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Bandeira amarela na tarifa de energia em maio contraria parte do mercado, mas não altera IPCA, diz Terra Investimentos

24 de Abril de 2026, 20:12

A equipe da Terra Investimentos informou que manteve suas projeções para a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) após o anúncio da bandeira amarela para as tarifas de energia, nesta sexta-feira (24)

“A decisão veio em linha com nossa premissa, mas contraria parte do mercado que contava com manutenção da bandeira verde em maio“, afirmam os economistas da instituição, que calculam impacto de 11 pontos-base no IPCA de maio, cuja estimativa é de 0,53%.

“Contamos com aumento da bandeira tarifária nos meses seguintes, com bandeira vermelha 2 em junho e vermelha 1 em dezembro”, observam.

A expectativa para o IPCA de abril é de 0,67%; para maio, de 0,53% e para junho, de 0,54%. Para o fim de 2026, a Terra Investimentos espera índice de 5,2% e para o fim de 2027, de 4,2%.

Mudança na tarifa de energia

Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias indica aos consumidores os custos da geração de energia no País e visa atenuar os impactos nos orçamentos das distribuidoras de energia.

Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a decisão de acionar a bandeira amarela se relaciona ao volume de chuva abaixo da média nos reservatórios. Em consequência, os consumidores de energia elétrica terão custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.

Como o Estadão/Broadcast mostrou, a possibilidade de El Niño no segundo semestre deste ano, com seu efeito no aumento das temperaturas e redução das chuvas no Norte e Nordeste do País, reforça essa perspectiva de bandeiras tarifárias mais caras ao longo do ano.

Além do risco hidrológico (GSF), gatilho para o acionamento das bandeiras mais caras, outro fator de peso é o aumento do Preço de Liquidação de Diferenças (PLD) – valor calculado para a energia a ser produzida em determinado período.

Desde janeiro, estava em vigor a bandeira tarifária verde.

*Com informações de Estadão Conteúdo

Agenda: Ata do Copom e prévia da inflação podem redefinir apostas para a Selic; confira os indicadores desta semana

22 de Março de 2026, 12:00

A semana deve funcionar como um teste direto para o cenário traçado pelo Banco Central após o corte da taxa Selic, com a agenda doméstica concentrando os principais gatilhos para o mercado.

O destaque absoluto fica para a quinta-feira (26), quando serão divulgados o IPCA-15 e o Relatório Trimestral de Inflação (RTI). A prévia da inflação é vista como o principal termômetro da semana e pode reforçar (ou colocar em dúvida) a continuidade do ciclo de cortes de juros. Já o RTI deve trazer mais detalhes sobre as projeções e o balanço de riscos da autoridade monetária.

Antes disso, na terça-feira (24), a ata do Copom ajuda a calibrar as expectativas ao detalhar o racional da decisão recente e sinalizar os próximos passos da política monetária.

A semana começa com o Boletim Focus na segunda-feira (23), importante para medir eventuais mudanças nas projeções do mercado, enquanto a sexta-feira (27) traz a taxa de desemprego, indicador relevante para avaliar o ritmo da atividade econômica.

No exterior, a agenda também traz pontos relevantes, especialmente nos Estados Unidos. Os dados de atividade, como os PMIs de indústria e serviços, ajudam a medir o fôlego da economia, enquanto os números do mercado de trabalho seguem no radar por sua influência nas decisões do Federal Reserve.

Além disso, indicadores como a confiança do consumidor e as expectativas de inflação da Universidade de Michigan devem oferecer pistas sobre o comportamento das famílias e a ancoragem inflacionária. Discursos de dirigentes do Fed ao longo da semana também podem ajustar as apostas do mercado para os juros.

Na Europa, os PMIs e a inflação do Reino Unido ajudam a mapear o ritmo de atividade em meio a um cenário ainda frágil, enquanto falas de autoridades do Banco Central Europeu podem sinalizar os próximos passos da política monetária na região.

Mesmo assim, em um ambiente de incertezas globais, a dinâmica doméstica, especialmente a inflação, tende a seguir como principal vetor para os mercados locais.

