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Bitcoin cai 20% desde o início da guerra e abala tese de porto seguro

22 de Março de 2026, 17:33

Bitcoin e outras criptomoedas voltaram a cair enquanto EUA, Israel e Irã trocavam novas ameaças e ataques.

A maior criptomoeda recuou até 3,3% no domingo (22), sendo negociada a cerca de US$ 68.150 — o menor nível desde o início de março. A queda foi ainda mais intensa entre outros tokens: o Ether perdeu quase 5% em determinado momento, chegando a US$ 2.050, e Solana, XRP e Cardano também registraram perdas expressivas.

O Bitcoin acumula queda de cerca de 20% desde que EUA e Israel iniciaram os ataques ao Irã no fim de fevereiro. O tombo escancarou os limites de um argumento recorrente no mundo cripto: o de que o Bitcoin funcionaria como um porto seguro em tempos de crise.

Mas outros fatores também pesam, segundo Peter Tchir, responsável pela estratégia macro da Academy Securities. O Bitcoin foi arrastado por uma onda de aversão ao risco que derrubou também ações e outros ativos. O encarecimento da energia, provocado pelo conflito, pode estar pressionando adicionalmente o setor — já que torna mais caro o processo de mineração.

“Boa parte dos ganhos recentes parecia apostar em novas leis favoráveis ao setor, algo que ficou mais difícil de acontecer — Washington está focada na guerra, e as novas regulações não têm gerado o entusiasmo de novos investidores que a comunidade cripto esperava”, disse Tchir no domingo. “O risco parece estar aumentando de novo.”

Durante o conflito, o mercado cripto — que opera 24 horas por dia, sete dias por semana — tem funcionado como uma janela antecipada do humor dos mercados tradicionais nos fins de semana.

Contratos futuros negociados na Hyperliquid, plataforma que se tornou uma das maiores para derivativos contínuos, mostravam por volta das 17h (horário de Brasília) de domingo contratos ligados ao petróleo subindo mais de 4%, a mais de US$ 99 o barril. Já os contratos atrelados ao Nasdaq 100 e ao S&P 500 recuavam mais de 1% cada.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que bombardearia as usinas de energia do Irã caso o país não reabrisse o Estreito de Ormuz — passagem estratégica para o comércio global de petróleo, efetivamente fechada há semanas. A ameaça impulsionou o preço do petróleo e de outras commodities. O Irã respondeu com suas próprias advertências, dizendo que atacaria bases americanas e israelenses no Oriente Médio se sua infraestrutura de energia fosse alvo. Enquanto isso, os ataques iranianos contra Israel se intensificaram.

A queda recente se soma a um ciclo de baixa que começou no início de outubro, quando o Bitcoin era negociado acima de US$ 120.000. A derrocada inicial foi suficiente para deteriorar o sentimento do mercado e impedir que qualquer tentativa de recuperação ganhasse força suficiente para tirar a moeda do buraco.

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Bitcoin caminha para melhor semana desde setembro; memecoin de Trump sobe 50%

13 de Março de 2026, 09:27

O conflito no Irã continua no radar dos mercados, mas o bitcoin (BTC) tem conseguido navegar relativamente bem em meio ao ambiente de tensão. Na manhã desta sexta-feira (13), a criptomoeda é negociada na faixa dos US$ 72 mil, com alta de quase 3% nas últimas 24 horas.

Se mantiver o ritmo e nenhum novo fator negativo surgir no radar, o ativo digital caminha para um ganho semanal próximo de 10% – algo que não acontece desde setembro do ano passado, segundo dados da plataforma CoinGlass.

O movimento sugere, segundo analistas, que parte dos investidores pode estar voltando a enxergar o bitcoin como um ativo de diversificação em momentos de incerteza macroeconômica. Além disso, a criptomoeda parece atravessar uma fase de consolidação de preços, após períodos recentes de maior volatilidade.

“O BTC tem demonstrado resiliência em meio ao aumento da volatilidade global e continua se beneficiando da narrativa de ativo alternativo em cenários de instabilidade geopolítica”, falou André Franco, CEO da Boost Research.

No curto prazo, porém, a expectativa para o bitcoin segue neutra a levemente negativa, segundo o especialista. É provável, falou, que o preço permaneça entre US$ 69 mil e US$ 73 mil, enquanto investidores acompanham os próximos desdobramentos do conflito no Oriente Médio e as expectativas para a política monetária global.

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Token do Trump dispara 50%

Se o dia está positivo para o bitcoin, ele começou ainda melhor para os detentores da memecoin Official Trump (TRUMP), ligada ao polêmico presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O token disparou 50% nas últimas 24 horas, para US$ 4,28, após a equipe do projeto anunciar que os maiores detentores da criptomoeda serão convidados para um jantar fechado com Trump em Mar-a-Lago, residência do político na Flórida.

O anúncio desencadeou uma corrida entre investidores – e fãs do presidente – para comprar o ativo e tentar entrar na lista dos maiores holders, condição necessária para garantir o convite.

Não é a primeira vez que algo assim acontece. O projeto já promoveu iniciativa semelhante ano passado – estratégia que, na época, gerou críticas no Congresso americano, por misturar política, celebridade e especulação no mercado cripto.

Veja as cotações das principais criptomoedas às 9h20.

Bitcoin (BTC):  +2,80%, US$ 72.426,33

Ethereum (ETH): +3,33%, US$ 2.129,22

XRP (XRP): +2,49%, US$ 1,42

BNB (BNB): +2,43%, US$ 668,70

Solana (SOL): +3,87%, US$ 90,30

Outros destaques do mercado cripto

IOF nas stablecoins? Entidades dizem não. A possibilidade de cobrança de IOF nas stablecoins continua dando o que falar. Ontem, as entidades ABcripto, ABFintechs, Abracam, ABToken e Zetta, que representam mais de 850 empresas, divulgaram uma nota conjunta com um recado direto: a eventual tributação sobre essas criptos seria ilegal. O argumento é o seguinte: o IOF de câmbio exige a entrega efetiva de moedas fiduciárias – como real ou dólar – o que, segundo as entidades, não acontece na negociação de ativos virtuais.

Novo prazo para projeto-piloto de tokenização. A Anbima prorrogou até 27 de março as inscrições para seu projeto-piloto de tokenização. A ideia é que participantes testem, em um ambiente simulado e supervisionado, o desenvolvimento de debêntures e fundos de investimento em blockchain ou tecnologias semelhantes. A entidade pretende selecionar até 20 propostas. Detalhe: os testes serão realizados sem movimentação financeira real.

Sem moeda digital estatal nos EUA. Desde a volta de Donald Trump à Casa Branca, os EUA adotaram um discurso mais favorável à cripto – especialmente entre republicanos. Há, porém, um tipo de ativo digital que não agrada aos legisladores: as CBDCs, moedas digitais emitidas por bancos centrais. Ontem, o Senado do país aprovou por 89 votos a 10 a inclusão, em um projeto de lei sobre habitação, de uma cláusula que proíbe a criação direta ou indireta de uma CBDC. A justificativa é que a inovação financeira deve partir do setor privado – e não do governo.

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Bitcoin enfrenta crise de identidade trilionária – e a queda vai além do preço

21 de Fevereiro de 2026, 16:14

Há um ano, parecia impossível. Mas o bitcoin entrou em uma de suas crises mais profundas – e, desta vez, sem uma saída óbvia.

A maior criptomoeda do mundo caiu mais de 40% desde o pico, e o roteiro habitual não está funcionando. Os compradores de “queda” desapareceram, e as forças que normalmente impulsionariam uma recuperação agora jogam contra.

Um dos motivos é que os usos mais tradicionais para a cripto encontraram porto seguro em outra tese. O ouro venceu o argumento de proteção macro. As stablecoins venceram nos pagamentos internacionais. E os mercados de previsão, como o Polymarket, estão vencendo como instrumento de especulação.

O curioso é que nada disso aconteceu porque o sistema falhou com o bitcoin. Washington nunca foi tão receptivo. A adoção institucional nunca foi tão ampla e Wall Street nunca esteve tão comprometida. O bitcoin conseguiu tudo o que queria, mas não foi suficiente.

Se não é o melhor hedge, nem o melhor meio de pagamento, nem o melhor veículo especulativo — afinal, para que serve? “A narrativa central do bitcoin era ‘o número sempre sobe’ — e isso acabou”, afirma Owen Lamont, gestor da Acadian Asset Management. “Agora o número está caindo. Não é uma boa história.”

O problema da narrativa

Ao contrário de ações ou commodities, o bitcoin não tem fundamentos tradicionais. Seu valor depende essencialmente da crença e da força de histórias que atraem novos compradores. E essas histórias estão enfraquecendo.

Investidores de varejo que entraram no rali impulsionado pelas decisões de início de mandato de Donald Trump estão no prejuízo. E novos veículos especulativos estão drenando atenção do mercado cripto.

“Mercados de previsão e até bolsas de commodities estão tirando foco das criptos”, reforça Noelle Acheson, autora da newsletter Crypto is Macro Now. “Agora que o BTC virou um ‘ativo macro’, ele compete com alternativas mais fáceis de explicar para conselhos, clientes e gestores.”

A virada das stablecoins

Um sinal simbólico veio em novembro, quando Jack Dorsey anunciou que o Cash App passaria a suportar stablecoins. Durante anos, Dorsey foi um dos principais defensores corporativos do bitcoin maximalista. A mudança indicou que a corrida pelos pagamentos já havia avançado.

Em Washington, as stablecoins ganharam centralidade regulatória. O projeto bipartidário Genius Act foi aprovado com facilidade. Reguladores incentivam infraestrutura de tokens lastreados em dólar.

Dentro do próprio universo cripto, tokenização de ativos, derivativos em blockchain e pagamentos internacionais com stablecoins surgem como casos de uso robustos – nenhum deles dependente do bitcoin.

“Ninguém hoje vê o Bitcoin como mecanismo de pagamento”, disse Carlos Domingo, CEO da plataforma de tokenização Securitize.

A armadilha

Ironicamente, o enfraquecimento começou durante o próprio boom. O rali de 2025 trouxe uma onda de institucionalização: ETFs à vista, produtos estruturados, opções de curtíssimo prazo. O que deveria legitimar o ativo também retirou parte de seu misticismo.

O bitcoin deixou de ser símbolo libertário e virou mais um ticker na plataforma da corretora.

Seus defensores ainda citam a escassez programada – limite de 21 milhões de unidades, ciclos de halving. Mas no mercado moderno, a escassez relevante não é apenas de oferta, é de atenção. E a competição por atenção hoje é praticamente infinita: altcoins, derivativos de altcoins, ações tokenizadas, produtos alavancados.

‘Ouro digital’

Apesar da narrativa de “ouro digital”, o bitcoin falhou no principal teste macro recente. Mesmo com tensões geopolíticas e fraqueza do dólar, ouro e prata registraram fortes altas este ano. Já o bitcoin só caiu.

Nos últimos três meses, ETFs americanos de ouro captaram mais de US$ 16 bilhões, enquanto ETFs de bitcoin registraram cerca de US$ 3,3 bilhões em saídas líquidas, segundo dados compilados pela Bloomberg.

O valor de mercado do Bitcoin encolheu mais de US$ 1 trilhão.

“As pessoas estão percebendo que o Bitcoin é o que sempre foi: um ativo especulativo”, disse Tom Essaye, fundador da Sevens Report. “Não substitui o ouro, não é hedge contra inflação, nem proteção contra o caos.”

Efeito em empresas

Empresas como Strategy (antiga MicroStrategy) acumularam bitcoin e emitiram ações lastreadas nessas posições, criando um ciclo de valorização durante a alta. Agora o ciclo se inverteu.

As maiores empresas com tesouraria em bitcoin caíram ainda mais do que o próprio ativo. Muitas negociam abaixo do valor dos bitcoins que detêm.

E o bitcoin também perdeu parte do monopólio da adrenalina. Plataformas de previsão como Polymarket e Kalshi atraem o mesmo público que antes operava memecoins, com resultados binários, resolução rápida e eventos do mundo real. Até a Coinbase passou a oferecer contratos de previsão.

Ainda assim, nada disso significa que o bitcoin acabou.Ele continua sendo o ativo digital mais líquido e sobreviveu a crises existenciais – do colapso da Mt. Gox à proibição da mineração na China e ao crash de 2022.

Se isso é uma crise temporária ou estrutural é uma das grandes perguntas da economia digital.

@investnewsbr

Roberto Campos Neto, vice-chairman e head global de políticas públicas do Nubank, fala sobre a participação das stablecoins na dívida americana ao podcast Perspectivas, do Investnews. stablecoins nubank podcast

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Queda do bitcoin faz mercado cripto perder o equivalente a duas Petrobras

2 de Fevereiro de 2026, 09:49

O fim de semana foi de estrago para o bitcoin (BTC) e as altcoins. A indústria de ativos digitais perdeu cerca de US$ 220 bilhões em valor de mercado entre o sábado (31) e o domingo (1º), segundo dados da plataforma CoinMarketCap. O tombo equivale a mais de duas Petrobras (PETR4), hoje avaliada em torno de US$ 98 bilhões.

A pancada nas criptomoedas reflete um combo nada amigável que tomou conta dos mercados nos últimos dias: tensões geopolíticas, incertezas sobre o rumo dos juros nos Estados Unidos, o setor de tecnologia andando em terreno instável – e levando as criptos junto – além de um dólar mais forte.

Esse cenário elevou a aversão global ao risco a níveis altos. Nessas horas, investidores tendem a reduzir exposição a ativos considerados mais voláteis – e o bitcoin e as demais criptos acabam no centro das vendas.

Um bom termômetro disso são os ETFs (fundos negociados em bolsa) à vista de BTC nos Estados Unidos. Na semana passada, esses produtos registraram quase US$ 1,5 bilhão em resgates, segundo dados da plataforma SoSoValue – o maior volume semanal de retiradas em quase um ano.

O movimento gerou burburinho no mercado cripto. Depois de ter renovado máximas recentemente, o bitcoin entrou em uma sequência mais prolongada de quedas, reacendendo um velho debate entre investidores: afinal, qual é o papel do BTC na carteira? Onde fica o argumento do “ouro digital”?

Na manhã desta segunda-feira (2), o bitcoin é negociado na faixa dos US$ 78 mil, com queda de 0,59% no dia e 11,30% nos últimos sete dias. O ethereum (ETH) cai 4,30% hoje, para US$ 2.303,11, e 20% no acumulado semanal.

“Baleias” nadam contra a maré

Apesar da pressão vendedora, há um movimento curioso por baixo da superfície.

Enquanto investidores de varejo apertam o botão de venda, muitas vezes realizando prejuízos, as chamadas “baleias” – grandes detentores de criptomoedas – aproveitam os preços mais baixos para acumular ativos, segundo dados da Glassnode divulgados pelo portal CoinDesk. O número de entidades com mais de 1.000 BTC subiu de 1.207 em outubro para 1.303 hoje.

Na prática, segundo André Franco, CEO da Boost Research, isso significa “uma transferência de riqueza das ‘mãos fracas’ para investidores de longo prazo que antecipam a recuperação do mercado”.

Veja as cotações das principais criptomoedas às 9h30.

Bitcoin (BTC):  -0,59%, US$ 78.052,12

Ethereum (ETH): -4,30%, US$ 2.303,11

XRP (XRP): -0,32%, US$ 1,64

BNB (BNB): -0,39%, US$ 766,37

Solana (SOL): -1,33%, US$ 103,09

Outros destaques do mercado cripto

Regras do BC dão a largada. As novas regras para o mercado de criptomoedas, publicadas pelo Banco Central do Brasil no fim do ano passado, começam a valer hoje. Na prática, o BC passa a definir quem pode atuar no mercado local, quais autorizações são necessárias e como algumas criptomoedas devem ser enquadradas. Um ponto importante: as stablecoins passaram a ser tratadas como operações de câmbio.

Mais uma stablecoin brasileira no pedaço. O Brasil acaba de ganhar mais uma stablecoin atrelada ao real: a BRLN. Ela foi lançada pela empresa Núclea e deve ser usada, inicialmente, para dar suporte aos processos internos de liquidação e compensação da firma. Vale lembrar: só nos últimos dois meses, quatro stablecoins ligadas à moeda brasileira foram lançadas ou anunciadas. Somadas às que já existem, o país caminha para ter 11 stablecoins “made in Brazil”.

Visa e Mastercard jogam água fria nas stablecoins. Stablecoins estão em alta, ok. Mas gigantes dos pagamentos como Visa e Mastercard ainda veem pouco apelo dessas criptos para os pagamentos do dia a dia – ao menos por enquanto. Em calls sobre resultados, executivos das empresas disseram que, em mercados desenvolvidos, os consumidores já contam com meios digitais rápidos e eficientes para pagar, o que acaba limitando a demanda por stablecoins no varejo.

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Bitcoin recua com risco de guerra comercial entre EUA e Europa

19 de Janeiro de 2026, 09:26

O bitcoin e as principais altcoins – termo usado para identificar qualquer cripto diferente do BTC – operam em queda na manhã desta segunda-feira (19), acompanhando o movimento negativo dos futuros de Nova York.

O gatilho vem da política internacional. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou impor tarifas contra países europeus caso a Dinamarca não aceite vender a Groenlândia.

O polêmico chefe do Executivo americano disse recentemente, em suas redes sociais, que a ilha é essencial para a segurança nacional, especialmente por causa de um projeto de sistema antimísseis do país.

Na Dinamarca, manifestantes protestam contra a investida de Trump. A União Europeia (UE), por sua vez, estuda impor tarifas de 93 bilhões de euros aos Estados Unidos ou até restringir o acesso de empresas americanas ao bloco.

Quando esse tipo de incerteza global entra em cena, os investidores tendem a reduzir exposição a ativos considerados mais arriscados, como ações e criptomoedas.

O bitcoin é negociado em queda de 2,19%, enquanto o ethereum (ETH) escorrega quase 3%. Nos EUA, o índice Dow Jones recua 0,17%, enquanto Nasdaq e S&P 500 caem 0,06%.

“No curtíssimo prazo, a incerteza macro segue elevada, especialmente com Trump adicionando novas camadas de ruído via tarifas. Isso pode limitar movimentos mais agressivos imediatamente”, disse Marco Aurelio Camargo, CIO da Vault Capital.

E a semana promete novos capítulos. A tensão comercial entre EUA e União Europeia deve ganhar ainda mais destaque no Fórum Econômico Mundial, em Davos, onde Trump e outros líderes se reúnem nos próximos dias.

Veja as cotações das principais criptomoedas às 9h20.

Bitcoin (BTC):  -2,19%, US$ 93.128,88

Ethereum (ETH): -2,98%, US$ 3.222,10

XRP (XRP): -3,96%, US$ 1,97

BNB (BNB): -2,16%, US$ 925,24

Solana (SOL): -5,92%, US$ 133,70

Outros destaques do mercado cripto

Até a Selic foi parar na blockchain. As plataformas de previsão em blockchain estão ganhando espaço no debate político e econômico, inclusive no Brasil. Na Polymarket, por exemplo, já tem gente apostando no resultado da próxima decisão de juros do Banco Central, marcada para os dias 27 e 28 deste mês. Por enquanto, 89% dos apostadores acreditam que o Copom vai manter a taxa no nível atual. Nessas plataformas, os usuários compram tokens de “sim” ou “não” para cada cenário. Se acertarem o resultado, trocam as criptos pelo valor proporcional da aposta.

Regulação no centro do palco. Regulação é aquele assunto que nunca sai de moda no mundo cripto – e vive mudando. Entre os dias 17 e 19 de março, São Paulo recebe o MERGE, uma conferência internacional focada justamente em regulação, além de outros assuntos como Web3, blockchain e stablecoins. O encontro terá participação do Banco Central e de várias instituições que movimentam o mercado cripto brasileiro. Vale anotar na agenda.

Treta entre Coinbase e Casa Branca? A relação entre a Coinbase e a Casa Branca pode ter dado uma azedada nos últimos dias. Uma jornalista americana disse no X que o governo Trump teria ficado irritado depois que a exchange retirou seu apoio ao projeto de lei Clarity Act, por causa do risco de o texto acabar proibindo o pagamento de rendimentos com stablecoins. O CEO da Coinbase, Brian Armstrong, porém, tratou de esfriar o clima: segundo ele, a Casa Branca pediu apenas que a empresa tente costurar um acordo com os bancos, que não são nada fãs da ideia de empresas cripto distribuindo “juros” aos investidores.

