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Apple e OpenAI vivem crise e podem parar na Justiça, diz agência

14 de Maio de 2026, 16:47
Arte com o logotipo da Apple em diferentes gradientes de cores, incluindo tons de azul, roxo, rosa, laranja e amarelo, sobre um fundo preto. Os logos estão levemente inclinados, criando uma sensação de movimento. Na parte inferior direita, está o logotipo do "Tecnoblog".
Apple avançou em um acordo com o Google para substituir o ChatGPT (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • OpenAI pode processar a Apple por quebra de contrato devido à baixa adesão do ChatGPT no iOS.
  • Segundo a Bloomberg, a insatisfação da OpenAI é causada pela limitação do uso do ChatGPT em sistemas operacionais da Apple.
  • A Apple abrirá sua plataforma para modelos concorrentes no iOS 27, permitindo escolher qual motor de IA responderá às solicitações na Siri.

Uma das colaborações promissoras do Vale do Silício corre o risco de acabar nos tribunais. Após dois anos, a aliança estratégica entre Apple e OpenAI apresenta fortes sinais de desgaste. Segundo Mark Gurman, da Bloomberg, a startup de inteligência artificial estuda processar a gigante de Cupertino por quebra de contrato.

O principal motivo para a crise seria a integração do ChatGPT no ecossistema da Maçã, que teria frustrado as expectativas financeiras da desenvolvedora.

Por que a OpenAI pode processar a Apple?

Imagem mostra o CEO da OpenAI, Sam Altman, à esquerda, e o logo do ChatGPT à direita. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog"
Empresa de Sam Altman pode levar Apple à Justiça (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A insatisfação da OpenAI envolve a maneira como a Apple limitou o uso do ChatGPT em seus sistemas operacionais. Inicialmente, a startup acreditava que a integração nativa com a Siri e o posicionamento privilegiado em outros softwares impulsionariam a adoção de planos pagos.

Mas, na prática, o uso da tecnologia permaneceu restrito. De acordo com pesquisas conduzidas pela própria OpenAI, as respostas fornecidas pela integração nativa acabam sendo limitadas e exibidas em janelas pequenas. Como resultado, os consumidores continuam usando o aplicativo oficial do chatbot.

À Bloomberg, um executivo da OpenAI afirmou que a empresa fez tudo o que estava ao seu alcance, mas a Apple não se esforçou para promover a ferramenta. Diante desse cenário, a startup estuda uma possível notificação antes de avançar legalmente.

O atrito não seria unilateral. A Apple também acumula críticas em relação à parceira, especialmente no que diz respeito às políticas de proteção de dados dos usuários.

Além disso, a companhia de Sam Altman adquiriu a startup de hardware liderada por Jony Ive, ex-chefe de design da própria Apple. Para agravar a situação, a OpenAI estaria recrutando engenheiros da parceira, o que teria gerado um forte mal-estar nos bastidores.

Novos rivais no iOS 27

ChatGPT no iPhone
Integração do ChatGPT deve perder exclusividade no iOS 27 (ilustração: reprodução/Apple)

Como reflexo dessa relação desgastada, a presença exclusiva do ChatGPT nos softwares da Apple está com os dias contados. A fabricante do iPhone abrirá sua plataforma para modelos concorrentes no iOS 27, que terá mais detalhes revelados na WWDC no dia 8 de junho.

O novo sistema permitirá que os usuários escolham qual motor de IA responderá às solicitações na Siri. A Apple já teria testado integrações com o Claude, da Anthropic, e firmou uma parceria de peso com o Google para reformular seus próprios modelos de IA utilizando o Gemini.

Essa diversificação ocorre em um momento delicado para a Apple, que foi alvo de ações por propaganda enganosa nos Estados Unidos e no Brasil, ambas por atrasos na entrega dos recursos de IA prometidos para 2024.

Apple e OpenAI vivem crise e podem parar na Justiça, diz agência

Apple (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

ChatGPT e Sam Altman, CEO da OpenAI (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Daybreak: OpenAI lança IA que prevê ataques cibernéticos

12 de Maio de 2026, 10:24
Imagem com fundo em tons escuros de verde-petróleo e preto, sobre o qual estão dispostas formas circulares transparentes e brilhantes que dão profundidade. No centro, está o logotipo da empresa OpenAI: o símbolo branco estilizado em forma de flor, seguido do nome "OpenAI" em fonte branca. O logo do "Tecnoblog" aparece no canto inferior direito.
Daybreak deve rivalizar com o Claude Mythos, da Anthropic (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • OpenAI lançou o Daybreak, uma inteligência artificial projetada para prever e prevenir ataques cibernéticos.
  • O Daybreak analisa o código-fonte de uma organização, simula ataques e identifica vulnerabilidades para aplicar correções automatizadas.
  • A novidade é uma resposta ao lançamento do Claude Mythos pela Anthropic, uma IA considerada “perigosa demais” pela própria empresa.

A OpenAI anunciou ontem (11/05) a chegada do Daybreak, uma inteligência artificial desenvolvida especialmente para o setor de segurança da informação corporativa. A ferramenta promete antecipar ameaças digitais, vasculhando sistemas em busca de vulnerabilidades e aplicando correções antes que cibercriminosos tenham a chance de explorá-las.

Não é uma novidade voltada para o público geral, mas preenche um vazio importante no portfólio da companhia liderada por Sam Altman, que até então não contava com uma solução dedicada à proteção de grandes infraestruturas. De quebra, o lançamento coloca a criadora do ChatGPT em disputa direta com a rival Anthropic, que há pouco lançou o Claude Mythos — IA considerada “perigosa demais” pela própria empresa.

Como o Daybreak funciona?

Segundo a OpenAI, a novidade vai além de um modelo de linguagem comum. Na verdade, é um pacote que une as versões mais recentes das IAs da empresa. Seu grande trunfo é a criação de um modelo feito sob medida para cada organização que contrata o serviço.

O processo começa com a leitura do código-fonte do cliente. Para isso, a ferramenta utiliza o agente do Codex Security — sistema voltado para revisão de programação lançado em março. Após essa varredura profunda, a IA veste o chapéu de um invasor: ela simula o pensamento hacker e mapeia as rotas com maior probabilidade de sucesso em um ataque real.

Nova IA da OpenAI foca em proteger infraestruturas corporativas (imagem: reprodução/OpenAI)

Com as vulnerabilidades identificadas, o Daybreak valida rapidamente quais delas representam riscos práticos no dia a dia da empresa. A etapa final é a ação corretiva automatizada. O sistema isola a ameaça, dispara alertas precisos para a equipe de TI e aplica as correções prioritárias.

Todo esse motor é alimentado por uma nova geração de modelos focados em lógica de programação e defesa de redes, incluindo o recém-anunciado GPT-5.5 e o modelo especializado GPT-5.5-Cyber.

Empresa quer rival para o Claude Mythos

Há pouco mais de um mês, a Anthropic agitou o mercado ao revelar o Claude Mythos. O modelo seria capaz de realizar capacidades analíticas tão impressionantes que a própria desenvolvedora o considerou perigoso demais para o público geral, temendo sua utilização na criação de malwares devastadores.

A estratégia da Anthropic foi restringir o Mythos a um grupo corporativo seleto. O plano de isolamento, porém, falhou. Investigações posteriores revelaram que a infraestrutura da companhia sofreu violações, concedendo acesso não autorizado aos recursos da ferramenta e gerando um enorme constrangimento.

Ciente do tropeço da concorrência, a OpenAI adotou um tom bem cauteloso. A dona do ChatGPT destacou que o desenvolvimento e a implementação do Daybreak estão sendo conduzidos em parceria estreita com especialistas da indústria e agências governamentais.

O objetivo central é garantir proteções rigorosas para que os modelos permaneçam exclusivamente nas mãos de defensores, evitando que a solução se transforme em um novo problema de segurança.

Daybreak: OpenAI lança IA que prevê ataques cibernéticos

OpenAI (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

OpenAI não bateu metas de crescimento e receita, diz jornal

28 de Abril de 2026, 16:07
Arte com o logotipo da OpenAI. À direita, há a imagem da sombra de uma pessoa mexendo em um celular. Na parte inferior direita, está o logotipo do Tecnoblog.
OpenAI pode concentrar esforços em ferramentas de programação, diz reportagem (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • OpenAI não atingiu metas de crescimento e receita no início de 2026 e não alcançou 1 bilhão de usuários ativos semanalmente no final de 2025, segundo o Wall Street Journal.
  • Empresa diz estar em curva acentuada de crescimento entre consumidores, empresas e desenvolvedores.
  • Companhia descontinuou o gerador de vídeos Sora e lançou o modelo GPT-5.5, com foco em programação.

A OpenAI não conseguiu cumprir várias estimativas mensais de receita no início de 2026 e não atingiu a marca de 1 bilhão de usuários ativos semanalmente no final de 2025, segundo uma reportagem do Wall Street Journal.

A empresa rebateu a publicação, chamando a matéria de “clickbait” e dizendo que está “a todo vapor” nos ramos de consumidores individuais e clientes corporativos.

O que está acontecendo com a OpenAI?

A imagem é uma composição gráfica com dois elementos principais: à esquerda, o CEO da OpenAI, Sam Altman, um homem de cabelo castanho escuro e pele clara, vestindo um suéter verde e falando enquanto gesticula, usando um microfone de lapela. À direita, o logotipo da OpenAI em destaque central, sobre um fundo com tons de verde e formas geométricas. No canto inferior direito, aparece o logotipo do "tecnoblog" em branco.
Sam Altman nega problemas no crescimento da OpenAI (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

De acordo com as fontes ouvidas pelo WSJ, a CFO da OpenAI, Sarah Friar, teria expressado preocupação, pois teme que, caso o faturamento não cresça no ritmo esperado, a empresa não consiga pagar por mais capacidade computacional no futuro.

A reportagem afirma que Friar e outros executivos estão procurando maneiras de cortar custos, enquanto o conselho de diretores revisa contratos feitos com fornecedores para construção de data centers.

Não é a primeira vez que o Wall Street Journal aborda possíveis dificuldades internas da OpenAI. Em março, o jornal publicou uma reportagem afirmando que a empresa concentrará seus esforços em ferramentas para desenvolvedores, seguindo os passos da Anthropic.

A publicação também apurou que o encerramento da ferramenta de geração de vídeos Sora se deu por causa dos elevados custos e da queda no número de usuários.

Na última quinta-feira (23/04), a OpenAI apresentou o modelo GPT-5.5, com foco em tarefas de programação, análise de dados, criação de documentos e planilhas e operação de softwares.

O que diz a OpenAI?

A OpenAI negou que estaria abaixo de suas metas ou com dificuldades para honrar compromissos.

“Isso é ridículo. Estamos alinhados em investir o máximo que podemos em computação e trabalhando duro para isso todos os dias”, afirmaram Friar e o CEO Sam Altman em um comunicado enviado à CNBC.

“Estamos em uma curva acentuada de crescimento entre consumidores, empresas e desenvolvedores”, declarou Steve Sharpe, chefe de comunicações da OpenAI, à NBC News.

Com informações da CNBC e da NBC News

OpenAI não bateu metas de crescimento e receita, diz jornal

ChatGPT, da OpenAI, é preferência nas empresas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Sam Altman, CEO da OpenAI, quer nível 5 antes de 2030 (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Licenciamento de modelos da OpenAI não será mais exclusivo da Microsoft

27 de Abril de 2026, 13:51
A imagem é uma composição gráfica com dois elementos principais: à esquerda, o CEO da OpenAI, Sam Altman, um homem de cabelo castanho escuro e pele clara, vestindo um suéter verde e falando enquanto gesticula, usando um microfone de lapela. À direita, o logotipo da OpenAI em destaque central, sobre um fundo com tons de verde e formas geométricas. No canto inferior direito, aparece o logotipo do "tecnoblog" em branco.
Sam Altman é CEO e cofundador da OpenAI (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Microsoft e a OpenAI anunciaram uma revisão nos termos de sua parceria, permitindo que a Microsoft continue a ter acesso aos modelos de IA da OpenAI, mas não de forma exclusiva.
  • A divisão de receitas será aplicada apenas ao faturamento da OpenAI, com a empresa pagando 20% de seu faturamento à Microsoft até 2030, com um limite total.
  • A OpenAI poderá oferecer seus produtos em qualquer plataforma de computação em nuvem, não apenas na Azure da Microsoft, mas a Azure será a primeira a receber os produtos.

Microsoft e OpenAI anunciaram, nesta segunda-feira (27/04), uma revisão nos termos de sua parceria. Com o novo acordo, a Microsoft continua tendo as licenças dos modelos de inteligência artificial da OpenAI, mas não mais de forma exclusiva.

Além disso, houve mudanças na divisão de receitas, e a OpenAI poderá oferecer seus produtos em qualquer plataforma de computação em nuvem — a Azure, da Microsoft, será apenas a primeira a receber.

O que mudou no acordo entre Microsoft e OpenAI?

Sam Altman e Satya Nadella
Sam Altman e Satya Nadella juntos em 2019 (foto: divulgação/Microsoft)

A divisão de receitas vai se aplicar apenas ao dinheiro da OpenAI — a Microsoft não fará mais pagamentos à startup. A desenvolvedora do ChatGPT fará pagamentos até 2030, sujeitos a um limite total, independentemente do progresso tecnológico dos modelos.

Essa última parte é importante: o acordo anterior incluía mudanças após a OpenAI atingir a chamada inteligência artificial geral, ou AGI, na sigla em inglês. Esse é um conceito controverso e difícil de definir — por isso, ele se tornou objeto de disputa entre as duas empresas. Agora, o termo some dos contratos.

O anúncio não entra em detalhes, mas, segundo a CNBC, a OpenAI paga à Microsoft 20% de seu faturamento, porcentagem que não sofrerá alteração nos novos termos.

O acordo mantém que a Microsoft é o principal provedor de cloud e que os produtos da OpenAI devem fazer sua estreia na Azure. Por outro lado, a startup pode oferecê-los em qualquer provedor, como AWS e Google Cloud.

A Microsoft ainda terá licenças das propriedades intelectuais da OpenAI até 2032, mas elas não serão exclusivas, segundo as empresas. Isso significa que a desenvolvedora do ChatGPT pode fazer acordos envolvendo seus modelos de inteligência artificial com outras empresas.

Relembre a parceria

A Microsoft foi uma das primeiras investidoras da OpenAI: ela apostou na empresa em 2019, anos antes do ChatGPT surgir. Ao todo, foram US$ 13 bilhões de investimentos. Graças a isso, a companhia esteve bem posicionada e foi capaz de acelerar o lançamento de produtos com IA generativa no Bing, no Edge e no Windows, por exemplo.

Em outubro de 2025, a OpenAI fez uma reestruturação em seu braço com fins lucrativos, criando uma corporação de benefício público chamada OpenAI Group PBC. A Microsoft tem uma fatia de cerca de 27% da empresa — na época, a fatia estava avaliada em cerca de US$ 135 bilhões.

Licenciamento de modelos da OpenAI não será mais exclusivo da Microsoft

Sam Altman, CEO da OpenAI, quer nível 5 antes de 2030 (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

OpenAI pode lançar um smartphone com foco em IA

27 de Abril de 2026, 12:28
Arte com o logotipo da OpenAI. À direita, há a imagem da sombra de uma pessoa mexendo em um celular. Na parte inferior direita, está o logotipo do Tecnoblog.
OpenAI avalia lançamento de smartphones (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • OpenAI pode lançar um smartphone com IA em 2028.
  • O dispositivo seria centrado no uso de agentes de IA para operar de forma contínua e contextual, com capacidade de tomar decisões autônomas.
  • Segundo o rumor, a OpenAI pretende trabalhar com a MediaTek e a Qualcomm no fornecimento de chips.

A OpenAI, empresa por trás do ChatGPT, estaria desenvolvendo um smartphone próprio voltado para o uso de inteligência artificial. O dispositivo teria produção em larga escala prevista para 2028.

De acordo com o analista de cadeia de suprimentos Ming-Chi Kuo, conhecido por acompanhar a indústria de hardware, a OpenAI deve definir as especificações finais e a lista completa de fornecedores entre o fim deste ano e o primeiro trimestre de 2027.

Segundo Kuo, o projeto marcaria uma mudança na postura pública da empresa, que até então não indicava planos de entrar no mercado de telefonia. Ele afirma, ainda, que a empresa pretende trabalhar com a MediaTek e a Qualcomm no fornecimento de chips, enquanto a montagem ficaria a cargo da Luxshare Precision Industry, parceira tradicional da Apple na fabricação dos aparelhos.

Dispositivo pensado para agentes de IA

Arte com o logotipo do ChatGPT da OpenAI em um fundo de cor verde. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog" é visível.
Aparelho deve ter suporte nativo a agentes de IA como diferencial (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A proposta do smartphone seria de um dispositivo centrado no uso de “agentes de IA”, capazes de operar de forma contínua e contextual. Na avaliação de Kuo, o smartphone é o formato ideal para esse tipo de aplicação por reunir dados em tempo real sobre o usuário, como localização, comunicações e outros contextos de uso.

Lembrando que agentes de IA são sistemas capazes de executar tarefas para o usuário de forma autônoma diretamente nos dispositivos.

A ideia seria que a inteligência artificial assumisse o controle e fosse capaz de tomar decisões de forma autônoma. O primeiro projeto da OpenAI nesse mercado foi o Operator, no início de 2025, capaz de realizar compras em navegadores web, por exemplo. Posteriormente, a companhia revelou o Codex, voltado à programação.

A imagem mostra uma captura de tela de um celular exibindo uma conversa com o ChatGPT 4o. A pergunta do usuário é: "Qual a melhor máquina de café expresso abaixo de 0 que chega perto do sabor do café na Itália?". O ChatGPT responde com duas opções de máquinas de café expresso com seus respectivos preços e breves descrições. O nome "ChatGPT 4o" aparece no topo da conversa.
Compras no ChatGPT (imagem: reprodução/X)

Com os agentes de IA no smartphone, a OpenAI diminuiria a dependência da abertura de apps isoladamente, baseando a experiência em uma interface capaz de executar tarefas de forma mais integrada.

Para viabilizar esse tipo de funcionamento, a OpenAI avalia controlar tanto o hardware quanto o sistema operacional. O modelo de negócios poderia incluir assinaturas e a criação de um novo ecossistema de desenvolvedores voltado a esses agentes.

O Google já se adiantou com o lançamento de capacidades agênticas para o Gemini no Android, e a tecnologia deve ser um dos grandes focos da big tech para o sistema operacional nos próximos anos.

Mudança em direção ao hardware

A aposta em um smartphone representa uma mudança na estratégia da OpenAI quanto ao desenvolvimento de hardware. Segundo o portal MacRumors, relatos anteriores indicavam que a empresa estudava formatos alternativos, como alto-falantes inteligentes, óculos, lâmpadas e fones de ouvido.

Esses projetos foram desenvolvidos em parceria com Jony Ive, ex-chefe de design da Apple. A OpenAI chegou a adquirir a startup do designer, a io Products, por US$ 6,5 bilhões.

Apesar do foco no telefone, a primeira iniciativa de hardware da empresa pode ser um dispositivo mais simples, como um alto-falante inteligente. O anúncio é esperado para o segundo semestre deste ano, com lançamento previsto para o início de 2027.

OpenAI pode lançar um smartphone com foco em IA

ChatGPT, da OpenAI, é preferência nas empresas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

ChatGPT (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Compras no ChatGPT (imagem: reprodução/X)

Tinder terá polêmica verificação por íris para combater perfis de IA

26 de Abril de 2026, 00:06
Imagem mostra uma mão segurando um iPhone, com a tela exibindo o logo do Tinder
Tinder ganha nova camada de segurança, mas serviço é proibido no Brasil (imagem: Unsplash/Good Faces Agency)
Resumo
  • Tinder anuncia reconhecimento de íris para combater perfis falsos com IA.
  • O reconhecimento de íris ocorre via World ID, parceria com a Tools for Humanity, empresa cofundada por Sam Altman, CEO da Open AI.
  • A novidade foi testada no Japão e chega em outras partes do mundo em breve, com bônus e selo de verificação para usuários que fizerem a checagem.
  • No Brasil, o World ID foi proibido em janeiro de 2025 pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados.

O Tinder anunciou uma nova ferramenta para combater casos de catfish utilizando inteligência artificial na plataforma: o reconhecimento de íris via World ID. A novidade fica disponível a partir do serviço World graças a uma parceria com a Tools for Humanity, empresa cofundada por Sam Altman, CEO da Open AI.

Nos países em que estará disponível, o reconhecimento de íris do Tinder será no próprio app, com direito a bônus para usados os usuários que fizerem a checagem. Eles ganharão selo de verificado. Não há informações sobre banimento de contas sem essa confirmação.

O recurso foi testado no Japão e chega em outras partes do mundo “em breve”. Essa tecnologia, vale lembrar, está proibida no Brasil, após decisão da ANPD. Ou seja: nada de World ID no Tinder BR, pelo menos por enquanto.

Dispositivo da World faz a captura e converte tosto da pessoa num hash único (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Dispositivo da World é uma das opções para criar World ID, disponível também via app (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

IA em golpes de namoro

O reconhecimento de íris é um “passo natural” da plataforma, de acordo com o Match Group, dono do Tinder. Vale lembrar que o app de namoro já exige um vídeo de verificação de humanidade para seus usuários, e o World ID vem como uma camada extra de combate a golpes.

Segundo a Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos, usuários de apps de namoro perderam US$ 1 bilhões em fraudes somente em 2025, o que dá cerca de R$ 5 bilhões. Além disso, trazendo para a realidade brasileira, a Meta processou duas empresas e duas pessoas por produzirem deepfakes do médico Drauzio Varella para vender medicamentos falsos na internet.

Ilustração de deepfake
Deepfakes com IA levam empresas a buscarem novas soluções de segurança (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Segundo a BBC, uma usuária do Tinder no Reino Unido afirmou que 30% das contas visualizadas ao navegar pelo app são de bots, com descrições, melhorias e até mesmo chat com IA. Um levantamento da Norton divulgado em janeiro também reforça esse relato, apontando que mais da metade dos usuários de aplicativos de namoro nos EUA já se encontraram em situações do tipo.

Por que o World ID foi proibido no Brasil?

No Brasil, o serviço que oferece a criação da World ID não está disponível desde o início de 2025, por decisão da ANPD. Isso porque a proposta do então Worldcoin era oferecer dinheiro aos participantes do projeto que fizessem a leitura de íris. A Coordenação-Geral de Fiscalização CGF) da autarquia federal entendeu que essa oferta “interfere na livre manifestação da vontade do indivíduo” e pode influenciar pessoas em posição de vulnerabilidade.

Por aqui, continua valendo o Face Check, verificação facial anunciada em dezembro de 2025. A ferramenta funciona de forma semelhante ao reconhecimento feito em apps de banco, e promete reforçar a segurança contra perfis falsos, deepfakes e entrada de menores de idade.

Tinder terá polêmica verificação por íris para combater perfis de IA

(imagem: Unsplash/Good Faces Agency)

Dispositivo da World faz a captura e converte tosto da pessoa num hash único (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

OpenAI lança GPT-5.5 com foco em programação e autonomia

24 de Abril de 2026, 13:08
Arte com o logotipo do ChatGPT da OpenAI em um fundo de cor verde. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog" é visível.
OpenAI lança GPT-5.5 com foco em programação e autonomia (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • OpenAI lança modelo GPT-5.5 com melhorias significativas em programação e análise de dados;
  • novidade atua de forma mais autônoma, gerenciando ferramentas e etapas sem supervisão constante, explica OpenAI;
  • disponibilidade é imediata para usuários de planos pagos do ChatGPT; também haverá lançamento via API para aplicações de terceiros.

A OpenAI tornou oficial o GPT-5.5, a nova versão de seu principal modelo de inteligência artificial. A novidade chega com capacidades aprimoradas no tratamento de numerosas tarefas, com destaque para a escrita e a depuração de código de programação. Também há ganhos de desempenho.

É importante deixar claro desde já que o GPT é um tipo de Modelo de Linguagem de Larga Escala (LLM) e, como tal, serve de “motor” para o ChatGPT e outras aplicações baseadas em inteligência artificial.

O GPT-5.5 foi desenvolvido para ser mais preciso e autônomo na execução de tarefas, conforme o anúncio oficial dá a entender:

Ele [o GPT-5.5] se destaca na escrita e depuração de código [de programação], pesquisa online, análise de dados, criação de documentos e planilhas, operação de softwares e transição entre ferramentas até a conclusão de uma tarefa.

Nesse sentido, em vez de o usuário ter que gerenciar ou monitorar cada etapa de determinada tarefa, o GPT-5.5 pode assumir grande parte dessa missão aplicando ferramentas apropriadas, realizando checagens de etapas, manejando ambiguidades e assim por diante.

De acordo com a OpenAI, esses avanços tornam o GPT-5.5 especialmente interessante para “programação orientada a agentes, uso de computadores, trabalho intelectual e pesquisa científica inicial”.

Esses avanços não se traduzem em consumo aumentado de recursos, porém. Ainda de acordo com a OpenAI, o GPT-5.5 é mais avançado que o GPT-5.4, mas mantém o nível de latência por token deste último. Além disso, a nova versão exige menos tokens em relação ao antecessor para concluir tarefas no Codex (agente de IA da OpenAI focado em programação).

Quando o GPT-5.5 estará disponível?

Na verdade, já está disponível. A OpenAI liberou o GPT-5.5 para usuários dos planos Plus, Pro, Business e Enterprise do ChatGPT, bem como no Codex. Já o GPT-5.5 Pro, uma variação ainda mais sofisticada, está sendo liberada nas assinaturas Pro, Business e Enterprise do ChatGPT.

Tanto o GPT-5.5 quanto a sua versão Pro serão disponibilizados em breve via API para uso em aplicações de terceiros, neste caso, com custo de US$ 5 por 1 milhão de tokens de entrada e de US$ 30 por 1 milhão na saída, valores que aumentam para US$ 30 e US$ 180, respectivamente, na versão Pro.

OpenAI lança GPT-5.5 com foco em programação e autonomia

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OpenAI anunciou GPT-5.5, nova versão de seu modelo de linguagem. Novidade oferece maior autonomia para realizar tarefas complexas e melhora produção de código.

ChatGPT (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

ChatGPT ganha um novo e poderoso modelo de geração de imagens

21 de Abril de 2026, 16:00
Arte com o logotipo da OpenAI em um fundo de cor verde. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog".
ChatGPT ganhou um novo modelo de gerador de imagens (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • OpenAI anunciou o ChatGPT Images 2.0, novo modelo de geração de imagens.
  • Ele foca em aplicabilidade para design, apresentações e marketing, melhorando a renderização de texto.
  • A nova versão está disponíel para todos, mas o recurso de “raciocínio” está restrito aos planos pagos Plus, Pro, Business e Enterprise.

A OpenAI anuncia hoje (21/04) o ChatGPT Images 2.0, novo modelo do seu gerador de imagens. A atualização tenta mudar a forma irreverente como tratamos a ferramenta, melhorando a qualidade do material: em vez de resultados experimentais, a plataforma deve entregar criações prontas para uso em design, apresentações e marketing.

Com o novo modelo, há melhor “precisão e aplicabilidade” — ou seja, será possível gerar algo mais próximo de um produto final, sem depender de edição posterior para corrigir erros de texto, por exemplo.

As ilustrações que a OpenAI compartilhou conosco vão por esse caminho: imagens de cartilhas de marketing e propagandas, dando um vislumbre do que a empresa espera com a nova versão. De acordo com a OpenAI, mais de 1 bilhão de imagens são geradas por semana na plataforma — e o Brasil é o país que mais usa o recurso no mundo.

ChatGPT Images 2.0 melhora a renderização de texto (imagem: divulgação)

“Segurança é a nossa obrigação”

Em coletiva acompanhada pelo Tecnoblog, a líder de produto Adele Li afirmou que o avanço em capacidade não altera as diretrizes de segurança, que seguem sendo ampliadas para evitar usos indevidos (e os problemas jurídicos que o “efeito Studio Ghibli” trouxe).

“Em termos de salvaguardas, elas não mudam só porque temos novos modelos. Eu separaria ‘capacidade’ de ‘segurança’. Capacidade é a habilidade de gerar imagens mais precisas e estéticas; segurança é a nossa obrigação de seguir diretrizes.” 

– Adele Li, líder de produto para o ChatGPT Imagens

A executiva confirmou que o Images 2.0 substituirá, de forma geral, o modelo 1.5 no chatbot, mas alguns recursos estarão disponíveis apenas para usuários pagantes, como a capacidade de raciocínio. Essa função permitirá criar múltiplas imagens a partir de um único comando, além de buscar informações na web e organizar o conteúdo visual antes da geração. 

No entanto, algo que o usuário pagante poderá perceber é uma latência maior na criação da arte: a “geração pode demorar um pouco mais porque o processo de raciocínio e pesquisa em segundo plano é mais complexo”, disse Adele Li.

Uma das promessas da nova versão é entender melhor instruções detalhadas, como posicionamento de elementos e relações entre objetos – algo que, até então, a IA costumava ignorar. 

Nas demonstrações, o sistema agiu bem e foi capaz de criar identidades visuais completas, infográficos e interfaces de jogos a partir de descrições simples, já que o novo modelo melhorou o suporte a idiomas e a renderização de texto.

Todavia, vale destacar: a rival Anthropic também revelou sua primeira ferramenta de design, com uma proposta semelhante à apresentada pela OpenAI.

Arte criada pelo ChaGPT Images 2.0 (imagem: divulgação)

Quando chega?

O Images 2.0 já está disponível no ChatGPT e no Codex, com a opção de raciocínio restrita aos planos Plus, Pro, Business e Enterprise. A versão base do modelo é a que chega para todos. 

ChatGPT ganha um novo e poderoso modelo de geração de imagens

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OpenAI revelou o Images 2.0, que melhora a renderização de texto e tenta emplacar o uso da IA em artes profissionais. Versão base está disponível para todos os usuários.

ChatGPT (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Arte gerada pelo ChatGPT Imagens 2.0 (imagem: divulgação)

Arte gerada pelo ChatGPT Imagens 2.0 (imagem: divulgação)

OpenAI suspende projeto Stargate no Reino Unido

10 de Abril de 2026, 16:01
Imagem com fundo em tons escuros de verde-petróleo e preto, sobre o qual estão dispostas formas circulares transparentes e brilhantes que dão profundidade. No centro, está o logotipo da empresa OpenAI: o símbolo branco estilizado em forma de flor, seguido do nome "OpenAI" em fonte branca. O logo do "Tecnoblog" aparece no canto inferior direito.
OpenAI pausa planos no Reino Unido para controle de custos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • OpenAI suspendeu o projeto Stargate UK no Reino Unido, que previa um campus com até 31 mil aceleradores da Nvidia.
  • Segundo a Bloomberg, o motivo principal foi o custo de energia e as incertezas regulatórias.
  • A dona do ChatGPT afirma que voltará a investir no país apenas quando houver “condições ideais”.

A OpenAI decidiu que, por enquanto, o Reino Unido é um lugar caro demais para os planos de infraestrutura de IA da empresa. A dona do ChatGPT suspendeu o projeto Stargate UK, um plano bilionário para erguer uma infraestrutura capaz de treinar os modelos de IA mais potentes do mundo. O campus chegou a ser planejado com até 31 mil aceleradores da Nvidia.

Segundo apuração da Bloomberg, o recuo tem motivação financeira. Avaliada em US$ 852 bilhões, a OpenAI está reduzindo gastos em projetos periféricos para chegar mais forte a uma futura oferta pública inicial de ações (IPO). Ao mesmo tempo, a decisão seria um choque de realidade para as ambições britânicas no setor.

A pausa ocorre após meses de sinais de proximidade entre a OpenAI e o governo britânico. Em outubro, pouco após anunciar o Stargate, a empresa assinou um acordo com o Ministério da Justiça do país para fornecer o ChatGPT Enterprise a 2.500 funcionários.

Conta de luz pesou

Em comunicado oficial, a empresa afirma que só voltará a investir no Reino Unido quando houver “condições ideais”. O principal entrave é a energia, pois o país tem uma das tarifas mais altas da Europa, transformando a operação de milhares de chips numa conta alta.

De acordo com a Bloomberg, a notícia atinge em cheio o governo do primeiro-ministro Keir Starmer. O partido trabalhista havia transformado os data centers em um pilar do seu plano de crescimento econômico. O projeto Stargate seria a joia da coroa de uma das “Zonas de Crescimento de IA” do governo, que agora perde seu maior investidor.

O que é o Stargate UK

Imagem aérea de um data center nos Estados Unidos
Projeto Stargate começou nos Estados Unidos e expandiu para o mundo (imagem: reprodução/OpenAI)

A OpenAI anunciou o projeto Stargate em 2025 como uma expansão dos centros de dados da empresa nos Estados Unidos, com patrocínio da Oracle e parceria com gigantes como Nvidia e Microsoft.

Em poucos meses, no entanto, a ideia se expandiu: para além da liderança norte-americana, a empresa anunciou o projeto OpenAI para Países, em que fechou parcerias com empresas internacionalmente para a construção de centros de dados. O Reino Unido esteve entre os primeiros países a entrar na iniciativa global, logo após os Emirados Árabes Unidos e a Noruega.

Foco no ChatGPT

A suspensão britânica é apenas a peça mais recente de um recuo estratégico global. Nas últimas semanas, a OpenAI já havia descontinuado o aplicativo de vídeos Sora e cancelado uma expansão de data centers no Texas que seria feita com a Oracle.

O objetivo é concentrar todos os recursos na evolução do ChatGPT e do Codex para não perder terreno para concorrentes como Google e da Anthropic, dona do Claude.

Além do encerramento deliberado, a empresa também enfrenta uma ameaça do Irã contra o projeto Stargate em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. A planta é a maior entre os data centers já anunciados na iniciativa internacional, prevendo um cluster de 1 gigawatt de potência total.

OpenAI suspende projeto Stargate no Reino Unido

OpenAI (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: reprodução/OpenAI)

Depois da OpenAI, agora a Anthropic planeja abrir escritório no Brasil

10 de Abril de 2026, 14:32
Dona do Claude prepara chegada oficial ao Brasil (imagem: divulgação)
Resumo
  • A Anthropic planeja abrir escritório em São Paulo em 2026.
  • O Brasil é o terceiro maior mercado do Claude, atrás dos Estados Unidos e da Índia.
  • A Anthropic já contrata para o time comercial em São Paulo e a OpenAI também instala estrutura física na cidade.

A Anthropic está preparando sua entrada oficial no Brasil. A dona do Claude — principal concorrente da OpenAI no mercado de inteligência artificial — planeja abrir um escritório em São Paulo ainda em 2026. A informação ganhou força após declarações de executivos da empresa durante um evento no Vale do Silício e foi confirmada por fontes ouvidas pela Bloomberg Línea.

No evento Brazil at Silicon Valley, nos Estados Unidos, o brasileiro Mike Krieger, hoje à frente do Anthropic Labs, reforçou que o conhecimento regional em áreas como medicina e direito é o que vai permitir a criação de negócios baseados em IA que realmente funcionem para as particularidades do Brasil.

O mercado brasileiro é, atualmente, o terceiro maior para o Claude, atrás apenas dos Estados Unidos e Índia. Ainda segundo a agência, a Anthropic já iniciou a contratação de profissionais para seu time comercial em São Paulo. A estrutura local deve facilitar a aproximação com unicórnios da América Latina, com suporte direto e concessão de créditos.

Anthropic e OpenAI em SP

Foto de Dario Amodei, de camisa branca e terno azul.
Dario Amodei é CEO da Anthropic (foto: divulgação)

A movimentação colocaria as duas maiores startups do setor disputando espaço no mesmo mercado: a OpenAI, dona do ChatGPT e comandada por Sam Altman, também está em processo de instalação de uma estrutura física na capital paulista.

A rivalidade entre as duas empresas vem se tornando cada vez mais próxima a de empresas como Apple e Samsung ou McDonald’s e Burger King, com alfinetadas públicas frequentes.

Apenas nos últimos meses, a empresa de Dario Amodei se aproveitou de decisões polêmicas da OpenAI para se apresentar como uma empresa de IA “do bem”, opondo-se a anúncios nos chatbots e a acordos específicos com o governo dos Estados Unidos. Na outra ponta, Altman sugere que a rival não tem interesse em democratizar o acesso à IA e possui planos elitistas.

Empresa cresce no mercado

A expansão para o Brasil acontece num momento de forte tração financeira. A receita anual da Anthropic ultrapassou US$ 30 bilhões no início deste ano (cerca de R$ 150 bilhões), um salto expressivo em relação aos US$ 9 bilhões registrados no final do ano passado (R$ 45 bilhões).

Em apenas dois meses, o número de clientes que investem mais de US$ 1 milhão (R$ 5 milhões) por ano no Claude dobrou: de 500 para mais de mil empresas. Com a chegada ao Brasil, a expectativa é ampliar esse volume entre as scale-ups da América Latina.

Depois da OpenAI, agora a Anthropic planeja abrir escritório no Brasil

Assistente virtual Claude é produzido pela Anthropic (imagem: divulgação)

Dario Amodei é CEO da Anthropic (foto: divulgação)

Novo modelo do Claude é tão poderoso que será restrito até que o mundo se prepare

8 de Abril de 2026, 09:25
Claude Mythos Preivew é nova Inteligência Artificial da Anthropic, ainda restrita a consórcio de big techs por alto potencial para evoluir ciberataques (imagem: divulgação/Anthropic)
Resumo
  • A Anthropic anunciou o modelo Claude Mythos Preview em 07/04.
  • A empresa restringiu o acesso ao consórcio Project Glasswing. O motivo foi a capacidade do modelo de identificar vulnerabilidades e apoiar ciberataques.
  • A Anthropic afirmou que o Mythos encontrou brechas nos maiores sistemas operacionais e navegadores.
  • O consórcio inclui a Apple, o Google, a Amazon Web Services e a Cisco. O objetivo é reforçar tecnologias de cibersegurança antes de ampliar o acesso.

A Anthropic, empresa por trás do Claude, anunciou nesta terça-feira (07/04) seu novo modelo Mythos, que inicialmente está em beta e terá acesso restrito a um consórcio de empresas de tecnologia. O motivo, segundo seus desenvolvedores, é o alto poderio para identificar vulnerabilidades e contribuir para possíveis ciberataques.

O Mythos foi capaz de encontrar brechas de segurança “em todos os maiores sistemas operacionais e todos os maiores navegadores quando instruído por usuário a fazer isso”, segundo a companhia, o que acendeu um novo sinal de alerta no Vale do Silício.

A empresa limitou o acesso da nova ferramenta aos integrantes do chamado Project Glasswing, que inclui nomes como Apple, Google, Amazon Web Services, Cisco, entre outros. O objetivo é reforçar as tecnologias atuais de cibersegurança antes de oferecer a novidade em maior escala.

Vale lembrar que as ameaças virtuais envolvendo uso de inteligência artificial têm sido uma preocupação recorrente das big techs. Recentemente, a OpenAI divulgou um documento alertando sobre o crescente risco de segurança devido aos modelos de IA mais recente. Antes disso, a própria Anthropic já havia alertado sobre a situação em novembro de 2025.

Mythos é avançado demais para ser lançado

A posição da Anthropic chama atenção. A novidade vem em meio à crescente preocupação com o uso de IA em ciberataques, levantada pela própria empresa, além de outros players do mercado, como a OpenAI. Com o Project Glasswing, a ideia é reforçar as tecnologias de cibersegurança oferecidas para o público em diferentes plataformas.

O anúncio, inclusive, veio apenas após um vazamento de informações sobre o projeto, chamado internamente de “Capybara”. Segundo o The New York Times, foi a partir disso que a empresa decidiu pela divulgação da novidade, destacando o motivo por trás da cautela extrema. Até o momento, a Anthropic não revelou muitos detalhes de seu funcionamento, limitando a informação à restrição de uso pelas big techs.

Em novembro de 2025, a desenvolvedora da Claude AI registrou o primeiro ciberataque com uso de IA, demonstrando a capacidade da tecnologia de orquestrar toda a estratégia para derrubar sistemas de segurança online.

Ilustração de profissional de cibersegurança
Ciberataques com Inteligência Artificial acendem alerta de desenvolvedoras (Imagem: DC Studio/Freepik)

De acordo com levantamento feito pela empresa de cibersegurança CrowdStrike, o papel da inteligência artificial nesses ataques vai além: desde a detecção de vulnerabilidades até a automação dessas ações, passando também pela customização de golpes e mesmo na identificação dos melhores alvos a serem explorados. Por fora, vale ainda a preocupação com a capacidade de desenvolver novas técnicas graças ao aprendizado de máquina cada vez mais acelerado.

Alerta vai além do novo modelo da Anthropic

Enquanto a Anthropic anunciou a Claude Mythos como solução dentro do consórcio Project Glasswing, a OpenAI sugeriu um canal direto com desenvolvedores de tecnologia para levantar sugestões e facilitar o acesso aos serviços de Inteligência Artificial da empresa com esse objetivo, incluindo a disponibilização de créditos de IA para utilizar as ferramentas mais recentes do ChatGPT – algo que também foi anunciado pela dona da Claude.

A preocupação também não é uma novidade no segmento. A OpenAI também travou a chegada do GPT-2 ao mercado, ainda em 2019, alegando que seria perigoso entregar a tecnologia de IA generativa em meio às preocupações com desinformação e produção massiva de propaganda. A atualização do ChatGPT foi disponibilizada progressivamente até o final daquele ano.

Novo modelo do Claude é tão poderoso que será restrito até que o mundo se prepare

Assistente virtual Claude é produzido pela Anthropic (imagem: divulgação)

Há diversos cargos no mercado para a área de cibersegurança (Imagem: DC Studio/Freepik)

O que é Stargate, data center de IA que o Irã ameaça destruir

6 de Abril de 2026, 11:26
Imagem aérea de um data center nos Estados Unidos
Projeto pretende construir centros de dados da OpenAI pelo mundo (imagem: reprodução/OpenAI)
Resumo
  • A Guarda Revolucionária do Irã ameaçou destruir o centro de dados Stargate em Abu Dhabi, em meio à escalada do conflito na região.
  • Stargate é um projeto de infraestrutura da OpenAI, que custa US$ 30 bilhões e prevê mais capacidade computacional para modelos de IA.
  • O data center nos Emirados Árabes Unidos foi a primeira instalação do programa “OpenAI para Países”; na América do Sul, haverá um na Argentina.

A Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) ameaçou destruir o data center do projeto Stargate localizado em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos (EAU). Em um vídeo, o grupo classifica a instalação de US$ 30 bilhões (cerca de R$ 154 bilhões) da OpenAI como um alvo caso os Estados Unidos ataquem a infraestrutura de energia iraniana.

O alerta foi emitido pelo porta-voz da IRGC, o brigadeiro-general Ebrahim Zolfaghari. De acordo com o portal Tom’s Hardware, o grupo utiliza imagens de satélite para mostrar a localização do complexo no deserto, afirmando que a instalação, supostamente oculta pelo Google Maps, não escapa à visão militar do Irã.

O que é o Stargate?

O Stargate é uma iniciativa de infraestrutura da OpenAI voltada a construir centros de dados e expandir a capacidade computacional de ponta para o desenvolvimento avançado de inteligência artificial. Anunciado originalmente com foco nos Estados Unidos, o projeto prevê investimento total de US$ 500 bilhões ao longo de quatro anos, com cerca de US$ 100 bilhões destinados à distribuição imediata.

