao acionista

A ArcelorMittal reforçou que mantém balanço com grau de investimento, com rating BBB pela S&P e Baa2 pela Moody’s, ambos com perspectiva estável. A liquidez ao fim do trimestre era de US$ 9,9 bilhões (R$ 49,3 bilhões), composta por US$ 4,4 bilhões (R$ 21,9 bilhões) em caixa e equivalentes e US$ 5,5 bilhões (R$ 27,4 bilhões) em linhas de crédito não utilizadas.

A política de remuneração prevê retorno mínimo de 50% do fluxo de caixa livre pós-dividendos aos acionistas por meio de recompras. Desde setembro de 2020, a companhia recomprou 38% das ações em circulação e pagou em março de 2026 um dividendo trimestral de 15 centavos de dólar por ação (R$ 0,75), dentro da proposta anual de 60 centavos de dólar por ação (R$ 2,99).

O post ArcelorMittal: lucro no 1º trimestre recua para US$ 600 milhões, mas companhia mantém perspectiva positiva apareceu primeiro em Times Brasil | CNBC.

Unimed vira o jogo após crise e aposta em governança para sustentar recuperação

27 de Abril de 2026, 22:30

Após um dos piores momentos da saúde suplementar, a Unimed CNU encerrou 2025 com uma virada expressiva nos resultados e no posicionamento no setor. A operadora saiu da última colocação em 2024 para o 11º lugar entre as empresas médico-hospitalares no ano seguinte.

Segundo o presidente Luiz Otávio de Andrade, a mudança não foi pontual. “Foi uma virada estrutural, partindo de decisões estratégicas, mudança profunda na governança e muita responsabilidade financeira”, afirmou, em entrevista ao Times Brasil – licenciado exclusivo CNBC. Ele explicou que a companhia passou a adotar decisões mais colegiadas, com base em dados e maior transparência junto às mais de 320 cooperativas associadas.

Os reajustes de mensalidade fizeram parte do processo, mas não foram o principal motor da recuperação. Andrade afirmou que houve correção de preços diante de uma defasagem, mas destacou que os aumentos ficaram próximos da média do mercado. Em discurso indireto, o executivo ressaltou que o avanço veio principalmente de medidas internas, como renegociação com fornecedores, controle mais rígido de custos e redução de despesas administrativas.

O cenário pós-pandemia ainda pesa sobre o setor. “O pior já passou, felizmente”, disse o presidente, ao avaliar que as mudanças implementadas permitiram retomar o equilíbrio. Ele explicou que o aumento dos custos está ligado a fatores estruturais, como o envelhecimento da população, a maior incidência de doenças crônicas e a incorporação de novas tecnologias, que elevam o custo da assistência.

Sobre a regulação, Andrade defendeu a atuação da Agência Nacional de Saúde Suplementar. Em sua avaliação, um mercado sem supervisão levaria a distorções, embora reconheça que há espaço para aprimoramentos.

Com presença em cerca de 92% do território nacional, a Unimed CNU combina capilaridade com desafios de padronização. O executivo afirmou que a diversidade regional exige adaptação dos serviços, mas também representa um diferencial competitivo.

Ao olhar para o futuro, Andrade destacou que a sustentabilidade da saúde suplementar exige mudanças mais amplas. “A resposta não é simples, mas começa por um profundo combate ao desperdício”, afirmou, citando estimativas de que até 40% dos gastos em saúde poderiam ser evitados com mais eficiência.

O post Unimed vira o jogo após crise e aposta em governança para sustentar recuperação apareceu primeiro em Times Brasil | CNBC.

Nissan encerra operação na Argentina e passa a focar em importação

27 de Abril de 2026, 22:21

A Nissan anunciou nesta segunda-feira (27) uma reestruturação importante da operação na Argentina que deve encerrar a atuação direta da montadora como filial no país.

A empresa assinou um memorando de entendimento com os grupos argentinos SIMPA e Tagle para avaliar a possível transferência da operação comercial local para um modelo de distribuidor. O movimento tem foco em eficiência e agilidade operacional, segundo a companhia.

O documento ainda não representa um acordo definitivo. A Nissan informou que o processo está em fase de análise e depende da revisão de diferentes aspectos do negócio antes de uma eventual assinatura final.

Caso a transação avance, a operação argentina será transferida para um novo distribuidor local e passará a integrar a NIBU, unidade de negócios da Nissan que reúne 36 mercados importadores da América Latina. Com isso, a Argentina deixaria de funcionar como uma operação direta da matriz e passaria a seguir um modelo baseado em importação e distribuição local.

Leia também: EXCLUSIVO CNBC: Nissan aposta em carros eletrificados para recuperar vendas na China

Apesar da mudança, a Nissan afirma que suas atividades comerciais na Argentina continuarão normalmente. A empresa diz que manterá a venda de veículos, o lançamento de novos modelos, os serviços de atendimento e pós-venda e a rede de concessionárias no país.

A decisão faz parte do plano global de reestruturação da companhia, chamado Re:Nissan. O programa foi lançado para recuperar desempenho, reduzir custos e criar uma estrutura mais enxuta. Entre as medidas, a Nissan prevê cortar 20 mil postos de trabalho e reduzir sua base industrial de 17 para 10 fábricas até o ano fiscal de 2027.

Mudança acontece após fracasso de fusão

O movimento ocorre depois do fracasso das negociações de integração entre Nissan e Honda. As duas montadoras assinaram, em dezembro de 2024, um acordo preliminar para estudar uma combinação de negócios, mas encerraram as conversas em fevereiro de 2025.

