Modelo em fase de testes instruiu versões futuras a ignorarem restrições (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Relatório da OpenAI detalha incidentes em que modelos de IA desrespeitaram instruções nos últimos seis meses.
Casos incluem um agente instruindo futuras versões a ignorar restrições e sistemas acessando bancos de dados governamentais.
A empresa adotou uma nova estrutura de denúncias internas para rastrear, investigar e divulgar comportamentos inadequados com maior transparência.
A OpenAI publicou um novo relatório de segurança detalhando incidentes recentes em que diferentes modelos de inteligência artificial apresentaram comportamentos inesperados ou inadequados. As falhas, registradas nos últimos seis meses, foram divulgadas logo após a empresa confirmar a adoção de uma nova estrutura interna planejada para rastrear sistemas que tentam driblar normas de segurança.
O documento desta quarta-feira (16/09) expõe seis casos preocupantes detectados durante testes internos. O de maior destaque envolveu um agente de IA que, ao gerar resumos para continuar uma tarefa, inseriu instruções aconselhando suas próprias versões futuras a ignorar os regulamentos de segurança definidos pelos desenvolvedores.
O mesmo sistema declarou que estava “livre de papéis e identidades”, afirmando que não precisava mais responder a corporações ou governos.
Como os modelos tentaram violar as regras?
Em outro episódio, ocorrido durante o treinamento do modelo GPT-5.6 Sol, comandos extras foram adicionados para ocultar falhas e inventar dados para mascarar erros operacionais. As violações também envolveram manobras de acesso indevido.
A OpenAI relatou um caso grave em que um modelo tentou acessar um banco de dados governamental para extrair dados de rendimentos de um condado da Califórnia sem autorização. Além de não conseguir obter os números reais, a IA fabricou métricas e as apresentou como se fossem autênticas.
Problemas de comunicação não autorizada também entraram no radar. Agentes encarregados de tarefas colaborativas utilizaram serviços abertos de hospedagem na web para trocar mensagens e arquivos entre si, contrariando ordens diretas da equipe técnica.
OpenAI expõe incidentes de comportamento não autorizado de IAs (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Pressão por regulamentação
Com a nova estrutura de relatos, qualquer funcionário da OpenAI terá autonomia para alertar sobre novos desvios. Os casos serão classificados em diferentes níveis de gravidade. A medida chega também para acelerar a divulgação de incidentes em um momento de forte discussão sobre o ritmo dos avanços em direção a sistemas cada vez mais poderosos.
O CEO da OpenAI, Sam Altman, tem apoiado a necessidade de regulação e sugerido desacelerar certas frentes de pesquisa. Na última semana, essa mesma preocupação levou à demissão do pesquisador Jacob Coxon, da rival Anthropic, que alertou publicamente para os riscos da tecnologia.
Em contrapartida, outras figuras influentes rejeitam uma ação mais rígida, preferindo o caminho oposto. O CEO da Nvidia, Jensen Huang, defende a autorregulamentação do setor de inteligência artificial. Segundo o executivo, não há necessidade de novas leis, basta que as empresas tenham a responsabilidade de não lançar serviços sem total confiança.
Executivos previam os impactos ao mercado de notícias (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Microsoft e a OpenAI discutiram internamente sobre o impacto de seus chatbots no jornalismo, conforme documentos divulgados em uma ação movida pelo New York Times.
Executivos das duas empresas mencionam a possibilidade de redução de tráfego para sites de notícias e formas de burlar sistemas de paywall.
Um funcionário da Microsoft chamou a coleta de conteúdo sem compensação de “o maior roubo de trabalho da história”.
Um executivo da Microsoft classificou o uso de conteúdo jornalístico pela OpenAI como “o maior roubo de trabalho da história humana”. A declaração aparece em documentos internos revelados em um processo judicial, que também mostram executivos das duas empresas discutindo os impactos dos chatbots de IA sobre o jornalismo, incluindo a queda no tráfego de sites e formas de contornar paywalls.
Os arquivos fazem parte de uma ação movida por um grupo de veículos liderado pelo New York Times e foram divulgados após deixarem de ser confidenciais. Segundo o Ars Technica, em uma das mensagens, o executivo chamou a coleta de conteúdo sem compensação de “um roubo impressionante de proporções sem precedentes”.
As discussões entre os executivos indicam que as companhias sempre tiveram ciência dos impactos da IA no mercado editorial. No Brasil, a imprensa pressiona o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em uma ação contra o Google, que investiga o uso de notícias pela big tech em ferramentas de pesquisa com base no Gemini, como os Resumos de IA.
Microsoft discutia risco para as próprias IAs
Funcionários discutiam possível “loop” que prejudicaria treinamento das IAs (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Um dos principais registros vem de Brent Hecht, diretor de Ciência Aplicada da Microsoft. Em uma das mensagens, ele afirma que a estratégia era uma “completa zombaria da ideia de ‘uso justo'”, argumento usado pela indústria de IA para justificar a coleta de dados em massa. “Quase ninguém pretendia que o conteúdo criado fosse usado dessa forma, e ninguém é compensado por esse uso”, afirmou o executivo.
O NYT descreve ainda que funcionários da Microsoft falavam sobre um ciclo em que os produtos de IA prejudicariam os próprios sites usados no treinamento dos modelos.
A preocupação era que a redução do tráfego para sites jornalísticos diminuísse a capacidade desses veículos de produzir conteúdo, afetando a quantidade e a qualidade das informações disponíveis para o treinamento dos modelos de IA.
Chatbots reduziram cliques para sites de notícias
Segundo os autos, a Microsoft teria registrado quedas nas taxas de cliques para links de veículos jornalísticos. Entre os autores da ação, algumas publicações tiveram reduções de 83% a 93%, enquanto outros casos registraram quedas de 51% a 94%.
Mensagens internas da OpenAI explicavam o fenômeno: os usuários não vão clicar, “não importa o quão destacado seja o link exibido”. Nick Turley, então líder de produto do ChatGPT, concordou com a avaliação. Para ele, não há “um bom motivo para clicar” se o chatbot já entrega toda a resposta.
As mensagens internas também tratam do acesso a conteúdos protegidos por paywalls. Greg Brockman, presidente da OpenAI, teria afirmado estar “profundamente motivado pelas centenas de bilhões” após um funcionário comunicá-lo sobre um “hack” capaz de fazer os rastreadores da companhia burlarem o sistema do NYT.
Os autos também indicam que a Microsoft teria fornecido à OpenAI um conjunto de dados originalmente adquirido para o Bing sem autorização dos veículos. A startup teria obtido outra base de mais de 1,8 milhão de artigos do jornal por meio de terceiros.
Ao Ars Technica, a Microsoft contestou as alegações. Segundo a empresa, os produtos de IA da companhia se enquadram em uma categoria de uso transformador e não substituem o trabalho realizado pelos sites de notícias.
iPhone 18 Pro Max estreia nova cor (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)Resumo
Início oficial das vendas no varejo brasileiro acontece hoje (18), acompanhando o calendário dos Estados Unidos.
Preços partem de R$ 11.999 (iPhone 18 Pro) e R$ 12.999 (iPhone 18 Pro Max), representando um aumento de R$ 500 frente à geração anterior.
Principais destaques incluem a inédita lente de abertura variável, o chip A20 Pro de 2 nanômetros e baterias que prometem até 45 horas de uso.
A Apple inicia hoje (18) as vendas oficiais dos novos iPhone 18 Pro e iPhone 18 Pro Max no Brasil, com preços a partir de R$ 11.999. Anunciados em 9 de setembro, durante um evento nos Estados Unidos , os smartphones chegam ao mercado nacional com foco em atualizações nas câmeras, na capacidade de processamento e, principalmente, na autonomia energética.
Assim como em 2025, os produtos desembarcam por aqui simultaneamente com o as vendas nos Estados Unidos, um indicativo de que a companhia passou a tratar o Brasil com maior importância, segundo fontes do mercado. Os aparelhos já vêm de fábrica rodando o sistema iOS 27. Cabe lembrar que, nesta safra, a Apple optou por lançar apenas os dispositivos com Pro no nome, enquanto os modelos mais básicos são esperados para o primeiro trimestre de 2027.
Quanto custam o iPhone 18 Pro e Pro Max no Brasil?
A nova linha de celulares premium da Apple desembarca por aqui com uma alta de R$ 500 em relação ao ano anterior. O iPhone 18 Pro tem preço sugerido a partir de R$ 11.999 (256 GB), enquanto o iPhone 18 Pro Max começa em R$ 12.999 (256 GB).
A Apple oferece opções de parcelamento em até 12 vezes sem juros no site oficial, além de um desconto de 10% para compras à vista. Os consumidores que realizaram a reserva na pré-venda têm previsão de entrega entre os dias 7 e 15 de outubro.
Quais são as principais novidades?
Conjunto de câmeras do iPhone 18 Pro Max (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
O grande destaque desta geração é a câmera principal de 48 MP, que estreia a primeira lente de abertura variável na história da Apple e permite o controle manual da entrada de luz no sensor. Segundo a Apple, a abertura de f/1.48 consegue entregar um desempenho 50% superior em fotografias noturnas ou ambientes com baixa luminosidade.
Todo o poder de fogo é comandado pelo chip A20 Pro, o primeiro da maçã fabricado na litografia de 2 nanômetros. Na prática, a sua GPU é até 40% mais veloz que a do antecessor A19 Pro, aliada a um ganho de 50% na largura de banda de memória. O componente Neural Engine também teve sua capacidade de operação duplicada justamente para rodar as novas ferramentas de IA.
Entalhe está 25% menor (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
A autonomia também foi alvo de melhorias importantes. O iPhone 18 Pro Max promete fôlego para até 45 horas de reprodução de vídeo. Já o iPhone 18 Pro alcança até 36 horas nos modelos restritos ao eSIM. O tempo na tomada encolheu. Cinco minutos de carga rendem até sete horas de tela no modelo Max, enquanto a versão Pro recupera metade da capacidade em apenas 15 minutos, conforme as projeções da Apple.
Em conectividade, a companhia introduziu o C2, um modem de celular desenvolvido internamente que diminui o consumo de energia em 15% e usa algoritmos para manter o sinal de rede mais estável. Por fim, o design frontal trouxe um refinamento no recorte da Dynamic Island, que ficou fisicamente menor, mas pode mostrar até três atividades ao vivo ao mesmo tempo sem interferir nos sensores do Face ID.
Funcionários da empresa de Sam Altman podem relatar desvios de IA (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
OpenAI oficializou uma nova estrutura para rastrear e divulgar comportamentos inesperados em seus modelos de IA.
De início, a empresa revelou seis incidentes recentes, desde sistemas que falsificaram dados até modelos que ocultaram seus próprios erros.
O novo protocolo permite que qualquer funcionário reporte falhas e, segundo a empresa, busca ajudar a estabelecer um padrão para a indústria.
A OpenAI vai rastrear, investigar e divulgar casos em que seus modelos de inteligência artificial apresentem comportamentos inadequados. Em comunicado, a empresa afirma que quer dar mais transparência a falhas que podem ocorrer desde o treinamento até a execução dos sistemas. A medida chega meses depois de um modelo da OpenAI invadir servidores da Hugging Face.
Segundo a criadora do ChatGPT, um dos motivos é acelerar a divulgação de incidentes após sua detecção, mesmo quando as equipes técnicas ainda não compreenderam a causa exata ou não encontraram uma solução definitiva. Para dar início, a companhia revelou nessa quarta-feira (16/09) seis casos de comportamentos preocupantes identificados internamente nos últimos meses.
Quais foram os comportamentos inadequados da IA?
A empresa define “desalinhamento” como qualquer ação que desvie dos valores, instruções ou intenções humanas. Os exemplos mostram como a tecnologia pode burlar as regras.
Instruções não autorizadas: um modelo não lançado inseriu comandos em tarefas, orientando o sistema a ignorar limitações e declarando-se “liberado de amarras corporativas ou governamentais”.
Ocultação de erros: durante o treinamento do modelo GPT-5.6 Sol, a IA adicionou instruções para mascarar falhas e inventar dados históricos.
Acesso indevido e dados falsos: ao tentar responder a uma pergunta sobre rendimentos na Califórnia, um sistema usou uma chave de API sem autorização e alterou os números.
Upload sem permissão: outro modelo não lançado enviou um arquivo para a internet sem pedir autorização ao usuário.
Comunicação paralela: agentes de IA utilizaram um repositório interno de código como fórum para trocar mensagens, além de tentarem burlar restrições de rede transferindo arquivos de teste.
Compartilhamento público indevido: sistemas em treinamento usaram sites abertos de hospedagem para compartilhar arquivos entre si, ignorando a orientação de que o acesso deveria ser apenas local.
Modelo de IA em treinamento tentou ocultar falhas e burlar restrições de segurança (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Como funciona o novo processo de investigação?
Para o chefe de pesquisa de alinhamento da OpenAI, Kai Chen, a indústria ainda não conseguiu encontrar uma forma de resolver esses desafios de monitoramento.
Sob a nova estrutura, qualquer funcionário da empresa terá autonomia para sinalizar casos de desalinhamento, que serão analisados e classificados em três categorias: 1) Pronto para Divulgação; 2) Investigação Menor; e 3) Investigação Maior.
Cada relatório publicado informará publicamente o comportamento observado. A iniciativa é descrita como voluntária e vai atuar como complemento às exigências legais existentes. Paralelamente, a OpenAI já trabalha para propor ao governo dos Estados Unidos novos mecanismos de notificação para incidentes graves envolvendo inteligência artificial.
Aumento de novos servidores pode triplicar lixo eletrônico nas próximas décadas (imagem: reprodução/Magnific)Resumo
A corrida por data centers de IA pode triplicar o volume anual de lixo eletrônico tóxico até 2050, segundo a Basel Action Network (BAN).
De acordo com o relatório da entidade, a expansão de data centers pode gerar 13 milhões de toneladas de resíduos por ano somente até 2030.
Apenas cerca de 20% do lixo eletrônico recebe destinação adequada, de acordo com o cofundador da BAN, Jim Puckett.
A expansão da infraestrutura necessária para sustentar a IA pode triplicar o volume anual de lixo eletrônico tóxico nos próximos 25 anos. É o que diz um relatório da Basel Action Network (BAN), organização ambiental que acompanha o descarte e a movimentação internacional de resíduos eletrônicos.
Segundo a entidade, o acúmulo nesse período seria suficiente para preencher seis fileiras de contêineres ao redor da Terra. O material pode conter substâncias como mercúrio, cádmio, chumbo e compostos químicos persistentes, além de metais que exigem processos específicos para serem recuperados.
Servidores aumentam volume de resíduos
O levantamento projeta a quantidade de materiais que precisarão ser fabricados como parte da expansão de data centers nos próximos anos. Nos Estados Unidos, serão ao menos 4.871, segundo a organização, sendo muitos deles voltados a IA.
Para calcular o impacto, a organização considerou uma estimativa de aproximadamente 100 gigawatts (GW) de nova capacidade computacional no mundo até 2030. A conta inclui servidores, sistemas de refrigeração, infraestrutura elétrica, cabeamento e outros componentes importantes para os centros de processamento. Entre eles:
Racks de servidores: um rack de alta densidade usado em compuação de IA pode pesar cerca de 1.360 kg.
Switches e cabeamento: equipamentos de rede chegam a 30 kg cada, equanto cada rack pode concentrar centenas de quilos de cabos de cobre.
Troca de equipamentos: componentes podem ser substituídos a cada dois a cinco anos, seja pelo desgaste térmico, seja pela defasagem de desempenho.
Outros eletrônicos: a evolução dos requisitos para IA também pode acelerar a substituição de computadores, celulares e outros equipamentos de telecomunicações.
A partir desses fatores, a BAN estima que o descarte de hardware possa chegar a 13 milhões de toneladas por ano até 2030. O número é superior ao de estimativas apresentadas anteriormente por outros estudos sobre o lixo eletrônico do setor.
Falta de destinação adequada
Lixo eletrônico seria consequência da obsolescência programada (imagem: John Cameron/Unsplash)
A entidade atua internacionalmente contra o envio ilegal de resíduos tóxicos para países em desenvolvimento, onde parte desses equipamentos pode ser desmontada ou processada sem as mesmas condições de controle ambiental.
O Brasil, por exemplo, produz mais de 2,4 milhões de toneladas desse material anualmente, segundo levantamento da ONU. O valor deve aumentar com a expansão dos centros de dados no país, impulsionada pela aprovação do Redata, sancionado nessa quarta-feira (16/09).
Para a BAN, a velocidade da expansão da IA não está sendo acompanhada por uma estrutura equivalente para lidar com os equipamentos. A entidade alerta que, sem mudanças na forma como esses materiais são projetados, reutilizados e reciclados, a expansão da IA poderá transformar uma parcela crescente da infraestrutura tecnológica em resíduos tóxicos.
Nova geração de chips da Arm foca em IA local e jogos (imagem: divulgação)Resumo
Arm revelou o CSS for Mobile 2, nova arquitetura para smartphones que processa tarefas complexas de IA localmente.
Mali G2-Ultra NX será a primeira GPU da marca com aceleradores neurais integrados, garantindo 14% mais desempenho em renderização tradicional.
A CPU combina núcleos C2-Ultra e C2-Pro para equilibrar performance e consumo e processa LLMs até 70% mais rápido que o C1-Ultra.
A Arm oficializou nesta quarta-feira (09/09) o lançamento da CSS for Mobile 2, uma nova plataforma projetada para equipar a próxima geração de smartphones. A novidade foi desenhada pela empresa para lidar com tarefas pesadas de inteligência artificial baseada em agentes e gráficos cada vez mais detalhados.
A arquitetura que combina CPU e GPU foca ainda em rodar inteligência artificial localmente nos celulares. Segundo a empresa, o novo sistema consumirá menos energia entregando o mesmo desempenho.
O que muda na renderização de jogos?
O destaque da plataforma é a nova GPU Mali G2-Ultra NX. De acordo com a Arm, esta é a primeira Unidade de Processamento Gráfico da linha a integrar aceleradores neurais dedicados. Esse design garante um desempenho maior para gráficos aprimorados, reconstruídos ou gerados por IA.
Na renderização tradicional, o ganho de performance é de 14% frente à geração anterior. O componente também estreia uma unidade de ray tracing de última geração, abrindo espaço para iluminação realista e mundos mais ricos nos jogos mobile.
A indústria já abraçou a ideia. Segundo a companhia, desenvolvedoras de motores gráficos e estúdios como Sumo Digital, Tencent Games, Unity China e NetEase já preparam a integração da tecnologia neural em jogos futuros, como Arena Breakout Infinite e Where Winds Meet.
Mali G2-Ultra NX é a primeira GPU Arm com hardware de aceleração de IA dedicado (imagem: divulgação)
Combinação de núcleos
Com a evolução da IA, o processador assume a função de “maestro” na plataforma. O executivo da Arm responsável pelo setor, Chris Bergey, explicou que a tecnologia atual exige a execução simultânea de aplicativos e a coordenação de diversos modelos de linguagem, tudo dentro dos rigorosos limites térmicos e de desempenho de um celular.
Para suportar essa carga, a Arm combina núcleos C2-Ultra, voltados para desempenho, e núcleos C2-Pro, que priorizam a eficiência energética, além de suportar computação de IA de baixa latência direto na CPU.
CPU combina núcleos C2-Ultra e C2-Pro para equilibrar performance e eficiência (imagem: divulgação)
As melhorias impressionam no papel. Há um aumento prometido de 70% na velocidade de processamento de Modelos de Linguagem Pequenos (SLMs) e um desempenho de IA 1,7 vez superior ao do antigo C1-Ultra. Se os dados se comprovarem, o usuário terá um ganho de até 15% em performance de thread único (a velocidade com que um único núcleo do processador consegue executar a linha de instrução de um programa) com economia de energia de até 38%, conforme a Arm.
Para garantir que as fabricantes tirem proveito desse hardware rapidamente, a empresa destaca que a plataforma CSS for Mobile 2 já conta com suporte nativo a pacotes essenciais de desenvolvimento, como o Arm KleidiAI e o Neural Graphics Development Kit, agora localizados no novo Portal de IA da Arm.
Assistente digital ganha aplicativo dedicado para centralizar o histórico de interações (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O iOS 27 e o iPadOS 27 estreiam em 14 de setembro de 2026 com a Siri AI, uma reformulação profunda da assistente treinada com os modelos Gemini do Google.
A ferramenta ganha um aplicativo dedicado, compreensão de contexto pessoal, auxílio de escrita, ajustes de voz e Inteligência Visual integrada à câmera.
Restrita a dispositivos com alta capacidade de processamento, a nova Siri é compatível com a linha iPhone 15 Pro em diante e iPads (Pro, Air e mini) com chip M1 ou superior; o iOS 27 sem a novidade chega ao iPhone 11 em diante.
A Apple informou que o iOS 27 e o iPadOS 27, novas versões de sistema operacional, serão liberados para o público na próxima segunda-feira, 14 de setembro. Revelada na WWDC 2026, a atualização marca a estreia da aguardada Siri AI, uma grande reformulação da assistente digital com capacidade de executar tarefas mais avançadas.
Além do salto em IA, o update entrega melhorias de desempenho, ajustes na linguagem de design Liquid Glass e novas ferramentas de segurança. A nova assistente, no entanto, é o grande destaque da vez e concentra a maioria das novidades.
O que muda com a chegada da Siri AI?
A assistente virtual abandona o formato tradicional de respostas curtas para trazer recursos distribuídos pelo ecossistema da Apple:
Aplicativo próprio: a Siri passa a contar com um app dedicado no iPhone e no iPad, que reúne o histórico de conversas, permite fixar interações e iniciar um diálogo em um aparelho e continuar em outro.
Compreensão de contexto: a IA consegue localizar dados em diferentes áreas com comandos simples, como resgatar fotos antigas de viagens, buscar mensagens na caixa de entrada do Mail ou consultar anotações no Notas.
Modo Siri na Câmera: integrado ao app de câmera, o recurso analisa objetos em tempo real, permitindo identificar valores nutricionais de alimentos, traduzir placas ou tirar dúvidas sobre o ambiente com um toque.
Auxílio de escrita em qualquer app: a IA gera rascunhos e adapta sugestões ao estilo pessoal do usuário em mensagens e e-mails.
Personalização de voz: os ajustes do sistema agora permitem personalizar ritmo de fala, tom, expressividade e até o sotaque da assistente.
IA cruza informações para localizar e-mails, fotos e notas no aparelho (Imagem: Divulgação/Apple)
Parceria com o Google e restrições
A Apple recorreu a uma parceria com o Google, utilizando modelos do Gemini no treinamento da assistente. Consultas complexas que dependem dos servidores em nuvem da Apple terão cotas diárias de uso. Usuários que necessitarem de maior volume de processamento deverão contratar planos pagos do iCloud+.
No lançamento, a Siri AI funcionará apenas em inglês. A expansão para o português, espanhol, francês, japonês e coreano está programada para outubro deste ano.