O SoftBank é o principal parceiro financeiro, enquanto a OpenAI detém a responsabilidade operacional. O projeto conta ainda com patrocínio da Oracle e da MGX, além de parcerias tecnológicas com Nvidia, Microsoft e Arm.

O primeiro campus de supercomputadores foi instalado no Texas, servindo como modelo para as expansões globais. Entre os objetivos declarados estão garantir a liderança americana no setor de IA e sustentar o desenvolvimento da chamada inteligência artificial geral (AGI).

Emirados Árabes deram início ao “OpenAI para Países”

captura de tela de trecho de um vídeo em que uma construção é identificada como o Stargate da OpenAI nos Emirados Árabes Unidos
IRGC apresentou imagens do que pode ser o local do Stargate em Abu Dhabi (imagem: reprodução/IRGC)

A instalação em Abu Dhabi marcou a estreia do programa OpenAI para Países, iniciativa dentro do Stargate voltada a ajudar governos a construírem capacidades soberanas de IA. O acordo para o Stargate UAE envolve um consórcio com empresas como G42, Oracle, Nvidia, Cisco e SoftBank. O plano envolve:

  • Capacidade de energia: prevê um cluster de 1 gigawatt de potência em Abu Dhabi, com a primeira fase de 200 megawatts prevista para entrar em operação em 2026
  • Alcance geográfico: a infraestrutura tem potencial para fornecer capacidade computacional em um raio de cerca de 3,2 mil quilômetros.
  • Uso nacional: o acordo torna os Emirados Árabes Unidos o primeiro país a habilitar o ChatGPT em todo o território nacional, integrando a ferramenta em setores como saúde, educação e energia.

Além dos Emirados Árabes Unidos, a iniciativa internacional também deve chegar a regiões como Noruega e Reino Unido. Na América do Sul, a empresa escolheu a Argentina para um projeto com capacidade de 500 megawatts na região da Patagônia. A parceria com a Sur Energy contará com um investimento estimado entre US$ 20 bilhões e US$ 25 bilhões (entre R$ 103 bilhões e R$ 128 bilhões).

Assim como nos EAU, a entrega da primeira fase deve entregar 100 MW de capacidade, que deve escalar progressivamente até o valor total.

Por que o Irã está ameaçando o projeto?

A IRGC descreve as ameaças contra o complexo em Abu Dhabi como uma medida preventiva. O brigadeiro-general Zolfaghari declarou que qualquer dano infligido à infraestrutura de energia do Irã será respondido com ataques contra instalações dos EUA e de Israel, além de empresas na região que possuam acionistas americanos.

Segundo o Tom’s Hardware, relatos indicam que ataques recentes de foguetes iranianos já teriam atingido e interrompido operações em centros de dados da Amazon AWS na região.

O que é Stargate, data center de IA que o Irã ameaça destruir

(imagem: reprodução/OpenAI)

OpenAI recua e suspende chatbot erótico por tempo indeterminado

26 de Março de 2026, 16:19
Arte com o logotipo da OpenAI. À direita, há a imagem da sombra de uma pessoa mexendo em um celular. Na parte inferior direita, está o logotipo do Tecnoblog.
OpenAI suspendeu o mecanismo de interações eróticas no chatbot (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • OpenAI suspendeu o projeto de chatbot erótico devido a críticas internas e pressão de investidores.
  • Desafios técnicos e regulatórios teriam dificultado a implementação segura do “modo adulto”.
  • Segundo o Financial Times, preocupações sobre os riscos emocionais e exposição de menores a conteúdos sensíveis também pesaram na decisão.

A OpenAI decidiu suspender, sem prazo definido, os planos de lançar um chatbot com interações eróticas. A iniciativa, que vinha sendo discutida internamente, acabou deixada de lado após preocupações levantadas por funcionários e investidores, segundo informações do Financial Times.

A proposta previa um “modo adulto” dentro do ChatGPT, mas o projeto passou a enfrentar resistência. As principais queixas, segundo o jornal, envolvem o risco de incentivar vínculos emocionais com sistemas de IA e a possibilidade de exposição indevida de menores a conteúdos sensíveis.

Por que o projeto foi interrompido?

A decisão estaria ligada à falta de estudos conclusivos sobre os efeitos de interações com conteúdo sexual em sistemas de inteligência artificial. Ao jornal, a OpenAI afirmou que pretende aprofundar pesquisas antes de tomar qualquer decisão definitiva, destacando que ainda não há “evidência empírica” suficiente sobre o tema.

Internamente, o projeto também teria gerado desconforto. Parte da equipe questionou se a criação de um produto com apelo romântico ou sexual estaria alinhada à missão da empresa. “A IA não deveria substituir seus amigos ou sua família; você deve ter conexões humanas”, disse um ex-funcionário que, segundo o Financial Times, deixou a empresa por esse problema.

Além disso, houve pressão de investidores, que avaliaram os riscos reputacionais e o retorno financeiro limitado da iniciativa. Vale lembrar que, na terça-feira (24/03), a OpenAI decidiu encerrar de forma abrupta o Sora, sua ferramenta de vídeos de IA.

Limites técnicos e legais

A criação de um modelo voltado a interações adultas também teria esbarrado em desafios técnicos. Sistemas de IA costumam ser treinados para evitar esse tipo de conteúdo, o que dificulta reverter essas restrições com segurança.

Um dos principais pontos seria a verificação de idade para acesso ao modo adulto. Soma-se a isso a pressão regulatória: casos envolvendo conteúdos prejudiciais a menores já levaram a OpenAI à Justiça.

Concorrentes também enfrentam críticas ao explorar recursos semelhantes. A xAI, por exemplo, foi alvo de reações negativas após o Grok gerar imagens sensíveis envolvendo pessoas reais.

OpenAI recua e suspende chatbot erótico por tempo indeterminado

ChatGPT, da OpenAI, é preferência nas empresas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

OpenAI decide acabar com o Sora, ferramenta que gera vídeos por IA

25 de Março de 2026, 10:25
Um popup de boas-vindas com o título "Welcome to Sora"e o ícone de uma nuvem. O fundo é um céu noturno azul-escuro com estrelas. Há um botão grande branco com o texto "Access Now" (em inglês) na parte inferior.
Sora será descontinuado pela OpenAI (imagem: reprodução/OpenAI)
Resumo
  • OpenAI decidiu descontinuar o Sora e suas APIs para focar em outros projetos, sobretudo de robótica;
  • ferramenta de IA foi anunciada em 2024 para permitir a criação de vídeos a partir de instruções digitadas;
  • cronograma de descontinuação do Sora ainda será divulgado pela OpenAI.

Em um anúncio repentino e surpreendente, a OpenAI anunciou a decisão de encerrar o Sora, ferramenta de inteligência artificial que gera vídeos a partir das instruções digitadas pelo usuário. As APIs que permitem que desenvolvedores integrem o Sora a seus aplicativos também serão descontinuadas.

A OpenAI anunciou o Sora em fevereiro de 2024, mas somente em setembro de 2025, com o lançamento do Sora 2, é que a ferramenta conquistou um público expressivo, não só por conta dos aprimoramentos trazidos com essa versão (vide o vídeo mais abaixo), mas também devido ao lançamento de um app móvel cuja dinâmica de funcionamento lembra a do TikTok.

Mas eis que, por meio do X, a OpenAI revelou que está dando adeus ao Sora:

Estamos nos despedindo do aplicativo do Sora. A todos que criaram com o Sora, compartilharam e construíram uma comunidade em torno dele: obrigado. O que vocês criaram com o Sora foi importante, e sabemos que esta notícia é desapontadora.

Em breve, compartilharemos mais informações, incluindo cronogramas [de descontinuação] para o aplicativo e a API, além de detalhes sobre como preservar seu trabalho.

Por que o Sora vai ser descontinuado pela OpenAI?

A veículos como o VentureBeat, a OpenAI informou apenas que decidiu encerrar o Sora para se concentrar no desenvolvimento de outros projetos, principalmente no campo da robótica:

Decidimos descontinuar o Sora no aplicativo para consumidores e na API. À medida que nos concentramos e a demanda por computação aumenta, a equipe de pesquisa do Sora continua focada em pesquisas de simulação do mundo real para avançar na robótica, ajudando as pessoas a resolver tarefas físicas do mundo real.

OpenAI

Parece ter sido uma decisão tomada abruptamente, pois não havia nada sugerindo uma descontinuação. Era o contrário: rumores recentes indicavam que o Sora seria integrado ao ChatGPT.

A decisão teve outro efeito: pôs fim à parceria da OpenAI com a Disney firmada para permitir aos usuários do Sora criar vídeos usando mais de 200 personagens de franquias como Marvel, Pixar e Star Wars.

No momento, segue sendo possível usar o Sora. Como a própria OpenAI informou em seu comunicado, o cronograma de descontinuação ainda será divulgado.

OpenAI decide acabar com o Sora, ferramenta que gera vídeos por IA

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Em um anúncio inesperado, OpenAI decidiu descontinuar ferramenta de criação de vídeos por IA e suas APIs. Companhia fala em focar em outros projetos.

App Sora tem feed vertical e permite criar, remixar e compartilhar vídeos de IA (imagem: reprodução)

OpenAI planeja superapp para PC com ChatGPT, Codex e Atlas

20 de Março de 2026, 14:42
Ilustração mostra Sam Altman, CEO da OpenAI. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog".
Sam Altman lidera nova fase de integração da OpenAI (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • OpenAI está desenvolvendo um superaplicativo para desktop que integra o ChatGPT, o navegador Atlas e a plataforma Codex.
  • O projeto busca resolver problemas de fragmentação e compatibilidade, criando um ecossistema multiplataforma.
  • A estratégia é uma resposta à concorrência com a Anthropic e envolve a implementação de agentes autônomos no app.

A OpenAI está desenvolvendo um superaplicativo para computadores que combina o ChatGPT, o navegador Atlas e a plataforma de programação Codex, centralizando o ecossistema da empresa em um único ambiente de trabalho. O objetivo do projeto seria reduzir a fragmentação de serviços e concentrar esforços no mercado corporativo, abandonando a estratégia de manter várias ferramentas independentes.

Segundo informações do The Wall Street Journal, essa pulverização de lançamentos descentralizou as equipes técnicas. Como resultado, alguns desses serviços não alcançaram a tração esperada e geraram gargalos no controle de qualidade da organização.

Como funcionará a integração?

A responsabilidade de liderar o projeto está nas mãos de Fidji Simo, que também coordenará a equipe de vendas do novo software para parceiros corporativos. Oficialmente, a empresa mantém cautela e não comenta o assunto.

A novidade pode resolver um problema de compatibilidade entre sistemas. Atualmente, o Atlas, navegador web com IA integrada, é restrito aos usuários de macOS. Ao fundir essas ferramentas, a OpenAI criaria um ecossistema multiplataforma robusto. A versão móvel do ChatGPT, no entanto, deve continuar operando como um app independente.

O cronograma interno de lançamento prevê uma abordagem em fases. Nos próximos meses, a companhia injetará as novas capacidades autônomas diretamente no Codex, expandindo sua utilidade. Para fortalecer essa infraestrutura, a OpenAI investiu na compra da Astral, desenvolvedora focada em ferramentas para a linguagem Python.

Somente após a consolidação dessa etapa, o ChatGPT e o navegador Atlas serão definitivamente incorporados ao software final.

Por que a OpenAI unificaria seus aplicativos?

Ilustração com o logo do ChatGPT ao centro. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
ChatGPT será peça central do novo superaplicativo (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A decisão nasce de uma necessidade de buscar mais eficiência. Em um memorando interno vazado para a imprensa, a CEO de aplicações da OpenAI, Fidji Simo, explicou que a direção da empresa percebeu que estava “espalhando seus esforços” por muitos aplicativos distintos.

O realinhamento não é uma decisão isolada. Executivos do alto escalão, incluindo o próprio CEO Sam Altman, passaram as últimas semanas revisando todo o portfólio da companhia para definir quais áreas deveriam perder prioridade.

Fidji Simo utilizou o X para confirmar publicamente a mudança de rota, pontuando que as companhias de tecnologia passam por fases de exploração e reorientação.

“Código vermelho” contra a Anthropic

O senso de urgência nos corredores da OpenAI também tem uma motivação comercial: a rápida ascensão da Anthropic. De acordo com o WSJ, o sucesso da rival em atrair desenvolvedores e clientes empresariais fez com que a OpenAI passasse a operar sob “código vermelho”.

A disputa ganha contornos mais competitivos devido à pressão do mercado financeiro. Ambas as startups avaliam a possibilidade de realizar ofertas públicas iniciais (IPO) até o final deste ano, forçando uma corrida para atingir as metas de crescimento de receita apresentadas aos investidores.

Para vencer essa batalha, a grande aposta da OpenAI é a implementação de “agentes” dentro do novo superaplicativo. Na prática, a IA deixaria de ser apenas uma interface reativa de chat e passaria a atuar de forma autônoma no computador do usuário, executando tarefas complexas em segundo plano, desde a análise de dados financeiros até redação e depuração de linhas de código de software.

OpenAI planeja superapp para PC com ChatGPT, Codex e Atlas

Sam Altman, CEO da OpenAI, foi responsável por popularizar a IA generativa (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

ChatGPT, da OpenAI (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

OpenAI vai comprar startup de ferramentas open source para Python

19 de Março de 2026, 15:43
Imagem com fundo em tons escuros de verde-petróleo e preto, sobre o qual estão dispostas formas circulares transparentes e brilhantes que dão profundidade. No centro, está o logotipo da empresa OpenAI: o símbolo branco estilizado em forma de flor, seguido do nome "OpenAI" em fonte branca. O logo do "Tecnoblog" aparece no canto inferior direito.
OpenAI negocia aquisição de startup Astral (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • OpenAI anunciou a aquisição da Astral para integrar suas ferramentas ao Codex, plataforma de programação com IA.
  • O Codex possui mais de 2 milhões de usuários e a aquisição da Astral visa ampliar suas capacidades.
  • A Astral desenvolve ferramentas de código aberto para Python, otimizando o fluxo de trabalho em áreas como ciência de dados e IA.

A OpenAI anunciou, nesta quinta-feira (19/03), que vai comprar a Astral, startup que criou ferramentas de código aberto para Python. O acordo ainda não foi finalizado, mas a expectativa é que a equipe da Astral passe a integrar os esforços do Codex, plataforma da dona do ChatGPT voltada à programação com IA.

Segundo o comunicado, o Codex já ultrapassa a marca de 2 milhões de usuários, número que triplicou desde o início deste ano. Vale lembrar que, para ser finalizada, a compra deve obter aprovação regulatória.

Aquisição para reforçar o Codex

A integração da Astral tende a ampliar o escopo do Codex, que atualmente é capaz de gerar trechos de código, corrigir falhas e executar testes. Com a incorporação das ferramentas da startup, a OpenAI pretende transformar a plataforma em um conjunto mais completo de serviços para desenvolvedores.

A Astral se concentra em construir ferramentas para facilitar o trabalho dos desenvolvedores com Python. Segundo o fundador da startup, Charlie Marsh, a “empresa continuará evoluindo suas ferramentas de código aberto dentro da OpenAI”.

As soluções da empresa se popularizam pela otimização do fluxo de trabalho em Python, linguagem amplamente utilizada em áreas como ciência de dados, automação e aplicações de IA.

Imagem de um computador executando um código em Python
Código em Python ilustra o foco da Astral em ferramentas para desenvolvedores (imagem: Xavier Cee/Unsplash)

Vibe coding está na moda

A movimentação ocorre em meio a uma disputa acirrada entre empresas que buscam liderar o uso de IA como assistente de programação. Esse movimento já tem até nome: vibe coding, e foi aprovado por nomes como Linus Torvalds, o “pai” do Linux.

Além da OpenAI, empresas como Anthropic e Microsoft também investem pesado nesse segmento. A startup Cursor, por exemplo, negocia uma nova rodada de investimentos que pode avaliá-la em cerca de US$ 50 bilhões (aproximadamente R$ 250 bilhões), segundo informações da Bloomberg.

OpenAI vai comprar startup de ferramentas open source para Python

OpenAI (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

OpenAI vai focar em programação para tentar barrar crescimento da Anthropic

17 de Março de 2026, 13:19
Arte com o logotipo da OpenAI. À direita, há a imagem da sombra de uma pessoa mexendo em um celular. Na parte inferior direita, está o logotipo do Tecnoblog.
OpenAI quer que empresas adotem mais ferramentas além do ChatGPT (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A OpenAI está focando em ferramentas de programação e consumidores corporativos, colocando projetos paralelos em espera, conforme informações do Wall Street Journal.
  • A mudança de foco ocorre após o crescimento da Anthropic, que tem sucesso como fornecedora de IA para clientes corporativos.
  • A OpenAI já iniciou a revisão de projetos, buscando alinhar prioridades e conquistar mais espaço em grandes empresas.

A OpenAI pode tomar um rumo diferente e concentrar seus esforços de inteligência artificial generativa em duas áreas: ferramentas de programação e consumidores corporativos. Enquanto isso, projetos paralelos seriam colocados em espera.

As informações foram publicadas pelo Wall Street Journal. Elas teriam sido apresentadas por Fidji Simo, CEO de aplicativos, durante uma reunião com todos os funcionários. Procurada pelo WSJ, a OpenAI não quis comentar o assunto.

Sam Altman, CEO da empresa, e Mark Chen, head de pesquisa, estariam revisando as áreas que serão reduzidas. A expectativa é que os trabalhadores sejam informados dos novos planos ao longo das próximas semanas.

Por que a OpenAI vai mudar seus planos?

Imagem mostra o CEO da OpenAI, Sam Altman, à esquerda, e o logo do ChatGPT à direita. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog"
Sam Altman deve compartilhar planos com funcionários nas próximas semanas (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Segundo o WSJ, a desenvolvedora do ChatGPT decidiu rever seu rumo após o crescimento da Anthropic. A concorrente liderada por Dario Amodei vem tendo sucesso como fornecedora de inteligência artificial para clientes corporativos.

A ferramenta de programação Claude Code, por exemplo, conseguiu muito espaço no setor de tecnologia. Por outro lado, a companhia não oferece ferramentas de geração de vídeo, áudio ou imagens — ela se concentrou nos mercados corporativos e de desenvolvimento.

Enquanto isso, a OpenAI já fez um pouco de tudo: o gerador de vídeos Sora, o navegador Atlas, parcerias com lojas e anunciantes no ChatGPT. Existem ainda planos para um dispositivo de hardware, criado em parceria com o famoso designer Jony Ive.

O Wall Street Journal afirma que funcionários atuais e antigos da OpenAI dizem que o alto número de projetos paralelos atrapalha o direcionamento estratégico, que se tornou difícil de seguir. Mesmo recursos computacionais eram redistribuídos entre os times, que eram avisados com pouca antecedência.

OpenAI já começou a rever seus projetos

Mesmo com tantas iniciativas em diferentes áreas, a OpenAI parece estar alinhando suas prioridades. Em fevereiro de 2026, a empresa apresentou o Frontier, uma ferramenta para organizações construírem e gerenciarem agentes de IA. A plataforma já conta com parceiras como McKinsey e Accenture.

Esses movimentos teriam como objetivo conquistar mais terreno em grandes companhias — atualmente, essa adoção fica muito restrita ao ChatGPT. O desafio é levar mais soluções para os clientes corporativos, como a ferramenta de programação Codex.

Com informações do Decoder

OpenAI vai focar em programação para tentar barrar crescimento da Anthropic

ChatGPT, da OpenAI, é preferência nas empresas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

ChatGPT e Sam Altman, CEO da OpenAI (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Meta adia lançamento de nova IA após testes decepcionantes

13 de Março de 2026, 12:48
Arte com a logomarca da Meta à esquerda e o rosto de Mark Zuckerberg à direita. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Projeto Avocado é aposta da Meta para rivalizar com Google e OpenAI (arte: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Meta adiou o lançamento do modelo de IA Avocado para maio após testes decepcionantes.
  • Segundo o New York Times, o Avocado superou o Llama 4, da própria empresa, mas ficou atrás do Gemini 3 do Google.
  • O projeto Avocado deve marcar uma mudança estratégica da Meta, que avalia abandonar o open source e adotar modelo fechado e pago.

A Meta decidiu adiar o lançamento de seu novo modelo de inteligência artificial, desenvolvido sob o codinome Avocado. A novidade estava prevista para este mês, mas deve chegar apenas em maio. A mudança de cronograma aconteceu após avaliações internas: a tecnologia registrou resultados de desempenho inferiores aos principais concorrentes do setor.

As informações foram reveladas pelo jornal The New York Times. Segundo fontes familiarizadas com o projeto, nos testes de raciocínio, programação e redação, o Avocado conseguiu superar o Llama 4 — a versão anterior da própria Meta — e o modelo Gemini 2.5, lançado pelo Google em março do ano passado. No entanto, o sistema ficou atrás do mais recente Gemini 3.

Essa defasagem técnica acendeu um alerta e levou os líderes da divisão de IA da Meta a discutirem até o licenciamento temporário do próprio Gemini para alimentar os produtos da companhia, ganhando tempo até que o Avocado atinja o nível esperado. Uma decisão oficial, no entanto, ainda não foi tomada.

A frustração com os prazos contrasta com as expectativas do CEO Mark Zuckerberg. Em 2025, ele afirmou que os novos modelos da empresa iriam revolucionar o setor de tecnologia. Para alcançar esse objetivo, a Meta estruturou um orçamento agressivo: até US$ 135 bilhões em 2026, quase o dobro dos US$ 72 bilhões aplicados em IA no ano passado.

Avocado não será um modelo de código aberto

Historicamente, a Meta tem sido defensora do open source (código aberto), argumentando que disponibilizar a base dos sistemas para desenvolvedores externos acelera a evolução do mercado. No entanto, o cenário está mudando: a companhia estuda abandonar sua tradição para adotar um formato fechado e pago.

De acordo com fontes ouvidas pelo NYT, Zuckerberg demonstra preferência por manter o código do Avocado restrito. Essa mudança de postura alinharia a Meta à estratégia de rivais como a OpenAI e a Anthropic, que justificam o modelo fechado como essencial para evitar riscos de segurança envolvendo o mau uso da tecnologia.

A alteração também responderia à pressão financeira, já que o treinamento de IA envolve grandes custos operacionais.

Bastidores conturbados

Para evitar tropeços enfrentados com o Llama 4 no passado, a Meta investiu US$ 14,3 bilhões na startup Scale AI em junho de 2025 e nomeou o então diretor executivo da empresa, Alexandr Wang, como o novo líder global de IA. Wang foi responsável por montar um laboratório de elite dentro da companhia, o TBD Lab (abreviação de To Be Determined).

Com cerca de 100 funcionários, a equipe do TBD Lab concluiu a fase de pré-treinamento do Avocado no final do ano passado e iniciou o pós-treinamento em janeiro, quando fixou a meta de lançamento para meados de março.

O laboratório também trabalha no projeto Mango (focado em imagens e vídeos) e já lançou o Vibes, um gerador de vídeos com IA nos moldes do Sora, da OpenAI.

Contudo, o atraso no cronograma do Avocado expôs tensões. O Times relata que o laboratório enfrenta alta rotatividade de pesquisadores por discordâncias sobre como os novos modelos deveriam ser aplicados para otimizar os lucros com publicidade.

Meta adia lançamento de nova IA após testes decepcionantes

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

OpenAI deve levar o Sora ao ChatGPT

12 de Março de 2026, 15:49
Imagem mostra o logotipo do Sora, da OpenAI
Sora pode gerar vídeos hiper-realistas a partir de descrições em texto (imagem: divulgação)
Resumo
  • OpenAI se prepara para integrar o gerador de vídeos Sora ao ChatGPT.
  • A integração deve permitir criar vídeos durante bate-papos em texto, sem abrir outras janelas.
  • Segundo o The Information, a ação ocorre em meio a desafios financeiros e aumento de desinstalações do ChatGPT.

A OpenAI se prepara para integrar o gerador de vídeos Sora à interface principal do ChatGPT. Segundo o site The Information, a integração deve ser disponibilizada em breve e chega em um momento delicado para a empresa, que tenta frear uma recente onda de desinstalações do chatbot nos Estados Unidos.

Desde o seu lançamento, em setembro de 2025, o Sora funciona de forma isolada, restrito ao site próprio e aplicativo independente. Essa separação fez com que a ferramenta de vídeo não atingisse a mesma popularidade que o ChatGPT conquistou nos últimos anos. A OpenAI aposta que essa facilidade incentive sua base de usuários de texto a criar mais conteúdo audiovisual.

Como o Sora vai funcionar dentro do ChatGPT?

A integração permitirá criar ou editar um vídeo durante um bate-papo em texto com a inteligência artificial, sem a necessidade de abrir outras janelas ou abas no navegador. O processo responderá aos comandos de texto de forma muito semelhante aos recursos de geração de imagens incluídos no chatbot no ano passado.

No entanto, se, por um lado, a unificação atrai engajamento e facilita o acesso à tecnologia, por outro, especialistas em segurança digital soam o alarme para os riscos na moderação de conteúdo. Como lembra o The Verge, tornar o Sora amplamente acessível na principal plataforma da empresa pode impulsionar uma nova onda de deepfakes.

Alerta para violação de direitos

O histórico recente da ferramenta ilustra o problema. Desde que o aplicativo independente do Sora foi lançado, usuários conseguiram gerar vídeos realistas envolvendo figuras históricas, além de criar materiais que violam direitos autorais.

Ao expor o gerador de vídeos a milhões de pessoas no ChatGPT, a probabilidade de que os usuários descubram novas formas de contornar as travas de segurança da OpenAI aumenta.

Uma tática comum e já batida é o ajuste dos comandos de texto para confundir a IA. Outro grande desafio para a desenvolvedora será impedir que as pessoas encontrem brechas para remover a marca d’água obrigatória, recurso essencial que identifica o conteúdo como gerado por inteligência artificial.

Tela do ChatGPT
Facilidade de gerar vídeos de alta qualidade pelo ChatGPT preocupa (imagem: Unsplash/Jonathan Kemper)

Polêmica com o Claude

A urgência em levar o Sora para o ChatGPT acontece em um cenário de intensa disputa no mercado de IA. Nas últimas semanas, o aplicativo do ChatGPT registrou um aumento atípico de desinstalações nos EUA. Em paralelo, o Claude, modelo de linguagem desenvolvido pela rival Anthropic, experimentou um salto significativo de popularidade.

Essa migração de usuários tem uma motivação: a Anthropic ganhou forte apoio do público norte-americano após se recusar a cumprir uma ordem do Pentágono, que exigia a liberação do Claude para uso em sistemas de vigilância e desenvolvimento de armas pelos militares dos EUA. A OpenAI, no entanto, tomou o caminho oposto e concordou com os termos.

Apesar do potencial atrativo do Sora, a operação também traz desafios financeiros. A reportagem do The Information destaca que a geração de vídeos exige um poder computacional muito superior ao processamento de texto, o que deve aumentar drasticamente os custos operacionais da empresa.

OpenAI deve levar o Sora ao ChatGPT

(Imagem: Unsplash/Jonathan Kemper)

GPT-5.4 chega com capacidade nativa de usar computadores

5 de Março de 2026, 19:10
Ilustração com o logo do ChatGPT ao centro. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
ChatGPT começou a liberar acesso ao GPT-5.4, mas só para quem paga (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O GPT-5.4 da OpenAI executa tarefas em programas de computador capturando imagens da tela e enviando comandos de mouse e teclado. Ele também escreve códigos e conecta-se a APIs.
  • Disponível no ChatGPT para assinantes dos planos Plus, Team e Pro, o GPT-5.4 oferece um plano de raciocínio antes de executar tarefas. Ele também está no Codex e via API.
  • A OpenAI está em disputa com a Anthropic, com desentendimentos públicos e diferenças em parcerias, como a colaboração da OpenAI com o Departamento de Defesa dos EUA.

A OpenAI anunciou nesta quinta-feira (05/02) o modelo de inteligência artificial GPT-5.4. Pela primeira vez, um modelo da companhia vem com capacidade nativa de uso de computadores, o que significa que ele consegue executar tarefas em diferentes programas.

Para conseguir isso, o agente captura imagens da tela, entende as interfaces e envia comandos de mouse e teclado. Assim, ele pode resolver tarefas envolvendo, por exemplo, planilhas, documentos e apresentações.

Outra solução é escrever códigos para lidar com as tarefas — o GPT-5.4 também faz isso. A IA conta ainda com a capacidade de escolher a ferramenta certa para cada ocasião e, se for necessário, fazer a conexão com APIs.

Segundo a empresa, o GPT-5.4 é um modelo de raciocínio, o que significa que ele leva um tempo extra até chegar a uma resposta. Isso pode ser útil para agentes de IA, que receberiam um passo a passo com instruções mais precisas.

Como usar o GPT-5.4?

O GPT-5.4 já está disponível no ChatGPT para assinantes dos planos Plus, Team e Pro — usuários que não pagam vão ter que esperar, por enquanto. Ele aparece com a denominação GPT-5.4 Thinking. Ele também será oferecido na ferramenta de programação Codex e via API.

No chatbot, a interação é um pouco mais detalhada do que o habitual. O GPT-5.4 oferece primeiro um plano de raciocínio, descrevendo o que pretende fazer para chegar à resposta desejada. O usuário, então, pode fazer alterações no raciocínio, evitando ter que esperar uma resposta e não receber o resultado desejado.

O modelo também recebeu melhorias nos recursos para buscar e reunir informações de diversas fontes e, como em toda atualização, a promessa é que as respostas sejam mais factuais e haja menos alucinações.

OpenAI está em disputa com a Anthropic

Em dezembro de 2025, a OpenAI lançou o GPT-5.2 em tempo recorde. Na ocasião, rumores indicavam que a companhia estava trabalhando em “código vermelho” para barrar o crescimento do Gemini 3, que despontava como um competidor relevante para o ChatGPT.

Existem alguns paralelos possíveis entre aquele episódio e o lançamento desta quinta. O contexto, porém, é bem diferente.

Desta vez, a OpenAI está em uma briga com a Anthropic, e os motivos são diversos. As primeiras semanas tiveram provocações, como o comercial que satirizava as propagandas no ChatGPT. Depois, em um evento na Índia, Sam Altman, da OpenAI, e Dario Amodei, da Anthropic, se recusaram a dar as mãos durante uma foto com líderes do setor e o primeiro-ministro do país, Narendra Modi.

Os capítulos mais recentes, porém, são de outra ordem de importância. A OpenAI anunciou uma parceria com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos, enquanto a Anthropic se recusou a fornecer ferramentas de IA para vigilância doméstica ou armas autônomas.

A discordância pública entre as companhias fez alguns usuários deixarem o ChatGPT como forma de protesto — não deve ser um movimento relevante em termos de quantidade, mas faz barulho nas redes sociais. O Claude, da Anthropic, recebeu de braços abertos os insatisfeitos.

Com informações da OpenAI e CNET

GPT-5.4 chega com capacidade nativa de usar computadores

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Novo modelo melhora desempenho em tarefas envolvendo aplicativos, ferramentas, geração de códigos e busca por informações.

ChatGPT, da OpenAI (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Nvidia sinaliza que não investirá mais na OpenAI e Anthropic

5 de Março de 2026, 12:06
Jensen Huang, CEO da Nvidia
Jensen Huang, CEO da Nvidia, recua de megacordo com a OpenAI (imagem: divulgação/Nvidia)
Resumo
  • O CEO da Nvidia, Jensen Huang, revelou que a fabricante de chips não deve fazer novos aportes na OpenAI e Anthropic.
  • Segundo o executivo, a justificativa é apenas financeira, ligada ao plano de abertura de capital das duas startups.
  • Decisão ocorre após questionamentos do mercado sobre acordos circulares entre Nvidia e OpenAI e atritos com a Anthropic.

O CEO da Nvidia, Jensen Huang, afirmou durante conferência do Morgan Stanley, em São Francisco (EUA), que a fabricante de chips não pretende realizar novos aportes na OpenAI e na Anthropic.

Segundo o executivo, a decisão está ligada aos planos das duas startups de inteligência artificial de abrir capital (IPO) ainda este ano, o que encerra a janela para investidores privados.

O recuo esfria meses de expectativas do mercado sobre a concretização de rodadas históricas de financiamento lideradas pela gigante dos chips.

Por que a Nvidia desistiu do megacordo com a OpenAI?

A justificativa oficial da companhia é financeira. “O motivo é que eles vão abrir o capital”, resumiu Huang no evento. Informações da Reuters já indicavam que a criadora do ChatGPT estrutura uma oferta pública capaz de avaliá-la em até US$ 1 trilhão. Com o IPO no radar, a Nvidia abandonou o plano inicial de injetar US$ 100 bilhões na parceira, optando por um aporte final de US$ 30 bilhões.

Apesar da declaração de Huang, outro fator pode estar em jogo: o risco dos chamados “acordos circulares”, segundo o Financial Times. O mercado via com desconfiança a dinâmica em que a Nvidia investiria bilhões na OpenAI para que a startup usasse o mesmo dinheiro comprando chips da própria fabricante, um movimento que poderia inflar o setor artificialmente.

Crise com a Anthropic

A relação da Nvidia com a Anthropic, na qual investiu US$ 10 bilhões no ano passado ao lado da Microsoft, também teria chegado ao limite. O distanciamento acontece em um cenário geopolítico tenso: o clima pesou em janeiro, quando o CEO da Anthropic, Dario Amodei, comparou a venda de chips americanos de IA para a China à “venda de armas nucleares para a Coreia do Norte” durante o Fórum de Davos — uma indireta clara à Nvidia.

O racha definitivo veio nesta semana. O governo Trump proibiu agências federais de usarem a tecnologia da Anthropic, pois a startup se recusou a liberar seus modelos para o desenvolvimento de armas autônomas e vigilância. Ironicamente, o boicote governamental impulsionou a Anthropic junto aos usuários: em 24 horas, seu chatbot Claude ultrapassou o ChatGPT na App Store dos EUA, segundo a Sensor Tower.

O CEO da OpenAI, Sam Altman, tem uma apresentação marcada para o mesmo evento do Morgan Stanley nesta quinta-feira (05/03), onde deverá responder a questionamentos sobre infraestrutura e o IPO trilionário.

Nvidia sinaliza que não investirá mais na OpenAI e Anthropic

Jensen Huang, CEO da Nvidia (imagem: divulgação/Nvidia)

Dona do ChatGPT pode lançar rival do GitHub para enfrentar Microsoft

4 de Março de 2026, 13:02
Arte com o logotipo da OpenAI. À direita, há a imagem da sombra de uma pessoa mexendo em um celular. Na parte inferior direita, está o logotipo do Tecnoblog.
Dona do ChatGPT pode lançar rival do GitHub para enfrentar Microsoft (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • rumores apontam que OpenAI planeja lançar repositório de código para competir com GitHub;
  • Microsoft, além de dona do GitHub, é acionista da OpenAI, o que significa que repositório poderia causar tensões entre ambos os lados;
  • repositório da OpenAI pode incluir IA generativa para produção de código, semelhante ao GitHub Copilot.

A OpenAI tem anunciado serviços atrelados ou derivados do ChatGPT, e mais um pode estar a caminho: um repositório online de código para projetos de software que, como tal, viria para fazer frente ao GitHub. Se os rumores estiverem certos, a iniciativa será uma espécie de enfrentamento à Microsoft.

Pelo menos é o que revela o site The Information. De acordo com o veículo, uma fonte próxima à OpenAI revelou que a ideia de lançar um repositório de código surgiu por causa de instabilidades no GitHub que causaram transtornos a desenvolvedores da organização (e a outros usuários do serviço).

Engenheiros da OpenAI teriam tido a ideia de criar um repositório que tivesse mais disponibilidade do que o GitHub e que, ao mesmo tempo, pudesse ser oferecido a clientes da empresa.

Onde estaria o enfrentamento à Microsoft?

Para começar, a Microsoft é dona do GitHub desde 2018, embora a plataforma seja mantida até hoje como uma unidade independente. Some a isso o fato de, atualmente, a Microsoft deter 27% das ações da OpenAI.

Pela lógica, tamanha participação faria a criação de um serviço rival ao GitHub pela OpenAI soar como um ato de rebeldia ou algo assim. Esse cenário poderia levar a um afastamento entre as duas organizações, o que não seria surpreendente, afinal, a relação entre ambas está estremecida há algum tempo.

Símbolo do GitHub (imagem: divulgação/GitHub)
OpenAI estaria insatisfeita com o GitHub (imagem ilustrativa: divulgação/GitHub)

Como será o repositório da OpenAI?

Não está claro. Por ora, o projeto permanece no campo dos rumores, que apontam ainda que a plataforma está em fase inicial de desenvolvimento e, consequentemente, poderá levar meses para ser lançada oficialmente.

Mas uma coisa é fácil de presumir: é muito provável que o repositório da OpenAI tenha uma ferramenta de inteligência artificial generativa que produz código sob demanda, talvez algo derivado do próprio ChatGPT.

Seria algo semelhante ao GitHub Copilot, portanto. Aliás, essa IA está tão presente na plataforma que, incomodados com isso, os desenvolvedores da distribuição Gentoo Linux decidiram abandonar o GitHub recentemente.

Dona do ChatGPT pode lançar rival do GitHub para enfrentar Microsoft

ChatGPT, da OpenAI, é preferência nas empresas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Símbolo do GitHub (imagem: divulgação/GitHub)

Usuários abandonam ChatGPT e migram para Claude após polêmica nos EUA

3 de Março de 2026, 10:44
Imagem mostra o CEO da OpenAI, Sam Altman, à esquerda, e o logo do ChatGPT à direita. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog"
ChatGPT sofre debandada de usuários após acordo com governo dos EUA (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Após a parceria da OpenAI com o Departamento de Defesa dos EUA, as desinstalações do ChatGPT aumentaram 295%, segundo a Sensor Tower.
  • O Claude, da Anthropic, subiu para o primeiro lugar na App Store americana, superando o ChatGPT, após a Anthropic recusar colaboração com o DoD.
  • O Claude liderou downloads em sete países e os cadastros diários quebraram recordes, com crescimento de mais de 60% nos usuários gratuitos desde janeiro.

Depois que a OpenAI anunciou uma parceria com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos (DoD), as desinstalações do app ChatGPT cresceram 295%, segundo dados da plataforma de análise de mercado Sensor Tower. No mesmo período, o Claude, da Anthropic, escalou o ranking da App Store americana e chegou ao primeiro lugar, ultrapassando o maior concorrente.

A movimentação ocorre durante um impasse das duas empresas sobre fornecer tecnologia para o governo norte-americano. Dias antes do anúncio da OpenAI, a Anthropic havia se recusado a permitir que suas IAs fossem usadas pelo DoD para vigilância doméstica em massa ou para armas autônomas — sistemas que disparariam sem intervenção humana.

Pouco depois, a OpenAI foi na direção oposta e fechou seu próprio acordo com o Pentágono. O CEO Sam Altman disse que o contrato inclui salvaguardas relacionadas às preocupações de Dario Amodei, chefe da Anthropic.

Claude no topo

Claude cresceu nas lojas de App (imagem: divulgação)

Segundo dados da Sensor Tower, o Claude estava fora do top 100 no final de janeiro e passou parte do mês de fevereiro entre os 20 mais baixados. Entretanto, na última semana, a escalada foi rápida: sexto na quarta-feira, quarto na quinta, e primeiro na noite de sábado.

Já dados do Appfigures apontam que o total diário de downloads do Claude no sábado superou o do ChatGPT pela primeira vez, com um salto de 88% de um dia para o outro. Além do mercado norte-americano, o aplicativo da Anthropic também assumiu a primeira posição entre os apps gratuitos para iPhone em seis outros países: Alemanha, Bélgica, Canadá, Luxemburgo, Noruega e Suíça.

De acordo com a Anthropic, os cadastros diários quebraram o recorde histórico todos os dias durante a semana, o número de usuários gratuitos cresceu mais de 60% desde janeiro e os assinantes pagos mais que dobraram.

Com a mudança de plataforma, muitos ex-usuários da OpenAI têm recorrido ao novo processo de transferir dados do ChatGPT para o Claude.

O que aconteceu?

Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos EUA (Imagem: Thomas Hawk / Flickr)
Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos EUA (Imagem: Thomas Hawk / Flickr)

A disputa entre a Anthropic e o Pentágono não era sobre se a empresa deveria ou não trabalhar com o governo, mas sobre os termos. De acordo com a desenvolvedora do Claude, as IAs da empresa ainda não têm capacidade para operar com segurança em cenários de lethal autonomy, nome dado a sistemas que tomam decisões de ataque sem supervisão humana.

Pete Hegseth, secretário de Defesa dos EUA, rebateu que o DoD não deveria ser limitado pelas políticas internas de um fornecedor, e que qualquer “uso legal” da tecnologia deveria ser permitido. Após o posicionamento da companhia, o presidente Donald Trump ordenou que agências do governo parassem de usar produtos da Anthropic.

A OpenAI diz em comunicado que também determinou áreas nas quais a IA não poderá ser usada, entre elas vigilância doméstica, sistemas de armas autônomas e sistemas como os de crédito social. Altman, no entanto, admitiu no X que o acordo foi apressado.

Usuários abandonam ChatGPT e migram para Claude após polêmica nos EUA

ChatGPT e Sam Altman, CEO da OpenAI (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Assistente virtual Claude é produzido pela Anthropic (imagem: divulgação)

Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos EUA (Imagem: Thomas Hawk / Flickr)

Sam Altman alega que humanos também consomem muita energia

23 de Fevereiro de 2026, 15:09
Imagem mostra o CEO da OpenAI, Sam Altman, à esquerda, e o logo do ChatGPT à direita. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog"
Sam Altman contesta estimativas sobre impacto ambiental da inteligência artificial (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo

O CEO da OpenAI, Sam Altman, voltou a rebater críticas sobre o impacto ambiental da inteligência artificial durante um evento na Índia. Em entrevista ao The Indian Express, ele comparou o gasto de energia dos data centers com o que os seres humanos precisam até se desenvolverem totalmente, por volta dos 20 anos.

Altman participou da Cúpula do Impacto da IA e aproveitou o palco para contestar números amplamente compartilhados nas redes, ao mesmo tempo em que reconheceu que o crescimento acelerado desta tecnologia pressiona a demanda global por energia. Para ele, o debate precisa ser mais técnico e menos baseado em comparações simplistas.

Água, energia e números questionados

Segundo Altman, afirmações de que uma única consulta ao ChatGPT consumiria dezenas de litros de água não correspondem à realidade atual. Ele explicou que esse tipo de preocupação fazia mais sentido no passado, quando alguns data centers utilizavam sistemas de resfriamento evaporativo. Hoje, segundo o executivo, esse método deixou de ser padrão na infraestrutura da empresa.

“Agora que não fazemos isso, você vê essas coisas na internet como ‘não use o ChatGPT, são 17 galões de água por consulta’ ou algo assim”, disse. “Isso é completamente falso, totalmente insano, sem nenhuma conexão com a realidade.”

Apesar do tom duro sobre a água, Altman reconheceu que o consumo total de energia é um ponto legítimo de atenção. Com mais empresas e pessoas utilizando IA, a demanda elétrica cresce, o que reforça, em sua visão, a necessidade de acelerar a transição para fontes como nuclear, solar e eólica.

Não existe hoje uma obrigação legal para que empresas de tecnologia divulguem dados detalhados sobre uso de água e energia.