Na mesma data, Nissan, Honda e Mitsubishi também encerraram o entendimento que avaliava uma colaboração tripartite. As empresas, no entanto, afirmaram que seguiriam colaborando dentro de uma parceria estratégica voltada a veículos eletrificados e tecnologias inteligentes.

As discussões entre Nissan e Honda perderam força após a possibilidade de transformar a Nissan em subsidiária da Honda entrar na mesa. O então CEO da Nissan, Makoto Uchida, afirmou que não poderia aceitar esse modelo.

Leia também: Nissan anuncia George Leondis como novo diretor financeiro

A tentativa frustrada de integração ocorreu em meio a um cenário de pressão sobre a indústria automotiva global, com competição mais intensa de fabricantes chinesas, avanço dos veículos elétricos e necessidade de redução de custos.

O post Nissan encerra operação na Argentina e passa a focar em importação apareceu primeiro em Times Brasil | CNBC.

Spotify fecha parceria com Peloton e lança hub global de conteúdo fitness

27 de Abril de 2026, 21:03

O Spotify ampliou sua estratégia para além de música e podcasts e anunciou nesta segunda-feira (27) uma parceria com a Peloton Interactive para criar uma nova categoria dedicada a fitness dentro da plataforma.

Com o acordo, mais de 1.400 aulas da Peloton serão disponibilizadas para assinantes Spotify Premium na maior parte dos mercados globais da empresa. O conteúdo será integrado ao atual ecossistema de áudio e vídeo do serviço. A oferta inclui treino de força, Pilates, barre, yoga, meditação e outras modalidades.

“À medida que seguimos avançando no segmento de bem-estar, nosso trabalho com o Spotify é mais um passo para ampliar nosso alcance e capturar novas fontes de receita por meio da experiência, conteúdo e instrução incomparáveis da Peloton”, afirmou Dion Camp Sanders, diretor comercial da companhia.

Leia mais: Spotify integra ChatGPT para ampliar recomendações musicais

Nenhuma das empresas divulgou os termos financeiros do acordo, mas a parceria sinaliza prioridades estratégicas relevantes para os dois grupos.

Spotify aposta em novas receitas

Para o Spotify, a iniciativa representa uma expansão mais profunda no mercado de wellness, criando novos caminhos de engajamento e monetização além do negócio principal de música e podcasts.

Segundo a empresa, conteúdos fitness mantêm usuários por mais tempo na plataforma e abrem espaço para receitas com assinaturas, publicidade e ferramentas para criadores de conteúdo.

O Spotify informou ainda que existem mais de 150 milhões de playlists fitness ativas no mundo, enquanto quase 70% dos usuários Premium afirmam se exercitar mensalmente.

Leia também: Spotify cria “urna com música eterna” e leva marketing ao limite (de novo)

“Fitness é uma extensão natural da forma como as pessoas já usam o Spotify hoje — para se motivar, se recuperar e se reequilibrar”, disse um porta-voz da empresa à CNBC.

Além da parceria com a Peloton, o grupo também amplia seu ecossistema com criadores da área fitness, trabalhando com nomes como Yoga With Kassandra, Caitlin K’eli Yoga, Sweaty Studio e Chloe Ting, que podem monetizar conteúdo por ferramentas já existentes, como o Spotify Partner Program.

Peloton busca crescer além dos equipamentos

Para a Peloton, o acordo acelera a mudança estratégica para longe de um modelo focado principalmente em hardware, em direção à distribuição escalável de conteúdo com margens mais elevadas.

O CEO Peter Stern afirmou que a parceria também reforça seus planos de expansão internacional.

Leia também: Apple desafia YouTube e Spotify com nova aposta em podcasts em vídeo

“O Spotify oferece um palco global para nossos instrutores, que agora têm a capacidade de alcançar centenas de milhões de assinantes Premium da plataforma”, declarou Stern à CNBC.

Ao aproveitar o alcance global do Spotify, a Peloton ganha exposição sem exigir que usuários possuam seus equipamentos ou assinem o aplicativo independente da empresa.

O post Spotify fecha parceria com Peloton e lança hub global de conteúdo fitness apareceu primeiro em Times Brasil | CNBC.

Nvidia, Google e mais: quem são os investidores por trás da Cursor, startup que Musk quer comprar por US$ 60 bilhões

26 de Abril de 2026, 10:30

A startup de inteligência artificial Cursor ganhou destaque nesta semana após a divulgação de um acordo anunciado na última terça-feira (21), que dá à SpaceX, empresa de Elon Musk, o direito de comprar a companhia por US$ 60 bilhões ainda neste ano.

Caso a operação não avance, a alternativa prevista é uma parceria estratégica de US$ 10 bilhões.

O movimento colocou os holofotes sobre a empresa criada para acelerar o trabalho de programadores e também sobre os grandes investidores que apostaram no negócio desde os primeiros anos.

Leia mais: Musk pode comprar a Cursor ainda neste ano por US$ 60 bilhões ou pagar US$ 10 bilhões pelo “trabalho conjunto”

Cursor atrai gigantes da tecnologia e fundos bilionários

A Cursor surgiu dentro do laboratório de pesquisa Anysphere e foi fundada por quatro ex-alunos do MIT: Michael Truell, Aman Sanger, Sualeh Asif e Arvid Lunnemark. Lançada oficialmente em 2023, a empresa desenvolve ferramentas de inteligência artificial voltadas à criação, revisão e edição de códigos.

Em pouco tempo, a startup chamou a atenção de alguns dos principais nomes do mercado financeiro e de tecnologia.

