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Sinal de corte de juros pelo Fed anima mercados internacionais – mas Brasil não segue a festa

21 de Novembro de 2025, 18:32

A sexta-feira dos mercados começou em clima azedo no exterior. Mas bastou o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de Nova York, John Williams, colocar um corte de juros em dezembro no radar dos investidores para o humor mudar radicalmente.

Dá para notar essa mudança de rumo pelo comportamento da ferramenta CME FedWatch, que acompanha as apostas nos rumos da política monetária dos EUA. No início da manhã, o monitor mostrava que 39% dos investidores viam como possível um corte de 0,25 ponto percentual nos juros na reunião de 9 a 10 de dezembro do Fed.

Logo após o presidente do Fed de Nova York ponderar ver “espaço para um novo ajuste no curto prazo” em um discurso feito durante um evento em Santiago, no Chile, ainda nas primeiras horas de negócio, o indicador virou o ponteiro para 70% de chance de corte de 0,25 ponto. O FedWatch no fim do dia mostra que 71,7% do mercado acredita na redução dos juros no último mês de 2025.

Williams defendeu um movimento que aproxime a taxa de política monetária do chamado nível neutro, ou seja, aquele que mantém o crescimento sem impulsionar a inflação. Conforme o dirigente do BC americano, o atual patamar entre 3,75% e 4% está “levemente restritivo”.

As bolsas de Nova York vêm de um movimento de venda de ações de tecnologia em meio às preocupações sobre uma potencial bolha de preços de papéis ligados à cadeia de inteligência artificial. Nem mesmo o lucro acima do esperado da Nvidia, principal símbolo das companhias da economia da IA, de US$ 31,9 bilhões no terceiro trimestre, divulgado na quarta-feira após o fechamento dos mercados, foi suficiente para afastar os temores.

O S&P 500 fechou com alta de 0,98% aos 6.602,96 pontos. O Nasdaq subiu 0,88% para 22.273,08 pontos. Na semana, os indicadores acumularam quedas de, respectivamente, 2% e 2,7%.

O movimento de alta nesta sexta-feira contrastou com a bolsa brasileira. O Ibovespa amargou um recuo de 0,39% para 154.770 pontos. E o dólar registrou alta de 1,18% cotado a R$ 5,4010.

O recuo do índice de ações e a alta da moeda americana refletem a cautela que ainda impera entre os investidores globais. Mesmo após a sinalização do Fed ter recolocado um corte em dezembro no radar do mercado, as preocupações com uma eventual bolha de IA ainda pesam e têm inspirado um posicionamento mais cauteloso dos investidores.

Outro fator que traz cautela para o mercado é o mal-estar entre o governo e o presidente do Senado, David Alcolumbre. A indicação do chefe da Advocacia Geral da União (AGU), Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal na vaga aberta com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso contrariou o líder da casa legislativa, que apoiava a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

O presidente do Senado agendou a votação de um “projeto-bomba”, com forte impacto fiscal para a próxima semana. Trata-se do o projeto de lei complementar que confere aposentadoria especial aos agentes de saúde, que pode gerar despesas de até R$ 800 bilhões em 50 anos.

A votação do projeto ocorre em meio aos questionamentos sobre o equilíbrio fiscal do governo. O crescimento do endividamento público pode acelerar diante do esperado aumento de gastos devido às eleições em 2026. Esse avanço da dívida traz um aumento dos prêmios pedidos pelo mercado e pressiona a inflação diante da elevação de recursos injetados na economia.

O desequilíbrio fiscal torna a política monetária menos eficaz e, com isso, o Banco Central pode ser obrigado a manter os juros altos por mais tempo tanto para segurar a pressão sobre os preços quanto para evitar uma contaminação das expectativas futuras para a inflação.