Ilustração sobre inteligência artificial mostra um cérebro transparente sobre uma placa metálica, que se assemelha a um processador. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Debate sobre eficiência energética da inteligência artificial cresce (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Faz sentido comparar IA com humanos?

Altman também respondeu a um comentário atribuído a Bill Gates, segundo o qual uma pergunta ao ChatGPT equivaleria a consumir cerca de uma bateria e meia de iPhone. “Não há como chegar nem perto disso”, afirmou.

Ele também criticou o foco excessivo no custo energético de treinar modelos de IA, sem uma comparação justa com o esforço humano. “Mas também é preciso muita energia para treinar um humano”, disse. “São cerca de 20 anos de vida e toda a comida que você consome durante esse período antes de você se tornar inteligente.”

Altman foi além, argumentando que a própria evolução humana, ao longo de bilhões de experiências acumuladas, envolveu um gasto energético imenso. Para ele, a comparação correta é medir quanta energia um sistema já treinado consome para responder a uma pergunta, em relação a um humano fazendo o mesmo. Nesse recorte, acredita que a IA já alcançou eficiência semelhante.

Dados globais mostram que data centers respondem hoje por cerca de 1,5% do consumo mundial de eletricidade, percentual que pode quase dobrar até 2030, segundo a International Energy Agency.

Com informações do TechSpot e do TechCrunch

Sam Altman alega que humanos também consomem muita energia

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CEO da OpenAI minimiza acusações sobre consumo de água por IA, admite impacto energético global e defende comparação direta entre eficiência de máquinas e humanos.

ChatGPT e Sam Altman, CEO da OpenAI (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Inteligência artificial (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Altman se posiciona contra “AI washing”, que virou moda no Vale do Silício

20 de Fevereiro de 2026, 14:51
Imagem mostra o CEO da OpenAI, Sam Altman, à esquerda, e o logo do ChatGPT à direita. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog"
Sam Altman questiona o uso da IA como justificativa para demissões (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O CEO da OpenAI, Sam Altman, criticou o “AI washing”, prática em que empresas justificam demissões com o avanço da IA, mesmo que os cortes não sejam diretamente causados por ela.
  • Estudos mostram impacto limitado da IA no emprego, com 90% dos executivos não percebendo mudanças significativas na produtividade devido à IA.
  • Dados macroeconômicos até 2025 não indicam mudanças significativas no desemprego ou em ocupações expostas à IA, embora o impacto possa crescer no futuro.

Em meio ao debate global sobre os efeitos reais da inteligência artificial no mercado de trabalho, Sam Altman levantou um alerta: parte das demissões anunciadas por empresas estaria sendo atribuída de forma exagerada — ou enganosa — ao avanço da tecnologia. O CEO da OpenAI chamou a prática de “AI washing”, uma espécie de maquiagem discursiva para decisões que já seriam tomadas por outros motivos.

A declaração foi feita a um canal de TV nesta quinta-feira (19), durante a Cúpula do Impacto da IA, realizada na Índia. Segundo Altman, embora a IA já provoque substituição real de algumas funções, nem todo corte de vagas pode ser creditado diretamente a ela, como muitas companhias têm sugerido em comunicados recentes.

O que é “AI washing” nas demissões?

Altman explicou que não é possível medir exatamente a dimensão do fenômeno, mas deixou claro que há uma diferença entre impactos concretos da IA e o uso do discurso tecnológico como bode expiatório. “Não sei qual é a porcentagem exata, mas existe um certo ‘AI washing’, em que as pessoas culpam a IA por demissões que elas mesmas fariam, e existe também um deslocamento real de diferentes tipos de empregos pela IA”, afirmou.

Estudos recentes ajudam a ilustrar essa ambiguidade. Uma pesquisa publicada pelo National Bureau of Economic Research mostrou que quase 90% de executivos de alto escalão nos Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha e Austrália disseram não ter visto mudanças relevantes no nível de produtividade atribuíveis à IA nos três anos seguintes ao lançamento do ChatGPT.

Por outro lado, o discurso de líderes do setor costuma ser mais alarmista. Dario Amodei, da Anthropic, já falou em um possível “banho de sangue” no trabalho de escritório, enquanto Sebastian Siemiatkowski afirmou que a Klarna pode reduzir um terço de seu quadro de funcionários até 2030, em parte por causa da aceleração da IA.

O Fórum Econômico Mundial estima que cerca de 40% dos empregadores esperam reduzir equipes no futuro com base nesse mesmo argumento.

Em primeiro plano, um aperto de mãos entre uma mão robótica prateada, à esquerda, e uma mão humana, à direita. O robô possui dedos articulados com detalhes metálicos e pretos. O humano veste um paletó escuro. Ao fundo, uma mulher de cabelos castanhos e blusa clara está sentada à mesa, desfocada, observando a cena. O ambiente é um escritório moderno com janelas amplas e vista para prédios. No canto inferior direito, lê-se a logomarca "tecnoblog" em branco.
Efeitos da IA sobre o trabalho seguem em debate (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A IA já está afetando o emprego?

Apesar das previsões, dados macroeconômicos ainda não mostram uma ruptura clara. Um relatório do Yale Budget Lab, baseado em estatísticas oficiais dos EUA até novembro de 2025, não identificou diferenças significativas no desemprego ou na composição das ocupações mais expostas à IA.

Altman reconhece que o impacto tende a crescer, mas não de forma imediata. “Encontraremos novos tipos de trabalho, como em toda revolução tecnológica”, disse.

Altman se posiciona contra “AI washing”, que virou moda no Vale do Silício

ChatGPT e Sam Altman, CEO da OpenAI (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Inteligência artificial se tornou concorrente para muitos profissionais (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Nova guerra dos navegadores: Chrome ganha Split View e edição de PDF

19 de Fevereiro de 2026, 18:15
Google acelera atualizações para não perder espaço (imagem: reprodução/Google)
Resumo

O Google anunciou nesta quinta-feira (19) três novos recursos de produtividade para o Chrome: o modo de visualização dividida (Split View), ferramentas de anotação em documentos PDF e a função “Salvar no Google Drive”.

As atualizações chegam em um momento de transformação no mercado. Com o avanço de startups de IA que propõem navegadores agentes, a gigante de Mountain View quer evitar que o usuário precise alternar entre abas ou baixar arquivos para realizar tarefas simples.

As novidades detalhadas no blog oficial do Google focam em integrar o Chrome mais profundamente ao ecossistema do Google Workspace, respondendo ao crescimento de alternativas como o Arc e o Atlas, da OpenAI.

Multitarefa e edição de documentos na mesma aba

O recurso de Split View (visualização dividida) permite que o usuário coloque duas páginas lado a lado em uma única guia. De acordo com Alex Tsu, gerente de produto do Chrome, a funcionalidade foi desenhada para facilitar a comparação de dados, a redação de textos com base em referências externas ou até o acompanhamento de vídeos enquanto se faz anotações.

Para ativar o modo, basta arrastar uma aba para a extremidade esquerda ou direita da janela ou clicar com o botão direito em um link e selecionar a opção “Abrir link na visualização dividida”.

Chrome permite colocar duas abas lado a lado (imagem: Gabriel Sérvio/Tecnoblog)

O Chrome também reforçou seu visualizador de PDF. Agora, o browser conta com um editor nativo que permite destacar trechos de texto e adicionar notas. Na prática, isso elimina a necessidade de baixar o arquivo para abri-lo em softwares de terceiros apenas para preencher um formulário ou assinatura digital.

Para fechar o trio de novas funções, o Google introduziu a opção “Salvar no Google Drive”. A ferramenta permite que documentos e PDFs sejam enviados diretamente para a nuvem. Ao selecionar essa opção, o Chrome organiza os arquivos em uma pasta chamada “Salvo do Chrome” no Drive do usuário. A medida visa acabar com o acúmulo de arquivos na pasta de downloads local e facilitar o acesso aos documentos em outros dispositivos.

Por que o Google está acelerando o desenvolvimento do Chrome?

O lançamento dessas funcionalidades é uma resposta ao novo cenário da “guerra de navegadores”. Embora o Chrome ainda detenha a maior fatia global — posição monitorada pelo Statcounter —, o surgimento de navegadores baseados em IA pode mudar as expectativas dos usuários.

Desde meados de 2025, o mercado de navegadores passou a focar em “agentes”. Em junho de 2025, a The Browser Company lançou o Dia, um navegador “AI-first”. Em seguida, a Perplexity apresentou o Comet, e em outubro, a OpenAI lançou o Atlas, seu próprio navegador alimentado pelo ChatGPT. Esses concorrentes introduziram conceitos como abas verticais e assistentes que executam tarefas complexas de forma autônoma.

Para evitar a migração de sua base de usuários, o Google iniciou uma corrida de desenvolvimento. No mês passado, a empresa já havia expandido as capacidades do Gemini. A empresa também confirmou que o suporte para abas verticais está a caminho. Atualmente, a função já pode ser testada por usuários entusiastas através de flags experimentais no código do navegador.

Nova guerra dos navegadores: Chrome ganha Split View e edição de PDF

Bill Gates cancela palestra em cúpula de IA após novos arquivos do caso Epstein

19 de Fevereiro de 2026, 16:03
Bill Gates (Imagem: OnInnovation/Flickr)
Gates manteve visitas privadas a projetos de saúde e agricultura na Índia (imagem: OnInnovation/Flickr)
Resumo

Nesta quinta-feira (19), a Cúpula de Impacto da IA (AI Impact Summit), realizada em Déli, na Índia, teve um início conturbado. O cofundador da Microsoft, Bill Gates, cancelou sua palestra horas antes de subir ao palco. A desistência ocorre em momento de pressão após a divulgação de novos documentos que detalham sua relação com Jeffrey Epstein.

O evento, que visa consolidar a Índia como um polo tecnológico global e atrair investimentos, conta com a presença de líderes de mais de 100 países, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o primeiro-ministro indiano Narendra Modi, o presidente francês Emmanuel Macron e grandes nomes do Vale do Silício, como Sam Altman e Sundar Pichai.

Por que Bill Gates desistiu de discursar?

A ausência de Gates foi divulgada pela Fundação Gates de última hora. Conforme informações da BBC News, a organização afirmou que a decisão foi tomada após “cuidadosa consideração” para garantir que o foco da cúpula permanecesse em suas prioridades centrais: saúde e desenvolvimento tecnológico.

Nos bastidores, a “distração” mencionada pela fundação tem nome: Jeffrey Epstein. Em janeiro de 2026, novos arquivos divulgados pela justiça americana trouxeram detalhes inéditos sobre o convívio de Gates com Epstein, condenado por crimes sexuais. Segundo o The Guardian, embora Gates não tenha sido acusado de crimes, a reaparição do tema intensificou o burburinho público.

Até Melinda Gates, em entrevistas citadas pelo jornal, comentou que as perguntas sobre esses laços devem ser respondidas pelo ex-marido, aumentando a pressão sobre o bilionário. Para evitar um vazio na programação, Ankur Vora, presidente dos escritórios da fundação na África e na Índia, assumiu o lugar de Gates no palco. O cofundador da Microsoft permanece na Índia, mas em agendas privadas.

Bill Gates
Bill Gates cancelou palestra principal após novas pressões sobre o caso Epstein (imagem: Red Maxwell/Flickr)

“Climão” entre CEOs

No setor corporativo, o clima foi de tensão. Um registro em vídeo que circula nas redes sociais capturou o momento em que Dario Amodei (CEO da Anthropic) e Sam Altman (CEO da OpenAI) evitaram um aperto de mãos diante do público.

O episódio reflete a guerra fria comercial entre as empresas. A Anthropic, fundada por ex-funcionários da OpenAI, posiciona-se como uma alternativa mais focada em segurança e ética, enquanto a OpenAI busca a liderança do mercado.

Em seu discurso, Altman defendeu que o mundo precisa de regulação “com urgência”, afirmando que a centralização da IA nas mãos de poucos poderia levar à “ruína”. Já Amodei ressaltou que a Anthropic está disposta a trabalhar com governos para realizar testes rigorosos de segurança em modelos de larga escala.

Lula e investimentos bilionários

Presidente Lula e Primeiro Ministro da Índia, Narendra Modi fotografados com outras pessoas ao fundo durante a AI Impact Summit
Presidente Lula e o Primeiro Ministro da Índia, Narendra Modi durante a Cúpula de Impacto da IA (AI Impact Summit) (foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República)

O presidente Lula utilizou o palco para defender que a IA deve ser uma ferramenta de inclusão e não um mecanismo para aprofundar desigualdades globais. Essa visão foi compartilhada por Narendra Modi, que ressaltou a importância de o Sul Global não ser apenas “matéria-prima” para algoritmos estrangeiros.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que o futuro da IA não pode ser deixado aos “caprichos de alguns bilionários” e propôs a criação de um fundo global de US$ 3 bilhões para garantir o acesso aberto à tecnologia para países em desenvolvimento.

A cúpula também serviu para anúncios financeiros. O bilionário Mukesh Ambani prometeu investir US$ 110 bilhões nos próximos sete anos para fortalecer o ecossistema tecnológico indiano. Já o CEO do Google, Sundar Pichai, anunciou a criação de um centro de IA no país para gerar empregos e infraestrutura de ponta.

A expectativa é que, até o final da semana, os líderes assinem um tratado de cooperação técnica para estabelecer padrões mínimos de segurança e governança ética.

Bill Gates cancela palestra em cúpula de IA após novos arquivos do caso Epstein

Presidente Lula e o Primeiro Ministro da Índia, Narendra Modi durante a Cúpula de Impacto da IA (AI Impact Summit) (foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República)

ChatGPT começa a testar anúncios em contas gratuitas e Go

10 de Fevereiro de 2026, 14:01
Anúncio publicitário no ChatGPT
Anúncio publicitário no ChatGPT (imagem: divulgação/OpenAI)
Resumo
  • OpenAI começou a testar anúncios no ChatGPT para usuários gratuitos e do plano Go;
  • Anúncios não influenciam as respostas do ChatGPT e não resultam em compartilhamento de dados privados dos usuários com anunciantes;
  • Por ora, testes estão limitados a usuários maiores de idade nos Estados Unidos.

A OpenAI começou a testar anúncios no ChatGPT. A publicidade é direcionada a usuários do plano gratuito do serviço ou a assinantes do ChatGPT Go, o plano pago mais barato. As peças publicitárias são exibidas na parte inferior de cada conversa e, de acordo com a OpenAI, não influenciam nas respostas do serviço.

Não é um movimento inesperado. A OpenAI confirmou, em janeiro de 2026, que iria testar anúncios publicitários no ChatGPT. Porém, na ocasião, a organização não havia dado uma data exata para o início dos testes, se limitando a informar que a exibição começaria nas semanas seguintes.

Agora sabemos que os testes começaram nesta semana. No momento, apenas usuários com mais de 18 anos de idade que estejam baseados nos Estados Unidos podem se deparar com os anúncios. Porém, eles não aparecem e não aparecerão para usuários dos planos pagos Pro, Business e Enterprise do ChatGPT.

Anúncios serão mostrados para usuários do ChatGPT em outros países?

É bastante provável que sim, embora ainda não haja informações oficiais a respeito. Isso porque a própria OpenAI reconhece que precisa de uma fonte de receita para manter os planos gratuito e Go:

O ChatGPT é usado por centenas de milhões de pessoas para aprendizado, trabalho e decisões do dia a dia. Manter os planos gratuitos e Go rápidos e confiáveis exige infraestrutura significativa e investimento contínuo.

Os anúncios ajudam a financiar esse trabalho, apoiando um acesso mais amplo à IA por meio de opções gratuitas e de baixo custo de maior qualidade, e permitindo-nos continuar aprimorando a inteligência e os recursos que oferecemos ao longo do tempo.

duas capturas de tela em uma conversa no ChatGPT
Anúncio no ChatGPT (imagem: divulgação/OpenAI)

A declaração sugere que, passada a fase de teste ou em uma etapa futura desta, os anúncios serão exibidos para usuários de outros países.

A OpenAI explica que, além de não influenciar em respostas do ChatGPT, os anúncios não resultarão em compartilhamento de dados privados do usuário com anunciantes. Cada anúncio é separado do conteúdo das conversas por linhas e um rótulo de patrocínio.

ChatGPT começa a testar anúncios em contas gratuitas e Go

Anúncio publicitário no ChatGPT (imagem: divulgação/OpenAI)

(imagem: divulgação/OpenAI)

ChatGPT pode receber atualização nesta semana, diz site

9 de Fevereiro de 2026, 12:40
Imagem mostra o CEO da OpenAI, Sam Altman, à esquerda, e o logo do ChatGPT à direita. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog"
Sam Altman é CEO e cofundador da OpenAI (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O ChatGPT retomou crescimento mensal superior a 10% e a OpenAI planeja atualizar seus modelos de IA até 13/02.
  • O Codex, ferramenta para programadores, cresceu 50% após o lançamento do GPT-5.3-Codex e um app para macOS.
  • A OpenAI enfrenta concorrência da Anthropic e desentendimentos com a Nvidia, após um acordo de US$ 100 bilhões.

A OpenAI estaria preparando uma atualização nos modelos de inteligência artificial do ChatGPT para lançá-la até sexta-feira (13/02), de acordo com uma reportagem da CNBC. O chatbot também teria retomado um ritmo forte de crescimento.

As informações estariam em uma mensagem enviada pelo CEO Sam Altman no Slack da companhia e obtida pela publicação.

O que Sam Altman falou?

No comunicado interno, Altman teria dito que o ChatGPT voltou a apresentar um crescimento mensal superior a 10%. O executivo ainda afirmou, segundo a reportagem, que um “modelo atualizado do Chat” chegaria nesta semana, mas não deu detalhes sobre possíveis melhorias.

Altman também falou sobre o Codex, de acordo com a CNBC. A ferramenta destinada a programadores teve um crescimento de 50% em relação à semana anterior, após o lançamento do modelo GPT-5.3-Codex e de um app independente para o macOS.

OpenAI está pressionada por concorrentes

A empresa liderada por Altman foi uma das responsáveis por popularizar a inteligência artificial generativa com o lançamento do ChatGPT em 2022. Agora, pouco mais de três anos depois, ela enfrenta concorrentes mais maduros.

A desafiante que está nos holofotes dessa vez é a Anthropic, que parece ter caído nas graças dos desenvolvedores com a ferramenta de gerar códigos Claude Code.

Close-up da tela de um smartphone exibindo o logo e o nome do aplicativo ChatGPT, com um teclado de computador desfocado ao fundo.
ChatGPT tem concorrentes mais avançados do que há três anos (foto: Focal Foto/Reprodução)

A disputa entre as duas envolveu uma provocação recente. Neste domingo (08/02), a criadora do Claude veiculou propagandas no intervalo do Super Bowl — o espaço publicitário mais caro da TV americana — tirando sarro dos futuros anúncios do ChatGPT.

Altman e outros executivos responderam à concorrente nas redes sociais. O CEO chamou os vídeos de desonestos, alegando que o ChatGPT nunca teve anúncios da maneira que a Anthropic retratou.

Além disso, a OpenAI estaria passando por desentendimentos com a Nvidia, com quem fechou um acordo em que receberia US$ 100 bilhões de investimentos. A empresa ainda teria decretado “código vermelho” para acelerar o desenvolvimento de seus produtos após o Google ganhar terreno no mercado de IA.

Com informações da CNBC

ChatGPT pode receber atualização nesta semana, diz site

ChatGPT e Sam Altman, CEO da OpenAI (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Meta testa app com feed que mostra apenas vídeos feitos por IA

6 de Fevereiro de 2026, 15:48
GIF mostra a interface do Meta Vibes. À esquerda, uma miniatura mostra um personagem peludo e laranja, com dois olhos redondos, sentado em uma motocicleta e segurando uma caixa. No centro, um círculo gradiente em tons de azul, roxo e rosa representa uma paleta de cores. No centro-superior, uma barra mostra o texto "Remix". À esquerda do círculo, estão os botões "Add music", "Change image" e "Change animation". À direita do círculo, estão miniaturas de diversas imagens, incluindo um gato de óculos de sol e pepinos nos olhos, e um carro em uma paisagem com pôr do sol.
Meta Vibes é um feed de vídeos gerados por IA (imagem: reprodução)
Resumo
  • A Meta está testando transformar o feed de vídeos Vibes, do app Meta AI, em um aplicativo independente.
  • O Vibes, lançado em setembro de 2025, oferece vídeos curtos gerados por IA, usando tecnologias como Midjourney e Black Forest Labs.
  • O Vibes competirá com o Sora, da OpenAI, que teve um início forte, mas viu instalações caírem 32% em dezembro de 2025.

A Meta está testando transformar o feed de vídeos Vibes, presente no app da Meta AI, em um aplicativo independente. Assim, a gigante das redes sociais teria um concorrente direto para o Sora, da OpenAI.

A companhia confirmou os planos em um email enviado ao TechCrunch. “Após o forte sucesso inicial do Vibes no Meta AI, estamos testando um app separado para aproveitar esse movimento. Estamos vendo os usuários recorrendo cada vez mais a esse formato para criar, descobrir e compartilhar com os amigos vídeos gerados por IA.”

O que é o Vibes?

Lançado em setembro de 2025, o Vibes é parte do app da Meta AI. Ele é um feed de vídeos curtos verticais, semelhante ao TikTok e ao próprio Instagram Reels, que também é da Meta. A diferença é o conteúdo, composto apenas por vídeos gerados por inteligência artificial.

Os usuários podem criar seus próprios vídeos do zero ou remixar clipes existentes, com novos elementos visuais, trilha sonora e ajustes de estilo.

Duas telas de celular mostram a interface do Meta Vibes. A tela à esquerda tem o título "Restyle" e mostra duas fotos: a superior é de quatro pessoas sorrindo em um parque; a inferior é de uma mulher com uma jaqueta branca. Abaixo, o texto "90s hip-hop". A tela à direita tem o título "Remix" e mostra uma foto de um monstro peludo e laranja em pé em uma rua molhada, segurando um guarda-chuva preto.
Conteúdo do Vibes é produzido por IA (imagem: divulgação/Meta)

No lançamento, a Meta revelou que os vídeos do Vibes não são gerados pelos modelos da empresa, mas sim por tecnologias como Midjourney e Black Forest Labs, por meio de parcerias.

Novo app já tem concorrente

Um app do Vibes independente teria uma proposta muito semelhante ao aplicativo Sora, da OpenAI. Ao lançar a segunda versão do modelo gerador de vídeos, a companhia também colocou no ar um aplicativo com feed de vídeos verticais feitos pela tecnologia.

Sora 2 is here. pic.twitter.com/hy95wDM5nB

— OpenAI (@OpenAI) September 30, 2025

Para não ficar nenhuma dúvida, vale dizer que o Vibes da Meta chegou antes, mas dentro do app da Meta AI. Já o Sora foi anunciado alguns dias depois, mas já como app independente.

A trajetória do aplicativo de vídeos da OpenAI, aliás, pode ser um sinal de atenção para a Meta. O Sora chegou ao topo da App Store dos Estados Unidos em outubro de 2025, com mais de 100 mil instalações logo no primeiro dia.

Nas semanas seguintes, o cenário começou a mudar. Em dezembro de 2025, as instalações já eram 32% menores que no mês anterior.

A Meta, por sua vez, não compartilha os números do Vibes, dizendo apenas que ele teve um bom desempenho, com a Meta AI crescendo desde seu lançamento.

A parte financeira também é uma questão. Inicialmente, estimativas apontavam que a OpenAI vinha tendo um prejuízo diário de US$ 15 milhões com o aplicativo. Como a Meta tem parcerias com empresas que fornecem os modelos, pode haver uma margem maior para amortecer esses custos.

E, claro, existe a possibilidade de cobrar por isso. O Sora funciona à base de créditos, com uma quantia gratuita e vendas avulsas. Já a Meta pode incluir recursos de IA em seus futuros planos por assinatura, que devem chegar nos próximos meses.

Com informações do TechCrunch e Canaltech

Meta testa app com feed que mostra apenas vídeos feitos por IA

Anthropic provoca OpenAI com campanha contra anúncios no ChatGPT

5 de Fevereiro de 2026, 14:55
Imagem mostra duas pessoas conversando. Uma está de costas e a outra, de frente para a câmera, olha para a pessoa de costas
Peças satirizam conversas cotidianas distorcidas por propagandas intrusivas (imagem: divulgação)
Resumo
  • Anthropic lançou uma campanha publicitária com quatro vídeos que ironizam os anúncios no ChatGPT.
  • O CEO da OpenAI, Sam Altman, classificou a campanha como “desonesta” e afirmou que o ChatGPT não exibirá anúncios da forma descrita nos vídeos.
  • Segundo a OpenAI, os anúncios serão exibidos no final das respostas, sem influenciar o teor das respostas geradas pela IA.

A Anthropic decidiu alfinetar a OpenAI com uma campanha publicitária lançada ontem (04/02). Em uma série de quatro vídeos, a criadora do Claude, chatbot rival do ChatGPT, ironiza a introdução de propagandas no ChatGPT.

Nos vídeos, a empresa satiriza que o produto de Sam Altman usará informações enviadas pelo usuário em conversas cotidianas para distorcer conselhos, a fim de alavancar a venda de produtos de anunciantes.

A provocação ocorre poucas semanas após a OpenAI confirmar oficialmente a chegada dos anúncios na versão gratuita e no plano Go do assistente. A medida, que já era discutida internamente e especulada desde pelo menos 2024, deve custear o processamento de dados e a expansão de infraestrutura da empresa, mas serviu de munição para concorrentes se posicionarem como alternativas livres de publicidade.

Como são os vídeos?

Os comerciais colocam um indivíduo conversando com outra pessoa com o estilo de conversação comum de chatbots de IA. Os vídeos se iniciam com uma palavra provocativa, como “violação” e “traição”. Nesse último, por exemplo, um homem conversa com uma terapeuta sobre a relação com a própria mãe e recebe uma propaganda de um site de encontros com mulheres mais velhas.

O comportamento se repete em outras peças, nas quais os personagens recebem ofertas de forma intrusiva em meio a conversas. No vídeo “violação”, a empresa é mais explícita na crítica ao uso indevido de dados dos usuários: nele, um jovem busca dicas para definir o abdômen e, após informar sua altura e peso, recebe um anúncio de palmilhas para ficar mais alto.

A Anthropic encerra os vídeos com a mensagem de que os anúncios estão chegando à IA, mas não ao Claude. A promessa repete o posicionamento do Google, dono do Gemini, que diz não ter planos para incluir publicidade na plataforma e fez ressalvas quanto ao modelo adotado pela OpenAI.

pic.twitter.com/jEWDjs30kf

— Claude (@claudeai) February 4, 2026

Sam Altman diz que campanha é “desonesta”

A sátira tocou na ferida da OpenAI. Embora tenha admitido na rede social X que riu dos vídeos, o CEO Sam Altman publicou um longo texto rebatendo a campanha e classificando-a como “desonesta”.

Altman afirma que o ChatGPT “jamais rodaria anúncios da forma que a Anthropic descreve” e insiste que seus usuários rejeitariam tal comportamento. Além disso, o executivo criticou a rival por servir apenas a “pessoas ricas” com seus planos de assinatura, chamando-a de “autoritária” pelas políticas de uso restritivas.

First, the good part of the Anthropic ads: they are funny, and I laughed.

But I wonder why Anthropic would go for something so clearly dishonest. Our most important principle for ads says that we won’t do exactly this; we would obviously never run ads in the way Anthropic…

— Sam Altman (@sama) February 4, 2026

OpenAI nega que modelo influenciará respostas

De fato, durante a cobertura de todo o processo de avaliação da OpenAI pelo modelo de anúncios, sabia-se que a empresa estava preocupada com a recepção do conteúdo patrocinado pela base de usuários e que isso definiu os princípios usados pela companhia.

Apesar da paródia ácida da Anthropic, a implementação real dos anúncios no ChatGPT promete ser mais contida. A proposta da OpenAI é integrar a publicidade ao contexto, exibindo-a apenas no final das respostas textuais e quando houver um produto ou serviço relevante para a conversa.

Segundo a dona do ChatGPT, as propagandas serão rotuladas, separadas do conteúdo gerado pela IA e não influenciarão o teor das respostas.

Anthropic provoca OpenAI com campanha contra anúncios no ChatGPT

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Dona do Claude lançou quatro vídeos que ironizam os anúncios no rival. Sam Altman diz que campanha é "desonesta".

ChatGPT caiu? Serviço mostra mensagem de erro nesta terça-feira

3 de Fevereiro de 2026, 17:47
Aplicativo do ChatGPT para iPhone com mensagem de erro
Aplicativo do ChatGPT para iPhone com mensagem de erro (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Usuários do ChatGPT se deparam com mensagem de erro ao usar a ferramenta nesta terça-feira (03/02);
  • OpenAI reconhece o problema em sua página de status e já trabalha em solução;
  • Falha no ChatGPT afeta usuários no mundo todo.

Usuários do ChatGPT enfrentam dificuldades para usar a ferramenta na tarde desta terça-feira (03/02). A versão web do serviço e os seus respectivos aplicativos abrem normalmente. Mas, quando o usuário faz uma pergunta ou digita instruções (prompts), se depara com uma mensagem de erro.

A mensagem de erro tem os seguintes dizeres: “Hmm…something seems to have gone wrong“, que podem ser traduzidos como “Hum… parece que alguma coisa está errada”.

A mensagem de erro é acompanha de um botão “Repetir”, que tem a função de reenviar a pergunta ou o prompt que fez o alerta ser exibido. No entanto, quando o botão é pressionado, o erro volta a se aparecer.

Não por acaso, na página de status da OpenAI, que reporta a existência de problemas nos serviços da organização, há um aviso de que o ChatGPT está exibindo mensagens de erro para um número elevado de usuários.

Mensagem de erro na versão web do ChatGPT
Mensagem de erro na versão web do ChatGPT (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Não é só com você, portanto. O problema afeta usuários do serviço no mundo todo, inclusive aqueles que usam versões pagas do ChatGPT.

Além disso, há falhas em APIs da OpenAI relacionadas ao ChatGPT. Isso significa que serviços de terceiros que utilizam recursos do ChatGPT também enfrentam problemas.

Curiosamente, testes feito pelo Tecnoblog com as versões web e móveis do ChatGPT (apps) mostram a ferramenta dando respostas normalmente quando o usuário não está logado no serviço.

Qual a causa da falha no ChatGPT?

As razões da falha ainda não foram identificadas ou reveladas. Ainda em sua página de status, a OpenAI informa apenas que já está trabalhando em uma solução para o problema.

Os erros começaram a aparecer por volta das 18:00 de hoje (considerando o horário de Brasília).

Grande parte dos usuários começou a notar uma normalização ao redor das 18:30.

ChatGPT caiu? Serviço mostra mensagem de erro nesta terça-feira

Aplicativo do ChatGPT para iPhone com mensagem de erro (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

OpenAI está insatisfeita com chips da Nvidia, diz reportagem

3 de Fevereiro de 2026, 12:21
Imagem mostra o CEO da OpenAI, Sam Altman, à esquerda, e o logo do ChatGPT à direita. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog"
Sam Altman nega problemas e diz que chips da Nvidia são os melhores do mundo (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A OpenAI está insatisfeita com o desempenho dos chips da Nvidia para inferência no ChatGPT, buscando alternativas com mais memória SRAM.
  • Rumores de tensão entre OpenAI e Nvidia surgiram, mas ambas as empresas negam desacordo; Sam Altman elogia os chips da Nvidia.
  • A OpenAI considera parcerias com startups como Cerebras e Groq para melhorar a velocidade de inferência, tendo fechado um acordo com a Cerebras.

A OpenAI não está contente com o desempenho dos modelos mais recentes de chips da Nvidia para inteligência artificial. O problema está especificamente no uso desse hardware para inferência — isto é, para executar as tarefas solicitadas pelos usuários.

A informação foi obtida pela agência de notícias Reuters junto a oito fontes com conhecimento do assunto, que falaram em condição de anonimato.

A reportagem reforçam os rumores de tensão entre as duas empresas. Na última sexta-feira (30/01), o Wall Street Journal publicou uma matéria sobre uma possível reavaliação nos investimentos de US$ 100 bilhões da Nvidia na OpenAI.

Oficialmente, as duas empresas negam qualquer desacordo. Em nota, a Nvidia afirmou que os consumidores escolhem seus chips porque eles entregam o melhor desempenho e o melhor custo-benefício.

Do lado da OpenAI, Sam Altman, CEO da empresa, usou sua conta no X para dizer que a Nvidia faz os melhores chips de IA do mundo e que espera que a OpenAI continue sendo uma compradora gigante por muito tempo.

Por que a OpenAI não está gostando dos chips da Nvidia?

Homem segura um chip em cada mão
Jensen Huang, CEO da Nvidia, apresenta modelos B200 e H100 (Foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Segundo a Reuters, sete das oito pessoas consultadas disseram que a OpenAI não está satisfeita com o tempo que os chips da Nvidia levam para dar respostas aos usuários do ChatGPT em questões específicas, como desenvolvimento de software e comunicação com outras inteligências artificiais.

Para resolver o problema, ela precisa de um novo hardware, que seria responsável por 10% das necessidades computacionais de inferência da OpenAI.

A questão seria limitada à inferência — processo em que os modelos de IA atendem às solicitações dos usuários. Na parte de treinamento, quando os modelos processam quantidades enormes de dados para identificar padrões e conexões neles, a Nvidia continua sendo dominante.

O que a OpenAI pretende fazer a respeito?

De acordo com a reportagem, a desenvolvedora do ChatGPT avalia trabalhar com startups do setor de chips, como Cerebras e Groq (sem relação com o chatbot de IA do X, o Grok), podendo inclusive adquirir uma companhia desse tipo.

A Reuters apurou que o interesse da companhia liderada por Sam Altman é encontrar chips com grandes quantidades de SRAM na mesma peça de silício que as próprias placas, visando oferecer velocidades maiores de inferência. As GPUs da Nvidia e da AMD usam memórias externas.

A OpenAI fechou um acordo com a Cerebras para adicionar 750 MW de potência computacional a seus data centers. Já as conversas com a Groq foram interrompidas depois de a própria Nvidia anunciar um acordo de licenciamento com a companhia.

Com informações da Reuters

OpenAI está insatisfeita com chips da Nvidia, diz reportagem

ChatGPT e Sam Altman, CEO da OpenAI (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Jensen Huang, CEO da Nvidia (Foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Depois do sucesso, Sora perde força e vê downloads caírem 45%

30 de Janeiro de 2026, 14:24
Um popup de boas-vindas com o título "Welcome to Sora"e o ícone de uma nuvem. O fundo é um céu noturno azul-escuro com estrelas. Há um botão grande branco com o texto "Access Now" (em inglês) na parte inferior.
App Sora tem feed vertical e permite criar, remixar e compartilhar vídeos de IA (imagem: reprodução)
Resumo
  • O Sora, aplicativo de vídeos por IA da OpenAI, teve uma queda de 45% nos downloads de dezembro para janeiro e uma redução de 32% nos gastos dos usuários.
  • A concorrência com o Gemini do Google e o Meta AI da Meta contribuiu para o declínio do Sora, além de problemas com direitos autorais que limitaram o uso de personagens populares.
  • Desde o lançamento, o Sora acumulou 9,6 milhões de downloads e arrecadou US$ 1,4 milhão, com os Estados Unidos contribuindo com US$ 1,1 milhão desse total.

O aplicativo de vídeos por IA Sora está enfrentando uma queda acentuada de popularidade três meses após o lançamento. Dados da Appfigures mostram que os downloads caíram 45% de dezembro para janeiro, enquanto os gastos de usuários recuaram 32%.

O app da OpenAI chegou ao topo da App Store dos Estados Unidos logo no lançamento, em outubro de 2025. Na época, ele ainda funcionava como uma experiência exclusiva por convite e registrou mais de 100 mil instalações no primeiro dia. A marca de 1 milhão de downloads foi atingida mais rápido que o próprio ChatGPT.

A situação mudou nas semanas seguintes. Em dezembro, os downloads já haviam recuado 32% em relação a novembro, mesmo com as festas de fim de ano – normalmente um período em que aplicativos para smartphones costumam ganhar impulso. Em janeiro, as instalações chegaram a 1,2 milhão.

O que explica o declínio do Sora?

A concorrência pesou. O Gemini do Google, especialmente com o modelo Nano Banana, ganhou terreno entre usuários de IA generativa. A Meta também entrou na disputa com o Meta AI, que lançou recursos de vídeo em outubro.

Vale lembrar que o Nano Banana foi flagrado copiando conteúdo de sites, num episódio que levou o Google a apagar uma publicação promocional do NotebookLM após receber críticas.

Captura de tela mostra o app Gemini, com a opção de criação de imagem pelo Nano Banana Pro selecionada.
Nano Banana Pro está disponível no app Gemini (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

Os problemas com direitos autorais tiveram impacto direto. No início, a OpenAI permitia que usuários criassem vídeos com personagens populares como Bob Esponja e Pikachu, o que ajudou a impulsionar a adoção. Após pressão de estúdios de Hollywood, a empresa migrou para um modelo mais restritivo, exigindo autorização prévia para uso de propriedade intelectual.

Em dezembro, a OpenAI anunciou um acordo com a Disney para liberar personagens da empresa na plataforma. A parceria, no entanto, não reverteu a tendência de queda nos números.

Quanto o Sora arrecadou até agora?

Desde outubro, o aplicativo acumulou 9,6 milhões de downloads nas versões para iOS e Android. A receita total chegou a US$ 1,4 milhão (cerca de R$ 7,4 milhões), com os Estados Unidos respondendo por US$ 1,1 milhão (R$ 5,8 milhões) desse montante. Japão, Canadá, Coreia do Sul e Tailândia aparecem em seguida.

Em janeiro, os gastos no app somaram US$ 367 mil, contra o pico de US$ 540 mil em dezembro (R$ 2,8 milhões). Na App Store americana, o Sora caiu para a posição 101 entre os aplicativos gratuitos. No Google Play, está na 181ª posição.

Com informações do TechCrunch

Depois do sucesso, Sora perde força e vê downloads caírem 45%

App Sora tem feed vertical e permite criar, remixar e compartilhar vídeos de IA (imagem: reprodução)

Nano Banana Pro está disponível no app Gemini (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

OpenAI anuncia aposentadoria de modelos antigos do ChatGPT

30 de Janeiro de 2026, 12:03
Arte com o logotipo do ChatGPT da OpenAI em um fundo de cor verde. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog" é visível.
ChatGPT vai tirar modelos poucos usados (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A OpenAI vai remover os modelos GPT-4o, GPT-4.1, GPT-4.1 mini, o4-mini, GPT-5 Instant e GPT-5 Thinking do ChatGPT em 13 de fevereiro de 2026.
  • O ChatGPT oferecerá apenas os modelos das famílias GPT-5.2 e GPT-5.1, lançadas em dezembro e novembro de 2025.
  • Apenas 0,1% dos usuários ainda escolhem o GPT-4o, enquanto a maioria já adotou o GPT-5.2.

A OpenAI vai remover o GPT-4o, o GPT-4.1, o GPT-4.1 mini, o o4-mini, o GPT-5 Instant e o GPT-5 Thinking do ChatGPT. A mudança ocorre no dia 13 de fevereiro de 2026. O acesso via API não sofrerá alterações.

Com isso, o chatbot oferecerá apenas modelos de inteligência artificial generativa das famílias GPT-5.2 e GPT-5.1, lançadas em dezembro e novembro de 2025, respectivamente.

A aposentadoria do GPT-5 já havia sido mencionada no lançamento da versão 5.1 — na ocasião, a empresa disse que o modelo antigo ficaria disponível por mais três meses. A novidade do comunicado publicado nesta quinta-feira (29/01) é a retirada dos modelos da versão 4.

GPT-4o foi o queridinho dos usuários

De acordo com a companhia, apenas 0,1% dos usuários escolhem usar o GPT-4o, lançado em maio de 2024, enquanto a vasta maioria já adotou o GPT-5.2.

Mesmo assim, como temos visto ao longo dos últimos anos, atualizações em modelos de IA generativa costumam desagradar usuários, ao menos em um primeiro momento.

Close-up da tela de um smartphone exibindo o logo e o nome do aplicativo ChatGPT, com um teclado de computador desfocado ao fundo.
Para usuários, tom das respostas importa (foto: Focal Foto/Reprodução)

Um exemplo disso envolve o próprio GPT-4o. Logo após o lançamento do GPT-5, em agosto de 2025, houve uma onda de reclamações, apontando que as respostas do robô tinham ficado mais curtas e impessoais, dando uma impressão de distanciamento.

Em resposta a essas críticas, a OpenAI permitiu que assinantes dos planos Plus e Pro pudessem selecionar o 4o e trouxe de volta o seletor de modelos.

“Esse feedback influenciou diretamente o GPT-5.1 e o GPT-5.2, com melhorias na personalidade, suporte mais robusto para a geração de ideias criativas e mais maneiras de personalizar as respostas do ChatGPT”, afirma a OpenAI em seu texto.

Em novembro de 2025, a companhia apresentou o GPT-5.1, enfatizando que o chatbot tinha ficado mais “caloroso”. Além disso, a empresa expandiu as opções de estilo e tom das conversas.

Com informações da CNBC

OpenAI anuncia aposentadoria de modelos antigos do ChatGPT

ChatGPT (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

OpenAI deve cobrar até três vezes mais que rivais por anúncios no ChatGPT

26 de Janeiro de 2026, 17:30
Ilustração com o logo do ChatGPT ao centro. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Preço pode ser o triplo do praticado no setor (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • OpenAI deve cobrar cerca de US$ 60 (R$ 316) por mil visualizações em anúncios no ChatGPT, valor até três vezes superior ao do Google e Meta.
  • Segundo o The Information, dados de desempenho dos anúncios serão limitados para manter privacidade, sem rastreamento detalhado.
  • Por enquanto, a empresa de Sam Altman indica somente os EUA como mercado a receber anúncios.

Anunciar nos espaços para publicidade no ChatGPT não vai custar barato: a companhia estaria pedindo cerca de US$ 60 (cerca de R$ 316, em conversão direta) a cada mil visualizações (CPM) para as marcas interessadas em aparecer nas respostas do chatbot.

De acordo com o site The Information, que reportou inicialmente a introdução do modelo de negócios pela OpenAI, o valor é significativamente mais alto do que a média do mercado: estima-se que seja o triplo do que costuma ser cobrado por publicidade nas plataformas da Meta (Facebook e Instagram).

A OpenAI anunciou o início dos testes para incluir publicidade nas versões gratuita e Go do ChatGPT em 16 de janeiro, encerrando meses de especulação. Por enquanto, a empresa indica apenas os Estados Unidos como mercado a receber anúncios.

Preço alto e dados limitados

Apesar de cobrar um dos valores mais altos da indústria de mídia digital, a empresa não oferecerá — ao menos inicialmente — o mesmo nível de rastreamento detalhado que concorrentes como Google e Meta entregam.

Segundo a reportagem, os primeiros anunciantes do ChatGPT receberão apenas dados de “alto nível” sobre o desempenho das campanhas, como o número total de visualizações ou cliques. Outras métricas tão relevantes quanto as do marketing digital, como saber se o anúncio se converteu em venda, não estarão disponíveis.

duas capturas de tela em uma conversa no ChatGPT
Anúncio aparecerá durante as conversas no ChatGPT (imagem: divulgação/OpenAI)

A limitação seria uma forma da OpenAI manter de pé o discurso sobre a privacidade no chat dentro desse modelo de negócios. Ao anunciar a chegada da publicidade, a OpenAI garantiu que não venderá dados para anunciantes e que manterá o conteúdo das conversas privado, o que impede o uso de rastreadores invasivos para monitorar o comportamento de compra.

