Visualização normal

Received before yesterdayInvestNews

Will Bank: FGC inicia segunda fase de pagamento a credores. Veja o rendimento que já foi perdido

7 de Abril de 2026, 14:49

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) iniciou nesta terça-feira (7) a segunda fase de pagamentos aos credores do Will Bank, que aguardavam desde 21 de janeiro o ressarcimento após a liquidação do banco. E essa espera já comprometeu os investimentos em CDBs instituição financeira, já que qualquer rentabilidade é congelada no momento da liquidação.

Como os investidores deixaram de receber os rendimentos por cerca de dois meses, de janeiro até hoje, um CDB a 125% do CDI, por exemplo, como foi o caso de alguns produtos do banco colocados no mercado, passou a ter um retorno equivalente perto de 103% do CDI – bem perto de emissões de grandes bancos, muito menos arriscadas.

Neste momento, o FGC estima que R$ 6,06 bilhões serão pagos a 312 mil credores do Will Bank. Os pagamentos estão sendo feitos via aplicativo do FGC.

Em 13 de fevereiro, houve uma antecipação do pagamento aos credores que tinham valores a receber até R$ 1 mil. Esse processo está acontecendo via aplicativo do próprio Will Bank.

Nesse caso, já foram pagos R$ 126 milhões, ou 70,8% do total de antecipações. Cerca de 1,14 milhão de pessoas já receberam os valores, o equivalente a 18,3% do total de 6,3 milhões com direito a esses recursos.

O Will Bank fazia parte do conglomerado do Banco Master, que também teve a sua liquidação decretada pelo Banco Central, mas em novembro do ano passado. Até o dia 6 de abril, R$ 39,3 bilhões já foram pagos a 90,9% dos credores do grupo com direito à garantia.

Só no caso do Master, o fundo já pagou R$ 35,1 bilhões, ou 87% do montante total. Em número de beneficiários, 612 mil credores já receberam os valores, o que equivale a 79% do total de pessoas com direito aos pagamentos, segundo o FGC.

Em março deste ano, o FGC também iniciou o pagamento aos credores do Banco Pleno e 70,4% dos investidores já foram ressarcidos. Nesse caso, o volume chegou a R$ 3,6 bilhões.

Efeito Master: Banco Central libera R$ 30 bilhões em compulsório para bancos recomporem o FGC

3 de Março de 2026, 20:02

O Banco Central editou nesta terça-feira (3) a Resolução BCB nº 551, que cria uma espécie de compensação contábil para evitar que a recomposição do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) drene liquidez do sistema bancário. A estimativa do BC é que a medida libere até R$ 30 bilhões em 2026.

O contexto é o seguinte: em fevereiro, o FGC obrigou todos os bancos associados a antecipar contribuições mensais para recompor o caixa do fundo, esvaziado após o pagamento de R$ 51,8 bilhões em garantias a depositantes de instituições ligadas ao banco Master — incluindo o Will Bank e o Banco Pleno, liquidados na sequência. Se os bancos simplesmente tirassem esse dinheiro de suas operações para depositar no FGC, o efeito prático seria um aperto de liquidez no sistema, algo que o BC quer evitar num momento de juros já elevados.

A solução foi permitir que cada banco desconte do compulsório — a reserva obrigatória que toda instituição financeira mantém depositada no BC — o valor exato que antecipar ao FGC. Em termos simples: o dinheiro que o banco já tinha parado no BC é redirecionado ao fundo, em vez de sair do caixa operacional. Para o sistema como um todo, o volume de recursos em circulação não muda — é o que o BC chama de “neutralizar o efeito da antecipação ao FGC na liquidez do sistema bancário”.

A resolução ainda dá aos bancos a liberdade de escolher de qual compulsório fazer a dedução — se do que incide sobre depósitos à vista ou sobre depósitos a prazo. A distinção importa porque a composição de passivos varia muito entre instituições: bancos de varejo com grande base de conta corrente podem preferir deduzir do compulsório à vista, enquanto bancos mais dependentes de CDBs podem optar pelo de depósitos a prazo. Na avaliação do BC, essa flexibilidade “amplia a efetividade do instrumento e potencializa seu alcance”.

O alívio é temporário. À medida que cada parcela antecipada ao FGC vence, o compulsório correspondente é recomposto. O efeito líquido, portanto, é o de um colchão rotativo: libera agora, recolhe depois — exatamente a função que o compulsório já deveria cumprir em situações de estresse.

💾

Enjoy the videos and music you love, upload original content, and share it all with friends, family, and the world on YouTube.

As dificuldades do FGC em devolver o dinheiro aos clientes do Banco Master

23 de Janeiro de 2026, 14:01

João (nome fictício) já realizou o cadastro no aplicativo do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para receber os recursos investidos em CDBs do Banco Master, mas os documentos estão em análise há mais de uma semana. Os títulos do banco já saíram da custódia – quer dizer: o CDB não está mais sendo “guardado” pelo banco onde foi comprado, que é o esperado em processos de liquidação –, mas o dinheiro ainda não foi devolvido.

Em diversos grupos de WhatsApp e relatos colhidos pela reportagem, antigos clientes e credores do Master relatam estar à espera dos pagamentos, que estão demorando ou foram feitos apenas parcialmente. E não há também aparentemente uma ordem, já que muitas pessoas já cadastradas há mais tempo estão recebendo o dinheiro depois de outras que fizeram o pedido mais tarde.

O FGC tem recursos suficientes para fazer os ressarcimentos dos clientes do Master e também das fintechs que integram o conglomerado e foram liquidadas, caso do Letsbank e do Will Bank. Mas o fundo nunca antes teve que lidar com um volume tão grande de recursos a serem distribuídos.