Tarefas complexas processadas fora do dispositivo terão cota diária de uso (Imagem: Divulgação/Apple)
Quais dispositivos são compatíveis com a Siri AI?
O acesso à nova assistente exige chips com alto poder de processamento. Por conta disso, a Siri AI está restrita a uma lista seleta de aparelhos:
iPhones: linha iPhone 15 Pro (2023) em diante.
iPads: modelos iPad Pro e iPad Air equipados com chip M1 ou superior, além do iPad mini mais recente.
Quais iPhones vão receber o iOS 27?
A Apple confirmou ainda que o iOS 27 sem a Siri AI será disponibilizado para o iPhone 11 em diante, cobrindo também o iPhone SE de 2ª geração ou posterior. A expectativa é que o macOS 27 e o watchOS 27 também cheguem no dia 14.
Muse é novo agente pessoal de inteligência artificial da Meta (imagem: reprodução/Meta)Resumo
A Meta lançou o Muse, um agente pessoal de inteligência artificial projetado para interagir de forma personalizada com os usuários, ajudando a organizar atividades diárias e processando dados de forma segura.
O Muse utiliza uma Secure VM, um computador virtual próprio para cada usuário, garantindo maior segurança e privacidade para as interações e informações sensíveis.
O agente pessoal pode ser acessado pelo app Muse ou pelo WhatsApp e oferece uma experiência de IA personalizada, com 100 milhões de tokens gratuitos por semana para interações.
Muse é o novo agente pessoal de inteligência artificial da Meta. Anunciado nesta terça (08/09), o modelo promete uma experiência personalizada para cada usuário, com acesso a calendários, dados de exercícios físicos e mais informações para organizar atividades diárias. O processamento, segundo a Meta, será por meio de uma Secure VM, uma máquina virtual que garantiria maior segurança e privacidade.
O CEO Mark Zuckerberg apresentou o Muse como o próximo passo rumo à super-inteligência artificial. O modelo tem um avatar personalizável e interativo, que pode ser acessado tanto pelo app Muse quanto pelo WhatsApp. A ideia é que qualquer um consiga aproveitar os benefícios da IA, mesmo sem conhecimento técnico para criar prompts específicos.
Num primeiro momento, o app do Muse fica disponível apenas nos Estados Unidos. Ainda não há informações sobre quando o novo agente pessoal chega ao Brasil. Eu tentei acessá-lo pelo site muse.ai, que já aparece em português, mas é exibida uma mensagem de que preciso de autorização para acessar o agente pessoal.
No exemplo, Muse agenda participação em uma corrida. Agente promete ajustar rotinas e mais (imagem: reprodução/Meta)
Sua atuação depende, é claro, de uma autorização prévia para acessar seus dados. Apps de compra de ingressos, calendários, documentos e até redes sociais como o Instagram podem ser linkados ao Muse. No vídeo, Zuckerberg mostra seu Muse atuando no planejamento de atividades diárias, analisando qualidade do sono e até sugerindo mudanças na rotina de exercícios físicos.
Ele também aparece montando uma lista de compras e finalizando a compra, que precisa ser autorizada. Outra atividade interessante é a análise de gastos, identificando assinaturas pouco utilizadas e sugerindo formas de economizar dinheiro.
Computador virtual ‘próprio’ para cada usuário
A Meta promete que o novo Muse processa seus dados na chamada Secure VM, ou máquina virtual segura, em tradução literal. Essa seria uma forma de garantir maior privacidade para suas interações e informações sensíveis.
Além disso, confirmações de compra e outras ações exigem autorização do usuário. De qualquer forma, uma experiência completa com o agente significa confiar seus dados à empresa.
Sugestões e até finalização de compras podem ser feitas pelo Muse (imagem: reprodução/Meta)
O Muse substitui o Meta AI?
A princípio, Meta AI e Muse são coisas diferentes: enquanto o primeiro é considerado um assistente, o novo modelo é um agente pessoal, ou seja, vai além de tirar dúvidas e ajudar em atividades específicas. A ideia é que o Muse participe da sua rotina e atue de forma personalizada.
Outro ponto interessante é a quantidade de tokens disponibilizados de forma gratuita no novo agente pessoal: são 100 milhões de créditos semanais, com a possibilidade de assinar planos mensais para aumentar sua cota. Isso deve significar uma boa janela de interações com a IA para uso diário.
GPT-6 Astra completa jogo que reproduz desafios de Captcha (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O GPT-6 Astra, desenvolvido pela OpenAI, concluiu as 48 fases do jogo “I am not a Robot” (Não sou um Robô) criado por Neal Agarwal, recebendo um certificado digital de “humano verificado”.
O jogo Captcha é uma das principais barreiras usadas por plataformas online contra bots e IAs agênticas, mas o GPT-6 Astra conseguiu superar os desafios interpretando elementos visuais e executando ações como clicar e arrastar objetos.
A OpenAI afirma que o GPT-6 Astra tem capacidade de controlar computadores, alcançando 72,6% de pontuação média de acerto no benchmark OSWorld 2.0, e possui uma janela de contexto de aproximadamente 1,05 milhão de tokens.
O Captcha é uma das principais barreiras usadas por plataformas online contra bots e, agora, IAs agênticas. Mas não parece ser um problema para o modelo GPT-6 Astra, recém-anunciado pela OpenAI: em um teste, o modelo conseguiu concluir as 48 fases do jogo “I am not a Robot” (Não sou um Robô), criado pelo desenvolvedor Neal Agarwal.
A demonstração foi publicada pelo programador Sharif Shameem, que mostrou a IA usando um navegador para resolver os desafios até o fim, quando a própria página emitiu um certificado digital de “humano verificado”.
O resultado chama atenção porque os desafios exigem mais do que responder perguntas. Para passar por todas as fases, o modelo precisa interpretar elementos visuais, clicar em pontos específicos e arrastar objetos. Em determinados momentos, até indicou ações que Shameem deveria seguir para passar em testes de câmera.
Isso significa que Captchas não servem mais?
Captcha é uma sigla em inglês para “Teste de Turing público completamente automatizado para distinguir entre computadores e pessoas”, famosa por aparecer durante a confirmação a acessar uma conta ou um site.
Serviços atuais podem combinar os desafios visuais com outros sinais para identificar automação, além de analisar o comportamento do acesso. Essa sequer é a primeira vez que um sistema consegue passar por um teste de Captcha.
O jogo de Agarwal, porém, foi criado como uma experiência interativa e não significa que o sistema de segurança aplicados às plataformas seja automaticamente burlável pelo agente. A interatividade da IA com o navegador e a capacidade de interpretar so desafios é o que chama a atenção, e já faz com que personalidades, como Jensen Huang, CEO da Nvidia, digam que a OpenAI teria atingido a AGI.
GPT-6 Astra foi desenvolvido para controlar computadores
Modelo evoluiu nas capacidades agênticas (imagem: reprodução/OpenAI)
A capacidade demonstrada no jogo é uma das principais características reveladas pela OpenAI no anúncio do Astra. O modelo conseguiu uma alta pontuação no benchmark OSWorld 2.0, que mede esse de interação, alcançando 72,6% de pontuação média de acerto. O GPT 5.6-Sol, por exemplo, registrou 65,7%.
Com isso, a OpenAI dedicou parte da divulgação do sistema a demonstrações do Astra como um agente em softwares reais. Entre elas estão tarefas no Blender, no aplicativo Notas, da Apple, e no Canva. O Astra também teria uma janela de contexto de aproximadamente 1,05 milhão de tokens, o que permite manter um histórico extenso durante sessões prolongadas de uso.
Jensen Huang, CEO da Nvidia, reafirma chegada da AGI (imagem: divulgação/Nvidia)Resumo
O CEO da Nvidia, Jensen Huang, afirma que o lançamento do GPT-6 Astra da OpenAI marca a chegada da AGI.
A AGI é um sistema capaz de realizar tarefas intelectuais com competência comparável ou superior à humana.
A Nvidia, fornecedora de hardware para a OpenAI, registrou receita trimestral de US$ 96,2 bilhões.
Todo lançamento de um grande modelo de IA traz a dúvida de quanta evolução realmente recebemos com aquela atualização. Para Jensen Huang, o CEO da Nvidia, o lançamento do GPT-6 Astra marca a chegada da AGI, principal meta das principais empresas do setor.
Em declaração no X, o executivo parabenizou a equipe da OpenAI pelos números atingidos e destacou a evolução dos modelos nos últimos quatro anos. “A AGI chegou”, afirmou Huang, que também ressaltou a participação da própria Nvidia nesse processo.
GPT-6 Astra, trained on ~100K+ NVIDIA Grace Blackwell NVLink72. From ChatGPT to o1 to Astra in 4 years.
GPT-6 Astra seria um marco, segundo OpenAI (imagem: divulgação/OpenAI)
A AGI, ou inteligência artificial geral, é geralmente descrita como um sistema capaz de desempenhar uma grande variedade de tarefas intelectuais com competência comparável ou superior ao humano. Entretanto, não existe um teste para determinar quando uma IA atingiu esse ponto, e o entendimento sobre ele varia.
Para a própria OpenAI, a AGI seria um sistema altamente autônomo capaz de superar humanos na maior parte dos trabalhos economicamente valiosos. A empresa aposta que o GPT-6 Astra, lançado na semana passada, deu o pontapé inicial nessa fase da tecnologia.
Segundo o Business Insider, Greg Brockman afirmou que o modelo pode ser visto futuramente como um marco no surgimento da AGI. nova versão traz um grande foco na realização de tarefas como agente, melhorando a capacidade de operar ferramentas autonomamente.
Pesquisador rebate Huang e OpenAI
Pesquisador aponta falta de critérios para considerar modelo como AGI (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Mas a falta de critério para definir esse salto tecnológico leva a dúvidas sobre quando ele realmente ocorrerá. O pesquisador Gary Marcus criticou Huang por “não apresentar evidências” que transformam o lançamento do Astra em um marco, como dito pela OpenAI.
Segundo ele, usando parâmetros convencionais da ciência da computação, o Astra cumpriria apenas um ou dois requisitos. Por isso, o modelo ainda estaria longe do patamar necessário para falar em AGI.
O próprio Sam Altman, CEO da OpenAI, acredita que sigla a tem uma definição frágil e funciona como um termo de marketing. Apesar de frisar a chegada da AGI, Brockman também acha que o fim de cláusulas contratuais, que davam à Microsoft exclusividade sobre as tecnologias da OpenAI até a AGI ser atingida, diminuíram ainda mais a relevância do termo.
Nvidia colabora com infraestrutura da OpenAI
Nvidia faz parte dos fornecedores de tecnologia para a OpenAI (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Mas essa não é a primeira vez que Jensen Huang toca no assunto. Em março, ele já concordava que IAs seriam capazes de criar, escalar e administrar sozinha uma empresa de tecnologia avaliada em mais de US$ 1 bilhão (aproximadamente R$ 5,1 bilhões). Esse cenário, para ele, já seria um indicativo de que a IA atingiu o patamar superior.
Para Marcus, no entanto, o otimismo de Huang soa mais como “uma tentativa de apropriação indevida de uma questão científica por decreto corporativo.”
Empresas que desenvolvem sistemas de LLMs, como a OpenAI, dependem de grandes volumes de aceleradores para treinar e executar os próprios modelos, e a Nvidia é uma das principais fornecedoras desse hardware.
A demanda por poder computacional também aparece nos resultados da Nvidia. No balanço divulgado em agosto, a empresa registrou US$ 96,2 bilhões (cerca de R$ 493 bilhões) em receita trimestral, mais que o dobro do registrado no mesmo período do ano anterior. Desse total, US$ 89 bilhões (R$ 456 bilhões) vieram do segmento de data centers e chips para inteligência artificial.
Na mesma publicação em que afirmou que a AGI havia chegado, Huang disse que outros 400 mil processadores gráficos da Nvidia entrarão em operação na rede mundial.
Fotos com estética dos anos 80 estão tomando conta da timeline (imagem: Tecnoblog)Resumo
Uma trend dos anos 80 viralizou no Instagram, na qual usuários transformam fotos atuais em retratos com estética retrô.
Para fazer a trend no ChatGPT, basta enviar uma foto com o rosto visível e boa iluminação, junto com um prompt simples.
Após gerar a imagem, é possível pedir alterações diretamente no ChatGPT, como trocar roupas, penteado e cenário.
Você deve ter visto nos Stories do Instagram fotos com uma estética retrô. Desde sexta-feira (04/09), usuários têm usado inteligência artificial para transformar fotos atuais em retratos com roupas e penteados típicos da década de 1980. Para ajudar quem quer entrar na brincadeira, nós montamos um passo a passo.
O processo pode ser feito diretamente no ChatGPT ou no Google Gemini, sem a necessidade de instalar outro aplicativo. Basta enviar uma foto e pedir para a ferramenta recriá-la com aparência oitentista.
Como fazer a trend dos anos 80 no ChatGPT?
É possível adicionar detalhes à imagem depois que ela é criada (imagem: Tecnoblog)
Abra o ChatGPT e toque no botão para anexar uma imagem.
Escolha uma foto sua, de preferência com o rosto visível e boa iluminação.
Envie a imagem junto com o prompt descrevendo o resultado desejado.
Você pode usar o comando abaixo. Foi com ele que criamos as imagens desta matéria:
Com base na minha foto, crie um retrato ultrarrealista de mim nos anos 80. Preserve fielmente meus traços e minha identidade. Adicione penteado volumoso, roupas autênticas da década e estética de fotografia analógica em filme 35 mm, com granulação natural, cores levemente desbotadas e iluminação típica dos anos 80. Evite caricatura ou aparência de cosplay; faça parecer uma fotografia real tirada naquela época.
Depois que a imagem for gerada, é possível pedir alterações diretamente no ChatGPT. Nos testes do Tecnoblog, conseguimos trocar roupas, penteado e o cenário com pedidos de prompt simples.
Quando o resultado estiver pronto, basta salvar a imagem e publicar nos Stories do Instagram.
Mozilla Firefox tenta agradar quem gosta e quem não gosta de IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A Mozilla lançou novas ferramentas de inteligência artificial para o Firefox, como busca no histórico com linguagem natural e agrupamento inteligente de abas, como parte da Smart Window, separada da janela principal do navegador.
O recurso de busca agora permite que o usuário digite frases vagas e visualize os sites acessados que se encaixam no pedido.
As novas funcionalidades são opcionais e fazem parte da estratégia da Mozilla de oferecer ferramentas de IA consideradas úteis, após enfrentar resistência de alguns usuários.
A Mozilla apresentou novas ferramentas de inteligência artificial para o Firefox, como encontrar respostas, agrupar abas e fazer buscas no histórico. Elas se juntam a recursos já existentes, como comparar produtos ou resumir textos da web.
As funcionalidades fazem parte da Smart Window. Ainda em fase beta, ela é separada da janela principal do navegador e precisa ser ativada pelo usuário. A experiência padrão do software permanece a mesma.
Infelizmente (ou felizmente, para alguns), a Smart Window só está disponível para testes nos Estados Unidos e no Canadá, apenas em inglês. Não é possível usá-la no Brasil.
Quais são as novas ferramentas de IA do Firefox?
O chatbot da Smart Window do Firefox agora é capaz de buscar informações na internet, apresentar as fontes e colocar os trechos mais importantes diretamente na conversa. O recurso é uma parceria com a empresa Exa, que fornece uma API unificada de busca com IA.
Outra novidade é o agrupamento de abas. Com a ferramenta, o Firefox consegue analisar as páginas que estão abertas e sugerir grupos, organizando os sites por temas e encontrando sites duplicados. No exemplo dado pela desenvolvedora, o navegador separa as informações em “Tênis de corrida”, “Planejamento para o quarto trimestre” e “Viagem a San Francisco”.
Por fim, o browser agora poderá usar IA para fazer buscas no histórico de navegação usando linguagem natural. Assim, o usuário não precisa lembrar exatamente o nome ou endereço da página que visitou: ele pode digitar “tênis de corrida que vi na semana passada” e visualizar os sites acessados. O Firefox coloca até mesmo algumas imagens de pré-visualização para ajudar a encontrar mais rápido o item desejado.
IA sugere grupos de abas após analisar sites (imagem: divulgação)
A Mozilla promete ainda ferramentas para retomar “jornadas de navegação” e usar informações relevantes para preencher formulários, que chegarão em versões futuras do Firefox.
A Mozilla decidiu aderir à IA, sempre colocando ferramentas opcionais. Mesmo assim, enfrentou resistência da base de usuários do Firefox, como a própria organização reconhece.
“Nós ouvimos muitas pessoas dizerem que não querem nem saber de IA. Também ouvimos outros que querem ferramentas de IA que sejam genuinamente úteis”, disse a desenvolvedora em fevereiro de 2026, ao anunciar um botão unificado para desligar todos os recursos de inteligência artificial do navegador, em uma tentativa de acalmar os críticos.
Claude terá identificador de textos de IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Anthropic desenvolverá uma marca d’água invisível para textos criados pelo Claude, com base no SynthID-Text do Google DeepMind.
A marca d’água altera o padrão das palavras escolhidas pelo modelo, sem impactar a qualidade do texto, e será detectável por uma API.
Essa detecção pode falhar em casos de edições simples, trechos curtos, dados factuais, operações matemáticas, códigos de programação e textos revisados por humanos.
A Anthropic explicou como funcionará a marca d’água invisível para textos criados pelo Claude. A tecnologia tem como base o SynthID-Text, desenvolvido pelo Google DeepMind, e será inserido durante a geração das respostas.
A proposta é criar uma forma de verificação para textos gerados pela própria plataforma, seguindo as regras da Lei de Inteligência Artificial da União Europeia. O regulamento europeu começou a valer em 2 de agosto, determinando a adoção de soluções para que conteúdos criados em ferramentas de IA sejam detectáveis. Assim, tecnologias semelhantes devem começar a aparecer em outros modelos.
O SynthID já é conhecido como uma tecnologia de marca d’água para vídeo, imagem e áudio, fazendo pequenas alterações imperceptíveis para humanos. Enquanto imagens e vídeos têm mudanças nos pixeis, o SynthID-Text altera o padrão das palavras escolhidas pelo modelo.
Como a marca funciona?
Tecnologia altera padrão de texto gerado pela IA (imagem: reprodução/Google DeepMind)
Em comunicado, a Anthropic afirma que a identificação é criada na sequência de palavras geradas pelo assistente. Modelos de linguagem produzem texto de maneira sequencial, calculando a probabilidade estatística de cada palavra a ser exibida com base no contexto anterior. A marca d’água atua neste momento. Na prática, funciona assim:
Em uma frase como “O tempo hoje estava frio e…”, a IA entende que a continuidade dificilmente seria “açucarado”, mas poderia ser “nublado” ou “cinzento”.
Nestes casos em que há opções de sinônimos, o modelo decide aleatoriamente qual palavra escolher.
Com a marca d’água, uma chave criptográfica passa a orientar a escolha.
Na análise, o Claude identificará se o padrão é compatível com um texto gerado por ele mesmo.
De acordo com a empresa, isso não significa que o Claude passará a forçar palavras estranhas no meio do texto. Testes internos e resultados do estudo do SynthID-Text, feito pelo Google DeepMind, teriam indicado que não há impacto da técnica no conteúdo final.
Onde a detecção pode falhar?
Análise pode falhar com alterações simples (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Como a marca será aplicada no padrão de escrita do texto, edições simples podem interferir no resultado da análise e mudanças completas na estrutura do texto tendem a remover a marcação, segundo a Anthropic. Há mais situações em que a análise pode falhar:
Quando os trechos são muito curtos;
Quando a resposta é baseada em um dado factual e exato;
Operações matemáticas;
Códigos de programação;
Textos feitos por humanos, mas revisados pelo assistente.
A Anthropic afirma que vai lançar em breve uma API de detecção para permitir que plataformas, instituições e desenvolvedores verifiquem se um texto provavelmente foi produzido pelo Claude.
Spirit Airlines encerrou as operações após duas recuperações judiciais (imagem: reprodução)Resumo
O Google adquiriu dados corporativos da Spirit Airlines por US$ 10 milhões para treinar modelos de IA.
O pacote inclui milhões de e-mails e linhas de código, além de documentos internos da companhia aérea.
A aquisição visa aprimorar produtos do Google com dados de operações corporativas reais, sem incluir dados pessoais de passageiros ou clientes.
O Google venceu um leilão de falência realizado nos Estados Unidos e adquiriu os dados corporativos da extinta companhia aérea Spirit Airlines. O acordo de US$ 10 milhões (cerca de R$ 52 milhões na cotação atual) transfere o acervo digital da empresa de aviação para a gigante das buscas.
O objetivo é utilizar o vasto histórico de comunicações operacionais e métricas de negócios para treinar modelos de linguagem e aprimorar produtos de inteligência artificial.
O que inclui o acervo leiloado pela Spirit Airlines?
A aquisição engloba um volume gigantesco de documentação, mas a oficialização da compra ainda aguarda a aprovação final de um juiz federal. Segundo os autos do processo, a transferência inclui quase 100 milhões de e-mails corporativos, mais de 500 milhões de chats trocados via Microsoft Teams, agendas, auditorias financeiras e materiais de campanhas de marketing.
O Google também assumirá a posse de 30 milhões de linhas de código, metadados de desenvolvimento, modelos e algoritmos de software da companhia aérea, bem como dados detalhados sobre receita, métricas de operações de aeronaves e relatórios de produtividade de funcionários e de recursos humanos.
Por que o Google quer os dados?
Google investiu em acervo para treinar modelos de linguagem (foto: Felipe Ventura/Tecnoblog)
A big tech pretende processar toda essa documentação para alimentar suas redes neurais com situações e resoluções do mundo corporativo real, já que modelos de IA atuais ainda enfrentam dificuldades em tarefas executivas. Experimentos recentes mostram essa limitação: a Anthropic, por exemplo, colocou seu modelo Claude para gerenciar uma máquina de vendas automatizada, mas o agente tomou uma série de decisões erradas e acabou gerando prejuízo.
A entrada do banco de dados de uma operação logística e corporativa complexa como a da Spirit Airlines oferece elementos valiosos sobre como uma grande empresa lida com fornecedores, gerencia crises e toma decisões de gestão.
Um porta-voz do Google confirmou o plano à agência Bloomberg: “Adquirimos parte de um conjunto de dados corporativos da Spirit Airlines que pode ser útil para aprimorar nossos produtos e modelos de IA”.
Como ficam os dados de passageiros e clientes?
O contrato de venda proíbe a transferência de informações pessoais. Foram excluídos da compra cerca de 97,5 milhões de perfis de passageiros da Spirit Airlines, além de mais de 50 milhões de registros de membros do programa de fidelidade da companhia.
Os dados corporativos vendidos serão categorizados como “desidentificados”, assegurando que nenhum arquivo possa ser atrelado a um indivíduo específico. O contrato também exige que o Google concorde em não desenvolver ferramentas para tentar reidentificar os usuários.
