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CEO da Stellantis, dona da Fiat e Jeep, diz que a empresa está mais forte após ‘ano de confronto’

24 de Março de 2026, 08:33

A Stellantis voltou a concentrar-se na melhoria de seus produtos após um período de cortes de custos dolorosos, colocando o fabricante em uma posição mais sólida, segundo o presidente da companhia, John Elkann.

A montadora está aprimorando a qualidade, oferecendo mais modelos híbridos e reconstruindo laços com concessionárias para reverter seus negócios — mudanças que já estão surtindo efeito, afirmou Elkann. A Stellantis busca uma recuperação depois de registrar €22,2 bilhões (US$ 25,7 bilhões) em encargos no mês passado, ligados ao desfazimento de apostas excessivamente ambiciosas em veículos elétricos.

“Estou confiante de que a Stellantis vai dar a volta por cima”, disse Elkann em carta aos acionistas da Exor, empresa de investimentos da família Agnelli, fundadora da Fiat, que controla a multinacional.

A virada para um prejuízo líquido no ano passado fez com que se tornasse “um ano de confronto”, durante o qual todas as áreas da Stellantis foram examinadas “para identificar pontos de melhoria e começar a corrigi-los de forma decisiva”, acrescentou.

A Exor, que também é proprietária da fabricante de carros de luxo Ferrari e do Juventus Football Club SpA, divulgou na segunda-feira à noite resultados que ficaram abaixo das projeções dos analistas. As ações caíram até 7,7%, registrando a maior queda intradiária desde outubro. As ações da Stellantis negociadas na Itália caíram cerca de 40% neste ano.

Em sua carta, Elkann prometeu mudanças estratégicas, afirmando que a empresa de investimentos vai simplificar seu portfólio e focar em um número menor de grandes empresas para melhorar a supervisão.

A Exor vendeu seu negócio de mídia Gedi Gruppo Editoriale para o Antenna Group neste mês, tendo previamente acertado a venda de sua participação na Iveco Group para a Tata Motors, junto com a venda da unidade de defesa da Iveco para a Leonardo, acelerando o redesenho de seu portfólio.

Mesmo assim, a Exor aumentou sua reserva de caixa para aquisições para mais de €3,5 bilhões (US$4,06 bilhões), permitindo buscar um acordo de escala similar ao investimento feito na Royal Philips, disse Elkann. Em 2023, a empresa comprou 15% do fabricante de equipamentos médicos por cerca de €2,6 bilhões (US$3,02 bilhões) e recentemente elevou sua participação para cerca de 19%.

Elkann foi escolhido por seu avô, Gianni Agnelli, na década de 1990, para liderar os interesses industriais da família. Ele comandou temporariamente a Stellantis antes de o atual CEO Antonio Filosa assumir em junho.

A Stellantis busca fortalecer sua competitividade e explora negócios com pares chineses, nos quais eles investiriam em suas operações europeias em dificuldade.

Elkann afirmou que 2026 continuará sendo um ano desafiador para a Exor. “Começou com incertezas geopolíticas e de mercado globais, então devemos permanecer prudentes”, disse aos acionistas.

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Consumidor quer carro mais barato — e sedãs podem ganhar nova chance

5 de Março de 2026, 06:00

Dos “iates terrestres” com rabos-de-peixe dos anos 1960 aos robustos carros familiares dos anos 1980 e ao best-seller dos anos 1990 Ford Taurus, dirigir para os americanos significava dirigir um sedã.

Então SUVs e picapes conquistaram os corações — e as garagens — dos motoristas. A Ford Motor Company encerrou sua linha de sedãs em 2018. A controladora da Chrysler, Stellantis, praticamente eliminou carros de passeio de suas concessionárias. O último sedã de grande volume da General Motors saiu da linha de montagem em Kansas City, Kansas, em novembro de 2024 — um Chevrolet Malibu vermelho-cereja.

Agora, porém, consumidores querem preços mais baixos — e as montadoras consideram o antes impensável: trazer os sedãs de volta.

“Eu faria qualquer coisa para ter um sedã híbrido-elétrico”, disse o presidente da GM, Mark Reuss, em uma reunião interna recente. “Estamos trabalhando em como fazer isso.”

Executivos da Ford analisam se uma nova linha de montagem no Kentucky poderá produzir, além de picapes elétricas compactas, também sedãs. Concessionários pressionam há anos pelo retorno do Ford Fusion, cuja produção foi encerrada há cinco anos.

“O mercado de sedãs é muito vibrante”, disse o CEO da Ford, Jim Farley. “Não é que não haja mercado. É que não conseguimos encontrar uma forma de competir e ser lucrativos.”