Leia também: xAI de Elon Musk: o que é a licença ambiental que virou alvo de disputa nos EUA

Participaram de sua rodada mais recente de investimentos nomes como Nvidia e Google, além de fundos tradicionais do Vale do Silício.

Entre os investidores estão:

  • Nvidia
  • Google
  • Accel
  • Thrive Capital
  • Andreessen Horowitz
  • DST Global
  • Coatue

Esse grupo reúne empresas estratégicas e fundos conhecidos por apostar cedo em negócios de alto crescimento. “Este financiamento nos permitirá investir profundamente em pesquisa e construir os próximos momentos mágicos da Cursor”, afirmou a empresa.

Nvidia e Google investiram

A presença de Nvidia entre os investidores é considerada relevante porque a empresa domina o mercado global de chips usados em inteligência artificial. Apoiar startups promissoras ajuda a ampliar a demanda por seus processadores e fortalece sua presença no setor.

Já o investimento do Google mostra o interesse das big techs em acompanhar de perto empresas que podem liderar nichos estratégicos. Ferramentas para programação com IA se tornaram uma das áreas mais disputadas do mercado.

Fundos tradicionais também entraram na aposta

Além das gigantes de tecnologia, a Cursor recebeu capital de fundos que costumam investir em empresas inovadoras antes de grandes valorizações. A Andreessen Horowitz, por exemplo, é uma das gestoras mais influentes do setor de tecnologia nos Estados Unidos.

A Accel também tem histórico de investir em empresas que depois se tornaram líderes globais. Thrive Capital, Coatue e DST Global completam a lista de nomes com forte presença em startups bilionárias.

O que fez a Cursor valer tanto

A Cursor ganhou espaço ao oferecer uma plataforma que ajuda desenvolvedores a escrever códigos mais rápido, corrigir erros e automatizar tarefas técnicas.

Em um momento em que empresas disputam talentos de engenharia e buscam produtividade, esse tipo de ferramenta virou prioridade.

Leia também: A xAI de Elon Musk enfrenta nova oposição após obter autorização para pouso em usina de energia

A companhia afirma ter ultrapassado US$ 1 bilhão em receita anual e já conta com mais de 300 funcionários. Esses números ajudaram a elevar sua avaliação entre as startups mais valiosas do setor de IA.

Por que Musk quer a Cursor

Para Elon Musk, a possível compra reforça a estratégia de integrar inteligência artificial às empresas de seu grupo.

SpaceX e xAI vêm ampliando investimentos na área, especialmente às vésperas da esperada abertura de capital da fabricante espacial. Ao aproximar a Cursor de seu ecossistema, Musk pode ganhar acesso a tecnologia, engenheiros especializados e uma plataforma importante para acelerar projetos internos.

A negociação também revela uma corrida silenciosa entre gigantes da tecnologia. Mais do que comprar produtos, empresas buscam equipes técnicas capazes de liderar a próxima geração da inteligência artificial.

Por isso, a Cursor deixou de ser apenas uma startup de programação e passou a ser vista como ativo estratégico em uma disputa global cada vez mais bilionária.

Caso João Adibe: veja a linha do tempo da investigação sobre a mansão nos Jardins
Por Andre Amadei
Raízen pode virar ‘dos credores’? Entenda a troca de dívida por ações
Por Joyce Canelle
Oncoclínicas: 5 pontos para entender por que a empresa recorreu à Justiça
Por Andre Amadei
O que é transação penal? Entenda o acordo que João Adibe, CEO da Cimed, recusou
Por Joyce Canelle
Após Nubank assumir Allianz Parque, veja outros 5 estádios com naming rights
Por Andre Amadei
Fictor na mira da PF: como funcionava o esquema de fraudes contra a Caixa
Por Joyce Canelle
Banco Master: por que o BC diz que seguiu o rito mais rígido possível
Por Andre Amadei
Título do Tesouro venceu? Entenda como funciona o reinvestimento automático
Por Andre Amadei
Copa do Mundo FIFA 2026: conheça todas as marcas que patrocinam o torneio
Por Joyce Canelle
IA deixa de impulsionar ações e começa a derrubar empresas? Veja o que analistas apontam
Por Joyce Canelle

O post Nvidia, Google e mais: quem são os investidores por trás da Cursor, startup que Musk quer comprar por US$ 60 bilhões apareceu primeiro em Times Brasil | CNBC.

EXCLUSIVO CNBC: Nissan aposta em carros eletrificados para recuperar vendas na China

25 de Abril de 2026, 11:00

A Nissan vê a ofensiva em Veículos de Nova Energia (NEVs) como peça central para sustentar a recuperação das vendas na China, afirmou Ivan Espinosa, presidente da Nissan Motors, em entrevista exclusiva à CNBC.

Segundo o executivo, a companhia vinha há meses registrando queda nas vendas no país, mas começou a mostrar recuperação no segundo semestre do ano passado. Em 2025, as vendas cresceram cerca de 4,5% na comparação anual. No primeiro trimestre deste ano, avançaram quase 7%.

“Há uma grande tendência para veículos de nova energia e, em termos de desempenho de vendas, felizmente nossa performance está se recuperando e melhorou”, afirmou Espinosa.

Leia também: EXCLUSIVO CNBC: CEO da Dow diz que gargalo no Estreito de Ormuz pode levar vários meses para ser resolvido

O executivo disse que a reação foi impulsionada pelos novos modelos eletrificados lançados nos últimos meses. A Nissan apresentou quatro veículos de nova energia, incluindo o sedã elétrico N7, o híbrido plug-in N6, a picape Frontier Pro plug-in hybrid e o NX8 plug-in hybrid.