Mercados hoje: investidores mantêm expectativas sobre continuidade de conversas de tarifas com os EUA

17 de Novembro de 2025, 07:50

Bom dia!
A semana começa no modo espera. Os mercados se mantêm no aguardo dos dados sobre a economia dos EUA que ficaram represados durante a paralisação do governo americano e agora voltam ao foco dos investidores. O “payroll“, o relatório sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos, pode sair na quinta-feira (20). Por aqui a segunda-feira, 17 de novembro, tem boletim Focus, que tem ajudado a confirmar o movimento de convergência das expectativas de inflação futura, além do indicador conhecido como a prévia do PIB, o IBC-Br, divulgado pelo Banco Central, e a expectativa de novos sinais sobre o avanço das conversas em direção a um acordo comercial com os EUA.

Enquanto você dormia…

  • Os mercados internacionais começam a semana em modo cauteloso, mas com viés levemente positivo em Nova York. Às 7h20, os futuros das bolsas de Nova York estavam em alta, com o S&P 500 futuro subindo +0,33% e o Nasdaq 100 futuro em elevação de +0,58%.
  • Na Europa, as bolsas caem com os investidores de olho nos números da economia americana. O Stoxx 600 segue com queda de -0,33%.
  • Na Ásia, as bolsas fecharam em queda, com o índice Nikkei, de Tóquio, em baixa de -0,10% após o dado fraco de PIB japonês. O Hang Seng, de Hong Koing, caiu -0,71% em meio a um certo cansaço no rali de tecnologia.
  • O índice dólar (DXY) tem leve alta de 0,08% a 99,4 pontos; o petróleo Brent recua 0,26% para US$ 64,22 o barril; a Treasury de 10 anos segue em 4,15% ao ano.

Destaques do dia

  • A semana começa com a tentativa do governo brasileiro de retomar as conversas sobre um acordo comercial com os Estados Unidos, depois de o governo Trump anunciar redução de tarifas sobre carne bovina, café e outros alimentos. Enquanto isso na COP30, o Brasil tenta destravar um acordo mais amplo sobre investimentos na agenda verde.
  • E como isso impacta os mercados? Um potencial alívio tarifário para o agronegócio deixa no radar as grandes exportadoras ligadas a alimentos e proteínas, além de papéis mais sensíveis ao ciclo doméstico de juros e crescimento.

Giro pelo mundo

  • Sucessão na Apple: a Apple intensificou o plano de sucessão de Tim Cook, 65 anos, com a possibilidade de ele deixar o cargo já em 2026; John Ternus, chefe de hardware, desponta como favorito. O mercado acompanha qualquer sinal de cronograma mais claro nas próximas divulgações de resultados.
  • Dados represados: após o fim do shutdown nos EUA, voltam à agenda os indicadores atrasados, começando hoje pelos gastos com construção de agosto, seguidos de pedidos à indústria, comércio exterior e, na quinta, o payroll de setembro – todos com potencial de mexer na curva de juros americana.
  • Nvidia no centro do palco: na quarta-feira, 19 de novembro, saem os números de terceiro trimestre da Nvidia, com consenso apontando para receita na casa de US$ 54 bilhões a 57 bilhões e foco total na demanda por chips de IA e no discurso para 2026. É um dos grandes testes para o humor com tecnologia nesta reta final de ano.

Giro pelo Brasil

  • Focus e expectativas: o boletim Focus das 8h25 volta a ganhar peso depois de semanas de estabilidade nas projeções de IPCA 2025 em torno de 4,55%. O mercado olha se há algum movimento após o último Relatório de Inflação do BC.
  • IBC-Br em dia de agenda curta: às 9h, sai o IBC-Br de setembro, conhecido como a prévia do PIB, com estimativas apontando para pequena variação na margem após meses de sinais de desaceleração. A leitura ajuda a fechar o quadro do PIB do terceiro trimestre.
  • COP30 política: começa hoje a fase política da COP30, com ministros e vice-ministros negociando textos finais e eventuais acordos de financiamento climático – tema sensível para projetos de infraestrutura e energia no Brasil nos próximos anos.