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Bitcoin pega embalo com ajuda dos ETFs e da inflação dos EUA

14 de Janeiro de 2026, 09:51

Depois de alguns dias em queda ou andando de lado, o bitcoin (BTC) acordou de melhor humor nesta quarta-feira (14) e voltou a namorar a faixa dos US$ 95 mil – movimento que respingou também nas demais criptomoedas.

Um dos impulsionadores foi a inflação ao consumidor dos Estados Unidos (CPI), que subiu 0,3% em dezembro e ficou em 2,7% em 2025. Tudo dentro do que o mercado já esperava.

“Os dados de inflação tinham potencial para funcionar como catalisador, ajudando o mercado a sair do congestionamento recente e buscar um movimento mais direciona”, disse Marco Aurelio Camargo, CIO da Vault Capital

A inflação, junto com o dado de emprego divulgado na semana passada, reforça a narrativa de que cortes de juros podem estar no horizonte – o que é sempre música para os ouvidos de quem investe em cripto e outros ativos de risco.

Agora, resta saber se o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) vai mesmo apertar o botão neste ano. Vale lembrar que Jerome Powell, presidente da instituição, anda sob uma pressão danada de Donald Trump, depois da abertura de uma investigação sobre um projeto de reforma de prédios históricos.

O empurrão dos ETFs

Outro empurrãozinho para o bom humor do mercado veio dos ETFs (fundos negociados em bolsa) de bitcoin nos EUA. Ontem, eles registraram entradas de US$ 753,7 milhões – o maior volume diário desde 7 de outubro, segundo a plataforma SoSoValue.

Esse tipo de fluxo costuma funcionar como um vento a favor para o preço do bitcoin. Quando entra mais dinheiro nos ETFs, os gestores precisam comprar BTC no mercado para montar as posições, o que aumenta a demanda e ajuda a puxar as cotações para cima.

O projeto de lei dos EUA

Além dos dados macro e do fluxo para os ETFs, há mais um ingrediente animando a indústria. Nesta quinta-feira (15), o Senado dos EUA deve votar o Clarity Act, um projeto super aguardado que busca criar um marco regulatório para o setor cripto.

Havia, porém, um trecho do texto que vinha tirando o sono dos players: a possível proibição de stablecoins pagarem rendimento. Hoje, por exemplo, quem deixa o dólar digital USDC “parado” em certas plataformas consegue algo perto de 3,5% ao ano.

Só que o clima mudou. O comitê bancário da Casa apresentou uma espécie de ajuste na proposta e, pelo que está desenhado agora, a ideia é liberar esse tipo de recompensa. Ou seja: as stablecoins ganharam uma sobrevida no jogo da renda passiva.

Veja as cotações das principais criptomoedas às 9h40.

Bitcoin (BTC):  +3,31%, US$ 95.043,27

Ethereum (ETH): +5,15%, US$ 3.291,10

XRP (XRP): +3,03%, US$ 2,12

BNB (BNB): +2,92%, US$ 933,50

Solana (SOL): +1,83%, US$ 144,40

Outros destaques do mercado cripto

Bancos não curtem a renda passiva das stablecoins. Como era de se esperar, os bancos não estão nada animados com essa história de stablecoins pagando rendimento. O CFO do JPMorgan, Jeremy Barnum, disse que isso cria uma espécie de “sistema bancário paralelo”. Segundo ele, empresas de cripto estão oferecendo algo muito parecido com contas bancárias – rendem juros e tudo – só que sem o mesmo nível de supervisão, exigências de capital ou proteção ao investidor. Tradução: a disputa ficou séria.

Kobra entra no mundo dos NFTs. O muralista brasileiro Eduardo Kobra, conhecido no mundo todo, resolveu dar um pulo no universo cripto e transformar suas obras em tokens não fungíveis (NFTs). Para quem anda meio por fora: NFT é um bem digital único, registrado em blockchain. Esse mercado esfriou nos últimos anos, mas já viveu dias de glória – com obras sendo vendidas por milhões de dólares.

Imóvel de luxo vira token no Brasil. A onda da tokenização – o processo de transformar ativos tradicionais em tokens na blockchain – segue firme no Brasil. A startup Rooftop captou R$ 17,2 milhões com tokens imobiliários lastreados em um imóvel de alto padrão no condomínio Quinta da Baroneza, localizado entre Itatiba e Bragança Paulista, em São Paulo. Na prática, é o mercado imobiliário mergulhando cada vez mais na tecnologia por trás das criptos.

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Bitcoin patina entre cruz da morte e saídas de ETFs

9 de Janeiro de 2026, 10:00

O bitcoin (BTC) amanheceu andando de lado nesta sexta-feira (9), com leve alta de 0,50% nas últimas 24 horas. A análise técnica da criptomoeda e as recentes saídas de dinheiro de fundos de ativos digitais seguem limitando qualquer tentativa de alta mais robusta.

A maior criptomoeda do mercado – negociada na faixa dos US$ 90 mil hoje – continua presa na temida “cruz da morte”. Esse padrão acontece quando a média móvel de preço de 50 dias cruza para baixo da média de 200 dias.

Historicamente, esse sinal costuma estar associado a quedas. Não é uma regra escrita em pedra, mas é algo que deixa traders com o pé atrás.

Do outro lado, os ETFs (fundos negociados em bolsa) à vista de bitcoin nos Estados Unidos também seguem sob pressão. Depois de registrarem US$ 697 milhões em entradas na segunda-feira (5) – o maior volume em três meses – o fluxo virou completamente.

Nos últimos três dias, segundo a plataforma SoSoValue, esses produtos somaram US$ 1,1 bilhão em saídas. Esses movimentos costumam pesar sobre o preço e mostram que os investidores institucionais, grandes usuários desses veículos, estão adotando uma postura mais cautelosa.

“As recentes saídas de capital de ETFs continuam a refletir o rebalanceamento de portfólios, a realização de lucros após uma alta inicial e a cautela de curto prazo em meio à consolidação do mercado, em vez de uma mudança fundamental na demanda institucional”, disse Nick Ruck, diretor da LVRG Research, ao site The Block.

Veja as cotações das principais criptomoedas às 9h30.

Bitcoin (BTC):  +0,50%, US$ 90.316,71

Ethereum (ETH): -0,51%, US$ 3.087,07

XRP (XRP): +1,22%, US$ 2,09

BNB (BNB): +0,64%, US$ 889,01

Solana (SOL): +2,74%, US$ 138,10

Outros destaques do mercado cripto

Futuros de cripto ganham novo horário na B3. Boa notícia para quem negocia derivativos de criptomoedas e ouro na B3. A partir desta sexta-feira (9), os contratos futuros de bitcoin (BIT), ethereum (ETR), solana (SOL) e ouro (GLD) passam a ser negociados desde as 8h. Além disso, a partir de 20 de abril, o horário de negociação será estendido até as 20h. Segundo a bolsa, a mudança atende a uma demanda dos próprios investidores locais.

Quase R$ 6 bi em tokenização no Brasil. A tokenização – processo de transformar ativos tradicionais em tokens na blockchain – começou 2026 em ritmo acelerado no Brasil. Só neste mês, cerca de R$ 1,5 bilhão em tokens foram emitidos, levando o volume total no país para R$ 5,85 bilhões. Até agora, os principais ativos tokenizados nos primeiros dias do ano foram debêntures e Cédulas de Crédito Bancário (CCBs).

Submundo cripto movimenta US$ 154 bilhões. Apesar do avanço da regulação, as criptomoedas ainda seguem sendo usadas em atividades ilegais. Um relatório divulgado pela Chainalysis ontem mostra que transações ligadas a crimes com ativos digitais somaram US$ 154 bilhões no ano passado, alta de 155% em relação a 2024. Segundo o estudo, as stablecoins foram os principais instrumentos usados por criminosos virtuais, respondendo por 88% de todo o volume movimentado em atividades ilícitas.

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Bitcoin escorrega com aversão ao risco e ruído técnico

7 de Janeiro de 2026, 09:55

O bitcoin (BTC) não conseguiu sustentar a alta do início da semana e amanheceu no vermelho nesta quarta-feira (7), perdendo o patamar dos US$ 93 mil.

No cenário macro, a criptomoeda reage a um leve aumento da aversão ao risco, em meio à expectativa por dados de emprego nos Estados Unidos e às incertezas geopolíticas envolvendo o petróleo.

Hoje, os EUA divulgam o relatório de emprego privado da ADP de dezembro e, mais tarde, a pesquisa JOLTS de vagas e rotatividade. Esses indicadores são importantes porque ajudam a calibrar as expectativas para a política monetária do Federal Reserve (Fed).

No campo geopolítico, os olhos seguem voltados para o desenrolar da prisão de Nicolás Maduro, que adiciona mais uma camada de incerteza ao cenário global.

Os ETFs (fundos negociados em bolsa) de bitcoin dos EUA sentiram o clima. Depois de registrarem o melhor dia desde o início de outubro no início desta semana, o fluxo virou para o negativo, com US$ 243 milhões em saques ontem.

A movimentação de capital nesses produtos, preferidos por investidores institucionais, costuma repercutir no preço do bitcoin – e vice-versa – em uma dinâmica quase cíclica.

Segundo a CryptoQuant, a demanda aparente on-chain (toda a movimentação registrada diretamente na blockchain) também segue fraca e precisaria de uma recuperação mais consistente para sustentar um retorno aos US$ 100 mil.

“Com o sentimento ainda incerto e o baixo volume de negociação no mercado, a demanda por um retorno à movimentação on-chain ainda não mostrou sinais sólidos de melhora”, disse a casa.

Falha no bitcoin?

Há outro burburinho no mercado. Na terça, desenvolvedores do bitcoin (BTC) divulgaram a existência de um bug em duas versões recentes do principal software da rede – o Bitcoin Core 30.0 e o 30.1 -, lançadas em outubro do ano passado.

Esse problema poderia apagar o conteúdo de carteiras antigas durante a migração em “raras circunstâncias”, disseram. Ou seja, poderia fazer o investidor perder suas criptomoedas. Mas calma: não é o fim do mundo.

Primeiro, porque os desenvolvedores já removeram o download das versões afetadas e prometeram uma correção. Segundo, porque nem de longe todo mundo usa essas versões – que, aliás, já vinham sendo pouco adotadas desde o lançamento.

Veja as cotações das principais criptomoedas às 9h30.

Bitcoin (BTC):  -1,96%, US$ 91.951,45

Ethereum (ETH): -0,75%, US$ 3.212,19

XRP (XRP): -5,33%, US$ 2,24

BNB (BNB): +0,58%, US$ 905,79

Solana (SOL): -1,03%, US$ 137,65

Outros destaques do mercado cripto

Mais uma stablecoin brazuca na praça. Tem mais uma stablecoin brasileira chegando no pedaço. O ex-diretor do Banco Central Tony Volpon anunciou nesta semana, na CNN, que vai lançar o BRD, uma cripto lastreada em títulos públicos do Tesouro Nacional. Hoje, o Brasil já tem pelo menos seis stablecoins – BRZ, BRLA, cREAL, BBRL, BRL1 e BRLV – e a própria B3 revelou, no fim do ano passado, que também está desenvolvendo um token. O mercado cripto definitivamente não para.

Fundos cripto brasileiros ficam no vermelho. Os fundos brasileiros de criptomoedas terminaram 2025 com mais saídas do que entradas. No total, os produtos registraram um fluxo negativo de US$ 1 milhão, bem diferente dos US$ 234 milhões que entraram em 2024. O Brasil ficou na contramão do resto do mundo: globalmente, os fundos cripto tiveram influxos de US$ 47,2 bilhões no ano passado, pouco abaixo dos US$ 48,7 bilhões de 2024.

Morgan Stanley quer ETF cripto. O Morgan Stanley pediu à SEC (a CVM dos EUA) autorização para lançar um ETF de bitcoin à vista e um produto ligado à solana (SOL), mostrando que a velha guarda de Wall Street segue cada vez mais confortável com o mundo cripto. O pedido vem num momento em que esses produtos estão em alta: os ETFs de bitcoin nos EUA já somam US$ 123 bilhões sob gestão e seguem recebendo dinheiro novo, enquanto os fundos ligados à solana também já passaram da marca de US$ 1 bilhão.

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Bitcoin sobe com rumores sobre reserva oculta de cripto na Venezuela

5 de Janeiro de 2026, 10:20

O bitcoin (BTC) chegou a tocar os US$ 93.350 no fim de semana, o maior nível em cerca de um mês, antes de se estabilizar na faixa dos US$ 92 mil na manhã desta segunda-feira (5). O movimento coincidiu com a prisão do ditador venezuelano Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, mas a relação não é direta.

O que entrou no radar do mercado foi a possibilidade de a Venezuela deter uma grande reserva oculta de bitcoin, o que poderia ter implicações relevantes para a indústria. Em nota citada pelo The Wall Street Journal, a analista Ipek Ozkardeskaya, do Swissquote Bank, afirmou que estimativas apontam para uma reserva superior a 600 mil bitcoins.

Se confirmado, o país se tornaria o maior detentor de BTC do mundo, à frente dos Estados Unidos (328,3 mil unidades), China (190 mil) e Reino Unido (61,2 mil), segundo dados do site Bitcoin Treasuries Companies.

Ozkardeskaya destacou que a oferta de bitcoin poderia ser impactada caso esses ativos sejam apreendidos pelos Estados Unidos em investigações por narcoterrorismo ou incorporados a reservas estratégicas.

O que esperar no curto prazo?

No curto prazo, a leitura para o bitcoin é neutra a levemente positiva, segundo André Franco, CEO da Boost Research. Para ele, o início de ano favorece ativos de risco, com recuperação de bolsas globais, maior liquidez e um sentimento de “restart” após o período de festas.

“A força relativa das bolsas e a estabilidade do preço do BTC acima de US$ 91 .000 sugerem que, mesmo sem um catalisador macro imediato, o ativo pode consolidar seus níveis com leve viés de alta”.

Ainda assim, Franco ressalta que uma agenda econômica carregada e o dólar mais forte podem atuar como freios, limitando movimentos mais agressivos no curtíssimo prazo. As principais altcoins também operam em alta nesta manhã, acompanhando o bitcoin.

Veja as cotações das principais criptomoedas às 10h.

Bitcoin (BTC):  +1,89%, US$ 92.808,88

Ethereum (ETH): +1,05%, US$ 3.168,12

XRP (XRP): +0,81%, US$ 2,12

BNB (BNB): +2,11%, US$ 905,40

Solana (SOL): +0,63%, US$ 128,28

Outros destaques do mercado cripto

Quase R$ 100 bi em dólar digital no Brasil. Em 2025, os brasileiros intensificaram o uso da stablecoin USDT, o principal “dólar digital” do mercado. O volume negociado nas exchanges chegou a R$ 98,9 bilhões, quase o dobro do registrado em 2024 (R$ 52,6 bilhões). O apetite por esse tipo de cripto não é novidade por aqui, mas no ano passado houve um impulso extra: as stablecoins, que funcionam como instrumento de câmbio, eram isentas de IOF. Esse cenário, porém, mudou em 2026, com a entrada da regulação.

Eleições brasileiras na blockchain. A corrida presidencial brasileira entrou no radar da Polymarket, plataforma construída em blockchain que permite apostas sobre eventos futuros. O mercado relacionado às eleições já movimentou cerca de US$ 10 milhões em volume. O funcionamento é simples: os usuários compram tokens de “sim” ou “não”, que representam possíveis desfechos. Se o resultado escolhido se confirmar, os tokens podem ser trocados pelo valor proporcional ao total apostado, descontadas as taxas da plataforma.

PwC amplia aposta em cripto. A PwC decidiu aprofundar sua atuação no setor cripto, embalada por um ambiente regulatório mais favorável nos Estados Unidos e pela popularização das stablecoins. A gigante global vê na aprovação do GENIUS Act (lei dos EUA para stablecoins) um divisor de águas para a adoção institucional de ativos digitais, além de reforçar a tese de crescimento da tokenização. Após anos de cautela, a PwC agora planeja atuação mais intensa tanto em auditoria quanto em consultoria, apostando que o setor entrou em uma fase mais madura e previsível.

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Rali relâmpago: bitcoin toca nos US$ 90 mil, mas perde força

29 de Dezembro de 2025, 09:40

O bitcoin (BTC) deu um suspiro de esperança aos investidores no domingo (28), ao voltar a superar a marca psicológica dos US$ 90 mil. A animação, porém, durou pouco.

Na manhã desta segunda-feira (29), a maior criptomoeda do mercado perdeu fôlego e voltou a operar na faixa dos US$ 86 mil, segundo dados do gráfico do InvestNews.

O movimento acompanhou os futuros da Nasdaq, que recuam 0,37%. Nos últimos meses, o BTC tem mostrado maior correlação com o índice de tecnologia dos Estados Unidos – e menos com o ouro, ativo tradicionalmente visto como proteção.

“O gráfico de preços do bitcoin parece muito promissor para níveis mais altos no futuro, mas há menos certeza no curto prazo”, disse John Glover, diretor de investimentos da Ledn, ao portal especializado CoinDesk.

Segundo o especialista, o mercado tende a andar de lado ou até registrar uma leve correção nas próximas semanas ou meses.

As altcoins – termo usado para criptomoedas que não são o bitcoin – também operam em queda nesta manhã.

Veja as cotações das principais criptomoedas às 9h30:

Bitcoin (BTC):  -0,58%, US$ 86.991,24

Ethereum (ETH): -0,35%, US$ 2.930,70

XRP (XRP): -0,29%, US$ 1,87

BNB (BNB): -0,36%, US$ 851,69

Solana (SOL): -0,66%, US$ 123,70

Outros destaques do mercado cripto

Mineração de BTC avança no Brasil. A mineração de bitcoin – o motor que emite novas moedas – está encontrando terreno fértil no Brasil. Projetos já estão a todo vapor na Bahia, no Mato Grosso do Sul… Os motivos? Estados oferecendo vantagens tributárias e um empurrão do governo federal, que tem ajudado data centers. Uma combinação potente. Mas ainda tem um “porém” para resolver: essa atividade é voraz em energia e a regulação para isso no Brasil ainda é cinzenta.

DeFi de mãos dadas com mercado tradicional. Já ouviram falar das finanças descentralizadas (DeFi)? É o ecossistema de serviços financeiros que roda direto na blockchain, a tecnologia por trás das criptos. E adivinha? Aqui no Brasil, o DeFi tem caminhado para perto do mercado financeiro tradicional. Prova disso é que o volume dos Tokens de Investimento em Direitos Creditórios (os TIDC`s, como são conhecidos) já alcançou a marca de R$ 1 bilhão. Um sinal forte, né?

Cripto estatal com juros. O Yuan digital, a moeda do banco central da China, passou por uma repaginada. A cripto estatal deixará de funcionar apenas como “dinheiro digital” para se tornar uma “moeda de depósito digital” a partir de 1º de janeiro de 2026. Ou seja, vai pagar juros para quem segurar. O objetivo do governo do país é impulsionar a adoção da moeda governamental, que é uma das mais avançadas do mundo, mas ainda enfrenta desafios de popularização.

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Bitcoin recua com pressão de macro, IA e vendas

16 de Dezembro de 2025, 09:45

O cenário não está nada favorável para o mercado cripto nesta terça-feira (16). O bitcoin (BTC) e as principais altcoins tomaram um novo tombo, com a aversão ao risco em alta e pressão vendedora vindo de vários lados.

O bitcoin é negociado na faixa dos US$ 87 mil, com queda de 3% nas últimas 24 horas. O ethereum (ETH) cai ainda mais forte, com perdas superiores a 6% no mesmo período.

A pressão começa pelo cenário macro. Traders aguardam novos dados de emprego e inflação nos Estados Unidos, que devem influenciar as próximas decisões de juros do Federal Reserve (Fed). O ambiente segue de cautela, com menos apetite por risco.

Os olhos também continuam voltados para o Japão, que pode elevar os juros ainda nesta semana. Um movimento assim tende a afetar o carry trade – estratégia em que investidores tomam recursos em ienes a juros baixos para aplicar em mercados de maior retorno -, o que costuma pressionar ativos de risco, incluindo criptomoedas.

Outro catalisador negativo vem do setor de inteligência artificial. O mercado passa por uma nova rodada de reavaliação, com discussões crescentes sobre excesso de otimismo e até risco de bolha. Vale lembrar que, recentemente, o mercado cripto tem se comportado mais como ações de tecnologia do que como ativo de proteção, como o ouro.

