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Embraer prevê melhora gradual de rentabilidade perdida com tarifas dos EUA

6 de Março de 2026, 19:17

Durante quase um ano, a Embraer teve que enfrentar tarifas de 10% sobre as aeronaves que enviou aos Estados Unidos. Agora, com a isenção instituída pela Casa Branca no fim de fevereiro, os aviões da companhia voltaram a entrar no mercado da maior economia do mundo sem encargos extras – e a fabricante brasileira já começa a calcular o que pode recuperar.

“Nós saudamos a igualdade de condições em nossa indústria. Esse resultado beneficiará nossos clientes nos Estados Unidos”, disse o CEO Francisco Gomes Neto durante a teleconferência de resultados nesta sexta-feira (6). 

Em 2025, as tarifas tiveram impacto de US$ 54 milhões no resultado da Embraer. Mas a conta total é maior: isso porque parte dessas tarifas já foi paga sobre aviões e peças que ainda estão no estoque – e que só afetarão o balanço quando forem entregues aos clientes.

Levando isso em consideração, o total do efeito das tarifas chega a US$ 80 milhões.

Só no quarto trimestre, as tarifas custaram US$ 27 milhões à Embraer. Esse impacto ajudou a pressionar a rentabilidade da empresa: a margem operacional caiu de 10,6% em 2024 para 8% em 2025.

A maior parte do efeito veio da aviação executiva – que inclui os jatos Phenom, Praetor e Legacy. Nos três meses finais do ano, o custo foi de US$ 24 milhões para o segmento. Mesmo assim, a Embraer manteve a margem em 10,5%, sustentada por mais vendas e preços mais altos.

As cobranças das tarifas começaram em abril de 2025, quando o governo de Donald Trump impôs uma taxa mínima global de 10% sobre importações.  

Recentemente, em 20 de fevereiro, a Suprema Corte americana derrubou essa política tarifária, que julgou ilegal da maneira como foi instituída. A Casa Branca reagiu com a criação de uma nova tarifa global temporária de 10% – mas, desta vez,  isentando aeronaves, motores e peças aeroespaciais.

Cautela e recuperação em etapas

Por ora, a empresa não está fazendo planos com base no cenário mais favorável. Por segurança, o guidance financeiro para 2026 assume uma tarifa de 10% – e não zero.

“Ainda está muito nebuloso o que vai acontecer daqui para frente”, disse Antônio Garcia, CFO da Embraer.

Mesmo se a isenção de fato permanecer, o alívio não será imediato.

Como parte do estoque da Embraer ainda carrega o custo das tarifas pagas anteriormente, como citado anteriormente, a melhora nas margens deve aparecer aos poucos: cerca de dois terços do ganho deve vir em 2026, e o restante, somente em 2027, na estimativa da empresa. 

No total, a Embraer vê potencial de aumento de até 1 ponto percentual na rentabilidade.

Há ainda uma outra variável em aberto: a possibilidade de recuperar parte das tarifas já pagas. A empresa diz que observa os próximos passos do setor antes de decidir se seguirá por esse caminho. “Estamos acompanhando a situação para entender o que os nossos pares vão fazer e que resultado eles vão conseguir disso, para definir o nosso movimento”, disse o CEO.

Os números de 2025

Apesar da pressão exercida pelas tarifas comerciais, a Embraer fechou 2025 com uma receita líquida de R$ 41,9 bilhões – no maior patamar da história da companhia. O número representou um crescimento de 18% em relação a 2024, sob impulso principalmente pelos negócios de Defesa & Segurança, cuja receita avançou 36%, e de Aviação Executiva, que cresceu 24%.

A carteira de pedidos firmes, que reúne os aviões já encomendados e ainda não entregues, também bateu recorde. O volume chegou a US$ 31,6 bilhões, um aumento de 20% em um ano. O principal impulso veio da Aviação Comercial, em que as encomendas avançaram 42%.