Giro corporativo

  • Ovos made in USA: a Mantiqueira, em joint venture com a JBS, fechou a compra da americana Hickman’s Egg Ranch, reforçando a presença no mercado de ovos dos EUA. A operação é vista como peça-chave de uma estratégia de longo prazo de internacionalização da Mantiqueira, aproveitando a estrutura da sócia JBS no exterior.
  • Cosan no vermelho: a Cosan reportou prejuízo de cerca de R$ 1,2 bilhão no terceiro trimestre, revertendo lucro de um ano antes, em grande parte por menor contribuição de equivalência patrimonial – com atenção dos analistas para o desempenho de Raízen e da carteira de participações.

Agenda do dia

  • 08h00: Inflação pelo IPC-S (1ª quadrissemana de novembro) da FGV — Brasil. Termômetro de curto prazo da inflação de serviços.
  • 08h25: Boletim Focus — Banco Central do Brasil. Mercado atento a qualquer mudança nas projeções de IPCA, PIB e Selic para 2025 e 2026.
  • 09h00: IBC-Br de setembro — Brasil. Indicador visto como uma révia mensal do PIB; ajuda a calibrar o ritmo de desaceleração da economia no 3º trimestre.
  • 09h00: Palestra d presidente do BC, Gabriel Galípolo, em São Paulo. Fala do chefe da autoridade monetária em evento empresarial pode trazer nuances sobre a leitura da autoridade monetária para atividade e inflação.
  • 12h00 : Gastos com construção (ago) — EUA, Census Bureau. Primeiro dado da leva de indicadores atrasados pelo shutdown, importante para as projeções de PIB.
  • Tarde: início das negociações políticas da COP30 — Belém. Ministros e vice-ministros negociam texto final e possíveis acordos de financiamento climático.

Lucros sólidos devem impulsionar ações dos EUA em 2026

10 de Novembro de 2025, 11:18

Os robustos resultados corporativos impulsionarão o rali das ações dos Estados Unidos em 2026, uma vez que os riscos em torno de uma perspectiva incerta para os juros se mostrarão de curta duração, de acordo com alguns estrategistas de Wall Street.

Michael Wilson, do Morgan Stanley, disse que existiam “sinais claros” de que uma recuperação dos lucros estava em curso e que as empresas americanas desfrutavam de maior poder de precificação. Ele também apontou para um ponto mínimo nas revisões de lucros, que é o número de analistas que revisam para baixo as estimativas em comparação com o número de elevações das revisões.

“Embora as incertezas decorrentes do guidance do Federal Reserve e da paralisação do governo tenham afetado a recente movimentação dos preços, esses são ventos contrários temporários no caminho para um sólido 2026, impulsionado pelo crescimento dos lucros”, escreveu Wilson em nota.

O estrategista permaneceu entre as vozes mais otimistas neste ano, mesmo com a volatilidade das ações devido à elevação das tensões comerciais dos Estados Unidos e, mais recentemente, à paralisação prolongada do governo. Um tom cauteloso do presidente do Fed, Jerome Powell, sobre as taxas de juros também havia prejudicado o sentimento.

No entanto, os futuros de ações dos EUA subiram nesta segunda-feira, enquanto o Senado deu um passo importante para reabrir o governo. Enquanto isso, a temporada de balanços tem sido muito mais forte do que o esperado. As empresas do S&P 500 registram um salto de quase 15% nos lucros do terceiro trimestre, de acordo com dados compilados pela Bloomberg Intelligence.

O S&P 500 acumula alta de 14% em 2025, e registra o terceiro ano consecutivo de ganhos.

Um índice do Citigroup mostrou que, desde meados de outubro, mais analistas ampliaram do reduziram suas estimativas. O foco agora se volta para os resultados da Nvidia, que devem ser divulgados na próxima semana e poderão oferecer pistas sobre as tendências na área da inteligência artificial.

Estrategistas do UBS Group dizem que esperam que as empresas de tecnologia voltem a impulsionar a maior parte do crescimento dos lucros americanos no próximo ano. No geral, eles preveem que o S&P 500 atingirá um recorde de 7.500 pontos até o final de 2026, o que implica ganhos de mais de 11% em relação aos níveis atuais.