“Para o mercado de criptomoedas, isso cria uma dinâmica mais sutil: a perda de dominância da IA libera atenção e capital, mas o setor cripto continua estruturalmente sensível ao sentimento mais amplo de crescimento. Uma deflação ordenada da narrativa de IA tende a ser construtiva; um desmonte violento, não”, escreveu o trader Jasper de Maere, da Wintermute, em relatório.

Por fim, a pressão vendedora aumentou de forma relevante, especialmente entre investidores de longo prazo. Dados da empresa de análise de blockchain CryptoQuant mostram que o pico de vendas desses holders (usuários que mantêm cripto por um bom tempo) nos últimos 30 dias está entre os maiores dos últimos cinco anos.

Essa pressão vendedora também aparece nos ETFs (fundos negociados em bolsa) de bitcoin listados nos Estados Unidos. Após registrarem entradas líquidas de US$ 49 milhões na sexta-feira (12), o fluxo virou rapidamente. Na segunda-feira (15), os produtos tiveram saídas de US$ 357,6 milhões – o pior resultado diário desde 20 de novembro.

Veja as cotações das principais criptomoedas às 9h30:

Bitcoin (BTC):  -3,00%, US$ 87.030,09

Ethereum (ETH): -6,36%, US$ 2.955,00

XRP (XRP): -3,30%, US$ 1,91

BNB (BNB): -2,74%, US$ 863,17

Solana (SOL): -2,85%, US$ 128,80

Outros destaques do mercado cripto

Brasileiros sacam fundos cripto. Em meio à volatilidade do bitcoin, alguns investidores brasileiros em fundos de criptomoedas decidiram reduzir a exposição. Na semana passada, segundo dados da CoinShares, foram sacados US$ 1,7 milhão (R$ 9,1 milhões) desses produtos no Brasil. O movimento vai na contramão do cenário global: no mesmo período, os fundos cripto ao redor do mundo registraram entradas líquidas de US$ 864 milhões (R$ 4,6 bilhões).

JPMorgan e seu novo fundo tokenizado. A onda da tokenização segue ganhando força. O JPMorgan, maior banco dos Estados Unidos, lançou um fundo tokenizado na rede do ethereum. O produto, voltado exclusivamente para investidores qualificados, permite obter rendimento mantendo o capital alocado no fundo. A iniciativa se apoia na própria infraestrutura do ethereum, que oferece o staking – mecanismo de renda passiva que remunera quem mantém ativos travados na blockchain.

ETFs de XRP passam de US$ 1 bi. Os ETFs (fundos negociados em bolsa) de XRP listados nos Estados Unidos vão muito bem, obrigado. Lançados em 13 de novembro, os produtos ultrapassaram a marca de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,5 bilhões) em entradas acumuladas. O desempenho reforça que o apetite institucional por criptoativos regulados vai além dos fundos focados apenas em bitcoin e ethereum, as duas maiores criptomoedas do mercado.

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Efeito pré-IOF: brasileiros movimentam mais de R$ 10 bi em stablecoins

9 de Dezembro de 2025, 10:16

A movimentação das stablecoins em dólar segue a todo vapor no Brasil. Em novembro, o volume total negociado dessas criptos nas exchanges locais somou R$ 10,7 bilhões, segundo dados divulgados na segunda-feira (8) pela plataforma Biscoint, do Bitybank.

A USDT, da Tether, continua na liderança: foram R$ 10,22 bilhões só no mês passado – praticamente o mesmo patamar de outubro. Já a USDC, da Circle, movimentou R$ 463 milhões, ligeiramente abaixo dos R$ 477 milhões do mês anterior.

O apetite dos brasileiros por esses tokens, apelidados de “cripto dólar”, vem crescendo nos últimos anos porque eles podem ser usados para operações de câmbio e ainda são isentos de IOF. Essa vantagem, no entanto, tem prazo para acabar: até maio de 2026.

A norma que muda o jogo foi publicada pelo Banco Central em novembro, quando a autarquia federal regulamentou o mercado de cripto e enquadrou as stablecoins dentro das regras de câmbio.

A Receita Federal – responsável por fazer a administração dos tributos federais – ainda não detalhou como exatamente será a cobrança do IOF, mas a expectativa é que publique algo nos próximos meses.

Bitcoin e Ethereum seguem firmes

Apesar da preferência por stablecoins, o volume de bitcoin e ethereum também permanece robusto.

O BTC movimentou R$ 4,84 bilhões em novembro, contra R$ 5,2 bilhões em outubro. O ethereum somou R$ 1,22 bilhão, ante R$ 1,57 bilhão no mês anterior.

Na manhã desta terça-feira (9), as duas maiores criptomoedas do mercado operam em baixa: bitcoin na casa dos US$ 90.630,70 e ethereum a US$ 3.130,78.

Andre Franco, CEO da Boost Research, disse que o mercado de criptomoedas apresenta uma expectativa de curto prazo neutra a levemente negativa.

“A aversão ao risco e a indefinição sobre o futuro da política monetária global exercem pressão sobre ativos mais voláteis, como as criptomoedas”.

Veja as cotações das principais criptomoedas às 10h:

Bitcoin (BTC):  -1,53%, US$ 90.630,70

Ethereum (ETH): -0,10%, US$ 3.130,78

XRP (XRP): -0,29%, US$ 2,08

BNB (BNB): -1,95%, US$ 888,08

Solana (SOL): -3,97%, US$ 132,91

Outros destaques do mercado cripto

Stablecoin de real levanta uma boa grana. A empresa brasileira Crown, responsável pela BRLV – uma stablecoin atrelada ao real -, recebeu um aporte de US$ 13,5 milhões (R$ 70 milhões) liderado pela Paradigm, uma das gigantes do mundo cripto. Com o caixa reforçado, a firma promete expandir a infraestrutura da BRLV, que já soma R$ 360 milhões em valor de mercado. Mais um sinal de que as stablecoins “made in Brazil” estão chamando atenção além do quintal.

Strategy engorda o caixa de BTC. A Strategy, maior tesouraria corporativa de bitcoin do mercado, abriu a carteira mais uma vez. A empresa informou que acrescentou 10.624 BTC ao portfólio – um investimento de US$ 926 milhões. Com isso, a companhia passa a deter 660.624 bitcoins, algo em torno de US$ 60 bilhões. O saldo equivale a cerca de 3% de toda a oferta máxima de 21 milhões de BTC previstos para existir no mundo.

ETF de ethereum com “dividendos”. A BlackRock deu mais um passo no universo cripto e entrou com um pedido nos EUA para lançar um ETF de ethereum com staking. O staking permite que investidores mantenham seus ETH bloqueados na blockchain para ajudar a validar transações – e, em troca, recebem recompensas em criptomoedas. Na prática, funciona como uma espécie de “dividendo” do mundo cripto.

Do topo ao fundo: estratégia corporativa de apostar em cripto desmorona após pico histórico

6 de Dezembro de 2025, 13:33

O que começou o ano como uma das melhores operações do mercado acionário se transformou, em poucos meses, em uma das piores. Várias empresas acreditaram ter achado uma fórmula mágica: usar o caixa para comprar bitcoin e outros ativos digitais e ver suas ações subirem ainda mais rápido que as próprias criptos. Só que a tendência do mercado virou, e agora essas empresas estão sofrendo com suas escolhas.

Essa estratégia foi criada por Michael Saylor, que transformou sua empresa, Strategy, em um veículo de capital aberto com caixa em bitcoin. E, durante a primeira metade de 2025, ela funcionou para mais de uma centena de outras companhias que seguiram seus passos.

As chamadas “digital asset treasuries”, ou DATs – empresas que passaram a usar seu caixa para manter grandes quantidades de ativos digitais – viraram uma das maiores febres do mercado, com ações disparando e atraindo investidores de peso, como a própria família de Donald Trump.

Um dos casos mais emblemáticos foi o da SharpLink Gaming, que subiu mais de 2.600% em poucos dias ao anunciar que abandonaria o antigo negócio de games e passaria a vender ações para comprar grandes quantidades de ethereum. A empresa chegou a ter até um cofundador do ethereum como presidente do conselho.

Mas sempre foi difícil justificar por que os tokens deveriam valer mais apenas por estarem nas mãos de uma empresa listada. Daí para frente, a engrenagem começou a falhar, primeiro devagar, depois muito rapidamente.

No caso da SharpLink, as ações já caíram 86% desde o pico, fazendo com que a empresa inteira passasse a valer menos do que os ativos digitais que possui. Hoje, o papel negocia a cerca de 0,9 vez o valor de suas reservas de ether, ou seja, o valor de mercado da empresa é menor do que o valor das criptomoedas que ela tem. E ainda foi um destino melhor do que a Greenlane Holdings, que despencou mais de 99% no ano mesmo detendo cerca de US$ 48 milhões em tokens BERA.

“Os investidores perceberam que esses ativos não geram praticamente nenhum retorno e foi por isso que os preços das ações encolheram”, afirmou Fedor Shabalin, analista do banco de investimento B. Riley Securities.

Entre as empresas listadas nos EUA e Canadá que se tornaram DATs, o preço mediano das ações caiu 43% no ano, segundo dados compilados pela Bloomberg. O bitcoin, em comparação, recua cerca de 6% desde janeiro.

Retornos das empresas ficam atrás do mercado

Algumas poucas DATs ainda valem mais do que suas reservas de criptos, mas a maioria trouxe perdas a quem comprou perto dos picos, e 70% devem terminar o ano abaixo do nível de início, segundo cálculos da Bloomberg. As maiores quedas ocorreram entre empresas que evitaram o bitcoin e apostaram em ativos digiais menores e mais voláteis.

Dois filhos de Donald Trump apoiaram a Alt5 Sigma Corp, empresa que pretendia comprar mais de US$ 1 bilhão do token WLFI, emitido por outra companhia cofundada pela própria família Trump. As ações da Alt5 Sigma já caíram 86% desde o pico de junho.

A volatilidade também foi alimentada pelo grande volume de dinheiro tomado emprestado para financiar essas aquisições corporativas de cripto.

A Strategy financiou suas compras de bitcoin por meio de uma combinação agressiva de títulos conversíveis e ações preferenciais, com suas reservas chegando a valer mais de US$ 70 bilhões. Como grupo, as DATs levantaram mais de US$ 45 bilhões neste ano para comprar tokens.

Agora, porém, Strategy e outras empresas precisam pagar os juros e dividendos dessas dívidas, o que é um grande problema, já que suas reservas de cripto não geram fluxo de caixa.

“Se você compra ações da Strategy, assume o risco do bitcoin e o risco corporativo da empresa”, disse Michael Lebowitz, gestor da RIA Advisors.

A Strategy tentou recentemente levantar mais capital para manter a engrenagem funcionando, recorrendo à Europa em novembro para vender ações preferenciais perpétuas com desconto, depois que a oferta nos EUA frustrou expectativas. Mas essas ações, em euro, já caíram abaixo do preço inicial.

Enquanto isso, para DATs menores e com menos visibilidade, levantar capital está ainda mais difícil, especialmente com a queda das criptos e o desânimo dos investidores. Pressionadas, algumas DATs podem ser forçadas a vender suas criptos, possibilidade que assustou o mercado.

Para a Strategy, o próximo passo óbvio seria vender parte de suas reservas para pagar as contas. E o CEO da empresa, Phong Le, admitiu essa possibilidade. “Podemos vender bitcoin e venderíamos, se precisássemos financiar nossos dividendos”, disse ele em um podcast.

Le afirmou que considerará essa opção se o mNAV da empresa cair abaixo de 1, um cálculo que indica quando o valor de mercado da empresa fica menor que o valor das criptos que ela possui.

Essas declarações estremeceram o setor porque Saylor sempre afirmou que nunca venderia seus bitcoins e que compraria mais quando os preços caíssem. “Venda um rim, se for preciso, mas não venda seu bitcoin”, brincou ele em fevereiro, na rede social X.

As ações da Strategy já caíram 60% desde o pico de julho. A empresa mantém um fundo de reserva de US$ 1,4 bilhão para cobrir dividendos no curto prazo e ainda acumula ganho superior a 1.200% desde agosto de 2020, quando começou a comprar bitcoin. Mas deve fechar o ano com queda de 38%.

O colapso das DATs pode contaminar outros mercados. O risco agora é que as DATs sejam obrigadas a vender suas criptos, empurrando os preços dos tokens para baixo e desencadeando um ciclo maior de queda.

“Se aparecer uma manchete dizendo que a Strategy vendeu, mesmo que sejam só três bitcoins, depois de tudo que o Saylor disse sobre nunca vender, muita gente vai começar a duvidar da tese do bitcoin”, disse Lebowitz.

O tombo das DATs também pode se espalhar para outros mercados se investidores endividados forem forçados a vender ativos às pressas. Por ora, o estrago se limitou ao fim da onda de novas empresas aderindo ao modelo e ao congelamento da atividade de mercado que ele havia criado.

Mas há sinais de que pode surgir uma nova fase, com DATs maiores comprando DATs menores que hoje valem menos do que suas reservas. A Strive, por exemplo, fechou um acordo para adquirir a Semler Scientific, em uma operação totalmente em ações de duas empresas com tesouraria em bitcoin. A Semler, uma das primeiras DATs, já caiu 65% este ano.

Ross Carmel, sócio do escritório Sichenzia Ross Ference Carmel, acredita que fusões e aquisições vão aumentar entre DATs no início de 2026, com foco em empresas sob forte pressão. Segundo ele, o setor deve ver mais operações com títulos estruturados “que possam oferecer aos investidores mais proteção contra perdas nesses acordos”.

ETF de bitcoin da BlackRock registra maior sequência de saídas da história

5 de Dezembro de 2025, 10:12

O IBIT, ETF (fundo negociado em bolsa) de bitcoin (BTC) à vista da gigante dos investimentos BlackRock, atravessa sua pior sequência desde o lançamento, em janeiro de 2024.

Nas últimas cinco semanas, o fundo registrou US$ 2,7 bilhões em saídas, segundo dados da Bloomberg até 28 de novembro.

Se o ritmo continuar, o ETF – “queridinho” dos investidores institucionais – deve completar seis semanas consecutivas de resgates. Só ontem, foram US$ 113 milhões em saques.

A onda de saídas anda lado a lado com a queda do bitcoin. Do início de novembro até esta sexta-feira (5), o BTC recuou 16%, pressionado por dúvidas sobre juros globais, aumento da aversão ao risco e incertezas envolvendo empresas cripto.

Nesta manhã, a maior criptomoeda do mercado é negociada a US$ 91.204, em queda de quase 2%, segundo a cotação do InvestNews.

Num efeito dominó, os resgates nesses ETFs também aceleram o movimento de baixa: quando os investidores vendem as cotas, os fundos precisam se desfazer de parte das criptos que mantêm em custódia para o lastro.

E não é só o ETF da BlackRock que está na maré negativa. Os outros fundos de BTC nos EUA também vêm perdendo fôlego. Juntos, os 10 produtos acumulam US$ 4,5 bilhões em saídas nas últimas seis semanas, de acordo com dados da plataforma SoSoValue.

A movimentação nesses fundos tem impacto no mercado cripto, visto que eles somam US$ 120,8 bilhões em patrimônio acumulado – 6,54% de todo o valor de mercado do bitcoin. O IBIT, sozinho, responde por US$ 71,54 bilhões, quase 60% desse total.

Veja as cotações das principais criptomoedas às 10h:

Bitcoin (BTC):  -1,98%, US$ 91.204,03

Ethereum (ETH): -1,44%, US$ 3.129,78

XRP (XRP): -3,60%, US$ 2,06

BNB (BNB): -1,80%, US$ 893,08

Solana (SOL): -4,40%, US$ 136,69

Outros destaques do mercado cripto

Regulação provoca primeira baixa. A regulamentação das criptos endureceu as regras e passou a exigir capital mínimo – entre R$ 10,8 milhões e R$ 37,2 milhões – para empresas atuarem no setor. Muita startup cripto local não tem essa grana. Especialistas já sinalizaram que algumas poderiam fechar as portas. E isso já começou. A Crypto Use, que trabalha com infraestrutura de pagamentos, anunciou que encerrou as operações porque o novo cenário ficou insustentável.

Stablecoins na cola das moedas fracas. As stablecoins seguem no radar de organismos internacionais. Em relatório divulgado ontem, o Fundo Monetário Internacional (FMI) avaliou que essas criptos – que mantêm paridade com ativos tradicionais – podem ganhar espaço em países onde a moeda local é fraca ou a inflação é persistente. A instituição alerta que, nesses contextos, a população tende a migrar para alternativas digitais mais estáveis. Fica a pergunta: o real brasileiro entra nesse grupo de risco?

De volta para o Brasil. Em um passado não tão distante, o Brasil foi inundado por golpes com cripto. Um dos últimos a cair foi o esquema Braiscompany, que prometia 8% ao mês, não pagou e desviou mais de R$ 1 bilhão de 20 mil clientes. Foi uma novela só, e o casal responsável pelo esquema fugiu para a Argentina. Lá, eles foram presos em 2024. Agora, a Justiça autorizou a extradição deles para o Brasil. Que isso ajude a recuperar o dinheiro das vítimas, né?

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Bitcoin, cadê os US$ 200 mil? Tese do ‘ouro digital’ perdeu o brilho?

4 de Dezembro de 2025, 16:21

O bitcoin (BTC) vez ou outra é chamado de “ouro digital” por sua escassez – lembrando que só 21 milhões de criptos podem ser emitidas, algo que só deve ocorrer por volta de 2140. Gestoras, especialistas e até o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos já bateram nessa tecla. Mas, neste momento, a moeda digital está longe de brilhar como o metal precioso.

Enquanto o ouro sobe 60% no ano e bate US$ 4.200 nesta quinta-feira (5), o bitcoin acumula queda de 0,50% entre janeiro e dezembro. Ou seja, quem entrou na cripto apostando nas previsões otimistas ao longo de 2025 está no prejuízo.

E não foram poucas projeções. O JPMorgan falou que o BTC poderia alcançar os US$ 165 mil; o Standard Chartered mencionou US$ 200 mil; o fundador da BitMex, Arthur Hayes, conhecido no mercado cripto, chutou US$ 250 mil; e o fundador da Binance, Changpeng Zhao, exagerou: até US$ 1 milhão.

Nesta quinta-feira (4), a criptomoeda é negociada na faixa dos US$ 93 mil. Para bater na menor previsão, teria que subir 61% em 27 dias. Na maior, o pulo precisaria ser de 975%. Pode ocorrer? Por um milagre, talvez, mas nunca na história a cripto conseguiu fazer uma proeza dessas.

O melhor desempenho do bitcoin em dezembro foi em 2020, quando a criptomoeda saltou 52%, de US$ 19 mil para perto dos US$ 29 mil. Naquele ano ocorreu o terceiro halving – processo que reduz a emissão da cripto – e a empresa Strategy, até então somente uma empresa da área de software, começou a comprar BTC. Hoje, ela é a maior bitcoin treasury company do mercado.

Veja o comportamento do bitcoin em dezembro nos últimos 13 anos:

AnoPreços (4 → 31 de dezembro)Variação %
2024US$ 95.873 – US$ 93.420-2,56%
2023US$ 40.681 → US$ 42.654+4,85%
2022US$ 17.005 → US$ 16.558-2,63%
2021US$ 53.212 → US$ 46.810-12,03%
2020US$ 19.271 → US$ 29.347+52%
2019US$ 7.158 → US$ 7.204+0,64%
2018US$ 3.902 → US$ 3.696-5,29%
2017US$ 12.174 → US$ 14.903+22,36%
2016US$ 752 → US$ 998+32,71%
2015US$ 390 → US$ 434+11,28%
2014 US$ 376 → US$ 313-16,77%
2013US$ 989 → US$ 767-22,43%
Fonte: CoinGecko

O “ouro digital” perdeu o brilho? Não exatamente.

Não é bem assim. O bitcoin é uma espécie de quimera. Segundo o pessoal da TAG Investimentos, de vez em quando ele se comporta como ouro e reserva de valor, mas nesse momento tem se comportado mais como um ativo de risco e de liquidez.

“As correlações mudam sempre, por definição, mas agora a correlação do bitcoin é com o Nasdaq e com a liquidez na economia global”, escreveram na carta mensal de dezembro. Mas aqui vale uma nota: a Nasdaq sobe 20% – e o BTC não acompanhou.

A Tag reforçou que, mesmo no momento ruim, a cripto virou ativo institucional: ETFs (fundos negociados em bolsa), tesourarias corporativas e fundos soberanos passaram a comprar. Até o JPMorgan, historicamente crítico a cripto, liberou produtos para clientes.

“Isso não volta atrás. Volatilidade permanece, mas legitimidade está consolidada”, escreveram.