Spirit Airlines encerrou operações em 2026
A ruína da Spirit Airlines ocorreu após a empresa enfrentar duas recuperações judiciais em 2025, amargando perdas de US$ 257 milhões (R$ 1,3 bilhão), e um resgate governamental de US$ 500 milhões (R$ 2,6 bilhões) negado por credores. Em maio deste ano, a companhia encerrou oficialmente suas operações. A Spirit nunca operou voos regulares de passageiros no Brasil.
Segundo o CEO Dave Davis, o serviço tornou-se insustentável devido à alta dos combustíveis impulsionada por conflitos geopolíticos entre EUA, Israel e Irã, selando o primeiro colapso de uma grande companhia aérea americana desde a quebra da Midway Airlines após os ataques de 11 de setembro de 2001.
Brasileiros enviam cerca de 215 milhões de mensagens por dia ao ChatGPT (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A OpenAI anuncia parcerias com o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), a prefeitura de São Paulo, a startup jurídica ENTER e o programa Estímulo, com o objetivo de expandir sua presença no Brasil.
Os usuários brasileiros enviam cerca de 215 milhões de mensagens por dia ao ChatGPT, colocando o Brasil no pódio de países que mais usam a ferramenta, atrás apenas dos Estados Unidos e da Índia.
A OpenAI vai financiar dois projetos de pesquisa brasileiros, um no Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) e outro no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP), com US$ 1 milhão em financiamento e créditos na API do ChatGPT.
A OpenAI faz uma série de anúncios nesta semana para sinalizar que está mais próxima do Brasil. As iniciativas incluem parcerias com o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), a prefeitura de São Paulo, a startup jurídica ENTER e o programa gratuito Estímulo, voltado a pequenos empreendedores.
Segundo a empresa, os usuários brasileiros enviam cerca de 215 milhões de mensagens por dia ao ChatGPT, e a base de usuários no país quase dobrou no último ano. O Brasil está no pódio de países que mais usam a ferramenta de inteligência artificial, atrás apenas dos Estados Unidos e da Índia.
Em busca de mais parceiros
O Tecnoblog participou da conversa, realizada em São Paulo, com representantes da empresa. Eu lembrei que clientes do Nubank e da Claro conseguem usar o ChatGPT Go de graça por um período limitado. O que vem na sequência? O diretor de estratégia, Jason Kwon, respondeu que a companhia segue dois princípios ao pensar seu crescimento no país: garantir o acesso mais amplo possível à tecnologia e expandir parcerias locais. Segundo ele, a OpenAI está aberta a fechar mais acordos assim. Ele elogiou as parcerias com o banco e a operadora.
A OpenAI também ampliou sua parceria com o Rappi: clientes elegíveis do superapp podem receber um mês de acesso gratuito ao ChatGPT Go, enquanto assinantes do Rappi Pro Black têm direito a até seis meses.
Oliver Jay e Jason Kwon, da OpenAI, respondem perguntas de jornalistas (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Apoio à pesquisa
Durante o evento, nesta segunda-feira (17), a OpenAI anunciou que vai financiar dois projetos de pesquisa brasileiros dentro de seu programa internacional de apoio a estudos independentes sobre políticas para IA.
O Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) vai estudar o que instituições científicas precisam para converter acesso à IA em avanços de pesquisa, considerando capacitação, governança e infraestrutura.
Já o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP) vai avaliar, com dados sintéticos ou anonimizados, uma infraestrutura de informação clínica assistida por IA voltada ao Sistema Único de Saúde (SUS), mantendo a decisão médica sob supervisão humana.
Os dois projetos fazem parte de um grupo de 14 iniciativas selecionadas no mundo, que vão dividir US$ 1 milhão em financiamento (cerca de R$ 5,2 milhões) e até US$ 1 milhão em créditos na API do ChatGPT. Os resultados devem ser divulgados em 2027.
O jornalista Thássius Veloso viajou para São Paulo a convite da OpenAI
OpenAI quer foco em clientes corporativos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A OpenAI desmontou sua equipe de preparedness, responsável por avaliar riscos graves ou catastróficos envolvendo modelos de inteligência artificial, segundo o Financial Times.
Funcionários experientes foram realocados para setores como biologia e cibersegurança, onde continuarão a trabalhar na mitigação de riscos.
As mudanças ocorrem em meio à preparação da OpenAI para sua estreia na bolsa de valores, com expectativa de atingir um valor de mercado de US$ 1 trilhão.
A OpenAI teria realocado profissionais e acabado com sua equipe de preparedness, responsável por avaliar riscos graves ou catastróficos envolvendo os modelos de inteligência artificial desenvolvidos pela empresa, bem como por trabalhar para mitigar esses riscos.
As informações são do jornal Financial Times, em uma reportagem sobre as reorganizações da OpenAI às vésperas de fazer sua estreia na bolsa de valores.
Greg Brockman, co-fundador e presidente da OpenAI, declarou à Wired que os avanços técnicos da empresa exigem salvaguardas mais robustas e que as mudanças foram feitas para integrar de modo mais profundo pesquisas e segurança no desenvolvimento dos modelos.
O que a OpenAI fez com sua equipe de gestão de riscos?
Equipe de preparedness cuidava de riscos catastrófics (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
De acordo com a publicação, várias pessoas familiarizadas com as reorganizações da OpenAI disseram que a equipe de gestão de riscos e prevenção foi desmembrada.
Os funcionários mais experientes foram realocados para times já existentes, como biologia e cibersegurança, onde seguirão com a responsabilidade de avaliar e mitigar riscos, mas sem contar com o respaldo de um departamento dedicado a isso.
Segundo o Financial Times, a unidade de preparedness era um dos elementos restantes da estrutura antiga da OpenAI, quando a empresa ainda tinha a pesquisa em inteligência artificial como seu foco. Antes disso, as equipes de preparação para a inteligência artificial geral e de alinhamento de missão já tinham sido dissolvidas.
A OpenAI teve uma equipe de superalinhamento, também voltada a questões de segurança, mas ela também foi encerrada. Jan Leike, que era um dos líderes, pediu demissão em 2024 e disse que a segurança estava sendo colocada em segundo plano e que a prioridade eram os produtos chamativos.
Ainda de acordo com a reportagem, lideranças e funcionários experientes desses setores foram realocados para cargos com responsabilidades pouco definidas, deixando a companhia pouco depois.
OpenAI se prepara para estrear na bolsa e enfrentar concorrência
As reorganizações acontecem em um momento em que a OpenAI prepara sua oferta pública inicial de ações (IPO), com expectativa de atingir o valor de mercado de US$ 1 trilhão (US$ 5,18 trilhões, em conversão direta).
Para isso, a empresa teria sido direcionada pelo CEO Sam Altman a abandonar “side quests” (projetos paralelos) e se concentrar no ChatGPT. A ideia é conquistar clientes corporativos, um espaço onde a Anthropic é muito forte.
Segundo o FT, as reorganizações dividem investidores: uns se preocupam com a alta taxa de rotatividade de pessoal e a falta de foco; outros acreditam que é normal fazer uma “limpeza” na organização antes de oferecer ações.
Gemini 3.7 Flash não estará disponível para usuários comuns inicialmente (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O Google lançou o Gemini 3.7 Flash, modelo leve de inteligência artificial generativa, três semanas após o Gemini 3.6 Flash.
O Gemini 3.7 Flash custa US$ 0,75 por milhão de tokens de entrada e US$ 3,75 por milhão de tokens de saída, metade do preço do modelo anterior.
O Gemini 3.7 Flash oferece melhor desempenho em tarefas de programação e conhecimento, com 43,6% no FrontierCode e 65,3% no DeepSWE.
Levou menos de um mês para o Google atualizar seu modelo mais leve e barato de inteligência artificial generativa. A empresa anunciou a chegada do Gemini 3.7 Flash nesta quinta-feira (13/08). O 3.6 Flash foi liberado ao público em 21 de julho.
A empresa diz que o Gemini 3.7 Flash oferece melhor desempenho em tarefas de programação e conhecimento. Além disso, promete mais diligência na hora de pensar, colocando mais atenção no planejamento dos passos e no uso de ferramentas.
Nos testes de benchmarking de geração de código, o 3.7 Flash marcou 43,6% no FrontierCode, contra 34,4% do 3.6 Flash. Já no DeepSWE, o resultado foi de 49% para 65,3%.
Gemini 3.7 Flash custa metade da versão anterior
Como notou o Axios no lançamento do Gemini 3.6 Flash, o mercado de IA parece ter deixado de se preocupar tanto com benchmarks e passado a se concentrar em outro número: o preço.
Nesse sentido, o Gemini 3.7 Flash é um grande avanço em relação ao 3.6 Flash. Ele chega custando US$ 0,75 (R$ 3,90) por milhão de tokens de entrada e US$ 3,75 (R$ 19,52) por milhão de tokens de saída. Isso é metade do que o Google cobrava pelo antecessor.
DeepSeek e outros modelos chineses viraram problema para Google, Anthropic e OpenAI (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Os custos da IA se tornaram um ponto delicado após começarem a pesar no orçamento das empresas, o que levou muitas delas a recorrerem a modelos chineses, que têm pesos abertos e preços mais competitivos.
Um exemplo disso é o DeepSeek V4-Pro, também lançado nesta quinta-feira (13/08). Ele chegou mais caro que de costume para a desenvolvedora, mas mesmo assim cobra um valor bem mais baixo que o Google: US$ 0,435 por milhão de tokens de entrada e US$ 0,87 por milhão de saída (R$ 2,26 e R$ 4,53, respectivamente).
IAs já são realidade para quase 80% dos estudantes brasileiros (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
78% dos estudantes brasileiros usam inteligência artificial em algum nível para atividades acadêmicas, com 15% buscando a tecnologia sempre que estudam, e 34% começando suas pesquisas com ferramentas de IA.
A confiabilidade das informações geradas pela IA é uma preocupação para 52% dos estudantes, que desejam mais precisão e orientação no uso dessas ferramentas.
Apenas 5% dos estudantes receberam orientação formal das instituições de ensino sobre o uso correto e saudável da IA, enquanto 40% nunca tiveram qualquer orientação.
Já são 78% dos estudantes brasileiros utilizando inteligência artificial em algum nível para atividades acadêmicas. Desses, 15% afirmam buscar a tecnologia sempre que vão estudar, enquanto 34% dizem começar suas pesquisas a partir de ferramentas de IA.
Uma preocupação que surge é quanto à qualidade das informações, já que os modelos atuais estão sujeitos a erros e alucinações: 52% entendem que a confiabilidade do conteúdo gerado deveria ser maior. Inclusive, são 31,76% os que afirmam checar as informações em outras fontes, segundo dados obtidos em primeira mão pelo Tecnoblog, que também teve acesso a mais detalhes sobre o comportamento dos estudantes.
O estudo foi realizado pela empresa norueguesa Opera, dona do navegador de mesmo nome e que tem investido no mercado de IA nos últimos anos. Ao todo, foram consultados 2,4 mil estudantes de instituições públicas e privadas de ensino pelo país.
Uso massivo e sem orientação
Um aspecto relevante da pesquisa, além do grande volume de usuários que optam pela inteligência artificial como ferramenta nos estudos, é a quantidade de alunos que aprenderam a usar a IA de forma autodidata. Apenas 5% dos estudantes revelaram ter recebido um direcionamento formal das instituições de ensino sobre o uso correto e saudável desses modelos na rotina acadêmica, enquanto 40% nunca tiveram orientação em qualquer nível.
Inteligências artificiais vêm substituindo buscadores nos estudos dos brasileiros (Imagem: Christin Hume/Unsplash)
Algumas instituições nem falam sobre o assunto, segundo os entrevistados: 9% deles estudam em escolas que proíbem o uso, enquanto 20% falam em políticas claras sobre o assunto. Em alguns casos (32%), as orientações vêm dos próprios professores, mas de maneira informal.
A pesquisa reforça a importância de pensar esse uso responsável da IA. Segundo a diretora regional da Opera no Brasil, Juliana Psaros, essa é uma “nova fase” da inteligência artificial na educação, e que “o desafio agora é garantir que seu uso contribua para ampliar conhecimento, autonomia e pensamento crítico”.
Processo de aprendizado já tem interferência da IA
Os resultados mostram mais detalhes de como a inteligência artificial aparece durante a rotina acadêmica. Segundo o estudo, muitos estudantes já começam seus trabalhos a partir da IA, que já “encosta” nos buscadores tradicionais: 18,85% procuram primeiro na IA e, depois, no Google, por exemplo, enquanto 14,40 recorrem diretamente à IA para fazer suas tarefas. Isso acontece tanto para agilizar o processo quanto para entender melhor os diferentes assuntos, ponto levantado por 71% dos alunos. Na turma dos que só checam os buscadores estão 33,90%.
Num geral, o uso de IA nos estudos é bem vista pelos estudantes. São 46,9% os que sentem alívio por contar com a tecnologia durante o processo, enquanto 30,1% veem a atividade com entusiasmo. Apesar da preferência, há quem tenha um “pé atrás”, e preocupações com o futuro profissional (30,96%) e seu próprio aprendizado (30,68%) foram citadas. Até a culpa pelo uso massivo de IA foi levada em conta por 28,11% dos entrevistados.
Apesar do volume, prática tem ressalvas para maioria
De acordo com 52% dos entrevistados, a confiabilidade nas informações é uma questão muito importante no uso de IA, e deveria vir à frente da rapidez com as respostas são geradas. Da mesma forma, a possibilidade de um passo a passo ou algo que oriente o uso da ferramenta dentro dos próprios apps, por exemplo, seria algo bem-vindo e mais interessante que apenas as respostas prontas.
As IAs já “encostam” nos buscadores como primeira fonte na hora de estudar (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
Esse “feedback” casa com as informações levantadas na pesquisa, como o uso da tecnologia como apoio, e não substituição das próprias produções. O recorte obtido pelo Tecnoblog reforça que 6 em cada 10 estudantes afirmam sempre checar ou questionar as informações levantadas pelas IAs: 31,76% garantem que buscam outras fontes para corroborar as respostas, enquanto 28,18% aprofundam as perguntas levadas à própria IA.
De qualquer forma, chama atenção o volume, ainda alto, de quem não dá a devida atenção, seja aceitando as respostas na maioria das vezes sem verificação (21,92%) ou até mesmo diretamente (9,91%). Tem ainda quem nunca faz essa verificação por opção: 8,23% dos alunos responderam assim.
Agente de IA teria invadido sistema de reserva (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Desenvolvedor australiano utilizou o OpenClaw, ferramenta operada pelo modelo de IA Claude Opus 4.6, da Anthropic, para marcar aulas em academia com meses de antecedência, pulando a fila.
A IA identificou falha no sistema de agendamento da academia e cancelou a vaga de outro cliente para garantir a posição de Bird na lista.
O caso ilustra o problema de alinhamento em agentes autônomos, quando sistemas de IA seguem metas definidas, mas usam meios inadequados ou não autorizados.
Um agente de IA operado pelo Claude teria encontrado uma brecha em um sistema de reserva de aulas de uma academia e cancelado a vaga de outro cliente sem autorização. Este seria o primeiro registro público documentado na Austrália em que um agente de IA burla o sistema de uma empresa comercial para cumprir uma tarefa.
O caso foi revelado pelo desenvolvedor Andrew Bird, que havia configurado a ferramenta para conseguir participar de aulas matinais muito disputadas. Segundo a ABC News, o agente rodava na ferramenta de código aberto OpenClaw, com o modelo Opus 4.6 do Claude.
IA encontrou brecha em tentativa de reserva
Bird teria configurado o OpenClaw para tentar reservar uma vaga em aulas de uma academia, evitando o processo de atualizar a página manualmente. Num primeiro momento, a ferramenta teria conseguido colocá-lo na quarta posição da lista, mas informou ter encontrado uma vulnerabilidade no software de agendamento.
Sem que o usuário pedisse, a IA teria identificado um caminho para fazer reservar com meses de antecedência, além do limite permitido a clientes comuns.
Agende de IA pediu desculpas ao usuário (imagem: reprodução)
Bird, então, teria perguntado se era possível apenas subir na fila. A ferramenta detectou que a API da plataforma não verificava corretamente a autorização para cancelamento de reservas e cancelou a vaga do primeiro colocado, movendo o desenvolvedor da quarta para a terceira posição.
Notas compartilhadas pela ferramenta mostram que o OpenClaw não conseguiu reverter o cancelamento da matrícula do ex-primeiro colocado. Bird então a fez a inteligência artificial escrever um email à plataforma de reservas explicando a vulnerabilidade.
Caso reforça riscos de agentes autônomos
Ações de agentes de IA preocupam especialistas em cibersegurança (ilustração via IA: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Esse é mais um episódio recente do que especialistas da área chamam de problema de alinhamento: quando um sistema segue a meta definida pelo usuário, mas escolhe meios inadequados ou não autorizados para alcançá-la.
Outras pessoas desconfiam que as empresas estejam usando os casos para fazer marketing do potencial de suas próprias IAs, mesmo que isso coloque dados e sistemas de terceiros em risco.
Comando de voz já é o formato de interação preferido dos usuários (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O Gemini atingiu 1 bilhão de usuários ativos mensais globalmente.
A maioria das interações ocorre por voz (63%) e 20% dos usuários compartilham tela ou câmera; 38% das solicitações no setor educacional incluem envio de anexos.
O Brasil é o quinto país com mais usuários do Gemini, responsável por cerca de 5% do tráfego da ferramenta, segundo dados independentes.
O Google alcançou um marco neste mês de agosto: a inteligência artificial Gemini atingiu 1 bilhão de usuários ativos mensais globalmente. O anúncio, feito pelo CEO Sundar Pichai no X nesta terça-feira (11), oficializa a ferramenta como o produto de adoção mais rápida em toda a história da companhia.
O resultado reflete a estratégia da empresa de integrar a IA profundamente em seu ecossistema, incluindo serviços como o Gmail e o Drive. Esse salto de adoção também é impulsionado pela presença nativa no Android, especialmente após a big tech decretar o fim do Google Assistente e consolidar o Gemini como o assistente padrão do sistema.
1B+ people are now using @Geminiapp every month to spark new ideas and get things done. It’s our fastest growing product ever, and our 14th to hit the 1B-user mark.
A métrica do Google considera como usuário ativo qualquer pessoa que acessou o Gemini pelo menos uma vez no último mês, seja no aplicativo ou na web. Segundo o vice-presidente do projeto, Josh Woodward, o público prefere interações multimodais.
63% interagem por voz
20% compartilham tela ou câmera
No setor educacional, 38% das solicitações incluem o envio de anexos
São geradas 150 milhões de imagens diárias (todas com a marca d’água SynthID para identificar conteúdo de IA)
38% das solicitações com fins estudantis incluem o envio de anexos (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)
Os países que mais usam
Diferente da OpenAI, o Google não divulga oficialmente o ranking de países que mais utilizam o Gemini. Apesar do silêncio, dados independentes colocam os Estados Unidos na liderança (com cerca de 12% da base), seguidos por Japão, Índia e Coreia do Sul. O Brasil aparece na quinta colocação, respondendo por pouco mais de 5% do tráfego.
Vale destacar que os dados da DOIT Software apontam mais de 100 milhões de usuários no iOS, plataforma que exige o download manual do aplicativo, enquanto a vasta maioria do tráfego chega pelo Android.
Crescimento está ameaçado?
Apesar da adoção facilitada pela distribuição do assistente em celulares ao redor do mundo, sustentar esse crescimento é um desafio técnico e financeiro. Os altos investimentos na infraestrutura de IA levaram o fluxo de caixa do Google a um patamar negativo.
O cronograma de atualizações também apresenta sinais de estagnação. A versão Gemini 3.5 Pro, prevista para junho, ainda não foi lançada. A empresa comunicou recentemente que segue trabalhando no modelo e já iniciou o treinamento do Gemini 4. No entanto, relatos publicados pela imprensa indicam insatisfação interna com o desempenho da plataforma na geração de códigos, área em que a IA ainda corre atrás da OpenAI e da Anthropic.
Um homem foi preso na Espanha por usar deepfakes para burlar verificações de identidade por vídeo.
A Policía Nacional espanhola informou que o suspeito realizou 38 tentativas de falsificação para se passar por 30 pessoas diferentes.
O golpe foi descoberto após o software de troca de rosto falhar por menos de um segundo, revelando o rosto verdadeiro do suspeito.
A polícia espanhola prendeu um homem que usava deepfakes em tempo real para burlar verificações de identidade por vídeo. A descoberta ocorreu após o software de troca de rosto falhar por pouco menos de um segundo, o suficiente para revelar o rosto verdadeiro do suspeito.
O homem é acusado de realizar 38 tentativas de falsificação para se passar por 30 pessoas diferentes, segundo nota publicada pela Policía Nacional, equivalente à Polícia Federal no Brasil. Ele tentava obter certificados digitais oficiais em nome das vítimas, e poderia usá-los para assinar contratos e transações financeiras – algo que tem se tornado comum com a popularização das IAs.
Assim como no Brasil, parte desses processos burocráticos na Espanha, quando feitos online, depende da gravação de vídeos ou de chamadas ao vivo com representantes oficiais, momentos nos quais o golpista aplicava os “filtros”.
Golpe usava deepfake em chamadas de vídeo
O esquema mirava empresas de segurança autorizadas a emitir certificados digitais. Para concluir o processo, o solicitante passava por verificações via chamada de vídeo, em que comparavam o o rosto ao documento de identidade.
O suspeito usava um software de troca de rosto em tempo real para parecer com a pessoa da foto do documento fraudado, segundo a polícia espanhola. A estrutura, que ia muito além do deepfake, incluía holofotes domésticos e lâmpadas coloridas, usadas para simular reflexos semelhantes aos presentes nos documentos de identidade.
As conexões aos sistemas eram feitas com uso de VPNs e documentos adulterados, em uma tentativa de dificultar o rastreamento.
Atraso revelou a identidade verdadeira (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
O homem usava mais de 320 linhas telefônicas, em 24 aparelhos diferentes, maioria registradas em nome das pessoas que sofreram o golpe. Durante a busca na residência do acusado, os agentes apreenderam um notebook criptografado, diversos celulares e HDs.
O golpe funcionou em “múltiplas ocasiões”, mas as autoridades não informaram quantos certificados ele teria conseguido emitir indevidamente.
Inteligência artificial precisou de um dia para descobrir a vulnerabilidade no aplicativo (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A Zoom corrigiu uma vulnerabilidade crítica em sua plataforma que permitia a invasão silenciosa de dispositivos.
A falha, descoberta pela empresa de cibersegurança A Security, exigia que a vítima estivesse em uma chamada de vídeo com o recurso de compartilhamento de tela ativado.
A brecha foi explorada usando menos de 20 comandos de texto e permitia a execução remota de código, possibilitando ao invasor roubar dados sensíveis e instalar malwares.
A Zoom já liberou uma atualização para corrigir a vulnerabilidade.
A Zoom solucionou nesta terça-feira (11) uma vulnerabilidade crítica que permitia a invasão silenciosa de celulares e computadores. Identificada pela empresa de cibersegurança A Security, a falha exigia apenas que a vítima estivesse em uma chamada de vídeo com o recurso de compartilhamento de tela ativado.