Na Oppenheimer Asset Management, o estrategista John Stoltzfus disse que era muito cedo para “desistir” dos fabricantes de chips e das perspectivas para a IA.

“O enfraquecimento dos preços das ações, refletido nos principais índices atualmente parece mais um ‘haircut’ e um ‘ajuste’ do que o início de um período mais sério de declínio”, acrescentou Stoltzfus.

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Um grande ano para as ações dos EUA? Nem tanto, comparado ao resto do mundo

11 de Outubro de 2025, 12:41

Confira o ranking dos índices de ações com melhor desempenho neste ano — e os Estados Unidos não aparecem nem no Top 10. Nem no Top 25. Dobre essa lista, e o S&P 500 ainda estará ausente. É preciso chegar até a 66ª posição para o índice mais valioso do mundo aparecer — atrás até do Athex, da Grécia, e do TA-35, de Israel. É uma das piores performances relativas desde a crise financeira global.

A subperformance é ainda mais surpreendente considerando a alta de 11% do S&P 500 em 2025, com múltiplos recordes históricos. Mesmo assim, o índice americano fica atrás de outros mercados desenvolvidos, como o DAX da Alemanha e o Nikkei 225 do Japão, e também de índices da Coreia do Sul, Espanha e Gana, quando medidos em dólares.

Dólar cai e impulsiona bolsas estrangeiras

Esse último detalhe é crucial — embora não determinante. O dólar caiu 7,3% neste ano, o que ajudou a inflar os retornos de bolsas estrangeiras em termos de dólar. Esse é o principal fator por trás de ganhos de pelo menos 39% em países como Colômbia e Marrocos.

Mas mesmo em moeda local, o S&P 500 ocupa apenas a 57ª posição, um desempenho pouco condizente com um índice que abriga as seis empresas mais valiosas do mundo, além de gigantes como Coca-Cola, McDonald’s e Walt Disney.

Participantes do mercado afirmam que a fraqueza reflete também uma mudança de mentalidade entre investidores estrangeiros, que passaram a mirar “campeões domésticos” à medida que o presidente Donald Trump intensifica sua guerra comercial global. As tensões aumentaram na sexta-feira, quando ele renovou ameaças de tarifas à China. Mesmo dentro dos EUA, investidores estão sendo mais seletivos, focando em big techs em vez de índices amplos.

Some-se a isso uma crescente preocupação com a estabilidade política e fiscal do país. O pacote de gastos e cortes de impostos de Trump deve ampliar o déficit. O governo está paralisado desde o início de outubro, o presidente tem ameaçado a independência do banco central e as decisões de investimento público tornaram-se menos técnicas e mais políticas.

Esses fatores abalaram a confiança na economia americana, enfraqueceram o dólar e impulsionaram uma disparada no preço do ouro. Embora os rendimentos dos Treasuries de longo prazo não tenham subido na mesma proporção, permanecem elevados em relação aos últimos anos.

A deterioração fiscal dos EUA e a crescente incerteza política estão corroendo a confiança dos investidores, enfraquecendo o dólar e levando à busca por oportunidades fora do mercado americano, disse Jasmine Duan, estrategista sênior do RBC Wealth Management Asia.

Naturalmente, analistas há anos preveem uma rotação das ações dos EUA para o resto do mundo — previsões que raramente se concretizam. A recente queda do dólar desacelerou nas últimas semanas, à medida que tensões políticas aumentam em países como França, Japão e Argentina.

E embora o S&P 500 esteja bem atrás dos três líderes — Gana, Zâmbia e Grécia, todos com altas de pelo menos 61% — sua valorização de 11% em 2025 criou cerca de US$ 6 trilhões em valor de mercado, o equivalente a mais de um terço de toda a capitalização do índice europeu Stoxx 600.