A Stellantis também quer tentar novamente. A Chrysler trabalha em um carro compacto que custaria menos de US$ 30 mil — “bonito, divertido de dirigir e aspiracional”, segundo a CEO da marca, Chris Feuell.

Crise de acessibilidade

Os carros enfrentam uma crise nacional de acessibilidade. O preço médio de um veículo novo supera hoje US$ 50 mil. Parte da alta se deve a tarifas e custos crescentes de produção. Outra parte é resultado do foco das montadoras em veículos maiores, mais caros e repletos de recursos premium.

O dilema: picapes e SUVs geram margens muito maiores — e os sedãs representam uma fatia cada vez menor do mercado. Há 15 anos, carros de passeio respondiam por metade das vendas de veículos novos; em 2025, representaram apenas 18% do mercado americano, segundo a Motor Intelligence.

“Eles deveriam ter mantido ao menos um modelo”, diz Ivan Drury, analista da Edmunds. “Você não precisa de uma linha completa de sedãs, mas precisa de um modelo coringa.”

Um sedã mais barato também pode funcionar como porta de entrada para consumidores que depois migram para modelos mais caros. “Quando você remove um veículo da linha, as pessoas deixam de voltar para a sua marca”, afirma Drury.

A derrota para rivais estrangeiros

Ao abandonar os sedãs, Detroit praticamente admitiu derrota em uma disputa de décadas contra montadoras estrangeiras como Toyota, Honda e Hyundai Motor Company no segmento de entrada.

A Honda começou a produzir o Honda Accord em Ohio nos anos 1980, seguida pela Toyota com o Toyota Corolla e o Toyota Camry. O Accord tornou-se o carro mais vendido dos EUA em 1989.

A Ford reagiu investindo pesado no Taurus, que superou o Accord em 1992.

Mas, em meados dos anos 1990, os SUVs ganharam força. Modelos como Toyota RAV4, Honda CR-V e Ford Escape ampliaram a migração.

Hoje, entre os cinco veículos mais baratos à venda nos EUA, apenas um é de montadora americana: o Chevrolet Trax, fabricado na Coreia do Sul. A GM vendeu 200 mil unidades dele no ano passado.

Outros modelos acessíveis vêm de Kia, Hyundai, Toyota e Volkswagen.

Tempos incomuns

Após se prepararem para uma revolução elétrica, GM, Ford e Stellantis reduziram planos de produção de veículos elétricos depois que incentivos federais e metas ambientais foram eliminados pelo Congresso e pelo governo de Donald Trump. Juntas, as três montadoras absorveram mais de US$ 50 bilhões em custos relacionados à reversão da estratégia de elétricos.

Ainda assim, ganhar dinheiro com sedãs continua difícil. Até a Toyota admite que o segmento é desafiador. “Ganhamos dinheiro com o Corolla — só não muito”, disse David Christ, chefe de vendas da Toyota na América do Norte.

Apesar disso, compradores fiéis permanecem. Proprietários do Fusion, por exemplo, continuam pedindo o retorno do modelo.

“Se alguém conseguir construir um sedã acessível, ele vai vender”, diz Adam Lee, dono de uma rede de concessionárias no Maine. “Tornamos esses carros tão caros que ninguém consegue comprá-los.”

Os compradores que restam são comprometidos — e Detroit agora considera se deve ouvi-los novamente.

Escreva para Sharon Terlep em sharon.terlep@wsj.com e para Christopher Otts em christopher.otts@wsj.com.

Volkswagen vê necessidade de acelerar reestruturação diante de China mais competitiva

4 de Março de 2026, 12:02

A Volkswagen precisa manter o ritmo de ganhos de eficiência neste ano enquanto enfrenta vendas fracas nos Estados Unidos e concorrência crescente na China, segundo um de seus principais executivos.

Os esforços de corte de custos devem continuar, afirmou o chefe da marca VW, Thomas Schäfer, nesta quarta-feira (4), em Wolfsburg, na Alemanha. Ele discursou na primeira assembleia de trabalhadores do ano da companhia, evento que também contou com a presença do CEO do grupo, Oliver Blume.

“Estamos na direção certa, mas ainda não atingimos nosso objetivo e não podemos afrouxar nossos esforços agora”, disse Schäfer, segundo trecho do discurso divulgado pela empresa.

A Volkswagen ainda está definindo os detalhes de seu plano de investimentos para cinco anos, que será reduzido para US$ 186 bilhões, ante cerca de US$ 209 bilhões previstos dois anos atrás. Os novos gastos estão sob pressão porque a montadora lida com queda nas vendas na China e tarifas nos EUA — principal mercado da marca Porsche.

A urgência em encontrar mais eficiência também foi reforçada pela chefe do conselho de trabalhadores, Daniela Cavallo, que defendeu a centralização de decisões na sede da empresa e a simplificação dos processos entre as diversas marcas do grupo.

