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Paço Municipal recebe duas exposições a partir desta terça-feira (17)

Por:Sul 21
16 de Março de 2026, 15:08

O Museu de Arte do Paço (Praça Montevidéu, 10 – Centro Histórico) inaugura duas exposições nesta terça-feira (17), em evento das 18h às 20h. A primeira é “Desenhos de Água: Bia Dorfman encontra Luiz Maristany”, que reúne obras da artista visual Bia Dorfman (1957) com desenhos raramente exibidos do artista Luiz Maristany de Trias (1885–1964), provenientes do acervo da Pinacoteca Aldo Locatelli.

Com curadoria de Maria Helena Bernardes, a exposição propõe um encontro entre dois artistas que registraram a cidade de Porto Alegre com 80 anos de intervalo. Enquanto Maristany desenhou as paisagens urbanas da Capital na década de 1940, Bia Dorfman interpreta a cidade no presente, em trabalhos que também refletem as transformações da paisagem e da relação com o rio diante da emergência climática recente.

A mostra apresenta 36 desenhos em grafite sobre papel, duas pinturas e dois objetos de Bia Dorfman, acompanhados de 13 desenhos de paisagem de Luiz Maristany. O conjunto inclui ainda um vídeo com imagens da artista em processo de trabalho, com trilha musical composta por Ramiro Levy, músico brasileiro radicado em Milão. A exposição fica em cartaz até 27 de abril e pode ser visitada de segundas às sextas-feiras, das 9h às 17h.

Já a segunda exposição lançada nesta terça – “Porto Alegre: Olhares Efêmeros” – apresenta obras de 32 fotógrafos residentes em Porto Alegre, que refletem as paisagens urbanas da cidade. A ideia é mostrar as características da capital com olhar do cotidiano, registrando cenas e momentos que muitas vezes não se repetem. A visitação é aberta até o dia 15 de maio, sempre das segundas às sexta-feiras, das 9h às 17h.

Os fotógrafos participantes são: Alexandre Freitas, Andréa Steiner Barros, Andréia Kris, Andréa Seligman, Ayres Potthoff, Cynthia Feyh Jappur, Denise Giacomoni, Eduardo Scaravaglione, Elvira Forttuna, Fernando Pires, Fernando Zago, Gutemberg Ostemberg, Guto Monteiro, Heloiza Averbuck, João Henrique Ramos, José Roque Guimarães, Kathy H. Esposito, Leandro Selister, Leda Zimmermann, Luiz Filipe Varella, Margaret Rosa de Abreu, Maria Sallet Domingues, Nely Alves, Paulo Guerra, Paulo Paim, Rogerio Franco, Rogério Soares, Ruth Johnson-Greco, Selmar Medeiros, Silvia Pozza, Wanderlei Oliveira e Zulaine Santos.

Serviço

Desenhos de Água: Bia Dorfman encontra Luiz Maristany

Curadoria: Maria Helena Bernardes

Onde: Museu de Arte do Paço, Praça Montevidéu, 10, Centro Histórico

Abertura: dia 17 de março, terça-feira, das 18h às 20h

Visitação: Até 27 de abril de 2026, de segunda a sexta, das 9h às 17h

Entrada gratuita

 

Porto Alegre: Olhares Efêmeros

Onde:Museu de Arte do Paço, Praça Montevideu, 10, Centro Histórico

Abertura: dia 17 de março, terça-feira, das 18h às 20h

Visitação: até 15 de maio, de segunda a sexta, das 9h às 17h

Entrada gratuita

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Porto Alegre: Arte urbana transforma espaços e percepções no Centro Histórico

Por:Sul 21
22 de Fevereiro de 2026, 10:00

Não é incomum circular por Porto Alegre e encontrar pessoas admiradas com os murais artísticos que ocupam muros e fachadas de prédios pela cidade. As obras de arte urbana chamam a atenção pelas cores e têm transformado esses espaços em pontos de encontro entre moradores e visitantes. No Centro Histórico, ao menos três locais se destacam nesse movimento: a Travessa Passarinho, a rua Sete de Setembro e a rua General João Manoel.

Moradora da Zona Norte, a auxiliar de limpeza Adriana Dutra aproveita os intervalos do trabalho para descansar na Travessa Passarinho. Além dos grafites, o espaço conta com bancos e uma estrutura que torna o ambiente mais propício para momentos de pausa. “Sempre que venho aqui vejo muita gente tirando foto, aproveitando o espaço. Isso mostra que a arte chama a atenção e cria uma relação com a cidade. Muda a cara de Porto Alegre”, destaca.

A percepção positiva se repete entre quem circula pelo Centro Histórico. A vendedora Lauren Chaves também defende esse tipo de intervenção artística e, em uma vinda da Zona Norte à região central, encontrou na Travessa Passarinho um local para aguardar uma carona. “Não sou a favor da pichação ou do vandalismo, e quando temos desenhos mais artísticos, percebo que as pessoas respeitam mais. Isso evita depredação e torna o ambiente mais bonito”, afirma.

Espaços como a Travessa Passarinho, a rua Sete de Setembro e a rua General João Manoel foram escolhidos pela prefeitura, por meio do programa Centro+ da Secretaria Municipal de Planejamento e Gestão, para receber intervenções de artistas muralistas, em parceria com a BS Project.

Olhar de quem cria

Para os artistas muralistas envolvidos nos projetos de arte urbana, ações como essa representam a oportunidade de contribuir para uma cidade mais acolhedora e bonita. Um dos nomes que integram esse movimento é Maick Lima da Silva, conhecido como Maick Sei Lá. O artista assina um mural na Travessa Passarinho e outro na rua General João Manoel.

Maick Sei Lá assina dois trabalhos de grafite no Centro Histórico. Foto: Cesar Lopes/PMPA

Na avaliação de Maick, a arte tem o poder de humanizar a cidade, criar identidade, provocar reflexões e transformar espaços em locais de convivência. “Ver um mural meu no Centro Histórico é a realização de um caminho construído ao longo de muitos anos: é um lugar por onde passam milhares de pessoas todos os dias, com histórias, rotinas e olhares diferentes. Fico muito feliz em saber que a obra faz parte desse fluxo e pode tocar alguém”, comemora.

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