As previsões que atrapalham

Mesmo mais institucionalizado, o bitcoin ainda convive com projeções de preço consideradas exageradas por parte do mercado. Parte dessa euforia pode ser explicada pelo comportamento quase religioso de alguns investidores, algo que o economista Paul Krugman, Nobel de Economia em 2008 e um dos principais haters do BTC, destacou recentemente.

Em texto publicado em novembro, ele voltou a dizer que o bitcoin só sobe porque funciona como uma seita – com fiéis que dobram a mão sempre que o preço cai.

“Esse status de culto permitiu que o bitcoin se recuperasse de contratempos e escândalos que teriam afundado qualquer investimento normal, porque os verdadeiros crentes respondem a qualquer queda em seu preço investindo mais do que nunca”, disse.

O que esperar para o restante de dezembro?

Há gatilhos positivos à frente, como a possível queda de juros nos Estados Unidos na próxima semana – algo que tende a favorecer ativos de risco. Por outro lado, uma alta de juros no Japão, como já sinalizado pelo BOJ (o banco central do país), pode afetar a liquidez global, respingado na cripto.

No geral, os traders estão mais pés no chão. Ana de Mattos, analista técnica e trader parceira da Ripio, disse que, se houver força compradora, as próximas resistências (níveis de preço onde a alta tende a encontrar dificuldade e pode desacelerar) estão nas áreas de US$ 94.500 e US$ 101.300.

Já os suportes (níveis de preço onde a queda tende a ser freada e pode se estabilizar) de curto e médio prazo estão nas regiões de liquidez dos US$ 85.600 e US$ 79.000.

Já Guilherme Prado, country manager da Bitget no Brasil, falou que apesar de o BTC operar na faixa dos US$ 93 mil, o mercado ainda observa a resistência crítica em US$ 98.500. “Superar esse nível seria essencial para reverter a tendência de queda que já dura semanas”, falou.

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ETFs da cripto XRP atraem quase US$ 1 bi e deixam ethereum e solana para trás

3 de Dezembro de 2025, 16:30

Lançados em novembro nos Estados Unidos, os ETFs (fundos negociados em bolsa) à vista de XRP – criptomoeda criada pela empresa Ripple para facilitar transferências de dinheiro entre países – começaram com o pé direito. Em apenas 12 dias de negociação, eles atraíram US$ 824 milhões em entradas líquidas, segundo dados da plataforma SoSoValue.

O desempenho garantiu aos produtos a segunda melhor estreia entre os ETFs americanos de grandes criptomoedas, acima dos primeiros dias dos fundos de ethereum (ETH) e solana (SOL) e atrás somente dos ETFs de bitcoin.

Só nos últimos seis dias, os ETFs de XRP acumularam US$ 401 milhões. Apesar do volume, a criptomoeda em si não reagiu muito bem: caiu 2,86% na semana e 7,58% nos últimos 30 dias, um resultado pior do que o do bitcoin.

Os ETFs à vista de BTC, liberados para negociação em janeiro de 2024, registraram US$ 1,01 bilhão em entradas nos primeiros 12 dias, um volume apenas US$ 186 milhões maior do que o do XRP.

Há, porém, um detalhe importante no caso dos fundos de bitcoin: além dos novos ETFs lançados, um fundo fechado da gestora Grayscale, o GBTC, foi convertido em ETF, passando a ser negociado em bolsa, em vez de ficar restrito ao ambiente da empresa.

Como o GBTC cobrava uma taxa bem mais alta, muitos investidores aproveitaram a conversão para realocar o dinheiro em produtos mais baratos, como o IBIT, da BlackRock. Isso inflou o volume de saídas do GBTC e, ao mesmo tempo, impulsionou as entradas nos ETFs recém-lançados.

Com o ethereum aconteceu algo parecido. Os ETFs da cripto, lançados em julho de 2024, tiveram um início turbulento e, no acumulado de 12 dias, registraram saídas de US$ 387 milhões. O motivo: o ETF ETH da Grayscale, que também era fechado e virou ETF, tinha taxa elevada e sofreu resgates, enquanto os investidores buscavam alternativas mais baratas.

Já os ETFs de solana, lançados no fim de outubro deste ano, tiveram uma estreia positiva, com entradas de US$ 342 milhões nos primeiros 12 dias de negociação.

Bitcoin sobe 7% em dia de alívio, mas riscos seguem no retrovisor

3 de Dezembro de 2025, 10:11

O mercado cripto parece uma montanha-russa nos últimos dias – um sobe e desce bravo. Hoje, pelo menos, o carrinho está no trecho da subida. O bitcoin (BTC) avança 7% nas últimas 24 horas e volta para a faixa dos US$ 93 mil.

As altcoins acompanham o embalo: o ethereum (ETH), que passa por uma nova atualização nesta quarta-feira (3), salta 9%, para a faixa dos US$ 3 mil, enquanto a solana (SOL) dispara 10%, para US$ 141,80, recuperando parte das perdas recentes.

O que animou o mercado?

Há uma pressão compradora – ainda tímida – se formando. Os ETFs de bitcoin dos Estados Unidos, por exemplo, registraram US$ 58 milhões em entradas líquidas ontem. Foi o quinto dia consecutivo de influxos positivos, algo que não acontecia desde o início de outubro.

“As tendências dos ETFs melhoraram significativamente. Os fluxos líquidos tornaram-se positivos, o que indica um renovado interesse institucional, apesar dos volumes de ETFs permanecerem abaixo do limite inferior da faixa de negociação”, disse a empresa de análise Glassnode em relatório desta semana.

Outras notícias também empurraram as criptos para cima. O Bank of America, um dos maiores bancos dos EUA, liberou alocação de até 4% em produtos de ativos digitais para clientes de alta renda. Lembrando que ontem a Vanguard, segunda maior gestora do mundo, deu sinal verde para clientes investirem em ETFs de criptos.

E tem mais vento a favor: a expectativa de corte de juros nos Estados Unidos. Segundo a ferramenta CME FedWatch, 89% dos agentes apostam em uma redução de 0,25 ponto percentual na próxima quarta-feira (10). Tesouradas nas taxas costumam dar um gás em ativos de risco, como as criptos.

Calma lá

Ainda assim, não é dia de soltar fogos. O ambiente segue delicado, segundo especialistas. A possível queda de juros no Japão ainda neste mês segue tirando o sono dos mercados porque pode mexer na liquidez global.

“A taxa livre de risco do Japão é importante devido ao carry trade que ela cria e à relevância dessa prática para o financiamento global”, lembrou o trader Jasper de Maere em relatório desta semana.

O tal do carry trade é uma estratégia comum no mercado global em que investidores tomam dinheiro emprestado em um país onde os juros são mais baixos e aplicam esse dinheiro em outro lugar com taxas mais altas.

Veja as cotações das principais criptomoedas às 10h:

Bitcoin (BTC):  +7%, US$ 93.040,10

Ethereum (ETH): +9,27%, US$ 3.083,50

XRP (XRP): +7,46%, US$ 2,17

BNB (BNB): +7,15%, US$ 901,45

Solana (SOL): +10,17%, US$ 141,80

Outros destaques do mercado cripto

Harvard escorrega no timing do bitcoin. A Universidade de Harvard revelou em novembro que saiu às compras e encheu o carrinho com quase meio bilhão de dólares do IBIT, o ETF de bitcoin da BlackRock. Só que, desde então, o BTC deslizou um bocado, deixando a instituição com um prejuízo estimado de 14% nas 4,9 milhões de cotas do fundo adquiridas no último trimestre, segundo o Wall Street Journal. Um lembrete de que nem as instituições mais tradicionais escapam do sobe e desce das criptos.

Congresso quer colocar ordem nas stablecoins. No meio de toda a volatilidade do mercado cripto, os parlamentares brasileiros seguem discutindo as regras do setor. Nesta semana, o deputado federal Lucas Ramos (PSB-PE) apresentou parecer ao Projeto de Lei nº 4.308, que disciplina as stablecoins – aquelas criptos atreladas a outros ativos. No texto, ele insiste que as plataformas locais adotem mecanismos de prevenção para evitar que esses tokens sejam usados em crimes.

Cartórios vão parar na blockchain – e já tem data. Os cartórios planejam colocar todos os registros de imóveis das capitais brasileiras na blockchain – a tecnologia por trás das criptos – já no 1º semestre de 2026. A ideia é que esses documentos se tornem autoexecutáveis: ou seja, quando um banco financiar um imóvel, o sistema poderá controlar o pagamento das parcelas e comunicar automaticamente eventuais atrasos. Tudo graças aos contratos inteligentes.

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Bitcoin e criptos retomam força com aposta em corte de juros nos EUA

27 de Novembro de 2025, 10:06

Depois de uma sequência de dias com quedas aqui e altas tímidas acolá, o bitcoin (BTC) e as principais altcoins finalmente engataram uma valorização mais firme na manhã desta quinta-feira (27).

O BTC era negociado na faixa dos US$ 91 mil por volta das 10h de hoje, com alta de 5% no dia, enquanto ethereum (ETH) era trocado de mãos acima dos US$ 3 mil, com valorização de 4%.

O gatilho veio dos juros nos Estados Unidos. A ferramenta CME FedWatch, que mede as expectativas com a taxa, mostra que o mercado passou a ver 85% de probabilidade de corte em dezembro. Para comparar: há uma semana essa chance era de 39%.

A mudança de humor ganhou força após declarações de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) defendendo juros mais baixos, além de novos dados e projeções que apontam um crescimento mais forte da economia americana em 2026, mas com crescimento morno de empregos.

Vale sempre reforçar: ciclos de queda de juros tendem a favorecer criptomoedas e outros ativos de risco, como ações, porque reduzem o apelo da renda fixa, como os títulos do Tesouro americano (as treasuries).

Historicamente, nos dois últimos grandes ciclos de cortes nos EUA – 31/07/2019 a 15/03/2020 e 18/09/2024 a 17/09/2025 – o bitcoin subiu em 50% das vezes três meses após o início dos cortes e caiu na outra metade. Em janelas de seis meses, o desempenho melhora: 75% de altas e 25% de quedas.

Outro impulso veio dos ETFs de bitcoin dos EUA. Eles registraram dois dias seguidos de entradas, somando cerca de US$ 150 milhões, segundo a ferramenta SoSoValue – algo que não acontecia havia um mês e indica uma volta, ainda tímida, da confiança.

Os ETFs de ethereum estão ainda mais aquecidos: quatro dias consecutivos de entradas, perto de US$ 300 milhões no total.

“Nos últimos dias, o comportamento do mercado mudou. O bitcoin encontrou zonas de suporte importantes, o volume vendedor diminuiu e começou um processo gradual de recomposição”, disse Francis Wagner, head de criptomoedas da Hurst Capital.

Veja as cotações das principais criptomoedas às 10h:

Bitcoin (BTC):  +5,60%, US$ 91.298,94

Ethereum (ETH): +4,00%, US$ 3.012,86

XRP (XRP): +1,50%, US$ 2,18

BNB (BNB): +4,40%, US$ 891,47

Solana (SOL): +4,20%, US$ 141,69

Outros destaques do mercado cripto

IOF se aproxima das criptos. O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) está cada vez mais perto de alcançar as criptomoedas. Ontem, em coletiva no Palácio do Planalto, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo estuda a taxação dos ativos digitais após o Banco Central enquadrar os criptoativos como operações cambiais. Fica a dúvida: será que as stablecoins perdem apelo quando isso avançar?

A regulação é um desafio. O mercado cripto brasileiro ainda é jovem – e carrega desafios proporcionais à idade. De acordo com uma pesquisa divulgada pela Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABCripto) em parceria com a PwC Brasil, 90% das empresas do setor apontam a regulação como o principal entrave para avançar. Também preocupam a cibersegurança (48%), a escassez de profissionais qualificados (47%) e as fraudes (45%).

USDT sob pressão. A Tether, emissora da USDT – a maior stablecoin do mercado, ligada ao dólar – levou um baque nesta semana. A agência de classificação de risco S&P rebaixou a empresa para a nota 5 (a pior da escala) ao avaliar que parte das reservas que sustentam o token é composta por ativos de maior risco. Entre eles estão bitcoin e dívidas corporativas. Para a agência, essa estrutura pode comprometer a capacidade do criptoativo de manter a paridade de 1:1 com a moeda americana.

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O tombo de R$ 2,8 bi do patrimônio dos ETFs cripto brasileiros

26 de Novembro de 2025, 14:30

A queda recente do mercado cripto atingiu em cheio os ETFs (fundos negociados em bolsa) brasileiros de ativos digitais. Desde a máxima histórica do bitcoin (BTC), em 6 de outubro, até esta terça-feira (25), o patrimônio líquido (PL) desses fundos caiu de R$ 9,7 bilhões para R$ 6,9 bilhões – um tombo de quase 30%.

O PL representa o valor total do fundo em determinado momento. Como esses ETFs compram criptomoedas, guardam em custodiante e vendem cotas que representam uma fração desses ativos, o patrimônio líquido recua quando os preços das criptos caem.

O bitcoin escorregou de US$ 126 mil no início de outubro para a faixa dos US$ 86 mil nesta quarta-feira (26), um deslize de 31% no período, impulsionado por um cenário global de aversão ao risco.

Dois exemplos: o HASH11, maior ETF local de criptmoedas, da gestora Hashdex, viu seu patrimônio liquido cair de R$ 4,3 bilhões no ápice do BTC para R$ 2,9 bilhões (o bitcoin tem peso de 74,20% no fundo). O PL do QBTC11, da QR Asset, que figura entre os maiores do Brasil, recuou de R$ 825,7 milhões para R$ 622,2 milhões.

No total, o Brasil tem cerca de 20 ETFs de criptomoedas. Os dados para esta reportagem foram obtidos nos boletins da B3 e no site Status Invest. BDRs de fundos não entraram no levantamento por não disponibilizarem dados isolados.

Brasileiros “compram a queda”

Apesar da queda no patrimônio líquido e do recuo no preço do bitcoin, os investidores brasileiros “compraram a queda”. Dados da CoinShares mostram que os ETFs locais acumulam entradas de US$ 20,9 milhões no mês (R$ 112 milhões) – o único país no positivo. Só na semana passada, as aplicações somaram US$ 3,5 milhões (R$ 18,7 milhões). Fora o Brasil, apenas a Austrália registrou resultado positivo, com US$ 2 milhões (R$ 10,7 milhões), no mesmo período.

Enquanto isso, os produtos globais de investimento em ativos digitais tiveram saídas de US$ 4,59 bilhões (R$ 24,64 bilhões) no acumulado mensal. Na semana passada, as retiradas chegaram a US$ 1,9 bilhão (R$ 10,2 bilhões), puxadas principalmente pelos produtos dos Estados Unidos, que viram US$ 1,6 bi (R$ 8,6 bi) em retiradas.

O número de cotistas de ETFs cripto no Brasil também aumentou no período: a quantidade pulou de 270,2 mil investidores em 6 de outubro, data da máxima do bitcoin, para 276,7 mil atualmente.

Os ETFs de cripto no Brasil têm uma dinâmica diferente, segundo Henry Oyama, diretor da Hashdex. “Vemos resgates em momentos de euforia e novas aplicações quando há correções, refletindo um investidor mais disciplinado e experiente. Essa maturidade é resultado de anos de trabalho em educação e estruturação de produtos regulados”, falou.

Por que os ETFs de cripto se popularizaram

O primeiro ETF cripto do Brasil foi lançado em 2021. De lá para cá, outros foram criados. Esses produtos atraíram investidores porque têm exposição às criptomoedas, mas funcionam no mercado regulado de fundos negociados em bolsa, com regras já estabelecidas no país há algum tempo.

Isso facilitou a entrada tanto do varejo quanto de investidores institucionais – muitos deles ainda impedidos, por política interna, de operar diretamente em exchanges, que oferecem a possibilidade de investir diretamente em criptomoedas.

Os ETFs e fundos de cripto locais ainda continuam sendo dominados pelo investidor de varejo, segundo Theodoro Fleury, gestor e diretor de investimentos da QR Asset. “Esse público valoriza a simplicidade operacional do ETF e a ausência da necessidade de lidar com autocustódia, senhas e carteiras digitais”.

Ao mesmo tempo, segundo Fleury, há um crescimento gradual da participação institucional. “Essa tendência dialoga com o movimento global de profissionalização da classe de ativos, impulsionado pela entrada de grandes gestoras internacionais”, falou ele.

Já Oyama, da Hashdex, disse que os investidores de varejo começam com tíquetes menores, mas vê também uma presença crescente de institucionais que aproveitam distorções e oportunidades táticas.

Nos boletins de produtos da B3 dos últimos três meses, dois ETFs criptos figuram na lista dos 10 mais negociados do mercado, ao lado de fundos já ”famosinhos”, como o BOVA11, que replica o desempenho do Ibovespa.

Desvantagens e riscos

Se até o tesouro direto tem risco – mesmo sendo quase nulo –, os ETFs não seriam diferentes, ainda mais os atrelados a criptomoedas. O primeiro risco é justamente a volatilidade, que ficou evidente nos últimos dias com a queda do bitcoin.

ETFs menores também carregam o problema de liquidez – quando há pouca procura pelas cotas no mercado, pode ser difícil vendê-las sem ter de aceitar um preço mais baixo do que o de ativos equivalentes mais líquidos. Outro ponto: esses fundos mantêm as criptomoedas em custodiantes. Se houver qualquer problema com essas empresas, os ativos podem ser diretamente prejudicados.

Além disso, a negociação desses ETFs segue o horário da B3, de segunda a sexta. Já as criptomoedas operam 24 horas por dia, inclusive nos fins de semana. Por isso, se o investidor quiser aproveitar uma alta expressiva fora do horário de bolsa para realizar lucro, simplesmente não conseguirá.

Esses fundos ainda cobram taxa de administração e, por serem negociados na bolsa, estão sujeitos a corretagem e custódia das corretoras, além de emolumentos e à taxa de custódia da própria B3. Esses custos reduzem parte do retorno que o investidor teria com as criptos.

Bitcoin volta a cair, apesar de cenário macro mais favorável

26 de Novembro de 2025, 10:06

Depois do breve respiro de ontem, o bitcoin (BTC) voltou a escorregar nesta quarta-feira (26). A criptomoeda é negociada na faixa dos US$ 86 mil, com queda de 1% nas últimas 24 horas.

A queda vem apesar de um ambiente um pouco mais favorável do que no início da semana. A expectativa de corte de juros nos Estados Unidos aumentou depois de Christopher Waller, diretor do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), defender a redução da taxa – um movimento que costuma impulsionar ativos de risco.

Segundo André Franco, CEO da Boost Research, a perspectiva de juros mais baixos reduz o custo de oportunidade da renda fixa. Somada ao clima de risco um pouco mais construtivo, tende a favorecer criptos.

No entanto, o movimento recente sugere que o bitcoin deve continuar operando em um canal lateral/levemente ascendente – isto é, oscilando sem direção clara -, “salvo a ocorrência de um catalisador forte, como dados macro surpreendentes, falas dovish do Fed (postura favorável a taxas mais baixas) ou fluxo institucional relevante”, disse.

O fluxo dos ETFs (fundos negociados em bolsa) de bitcoin nos EUA, que costuma pesar no humor do mercado, também deu uma trégua. Na terça-feira (25), os fundos registraram entradas de US$ 128 milhões, um dado considerado positivo.

Mas, para que o mercado volte a ganhar tração, será preciso mais. De acordo com Marco Aurélio Camargo, CIO da Vault, um movimento de recuperação consistente depende de dias seguidos de entradas líquidas nos ETFs e de um alívio mais claro na pressão vendedora.

As principais altcoins – termo para identificar qualquer cripto diferente do BTC – operam de forma mista hoje. Ethereum (ETH) e solana (SOL) recuam, enquanto tron (TRX) e dogecoin (DOGE) registram altas moderadas nesta manhã.

Veja as cotações das principais criptomoedas às 10h:

Bitcoin (BTC):  -1%, US$ 86.544,50

Ethereum (ETH): -0,65%, US$ 2.899,10

XRP (XRP): -2,50%, US$ 2,15

BNB (BNB): -0,36%, US$ 854,47

Solana (SOL): -0,03%, US$ 135,90

Outros destaques do mercado cripto

Banco Central reclassifica criptos. Enquanto os investidores estão atentos ao sobe e desce de preços, o Banco Central reclassificou as criptos em suas estatísticas do setor externo. É algo mais técnico, mas vale a notícia. Em resumo, o bitcoin agora é tratado como um passivo sem correspondente (ou seja, sem lastro) e as stablecoins como passivos com correspondente (ou seja, com lastro). Lembrando que as stablecoins normalmente são atreladas a outros ativos, como dólar, real, ouro etc.