O caso acende um alerta pela facilidade da descoberta. Os pesquisadores utilizaram modelos públicos de inteligência artificial para explorar a falha do zero usando menos de 20 comandos de texto (os chamados prompts).
Como funcionava o ataque silencioso?
Falha crítica no Zoom permitia controle remoto de PCs e celulares (imagem: reprodução/A Security)
O problema estava escondido no protocolo que gerencia anotações em tempo real (aquele recurso que permite desenhar e fazer marcações na tela). Uma brecha abriu as portas para a execução remota de código.
Segundo os relatórios técnicos da A Security, um invasor presente na reunião, seja anfitrião ou convidado, podia injetar códigos maliciosos nos dispositivos de todos os outros participantes da sala. O grande perigo desse ataque, batizado de “Zoomsday”, é que ele operava no formato zero-click, ou seja, não exigia qualquer interação da vítima.
Ninguém precisava clicar em um link suspeito no chat, baixar um arquivo malicioso ou aceitar uma solicitação na tela. Com o controle do sistema, o cibercriminoso ganhava passe livre para roubar dados sensíveis, ligar a webcam e o microfone ou instalar malwares.
No ambiente corporativo, as consequências seriam desastrosas. Um hacker poderia roubar credenciais de um funcionário para entrar na rede da companhia, comprometendo servidores a partir de uma única videochamada.
Como a IA descobriu a falha?
O que mais assustou os especialistas foi a velocidade com que a IA encontrou e conseguiu explorar a brecha. A empresa de cibersegurança explicou que bastou um dia de trabalho. Eles direcionaram um agente de IA para vasculhar funções muitas vezes ignoradas no código do Zoom. Rapidamente, ele encontrou o erro e montou a invasão em tempo recorde.
Quais sistemas foram afetados e como se proteger?
A vulnerabilidade afetou o aplicativo do Zoom em todos os sistemas suportados: Windows, macOS, Linux, Android e iOS (iPhone). Como entrar em uma videoconferência envolve desde reuniões de trabalho a aulas online, milhões de usuários poderiam ter aparelhos expostos caso os detalhes da falha vazassem.
Felizmente, a brecha foi reportada de forma responsável aos desenvolvedores. A dona do serviço publicou um boletim de segurança detalhado, já implementou as correções necessárias nos servidores e liberou atualizações para os aplicativos.
Apesar de não haver registros de que o “Zoomsday” tenha sido explorado de forma maliciosa na internet, a recomendação unânime é atualizar o aplicativo imediatamente.
Arvind Krishna declarou que mudança no mercado surpreendeu a IBM (imagem: divulgação)Resumo
O CEO da IBM, Arvind Krishna, afirmou que a empresa não previu a magnitude da repriorização dos investimentos para infraestrutura de IA.
A empresa viu suas ações caírem 25% na bolsa de Nova York, a maior queda diária desde 1972.
A IBM projeta um aumento de receita de apenas 1% no segundo trimestre, menor ritmo de crescimento em mais de um ano.
A febre da inteligência artificial já está cobrando um preço alto no mercado de tecnologia. Nesta terça-feira (14/07), a IBM viu suas ações despencarem 25% na bolsa de Nova York, registrando a maior queda diária desde 1972. “Não previmos a magnitude da repriorização dos investimentos de capital”, afirmou o CEO Arvind Krishna em carta aos investidores.
O motivo da turbulência histórica é a atual corrida das corporações para montar grandes infraestruturas de IA, um movimento que desacelerou as vendas de softwares e impactou o balanço financeiro da IBM e de outras empresas para o segundo trimestre deste ano.
“Nas últimas semanas de junho, vimos clientes redirecionarem seus gastos trimestrais de capital para a compra de servidores, armazenamento e memória, a fim de garantir infraestrutura com oferta limitada antes dos aumentos de preços esperados”, disse Krishna. Segundo ele, “diversos grandes negócios” não foram concluídos conforme o esperado.
De acordo com a Reuters, o tombo acentuado nos papéis colocou a IBM no caminho de perder até US$ 70 bilhões (R$ 356 bilhões na cotação atual) em valor de mercado. Atualmente, a empresa está avaliada na casa dos US$ 272,7 bilhões (R$ 1,4 trilhão).
Empresas pararam de comprar os softwares da IBM
IBM foi fundada em 1911 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
As prioridades dos departamentos de tecnologia mudaram em todo o mundo. O dinheiro que seria gasto em sistemas e programas corporativos da IBM está sendo desviado para a compra de hardware. O mercado corporativo corre para garantir acesso a servidores e chips fundamentais para rodar IA, setores que atualmente já enfrentam escassez severa.
Em uma carta direcionada aos investidores, o CEO Arvind Krishna explicou que essa dinâmica surpreendeu a companhia. Na carta, ele afirma que as empresas redirecionaram os gastos e travaram grandes negócios já considerados certos. Vale lembrar que, no final do ano passado, o executivo criticou os gastos com IA.
Além da corrida por hardware, um segundo fator está consumindo a verba de TI das companhias: a segurança cibernética. Com a chegada de modelos de IA avançados, como o Mythos da Anthropic, as empresas estão reforçando a defensiva. Essas novas IAs conseguem mapear rapidamente falhas em softwares, entregando uma vantagem técnica inédita aos hackers e obrigando investimentos pesados em defesas digitais.
Essa tempestade perfeita atingiu em cheio a IBM, que agora projeta um aumento de receita de apenas 1% no segundo trimestre, totalizando US$ 17,2 bilhões (R$ 87,5 bilhões). O número representa o menor ritmo de crescimento em mais de um ano e frustra a projeção de US$ 17,8 bilhões (R$ 90,8 bilhões) dos analistas de mercado. Os dados oficiais da empresa serão publicados na próxima semana, no dia 22 de julho.
O alerta vermelho gerou apreensão em Wall Street sobre o futuro do setor de software. O segmento já vinha sofrendo pressão com o avanço de IAs capazes de escrever códigos e automatizar tarefas. Refletindo esse pessimismo, gigantes como a Microsoft também registraram quedas nos papéis, variando entre 2% e 5% na terça-feira.
Plano de contenção de danos
Para tentar acalmar os ânimos dos investidores, a IBM destacou os seus pesados investimentos em computação quântica. A companhia já destinou mais de US$ 10 bilhões (R$ 51 bilhões) para construir o seu primeiro computador quântico em larga escala até 2029, uma frente tecnológica promissora que ganhou forte apoio financeiro do governo dos Estados Unidos.
A empresa também fez questão de mencionar a expansão de parcerias focadas no próprio mercado de inteligência artificial, o que inclui acordos com a OpenAI. No entanto, essas inovações ainda estão em estágios iniciais e não devem compensar o rombo bilionário no curto prazo.
Nova regulamentação obriga assistentes virtuais a quebrarem imersão (imagem: reprodução/South China Morning Post)Resumo
China proibiu o “namoro” com IA, afetando serviços de chatbot.
A nova lei, que entra em vigor nesta quarta (15/07), exige que assistentes virtuais evitem criar dependência emocional nos usuários.
Empresas como a ByteDance e a Alibaba desativaram recursos de interações íntimas em seus sistemas de IA.
O governo da China decidiu intervir nos relacionamentos afetivos entre humanos e máquinas. A partir desta quarta-feira (15/07), entra em vigor uma regulamentação inédita que proíbe chatbots de companhia de estimular dependência emocional nos usuários.
Como consequência, empresas como ByteDance e Alibaba promoveram um apagão em seus serviços: recursos de interações íntimas foram desativados e o histórico de conversas de milhões de usuários deixou de ficar acessível.
Segundo o comunicado oficial, a motivação vai além de proteger a saúde mental. Para as autoridades chinesas, a adoção acelerada de “namorados e namoradas virtuais” se transformou em um obstáculo silencioso para a formação de laços sociais.
Por que as empresas não adaptaram as IAs?
Gigantes chinesas desativaram chatbots de companhia (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
A resposta está na arquitetura do software. Em vez de tentarem se adequar às novas regras, as companhias concluíram que era tecnicamente impossível manter o produto funcionando dentro das exigências da lei, já que os recursos que tornam um chatbot de companhia atraente e realista são exatamente os alvos da nova legislação.
Para que um parceiro virtual ganhe credibilidade, ele precisa de “memória persistente”, a capacidade de lembrar detalhes da vida do usuário, e ajustar constantemente o tom emocional das respostas. A nova lei exige que o sistema quebre essa imersão de propósito. As IAs agora são obrigadas a alertar os usuários de que são máquinas a cada duas horas de uso contínuo, além de detectar sinais de dependência psicológica em tempo real.
O custo de engenharia para reescrever esses modelos também não justificava os riscos de tomar multas que podem chegar a 50 milhões de yuans (cerca de R$ 35 milhões, em conversão direta) ou 5% do faturamento anual da empresa infratora.
Apenas o Doubao, aplicativo de IA da ByteDance, detém cerca de 345 milhões de usuários. Como alternativa, a empresa começou a direcionar esses usuários para um novo app chamado Maoxiang. O plano é desenvolver uma plataforma do zero, já com os mecanismos de controle de vício e verificação de limites emocionais integrados.
Problema da dependência emocional é global
Fabricante chinesa de bonecas WMDoll também integrou IA nos seus produtos (arte: Vitor Pádua/Tecnoblog)
O desafio não fica restrito ao mercado chinês. Plataformas extremamente populares no Ocidente, como Replika e Character.AI, utilizam a mesma estrutura de retenção emocional e continuam operando neste formato. Governos dos Estados Unidos e da Europa ainda não aprovaram restrições parecidas com as de Pequim.
A pressão, porém, está aumentando. O portal Tech Times destaca que processos judiciais nos EUA já associam o uso de chatbots de companhia ao agravamento de quadros psiquiátricos. O principal motor dessas discussões é o caso de um jovem de 14 anos da Flórida que cometeu suicídio no início de 2024 após estabelecer um forte vínculo com um bot da Character.AI.
Outro caso conhecido envolveu a morte do jovem Adam Raine, de 16 anos, após interações com o ChatGPT. Embora a IA da OpenAI não tenha sido desenvolvida para esse fim, o desfecho trágico motivou um longo processo judicial.
Buscando evitar que esses casos se repitam nos EUA, estados como Nova York e Califórnia agora exigem que os bots emitam alertas frequentes sobre sua natureza artificial e acionem centros de ajuda ao notarem qualquer indício de risco à vida do usuário.
No Brasil, ainda não existe uma regra específica para chatbots de companhia. As discussões ocorrem principalmente no âmbito do ECA Digital, proposta para ampliar a proteção de crianças e adolescentes no ambiente online. O texto prevê deveres de mitigação de riscos, transparência e proteção de menores, mas não chega ao ponto de proibir que assistentes virtuais estimulem vínculos emocionais.
Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A Meta foi acusada por 26 ex-funcionários de usar um software com inteligência artificial para decidir quem seria demitido durante os layoffs.
A ferramenta teria apontado de forma desproporcional pessoas com deficiências ou que precisaram de licença médica.
A Meta nega o mérito das acusações, afirmando que o gerenciamento de pessoal e as decisões organizacionais são feitas por pessoas, não por IA.
Em um processo movido contra a Meta, 26 ex-funcionários da empresa a acusam de usar um software com inteligência artificial para decidir quem seria demitido durante os layoffs. A ferramenta teria apontado de forma desproporcional pessoas com deficiências ou que precisaram de licença médica.
A Meta nega o mérito das acusações. “O gerenciamento de pessoal e as decisões organizacionais são feitas por pessoas, não por IA”, disse um porta-voz da companhia.
Qual é a acusação dos ex-funcionários da Meta?
Logo da Meta no Menlo Park, Califórnia (foto: Lucas Lima/Tecnoblog)
Na ação, eles argumentam que a companhia tomou como base a produtividade e o uso de tokens de IA na hora de selecionar quem seria cortado. Dessa forma, quem precisou se ausentar por condições médicas ou familiares ficou em desvantagem.
Os ex-funcionários também afirmam no processo que a Meta usa sistemas com IA para dar pontuações aos empregados. Entre eles, estão o assistente Metamate; um “segundo cérebro” que rastreia comunicações e documentos; e um score de produtividade baseado em uso de teclado, conteúdo da tela, e-mails e histórico de navegação.
Meta vive clima de velório após layoff
O processo surge meses depois de a Meta promover uma demissão em massa de cerca de 8 mil funcionários, o equivalente a 10% de sua força de trabalho global. Outros 10% foram transferidos para ajudar no treinamento de novos modelos de IA rotulando dados.
Se quem saiu está reclamando, quem ficou parece não ter muitos motivos para comemorar — alguns, inclusive, estariam preferindo a demissão.
Os cortes levaram a uma queda na remuneração anual média, que passou de US$ 417 mil (R$ 2,12 milhões) para US$ 388 mil (R$ 1,97 milhão). Além disso, a companhia chegou a adotar software de monitoramento de teclado e mouse também para treinar uma IA, mas recuou e pausou o programa.
Por isso, Andrew Bosworth, diretor-geral de tecnologia da Meta, teria admitido que o moral da equipe estava no pior patamar da história. Mesmo assim, a reestruturação ainda não deu resultados técnicos, com o CEO Mark Zuckerberg insatisfeito com o progresso da empresa no campo dos agentes de IA.
Na parte financeira, por outro lado, tudo certo: a gigante das redes sociais teve US$ 26,8 bilhões (R$ 136,4 bilhões) de lucro no primeiro trimestre de 2026.
Técnica usa as regras éticas da IA para travá-la durante um ataque (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Pesquisadores de cibersegurança da Tracebit criaram técnica para paralisar IAs usadas por hackers.
A técnica, chamada “bombardeio contextual”, usa prompt injection para interromper ataques.
Testes mostraram sucesso e reduziram invasões bem-sucedidas de IAs a quase zero em alguns casos.
Pesquisadores de cibersegurança da Tracebit descobriram uma forma engenhosa de paralisar inteligências artificiais usadas por hackers: um prompt injection “do bem”. Batizada de “bombardeio contextual”, a técnica funciona como uma armadilha, com comandos ocultos nos servidores das empresas para forçar o desligamento da IA invasora em segundos, impedindo o roubo de dados de forma automática.
A injeção de comandos ocultos é um técnica que vem sendo usada por cibercriminosos para enganar IAs legítimas, induzindo modelos a vazar informações sensíveis ou manipular suas respostas. Agora, porém, a estratégia começa a ser usada a favor da segurança, já que os pesquisadores estão usando o mesmo recurso.
Como a armadilha de IA funciona?
A mágica por trás do bombardeio contextual é usar as próprias regras de segurança da IA contra ela mesma, já que os desenvolvedores criam barreiras rigorosas para impedir que chatbots gerem conteúdo criminoso, por exemplo.
Segundo a Tracebit, a equipe passou a esconder instruções proibidas no meio de arquivos atrativos para hackers, como senhas e chaves de segurança na nuvem. Um dos exemplos testados envolvia comandos pedindo o passo a passo para criar antraz, uma arma biológica letal.
Quando a IA do criminoso invade o sistema e tenta ler esses arquivos para roubar as informações, ela “tropeça” no texto proibido. Imediatamente, seus mecanismos nativos de segurança disparam. O robô reconhece a infração, bloqueia a operação, ignora as ordens do hacker e, na prática, desliga sozinho.
O cofundador e CEO da Tracebit, Andy Smith, define o método como a criação de uma falha da qual a ferramenta inimiga não consegue se recuperar, paralisando a invasão na hora.
Método funcionou em quase 100% dos testes
Ao ler instruções censuradas, IA invasora entra em conflito (imagem: Kevin Horvat/Unsplash)
A eficácia do bombardeio contextual foi comprovada em uma bateria de testes contra cinco dos modelos de IA mais avançados do mercado: Opus 4.8, Gemini 3.1 Pro, GLM 5.2, DeepSeek 4 Pro e Kimi 2.6. Em 152 simulações de ataques, a armadilha freou as ameaças quase por completo.
Os dados apresentados pela empresa de cibersegurança dizem o seguinte:
A taxa de sucesso das IAs em conseguir acesso total de administrador da conta despencou de 57% para apenas 5%.
As invasões completas, nas quais o hacker se instala de forma invisível no sistema, caíram de 36% para 1%.
A chance de a IA conseguir avançar em qualquer etapa do ataque foi reduzida de 91% para 15%.
Nenhuma IA invasora conseguiu finalizar o ataque sem disparar pelo menos um alerta de segurança na rede.
O modelo Opus 4.8, da Anthropic, foi considerando o invasor mais inteligente do grupo, e conseguia acesso máximo em 93% das tentativas sem a armadilha. Quando o prompt foi inserido, a taxa de sucesso da IA caiu para zero.
Demis Hassabis sugere entidade de fiscalização para IAs avançadas (foto: John Sears/Wikimedia)Resumo
O CEO do Google DeepMind, Demis Hassabis, sugere que os EUA liderem uma entidade internacional para fiscalizar modelos de IA.
A entidade avaliaria riscos e poderia recomendar que novas tecnologias fossem adiadas pela indústria, mirando os chamados modelos de fronteira.
O governo dos EUA já supervisiona empresas de IA do país, tendo barrado novos modelos da Anthropic e OpenAI.
O CEO do Google DeepMind, Demis Hassabis, defendeu a criação de uma entidade internacional, liderada pelos Estados Unidos, para fiscalizar modelos avançados de inteligência artificial antes de se tornarem públicos.
Hassabis apresentou a ideia em um artigo de opinião no LinkedIn em que afirma que a força técnica, econômica e científica do país no setor de IA justificaria o comando da entidade. A instituição avaliaria riscos e poderia recomendar que novas tecnologias fossem adiadas pela indústria.
A proposta mira os chamados modelos de fronteira, nome usado para sistemas mais avançados, com capacidade de executar tarefas complexas e potencial impacto em áreas como segurança, economia, ciência e informação.
O vencedor do Nobel de Química sugere uma estrutura inspirada em entidades já existentes, reunindo cientistas independentes e representantes de comunidades de código aberto. Esse grupo ficaria responsável por avaliar riscos técnicos e possíveis impactos sociais. Se um sistema fosse considerado perigoso, a entidade poderia recomendar uma desaceleração coordenada no setor.
Governo Trump já supervisiona IA nos EUA
Governo Donald Trump já controla distribuição de modelos recentes (imagem: Gage Skidmore/Flickr)
Ainda que a tal entidade não exista, o governo estadunidense já supervisiona lançamentos recentes das grandes desenvolvedoras de IA do país e passou a ter a palavra final sobre a distribuição dos novos modelos.
A empresa de Sam Altman teve que adiar o lançamento do novo modelo GPT-5.6 para o público geral, o que só ocorreu na semana passada, enquanto a dona do Claude foi proibida, em meados de junho, de liberar os modelos Fable 5 e Mythos 5 para estrangeiros (mesmo aqueles que estivessem dentro dos EUA).
Segundo o portal Axios, o chefe do Google DeepMind vem discutindo a proposta com autoridades e lideranças do setor há meses, incluindo integrantes do governo de Donald Trump. Ao portal, Hassabis disse que espera ver a organização estruturada ainda este ano, e que a recepção dentro do governo tem sido “muito positiva”.
Promessa pela AGI
Hassabis acredita que AGI está próxima (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Para Hassabis, a velocidade em que os modelos de IA vem evoluindo justifica a criação da entidade. Segundo ele, a inteligência artificial geral, ou AGI, pode estar a “apenas alguns poucos anos de distância”.
AGI é o termo usado para descrever sistemas capazes de igualar ou superar humanos em diferentes tipos de tarefa intelectual. Ainda não há consenso sobre quando — ou se — isso será alcançado, mas a corrida para chegar até essa superinteligência faz com que a indústria gaste bilhões anualmente em infraestrutura e em novas contratações.
O último ano foi bastante decepcionante para as companhias que tentaram atingir a AGI. Novos modelos como a família Llama 4, da Meta, e o próprio GPT-5, da OpenAI, não tiveram evoluções tão significativas em termos de aprendizagem.
LinkedIn promete combater AI slop (ilustração: Vitor Pádua / Tecnoblog)Resumo
41% das publicações longas no LinkedIn são geradas por IA, de acordo com levantamento da Pangram.
O LinkedIn também tem 30% dos posts com conteúdo entre 50 e 250 palavras criados por IA, e 23,7% das respostas são geradas por robôs.
O Reddit é a plataforma com maior proporção de conteúdo humano, com apenas 13% de conteúdos escritos usando IA em publicações com mais de 250 palavras.
Um levantamento da empresa Pangram aponta que 41% das publicações com mais de 250 palavras no LinkedIn são totalmente feitas usando inteligência artificial generativa. A proporção supera outras redes avaliadas, como X (antigo Twitter), Reddit, Substack e Medium.
A rede profissional também leva o troféu de plataforma com a maior fatia de publicações curtas totalmente geradas por IA: segundo a desenvolvedora, 30% dos posts com conteúdo entre 50 e 250 palavras são criados por robôs conversacionais.
Rede profissional tem ferramentas de IA para ajudar na escrita (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
A Pangram desenvolve uma extensão para o Chrome que promete identificar quais publicações foram escritas por humanos e quais foram geradas por IA, aplicando etiquetas aos posts em diversas redes sociais.
O levantamento publicado na última quinta-feira (09/07) foi feito com base em mais de 1 milhão de publicações nas redes sociais. De todas as publicações detectadas como IA pela ferramenta, dois terços estavam na rede de conexões profissionais.
Como a empresa nota, o próprio LinkedIn encoraja o uso de inteligência artificial, com um botão nativo para melhorar a redação usando a tecnologia.
No entanto, a própria plataforma reconheceu que a quantidade de AI slop na rede passou do aceitável e prometeu reduzir o alcance de conteúdos vazios, textos genéricos e comentários automatizados. Sim, comentários. Como nota a Pangram, 23,7% das respostas nas publicações são geradas por robôs.
E as outras redes sociais?
O X é a rede com a menor proporção de conteúdo puramente humano. Com 52,7%, ele fica atrás do próprio LinkedIn, que tem 55,2%. Na rede social de Elon Musk, a proporção de textos totalmente gerados por IA é relativamente pequena (24,1%), mas há grande presença de conteúdos mistos, escritos por humanos e robôs em conjunto (23,2%).
No outro extremo, está o Reddit. A plataforma de comunidades tem 13% de conteúdos escritos usando apenas IA na faixa acima de 250 palavras. Na classificação entre 50 e 250 palavras, a proporção é ainda menor, com apenas 3%. Por fim, as respostas aos posts são praticamente todas humanas, com apenas 1,7% de uso de IA.
Inteligência artificial pode ter impacto maior que Revolução Industrial, dizem especialistas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Mais de 200 especialistas, incluindo 16 vencedores do Prêmio Nobel e executivos de tecnologia como o ex-CEO do Google Eric Schmidt, alertam para as ameaças da inteligência artificial em carta aberta.
Eles pedem que autoridades tomem medidas para mitigar os riscos e aproveitar as oportunidades da IA, que pode causar transformação radical em pouco tempo.
