A Yduqs (YDUQ3) encerrou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido ajustado de R$ 14 milhões, queda de 54,2% em relação ao mesmo período de 2025. Sem ajustes, a empresa teve prejuízo de R$ 15 milhão no período.
O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da companhia somou R$ 400,2 milhões no 2T26, alta de 1,6% na base anual. A margem Ebitda ajustada passou de 28,6% para 28,7%.
Os números ficaram abaixo das estimativas de analistas, que esperavam, em média, lucro líquido de R$29 milhões e Ebitda de R$408 milhões, segundo dados da LSEG.
A receita líquida ficou em R$ 1,392 bilhão, avanço de1% frente aos R$ 1,378 bilhão registrados no mesmo período do ano passado. Com ajustes, excluindo o efeito da queda na receita DIS, a receita somou R$ 1,415 bilhão, aumento de 2,6% na mesma base comparativa.
Segundo a companhia, o desempenho foi sustentado pelo Idomed e pelo Ibmec, cujas receitas cresceram 7,4% e 12,5%, respectivamente. Já Estácio & Wyden teve queda de 2,2%, com avanço de 38,2% na receita do ensino semipresencial compensado por recuos de 1,2% no presencial e de 15,2% no digital.
A dívida líquida, excluindo o efeito do IFRS 16, ficou em R$ 2,908 bilhões no período, queda de 1,9% ante os R$ 2,964 bilhões registrados um ano antes.
A alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida ex-IFRS 16 e Ebitda ajustado dos últimos 12 meses, caiu de 1,66x no 2T25 para 1,55x no 2T26.
Base de alunos
A base consolidada de alunos da Yduqs ficou em 1,419 milhão no 2T26, queda de 0,9% em relação aos 1,432 milhões de alunos registrados no 2T25.
A composição, porém, mostra uma mudança importante no perfil da base.
No ensino presencial, considerando Estácio & Wyden, Idomed e Ibmec, a base total avançou 19,1%, de 319,1 mil para 380 mil alunos. Na graduação, a base presencial tradicional recuou 3,6%, de 211,8 mil para 204 mil; enquanto o formato semipresencial saltou 66,6%, de 99,2 mil para 165,3 mil alunos. Já o
No ensino à distância, a base de alunos caiu 6,9%, de 1,092 milhão para 1,016 milhão de alunos. A graduação foi a principal responsável pelo recuo, com queda de 18,3%, de 542,1 mil para 443 mil alunos.
A companhia atribui a redução às restrições do novo marco regulatório, que impede a captação de novos alunos em EAD em cursos de Engenharia, Saúde e Licenciaturas, além da migração de estudantes para o formato semipresencial.
O Ibovespa (IBOV) engatou a terceira semana consecutiva de ganhos com a expectativa da retomada de negociações entre Estados Unidos e Irã para um acordo de paz definitivo no Oriente Médio e aumento das apostas de continuidade do ciclo de afrouxamento monetária pelo Banco Central brasileiro.
Por aqui, os investidores reagiram à desaceleração da inflação na comparação mensal. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,16% em junho, após avanço de 0,58% em maior.
No acumulado dos 12 meses, a inflação subiu 4,64% — ainda acima da meta perseguida pelo Banco Central (BC), de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.
Após o dado, o Bank of America (BofA) alterou a projeção de manutenção para uma redução da Selic em 25 pontos-base na próxima decisão do Copom, marcada para 5 de agosto, considerando um cenário externo mais favorável – entre outros fatores, os preços do petróleo abaixo de US$ 80 o barril.
O banco ainda considera o ‘risco’ de um corte adicional na Selic de 25 pontos-base na decisão seguinte, embora o cenário-base seja de manutenção da taxa a 14% ao ano até dezembro.
A ‘surpresa’ positiva também reforçou a expectativa de continuidade do ciclo de cortes na taxa básica de juros, a Selic, iniciado em março pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. O mercado precifica um novo corte de 25 pontos-base na decisão de agosto, que levaria a Selic de 14,25% para 14% ao ano.