No total, a Embraer entregou 244 aeronaves em 2025, 18% a mais do que em 2024. Foram 155 jatos executivos, 78 comerciais e 11 aeronaves de defesa, incluindo três KC-390 Millennium.

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Ações da Embraer caem até 7% após resultado. Para analistas, a recomendação é de compra

6 de Março de 2026, 14:00

As ações da Embraer operam em queda acentuada nesta sexta-feira (6) após a divulgação do balanço do quarto trimestre de 2025. E o recuo pode ser uma oportunidade de entrada no papel, segundo analistas.

As ações ordinárias (ON) chegaram a cair mais de 7% por volta de 13h, na cotação mínima do dia. Por volta das 14h, as perdas eram de 5%, com o papel negociado na casa de R$ 82.

O recuo ocorre a despeito de os números do quarto trimestre terem vindo acima das expectativas de analistas.

A queda das ações da Embraer nesta sexta-feira vem de uma reação pontual de investidores globais, preocupados com a evolução da guerra no Oriente Médio.

Como o papel é um dos preferidos os estrangeiros, o movimento de rebalanceamento em meio ao movimento de redução de exposição a risco em todo o mundo passou a penalizar a fabricante, assim como outras companhias que tenham alguma vulnerabilidade à crise do petróleo.

No caso da fabricante brasileira de aviões, a alta do preço do combustível de aviação traz insegurança sobre os rumos do setor. Isso porque os resultados das companhias aéreas são, historicamente, muito sensíveis às oscilações tanto cambiais quanto de produtos derivados do petróleo.

O ETF americano JETS, que acompanha o desempenho de ações da indústria global de aviação, apresenta um recuo de 3% nesta sexta-feira e de cerca de 7% na semana.

De qualquer modo, após o balanço da Embraer, diferentes bancos e casas de análise reforçaram a recomendação de compra para os papéis.

O JPMorgan manteve o preço-alvo em 12 meses da ação da companhia em R$ 108. O patamar representa um potencial de alta de 30% sobre as cotações atuais.

O Goldman Sachs avaliou o preço-alvo em 12 meses dos ADRs, ou seja, dos recibos de ações da Embraer negociados nos EUA, em US$ 78. Esse nível embute um potencial de ganho (upseide) de 26% em dólar para o recibo.

O Santander ajustou o preço-alvo dos ADRs para US$ 86. Isso representa um “upside” potencial de 38% frente ao nível atual das cotações.

Números recordes e perspectivas sólidas

O balanço do quarto trimestre foi considerado sólido pelo mercado. Os relatórios mostram que tanto a receita quanto o lucro operacional medido pelo Ebitda superaram em 4% o consenso do mercado.

A carteira de pedidos firmes (backlog) alcançou um recorde histórico no último trimestre de 2025. O faturamento potencial alcançou US$ 31,6 bilhões, com crescimento de 1% frente ao terceiro trimestre e de 20% quando comparado ao mesmo período de 2024.

A Embraer ainda planeja expandir sua atuação global. Há planos, por exemplo, de instalar uma fábrica de aviões comerciais na Índia, um dos maiores mercados de aviação do mundo.

Na carteira de produtos, as casas destacaram a parceria com a Northrop Grumman para o avião militar KC-390 e o lançamento dos novos jatos executivos Praetor 500E/600E, que são vistos como catalisadores para novas altas.

A companhia divulgou ainda metas consideradas otimistas para este ano, com previsão de entregar entre 80 e 85 aeronaves comerciais em 2026, versus 78 em 2025. Na aviação executiva, o plano é expandir a capacidade para até 200 jatos por ano.

As perspectivas de longo prazo também trazem potencial de crescimento sustentado para os próximos anos. A parcerias internacionais já firmadas pela Embraer incluem a colaboração com a indiana Mahindra, que pode gerar pedidos de 40 a 80 aeronaves de defesa (KC-390) já em 2026. Há também uma parceria com o grupo Adani para o modelo de jato comercial E175.