Confira a agenda de indicadores entre 23 e 29 de março (horário de Brasília):

Brasil

  • Segunda-feira (23)
    8h25 – Boletim Focus
  • Terça-feira (24)
    8h00 – Ata do Copom
  • Quarta-feira (25)
    8h00 – Confiança do Consumidor FGV
    14h30 – Fluxo Cambial Estrangeiro
  • Quinta-feira (26)
    8h00 – Relatório Trimestral de Inflação
    9h00 – IPCA-15
    9h00 – Reunião do CMN
  • Sexta-feira (27)
    8h30 – Investimento Estrangeiro Direto
    8h30 – Transações Correntes
    9h00 – Taxa de Desemprego

Estados Unidos

  • Segunda-feira (23)
    11h00 – Gastos com Construção
  • Terça-feira (24)
    9h15 – Relatório ADP
    10h45 – PMI Industrial
    10h45 – PMI de Serviços
    10h45 – PMI Composto
    19h30 – Discurso de Michael Barr (Fed)
  • Quinta-feira (26)
    9h30 – Pedidos iniciais de seguro-desemprego
    9h30 – Pedidos contínuos de seguro-desemprego
    17h30 – Balanço do Federal Reserve
    20h10 – Discurso de Michael Barr (Fed)
  • Sexta-feira (27)
    9h30 – Estoques do Varejo
    11h00 – Confiança do Consumidor
    11h00 – Expectativas de inflação
    12h30 – Discurso de Mary Daly (Fed)

Zona do Euro

  • Terça-feira (24)
    6h00 – PMI Industrial
    6h00 – PMI de Serviços
    6h00 – PMI Composto
  • Quarta-feira (25)
    5h45 – Discurso de Christine Lagarde (BCE)

Reino Unido

  • Terça-feira (24)
    6h30 – PMI de Serviços
    6h30 – PMI Composto
  • Quarta-feira (25)
    4h00 – CPI
    4h00 – PPI
  • Sexta-feira (27)
    4h00 – Vendas no Varejo
    4h00 – Núcleo de Varejo

Japão

  • Segunda-feira (23)
    8h00 – Relatório Mensal do BoJ
    20h30 – CPI
    21h30 – PMI de Serviços
  • Terça-feira (24)
    20h50 – Ata de Política Monetária
  • Quinta-feira (26)
    2h00 – CPI

Agenda: Inflação no Brasil e nos EUA concentra atenções antes de decisões de juros; confira agenda da semana

8 de Março de 2026, 12:00

Antes da Super Quarta marcada para o dia 18 de março – dia que reunirá as decisões de juros dos Estados Unidos e do Brasil – os investidores irão receber os dados de inflação em ambos os países, o que ajudará a calibrar as exceptivas para as decisões que serão tomadas em meio um conflito geopolítico que assombra os mercados.

Por aqui, o dado de inflação, medido pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), será disponibilizado na quinta-feira (12), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número será olhado com cautela, uma vez que o IPCA-15 de fevereiro, que é a prévia da inflação, veio acima do esperado.

Na semana ainda será divulgado o Boletim Focus, na segunda-feira (9), vendas no varejo na quarta-feira (11), acompanhado do crescimento do setor de serviços, na sexta-feira (13).

Já nos Estados Unidos, o Índice de Preços de Consumo Pessoal (PCE, na sigla em inglês), medida de inflação preferida do Fed, sai apenas na sexta-feira (13), acompanhado do Relatório JOLTS. Além disso, no início da semana o mercado acompanha a variação semanal de empregos ADP na terça-feira (10) e a balança comercial na quinta-feira (12).

Na Zona do Euro, o foco fica com a reunião do Eurogrupo na segunda-feira (9), e na Inglaterra, na sexta-feira (13), o Produto Interno Bruto (PIB).

Do lado Oriental do globo, Japão também divulga o PIB, na segunda. China compartilha com os investidores no domingo (8) o IPC e o Índice de Preços ao Produtor (PPI), já a terça-feira (10) é dia de balança comercial.