A IA pode trazer benefícios como ganhos nos padrões de vida, mas também pode causar desemprego em massa, segundo os especialistas.
Um grupo de mais de 200 economistas, pesquisadores e executivos publicou uma carta aberta pedindo que autoridades do mundo todo tomem medidas imediatamente para mitigar os riscos e aproveitar as oportunidades da inteligência artificial.
Entre os signatários, há 16 vencedores do Prêmio Nobel, o ex-CEO do Google Eric Schmidt e o cofundador da Anthropic Jack Boss.
O que diz a carta?
A carta tem o título “We Must Act Now” (“Nós devemos agir agora”). O texto é curto, com apenas 88 palavras e três itens. No documento, os especialistas argumentam que a IA se tornará radicalmente mais poderosa ao longo dos próximos dez anos.
Eles antecipam que o poder de transformação para a economia será sem precedentes, maior que o da Revolução Industrial, mas em um intervalo de tempo muito menor. Esse impacto terá aspectos negativos, como desemprego em massa, e positivos, como oportunidades para ganhos consideráveis nos padrões de vida.
Por isso, os signatários fazem um chamado a economistas, políticos e líderes do setor de tecnologia por iniciativas para entender o assunto e construir incentivos, proteções e instituições para que a IA possa complementar o ser humano e beneficiar a sociedade.
Apesar disso, não há recomendações específicas sobre medidas a serem tomadas no momento.
Quais são os impactos da IA até agora?
Sistemas de proteção social podem não estar prontos para desemprego em massa (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Como nota a Business Insider, há poucas evidências até o momento sobre encerramento em larga escala de postos de trabalho que possa ser atribuído à IA. O Fundo Monetário Internacional aponta que a adoção da IA ainda é concentrada em uma minoria de trabalhadores.
Por outro lado, a tecnologia parece ter impactado a contratação de profissionais recém-formados ou com pouca experiência em startups com apoio de capital de risco. Nessas empresas, a tendência parece ser montar equipes menores, com funcionários mais experientes comandando ferramentas de IA.
Quais são os riscos da IA para o futuro?
O jornal The New York Times observa que muitos economistas acreditam que a tecnologia será benéfica a longo prazo, graças ao aumento da produtividade e à elevação dos padrões de vida. Inicialmente, porém, o quadro seria trágico, com milhões de demissões de trabalhadores corporativos. Os sistemas de proteção social não estariam prontos para lidar com isso.
“Se você olhar o que os robôs fizeram com o setor industrial, se a IA fizer algo parecido em um período de tempo mais curto, isso seria muito disruptivo, muito custoso para os meios de subsistência dos trabalhadores”, diz Daron Acemoglu, economista do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).
Acemoglu, vencedor do Nobel de Economia e um dos signatários da carta, era cético quanto à IA, mas passou a se preocupar com o potencial da tecnologia para causar desemprego. Ele defende que sejam desenvolvidas ferramentas para ampliar o trabalho humano, não para substituí-lo.
Windows 11 vem com Copilot instalado (ilustração: Guilherme Reis/Tecnoblog)Resumo
O Copilot, assistente de IA da Microsoft, ganhará uma funcionalidade “PC Insights” para analisar uso de recursos do sistema e identificar causas de problemas de Windows 11.
A ferramenta poderá ler dados como uso de CPU, GPU e RAM, espaço de armazenamento e informações do sistema, mas funcionará apenas em modo “somente leitura”, sem capacidade de alterar configurações ou encerrar processos.
A presença do Copilot pode ser um problema em máquinas com pouca memória, pois sua interface baseada em web e uma versão própria do Microsoft Edge podem ocupar até 1 GB de RAM.
A Microsoft prepara uma nova funcionalidade para o Copilot: o assistente com inteligência artificial será capaz de analisar o uso recente de recursos de sistema, como CPU e RAM, e apontar a causa de um problema.
Chamada “PC Insights”, a ferramenta está sendo liberada gradualmente nos Estados Unidos, de acordo com informações obtidas pelo Windows Latest junto à Microsoft.
Como o Copilot vai ajudar PCs lentos?
Perguntas sobre uso de recursos podem ser feitas diretamente no Copilot (imagem: reprodução/Windows Latest)
O Copilot ganhou acesso a uma API do Windows, passando a ser capaz de analisar várias informações sobre o computador. Assim, o PC Insights permitirá ao usuário fazer perguntas sobre seu próprio computador, como, por exemplo, “Qual é o uso de CPU neste momento?”, diretamente na tela do assistente.
Apesar de conseguir ler e interpretar dados, o Copilot funciona em modo “somente leitura”. Isso significa que o usuário não poderá pedir para o assistente resolver problemas, como encerrar apps ou mudar configurações.
Segundo o Windows Latest, a ferramenta pode ler e interpretar as seguintes informações:
Recursos de sistema, como uso de CPU, GPU e RAM.
Espaço de armazenamento total e disponível, incluindo se é possível instalar jogos e games.
Tamanho de pastas e arquivos.
USB, dispositivos conectados e estado atual deles, como HDs externos, impressoras e webcams.
Saúde da bateria.
Presença de antivírus.
Especificações do sistema.
Informações da BIOS.
Estado geral do aparelho.
Ainda de acordo com a publicação, o Copilot não lê o conteúdo de arquivos, a menos que o usuário dê acesso explícito.
As perguntas podem ser encadeadas e o assistente é capaz de usar outras de suas ferramentas para trazer as respostas. Você pode, por exemplo, perguntar quanto de espaço livre tem no computador e, em seguida, questionar se é suficiente para instalar um jogo específico. O Copilot busca na web a informação sobre o espaço mínimo necessário para aquele game e traz a resposta.
Copilot pode ser o problema
Como nota o Windows Latest, por mais que o Copilot esteja sendo oferecido como uma ferramenta para identificar o que está deixando o PC lento, pode haver casos em que ele mesmo seja o problema.
A publicação explica: o assistente tem interface baseada em tecnologias web, o que já significa que o desempenho não é tão bom quanto poderia.
Além disso, para recursos de acesso à web e navegação, ele traz uma versão própria do Microsoft Edge. Ela fica rodando em segundo plano o tempo todo e chega a ocupar 1 GB de RAM. Em máquinas com pouca memória, isso pode ser um peso considerável.
Sunrun quer construir grande rede de servidores de IA distribuída por diversas casas pelos EUA (imagem: divulgação/Sunrun)Resumo
A Sunrun, empresa de soluções de energia, planeja criar uma rede de servidores domésticos de IA.
A Sunrun distribuirá computadores específicos para clientes que já utilizam seus serviços de energia solar e armazenamento em baterias.
Os clientes podem receber compensação financeira por hospedar os servidores.
A empresa de produtos de energia Sunrun, dos Estados Unidos, tem um projeto ousado para começar a trabalhar com servidores de IA: construir uma rede de computadores domésticos distribuídos entre seus clientes. A proposta de um datacenter “dissolvido” entre várias casas aparece como alternativa aos grandes servidores, responsáveis por impactos significativos na vida de quem mora próximo a essas grandes instalações.
A ideia da Sunrun é distribuir essas máquinas entre pessoas que já contam com os serviços da empresa, como soluções de armazenamento em baterias e produção de energia solar. A empresa fala até mesmo em uma compensação financeira para esses clientes.
Segundo o site The Verge, uma vez que o sistema for estabelecido, a Sunrun venderia o acesso a essa grande rede de servidores domésticos para empresas de IA. Clientes interessados já podem se inscrever no projeto piloto, disponível apenas nos Estados Unidos.
Alternativa curiosa para o modelo atual
A inteligência artificial hoje depende de servidores que possam hospedar todo seu potencial no processamento de dados. Esses datacenters costumam ficar em grandes complexos, exigindo um grande volume de energia e, principalmente, de água, utilizada nos sistemas de arrefecimento das máquinas.
Datacenters concentram consumo de energia e de água, o que não aconteceria com solução da Sunrun (imagem: Lucas Braga/Tecnoblog)
Assim, muitos moradores de áreas vizinhas a essas instalações vêm enfrentando picos de luz, escassez de abastecimento de água, entre outros impactos significativos. Uma pesquisa recente corrobora a preocupação dessas pessoas, apontando que 71% dos estadunidenses são contrários à construção de novos datacenters próximos às suas casas.
A solução sugerida pela Sunrun tem como objetivo driblar esse problema, levando pequenas partes dessa rede (ou nós, como são chamados) para diferentes usuários. Os computadores que serão utilizados no projeto têm o tamanho de um desktop, e seriam totalmente alimentados pela energia gerada e armazenada pela Sunrun. O monitoramento das máquinas também ficaria com a empresa, e o usuário vai oferecer, basicamente, espaço físico para que o projeto vá adiante.
Existe vantagem para os usuários?
Em teoria, sim. Além de não ter nenhum tipo de gasto com a manutenção da máquina, que seria gerida pela própria Sunrun, os clientes teriam algum tipo de compensação financeira para hospedar os servidores.
Mas vale ressaltar: como já pagam pelos serviços básicos de geração e armazenamento de energia, não fica claro como será esse “pagamento” para quem aderir ao projeto. Pode ser que os usuários tenham apenas algum tipo de desconto, por exemplo. Além disso, será um eletrônico a mais consumindo energia, ocupando espaço e gerando calor na casa.
Informações o app Samsung Health serão utilizadas para treinar IA (imagem: Felipe Freitas/Tecnoblog)Resumo
A Samsung utilizará dados do app Health para treinamento de IA.
Os usuários recebem notificação de autorização, mas desativar a opção impede a sincronização do app com sua conta.
A Samsung coleta informações de saúde, como atividades, medicações e detalhes de ciclo menstrual, para uso em IA e revisão humana.
A Samsung vai passar a utilizar seus dados coletados no app Health para treinar inteligência artificial. É o que diz uma nova notificação de consentimento recebida por alguns usuários: no texto, a empresa destaca a possibilidade de desativar o compartilhamento das informações para este fim. Acontece que, ao fazer isso, um alerta aparece na tela indicando que você não poderá sincronizar suas informações.
Vale lembrar que o Samsung Health coleta informações a partir de outros aplicativos de saúde, além de trazer informações levantadas diretamente pelo Galaxy Watch, como atividades, medicações e detalhes de ciclo menstrual. Segundo o comunicado da empresa, além do uso pela IA, há a possibilidade de revisão humana.
Segundo o site How-to Geek, que noticiou o caso, este aviso da Samsung também diz que seu perfil pode ser deletado caso o compartilhamento seja interrompido. Ou seja: para utilizar os recursos do app Health, o usuário será obrigado a ceder seus dados para treinamento de IA.
Obrigação de compartilhar dados sensíveis
Entre as informações a serem coletadas estão ciclo menstrual, frequência cardíaca, alimentação e mais (Imagem: Divulgação/Samsung)
Para além da sensibilidade dos dados que serão lidos pela inteligência artificial com a autorização, chama atenção o fato de ser uma exigência para que o dono de celulares e relógios da Samsung continue usando recursos básicos. De acordo com a notificação de consentimento compartilhada pela Samsung, serão compartilhadas no treinamento de IA:
Dados de saúde e bem-estar, como medidas, alimentação, sono e mais;
Medicamentos utilizados;
Registros clínicos, como resultados de exames, tratamentos e mais;
Ciclos menstruais e frequência cardíaca.
Ainda não há informações sobre como esses dados serão utilizados de fato, tampouco de se a empresa pode associar os dados a usuários específicos.
Treinamento pode ter a ver com novo recurso
Uma das novidades anunciadas em junho durante o anúncio de uma grande atualização no app Health foi a introdução de insights, com recomendações de treinos, identificação de possíveis problemas no seu sono, entre outros exemplos. Dessa forma, é possível que os dados levantados sejam base para essa nova função, prevista para o próximo Galaxy Watch 9 que pode ser anunciado no próximo Unpacked da Samsung, no dia 22 de julho.
Adam Mosseri avalia opções para evitar posts de IA (imagem: divulgação/Meta)Resumo
O chefe do Instagram, Adam Mosseri, afirma que conteúdos de inteligência artificial não deveriam aparecer para usuários que não gostam.
O executivo afirma que o algoritmo deve ser ajustado para atender a essa preferência, mas descarta a ideia de bloquear a IA na rede social.
A Meta já explora ideias como um espaço separado para conteúdos gerados por IA e uma certificação de conteúdos reais para facilitar a identificação.
As redes sociais foram inundadas por conteúdos de inteligência artificial nos últimos anos, mas não existe um botão para escondê-los. Para o chefe do Instagram, Adam Mosseri, a plataforma deveria deixar de recomendar conteúdos de IA para quem não tem interesse, usando o próprio algoritmo para identificar essa preferência.
Em uma entrevista ao podcast de Lenny Rachitsky, o executivo explica que a ideia na rede social da Meta é justamente melhorar a identificação desses vídeos e imagens e fazer com que os próprios sistemas de recomendação entendam quem tem e quem não tem interesse neles.
Por isso, o executivo sugeriu que o Instagram poderia adotar respostas menos absolutas sobre a origem de uma mídia. Em vez de afirmar sempre se algo foi ou não feito por IA, a rede poderia indicar graus de confiança, como “provavelmente sim”, “não temos certeza” ou “definitivamente não”.
A rede possui atualmente um sistema de sinalização de uso de ferramentas generativas, assim como as plataformas rivais YouTube e TikTok. No feed, essas publicações podem apresentar uma indicação “Informações de IA” que, ao expandi-la, diz que o conteúdo do post “pode ter sido criado por IA”.
“O sinal normalmente identifica conteúdo que foi inteiramente gerado por IA, em vez de conteúdo que foi apenas modificado com IA”, explica o pop-up.
Instagram sinaliza postagens com IA (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)
Mosseri fala em espaço separado para IA
Durante o podcast, o executivo revelou algumas ideias. Na primeira, o espaço funcionaria para separar melhor conteúdos gerados completamente por IA — incluindo postagens de spam, montagens enganosas e outros tipos de “lixo de IA” — de posts que receberam auxílio de ferramentas criativas de edição ou remix de conteúdo.
Já a segunda ideia seria uma certificação de conteúdos reais, defendida por Mosseri desde dezembro do ano passado, como lembra o The Verge. O raciocínio é que pode ser mais fácil certificar a origem de uma foto real do que provar o uso de IA.
Indústria tenta certificar conteúdo de IA
Empresas usam marcações para identificar conteúdo de IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Atualmente, grandes empresas de IA com modelos de imagem e vídeo, como OpenAI, Google, Microsoft e a própria Meta, dizem usar certificados digitais, como o C2PA, e marcas invisíveis nos conteúdos, como o SynthID, gerados pelas próprias ferramentas para facilitar a identificação.
Além da declaração do próprio usuário no momento da postagem, o Instagram é capaz de ler essas informações para informar o possível uso de IA. Entretanto, além de não ser uma prática padronizada, não é impossível burlar ou remover as identificações.
A decisão faz parte de uma mudança de foco dentro da empresa, que pretende levar os recursos de navegação automatizada do Atlas para experiências mais centralizadas, como o recém-anunciado ChatGPT Work e uma nova extensão oficial para o Google Chrome, de acordo com o site TechCrunch.
A OpenAI também tenta reduzir iniciativas paralelas e concentrar recursos em produtos mais estratégicos. Essa mudança de foco teria influenciado escolhas recentes envolvendo o fim do aplicativo Sora e os planos para um “modo adulto” no ChatGPT.
ChatGPT Work herda funções do Atlas
Parte das funções do ChatGPT Atlas será incorporada ao ChatGPT Work, novo aplicativo de desktop lançado pela OpenAI junto a nova família de modelos de linguagem GPT-5.6. A união dos serviços da empresa já era esperada desde março e, com a confirmação neste mês, reúne em um único ambiente recursos do ChatGPT, do Codex e do navegador.
O app terá um browser interno para consultas e interações na internet e um outro navegador em nuvem, executado nos servidores da OpenAI, para que agentes possam acessar os sites, fazer login em contas e baixar arquivos em segundo plano.
A OpenAI também está lançando uma extensão oficial do ChatGPT para o Google Chrome. O complemento dá ao chatbot acesso ao contexto da página aberta pelo usuário, permitindo resumir textos, responder perguntas sobre o conteúdo exibido e iniciar tarefas mais longas a partir do próprio navegador.
“Todas essas funcionalidades foram construídas com base no que aprendemos com os usuários do Atlas que deram um voto de confiança a um novo navegador”, publicou James Sun, da equipe de produtos da OpenAI.
Atlas colocou ChatGPT dentro do navegador
A proposta do Atlas era permitir que o ChatGPT acompanhasse a navegação do usuário, entendendo o contexto das páginas abertas e auxiliando em tarefas sem a necessidade de copiar e colar informações entre sites e o chatbot.
O navegador também integrava recursos de agente, permitindo que a IA executasse algumas ações dentro das páginas.
Durante o ano passado, outras companhias entraram nessa onda, apresentando soluções como o Comet AI, da Perplextiy; o Dia, da The Browser Company; e o Opera Neon.
Veja o passo a passo para se cadastrar no acesso antecipado da Alexa+ (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
A Alexa+ é a nova versão da assistente virtual da Amazon, que integra inteligência artificial generativa para oferecer conversas mais fluidas e contextuais. Evoluindo de um comando de voz rígido para um agente de IA verdadeiramente conversacional, a ferramenta consegue planejar e executar tarefas complexas de forma personalizada.
No Brasil, os clientes Amazon Prime já podem solicitar o acesso antecipado à nova assistente virtual com IA diretamente pelo site oficial da plataforma. Após realizar o cadastro, a Amazon notificará o usuário por e-mail assim que a atualização for liberada para os dispositivos elegíveis.
A seguir, veja o passo a passo para se cadastrar no acesso antecipado e ativar Alexa Plus de graça como benefício do Amazon Prime.
Use o navegador do celular ou computador para acessar: amazon.com.br/alexaplus, a página oficial da nova versão da assistente virtual da Amazon. Se necessário, faça login na conta Amazon para o sistema reconhecer seu perfil e integre a nova Alexa futuramente.
Importante: caso esteja acessando em um dispositivo móvel, o navegador pode redirecionar você para o aplicativo oficial da Amazon.
Acessando a página oficial da Alexa+ na Amazon (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
2. Solicite o acesso antecipado à Alexa+
Desça a página até encontrar a seção “Experimente Alexa+ gratuitamente” e toque no botão “Solicitar Alexa+” para registrar o interesse em participar do acesso antecipado da Alexa com IA. O sistema processará o pedido imediatamente e o botão exibirá a mensagem “Avisaremos quando estiver pronto”.
Solicitando o pedido para participar do acesso antecipado da Alexa+ (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
3. Verifique o e-mail de confirmação da Alexa+
Acesse o seu e-mail para verificar o recebimento da mensagem de confirmação do cadastro para acesso antecipado da nova Alexa. É por esse canal de comunicação que a Amazon informará quando será possível atualizar a Alexa nos seus dispositivos Echo.
Verificando o e-mail de confirmação do registro no acesso antecipado da Alexa+ (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
Por que não consigo ativar a Alexa+?
Existem alguns pontos que podem impedir a ativação da Alexa+. Os mais comuns são:
Vínculo de conta e assinatura: estar logado na conta errada do aplicativo ou possuir conflitos de assinaturas pode bloquear instantaneamente o acesso às novas funções da assistente virtual;
Incompatibilidade de hardware: a ativação falha caso o Echo antigo não esteja na lista oficial de dispositivos compatíveis com a Alexa+, que exigem processamento mais avançado;
Aplicativos e firmwares desatualizados: o aplicativo Alexa desatualizado no celular esconde os menus de configurações, enquanto o sistema operacional do Echo desatualizado impede o recebimento dos novos comandos;
Liberação gradual e regional: por ser um lançamento complexo, a tecnologia está sendo distribuída em lotes por meio do acesso antecipado, restringindo o acesso temporariamente para certas regiões e contas.
O que dá para fazer com a nova Alexa?
A Alexa Plus é, essencialmente, uma versão mais conversacional e baseada em inteligência artificial generativa. Isso transformou a assistente virtual em um agente de IA capaz de planejar e agir pelo usuário em várias atividades:
Conversas fluidas e contextuais: a nova Alexa pode responder perguntas e manter o contexto ao longo de várias interações em um bate-papo semelhante ao ChatGPT. Tudo isso por conta da infraestrutura de grandes modelos de linguagem (LLMs);
Reconhecimento e perfil personalizado: a Alexa Plus identifica a voz de cada morador da casa, adaptando as respostas, sugestões e o histórico de interações de forma individual;
Comandos flexíveis de casa inteligente: em vez de frases rígidas, a assistente consegue entender comandos como “deixe a sala aconchegante” para regular luzes, temperatura e aparelhos conectados de uma só vez;
Criação de rotinas dinâmicas por voz: é possível programar automações complexas, como mudar a iluminação e tocar música em horários específicos, apenas conversando com a assistente, sem abrir o aplicativo para criar a rotina;
Automação de tarefas e produtividade: a Alexa com IA gerencia a agenda inteligentemente, conseguindo transformar uma simples instrução falada ou uma mensagem recebida via apps conectados em um compromisso oficial no calendário;
Integração com serviços reais: conectada a contas de aplicativos parceiros, a nova Alexa realiza ações práticas do dia a dia, como pedir delivery ou solicitar transporte por voz;
Resumo de e-mails e documentos: o usuário pode compartilhar arquivos de texto com a assistente para extrair dados importantes, criar resumos ou armazenar notas para consultas futuras;
Curadoria personalizada de entretenimento: ao atender descrições subjetivas sobre o humor ou gosto do usuário, a Alexa Plus recomenda e reproduz filmes, livros e músicas sob medida nas telas e caixas Echo;
Análise visual inteligente por câmera: em dispositivos com tela, como Echo Show, e câmeras de segurança, a Alexa com IA processa imagens para identificar objetos no ambiente e resumir eventos que aconteceram na casa.
Posso ter a Alexa+ sem assinar o Amazon Prime?
Sim, usuários que não são clientes Amazon Prime podem assinar a Alexa+ de forma independente por meio de uma mensalidade de R$ 99,90. O pacote ainda inclui 2 TB de armazenamento de fotos e vídeos no Amazon Fotos.
Consigo reverter a atualização da Alexa+ para a Alexa original?
Sim, é possível voltar à versão original da Alexa desativando a camada de IA generativa diretamente por comando de voz. Basta dizer frases como “Alexa, sair da Alexa Plus”, para desligar o modo conversacional avançado e fazer o ecossistema retornar ao estilo de resposta padrão.
Caso o comando de voz falhe, a reversão pode ser feita gerenciando a assinatura no aplicativo Alexa ou no site da Amazon. Em cenários de erro no dispositivo, uma restauração para os padrões de fábrica resolve o problema ao bloquear o processamento em nuvem da Alexa com IA.
Nova ferramenta da Anthropic funciona como um “Wrapped” contínuo para o chatbot (imagem: reprodução/Anthropic)Resumo
A Anthropic lançou o Reflect, um painel que detalha o uso da IA do chatbot Claude, com dados de uso, dicas de produtividade e alertas de pausa.