Aéreas correm para conter os efeitos do recall da Airbus

29 de Novembro de 2025, 14:36

Companhias aéreas de boa parte do mundo correm para manter suas frotas operando depois que uma grande falha de software exigiu uma atualização urgente para o A320, a aeronave mais utilizada da Airbus, limitando interrupções e cancelamento.

A Airbus disse que mais de 6 mil aeronaves podem ser afetadas pela falha — metade da frota global da aeronave. Latam e Azul, as aéreas brasileiras que operam o A320, afirmaram que seus aviões estão na outra metade. Não fazem parte do recall. Já a Gol só tem aeronaves da Boeing.

A correção de software para os jatos A320, emitida pela Agência de Segurança da Aviação da União Europeia (EASA) no fim da sexta-feira, veio após um incidente recente envolvendo um jato da americana JetBlue. que mostrou que uma “intensa radiação solar” poderia corromper dados que ajudam a manter o funcionamento dos controles de voo.

As aeronaves que precisam da correção têm de voltar à versão anterior do software, e o envio dos dados pode levar apenas de 2 a 3 horas. Mas até 1 mil jatos mais antigos vão precisar de uma atualização de hardware de fato e terão de ficar em solo durante todo o período de manutenção, segundo pessoas familiarizadas com o procedimento, que pediram anonimato ao comentar conclusões que não são públicas.

O presidente-executivo da Airbus, Guillaume Faury, disse em uma publicação no LinkedIn que as equipes da companhia estão “trabalhando 24 horas por dia para apoiar nossos operadores e garantir que essas atualizações sejam feitas o mais rápido possível, para colocar os aviões de volta no ar e retomar as operações normais”. O regulador europeu determinou que as atualizações sejam implementadas antes que as aeronaves afetadas possam voltar a voar.

Companhias aéreas e passageiros já vinham enfrentando transtornos causados por mau tempo e pelo recente fechamento do governo dos EUA, que levou a uma redução parcial do movimento de aeronaves. A FlightAware, que rastreia atrasos e cancelamentos, mostrava 452 voos — ou 20% — atrasados neste sábado na China Southern Airlines. A EasyJet tinha 323 voos, ou 21%, afetados até o meio-dia, no horário de Hong Kong.

Nos EUA, que vivem um período recorde de viagens no feriado de Ação de Graças, operadoras de cerca de 1.600 jatos da família A320 buscaram implementar as correções mantendo o mínimo de interrupção possível. A Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês) afirmou que sua diretriz emergencial de aeronavegabilidade, que espelha a dos reguladores europeus, afeta aproximadamente 545 aviões registrados nos EUA.

A American Airlines disse neste sábado que apenas quatro de suas 209 aeronaves afetadas ainda precisavam da atualização às 7h (horário central dos EUA) e que não espera impacto operacional adicional. Delta e United disseram, separadamente, que não houve impacto decorrente do problema de software do A320.

A companhia indiana IndiGo, que fez um grande pedido de aviões A320, afirmou que um total de 200 aeronaves precisava de checagem e que 160 jatos haviam sido concluídos até o meio-dia, horário local deste sábado, sem cancelamento de voos.

A Avianca, da Colômbia, informou que mais de 70% de sua frota foi afetada e que está suspendendo a venda de passagens até 8 de dezembro. A japonesa ANA Holdings Inc. cancelou 95 voos neste sábado, afetando cerca de 13.200 passageiros.

A húngara Wizz, low cost com uma frota composta apenas por aeronaves Airbus, de cerca de 250 aviões, disse que implementou com sucesso as atualizações em todas as aeronaves afetadas da família Airbus A320 durante a noite e que as operações de voo voltaram ao normal.

Voos foram cancelados na Austrália e na Nova Zelândia neste sábado, causando transtornos a passageiros, enquanto a Jetstar, subsidiária da Qantas Airways, e a Air New Zealand mantiveram alguns de seus A320 em solo para a atualização de software.

A Autoridade de Aviação Civil do Reino Unido disse que as companhias aéreas já realizaram a atualização de software “na grande maioria das aeronaves relevantes”.