“Vamos continuar a ofensiva de veículos de nova energia na China”, disse. “Lançaremos, no intervalo de 12 meses, mais cinco veículos de nova energia.”

A montadora também apresentou dois conceitos ligados a essa nova leva de produtos. Segundo Espinosa, a estratégia inclui completar a linha de SUVs, com o NX8, o Terrano plug-in hybrid e um conceito de SUV urbano plug-in hybrid.

“Com essa ofensiva de veículos de nova energia, estamos confiantes de que podemos continuar o bom ritmo e o momentum na China”, afirmou.

Questionado sobre o comportamento do consumidor chinês, Espinosa disse que a decisão de compra combina novidade, tecnologia e preço. Segundo ele, o mercado se tornou mais dinâmico, com alto volume de lançamentos em curtos períodos.

“Em questão de um mês, temos mais de 10 a 15 novos lançamentos. Os clientes têm muita escolha”, afirmou. “Você precisa continuar relevante e novo para eles. Precisa ter a tecnologia certa e o preço certo.”

Ao mesmo tempo, o presidente da Nissan afirmou que consumidores chineses também valorizam a experiência de montadoras estabelecidas. Segundo ele, a rede de concessionárias, o relacionamento com clientes e a qualidade do serviço voltaram a ganhar peso.

“Eles estão valorizando muito a experiência de fabricantes estabelecidas como a Nissan”, disse. “Isso também começa a se tornar cada vez mais importante.”

Espinosa afirmou que a estratégia da Nissan na China tem dois objetivos. O primeiro é manter a competitividade em um mercado relevante para a companhia. O segundo é aprender com o ecossistema tecnológico chinês para levar inovação a outros mercados.

Leia também: EXCLUSIVO CNBC: CFO da OpenAI diz que empresa não tem pressa para IPO e mira investidor individual

“Queremos permanecer muito competitivos na China, porque temos hoje uma presença de vendas muito forte e continuaremos investindo na China”, afirmou. “E o segundo propósito é utilizar e aprender com o ecossistema da China para exportar tecnologia para fora da China.”

Segundo o executivo, a Nissan observa no país novas formas de desenvolver produtos, materiais e tecnologias, além de maior velocidade de inovação.

“Queremos exportar todo esse know-how para nossos centros globais de pesquisa e desenvolvimento ao redor do mundo”, disse.

Espinosa também comentou o uso de tecnologias chinesas em sistemas de cockpit, incluindo a adoção do DeepSeek para aprimorar chatbots. Ele afirmou que a Nissan seguirá aberta a tecnologias de diferentes regiões, desde que melhorem a experiência dos clientes.

“Vamos utilizar tecnologia ao redor do mundo. Não é só que usaremos tecnologia chinesa. Podemos usar tecnologia de qualquer parte do mundo”, afirmou. “Desde que satisfaça e deixe nossos clientes felizes.”

O post EXCLUSIVO CNBC: Nissan aposta em carros eletrificados para recuperar vendas na China apareceu primeiro em Times Brasil | CNBC.

Governo pede suspensão de leilão de terminal em Santos

25 de Abril de 2026, 10:15

O Ministério de Portos e Aeroportos solicitou à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) a suspensão imediata do processo de arrendamento do Tecon Santos 10 (STS-10), no Porto de Santos (SP), destinado à movimentação e armazenagem de contêineres e carga geral. A decisão ocorre após sucessivos adiamentos do processo.

Segundo o Ministério, o “aperfeiçoamento” do formato de competição do leilão ainda está em debate junto à Casa Civil. Por isso, a necessidade de interrupção do processo. “Nesse sentido, em observância aos princípios da cautela administrativa da boa governança, da transparência e da segurança do processo decisório, mostra-se recomendável solicitar a essa Antaq o sobrestamento do processo encaminhado por esta Secretaria”, afirmou o secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, em ofício enviado à Antaq e obtido pelo Estadão/Broadcast.

Leia também: Portos brasileiros avançam, mas gargalos em hidrovias e incertezas regulatórias ainda travam investimentos

A secretaria pediu que a agência interrompa a análise e devolva os autos ao Ministério, para permitir a reavaliação das premissas e dos parâmetros do arrendamento, antes de eventual retomada do cronograma licitatório.

Estratégico

Na prática, o pedido interrompe a tramitação na Antaq e tende a postergar o calendário do certame, já que a retomada dependerá de nova manifestação do poder concedente com as diretrizes revisadas e, eventualmente, a atualização de estudos e minutas.

O cronograma inicial previa que o leilão do Tecon10 acontecesse em janeiro, mas o prazo foi sendo estendido em meio a questionamentos sobre restrições a participantes na disputa. O terminal é considerado estratégico, já que vai ampliar em 50% a capacidade de movimentação de contêineres do Porto de Santos, o maior da América Latina.

De um lado, empresas que defendem que o edital estabeleça restrições concorrenciais, impedindo, em uma primeira etapa, a participação de companhias já atuantes no Porto de Santos. De outro, as operadoras que já atuam lá sustentam que o leilão não deve impor restrições à concorrência, mas sim exigir o desinvestimento da vencedora que já possua terminais no Porto, caso venha a arrematar o ativo.

O post Governo pede suspensão de leilão de terminal em Santos apareceu primeiro em Times Brasil | CNBC.