O mercado também acompanharam atentos as audiências públicas realizadas pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês), que segue discutindo políticas e práticas do Brasil, sob a Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA de 1974.
Em junho, o governo Trump propôs tarifas sobre o Brasil alegando violações comerciais, como desmatamento ilegal e o que chama de práticas desleais em pagamentos eletrônicos, pouco depois de Flávio, filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro, ter se reunido com altos funcionários norte-americanos em Washington.
Tensão no Oriente Médio
A semana começou com a troca de ataques entre Estados Unidos e Irã. Na terça-feira (7), a Casa Branca revogou uma licença geral que autorizava a venda de petróleo iraniano – renovando as incertezas sobre o frágil cessar-fogo entre Washington e Teerã e as pressões sobre a inflação global.
No dia seguinte, o presidente norte-americano, Donald Trump, declarou que o memorando de entendimento assinado com o Irã para encerrar o conflito “acabou”, acrescentando que não deseja manter negociações com Teerã.
“A República Islâmica do Irã nos pediu para continuarmos as ‘negociações’. Concordamos em fazê-lo, mas os Estados Unidos declararam a eles, em termos inequívocos, que o cessar-fogo ACABOU!”, disse o chefe da Casa Branca em uma publicação na rede social Truth.
As ações da CSN Mineração (CMIN3) saltaram mais de 21% na semana, em recuperação às perdas do primeiro semestre. Apesar da forte valorização, os papéis ainda acumulam queda de 4,04% no acumulado do ano.
O Citi espera resultados fracos no segundo trimestre (2T26). “Os preços realizados foram pressionados pelo aumento dos custos de frete, que ficaram aproximadamente US$ 9 por tonelada mais altos durante o período”, afirmou o banco em relatório divulgado nesta semana.
Os analistas, porém, consideram que os volumes embarcados em abril e junho, particularmente fortes, devem ser destaque no trimestre, apesar de uma parada de manutenção de 15 dias.
Já o BTG Pactual projeta receita líquida de R$ 4,25 bilhões entre abril e junho, avanço de 5% na comparação anual. O Ebitda deve recuar 20%, para R$ 1,02 bilhão, em meio ao aumento dos custos, enquanto os volumes de minério devem cair 3%. O lucro líquido é estimado em R$ 499 milhões no 2T26.
Confira as maiores altas do Ibovespa entre 6 e 10 de julho:
CÓDIGO
NOME
VARIAÇÃO SEMANAL
CMIN3
CSN Mineração ON
21,35%
MGLU3
Magazine Luiza ON
17,30%
UGPA3
Ultrapar ON
11,55%
AZZA3
Azzas 2154
11,44%
RADL3
RD Saúde ON
9,96%
SLCE3
SLC Agrícola
9,45%
VBBR3
VIBRA energia ON
8,62%
CSMG3
Copasa ON
8,60%
ISAE4
Isa Cteep ON
8,50%
AURE3
Auren ON
8,49%
Fonte: B3
Já a ponta negativa do Ibovespa foi liderada por MRV&Co (MRVE3), em realização dos ganhos recentes.
Na última quinta-feira (9), a companhia divulgou a prévia operacional no 2T26. A divisão de incorporação reportou um crescimento de 3,4% na base anual nas vendas líquidas, a R$ 2,75 bilhões no 2T25.
A geração de caixa da companhia foi de R$77,2 milhões. No segmento de incorporação, houve geração de R$121,1 milhões, ante consumo de caixa de R$55,1 milhões observado um ano antes.
Em relação aos lançamentos, as unidades totalizaram valor geral de vendas (VGV) de R$2,95 bilhões para a incorporação, queda de 14,4% em relação ao mesmo período do ano passado, somando um valor lançado de quase R$5,87 bilhões no primeiro semestre.
O Bradesco BBI avaliou os números da prévia como “ligeiramente positivos”. Em relatório, o banco destacou principalmente a retomada da geração de caixa operacional, que alcançou R$ 19,6 milhões na frente de incorporação — um dos principais pontos de atenção da tese de investimento da companhia nos últimos anos.