“Embora algum nível de interrupção fosse esperado, muito poucos voos de companhias aéreas britânicas foram afetados, e os passageiros estão enfrentando impactos mínimos”, disse o regulador.

O A320 concorre com o 737, da Boeing, e as duas famílias de jatos são os jatos mais usados na aviação comercial, de longe. A Airbus já teve de lidar com problemas nos motores dos seus A320neo mais novos, equipados por Pratt & Whitney, que forçaram a retirada temporária de centenas de jatos de operação para manutenção.

O software de bordo é cada vez mais crítico para a estabilidade do voo em aeronaves modernas, embora um sistema com falha possa ter consequências catastróficas. A Boeing sofreu dois acidentes em rápida sucessão há alguns anos envolvendo o 737 Max, versão mais recente de seu bestseller depois que um sistema de software chamado MCAS apresentou falhas em voo.

Por Benedikt Kammel, Danny Lee e Siddharth Philip

Recall do Airbus A320 causa centenas de cancelamentos de voos mundo afora

29 de Novembro de 2025, 09:14

Companhias aéreas do mundo todo cancelaram centenas de voos depois que uma grande falha de software da Airbus forçou a fabricante a fazer um amplo recall. O objeto da ação é o A320, aeronave amplamente usada em voos domésticos. No Brasil, ela compõe boa parte da frota da Latam e da Azul.

Mais de 6 mil jatos no total — metade dos que estão em operação — podem ser afetados pela correção exigida, disse a fabricante europeia na noite de sexta-feira. Uma diretriz da autoridade de segurança aérea da Europa determinou que as atualizações de software devem ser feitas antes dos próximos voos regulares das aeronaves afetadas.

As companhias aéreas correram para implementar as atualizações nos A320, deixando temporariamente aviões em solo e desorganizando os planos de milhares de passageiros, em uma rara falha global envolvendo o jato mais vendido da Airbus.

A correção de software emergencial, emitida pela Agência de Segurança da Aviação da União Europeia na noite de sexta-feira, veio após um incidente recente envolvendo um jato da JetBlue, que mostrou que uma “radiação solar intensa” poderia corromper dados que ajudam a manter o funcionamento dos comandos de voo. Dependendo da idade da aeronave, as atualizações são um download simples ou exigem uma mudança de hardware bem mais trabalhosa.

“A Airbus reconhece que essas recomendações levarão a interrupções operacionais para passageiros e clientes”, disse a fabricante.

A descoberta é uma dor de cabeça significativa para a Airbus, considerando que a família A320 é, de longe, a aeronave mais utilizada da empresa, com mais de 11 mil em operação.

Companhias e passageiros já vinham enfrentando transtornos causados pelo mau tempo e pela recente paralisação do governo que levou a uma redução parcial dos movimentos de aeronaves. A FlightAware, que monitora atrasos e cancelamentos, mostrava 452 voos atrasados no sábado só na China Southern Airlines – 20% do total. A europeia EasyJet tinha 323 voos, ou 21%, afetados até o meio-dia no horário de Hong Kong.

Nos Estados Unidos, que vivem um período de viagens de Ação de Graças recorde, operadores de cerca de 1.600 jatos da família A320 tentaram implementar as correções minimizando ao máximo as interrupções. A Administração Federal de Aviação (FAA) disse que sua diretriz emergencial de aeronavegabilidade, que espelha a dos reguladores europeus, afeta aproximadamente 545 aviões registrados no país.

A American Airlines Group Inc. afirmou que, de suas 209 aeronaves afetadas, menos de 150 ainda precisavam da atualização até as 18h de sexta-feira, no horário central dos EUA. A indiana Indigo, que fez um pedido maciço de aviões A320, disse que um total de 200 aeronaves exigiam verificação e que 160 jatos haviam passado pelo procedimento até o meio-dia de sábado, no horário local, sem cancelamentos de voos.

A Avianca, da Colômbia, disse que mais de 70% de sua frota foi impactada e que estava suspendendo a venda de passagens até 8 de dezembro. A japonesa ANA Holdings Inc. cancelou 95 voos no sábado, afetando cerca de 13.200 passageiros.