Mais problemas para o fundador da Binance. O fundador e ex-CEO da Binance, Changpeng Zhao, que recentemente foi perdoado por Donald Trump pelos crimes cometidos nos EUA, enfrenta agora outro problema no país. Uma ação civil apresentada no início desta semana em um tribunal federal acusa “CZ”, como também é chamado, de facilitar pagamentos de milhões de dólares ao grupo Hamas após o ataque de 7 de outubro de 2023 contra Israel. A queixa foi movida por cidadãos americanos.

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Por que as criptomoedas e as ações estão seguindo direções diferentes?

21 de Novembro de 2025, 17:44

As criptomoedas ficaram de fora do rali mais amplo do mercado na sexta-feira (21). Enquanto o Nasdaq, fortemente voltado para tecnologia, se recuperou da queda de quinta-feira, os investidores em criptoativos não estão prontos para assumir mais risco.

O Bitcoin estava sendo negociado com queda de quase 2%, a US$ 84.859 na sexta-feira, enquanto os três principais índices de ações subiam aproximadamente na mesma proporção.

A explicação simples é que o Bitcoin caiu mais de 30% desde o pico de 6 de outubro, deixando muitos investidores com prejuízo em algumas de suas compras. Como o cripto é frequentemente mantido em contas de margem, alguns provavelmente tiveram que vender para cobrir perdas, empurrando o preço ainda mais para baixo.

O mercado de ações mais amplo, embora volátil, ainda está relativamente alto. O S&P 500 está apenas 4% abaixo do pico de final de outubro, em torno de 6.890 pontos.

“Do ponto de vista da demanda, parece haver uma sensação inicial, porém crescente, de preocupação que poderia evoluir para um pânico completo se a pressão de venda continuar a se intensificar além do que já ocorreu, já que preços mais baixos provocariam mais vendas em um tipo de ciclo de desastre”, escreveram os analistas da empresa de pesquisa financeira Sevens Report na sexta-feira.

A maior criptomoeda do mundo está sendo negociada 33% abaixo de sua máxima histórica de US$ 126.272 no início de outubro. Ela também caminha para sua pior semana desde novembro de 2022, quando o colapso da exchange de criptomoedas FTX desencadeou uma forte liquidação.

Outros ativos digitais não se saíram melhor. Ethereum (ETH) caiu 3,8%, Solana (SOL) caiu 3,9% e XRP caiu 2,8%.

Vários fatores impulsionaram a recente queda nos preços de criptoativos:

Primeiro, os investidores não têm certeza se o Federal Reserve reduzirá as taxas de juros no próximo mês. Caso o banco central mantenha os custos de empréstimo estáveis, isso tornaria o Bitcoin e seus pares menos atraentes em comparação com investimentos que rendem juros, como títulos e contas poupança.

Segundo, o mercado decidiu que este é um bom momento para se desfazer de ativos de risco, diante de dúvidas sobre avaliações elevadas em inteligência artificial.

Terceiro, muitos investidores compraram Bitcoin por volta de US$ 90.000. Com o ativo sendo negociado agora abaixo desse valor, eles podem hesitar em continuar comprando enquanto estão no prejuízo, especialmente se tiverem usado dinheiro emprestado e agora enfrentarem chamadas de margem — quando corretores exigem mais dinheiro dos investidores para cobrir os empréstimos. Isso, por sua vez, pode levar a vendas forçadas, pressionando ainda mais negativamente o preço do ativo.

Não conte com a queda parando por aqui. Podem ocorrer oscilações de preço significativas na próxima semana, já que os volumes provavelmente serão baixos a partir de quinta-feira devido ao feriado de Ação de Graças. Isso significa que não seria necessário muita pressão para que o Bitcoin continue caindo.

“A liquidez provavelmente secará nos mercados esta semana e à medida que nos aproximamos da temporada de feriados”, disse Adam Morgan McCarthy, chefe de pesquisa do provedor de dados cripto Kaiko, ao Barron’s. “Isso pode exacerbar os movimentos se os investidores continuarem ajustando posições antes dos feriados e a liquidez se tornar ainda mais escassa.”

Escreva para Anita Hamilton em anita.hamilton@barrons.com e George Glover em george.glover@dowjones.com

Bitcoin em queda: é hora de aumentar posição ou ficar de fora?

21 de Novembro de 2025, 14:59

O bitcoin (BTC) levou um tombo nesta sexta-feira (21) e caiu para o menor preço desde abril, impulsionado por dúvidas sobre os juros nos EUA e saídas em massa nos ETFs (fundos negociados em bolsa) do país.

Diante da queda, surge uma pergunta: vale a pena nadar contra a corrente e aumentar a exposição na criptomoeda, em vez de vender, como a maioria está fazendo?

Em tese, seria – a lógica básica de qualquer ativo é: “compre na baixa, venda na alta”. Se você investe em uma cripto quando o preço dela está baixo, você paga menos por cada unidade. Quando o valor sobe, a diferença entre o que você pagou e o que ele vale vira seu lucro. (isso não é uma recomendação de compra; é apenas uma explicação, ok?).

“Na visão estratégica, faz sentido iniciar ou aumentar posição, mas com parcimônia, com entradas fracionadas”, disse Virgílio Lage, especialista da Valor Investimentos.

Mas nada no mercado financeiro é tão preto no branco, né? A teoria e os especialistas dizem que sim, esse seria um bom momento para comprar, mas há um grande problema a ser observado: não dá para saber se esse é o fundo da cripto – ou seja, o menor preço antes de uma possível alta.

“A queda não garante o fundo. Se o cenário macro piorar (a alta de juros, o dólar pressionando emergentes e o fluxo saindo do risco), a correção pode se estender ainda mais, buscando regiões de suportes (quando a cripto chega em um preço baixo e tende a subir) mais sólidas”, disse Lage.

Até onde o preço pode ir?

Essa é a pergunta de US$ 83 mil, preço que o bitcoin está sendo negociado hoje. Ana de Mattos, analista técnica e trader parceira da Ripio, disse que é possível observar um pouco de demanda compradora tentando frear o movimento de queda, o que poderia dar uma segurada no deslize.

Se esse movimento continuar, as resistências de curto e médio prazo — quando a cripto chega em um preço alto e tende a cair — estão em torno de US$ 88.000 e US$ 100.000. Mas nada disso é garantido.

Se o fluxo vendedor — que hoje é o dominante — continuar forte e a pressão de baixa persistir, disse ela, “o preço do bitcoin pode sim buscar as regiões de liquidez entre US$ 80.000 e US$ 79.000”.

Também vale lembrar que bitcoin é diferente de bolsa. Empresas têm “fundamentos”, ou seja, o lucro que a operação delas dá – ou o lucro potencial que elas podem dar no futuro, principalmente quando você olha para empresas “de crescimento”, que ainda não operam no azul. E é isso que determina o preço de uma ação.

O bitcoin é diferente. Ele não tem valor intrínseco. O que dá para fazer é observar padrões de variação do passado e ver se eles se repetem no futuro – “análise gráfica”, no jargão.

Por que o mercado está nervoso?

O cenário atual é bem incerto. No lado macroeconômico, o relatório de empregos dos EUA (payroll), divulgado ontem, mostrou uma economia aquecida, com 119 mil vagas de emprego criadas em setembro (bem acima dos 50 mil esperado pelo mercado). Isso sugere que o Federal Reserve (Fed, banco central americano) pode adiar os cortes de juros para controlar uma possível inflação, o que não é nada bom para as criptomoedas.

Os investidores de ETFs (fundos negociados em bolsa) também estão com o pé atrás com o mercado cripto – os dois pés, para falar a verdade. Eles retiraram US$ 3,79 bilhões dos 11 fundos negociados em bolsa entre o dia 1º de novembro e a quinta-feira (20), segundo dados da plataforma SoSoValue. Foi a maior debandada desde o lançamento desses produtos financeiros, em janeiro de 2024.

Além de tudo isso, o cenário no “mercado tradicional” não tem colaborado nada com cripto. As ações dos EUA, que chegaram a subir após os resultados trimestrais da Nvidia, recuaram nesta tarde. O índice Nasdaq 100, por exemplo, cai 0,20% no momento da publicação deste texto.

Quem está vendendo e quem está comprando?

Tem muita gente “das antigas” vendendo bitcoin. Owen Gunden, um dos primeiros grandes investidores de cripto – uma “baleia” (apelido dado a quem tem grandes quantidades de bitcoin) – voltou a movimentar o mercado. Ele vendeu 11 mil BTC, equivalentes a US$ 1,3 bilhão, entre outubro e ontem, segundo dados da plataforma de análise de blockchain Arkham.

Mas, apesar das quedas recentes, também houve investidores aproveitando os preços menores para ampliar posição. A Strategy – a empresa de tesouraria de bitcoin mais conhecida do mercado – comprou 8.178 BTC entre os dias 10 e 11 de novembro, um investimento de US$ 835,6 milhões pela cotação da época.

El Salvador também adicionou 7.474 bitcoins ao seu “carrinho”, cerca de US$ 680 milhões. Neste caso, porém, a operação levantou dúvidas do mercado. Isso porque o movimento contraria as exigências do Fundo Monetário Internacional (FMI), que havia proibido novas compras de cripto como condição para liberar um empréstimo bilionário ao país no começo deste ano.

Qual melhor estratégia e quanto investir em bitcoin?

Uma das principais recomendações para investir em criptomoedas é adotar a estratégia de Dollar-Cost Averaging (DCA, em inglês), que consiste em investir um valor fixo na cripto em intervalos regulares – por exemplo, toda semana ou todo mês – independentemente do preço. Em vez de tentar acertar o “melhor preço” ou identificar o fundo, o investidor dilui as compras ao longo do tempo.

Quanto investir em cripto é uma das dúvidas frequentes de investidores também. Para ser direto: varia. “Depende muito do quão comprado com a tese o investidor está e a sua capacidade financeira”, disse Vitor Santoro Bezerra, planejador financeiro CFP e MBA em finanças pela Faculdade Brasileira de Negócios e Finanças.

No final do ano passado, por exemplo, a gigante dos investimentos BlackRock sugeriu que entre 1% a 2% do portfólio em cripto pode trazer benefícios para o investidor. No entanto, há outras casas que sugerem entre 3% e até 5%, a depender do perfil do investidor.

Quais os riscos de investir em bitcoin?

Os riscos de curto prazo para o bitcoin incluem uma correção mais profunda por causa dos juros nos EUA, reduzindo o apetite por risco e desacelerando os fluxos para ETFs. Há bastante concentração do ativo digital nas mãos de investidores institucionais também, o que adiciona volatilidade caso eles decidam vender. No longo prazo, há sempre os riscos estruturais, como mudanças regulatórias.

Exposição ao bitcoin derruba ação do Méliuz

21 de Novembro de 2025, 12:57

As ações do Méliuz recuavam mais de 4% nesta sexta-feira, flertando com mínimas em sete meses, tendo como pano de fundo mais um dia de queda expressiva do bitcoin.

No começo do ano, a companhia que antes era conhecida como uma empresa de cashback aprovou nova estratégia para a sua tesouraria focada em investimento no criptoativo.

No seu site, o Méliuz, que afirma ser a primeira “Bitcoin Treasury Company” do Brasil e da América Latina, informa ter uma posição de 604,69 bitcoins.

Por volta de 12h20, os papéis do Méliuz caíam 4,17%, a R$3,68, tendo chegado a R$3,64 no pior momento, enquanto o Small Caps, do qual fazem parte, perdia 1,15%.

O bitcoin recuava 3,9%, a US$83.798,73, também trabalhando em mínimas desde abril. No pior momento desta sexta-feira, chegou a US$80.555,48.

Bitcoin caminha para o pior mês desde o colapso das criptomoedas de 2022

21 de Novembro de 2025, 11:52

O Bitcoin está a caminho de seu pior desempenho mensal desde uma série de colapsos corporativos que abalaram o setor mais amplo de criptomoedas em 2022.

A maior criptomoeda caiu até 7,6%, chegando a US$ 80.553 na sexta-feira. O segundo colocado, Ether, recuou até 8,9%, ficando abaixo de US$ 2.700, enquanto uma série de tokens menores registraram quedas semelhantes. O valor total de mercado das moedas virtuais caiu abaixo de US$ 3 trilhões pela primeira vez desde abril, segundo dados do CoinGecko.

O Bitcoin já perdeu cerca de um quarto de seu valor em novembro, o maior recuo em um único mês desde junho de 2022, de acordo com dados compilados pela Bloomberg. O colapso do projeto de stablecoin TerraUSD, de Do Kwon, em maio daquele ano, desencadeou uma cadeia de falências corporativas que culminou na queda da exchange FTX, de Sam Bankman-Fried.

Apesar de uma Casa Branca pró-cripto sob o governo do presidente Donald Trump e da crescente adoção institucional, o Bitcoin caiu mais de 30% desde que atingiu recordes no início de outubro. A derrocada segue uma onda devastadora de liquidações em 10 de outubro, que eliminou US$ 19 bilhões em apostas alavancadas com tokens, e, consequentemente, apagou cerca de US$ 1,5 trilhão do valor combinado de todas as criptomoedas.

A pressão de venda se intensificou nas últimas 24 horas, com mais US$ 2 bilhões em posições alavancadas liquidadas, segundo dados do CoinGlass.

O cenário mais amplo do mercado pouco ajudou. As ações dos EUA, que haviam subido com o entusiasmo renovado por inteligência artificial após resultados positivos da Nvidia Corp., cederam ganhos na quinta-feira devido a preocupações sobre avaliações esticadas e dúvidas sobre um corte na taxa de juros do Federal Reserve em dezembro.

“Sentimento em todo o mercado é incrivelmente ruim. Parece haver um vendedor forçado no mercado e não está claro até onde isso vai”, disse Pratik Kala, gestor de portfólio do hedge fund australiano Apollo Crypto.

Uma carteira de criptomoedas identificada como “Owen Gunden”, que possuía Bitcoin desde 2011, começou a vender tokens no valor total de US$ 1,3 bilhão no final de outubro e se desfez de seu último Bitcoin na quinta-feira, segundo publicação no X do pesquisador de blockchain Arkham Intelligence.

Um indicador de sentimento dos investidores de criptoativos, que mede fatores como volatilidade, momentum e demanda, também atingiu seu nível mais baixo desde o colapso de 2022. O índice, compilado pelo Coinglass, indica atualmente “medo extremo” entre os traders. Ele estava em 94 logo após Trump vencer a eleição presidencial há pouco mais de um ano.

As instituições parecem relutantes em aproveitar a fraqueza do mercado. Um grupo de 12 ETFs de Bitcoin listados nos EUA registrou saídas líquidas de US$ 903 milhões na quinta-feira, seu segundo maior resgate em um único dia desde o lançamento em janeiro de 2024. O open interest em contratos futuros perpétuos caiu 35% em relação ao pico de outubro, de US$ 94 bilhões.

Tony Sycamore, analista da IG Australia, afirmou em nota que o mercado “pode também estar buscando testar o limiar de dor da Strategy” — uma referência ao hoarder de Bitcoin original administrado por Michael Saylor. O mNAV da Strategy Inc. — razão entre valor da empresa e participações em Bitcoin — caiu para pouco mais de 1,2.

Em nota nesta semana, analistas do JPMorgan Chase & Co. alertaram que a Strategy pode perder seu lugar em benchmarks como MSCI USA e Nasdaq 100, com decisão esperada até 15 de janeiro.

Tentativas de replicar a estratégia de acúmulo de criptoativos de Saylor este ano também estão sob pressão, com empresas como Sequans Communications, ETHZilla e FG Nexus vendendo parte de suas participações para financiar recompra de ações e sustentar seus preços em queda.

O Bitcoin registrou sua 11ª baixa consecutiva na sexta-feira, a maior sequência desde 2010, segundo dados analisados pela Bloomberg.

Bitcoin estabiliza, mas balanço da Nvidia e ata do Fed podem mexer com preço

19 de Novembro de 2025, 10:19

Depois de dias de queda, as criptomoedas encontraram um pouco de estabilidade na manhã desta quarta-feira (19). O bitcoin (BTC) sobe 0,20%, para a faixa dos US$ 91 mil, enquanto o ethereum (ETH) avança 1%.

Mas dois assuntos podem dar uma chacoalhada no mercado cripto ao longo do dia.

O primeiro é a ata do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), que será divulgada hoje. Em resumo, é um relatório detalhado sobre a última reunião de política monetária do país, em outubro, que pode trazer pistas sobre possíveis cortes de juros em dezembro.

As criptomoedas, assim como outros ativos de risco, costumam reagir bem a tesouradas nos juros, porque passam a ficar mais atrativas do que títulos de renda fixa. O contrário também é verdadeiro: quando as taxas sobem, os ativos de risco geralmente sofrem.

O segundo ponto que pode mexer com o mercado é o balanço da queridinha da inteligência artificial (IA), a Nvidia (NVDC34), que será divulgado nesta quarta após o fechamento das bolsas americanas.

Se os resultados vierem acima das expectativas, investidores podem voltar a buscar ações de tecnologia e outros ativos financeiros mais arriscados, incluindo criptos – que, na prática, vêm se comportando como parte desse mesmo bloco.

A expectativa é de que a receita do terceiro trimestre da big tech salte 56% em relação ao ano anterior, para US$ 54,9 bilhões, impulsionada principalmente pelas vendas de data centers. Analistas também projetam um lucro líquido de US$ 30,7 bilhões (US$ 1,26 por ação) e um lucro operacional de US$ 36,2 bilhões – alta de 56%.

“Os resultados da Nvidia se tornaram peça central do humor no setor de tecnologia e inteligência artificial. Se a empresa decepcionar, o efeito pode ser pesado para os mercados”, disse Paulo Aragão, host do Podcast Giro Bitcoin.

Veja as cotações das principais criptomoedas às 10h:

Bitcoin (BTC):  +0,20%, US$ 91.036,30

Ethereum (ETH): +1,19%, US$ 3.030,50

XRP (XRP): -2,20%, US$ 2,13

BNB (BNB): +0,79%, US$ 921,47

Solana (SOL): +0,69%, US$ 138,51

Outros destaques do mercado cripto

Big Brother cripto. Alguns parlamentares não estão contentes com a regulamentação cripto do Banco Central, publicada há alguns dias. Nesta semana, um grupo de deputados federais protocolou um novo projeto (o segundo em menos de sete dias!) para tentar sustar as regras. Segundo eles, a autarquia quer criar um grande “Big Brother das criptomoedas”, acompanhando cada satoshi (a unidade básica do bitcoin, equivalente ao centavo no real) movimentado pelos usuários.

Brasileiro abraçou os ETFs de cripto. O apetite do brasileiro por criptomoedas só cresce. Uma prova disso é que dois ETFs (fundos negociados em bolsa) de ativos digitais – o HASH11 e o ETHE11 – estão na seleta lista dos 10 mais negociados da bolsa de valores há três meses. Eles dividem espaço com gigantes como o BOVA11, o ETF mais popular da B3, lançado lá em 2008.

Fundo cripto da BlackRock sangra. Enquanto os ETFs locais colhem bons números, os equivalentes nos EUA sofrem – principalmente o IBIT, da gigante de investimentos BlackRock. Ontem, o fundo registrou US$ 523,15 milhões em saídas, a maior retirada diária desde seu lançamento, em janeiro de 2024. A debandada veio junto com a queda do bitcoin, que na segunda-feira (17) chegou a cair abaixo dos US$ 90 mil pela primeira vez em sete meses.

El Salvador anuncia compra de bitcoin apesar de acordo com o FMI

18 de Novembro de 2025, 13:49

El Salvador diz ter aproveitado a recente queda do bitcoin (BTC) – que escorregou feio e voltou ao menor nível em sete meses por causa do mau humor macro – para reforçar suas reservas de criptomoedas.

Segundo o presidente Nayib Bukele, o país comprou mais 1.090 unidades de BTC, levando seu total para 7.474 bitcoins, o equivalente a cerca de US$ 680 milhões.

A compra foi feita quando o BTC estava não muito acima de US$ 90 mil.

A compra realmente aconteceu?

Apesar de o país ter divulgado a compra, há muitas dúvidas no ar. O motivo: no início do ano, El Salvador fechou um acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para acessar US$ 1,4 bilhão em financiamento.