Confira a agenda de indicadores entre 9 a 14 de março (horário de Brasília):

Brasil

  • Segunda-feira (9)
    8h25 – Boletim Focus
  • Quarta-feira (11)
    9h00 – Vendas no Varejo
    14h30 – Fluxo Cambial Estrangeiro
  • Quinta-feira (12)
    9h00 – IPCA
  • Sexta-feira (13)
    9h00 – Crescimento do Setor de Serviços

Estados Unidos

  • Terça-feira (10)
    9h15 – Variação semanal de empregos ADP
    11h00 – Vendas de Casas Usadas
    17h30 – Estoques de Petróleo Bruto – API
  • Quarta-feira (11)
    9h30 – IPC
    9h30 – Discurso de Bowman, membro do FOMC
    11h30 – Estoques de Petróleo Bruto
    15h00 – Balanço Orçamentário Federal
  • Quinta-feira (12)
    9h30 – Pedidos Iniciais por Seguro-Desemprego
    9h30 – Balança Comercial
    9h30 – Construção de Novas Casas
    12h00 – Discurso de Bowman, membro do FOMC
    17h30 – Balanço Patrimonial do Federal Reserve
  • Sexta-feira (13)
    9h30 – Índice de preços PCE
    9h30 – Pedidos de Bens Duráveis
    11h00 – Relatório JOLTS

Zona do Euro

  • Segunda-feira (9)
    7h00 – Encontro do Eurogrupo
  • Sexta-feira (13)
    7h00 – Produção Industrial

Inglaterra

  • Segunda-feira (9)
    21h01 – Vendas no Varejo do BRC
  • Quinta-feira (12)
    6h30 – Discurso de Andrew Bailey, presidente do Banco da Inglaterra
  • Sexta-feira (13)
    4h00 – PIB
    4h00 – Produção Industrial
    4h00 – Balança Comercial

Japão

  • Domingo (8)
    20h50 – Transações Correntes
  • Segunda-feira (9)
    20h30 – Gastos Domésticos (mensal)
    20h50 – PIB

China

  • Domingo (8)
    22h30 – IPC
    22h30 – Índice de Preços ao Produtor (PPI)
  • Terça-feira (10)
    0h00 – Balança Comercial
  • Sábado (14)
    6h00 – Novos Empréstimos

Tesouro IPCA+ aumenta prêmio de risco e oferece até 7,58% com guerra no radar; confira as taxas do Tesouro Direto nesta quinta-feira (5)

5 de Março de 2026, 10:13

As taxas do Tesouro Direto operam com movimentos mistos na sessão desta quinta-feira (5), com leve alta em alguns vértices da curva e ajustes pontuais em relação ao fechamento anterior.

Entre os títulos prefixados, o Tesouro Prefixado 2032 oferece 13,52% ao ano, praticamente estável frente aos 13,51% registrados no fechamento anterior, uma alta marginal de 1 ponto-base. Já o Tesouro Prefixado 2029 paga 12,97%, enquanto o Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037 oferece 13,69% ao ano.

Nos papéis atrelados à inflação, o movimento foi de abertura da taxa em alguns vencimentos. O Tesouro IPCA+ 2032 rende IPCA + 7,58%, acima dos IPCA + 7,49% observados no fechamento anterior.

Em vencimentos mais longos, os retornos seguem elevados. O Tesouro IPCA+ 2040 oferece IPCA + 7,14%, enquanto o Tesouro IPCA+ 2050 paga IPCA + 6,86%. Entre os títulos com pagamento de juros semestrais, o Tesouro IPCA+ 2037 rende IPCA + 7,41%, e o Tesouro IPCA+ 2045 oferece IPCA + 7,14%.

O Tesouro Selic 2031, por sua vez, é negociado a Selic + 0,099% ao ano, mantendo o comportamento mais estável típico dos títulos pós-fixados.

Os movimentos indicam pequena reabertura da curva real, com investidores exigindo prêmio ligeiramente maior em alguns títulos atrelados à inflação, enquanto os prefixados mostram estabilidade após o recuo observado na sessão anterior.

O conflito no oriente Médio segue no radar dos investidores que calculam até quanto o preço do petróleo pode chegar e o impacto que isso teria na inflação mundial. Apesar de um alívio ontem com a possibilidade de um acordo entre Estados Unidos e Irã, os temores de uma escalada da guerra voltaram ao radar.

Mísseis iranianos levaram milhões de israelenses a correrem para abrigos antiaéreos, enquanto Israel lançou uma grande onda de ataques à Teerã nesta quinta-feira.

