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SpaceX de Elon Musk pode chegar a US$ 800 bilhões e virar a startup mais valiosa do planeta

5 de Dezembro de 2025, 16:43

A SpaceX, empresa de transporte espacial e de satélites fundada por Elon Musk, está lançando uma venda secundária de ações que poderia avaliar a companhia em US$ 800 bilhões, segundo pessoas familiarizadas com o assunto, relatou o jornal americano Wall Street Journal.

Se confirmado, a nova transação faria da SpaceX, mais uma vez, a startup mais valiosa do mundo, superando o recorde anterior de US$ 500 bilhões estabelecido pela OpenAI, dona do ChatGPT, em outubro.

A última oferta pública da empresa, discutida pelo conselho de diretores na quinta-feira (4) no hub Starbase da SpaceX no Texas, poderia mudar dependendo do interesse de vendedores e compradores internos, disseram as fontes, que pediram anonimato por se tratar de informações não públicas.

Sob um cenário preliminar, a SpaceX poderia incluir um preço por ação de cerca de US$ 300, o que avaliaria a empresa em aproximadamente US$ 560 bilhões, segundo duas das fontes. Os detalhes da transação ainda podem mudar antes do fechamento, podendo alcançar avaliações ainda mais altas, disse uma terceira pessoa.

Um representante da SpaceX não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

O último valor representaria um aumento substancial em relação aos US$ 212 por ação estabelecidos em julho, quando a empresa levantou recursos e vendeu ações com uma avaliação de US$ 400 bilhões.

O Wall Street Journal e o Financial Times, citando fontes não identificadas, relataram anteriormente que o negócio avaliaria a SpaceX em impressionantes US$ 800 bilhões, embora a Bloomberg não tenha conseguido confirmar a informação de forma independente.

A notícia sobre o valor da SpaceX fez as ações da EchoStar Corp., empresa de TV por satélite e telecomunicações, subirem até 18%. No mês passado, a EchoStar havia concordado em vender licenças de espectro à SpaceX por US$ 2,6 bilhões, somando-se a um acordo anterior de venda de cerca de US$ 17 bilhões em espectro sem fio para a empresa de Musk.

A SpaceX, lançadora de foguetes mais prolífica do mundo, domina a indústria espacial com seu foguete Falcon 9, que coloca satélites e pessoas em órbita.

A empresa também lidera o setor de serviços de internet via satélite em órbita baixa com o Starlink, um sistema com mais de 9.000 satélites, muito à frente de concorrentes como o Amazon Leo, da Amazon.com Inc.

Executivos da SpaceX já cogitaram transformar o Starlink em uma empresa separada de capital aberto — ideia sugerida inicialmente pela presidente Gwynne Shotwell em 2020.

No entanto, Musk repetidamente questionou publicamente a possibilidade ao longo dos anos, e o CFO Bret Johnsen afirmou em 2024 que um IPO do Starlink aconteceria provavelmente “nos próximos anos”.

O site The Information, citando pessoas próximas às discussões, relatou separadamente na sexta-feira que a SpaceX informou investidores e representantes de instituições financeiras que planeja um IPO para toda a empresa na segunda metade do próximo ano.

Uma chamada oferta secundária ou tender, na qual funcionários e alguns acionistas iniciais podem vender ações, oferece aos investidores de empresas privadas como a SpaceX uma forma de gerar liquidez.

A SpaceX também trabalha no desenvolvimento do novo foguete Starship, anunciado como o mais potente já desenvolvido, capaz de lançar grande quantidade de satélites Starlink, além de transportar carga e pessoas para a Lua e, eventualmente, para Marte.

Jeff Bezos volta à cadeira de presidente ao assumir a startup Project Prometheus

17 de Novembro de 2025, 14:24

Jeff Bezos assumirá o cargo de codiretor executivo de uma nova startup de inteligência artificial voltada para aplicações industriais e aeroespaciais, informou o New York Times na segunda-feira (17). A empresa, batizada de Project Prometheus, já arrecadou US$ 6,2 bilhões em financiamento — parte dele investida pelo próprio fundador da Amazon —, tornando-se uma das startups em estágio inicial mais bem capitalizadas do mundo, segundo três fontes ouvidas pelo jornal.

A iniciativa marca o retorno de Bezos a um cargo operacional formal desde que deixou a presidência-executiva da Amazon, em julho de 2021. Embora esteja profundamente envolvido com a Blue Origin, sua empresa espacial, Bezos detém ali apenas o título de fundador.