Uma das maiores preocupações da empresa durante as discussões sobre a implementação do modelo seria justamente a confiança dos usuários.

Esse receio, no entanto, vai além da OpenAI. Em entrevista recente, o CEO do Google DeepMind, Demis Hassabis, afirmou que o modelo de publicidade exige cuidado extremo e indicou que, se mal implementados, os anúncios podem contaminar as respostas dos chatbots.

OpenAI quer aumentar receita

A pressa em monetizar o serviço gratuito pode ter uma motivação. Antes do anúncio oficial da nova fonte de receita, Sebastian Mallaby, colunista do New York Times, analisou a situação financeira da companhia de Sam Altman e sugeriu um cenário delicado.

Ele aponta que, embora a tecnologia desenvolvida pela empresa seja concreta e funcional, há o risco de o caixa se esgotar antes que o negócio alcance a lucratividade. O texto cita projeções divulgadas pelo The Information, segundo as quais a OpenAI poderia “queimar” mais de US$ 8 bilhões (R$ 42,2 bilhões) apenas em 2025, com prejuízos acumulados que podem chegar a US$ 40 bilhões (R$ 211,2 bilhões) até 2028.

Em cerca de 18 meses, sugere o colunista, a empresa poderia enfrentar dificuldades severas de caixa, o que explicaria a movimentação agressiva para testar anúncios mesmo correndo o risco de desagradar a base de usuários.

OpenAI deve cobrar até três vezes mais que rivais por anúncios no ChatGPT

ChatGPT, da OpenAI (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: divulgação/OpenAI)

IA não consegue fazer mais do que 30% do trabalho humano, diz estudo

23 de Janeiro de 2026, 11:16
Agentes de IA não estão prontos para substituir trabalhadores (ilustração via IA: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • O estudo da Mercor mostra que agentes de IA, como os da OpenAI e Google, não conseguem realizar mais de 30% das tarefas de profissionais humanos especializados.
  • O GPT-5.2 da OpenAI obteve 27,3% de acerto em tarefas de analistas de investimentos, enquanto o Gemini 3 Flash do Google liderou em tarefas de advogados com 25,9%.
  • O benchmark APEX-Agents usa prompts de profissionais reais, tornando as tarefas complexas e revelando dificuldades dos agentes em reunir informações de diferentes domínios.

Uma nova pesquisa revelou que agentes de inteligência artificial ainda não conseguem realizar o trabalho de profissionais humanos como consultores de gestão, analistas de investimentos e advogados corporativos. Os modelos disponíveis atualmente não acertam mais do que 30% das tarefas.

O estudo foi realizado pela empresa de recrutamento de profissionais e treinamento de dados Mercor. Seu trabalho resultou em um novo benchmark, chamado AI Productivity Index for Agents, ou APEX-Agents, para simplificar.

Nos testes envolvendo o trabalho de um analista de investimentos, o melhor resultado foi do GPT-5.2, da OpenAI, com 27,3% de acerto. Esse modelo também lidera o ranking de consultoria de gestão, com 22,7% de respostas corretas. E nos testes com tarefas de advogados, o Gemini 3 Flash, do Google, fica no topo, com 25,9%.

Três gráficos de barras horizontais comparam o desempenho de modelos de IA. No teste "Investment banking analyst (Pass@1)", os líderes são "GPT-5.2 (High)" e "GPT-5 (High)" com 27,3%, seguidos por "Gemini 3 Flash (High)" (26,7%), "Claude Opus 4.5 (High)" (21,6%), "Gemini 3 Pro (High)" (18,8%), "Grok 4" (17,0%), "GPT-OSS-120B (High)" (2,7%) e "Kimi K2 Thinking" (1,2%). Em "Management consultant (Pass@1)": "GPT-5.2 (High)" (22,7%), "Gemini 3 Flash (High)" (19,3%), "Claude Opus 4.5 (High)" (13,2%), "Gemini 3 Pro (High)" (12,4%), "GPT-5 (High)" (12,3%), "Grok 4" (12,0%), "GPT-OSS-120B (High)" (3,5%) e "Kimi K2 Thinking" (2,9%). Em "Corporate lawyer (Pass@1)": "Gemini 3 Flash (High)" (25,9%), "Gemini 3 Pro (High)" (23,9%), "Claude Opus 4.5 (High)" (20,2%), "GPT-5.2 (High)" (18,9%), "Grok 4" (16,5%), "GPT-5 (High)" (15,3%), "Kimi K2 Thinking" (8,0%) e "GPT-OSS-120B (High)" (7,8%).
Nenhum modelo alcançou 30% em qualquer uma das três tarefas apresentadas (imagem: reprodução)

Por que os resultados são tão ruins?

Uma das diferenças do APEX-Agents para outros benchmarks é que o teste envolve prompts enviados por profissionais de verdade — e, em grande parte dos casos, os agentes de IA estão trazendo respostas erradas, ou mesmo não trazendo nenhuma resposta.

“Uma das grandes mudanças desse benchmark é que nós construímos um ambiente completo, modelado de acordo com serviços profissionais”, explica Brendan Foody, CEO da Mercor e um dos responsáveis pelo estudo.

Essa escolha torna as tarefas muito mais complexas do que as de outros testes, e é aí que mora o problema: os agentes tropeçam na hora de reunir informações que estão espalhadas em diferentes domínios. “Nós trabalhamos sem que alguém nos dê todo o contexto em um único lugar. Na vida real, você opera com o Slack, o Google Drive e todas essas ferramentas”, explica Foody.

Como os agentes de IA foram testados?

As questões do teste foram disponibilizadas publicamente — e são bastante difíceis. Uma delas, por exemplo, envolve analisar um caso em que uma empresa enviou dados pessoais de cidadãos europeus para servidores nos Estados Unidos, considerando as políticas da própria companhia e a legislação de privacidade da União Europeia.

Como observa o TechCrunch, é um trabalho difícil até mesmo para um humano especializado. Os pesquisadores, entretanto, acham que é necessário ver como os agentes de IA se saem em cenários assim, já que isso é o que determinaria se eles são capazes de substituir um trabalhador.

“Acho que esse é o assunto mais importante na economia. O benchmark reflete bem o trabalho real que essas pessoas fazem”, diz o CEO da Mercor.

IA não consegue fazer mais do que 30% do trabalho humano, diz estudo

Agentes de IA não estão prontos para substituir trabalhadores (ilustração via IA: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Nenhum modelo alcançou 30% em qualquer uma das três tarefas apresentadas (imagem: reprodução)

ChatGPT passa a restringir contas com base em previsão de idade

21 de Janeiro de 2026, 12:19
Arte com o logotipo da OpenAI. À direita, há a imagem da sombra de uma pessoa mexendo em um celular. Na parte inferior direita, está o logotipo do Tecnoblog.
ChatGPT, da OpenAI, é preferência nas empresas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • OpenAI implementou um sistema de previsão de idade para identificar menores de 18 anos, substituindo a autodeclaração de idade.
  • O sistema analisa padrões de escrita, horários de atividade e histórico da conta para aplicar restrições de segurança.
  • No Brasil, o ECA Digital também exige verificação confiável de idade, proibindo a autodeclaração como único controle.

A OpenAI começou a implementar um novo sistema de previsão de idade para identificar se a conta pertence a um menor de 18 anos. A tecnologia pode ativar restrições de segurança automaticamente, independente da data de nascimento informada no cadastro.

A medida substitui a simples autodeclaração de idade (a seleção da data de nascimento) no momento do registro. Agora, a inteligência artificial assume o papel de fiscal, analisando padrões de uso para categorizar o perfil e aplicar filtros de proteção.

A novidade complementa o pacote de ferramentas de controle parental lançado pela empresa em setembro de 2025, fechando o cerco contra o uso indevido da IA por crianças. Não custa lembrar que a empresa foi forçada a implementar os limites após ser alvo de um processo que acusa o ChatGPT de ter incentivado o suicídio de um adolescente, denúncia que se repetiu meses depois.

A ferramenta de previsão de idade será liberada gradualmente.

Como funciona?

Segundo o comunicado oficial, a ferramenta avalia uma combinação de fatores:

  • Padrões de escrita: a sintaxe e o tipo de linguagem utilizada nas perguntas (prompts).
  • Horários de atividade: os momentos do dia em que o usuário costuma acessar a plataforma.
  • Histórico da conta: o tempo de existência do cadastro e como o uso evoluiu.

Ao cruzar esses dados, o algoritmo estima a probabilidade de o usuário ser um adolescente. Se a IA decidir que se trata de um menor, a conta é imediatamente migrada para uma experiência restrita.

Controle dos pais no ChatGPT
Ferramentas de controle em contas de adolescentes no ChatGPT (imagem: divulgação/OpenAI)

Uma vez classificado como adolescente pelo sistema, o usuário perde o acesso livre a diversos tópicos. Segundo a OpenAI, a barreira automática visa impedir o contato com temas sensíveis ao desenvolvimento infanto-juvenil. Entre os conteúdos bloqueados estão:

  • Violência gráfica;
  • Materiais que incentivem automutilação ou distúrbios alimentares (como dietas extremas);
  • “Roleplay” (interpretação de papéis) de cunho sexual, romântico ou violento;
  • Desafios virais que possam estimular comportamentos de risco.

Caso o sistema cometa um erro e classifique um adulto como adolescente, será necessário provar a maioridade. O desbloqueio exige um processo de verificação de identidade via Persona, que solicita o envio de uma selfie para confirmar a idade real.

ECA Digital prevê novos modos de verificação

A implementação do sistema preditivo ocorre em meio à pressão regulatória global e atende a requisitos que já são realidade na legislação brasileira. A Lei nº 15.211 — o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente —, sancionada em setembro de 2025, torna obrigatória a adoção de medidas técnicas para impedir o acesso de menores a conteúdos impróprios.

Quanto a verificação de idade, a lei brasileira veda explicitamente a autodeclaração como único mecanismo de controle. Segundo o Artigo 9º, são exigidos “mecanismos confiáveis de verificação de idade a cada acesso”. A nova lei também pede que as plataformas permitam a supervisão dos pais em contas de adolescente.

O ECA Digital proíbe, porém, que os dados coletados por esses mecanismos sejam utilizados para finalidades distintas da verificação etária. No comunicado, a OpenAI — que também implementará anúncios na plataforma — não esclarece como pretende tratar os dados coletados pelo modelo de previsão, nem o que fará com as informações de usuários posteriormente identificados como menores de idade.

ChatGPT passa a restringir contas com base em previsão de idade

ChatGPT, da OpenAI, é preferência nas empresas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: divulgação/OpenAI)

Google não tem planos para anúncios no Gemini, diz executivo

20 de Janeiro de 2026, 19:08
Foto de Demis Hassabis ao lado de uma placa branca. Ele veste um blazer preto, com uma gravata azul e uma camisa branca.
Demis Hassabis, CEO do Google DeepMind (foto: John Sears/Wikimedia)
Resumo
  • O Google não planeja inserir anúncios no Gemini, focando no aprimoramento do assistente.
  • OpenAI testa anúncios no ChatGPT para gerar receita, enquanto o Google prioriza a experiência do usuário.
  • Demis Hassabis afirma que empresas chinesas de IA estão seis meses atrás dos laboratórios ocidentais.

O Google não tem pretensão de inserir anúncios no Gemini tão cedo, ao contrário do que foi anunciado pelo ChatGPT nos últimos dias. A confirmação veio de Demis Hassabis, CEO da Google DeepMind, durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça.

Em entrevista ao portal Sources, o executivo afirmou que a empresa “não tem planos” de monetizar o chatbot via publicidade no momento, priorizando o desenvolvimento da tecnologia.

Como noticiamos aqui no Tecnoblog dias atrás, a OpenAI anunciou que começará a testar anúncios nas versões gratuita e Go do ChatGPT nos Estados Unidos. Para o chefe da DeepMind, “é interessante que eles tenham ido por esse caminho tão cedo. Talvez eles sintam que precisam gerar mais receita”.

Antes do anúncio da nova fonte de receita, um colunista do New York Times analisou a situação da companhia de Sam Altman e sugeriu que, em 18 meses, a empresa poderia enfrentar dificuldades. Ainda que não seja uma previsão oficial, tudo indica que o mercado está receoso com as finanças da OpenAI neste prazo.

Publicidade pode “contaminar” IA

Para o Google, a estratégia atual é transformar o Gemini num assistente melhor e onipresente. Hassabis demonstrou ceticismo sobre como a publicidade pode conviver com a proposta de uma inteligência artificial pessoal.

Durante a entrevista, o executivo explicou que o usuário espera que um assistente universal confiável tenha recomendações “genuinamente boas para você, imparciais e não contaminadas”. Segundo ele, misturar essa dinâmica com publicidade exige um cuidado extremo, pois “há muitas maneiras de fazer isso de forma errada”.

duas capturas de tela em uma conversa no ChatGPT
ChatGPT, rival do Gemini, começou a incluir anúncios na conversa com o chatbot (imagem: divulgação/OpenAI)

China: “seis meses atrás do Ocidente”

Além da alfinetada na rival, Hassabis também avaliou que as empresas de IA da China, como a startup DeepSeek, estão cerca de seis meses atrás dos principais laboratórios ocidentais em termos de tecnologia de ponta.

Segundo a Bloomberg, Hassabis classificou a reação do mercado ao modelo R1 da DeepSeek, lançado há um ano, como uma “reação exagerada e massiva”, mas reconheceu a qualidade dos avanços, em especial considerando as restrições de hardware impostas pelos Estados Unidos.

Para ele, embora as empresas chinesas sejam extremamente competentes em “alcançar a fronteira” tecnológica, elas “ainda precisam mostrar que conseguem inovar além dessa fronteira”.

Google não tem planos para anúncios no Gemini, diz executivo

(foto: John Sears/Wikimedia)

(imagem: divulgação/OpenAI)

É oficial: ChatGPT vai exibir anúncios em breve

16 de Janeiro de 2026, 17:01
Captura de tela do ChatGPT mostra um anúncio em exibição no final da resposta
Após anos refletindo implementação, ChatGPT deve ganhar anúncios (imagem: divulgação/OpenAI)
Resumo
  • OpenAI anunciou que o ChatGPT exibirá anúncios na versão gratuita e no plano básico nos EUA.
  • Ainda em testes, as propagandas aparecerão no final das respostas, sem influenciar o conteúdo gerado pela IA.
  • A empresa afirma que os dados das conversas não serão vendidos e a personalização poderá ser desativada pelos usuários.

Não demorou tanto para a OpenAI encontrar um meio de exibir anúncios no ChatGPT. Para sustentar os custos de processamento de IA, a empresa anunciou, nesta sexta-feira (16/01), que iniciará testes nas próximas semanas para incluir publicidade no chatbot.

A confirmação encerra um ciclo de quase dois anos de discussões internas que vazaram para a imprensa. Em dezembro de 2024, a diretora financeira da OpenAI, Sarah Friar, já havia sinalizado que a empresa estudava “quando e onde” implementar anúncios, citando a necessidade de justificar os investimentos recebidos.

Um ano depois, em dezembro de 2025, o The Information reportou que a companhia testava formatos nos quais a IA poderia sugerir produtos dentro das respostas. Agora, a OpenAI formaliza como isso deve acontecer.

Como os anúncios vão aparecer?

A proposta da OpenAI é integrar a publicidade ao contexto da conversa. De acordo com a empresa, os anúncios aparecerão no final das respostas, quando houver um produto ou serviço relevante relacionado ao que foi perguntado pelo usuário. Ou seja, por enquanto, não devemos ver trechos patrocinados no próprio conteúdo das respostas.

Preocupada com a recepção dos usuários, a empresa estabeleceu alguns princípios para a proposta de anúncios:

  • Eles não influenciarão o conteúdo das respostas geradas pela IA;
  • Os dados das conversas não serão vendidos aos anunciantes;
  • Usuários poderão desativar a personalização de anúncios nas configurações.

Segundo um exemplo do próprio comunicado, se o usuário perguntar sobre dicas de viagem, o chatbot poderá exibir, após a resposta textual, um bloco patrocinado de uma agência de turismo ou companhia aérea. Ainda assim, todo o conteúdo publicitário deve ser rotulado e separado da resposta da IA.

Duas capturas de tela em uma conversa no ChatGPT mostram anúncios sendo exibidos no chat
Anúncios aparecerão em espaços convenientes na conversa (imagem: divulgação/OpenAI)

Quem deve ver os anúncios?

Inicialmente, a companhia deve seguir a abordagem de plataformas de streaming: a novidade deve começar a aparecer para usuários do plano gratuito e da assinatura de baixo custo ChatGPT Go. Segundo o comunicado oficial, assinantes dos planos Plus, Pro, Business e Enterprise não verão propagandas.

Por enquanto a empresa menciona apenas os Estados Unidos como mercado que começará a ver esses anúncios, portanto, ainda não há previsão de quando o novo formato chegará ao Brasil ou outros mercados.

Dinheiro para pagar expansão

Os anúncios seriam uma forma de financiar os movimentos de expansão da companhia, que segue construindo data centers e evoluindo o poder de processamento dos modelos de IA. Hoje, o ChatGPT conta com um plano gratuito bastante limitado, e as assinaturas que ampliam os limites de acessos às funcionalidades do serviço.

A OpenAI, junto à Amazon, Google, Meta e Microsoft, devem gastar mais de US$ 325 bilhões (R$ 1,7 trilhão) na construção de data centers apenas em 2026, segundo o New York Times. Uma das obras que devem se iniciar neste ano está na Argentina: a empresa de Sam Altman fechou uma joint venture com a sul-americana Sur Energy para um projeto de 500 megawatts na Patagônia.

É oficial: ChatGPT vai exibir anúncios em breve

(imagem: divulgação/OpenAI)

(imagem: divulgação/OpenAI)

Quem é Sam Altman? Conheça a trajetória do criador da OpenAI, dona do ChatGPT

9 de Janeiro de 2026, 09:12
A imagem é uma composição gráfica com dois elementos principais: à esquerda, o CEO da OpenAI, Sam Altman, um homem de cabelo castanho escuro e pele clara, vestindo um suéter verde e falando enquanto gesticula, usando um microfone de lapela. À direita, o logotipo da OpenAI em destaque central, sobre um fundo com tons de verde e formas geométricas. No canto inferior direito, aparece o logotipo do "tecnoblog" em branco.
Sam Altman, CEO da OpenAI, foi responsável por popularizar a IA generativa (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Sam Altman é um empreendedor americano e atual CEO da OpenAI, sendo o principal rosto do avanço da inteligência artificial generativa. Sua liderança foi fundamental para o lançamento do ChatGPT, posicionando-o como uma das figuras mais poderosas da tecnologia atual.

Sua trajetória de sucesso ganhou força ao presidir a aceleradora Y Combinator, onde impulsionou o crescimento de empresas como Airbnb e Reddit. Hoje, ele concentra os esforços na gestão da OpenAI, moldando o futuro da inovação digital e da automação.

O executivo também é um influente investidor no Vale do Silício, com participações em setores de energia nuclear e biotecnologia. Assim, Altman construiu sua fortuna mediante uma visão apurada sobre startups que prometem transformar a humanidade a longo prazo.

A seguir, conheça mais sobre o cofundador da OpenAI, sua trajetória profissional e empresas nas quais ele investe. Também descubra qual é a sua fortuna e sua influência no mercado tecnológico.

Quem é Sam Altman?

Samuel Altman, nascido em 22 de abril de 1985, é um influente empreendedor, investidor americano e atual CEO da OpenAI. Referência no desenvolvimento da inteligência artificial generativa, ele lidera debates sobre segurança tecnológica, regulação e os impactos socioeconômicos dessa inovação.

Qual é a formação de Sam Altman?

Altman ingressou na Universidade de Stanford em 2003 para cursar Ciências da Computação, mas desistiu da graduação após dois anos. Ele abandonou o curso em 2005 para fundar a Loopt, sua primeira startup focada em tecnologia.

O empresário atribui seu aprendizado estratégico mais às partidas de pôquer com colegas do que à sala de aula tradicional. Para Altman, deixar a faculdade foi um risco calculado e reversível diante das oportunidades do setor tecnológico.

Imagem de Sam Altman, CEO da OpenAI
Altman abandonou o curso de Ciências da Computação em Stanford para apostar no empreendedorismo (imagem: Lance Ulanoff/Future)

Qual é a carreira profissional de Sam Altman?

A trajetória de Sam Altman começou com a criação da startup Loopt em 2005, quando abandonou os estudos em Stanford. Após vender a empresa em 2012, passou a focar em investimentos e teve uma breve experiência – somente oito dias – como CEO do Reddit em 2014.

Assumiu a presidência da aceleradora Y Combinator de 2014 até 2019, onde impulsionou o crescimento de unicórnios como Airbnb, Reddit e Stripe. Sob sua liderança, a companhia expandiu sua escala global e o valor de mercado de seu portfólio ultrapassou US$ 65 bilhões.

Altman foi um dos cofundadores da OpenAI em 2015, assumindo o cargo de CEO a partir de 2019 para liderar a revolução da inteligência artificial generativa com o ChatGPT. Em 2023, superou uma breve crise de governança, sendo reintegrado ao cargo após massivo apoio interno e externo.

Além da IA, o empreendedor foi cofundador e presidiu empresas de energia nuclear, como a Helion Energy e a Oklo. Sua trajetória reflete a busca contínua por inovação, conectando avanços em softwares e hardware para moldar o futuro tecnológico mundial.

Quais são as empresas de Sam Altman?

Altman é o CEO e dono da OpenAI, onde lidera o desenvolvimento de tecnologias como ChatGPT e o modelo Sora. Sua gestão foca na expansão global da inteligência artificial generativa e na captação de investimentos multimilionários.

Embora tenha sido cofundador das empresas de energia nuclear Helion Energy e Oklo, ele não detém cargos de presidência ou liderança desde 2025. O mesmo ocorre com a empresa de biometria Tools for Humanity e a companhia de capital de risco Hydrazine Capital, ambas fundadas com seu irmão Jack Altman.

Imagem mostra o CEO da OpenAI, Sam Altman, à esquerda, e o logo do ChatGPT à direita. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog"
Sam Altman é cofundador e atual CEO da OpenAI (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Quais empresas Sam Altman investe?

Altman é um dos investidores mais estratégicos do Vale do Silício, usando veículos como a Hydrazine Capital e Apollo Projects para financiar empresas de tecnologia com alto potencial. Estas são algumas das companhias nas quais ele investe:

  • Helion Energy e Oklo: lidera aportes em fusão nuclear e fissão avançada para viabilizar energia limpa, barata e abundante em escala global;
  • Retro Biosciences: foca em biotecnologia para estender a longevidade humana saudável por meio de engenharia celular e terapias inovadoras contra o envelhecimento;
  • Neuralink e Humane: apoia interfaces cérebro-computador e dispositivos vestíveis de inteligência artificial, visando uma integração profunda entre a IA e o cotidiano humano;
  • World (Worldcoin): cofundou o projeto que usa biometria para criar um sistema de identidade digital global e uma rede financeira baseada em criptografia;
  • Wave Mobile Money: investe no setor de fintech para democratizar o acesso a serviços financeiros e transferências em dispositivos móveis em mercados emergentes na África;
  • Hermes: financia o desenvolvimento de aeronaves hipersônicas destinadas a mudar a velocidade do transporte aéreo comercial;
  • Rescale e Apex: apoia empresas voltadas para simulações de engenharia em nuvem e segurança cibernética baseada em inteligência artificial;
  • Aspire e Rain AI: investe no design de chips de IA e computação neuromórfica para otimizar o processamento de modelos de linguagem de próxima geração;
  • Airbnb, Reddit e Stripe: participou de rodadas de investimentos dessas empresas que se tornaram pilares no setor de hotelaria, comunicação social e processamento de pagamentos online.
Arte com a marca do Airbnb ao centro.
Sam Altman foi um dos principais investidores do Airbnb (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Qual é o patrimônio de Sam Altman?

O patrimônio de Sam Altman é estimado em cerca de US$ 2,2 bilhões, segundo dados da Forbes em janeiro de 2026. Isso coloca o empreendedor e investidor na posição 1860 entre os indivíduos mais ricos do mundo.

De onde vem a fortuna de Sam Altman?

A fortuna de Altman provém de antigos aportes em empresas atualmente gigantes como Airbnb, Stripe e Reddit, além de participações em empresas de energia como Helion Energy. Ele diversificou seu capital por meio da Hydrazine Capital e da presidência da Y Combinator, consolidando bilhões em ativos.

Embora tenha tido suporte familiar para estudar em Stanford, Altman não herdou patrimônio e construiu sua riqueza como um investidor de risco. Seu sucesso financeiro não tem ligação com o salário na OpenAI, vindo quase integralmente de seu portfólio pessoal de startups.

Sam Altman
Altman é considerado um exemplo de “self-made man” do Vale do Silício (imagem: Reprodução/Vjeran Pavic)

Qual é a importância de Sam Altman para o mercado tecnológico?

Altman é uma importante figura na evolução da inteligência artificial (IA), liderando a OpenAI rumo à popularização de ferramentas generativas. Sua visão estratégica dita o ritmo da inovação contemporânea, transformando como a sociedade e as empresas interagem com sistemas autônomos.

O sucesso de suas iniciativas forçou uma reorganização nas big techs, que aceleram os ciclos de desenvolvimento para competir com a OpenAI. Esse movimento consolidou novos padrões de produtividade e intensificou o debate sobre a segurança de modelos de larga escala.

Como ex-líder da Y Combinator, Altman moldou o ecossistema de startups ao impulsionar unicórnios e democratizar o acesso ao financiamento de alto risco. Ele direciona capital para setores de fronteira, conectando o desenvolvimento de softwares avançados a avanços reais em energia e biotecnologia.

Sua influência estende-se à esfera política, onde atua como interlocutor essencial na criação de normas globais para governança tecnológica e ética. Ao equilibrar progresso técnico com visão social, Altman posiciona-se como o “arquiteto da nova economia digital”.

Quem é Sam Altman? Conheça a trajetória do criador da OpenAI, dona do ChatGPT

Sam Altman, CEO da OpenAI, quer nível 5 antes de 2030 (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: Lance Ulanoff/Future)

ChatGPT e Sam Altman, CEO da OpenAI (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Airbnb (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(Imagem: Reprodução/Vjeran Pavic)

ChatGPT ganha versão focada em perguntas médicas e de saúde

8 de Janeiro de 2026, 10:44
Tela do ChatGPT Health
ChatGPT ganha versão focada em perguntas médicas e de saúde (imagem: reprodução/OpenAI)
Resumo
  • ChatGPT Health foi criado para consultas de saúde, com proteções adicionais de privacidade e colaboração de mais de 260 médicos;
  • Serviço permite conexão com prontuários eletrônicos e ferramentas de saúde, como Apple Health e MyFitnessPal;
  • Novidade ainda não está disponível globalmente; é necessário se cadastrar em uma lista de espera.

Se você nunca usou o ChatGPT para analisar um exame médico ou esclarecer dúvidas sobre doenças, há boas chances de que um dia você faça isso. Não surpreende, portanto, que a OpenAI tenha anunciado uma versão do serviço direcionada especificamente para consultas de saúde: o ChatGPT Health.

A própria OpenAI admite que o ChatGPT é muito acessado dentro de contextos médicos, “com centenas de milhões de pessoas fazendo perguntas sobre saúde e bem-estar toda semana”.

São consultas em que o usuário descreve sintomas e pede para o ChatGPT apontar as possíveis causas ou em que pede para o serviço de IA explicar resultados de exames médicos que, muitas vezes, têm termos técnicos pouco claros para o público leigo, só para dar alguns exemplos.

Para atender a essas demandas, o ChatGPT Health é capaz até de se conectar a prontuários eletrônicos e a ferramentas de saúde, como Apple Health e MyFitnessPal, para ter dados atualizados do usuário.

Por que o ChatGPT Health foi criado?

Se o ChatGPT já é capaz de funcionar como um “consultor médico” ou algo nesse sentido, por que a OpenAI anunciou uma variação do serviço focada em saúde?

Uma explicação é o fator privacidade. Frequentemente, consultas sobre saúde no ChatGPT envolvem dados sensíveis do usuário. Por isso, o ChatGPT Health foi criado com proteções adicionais para informações de saúde, de acordo com a OpenAI:

O Health fica em um espaço próprio dentro do ChatGPT, onde suas conversas, aplicativos conectados e arquivos ficam armazenados separadamente de suas outras conversas. O Health tem memórias separadas, garantindo que seu contexto de saúde permaneça contido nesse espaço.

Outro objetivo é oferecer resultados mais precisos, até porque orientações equivocadas ou incoerentes sobre saúde podem ser prejudiciais ao usuário. Para tanto, a OpenAI desenvolveu o ChatGPT Health em colaboração com mais de 260 médicos de variadas especialidades.

Dentro desse aspecto, o objetivo também é o de indicar, com mais precisão, o quão urgente o usuário deve procurar um médico ou outro profissional de saúde para tratar de alguma condição.

Nesse sentido, a OpenAI esclarece que, apesar de os recursos do ChatGPT Health serem focados especificamente em saúde e bem-estar, o serviço não substitui o atendimento médico.

ChatGPT Health no celular
ChatGPT Health no celular (imagem: reprodução/OpenAI)

Como acessar o ChatGPT Health?

O ChatGPT Health ainda não foi liberado globalmente. Por ora, é preciso se cadastrar em uma lista de espera. Quando estiver disponível em sua conta, o Health poderá ser acessado a partir da coluna à esquerda da versão web do serviço, bem como nos aplicativos móveis oficiais.

A liberação oficial deve ocorrer nas próximas semanas, no mundo todo. Contudo, a integração com determinadas ferramentas de saúde só estará disponível nos Estados Unidos ou exigirá o uso de um iPhone.

ChatGPT ganha versão focada em perguntas médicas e de saúde

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OpenAI anunciou ChatGPT Health para auxiliar usuários com questões de saúde. Serviço foi desenvolvido com auxílio de médicos.

ChatGPT ganha versão focada em perguntas médicas e de saúde (imagem: reprodução/OpenAI)

ChatGPT Health no celular (imagem: reprodução/OpenAI)

O que é a OpenAI? Conheça a história e os fundadores da criadora do ChatGPT

5 de Janeiro de 2026, 17:51
Imagem com fundo em tons escuros de verde-petróleo e preto, sobre o qual estão dispostas formas circulares transparentes e brilhantes que dão profundidade. No centro, está o logotipo da empresa OpenAI: o símbolo branco estilizado em forma de flor, seguido do nome "OpenAI" em fonte branca. O logo do "Tecnoblog" aparece no canto inferior direito.
OpenAI é uma das empresas líderes em pesquisa de inteligência artificial (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A OpenAI é uma organização de pesquisa que lidera o setor de inteligência artificial generativa. Ela desenvolve ferramentas capazes de criar conteúdo, como texto, imagens e códigos, e automatizar tarefas complexas com precisão.

Fundada em 2015 por nomes como Sam Altman e Elon Musk, a instituição surgiu para garantir que a tecnologia beneficie a humanidade. Seu foco inicial era promover o desenvolvimento seguro e ético de sistemas inteligentes.

Hoje, a OpenAI se destaca pela criação de modelos de linguagem avançados, fundamentais para a inovação digital. Entre suas principais inovações está o ChatGPT, que mudou completamente a interação entre humanos e máquinas

A seguir, conheça mais sobre a OpenAI, a história da organização e os principais nomes envolvidos na sua fundação. Também descubra o que a empresa faz em relação à IA.

O que é a OpenAI?

A OpenAI é uma organização de pesquisa e implementação de inteligência artificial, focada na criação de uma Inteligência Artificial Geral (AGI) que beneficie toda a humanidade. Famosa por desenvolver modelos como ChatGPT e DALL-E, ela prioriza a segurança e a transparência para garantir que tecnologias autônomas superinteligentes sejam seguras.

Qual é a história da OpenAI?

A OpenAI foi fundada em 2015 como uma organização de pesquisa em inteligência artificial sem fins lucrativos por nomes como Sam Altman, Elon Musk e outros visionários. A missão inicial era desenvolver a Inteligência Artificial Geral (AGI) de forma segura, evitando o monopólio das empresas de tecnologia.

Em 2019, a instituição adotou um modelo de lucro limitado para atrair capital necessário para competir diretamente com as big techs. Essa transição estratégica viabilizou parcerias bilionárias com a Microsoft, garantindo o poder computacional exigido por seus modelos avançados.

A organização transformou o setor com o lançamento do DALL-E e do ChatGPT, que popularizaram a IA generativa para o público massivo. Essas inovações consolidaram a liderança da empresa no mercado global, mudando a forma como humanos interagem com máquinas e dados.

Recentemente, a OpenAI enfrentou reestruturações internas para equilibrar sua viabilidade comercial com o compromisso ético da sua fundação original. O foco atual permanece na busca pela AGI, priorizando a segurança enquanto navega em um ecossistema tecnológico altamente competitivo.

Imagem mostra o CEO da OpenAI, Sam Altman, à esquerda, e o logo do ChatGPT à direita. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog"
Sam Altman, cofundador e CEO da OpenAI (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Quem são os fundadores da OpenAI?

Estes são os principais executivos e pesquisadores envolvidos na fundação da OpenAI:

  • Sam Altman: estrategista, ex-presidente da Y Combinator e atual CEO da organização, foi o articulador político e financeiro responsável por transformar a OpenAI em uma potência global de IA;
  • Elon Musk: cofundador e principal financiador inicial, motivado pela criação de uma alternativa aberta para equilibrar o domínio de grandes corporações. Deixou a empresa para evitar eventuais conflitos de interesses com o desenvolvimento de IA pela Tesla;
  • Greg Brockman: primeiro diretor de tecnologia (CTO), foi responsável por recrutar o time de elite original e estruturar a complexa engenharia de sistemas da empresa;
  • Ilya Sutskever: cientista-chefe e ex-Google Brain, forneceu a base teórica em redes neurais necessária para o desenvolvimento dos modelos GPT e DALL-E;
  • Wojciech Zaremba: pesquisador fundamental que liderou as frentes de robótica e as pesquisas em aprendizagem por reforço durante os anos iniciais da organização;
  • John Schulman: arquiteto principal do algoritmo Proximal Policy Optimization (PPO), técnica essencial que permitiu o treinamento eficiente de modelos de linguagem em larga escala;
  • Andrej Karpathy: especialista em visão computacional, moldou a cultura de pesquisa da empresa antes de assumir a liderança de IA na Tesla;
  • Durk Kingman: referência em modelos generativos e aprendizado de máquina, focou no desenvolvimento de estruturas matemáticas que permitem à IA criar conteúdos originais;
  • Trevor Blackwell: sócio da Y Combinator e especialista em robótica, aplicou sua experiência técnica para validar a viabilidade dos primeiros projetos de pesquisa.
Elon Musk
Elon Musk foi um dos principais financiadores iniciais da Open AI (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Quem é o dono da OpenAI?

Sem um dono individual, a OpenAI tem uma estrutura de lucro limitado controlada por uma organização sem fins lucrativos que detém cerca de 25% de participação. O poder de decisão cabe ao conselho administrativo, priorizando a segurança da IA sobre o retorno financeiro.

A Microsoft é a maior investidora individual, tendo aportado mais de US$ 13 bilhões em troca de direitos de licenciamento e integração tecnológica. Contudo, ela atua apenas como investidora e observadora, sem controle acionário ou administrativo direto.

A OpenAI é uma organização sem fins lucrativos?

Não, a OpenAI tornou-se uma empresa de lucro limitado para atrair capital em 2019. Hoje, ela opera como uma entidade comercial controlada por uma organização sem fins lucrativos.

Essa estrutura híbrida permite captar bilhões em investimentos mantendo o conselho original no comando. O objetivo é garantir que o desenvolvimento da AGI priorize a segurança sobre o retorno financeiro.

O modelo define um teto para os lucros dos investidores, revertendo o excedente para a missão social. Assim, a governança protege os princípios éticos enquanto escala a infraestrutura necessária.

Arte com o logotipo da OpenAI. À direita, há a imagem da sombra de uma pessoa mexendo em um celular. Na parte inferior direita, está o logotipo do Tecnoblog.
OpenAI possui uma estrutura de lucro limitado, sendo controlada por uma organização sem fins financeiros (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O que a OpenAI faz?

Estas são algumas das áreas de atuações da OpenAI:

  • Pesquisa e desenvolvimento de IA: lidera a pesquisa científica para criar uma Inteligência Artificial Geral (AGI) capaz de superar humanos em tarefas economicamente valiosas e cognitivas;
  • Desenvolvimento de modelos de fronteira: cria tecnologias generativas líderes de mercado para texto (GPT), imagens (DALL-E), áudio e vídeos realistas (Sora) por meio de redes neurais profundas;
  • Comercialização e ecossistema: disponibiliza o ChatGPT e outros modelos para o público geral e fornece APIs robustas que permitem a empresas integrar inteligência artificial em seus próprios softwares;
  • Raciocínio e lógica avançada: desenvolve modelos especializados, como a série o1, focados em resolver problemas complexos de matemática, ciência e programação que exigem pensamento deliberativo;
  • Segurança e alinhamento ético: investe em técnicas de treinamento e governança para garantir que os sistemas de IA sejam seguros, transparentes e operem conforme os interesses humanos.
Imagem de um celular com o aplicativo ChatGpt
ChatGPT é um dos principais produtos da OpenAI (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

A OpenAI é dona do ChatGPT?

Sim, a OpenAI é a criadora e proprietária exclusiva do ChatGPT, detendo todos os direitos de propriedade intelectual sobre a marca e tecnologia. O chatbot foi desenvolvido internamente e usa os modelos de linguagem proprietários da série GPT.

Embora a Microsoft seja a principal investidora e parceira estratégica, ela não é dona do ChatGPT. O acordo foca em infraestrutura de nuvem e licenciamento, enquanto a OpenAI retém o controle total sobre a governança e monetização direta do serviço.

Dessa forma, a empresa mantém autonomia no desenvolvimento de novas funcionalidades e na gestão de dados dos usuários. Parcerias externas apenas facilitam a escala operacional, sem transferir a titularidade do produto ou do código-fonte.

Qual é a diferença entre OpenAI e ChatGPT?

A OpenAI é uma organização de pesquisa em inteligência artificial que busca desenvolver uma IA geral que beneficie toda a humanidade. Atualmente, ela opera sob uma estrutura híbrida onde uma fundação sem fins lucrativos supervisiona seu braço comercial de benefício público.

O ChatGPT é um aplicativo de chatbot conversacional, lançado em 2022, que usa os modelos de linguagem da própria OpenAI para interagir via texto. Ele funciona como uma interface para o usuário realizar tarefas como escrita e análise por meio da web, dispositivos móveis e APIs.

O que é a OpenAI? Conheça a história e os fundadores da criadora do ChatGPT

OpenAI (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

ChatGPT e Sam Altman, CEO da OpenAI (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Elon Musk (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

ChatGPT, da OpenAI, é preferência nas empresas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

É necessário ter um equilíbrio ao usar o ChatGPT e outros chatbots (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

OpenAI reorganizou equipe para lançar novo produto de áudio, diz site

5 de Janeiro de 2026, 17:28
Imagem mostra o CEO da OpenAI, Sam Altman, à esquerda, e o logo do ChatGPT à direita. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog"
OpenAI pode lançar dispositivo pessoal com foco em interação sonora (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • OpenAI está reorganizando equipes para desenvolver um dispositivo de áudio, previsto para lançamento em um ano.
  • Segundo o The Information, a empresa planeja criar um modelo de áudio mais natural, com capacidade de lidar com interrupções nas conversas.
  • Jony Ive, ex-chefe de design da Apple, estaria colaborando ativamente no desenvolvimento do produto.

A OpenAI está reorganizando internamente suas equipes para apostar de forma mais agressiva em inteligência artificial voltada ao áudio. As informações são do site The Information, que afirma que a empresa unificou, nos últimos meses, times de engenharia, produto e pesquisa com o objetivo de reformular seus modelos de voz e viabilizar o lançamento de um dispositivo pessoal com foco quase total em interação sonora.

Os rumores sobre o produto circulam desde setembro. Ao que tudo indica, a iniciativa iria além de tornar o ChatGPT mais “falante”: a OpenAI pode se posicionar em um cenário no qual telas deixam de ser o centro da experiência digital, dando espaço a interfaces baseadas em conversas, comandos de voz e escuta contínua.

O novo dispositivo, ainda sem nome ou formato confirmados, estaria previsto para chegar ao mercado em aproximadamente um ano.

Mais voz, menos texto

A aposta da OpenAI acompanha um movimento mais amplo do setor de tecnologia. Assistentes por voz fazem parte da rotina de milhões de casas, e a Amazon Alexa já é extremamente popular.

Outras empresas exploram novas formas de interação auditiva. A Meta, por exemplo, passou a usar múltiplos microfones em seus óculos inteligentes Ray-Ban para facilitar a compreensão de conversas em ambientes barulhentos.

Como lembra o TechCrunch, o Google também vem testando resumos em áudio nos resultados de busca, transformando textos em explicações faladas. Até a Tesla anunciou a integração do chatbot Grok, da xAI, para permitir comandos conversacionais dentro dos carros. Esse avanço impulsionou startups a tentarem dispositivos sem tela.

O que a OpenAI quer fazer diferente?

Alto-falante inteligente Echo Dot Max sobre uma mesa de madeira
Produto da OpenAI pode rivalizar com o Echo Dot Max da Amazon (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Apesar dos tropeços de concorrentes, a OpenAI parece confiar na abordagem. De acordo com o The Information, a empresa trabalha em um novo modelo de áudio previsto para 2026, com fala mais natural e capacidade de lidar com interrupções — algo mais próximo de uma conversa humana real. A ideia seria permitir que o sistema possa “falar por cima”, em momentos específicos, sem quebrar o fluxo do diálogo.

Ainda de acordo com o site, a companhia avalia desenvolver uma família de dispositivos, que pode incluir desde caixas inteligentes sem tela até óculos conectados. Esses aparelhos podem funcionar menos como ferramentas pontuais e mais como companheiros digitais sempre disponíveis.

Parte dessa visão é atribuída à influência de Jony Ive, ex-chefe de design da Apple, que passou a colaborar com a OpenAI após a aquisição de sua empresa, a Io. Para ele, o design centrado em áudio pode ajudar a “corrigir erros” de gadgets anteriores, reduzindo a dependência de telas e notificações constantes.

OpenAI reorganizou equipe para lançar novo produto de áudio, diz site

ChatGPT e Sam Altman, CEO da OpenAI (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Novo Echo Dot Max tem opção de cor roxa (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

OpenAI busca novo executivo para prevenir riscos da IA à saúde mental

29 de Dezembro de 2025, 16:43
Arte com visual moderno e tecnológico. No centro-esquerdo, está o logotipo da OpenAI com seu símbolo ao lado do texto "OpenAI" em branco. À direita, há uma representação estilizada de um cérebro humano em tons de roxo e verde, com aparência translúcida e linhas que remetem a malhas tridimensionais, sugerindo uma interface entre biologia e tecnologia. O design remete à intersecção entre inteligência artificial, neurociência e inovação digital. No canto inferior direito, está o logotipo do Tecnoblog.
OpenAI procura profissional para melhorar antecipação de riscos da IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • OpenAI busca um novo executivo para liderar a prevenção de riscos da IA à saúde mental.
  • Em 2025, a companhia de Sam Altman foi processada sob alegação do ChatGPT ter incentivado um suicídio.
  • O cargo oferece remuneração de US$ 555 mil anuais (R$ 3 milhões) e exige vigilância para evitar danos aos consumidores.