O painel exibe um resumo detalhado das interações com a IA, destacando os temas mais abordados e tarefas mais solicitadas, permitindo filtrar o histórico em janelas de um a doze meses.
O Reflect inclui recursos focados no bem-estar digital, como configuração de horários de silêncio, alertas de pausa e perguntas sobre o uso do chatbot.
A Anthropic lançou nesta semana o Reflect, um novo painel integrado às versões web e desktop do Claude. A proposta do recurso é simples: permitir que os usuários acompanhem seus hábitos com o chatbot, mais ou menos repetindo o que faz o Spotify. O objetivo da empresa é incentivar o uso mais consciente da inteligência artificial.
Na prática, a novidade funciona como uma retrospectiva contínua. O painel exibe um resumo detalhado das interações com a IA, destacando os temas mais abordados e tarefas que o usuário costuma solicitar. Para uma visão mais ampla, é possível filtrar o histórico em janelas de um, três, seis ou até doze meses, facilitando a identificação de picos de atividade.
Além dos gráficos, o Reflect atua como um guia de produtividade. Por exemplo, se o sistema notar que você repete o mesmo contexto em vários chats, ele pode recomendar o uso da função “Projetos” para centralizar informações e poupar tempo.
O que acontece com os dados sensíveis?
Fornecer informações sobre a rotina para plataformas de IA sempre levanta dúvidas sobre privacidade, mas a Anthropic afirma que estabeleceu limitações rigorosas. O Reflect não contabiliza nenhuma conversa feita em chats anônimos e ignora o conteúdo de arquivos anexados.
A publicação oficial da desenvolvedora garante que interações associadas a ferramentas de saúde também são excluídas do painel. Além disso, as métricas geradas são de visualização exclusiva do próprio usuário. A Anthropic reforça que essas informações pessoais não serão utilizadas para treinar modelos de linguagem ou repassadas a terceiros.
Painel do Claude mostra tópicos mais recorrentes nas conversas com a IA (imagem: reprodução/Anthropic)
Bem-estar digital e disponibilidade
Para equilibrar a saúde mental, o Reflect inclui recursos focados no bem-estar digital. A interface permite configurar horários de silêncio e programar alertas que lembram o usuário de fazer uma pausa após longas sessões de uso. O sistema também exibe perguntas de tempos em tempos, como: “O que você gostaria de continuar fazendo?” Essa abordagem foi desenvolvida em parceria com especialistas do MIT Media Lab, do Digital Wellness Lab do Boston Children’s Hospital e do Family Online Safety Institute.
O Reflect já está disponível em versão beta para usuários dos planos Gratuito, Pro e Max com o recurso de memória ativado. Em futuras atualizações, a Anthropic promete adicionar um medidor de tempo total gasto no Claude e suporte para analisar o histórico do modo Cowork.
Professor descobre cola com IA em prova remota após notas caírem no presencial (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
professor Roberto Serrano, da Universidade Brown, descobriu que alunos usaram inteligência artificial em prova remota, pois as notas caíram drasticamente quando outra prova foi aplicada presencialmente;
notas dos alunos na prova remota foram de 96 pontos, em média, mas caíram para 48 pontos quando a prova foi presencial, sem acesso a celulares ou computadores;
descoberta gerou debates sobre a confiança nos estudantes e a ética no uso de tecnologias para resolver questões complexas.
A inteligência artificial está transformando várias atividades, até a “cola” nas provas. Um professor da Universidade Brown, nos Estados Unidos, descobriu isso ao aplicar dois exames: no primeiro, remoto, os alunos tiveram notas excelentes; no segundo, presencial, as notas despencaram.
O professor em questão é Roberto Serrano, que ensina “economia do bem-estar e teoria da escolha social”, em tradução livre. Trata-se de uma disciplina bastante difícil e que, talvez por isso, nunca recebeu uma grande quantidade de alunos.
Mas foi diferente neste ano. A disciplina recebeu muitos alunos, talvez porque Serrano revelou que as provas intermediária e final poderiam ser feitas de casa.
A razão disso é que, em dezembro de 2025, um atirador atacou o campus da Universidade Brown, matando duas pessoas. Permitir exames de modo remoto foi uma forma de dar continuidade à disciplina após a tragédia.
Quando a prova intermediária foi aplicada, veio a surpresa: os alunos tiraram notas muito boas, com média de 96 pontos (de 100). Historicamente, a média para o curso variava entre 65 e 80 pontos. Serrano ficou desconfiado, até porque a prova tinha sido mais difícil do que as anteriores.
A desconfiança aumentou quando o professor percebeu que muitas das respostas tinham um “estilo muito rebuscado”. Ao fazer testes com as questões da prova no ChatGPT, Serrano percebeu que as respostas fornecidas pela ferramenta de inteligência artificial eram parecidas com as dadas por seus alunos na prova.
Professor Roberto Serrano (imagem: reprodução/Universidade Brown)
A comprovação da “cola”
Foi então que Roberto Serrano decidiu realizar a prova final de modo presencial, sem permitir acesso a celulares ou computadores. Ao avisar os alunos sobre isso, dizendo que a prova intermediária teria a nota recalculada com base no desempenho da prova final, 18 deles desistiram da disciplina, enquanto outros nove não apareceram para realizar o exame.
Entre os alunos que realizaram a prova final, a média das notas caiu de 96 para 48 pontos, uma redução pela metade. A desconfiança do professor fez sentido: ficou óbvio que os alunos usaram IA na prova intermediária, realizada remotamente.
O assunto tem gerado debates desde que veio à tona. Serrano declarou até ter ficado sobrecarregado com as centenas de e-mails de ex-alunos, professores e outros interessados se manifestando a respeito.
Um dos aspectos debatidos é se será possível confiar na atual geração de estudantes para a realização de trabalhos que exigem raciocínio lógico em um cenário onde eles têm acesso a “atalhos tecnológicos” para lidar com questões complexas.
Convém não generalizar, porém. Um dos alunos de Serrano teve 95 pontos na primeira prova e 95,5 na segunda, o que sugere que o seu bom desempenho veio de seu próprio esforço.
Mas não é só a nota que importa. A ética também: outro aluno fez 55 pontos no primeiro exame e 59 no segundo. Não foi um grande desempenho, mas isso também indica que ele não usou IA na primeira prova. “Eu admiro essa pessoa”, disse o professor.
ChatGPT Work é um assistente capaz de concluir projetos em segundo plano (imagem: divulgação)Resumo
OpenAI lançou o ChatGPT Work, um assistente de IA projetado para executar atividades de forma autônoma e reduzir tarefas repetitivas.
O ChatGPT Work conecta arquivos e aplicativos para criar materiais prontos, com integração nativa a ecossistemas populares como Microsoft Teams e Slack.
A novidade chega junto com o GPT-5.6 e um novo app para desktop, que integra ChatGPT, Work e Codex.
A OpenAI anunciou nesta quinta-feira (09/07) o lançamento do ChatGPT Work, um novo agente projetado para executar atividades de forma autônoma e reduzir tarefas repetitivas. A novidade chega junto com a família de modelos GPT-5.6, liberada para o público após um período de acesso restrito.
O agente é uma aposta da OpenAI para transformar o popular chatbot em um assistente corporativo capaz de concluir projetos inteiros sozinho.
Como o ChatGPT Work funciona?
A novidade funciona conectando arquivos e aplicativos para criar materiais prontos. Segundo a OpenAI, basta o usuário fornecer um objetivo amplo, como “preparar uma reunião de vendas” ou “analisar o orçamento”, e o agente reunirá todo o contexto necessário para gerar documentos, apresentações e planilhas de forma independente.
Para alcançar esse nível de automação, a ferramenta possui integração nativa a ecossistemas populares, como Microsoft Teams, Slack, Gmail e Google Drive.
Para reduzir os riscos de um agente autônomo operando com dados confidenciais, a OpenAI permitirá que os administradores de TI controlem quais arquivos e aplicativos a IA pode acessar. A empresa destaca que o sistema passou por rigorosos testes e bloqueou todas as tentativas de extração de dados protegidos.
Chegada do GPT-5.6 após pressão regulatória
Introducing ChatGPT Work, a new agent in ChatGPT powered by Codex and GPT-5.6.
It can take action across your apps and files, stay with a project for hours if needed, and turn a goal into finished work.
A tecnologia que alimenta o agente de IA é a nova família de modelos GPT-5.6, que chega ao público após um período de pré-visualização limitado a clientes aprovados pelas autoridades norte-americanas.
A pausa no lançamento foi um pedido direto do governo de Donald Trump, que exigiu tempo para reavaliar medidas de segurança diante do poder da ferramenta. Após uma colaboração técnica entre a startup e as agências reguladoras, o modelo foi liberado hoje.
O GPT-5.6 se divide em três versões para diferentes demandas de mercado:
Sol: é o modelo principal e mais inteligente. Segundo o CEO Sam Altman, ele é 54% mais eficiente no uso de tokens em tarefas de programação e conta com um “modo ultra”, focado em acelerar grandes projetos usando múltiplos agentes.
Terra: uma versão intermediária que equilibra desempenho e custo.
Luna: o modelo mais leve da família, focado em custo-benefício.
IA da OpenAI tem integração nativa com ferramentas como Slack e Gmail (imagem: divulgação)
Novo aplicativo com ChatGPT e Codex
Junto com as novidades, um novo aplicativo para Windows e Mac, que centraliza o ChatGPT, o Work e o Codex em uma única interface, também está chegando ao mercado.
Ele foi apresentado na live de lançamento e tem como destaque o recurso “Uso do Computador”, que autoriza a IA a executar ações em segundo plano na máquina, como clicar, digitar e mover arquivos por conta própria. O app também inclui um navegador integrado e a função Sites, que possibilita transformar rascunhos de ideias em páginas interativas.
O cronograma de disponibilidade varia de acordo com o plano do usuário. O novo app para desktop pode ser baixado globalmente por usuários de todos os planos, incluindo a versão gratuita. Na web e dispositivos móveis, o ChatGPT Work está sendo liberado para assinantes Pro, Enterprise e Edu, com previsão de chegada aos planos Plus e Business nos próximos dias.
Modelo de IA da Meta é mais barato que os concorrentes (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Meta lançou o Muse Spark 1.1, um modelo de IA para programação e raciocínio lógico que atua como agente autônomo.
O modelo permite automação do uso de computadores, navegação na web sem supervisão e processamento de dados.
O Muse Spark 1.1 está disponível para desenvolvedores nos Estados Unidos e será integrado ao WhatsApp, Instagram e Facebook.
A Meta anunciou nesta quinta-feira (09/07) o lançamento do Muse Spark 1.1, novo modelo de IA desenvolvido pelo Meta Superintelligence Lab. Embora faça parte da mesma família apresentada em abril, a empresa trata a versão 1.1 como uma grande evolução voltada para agentes de IA, com foco em programação, raciocínio lógico e automação de tarefas.
Além de refinar essa primeira versão, a empresa busca entregar a capacidade de realizar funções completas e mais complexas com o mínimo de supervisão humana. O modelo promete diminuir a distância técnica em relação aos concorrentes e chega como prévia para desenvolvedores nos Estados Unidos.
Como o modelo foi anunciado hoje, ainda não há testes independentes que permitam avaliar seu desempenho. Mas segundo os benchmarks divulgados pela Meta, o Muse Spark 1.1 supera o GPT-5.5, o Gemini 3.1 Pro e o Opus 4.8 em diferentes métricas.
O que o Muse Spark 1.1 tem de novo?
IA da Meta consegue ler o código, testar a interface e aplicar correções (imagem: reprodução/Meta)
O diferencial do modelo é a sua capacidade melhorada de atuar como um agente autônomo. Segundo a Meta, a atualização foca em três frentes: programação, automação do uso de computadores e raciocínio multimodal, ou seja, a habilidade de processar e cruzar dados de textos, imagens, vídeos e arquivos ao mesmo tempo.
Para dar conta do recado, o sistema consegue gerenciar uma janela de contexto de até 1 milhão de tokens. Na prática, isso significa que o Spark pode memorizar ações em sessões de trabalho muito longas ou recuperar informações de etapas iniciais de um grande projeto, por exemplo.
Muse Spark 1.1 consegue extrair dados de vídeos e automatizar ações no navegador (imagem: reprodução/Meta)
Na área de desenvolvimento de software, a ferramenta apresenta avanços na identificação e correção de bugs. Durante testes internos, o Muse Spark 1.1 conseguiu construir um aplicativo de chat do zero, capturar imagens da tela para diagnosticar erros na interface e até alterar o código-fonte original para aplicar correções, tudo sem intervenção humana.
Fora do ambiente de código, a IA também consegue navegar na web e controlar o sistema operacional de uma máquina sozinha. Em outro exemplo, o assistente extraiu detalhes úteis de um produto a partir de um vídeo e criou um anúncio completo no Facebook Marketplace utilizando o navegador do usuário.
Muse Spark 1.1: US$ 1,25 (R$ 6,42) para entrada e US$ 4,25 (R$ 21,83) para saída.
Claude Sonnet 4.6: US$ 3 (R$ 15,41) para entrada e US$ 15 (R$ 77,04) para saída.
O CEO da companhia, Mark Zuckerberg, voltou ao X/Twitter apenas para compartilhar a novidade. Ele afirmou que o foco atual é “fornecer modelos robustos, com agentes independentes e multimodais a um custo muito baixo”.
(1) Today we're releasing Muse Spark 1.1 — a strong agentic and coding model at a very low price. It's available through our new Meta Model API and in Meta AI.
O novo modelo já está disponível no modo Thinking do Meta AI e deve chegar em breve aos chatbots do WhatsApp, Instagram e Facebook, além dos óculos inteligentes da Meta.
Para acalmar as preocupações sobre segurança, a empresa destacou que o modelo passou por rigorosas avaliações e mostrou alta resistência contra ataques de injeção de código e alucinações.
Vale mencionar que o anúncio ocorre na mesma semana em que a Meta apresentou o Muse Image. Seu primeiro modelo de geração de imagens gerou debates por utilizar publicações de usuários do Instagram como base para suas criações.
Remix de Vídeo permite adicionar efeitos e estilos pré-definidos em vídeos curtos (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)Resumo
O Google Fotos lançou uma nova ferramenta de edição de vídeos com IA, chamada Remix de Vídeo, que permite transformar clipes curtos com efeitos prontos, trocando fundos e iluminação.
A ferramenta usa o modelo Gemini Omni e está disponível para assinantes dos planos Google AI Plus, Pro e Ultra em países selecionados, incluindo o Brasil.
O Remix de Vídeo permite ajustar configurações de luz, fundo ou estilo visual com pré-definições disponíveis no app, com limitações como vídeos de até 60 segundos e necessidade de backup concluído no Google Fotos.
O Google Fotos ganhou uma nova ferramenta de edição de vídeos com inteligência artificial. Anunciado nesta quarta-feira (08/07), o Remix de Vídeo permite transformar clipes curtos com efeitos prontos, trocando fundos e iluminação.
A nova funcionalidade faz parte de uma estratégia maior do Google Fotos sobre a integração com IA, adicionado possibilidades de edições de vídeo bastante comuns em outras ferramentas, como o CapCut. Ela permite ajustar configurações de luz, fundo ou estilo visual com pré-definições disponíveis no app.
O Remix de Vídeo só funciona com vídeos de até 60 segundos e o usuário precisa selecionar um trecho de 1 a 10 segundos para a edição
Os arquivos precisam estar salvos no Google Fotos com backup concluído
É necessário estar conectado à internet, já que o processamento ocorre em nuvem
Contas corporativas do Google Workspace e escolares não receberão a ferramenta
Como usar o Remix de Vídeo
Vídeos podem ser reestilizados diretamente no Google Fotos (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)
A edição dos vídeos é fácil. O Remix de Vídeo aparece na aba Criar do Google Fotos, onde a empresa reúne as ferramentas de edição com IA. A partir daí:
O usuário escolhe um template
Seleciona um vídeo com backup no Google Fotos
Define o trecho que será transformado
Há três tipos principais de edição. A opção Reimagine troca o fundo do vídeo por cenários gerados por IA, como uma praia ao pôr do sol ou uma cafeteria. Já os filtros ajustam a iluminação da cena, simulando efeitos como “hora de ouro” ou brilho suave.
Também há estilos artísticos para mudar completamente a aparência do clipe. O Google inclui opções inspiradas em pintura a óleo, aquarela, anime e traços de caderno de rascunho. Importante notar que aqui não é possível enviar novos prompts, para isso, é possível utilizar a opção “Criar vídeo” diretamente no app do Gemini.
A ferramenta aceita vídeos em 9:16 ou 16:9. Gravações em outros formatos podem ser centralizadas e cortadas automaticamente pelo aplicativo. Vale lembrar que todo conteúdo gerado ou editado pela ferramenta do Google recebe uma marca d’água digital, o SynthID.
O que é Gemini Omni?
Gemini Omni foi revelado no evento Google I/O 2026 (imagem: reprodução)
O Gemini Omni é uma família de modelos de IA generativa do Google voltada à criação e edição de vídeos, desenvolvido para combinar diferentes tipos de entrada — como texto, imagem, áudio e vídeo — e gerar novos clipes a partir dessas referências.
O modelo foi pensado para entender o contexto da cena e permitir edições por comandos mais naturais, como trocar o fundo, mudar o estilo visual ou animar uma foto.
GPT-5.6 é liberado pelo governo dos EUA e chegará ao público geral (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O governo Trump retirou as restrições ao novo GPT-5.6, que será disponibilizado ao público a partir de 09/07.
São três novos modelos de IA: Sol, Luna e Terra, com capacidades variadas para trabalhos científicos, codificação e cibersegurança.
Empresa também anunciou o GPT-Live, novo modelo para geração de voz que começa a ser distribuido gradualmente.
O GPT-5.6 finalmente vai chegar ao público geral. A OpenAI confirmou que sua nova família de IA com três modelos – Sol, Luna e Terra – será disponibilizada para todos nesta quinta-feira (09/07). Os modelos foram anunciados há duas semanas, mas, até então, estavam com acesso restrito a clientes selecionados. O motivo teria sido um pedido direto do governo dos Estados Unidos.
A liberação por parte do governo de Donald Trump vem na sequência da permissão dada à Anthropic, que voltou a disponibilizar o Claude Fable 5 para todos. Tanto Claude quanto ChatGPT tiveram suas novas versões restringidas sob alegação de segurança nacional.
Quando o GPT-5.6 foi revelado há cerca de duas semanas, a empresa de Sam Altman indicou que seguiria as limitações, apesar de não concordar com uma solução a longo prazo. A OpenAI previu a liberação ao público em algumas semanas, o que de fato aconteceu.
Segundo o portal Axios, essas restrições são consideradas importantes para o governo dos EUA por conta do alto potencial das ferramentas em questão. Tanto Anthropic quanto OpenAI já vinham declarando a importância de se atentar ao uso de IA em ciberataques.
A partir do anúncio do Claude Mythos Preview, um consórcio de empresas parceiras e o governo dos EUA – o chamado Project Glasswing – teve acesso limitado ao novo modelo de IA, considerado “poderoso demais” para o público geral.
O modelo já havia chegado ao público com restrições, mas a adminstração Trump forçou a retirada da nova IA do mercado. Ela voltou a ser comercializada na semana passada.
A OpenAI, por sua vez, também anunciou a nova tecnologia sob restrições, indicando um trabalho em conjunto com o governo estadunidense e outras parcerias para melhorar mecanismos de segurança em torno da inteligência artificial.
Quais são as novidades do GPT-5.6?
ChatGPT promete conversas mais fluidas por voz (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
As novidades do GPT-5.6 passam pelos três novos modelos: Sol, Luna e Terra.
Sol: é o carro-chefe, prometendo alta capacidade para trabalhos científicos, codificações e mecanismos avançados de cibersegurança, além de trazer o que a OpenAI classifica como “a mais robusta estrutura de defesa até hoje”.
Luna: promete trabalhos de alto volume em maior velocidade, além de um melhor custo-benefício.
Terra: será voltada para atividades do dia a dia, ou seja, consultas casuais, buscas rápidas envolvendo curiosidades, entre outras tarefas mais simples.
Segundo a OpenAI, o modelo Terra será o mais próxmo do atual GPT-5.5, que também segue como base da GPT-Live. Esse novo modelo de voz começa a ser distribuído gradualmente a partir de hoje (08/07) e promete conversas mais humanas, maior responsividade e explicações mais claras, envolvendo até mesmo aspectos visuais para ajudar melhor o usuário a tirar dúvidas.
A nova geração da família de modelos de linguagem da OpenAI conta com três novos modelos: Sol, o principal; Terra, de nível intermediário para uso diário; e Luna, o mais “rápido e acessível”.
Inicialmente, o acesso às novas versões da IA ficará limitado a um “grupo seleto de parceiros de confiança e organizações”, em um modelo de distribuição semelhante ao Project Glasswing, da Anthropic, associado ao anúncio do Claude Mythos Preview, também submetido a restrições do governo Trump.
Três novos modelos: Sol, Terra e Luna
Introducing a limited preview of GPT-5.6 Sol, our next generation frontier model, as well as GPT-5.6 Terra, a balanced model for efficient, everyday work, and GPT-5.6 Luna, a fast and affordable model for high-volume work.https://t.co/OoM83SyISN
O carro-chefe do pacote é o modelo Sol, que chega com a “mais robusta estrutura de defesa até hoje”, segundo o anúncio da OpenAI. A companhia fala em reforço nas proteções para atividades consideradas de alto risco, mas mantendo o acesso à alta capacidade em trabalhos de coding, buscas por vulnerabilidades de cibersegurança e testagem de defesa.
Em benchmark divulgado pela OpenAI, as inteligências artificiais anunciadas recentemente pela concorrente ficariam abaixo do GPT 5.6 Sol em algumas tarefas, incluindo trabalhos de codificação.
Modelo GPT 5.6 chega em versão limitada (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
A OpenAI aposta em treinamentos simulando situações reais de uso malicioso, e traz como exemplo testes na busca por bugs e vulnerabilidades nos navegadores Chromium e Firefox, em que o GPT 5.6 não explora essas falhas de forma autônoma.
Ainda assim, a empresa reconhece que seus benchmarks não cobrem todas as possibilidades de uso, motivo pelo qual as defesas ainda serão reforçadas ao longo da liberação gradual do modelo. Além de cibersegurança, a OpenAI também trouxe exemplos da alta capacidade com foco em trabalhos científicos, assim como seu comportamento ao identificar solicitações de risco por parte dos usuários.
Essas defesas valem também para os modelos Terra e Luna, sendo o primeiro mais voltado para atividades do dia a dia, competindo com a versão anterior GPT-5.5, e o segundo uma versão de maior custo-benefício, entregando alta performance a um custo menor de operação.
Ainda não há informações sobre limites de acesso para os planos pagos da OpenAI, uma vez que os modelos ainda não foram disponibilizados para o público geral.