“Nossa Volkswagen em Wolfsburg precisa voltar a ser um polo central para todo o grupo”, disse Cavallo, segundo trecho de seu discurso. “Simplesmente não podemos mais permitir que marcas individuais operem de forma independente.”

A montadora mantém relação próxima com líderes trabalhistas, que ocupam metade dos assentos no conselho de supervisão da Volkswagen e podem influenciar decisões estratégicas. No entanto, essa relação já enfrentou tensões em momentos de mudanças drásticas, como a crise do diesel, a transição para veículos elétricos e os mais recentes esforços de redução de custos.

Bônus

Em janeiro, a Volkswagen divulgou inesperadamente um fluxo de caixa automotivo líquido preliminar de US$ 6,96 bilhões no ano passado, acima da previsão anterior de zero. O resultado levou Daniela Cavallo a defender que os funcionários recebam um bônus de reconhecimento pelos avanços na redução de custos.

Desde que gestão e representantes dos trabalhadores fecharam um amplo acordo de reestruturação no fim de 2024, a Volkswagen conseguiu garantir economias na casa de dezenas de bilhões de euros, informou a empresa no mês passado.

A montadora deve apresentar mais detalhes sobre o progresso de seu programa de cortes quando divulgar os resultados na próxima semana.

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BP vende 65% da participação na Castrol por US$6 bilhões

25 de Dezembro de 2025, 12:00

A petrolífera BP concordou em vender uma participação de 65% em seu negócio de lubrificantes Castrol para a empresa norte-americana de private equity Stonepeak, por cerca de US$6 bilhões.

A decisão é um passo significativo no plano de desinvestimento de US$20 bilhões da gigante do petróleo, com o objetivo de reduzir a dívida e aumentar os retornos.

O acordo, anunciado nesta quarta-feira, 24, avalia a Castrol em US$10,1 bilhões e marca a venda de ativos mais ambiciosa da companhia britânica até o momento, em seus esforços para simplificar as operações e reduzir os investimentos em energia renovável.

A BP manterá uma participação de 35% em uma nova joint venture com a Stonepeak, que poderá ser vendida após um período de bloqueio de dois anos.

As ações da BP chegaram a subir mais de 1% na quarta-feira, após o anúncio, antes de migrarem para o território negativo.

Embora o negócio avalie a Castrol em cerca de US$10 bilhões, o valor da empresa cai para cerca de US$8 bilhões após o ajuste para participações minoritárias e obrigações semelhantes a dívidas, disseram os analistas da RBC em uma nota nesta quarta-feira.

A venda, que inclui US$800 milhões para pagamentos acelerados de dividendos, ocorre depois que a BP colocou a centenária unidade de lubrificantes sob revisão no início deste ano, como parte de uma estratégia mais ampla para se concentrar em seu negócio principal de petróleo e gás.

A BP usará os recursos da venda para reduzir a dívida, disse a companhia. A petrolífera espera que o negócio seja concluído até o final de 2026.

Stellantis prepara o maior investimento de sua história: US$ 13 bilhões para crescer nos EUA

15 de Outubro de 2025, 09:11

A Stellantis informou que vai investir US$ 13 bilhões nos EUA nos próximos quatro anos, enquanto a fabricante dos SUVs Jeep e das picapes Ram busca revigorar seus negócios no mercado crítico e mitigar custos tarifários.

A medida, anunciada nesta terça-feira (15) como o maior investimento em seus mais de 100 anos de história, aumentará a produção anual de veículos acabados em 50% em relação aos níveis atuais.

O valor inclui despesas com pesquisa e desenvolvimento e fornecedores, além de investimentos na fabricação de veículos.

As ações da Stellantis subiram mais de 4% nesta quarta-feira (15) em Milão, o maior salto intradiário desde 2 de outubro. Porém, as ações acumulam queda de cerca de 32% neste ano e tiveram o pior desempenho no Índice Stoxx 600 de Automóveis e Peças.

Reconstrução da Stellantis nos EUA

O plano marca a tentativa mais ambiciosa da montadora em dificuldades até o momento para reconstruir seus negócios nos EUA, onde perdeu participação de mercado em parte devido ao envelhecimento da linha de produtos.

É também a mais recente iniciativa de uma grande montadora americana para anunciar investimentos domésticos expressivos sob pressão do presidente Donald Trump, que impôs tarifas elevadas como ferramenta para restringir as importações e impulsionar a produção e o emprego no país.

Em junho, a General Motors anunciou um investimento de US$ 4 bilhões nos EUA para aumentar a produção de veículos movidos a gasolina e reduzir a produção no México.