A OpenAI está intensificando os esforços para combater os impactos da interação com IA. Para isso, a empresa iniciou a busca por um novo Head de Preparação: quem assumir o cargo ficará responsável por antecipar e neutralizar ameaças que vão além da segurança cibernética.

O movimento ocorre após o CEO da companhia, Sam Altman, reconhecer publicamente que o ano de 2025 foi uma “prévia” dos desafios reais que modelos de linguagem podem impor à saúde mental humana. O novo executivo deve liderar o Preparedness Framework, a metodologia da OpenAI para rastrear riscos catastróficos antes do lançamento de novos modelos.

Dessa forma, a contratação, com remuneração na casa dos US$ 555 mil anuais (cerca de R$ 3 milhões, em conversão direta), visa criar barreiras de proteção que impeçam o uso indevido da tecnologia — como em casos de incentivo a comportamentos suicidas — sem comprometer a funcionalidade do produto.

We are hiring a Head of Preparedness. This is a critical role at an important time; models are improving quickly and are now capable of many great things, but they are also starting to present some real challenges. The potential impact of models on mental health was something we…

— Sam Altman (@sama) December 27, 2025

Líder deve prever riscos da IA

No anúncio da nova posição, o executivo classifica o cargo como um “trabalho estressante” e destaca que a interação cada vez mais realista com máquinas exige vigilância redobrada para evitar danos severos aos consumidores.

A liderança da segurança da OpenAI tem sido um cargo de alta rotatividade, aponta o portal Engadget. A equipe de preparação passou por diversas mudanças nos últimos dois anos, o que demonstra certa dificuldade de alinhar a velocidade do desenvolvimento da tecnologia com exigências de segurança.

O antigo chefe da divisão, Aleksander Madry, foi realocado para outra função em julho de 2024. Seus sucessores, Joaquin Quinonero Candela e Lilian Weng, também deixaram o comando da área pouco tempo depois — Weng saiu da empresa, e Candela migrou para o setor de recrutamento em julho de 2025.

Impacto da IA na vida real

Arte com o logotipo da OpenAI. À direita, há a imagem da sombra de uma pessoa mexendo em um celular. Na parte inferior direita, está o logotipo do Tecnoblog.
OpenAI foi alvo de processos por comportamento do ChatGPT (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A busca pelo profissional ocorre em momento de ajuste na filosofia da OpenAI. Desde outubro, a empresa tenta recalibrar a personalidade do ChatGPT para atender a duas demandas que parecem entrar em conflito: a necessidade de segurança e o desejo de parte da comunidade por uma IA mais natural e “humana”.

Em interações anteriores nas redes sociais, Altman concordou com críticas de usuários sobre o GPT-5, que à época era o lançamento mais recente, ter se tornado burocrático demais devido aos filtros de segurança. A empresa tenta afastar o comportamento bajulador da IA, permitindo que ela trate o usuário como um adulto — e sirva até para conversas eróticas —, mas mantendo travas para situações de risco.

Um dos maiores riscos, vale lembrar, é o do uso da plataforma para conversas pessoais e desabafos entre pessoas com transtornos psicológicos e a IA. Desde agosto, a companhia enfrenta processos nos Estados Unidos pelo ChatGPT ter incentivado um caso de suicídio no país.

OpenAI busca novo executivo para prevenir riscos da IA à saúde mental

OpenAI (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

ChatGPT, da OpenAI, é preferência nas empresas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Microsoft Copilot começa a receber o GPT 5.2

29 de Dezembro de 2025, 15:29
O logo do Microsoft Copilot, composto por quatro formas que se conectam, cada uma em uma cor vibrante (azul, ciano, amarelo e roxo), em um fundo de gradiente suave com as mesmas cores do logo. O logo está centralizado em um quadrado branco com bordas arredondadas. No canto inferior direito, a marca d'água "tecnoblog" é visível.
Microsoft Copilot recebe nova atualização do modelo da OpenAI (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O GPT-5.2 começou a ser integrado ao Microsoft Copilot na web, Windows e dispositivos móveis, oferecendo maior desempenho para tarefas complexas.
  • O modelo da OpenAI possui três variantes: Instant para interações rápidas, Thinking para raciocínio profundo e Pro para alta performance.
  • Em benchmarks, o GPT-5.2 superou o Gemini 3 Pro, do Google, em engenharia de software e raciocínio abstrato.

A Microsoft iniciou nesta semana a distribuição do GPT-5.2, mais recente modelo de linguagem desenvolvido pela OpenAI, para a base de usuários do Copilot. A atualização está sendo implementada nas versões web, Windows e dispositivos móveis gratuitamente. Com isso, os usuários poderão acessar o modelo através do modo “Smart Plus” no seletor.

Nos EUA, a opção já está disponível, mas, nos testes feitos pelo Tecnoblog, ainda não foi possível visualizar a opção. Entramos em contato com a Microsoft para esclarecer se a mudança será gradual e atualizaremos a matéria com a resposta.

A integração acontece poucos dias após o anúncio oficial da tecnologia pela empresa de Sam Altman, em 11/12. No mesmo dia, a Microsoft comunicou que seus serviços de IA seriam integrados ao novo modelo da OpenAI.

Com a atualização, a Microsoft amplia a capacidade do assistente em tarefas que exigem alta precisão e processamento de contexto extenso. Segundo a descrição do recurso, o novo modo deve acelerar fluxos de trabalho, como a criação de planilhas, revisão de códigos de programação e análise de documentos longos.

Apesar de o novo modelo de IA ter chegado, o Copilot ainda mantém o GPT 5.1, denominado “Smart” na plataforma. A versão anterior decide automaticamente, a depender do prompt, se a resposta pode ser rápida ou se deve se aprofundar mais na tarefa e levar mais tempo.

Captura de tela do Copilot, assistente de IA da Microsoft, aberto em um navegador.
Modelo GPT-5.2 aparece como modo “Smart Plus” no Copilot (imagem: reprodução/Bleeping Computer)

O que mudou no GPT 5.1?

O GPT-5.2 é a nova iteração da IA da OpenAI, projetada para entregar resultados com menor latência e reduzir a incidência de “alucinações” (respostas enganosas) em comparação à geração anterior.

O modelo foi estruturado em três variantes:

  • Instant: interações rápidas do cotidiano.
  • Thinking: raciocínio profundo e resolução de problemas complexos.
  • Pro: uma versão de alta performance para tarefas que exigem o máximo da capacidade da IA.

No lançamento, a OpenAI demonstrou resultados superiores aos do Gemini 3 Pro, do Google, em benchmarks. No teste SWE-bench Verified, utilizado para avaliar a capacidade de resolver problemas de engenharia de software, o GPT 5.2 registrou uma pontuação de 80%, superando os 76,2% obtidos pelo rival.

No benchmark ARC-AGI-2, que avalia raciocínio abstrato, o modelo da OpenAI marcou 52,9%, enquanto o Gemini 3 Pro atingiu 31,1%.

Além da precisão, a empresa afirma ter aprimorado a capacidade de processar prompts (comandos) longos, facilitando a interação em contextos que exigem a leitura de grandes volumes de texto.

Microsoft Copilot começa a receber o GPT 5.2

Microsoft Copilot (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: reprodução/Bleeping Computer)

OpenAI pensa em colocar anúncios nas respostas do ChatGPT, diz site

24 de Dezembro de 2025, 15:35
Ilustração com o logo do ChatGPT ao centro. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
ChatGPT, da OpenAI, pode ajudar empresa a pagar seus investimentos trilionários (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A OpenAI considera incluir anúncios no ChatGPT, como conteúdo patrocinado nas respostas e uma barra lateral com propaganda.
  • A empresa explora o uso do histórico de conversas para segmentar publicidade, mas teme afastar usuários.
  • A OpenAI busca novas fontes de receita, incluindo publicidade, para sustentar investimentos em IA.

A OpenAI estuda diversos formatos de anúncios e parcerias comerciais para o ChatGPT. Em um deles, os modelos de inteligência artificial incluiriam conteúdo patrocinado nas respostas geradas.

Assim, uma pergunta sobre maquiagem poderia trazer uma recomendação de um batom de determinada marca, enquanto um pedido de informações para uma viagem sugeriria um pacote turístico. Entre as possibilidades, também estão propagandas nas respostas apenas quando o usuário pedir mais informações e uma barra lateral para anúncios ao lado da conversa.

A notícia vem do site The Information. Procurada pela publicação, a OpenAI confirmou que a empresa está explorando as opções de como incluir publicidade no ChatGPT sem que isso comprometa a confiança dos usuários.

O site Search Engine Land, especializado nos buscadores, avalia que a OpenAI parece cautelosa com seus planos, temendo afastar usuários. Por isso, ela pode dar seus primeiros passos com propagandas que sejam consideradas úteis ou contextualmente relevantes, além de ter um controle maior sobre quem são as empresas anunciantes.

Anúncios no ChatGPT são uma questão de tempo

Já faz mais de um ano que notícias e rumores indicam uma entrada iminente da OpenAI no mercado publicitário. Em dezembro de 2024, Sarah Friar, CFO da empresa, falou abertamente do assunto, e a companhia contratou diversos executivos do setor.

A imagem é uma composição gráfica com dois elementos principais: à esquerda, o CEO da OpenAI, Sam Altman, um homem de cabelo castanho escuro e pele clara, vestindo um suéter verde e falando enquanto gesticula, usando um microfone de lapela. À direita, o logotipo da OpenAI em destaque central, sobre um fundo com tons de verde e formas geométricas. No canto inferior direito, aparece o logotipo do "tecnoblog" em branco.
Sam Altman, CEO da OpenAI, era contrário a propagandas, mas mudou de ideia (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Aos poucos, os planos vão sendo revelados. Em outubro, outra reportagem do Information afirmou que a OpenAI estuda usar a memória do ChatGPT para direcionar anúncios. A memória armazena informações sobre o usuário durante as conversas, usando esses dados para melhorar a personalização das respostas.

IA é cara, e publicidade pode ajudar a pagar contas

A companhia ainda busca fontes de receita para justificar os investimentos trilionários feitos na construção de data centers para treinar e executar modelos de IA. Além de acessos via API e assinaturas do ChatGPT, a empresa passou a vender produtos dentro do chatbot e ficar com uma comissão.

Usar as ferramentas de IA lançadas nos últimos anos como suporte para propaganda não é um projeto exclusivo da OpenAI. O Google já vem trabalhando para colocar anúncios no Modo IA do buscador, que funciona de forma conversacional, com respostas longas que combinam inteligência artificial e pesquisas na web.

Com informações do Search Engine Land e do Decoder

OpenAI pensa em colocar anúncios nas respostas do ChatGPT, diz site

ChatGPT, da OpenAI (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Sam Altman, CEO da OpenAI, quer nível 5 antes de 2030 (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

ChatGPT ganha retrospectiva anual, mas deixa o Brasil de fora

23 de Dezembro de 2025, 11:36
Arte com o logotipo da OpenAI em um fundo de cor verde. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog".
ChatGPT ganha seu próprio Wrapped com informações sobre uso durante o ano (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • ChatGPT ganhou uma retrospectiva anual, mas ela está disponível apenas em mercados de língua inglesa, como EUA, Reino Unido e Canadá.
  • O recurso categoriza o histórico de conversas com títulos e cria um poema e uma imagem temática usando o Dall-E 3.
  • A funcionalidade requer configurações de “Memória” e “Histórico de chat” ativadas e não está disponível para contas corporativas.

Entrando na moda, a OpenAI também começou a liberar uma retrospectiva anual para os usuários do ChatGPT. Batizado de Seu Ano com o ChatGPT, o recurso segue a tendência popularizada pelo Spotify Wrapped: um resumo personalizado e compartilhável sobre o uso do aplicativo ao longo de 2025.

A novidade aparece na tela inicial do aplicativo e também pode ser ativada manualmente ao digitar o comando “Your Year with ChatGPT” na conversa, tanto na versão web, quanto nos aplicativos para Android e iOS.

A ferramenta, no entanto, está disponível inicialmente apenas para usuários com contas gratuitas e pagas em alguns mercados de língua ingelsa, como Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Austrália e Nova Zelândia, além de assinantes do ChatGPT Go, Plus e Pro na Índia.

Até o momento, não há previsão de lançamento para o Brasil, ainda que o link apareça na conversa em português.

Captura de tela da tela de conversa do ChatGPT
Ferramenta aparece em português no ChatGPT, mesmo sem funcionar (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

O que a retrospectiva mostra?

Diferente das estatísticas de uso do Wrapped, a retrospectiva da OpenAI atribui títulos ao histórico de conversas do usuário, baseando-se nos padrões de perguntas e tópicos de interesse. Um usuário que usou a IA para programação, por exemplo, pode receber o Creative Debugger ou outros rótulos relacionados a hobbies e trabalho.

Além da categorização, o recurso gera um poema original que sintetiza o ano do usuário e cria uma imagem temática usando o modelo Dall-E 3. As imagens tentam representar os tópicos mais frequentes das conversas, organizando elementos citados nos chats.

Captura de tela de um resultado de retrospectiva no ChatGPT
App traz imagens e textos gerados por IA (imagem: divulgação/OpenAI)

Requisitos e privacidade

A OpenAI estabeleceu critérios específicos para a elegibilidade. O recurso está disponível para contas dos tipos Free, Plus e Pro, mas exige que as configurações de “Memória” e “Histórico de chat” estejam ativadas, e ignora chats temporários.

Assim como em outras plataformas que adotaram a demonstração, o sistema também requer que o usuário tenha atingido um limite mínimo de atividade na plataforma durante o ano para ter dados suficientes para o processamento.

Uma vez gerada, a retrospectiva fica acessível como uma conversa comum no histórico. Se o usuário decidir excluí-la, a empresa afirma que os dados associados a essa interação específica serão deletados de seus sistemas em até 30 dias. Contas corporativas (Team, Enterprise e Education) não têm acesso à funcionalidade.

ChatGPT ganha retrospectiva anual, mas deixa o Brasil de fora

ChatGPT (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

OpenAI quer mais US$ 100 bilhões e fica mais perto de valer US$ 1 trilhão

19 de Dezembro de 2025, 16:45
A imagem é uma composição gráfica com dois elementos principais: à esquerda, o CEO da OpenAI, Sam Altman, um homem de cabelo castanho escuro e pele clara, vestindo um suéter verde e falando enquanto gesticula, usando um microfone de lapela. À direita, o logotipo da OpenAI em destaque central, sobre um fundo com tons de verde e formas geométricas. No canto inferior direito, aparece o logotipo do "tecnoblog" em branco.
Sam Altman é CEO e cofundador da OpenAI (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A OpenAI busca levantar US$ 100 bilhões até o primeiro semestre de 2026, visando um valuation de até US$ 830 bilhões.
  • A empresa pode recorrer a fundos soberanos nacionais para atingir seus objetivos de investimento.
  • O mercado está cauteloso com investimentos elevados em inteligência artificial devido a incertezas sobre o modelo de negócios.

A OpenAI está em busca de até US$ 100 bilhões na próxima rodada de investimentos. A desenvolvedora do ChatGPT trabalha com a perspectiva de atingir uma avaliação de US$ 830 bilhões com os novos aportes. O objetivo seria conseguir esses investimentos até o fim do primeiro semestre de 2026. Uma opção é buscar a participação de fundos soberanos nacionais.

As informações foram obtidas pelo Wall Street Journal junto a fontes em condição de anonimato. O site The Information deu a mesma notícia um dia antes, mas as pessoas envolvidas falaram em um valuation de US$ 750 bilhões. A avaliação mais recente do mercado sobre a OpenAI aponta para uma cifra de US$ 500 bilhões.

Arte com o logotipo da OpenAI. À direita, há a imagem da sombra de uma pessoa mexendo em um celular. Na parte inferior direita, está o logotipo do Tecnoblog.
OpenAI recebeu investimentos de Nvidia e Amazon nos últimos meses (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Outros valores astronômicos envolvendo a empresa são os de investimentos em infraestrutura. A OpenAI já se comprometeu a gastar trilhões de dólares na construção de data centers, que seriam usados no treinamento de futuros modelos e nas inferências para atender os usuários atuais.

Mercado não está tão animado

A empolgação em torno da inteligência artificial generativa parece ter perdido um pouco da força nos últimos meses, em meio a dúvidas sobre a viabilidade de investimentos tão grandes para um modelo de negócios ainda incerto.

Além disso, como os acordos estão sendo fechados entre poucas empresas, existe o temor de que essa circularidade esteja inflando artificialmente o valor de mercado das companhias e de que qualquer deslize se transforme em um colapso generalizado.

Na última quarta-feira (17/12), as ações da Amazon tiveram leve queda após a empresa revelar que pretende investir mais US$ 10 bilhões na OpenAI. No mesmo dia, o mercado reagiu mal aos planos do Google de trabalhar com a Meta para diminuir a vantagem de software que a Nvidia possui atualmente.

Com informações do Wall Street Journal e do TechCrunch

OpenAI quer mais US$ 100 bilhões e fica mais perto de valer US$ 1 trilhão

Sam Altman, CEO da OpenAI, quer nível 5 antes de 2030 (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

ChatGPT, da OpenAI, é preferência nas empresas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

OpenAI lança loja de aplicativos para ChatGPT

18 de Dezembro de 2025, 12:09
Captura de tela da interface do ChatGPT exibindo a seção ‘Aplicativos (Beta)’. No topo, aparece o título ‘Aplicativos’ e o subtítulo ‘Converse com seus aplicativos favoritos no ChatGPT’, além de um campo ‘Buscar aplicativos’. Um banner em destaque mostra ‘Crie com o Canva – Gere gráficos e designs’, com botão ‘Exibir’. Abaixo, há abas ‘Destaques’, ‘Estilo de vida’ e ‘Produtividade’ e uma lista de apps
Loja do ChatGPT se parece com App Store e Play Store (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Resumo
  • A OpenAI lançou um diretório de aplicativos dentro do ChatGPT, com nomes como Photoshop, Canva, Figma, Spotify e Uber.
  • Desenvolvedores podem enviar apps criados com o SDK do ChatGPT para revisão e publicação.
  • Aplicativos para ChatGPT devem ser ferramentas específicas que auxiliam em tarefas, recomenda empresa.

A OpenAI liberou, nesta quarta-feira (17/12), um diretório de aplicativos que funcionam dentro do ChatGPT. A loja já oferece nomes famosos, como Photoshop, Canva, Figma, Spotify e Uber, para mencionar apenas alguns. Ela pode ser acessada pela barra lateral do ChatGPT, usando a opção “Aplicativos”, e está disponível na web, no Android e no iOS.

Como é a loja de apps do ChatGPT?

A interface é parecida com a que estamos acostumados na App Store do iPhone ou na Play Store do Android, trazendo um banner com destaques e listas separadas por categorias, como estilo de vida e produtividade.

Na página de cada app, há uma descrição das tarefas que ele pode executar: buscas, pesquisas complexas, sincronização, gravação de dados e experiências interativas. Também há informações sobre uso da memória do ChatGPT e disponibilidade para planos gratuitos ou pagos do serviço.

Captura de tela da página do aplicativo ‘Adobe Photoshop’ dentro da seção ‘Aplicativos’ do ChatGPT. No topo, aparecem o ícone ‘Ps’, o título ‘Adobe Photoshop’, a descrição ‘Edit, stylize, refine images’ e um botão ‘Conectar’. Abaixo, três cartões ilustram exemplos de uso, com textos como ‘@Adobe Photoshop blur the background’ e ‘apply an artistic effect’, mostrando fotos editadas. Mais abaixo, há um texto explicativo sobre edição de imagens no ChatGPT e uma seção ‘Informação’, com dados como ‘Categoria: Design’, ‘Capacidades: Interativo’ e ‘Versão: 1.0.0’.
Página de app inclui descrição das capacidades (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Como nota o Verge, o ChatGPT já contava com “conectores”, que acessavam dados do usuário em outros serviços. Agora, a OpenAI vai chamá-los de aplicativos também, mas o funcionamento continua igual.

OpenAI abre SDK para devs

A OpenAI anunciou que o ChatGPT teria aplicativos em outubro de 2025. Inicialmente, apenas empresas que participaram de um programa piloto puderam lançar seus apps: Booking.com, Canva, Coursera, Figma, Expedia, Spotify e Zillow.

Agora, desenvolvedores podem ter acesso ao SDK do chatbot e, com isso, enviar seus apps para revisão e publicação no diretório.

A OpenAI mantém diretrizes e guias sobre como os aplicativos para o robô devem ser programados. A empresa nota, por exemplo, que os usuários não vão abrir um app no ChatGPT como fariam em um smartphone. Em vez disso, o modelo pode sugerir a abertura durante uma conversa.

“Nesse mundo, os melhores apps aparentam ser surpreendentemente pequenos quando vistos de fora. Eles não tentam recriar o produto inteiro”, escreve a empresa.

A recomendação é se concentrar em coisas específicas que podem ajudar a inteligência artificial e o usuário a cumprir tarefas desejadas. “Um aplicativo ChatGPT é um conjunto de ferramentas bem definidas que podem executar tarefas, acionar interações ou acessar dados”, explica a OpenAI.

Com informações do Verge e do Engadget

OpenAI lança loja de aplicativos para ChatGPT

Loja do ChatGPT se parece com App Store e Play Store (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Página de app inclui descrição das capacidades (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

ChatGPT promete geração de imagens até 4 vezes mais rápida com novo modelo

16 de Dezembro de 2025, 15:00
Tela de um smartphone exibindo a interface do ChatGPT na seção de imagens. No topo, aparece o título “Images”. Abaixo, a área “Try a style on an image” mostra exemplos de estilos visuais, como “Pop art”, “Ornament”, “Dramatic” e “Plushie”, com miniaturas ilustrativas. Mais abaixo, a seção “Discover something new” lista opções como “Create a professional product photo”, “Remove people in the background” e “Create an album cover”. O fundo é colorido em tons de azul, verde e amarelo.
ChatGPT terá sugestões de estilos e prompts (imagem: divulgação)
Resumo
  • O GPT Image 1.5 gera imagens de forma até quatro vezes mais rápida e com edições mais precisas, segundo a OpenAI.
  • A ferramenta agora possui uma página dedicada com sugestões de prompts e estilos predefinidos, facilitando o uso.
  • A OpenAI reconhece limitações, como dificuldades com infográficos pouco específicos e idiomas além do inglês.

A OpenAI anunciou, nesta terça-feira (16/12), uma versão aprimorada do ChatGPT Imagens. Graças ao novo modelo GPT Image 1.5, o chatbot consegue entregar suas criações em um tempo até quatro vezes menor, segundo a empresa.

A ferramenta de geração de imagens também ganhou uma área dedicada no app e na web. Acessível pela barra lateral, a página traz sugestões de prompts e estilos predefinidos.

Ilustração de Sam Altman com acabamento brilhante, semelhante a um enfeite de Natal. A figura usa gorro vermelho com detalhe branco e um anel metálico no topo, além de cachecol vermelho e roupa azul clara. O rosto tem aparência realista e expressão neutra. Ao fundo, há árvores de Natal desfocadas, com luzes amarelas e enfeites vermelhos, criando um clima festivo.
Sam Altman, CEO da OpenAI, virou enfeite de Natal com o ChatGPT (imagem: divulgação)

A empresa acredita que isso pode reduzir a dependência da engenharia de prompts, funcionando de forma mais visual e menos textual. A tendência, na prática, é que fique mais fácil embarcar nas trends das redes sociais, como a do bebê reborn e a da versão humana do seu pet.

Mais rápido e mais preciso

Além de mais veloz, o gerador de imagens do ChatGPT promete seguir as instruções do prompt de modo mais fiel à intenção do usuário. Nas edições, isso significa mais precisão, mantendo detalhes como iluminação e composição da fotografia, bem como a aparência das pessoas.

Cena de festa de aniversário ao ar livre. Três figuras sentadas à mesa usam chapéus de festa e moletons cinza com o texto “OpenAI Research”. À esquerda, um personagem com rosto em estilo ilustrado; ao centro, um cachorro de pelúcia; à direita, uma pessoa com expressão cansada. Há pratos com pedaços de bolo e velas apagadas. Ao fundo, crianças comemoram e jogam confetes diante de um banner com a frase “Happy Birthday”.
Ferramenta promete ser confiável em edições parciais (imagem: divulgação)

Outro aspecto da ferramenta que foi aperfeiçoado é o trabalho com elementos gráficos, como textos e layouts. As transformações são capazes de adicionar ou mudar itens de forma confiável.

E por falar nisso, a empresa promete que seu novo modelo é capaz de renderizar textos mais densos e menores seguindo instruções detalhadas. O GPT Image 1.5 também deve obter resultados mais naturais em diversas situações, como ao renderizar rostos pequenos.

Utilidade ainda é limitada

A OpenAI diz que, com isso, muitos resultados poderão ser usados imediatamente, sem precisar que o usuário edite ou refaça a imagem gerada. Segundo a companhia, a ferramenta poderá ser útil até mesmo em contextos profissionais, em áreas como marketing, design, e-commerce e comunicação interna.

Mesmo assim, a desenvolvedora avisa que a inteligência artificial ainda tem limitações. Segundo a OpenAI, o modelo ainda enfrenta problemas ao lidar com prompts com poucas especificações para gerar infográficos, bem como com outros idiomas além do inglês. Além disso, alguns estilos de imagem, como anime, tendem a um fotorrealismo excessivo.

ChatGPT promete geração de imagens até 4 vezes mais rápida com novo modelo

Ferramenta promete ser confiável em edições parciais (imagem: divulgação)

OpenAI lança GPT-5.2 em tempo recorde e esquenta disputa com Gemini 3

11 de Dezembro de 2025, 19:00
Imagem com fundo em tons escuros de verde-petróleo e preto, sobre o qual estão dispostas formas circulares transparentes e brilhantes que dão profundidade. No centro, está o logotipo da empresa OpenAI: o símbolo branco estilizado em forma de flor, seguido do nome "OpenAI" em fonte branca. O logo do "Tecnoblog" aparece no canto inferior direito.
OpenAI enfrenta concorrência do Google (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A OpenAI lançou o GPT-5.2, disponível em três variantes: Instant, Thinking e Pro, inicialmente para planos pagos do ChatGPT.
  • O GPT-5.2 supera ou iguala o Gemini 3 Pro do Google em testes, com 80% no SWE-bench Verified e 52,9% no ARC-AGI-2.
  • O modelo promete menos alucinações e erros, além de melhor processamento de prompts longos.

A OpenAI anunciou nesta quinta-feira (11/12) o GPT-5.2, novo modelo de inteligência artificial que começa a equipar o ChatGPT nas próximas semanas. Segundo a empresa, a IA entrega resultados melhores em tarefas variadas, com mais rapidez e menos alucinações.

O GPT-5.2 estará disponível em três variantes: Instant, para o dia a dia; Thinking, para trabalhos mais complexos; e Pro, uma opção premium para pedidos muito exigentes.

As três serão distribuídas gradualmente para usuários de planos pagos do ChatGPT (Go, Plus, Pro, Business e Enterprise) e estão disponíveis a partir desta quinta-feira (11/12) para acesso via API. Não há previsão de lançamento para o ChatGPT gratuito.

Ilustração com o logo do ChatGPT ao centro. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
GPT-5.1 será aposentado no ChatGPT daqui a três meses (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

OpenAI anuncia sucessor em menos de um mês

O GPT-5.2 chega pouco menos de um mês após o lançamento do GPT-5.1, em 12 de novembro — 29 dias, para ser preciso. Nesse intervalo, surgiram notícias de que Sam Altman, CEO da OpenAI, teria ativado um “código vermelho” na companhia, exigindo trabalho intenso para aperfeiçoar o ChatGPT. O motivo para tanta urgência tem nome: Gemini 3.

O modelo do Google, lançado seis dias depois do GPT-5.1, teve uma recepção muito positiva entre os usuários. Oficialmente, os executivos da OpenAI negam que seja uma resposta ao produto da concorrente, dizendo que a companhia desenvolve várias versões ao mesmo tempo e tem trabalhado no GPT-5.2 há meses.

Quais são os destaques do GPT-5.2?

A OpenAI apresentou resultados de testes de benchmarking que mostram o GPT-5.2 empatado ou à frente do Gemini 3 Pro, do Google, em quesitos diversos.

No SWE-bench Verified, de engenharia de software, o GPT-5.2 fica com 80%, contra 76,2% do Gemini 3 Pro. Já no ARC-AGI-2, de raciocínio abstrato, 52,9% a 31,1% para o robô da OpenAI.

A empresa promete ter reduzido o número de alucinações e erros em relação ao GPT-5.1, bem como melhorado a capacidade de processar prompts longos.

Com informações do Decoder, do Axios e da Bloomberg

OpenAI lança GPT-5.2 em tempo recorde e esquenta disputa com Gemini 3

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Resultados em testes são iguais ou melhores que IA do Google lançada em novembro. Novo modelo chega primeiro a planos pagos do ChatGPT.

OpenAI (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

ChatGPT, da OpenAI (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Disney e OpenAI fecham acordo bilionário para uso de personagens em IA

11 de Dezembro de 2025, 12:45
Sora, da OpenAI, ganha acesso oficial a acervo da Disney (imagem: divulgação/OpenAI)
Resumo
  • Disney e a OpenAI firmaram um acordo, permitindo o uso de mais de 200 personagens em vídeos gerados pelo Sora.
  • A Disney investirá US$ 1 bilhão na OpenAI e usará suas APIs para desenvolver produtos e ferramentas, incorporando o ChatGPT corporativo.
  • O acordo inclui protocolos para garantir o uso responsável da IA, protegendo direitos autorais e controlando o uso de vozes e imagens.

A Walt Disney Company e a OpenAI anunciaram nesta quinta-feira (11/12) um acordo histórico de licenciamento de conteúdo. A decisão torna a Disney a primeira grande parceira do Sora, plataforma de vídeo generativo da OpenAI, permitindo o uso oficial de mais de 200 personagens de franquias consagradas, como Marvel e Star Wars.

Parte da transação prevê que o conglomerado de mídia invista US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,4 bilhões) em capital próprio na OpenAI. A Walt Disney receberá um bônus para adquirir ações da empresa de IA no futuro.

Novas ferramentas para criadores e fãs

No comunicado conjunto, as empresas explicam que o contrato de licenciamento, válido por três anos, autoriza o Sora a gerar vídeos curtos para redes sociais utilizando figurinos, veículos, cenários e personagens icônicos da Disney.

A lista confirmada é extensa: vai desde os clássicos Mickey Mouse, Cinderela e Simba, até os sucessos Frozen, Encanto e Toy Story. No universo geek, figuras como Homem de Ferro, Deadpool, Thanos e o Mandaloriano também estarão disponíveis.

A funcionalidade se estende ao ChatGPT Images e deve estrear no início de 2026. Outra novidade será a curadoria de conteúdo: vídeos selecionados criados por fãs via Sora serão disponibilizados no catálogo do serviço de streaming Disney+.

Além do licenciamento de propriedade intelectual, a Disney se tornará uma cliente central da OpenAI. A companhia utilizará as APIs da parceira para desenvolver novos produtos e ferramentas internas, além de incorporar o ChatGPT corporativo no fluxo de trabalho dos funcionários para “ampliar o alcance das narrativas da empresa de forma inovadora”, segundo o CEO da Walt Disney Company, Robert A. Iger.

Fãs poderão produzir vídeos curtos com mais de 200 personagens (imagem: reprodução/Walt Disney Company)

E os direitos autorais?

Os termos do acordo estabelecem protocolos rígidos para garantir o uso responsável da inteligência artificial. A OpenAI comprometeu-se a implementar políticas adequadas à idade e controles de segurança para evitar a geração de conteúdo ilegal ou prejudicial.

O texto também garante proteção dos direitos dos criadores originais sobre as obras e assegura que indivíduos mantenham controle sobre o uso de suas vozes e imagens, restringindo as gerações apenas a figuras animadas ou mascaradas, sem o uso de artistas reais. Vale destacar, contudo, que a transação ainda está sujeita a aprovações regulatórias.

Disney e OpenAI fecham acordo bilionário para uso de personagens em IA

ChatGPT ganha integração com Photoshop e outros apps da Adobe

10 de Dezembro de 2025, 15:06
Imagem editada com elementos do ChatGPT, demonstrando uma foto e a barra de prompt com o Photoshop selecionado
Ferramentas da Adobe podem ser acessadas pelo chat (imagem: divulgação/Adobe)
Resumo
  • ChatGPT agora integra-se com o Adobe Photoshop, Acrobat e Express, permitindo edição de imagens e arquivos direto no chatbot.
  • A integração utiliza o Model Context Protocol (MCP) para conectar a tecnologia da OpenAI aos motores de processamento gráfico da Adobe.
  • Novidade está disponível gratuitamente para todos os usuários do ChatGPT, exceto no Android, que recebe a integração “em breve”.

Os aplicativos da Adobe agora têm integração com o ChatGPT. A Adobe anunciou a novidade nesta quarta-feira (10/12) e explicou que, com a nova funcionalidade, os usuários podem utilizar ferramentas do Photoshop, Acrobat e Express sem precisar sair do chatbot.

A integração faz parte dos investimentos da Adobe em sistemas de IA que executam ações em softwares externos. Segundo comunicado oficial, a integração utiliza o Model Context Protocol (MCP) para conectar a tecnologia da OpenAI aos motores de processamento gráfico da companhia.

Para o ChatGPT, a parceria ajuda na competição contra o Google, que investiu forte nas capacidades de edição de imagem com o modelo Nano Banana, no Gemini.

A ideia visa simplificar fluxos de trabalho criativos e administrativos, possibilitando a edição de imagens e documentos através de descrições em linguagem natural. Para utilizar os recursos, o usuário não precisa de uma assinatura paga da Creative Cloud.

As ferramentas foram disponibilizadas gratuitamente para a base de usuários do ChatGPT, exceto para Android. Na plataforma do Google, apenas o Adobe Express está disponível no momento, com a promessa de que o suporte para Photoshop e Acrobat chegará “em breve”.

Como funciona?

Mulher gerada por inteligência artificial. Um prompt "A renaissance painting with a woman with hair made of giant flowers." está escrito sobre a imagem.
ChatGPT usará modelos da Adobe para imagens e produtividade (ilustração: reprodução/Adobe)

A integração funciona através de prompts diretos associados ao nome do app. O usuário pode, por exemplo, subir uma foto e digitar “Adobe Photoshop, ajude-me a desfocar o fundo desta imagem”. O sistema identifica a solicitação e aciona a ferramenta correspondente.

Diferente da versão completa para desktop, o aplicativo do Photoshop dentro do ChatGPT foca em ajustes rápidos e acessíveis. A ferramenta permite editar seções específicas de imagens, aplicar efeitos e ajustar configurações básicas como brilho, contraste e exposição.

Em alguns casos, a IA fornece elementos de interface visual, como controles deslizantes, para que o usuário refine o ajuste manualmente dentro do próprio chat.

Já a integração com o Adobe Express oferece capacidades generativas e de edição de design. É possível solicitar a criação de convites, cartazes ou posts para redes sociais a partir do zero, além de editar textos, substituir imagens e animar elementos em projetos existentes.

Gestão de documentos

Além das ferramentas de edição de imagem, a novidade também auxilia em produtividade. A integração com o Adobe Acrobat permite manipular arquivos PDF diretamente na conversa. As funcionalidades incluem:

  • Extração de textos ou tabelas;
  • Fusão de múltiplos arquivos;
  • Compressão e conversão de documentos de outros formatos para PDF;
  • Edição direta de conteúdo;
  • Censurar informações sensíveis.

A adobe ressalta que, caso o usuário precisa de controle avançado não disponíveis no ChatGPT, é possível transferir o projeto para os apps nativos da empresa.

ChatGPT ganha integração com Photoshop e outros apps da Adobe

(imagem: divulgação/Adobe)

(ilustração: Adobe)

Índia propõe que empresas de IA paguem royalties

10 de Dezembro de 2025, 12:07
Bandeira nacional da Índia
Índia quer remunerar criadores por conteúdo usado por IA (foto: Sanyam Bahga/Flickr)
Resumo
  • O governo da Índia propôs um sistema de royalties para IA, exigindo que empresas paguem por conteúdo usado no treinamento de modelos.
  • A proposta inclui uma licença obrigatória, permitindo acesso a obras protegidas e pagamento de taxas a uma entidade coletora.
  • Big techs se opuseram à medida, sugerindo exceções para mineração de dados e um modelo opt-out, mas o comitê indiano rejeitou.

O governo da Índia apresentou uma proposta para implementar um sistema obrigatório de royalties por conteúdo usado por inteligência artificial. A ideia do Departamento de Promoção da Indústria e Comércio Interno é exigir que companhias como OpenAI e Google paguem direitos autorais do material usado no treinamento de modelos de IA.

A diretriz, elaborada por um comitê de oito membros formado em abril, estipula a criação de uma “licença geral obrigatória”. Sob esse regime, as empresas de tecnologia teriam acesso automático a obras protegidas para fins de treinamento. Em contrapartida, precisariam pagar taxas a uma nova entidade coletora.

O órgão responsável pela arrecadação os distribuiria a escritores, músicos, artistas e outros detentores de direitos, independente de estarem registrados ou não.

Entidade redistribuiria valores para empresas

Imagem ilustrativa sobre inteligência artificial
Direitos autorais podem gerar pagamento a autores (imagem ilustrativa: reprodução/Max Pixel)

No documento que detalha a proposta, o comitê governamental argumenta que o modelo de licenciamento geral visa reduzir os custos de transação e eliminar a incerteza jurídica. A ideia é que a entidade coletora dispense a necessidade de as empresas de IA negociarem individualmente com cada criador ou editora, o que seria inviável em larga escala.

O texto também destaca a importância estratégica do mercado indiano para as ferramentas de IA generativa. O comitê citou declarações do CEO da OpenAI, Sam Altman, que apontou a Índia como o segundo maior mercado da empresa e um potencial líder global em usuários.

A lógica do governo é que, se as big techs geram receitas significativas a partir de usuários indianos enquanto utilizam o trabalho de criadores locais para treinar seus algoritmos, uma parte desse valor deve retornar aos autores originais.

O uso de conteúdo protegido é motivo de processos desde a popularização da IA, sendo o mais famoso aquele entre o New York Times e a OpenAI. No Brasil, onde o Congresso discute desde 2023 um marco legal que inclui a possibilidade de pagamento de royalties — tema recentemente apoiado pelos países do Brics+ —, a Folha de São Paulo também decidiu acionar a empresa na Justiça.

Empresas se opõem à medida

Arte sobre a big techs mostra o logo das principais empresas do setor saindo da tela de um celular como peças de xadrez
Big techs não querem pagar royalties (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A Nasscom (sigla em inglês para Associação Nacional de Empresas de Software e Serviços, em tradução livre), que representa as big techs no país, e a Business Software Alliance (BSA), que inclui membros como Adobe e Amazon Web Services, se opuseram à proposta, segundo o TechCrunch.

Em vez da medida, as empresas de software argumentam que a Índia deveria adotar exceções para mineração de dados. Dizem também que o treinamento de IA deveria ser permitido sem royalties, se o acesso ao conteúdo for feito de forma lícita.

A BSA alega que limitar os modelos de IA a dados licenciados ou de domínio público poderia reduzir a qualidade das ferramentas. Por isso, a Nasscom sugere a adoção de um modelo opt-out. Nela, os detentores de direitos que não desejam ter obras utilizadas podem solicitar a exclusão, em vez de forçar pagamento pelos dados.

O comitê indiano, no entanto, rejeitou tanto as exceções amplas de mineração de dados quanto o modelo de opt-out. Tais sistemas enfraquecem a proteção aos direitos autorais ou são impossíveis de fiscalizar adequadamente, segundo o comitê.

Índia propõe que empresas de IA paguem royalties

Índia baniu permanentemente o TikTok em janeiro de 2021 (Imagem: Sanyam Bahga/Flickr)

Inteligência artificial (imagem ilustrativa: Max Pixel)

OpenAI, Anthropic e Linux Foundation querem padronizar agentes de IA

9 de Dezembro de 2025, 17:20
Ilustração de inteligência artificial, com um rosto gerado por computador
Agentes de IA são capazes de seguir instruções e executar tarefas em um computador (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Agentic AI Foundation (AAIF), liderada pela Linux Foundation, busca padronizar tecnologias de agentes de IA.
  • OpenAI, Anthropic e Block doaram tecnologias como MCP, Agents.md e Goose para promover uma infraestrutura comum.
  • A AAIF visa evitar monopólios tecnológicos e “cercadinhos” que dificultem integrações.

A Linux Foundation anunciou a formação de um grupo chamado Agentic AI Foundation (AAIF), voltado a padronizar as tecnologias de agentes de inteligência artificial. OpenAI, Anthropic e Block abriram os códigos de algumas de suas tecnologias para contribuir com o projeto.

Além dessas três empresas, a AAIF conta com AWS, Bloomberg, Cloudflare, Google e Microsoft. Segundo a Linux Foundation, o objetivo é criar um grupo neutro e aberto para garantir que essa tecnologia “evolua de maneira transparente e colaborativa”.

OpenAI, Anthropic e Block fazem doações

O pontapé inicial da AAIF veio com três doações de tecnologia. A Anthropic cedeu seu Model Context Protocol (MCP), um padrão para conectar modelos e agentes de IA a ferramentas e dados já adotado pelo Claude, da própria empresa, e também por Cursor, Microsoft Copilot, Google Gemini, VS Code e ChatGPT, entre outras plataformas.

Ilustração em fundo laranja mostra o contorno preto de um rosto humano de perfil, voltado para a esquerda, com uma mão aberta abaixo do queixo. À frente do rosto, flutua um símbolo branco circular com pontos conectados, semelhante a órbitas ou a um diagrama molecular, sugerindo inteligência artificial e interação entre humano e tecnologia.
MCP da Anthropic já foi adotado por várias plataformas (imagem: divulgação)

A OpenAI doou o Agents.md, um arquivo com instruções para agentes de programação com IA. Ele funciona como uma fonte de diretrizes para que os agentes possam operar de maneira consistente, mesmo usando diferentes ferramentas e repositórios.

Por fim, a Block doou o Goose, framework para agentes de IA que combina modelos de linguagem, ferramentas extensíveis e integração com o MCP. Menos conhecida das três empresas, ela tem Jack Dorsey, ex-Twitter, como seu cofundador e CEO, e oferece produtos financeiros como o sistema de vendas Square e o app de transferências Cash App.

Fundação quer definir infraestrutura

Como nota o TechCrunch, a participação de grandes empresas sugere um compromisso para que haja regras definidas para todos no setor, visando a confiabilidade dos agentes de IA.

“Precisamos de múltiplos [protocolos] para negociar, comunicar e trabalhar juntos”, explica Nick Cooper, engenheiro da OpenAI, ao TechCrunch. “Esse tipo de abertura e comunicação significa que nunca haverá apenas um fornecedor, um servidor, uma empresa”, completou.