Taxas dos títulos do Tesouro Direto hoje (5):

Título Rendimento Anual Investimento mínimo Preço unitário Vencimento
Tesouro Selic 2031 Selic + 0,099% R$ 184,39 R$ 18.439,33 01/03/2031
Tesouro Prefixado 2029 12,97% R$ 7,10 R$ 710,93 01/01/2029
Tesouro Prefixado 2032 13,52% R$ 4,80 R$ 480,13 01/01/2032
Tesouro Prefixado com juros semestrais 2037 13,69% R$ 8,23 R$ 823,78 01/01/2037
Tesouro IPCA+ 2032 IPCA + 7,58% R$ 28,93 R$ 2.893,55 15/08/2032
Tesouro IPCA+ com juros semestrais 2037 IPCA + 7,41% R$ 42,43 R$ 4.243,20 15/05/2037
Tesouro IPCA+ 2040 IPCA + 7,14% R$ 17,16 R$ 1.716,03 15/08/2040
Tesouro IPCA+ com juros semestrais 2045 IPCA + 7,14% R$ 41,90 R$ 4.190,45 15/05/2045
Tesouro IPCA+ 2050 IPCA + 6,86% R$ 9,22 R$ 922,04 15/08/2050
Tesouro IPCA+ com juros semestrais 2060 IPCA + 7,07% R$ 40,35 R$ 4.035,11 15/08/2060
Tesouro Renda+ Aposentadoria Extra 2030 IPCA + 7,20% R$ 19,23 R$ 1.923,50 15/12/2049
Tesouro Renda+ Aposentadoria Extra 2035 IPCA + 7,05% R$ 13,93 R$ 1.393,36 15/12/2054
Tesouro Renda+ Aposentadoria Extra 2040 IPCA + 6,94% R$ 10,15 R$ 1.015,33 15/12/2059
Tesouro Renda+ Aposentadoria Extra 2045 IPCA + 6,90% R$ 7,34 R$ 734,78 15/12/2064
Tesouro Renda+ Aposentadoria Extra 2050 IPCA + 6,89% R$ 5,28 R$ 528,96 15/12/2069
Tesouro Renda+ Aposentadoria Extra 2055 IPCA + 6,91% R$ 3,77 R$ 377,26 15/12/2074
Tesouro Renda+ Aposentadoria Extra 2060 IPCA + 6,92% R$ 2,69 R$ 269,59 15/12/2079
Tesouro Renda+ Aposentadoria Extra 2065 IPCA + 6,92% R$ 1,93 R$ 193,32 15/12/2084
Tesouro Educa+ 2027 IPCA + 7,72% R$ 36,37 R$ 3.637,77 15/12/2031
Tesouro Educa+ 2028 IPCA + 7,65% R$ 33,87 R$ 3.387,60 15/12/2032
Tesouro Educa+ 2029 IPCA + 7,60% R$ 31,55 R$ 3.155,77 15/12/2033
Tesouro Educa+ 2030 IPCA + 7,56% R$ 29,40 R$ 2.940,32 15/12/2034
Tesouro Educa+ 2031 IPCA + 7,51% R$ 27,43 R$ 2.743,55 15/12/2035
Tesouro Educa+ 2032 IPCA + 7,46% R$ 25,62 R$ 2.562,52 15/12/2036
Tesouro Educa+ 2033 IPCA + 7,42% R$ 23,93 R$ 2.393,80 15/12/2037
Tesouro Educa+ 2034 IPCA + 7,36% R$ 22,42 R$ 2.242,45 15/12/2038
Tesouro Educa+ 2035 IPCA + 7,31% R$ 21,00 R$ 2.100,78 15/12/2039
Tesouro Educa+ 2036 IPCA + 7,26% R$ 19,69 R$ 1.969,46 15/12/2040
Tesouro Educa+ 2037 IPCA + 7,21% R$ 18,47 R$ 1.847,99 15/12/2041
Tesouro Educa+ 2038 IPCA + 7,16% R$ 17,35 R$ 1.735,66 15/12/2042
Tesouro Educa+ 2039 IPCA + 7,11% R$ 16,31 R$ 1.631,52 15/12/2043
Tesouro Educa+ 2040 IPCA + 7,07% R$ 15,32 R$ 1.532,89 15/12/2044
Tesouro Educa+ 2041 IPCA + 7,03% R$ 14,41 R$ 1.441,39 15/12/2045
Tesouro Educa+ 2042 IPCA + 7,00% R$ 13,54 R$ 1.354,17 15/12/2046
Tesouro Educa+ 2043 IPCA + 6,97% R$ 12,73 R$ 1.273,03 15/12/2047
Tesouro Educa+ 2044 IPCA + 6,95% R$ 11,95 R$ 1.195,19 15/12/2048
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