Por aqui, o noticiário corporativo chamou a atenção dos investidores. A privatização da Copasa (CSMG3)movimentou R$ 8,3 bilhões, considerando o lote principal. Esta foi a segunda maior privatização do setor de saneamento no Brasil feita em bolsa, atrás apenas a da Sabesp, em 2024, que movimentou quase R$ 15 bilhões.
Na operação, as ações foram precificadas a R$ 49,303 cada, valor acima dos R$ 47,23 mínimos estabelecidos pelo Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG).
O cenário eleitoral também continuou no radar com uma nova rodada de pesquisa de intenção de votos.
O presidente chegou a 44% das intenções de voto, ante 42% no levantamento de maio, e venceria o senador, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que recuou de 41% para 38%.
Já entre os dados, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, subiu 0,58% em maio, uma desaceleração frente ao avanço de 0,67% no mês passado.
No acumulado dos 12 meses, a inflação subiu 4,72% — acima da meta perseguida pelo Banco Central (BC) de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.
Os investidores mantiveram a aposta manutenção da Selic em 14,50% ao ano na próxima decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. Perto do fechamento, a curva de juros futuros precificava 68% de Selic estável em 17 de junho.
Já nos EUA, o mercado voltou a precificar uma elevação nos juros pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) apenas em dezembro.
Para a próxima decisão do Comitê Federal do Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês), a ferramenta FedWatch, do CME Group, precificava 98,6% de chance de juros inalterados na faixa de 3,50% a 3,75% na próxima quarta-feira (17), no fechamento de ontem (12).
Expectativa de acordo entre EUA e Irã
Na última quinta-feira (11), o presidente norte-americano,Donald Trump, cancelou novos ataques planejados contra o Irã e anunciou o avanço ns negociações para um acordo de paz.
Trump disse que “as discussões e os pontos finais” foram aprovados pelos Estados Unidos, Israel, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Turquia, Paquistão, Barein, Kuweit, Jordânia, Egito e outros.
A expectativa é de que a assinatura do memorando entre EUA e Irã aconteça amanhã (14).
Cury (CURY3) liderou os ganhos do Ibovespa nesta semana com revisão positiva de banco para a companhia.
Na última terça-feira (9), o Santander elevou o preço-alvo das ações CURY3 para o fim de 2026, de R$ 49 para R$ 52, e elegeu a companhia como sua principal escolha (top pick) no setor de construção civil.
O Ibovespa (IBOV) engatou uma oitava semana consecutiva de perdas, a maior sequência desde o lançamento do Plano Real, em 1994, com incertezas sobre os conflitos no Oriente Médio e risco político no cenário doméstico.
Por aqui, o novo ‘tarifaço’ do governo Trump concentrou as atenções do mercado. Na última terça-feira (2), o Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) recomendou a implementação de uma tarifa de 25% sobre produtos importados do Brasil visto que determinadas práticas brasileiras seriam consideradas injustas com empresas norte-americanas.
No dia seguinte, a Casa Branca ameaçou impor uma nova taxa de 12,5% a importações de 60 países, incluindo o Brasil. Caso seja aplicada, a nova cobrança, de 12,5%, se somaria aos 25% anunciados anteriormente.
Além disso, os EUA oficializaram a classificação das facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como ‘organizações terroristas’, em publicação no Diário Oficial norte-americano. A decisão, anunciada em 28 de maio, foi assinada pelo secretário de Estado do país, Marco Rubio.
Na avaliação da Eurasia, a medida traz riscos econômicos imediatos para empresas e instituições financeiras do Brasil. Contudo, a analista Julia Thomson, em entrevista ao Money Times, afirmou que considera “improvável” alguma grande medida ou sanção contra alguma instituição financeira brasileira — pelo menos, por ora.
Dados nos EUA também mexeram com a expectativa de juros por lá e por aqui. O payroll, principal relatório do mercado de trabalho norte-americano, apontou a criação de 172 mil empregos em maio, bem acima do esperado pelo mercado. Os economistas consultados pela Reuters esperavam a criação de 85 mil vagas no mês.
Após orelatório, o mercado voltou a precificar uma elevação nos juros pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) no segundo semestre deste ano.