Os EUA também vêm de dois anos consecutivos de ganhos acima de 20%, superando com folga índices como o Euro Stoxx 50 e o Nikkei 225. Considerando o período de 2022 a 2024, o S&P 500 ocupava o 10º lugar global em desempenho.

Europa e Ásia ganham espaço

Ainda assim, há razões claras para o avanço das bolsas fora dos EUA. As taxas de juros na Europa estão pela metade das americanas, o que garante financiamento mais barato às empresas. Além disso, as companhias negociam a valuations cerca de 35% menores que as dos EUA.

Na Alemanha, a Rheinmetall AG mais que triplicou de valor, impulsionando o DAX a uma alta de 22%, após o governo prometer mais gastos em defesa. Bancos europeus, antes defasados, foram revitalizados — o Banco Santander, na Espanha, quase dobrou de valor.

Na Coreia do Sul, o índice Kospi subiu 50% no ano, à medida que investidores apostam que a nova política de incentivo a acionistas aumentará retornos. O país, destaque na fabricação de chips, tem campeões nacionais em inteligência artificial — como Samsung Electronics e SK Hynix, que se valorizaram após fechar acordos de fornecimento com a OpenAI.

A Ásia tem sido uma ótima plataforma de diversificação de portfólio e de busca por alfa dentro das classes de ativos, afirmou Sophie Huynh, gestora da BNP Paribas Asset Management.

No Japão, a expectativa de um novo premiê com postura pró-estímulo levou o mercado a recordes históricos. As ações da SoftBank Group dispararam 142%, puxando o Nikkei 225. Fabricantes de equipamentos de defesa, como Mitsubishi Heavy Industries e Japan Steel Works, também subiram com o otimismo sobre novos gastos públicos.

Gestores globais voltaram à China após anos de aversão, atraídos pelos avanços em alta tecnologia. Os planos da Alibaba para investir mais em IA e a ambição da Huawei de desafiar a Nvidia ajudaram as ações chinesas a registrar sua melhor sequência mensal desde 2018. O índice Hang Seng Tech acumula alta de 40% no ano — mais que o dobro do Nasdaq 100.

A forte recuperação do S&P 500 desde abril elevou as avaliações a níveis que preocupam e incentivam a diversificação. O índice negocia a 22 vezes o lucro projetado, um prêmio de 46% em relação ao resto do mundo. É também notoriamente concentrado: as gigantes de tecnologia e empresas correlatas respondem por mais de um terço do peso total.

Uma valorização de 53% desde o fim de 2022 deixou investidores estrangeiros superexpostos aos EUA.

Os investidores deveriam reequilibrar suas carteiras, realizando lucros nos EUA e aumentando a exposição à Europa, Ásia e emergentes, disse Kristina Hooper, estrategista-chefe da Man Group, o maior hedge fund listado em bolsa do mundo. Os EUA continuarão atrás dos outros mercados.

Por ora, os estrangeiros seguem comprando ações americanas em ritmo recorde, conforme o medo de recessão diminui. Isso faz sentido, já que as grandes protagonistas da febre da IA — como a Nvidia — estão sediadas lá.

Mas muitos estão redirecionando recursos. Uma pesquisa do Bank of America mostrou que, em setembro, investidores globais estavam com posição líquida 14% abaixo do peso médio em ações dos EUA, enquanto estavam 15% acima na zona do euro e 27% acima em emergentes.

Há também sinais de que os estrangeiros estão mais seletivos — e não é difícil entender por quê: apenas seis ações responderam por mais da metade dos ganhos do S&P 500 neste ano. Um índice alternativo, que elimina o viés de capitalização, sobe apenas 5,6% em 2025.

Os últimos dois anos foram apenas sobre os EUA, porque os lucros das techs dispararam enquanto o resto do mundo andava de lado, disse Beata Manthey, chefe de estratégia de ações globais do Citigroup. Neste ano, a diferença entre o trade de IA e o resto do mundo diminuiu — e vai diminuir ainda mais em 2026. Há muito mais temas para escolher agora.

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