Em RJ, Rossi Residencial firma acordos para encerrar disputas societárias

25 de Abril de 2026, 09:30

Em recuperação judicial, a incorporadora paulista Rossi Residencial anunciou na sexta-feira (24) que fechou acordos para encerrar uma série de disputas societárias. A companhia aberta, negociada sob o ticker RSID3, tenta pôr fim aos conflitos internos para reorganizar sua estrutura e abrir espaço para a retomada das operações.

Os acordos cobrem sete disputas no total. Duas delas envolvem uma ação movida pela própria Rossi contra ex-diretores, da qual a empresa desistiu da ação. Em troca, esses ex-gestores concordaram em não cobrar da Rossi eventuais indenizações a que teriam direito em outros processos, até o limite de R$ 12 milhões.

Leia também: CVM divulga lista de nove companhias abertas inadimplentes

As outras cinco tratam de disputas relacionadas a uma oferta pública de aquisição (OPA) estatutária. As partes recuam de suas pretensões de forma recíproca, mantendo as alterações estatutárias aprovadas em assembleia em novembro de 2024.

A homologação dos acordos, porém, não é automática. Ela depende, entre outras condições, da aprovação sem ressalvas das contas da administração e das demonstrações financeiras de 2024 e 2025 em assembleia geral. Uma assembleia geral extraordinária foi convocada para 28 de abril.

Em comunicado, a empresa argumenta que encerrar as disputas é do interesse da companhia por reduzir custos financeiros e operacionais, evitar novos litígios e permitir que a gestão se concentre na recuperação judicial.

O post Em RJ, Rossi Residencial firma acordos para encerrar disputas societárias apareceu primeiro em Times Brasil | CNBC.

EXCLUSIVO CNBC: Farmacêutica Regeneron vai oferecer terapia genética gratuita para perda auditiva rara

25 de Abril de 2026, 09:00

A farmacêutica Regeneron vai distribuir gratuitamente nos Estados Unidos o Otarmeni, primeira terapia genética aprovada para tratar uma forma rara de perda auditiva hereditária em crianças. A notícia foi dada pelo CEO da companhia, Leonard Schleifer, em entrevista exclusiva à CNBC.

Segundo o executivo, o tratamento atua em uma falha genética que impede a produção de uma proteína específica nas células ciliadas do ouvido, responsáveis pela transmissão do som. A condição provoca surdez profunda em crianças.

“Algumas crianças nascem com surdez profunda”, afirmou. “Você pode colocar um motor a jato e elas não ouvem nada.”

De acordo com o CEO, cientistas da Regeneron conseguiram substituir o gene defeituoso e restaurar a audição. Ele classificou o avanço como um marco para a medicina genética.

“Esta é a primeira vez que um gene substituiu algo e restaurou um de nossos sentidos”, disse. “A audição é muito importante.”

Leia também: EXCLUSIVO CNBC: Hassett vê paz com Irã próxima e projeta recuo do petróleo após reabertura do Estreito de Ormuz

Schleifer afirmou que a decisão de oferecer o medicamento de graça partiu dos cientistas da companhia. Segundo ele, a Regeneron também tem aprendido com os pacientes tratados.

“Por que estamos dando este produto de graça? Porque nossos cientistas disseram que é a coisa certa a fazer”, afirmou. “Estamos aprendendo tanto com esses jovens. Vamos dar este de graça.”

Segundo o CEO, cerca de 50 crianças nascem por ano nos Estados Unidos com essa condição. Ele disse, porém, que o universo potencial de pacientes pode ser maior, já que há pessoas vivas que nasceram com a mesma alteração genética.

O executivo ponderou que crianças que já receberam implante coclear podem não se beneficiar da terapia, porque a cirurgia pode afetar estruturas do ouvido interno. Ainda assim, afirmou que a empresa segue investigando possibilidades.

“Se elas já tiveram um implante coclear, podemos não ser capazes de ajudá-las”, disse. “Mas estamos investigando.”

Schleifer também elogiou a atuação da Food and Drug Administration (FDA) no processo de aprovação. Segundo ele, a agência manteve padrões elevados, mas demonstrou capacidade de acelerar programas considerados relevantes.

“As pessoas têm feito comentários sobre a FDA, que eles estão baixando os padrões. Eu garanto a vocês que não estão”, afirmou. “Eles estão mantendo os padrões elevados, mas este programa indica que, se for um programa importante, devemos agilizar o processo.”

Para a Regeneron, o tratamento abre caminho para novas pesquisas em perda auditiva. O executivo afirmou que a companhia quer investigar outras formas da condição, inclusive associadas ao envelhecimento.

Leia também: EXCLUSIVO CNBC: CEO da Dow diz que gargalo no Estreito de Ormuz pode levar vários meses para ser resolvido

“Há muitas outras formas de perda auditiva que queremos investigar”, disse. “Talvez possamos descobrir como melhorar isso.”

Ao comentar o impacto do tratamento, o CEO citou o caso de uma criança que não ouvia nada e passou a escutar a mãe após a terapia.

“Agora ele pode ouvir a mãe dele. E na voz dela ele pode ouvir o amor dela”, afirmou.

Schleifer disse ainda que a Regeneron mantém produtos voltados a grandes mercados, mas defendeu que a indústria farmacêutica também precisa ser reconhecida por avanços científicos em áreas raras.

“Nossos cientistas disseram: vamos dar este de graça, porque os pacientes nos ajudam”, afirmou. “Acho que esse é o tipo de empresa que é a Regeneron.”

O post EXCLUSIVO CNBC: Farmacêutica Regeneron vai oferecer terapia genética gratuita para perda auditiva rara apareceu primeiro em Times Brasil | CNBC.