Entre as condições da entidade internacional para liberar o dinheiro estavam tornar a aceitação do bitcoin no setor privado voluntária; limitar o envolvimento do setor público em transações de bitcoin; e restringir compras futuras de BTC pelo governo.

El Salvador, segundo a entidade, teria acatado as condições. Além disso, como parte desse processo, também removeu o status de moeda de curso legal do bitcoin, que havia sido adotado em 2021.

Além disso, em meados deste ano, autoridades salvadorenhas afirmaram que o governo não comprava BTC desde fevereiro, segundo o portal especializado The Block.

E o FMI reforçou a versão: para a entidade, de acordo com o site, o aumento no total de bitcoins do governo não reflete compras novas, mas sim a consolidação das reservas existentes distribuídas em diferentes carteiras estatais.

A relação entre El Salvador e o bitcoin

El Salvador compra bitcoin desde 2021 e se tornou um símbolo global da tese. Bukele é um “bitcoiner” (entusiasta das criptomoedas) assumido e usa as redes sociais para celebrar cada alta ou publicar posts positivos sobre BTC.

Hoje, o país aparece como o quinto maior detentor soberano de BTC, de acordo com dados do site Bitcoin Treasuries. Fica atrás apenas dos EUA (326,5 mil bitcoins); China (190 mil); Reino Unido (61,2 mil); e Ucrânia (46,3 mil).

Bitcoin sobe com expectativa de fim do shutdown nos EUA

10 de Novembro de 2025, 07:43

Parece que o shutdown – a paralisação parcial do governo dos Estados Unidos – está perto do fim, após 40 dias de impasse. E as criptos reagem bem à notícia, acompanhando o bom humor dos mercados americanos.

O bitcoin (BTC) é negociado a US$ 106 mil na manhã desta segunda-feira (10), com alta de 4,37% nas últimas 24 horas. As altcoins – as criptos diferentes do BTC – também avançam, com destaque para o XRP, que sobe 12,30%.

Na noite de domingo (9), o Senado americano aprovou, por 60 votos a 40, o texto do orçamento anual, que pode encerrar a paralisação. O shutdown ocorre quando o Congresso não aprova o orçamento federal dentro do prazo legal.

O projeto agora segue para a Câmara dos Representantes, antes de chegar à mesa do presidente Donald Trump.

O assessor econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, disse ontem em uma entrevista à CBS que o crescimento econômico dos EUA no quarto trimestre poderia ficar ameaçado se a paralisação federal se arrastasse mais.

Para Gracy Chen, CEO da Bitget, embora a paralisação tenha afetado o sentimento dos investidores no curto prazo, ela pode evidenciar as ineficiências dos sistemas financeiros tradicionais e fortalecer a confiança institucional na blockchain (a tecnologia por trás das criptos).

“Em um mercado onde a volatilidade persiste, mas a inovação continua forte, esse período de incerteza estimula estratégias diversificadas e a adoção global, à medida que os investidores buscam estabilidade em alternativas descentralizadas”.

Além das criptomoedas, os principais índices americanos também sobem nesta manhã. Nasdaq pula 1,49%, para 25.541,50 pontos; S&P 500 valoriza 0,93%, para 6.816,75 pontos; e Dow Jones avança 0,40%, para 47.275.

Veja as cotações das principais criptomoedas às 7h40:

Bitcoin (BTC):  +4,37%, US$ 106.302,47

Ethereum (ETH): +6,59%, US$ 3.617,06

XRP (XRP): +12,30%, US$ 2,54

BNB (BNB): +1,57%, US$ 1.000,01

Solana (SOL): +7,14%, US$ 168,95

Outros destaques do mercado cripto

Regulamentação cripto sai hoje. O Banco Central publica nesta segunda a aguardada regulamentação dos criptoativos no Brasil. O texto será resultado de uma série de consultas públicas realizadas pela autarquia – uma delas sobre em que momento uma operação com criptomoedas pode ser considerada câmbio. Entre os pontos de atenção, o mercado quer saber se as stablecoins passarão a ser tributadas com IOF. A nova norma também deve detalhar os critérios para que empresas obtenham licença como Prestadoras de Serviços de Ativos Virtuais (PSAVs).

Tokenização de carros pode virar realidade. O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e o Detran-PR estudam criar um passaporte veicular digital – um token único para cada veículo, que reuniria em blockchain dados dos motoristas, histórico de propriedade e informações de financiamento. A ideia é tornar o processo de compra, venda e transferência de automóveis mais rápido, seguro e totalmente digital.

Bitcoin caminha para a segunda pior semana do ano

7 de Novembro de 2025, 07:56

O bitcoin (BTC) continua em território negativo na manhã desta sexta-feira (7), na faixa dos US$ 100 mil. Se a cripto mantiver esse ritmo capenga até o fim do dia, deve encerrar a semana com uma queda de quase 9% – a segunda pior de 2025, de acordo com dados da plataforma Coinglass.

O sentimento predominante no mercado cripto ainda é de cautela. Prova disso é o Índice de Medo e Ganância (Crypto Fear & Greed Index, em inglês), ferramenta que mede essas duas emoções tão humanas que também estão presentes no mercado.

Em uma escala de 0 a 100 – em que números menores indicam medo extremo e os maiores ganância extrema – o indicador está em 21 pontos, ou seja, em zona de medo.

As dúvidas sobre os juros nos Estados Unidos, a continuação do shutdown (paralisação parcial do governo americano) e, mais recentemente, a queda das ações de tecnologia nas bolsas americanas e globais continuam azedando os investimentos.

Os mercados de ações de tecnologia experimentaram sua pior semana em sete meses, com queda de 2,8% no índice Nasdaq 100 e perdas de até 4,7% nos principais índices asiáticos por causa de preocupações com a maturidade da inteligência artificial e o custo elevado de investimentos no setor.

“A forte retratação nas techs sugere aumento da aversão ao risco, o que tradicionalmente atinge criptoativos como o BTC”, falou André Franco, CEO da Boost Research.

As principais altcoins – as criptomoedas diferentes do bitcoin – também operam no vermelho nesta manhã. A maior queda é do XRP (XRP), que cai 5,10%.

Veja as cotações das principais criptomoedas às 7h40:

Bitcoin (BTC):  -2,37%, US$ 100.693,47

Ethereum (ETH): – 3,32%, US$ 3.278,24

XRP (XRP): -5,10%, US$ 2,19

BNB (BNB): – 0,33%, US$ 952,01

Solana (SOL): -3,01%, US$ 154,18

Outros destaques do mercado cripto

Que beleza de valorização. Enquanto o bitcoin e as principais altcoins amargam quedas, uma criptomoeda roubou a cena: a filecoin (FIL), que é uma rede de armazenamento descentralizado de arquivos na nuvem. Nas últimas 24 horas, o token disparou 70%, registrando o melhor desempenho entre todas as criptos, segundo dados do CoinMarketCap. O movimento coincide com a alta de um setor chamado DePin, que abrange projetos de infraestrutura descentralizada voltados a armazenamento de dados, computação e outros serviços baseados em blockchain.

Vai um crédito digital com bitcoin aí? Michael Saylor, cofundador da Strategy – a maior tesouraria de bitcoin do mundo e “super queridinha” em Wall Street – quer dar um novo passo: tornar a companhia referência em crédito digital lastreado em BTC. A empresa chegou a emitir títulos perpétuos (sem prazo de vencimento) neste ano que geram rendimento de 10% ao ano aos investidores. Saylor apresentou os planos ontem, durante um evento em São Paulo promovido pela OranjeBTC (OBTC3), a maior tesouraria de bitcoin do Brasil.

Como o bitcoin costuma se comportar depois de quedas de juros nos EUA?

28 de Outubro de 2025, 12:01

Há quase 100% de chances de os juros caírem mais 0,25 ponto percentual nos EUA, segundo o FedWatch, ferramenta que mede as expectativas do mercado sobre as decisões do banco central americano. Caso o Fed confirme a expectativa nesta quarta, essa será a primeira sequência de duas quedas na “Selic” americana desde o ano passado.

O que esse novo cenário significa para o bitcoin?

Na teoria, é positivo. Na prática, depende do caso. A cripto costuma se sair bem em períodos de queda de juros por lá – mas nem sempre, porque há outros fatores importantes em jogo.

Um estudo da Vault Capital, encomendado pelo InvestNews, mostrou que nos dois últimos grandes ciclos de cortes nos EUA – de 31 de julho de 2019 a 15 de março de 2020 e de 18 de setembro de 2024 até 17 de setembro de 2025 -, o bitcoin subiu em metade das vezes três meses depois dos cortes, e caiu na outra metade. Já num prazo de seis meses, o desempenho foi melhor: alta em 75% das ocasiões e queda em 25%.

O que explica tudo isso? Vamos por partes.

Juros têm força, mas não fazem milagre

Juros menores costumam dar uma dose de ânimo nas criptos. Isso porque reduzem a atratividade da renda fixa – como os títulos públicos dos EUA, as famosas treasuries – que passam a render menos. Com isso, cresce o apetite por investimentos de maior risco, como ações e criptoativos.

Mas os juros sozinhos, na verdade, não definem nada.

Segundo Fernando Martines, head de research da Vault Capital, a liquidez também faz toda a diferença. Ele explica que, em períodos de política monetária expansionista nos EUA, como em 2020 e 2024, o governo americano adotou medidas de quantitative easing (injeção de dinheiro na economia) e reduziu os juros.

Com mais dólares circulando e a moeda enfraquecida, o apetite por risco aumentou – e isso impulsionou o preço do bitcoin.

No corte de juros de março de 2020, por exemplo, o bitcoin subiu 78,4% nos três meses seguintes e 105% em seis meses. Satoshi Nakamoto – o misterioso criador da maior criptomoeda do mercado – deve ter ficado feliz da vida.

Já em fases de quantitative tightening – o processo inverso, quando o governo retira dinheiro de circulação para conter a inflação -, como entre 2022 e 2023, o cenário foi outro. Mesmo com expectativas de cortes, a liquidez menor e o medo de risco limitaram o desempenho da cripto. Nessas fases, o bitcoin tende a subir menos ou até cair.

“Em resumo, juros mais baixos são positivos para o bitcoin quando ocorrem em um ambiente de liquidez crescente e confiança elevada, tanto institucional quanto de indivíduos. Sem esses elementos, o efeito se dilu”, disse Martines.

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O que esperar do bitcoin após esse corte?

No geral, a expectativa é positiva. Primeiro, porque o corte é praticamente dado como certo. Nesta terça-feira (28), 97,8% dos agentes do mercado apostam em um recuo de 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,75% a 4,00%.

Outro ponto otimista vem do JPMorgan, que vê possibilidade de o Federal Reserve (Fed, o banco central da nacão americana) encerrar o atual quantitative tightening, que restringe a liquidez global. Isso poderia, segundo analistas do banco, “soltar o freio de mão” da liquidez.

“Se confirmada, a combinação de corte de juros e fim (ou projeção de fim) do quantitative tightening pode criar um ambiente altamente favorável para os ativos de risco, incluindo o bitcoin”, disse a equipe de research do Mercado Bitcoin.

Além disso, há expectativa de que as tensões geopolíticas se acalmem. Na quinta-feira (30), o presidente dos EUA, Donald Trump, e o da China, Xi Jinping, vão se encontrar na Coreia do Sul. Espera-se o anúncio de um acordo para encerrar a guerra comercial, que causou fortes quedas nas criptos na semana do dia 10 de outubro.

“O avanço nas negociações entre EUA e China, com um acordo preliminar para reduzir tensões comerciais, também contribuiu para o otimismo”, disse Sarah Uska, analista de criptoativos do Bitybank.

Além dos juros e da liquidez

Claro que juros e liquidez não são os únicos fatores que mexem com o preço do bitcoin. Outros elementos também entram na conta.

Um dos principais hoje em dia é a adoção institucional, que ocorre principalmente via ETFs (fundos negociados em bolsa). “Entradas expressivas nesses fundos costumam antecipar altas, enquanto períodos de resgate ou realocação geram correções”, disse Martines, da Vault Capital.

Na semana entre 13 e 17 de outubro, os ETFs à vista de bitcoin nos EUA registraram saídas líquidas de US$ 1,23 bilhão, a segunda maior da história, em meio a tensões comerciais globais. Nos últimos dias, porém, esses produtos voltaram a atrair capital: só ontem, o fluxo líquido somou US$ 149,3 milhões, segundo a plataforma SoSoValue.

Outro elemento para o preço é a liquidez interna do mercado de criptomoedas, impulsionada principalmente pelas stablecoins – tokens atrelados a outros ativos, como dólar e ouro – como USDT e USDC, segundo Martines.

“O crescimento ou retração do volume de stablecoins é um bom indicador da liquidez global. Quando há expansão dessas emissões, há mais recursos disponíveis para compra de bitcoin. Quando são resgatadas, o mercado tende a encolher”, falou.

Subida tímida: bitcoin avança 1%, mas alerta de nova queda assombra o mercado

23 de Outubro de 2025, 07:55

O bitcoin (BTC) deu uma leve subidinha, mas nada para pular de alegria ainda. Foi só um avanço de 1,30% nas últimas 24 horas, para a faixa US$ 109 mil. Além disso, o movimento ainda não convenceu o mercado: há dúvidas se a cripto vai retomar a tendência de alta ou se vem mais correção pela frente.

Os players do setor acham que o setor cripto entrou em um processo de ajuste técnico, e o principal sinal foi a derrubada da alavancagem – quando o investidor toma dinheiro emprestado para operar com valores maiores do que tem – em 10 de outubro. Naquele dia, os traders perderam cerca de US$ 20 bilhões com a queda do BTC em meio às tensões entre EUA e China.

Segundo Murilo Cortina, diretor de novos negócios da QR Asset Management, tanto o bitcoin como as altcoins ainda estão se recuperando desse movimento de desalavancagem e continuam sendo os ativos mais sensíveis do mercado – ou seja, os primeiros a serem vendidos em momentos de estresse.

“Bitcoin e criptoativos em geral acabam sendo um proxy (indicador) de um mercado que ainda tem receio do seu rumo em meio a um cenário de shutdown, tarifas e guerras comerciais, conflitos externos e também sobre uma possível valorização exagerada de AI e tech”, disse Cortina.

André Franco, CEO da Boost Research, vai na mesma linha. Ela acha que a expectativa de curto prazo vai de neutra a levemente negativa. “As tensões comerciais renovadas e os resultados decepcionantes do setor de tecnologia (aqui ele está falando dos resultados trimestrais dos EUA) ampliam a aversão ao risco, o que tende a pesar sobre ativos mais voláteis, como o BTC”, disse.

Mais queda à vista?

Como ninguém tem bola de cristal, é preciso lembrar que uma fala de Trump aqui ou um aumento de tensão geopolítica ali podem mexer com tudo.

Mas na quarta-feira (22), Geoffrey Kendrick, head global de research de ativos digitais do banco Standard Chartered, afirmou em nota que a queda do bitcoin abaixo dos US$ 100 mil “parece inevitável” neste fim de semana, na visão da instituição.

O banco aponta duas razões principais: condições de liquidez mais apertadas, com menos dinheiro circulando no sistema, e sinais técnicos de esgotamento – quando o gráfico mostra que o preço perdeu força após subir rápido demais, abrindo espaço para uma correção de curto prazo.

Veja as cotações das principais criptomoedas às 7h40:

Bitcoin (BTC):  +1,30%, US$ 109.507,13

Ethereum (ETH): + 1,34%, US$ 3.893,14

XRP (XRP): +1,25%, US$ 2,41

BNB (BNB): + 3,39%, US$ 1.099,30

Solana (SOL): +2,68%, US$ 189,01

Outros destaques do mercado cripto

Impulso bilionário. Enquanto o bitcoin e as principais altcoins registraram uma alta tímida, o token Hyperliquid (HYPE) disparou 11% no dia – a maior valorização entre todas as criptos. O motivo? A Hyperliquid Strategies, uma nova empresa de tesouraria de ativos digitais (mais uma delas), sinalizou à SEC – a “CVM dos EUA” – sua intenção de levantar US$ 1 bilhão. Parte dessa bolada deve ser usada para acumular o token HYPE no caixa. Hoje, a firma já detém 12,6 milhões de unidades da cripto, o equivalente a US$ 305 milhões.

Tokenização em alta. Ontem a gente publicou uma matéria sobre tokenização, mostrando como esse segmento vem crescendo no Brasil. E, no mesmo dia, o pessoal da Nexa e da Fintrender lançou o relatório Brazil Tokenization Report 2025 – The Convergence Moment (Relatório de Tokenização 2025 – O Momento da Convergência). E olha, o material mostrou que o setor está mesmo a todo vapor por aqui: segundo o estudo, já são 30 plataformas de tokenização no país, e a estimativa deles é de US$ 1 bilhão em emissões neste ano – número até maior do que os dados oficiais da CVM.

Mineradoras de cripto deixam de lado o bitcoin para virar data centers de IA

18 de Outubro de 2025, 14:59

As ações das grandes companhias de computação que sustentam o funcionamento do bitcoin voltam a superar a própria criptomoeda, à medida que mais dessas empresas migram para modelos híbridos baseados em inteligência artificial e computação de alto desempenho (HPC). Em termos mais simples: se transformam em data centers de IA.

Chamadas desde a aurora do bitcoin de “mineradoras” pela semelhança com a extração de ouro, essas companhias sempre estiveram à mercê da volatilidade do preço do bitcoin.

Mesmo com a turbulência recente no mercado de criptoativos, o bitcoin ainda acumula alta de 14% em 2025, permanecendo próximo do recorde histórico de US$ 126 mil alcançado no início do mês.

Ainda assim, os maiores vencedores da recuperação deste ano não são os detentores de bitcoin, mas sim as mineradoras. Um fundo que acompanha as empresas listadas do setor dispara mais de 150% no ano. Diferente dos ciclos anteriores, em que as mineradoras subiam junto com o bitcoin, agora elas são vistas pelo que estão se tornando: empresas de infraestrutura tecnológica.

“Os investidores estão avaliando quase exclusivamente as mineradoras de bitcoin por suas oportunidades em HPC/IA neste momento”, disse John Todaro, analista da Needham & Co. “Diríamos que menos de 10% das nossas conversas sobre mineradoras tratam realmente de bitcoin e mineração.”

Cipher Mining Inc. e IREN Ltd. exemplificam a tendência. As ações das empresas listadas na Nasdaq subiram de 300% e 500%, respectivamente, neste ano, à medida que elas passam da mineração pura de bitcoin para infraestrutura de IA.

No início de 2025, a Cipher assinou um contrato de 10 anos, de aproximadamente US$ 3 bilhões, com a Fluidstack — apoiada em parte pelo Google —, garantindo US$ 1,4 bilhão em obrigações de arrendamento em troca de warrants equivalentes a uma participação de 5,4%. O acordo é um dos sinais mais claros até agora de que a linha entre mineração de cripto e computação de IA está se tornando difusa.

A IREN, por sua vez, concluiu na quarta-feira uma emissão de US$ 1 bilhão em notas conversíveis. A TeraWulf Inc., mineradora dos EUA, também anunciou nesta semana planos de emitir US$ 3,2 bilhões em títulos de dívida para financiar a expansão de seu data center Lake Mariner, em Barker, Nova York.

A Bitdeer Technologies Group, sediada em Cingapura, saltou quase 30% na quarta-feira após detalhar seus planos de converter grandes instalações de mineração em data centers de IA, incluindo seu complexo de 570 megawatts em Clarington, Ohio. A empresa afirmou que, no melhor cenário, a conversão completa pode gerar receita anualizada superior a US$ 2 bilhões até o fim de 2026.

“Para a Bitdeer, IA/HPC é um complemento à mineração, não uma substituição”, disse Jeff LaBerge, vice-presidente de mercados de capitais e estratégia da Bitdeer. “Continuaremos priorizando eficiência na mineração própria e converteremos seletivamente sites qualificados para IA/HPC quando os retornos de longo prazo forem sustentáveis.”

A guinada para IA vem após o halving do bitcoin no ano passado, que reduziu as recompensas dos mineradores de 6,25 para 3,125 bitcoins. Desde então, o aumento da dificuldade da rede e a desaceleração das transações comprimiram as margens de lucro. Mesmo os recentes recordes do bitcoin trouxeram pouco alívio à rentabilidade das operações.

Migrar para IA/HPC significa que as empresas devem desacelerar ou pausar a expansão do hashrate — medida da capacidade total de mineração —, já que parte de sua energia é redirecionada, segundo Wolfie Zhao, analista da TheMinerMag. Ele observou que Riot Platforms Inc., IREN e Bitfarms já sinalizaram que não pretendem expandir o hashrate no curto prazo.