Em número de indenizações, o ressarcimento do Master é o segundo maior da história do FGC. Em 1998, quando o Bamerindus foi liquidado, 3,9 milhões de correntistas e investidores foram pagos. Dessa vez, 600 mil pedidos já foram feitos ao fundo de um total de 800 mil pessoas que têm direito aos pagamentos.

Mas, em volumes, a situação do Master não tem precedentes: o FGC pagou antes um total R$ 6 bilhões em casos de liquidação de instituições financeiras, sendo R$ 4 bilhões apenas referente ao Bamerindus. Atualizado pela inflação, esse ressarcimento do banco representaria hoje R$ 20 bilhões, menos da metade do que vai acontecer no caso do Master e de suas fintechs liquidadas.

No caso do Will Bank, o fundo ainda sequer recebeu a lista para iniciar os pagamentos. Procurado para comentar sobre eventuais atrasos e dificuldades nos pagamentos aos clientes, o FGC afirmou não ter novidades a respeito do caso.

O quanto realmente vale o dinheiro

Cada dia de atraso no recebimento dos recursos faz com que os investidores tenham, na prática, um prejuízo, já que o rendimento dos CDBs a partir da data de liquidação banco não entram na conta do ressarcimento.

Quer dizer: apenas os rendimentos até novembro do ano passado são considerados na devolução dos recursos – e cada dia sem colocar a mão no dinheiro equivale a uma parcela de rentabilidade perdida.

Quem comprou em janeiro de 2025 um CDB do Banco Master pagando 120% do CDI e permaneceu com o título após a decretação da liquidação pelo Banco Central deve acabar recebendo algo próximo do equivalente a 102% do CDI, caso os recursos caiam na conta ainda neste mês.

Se a devolução ficar para fevereiro, o rendimento efetivo cai mais um degrau e passa a ficar perto de 101% do CDI, nível muito semelhante ao de um CDB de grande banco, mas com risco incomparavelmente menor.

A situação é mais dura para quem comprou o papel perto da data da liquidação. Nesses casos, o retorno anualizado pode cair para algo entre 80% e 90% do CDI, a depender do tempo em que o dinheiro ficou indisponível. É um nível próximo ao que rende a poupança, apesar de o risco assumido ter sido muito maior.

Fundo Garantidor de Crédito estima pagar R$ 41 bilhões em garantias por liquidação do Master

18 de Novembro de 2025, 16:30

O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) estimou nesta terça-feira (18) em R$ 41 bilhões o valor das garantias a serem pagas aos credores do Banco Master, após o Banco Central decretar mais cedo a liquidação extrajudicial da instituição financeira, segundo comunicado divulgado pelo FGC, cujos recursos vêm das próprias instituições financeiras.

De acordo com o Fundo, a estimativa é de que o Master tenha em sua base 1,6 milhão de credores com depósitos e investimentos elegíveis ao pagamento da garantia. O FGC informou ainda ter, até setembro, patrimônio de R$ 160 bilhões, dos quais R$ 122 bilhões eram recursos líquidos em caixa para o exercício de sua atividade.

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) atua como mecanismo de proteção para depositantes e investidores em certas modalidades — conta-corrente, poupança, CDB/RDB, LCI/LCA, letras de câmbio, entre outros — e é acionado após a liquidação ou intervenção para pagar os valores cobertos.

O fundo cobre até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ e por instituição emissora dos títulos, com um limite global de R$ 1 milhão a cada quatro anos. Isso significa que o critério de cobertura é o emissor do título — e não a corretora ou plataforma onde o investimento foi adquirido. Assim, se um cliente tiver aplicado R$ 300 mil em dois CDBs de um banco liquidado, cada um adquirido em corretoras distintas, o FGC cobrirá R$ 250 mil, e os R$ 50 mil excedentes ficarão descobertos.

O que diz o Banco Central

Em nota divulgada na tarde desta terça-feira (18), o BC informou que o Banco Master e demais instituições do grupo compõem um conglomerado prudencial bancário de crédito diversificado, de pequeno porte e sem relevância sistêmica, enquadrado no segmento S3 da regulação prudencial. O conglomerado detém 0,57% do ativo total e 0,55% das captações do Sistema Financeiro Nacional.

Segundo o Banco Central, a decretação do regime especial foi motivada pela grave crise de liquidez da instituição, pelo comprometimento significativo de sua situação econômico-financeira e por violações às normas do sistema financeiro.

O BC afirmou que a opção pelo Regime de Administração Especial Temporária (RAET) mostrou-se a mais adequada devido à possibilidade de preservar o funcionamento da controlada Will Financeira.

A autoridade monetária acrescentou que continuará a adotar todas as medidas cabíveis para apurar responsabilidades, podendo aplicar sanções administrativas e encaminhar informações às autoridades competentes.

Operação da Polícia Federal

Em paralelo, a Polícia Federal prendeu o controlador do Master, Daniel Vorcaro, no âmbito da operação Compliance Zero. A ação busca combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras.

Foram cumpridos cinco mandados de prisão preventiva e 25 mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Distrito Federal.

As investigações começaram em 2024, após solicitação do Ministério Público Federal, para apurar a possível fabricação de carteiras de crédito insubsistentes. Esses títulos teriam sido vendidos a outra instituição financeira e, após fiscalização do BC, substituídos por ativos sem avaliação técnica adequada.

Entre os crimes investigados estão gestão fraudulenta, gestão temerária e organização criminosa, entre outros.

💾

Enjoy the videos and music you love, upload original content, and share it all with friends, family, and the world on YouTube.
❌