“Queremos crescer nos EUA com produtos fabricados nos EUA”, disse o CEO Antonio Filosa. “Compartilhamos a meta do presidente de trazer de volta empregos nos Estados Unidos, como estamos fazendo e faremos.”

A Stellantis informou ainda que o plano contempla a criação de 5.000 empregos em fábricas em Illinois, Ohio, Indiana e Michigan.

Filosa não quis especificar o quanto os investimentos poderiam reduzir a exposição tarifária da Stellantis. A empresa estimou em julho que tarifas mais altas prejudicariam os lucros em cerca de € 1,5 bilhão (US$ 1,7 bilhão) este ano.

O CEO afirmou, no entanto, que o plano levará os fornecedores da Stellantis a fabricar mais componentes nos EUA, o que poderia gerar 20.000 empregos adicionais, segundo estimativas da empresa.

A Bloomberg News noticiou no início deste mês que a Stellantis estava prestes a anunciar um investimento significativo nos EUA.

O plano da Stellantis inclui o lançamento de cinco novos veículos nos próximos quatro anos, incluindo dois novos modelos, e atualizações adicionais em toda a sua linha de marcas.

A montadora informou que investirá US$ 600 milhões para expandir a produção dos utilitários esportivos Jeep Cherokee e Compass em sua fábrica desativada em Belvidere, Illinois, em 2027, criando cerca de 3.300 empregos.

A fábrica de Belvidere abastecerá apenas o mercado americano. A fábrica da empresa em Toluca, México, que atualmente fabrica o Cherokee e o Compass, continuará a fazê-lo. A fábrica da Stellantis em Brampton, Canadá, que deveria fabricar uma nova versão do Compass, não o fará mais, informou a empresa por e-mail.

Fábrica nos EUA

O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Automobilística (UAW) saudou o plano de investimento da Stellantis como uma “grande vitória” para seus membros.

“A decisão deles hoje prova que tarifas direcionadas para automóveis podem, de fato, trazer de volta milhares de bons empregos sindicalizados para os EUA”, disse o presidente do UAW, Shawn Fain. “Wall Street e supostos especialistas do setor disseram que isso era impossível. Mas a corrida para o fundo do poço criada pelo livre comércio está finalmente chegando ao fim.”

Após se reunir com Trump em janeiro, a Stellantis anunciou que produziria uma picape de médio porte na fábrica de Belvidere. A produção desse veículo será transferida para uma fábrica em Toledo, Ohio, a partir de 2028.

A Stellantis também desenvolverá um novo veículo elétrico com autonomia estendida e um SUV movido a gasolina em sua fábrica em Warren, Michigan, que sofreu demissões nos últimos anos.

Sob a liderança de Filosa, que foi nomeado para o cargo mais alto no início deste ano, a Stellantis buscou recalibrar os investimentos em todas as regiões, com ênfase especial nos negócios nos EUA. A Stellantis transferiu as operações de produção e engenharia para países de menor custo, como o México, sob o comando do ex-CEO Carlos Tavares. A Filosa agora busca reverter esses movimentos.

“A maneira como sabemos que podemos crescer é investindo na tecnologia certa, nos produtos certos, nas marcas certas que temos, e é isso que estamos fazendo”, disse Filosa.

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Toyota retoma produção em SP após paralisação por tempestade

4 de Outubro de 2025, 11:27

A montadora Toyota anunciou que retomará gradualmente a produção de veículos em suas fábricas de Sorocaba e Indaiatuba a partir de 3 de novembro, após uma tempestade causar enormes danos às operações da empresa no interior do Estado de São Paulo.

Em comunicado, a companhia acrescentou que ainda não há prazo para retorno da produção na fábrica de Porto Feliz devido à grande extensão dos danos.

Em setembro, uma forte tempestade causou grandes danos na unidade da empresa em Porto Feliz, que fornece motores para outras fábricas da região. Imagens divulgadas na imprensa mostraram o local com partes do teto desabadas sobre os equipamentos.

A paralisação em Porto Feliz obrigou a Toyota a interromper a produção nas fábricas de Indaiatuba e Sorocaba, onde são montados modelos como Yaris, Corolla e Corolla Cross.

Nesta sexta-feira, a Toyota informou que a produção em ambas as fábricas será retomada com motores importados e outras peças vindas de unidades no exterior.

A empresa também divulgou um cronograma para compensar o atraso na produção, acrescentando que inicialmente somente retomará a montagem dos modelos híbridos do Corolla e do Corolla Cross.

A interrupção também levou a Toyota a adiar o lançamento do modelo Yaris Cross para o mercado brasileiro, que estava previsto para 16 de outubro. A empresa afirmou nesta sexta-feira (3) que ainda não definiu uma nova data para o lançamento.

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