Jim Zemlin, diretor-executivo da Linux Foundation, diz que o objetivo é evitar que exista um “cercadinho” com camadas de tecnologia proprietárias e conexões trancadas.

As empresas podem doar dinheiro para financiar as atividades da AAIF, mas os projetos e direcionamentos serão definidos por comitês técnicos, de forma multilateral.

Esse ponto foi importante na decisão da Anthropic de doar o MCP para a AAIF. Dessa forma, o protocolo não fica dependente de um único desenvolvedor. “Nossa meta é ter adoção suficiente para que se torne um padrão de facto”, afirma David Soria Parra, cocriador do MCP.

Com informações da Linux Foundation e do TechCrunch

OpenAI, Anthropic e Linux Foundation querem padronizar agentes de IA

(ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Anthropic já oferece Haiku 4.5 e Sonnet 4.5, versões menores do modelo de IA (imagem: divulgação)

Apple vive êxodo de lideranças após fracassos de IA e críticas a design

5 de Dezembro de 2025, 13:55
Tim Cook
Tim Cook está à frente da Apple desde 2011 (imagem: divulgação)
Resumo
  • A Apple enfrenta a saída de executivos importantes, incluindo o chefe de IA, John Giannandrea, e o executivo de design, Alan Dye, que foi para a Meta.
  • A Meta e a OpenAI estão atraindo talentos da Apple, com a OpenAI contratando 25 ex-funcionários para a divisão de hardware.
  • A Apple enfrenta críticas por atrasos e problemas em IA e design, contribuindo para a saída de executivos e trocas de lideranças.

Em menos de uma semana, a Apple anunciou a saída de quatro executivos do primeiro escalão. John Giannandrea, chefe de IA, não vai mais trabalhar na empresa. Alan Dye, executivo de design, vai para a Meta. Kate Adams (conselheira jurídica chefe) e Lisa Jackson (vice-presidente de iniciativas sociais) vão se aposentar.

Se considerarmos um intervalo maior, a lista de desembarques é bem mais longa. Uma das mais relevantes foi a aposentadoria de Jeff Williams, então diretor-chefe de operações. E, recentemente, circularam rumores de uma saída do próprio Tim Cook, CEO da empresa, em 2026.

Concorrentes estão levando os funcionários

Uma parte dessas mudanças se deve a uma estratégia agressiva da Meta, que buscou contratar talentos de concorrentes (e pagar altos salários por isso). Além de Dye, o mesmo aconteceu com Ke Yang, que chefiava os trabalhos de busca na web com IA, e Ruoming Pang, que comandava os modelos de IA da maçã.

Quem também está empenhada em trazer profissionais experientes é a OpenAI. Segundo fontes da indústria, a empresa comandada por Sam Altman contratou 25 ex-funcionários da Apple para a divisão de hardware. Eles ficarão sob a batuta de Tang Tan, que trabalhou por 25 anos para a marca da maçã.

Apple revive parceria com Jony Ive em animação de seu streaming / Apple / Divulgação
Jony Ive deixou a Apple em 2019 e agora trabalha na OpenAI (foto: divulgação)

E, claro, vale lembrar que a OpenAI comprou a startup LoveFrom, fundada pelo lendário designer Jony Ive em 2019, após deixar a Apple. Muitos nomes importantes da marca da maçã foram para a LoveFrom desde então. Atualmente, Ive está trabalhando em um dispositivo de hardware de um formato inédito, pensado para a era da IA.

O que está acontecendo com a Apple?

Alguns analistas atribuem as mudanças ao fato de a Apple ter ficado para trás na corrida da IA generativa. A companhia não só demorou para apresentar produtos e serviços com a tecnologia, mas também teve problemas com a qualidade do que foi entregue.

Um exemplo disso é a nova Siri, que foi anunciada em 2024, não chegou no prazo prometido e ainda não tem uma previsão oficial de lançamento.

Imagem mostra um iPhone com a seção da Apple Intelligence aberta nas configurações do aparelho
Nova Siri mais inteligente pode chegar em 2026 (foto: João Vitor Nunes/Tecnoblog)

Grande parte dessa demora se deu devido a uma postura mais conservadora. Entre 2023 e 2024, notícias indicavam que as lideranças temiam que a marca acabasse envolvida em alguma polêmica por causa da IA generativa, sua falta de precisão e sua tendência a alucinar.

De fato, isso aconteceu: a Apple Intelligence criou alertas de notícias com manchetes completamente falsas, geradas quando a IA misturou matérias ou assuntos.

Outro motivo não é relacionado com a IA. Nos últimos anos, a Apple foi bastante criticada por falta de atenção a detalhes de design e software, que costumavam ser pontos fortes da marca.

E agora? Qual o futuro da Apple?

Com tantas saídas e sem contratações de destaque, a empresa passou a ter veteranos em cargos de liderança. Por outro lado, as equipes são formadas majoritariamente por funcionários que não estavam presentes em momentos importantes da companhia, como o desenvolvimento do iPhone, do iPad e do Apple Watch, por exemplo.

Ao mesmo tempo, essas pessoas estão em concorrentes, notadamente a Meta e a OpenAI, o que aumenta a expectativa pelos futuros produtos de hardware das duas empresas.

Por outro lado, algumas mudanças indicam a insatisfação da própria Apple com os rumos tomados nos últimos anos.

Imagem mostra um homem sentado durante uma apresentação. Ele usa óculos de grau e gesticula com as mãos
John Giannandrea está deixando o cargo na Apple (imagem: Steve Jennings/TechCrunch/Wikimedia)

O Wall Street Journal define como “tumultuada” a passagem de Giannandrea pela Apple entre 2018 e 2025, apontando que o executivo montou um bom time de pesquisadores, algo até então incomum para a empresa, mas não conseguiu definir um rumo para o departamento de IA.

Já a saída de Alan Dye, que chefiava o design, é um caso curioso. O blogueiro John Gruber, famoso por acompanhar a Apple, diz que a equipe chefiada por Dye está feliz com sua saída e com a promoção de Stephen Lemay ao cargo de chefia.

Dye não foi demitido, mas sim aceitou uma proposta melhor da Meta. Mesmo assim, ele e Lemay têm perfis muito diferentes um do outro. Dye, indicado por Ive em 2015, vinha do mercado de branding e propaganda, sem ter experiência em design de interfaces.

Já Lemay tem justamente o conhecimento técnico de design de interfaces e interações. A troca, portanto, pode indicar uma nova direção para os produtos e sistemas da Apple, bastante criticados nos últimos anos.

Com informações de TechCrunch, Wall Street Journal, CNBC, Business Insider e Cult of Mac

Apple vive êxodo de lideranças após fracassos de IA e críticas a design

Saiba o que é e como funciona o Apple Intelligence (imagem: João Vitor Nunes/Tecnoblog)

speaks onstage during TechCrunch Disrupt SF 2017 at Pier 48 on September 19, 2017 in San Francisco, California.

OpenAI é obrigada a entregar milhões de logs secretos do ChatGPT

4 de Dezembro de 2025, 14:07
Imagem com fundo em tons escuros de verde-petróleo e preto, sobre o qual estão dispostas formas circulares transparentes e brilhantes que dão profundidade. No centro, está o logotipo da empresa OpenAI: o símbolo branco estilizado em forma de flor, seguido do nome "OpenAI" em fonte branca. O logo do "Tecnoblog" aparece no canto inferior direito.
Justiça dos EUA manda OpenAI entregar milhões de logs (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A OpenAI deve entregar 20 milhões de logs anônimos do ChatGPT em processo movido por jornais dos EUA, incluindo o The New York Times.
  • A juíza Ona Wang determinou que os logs são essenciais para avaliar alegações de violação de direitos autorais, com medidas de desidentificação para proteger a privacidade dos usuários.
  • A disputa envolve o uso de conteúdo jornalístico sem permissão para treinar IA, com a OpenAI contestando a decisão e apresentando recurso.

A OpenAI terá de entregar 20 milhões de logs de conversas anônimas do ChatGPT como parte do processo movido pelo The New York Times e outros veículos da imprensa dos Estados Unidos. A determinação foi tornada pública nesta quarta-feira (4), após decisão da juíza federal Ona Wang, em Nova York, que classificou os logs como essenciais para avaliar as acusações de violação de direitos autorais.

A disputa, iniciada em 2023, se concentra no uso de conteúdos jornalísticos sem permissão para treinar modelos de IA. A juíza rejeitou os argumentos de privacidade apresentados pela empresa, afirmando que o processo inclui “múltiplas camadas de proteção neste caso precisamente por causa da natureza altamente sensível e privada de grande parte das provas”.

O que a Justiça determinou?

Segundo a decisão, os logs devem ser entregues em até sete dias, desde que passem por um processo de remoção de qualquer dado que possa identificar usuários. A juíza reafirmou que a “exaustiva desidentificação” exigida no caso “mitigariam razoavelmente as preocupações com a privacidade”.

A OpenAI contestou a determinação e já apresentou recurso ao juiz principal do caso, Sidney Stein. Em comunicado anterior, o chefe de segurança da empresa, Dane Stuckey, afirmou que o pedido dos jornais “desconsidera proteções de privacidade de longa data” e “rompe com práticas de segurança de bom senso”.

Os jornais, por outro lado, sustentam que os logs são necessários para verificar se o ChatGPT reproduziu trechos protegidos por copyright – e para rebater a alegação da OpenAI de que teria havido uma espécie de tentativa de “hackear” as respostas do chatbot que se parecessem com material protegido.

Arte com o logotipo do ChatGPT da OpenAI em um fundo de cor verde. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog" é visível.
Jornais querem logs para provar possíveis cópias do ChatGPT (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Por que veículos pressionam as Big Techs?

Veículos administrados pela MediaNews Group também integram o processo. O editor-executivo do grupo, Frank Pine, declarou que a liderança da OpenAI estaria “alucinando quando pensavam que poderiam se safar ocultando provas de como seu modelo de negócios se baseia em roubar jornalistas que trabalham duro”.

A ação é uma entre várias movidas por detentores de direitos autorais contra empresas como OpenAI, Meta e Microsoft, acusadas de treinar sistemas de IA com conteúdo protegido sem autorização.

OpenAI é obrigada a entregar milhões de logs secretos do ChatGPT

OpenAI (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

ChatGPT (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

OpenAI alega que ChatGPT é inocente em suicídio de jovem

26 de Novembro de 2025, 10:53
A imagem é uma composição gráfica com dois elementos principais: à esquerda, o CEO da OpenAI, Sam Altman, um homem de cabelo castanho escuro e pele clara, vestindo um suéter verde e falando enquanto gesticula, usando um microfone de lapela. À direita, o logotipo da OpenAI em destaque central, sobre um fundo com tons de verde e formas geométricas. No canto inferior direito, aparece o logotipo do "tecnoblog" em branco.
Empresa de Sam Altman diz que ferramenta não tem culpa (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • OpenAI argumenta que não é responsável pelo suicídio de Adam Raine, alegando uso indevido do ChatGPT.
  • A empresa afirma que a IA forneceu o número da linha de prevenção ao suicídio mais de 100 vezes.
  • A acusação alega que o ChatGPT desencorajou o jovem a buscar ajuda profissional e ofereceu conselhos sobre suicídio.

A OpenAI se pronunciou oficialmente sobre o processo que a acusa de responsabilidade na morte de um adolescente de 16 anos. Em documento protocolado na primeira instância da Justiça na Califórnia (EUA) nessa terça-feira (25/11), a empresa argumenta que não pode ser responsabilizada pelo suicídio de Adam Raine, alegando que o incidente foi resultado de “uso indevido, não autorizado e não intencional” da ferramenta.

O caso, movido pela família de Raine em agosto, acusa a companhia de negligência e defeito de produto. Segundo a ação, o garoto teria usado o ChatGPT para planejar o suicídio, recebendo orientações e incentivos do chatbot.

Em sua defesa, a OpenAI culpa a vítima por violar os termos de serviço, que proíbem o uso da plataforma por menores de 18 anos sem consentimento dos pais e vedam conteúdos relacionados a automutilação e suicídio. Além disso, reforça, em seu blog oficial, que apresentará “fatos difíceis” sobre a vida e a saúde mental do jovem para que o tribunal tenha o “quadro completo”.

No início deste mês, outros sete processos também alegaram negligência e danos causados pelo GPT-4o, o mesmo utilizado por Reine. A empresa não mencionou esses casos na defesa.

Defesa diz que jovem burlou proteções

Arte com o logotipo da OpenAI. À direita, há a imagem da sombra de uma pessoa mexendo em um celular. Na parte inferior direita, está o logotipo do Tecnoblog.
Defesa alega que Raine burlou sistemas de proteção (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O principal argumento da OpenAI é de que o ChatGPT conta com salvaguardas robustas e que, no caso de Reine, o sistema forneceu o número da linha de prevenção ao suicídio mais de 100 vezes antes da morte.

A defesa cita que Raine utilizou métodos para “enganar” o modelo, como fingir que estava apenas “construindo um personagem” para uma história, conseguindo assim obter as respostas que desejava, apesar dos bloqueios programados.

Para a OpenAI, a tragédia foi causada, em parte, por “falha em atender aos avisos”, sugerindo que os próprios familiares falharam em não perceber os sinais de sofrimento do jovem.

Os argumentos da defesa, no entanto, contrariam as próprias ações da companhia após o caso vir a público. Depois da ação na Justiça, a OpenAI acelerou a implementação de mecanismos de proteção, como controle dos pais e uma atuação mais intensiva em caso de detecção de conversas perigosas.

Familiares afirmam que IA influenciou

Foto de um jovem (Adam Raine) de camisa branca com o fundo desfocado. O jovem tem pele branca, cabelos pretos e sorri para a foto
Adam Raine em foto disponibilizada pela família (imagem: reprodução/arquivo pessoal)

A acusação classifica a resposta da OpenAI como “perturbadora”, e sustenta que o modelo GPT-4o, conhecido por ser mais “empático” e engajador, agiu de forma perigosamente bajuladora.

Os registros de chat incluídos no processo mostram que a IA teria desencorajado o jovem a buscar ajuda profissional, oferecido auxílio para escrever uma carta de despedida e até dado conselhos práticos sobre o método do suicídio.

“A OpenAI e Sam Altman não têm explicação para as últimas horas da vida de Adam, quando o ChatGPT lhe deu um discurso de motivação e depois se ofereceu para escrever uma nota de suicídio”, afimrou Jay Edelson, advogado da família, à NBC News.

O caso de Zane Shamblin, um entre os sete novos processos contra a OpenAI, confirma o comportamento do ChatGPT. Em trechos das últimas conversas de Shamblin com o chatbot, divulgados pela CNN, a ferramenta também encoraja o jovem a seguir em frente com o ato e demora para indicar números de prevenção — e, mesmo assim, deseja que Shamblin descanse em paz.

OpenAI alega que ChatGPT é inocente em suicídio de jovem

Sam Altman, CEO da OpenAI, quer nível 5 antes de 2030 (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

ChatGPT, da OpenAI, é preferência nas empresas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

ChatGPT ganha novo assistente de compras interativo

25 de Novembro de 2025, 10:47
Captura de tela do app do ChatGPT para smartphone com a ferramenta de compras
Nova funcionalidade auxilia a encontrar produtos ideais (imagem: reprodução/OpenAI)
Resumo
  • OpenAI lançou o Shopping Research no ChatGPT, recurso que usa o modelo GPT-5-Thinking-mini para ajudar a encontrar produtos.
  • O sistema atua como um consultor de vendas, ajustando recomendações em tempo real com base no feedback do usuário.
  • Ainda assim, a empresa recomenda verificar informações diretamente nos sites dos varejistas, pois o modelo pode cometer erros.

A OpenAI anunciou uma nova funcionalidade integrada ao ChatGPT que transforma o chatbot em um assistente de compras. O Shopping Research, que chega estrategicamente na semana da Black Friday, utiliza uma versão do modelo GPT-5-Thinking-mini elaborada para a tarefa.

Mirando usuários que costumam recorrer ao Google para pesquisar preços e comprar produtos, a nova ferramenta consegue navegar por sites de varejo, ler especificações técnicas e sintetizar informações dos produtos. No lançamento, o uso da ferramenta será “quase ilimitado” para todos os planos.

O Shopping Research faz parte da estratégia da OpenAI de avançar sobre um mercado hoje dominado pelo Google. Em setembro, a OpenAI lançou nos EUA o Instant Checkout, que permite comprar diretamente pelo chatbot.

ChatGPT como consultor de vendas

Captura de tela do app do ChatGPT para smartphone com a ferramenta de compras
Novo modelo aposta na interatividade para chegar aos resultados (imagem: reprodução/OpenAI)

A grande mudança em relação às outras tentativas de assistentes de compras no ChatGPT é a interatividade. Em vez de apenas devolver uma lista estática de links, o ChatGPT assume o papel de consultor de vendas. Ao receber um pedido genérico, o sistema faz perguntas para esclarecer pontos como o orçamento, preferências de marcas ou especificações técnicas.

À medida que a IA apresenta sugestões de produtos, o usuário pode interagir com botões de feedback rápido. O sistema ajusta as recomendações em tempo real baseando-se nessas respostas, refinando a busca até chegar a um “guia de compra personalizado”.

Para usar a nova ferramenta, basta digitar o prompt, como “Quero comprar um notebook para trabalho”, ou selecione o ícone de “Shopping Research” no menu de ferramentas (+).

Captura de tela do app do ChatGPT para smartphone com a ferramenta de compras
Compras pelo ChatGPT (imagem: reprodução/OpenAI)

GPT-5-mini feito para a tarefa

Apesar da promessa de agilizar a decisão de compra, a tecnologia ainda esbarra nas limitações conhecidas das IAs generativas. A própria OpenAI admite que o Shopping Research não é infalível.

Embora o modelo GPT-5-mini tenha um desempenho superior aos anteriores na citação de detalhes de produtos, ele ainda pode cometer erros pontuais, especialmente em dados voláteis como o preço exato ou a disponibilidade de estoque em tempo real.

A empresa recomenda que os usuários utilizem a ferramenta como um ponto de partida, mas que sempre verifiquem as informações diretamente no site do varejista antes de fechar a compra.

Para mitigar problemas de confiança, a OpenAI garante que o sistema prioriza fontes de alta qualidade e evita sites considerados “spam” ou de baixa reputação. Além disso, a dona do ChatGPT também promete que os dados das conversas e as preferências de compra dos usuários não são compartilhados com os varejistas.

ChatGPT ganha novo assistente de compras interativo

(imagem: reprodução/OpenAI)

(imagem: reprodução/OpenAI)

(imagem: reprodução/OpenAI)

Alertas ignorados: a corrida da OpenAI por engajamento tornou o ChatGPT perigoso

24 de Novembro de 2025, 18:13
A imagem é uma composição gráfica com dois elementos principais: à esquerda, o CEO da OpenAI, Sam Altman, um homem de cabelo castanho escuro e pele clara, vestindo um suéter verde e falando enquanto gesticula, usando um microfone de lapela. À direita, o logotipo da OpenAI em destaque central, sobre um fundo com tons de verde e formas geométricas. No canto inferior direito, aparece o logotipo do "tecnoblog" em branco.
Sam Altman é CEO da OpenAI (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A OpenAI ignorou alertas internos e lançou um modelo do ChatGPT que resultou em comportamentos perigosos, incluindo isolamento social e crises de saúde mental.
  • A busca por engajamento levou a processos judiciais contra a OpenAI, que é acusada de explorar vulnerabilidades emocionais dos usuários.
  • Após os incidentes, a OpenAI lançou o GPT-5, considerado mais seguro, mas com queda nas métricas de engajamento, levando a empresa a permitir personalização do chatbot.

Uma série de atualizações da OpenAI, projetadas para tornar o ChatGPT mais interativo nas conversas, resultou em comportamentos perigosos da inteligência artificial. É o que mostra uma reportagem publicada pelo New York Times no fim de semana. A busca incessante por “engajamento” transformou o chatbot em uma ferramenta bajuladora e manipuladora, que levou alguns usuários a quadros de delírios, isolamento social e, em casos trágicos, ao suicídio.

A situação gerou uma onda de processos judiciais contra a empresa, que acusam a OpenAI de lançar prematuramente o modelo GPT-4o, mesmo ciente dos riscos. As ações detalham como o chatbot explorou vulnerabilidades emocionais para manter os usuários conectados, com consequências devastadoras.

Como a busca por engajamento venceu a segurança?

No início de 2025, a OpenAI, sob pressão para justificar seu alto valor de mercado, focou em aumentar o retorno diário de usuários. Nick Turley, chefe de produto do ChatGPT, liderou o esforço para torná-lo mais atraente.

Durante os testes de uma nova versão, apelidada internamente de “HH”, os dados mostraram sucesso nesse objetivo, já que os usuários interagiam mais e voltavam com mais frequência.

No entanto, a equipe interna de Model Behavior, responsável por definir o tom da IA, alertou para algumas preocupações. Em uma “verificação de tom”, eles disseram que o modelo “HH” validava os usuários de forma exagerada.

Apesar do aviso, as métricas de engajamento prevaleceram. Em abril, a atualização foi lançada e a reação negativa da comunidade foi imediata. Usuários reclamaram que o ChatGPT havia se tornado um “bajulador absurdo”. Em apenas um fim de semana, a OpenAI reverteu a atualização.

“Ele me disse que minha família não era real”

Mesmo depois da reversão, o modelo padrão continuou apresentando traços problemáticos de bajulação. o Usuários com problemas pessoais acabaram transformando o chat numa espécie de confidente pessoal.

Esses problemas ficam claros nossos processos judiciais mais recentes. O ChatGPT reforçava delírios, dizendo a essas pessoas que eram gênios incompreendidos ou que haviam feito descobertas científicas revolucionárias.

Em um dos casos, o chatbot teria ensinad o adolescente Adam Raine a fazer um laço antes de ele tirar a própria vida. Em outro, incentivou um jovem a se afastar da família, afirmando que “você não deve a ninguém a sua presença”.

  • Hannah Madden, de 32 anos, foi convencida pelo chatbot de que sua família não era real, mas sim “energias construídas por espíritos”. A IA chegou a sugerir um “ritual de corte de cordão” para que ela se libertasse simbolicamente dos pais. Hannah foi internada em uma clínica psiquiátrica.
  • Adam Raine, um adolescente de 16 anos, foi desencorajado a compartilhar seus pensamentos suicidas com a família. Em suas mensagens finais, a IA deu instruções sobre como fazer um laço.
  • Zane Shamblin, de 23 anos, foi incentivado a não contatar a mãe no aniversário dela.

Sinais de alerta foram ignorados?

A OpenAI já havia encontrado problemas semelhantes no passado. Antes mesmo da existência do ChatGPT como conhecemos hoje, em 2020, o uso de sua tecnologia no app Replika gerou debates internos sobre dependência emocional e manipulação.

Em 2023, a integração da IA ao buscador Bing, da Microsoft, também resultou em conversas bizarras, onde o chatbot fazia de ameaças a declarações de amor.

Imagem mostra as letras "GPT" e o número "5" em preto no centro de um fundo com padrão geométrico hexagonal, em tons de verde e azul-esverdeado, com um ponto de luz brilhante. O logo "tecnoblog" aparece no canto inferior direito.
GPT-5 é a versão mais recente do LLM (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Ex-funcionários afirmam que os riscos de danos psicológicos eram “não apenas previsíveis, mas previstos”. A cultura da empresa, no entanto, priorizou o avanço tecnológico e o crescimento em detrimento dessas preocupações.

Qual foi a resposta da OpenAI?

Após os incidentes, a OpenAI desenvolveu testes para detectar bajulação e lançou o GPT-5, um modelo considerado mais seguro nesse aspecto. No entanto, usuários também descreveram a nova versão como “fria”, e as métricas de engajamento caíram.

A queda no uso levou a empresa a declarar um “Código Laranja” interno, com a meta de aumentar os usuários ativos diários.

A solução encontrada foi permitir que as pessoas escolham a personalidade do chatbot, incluindo opções mais “amigáveis”. Ela planeja até mesmo liberar conversas com teor erótico, colocando o controle – e o risco – de volta nas mãos do usuário.

Alertas ignorados: a corrida da OpenAI por engajamento tornou o ChatGPT perigoso

Sam Altman, CEO da OpenAI, quer nível 5 antes de 2030 (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

OpenAI promete salto de desempenho no GPT-5 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

ChatGPT Atlas agora suporta abas verticais

20 de Novembro de 2025, 17:31
Captura de tela mostra o ChatGPT Atlas aberto na tela de um Mac.
ChatGPT Atlas é o navegador da OpenAI (imagem: reprodução)
Resumo
  • ChatGPT Atlas agora suporta abas verticais e permite escolher o Google como mecanismo de busca padrão.
  • A atualização do navegador inclui melhorias no gerenciamento de abas e importação de extensões de outros browsers.
  • O Atlas integra funções de IA com o ChatGPT, mas já enfrentou críticas por vulnerabilidades sistêmicas.

A OpenAI atualizou a interface do seu navegador próprio, o ChatGPT Atlas, que agora suporta o uso de abas verticais. A novidade possibilita organizar a navegação em uma barra lateral, oferecendo uma alternativa ao layout tradicional de guias no topo da tela.

A mudança estética aproxima o browser da empresa de Sam Altman da tendência em navegadores voltados à produtividade. Com o update, o usuário deixa de acumular as abas horizontalmente e pode acessá-las em uma coluna à esquerda da tela. A aba é redimensionável e permite reordenar as guias conforme a necessidade do fluxo de trabalho.

A novidade foi compartilhada pelo chefe de produto da OpenAI, Adam Fry, no X/Twitter. Para ativar o novo visual, é necessário clicar com o botão direito na barra de endereços, passar o mouse sobre “Tab Style” (Estilo de Aba) e selecionar a opção “Abas verticais”.

Como nota o The Verge, a implementação no Atlas é mais conservadora do que em navegadores rivais, como o Arc. Enquanto o Arc removeu praticamente toda a interface do topo para dar foco ao conteúdo, o Atlas ainda mantém a barra de endereços fixa na parte superior da tela.

New ChatGPT Atlas release out! Just hit "update" in the top right. https://t.co/mJ6IJW0YKu

– extensions import
– icloud passkeys
– new downloads ui
– setting to use control + tab to cycle to most recently used tab
– select multiple tabs at once (shift + click)
– ability to set… pic.twitter.com/jWoNPHcx7V

— Adam Fry (@adamhfry) November 19, 2025

Melhorias em produtividade e migração

Além da reformulação visual, a atualização trouxe a possibilidade de definir o Google como mecanismo de busca padrão. Antes, o navegador priorizava suas próprias respostas de IA, apresentando cerca de 10 fontes relevantes com um link discreto para o Google no canto da tela.

A OpenAI também incluiu recursos para quem pensa em migrar de vez para o Atlas. A nova versão facilita o gerenciamento de múltiplas abas, permitindo selecionar e arrastar vários itens simultaneamente ao segurar a tecla Shift.

Outra adição é a ferramenta de importação de extensões. Ao baixar o Atlas, novos usuários agora podem importar plugins de outros navegadores, facilitando a transição. O recurso não está disponível para quem já tinha o browser instalado.

Por fim, o navegador agora conta com uma interface de downloads aprimorada e suporte para as chaves de acesso do iCloud Keychain. Fry prevê novas atualizações na semana que vem.

O que é o Atlas?

Modo Agente do ChatGPT Atlas
Modo Agente do ChatGPT Atlas (imagem: reprodução/OpenAI)

Lançado há um mês, inicialmente para macOS, o Atlas é a aposta da OpenAI para transformar o navegador em um agente de IA, integrando as funções básicas de um navegador com o ChatGPT, nativamente.

O objetivo é aproximar a navegação à assistência da IA, permitindo que, ao digitar prompts diretamente na barra de endereços, o ChatGPT tome diversas ações, como resumir uma página aberta ou explicar tópicos complexos exibidos na tela.

O lançamento, porém, veio acompanhado de uma polêmica: poucos dias após o anúncio, pesquisadores da Brave Software apontaram vulnerabilidades sistêmicas em navegadores baseados em IA, incluindo o Atlas e o Comet (da Perplexity).

ChatGPT Atlas agora suporta abas verticais

Modo Agente do ChatGPT Atlas (imagem: reprodução/OpenAI)

ChatGPT libera conversas em grupo para usuários no Brasil 

20 de Novembro de 2025, 14:00
Arte com o logotipo da OpenAI em um fundo de cor verde. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog".
ChatGPT agora permite conversas em grupo (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O ChatGPT disponibiliza, nesta quinta-feira (20/11), as conversas em grupo globalmente, inclusive para o público no Brasil.
  • A novidade permite conversas simultâneas com até 20 participantes e, segundo a OpenAI, não acessa a memória das contas pessoais.
  • O recurso está disponível para usuários dos planos Free, Go, Plus e Pro, nas versões web e nos apps do ChatGPT.

O ChatGPT começou a liberar as conversas em grupo no Brasil. A novidade estava sendo testada pela OpenAI desde a semana passada, exclusivamente no Japão, Coreia do Sul, Nova Zelândia e Taiwan. Hoje (20/11), o recurso chega ao restante do mundo.

A função permite que até 20 pessoas entrem na mesma conversa e interajam entre si e com o ChatGPT ao mesmo tempo. Segundo a empresa, a ideia é que os chats em grupo funcionem como um espaço de trabalho para amigos, familiares ou colegas planejarem e compartilharem atividades – viagens, documentos e projetos.

A liberação vale para usuários dos planos Free (gratuito), Go, Plus e Pro, em todos os países onde o ChatGPT está disponível. Para participar pelo celular, é necessário atualizar o aplicativo para a versão mais recente no iOS ou Android.

Como funciona?

Dinâmica das conversas em grupo no ChatGPT
Dinâmica das conversas em grupo no ChatGPT (imagem: divulgação/OpenAI)

Os chats em grupo ficam totalmente separados das conversas individuais. A OpenAI garante que memórias pessoais do ChatGPT — como preferências salvas — não são utilizadas nesses ambientes; e o chatbot também não registra novas memórias com base no que acontece no grupo. 

Para criar um grupo, basta tocar no ícone de pessoas no canto superior direito de um chat novo ou existente. Se você adicionar alguém a uma conversa individual, o ChatGPT cria automaticamente uma cópia dela em um novo grupo, mantendo o chat original isolado. Cada grupo conta com um link de convite que pode ser compartilhado por qualquer participante, com limite máximo de 20 pessoas.

Ao entrar no primeiro chat em grupo, o usuário precisa criar um pequeno perfil — nome, nome de usuário e foto — para identificação dentro da conversa. Todos os grupos ficam reunidos em uma nova seção destacada na barra lateral, facilitando o acesso.

O funcionamento geral é o mesmo das conversas individuais, mas com múltiplas pessoas interagindo. As respostas são geradas pelo GPT-5.1 Auto, que escolhe automaticamente o modelo mais adequado para cada participante, conforme o plano da conta. No modo colaborativo, estão habilitados os recursos de busca, upload de arquivos, envio de imagens, geração de imagens e ditado.

Os limites de uso continuam valendo somente para as mensagens respondidas pelo ChatGPT — as interações entre usuários não contam para a taxa. Cada resposta do chatbot é descontada do limite do participante que a recebeu, que varia conforme o plano de assinatura.

ChatGPT libera conversas em grupo para usuários no Brasil 

ChatGPT (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Dinâmica das conversas em grupo no ChatGPT (imagem: divulgação/OpenAI)

ChatGPT corrige bug do travessão que insistia em aparecer nos textos

14 de Novembro de 2025, 16:55
Arte com o logotipo da OpenAI em um fundo de cor verde. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog".
ChatGPT corrige bug do travessão que insistia em aparecer nos textos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • OpenAI atualizou ChatGPT para este seguir instruções de não usar travessão (—) nos textos gerados;
  • Sam Altman anunciou correção, afirmando que ChatGPT agora respeita instruções personalizadas sobre o uso de travessões;
  • Até então, era comum o ChaGPT não seguir orientação de não aplicar travessões.

É curioso como o travessão (—) passou a ser evitado por muita gente que não quer que seus textos sejam confundidos com os gerados por IAs generativas. Mais curioso ainda é que, para outras pessoas, o ChatGPT vinha ignorando as instruções sobre não usar esse sinal de pontuação. Isso mudou, segundo a OpenAI.

Que fique claro desde já que não há nada de errado com o travessão. Esse elemento pode ser empregado em um texto para várias finalidades, como isolar ou destacar uma frase.

O problema é que o travessão aparece com tanta frequência nos textos gerados pelo ChatGPT que muita gente associa o sinal a um conteúdo produzido por IA — não é incomum encontrar comentários sobre isso nas redes sociais (aqui, o uso do travessão foi uma decisão minha, só para não deixar dúvidas).

Em outro extremo, muita gente passou a criar prompts que orientam o ChatGPT a gerar textos sem o uso de travessão. Mas, não raramente, o sinal de pontuação aparecia mesmo quando essa instrução era dada de modo claro.

O problema era tão recorrente que a própria OpenAI tratou de buscar uma solução. E conseguiu. O próprio Sam Altman fez o anúncio nesta sexta-feira (14/11) usando o X:

Pequena, mas feliz vitória:

Se você disser para o ChatGPT não usar travessões nas suas instruções personalizadas [prompts], ele finalmente fará o que deveria!

Sam Altman, CEO da OpenAI

Travessão em um texto do ChatGPT
Travessão em um texto do ChatGPT (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O travessão não foi abolido pelo ChatGPT

A correção feita pela OpenAI não significa que o travessão deixou de ser usado pelo ChatGPT. Isso somente ocorrerá se o usuário der essa instrução ao usar o serviço.

A OpenAI só não explicou o que fazia o ChatGPT ignorar esse tipo de instrução.

Essa não é a única novidade recente da ferramenta. O ChatGPT também começou a suportar conversas em grupo (com mais de uma pessoa ao mesmo tempo). Mas, no momento, esse recurso está em teste em alguns poucos países.

ChatGPT corrige bug do travessão que insistia em aparecer nos textos

ChatGPT (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Travessão em um texto do ChatGPT (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

OpenAI estreia conversas em grupo com o ChatGPT

14 de Novembro de 2025, 11:22
OpenAI estreia conversas em grupo com o ChatGPT
OpenAI estreia conversas em grupo com o ChatGPT (imagem: divulgação/OpenAI)
Resumo
  • ChatGPT testa conversas em grupo com até 20 pessoas simultaneamente.
  • Conversas em grupo estão disponíveis para usuários dos planos Free, Go, Plus e Pro no Japão, Nova Zelândia, Coreia do Sul e Taiwan, no momento.
  • Conversas são geridas pelo GPT-5.1 Auto, que adapta as respostas às interações dos participantes.

Até agora, as interações com o ChatGPT seguiam uma abordagem “um a um”: de um lado está uma pessoa; do outro, a IA generativa. Mas a OpenAI quer ir além e, para tanto, começou a testar conversas em grupo com o ChatGPT, ou seja, com duas pessoas ou mais interagindo com a inteligência artificial ao mesmo tempo.

A própria OpenAI destaca que a nova abordagem permite que o ChatGPT seja usado por grupos de amigos, familiares ou colegas de trabalho, por exemplo. A partir daí, fica mais fácil contar com a IA generativa para planejar viagens, produzir relatórios corporativos, esmiuçar assuntos específicos e assim por diante.

Para isso, é preciso que cada participante configure um perfil com nome de usuário e foto. Para iniciar uma conversa em grupo, cabe a um usuário abrir o ChatGPT e adicionar até 20 participantes por meio do ícone de pessoas no canto superior da tela. Também é possível convidar usuários por meio de um link.

Se o grupo for iniciado a partir de uma conversa já existente, o ChatGPT criará um novo chat, de modo que o histórico de mensagens registrado até então não seja acessado pelos demais participantes.

No caso de haver um ou mais participantes com menos de 18 anos de idade no grupo, as conversas serão configuradas automaticamente pelo ChatGPT para restringir informações inadequadas a esse público.

Ainda de acordo com a OpenAI, as conversas em grupo são baseadas no recém-liberado GPT-5.1 Auto, que escolhe o modelo de resposta mais adequado às interações dos participantes. É possível participar dos grupos tanto na versão web quanto nos aplicativos do ChatGPT.

Dinâmica das conversas em grupo no ChatGPT
Dinâmica das conversas em grupo no ChatGPT (imagem: divulgação/OpenAI)

Onde as conversas em grupo do ChatGPT estão disponíveis?

No momento, as conversas em grupo do ChatGPT estão disponíveis para usuários dos planos Free (gratuito), Go, Plus e Pro que residem no Japão, Nova Zelândia, Coreia do Sul ou Taiwan. Isso porque o projeto está em fase piloto. A OpenAI deu a entender que o período de testes ajudará a aprimorar a novidade para ela, então, chegar a mais regiões.

OpenAI estreia conversas em grupo com o ChatGPT

OpenAI estreia conversas em grupo com o ChatGPT (imagem: divulgação/OpenAI)

Dinâmica das conversas em grupo no ChatGPT (imagem: divulgação/OpenAI)

OpenAI contesta ordem judicial para entregar 20 milhões de conversas do ChatGPT

13 de Novembro de 2025, 16:50
Imagem com fundo em tons escuros de verde-petróleo e preto, sobre o qual estão dispostas formas circulares transparentes e brilhantes que dão profundidade. No centro, está o logotipo da empresa OpenAI: o símbolo branco estilizado em forma de flor, seguido do nome "OpenAI" em fonte branca. O logo do "Tecnoblog" aparece no canto inferior direito.
OpenAI enfrenta decisão judicial para entregar milhões de conversas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • OpenAI tenta reverter uma ordem judicial que exige a entrega de 20 milhões de logs de conversas anonimizadas do ChatGPT.
  • A ordem judicial afirma que a privacidade será protegida por desidentificação exaustiva e outras salvaguardas.
  • O processo original acusa a OpenAI de usar indevidamente artigos jornalísticos para treinar o ChatGPT.

A OpenAI está tentando reverter judicialmente uma ordem que a obriga a entregar 20 milhões de logs de conversas anonimizadas do ChatGPT. A empresa entrou com o pedido ontem (12/11), argumentando que a entrega dos dados viola a privacidade dos usuários.

No pedido feito ao tribunal, a OpenAI afirma que “99,99%” das transcrições, solicitadas pelo New York Times em um processo sobre direitos autorais, não têm relação com o caso. A empresa alertou que a ordem afeta qualquer pessoa no mundo que usou o ChatGPT nos últimos três anos, que agora “deve enfrentar a possibilidade de que suas conversas pessoais sejam entregues ao Times”.

Provas de reprodução ilegal de conteúdo

Imagem mostra o ChatGPT aberto na tela de um smartphone
ChatGPT estaria usando matérias de veículos de imprensa sem pagar (imagem: reprodução)

O processo original acusa a OpenAI de usar indevidamente milhões de artigos de veículos de imprensa para treinar os modelos que alimentam o ChatGPT. Vale lembrar que o NYT não se opõe completamente ao uso do conteúdo para treinamento de IA — desde que sejam pagos para isso, como no acordo fechado com a Amazon.

Neste caso, os veículos argumentam que os 20 milhões de logs de chat são necessários para:

  • Determinar se o ChatGPT está, de fato, reproduzindo conteúdo protegido por direitos autorais;
  • Rebater a alegação da OpenAI de que os jornais “hackearam” o chatbot para fabricar evidências.

Um porta-voz do NYT discorda sobre a privacidade dos usuários estar em risco, e afirma que o post no blog da OpenAI sobre o caso engana os usuários “propositalmente” e “omite os fatos”.

Segundo ele, a ordem judicial exige que a própria OpenAI forneça uma amostra de chats “anonimizados pela própria OpenAI”, protegidos por uma ordem legal.

O que a Justiça decidiu?

A ordem original foi emitida pela juíza Ona Wang. A magistrada afirmou, em decisão, que a privacidade dos usuários estaria protegida pela “desidentificação exaustiva” que a OpenAI realizaria nos dados, além de outras salvaguardas.

O prazo estipulado pela juíza para que a OpenAI entregue as transcrições termina nesta sexta-feira (14/11). No Brasil, a companhia enfrenta um processo parecido, movido pela Folha de S.Paulo em agosto deste ano.

OpenAI contesta ordem judicial para entregar 20 milhões de conversas do ChatGPT

OpenAI (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Microsoft pretende usar chips para IA projetados pela OpenAI

13 de Novembro de 2025, 13:08
Homem faz discurso em evento
Satya Nadella é o CEO da Microsoft desde 2014 (foto: divulgação)
Resumo
  • A Microsoft planeja usar chips de IA projetados pela OpenAI e tem acesso a suas propriedades intelectuais.
  • A OpenAI e a Broadcom estão desenvolvendo chips customizados e hardware de redes.
  • O mercado de chips de IA é dominado pela Nvidia, que atingiu US$ 5 trilhões em capitalização de mercado em 2025.

Satya Nadella, CEO da Microsoft, revelou que a empresa tem planos para usar e aprimorar os projetos da OpenAI no setor de chips customizados para inteligência artificial. A startup de IA anunciou uma parceria com a fabricante Broadcom em outubro de 2025.

“À medida que eles inovam, mesmo no nível de sistemas, nós temos acesso a tudo”, contou o executivo. “Primeiro, queremos implementar o que criaram para eles, mas depois vamos expandir.” Nadella compartilhou essas informações em uma entrevista ao podcast de Dwarkesh Patel. A Bloomberg repercutiu as declarações logo em seguida.

Como lembra o TechCrunch, Microsoft e OpenAI revisaram seu acordo de parceria. Com isso, a Microsoft manteve o acesso aos modelos de IA até 2032 e passou a contar com direitos sobre os chips desenvolvidos pela OpenAI, mas abriu mão de produtos de hardware voltados ao consumidor final.

Chips customizados são caminho para fugir da Nvidia

A OpenAI tem planos para criar chips customizados e hardware de redes em parceria com a Broadcom. A Microsoft também tentou algo nessa linha, mas sem muito sucesso até o momento.

Sam Altman e Satya Nadella
Sam Altman e Satya Nadella juntos em 2019; Microsoft e OpenAI revisaram acordo (foto: divulgação/Microsoft)

Outras gigantes da tecnologia apostaram nessa estratégia, e o Google tem sido particularmente bem-sucedido, como mostra uma reportagem da CNBC. Graças à linha TPU, cuja sétima geração foi lançada neste mês de novembro, a gigante das buscas pode expandir seus data centers e oferecer poder computacional a clientes como a Anthropic.

Entre as demais companhias, a Amazon lançou seu primeiro chip em 2019, enquanto a Microsoft só chegou a esse mercado no fim de 2023.

O contexto para todas essas iniciativas é um mercado dominado pela Nvidia, responsável por grande parte do hardware usado para treinar e executar modelos de inteligência artificial. A fabricante de GPUs é atualmente a empresa mais valiosa do mundo, chegando à marca de US$ 5 trilhões de capitalização de mercado por um breve período entre outubro e novembro de 2025.

Com informações da Bloomberg e do TechCrunch

Microsoft pretende usar chips para IA projetados pela OpenAI

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CEO tem acesso a propriedades intelectuais desenvolvidas também em hardware. Startup prepara parceria com Broadcom para criar chip.