Com o Project Prometheus, o bilionário entra de vez em um mercado de inteligência artificial cada vez mais competitivo, dominado por gigantes como OpenAI, Meta, Google e Microsoft, enquanto dezenas de startups disputam espaço com produtos e modelos próprios.

O novo empreendimento será comandado por Bezos em parceria com Vik Bajaj, físico e químico que já trabalhou de perto com Sergey Brin no laboratório de inovação do Google, conhecido como X (antigo Google X).

Segundo o The New York Times, o jornal norte-americano, o Project Prometheus já contratou cerca de 100 pesquisadores vindos de empresas de IA, como OpenAI, DeepMind e Meta, em meio a uma acirrada disputa global por talentos.

A tecnologia em desenvolvimento da startup é direcionada a aplicações de IA para engenharia e produção em setores como informática, indústria automotiva e aeroespacial — áreas alinhadas ao interesse de longa data de Bezos em acelerar o acesso humano ao espaço. Ainda não está claro onde a startup está sediada nem quando exatamente foi fundada, já que a empresa manteve um perfil discreto até agora.

Vida de Bezos

Desde que deixou o comando da Amazon, Bezos tem dividido os holofotes entre seus negócios e sua vida pessoal — incluindo um casamento repleto de celebridades em Veneza neste ano. Ele também intensificou seu envolvimento com a Blue Origin e ampliou seus investimentos no setor de IA. Segundo a CNBC, todos os aportes feitos em 2024 pela família Bezos, por meio da gestora Bezos Expeditions, foram direcionados a empresas de inteligência artificial.

O lançamento do Project Prometheus ocorre em um momento de forte pressão por mão de obra especializada. Grandes empresas de tecnologia vêm oferecendo salários recordes e bônus milionários para atrair cientistas de IA — alguns chegando a valores de US$ 100 milhões. O mercado continua marcado por uma rotatividade intensa, com talentos migrando entre OpenAI, Meta, Google e startups emergentes.

Mesmo diante de uma competição bilionária, o Project Prometheus desponta como um novo peso pesado. Com US$ 6,2 bilhões já captados, a empresa tem margem para adquirir poder computacional escasso, atrair pesquisadores de elite e desenvolver conjuntos de dados proprietários difíceis e caros de produzir em ambientes industriais, segundo especialistas ouvidos pelo Times.

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O prodígio dos chips que virou bilionário com o protecionismo da China

17 de Novembro de 2025, 10:37

Em 2019, Chen Tianshi estava longe de se tornar uma das pessoas mais ricas do planeta.
O maior cliente de sua startup de chips de inteligência artificial de apenas três anos — a gigante chinesa de telecomunicações Huawei Technologies — havia abruptamente cortado quase todos os negócios, optando por desenvolver seus próprios semicondutores. Até então, a Huawei representava mais de 95% da receita da empresa.

Mas então ele teve uma sorte inesperada. A decisão dos EUA de cortar o acesso da China a chips avançados e a determinação de Pequim em fomentar tecnologia doméstica acabaram criando um ambiente de forte apoio estatal e um vasto mercado protegido para a empresa do prodígio da computação — impulsionando-o a se tornar um dos bilionários self-made mais ricos do mundo.

As ações da sua frabricante de chips, Cambricon Technologies, dispararam mais de 765% nos últimos 24 meses. Sua fortuna — quase toda derivada de sua participação de 28% na fabricante de aceleradores de IA com sede em Pequim — mais que dobrou em 2025, alcançando US$ 22,5 bilhões, segundo o Bloomberg Billionaires Index.

A ascensão meteórica de Chen destaca como o robusto apoio da China à indústria doméstica de IA está criando uma nova elite tecnológica alinhada ao Estado, poucos anos depois de o país ter reprimido seus titãs do setor privado. Com as sanções dos EUA sufocando o acesso da China a chips avançados, empresas como a Cambricon emergiram como campeãs nacionais, protegidas por políticas públicas e entusiasmo dos investidores — símbolos de uma nova ordem industrial em que o favoritismo político, e não a livre concorrência, define os vencedores.

Questionamentos sobre quanto desse avanço se deve ao protecionismo estatal — e não à competitividade dos chips — dividem analistas quanto à longevidade dessa trajetória.