No Brasil, os investidores passaram a apostar na manutenção da Selic em 14,50% ao ano na próxima decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. Perto do fechamento, a curva de juros futuros precificava 68% de Selic estável em 17 de junho.
Tensões no Oriente Médio continuam
No início da semana, Israel e Líbano firmaram um novo cessar-fogo. Já as negociações de paz entre Estados Unidos e Irã seguem ‘travadas’.
Nesta sexta-feira (5), Mohsen Rezaei, conselheiro militar do Líder Supremo do Irã, afirmou que “as negociações estão num impasse e [o presidente dos EUA, Donald] Trump precisa romper esse impasse”, em entrevista à CNN.
Segundo ele, sem acordo, o país persa pode expandir a guerra para o Oceano Índico e atacar outras bases militares dos EUA.
As falas aconteceram após os EUA anunciarem novas sanções relacionadas ao Irã, concentradas em entidades, indivíduos e navios-tanque de gás GLP.
Entre as 12 entidades designadas, estão cinco sediadas nas Ilhas Marshall, quatro nos Emirados Árabes Unidos e uma na China, de acordo com detalhes publicados no site do departamento. Seis embarcações foram visadas, incluindo quatro navios-tanque com bandeira do Panamá.
A ponta positiva do Ibovespa foi liderada por Copasa (CSMG3), em meio ao avanço do processo de privatização da companhia.
Na última quinta-feira (4), a Itaúsa (ITSA4) informou que a Livorno Participações — consórcio formado pelos acionistas de referência da Aegea, incluindo a própria Itaúsa, o fundo soberano de Cingapura GIC e a Equipav — decidiu não apresentar uma nova proposta para adquirir uma participação de 30% do capital.
Segundo a proposta apresentada pela companhia, o compromisso é investir R$ 49,03 por ação na alocação prioritária, o equivalente a aproximadamente R$ 5,59 bilhões considerando a totalidade dos papéis dessa etapa.
A Copasa informou também que a Equatorial manifestou interesse em uma eventual alocação adicional de até 48 milhões de ações remanescentes da oferta profissional. Com isso, o montante máximo potencial de investimento pode alcançar cerca de R$ 7,95 bilhões.
Nas contas do JP Morgan, as ações da empresa mineira podem se valorização mais 10% se a privatização se confirmar. O cálculo do banco tem como referência o prêmio de risco atribuído à Sabesp após a desestatização.
Confira as maiores altas do Ibovespa entre 1 e 5 de maio:
CÓDIGO
NOME
VARIAÇÃO SEMANAL
CSMG3
Copasa ON
7,19%
GOAU4
Metalúrgica Gerdau ON
3,67%
BRAV3
Brava Energia ON
3,60%
GGBR4
Gerdau PN
2,37%
KLBN11
Klabin units
2,22%
USIM5
Usiminas PNA
1,90%
EGIE3
Engie ON
1,63%
RAIL3
Rumo ON
1,60%
CMIG4
Cemig PN
1,30%
TIMS3
Tim ON
0,78%
Fonte: B3/Broadcast
Já a ponta negativa do Ibovespa foi liderada por Braskem (BRKM5) pela segunda semana consecutiva.
A gestora de private equity IG4 e a Petrobras (PETR4) se tornaram co-controladores da petroquímica, concluindo um negócio assinado em abril.
Sob a nova estrutura de controle, a IG4, por meio do fundo de investimento Shine, deterá 50,1% das ações com direito a voto da Braskem, enquanto a Petrobras terá 47%. A Novonor, controladora anterior, manterá 4% das ações sem direito a voto.
Já na sexta-feira, a companhia afirmou que não tomou qualquer decisão formal sobre uma eventual recuperação extrajudicial ou outras medidas de reestruturação financeira.
A petroquímica ainda declarou que as análises para a otimização da estrutura continuam em andamento e as conversas com assessores de credores estão avançando.
Entre os dados, l, o déficit em transações correntes totalizou US$ 6,036 bilhões em março, com o déficit acumulado em 12 meses totalizando o equivalente a 2,71% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo dados do Banco Central.