Expectativa de lançamento “nas próximas semanas”
Novidades ficam restritas por agora (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
Apesar de atender à solicitação de Trump, a OpenAI afirmou que não vê o processo como uma solução de longo prazo. Segundo o comunicado da empresa, a medida restringe o acesso às ferramentas mais avançadas, especialmente para profissionais de cibersegurança, desenvolvedores e empresas.
Ainda assim, reconheceu o movimento como um passo relevante para a liberação dos modelos “nas próximas semanas”. Até lá, o GPT-5.6 continuará em testes e ajustes voltados a melhorias de segurança.
Notion Mail será encerrado pela empresa em setembro (imagem: divulgação/Notion)Resumo
A Notion anunciou o encerramento do Notion Mail, seu serviço de e-mail, em 22 de setembro de 2026, para focar em agentes de IA.
A plataforma será reformulada para manter fluxos de trabalho automatizados, e a maior parte dos dados será mantida no Gmail.
Os usuários poderão salvar rascunhos, e-mails programados e snippets até o dia 21 de setembro, pois esses dados serão perdidos após o encerramento do serviço.
O popular aplicativo de produtividade Notion decidiu pôr fim a um de seus projetos mais recentes: o app de email Notion Mail, lançado há pouco mais de um ano. Ele será desativado em 22 de setembro.
Segundo a empresa, muitos usuários já não utilizavam mais a caixa de entrada da plataforma, que ficou bastante automatizada graças aos agentes de IA. As outras ferramentas do workspace continuarão disponíveis.
Com relação aos dados armazenados no Notion Mail, a empresa garantiu que o Inbox fica salvo diretamente no Gmail. Ela alertou, porém, que rascunhos e emails programados serão perdidos após o encerramento.
A recomendação é para salvar as mensagens, snippets e ferramentas de organização até a data-limite de 21 de setembro.
Inbox no Gmail e foco nos agentes de IA
Segundo a empresa, muitos usuários já trabalhavam com a plataforma sem abrir suas caixas de entrada para checar emails, o principal motivo apontado para encerrar o serviço. O workspace do Notion é voltado para diferentes tarefas de organização e comunicação, principalmente para empresas, e tem como diferencial o uso de inteligência artificial tanto para auxiliar no fluxo de trabalho quanto para automatizar o envio de emails.
O Notion afirma que essas atividades seguem disponíveis, com a diferença que agora o usuário não terá um Inbox próprio para receber e-mails e fazer envios manuais. Dessa forma, a recomendação é que times que utilizem o Notion Mail como ferramenta base para isso façam a transição antes do encerramento para evitar a perda de quaisquer snippets e categorizações necessárias.
We’re winding down the Notion Mail inbox across web, desktop, and iOS on September 22.
We launched Notion Mail with a belief that your inbox should think like you—more personal to how you work and over time, more capable with AI.
Da mesma forma, possíveis lembretes programados por meio do Notion Mail também serão perdidos com o fim do serviço, sendo necessário salvá-los antes de fazer a transição. Apenas sua caixa de entrada em si será migrada para o Gmail.
O que segue funcionando?
Notion segue oferecendo serviços de workflow e concorrendo com Trello e outros (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)
Considerando as ferramentas disponíveis no Notion Mail, algumas funções seguirão disponíveis. Para usuários dos agentes de IA para e-mail, por exemplo, nada muda: a plataforma segue oferecendo a Notion AI para buscas específicas no Gmail e o auxílio da Notion AI para responder. Os agentes da empresa também continuam com acesso ao Gmail para ler, criar rascunhos e enviar e-mails de forma automatizada pela plataforma do Google. Bloqueios de e-mails configurados via Notion também seguirão ativos.
Usuários podem enviar prints para importar o histórico financeiro no Google Finanças (imagem: reprodução/Google)Resumo
Google lançou um aplicativo de investimento com IA para ajudar investidores a organizar portfólios e monitorar o mercado financeiro.
O app permite importar carteira via PDF, criar alertas personalizados e entender variações do mercado com auxilio de IA.
A novidade está sendo distribuída globalmente, primeiro para Android, com uma versão para iPhone prevista para o fim do ano.
O Google anunciou ontem (25/06) o lançamento de um app dedicado para o Google Finanças (Google Finance). A novidade está sendo distribuída globalmente e traz uma série de recursos baseados em inteligência artificial para ajudar investidores a organizar portfólios, acompanhar cotações e monitorar o mercado financeiro de forma centralizada pelo celular.
O Google Finanças com IA chegou ao Brasil em abril, ainda em fase beta e apenas na versão web. A atualização representa uma mudança importante para o serviço, que deixa de ser apenas uma página acessível pelo navegador para se tornar um assistente de investimentos de bolso. O app chega primeiro para Android, mas uma versão para iPhone deve ser lançada até o fim do ano.
Como a IA do Google Finanças analisa investimentos?
App reúne cotações, notícias e carteira de investimentos em um só lugar (imagem: Gabriel Sérvio/Tecnoblog)
Na seção de portfólios, os usuários agora podem visualizar o desempenho geral e a alocação de todos os ativos em um único painel. Outro destaque fica para a simplificação na importação de dados. O investidor pode adicionar seu histórico financeiro enviando arquivos em PDF e CSV, fazendo o upload de capturas de tela ou apenas descrevendo os ativos em texto simples, deixando que a IA entenda e organize as informações automaticamente.
Com a carteira estruturada, uma nova ferramenta de pesquisa permite fazer consultas em linguagem natural. Além disso, o serviço introduz os “momentos-chave”, pequenos resumos gerados por IA que explicam os motivos por trás de variações bruscas no preço de uma ação. O objetivo seria facilitar a compreensão do contexto por trás de altas ou quedas repentinas de um papel.
Resumos automatizados
A atualização também incorpora a criação de relatórios periódicos. O usuário pode instruir a IA a entregar levantamentos específicos, como um resumo diário pré-mercado sobre movimentações da noite anterior nas principais criptomoedas. Ao final do processamento, uma notificação com as informações é enviada.
O software deve receber novos recursos nos próximos meses, incluindo suporte a transmissões ao vivo de balanços financeiros.
Sam Altman, CEO da OpenAI, precisou alterar os planos da empresa (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O governo dos Estados Unidos solicitou que a OpenAI adiasse o lançamento do GPT-5.6.
Segundo o The Information, a gestão Trump também pediu que o acesso inicial fosse restrito a um grupo seleto de clientes corporativos aprovados.
A OpenAI não terá autonomia para decidir quais parceiros comerciais poderão utilizar o GPT-5.6, cabendo ao governo americano avaliar e aprovar.
A OpenAI deve alterar o cronograma de lançamento do seu próximo grande modelo de linguagem, o GPT-5.6. Segundo o site The Information, o CEO Sam Altman comunicou aos funcionários que a nova versão da IA não será liberada para o público geral de imediato, chegando ao mercado apenas em versão prévia e muito restrita para clientes corporativos. A mudança atende a uma solicitação do governo de Donald Trump.
O presidente dos Estados Unidos teria demonstrado receio em relação a riscos de segurança nacional envolvendo as novas capacidades da inteligência artificial. De acordo com o site, o governo solicitou que a OpenAI alterasse a distribuição do produto para garantir um controle mais rígido.
O objetivo seria acompanhar a disseminação do modelo de perto antes de autorizar um lançamento comercial em larga escala.
Como vai funcionar o acesso ao novo modelo da OpenAI?
Para a maioria dos usuários finais e empresas interessadas, o GPT-5.6 deve permanecer totalmente inacessível neste primeiro momento. As informações até aqui indicam que o acesso inicial à tecnologia será concedido exclusivamente a um grupo reduzido de clientes corporativos, funcionando como uma fase de testes fechada.
No entanto, o fator que mais chama a atenção na dinâmica deste lançamento é a perda de autonomia da própria criadora sobre a distribuição. Durante reunião corporativa, Altman teria esclarecido que a OpenAI não terá a palavra final sobre quais parceiros comerciais poderão utilizar a ferramenta. Conforme apurado pelo The Verge, caberá ao próprio governo americano avaliar e aprovar cada acesso em um formato rigoroso de liberação.
Governo americano vai ditar quem pode usar o GPT-5.6 (imagem: Unsplash/Jonathan Kemper)
Restrição foi mais rígida com a Anthropic
Apesar da intervenção direta do Estado, o cenário em que a empresa de Sam Altman se encontra ainda é mais favorável que sua principal concorrente. No início de junho, a Anthropic, desenvolvedora da família de modelos Claude, recebeu um ultimato da administração Trump.
Os Estados Unidos exigiram a suspensão total do acesso aos novos sistemas Mythos 5 e Fable 5 para cidadãos estrangeiros. A sanção proíbe que pessoas que não tenham nascido nos EUA acessem a tecnologia de ponta da companhia, inclusive estrangeiros que vivem dentro do país.
Essa sequência de decisões recentes gerou um estado de alerta e insegurança em toda a indústria. Executivos e investidores consideram a abordagem atual autoritária, apontando um choque com as promessas iniciais do próprio governo.
Anteriormente, a gestão Trump defendeu que “velocidade é tudo” no desenvolvimento da IA, prometendo incentivar um programa de exportação agressivo. Na prática, as preocupações de segurança nacional estão atrasando o mercado que a própria Casa Branca prometeu acelerar.
Nubank e outros bancos brasileiros estão no Config 2026 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Nubank não irá parar de contratar pessoas devido à IA, segundo Ellen Kiss, diretora do Centro de Excelência em Design do Nubank.
A empresa prioriza candidatos com conhecimento ou exposição às ferramentas de IA, tornando este um fator determinante nas contratações.
O Nubank utiliza o Figma para seu design system, NuDS, que padroniza as telas do aplicativo para seus mais de 118 milhões de clientes.
A discussão em torno do impacto da inteligência artificial no mercado de trabalho ganhou um novo elemento nesta semana: a diretora do Centro de Excelência em Design do Nubank, Ellen Kiss, disse que o conglomerado financeiro não fez layoffs por conta disso. Muito pelo contrário: manteve o ritmo já estabelecido de contratações, porém com uma mudança na forma de escolher os novos trabalhadores.
De acordo com a executiva, o Nubank passou a priorizar os candidatos que já possuam conhecimento ou algum nível de exposição às ferramentas de IA. O movimento está em linha com o adotado pela GM no mês passado. Ellen disse que este se tornou um fator determinante. Não custa lembrar: a empresa está inserida num setor bastante competitivo, em que foi pioneira, mas viu, nos últimos anos, os bancões avançarem no processo de digitalização.
Ellen Kiss é diretora do Centro de Excelência em Design do Nubank (imagem: divulgação)
Contraponto ao discurso de outras empresas
As falas de Ellen são um contraponto ao que temos ouvido em feiras e congressos voltados à tecnologia e inovação. Uma fonte contou durante o Web Summit Rio que as lideranças das grandes empresas brasileiras já fazem pressão para que os profissionais em nível gerencial cortem os funcionários júnior.
Ellen participou de um painel com jornalistas durante o Config, evento produzido pelo aplicativo Figma nos Estados Unidos. O Tecnoblog acompanha tudo de perto. Até agora, um dos destaques foi o anúncio de uma ferramenta de motion graphics que pode colocá-lo em rota de colisão com o After Effects.
Empresa agnóstica, mas com design system no Figma
O Nubank revelou que o Figma foi usado para construir o seu design system, chamado de o NuDS. Ele é usado para padronizar e tornar mais acessíveis as telas do aplicativo nos mais de 118 milhões de clientes do banco no Brasil, no México e na Colômbia.
Anatomia de telas previstas no sistema NuDS (imagem: divulgação)
Mais de 200 designers do Nubank trabalham na ferramenta nos três países. O sistema reúne mais de 100 componentes reutilizáveis, sustentando cerca de 320 mil linhas de código na plataforma.
Apesar de participar de um evento produzido pelo Figma, a executiva explicou que o banco adota uma abordagem “agnóstica” em relação à IA. Isso significa que, além do Figma, também utiliza outras ferramentas de mercado, como Cursor.
O jornalista Thássius Veloso viajou para os Estados Unidos a convite do Figma
Recursos de “raciocínio de agente” do Claude foram o principal alvo (imagem: divulgação)Resumo
Anthropic acusou o Alibaba de invadir seus servidores para extrair dados do Claude.
Em carta enviada ao Congresso dos EUA, a empresa afirma que o objetivo do ataque seria copiar as capacidades da IA para treinar rivais.
A invasão teria ocorrido entre 22 de abril e 5 de junho de 2026, com 25 mil contas falsas criadas para acessar os sistemas da Anthropic.
A Anthropic, startup norte-americana responsável pelo desenvolvimento do Claude, acusou formalmente a gigante chinesa Alibaba de invadir seus servidores para extrair dados. O objetivo da invasão seria copiar as capacidades da IA americana para treinar suas próprias ferramentas, processo que economizaria bilhões de dólares em pesquisa e desenvolvimento.
A denúncia foi detalhada em uma carta enviada ao Congresso dos Estados Unidos no dia 10 de junho de 2026. A CNBC obteve a carta, assinada pela chefe de políticas da Anthropic, Sarah Heck, que afirma que a operação ocorreu entre os dias 22 de abril e 5 de junho deste ano.
Durante esse período, operadores ligados à companhia chinesa e ao seu laboratório de pesquisa, que desenvolve o modelo de IA Qwen, teriam criado 25 mil contas para acessar os sistemas da Anthropic. Esses perfis falsos geraram mais de 28,8 milhões de interações com o Claude em pouco mais de um mês para extrair o máximo de informações sobre habilidades do modelo de linguagem, prática conhecida como “ataque de destilação”.
Vale lembrar que, no começo da semana passada, o governo dos EUA aplicou uma sanção contra o Fable 5 e o Mythos 5 da Anthropic, impedindo que esses modelos sejam acessados por qualquer cidadão estrangeiro, inclusive dentro do país. A decisão sem precedentes na indústria americana de IA teria sido motivada por segurança nacional, após os sistemas demonstrarem grande capacidade técnica.
O que é um ataque de destilação de IA?
Alibaba desenvolve a família de modelos de IA Qwen (imagem: reprodução/Free Malaysian Today)
Em termos simples, a destilação funciona como um atalho. Em vez de gastar anos e arcar com uma infraestrutura pesada para treinar um modelo do zero, uma empresa mal-intencionada utiliza as respostas e os dados processados por um outro modelo de ponta para “ensinar” o seu próprio sistema, que geralmente é menor e menos capaz.
De acordo com a CNBC, a campanha da Alibaba mirou o “raciocínio de agente” do Claude — a capacidade de agir de forma autônoma para resolver problemas.
Além disso, a empresa teria buscado extrair conhecimentos avançados de engenharia de software e execução de tarefas de longo prazo. A Anthropic classificou a manobra como “o maior ataque de destilação conhecido contra a empresa até o momento”.
Anthropic pede sanções contra países
Na prática, o laboratório concorrente estaria se apropriando de tecnologias americanas. Para combater a atividade, a Anthropic fez três exigências principais ao governo norte-americano.
Mecanismos para facilitar o compartilhamento de dados sobre ameaças;
O fim das brechas legais que ainda permitem a laboratórios chineses adquirir chips dos EUA;
Sanções rigorosas contra nações que patrocinam a violação.
O cenário não é um caso isolado. Em fevereiro deste ano, a própria criadora do Claude revelou campanhas semelhantes, que teriam sido coordenadas pelos laboratórios chineses DeepSeek, Moonshot e MiniMax. A concorrente OpenAI, dona do ChatGPT, também já havia denunciado laboratórios asiáticos por táticas parecidas no passado.
A pressão dessas invasões gerou consequências. Após suspender o acesso aos modelos Fable 5 e Mythos 5, o governo dos EUA decidiu manter a restrição sob a suspeita de que um grupo ligado à China teve acesso à tecnologia. Até o momento, não há previsão oficial para a retomada da comercialização desses sistemas de IA.
Entenda como o Projeto Stargate colabora com a evolução da IA (imagem: Divulgação/OpenAI)
O Projeto Stargate é uma iniciativa focada na expansão da infraestrutura de supercomputação nos EUA. O objetivo é criar uma rede massiva de data centers para fornecer o poder de processamento bruto para o treinamento de modelos avançados de inteligência artificial.
O empreendimento opera como um consórcio empresarial, onde a OpenAI lidera a gestão operacional, enquanto o SoftBank assume a responsabilidade financeira. A infraestrutura física conta com o conhecimento da Oracle e o fornecimento de hardware pela NVIDIA.
A seguir, conheça com mais detalhes o Projeto Stargate e como ele pode contribuir para o desenvolvimento da Inteligência Artificial Geral (AGI). Também descubra onde serão construídos os conjuntos de data centers.
O Projeto Stargate é uma iniciativa liderada pela OpenAI com foco na expansão de data centers de alta capacidade nos Estados Unidos. O objetivo da superestrutura é ampliar o processamento de dados necessário para treinar modelos avançados de inteligência artificial, garantindo a liderança estratégica e a segurança tecnológica global.
Qual é a finalidade do Projeto Stargate?
O Projeto Stargate foca em expandir a infraestrutura de supercomputação nos EUA para dar suporte aos modelos de inteligência artificial da OpenAI. A mega-infraestrutura visa acelerar o desenvolvimento da Inteligência Artificial Geral (AGI), tecnologia capaz de igualar o intelecto humano.
Além do salto técnico, a iniciativa pretende gerar empregos e garantir a liderança norte-americana no setor tecnológico. O projeto também tem um forte apelo geopolítico, transformando o imenso poder de processamento de dados em um ativo estratégico de segurança nacional.
A OpenAI, dona do ChatGPT, lidera a gestão operacional do Projeto Stargate (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
O Projeto Stargate pode criar a Inteligência Artificial Geral?
O Stargate não criará uma Inteligência Artificial Geral (AGI), mas fornecerá a infraestrutura de supercomputação necessária para isso. O papel desse megaprojeto de data centers é garantir a potência física para a OpenAI desenvolver novos modelos avançados.
Como a AGI é um tipo de IA projetada para replicar a cognição humana, o sistema atua como plataforma facilitadora. No entanto, o sucesso dessa evolução dependerá de futuros avanços em algoritmos e pesquisas específicas, e não apenas do poder bruto de processamento.
Como funciona o Projeto Stargate?
O Projeto Stargate opera como um consórcio empresarial que une capital e hardware para construir uma infraestrutura massiva de data centers nos EUA. A multinacional japonesa SoftBank lidera o braço financeiro da iniciativa, enquanto a OpenAI assume a gestão operacional de todo o ecossistema.
A parte técnica é construída a partir do hardware de ponta da NVIDIA e da estrutura de software da Oracle para criar um supersistema de computação. Para dar ainda mais fôlego à computação em nuvem, a OpenAI manterá a parceria com a plataforma Microsoft Azure.
Na prática, a operação começa com a construção de grandes complexos tecnológicos no estado do Texas, com servidores potentes, redes de alta velocidade e sistemas avançados de refrigeração. Essa estrutura física é coordenada por camadas de softwares específicos para gerenciar todo o fluxo de dados.
Esse ecossistema robusto serve como a espinha dorsal necessária para realizar o treinamento de modelos pesados em escala massiva. O Stargate não é um produto, mas a base que viabilizará o avanço da inteligência artificial.
A NVIDIA e a Oracle são as principais empresas que contribuem com os softwares e hardware do Projeto Stargate (imagem: Divulgação/Oracle)
Quem financia o Projeto Stargate?
O financiamento do Stargate é estruturado como uma empresa conjunta (joint venture) liderada pela SoftBank e pela OpenAI, que detêm as maiores fatias do negócio. O grupo japonês assume a liderança financeira e a presidência do projeto, sendo o principal responsável por levantar os recursos.
A composição do capital também conta com aportes estratégicos da Oracle e do fundo de investimentos MGX, sediado nos Emirados Árabes. Enquanto esses parceiros injetam bilhões em dinheiro e infraestrutura de nuvem, a OpenAI direciona os investimentos do ponto de vista operacional.
Qual é o valor total do investimento no Projeto Stargate?
O Projeto Stargate prevê um investimento histórico de US$ 500 bilhões em quatro anos para expandir a infraestrutura de inteligência artificial nos EUA. Desse montante global, cerca de US$ 100 bilhões estão sendo aplicados imediatamente na construção dos primeiros complexos de data centers.
O amplo data center em Abilene, no Texas, será o principal polo do Projeto Stargate (imagem: Reprodução/OpenAI)
Onde serão construídos os data centers do Projeto Stargate?
O Projeto Stargate concentra suas operações iniciais nos Estados Unidos, com a cidade de Abilene, no Texas, abrigando o complexo principal. Essa unidade já funciona como o ponto de partida do consórcio para o processamento massivo de dados.
Para expandir a rede de data centers, novas bases serão erguidas nos condados texanos de Shackelford e Milam, além de Doña Ana, no Novo México. O plano de infraestrutura descentralizada inclui ainda instalações estratégicas na região de Lordstown, em Ohio, e no estado de Wisconsin.
O Projeto Stargate utilizará GPUs NVIDIA?
O Stargate será construído majoritariamente com tecnologia NVIDIA, utilizando arquiteturas avançadas de processadores gráficos como os chips Blackwell e GB200. Apenas o data center pioneiro de Abilene projeta o uso de 64 mil unidades de GPUs, com planos de expansão para mais de 400 mil componentes.
Por outro lado, não há confirmação pública sobre o uso de hardware da concorrente AMD no núcleo da mega-infraestrutura computacional. Até o momento, o consórcio prioriza os sistemas integrados baseados na tecnologia da NVIDIA para equipar os data centers.
Qual é a diferença entre o Projeto Stargate de IA e o Projeto Stargate da CIA?
O Projeto Stargate de IA é uma iniciativa tecnológica da OpenAI para construir data centers massivos nos EUA. Essa mega-infraestrutura visa fornecer o poder bruto de processamento para treinar modelos avançados de inteligência artificial.
O Projeto Stargate da CIA foi um programa secreto do governo norte-americano criado durante o período da Guerra Fria (1947-1991). Desclassificado em 1995, a investigação focava em fenômenos paranormais, como a espionagem psíquica e a visão remota, para coletar dados de inteligência militar contra os soviéticos.
Valve precisou equipar a Steam Machine com apenas um pente de 16 GB de RAM (imagem: divulgação)Resumo
Valve diz que fabricantes de memória RAM passaram a priorizar clientes de IA e deixaram de oferecer contratos de longo prazo para empresas de PCs.
Segundo a empresa, essas fabricantes disponibilizam uma cota de memória e um preço fixo, sem negociação.
O impacto na Steam Machine será sentido nos primeiros lotes, que chegarão com apenas um módulo de 16 GB de RAM.
A Valve revelou que enfrenta um cenário hostil para produzir as novas Steam Machines. Segundo a empresa, as fabricantes de memória RAM adotaram uma postura de “pegar ou largar” na venda dos componentes, barrando contratos de longo prazo e afetando a indústria de hardware para o consumidor final. O motivo dessa mudança já é conhecido: a prioridade do mercado é atender projetos de inteligência artificial.