Sabesp estuda incorporar ações da EMAE para cortar custos e unificar base acionária

25 de Abril de 2026, 08:54

A Sabesp anunciou que vai avaliar a incorporação da EMAE, operação que unificaria as duas companhias sob uma mesma estrutura societária. Caso a operação avance, a Sabesp passará a deter 100% do capital da empresa metropolitana de águas e energia.

Segundo as companhias, a operação busca simplificar a estrutura societária e reduzir custos operacionais.

Leia também: Sabesp aprova distribuição de R$ 1,8 bi em JCP a acionistas

Na operação, os acionistas da EMAE receberiam ações da Sabesp em troca, passo ainda a ser negociada por comitês independentes, conforme exige a regulamentação da CVM.

O estudo envolve o mapeamento das autorizações societárias e regulatórias necessárias. Se aprovada pelos conselhos e acionistas, a EMAE deixará de ter ações negociadas separadamente e se tornará subsidiária integral da Sabesp.

Leia também: Sabesp capta bilhões no exterior e aposta em Blue Bonds para universalização do saneamento

O post Sabesp estuda incorporar ações da EMAE para cortar custos e unificar base acionária apareceu primeiro em Times Brasil | CNBC.

EXCLUSIVO CNBC: CFO da OpenAI diz que empresa não tem pressa para IPO e mira investidor individual

24 de Abril de 2026, 21:39

A OpenAI não tem pressa para abrir capital e deve priorizar formas de financiamento que preservem opções para a companhia, afirmou Sarah Friar, diretora financeira da empresa, em entrevista exclusiva à CNBC.

A executiva disse que seu foco como CFO é garantir capital para sustentar o crescimento do negócio, levar produtos a consumidores e empresas, ampliar a equipe e financiar a capacidade computacional necessária para desenvolver modelos de inteligência artificial.

“Meu foco como CFO é, antes de tudo, o negócio”, afirmou. “Como posso garantir que tenhamos o investimento necessário para comprar recursos computacionais e assim poder pagar bons pesquisadores para alcançarmos os melhores resultados?”

Leia também: EXCLUSIVO CNBC: Boeing vê caixa positivo no 2º semestre e mira alta na produção do 737 Max, diz CEO

Questionada sobre a possibilidade de IPO, Friar afirmou que a companhia não tem urgência. Segundo ela, a OpenAI segue avaliando parceiros e alternativas para financiar a expansão do negócio.

“Não temos pressa”, disse. “Estamos sempre por aí procurando quem são os parceiros que podem trabalhar conosco quando queremos financiar mais do nosso negócio.”

A diretora financeira também destacou o interesse da OpenAI em ampliar o acesso de investidores individuais à empresa. Segundo ela, a companhia vem buscando formas de permitir que o público em geral participe do valor econômico criado pela inteligência artificial.

“Uma coisa em que penso muito em nossa missão é sobre acesso, sobre como democratizamos o acesso à tecnologia”, afirmou. “Mas como também criamos acesso ao valor econômico que está sendo gerado? Isso não é algo que quero que fique nas mãos de poucos.”

Friar disse que a experiência recente com investidores de varejo mostrou demanda acima do esperado. De acordo com a executiva, a OpenAI buscava cerca de US$ 1 bilhão junto ao varejo, mas levantou US$ 3 bilhões. “É ótimo poder alcançar o público em geral”, afirmou.

Leia também: EXCLUSIVO CNBC: CEO da Dow diz que gargalo no Estreito de Ormuz pode levar vários meses para ser resolvido

A CFO também comentou a disputa judicial entre a OpenAI e Elon Musk. Ela afirmou que os processos movidos pelo empresário contra a empresa são infundados e desviam atenção da operação.

“Em primeiro lugar, o Sr. Musk moveu vários processos judiciais sem fundamento contra nós”, disse. “É uma distração e nós somos focados.”

Segundo Friar, a prioridade da OpenAI é manter a empresa concentrada no desenvolvimento de modelos e produtos. “Para a empresa, o foco é essencial. Como lançamos os melhores modelos do mundo? Mantendo-se na vanguarda, conseguimos lançar os melhores produtos do mundo”, concluiu.

O post EXCLUSIVO CNBC: CFO da OpenAI diz que empresa não tem pressa para IPO e mira investidor individual apareceu primeiro em Times Brasil | CNBC.

BRB e Banco Master: como será feita a venda de R$ 15 bilhões em ativos

24 de Abril de 2026, 21:03

Nesta semana, o Banco de Brasília (BRB) anunciou a assinatura de um memorando de entendimento com a gestora Quadra Capital para estruturar um fundo de investimento voltado à venda de ativos ligados ao Banco Master.

O montante total gira em torno de R$ 20 bilhões, mas a operação tem valor de referência de R$ 15 bilhões e faz parte de um processo de reorganização da carteira do banco estatal.

Leia também: STF forma maioria para manter prisão do ex-presidente do BRB e advogado

Como será feita a venda dos ativos?

De acordo com o Estadão, a transação prevê duas formas de pagamento. Entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões serão pagos à vista. O restante, entre R$ 11 bilhões e R$ 12 bilhões em “cotas subordinadas do fundo de investimento a ser estruturado para a gestão e monetização dos ativos”.

“O BRB através da Operação visa a alienação dos referidos ativos com o objetivo de fortalecer sua estrutura de capital e sua liquidez, bem como aprimorar a gestão de seu portfólio, sendo a transação etapa relevante no processo de readequação da Companhia, com expectativa de efeitos positivos sobre a liquidez, a gestão de ativos e a racionalização patrimonial”, diz a companhia.