“Crescimentos explosivos como o da Cambricon vêm de uma base muito baixa; sua avaliação atual pode estar inflada sem um apoio político contínuo”, disse Shen Meng, diretor do banco de investimento Chanson & Co., de Pequim.

Embora Chen ainda esteja longe da fortuna de Jensen Huang, fundador da Nvidia, ele já é a terceira pessoa mais rica do mundo com 40 anos ou menos, atrás apenas de Lukas Walton e Mark Mateschitz, herdeiros das fortunas Walmart e Red Bull, respectivamente.

As ações da Cambricon — e, por extensão, o patrimônio de Chen — dispararam em agosto, quando Pequim instruiu empresas locais a evitarem usar os processadores H20 da Nvidia, especialmente em projetos governamentais.

A empresa tentou esfriar o frenesi dos investidores, advertindo em documento à Bolsa de Xangai que ainda enfrenta sanções dos EUA e ressaltando as dificuldades de escalar tecnologicamente. Também desmentiu rumores sobre produtos inexistentes em desenvolvimento.

Relatórios de corretoras mencionavam seu próximo chip Siyuan 690, embora se acredite que ainda esteja anos atrás do produto equivalente da Nvidia.

“É cedo demais para dizer se Cambricon ou Huawei, as líderes em chips de IA na China, se tornarão a ‘Nvidia chinesa’, porque o ecossistema completo da Nvidia, incluindo o CUDA, é extraordinariamente difícil de replicar rapidamente”, disse Sunny Cheung, pesquisador no think tank Jamestown Foundation, em Washington.

A Cambricon não respondeu aos pedidos de comentário da Bloomberg.

Apesar das dúvidas sobre a avaliação da empresa, a trajetória de Chen tornou-se um caso de estudo do pipeline acadêmico apoiado pelo Estado que também impulsionou o avanço surpreendente da startup DeepSeek e de seu fundador millennial, Liang Wenfeng.

Aluno superdotado

Nascido em 1985, filho de um engenheiro elétrico e de uma professora de história na cidade de Nanchang, sudeste da China, Chen teve seu talento identificado cedo. Ele e seu irmão mais velho, Chen Yunji, foram escolhidos para um programa de alunos superdotados na prestigiosa Universidade de Ciência e Tecnologia da China, em Hefei, onde obteve PhD em ciência da computação em 2010.

Depois, juntou-se ao irmão como pesquisador no Instituto de Computação da Academia Chinesa de Ciências — centro das ambições científicas do país e financiado pelo Estado.

Foi ali que os irmãos ganharam atenção com artigos acadêmicos de prestígio internacional sobre seu acelerador DianNao, em 2014. Um ano depois, apresentaram seu primeiro chip — um processador inspirado no cérebro para deep learning, batizado de Cambricon, referência à explosão Cambriana, simbolizando um ponto inicial de evolução para a IA.

Em 2016, o projeto virou empresa, com a Academia como uma das primeiras investidoras.

O primeiro grande avanço veio em 2017, quando a Huawei usou a tecnologia de processadores de IA da Cambricon para melhorar fotografia e jogos no smartphone Mate 10. A parceria terminou em 2019, quando a Huawei começou a desenvolver soluções próprias. Desde então, a Cambricon migrou gradualmente para projetar e vender chips de IA para servidores de nuvem e dispositivos de borda.

Ela abriu capital em 2020, no STAR Market, em Xangai, mas permaneceu no vermelho até registrar lucro trimestral pela primeira vez no quarto trimestre de 2024.

A empresa sofreu um revés em 2022, quando o Departamento de Comércio dos EUA a colocou na “entity list”, por supostamente buscar itens de origem americana para apoiar a modernização militar da China — restrição que limita o acesso da Cambricon a tecnologias ocidentais.

Mas as limitações não frearam as perspectivas da empresa. Quando Washington endureceu os controles e impediu Nvidia e AMD de vender chips avançados à China, criou um enorme vácuo de suprimentos. Pequim reagiu exigindo que empresas domésticas “comprassem local”, o que significa que companhias chinesas agora precisam adquirir ao menos parte de seus chips de fabricantes nacionais como Huawei ou Cambricon.

A demanda explodiu. A receita da Cambricon cresceu mais de 500% nos últimos 12 meses, mesmo competindo com a Huawei e várias outras startups chinesas.