A recomendação segue-se a um incidente perturbador em 30 de outubro, envolvendo um avião da JetBlue que voava de Cancún a Newark, em Nova Jersey, e sofreu uma falha de computador que provocou uma súbita e inesperada inclinação para baixo, sem comando dos pilotos. Ninguém ficou ferido, e o jato foi desviado para Tampa, na Flórida. Uma investigação revelou que um dos computadores de profundor e aileron da aeronave — conhecido como ELAC 2 — apresentou mau funcionamento.

“Uma avaliação técnica preliminar feita pela Airbus identificou um mau funcionamento do ELAC afetado como possível fator contribuinte”, disse o regulador europeu de segurança de voo. “Essa condição, se não corrigida, pode levar, no pior cenário, a um movimento não comandado do profundor que pode resultar em exceder a capacidade estrutural da aeronave.”

Segundo pessoas a par do assunto, a maior parte dos jatos pode receber uma atualização simples a partir da cabine, com tempo mínimo de inatividade. Mas cerca de 1.000 aeronaves mais antigas precisarão de uma atualização de hardware de fato e terão de ficar em solo durante todo o período de manutenção, disseram essas pessoas, que pediram anonimato para discutir conclusões não públicas.

A húngara Wizz Air Holdings Plc, uma companhia de baixo custo que opera uma frota composta apenas por Airbus, com cerca de 250 aeronaves, disse que implementou com sucesso as atualizações em todos os aviões afetados da família A320 durante a noite e que as operações de voo voltaram ao normal.

Voos foram cancelados na Austrália e na Nova Zelândia no sábado, causando transtornos, enquanto a Jetstar, subsidiária da Qantas Airways Ltd., e a Air New Zealand Ltd. deixaram alguns de seus A320 em solo para a atualização do software.

A Autoridade de Aviação Civil do Reino Unido disse que companhias que operam as aeronaves afetadas, em alguns casos, terão de alterar o software nos próximos dias ou permanecer em solo a partir de domingo, embora apenas algumas empresas britânicas sejam afetadas. A British Airways, maior companhia aérea do Reino Unido, com uma frota de quase 150 jatos da família A320, não terá impacto para os passageiros, disse o regulador.

O A320 concorre com o 737, da Boeing, e as duas famílias de jatos são os grandes cavalos de batalha da aviação comercial. A Airbus já vinha lidando com problemas de motor em seus A320neo mais novos, equipados com turbinas da Pratt & Whitney, que obrigaram centenas de aviões a serem retirados temporariamente de serviço para manutenção.

O A320 é operado com a chamada tecnologia fly-by-wire, que se baseia em comandos eletrônicos em vez de mecanismos hidráulicos. O sistema ELAC, cujo hardware é fabricado pela francesa Thales SA, ajuda a gerenciar parâmetros críticos de voo, como o trim do estabilizador, e garante que a aeronave permaneça dentro de seu envelope de voo previsto, evitando comandos excessivos ou acidentais.

A Airbus introduziu a aeronave em questão no fim dos anos 1980, e seu enorme sucesso tornou a fabricante europeia a número 1 global, ultrapassando a Boeing. A família A320 inclui hoje o modelo menor A319, o A320 “clássico” e o maior e cada vez mais popular A321. Há cerca de uma década, a Airbus passou a equipar o avião com motores novos e mais eficientes em consumo de combustível, a chamada opção de nova geração de motores, ou “neo”.

A correção anunciada hoje inclui tanto os A320neo quanto os modelos clássicos mais antigos da família A320, disse a Airbus.

O software de bordo é cada vez mais crítico para a estabilidade de voo em aeronaves modernas, embora um sistema com falha possa ter consequências catastróficas. A Boeing sofreu dois acidentes em rápida sucessão há alguns anos envolvendo o 737 Max, depois que um sistema de software chamado MCAS apresentou falhas em voo.

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