De forma geral, a operação ainda depende da estruturação final do fundo de investimento, que será responsável por gerir os ativos ao longo do tempo. Além disso, o BRB ainda precisa comunicar o Banco Central sobre a movimentação.

Capital e liquidez

Ainda de acordo com a estratégia do banco, a venda dos ativos tem como objetivo fortalecer a estrutura de capital e melhorar a liquidez da instituição. Nas últimas semanas, o BRB tem procurado medidas que melhorem a situação atual da instituição.

Comunicação entre BRB E BC

Conforme noticiado pelo Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o BRB ainda não teria comunicado previamente o Banco Central sobre a negociação envolvendo cerca de R$ 20 bilhões em ativos do Banco Master, o que levantou questionamentos sobre a condução da operação.

Esse ponto adiciona pressão ao processo de reestruturação e amplia a atenção sobre a governança da transação. Vale ressaltar que o BRB também está na lista de instituições do BC que estão sendo investigadas. 

Leia também: BRB aprova aumento de capital de até R$ 8,8 bilhões em meio a efeitos do caso Master

Investigação contra o BRB

A operação ocorre em meio a uma crise de liquidez do BRB e investigações envolvendo a antiga gestão do Banco Master.

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, afirmou em entrevista ao Estadão que o banco teria sido vítima de fraude atribuída ao ex-presidente da instituição, Paulo Henrique Costa, preso pela Polícia Federal. Ele nega as acusações.

As apurações seguem em andamento e fazem parte do cenário que envolve a reestruturação dos ativos agora negociados. Por parte do Banco Master, a instituição financeira de Daniel Vorcaro segue no processo de finalizar as operações após ser liquidada pelo BC.

Caso João Adibe: veja a linha do tempo da investigação sobre a mansão nos Jardins
Por Andre Amadei
Raízen pode virar ‘dos credores’? Entenda a troca de dívida por ações
Por Joyce Canelle
Oncoclínicas: 5 pontos para entender por que a empresa recorreu à Justiça
Por Andre Amadei
O que é transação penal? Entenda o acordo que João Adibe, CEO da Cimed, recusou
Por Joyce Canelle
Após Nubank assumir Allianz Parque, veja outros 5 estádios com naming rights
Por Andre Amadei
Fictor na mira da PF: como funcionava o esquema de fraudes contra a Caixa
Por Joyce Canelle
Banco Master: por que o BC diz que seguiu o rito mais rígido possível
Por Andre Amadei
Título do Tesouro venceu? Entenda como funciona o reinvestimento automático
Por Andre Amadei

O post BRB e Banco Master: como será feita a venda de R$ 15 bilhões em ativos apareceu primeiro em Times Brasil | CNBC.

Bets foram bloqueadas no Brasil? Saiba o que muda após bloqueio de plataformas do mercado preditivo

24 de Abril de 2026, 20:48

O governo federal determinou o bloqueio de plataformas de mercados preditivos no Brasil, em uma decisão que faz parte do avanço da regulação do setor de bets no país. A medida foi anunciada pelo Ministério da Fazenda e envolve a retirada do ar de 27 sites que operavam nesse modelo.

Segundo o governo, essas plataformas funcionavam com base na negociação de contratos ligados a eventos futuros, como política, esportes, economia e entretenimento, e não estavam adequadas à legislação brasileira de apostas.

Leia também: Governo proíbe mercado de apostas preditivas; entenda a diferença para as bets regulares

Bets foram bloqueadas no Brasil?

Em meio à nova proibição, dúvidas quanto ao funcionamento de bets no país podem aparecer. De forma simples, as bets não foram bloqueadas no Brasil. O bloqueio anunciado pelo governo atinge exclusivamente plataformas de mercados preditivos.

De acordo com o Ministério da Fazenda, essas plataformas não seguem o mesmo modelo regulatório das apostas esportivas tradicionais e, por isso, foram enquadradas como operações irregulares.

Qual é a diferença entre bets e mercados preditivos?

As bets são plataformas de apostas esportivas em que o usuário aposta em resultados de jogos ou eventos específicos, dentro de regras definidas pela legislação brasileira. Neste caso, o palpite do apostador não depende de outros cenários, a não ser o resultado oficial.

Já os mercados preditivos funcionam de outra forma, em que os usuários negociam contratos baseados na probabilidade de eventos futuros ocorrerem, como eleições, indicadores econômicos ou acontecimentos culturais.

Segundo o governo, esse tipo de operação se assemelha a apostas, mas não se enquadra nas regras atuais do setor regulado no Brasil. Além disso, a modalidade também pode alterar o cronograma dos eventos ou até impactar diretamente em mudanças.

27 plataformas de mercados predativos bloqueadas

Ao todo, o governo brasileiro bloqueou cerca de 27 plataformas de mercados predativos, conforme noticiado anteriormente. Entre elas estão:

  • PredictIt
  • Palpita
  • Cravei
  • Previsão
  • Véspera
  • Palpitano
  • PRÉVIAS — Plataforma de Mercado Preditivo
  • Predict
  • ProphetX Prediction Market
  • Robinhood
  • OG | Prediction Markets & Real-Time Odds
  • Fanatics Markets
  • Novig
  • Hedgehog Markets
  • IBKR ForecastTrader
  • Voxfi
  • Futuriza
  • Eu Já Sabia Mercados Preditivos
  • MercadoPred
  • Palpitada
  • Pliks
  • PolySwipe
  • PRED Exchange
  • Ruckus Market
  • Stride
  • Polymarket
  • Kalshi

Leia também: TCU vê lacuna na Lei e manda tratar receitas de bets como loterias

O que muda após o bloqueio?

