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“Zuckanissance”: por que Mark Zuckerberg apareceu na primeira fila do desfile da Prada?

7 de Março de 2026, 10:00

O desfile da Prada em Milão, no fim de fevereiro, acabou ofuscado pela presença de uma das figuras mais influentes do mundo da tecnologia, Mark Zuckerberg, CEO da Meta. Os cerca de 60 looks apresentados na passarela ficaram em segundo plano diante de uma pergunta que dominou os bastidores do evento: o que Zuck estava fazendo na primeira fila?

Não há apenas uma resposta. A hipótese mais evidente é a de uma possível colaboração entre a empresa de tecnologia e a tradicional grife italiana. A ideia seria unir o design da Prada à tecnologia da Meta no desenvolvimento de óculos inteligentes com inteligência artificial.

Recentemente, a Meta abriu lojas Meta Lab, onde esses óculos com IA são vendidos, em estados como Havaí, Califórnia, Nevada e Nova York, reforçando a aposta da empresa no mercado desses dispositivos.

No desfile, Zuckerberg e sua esposa, Priscilla Chan, se sentaram entre executivos da marca e figuras importantes do grupo, como Lorenzo Bertelli, filho de Miuccia Prada e atual diretor de marketing. Em entrevistas recentes, Bertelli tem destacado a importância de tecnologias emergentes, incluindo a inteligência artificial. O fato de o herdeiro da companhia estar ao lado do CEO da Meta também reflete como os desfiles hoje são apenas uma parte do ecossistema de negócios de uma casa global de luxo.

Nesse contexto, a Prada poderia entrar no portfólio da Meta como uma versão mais sofisticada — e de luxo — dos dispositivos com IA. Questionada sobre o tema nos bastidores do desfile, Miuccia Prada não confirmou a parceria, mas também não descartou a possibilidade. A estilista respondeu apenas: “Talvez, quem sabe?”.

Vale lembrar que a Meta já atua no segmento de dispositivos vestíveis (wearables) em parceria com a fabricante franco-italiana EssilorLuxottica, responsável pela produção de óculos de marcas como Ray-Ban e Oakley.

Na passarela, a Prada apresentou uma coleção marcada por sobreposições e contrastes de materiais. A linha outono-inverno seguiu a estética minimalista que caracteriza a marca, apostando em roupas adaptáveis ao cotidiano e em silhuetas estruturadas.

Tendências como alfaiataria robusta, camadas volumosas e texturas contrastantes dominaram a apresentação. Ainda assim, grande parte das conversas nos bastidores acabou girando em torno da presença do fundador da Meta.

“Zuckanissance”: a transição do estilo de Mark Zuckerberg

A presença de Zuckerberg no desfile também reforça a mudança recente no estilo do CEO da Meta, que vem sendo chamada de “Zuckanissance”, uma transição para um visual mais sofisticado e autoral. Pelo jeito, os tempos do moletom cinza ficaram para trás. Apesar da mudança para um guarda-roupa mais refinado, com peças de luxo e roupas de marca, Zuckerberg mantém uma abordagem minimalista e confortável.

No desfile da Prada, como era esperado, ele e Priscilla Chan vestiam peças da própria grife italiana. O bilionário apareceu com um visual típico de “tech bro” em versão mais elegante: uma camisa polo bege de manga longa e calças marrom-escuro. Chan, por sua vez, usava um discreto suéter cinza, uma saia azul-marinho longa até o chão e mocassins marrons com sola plataforma.

Nos últimos tempos, Zuckerberg tem demonstrado um interesse mais visível por moda. Ele chamou a atenção da edição britânica da revista GQ ao usar um grande casaco de pele de carneiro (shearling) e também mandou produzir camisetas personalizadas com frases em latim da marca do designer Mike Amiri.

