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Como a Epic Games precisa da Disney para tentar reverter a fase difícil do ‘Fortnite’

10 de Abril de 2026, 16:54

A Epic Games está apostando em sua parceria com a The Walt Disney Company como principal motor de retomada do crescimento do Fortnite, após uma série de lançamentos abaixo do esperado e demissões recentes na companhia.

No mês passado, a empresa cortou cerca de 1.000 funcionários em um esforço de redução de custos estimado em US$ 500 milhões e reconheceu internamente que diversos novos jogos e atualizações do Fortnite não tiveram boa recepção. Entre eles, modos como o “Ballistic” e o “Festival Battle Stage” serão descontinuados, enquanto o “Rocket Racing” será encerrado em outubro.

Em comunicado interno, o CEO da Epic, Tim Sweeney, afirmou que, apesar de o Fortnite seguir como um dos jogos mais bem-sucedidos do mundo, a empresa tem enfrentado dificuldades para manter consistência nas atualizações e no engajamento do público.

De Marvel a Pixar

A nova aposta da companhia está centrada em uma série de jogos desenvolvidos em parceria com a Disney, que investiu US$ 1,5 bilhão na Epic há dois anos. O primeiro título dessa colaboração deve ser lançado em novembro e terá formato de jogo de tiro com personagens das propriedades da Disney, incluindo Marvel, Star Wars e Pixar.

Segundo fontes internas, o projeto é visto como estratégico para revitalizar o Fortnite e ampliar seu alcance global, embora algumas versões iniciais tenham recebido avaliações internas consideradas “medianas”.

A parceria também prevê pelo menos mais dois jogos adicionais, mas parte dos recursos já foi redirecionada após preocupações com o cronograma de desenvolvimento.

Apesar disso, a Disney afirmou que mantém confiança na colaboração e que o projeto segue dentro de sua estratégia de longo prazo para construir um ecossistema integrado de jogos e entretenimento.

A Epic Games afirmou que sua abordagem de desenvolvimento é baseada em lançamentos rápidos e melhorias contínuas, ainda que isso tenha levado, segundo funcionários, a produtos lançados em estágios iniciais de maturação.

A companhia foi fundada em Cary, na Carolina do Norte, e ganhou destaque global em 2017 com o sucesso do Fortnite no modo battle royale, que rapidamente se tornou um fenômeno global e gerou bilhões de dólares em receita nos anos seguintes.

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Efeito Trump? Disney fala em ‘ventos contrários’ para o turismo internacional em seus parques nos EUA

2 de Fevereiro de 2026, 15:33

A Disney alertou nesta segunda-feira (2) que enfrenta “ventos contrários na visitação internacional” em seus parques temáticos americanos, e que isso deve limitar o crescimento do lucro operacional da divisão no trimestre atual.

O aviso foi dado durante a divulgação dos resultados do primeiro trimestre fiscal. O CFO Hugh Johnston não quis detalhar as razões da desaceleração, mas confirmou que a empresa já está reagindo: tanto a Disneyland, na Califórnia, quanto o Walt Disney World, na Flórida, estão redirecionando seus esforços de marketing para atrair visitantes domésticos em vez de estrangeiros.

O contexto ajuda a explicar a cautela da empresa. Tensões diplomáticas do governo Trump com aliados tradicionais, a imposição de tarifas comerciais e processos mais rigorosos de verificação de vistos têm levantado preocupações crescentes sobre a disposição de estrangeiros em visitar os Estados Unidos.

Apesar da sinalização de cautela para os próximos meses, os números do trimestre encerrado em 27 de dezembro ainda foram fortes. A divisão de experiências — que engloba parques temáticos, cruzeiros e produtos de consumo — registrou receita recorde de US$ 10 bilhões, alta de 6% na comparação anual. O lucro operacional também bateu recorde trimestral, chegando a US$ 3,3 bilhões, igualmente 6% acima do ano anterior.

desempenho foi puxado por uma combinação de fatores. A frequência nos parques americanos subiu 1%, enquanto o gasto médio por visitante cresceu 4%. A linha de cruzeiros também contribuiu, com mais reservas após a adição de um novo navio à frota.

A divisão de experiências é o motor de lucro da Disney — e por isso mesmo será uma das principais responsabilidades do próximo CEO da companhia. Segundo o Wall Street Journal, o conselho de administração se reúne esta semana na sede em Burbank, na Califórnia, e deve votar o sucessor de Bob Iger.

De acordo com o jornal, a disputa está entre dois executivos da casa: Josh D’Amaro, atual presidente da divisão de experiências, e Dana Walden, copresidente da divisão de entretenimento. A especulação sobre quem ficará com o cargo — e qual será o destino do preterido — tem consumido funcionários da Disney e boa parte de Hollywood nos últimos meses, segundo a publicação.

Lucros sólidos devem impulsionar ações dos EUA em 2026

10 de Novembro de 2025, 11:18

Os robustos resultados corporativos impulsionarão o rali das ações dos Estados Unidos em 2026, uma vez que os riscos em torno de uma perspectiva incerta para os juros se mostrarão de curta duração, de acordo com alguns estrategistas de Wall Street.

Michael Wilson, do Morgan Stanley, disse que existiam “sinais claros” de que uma recuperação dos lucros estava em curso e que as empresas americanas desfrutavam de maior poder de precificação. Ele também apontou para um ponto mínimo nas revisões de lucros, que é o número de analistas que revisam para baixo as estimativas em comparação com o número de elevações das revisões.

“Embora as incertezas decorrentes do guidance do Federal Reserve e da paralisação do governo tenham afetado a recente movimentação dos preços, esses são ventos contrários temporários no caminho para um sólido 2026, impulsionado pelo crescimento dos lucros”, escreveu Wilson em nota.

O estrategista permaneceu entre as vozes mais otimistas neste ano, mesmo com a volatilidade das ações devido à elevação das tensões comerciais dos Estados Unidos e, mais recentemente, à paralisação prolongada do governo. Um tom cauteloso do presidente do Fed, Jerome Powell, sobre as taxas de juros também havia prejudicado o sentimento.

No entanto, os futuros de ações dos EUA subiram nesta segunda-feira, enquanto o Senado deu um passo importante para reabrir o governo. Enquanto isso, a temporada de balanços tem sido muito mais forte do que o esperado. As empresas do S&P 500 registram um salto de quase 15% nos lucros do terceiro trimestre, de acordo com dados compilados pela Bloomberg Intelligence.

O S&P 500 acumula alta de 14% em 2025, e registra o terceiro ano consecutivo de ganhos.

Um índice do Citigroup mostrou que, desde meados de outubro, mais analistas ampliaram do reduziram suas estimativas. O foco agora se volta para os resultados da Nvidia, que devem ser divulgados na próxima semana e poderão oferecer pistas sobre as tendências na área da inteligência artificial.

Estrategistas do UBS Group dizem que esperam que as empresas de tecnologia voltem a impulsionar a maior parte do crescimento dos lucros americanos no próximo ano. No geral, eles preveem que o S&P 500 atingirá um recorde de 7.500 pontos até o final de 2026, o que implica ganhos de mais de 11% em relação aos níveis atuais.

Na Oppenheimer Asset Management, o estrategista John Stoltzfus disse que era muito cedo para “desistir” dos fabricantes de chips e das perspectivas para a IA.

“O enfraquecimento dos preços das ações, refletido nos principais índices atualmente parece mais um ‘haircut’ e um ‘ajuste’ do que o início de um período mais sério de declínio”, acrescentou Stoltzfus.

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