Com a decisão, essas plataformas deixam de operar no Brasil, o que restringe o acesso de usuários a esse tipo de produto. O governo afirma que a medida busca evitar a criação de um mercado paralelo de apostas e garantir maior controle sobre o setor, dentro do processo de regulação em andamento.

A ação também reforça a separação entre as bets, regulamentadas no Brasil, e mercados de previsão, que seguem sem autorização para operar no país.

Caso João Adibe: veja a linha do tempo da investigação sobre a mansão nos Jardins
Por Andre Amadei
Raízen pode virar ‘dos credores’? Entenda a troca de dívida por ações
Por Joyce Canelle
Oncoclínicas: 5 pontos para entender por que a empresa recorreu à Justiça
Por Andre Amadei
O que é transação penal? Entenda o acordo que João Adibe, CEO da Cimed, recusou
Por Joyce Canelle
Após Nubank assumir Allianz Parque, veja outros 5 estádios com naming rights
Por Andre Amadei
Fictor na mira da PF: como funcionava o esquema de fraudes contra a Caixa
Por Joyce Canelle
Banco Master: por que o BC diz que seguiu o rito mais rígido possível
Por Andre Amadei
Título do Tesouro venceu? Entenda como funciona o reinvestimento automático
Por Andre Amadei

O post Bets foram bloqueadas no Brasil? Saiba o que muda após bloqueio de plataformas do mercado preditivo apareceu primeiro em Times Brasil | CNBC.

Noventa por cento dos CFOs usam IA para cortar custos, mas não querem investir nela

7 de Abril de 2026, 18:00

Em alguma hora no meio da tarde, dentro de qualquer grande empresa europeia, o diretor financeiro abre seu laptop, chama uma tela de análise preditiva e, sem muita cerimônia, deixa que um modelo de linguagem sugira o próximo movimento. Isso não é ficção, nem piloto experimental e não é iniciativa de um departamento de TI entusiasmado demais. Já é rotina, com número de pesquisa para provar.

Uma pesquisa da Deloitte realizada com cem diretores financeiros holandeses entre setembro (16) e outubro (17) de 2025, mostrou que 90% dos CFOs entrevistados já se apoiam em inteligência artificial para usar nas decisões que tomam. E vai além, mais de um terço deles espera que, dentro de cinco anos, a IA sustente mais da metade de suas escolhas mais importantes.

Leia também em IA-451: Google Maps com Gemini embarcado promete engolir aplicativos como Booking e TripAdvisor; entenda

O número é expressivo, mas o que vem depois dele é onde a história fica interessante e até engraçado. Se 90% dos CFOs já usam as ferramentas, e mais de um terço acredita que elas vão dominar suas decisões em meia década, seria razoável imaginar que o dinheiro estivesse fluindo para essa direção com a mesma velocidade. Não está.

A mesma pesquisa apontou que mais de 80% das organizações ainda pretende gastar menos de um quarto do orçamento de tecnologia em IA nos próximos anos. Há, portanto, uma fissura visível entre o que os executivos esperam da tecnologia e o quanto estão dispostos a investir para que ela chegue lá.

Traduzindo do corporativês: acreditamos muito na IA, só não a ponto de gastar dinheiro de verdade com ela.

O mesmo estudo revelou que 70% dos CFOs europeus esperam crescimento de receita neste ano de 2026. Sabe como? Cortando gente e contratando serviços de IA. O famoso “fazer mais com menos”, o que na prática significa crescer achando que vai economizar.

Esse ponto merece atenção. Crescimento de receita e redução de pessoal vivem na mesma frase dentro das salas de conselho. Empresas de serviços e tecnologia estão em posição mais confortável para conciliar os dois objetivos, já que ganhos de produtividade por automação compensam a perda de volume humano.

Empresas manufatureiras, no entanto, segundo o levantamento, enfrentam perspectivas mais frágeis de receita e podem reduzir trabalhadores apenas para estabilizar as operações, sem crescimento real à vista.

CFO com mais poder e menos talento

Outro dado da pesquisa merece mais atenção do que costuma receber. Cerca de 80% dos CFOs entrevistados afirmaram que a influência do diretor financeiro dentro do conselho de administração aumentou nos últimos cinco anos. É um salto considerável de prestígio. O CFO, que durante décadas foi o guardião dos números, passou a ser convocado para moldar a direção estratégica dos negócios.

O problema é que esse poder bate em um limite. Falta de gente qualificada para operar as ferramentas que sustentariam esse novo papel.

Mais da metade dos CFOs identificou, no estudo, carências em habilidades ligadas a dados, tecnologia digital e IA dentro de suas próprias equipes. O executivo tem mais voz no conselho, quer usar IA para decidir melhor e mais rápido, mas não encontra os profissionais capazes de construir essa infraestrutura de dentro.

Me lembra o arquétipo do “cabeça de planilha”, o executivo que olha para qualquer problema e enxerga uma linha de custo a eliminar. No anos 90 a Boeing elevou esse perfil ao posto máximo e passou anos explicando para autoridades de aviação por que as portas dos aviões saíam voando sozinhas. Dar mais poder ao CFO sem dar a ele uma equipe capaz de entender o que a IA faz é, guardadas as proporções, a mesma aposta.

O post Noventa por cento dos CFOs usam IA para cortar custos, mas não querem investir nela apareceu primeiro em Times Brasil | CNBC.

❌