Moda e tecnologia

A presença de Zuckerberg e de outros bilionários em semanas de moda também reflete uma mudança no próprio ecossistema cultural do setor. Eventos antes dominados por estilistas e celebridades agora atraem líderes de grandes empresas de tecnologia e finanças.

No caso do CEO da Meta, a aparição na primeira fila da Prada simboliza um momento em que a indústria da moda e o universo tech se aproximam, cada vez mais, não apenas no design de produtos, mas também como estratégia de mercado. Se confirmada, a parceria entre Meta e Prada pode representar um novo capítulo nessa convergência entre tecnologia, inteligência artificial e luxo.

Chinesa Anta Sports, dona da Fila, avalia oferta pela Puma

27 de Novembro de 2025, 09:13

A empresa chinesa de artigos esportivos Anta Sports Products está entre as companhias que avaliam uma possível aquisição da Puma, segundo pessoas familiarizadas com o assunto.

Listada em Hong Kong, a Anta vem trabalhando com um assessor para avaliar uma oferta pela Puma, disseram as fontes, que pediram anonimato porque as informações são privadas. A empresa pode se juntar a uma firma de private equity caso decida avançar com uma proposta, disseram algumas dessas pessoas. As ações da Puma chegaram a disparar 14% nas negociações em Frankfurt, a maior alta desde setembro.

Outros possíveis interessados incluem a concorrente chinesa Li Ning, segundo as fontes. A Li Ning — batizada com o nome do lendário ginasta que fundou a companhia — vem discutindo opções de financiamento com bancos enquanto faz uma análise inicial da Puma, disseram. A Puma também pode atrair interesse de empresas esportivas como a japonesa Asics Corp., afirmaram.

As discussões são preliminares e não está claro quais potenciais compradores seguirão adiante com ofertas, segundo as fontes. As expectativas de valuation do maior acionista da Puma, a bilionária família Pinault, da França, podem representar um obstáculo significativo a qualquer negociação, disseram.

Antes da disparada desta quinta-feira, as ações da Puma haviam caído 62% em Frankfurt neste ano, dando à empresa um valor de mercado de €2,5 bilhões (US$ 2,9 bilhões).

A holding Artémis, da família Pinault, detinha 29% da Puma no fim do ano passado, segundo o relatório anual da empresa.

A Anta — que é dona de marcas como Fila e Jack Wolfskin — acumulou alta de 10% nas negociações em Hong Kong neste ano, alcançando valor de mercado de US$ 31 bilhões. Um consórcio liderado pela Anta, que também incluía a firmade private equity asiática FountainVest Partners, pagou US$ 5,2 bilhões em 2019 para adquirir a Amer Sports, dona de marcas como Salomon e Arc’teryx. A Amer abriu capital em Nova York no ano passado, com a Anta permanecendo como sua principal investidora, segundo dados compilados pela Bloomberg.

As ações da Li Ning subiram cerca de 8% em 2025, alcançando valor de mercado próximo de US$ 6 bilhões.

Um representante da Anta não respondeu aos pedidos de comentário, enquanto porta-vozes da Artémis, da Asics e da Puma recusaram comentar.

Em resposta a uma consulta da Bloomberg News, a Li Ning disse em comunicado que continua focada no crescimento de sua marca e que não realizou nenhuma negociação ou avaliação “substancial” relacionada à Puma.

Estratégia da Puma

François-Henri Pinault, sócio-gerente da Artémis, disse em setembro que a participação na Puma é “interessante”, mas “não estratégica”, e que as opções relacionadas ao investimento continuam abertas.

A Puma vem tentando se reposicionar sob o comando do novo CEO, Arthur Hoeld, após anos sem conseguir criar muito entusiasmo pelos seus produtos entre os consumidores. Em julho, a empresa alemã nomeou o ex-executivo da Adidas, Andreas Hubert, como diretor de operações. Hubert tem 20 anos de experiência na Adidas e atuou nos últimos quatro anos como diretor de informação (CIO) da empresa.