A expectativa em pesquisa da Reuters com especialistas era de um saldo negativo de US$ 5,489 bilhões no mês. No mesmo período do ano anterior houve déficit de US$ 2,930 bilhões.
Na próxima semana, os investidores devem concentrar as atenções nas decisões de política monetária. No Brasil, a expectativa é um novo corte de 0,25 ponto percentual nos juros, levando a Selic para 14,50% ao ano. Já nos EUA, o mercado espera a manutenção dos juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano.
De olho no Oriente Médio
No início da semana, a tensão entre Estados Unidos e Irã aumentou após o novo fechamento do Estreito de Ormuz, afetando o fluxo global de petróleo.
Já na quinta-feira (23), Líbano e Israel fecharam mais um acordo temporário. Os dois países estenderam seu cessar-fogo por três semanas após uma reunião de alto nível na Casa Branca, segundo o presidente norte-americano, Donald Trump.
As expectativas de uma nova rodada de negociações entre Washington e Teerã ganharam força na reta final da semana. Na sexta-feira (24), a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse a jornalistas que Trump planejava mandar os enviados especiais Steve Witkoff e Jared Kushner para negociações com Araqchi em Islamabad, e a dupla partirá ao Paquistão na manhã deste sábado (25).
Sobe e desce do Ibovespa
A ponta positiva do Ibovespa foi liderada por Hapvida (HAPV3), que avançou por quatro sessões consecutivas e superou a cotação de R$ 14 pela primeira vez desde janeiro.
Na última quinta-feira, a companhia informou que os acionistas controladores passaram a deter 55,4% do capital social da empresa. Se forem excluídas em ações em tesouraria, a participação agregada dos acionistas corresponde a 58,62%.
Na visão de analistas, a movimentação da família fundadora é uma sinalização de alinhamento e confiança na companhia.
Confira a seguir as altas do Ibovespa entre 20 e 24 de abril:
CÓDIGO
NOME
VARIAÇÃO SEMANAL
HAPV3
Hapvida ON
15,21%
USIM5
Usiminas PNA
5,55%
PETR3
Petrobras ON
3,88%
RECV3
PetroReconcavo ON
3,46%
PETR4
Petrobras PN
3,19%
SBSP3
Sabesp ON
2,15%
PRIO3
PRIO ON
1,57%
ENEV3
Eneva ON
1,52%
GGBR4
Gerdau PN
1,07%
VBBR3
VIBRA energia ON
0,27%
Já a ponta negativa do Ibovespa foi liderada por C&A (CEAB3), com pressão da curva de juros futuros em meio à incertezas quanto aos impactos da guerra no Irã na política monetária e consumo dos brasileiros.
Na última segunda-feira (20), a companhia reportou lucro líquido de R$ 11,5 milhões em fevereiro, abaixo dos R$ 30,2 milhões registrados no mesmo mês do ano passado.
Os prêmios emitidos aumentaram de R$ 185,9 milhões em fevereiro de 2025 para R$ 399,4 milhões, assim como os prêmios retidos – de R$ 97,1 milhões para R$ 205,6 milhões – e os prêmios ganhos – de R$ 227,2 milhões para R$ 265,5 milhões.
O resultado de “underwriting”, porém, ficou em R$ 19,8 milhões, contra os R$ 23,2 milhões registrados um ano antes.
O índice de sinistralidade do IRB(Re) passou de 63,9% para 73,6% na base anual.
O Safra clasificou o resultado como “negativo”. Os analistas Daniel Vaz, Maria Luisa Guedes e Rafael Nobre destacaram que o lucro líquido vem caindo desde dezembro, situando-se agora em R$ 460 milhões.
“Isso torna as projeções de consenso para 2026, atualmente em torno de R$ 600 milhões, uma meta difícil de ser alcançada, embora reconheçamos a volatilidade dos números mensais e um melhor desempenho de prêmios emitidos no início do ano”, escreveram em relatório divulgado.
Eles ainda consideraram o lucro líquido de R$ 29 milhões no acumulado no trimestre até fevereiro “decepcionante”.