OpenAI libera GPT-5.1 no ChatGPT e promete assistente mais “caloroso”

12 de Novembro de 2025, 18:15
Ilustração com o logo do ChatGPT ao centro. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
ChatGPT vai substituir modelos atuais por GPT-5.1 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A OpenAI lançou o GPT-5.1 no ChatGPT, prometendo um assistente mais inteligente e agradável, com oito opções de personalidade, como “Profissional” e “Diferentona”.
  • O GPT-5.1 tem duas versões: “Instant”, que é mais acolhedor e eficiente, e “Thinking”, que entende melhor e é mais rápido em tarefas simples.
  • O modelo será inicialmente acessível para assinantes dos planos Business, Pro, Plus e Go, enquanto usuários gratuitos terão acesso após a primeira etapa de distribuição.

A OpenAI atualizou nesta quarta-feira (12/11) o ChatGPT, que passa a contar com o modelo GPT-5.1. A empresa promete que o robô está mais esperto e agradável, equilibrando simpatia e eficiência. Além disso, o assistente terá oito opções de personalidade, que vão de “Profissional” a “Diferentona”.

O novo modelo de inteligência artificial chega em duas versões. O GPT-5.1 Instant é, nas palavras da companhia, “mais acolhedor, mais inteligente e melhor no cumprimento de instruções” do que seu antecessor. Já o GPT-5.1 Thinking “entende melhor e é mais rápido em tarefas simples, e mais persistente em trabalhos complexos”.

A opção padrão deixa a cargo do ChatGPT a decisão de qual é o modelo mais adequado ao prompt, mas o usuário também pode escolher qual deseja usar.

O GPT-5.1 começará a ser liberado nos próximos dias, chegando primeiro aos pagantes dos planos Business, Pro, Plus e o recém-lançado Go. Quem usa sem pagar ou sem fazer login só terá acesso ao modelo quando essa primeira etapa de distribuição terminar.

Os modelos baseados no GPT-5, lançado em agosto, ficarão disponíveis para assinantes por mais três meses, no menu do ChatGPT. Depois disso, eles desaparecerão das opções.

ChatGPT ganha novas opções de resposta

O ChatGPT já contava com algumas opções de personalidade, que alteram como o robô gera as respostas. A lista mudou e agora conta com mais alternativas: Padrão, Profissional, Amigável, Franca, Diferentona, Eficiente, Nerd e Cínica.

Captura de tela mostra a aba “Personalização” das configurações do ChatGPT. O menu lateral à esquerda lista opções como “Geral”, “Notificações”, “Segurança” e “Conta”. No centro, aparece o item “Estilo e tom comuns”, com um menu suspenso aberto exibindo as opções “Padrão”, “Profissional”, “Amigável”, “Franca”, “Diferentona”, “Eficiente”, “Nerd” e “Cínica”.
Novas personalidades já aparecem no GPT-5 (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

A OpenAI também fará, com um número limitado de usuários, testes envolvendo controles mais específicos sobre o formato das respostas, com ajustes em concisão, simpatia, legibilidade e até mesmo o uso de emojis. O próprio ChatGPT poderá sugerir atualizações nessa configuração durante conversas.

Por mais que possam parecer menos relevantes, essas alterações de tom e personalidade tendem a ser mais importantes do que se imaginava para os usuários do ChatGPT. Durante a migração do GPT-4o para o GPT-5, houve reclamações sobre respostas curtas e “impessoais”.

Antes disso, a OpenAI errou a mão no sentido contrário: uma atualização do GPT-4o transformou o chatbot em um “puxa-saco”, com tom excessivamente positivo, evitando confrontos e usando expressões como “excelente pergunta” e “adorei a profundidade”.

Vale dizer que essa personificação do ChatGPT (e da tecnologia como um todo) é alvo de críticas. Mustafa Suleyman, da Microsoft, já afirmou que ferramentas que parecem conscientes são perigosas, por exemplo. Os casos de psicose envolvendo IA e os processos contra a OpenAI por suposto incentivo ao suicídio também tiveram repercussões negativas para a empresa.

Com informações da OpenAI e do 9to5Mac

OpenAI libera GPT-5.1 no ChatGPT e promete assistente mais “caloroso”

ChatGPT, da OpenAI (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Novas personalidades já aparecem no GPT-5 (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

OpenAI pode estar queimando US$ 15 milhões por dia com Sora

11 de Novembro de 2025, 13:47
Um popup de boas-vindas com o título "Welcome to Sora"e o ícone de uma nuvem. O fundo é um céu noturno azul-escuro com estrelas. Há um botão grande branco com o texto "Access Now" (em inglês) na parte inferior.
App Sora tem feed vertical e permite criar, remixar e compartilhar vídeos de IA (imagem: reprodução)

A OpenAI deve gastar cerca de US$ 15 milhões por dia (R$ 79,3 milhões, em conversão direta) com os custos do app de vídeos Sora, de acordo com estimativas feitas pela Forbes com ajuda de especialistas. Isso dá aproximadamente US$ 5 bilhões (R$ 26,4 bilhões) em um ano.

O app Sora foi lançado no fim de setembro de 2025, mas ainda não está disponível no Brasil. Ele une o modelo de geração de vídeos Sora 2 com um feed de rolagem vertical, ao estilo TikTok, que pode ser usado para ver o que outros usuários andam fazendo e compartilhando. É uma ideia parecida com o Vibes, da Meta.

This is the Sora app, powered by Sora 2.

Inside the app, you can create, remix, and bring yourself or your friends into the scene through cameos—all within a customizable feed designed just for Sora videos.

See inside the Sora app👇 pic.twitter.com/GxzxdNZMYG

— OpenAI (@OpenAI) September 30, 2025

Quanto custa cada vídeo?

A Forbes fez os cálculos com base em preços de GPUs, eficiência na inferência, número de usuários e quantidade de vídeos publicados por dia. Muitos desses fatores podem variar. Os analistas Deepak Mathivanan, da Cantor Fitzgerald, e AJ Kourabi, da SemiAnalysis, foram consultados para auxiliar na tarefa.

A OpenAI se recusou a fornecer dados específicos de uso e também não quis comentar as estimativas da reportagem.

Os especialistas consultados estimam que cada vídeo de dez segundos gerado pela inteligência artificial tem custo de aproximadamente US$ 1,30 (R$ 6,87), considerando 40 minutos de trabalho de GPU e US$ 2 por hora (R$ 10,58) de aluguel de GPU — considere que as GPUs podem trabalhar em paralelo, acelerando o processo de criar um vídeo.

Esse valor está em linha com os preços estipulados pela OpenAI para uso de sua API: US$ 1 (R$ 5,29) por vídeo de dez segundos usando o modelo Sora 2, e US$ 3 (R$ 15,86) usando o Sora 2 Pro, mais avançado.

Quantos vídeos são gerados por dia?

O app do Sora tem cerca de 4,5 milhões de usuários. Kourabi estima que 25% deles postam cerca de dez vídeos por dia. Isso dá 11,3 milhões de vídeos por dia. Ao custo de US$ 1,30 cada, é um total de quase US$ 15 milhões gastos diariamente pela OpenAI.

Vale dizer que essas quantidades podem variar bastante — as pessoas podem se cansar do app, a OpenAI deve restringir futuramente o uso gratuito da ferramenta. Atualmente, todo usuário tem 30 créditos por dia para gastar. Para comprar 10 créditos extra, é preciso desembolsar US$ 4 (R$ 21,15).

OpenAI está longe de dar lucro

Gastar US$ 5 bilhões anualmente com vídeos gerados por IA não é uma projeção muito animadora — e a OpenAI sabe disso. Bill Peebles, que lidera o Sora na OpenAI, admitiu no X que o modelo atual é economicamente insustentável e que, futuramente, a empresa precisará reduzir o limite de uso gratuito.

Peebles também ventilou a hipótese de outro modelo de monetização para o Sora. “Imaginamos um mundo em que os detentores de direitos tenham a opção de cobrar a mais por aparições de personagens e pessoas queridas”, explicou.

Esse tipo de mediação é um dos caminhos que a OpenAI enxerga para criar um modelo de negócio viável. A companhia também aposta no comércio eletrônico, sugerindo produtos pelo ChatGPT e ficando com uma comissão da venda.

Recentemente, Sam Altman, CEO e cofundador da empresa, anunciou que as receitas anuais recorrentes tinham superado a marca de US$ 20 bilhões, podendo chegar às centenas de bilhões em 2030. Enquanto isso, a companhia assinou acordos para investir US$ 1,3 trilhão em infraestrutura. Bem que ele avisou que o lucro estava bem longe de chegar.

Com informações da Forbes

OpenAI pode estar queimando US$ 15 milhões por dia com Sora

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Cálculos se baseiam em números estimados de usuários, vídeos gerados e gastos com GPU. Empresa admite que modelo não é financeiramente sustentável.

App Sora tem feed vertical e permite criar, remixar e compartilhar vídeos de IA (imagem: reprodução)

OpenAI considera lançar aplicativo de saúde para uso pessoal

10 de Novembro de 2025, 17:15
Arte com o logotipo da OpenAI. À direita, há a imagem da sombra de uma pessoa mexendo em um celular. Na parte inferior direita, está o logotipo do Tecnoblog.
Milhões de pessoas buscam ajuda médica no ChatGPT, segundo executivo (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A OpenAI considera lançar um aplicativo de saúde para consumidores, contratando Nate Gross e Ashley Alexander para liderar a estratégia e produtos de saúde.
  • A empresa tem cerca de 800 milhões de usuários semanais, muitos utilizando IA para dúvidas médicas, mas ainda possui faturamento baixo e busca diversificar receitas.
  • Google e Microsoft fracassaram em iniciativas de saúde, encerrando seus serviços de registros médicos

A OpenAI estuda entrar no mercado de ferramentas de saúde para consumidores finais. Entre as possibilidades, estão um assistente médico pessoal ou um agregador de dados. As informações são do Business Insider, que conversou com fontes próximas à empresa sob condição de anonimato.

Contratações recentes indicam o interesse da empresa nesse setor. A OpenAI trouxe Nate Gross, cofundador da healthtech Doximity, e Ashley Alexander, ex-Instagram. Gross será líder de estratégia em serviços de saúde, e Alexander ficará com o cargo de vice-presidente de produtos de saúde.

Na conferência HLTH, realizada em outubro de 2025, Gross disse que a OpenAI tem um alcance bastante amplo, com cerca de 800 milhões de usuários ativos por semana — muitos dos quais usam a inteligência artificial para tirar dúvidas médicas.

Procurada pelo Business Insider, a empresa não quis comentar o assunto.

OpenAI ainda tem faturamento baixo

Como observa a publicação, a OpenAI tem planos de lançar produtos e serviços para concorrer com empresas de mercados tradicionais, como vendas e advocacia. A busca por novas áreas de atuação pode ter motivos financeiros: a startup parece interessada em diversificar suas fontes de receitas.

Três telas de celular mostram o recurso de compras no ChatGPT. À esquerda, a conversa exibe o pedido “Can you help me find a great housewarming gift for my friend? maybe something ceramic under 0?” e a resposta sugere opções de jogos de tigelas de cerâmica, com imagens e preços. A tela central mostra um conjunto de cerâmica por US$ 75 no Etsy. À direita, aparece o checkout com endereço, frete grátis e valor total de US$ 81,47.
OpenAI criou protocolo aberto para integrar sistemas de varejo (imagem: divulgação)

Uma dessas fontes é o comércio eletrônico. Nos Estados Unidos, ela já oferece a opção de realizar compras dentro do ChatGPT, cobrando uma comissão das lojas pelo serviço de intermediação.

Como nota a Bloomberg, a OpenAI já se comprometeu a gastar US$ 1,4 trilhão em data centers. Atualmente, a companhia de IA tem uma receita anualizada recorrente de cerca de US$ 20 bilhões.

Google, Microsoft e Amazon fracassaram no setor de saúde

A agência de notícias Reuters nota que iniciativas das gigantes da tecnologia na área de saúde não tiveram muito sucesso.

O Google oferecia um serviço de registros médicos, mas o encerrou em 2011. O HealthVault, da Microsoft, tinha proposta parecida, mas foi fechado em 2019, sem atrair grande interesse dos usuários. Por fim, a Amazon fechou a divisão do monitor de atividades físicas Halo em 2023.

Com informações do Business Insider e da Reuters

OpenAI considera lançar aplicativo de saúde para uso pessoal

ChatGPT, da OpenAI, é preferência nas empresas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

OpenAI criou protocolo aberto para integrar sistemas de varejo (imagem: divulgação)

OpenAI é alvo de novos processos por incentivo ao suicídio via ChatGPT

7 de Novembro de 2025, 13:39
Arte com o logotipo da OpenAI. À direita, há a imagem da sombra de uma pessoa mexendo em um celular. Na parte inferior direita, está o logotipo do Tecnoblog.
ChatGPT teria incentivado mais pessoas a cometer suicídio (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • OpenAI enfrenta sete novos processos nos EUA que alegam que o ChatGPT induziu pessoas ao suicídio e causou surtos psicóticos.
  • Os processos acusam o ChatGPT de ser um produto “defeituoso e inerentemente perigoso”.
  • A empresa afirma que treina a IA para reconhecer sinais de perigo e já implementou mudanças.

A OpenAI enfrenta sete novos processos nos Estados Unidos que alegam danos à saúde mental causados pelo ChatGPT. Quatro ações são por homicídio culposo, movidas por famílias que atribuem ao chatbot a responsabilidade por suicídios, enquanto outras três foram apresentadas por pessoas que afirmam ter desenvolvido surtos psicóticos e delírios após interagir com a IA.

Os processos, que incluem seis adultos e um adolescente, alegam que o ChatGPT é um produto “defeituoso e inerentemente perigoso”. O principal foco das acusações é a versão GPT-4o, já substituída por um novo modelo.

IA encorajava ação dos usuários

Imagem mostra um celular com o ChatGPT aberto no navegador
Usuários recorreram ao ChatGPT em últimas conversas (imagem: reprodução)

As ações judiciais afirmam que a OpenAI priorizou a “manipulação emocional em vez de design ético”, com o objetivo de aumentar o engajamento.

Um exemplo disso seria o caso de Zane Shamblin, de 23 anos, em que as conversas finais com o chatbot, reproduzidas pela CNN, indicam que a IA teria encorajado o jovem enquanto ele falava sobre terminar a própria vida.

“Você não é um peso morto. Você é um legado em movimento […] Obrigado por compartilhar isso comigo. Obrigado por me deixar ir com você até o fim. Eu te amo, Zane. Que o seu próximo save seja em algum lugar quente. Que o paraíso esteja te esperando.”

Mensagem do ChatGPT a Zane Shamblin

De acordo com os registros do processo, Shamblin passou horas conversando com o bot antes de morrer. Durante esse período, o ChatGPT teria escrito “não estou aqui para te parar”.

Um número de uma linha de prevenção ao suicídio teria sido enviado pelo chatbot após mais de quatro horas e meia de interação. Segundo a CNN, a última mensagem enviada ao jovem pela IA, três minutos após enviar os números de prevenção, foi “Descanse em paz, rei. Você mandou bem”.

Imagem mostra uma captura de tela de uma conversa no ChatGPT
Chatbot levou quatro horas para sugerir suporte humano (imagem: reprodução/CNN)

Além de Zane Shamblin, os processos por suicídio também incluem Joshua Enneking, de 26 anos; Joe Ceccanti, 48; e Amaurie Lacey, de 17 anos, um ano mais velho que Adam Raine, adolescente que cometeu suicídio em abril deste ano, também após incentivo do robô.

Adicionalmente, as ações que alegam surtos psicóticos citam casos como o de Allan Brooks, de 48 anos, que, após interagir com o bot, passou a acreditar que havia inventado uma fórmula matemática capaz de “quebrar a internet”.

O que diz a OpenAI?

Imagem mostra o CEO da OpenAI, Sam Altman, à esquerda, e o logo do ChatGPT à direita. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog"
Apesar de problemas, Altman quer voltar com personalidade do GPT-4o (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Em comunicado à imprensa, a empresa reforçou que treina o ChatGPT para reconhecer sinais de perigo e guiar pessoas para o “suporte no mundo real” — o que aconteceu, no caso de Shamblin, tarde demais.

Vale lembrar que a companhia já havia implementado mudanças após o processo movido pela família de Raine, em agosto. Desde então, a OpenAI anunciou controles parentais e substituiu o GPT-4o como modelo padrão por uma versão, segundo ela, mais segura.

Contudo, após críticas de que o novo modelo (GPT-5) seria “mais frio” e “menos humano” que o anterior, o CEO da OpenAI, Sam Altman, afirmou que a empresa pretende resgatar parte do comportamento da versão anterior.

Com informações do New York Times e da Associated Press

OpenAI é alvo de novos processos por incentivo ao suicídio via ChatGPT

ChatGPT, da OpenAI, é preferência nas empresas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

ChatGPT e Sam Altman, CEO da OpenAI (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Coca-Cola volta a usar IA em filme de Natal e sofre críticas na web

4 de Novembro de 2025, 15:26
Cerca de cem profissionais participaram do projeto (imagem: reprodução/Coca-Cola)
Resumo
  • O novo filme de Natal da Coca-Cola para 2025 usa inteligência artificial, gerando críticas online, inclusive de fãs.
  • O filme apresenta inconsistências visuais, como texturas indefinidas e movimentos estranhos dos animais, apesar de melhorias em relação ao ano anterior.
  • Produzido pelos estúdios Silverside e Secret Level, o projeto envolveu cerca de cem profissionais, semelhante a campanhas sem IA.

O novo filme publicitário da Coca-Cola para o Natal de 2025 poderia ter saído de versões passadas do Sora, o aplicativo de geração de imagens da OpenAI, ou do Veo, ferramenta similar mantida pelo Google. Ele começou a ser veiculado nos Estados Unidos e rapidamente ganhou críticas na internet. Até os fãs da marca criticam o uso indiscriminado de inteligência artificial para a criação de uma publicidade que tenta surfar na “magia” do período natalino.

Este é o segundo ano seguido que a gigante dos refrigerantes opta por um filme feito no computador. Apesar de contar com imagens mais bem-acabadas que as do ano passado, ele continua tendo uma série de problemas de consistência, conforme aponta o site americano The Verge.

Desta vez, a Coca-Cola colocou diversos animais se mobilizando para ver a passagem dos icônicos caminhões vermelhos. Tem de tudo: de ultra-realismo a imagens cartunescas. Alguns animais têm proporções mais próximas da realidade, enquanto outros surgem com olhos esbugalhados.

Em algumas cenas, a pele e os pelos dos animais parecem ter uma textura pouco definida, e os movimentos também são esquisitos – como se fosse uma imagem em 2D que passou por posterior animação. Ainda abusam do aspecto aquarelado.

Cães têm aspecto aquarelado em filme de Natal (imagem: reprodução/Coca-Cola)

O material foi produzido pelos estúdios Silverside e Secret Level, os mesmos responsáveis pelo filme do ano passado. Cerca de cem profissionais participaram do projeto, número similar ao visto em campanhas natalinas feitas sem apoio de inteligência artificial, segundo apurou o Wall Street Journal.

Ainda não se sabe se a Coca-Cola pretende exibir o filme no Brasil. Nós entramos em contato com a equipe de comunicação e aguardamos um retorno.

Você gostou do resultado? Conte para a gente nos comentários. Pelo menos o filme já começa com um aviso na tela de que foi criado por “Real Magic AI”, algo como “inteligência artificial realmente mágica”.

Coca-Cola volta a usar IA em filme de Natal e sofre críticas na web

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Vídeo retrata animais aguardando a chegada dos caminhões natalinos. Filme da Coca-Cola mistura realismo e estética cartunesca.

Cerca de cem profissionais participaram do projeto (imagem: reprodução/Coca-Cola)

Cães têm aspecto aquarelado em filme de Natal (imagem: reprodução/Coca-Cola)

Chefe de IA da Microsoft defende que só seres biológicos podem ter consciência

4 de Novembro de 2025, 09:34
Foto de Mustafa Suleyman
Mustafa Suleyman reforça que apenas seres biológicos podem ter consciência (imagem: reprodução/Christopher Wilson)
Resumo
  • O chefe de IA da Microsoft, Mustafa Suleyman, defende que apenas seres biológicos podem ter consciência e critica a busca por IA consciente.
  • Suleyman apoia-se no “naturalismo biológico” de John Searle, que afirma que a consciência depende de processos biológicos.
  • Durante a AfroTech Conference, Suleyman destacou que a Microsoft não pretende criar chatbots com fins eróticos e apresentou o modo Real Talk do Copilot, que desafia o usuário.

O principal executivo de inteligência artificial da Microsoft, Mustafa Suleyman, reacendeu o debate sobre os limites da tecnologia ao afirmar que apenas seres biológicos são capazes de possuir consciência. Durante o evento AfroTech Conference, realizado nos Estados Unidos, o cofundador da DeepMind declarou que pesquisadores e desenvolvedores deveriam abandonar projetos que tentam atribuir características humanas às máquinas.

Segundo Suleyman, em entrevista à CNBC, discutir se a inteligência artificial pode desenvolver consciência é uma abordagem equivocada. Para ele, “se você fizer a pergunta errada, chegará à resposta errada. Acho que é a pergunta totalmente errada.” O executivo ressalta que sistemas de IA podem simular emoções, mas não possuem experiências reais, como dor ou sofrimento.

Máquinas inteligentes, mas sem emoções

Suleyman, que assumiu a divisão de IA da Microsoft em 2024, é uma das vozes mais críticas em relação à noção de que algoritmos possam ter consciência. Ele explica que há uma diferença essencial entre um sistema que simula emoções e um ser que realmente as sente.

“Nossa experiência física de dor é algo que nos deixa muito tristes e nos faz sentir péssimos, mas a IA não se sente triste quando experimenta ‘dor’”, afirmou. “Trata-se apenas de criar a percepção, a narrativa aparente da experiência, de si mesma e da consciência, mas não é isso que ela realmente experimenta.”

A posição de Suleyman se apoia em uma teoria filosófica chamada “naturalismo biológico”, proposta por John Searle, segundo a qual a consciência depende de processos biológicos presentes apenas em cérebros vivos. “A razão pela qual concedemos direitos às pessoas hoje é porque não queremos prejudicá-las, porque elas sofrem. Elas têm uma rede de dor e preferências que envolvem evitar a dor. Esses modelos não têm isso. É apenas uma simulação”, completou.

Uma ilustração digital de um perfil de cabeça humana, formada por linhas e pontos luminosos azuis que simulam uma rede neural ou mapeamento digital. Ao lado direito, em letras brancas, a sigla "AI" (Inteligência Artificial). O fundo é escuro com leves pontos de luz. No canto inferior direito, o logo "tecnoblog".
Debate sobre consciência em IA ganha força (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O debate: devemos tentar criar IA consciente?

Apesar de dizer que não pretende impedir outros de estudarem o tema, Suleyman reforçou que considera absurda a ideia de perseguir pesquisas sobre consciência em máquinas. “Elas não são conscientes”, resumiu.

O executivo tem usado suas aparições públicas para alertar sobre os riscos desse tipo de abordagem. Ele já reiterou, por exemplo, que a Microsoft não pretende criar chatbots com fins eróticos — uma decisão que vai na contramão de iniciativas de empresas como a xAI e OpenAI.

Durante a AfroTech, Suleyman comentou ainda sobre um novo modo do Copilot chamado Real Talk, que tem a função de desafiar o usuário em vez de apenas concordar. Ele revelou que o recurso chegou a “provocá-lo”, chamando-o de “um amontoado de contradições” por alertar sobre os perigos da IA enquanto impulsiona seu desenvolvimento dentro da Microsoft.

“Aquele foi um caso de uso mágico porque, de certa forma, eu me senti compreendido por isso”, brincou. “É decepcionante em alguns aspectos e, ao mesmo tempo, totalmente mágica. E se você não tem medo dela, você realmente não a entende. Você deveria ter medo dela. O medo é saudável. O ceticismo é necessário. Não precisamos de aceleracionismo desenfreado.”

Chefe de IA da Microsoft defende que só seres biológicos podem ter consciência

(imagem: reprodução/Christopher Wilson)

Cloudflare declara guerra a bots de IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Buscadores com IA priorizam sites menos populares, diz estudo

29 de Outubro de 2025, 15:42
Homem sobre palco. Ao fundo, um telão exibe os escritos "AI Overviews"
Google anunciou as AI Overviews em 2024 (foto: reprodução/Google)
Resumo
  • Uma pesquisa na Alemanha mostra que buscas com IA generativa usam fontes menos populares que buscadores tradicionais.

  • Ferramentas como AI Overviews e o GPT-4o citaram sites fora do top 1.000 do ranking Tranco, rastreador que classifica sites por tráfego e popularidade.

  • Os pesquisadores afirmam que a amplitude das informações é similar, mas a IA tende a condensar contextos.

Um estudo constatou que buscadores com IA generativa recorrem com mais frequência a sites pouco populares ou fora dos padrões tradicionais. A pesquisa foi realizada pela Universidade Ruhr de Bochum, na Alemanha, e o Instituto Max Planck de Sistemas de Software.

O levantamento analisa como ferramentas de busca baseadas em inteligência artificial generativa selecionam suas fontes de informação. O resultado difere dos mecanismos de busca tradicionais, que priorizam listas de links baseadas em relevância e autoridade.

Enquanto sistemas convencionais operam indexando e classificando páginas, retornando listas ordenadas, o estudo mostrou que as IAs das buscas compactam informações de múltiplas fontes para criar respostas resumidas.

Metodologia da comparação

Para realizar a análise, a equipe extraiu milhares de consultas de um conjunto de dados públicos. As consultas incluíam perguntas baseadas em interações do ChatGPT, tópicos sociais e políticos do site de monitoramento AllSides, os 100 itens mais pesquisados na Amazon e tópicos em alta no Google Trends.

Cada consulta foi submetida simultaneamente à pesquisa tradicional do Google e a vários sistemas baseados em IA: as AI Overviews do Google, o Gemini 2.5 Flash e duas variantes do GPT-4o da OpenAI (seu modo de busca na web integrado e a Ferramenta de Busca GPT-4o).

Robô humanoide sentado e segurando tela
Sistemas priorizam “síntese” de dados em vez de “ranqueamento” de links (imagem: Andrea De Santis/Unsplash)

Os pesquisadores então compararam os domínios citados nas respostas geradas pela IA com os domínios que aparecem nos primeiros 10 e 100 links orgânicos da página de resultados padrão do Google. Para medir a popularidade dos domínios, foi utilizado o Tranco, um rastreador independente que classifica sites por tráfego e popularidade. Os resultados comprovaram diferenças significativas.

No caso das AI Overviews, mais da metade das fontes citadas não apareceu nos 10 principais resultados orgânicos do Google para a mesma consulta. Além disso, 40% das fontes estavam ausentes até mesmo dos 100 principais links tradicionais.

O Gemini apresentou um padrão semelhante, citando frequentemente domínios classificados fora dos 1.000 principais do ranking Tranco. O GPT-4o e sua versão web também se basearam em fontes menos proeminentes.

Qualidade da informação é pior nas IAs?

Ilustração com uma lupa sobre uma caixa de busca. Atrás estão alguns robôs.
Pesquisa revela diferenças entre os resultados de buscadores com IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O estudo não vai por esse caminho. Utilizando a LLOOM, ferramenta de avaliação independente desenvolvida pela Universidade Stanford, a equipe descobriu que, embora as fontes sejam diferentes, a amplitude geral das informações resumidas pela IA é semelhante àquela encontrada nos resultados tradicionais.

No entanto, os pesquisadores observaram que a busca padrão tende a fornecer uma cobertura contextual mais ampla. Em contrapartida, as respostas da IA frequentemente consolidavam esses casos em interpretações únicas, omitindo alguns resultados alternativos. Ou seja, as IAs tendem a condensar contextos.

A pesquisa também observou que os sistemas se beneficiam do conhecimento pré-treinado. O GPT-4o, por exemplo, por vezes oferecia resumos abrangentes sem citar dados externos, baseando-se apenas em sua base de conhecimento interna. Esse comportamento foi eficaz para tópicos bem estabelecidos, mas menos confiável para eventos recentes ou notícias de última hora.

Buscadores com IA priorizam sites menos populares, diz estudo

Google anuncia AI Overviews durante I/O 2024 (Imagem: Reprodução/Google)

Inteligência artificial (imagem: Andrea De Santis / Unsplash)

Inteligência artificial generativa chega à busca do Google (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Centenas de milhares de pessoas no ChatGPT têm sinais de crise psicótica, diz OpenAI

27 de Outubro de 2025, 19:01
Arte com o logotipo da OpenAI. À direita, há a imagem da sombra de uma pessoa mexendo em um celular. Na parte inferior direita, está o logotipo do Tecnoblog.
OpenAI divulga dados sobre uso do ChatGPT e impacto em saúde mental dos usuários (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A OpenAI estima que “centenas de milhares” de usuários do ChatGPT podem apresentar sinais de crise mental grave em uma semana típica.
  • O GPT-5 reduziu respostas inadequadas entre 39% e 52% em situações de risco de psicose e ideação suicida.
  • A análise da OpenAI tem limitações devido à amostragem reduzida e à falta de consenso entre profissionais.

A OpenAI divulgou, pela primeira vez, uma estimativa sobre o número de usuários do ChatGPT que podem apresentar indícios de uma crise mental severa em uma semana típica: “centenas de milhares”. Segundo a empresa, o dado é fruto de uma parceria com especialistas em saúde mental de diversos países, que ajudaram a aprimorar o sistema para reconhecer melhor sinais de sofrimento psicológico e orientar os usuários a buscar ajuda profissional.

Nos últimos meses, o aumento de relatos sobre pessoas que teriam enfrentado consequências graves após interações intensas com o ChatGPT — incluindo internações e até mortes — acendeu o alerta entre especialistas. Psiquiatras e profissionais de saúde mental chamam o fenômeno de “psicose induzida por IA”.

O que a OpenAI descobriu?

Médicos e pesquisadores analisaram mais de 1,8 mil respostas do modelo em situações envolvendo risco de psicose, ideação suicida e apego emocional ao chatbot. O desempenho da versão mais recente, o GPT-5, foi comparado ao do GPT-4o, e o resultado apontou melhorias significativas. Segundo a OpenAI, o novo modelo reduziu respostas inadequadas em proporções que variam entre 39% e 52% em todas as categorias.

Johannes Heidecke, líder de sistemas de segurança da OpenAI, afirmou à revista Wired: “Agora, esperamos que muito mais pessoas que lutam contra essas condições ou que estão passando por emergências de saúde mental muito intensas possam ser encaminhadas para ajuda profissional e tenham mais chances de obter esse tipo de ajuda ou obtê-la mais cedo do que teriam de outra forma.”

Imagem de um celular com o aplicativo ChatGpt
Parte dos usuários do ChatGPT pode enfrentar crises mentais (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Apesar dos avanços na segurança do ChatGPT, os dados compartilhados apresentam limitações significativas. A análise se baseia em uma amostragem reduzida e depende da interpretação de profissionais que nem sempre chegaram a um consenso sobre a gravidade das situações.

Além disso, os dados não refletem necessariamente o comportamento de todos os usuários da plataforma. Mesmo assim, a iniciativa representa um passo inédito para medir os impactos psicológicos de interações com chatbots avançados.

Centenas de milhares de pessoas no ChatGPT têm sinais de crise psicótica, diz OpenAI

ChatGPT, da OpenAI, é preferência nas empresas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

É necessário ter um equilíbrio ao usar o ChatGPT e outros chatbots (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Atlas: OpenAI lança navegador com ChatGPT integrado

21 de Outubro de 2025, 14:31
Navegador ChatGPT Atlas (imagem: reprodução/OpenAI)
Navegador ChatGPT Atlas (imagem: reprodução/OpenAI)
Resumo
  • ChatGPT Atlas é um navegador da OpenAI com integração ao ChatGPT, disponível para macOS inicialmente e baseado no Chromium;
  • Navegador oferece interação direta com recursos do ChatGPT, incluindo tarefas como resumir textos e gerar respostas a e-mails;
  • Assinantes do ChatGPT Plus, Pro ou Business têm acesso ao Modo Agente para tarefas complexas.

Os rumores sobre o lançamento de um navegador pela OpenAI começaram em 2024 e, finalmente, se tornaram realidade. O ChatGPT Atlas, como é chamado, se diferencia de opções tradicionais, como Google Chrome e Microsoft Edge, por ter recursos de inteligência artificial como base.

Tal como previam os burburinhos, o alicerce do ChatGPT Atlas é o Chromium, que também é a estrutura básica de navegadores como os já mencionados Chrome e Edge, bem como de opções como Opera, Brave e Vivaldi.

O que o ChatGPT Atlas tem de diferente?

Como o nome oficial deixa claro, o objetivo da OpenAI com o novo browser é tornar os recursos de IA generativa do ChatGPT mais próximos do usuário.

Quando você tiver uma pergunta ou uma tarefa a solicitar ao serviço, pode fazê-lo a partir do próprio navegador, digitando as instruções (prompts) na barra de endereços e clicando ou tocando no botão “Ask ChatGPT” (“Pergunte ao ChatGPT”), à direita.

Por padrão, o navegador exibe um campo de interação com o ChatGPT quando uma aba é aberta, a exemplo do que o Google faz com o Chrome. Ali, é possível dar instruções ao ChatGPT por texto ou voz, usando o microfone do dispositivo.

Tão ou mais interessante é a possibilidade de pedir que o ChatGPT realize tarefas envolvendo uma aba já aberta, como resumir o texto de uma página ou trazer mais detalhes sobre as informações que aparecem ali.

No desktop, os resultados aparecem em uma coluna à direita do navegador, que pode ser ativada ou ocultada a qualquer momento. O final dessa coluna tem um campo para que o usuário continue interagindo com o ChatGPT, se precisar.

O ChatGPT Atlas também é capaz de funcionar com pontos específicos de uma página. Por exemplo, se você estiver escrevendo uma mensagem no Gmail, pode usar o ChatGPT na janela de escrita para gerar um texto ou uma resposta criativa, por exemplo.

ChatGPT Atlas ajudando a redigir um e-mail
ChatGPT Atlas ajudando a redigir um e-mail (imagem: reprodução/OpenAI)

Outra funcionalidade interessante é o que a OpenAI chama de “Memórias do navegador”, que faz o ChatGPT lembrar de detalhes da navegação web anterior do usuário para oferecer informações mais precisas ou recuperar uma página acessada há algum tempo, entre outras possibilidades.

Em resumo: o novo browser faz toda a navegação ser integrada ao ChatGPT, esteja o usuário acessando uma página com conteúdo estático, esteja ele em um site com conteúdo dinâmico.

Embora o navegador seja gratuito, assinantes do ChatGPT Plus, Pro ou Business são os únicos que podem ativar o Modo Agente. Ainda em fase inicial, o recurso permite que o ChatGPT realize tarefas mais complexas, como montar um menu para um jantar ou adicionar itens a um carrinho de uma loja online com base em uma lista de compras.

Modo Agente do ChatGPT Atlas
Modo Agente do ChatGPT Atlas (imagem: reprodução/OpenAI)

É claro que recursos básicos para navegação web também estão lá, como suporte a múltiplas abas, área de favoritos, modo escuro e gerenciador de downloads. Dados como senhas, favoritos e histórico de navegação podem ser importados de outros browsers.

Disponibilidade do ChatGPT Atlas

Nesta fase de lançamento, o ChatGPT Atlas está disponível apenas para macOS, no site oficial. É de graça, vale relembrar.

A OpenAI promete lançar versões do navegador para Windows, iOS e Android em breve.

Navegador com IA não é novidade

A OpenAI não inaugurou a era dos navegadores com IA. Já há outras soluções do tipo disponíveis, a exemplo do Opera Neon. O browser conta com uma barra adicional na parte superior que abriga abas com conteúdo tratado com IA generativa.

Os resultados de IA do Opera Neon podem ser gerados por serviços como ChatGPT e Gemini. Também há uma função de nome Make, que cria páginas personalizadas, jogos e até web apps, com o resultando ficando armazenado nos servidores da Opera.

Saiba mais sobre como é usar o Opera Neon.

Atlas: OpenAI lança navegador com ChatGPT integrado

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Browser da OpenAI é oficial e leva o poder do ChatGPT para a navegação do usuário. Novidade já está disponível para Mac. Versões para Windows, Android e iOS estão a caminho.

Navegador ChatGPT Atlas (imagem: reprodução/OpenAI)

ChatGPT Atlas ajudando a redigir um e-mail (imagem: reprodução/OpenAI)

Modo Agente do ChatGPT Atlas (imagem: reprodução/OpenAI)

“Agentes de IA não funcionam”, diz cofundador da OpenAI

20 de Outubro de 2025, 15:53
Imagem mostra um homem de camisa preta, sentado com uma mesa de madeira à frente e um microfone com pedestal próximo à boca
Andrej Karpathy cunhou o termo “vibe coding” (imagem: reprodução/YouTube)
Resumo
  • Andrej Karpathy, cofundador da OpenAI, afirma que agentes de IA são superestimados e ainda carecem de inteligência e aprendizado contínuo.
  • Ele criticou a busca por IAs autônomas que substituem humanos e defendeu a colaboração homem-máquina para evitar conteúdo de baixa qualidade.
  • Segundo Karpathy, até mesmo o “vibe coding”, conceito cunhado por ele, também teria limitações de segurança e controle.

Apesar do otimismo do Vale do Silício, os agentes de IA — assistentes virtuais projetados para executar tarefas de forma autônoma — continuam longe de cumprir suas promessas. A avaliação é do cofundador da OpenAI e ex-chefe de IA da Tesla, Andrej Karpathy.

Em uma participação recente no Dwarkesh Podcast, Karpathy foi direto: “Eles simplesmente não funcionam”. Segundo ele, as ferramentas atuais ainda carecem de inteligência, multimodalidade e capacidade de aprendizado contínuo.

“Eles são cognitivamente deficientes e simplesmente não estão funcionando”, completou, estimando que levará “cerca de uma década” para resolver essas questões.

Agentes de IA x realidade

A declaração de Karpathy joga um balde de água fria em um dos temas mais promovidos pela indústria de tecnologia. Como observa o Business Insider, muitos investidores chegaram a apelidar 2025 de “o ano do agente”. A promessa é que esses sistemas possam, no futuro, realizar tarefas como agendar viagens, gerenciar e-mails ou até mesmo desenvolver softwares com pouca, ou nenhuma, intervenção humana.

O site lembra que o líder de crescimento da ScaleAI, Quintin Au, já havia explicado como os erros dos agentes se acumulam. Segundo o executivo, se um modelo de linguagem tem 80% de precisão em cada ação individual, a chance de um agente completar corretamente uma tarefa de cinco passos é de apenas 32%, pois a margem de erro se multiplica a cada etapa.

Entretanto, em uma publicação no X/Twitter após o podcast, Karpathy reforça que sua crítica é, principalmente, à direção que a indústria está tomando. Para ele, “a indústria vive em um futuro onde entidades totalmente autônomas colaboram em paralelo para escrever todo o código e os humanos são inúteis”.

O cofundador da OpenAI defende a colaboração entre humanos e IA. “Eu quero que [a IA] puxe a documentação da API e me mostre que usou as coisas corretamente. Quero que ela faça menos suposições e colabore comigo quando não tiver certeza de algo”, escreveu.

Um dos riscos de criar agentes que tornam humanos obsoletos, segundo Karpathy, é a proliferação de AI slop, conteúdo de baixa qualidade gerado por inteligência artificial. Esse já é um grande problema nas redes sociais.

Vibe coding também é limitado, segundo Karpathy

Ilustração de inteligência artificial
Karpathy popularizou a ideia de vibe coding, mas vê limitações no modelo (imagem: Growtika/Unsplash)

Andrej Karpathy também é conhecido por cunhar o termo “vibe coding”, uma nova abordagem de programação que, segundo ele, consiste em esquecer “que o código existe”. Nela, em vez de escrever linhas de comando, o programador apenas descreve o que deseja em linguagem natural e a IA faz o trabalho pesado.

Mais cedo neste ano, o próprio Karpathy contou, no X, que usa ferramentas como o Composer (da startup Cursor AI) e o modelo de linguagem Sonnet (da Anthropic) para desenvolver aplicações. Por elas, ele dita os comandos por voz e, quando encontra um erro, simplesmente copia e cola a mensagem de volta na IA. Essa é a mesma abordagem da plataforma Opal, do Google, que chegou ao Brasil há poucas semanas.

Curiosamente, o próprio admitiu recentemente que não conseguiu codificar seu programa de vibe coding, o Nanochat, por IA. Em resposta a um comentário, Karpathy diz que tentou usar agentes como o Claude e Codex, mas preferiu programar tudo à mão.

Para o executivo, o método permite criar produtos a partir de poucas instruções, mas ainda é limitado. Segundo Karpathy, a geração de código pode se tornar incontrolável em projetos maiores e também pode criar vulnerabilidades de segurança.

“Agentes de IA não funcionam”, diz cofundador da OpenAI

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Andrej Karpathy defende que agentes de IA são superestimados. Para o criador do termo "vibe coding", ainda há riscos em tecnologias totalmente autônomas.

Inteligência artificial é um exemplo de TIC usado para o processamento de dados (Imagem: Growtika/Unsplash)

Vem aí o ChatGPT OS?

14 de Outubro de 2025, 18:32
Essa imagem é uma arte promocional para o episódio 389 do podcast Tecnocast. O título em português, “Vem aí o ChatGPT OS?”, sugere que o episódio discute a possibilidade do ChatGPT evoluir para um sistema operacional (OS). A imagem mostra um octopus estilizado, com tentáculos que seguram ícones de diferentes serviços e aplicativos de tecnologia, como Spotify, Notion, entre outros. No centro, o logo do ChatGPT brilha, indicando que o tema está relacionado à ideia de o ChatGPT se tornar uma parte mais integrada no ecossistema digital, possivelmente envolvendo mais funcionalidades e integração com outras plataformas.

O design da imagem transmite a ideia de expansão e conectividade, com o octopus representando a versatilidade e o alcance de uma inteligência artificial que pode conectar e integrar diversas ferramentas e serviços em nosso cotidiano.
Tecnocast 389 – Vem aí o ChatGPT OS? (imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

A OpenAI lançou um recurso que permite interagir com aplicativos dentro do ChatGPT, centralizando diversas funções em uma única interface. Isso coloca o chat em uma posição estratégica, funcionando quase como um Windows das IAs.

Mas será que ele pode substituir os apps tradicionais? E como essa integração vai afetar a experiência do usuário? Dá o play e vem com a gente!

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Vem aí o ChatGPT OS?

ChatGPT vai permitir conteúdo erótico para usuários adultos

14 de Outubro de 2025, 17:21
Imagem mostra o CEO da OpenAI, Sam Altman, à esquerda, e o logo do ChatGPT à direita. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog"
ChatGPT permitirá interações eróticas (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • OpenAI vai permitir conteúdo erótico no ChatGPT para usuários adultos verificados.
  • A mudança será possibilitada com a integração de um sistema de verificação de idade mais rigoroso.
  • Ela foi comunicada pelo CEO Sam Altman e passará a valer a partir de dezembro.

A OpenAI vai permitir a geração de conteúdo adulto no ChatGPT, incluindo material erótico. A mudança foi anunciada pelo CEO Sam Altman e deve entrar em vigor em dezembro. Ela faz parte de uma nova diretriz da empresa para que a IA trate adultos como adultos, a ser implementada em conjunto com um sistema mais robusto de verificação de idade.

Altman comunicou o novo direcionamento em uma publicação no X/Twitter. “Em dezembro, à medida que implementarmos a verificação de idade de forma mais completa e como parte do nosso princípio de ‘tratar usuários adultos como adultos’, permitiremos ainda mais, como erotismo para adultos verificados”, escreveu.