“O foco está mudando de ‘quanto hashrate podemos adicionar’ para ‘quão eficientemente podemos usar nossa energia’”, disse Zhao.

Também há o conceito do “hashprice” – o valor financeiro que o minerador ganha por unidade de poder de computação. Depois do halving ele caiu com força. Com o hashprice lá embaixo, a mudança era inevitável, marcando uma fase em que mineração e computação compartilham “a mesma economia de energia”.

“A receita por megawatt e as margens de EBITDA são muito maiores em HPC e colocation de IA do que na mineração”, disse Todaro, da Needham. Com a volatilidade do bitcoin e os riscos de halving, acrescentou, “os mercados de capitais estão recompensando data centers focados em IA com múltiplos muito mais altos do que as mineradoras tradicionais” – ou seja, com valorizações maiores em relação aos lucros que elas geram neste momento.

Por Sidhartha Shukla e redação InvestNews

Ouro digital na contramão do ouro real: enquanto o bitcoin patina, o metal precioso atinge a maior cotação da história

16 de Outubro de 2025, 07:57

O crash da semana passada, que varreu bilhões do mercado cripto em meio à retomada da guerra tarifária entre China e Estados Unidos, pegou o bitcoin (BTC) em cheio. Agora, a maior criptomoeda do mundo – muitas vezes chamada de “ouro digital” – patina, bem diferente do metal precioso que inspirou o apelido.

Na manhã desta quinta-feira (16), o bitcoin é negociado na faixa dos US$ 111 mil, com queda de 1% nas últimas 24 horas. No acumulado semanal, a cripto entrega perdas de 9%. No mês, cai 3%.

Enquanto isso, o ouro brilha forte. Ontem, superou os US$ 4.200 a onça-troy pela primeira vez em toda a história, mostrando que, em períodos de instabilidade, continua sendo um dos portos seguros procurados pelos investidores.

“O ouro atingindo recordes confirma que parte dos investidores está se movimentando para ativos de proteção, um contexto que poderia favorecer o BTC. No entanto, o Bitcoin já enfrenta resistência técnica e sensibilidade a reversões, dada a volatilidade recente e os choques macroeconômicos”, disse André Franco, CEO da Boost Research.

Segundo o especialista, é provável que a maior cripto oscile entre US$ 109.000 e US$ 113.500 nos próximos dias, podendo romper essa faixa se surgirem catalisadores positivos – como o avanço na expectativa de cortes de juros nos Estados Unidos.

No fim deste mês, os membros do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) se reúnem para decidir a nova taxa básica de juros do país, hoje na faixa dos 4,00% e 4,25% no ano. De acordo com a ferramenta CME FedWatch, que mostra as expectativas do mercado, 97,8% dos agentes apostam em um corte de 0,25 ponto percentual.

Tesouradas nos juros costumam ser positivas para ativos de risco, como as criptomoedas, já que reduzem o rendimento dos títulos públicos e incentivam a busca por aplicações com maior potencial de retorno.

Veja as cotações das principais criptomoedas às 7h40:

Bitcoin (BTC):  -1,00%, US$ 111.448,10

Ethereum (ETH): – 1,80%, US$ 4.048,84

XRP (XRP): -2,50%, US$ 2,43

BNB (BNB): – 0,44%, US$ 1.180,26

Solana (SOL): -4,72%, US$ 195,63

Outros destaques do mercado cripto

Stablecoin “buga”e cria fortuna do nada. O mercado cripto levou um susto daqueles ontem: 300 trilhões de unidades de stablecoins PYUSD surgiram do nada. Como a cripto é pareada ao dólar na proporção de 1 para 1, o erro equivalia a US$ 300 trilhões, quase três vezes o PIB global. A Paxos, emissora do token – que é a sexta maior stablecoin do mundo – afirmou que tudo foi causado por um “erro técnico” e rapidamente promoveu a queima dos tokens (ou seja, apagou tudo). Em comunicado, garantiu que “não houve violação de segurança” e que “os fundos dos clientes estão seguros”. Oremos.

Jesus do Bitcoin livre. Roger Ver, empresário americano conhecido por ser um dos primeiros evangelistas do bitcoin (e apelidado de “Jesus do Bitcoin”), finalmente encerrou uma longa briga com a Receita dos EUA. Ele havia sido acusado de vender US$ 240 milhões em cripto e deixar de pagar cerca de US$ 48 milhões em impostos – tudo isso depois de renunciar à cidadania americana. Ele chegou a ser preso Espanha e até a pediu ajuda ao governo Trump. Agora, após anos de batalha judicial, o caso foi encerrado. Ver saiu “absolvido”, mas teve que pagar uma penitência de US$ 50 milhões.

Após apreensão bilionária de cripto, EUA podem ampliar reserva nacional de bitcoin

15 de Outubro de 2025, 07:47

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DoJ, na sigla em inglês) anunciou na terça-feira (14) a apreensão de 127.271 bitcoins (BTC) em uma operação que desmantelou um esquema internacional de golpes com ativos digitais. A quantia equivale a cerca de US$ 15 bilhões (R$ 82 bilhões).

Os bitcoins estavam em carteiras controladas por Chen Zhi, acusado de liderar o Prince Group, um complexo de trabalho forçado baseado no Camboja que promovia fraudes financeiras envolvendo criptomoedas. Segundo o DoJ, o grupo vitimou milhares de pessoas, incluindo 250 norte-americanos.

De acordo com as investigações, o esquema começou em 2015. Os golpistas abordavam vítimas por redes sociais e aplicativos de mensagens, prometendo lucros altos em investimentos com criptoativos. As vítimas transferiam recursos para carteiras indicadas pelo grupo, que sumia em seguida.

Bitcoin na reserva dos EUA

O governo norte-americano pretende confiscar oficialmente os bitcoins após a condenação de Zhi no Tribunal Distrital do Leste de Nova York, onde ele responde pelas acusações. Se confirmada, a decisão reforçará a reserva estratégica de bitcoin dos Estados Unidos, criada neste ano.

A reserva nacional de criptoativos foi instituída por meio de uma ordem executiva do presidente Donald Trump publicado no início deste ano, que determinou que os ativos digitais apreendidos em operações civis e criminais passem a integrar o tesouro federal.

A iniciativa coloca os EUA em uma posição distinta de países como El Salvador, que formou sua reserva de bitcoin por meio de compras diretas no mercado.

O país soma hoje 197.354 bitcoins, o equivalente a US$ 22 bilhões – o maior estoque de criptoativos entre todas as nações. Com a entrada das novas criptomoedas, porém, a pilha de criptos pularia para 324.625, ou cerca de US$ 36,5 bilhões.

No total, 13 países têm reserva de criptos. A China, com 190 mil BTC (US$ 21 bilhões), é a segunda maior, seguida do Reino Unido, com 61.245 BTC (US$ 6,8 bilhões), em terceiro lugar.

Veja as cotações das principais criptomoedas às 7h30:

Bitcoin (BTC):  +1,99%, US$ 112.491,82

Ethereum (ETH): – 8,49%, US$ 4.126,10

XRP (XRP): +3,35%, US$ 2,50

BNB (BNB): + 0,70%, US$ 1.184,50

Solana (SOL): +6,95%, US$ 205,08

Outros destaques do mercado cripto

Nova stablecoin brazuca. O real brasileiro ganhou mais uma stablecoin: a BRLV. A nova cripto, pareada à moeda nacional na proporção de 1 para 1, foi criada pela fintech Crown, que levantou US$ 8,1 milhões com investidores – entre eles, a Coinbase Ventures – para lançar o projeto no Brasil. Segundo a empresa, a BRLV é 100% lastreada em títulos públicos e voltada a investidores institucionais. Com ela, o real já soma seis stablecoins atreladas à sua paridade.

ETFs cripto com gás novamente. Após saídas massivas de capital institucional nos ETFs de bitcoin e ethereum dos EUA, provocadas pela guerra tarifária entre China e país, esses produtos financeiros voltaram a atrair recursos. Dados da plataforma SoSoValue mostram que os fundos registraram entradas líquidas de US$ 340 milhões na terça-feira, recuperando-se da saída combinada de US$ 755 milhões registrada na segunda-feira (13).

Tombo de US$ 80 bilhões do ethereum testa os nervos dos entusiastas cripto

14 de Outubro de 2025, 15:51

Há dois meses, o entusiasmo em torno do ethereum — a blockchain que sustenta um dos pilares da economia cripto — transbordava para o mainstream. Seu token nativo, o ether, havia disparado ao maior nível em quatro anos, enquanto investidores o tratavam ao mesmo tempo como moeda e como uma aposta no papel crescente da rede em pagamentos e finanças.

Mesas de Wall Street estruturavam fundos atrelados ao ativo, e um projeto-piloto da plataforma global de transferência de recursos swift com uma solução cripto vinculada ao ethereum parecia selar sua chegada como infraestrutura do mundo real.

Esse enredo agora dá sinais de rachadura. O ether caiu cerca de 20% desde o pico, apagando algo como US$ 80 bilhões em valor dos criptoativos e reacendendo dúvidas sobre a capacidade do ethereum de atravessar mais um ciclo de baixa. O que começou como um momento de virada para a blockchain mais utilizada virou lembrete de que, em cripto, crença e preço ainda andam juntos.

“A punição se deve em grande parte ao desempenho recente de ETH e ao fato de ele ser mais volátil do que o BTC”, disse Noelle Acheson, autora da newsletter Crypto is Macro Now. “Se os investidores precisam reduzir a exposição em um movimento de aversão a risco, é mais provável que vendam ETH do que BTC.”

O ether chegou a cair 9,3%, a US$ 3.893, na terça-feira (14), antes de reduzir as perdas para 2,37%, subindo para US$ 4.123,81. O bitcoin recuava cerca de 1,57%, a US$ 113.230.

Tokens menores e mais voláteis também cederam, levando a capitalização total do mercado de criptomoedas a encolher mais de US$ 150 bilhões em 24 horas, segundo a CoinGecko.

O movimento atingiu também os ETFs. Investidores sacaram cerca de US$ 428 milhões de fundos atrelados ao ether na sessão mais recente disponível — um dos maiores resgates diários já registrados — de acordo com dados compilados pela Bloomberg. O fundo de ether da BlackRock — o maior do grupo — registrou aproximadamente US$ 310 milhões em saídas, seu segundo maior resgate de um único dia desde o lançamento, em julho de 2024.

“Já vimos isso acontecer com o ethereum, especialmente várias vezes no último ano”, disse Roxanna Islam, chefe de pesquisa setorial da VettaFi, ao comentar a queda acentuada do ativo. O ethereum “é mais uma aposta de tecnologia; por isso, a volatilidade costuma ser um pouco maior”.

Desmontes tão bruscos costumam trazer volatilidade elevada na fase de recuperação, à medida que traders refazem posições e consertam balanços após perdas inesperadas, afirma Stéphane Ouellette, CEO e cofundador da FRNT Financial Inc. Segundo ele, os mercados de perpetual swaps (contratos derivativos de futuros) passaram por forte desalavancagem, com o open interest (número de contratos de derivativos em aberto) de bitcoin e ether na exchange Binance despencando cerca de 40% em meio a liquidações generalizadas.

Tom Lee não ficou parado. Além de comandar a Fundstrat Global Advisors, ele preside o conselho da BitMine Immersion Technology Inc. A chamada empresa de “tesouraria digital” disse na segunda-feira que adquiriu mais de 200 mil tokens de ether, avaliados em mais de US$ 79 milhões “nos últimos dias”, e agora detém mais de US$ 3 bilhões em criptomoedas.

As ações da BitMine também sentiram o baque na cotação do ether. O papel caía 5%, para cerca de US$ 54, na terça-feira, longe da máxima histórica de US$ 135 registrada em julho. No acumulado do ano, porém, a alta ainda supera 500%.

“Após quedas tão violentas, é comum ver alguma volatilidade na recuperação, à medida que o posicionamento é refeito — um enorme número de traders sofreu liquidações inesperadas e precisa dar suporte e recompor os livros”, disse Ouellette.

De todo modo, embora o mercado tenha recuperado parte das perdas, o tombo levanta questionamentos sobre o futuro do ecossistema de altcoins – termo usado para identificar qualquer cripto diferente do BTC -, num momento em que participantes veem apoios estruturais a esses tokens sendo testados.

Após tombo, bitcoin busca fôlego em meio à guerra tarifária entre EUA e China

13 de Outubro de 2025, 07:34

O bitcoin (BTC) está relativamente bem nesta segunda-feira (13) após tomar um tombo histórico no final da semana passada, em meio à retomada da guerra tarifária entre as potências Estados Unidos e China.

Por volta das 7h30, a maior criptomoeda do mercado era negociada a US$ 115 mil, em alta de 3,00% nas últimas 24 horas. Na sexta-feira (10), o ativo digital chegou a encostar nos US$ 105 mil – pior preço desde maio.

Naquele dia, o presidente Donald Trump anunciou uma tarifa adicional de 100% sobre as exportações chinesas, após o país asiático endurecer as regras para a venda de terras raras – um conjunto de elementos químicos usados em smartphones e outros aparelhos eletrônicos.

Segundo dados da plataforma Coinglass, mais de 1,6 milhão de negociações de criptomoedas foram liquidadas apenas na sexta, com o início da disputa, gerando perdas totais de US$ 19,13 bilhões no setor.

“O anúncio de tarifas de 100% sobre produtos chineses aumentou a incerteza econômica global e provocou uma forte aversão ao risco nos mercados. Diante desse cenário, investidores buscaram ativos considerados seguros, e se desfizeram de ativos mais voláteis, como criptomoedas e ações”, falou Sarah Uska, analista de criptoativos do Bitybank.

Apesar da turbulência, os traders seguem otimistas com o restante do mês, conhecido como “uptober” – junção de ‘’up’’ (para cima) e “october” (outubro). Nos últimos 12 anos, o BTC subiu em 10 deles, caindo apenas duas vezes em outubro.

No radar, os investidores passam a aguardar, entre os principais fatores que vnao impactar o mercado, a divulgação do relatório de emprego dos EUA – que atrasou por causa do shutdown – e a decisão de política monetária do país, ambos previstos para o fim do mês. Segundo a ferramenta FedWatch, que mede as expectativas com juros, 97% do mercado aposta em queda de 0,25 ponto percentual na taxa, o que tende a favorecer ativos de risco, como as criptos.

Veja as cotações das principais criptomoedas às 7h30:

Bitcoin (BTC):  + 3,00%, US$ 115.144,15

Ethereum (ETH): + 8,49%, US$ 4.157,39

XRP (XRP): +9,73%, US$ 2,61

BNB (BNB): + 9,70%, US$ 1.333,77

Solana (SOL): + 8,00%, US$ 196,18

Outros destaques do mercado cripto

Comprando a queda. Enquanto investidores se desesperavam com o tombo do bitcoin na semana passada, vendendo adoidado, a mineradora de cripto MARA Holdings aproveitou para ir às compras. A companhia de capital aberto adquiriu 400 unidades de BTC, o equivalente a US$ 46,29 milhões, segundo dados da plataforma Onchain Lens. Com isso, a firma passou a deter 53.250 bitcoins, mantendo sua posição como a segunda maior bitcoin treasury company do mercado.

Criptos fisgam gigantes bancários. As stablecoins – criptomoedas lastreadas em outros ativos, como dólar, ouro, entre outros – chamaram atenção de grandes bancos globais. Dez instituições, entre elas Goldman Sachs, Bank of America e Deutsche Bank, anunciaram que estudam lançar uma stablecoin atrelada a moedas dos países do G7. Em nota conjunta divulgada na semana passada, eles disseram que o objetivo é “explorar se uma nova oferta em todo o setor poderia trazer os benefícios dos ativos digitais e aumentar a concorrência em todo o mercado”.

Uma nova atualização do ethereum vem aí. O que esperar da ‘Fusaka’?

10 de Outubro de 2025, 10:50

O ethereum (ETH) costuma passar por atualizações em sua blockchain – o sistema em que as criptomoedas “rodam”. Não é para ficar na modinha, mas sim para incluir novidades, ajustar processos aqui e acolá ou tirar algum atrito que atrapalhava sua estrutura. Entre o fim de novembro e o começo de dezembro, se os testes correrem bem, o sistema deve receber mais uma atualização: a Fusaka.

Em resumo, essa atualização reúne 12 propostas de melhorias no código do projeto cripto, que vale hoje US$ 524 bilhões – equivalente ao PIB de 2024 do Chile, Equador e Uruguai somados. O objetivo das mudanças é tornar a rede mais escalável – capaz de crescer sem travar -, mais eficiente e “dramaticamente” mais barata, segundo o roadmap (plano de desenvolvimento) publicado pela Ethereum.org.

Entre as alterações previstas, uma das mais significativas impactará os rollups, nome dado às soluções tecnológicas que rodam em cima do ethereum e ajudam a dar vazão ao sistema – sim, é um termo estranho e quase um palavrão, mas vamos te explicar.

Para entender bem, lembre-se que o ethereum, diferente do bitcoin (BTC), não é só uma criptomoeda. Ele funciona também como uma espécie de grande programa de computador global, em que desenvolvedores de todo o mundo criam seus próprios projetos – desde novos tokens (as famosas memecoins que o digam) até plataformas de empréstimos sem bancos no meio do caminho.

Por ter um monte de gente usando, esse ecossitema gigante acaba ficando super congestionado, quase como uma Rodovia dos Imigrantes, em São Paulo, às 18h. Os tais rollups seriam, portanto, como estradas menores que se conectam à via principal, desafogando o tráfego e dando mais fluidez. Algumas das principais são a arbitrum (ARB), a optimism (OP) e a base (BASE).

O grande problema é que, para se conectar à rodovia principal, essas soluções precisam conferir todos os carros (verificar trodos os dados) que passam por ela – uma exigência de segurança da blockchain, que acaba tornando o processo mais caro e lento. Com a Fusaka, no entanto, será possível participar dessa brincadeira dando uma olhada apenas em trechos da avenida, sem precisar analisar o trânsito inteiro.

“As implicações do Fusaka são significativas”, disse a gestora VanEck em relatório sobre o projeto. “A atualização deve reduzir os custos para as rollups da Camada 2 (esse termo, bastante usado no mercado cripto, se refere a blockchains secundárias que rodam em outra blockchain principal), o que se traduz em transações mais baratas para os usuários finais. Mantendo-se tudo o mais constante, isso deve trazer mais atividade econômica onchain (dentro da blockchain) para a órbita do ethereum”.

Dankrad Feist, co-líder da equipe de arquitetura de protocolo da Fundação Ethereum, disse na semana passada, em entrevista ao Yahoo, que a Fusaka é tão importante quanto a Merge, aquela grande atualização feita em 2022, que alterou a forma como a criptomoeda é minerada (emitida), dando um ar mais “eco friendly” para o projeto.

Qual o impacto para o usuário de ethereum?

Para quem usa ethereum no dia a dia – seja comprando e vendendo criptomoedas, negociando tokens não fungíveis (NFTs) ou acessando plataformas de finanças descentralizadas (DeFi), aquelas que permitem tomar empréstimos, por exemplo, sem passar por bancos -, a principal mudança esperada é a redução das taxas de transação, chamadas de gas fees.

Essas taxas funcionam como um pedágio digital: cada vez que alguém envia ETH ou interage com um contrato inteligente (programa autoexecutável que permite criar tokens e montar outros projetos dentro de blockchains), precisa pagar um valor para que a operação seja processada na rede. O custo depende da complexidade da transação.

Hoje, segundo dados do YCharts, a taxa média em dólares para uma transação do Ethereum processada por um minerador e confirmada está na casa dos US$ 0,45. Durante picos de congestionamento, como no auge dos NFTs, esse valor já passou de US$ 3,20. A expectativa é que a Fusaka ajude a manter esses custos bem mais baixos de forma consistente.

E qual o impacto no preço?

O ethereum é negociado a US$ 4.341 na manha desta sexta-feira (10), com queda de 1% do dia. Murilo Cortina, diretor de novos negócios da QR Asset Management, disse ao InvestNews que a Fusaka é vista como uma mudança positiva para o ethereum, mas é difícil afirmar que ela trará um impacto direto e imediato no preço.

“O efeito tende a ser mais estrutural, reforçando a tese de longo prazo do ativo do que provocando um movimento específico agora”, falou. “Dados macroeconômicos dos EUA, os riscos do shutdown atual e até a política das chamadas tarifas Trump têm pesado mais nas decisões dos investidores do que qualquer atualização isolada”.