Embora hoje seja um dos principais investimentos domésticos em IA, investidores podem voltar-se a outras rivais à medida que Moore Threads e MetaX avançam rumo a IPOs na China. Enquanto isso, as fabricantes de chips Biren Technology e Iluvatar CoreX estariam preparando aberturas de capital em Hong Kong.

“O crescimento delas é diretamente causado pela necessidade urgente de países terem infraestrutura de hardware”, disse Shuman Ghosemajumder, cofundador e CEO da Reken, startup de IA de São Francisco. “Assim como a Nvidia, acredito que elas devem enfrentar grande volatilidade nas ações, à medida que o mercado tenta determinar quanta infraestrutura realmente é necessária para modelos de IA generativa úteis — e quanto dessas expectativas foi exagerado.”

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O Brasil – e a bolsa – pode ser o maior ganhador do novo ciclo de cortes de juros nos EUA

14 de Outubro de 2025, 19:00

Poucos países reagem tanto às decisões do Federal Reserve, o Banco Central dos Estados Unidos, quanto o Brasil. Quando os juros americanos caem, o dólar tende a perder força e investidores passam a buscar mercados onde há melhores opções de retorno. Nesse cenário, com a Selic ainda em 15%, o Brasil se torna um destino atrativo para parte desse capital. E, como consequência, a bolsa brasileira também ganha.

O efeito acontece em cadeia:

  • O Fed corta juros, o que diminui a atratividade dos produtos de renda fixa nos Estados Unidos.;
  • Em busca de melhores oportunidades de retorno, investidores estrangeiros trazem recursos para o Brasil e compram títulos de renda fixa, como títulos públicos, que pagam mais;
  • Com mais dólares chegando ao país, o real se valoriza e, ao mesmo tempo, melhora a percepção de risco do país no mercado;
  • A inflação sente o alívio do real mais valorizado e, com isso, o Banco Central brasileiro pode ganhar espaço para reduzir a Selic nos próximos anos;
  • Juros mais baixos no Brasil tendem a estimular consumo e investimentos, o que ajuda a impulsionar a bolsa.
  • Em 2025, o real já se valorizou cerca de 11% frente ao dólar, que hoje gira em torno de R$ 5,20. Essa força da moeda reforça o interesse de investidores em ativos locais e reduz pressões inflacionárias internas.

A experiência de outros ciclos reforça esse ponto: em períodos de queda de juros, o Ibovespa subiu em média 10% nos seis meses seguintes ao primeiro corte. Agora, o mercado projeta que a Selic siga elevada até o fim de 2025, mas comece a cair em 2026. E que termine o próximo ano em 12,25% e atinja 9,75% em 2027, segundo estimativas do Goldman Sachs.

Do lado externo, o Goldman também projeta que o Fed faça mais dois cortes em 2025 e outros dois em 2026, levando a taxa americana para algo entre 3% e 3,25% até meados de 2026. Essa trajetória define o ritmo de desvalorização do dólar e o tamanho do fluxo que pode chegar a emergentes como o Brasil.

Esse pano de fundo recoloca a bolsa brasileira no radar de grandes investidores globais. E cria oportunidades em diferentes setores. Analistas dividem essas ações brasileiras em dois blocos:

  • Cíclicas domésticas: companhias ligadas a crédito e consumo, como Localiza, Cyrela, BTG Pactual, Nubank, GPS e Smartfit.
  • Defensivas sensíveis a juros: empresas que mantêm receitas estáveis, mas aumentam margens com custo de financiamento mais baixo, como Eletrobras e Equatorial em energia, Copel e Sabesp em saneamento, Multiplan em shoppings e Rede D’Or na saúde.

Mas é bom lembrar que essa dinâmica positiva não elimina os riscos do cenário: as contas públicas brasileiras seguem pressionadas, a economia chinesa dá sinais de enfraquecimento e o ambiente geopolítico pode atrapalhar o fluxo de capital para emergentes.

Mesmo com essas incertezas, a combinação atual de Selic alta, bolsa negociada a múltiplos baixos e real mais valorizado coloca o Brasil em posição de destaque. Se a dinâmica observada em ciclos anteriores se repetir, o país pode novamente estar entre os maiores beneficiados pelo movimento de cortes de juros iniciado pelo Federal Reserve.