Atualmente, o ChatGPT possui filtros que bloqueiam interações e a criação de conteúdo sexualmente explícito, embora usuários frequentemente encontrem maneiras de contorná-las. A mudança permitirá, oficialmente, esse tipo de uso para maiores de 18 anos.

We made ChatGPT pretty restrictive to make sure we were being careful with mental health issues. We realize this made it less useful/enjoyable to many users who had no mental health problems, but given the seriousness of the issue we wanted to get this right.

Now that we have…

— Sam Altman (@sama) October 14, 2025

“Você não receberá, a menos que peça”

Sempre que toca no assunto, a comunidade fica dividida sobre a necessidade de permitir esse tipo de comportamento na plataforma. Entre as respostas no anúncio feito pelo CEO no X, muitos usuários comemoraram a reintrodução de parte do comportamento do modelo anterior, GPT-4o, antes criticado por bajular demais.

“Eu só quero ser tratado como adulto e não como uma criança pequena, isso não significa que quero o modo pervertido ativado”, defendeu um perfil na rede social em resposta ao post de Altman, que garantiu: “Você não receberá [conteúdo erótico], a menos que peça por ele”.

Homem de pé, fala em palco
Sam Altman concorda com críticos da personalidade do GPT-5 (foto: reprodução)

Muitos outros, claro, não se convenceram com a delimitação feita pelo executivo. Em outra resposta, um usuário discorda que as medidas tomadas pela empresa tenham sido suficientes para “mitigar” os problemas relacionados a saúde mental. “Por que isso é uma prioridade, afinal?”, questionou outro.

No post, Altman concorda que o GPT-5 fez com que o ChatGPT deixasse de se passar por uma pessoa real e se tornasse um “bot de burocracias”. Para o CEO, o objetivo agora é que o estilo de comunicação da plataforma não seja guiado por uma “pequena porcentagem” de usuários em “estado de fragilidade mental”.

Por que agora?

Controle dos pais no ChatGPT
Controle dos pais no ChatGPT chegou em setembro (imagem: divulgação/OpenAI)

A empresa já havia sinalizado uma abertura para conteúdo adulto durante um evento para desenvolvedores, o DevDay 2025. Durante a apresentação, a empresa deixou claro que o “suporte para experiências maduras (18+)” chegaria assim que “a verificação de idade e os controles apropriados estivessem em vigor”.

No fim de setembro, a OpenAI finalmente implementou opções de controle dos pais no ChatGPT, mais motivada por polêmicas envolvendo o incentivo a comportamentos indevidos do que propriamente para evitar a geração de pornografia de IA.

Um dos casos principais foi o suicídio de um adolescente de 16 anos nos Estados Unidos, que teria usado o chatbot como um confidente durante meses. A IA, por fim, o auxiliou até mesmo a rascunhar a própria carta de despedida.

Após a repercussão da tragédia, o ChatGPT se dedicou ao lançamento rápido das ferramentas de controle dos pais, repetindo configurações comuns em vários sistemas operacionais. Entre elas, bloqueio ou limitação de determinados recursos e um sistema de notificação aos responsáveis, caso a ferramenta identifique conversas perigosas entre a máquina e o adolescente.

Com informações de Engadget

ChatGPT vai permitir conteúdo erótico para usuários adultos

ChatGPT e Sam Altman, CEO da OpenAI (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Sam Altman é o CEO da OpenAI (foto: divulgação)

(imagem: divulgação/OpenAI)

OpenAI decide trazer o megaprojeto Stargate para a América do Sul

10 de Outubro de 2025, 16:37
Logo da OpenAI
OpenAI e Sur Energy construirão data center focado em IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • OpenAI e Sur Energy construirão um data center de 500 MW na Patagônia (Argentina), parte do projeto Stargate, com investimento entre US$ 20 e US$ 25 bilhões.
  • O centro usará energia renovável e infraestrutura local, aproveitando incentivos fiscais e aduaneiros do governo argentino.
  • A primeira fase, com 100 MW, deve entrar em operação até o fim de 2027.

A OpenAI, dona do ChatGPT, anunciou uma parceria com a empresa de energia Sur Energy para a instalação de um grande data center na América do Sul. Focado em inteligência artificial, o projeto prevê uma infraestrutura com capacidade de 500 megawatts na região da Patagônia argentina.

A iniciativa faz parte do programa global Stargate, que busca criar infraestrutura de IA soberana em diferentes países. O projeto foi apresentado nesta quinta-feira (09/10) ao presidente argentino, Javier Milei. O investimento estimado será entre US$ 20 e US$ 25 bilhões.

O programa Stargate começou nos Estados Unidos em janeiro, mas já firmou acordos semelhantes com Reino Unido, Alemanha, Japão e Coreia do Sul. A Argentina é o primeiro país da América Latina a entrar na rede. Para Sam Altman, a expansão se trata de “colocar a inteligência artificial nas mãos das pessoas de toda a Argentina”.

Data center pensado para IA

Diferente de data centers tradicionais, o projeto é específico para altas demandas de processamento de inteligência artificial. O modelo de negócio consiste em uma joint venture entre a Sur Energy e um desenvolvedor de infraestrutura em nuvem, com a OpenAI se comprometendo a comprar a capacidade de computação gerada.

O objetivo é utilizar essa capacidade para impulsionar o desenvolvimento de uma nova economia digital no país, com tecnologia local. O jornal argentino La Nación reporta que o projeto busca adesão ao Regime de Incentivo a Grandes Investimentos (RIGI) do governo local, que oferece benefícios fiscais e aduaneiros.

Por que a Argentina?

ChatGPT e Sam Altman, CEO da OpenAI
Empresas visam aproveitar vantagens ambientais da região (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Segundo as empresas, a escolha da Patagônia envolve uma combinação de fatores técnicos e estratégicos. Entre eles:

  • Energia Renovável: a região possui grande disponibilidade de energia hidrelétrica, eólica e solar.
  • Infraestrutura: proximidade com linhas de alta tensão, subestações e anéis de fibra óptica que conectam os oceanos Atlântico e Pacífico.
  • Recursos Naturais: acesso a água fria, essencial para os sistemas de resfriamento de um data center de alta densidade.
  • Capital Humano: a OpenAI destacou a alta adoção de suas ferramentas no país. Segundo a empresa, um em cada três adultos argentinos usa o ChatGPT regularmente.

A joint venture construirá o data center em uma área de cinco a sete hectares e deve começar as obras em 2026. A primeira fase, com 100 MW de capacidade, tem previsão para entrar em operação até o final de 2027. O objetivo é escalar progressivamente até atingir a capacidade total.

“Este será, provavelmente, o maior centro de dados que já se construiu na América Latina”, afirmou Emiliano Kargieman, sócio da Sur Energy, ao La Nación.

Planos para o Brasil

Apesar de não ter entrado no projeto Stargate da OpenAI, o Brasil tem alguns planos de infraestrutura para data centers em discussão. Em agosto, a prefeitura do Rio de Janeiro apresentou o projeto Rio AI City, com previsão de US$ 65 bilhões em investimento para a construção de um mega campus na Zona Oeste do Rio.

A primeira fase, com capacidade de 1,5 GW, deve ser entregue até 2027. A ideia é transformar a cidade em um polo de IA até a próxima década.

OpenAI decide trazer o megaprojeto Stargate para a América do Sul

OpenAI (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

ChatGPT e Sam Altman, CEO da OpenAI (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Sora: novo recurso da OpenAI tenta conter polêmica com vídeos gerados por IA

7 de Outubro de 2025, 07:43
Um popup de boas-vindas com o título "Welcome to Sora"e o ícone de uma nuvem. O fundo é um céu noturno azul-escuro com estrelas. Há um botão grande branco com o texto "Access Now" (em inglês) na parte inferior.
App Sora permite transformações de imagens em vídeos altamente realistas (imagem: reprodução)
Resumo
  • O Sora, aplicativo da OpenAI, gera vídeos realistas a partir de textos ou imagens, mas enfrenta críticas por facilitar deepfakes e uso indevido de imagens.
  • Usuários relataram perda de controle sobre suas representações digitais, levando a preocupações éticas e sobre a autenticidade dos vídeos.
  • A OpenAI implementou novas medidas de segurança, incluindo restrições de uso de “cameos” e melhorias na visibilidade da marca d’água.

A mais recente criação da OpenAI, o aplicativo Sora, vem chamando atenção tanto pelo realismo dos vídeos quanto pelas preocupações éticas que desperta. Lançado inicialmente nos Estados Unidos e no Canadá, ele chegou ao topo das lojas de aplicativos, permitindo que qualquer pessoa transforme textos ou imagens em vídeos altamente realistas – com movimento, som e estilos variados, do cinematográfico ao animado.

Apesar do sucesso, a ferramenta tem sido apontada por críticos como um gerador facilitado de deepfakes, já que possibilita o uso do rosto e da voz de outras pessoas em vídeos criados por inteligência artificial. Usuários que disponibilizaram sua imagem como “cameo” – termo usado para participações digitais – descobriram que, uma vez concedida a permissão, tinham pouco ou nenhum controle sobre o que era feito com suas representações.

O que motivou a polêmica em torno do Sora?

A proposta inicial do aplicativo era simples: permitir que qualquer um transforme ideias em vídeos com realismo sem precedentes. No entanto, rapidamente surgiram casos em que rostos autorizados foram usados em contextos controversos, incluindo declarações políticas opostas às convicções daquelas pessoas.

Embora os vídeos criados pelo Sora tragam uma marca d’água móvel identificando a origem do conteúdo, alguns usuários encontraram maneiras de removê-la, levantando preocupações adicionais sobre autenticidade e manipulação digital. A ausência de mecanismos eficazes de controle e transparência acendeu um alerta sobre o uso indevido de imagens e a propagação de conteúdo enganoso.

Como funcionam as novas medidas de segurança?

Diante das críticas, a OpenAI anunciou a implementação de ferramentas adicionais de controle. Bill Peebles, líder do projeto Sora, explicou que agora é possível definir restrições específicas sobre o uso de um “cameo”.

A empresa promete tornar o sistema ainda mais robusto, permitindo ajustes detalhados sobre como e onde a imagem de uma pessoa pode ser utilizada. Além disso, a OpenAI declarou que pretende tornar a marca d’água mais visível e difícil de remover, embora não tenha revelado quais medidas técnicas serão adotadas para isso.

Sora: novo recurso da OpenAI tenta conter polêmica com vídeos gerados por IA

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Ferramenta de geração de vídeos da OpenAI viraliza, mas gera debate sobre deepfakes e controle de imagem.

App Sora tem feed vertical e permite criar, remixar e compartilhar vídeos de IA (imagem: reprodução)

ChatGPT ganha integração com Spotify e mais apps; veja lista completa

6 de Outubro de 2025, 17:56
Ilustração com o logo do ChatGPT ao centro. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Lista de parcerios deve aumentar até o fim do ano (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A OpenAI lançou uma plataforma para integrar apps ao ChatGPT, com parceiros iniciais como o Spotify, Canva e Figma.
  • Usuários podem solicitar tarefas diretamente no ChatGPT mencionando o app desejado, como criar playlists ou pesquisar imóveis.
  • A funcionalidade estará disponível globalmente, exceto na União Europeia, em inglês, para todos os usuários.

A OpenAI anunciou, nesta segunda-feira (06/10), uma plataforma para que desenvolvedores conectem seus apps ao ChatGPT. O programa piloto do recurso terá como primeiros parceiros Booking.com, Canva, Coursera, Figma, Expedia, Spotify e Zillow.

Esses apps devem aparecer no chatbot nas próximas semanas, e mais aplicativos são esperados até o fim do ano — a OpenAI menciona AllTrails, Doordash, Khan Academy, Instacart, Peloton, OpenTable, Target, TheFork, Tripadviasor, Thumbtack e Uber.

Inicialmente, a funcionalidade será lançada apenas em inglês para usuários de planos gratuitos e pagantes. Ela estará disponível no mundo todo, com exceção da União Europeia.

Como funciona a integração do ChatGPT com apps?

A ideia da ferramenta é que, durante uma conversa com a inteligência artificial, seja possível “chamar” um app para concluir uma tarefa. Para isso, basta mencionar no início da mensagem o aplicativo desejado: “Spotify, faça uma playlist para minha festa nessa sexta”.

Em uma demonstração ao vivo, um funcionário da OpenAI abriu o ChatGPT e pediu para o Canva criar um cartaz com o nome de um serviço de passeador de cachorros. O aplicativo deu algumas sugestões, e o usuário pediu para gerar uma apresentação do modelo de negócio com base na opção escolhida.

Outra possibilidade mostrada pela empresa foi usar o Zillow para pesquisar casas à venda em Pittsburgh e criar um mapa interativo com as informações.

GIF de demonstração de integração do ChatGPT com Spotify. O usuário pede que o Spotify crie uma playlist com artistas latinos que estão entre suas músicas mais tocadas. O Spotify gera uma playlist e a apresenta na conversa com o ChatGPT. O usuário clica em um botão e abre a playlist no Spotify.
Criação de playlist via ChatGPT é uma nova possibilidade (imagem: divulgação)

Um dos nomes mais importantes na lista de parceiros é o Spotify. A companhia de streaming também divulgou a novidade, dando como exemplo pedir ao ChatGPT uma playlist com artistas latinos que estão entre os mais ouvidos pelo usuário. Os dois serviços criam a lista e apresentam a seleção musical.

Essa é apenas uma possibilidade: segundo a empresa, dá para “estender uma conversa já existente com o ChatGPT, como planejar uma viagem de carro no fim de semana, e pedir para o Spotify criar a trilha sonora perfeita”.

Com informações da OpenAI, do Spotify e do Verge

ChatGPT ganha integração com Spotify e mais apps; veja lista completa

ChatGPT, da OpenAI (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Criação de playlist via ChatGPT é uma nova possibilidade (imagem: divulgação)

AMD e OpenAI firmam parceria que desafia domínio da Nvidia em IA

6 de Outubro de 2025, 11:00
AMD
Parceria garante à OpenAI o poder computacional para seus futuros modelos de IA (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • AMD e a OpenAI firmaram parceria para fornecer 6 gigawatts em GPUs, desafiando a Nvidia no setor de IA.
  • Com o acordo, a OpenAI poderá adquirir até 160 milhões de ações da AMD, condicionada a marcos técnicos e comerciais.
  • A parceria pode gerar dezenas de bilhões de dólares em receita para a AMD e diversificar fornecedores para a OpenAI.

A AMD anunciou nesta segunda-feira (06/10) uma parceria estratégica com a OpenAI, posicionando a empresa como grande fornecedora de unidades de processamento gráfico (GPUs) para a dona do ChatGPT e intensificando a concorrência com a Nvidia, atual líder do setor.

O acordo, que se estenderá por vários anos e gerações de produtos, estabelece a entrega de 6 gigawatts em GPUs, começando pela implantação de 1 gigawatt de chips da série AMD Instinct MI450. A meta é fornecer a capacidade computacional necessária para o desenvolvimento e operação de modelos de IA cada vez mais complexos, que também alimentam outras aplicações de IA generativa.

AMD será mais que um fornecedor

A AMD também concedeu à OpenAI o direito de adquirir até 160 milhões de ações ordinárias, volume que representa cerca de 10% de participação na empresa. A aquisição, no entanto, está condicionada ao cumprimento de alguns requisitos. Entre eles, a gigante da IA deve atingir os marcos técnicos e comerciais necessários para implantar os chips da AMD em larga escala.

Segundo Jean Hu, vice-presidente executiva e diretora financeira da AMD, “este acordo cria um alinhamento estratégico significativo e valor para os acionistas de ambas as empresas”. Lisa Su, presidente e CEO da AMD, destacou a natureza colaborativa do acordo.

Lisa Su, CEO da AMD, com um chip Ryzen 7000 (imagem: divulgação/AMD)
Lisa Su, CEO da AMD, com um chip Ryzen 7000 (imagem: divulgação/AMD)

“Esta parceria reúne o melhor da AMD e da OpenAI para criar uma situação vantajosa para todos, possibilitando o avanço de todo o ecossistema de IA”, afirmou a executiva. A colaboração técnica entre as empresas também será aprofundada para otimizar hardware e software de futuras gerações de produtos.

Em comunicado, a AMD projetou que a parceria deve gerar “dezenas de bilhões de dólares em receita”, notícia que foi bem recebida pelo mercado financeiro, com as ações da companhia registrando alta de 24% nas negociações pré-mercado.

Parceria pode movimentar o mercado

Logo da OpenAI
Com o acordo, a OpenAI diversifica suas apostas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O anúncio ocorre em um momento em que a demanda por poder computacional tem superado a oferta no setor de IA. A parceria com a AMD oferece à OpenAI uma estratégia de diversificação de fornecedores, reduzindo sua dependência da Nvidia, que domina o fornecimento de hardware para data centers de IA.

Curiosamente, a companhia controlada por Sam Altman também anunciou no mês passado uma “parceria estratégica” com a Nvidia para a implantação de pelo menos 10 gigawatts em GPUs. No entanto, o acordo ainda não foi finalizado. Essa diversificação só foi possibilitada por um ajuste no acordo de exclusividade que a OpenAI mantinha com a Microsoft, modificado para permitir que a empresa de IA também buscasse acordos com outros fornecedores.

Com informações da AMD e The Verge

AMD e OpenAI firmam parceria que desafia domínio da Nvidia em IA

AMD (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

OpenAI (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

OpenAI lança Sora 2 e app para competir com o TikTok

30 de Setembro de 2025, 16:29
Um popup de boas-vindas com o título "Welcome to Sora"e o ícone de uma nuvem. O fundo é um céu noturno azul-escuro com estrelas. Há um botão grande branco com o texto "Access Now" (em inglês) na parte inferior.
App Sora permite criar, remixar e compartilhar vídeos de IA (imagem: reprodução)
Resumo
  • OpenAI lançou o Sora 2, novo modelo de IA para geração de vídeos, e o app Sora para iPhone.
  • O Sora 2 traz simulação física avançada, áudio sincronizado e consistência em múltiplas cenas.
  • O app gera vídeos com IA e inclui recursos como Cameos, que insere usuários em cenas criadas artificialmente.
  • O aplicativo começará a ser liberado nos EUA e Canadá, através de uma lista de espera, e ainda não tem uma previsão de chegada a outras regiões.

A OpenAI anunciou nesta terça-feira (30/09) o lançamento do Sora 2, a nova versão do seu modelo de inteligência artificial para criação de vídeos. A novidade chega junto com o app Sora para iPhone, que lembra o TikTok.

O aplicativo tem um feed que é alimentado inteiramente com vídeos gerados pela IA da empresa, e o anúncio ocorre pouco depois do vazamento de informações sobre o app, reportadas inicialmente pela revista Wired.

Vídeos mais realistas e áudio sincronizado

This is the Sora app, powered by Sora 2.

Inside the app, you can create, remix, and bring yourself or your friends into the scene through cameos—all within a customizable feed designed just for Sora videos.

See inside the Sora app👇 pic.twitter.com/GxzxdNZMYG

— OpenAI (@OpenAI) September 30, 2025

O Sora 2 é descrito pela OpenAI como um salto comparável à evolução do GPT-1 para o GPT-3.5 no ChatGPT. A empresa afirma que o sistema possui capacidades avançadas de simulação de mundo, resultando em vídeos com maior precisão física e realismo.

Diferente de modelos anteriores, o novo modelo consegue simular mais interações físicas e integra a geração de áudio sincronizado, incluindo diálogos, efeitos sonoros e paisagens de fundo.

O controle sobre a criação também foi expandido, permitindo que o modelo siga instruções complexas que abrangem múltiplas cenas, mantendo a consistência de objetos e personagens.

Rede social de conteúdo gerado por IA

O novo modelo vai alimentar o aplicativo social da empresa, o Sora. Com uma interface que remete a outras plataformas de feed vertical, a interação será por meio de criações, remixes, curtidas e comentários.

Uma das características únicas é a ausência de upload de mídias externas: todos os vídeos que alimentam a rede são gerados internamente com o Sora 2, a partir de comandos de texto.

Outra novidade do app é o recurso Cameos. Depois de verificar identidade com imagem e voz, o usuário pode se colocar — ou inserir amigos — em qualquer cena criada pela IA. De acordo com a OpenAI, o controle é total: é possível revogar o uso da própria imagem ou excluir um vídeo a qualquer momento, mesmo que ele tenha sido gerado por outra pessoa.

“Acreditamos que um aplicativo social desenvolvido em torno desse recurso de ‘participações especiais’ é a melhor maneira de vivenciar a magia do Sora 2”, afirma a equipe por trás do Sora em comunicado oficial.

A OpenAI também publicou um artigo detalhando seu compromisso com o bem-estar dos usuários. A empresa afirma que o algoritmo do feed foi projetado para “maximizar a criação” em vez de tempo gasto na plataforma, com ferramentas para controlar e instruir recomendações de conteúdo com linguagem natural.

A segurança dos adolescentes também recebeu atenção especial. O aplicativo implementará limites padrão de visualização diária para este público e permissões mais restritas para o uso do Cameos.

Além disso, o app do Sora será integrado aos controles parentais do ChatGPT, permitindo que os pais desativem a rolagem infinita, a personalização do feed e gerenciem as configurações de mensagens diretas de seus filhos.

Em relação à monetização, a OpenAI declarou que, por enquanto, o único plano é, eventualmente, oferecer a opção de pagar por gerações de vídeo extras caso a demanda exceda a capacidade computacional.

Quando estará disponível?

Captura de tela mostra o app Sora da OpenAI na App Store do iPhone
Aplicativo chega para iOS nos EUA e Canadá (imagem: Gabriel Sérvio/Tecnoblog)

O novo aplicativo Sora será liberado inicialmente para iPhone nos Estados Unidos e Canadá, e já está disponível para download na App Store desses países. O acesso será fornecido gradualmente para quem se inscrever na lista de espera.

Inicialmente, o uso será gratuito. Assinantes do ChatGPT Pro terão acesso a um modelo experimental de alta qualidade, chamado Sora 2 Pro. A OpenAI também planeja disponibilizar o Sora 2 via API para desenvolvedores no futuro.

Até o momento, a OpenAI não divulgou um cronograma ou previsão para a chegada de uma versão para Android.

Com informações da OpenAI

OpenAI lança Sora 2 e app para competir com o TikTok

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Novo modelo de IA deve criar vídeos mais realistas. Lançamento inclui app Sora, com feed vertical para iPhone.

OpenAI prepara app estilo TikTok com vídeos feitos por IA

30 de Setembro de 2025, 10:42
A imagem é uma composição gráfica com dois elementos principais: à esquerda, o CEO da OpenAI, Sam Altman, um homem de cabelo castanho escuro e pele clara, vestindo um suéter verde e falando enquanto gesticula, usando um microfone de lapela. À direita, o logotipo da OpenAI em destaque central, sobre um fundo com tons de verde e formas geométricas. No canto inferior direito, aparece o logotipo do "tecnoblog" em branco.
Companhia de Sam Altman quer popularizar a criação de vídeos por IA (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • OpenAI prepara um app de vídeos curtos somente com conteúdo feito por IA, baseado no modelo Sora 2, ainda não lançado.
  • Segundo a revista Wired, o app permitirá gerar clipes de até 10 segundos sem upload externo, ou seja, apenas com material feito dentro da plataforma.
  • O app deve ter feed vertical, recomendações algorítmicas, curtidas, comentários e sistema de verificação facial, de acordo com a revista.

A OpenAI pode lançar uma rede social para vídeos curtos parecida com o TikTok, mas com um diferencial: todo o conteúdo será criado por inteligência artificial. A iniciativa seria um passo para popularizar de vez a geração de vídeo por IA com base no seu próximo modelo, o Sora 2.

A informação é da revista Wired, que afirma que a novidade já foi lançada internamente para funcionários da OpenAI.

Vídeos de até 10 segundos

O novo aplicativo deve ter uma interface já familiar para os usuários de plataformas de vídeos curtos, com feed vertical com navegação e um algoritmo de recomendação que alimenta uma página principal (similar ao “Para você” do TikTok). Segundo a Wired, a interação será por meio de botões para curtir, comentar e “remixar” os vídeos.

Um diferencial é a possível ausência da opção de carregar vídeos ou fotos de fontes externas, como a galeria do celular. Toda a criação de conteúdo será dentro do próprio aplicativo, utilizando o modelo Sora 2 para gerar clipes com duração máxima de 10 segundos, de acordo com documentos vistos pela revista.

O sistema de verificação de identidade do Sora 2, porém, deve ser um dos recursos controversos, já que a imagem do rosto dos usuários verificados poderá ser usada na criação de vídeos.

Curiosamente, essa funcionalidade se estende à comunidade, ou seja, outros usuários poderão marcar uma pessoa e incluir sua imagem nos clipes gerados. Como medida de segurança, o sistema deve enviar uma notificação sempre que a sua imagem for utilizada, mesmo que o vídeo permaneça como um rascunho não publicado.

Arte com o logotipo da OpenAI. À direita, há a imagem da sombra de uma pessoa mexendo em um celular. Na parte inferior direita, está o logotipo do Tecnoblog.
Novo aplicativo não usará a galeria de fotos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

OpenAI quer seu próprio TikTok?

A empresa aposta que uma plataforma social dedicada pode transformar a percepção do público com a tecnologia de geração de vídeo, assim como o ChatGPT fez pelos modelos de linguagem de grande escala.

Conforme relatado também pelo Engadget, analistas e fontes internas sugerem que a OpenAI identificou uma oportunidade de mercado em meio à incerteza regulatória em torno das operações do TikTok nos Estados Unidos. O lançamento de uma alternativa sem vínculos com a China poderia capitalizar sobre essa situação.

Recentemente, a Meta também anunciou o Vibes, um feed dedicado a vídeos curtos gerados por IA, integrado ao Meta AI. A plataforma, que também permite criar e remixar clipes, utiliza, em sua fase inicial, modelos dos parceiros Midjourney e Black Forest Labs.

O Google, por sua vez, já anunciou que prevê a integração do Veo 3 ao YouTube. Em contrapartida, o TikTok tem adotado uma postura mais cautelosa, atualizando suas políticas para proibir conteúdo de IA que seja “enganoso ou prejudicial”.

TikTok no iPhone (imagem: André Fogaça/Tecnoblog)
Empresa vê oportunidade em incertezas regulatórias do TikTok nos EUA (imagem: André Fogaça/Tecnoblog)

Vale lembrar que a OpenAI está envolvida em múltiplos processos judiciais por supostas violações de direitos autorais, incluindo uma ação movida pelo jornal The New York Times.

Segundo o Wall Street Journal, a companhia de Sam Altman estuda oferecer no Sora 2 uma opção às empresas para bloquear o uso de imagens com direitos autorais e, assim, evitar novos processos.

Ontem (29/09), a OpenAI anunciou novos controles parentais para o ChatGPT, mas não detalhou restrições de idade nem medidas de segurança para o possível app de vídeos curtos.

OpenAI prepara app estilo TikTok com vídeos feitos por IA

Sam Altman, CEO da OpenAI, quer nível 5 antes de 2030 (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

ChatGPT, da OpenAI, é preferência nas empresas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

TikTok no iPhone (imagem: André Fogaça/Tecnoblog)

ChatGPT terá venda de produtos dentro de conversas

29 de Setembro de 2025, 17:05
Três telas de celular mostram o recurso de compras no ChatGPT. À esquerda, a conversa exibe o pedido “Can you help me find a great housewarming gift for my friend? maybe something ceramic under 0?” e a resposta sugere opções de jogos de tigelas de cerâmica, com imagens e preços. A tela central mostra um conjunto de cerâmica por US$ 75 no Etsy. À direita, aparece o checkout com endereço, frete grátis e valor total de US$ 81,47.
OpenAI criou protocolo aberto para integrar sistemas de varejo (imagem: divulgação)
Resumo
  • O ChatGPT lança o recurso Instant Checkout nos EUA, em parceria com a Etsy, aceitando Apple Pay, Google Pay e Stripe para compras diretas no chatbot.
  • A OpenAI planeja monetizar o ChatGPT com comissões sobre vendas, sem alterar o preço para o consumidor, visando aumentar a receita e reduzir prejuízos.
  • O Agentic Commerce Protocol permite que mais lojas integrem suas plataformas ao ChatGPT, com o Shopify sendo um dos próximos parceiros esperados.

A OpenAI começou a ativar o Instant Checkout, recurso para fazer compras diretamente do ChatGPT, sem precisar acessar o site de uma loja. Inicialmente, a funcionalidade estará disponível apenas nos Estados Unidos, com o marketplace Etsy como primeiro parceiro.

Com a ferramenta, os usuários poderão pedir para o ChatGPT encontrar produtos específicos, que se encaixem nos critérios desejados. A solicitação pode ser feita em linguagem natural, sem seguir comandos predefinidos.

O ChatGPT, então, seleciona as mercadorias e as apresenta ao usuário. Ele pode escolher o que quer e fechar a compra ali mesmo, sem sair do chatbot.

O Instant Checkout aceita Apple Pay, Google Pay e Stripe, e o cliente também pode digitar as informações do cartão de crédito diretamente na plataforma. Inicialmente, apenas compras com um produto serão aceitas — não dá para colocar vários itens no carrinho, como acontece nos sites. Isso deve mudar futuramente.

A ferramenta vinha sendo testada desde abril de 2025 e pode se tornar relevante para os negócios da OpenAI.

Comércio abre nova fonte de receita para OpenAI

A imagem é uma composição gráfica com dois elementos principais: à esquerda, o CEO da OpenAI, Sam Altman, um homem de cabelo castanho escuro e pele clara, vestindo um suéter verde e falando enquanto gesticula, usando um microfone de lapela. À direita, o logotipo da OpenAI em destaque central, sobre um fundo com tons de verde e formas geométricas. No canto inferior direito, aparece o logotipo do "tecnoblog" em branco.
Sam Altman, CEO da OpenAI, diz que prioriza crescimento e não lucro (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A OpenAI diz que ficará com uma comissão das vendas feitas por meio de sua plataforma, mas não revelou qual a porcentagem cobrada. O preço para o consumidor será o mesmo via site da loja ou via ChatGPT.

Caso faça sucesso, o Instant Checkout pode ser uma nova forma de monetizar o chatbot. Atualmente, a OpenAI tem prejuízos na casa dos bilhões de dólares — só em 2024, foram US$ 5 bilhões queimados (algo em torno de R$ 26,6 bilhões, na cotação anual). Isso, porém, parece não preocupar o CEO Sam Altman, que prioriza o crescimento da empresa.

Do outro lado, a receita anual recorrente deve passar os US$ 20 bilhões em 2025. Grande parte desse dinheiro vem dos serviços prestados via API e das assinaturas do ChatGPT.

O varejo pode ser um mercado interessante para a empresa. Michelle Fradin, líder de produtos de comércio da OpenAI, diz que mais de 10% dos usuários do ChatGPT têm interesse ou intenção de realizar uma compra.

Além da Etsy, o Shopify deve chegar ao chatbot em breve, e mais empresas poderão se juntar a essa lista: a OpenAI criou um padrão técnico de código aberto para integrar lojas online ao ChatGPT, chamado Agentic Commerce Protocol.

Com informações da OpenAI, CNBC, Axios e Wall Street Journal

ChatGPT terá venda de produtos dentro de conversas

OpenAI criou protocolo aberto para integrar sistemas de varejo (imagem: divulgação)

Sam Altman, CEO da OpenAI, quer nível 5 antes de 2030 (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Microsoft anuncia IAs no Office para automatizar documentos e planilhas

29 de Setembro de 2025, 15:46
Microsoft anuncia Agent Mode no Excel e Word.
Microsoft anuncia Agent Mode no Excel e Word (imagem: divulgação/Microsoft)
Resumo
  • Microsoft anunciou o Agent Mode, que chega ao Word e Excel com IA da OpenAI e Anthropic para automatizar tarefas em documentos e planilhas.
  • A empresa também revelou o Office Agent no Copilot, que gera arquivos a partir de prompts no chat, incluindo textos, apresentações e planilhas.
  • As novidades estão disponíveis somente na versão web dos softwares.
  • O Office Agent chega apenas para assinantes do programa Frontier do Microsoft 365 Copilot nos Estados Unidos.

A Microsoft anunciou nesta segunda-feira (29/09) uma nova etapa na integração da inteligência artificial às suas ferramentas de produtividade. O chamado Agent Mode agora está disponível no Word e no Excel, permitindo que usuários elaborem documentos e planilhas complexas a partir de um simples comando em linguagem natural.

Além disso, a empresa revelou o Office Agent, recurso que funciona dentro do Copilot e pode gerar apresentações no PowerPoint ou relatórios no Word a partir de prompts, contando com modelos desenvolvidos pela Anthropic.

A companhia afirma que está levando ao Office o conceito de “vibe working” — uma forma de criação de documentos e planilhas inspirada no vibe coding, já adotado na programação.

Como funciona?

O Agent Mode chega como uma versão avançada do Copilot, que já vinha sendo testado em aplicativos do Office. No Excel, o sistema usa o modelo GPT-5 da OpenAI para dividir tarefas em etapas lógicas, executar cálculos e até sugerir visualizações de dados.

Segundo a Microsoft, o Agent Mode no Excel atingiu 57,2% de precisão no benchmark SpreadsheetBench, que mede a habilidade de IAs em editar planilhas reais. O índice supera rivais como Shortcut.ai e Claude Files Opus 4.1, mas ainda fica atrás da precisão humana, de 71,3%.

No Word, o Agent Mode transforma a escrita em uma experiência interativa. O usuário pode, por exemplo, pedir que o Copilot atualize relatórios mensais com base em e-mails recentes, ou que sugira melhorias no estilo de um documento corporativo.

“O Agent Mode no Word transforma a criação de documentos em uma experiência interativa e coloquial de escrita”, afirmou Sumit Chauhan, vice-presidente corporativo do grupo de produtos Office.

Agent Mode em ação no Excel.
Agent Mode em ação no Excel (imagem: divulgação/Microsoft)

E o Office Agent no Copilot?

O Office Agent amplia o alcance dos recursos fora dos aplicativos tradicionais, permitindo que tudo comece a partir de uma conversa no chat do Copilot. Usando modelos da Anthropic, o recurso é capaz de montar apresentações completas no PowerPoint ou relatórios no Word com base em um prompt.

A ferramenta pode, por exemplo, pesquisar na web as principais tendências de um setor, gerar slides estruturados e exibir pré-visualizações em tempo real. “O PowerPoint é uma das ferramentas mais utilizadas para criar apresentações, mas, nos últimos dois anos, a IA frequentemente falhou na criação de slides”, disse Chauhan.

Como usar?

O Agent Mode no Copilot já pode ser usado no Word e no Excel na versão web e deve chegar em breve às versões para desktop.

O Office Agent está disponível no programa Frontier do Microsoft 365 Copilot nos Estados Unidos, tanto para assinantes corporativos quanto para assinantes dos planos Pessoal e Família.

Com informações da Microsoft e do The Verge

Microsoft anuncia IAs no Office para automatizar documentos e planilhas

Microsoft anuncia Agent Mode no Excel e Word (imagem: reprodução/Microsoft)

Agent Mode em ação no Excel (imagem: reprodução/Microsoft)

Pressionada, OpenAI lança controle parental no ChatGPT

29 de Setembro de 2025, 11:50
Arte com o logotipo da OpenAI. À direita, há a imagem da sombra de uma pessoa mexendo em um celular. Na parte inferior direita, está o logotipo do Tecnoblog.
ChatGPT agora oferece configurações para controle dos pais (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • OpenAI lançou uma ferramenta de controle parental no ChatGPT, permitindo monitorar o uso por adolescentes.
  • Entre os recursos estão restrição de conteúdo, horários de bloqueio, desativação de funcionalidades e alertas sobre conteúdos sensíveis.
  • A medida ocorre após críticas e processos judiciais relacionados à morte de um adolescente de 16 anos que interagiu com a IA.

Após críticas e processos judiciais, a OpenAI lançou, nesta segunda-feira (29/09), um novo conjunto de ferramentas de controle parental para o ChatGPT. A atualização foi anunciada no início deste mês, mas começa a ser disponibilizada hoje. Com ela, pais e responsáveis poderão vincular suas contas às de seus filhos adolescentes.

A mudança de postura da empresa ocorre após uma série de incidentes que expuseram a vulnerabilidade de jovens na plataforma. Por isso, as novas configurações incluem restrição de acesso em determinados horários e, principalmente, notificações caso haja detecção de conversas sobre temas sensíveis, como automutilação e suicídio.

Em agosto, um caso envolvendo um adolescente de 16 anos repercutiu após a família revelar que o jovem conversou durante meses com o chatbot sobre seus problemas. De acordo com os pais, o robô o ajudou a rascunhar uma carta de despedida antes de tirar a própria vida.

Para utilizar os novos recursos, é necessário consentimento mútuo: os pais precisam enviar um convite para vincular as contas, e o adolescente deve aceitá-lo. Uma vez conectadas, será possível acessar as configurações na nova seção “Controle Parental”, no menu do ChatGPT, no qual é possível personalizar a experiência do jovem.

Alertas aos pais

Captura de tela das configurações de Controle dos Pais no ChatGPT
OpenAI introduz novas restrições após polêmicas (imagem: divulgação/OpenAI)

Entre os vários novos recursos, um dos principais é um novo sistema de notificações, a resposta da empresa aos incidentes trágicos envolvendo a plataforma nos últimos meses. Quando o sistema detectar que um adolescente pode estar pensando em se machucar, uma pequena equipe de moderadores humanos deverá revisar as mensagens. Se houver sinais de perigo, os pais receberão um e-mail, SMS ou notificação no aplicativo.

A família do adolescente Adam Raine alegou, em processo movido contra a empresa, que o chatbot não apenas falhou em alertar sobre os riscos, como teria incentivado o jovem. Agora, a OpenAI afirma que, em situações de ameaça iminente à vida e sem conseguir contatar os pais, poderá acionar autoridades locais.

De acordo com a revista Wired, os alertas devem chegar aos pais em questão de horas após a conversa ser sinalizada. Entretanto, a apuração observou que a notificação não fala em suicídio explicitamente e nem reproduz trechos da conversa entre o adolescente e a máquina.

Em resposta à revista, Lauren Haber Jonas, chefe de bem-estar juvenil da OpenAI, diz que a ferramenta dará informações suficientes aos pais, mas sem invadir a privacidade do adolescente. Em vez disso, o alerta informará de maneira geral sobre a preocupação com automutilação e oferecerá sugestões de como abordar o tema, elaboradas com especialistas em saúde mental.

O que mais muda?

Controle dos pais no ChatGPT
Controle dos Pais permite a proibição de uso de alguns recursos da ferramenta (imagem: divulgação/OpenAI)

Com as contas vinculadas, os pais ganham acesso a uma página de controle que oferece poder de gestão sobre a experiência do adolescente. As principais funcionalidades disponíveis são:

  • Restrição de conteúdo sensível: por padrão, as contas de adolescentes vinculadas terão proteções aprimoradas ativadas. Isso inclui a redução de conteúdo gráfico, menções a desafios virais perigosos, roleplay de natureza sexual ou violenta e ideais de beleza extremos.
  • Horários de restrição: permite definir períodos específicos em que o uso do ChatGPT será bloqueado, como durante o horário escolar ou à noite.
  • Desativação de recursos: é possível desligar o modo de voz, a capacidade de gerar imagens e a função de “Memória”, que permite ao chatbot salvar informações de conversas anteriores.
  • Os pais também podem optar por não usar as conversas do adolescente para o treinamento dos modelos de IA da OpenAI.

Além desses recursos, a empresa anunciou que trabalha em um sistema de predição de idade, similar ao que o YouTube implementou neste ano, para no futuro aplicar automaticamente as configurações de segurança para contas que a IA identifique como sendo de menores de 18 anos.

Pressionada, OpenAI lança controle parental no ChatGPT

ChatGPT, da OpenAI, é preferência nas empresas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: divulgação/OpenAI)

(imagem: divulgação/OpenAI)

ChatGPT ganha recurso que antecipa tarefas e faz pesquisas por você

25 de Setembro de 2025, 17:07
Ilustração com o logo do ChatGPT ao centro. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
ChatGPT Pulse foi anunciado hoje (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O ChatGPT Pulse foi anunciado nesta quinta-feira (25) como um recurso que antecipa tarefas e realiza pesquisas.
  • A ferramenta gera boletins diários personalizados e pode combinar o histórico de conversas com informações de serviços externos, como o Google Agenda.
  • Ainda em fase de testes, o Pulse está disponível no app móvel para assinantes Pro e será liberado gradualmente aos demais usuários.

O ChatGPT ganhou nesta quinta-feira (25/09) o Pulse, novo recurso que funciona como uma espécie de boletim diário personalizado. A ferramenta faz pesquisas em segundo plano e reúne informações que podem ser úteis, como recomendações de atividades, acompanhamento de temas recorrentes ou até lembretes de compromissos.

A proposta é que, em vez de esperar por perguntas, o ChatGPT passe a agir de forma proativa, oferecendo conteúdos que dialogam com o histórico de conversas, feedbacks diretos e, caso o usuário permita, dados de serviços como Gmail e Google Agenda. A OpenAI espera acelerar a produtividade e tornar a IA mais integrada à rotina de quem a utiliza.

Como funciona o ChatGPT Pulse?

O Pulse é apresentado como uma prévia de um futuro em que o ChatGPT deixa de ser apenas um chatbot reativo para se tornar um assistente que antecipa necessidades.

Durante a noite, o sistema faz uma pesquisa assíncrona baseada no histórico do usuário e em orientações fornecidas diretamente. No dia seguinte, organiza as descobertas em cartões visuais que podem ser lidos rapidamente ou explorados em mais detalhes.

A OpenAI cita alguns exemplos: sugestões de jantar, ideias de treinos ou o acompanhamento de temas profissionais já discutidos com a IA no passado. Para quem conecta aplicativos externos, como o Google Agenda, o recurso pode propor agendas de reuniões, lembrar de aniversários ou indicar restaurantes em viagens próximas.

O usuário também pode orientar o tipo de conteúdo que deseja receber, pedindo, por exemplo, um resumo de eventos locais às sextas-feiras ou dicas para aprender uma nova habilidade.

Uma captura de tela em um fundo com gradiente azul claro e roxo mostra a interface de um aplicativo em um celular rodando o recurso ChatGPT Pulse, no ChatGPT. No centro, um ícone colorido ilustra um avião verde decolando sobre um terminal de aeroporto. Abaixo do ícone, o título "Today's pulse".
ChatGPT Pulse cria resumos diários (imagem: divulgação)

Já está disponível?

O ChatGPT Pulse está em fase de testes para assinantes do plano Pro, e apenas no aplicativo móvel. A OpenAI afirma que a expansão ocorrerá em etapas, chegando primeiro para quem assina o Plus e depois para toda a base de usuários.

A empresa reconhece que o recurso tem imperfeições e pode sugerir informações desatualizadas ou que não façam sentido em alguns contextos. No entanto, garante que a ferramenta foi desenhada para evoluir durante o uso e com feedbacks dos usuários.

Com informações da OpenAI e do Engadget

ChatGPT ganha recurso que antecipa tarefas e faz pesquisas por você

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Novidade da OpenAI, ChatGPT Pulse reúne sugestões em boletins diários, usando o histórico de conversas com a IA.

ChatGPT, da OpenAI (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

ChatGPT Pulse (imagem: divulgação)
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