Fundada em 1948, a Puma registrou €281,6 milhões em lucro líquido no ano passado e €8,8 bilhões em vendas. Entre seus contratos de patrocínio estão o Manchester City, da Premier League inglesa, a seleção de Portugal e a seleção masculina de handebol da Dinamarca.

No mês passado, a Puma afirmou que planeja cortar mais 900 empregos e reforçar seu foco em corrida, futebol e treinamento. A empresa também está reformulando o marketing para criar histórias mais envolventes sobre os produtos enquanto são desenvolvidos, na esperança de tornar a marca mais desejável para os consumidores. O objetivo da Puma é voltar a crescer até 2027, se estabelecer como uma das três maiores marcas esportivas do mundo e alcançar “lucros saudáveis” no médio prazo.

Shein quer abrir lojas permanentes em Paris, mas vai ter de lidar com oposição

1 de Outubro de 2025, 18:16


A plataforma online de fast fashion Shein planeja abrir seis lojas permanentes na França, começando justamente por Paris, a capital da moda — mas não sem enfrentar resistência. O plano para abrir lojas físicas em cidades regionais francesas dentro de unidades que carregam o nome Galeries Lafayette.

Em setembro, a companhia já havia testado o formato físico com uma loja temporária (pop-up) no bairro do Marais, na capital, com o conceito “Style Hunt” — em que peças eram organizadas por estilos associados a bairros parisienses. Por aqui, no Brasil, a varejista também testou o modelo de lojas temporárias em diversas capitais, como São Paulo, Rio de Janeiro e Goiânia.

A Galeries Lafayette vendeu essas lojas em 2021 para a Société des Grands Magasins (SGM), que manteve o direito de usar o nome do varejista francês.

Fundada na China e hoje sediada em Singapura, a Shein Group Ltd. virou um fenômeno do varejo online e das redes sociais, enviando roupas baratas para clientes em todo o mundo. A Société des Grands Magasins disse nesta quarta-feira (01) que a Shein havia concordado em abrir lojas dentro das unidades Galeries Lafayette da SGM em Dijon, Grenoble, Reims, Limoges e Angers.

No entanto, a tradicional Galeries Lafayette afirmou que não compartilha os “valores” da Shein e que impedirá a abertura dessas lojas, alegando que a medida violaria as obrigações contratuais da SGM. Fundada no fim do século XIX, a Galeries Lafayette é mais conhecida por sua loja de departamentos em Paris, próxima à Ópera Garnier.

Shein
Companhia chegou a abrir lojas temporárias no Brasil

Em resposta, a SGM disse que seus planos estão em conformidade com as condições do acordo com a Galeries Lafayette. Fundada em 2018 por Frédéric e Maryline Merlin, a SGM é uma empresa francesa de imóveis e operadora de lojas de departamento.

A primeira inauguração física da Shein está prevista para novembro, na loja de departamentos BHV Marais, da SGM, no centro de Paris.

“Juntas, SGM e Shein buscam atrair um público mais jovem e conectado, ao mesmo tempo em que preservam o DNA histórico das lojas de departamento”, disseram as empresas em comunicado conjunto, acrescentando que as iniciativas criarão 200 empregos diretos e indiretos na França.

A abertura planejada das lojas da Shein no país demonstra uma “falta de respeito” com os clientes fiéis do BHV e da Galeries Lafayette e enfraquecerá a imagem da moda francesa, afirmou em comunicado separado Yann Rivoallan, presidente da Federação Francesa de Prêt-à-Porter Feminino.

A entrada física da Shein também acontece em meio a um ambiente regulatório mais hostil: a França discute medidas para frear o modelo de “ultra fast fashion”, em razão de seu impacto ambiental e social. A empresa também está sob escrutínio de órgãos como o ponto de contato da OCDE no país, que acompanha denúncias relacionadas a condições de trabalho em sua cadeia de fornecimento.

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