Bitcoin caminha para terminar a semana no zero a zero

10 de Outubro de 2025, 08:06

Após ultrapassar sua máxima histórica, o bitcoin (BTC) deu uma acalmada. Com investidores realizando lucro e poucas novidades no radar no curto prazo, a criptomoeda caminha para encerrar a semana na faixa dos US$ 121 mil, praticamente o mesmo valor de sete dias atrás.

A perspectiva de curto prazo é neutra a levemente negativa, disse Andre Franco, CEO da Boost Research, na manhã desta sexta-feira (10). “A força do dólar limita o potencial de alta do ativo, enquanto a moderação nas commodities e o ajuste de posições nas bolsas reduzem o fluxo especulativo.”

Apesar da estabilidade – algo comum e esperado após a superação da marca dos US$ 126 mil nesta semana-, a perspectiva para o restante do mês continua positiva. Historicamente, o BTC costuma subir em outubro, mês que ficou conhecido como “Uptober”, junção de up (para cima, em inglês) e October (outubro).

De acordo com dados da plataforma CoinGlass, nos últimos 12 anos o bitcoin subiu em 10 meses de outubro e caiu em apenas dois. O movimento pode ter relação com o retorno das férias de verão no hemisfério norte (em setembro), que tende a aumentar a liquidez do mercado.

As altcoins – nome dado a qualquer cripto diferente do bitcoin — caminham para fechar a semana de forma mista. Enquanto o ethereum (ETH) recuou quase 4% nos últimos sete dias, o BNB (BNB) avançou 13%.

Veja as cotações das principais criptomoedas às 7h50:

Bitcoin (BTC):  – 0,68%, US$ 121.333,79

Ethereum (ETH): – 4,10%, US$ 4.344,10

XRP (XRP)+ 0,18%, US$ 2,87

BNB (BNB): – 2,26%, US$ 1.250,00

Solana (SOL): – 1,03%, US$ 220,10

Destaques do mercado cripto

Fim do prazo. Termina nesta sexta-feira (10) o período para a Comissão de Valores dos Estados Unidos (SEC, na sigla em inglês) decidir sobre quase 16 pedidos de ETFs (fundos negociados em bolsa) à vista de criptomoedas – entre eles, um ligado à solana (SOL). A expectativa do mercado é de aprovação, embora o órgão costume surpreender. O JPMorgan, porém, acredita que esses produtos devem atrair pouco capital no primeiro ano – algo em torno de US$ 1,5 bilhão, cerca de um sétimo do que os ETFs de ethereum movimentaram no mesmo período. O motivo seria a queda na atividade na blockchain da cripto

Quase uma Petrobras em cripto. Os “bandidos cripto” não brincam em serviço. Segundo um relatório divulgado ontem pela empresa de análise de blockchain Chainalysis, cerca de US$ 75 bilhões em criptoativos estão guardados em carteiras ou plataformas associadas a atividades ilícitas – praticamente o valor de mercado da Petrobras, a maior companhia brasileira. Apesar do dado negativo, ele representa uma oportunidade para governos, como os EUA, que veem nos ativos digitais apreendidos uma forma de montar reservas estratégicas.

Sem nova taxação: criptomoedas seguem isentas de IR no limite de até R$ 35 mil por mês

9 de Outubro de 2025, 07:45

A Câmara dos Deputados derrubou, na quarta-feira (8), a Medida Provisória (MP) 1.303/2025, que previa unificar em 18% a tributação sobre aplicações financeiras – inclusive as criptomoedas. Foram 251 votos a favor da retirada e 193 contra.

Como a MP perdeu validade à meia-noite, ela caducou, e as regras anteriores continuam em vigor. Com isso, investidores de criptomoedas que movimentam até R$ 35 mil por mês seguem isentos do Imposto de Renda (IR). Já para valores acima desse limite, vale a alíquota progressiva que varia de 15% a 22,5%.

A derrota foi um revés para o governo federal, que contava com a medida para elevar a arrecadação em 2025 e 2026. Agora, a equipe econômica projeta déficit de R$ 42,3 bilhões nas contas públicas – o que deve levar o governo a bloquear parte das despesas.

Os players do setor cripto, por outro lado, viram a queda da MP como uma boa notícia.

“A decisão favorece a continuidade do desenvolvimento do setor no Brasil, que já reúne 25 milhões de investidores e possui amplo potencial de expansão, em um ambiente regulatório equilibrado e pautado pela isonomia”, disse o MB | Mercado Bitcoin.

Guilherme Sacamone, CEO da OKX, disse que se a medida fosse aprovada, seria um retrocesso, porque penalizaria a inovação, desestimularia investidores e ameaçaria diretamente a competitividade do mercado nacional.

“Milhares de pessoas e empresas encontraram nesse segmento caminhos legítimos para empreender, diversificar suas fontes de renda e participar de um movimento global de transformação tecnológica e econômica”, falou.

Veja as cotações das principais criptomoedas às 7h30:

Bitcoin (BTC):  – 0,63%, US$ 121.814,10

Ethereum (ETH): – 3,33%, US$ 4.338,78

XRP (XRP)– 2,00%, US$ 2,81

BNB (BNB): – 3,16%, US$ 1.275,84

Solana (SOL): + 0,21%, US$ 221,83

Destaques do mercado cripto

Bitcoin para mais de metro: O IBIT, ETF (fundo negociado em bolsa) à vista de bitcoin da gestora BlackRock, atingiu a marca de 800 mil unidades de BTC na quarta-feira – o equivalente a US$ 97 bilhões. O montante representa 3,8% da oferta total da criptomoeda (21 milhões de unidades), superando a posição da Strategy (antiga MicroStrategy), a bitcoin treasury company “famosinha” cofundada por Michael Saylor, que detém 640.031 BTC.

Gigante financeira investe em empresa cripto: A Citi Ventures, braço de capital de risco corporativo do Citigroup (Citi), anunciou investimento na BVNK, plataforma global de infraestrutura para stablecoins – criptomoedas estáveis atreladas a ativos como o dólar e o euro. Segundo a empresa, o uso de stablecoins tem crescido rapidamente e vem sendo adotado para liquidação de transações on-chain (na blockchain, a tecnologia por trás das criptos) e de outros criptoativos.

Bitcoin Treasury Company, bitcoin e fundo cripto: quais as diferenças entre os investimentos?

8 de Outubro de 2025, 14:27

A estreia da bitcoin treasury company OranjeBTC (OBTC3) na bolsa de valores nesta semana chamou atenção – e foi destaque em vários veículos, inclusive aqui no InvestNews. Mas, afinal, como esse tipo de empresa funciona? E qual a diferença entre investir nela, comprar bitcoin (BTC) diretamente ou aplicar em um fundo de criptomoedas?

Vamos por partes.

O objetivo de uma bitcoin treasury company é acumular bitcoin e, ao mesmo tempo, fazer com que o valor de suas ações cresça mais do que o próprio BTC, de modo a atrair mais investidores. Ela tenta dar mais valor aos seus papéis por meio de alavancagem financeira – ou seja, captando recursos por meio de dívidas ou novas emissões de ações para comprar ainda mais cripto.

Para fins didáticos, vamos supor que a ação da empresa seja equivalente a um bitcoin (o que não é o caso na realidade, ok?). Se a estratégia da companhia der certo, essa ação poderia passar a representar o equivalente a 1,2 BTC, por exemplo, no período de um ano. Já em uma situação em que o investidor compra 1 BTC, ele vai ter 1 BTC no mesmo período.

Tá, então dá pra dizer que uma bitcoin treasury company é concorrente do Bitcoin? Sim e não.

Sim, porque ela compete pelo seu dinheiro: quem quer se expor ao BTC precisa escolher se compra a criptomoeda ou as ações da empresa. E não, porque o desempenho da companhia depende totalmente do Bitcoin. Se o BTC cair, o valor da empresa também cai. O modelo de negócios da OranjeBTC, portanto, é uma aposta alavancada no sucesso futuro do Bitcoin.

Leia mais:

Quais os riscos?

A acumulação de BTC não gera caixa naturalmente para uma bitcoin treasury company. A única maneira de empresas de tesouraria comprarem mais cripto é por meio de recursos captados no mercado de capitais – como ações, dívidas ou outros instrumentos financeiros.

“Isso só será positivo para os acionistas se as condições de mercado forem favoráveis. Portanto, o maior risco para o negócio é a falta de acesso a capital ou condições de mercado que impeçam a acumulação de moedas/ações”, disse o Itaú BBA, em relatório publicado nesta semana.

Qual a diferença para investir direto em bitcoin

O investimento em uma bitcoin treasury company é diferente de investir diretamente na criptomoeda, via exchange ou banco digital, por exemplo. Nesse caso, o investidor está exposto diretamente ao desempenho do preço do bitcoin – sem amplificadores.

Os riscos são aqueles inerentes ao ativo, como a alta volatilidade. No caso de manter as criptos em uma plataforma, há sempre a preocupação com segurança. Já se o investidor decide guardar suas criptos em carteira própria, é preciso cuidar bem de suas chaves privadas, porque, se as perder, não há como recuperar os ativos.

E os fundos, como os ETFs?

Já os fundos de investimento em cripto reúnem recursos de vários investidores e compram diretamente criptomoedas. No caso dos ETFs – fundos negociados em bolsa e que estão em alta – cada cota representa uma fração dos ativos que o fundo tem (como bitcoin, ethereum ou um mix de criptos, dependendo do produto). Ou seja, o fundo efetivamente compra os criptoativos.

Entre os principais riscos está o de liquidez: ele ocorre quando há pouca ou nenhuma procura pelas cotas do fundo ou pelos criptoativos que compõem o índice de referência.

Uma eventual vantagem dos ETFs e fundos é que o investidor pode ficar despreocupado em relação à custódia do ativo, ou seja, a guarda da criptomoeda. A gestora se torna responsável por contratar um serviço e assumir os riscos.

Bitcoin segura os US$ 123 mil; BNB rouba a cena e vira 3º maior cripto do mercado

8 de Outubro de 2025, 08:07

O bitcoin (BTC) recuou levemente após atingir a máxima de US$ 126 mil, mas segue estável na faixa dos US$ 123 mil na manhã desta quarta-feira (8). O destaque do dia é o BNB (BNB), que disparou e renovou seu recorde histórico.

O token, nativo da blockchain da exchange Binance, é negociado a US$ 1.320 nesta manhã, com alta de 5% nas últimas 24 horas e 30% no acumulado da semana – acima da valorização de 7% do BTC no mesmo período.

Com essa disparada, o BNB ultrapassou o XRP e se tornou a terceira maior criptomoeda do mundo, com valor de mercado de US$ 183,9 bilhões, contra US$ 178 bilhões da rival, segundo dados da plataforma CoinMarketCap.

O movimento coincide com o aumento de operações de trading e empréstimos em protocolos baseados na rede da Binance, como a Aster Protocol, além da entrada de novos usuários atraídos por ações promocionais.

Também houve maior demanda institucional pelo token, com fundos regionais – incluindo no Cazaquistão e no Sudeste Asiático – adicionando BNB a seus portfólios de ativos digitais.

Veja as cotações das principais criptomoedas às 7h45:

Bitcoin (BTC):  – 1,15%, US$ 123.059,10

Ethereum (ETH): – 4,10%, US$ 4.483,92

XRP (XRP): – 3,33%, US$ 2,87

BNB (BNB): + 5,00%, US$ 1.320,00

Solana (SOL): – 0,76%, US$ 231,10

Destaques do mercado cripto

Caixa entra no mundo cripto. A Caixa Asset, gestora de recursos da empresa pública, lançou um fundo de criptomoedas em parceria com a gestora global de criptoativos Hashdex. O novo produto busca replicar a performance do Nasdaq Crypto Index (NCI™️), um índice que investe em bitcoin, ethereum, XRP, solana, entre outras altcoins. O movimento marca a entrada do banco no universo cripto.

Tesouraria de memecoin de Trump. A empresa cripto Fight Fight Fight, por trás da memecoin de Donald Trump, quer levantar pelo menos US$ 200 milhões para criar uma tesouraria que acumularia a cripto ligada ao presidente dos EUA, segundo a Bloomberg. Desde o seu lançamento, no começo deste ano, o ativo digital teve um desempenho volátil: disparou para cerca de US$ 44 em janeiro, mas desde então desabou para US$ 7,5, valor negociado na manhã desta quarta. 

A maior empresa de tesouraria de bitcoin estreia na B3. Saiba como foi o primeiro pregão da OranjeBTC

7 de Outubro de 2025, 14:24

As ações da OranjeBTC (OBTC3), empresa brasileira focada em tesouraria de bitcoin (BTC) e educação, começaram a ser negociadas na bolsa de valores brasileira na manhã desta terça-feira (7).

O papel abriu a R$ 26, chegou a alcançar R$ 29 e, por volta das 13h30, era negociado a R$ 24,90, com volume de R$ 6,26 milhões até o início da tarde, segundo dados da bolsa de valores.

No total, serão negociadas 155,2 milhões de ações ordinárias, sem contar as que já estão em tesouraria. Além disso, a empresa emitiu uma dívida no valor de R$ 128,1 milhões, que poderá ser convertida em quase 7 milhões de novas ações.

A companhia, que nasceu por meio de um IPO reverso, aproveitou a estreia para anunciar a compra de mais 25 bitcoins, elevando sua posição para 3.675 unidades, o equivalente a cerca de R$ 2,3 bilhões na cotação do dia. O BTC é negociado a US$ 121 mil nesta terça-feira.

Com esse movimento, a OranjeBTC passou a ocupar a 26ª posição entre as maiores tesourarias de bitcoin do mundo, ranking que reúne companhias que mantêm a criptomoeda como parte de suas reservas de caixa. No total, 201 empresas listadas em bolsa fazem parte desse grupo, segundo o site Bitcoin Treasuries.

Fundada por Guilherme Gomes – que já trabalhou na gestora americana Bridgewater Associates e na Swan Bitcoin, nos EUA -, a companhia conta em seu conselho com nomes de peso do mercado cripto e financeiro, como Eric Weiss (ex-Morgan Stanley), Julio Capua (ex-sócio da XP), Josh Levine (vice-presidente da BlackRock) e Fernando Ulrich, economista referência no cenário cripto e autor do livro Bitcoin: a moeda na era digital.

Bitcoin registra recorde com paralisação parcial do governo nos EUA e impulso de ETFs

7 de Outubro de 2025, 08:11

O bitcoin (BTC) atingiu uma nova máxima histórica, alcançando os US$ 126 mil na tarde de segunda-feira (6), impulsionado pelas preocupações com o shutdown nos Estados Unidos e por fortes aportes nos ETFs (fundos de índice) de criptomoedas. Na manhã desta terça-feira (7), a moeda registrava leve recuo, negociada na faixa dos US$ 124 mil.

O shutdown – paralisação parcial de serviços públicos nos EUA por falta de acordo entre republicanos e democratas sobre o orçamento federal – entrou na segunda semana. Na noite de ontem, o Senado voltou a rejeitar a proposta orçamentária que encerraria a medida por causa de um impasse sobre os benefícios à saúde.

Diante desse cenário, os principais índices americanos operam em queda no pré-market nesta manhã: o Dow Jones recuava 0,16%, o S&P 500 caía 0,05%, enquanto o Nasdaq permanecia estável. Na contramão, o bitcoin sobe, com parte do fluxo vindo dos ETFs de criptomoedas.

Somente ontem, os fundos de índice de bitcoin dos EUA registraram entrada líquida de US$ 1,2 bilhão, segundo dados da plataforma Farside Investors. Foi a sétima vez que isso aconteceu desde janeiro de 2024, quando esses produtos foram lançados no país. Movimentos desse tipo costumam anteceder topos de curto prazo – como o registrado na segunda.

Já os ETFs de ethereum (ETH) atraíram US$ 181,7 milhões em aportes. Dados da plataforma StrategicETHReserve mostram que esses produtos detêm cerca de 6,81 milhões de unidades de ETH, o que representa 5,63% do total em circulação.

Veja as cotações das principais criptomoedas às 7h50:

Bitcoin (BTC):  + 0,20%, US$ 124.349,75

Ethereum (ETH): + 0,31%, US$ 4.691,52

XRP (XRP):– 0,63%, US$ 2,97

BNB (BNB): + 5,23%, US$ 1.283,72

Solana (SOL): – 0,76%, US$ 231,10

Principais notícias do setor cripto

Até 4% em cripto, segundo gigante financeiro. O Morgan Stanley divulgou novas recomendações de alocação em criptoativos: até 4% para carteiras de “crescimento oportunista”, entre 2% e 3% para “crescimento equilibrado” e 0% para perfis conservadores. Para comparação, BlackRock e Fidelity – gestoras que oferecem ETFs de criptomoedas – sugerem alocação em torno de 2%.

Criptomoeda russa sob ameaça de sanção. A União Europeia (UE) propôs proibir qualquer envolvimento com a stablecoin russa A7A5, lastreada em rublo. O token foi desenvolvido pelo banqueiro fugitivo moldavo Ilan Shor e pelo banco estatal russo Promsvyazbank (PSB), instituição sancionada por Reino Unido e Estados Unidos em 2022, após a invasão da Rússia à Ucrânia.

Itaú BBA vê espaço para recuperação do bitcoin após ajuste no mercado, mas alerta para riscos da economia americana

3 de Outubro de 2025, 08:37

O mês de setembro foi de queda para o mercado de criptomoedas, contrariando a expectativa de alta. No novo relatório “Cenário Cripto” do Itaú BBA, os analistas Lucas Piza e Fabio Perina apontam que o setor passou por desvalorizações significativas, com o bitcoin e outras moedas se distanciando das suas máximas históricas. O documento indica que não há um movimento claro de recuperação no curto prazo, e a tendência de médio prazo do mercado segue indefinida.

Para o mês de outubro, porém, o mercado de criptoativos começa o mês em alta, impulsionado por um otimismo sazonal conhecido como “Uptober”. O bitcoin chegou a ser negociado perto dos US$ 120 mil nesta sexta-feira (3), o maior valor em sete semanas, após um período marcado por liquidações que apagaram bilhões de dólares em posições alavancadas no final de setembro.

Esse movimento de recuperação é reforçado por entradas constantes em fundos de índice (ETFs) de bitcoin nos Estados Unidos e por expectativas de um impulso de liquidez em meio à ameaça de paralisação do governo americano. Segundo analistas, a paralisação poderia atrasar a divulgação de dados econômicos importantes e redirecionar capital para ativos alternativos, como as criptomoedas.

Apesar do otimismo, o cenário ainda exige cautela. O relatório do Itaú BBA destaca que, para entrar em uma tendência de alta consistente, o bitcoin ainda precisa superar a barreira do preço de US$ 120 mil.

Desempenho das principais criptomoedas

Veja as cotações das principais criptomoedas às 8h45:

Bitcoin (BTC):  + 1,33%, US$ 120.314,01

Ethereum (ETH): + 2,14%, US$ 4.478,10

XRP (XRP): +1,51%, US$ 3,03

BNB (BNB): + 5,61%, US$ 1.104,29

Solana (SOL): + 2,14%, US$ 230,17

Outros destaques do dia:TRON (TRX): + 0,64%, US$ 0,3432

Principais notícias do setor cripto

Belo Horizonte se autodeclara “capital do bitcoin”. O prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (UB), sancionou nesta quinta-feira (2) a lei que concede ao município o título de “capital do bitcoin”. A proposta, de autoria do vereador Vile Santos (PL), busca consolidar a cidade como polo tecnológico de criptoativos, promovendo eventos, capacitação e iniciativas voltadas à inovação no setor. A legislação prevê estímulos para atrair investimentos, fortalecer a educação financeira e apoiar empreendedores e estudantes, com a meta de posicionar a capital mineira como referência nacional em adoção e desenvolvimento de soluções ligadas ao Bitcoin e demais criptoativos.

JPMorgan projeta bitcoin a US$ 165 mil. Segundo uma análise do JPMorgan, o bitcoin pode atingir o valor de US$ 165 mil até o final de 2025. Os analistas do banco consideram que o bitcoin está significativamente desvalorizado em relação ao ouro, ao ajustar a comparação pela volatilidade. A projeção de alta é impulsionada principalmente por investidores de varejo que, desde o final de 2024, têm direcionado seu capital para ETFs de bitcoin e ouro. Essa tendência é chamada de “debasement trade”, um movimento de busca por ativos que funcionem como reserva de valor em meio a preocupações com a economia global, como inflação, endividamento de governos e instabilidade geopolítica.

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