A aposta de US$ 40 bilhões da BlackRock em uma empresa de data center menos conhecida

3 de Outubro de 2025, 20:35

No início do ano, uma empresa de infraestrutura distante dos holofotes chamada Aligned Data Centers conseguiu arrecadar US$ 12 bilhões — mais do que algumas das principais startups de inteligência artificial do mundo conseguiram em uma única rodada. O objetivo: expandir drasticamente sua presença para atender à crescente demanda pelas instalações que alimentam os sistemas de IA.

Nove meses depois, com grande parte dessa expansão ainda em andamento, a Aligned está em negociações avançadas para ser adquirida pela Global Infrastructure Partners (GIP), fundo da BlackRock, em um acordo de US$ 40 bilhões. A transação está a caminho de ser uma das maiores do ano e, potencialmente, a maior já realizada por uma empresa de data centers

As negociações de aquisição, noticiadas pela Bloomberg na noite de quinta-feira (2), citando pessoas familiarizadas com o tema, são indicativas de quanto dinheiro os investidores estão dispostos a investir em empresas consideradas essenciais para o boom da IA. De acordo com um relatório do Goldman Sachs, empresas relacionadas à IA responderam por US$ 141 bilhões em emissões de crédito corporativo até agora neste ano, superando os US$ 127 bilhões em dívida total do ano passado.

À medida que as empresas de tecnologia se dizem preparadas para investir centenas de bilhões, senão trilhões, em infraestrutura física para IA, há uma demanda crescente por empresas como a Aligned, que prometem atender a essas necessidades. Isso é verdade mesmo que a maior parte da capacidade do data center da Aligned – e a receita esperada com ele – ainda esteja em fase de planejamento. 

“Eles têm muita atividade planejada”, disse Ari Klein, analista da BMO Capital Markets, sobre a Aligned em particular. “Você provavelmente está vendo empresas pagando por essa atividade planejada, ou pelo que pode vir a acontecer.”

Fundada em 2013, quase uma década antes do boom da IA ​​generativa, a Aligned há muito tempo se concentra em fornecer data centers personalizados para empresas, com ênfase em eficiência e sustentabilidade. A empresa conta com o apoio da Macquarie Asset Management e possui 78 data centers sob gestão ou em desenvolvimento nas Américas, de acordo com seu portal. 

Assim como outros provedores de data centers, a Aligned tem enfrentado novas pressões nos últimos anos para construir mais e maiores data centers para IA. Em janeiro, a Aligned anunciou ter levantado US$ 12 bilhões em capital e dívida para acelerar seus planos de construir 5 gigawatts de capacidade de data center, o suficiente para abastecer metade da cidade de Nova York em um dia quente.

O investimento tinha como objetivo ajudar a Aligned a “aproveitar oportunidades impulsionadas pela crescente demanda por infraestrutura preparada para IA”, disse Andrew Schaap, CEO da empresa, em uma publicação nas redes sociais na época. “A Align está pronta para enfrentar este momento.”

O único desafio é que os data centers — e toda a infraestrutura, incluindo as fontes de alimentação para apoiá-los — levam tempo. Atualmente, a Aligned tem pouco mais de 600 megawatts de capacidade de data center em operação, com outros 700 megawatts em construção, de acordo com a DC Byte, empresa de inteligência de mercado que monitora o setor. Ainda assim, a capacidade combinada torna a Aligned uma “operação de tamanho razoável”, segundo o fundador da DC Byte, Edward Galvin. 

A Coreweave, provedora de nuvem que fechou acordos com a OpenAI e a Nvidia, possui 470 megawatts de capacidade ativa, de acordo com documentos públicos , com muito mais planejado. A CoreWeave reportou pouco mais de US$ 1,91 bilhão em receita em 2024. E embora a Aligned esteja em negociações para ser vendida por potencialmente US$ 40 bilhões, a Coreweave tem um valor de mercado de mais de US$ 65 bilhões.

A Aligned não divulgou publicamente seus números de vendas. Se cobrasse cerca de US$ 210 por quilowatt por mês, o padrão do setor para preços de data center, segundo a empresa de serviços imobiliários comerciais CBRE, a receita anual da Aligned seria de quase US$ 1,6 bilhão. Esse valor subiria para US$ 3,4 bilhões, incluindo a capacidade em construção. 

Representantes da Aligned não responderam a um pedido de comentário. 

A Aligned também está desenvolvendo um novo data center no Texas para a Lambda, uma empresa de infraestrutura em nuvem apoiada pela Nvidia . O projeto ainda está em construção.

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