O Safra mantém a recomendação neutra para IRBR3 com preço-alvo de R$ 61 em dezembro deste ano – o que representa um potencial de valorização de 5% sobre o preço de fechamento anterior. Na última segunda-feira (20), as ações encerraram o dia cotadas a R$ 58,30.
O Ibovespa (IBOV) engatou a segunda semana consecutiva de perdas e começou o mês de março em tom negativo com a escalada das tensões geopolíticas. A temporada de balanços e dados locais ficaram em segundo plano.
O cenário externo ‘roubou as atenções’. No último sábado (28), os Estados Unidos em conjunto com Israel atacaram o Irã, com a confirmação da morte do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, e o fechamento do Estreito de Ormuz, controlado pelo país persa – sendo uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo.
Em reação, os preços do petróleo Brent dispararam 27% nesta semana, sem qualquer expectativa de retomada do trágefo no Estreito e tratativas de um cessar-fogo.
Ontem (6), o presidente dos Estados Unidos Donald Trump exigiu a “rendição incondicional” do Irã. Os comentários foram realizados horas depois de o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, anunciar que “alguns países “haviam iniciado os esforços de mediação, um dos primeiros sinais de qualquer iniciativa diplomática para encerrar o conflito.
Desde janeiro, a aposta majoritária era de redução de 0,50 ponto percentual na reunião deste mês, com a sinalização de início de afrouxamento monetário pelo BC.
Os dados, por sua vez, ficaram sem segundo plano. Entre eles, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,1% no quarto trimestre de 2025 (4T25). O crescimento econômico acumulado em 2025 foi de 2,3%, em linha com o esperado.
Já o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostrou a criação de 112.334 vagas formais de trabalho em janeiro, acima do esperado pelos economistas. Segundo a Reuters, a expectativa era de criação de 92 mil postos de trabalho com carteira assinada no mês.
Sobe e desce do Ibovespa
A ponta positiva do Ibovespa foi liderada por Braskem(BRKM5). Na sexta-feira (6), o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a transferência do controle da petroquímica para a gestora IG4 Capital, que pertencia à Novonor (ex-Odebrecht).
O destaque, porém, foi Petrobras (PETR4), um dos pesos-pesados do principal índice da bolsa brasileira.
Os papéis PETR3 e PETR4 subiram 7% na semana, com ganhos acumulados apenas no último pregão, em reação ao balanço do quarto trimestre (4T25), ao anúncio de dividendos e à disparada do petróleo.
Entre outubro e novembro, a petroleira registrou lucro líquido de R$ 15,6 bilhões, revertendo o prejuízo de R$ 16,9 bilhões registrado no mesmo período do ano anterior. Na comparação com o terceiro trimestre, porém, o resultado representa uma queda significativa frente aos R$ 32,8 bilhões apurados.
A ‘turbulência’ geopolítica na primeira semana de março fez com que apenas oito ações encerrassem em alta, das 85 que compõem a carteira teórica do Ibovespa.
Confira a seguir as altas do Ibovespa entre 2 e 6 de março:
CÓDIGO
NOME
VARIAÇÃO SEMANAL
BRKM5
Braskem PN
30,34%
PRIO3
PRIO ON
8,99%
PETR3
Petrobras ON
7,14%
PETR4
Petrobras PN
7,07%
BRAV3
Brava Energia ON
5,85%
RECV3
PetroReconcavo ON
4,46%
UGPA3
Ultrapar ON
2,44%
VBBR3
VIBRA energia ON
2,14%
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Já a ponta negativa foi encabeçada por CSN (CSNA3). Segundo notícias, a companhia avançou em negociações e caminha para concluir empréstimo com um grupo de bancos, linha que tem as ações da CSN Cimentos entre as garantias.
O montante envolvido varia de US$ 1,35 bilhão a US$ 1,5 bilhão. O valor final ainda depende de discussões que acontecem em torno dos termos do empréstimo, envolvendo juros e mais garantias, disseram pessoas a par das conversas. Uma delas afirmou que a perspectiva para a conclusão do empréstimo em março é positiva.