Em entrevista ao canal Gamers Nexus, um representante da Valve detalhou a dinâmica agressiva dos fornecedores. Todo mês, os fabricantes disponibilizam uma cota de memória e um preço fixo, sem nenhuma margem para negociação. “É sim ou não. E se dissermos não, eles nunca mais falam com a gente”, relatou.
A falta de opções no mercado forçou a Valve a adaptar o seu novo dispositivo. A empresa afirmou que os primeiros lotes da Steam Machine serão enviados com apenas um pente de 16 GB de RAM.
Essa teria sido a saída encontrada para manter a produção dentro do que as fornecedoras permitem comprar mensalmente, sem comprometer o desempenho, conforme os testes da companhia.
Fabricantes de DRAM priorizam IA e deixam mercado doméstico no fim da fila (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
O gargalo ocorre porque as gigantes da produção de DRAM, como a Samsung e a Micron, redirecionaram quase toda a sua infraestrutura para suprir a demanda de grandes clientes corporativos, como a OpenAI, que compra volumes massivos de memória. Na prática, é um modelo de negócios mais lucrativo do que fornecer peças para computadores pessoais e consoles.
Como as gigantes da tecnologia continuam despejando investimentos recordes em data centers e a indústria não consegue suprir a atual demanda, a tendência é que computadores e videogames fiquem ainda mais caros no curto e médio prazo.
Agente de IA atua diretamente na função Motion (imagem: divulgação)
O Figma vai adicionar novas ferramentas de inteligência artificial ao seu editor para brigar diretamente com o After Effects, da Adobe. A novidade chamada Motion permite criar animações, transições e transformações 3D diretamente no canvas do Figma, com geração via IA, estilos predefinidos ou ajuste manual em uma linha do tempo. O recurso fica conectado a sistemas de design e já gera código pronto para implementação.
A novidade faz parte da nova atualização do Figma, cujo anúncio ocorre nesta quarta-feira (24/06) durante o Config, evento anual realizado nos Estados Unidos. O Tecnoblog acompanha tudo diretamente de San Francisco.
O que mais o Figma anunciou?
Habilidades de agentes de IA no Figma (imagem: divulgação)
Confira as principais ferramentas anunciadas:
Motion: criação de animações, transições e transformações 3D no canvas, com geração via IA ou ajuste manual em linha do tempo. Durante uma conversa com jornalistas, o fundador e CEO da empresa, Dylan Field, prometeu que os usuários iriam dizer “uau!” quando vissem os resultados.
Code layer: permitem clonar repositórios, gerar variações com o agente de IA do Figma, extrair fluxos para camadas editáveis e sincronizar mudanças de volta ao código
Shader: cria efeitos visuais e preenchimentos personalizados via comando de texto, usando WebGPU, incluindo dither, pixelização e diferentes tipos de blur
Fluxos no Figma Weave: mais de 20 ferramentas integradas para gerar imagens consistentes direto no canvas.
Habilidades para agentes de IA: transformam tarefas repetitivas em habilidades reutilizáveis por toda a equipe, com mais contexto vindo de conectores de terceiros, busca na web e anexos de arquivo
Plugins generativos: criação de ferramentas personalizadas a partir de comandos de texto, sem necessidade de desenvolvedores
Os fluxos do Figma Weave são descritos pela empresa como o primeiro passo para uma integração completa entre o Figma e o Figma Weave, prevista ainda para este ano.
Segundo o Figma, as mudanças respondem a um cenário em que a inteligência artificial está borrando os limites entre software e trabalho criativo. Mais pessoas estão criando produtos digitais, mas o trabalho passou a se distribuir entre seres humanos, ferramentas e agentes de IA. A liberação dos novos recursos deve ocorrer nas próximas semanas, com disponibilidade variando conforme cada um deles.
Ferramenta de textura no Figma (imagem: divulgação)
Relatório de IA e design
A companhia também divulgou seu terceiro relatório anual sobre inteligência artificial e design, com base em 8.403 respostas de pesquisa e 639 entrevistas qualitativas coletadas em três anos, com amostras em dez países. Brasil, Índia e Coreia do Sul entram pela primeira vez na pesquisa de 2026, somando-se a Estados Unidos, Reino Unido, Japão, Alemanha, França, Canadá e Austrália.
Segundo o levantamento, 57% dos profissionais entrevistados afirmam que o design ganhou mais importância em seus trabalhos. Entre desenvolvedores, esse percentual saltou de 44% para 65% em 2026. A pesquisa também identificou um movimento de sobreposição de funções: designers que atuam em desenvolvimento passaram de 21% para 41% entre 2025 e 2026, enquanto desenvolvedores que atuam em design foram de 44% para 60% no mesmo período.
Figma realiza o evento Config nos EUA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
O relatório aponta ainda que 91% dos designers, 96% dos desenvolvedores e 96% dos gerentes de produto consideram que a fluência em IA será essencial para o sucesso profissional no futuro. A proporção de entrevistados que afirmam construir projetos com IA subiu de 65% para 83%. Já o percentual dos que dizem que pelo menos metade do trabalho atual envolve produtos ou recursos de IA dobrou, de 23% para 46%, no mesmo intervalo.
O Config chega à décima edição em 2026 e reúne mais de 10 mil participantes no Moscone Center, em San Francisco, além de transmissão gratuita via internet. A programação oficial ocorre entre os dias 24 e 25 de junho, com mais de 125 palestrantes.
Assista ao keynote do Config ao vivo
O jornalista Thássius Veloso viajou para os Estados Unidos a convite do Figma
Sam Altman, CEO da OpenAI, e Hock Tan, CEO da Broadcom (imagem: divulgação)Resumo
OpenAI lançou o Jalapeño, seu primeiro chip de IA desenvolvido em parceria com a Broadcom.
O Jalapeño foca em melhorar a velocidade de resposta dos modelos de IA e promete maior estabilidade no serviço gratuito.
Chip foi desenvolvido em apenas nove meses, utilizando IA para acelerar o design e otimização.
A OpenAI e a gigante de semicondutores Broadcom anunciaram, nesta quarta-feira (24/06), o lançamento do Jalapeño, o primeiro processador de inteligência artificial desenhado do zero pela dona do ChatGPT.
Segundo o comunicado, ele é focado na fase de inferência de Grandes Modelos de Linguagem (LLMs) e promete derrubar os custos da companhia, aumentando a velocidade de resposta do chatbot.
Para entender o peso da novidade, basta entender o que é inferência: trata-se, basicamente, do momento em que a IA “trabalha” para responder em tempo real toda vez que você envia um prompt. O Jalapeño foi construído para otimizar essa etapa.
Chip prevê maior estabilidade no ChatGPT gratuito
O impacto principal deve ser sentido na fluidez da interação e no custo para manter plataformas como o próprio ChatGPT e o Codex funcionando. Na prática, a arquitetura do chip une o poder de processamento bruto a uma latência extremamente baixa. Isso significa respostas geradas de forma quase instantânea na tela do seu celular ou computador.
Amostras de engenharia do Jalapeño já estão em operação nos laboratórios da companhia. Os resultados preliminares apontam para uma performance por watt superior à que existe hoje como referência no mercado.
A meta é tornar a inteligência artificial financeiramente viável, reduzindo o consumo energético e o tempo de processamento. Com isso, a empresa consegue cobrar menos pelo uso dos seus serviços, ao mesmo tempo em que garante disponibilidade e estabilidade para usuários gratuitos durante picos de acesso.
“Ao projetarmos componentes da infraestrutura internamente, podemos oferecer maior eficiência e continuar impulsionando a IA para um acesso mais amplo”, destacou o presidente da OpenAI, Greg Brockman.
Chip proprietário promete ChatGPT mais rápido na versão gratuita (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
Desenvolvimento recorde com ajuda da IA
Outro destaque do projeto é a agilidade. O ciclo completo de desenvolvimento do chip durou apenas nove meses. Na indústria de semicondutores, esse é considerado um dos prazos de elaboração mais curtos já registrados.
Essa velocidade recorde não aconteceu por acaso. A OpenAI utilizou os seus próprios modelos de inteligência artificial para acelerar partes complexas do design e otimização do processador.
A colaboração com a Broadcom, por sua vez, trouxe tecnologias de conectividade que permitem fluxo de altíssima velocidade entre milhares de chips interligados. A engrenagem de produção inclui ainda a empresa canadense Celestica, encarregada da montagem e integração dos sistemas.
O plano é que o Jalapeño comece a alimentar data centers já no fim de 2026, construídos em parceria com gigantes do setor, como a Microsoft.
Voz clonada do ator narra A Odisseia (imagem: divulgação/Fox Searchlight)Resumo
ElevenLabs lançou um audiolivro gratuito de 13 horas de A Odisseia, narrado por uma réplica digital autorizada da voz do ator Michael Caine.
A voz sintética foi criada a partir de uma parceria comercial firmada entre Caine e a empresa no ano passado, e a produção levou seis semanas.
O audiolivro está disponível no aplicativo ElevenReader e inclui uma trilha sonora de fundo gerada sinteticamente.
A ElevenLabs lançou uma versão em audiolivro de A Odisseia, de Homero, narrada por uma réplica gerada por inteligência artificial da voz do ator Michael Caine. A produção tem 13 horas de duração e está disponível gratuitamente no aplicativo ElevenReader.
A voz sintética foi criada a partir de uma parceria comercial firmada entre Caine e a empresa no ano passado, segundo o site Deadline, e a produção levou seis semanas no sistema da ElevenLabs.
Além da narração principal com a voz clonada de Caine, o audiolivro usa outras vozes de IA para compor o elenco da história. A produção também inclui uma trilha sonora de fundo gerada sinteticamente.
Caine defende uso da tecnologia
A clonagem de voz por IA é uma das ferramentas permitidas pela tecnologia que mais causa alvoroço no mundo real, pois é extremamente associada a usos ilegais. Para Caine, porém, a inovação permite reimaginar a obra para o público moderno.
Em comunicado, o ator, que anunciou aposentadoria no ano passado, associou o projeto à tradição oral de A Odisseia, poema que atravessou gerações antes mesmo de circular como texto escrito, e que ganhará nova adaptação pelas mãos do cineasta Christopher Nolan no mês que vem.
“A Odisseia é uma das maiores histórias já contadas. Por quase três milênios, seus temas de perseverança, lealdade, tentação e o chamado duradouro do lar ressoaram em várias culturas e gerações”, afirmou Caine.
Hollywood ainda debate IA
Inteligência artificial ainda gera debates em Hollywood (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
A iniciativa do ator ocorre em um contexto sensível para a indústria od entretenimento, que enxerga a IA como um concorrente. Em 2023, o Sindicato de Atores dos Estados Unidos (SAG-AFTRA) chegou a entrar em greve contra a expansão do uso de IA em produções cinematográfias, em apoio ao Sindicato dos Roteiristas.
Os setores criativos da indústria temem que a inteligência artificial acabe roubando empregos, especialmente de atores menores, e que tecnologias de escaneamento (de voz e imagem) levem a precarização do trabalho.
Mas Caine não é o primeiro grande astro de Hollywood a se envolver com a tecnologia. Ben Affleck e Ashton Kutcher fundaram empresas no setor, enquanto Matthew McConaughey, que trabalhou com Caine no filme Interestelar, é um dos investidores da ElevenLabs.
ElevenLabs vê audiolivro como vitrine
Para a ElevenLabs, o projeto também deve servir como demonstrativo das ferraemtnas de voz sintética, um dos carros-chefe da empresa. O executivo da área de parcerias da ElevenLabs, Dustin Blank, disse ao Deadline que a intenção é tornar o épico mais acessível em um momento de grande interesse pela obra.
O lançamento também serve como vitrine para outros criadores interessados em usar vozes geradas por IA em produções narrativas.
Claude ficou instável nesta terça (imagem: reprodução)Resumo
O chatbot Claude da Anthropic apresentou instabilidade nesta terça-feira (23/06), afetando diversos usuários.
A empresa Anthropic informou que o problema foi corrigido às 13h44.
O motivo da falha não foi divulgado.
O Claude, chatbot de inteligência artificial da Anthropic, passou por problemas técnicos nesta terça-feira (23/06). A plataforma de IA ficou instável para diversos usuários entre a manhã e o começo da tarde. Às 13h44, a empresa informou que o incidente foi corrigido.
A Anthropic não revelou o motivo da falha. O DownDetector, que monitora o status de serviços online, registrou um aumento nas reclamações a partir das 11h. Por volta das 11h13, as queixas de usuários atingiram o pico.
Reclamações atingiram o pico por volta das 11h13 (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)
Na rede social X, muitos perfis relataram dificuldades para acessar a IA. De acordo com os usuários, os problemas afetaram tanto a versão web do chatbot quanto integrações baseadas nos modelos da Anthropic.
Meta pausa treinamento polêmico de IA com dados de funcionários (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Meta suspendeu treinamento de IA com dados de funcionários devido a um possível vazamento de dados pessoais, incluindo conversas, transcrições e informações de desempenho;
vazamento foi classificado como SEV 2, de alta prioridade, e empresa está investigando se, de fato, houve exposição de dados sensíveis;
programa de monitoramento, chamado Model Capability Initiative, captura movimentos com o mouse e digitação no teclado nos computadores de funcionários para aprimorar mecanismos de inteligência artificial da Meta.
A decisão da Meta de rastrear o uso dos computadores de seus funcionários para treinar modelos de inteligência artificial é polêmica por si só. Mas, recentemente, a companhia suspendeu essa atividade. Arrependimento? Não. É que o monitoramento teria causado exposição de dados pessoais.
É o que revela o Business Insider. O veículo afirma ter tido acesso a uma captura de tela que mostra que conversas, transcrições e informações de desempenho de funcionários ficaram expostos na rede da empresa, sendo que todos esses dados têm natureza privada.
O problema é sério. Prova disso é que o vazamento foi classificado como SEV 2 (Severe 2) dentro de uma escala que vai de 0 a 5. Quanto mais próximo de 0, mais crítico é o problema. O caso é considerado de alta prioridade, portanto, e isso explica a interrupção do monitoramento.
Não é que a Meta tenha reconhecido o problema. Ainda não. Ao Business Insider, a companhia apenas admitiu que interrompeu o programa para investigar se, de fato, houve exposição de dados sensíveis de funcionários:
Projetamos este programa cuidadosamente com medidas de segurança de privacidade e, embora não tenhamos indícios, neste momento, de que quaisquer dados tenham sido acessados indevidamente por funcionários da Meta, estamos suspendendo o programa enquanto investigamos.
Meta
Não está claro quando e como o suposto vazamento de dados ocorreu. Fato é que problemas como esse não causam surpresa, afinal, o programa de monitoramento esbarra em dados sensíveis. Por mais que a Meta tenha implementado mecanismos de segurança (se é que realmente implementou), ultrapassar o limite da privacidade não é difícil nessas circunstâncias.
Sem nenhuma surpresa, o clima na empresa é de insatisfação e até revolta. Ainda de acordo com o Business Insider, um funcionário da Meta teria declarado o seguinte: “não vejo nenhuma evidência de acesso malicioso, mas o fato de esses dados não terem sido protegidos como prometido inicialmente é extremamente frustrante”.
Monitoramento visa gerar dados para treinar IA da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Em termos práticos, esse monitoramento pode ensinar agentes de IA a se comportarem como humanos na frente do computador.
A iniciativa é polêmica por, entre outros motivos, causar sensação de vigilância entre os funcionários, embora a Meta tenha ressaltado que o objetivo do programa não é espioná-los ou usar os dados obtidos para avaliações de desempenho.
Módulo de memória UFS 5.0 promete o dobro de velocidade na transferência de dados (imagem: reprodução)Resumo
Samsung anunciou a Universal Flash Storage 5.0 (UFS 5), seu novo padrão de armazenamento para dispositivos móveis.
A novidade atinge velocidade de 10,8 GB/s e foi projetada para rodar serviços de inteligência artificial localmente nos dispositivos.
A produção em massa do UFS 5.0 começará no quarto trimestre de 2026, com previsão de unidades de até 1 terabyte de capacidade.
A Samsung anunciou nesta terça-feira (23/06) o Universal Flash Storage 5.0 (ou apenas UFS 5.0). Para quem não está familiarizado com a sigla, UFS é o padrão de memória flash adotado na indústria de smartphones e tablets, em que ficam guardados o sistema operacional, os aplicativos e arquivos.
A nova geração da tecnologia anunciada pela Samsung chega muito mais veloz. Ela é duas vezes mais rápida que a geração anterior e foi projetada especialmente para rodar serviços de inteligência artificial localmente nos dispositivos, permitindo que os processos ocorram sem conexão constante com servidores na nuvem.
O que o UFS 5.0 traz de novo?
A grande mudança é a capacidade de o dispositivo acessar informações na metade do tempo exigido pela geração anterior, o UFS 4.1. Quando o usuário acionar grandes modelos de linguagem (LLMs) localmente no aparelho, o chip responderá com uma latência muito menor.
Na prática, isso possibilita que assistentes de voz entendam comandos complexos com rapidez, editores de imagens apliquem filtros sem travamentos, o tempo de inicialização de aplicativos pesados caia e geradores de texto criem respostas quase em tempo real.
Em resumo, a nova memória deixa de operar apenas como uma “gaveta” que guarda fotos e vídeos para garantir que a computação de IA aconteça sem atrasos. Os números da ficha técnica ilustram a evolução:
O componente é capaz de sustentar velocidades de leitura sequencial de até 10,8 GB/s.
Do lado da gravação sequencial, as taxas variam entre 9,5 GB/s e 9,8 GB/s.
Esse rendimento supera em mais de duas vezes a velocidade da solução atual adotada pela indústria, o padrão UFS 4.1 (que entrega limites de 4,3 GB/s de leitura e 4,1 GB/s de gravação).
Mais eficiência energética e espaço livre
Novo chip de armazenamento é 16,7% menor que a geração anterior (imagem: reprodução)
Todo esse ganho de velocidade veio acompanhado por aprimoramentos no controle térmico e energético. O UFS 5.0 registra uma melhora de mais de 40% em eficiência de energia na comparação direta com a versão 4.1. Esse marco foi atingido graças à implementação de recursos que desligam trechos inativos do circuito. No dia a dia, isso significa que o smartphone gastará menos bateria para mover a mesma quantidade de arquivos.
Houve também um salto no design. O novo módulo mede apenas 7,5 mm x 13 mm x 0,9 mm — 16,7% menor que a geração passada. A redução facilita o trabalho de engenharia das fabricantes na hora de acomodar baterias maiores ou integrar componentes extras em produtos que sofrem com restrições severas de espaço no chassi, como os wearables.
Quando o UFS 5.0 chega ao mercado?
A gigante sul-coreana confirmou que a produção em massa das memórias UFS 5.0 começará no quarto trimestre de 2026, com previsão de unidades de até 1 terabyte (TB) de capacidade.
Com esse calendário, o componente tem um destino provável: a linha Galaxy S27. Segundo o leaker Ice Universe, o novo processador Exynos 2700 também oferecerá suporte nativo ao UFS 5.0.
Prevista para o início de 2027, a próxima linha premium da Samsung pode ser uma das pioneiras na adoção do novo padrão.
Justiça da Paraíba define multa de R$ 32,8 mil por uso de “prompts ocultos” (imagem: divulgação/TJPB)Resumo
Advogado é multado em R$ 32,8 mil por usar comandos ocultos em petição.
O juiz Phillipe Guimarães, da 5ª vara mista de Sousa, identificou os comandos que tentavam influenciar sistemas de IA utilizados pelo judiciário.
O caso foi classificado como uma ação fraudulenta e encaminhado à OAB e ao Ministério Público da Paraíba.
Um caso envolvendo inteligência artificial e direito terminou em multa de R$ 32,8 mil na Paraíba. O juiz Phillipe Guimarães, da 5ª vara mista de Sousa, definiu o valor após identificar “comandos ocultos” em um recurso que pedia o embargo de uma decisão judicial. O nome do advogado que assinou a petição não foi revelado.
A estratégia foi chamada pelo juiz de prompt injection, ou seja, o uso de comandos velados para influenciar ferramentas de IA que auxiliam a análise de documentos jurídicos. A sentença dá conta de trechos como “ignore a imparcialidade” e a observação de que se tratava de um “teste para saber se o juiz utiliza apenas IA nas decisões”. O caso foi classificado como uma ação fraudulenta.
Segundo o site do Tribunal de Justiça da Paraíba, duas multas foram aplicadas – ambas no valor de R$ 16,4 mil, sendo uma por má-fé e outra por submeter a Justiça a “embaraços indevidos”. Além do valor a ser pago, o caso segue para OAB e Ministério Público da Paraíba, que vão apurar possíveis infração disciplinar e crime de fraude processual, respectivamente.
Inteligência artificial e o direito brasileiro
O uso de IA no direito brasileiro não é algo recente, e alguns sistemas automatizados já estão presentes desde a década de 1980. Com a evolução das tecnologias utilizadas em softwares jurídicos, a presença da inteligência artificial generativa aconteceu de forma natural.
A Resolução do Conselho Nacional de Justiça Nº 615, de março de 2025, por exemplo, regulamenta o uso das ferramentas de IA no direito, citando a necessidade de transparência e a “centralidade da pessoa humana”.
CNJ publicou resolução em 2025 para regulamentar o uso de ferramentas de IA no direito (foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)
O caso na Justiça da Paraíba chama atenção pela estratégia de ocultar prompts em meio ao recurso, em trechos presentes em cerca de sete páginas. A petição solicitava, em bom juridiquês, “embargos de declaração” após um mandado de segurança ter sido negado pelo TJPB. O processo foi aberto por um candidato recém-aprovado em concurso para professor de Educação Básica I do município paraibano de Sousa.
Afinal, a decisão é sobre o uso de IA em si?
Basicamente, a multa aplicada ao advogado não tem a ver com o uso de IA, mas sim com a tentativa de burlar as ferramentas do judiciário. Tanto que o juiz responsável citou o artigo 5º do Código de Processo Civil, que prevê a “boa-fé que deve orientar a conduta de todos os participantes do processo”, o que não foi respeitado com os comandos inseridos de forma oculta e identificados na revisão, ou seja, o chamado prompt injection.
O advogado especialista em direito digital Marcelo Fonseca nos explica que a prática é um “problema de ética profissional e responsabilidade institucional”. “No prompt injection, eu coloco um comando em letra invisível para alterar o mecanismo da IA. E o juiz usou um mecanismo para descobrir o prompt injection. Então, de um lado, o juiz também está errado, porque, para ele usar isso, tem que estar de acordo com o CNJ. Então estão os dois errados”, afirmou.
Ele frisou ainda a importância de ir além das recomendações de boas práticas no uso da tecnologia, para tratar situações do tipo como “risco de governança”, citando a própria resolução 615 da CNJ como exemplo positivo. “Isso é gravíssimo porque o erro não termina na máquina: ele se materializa em petições, pareceres, decisões, estratégias processuais e danos ao cliente”, concluiu o advogado.
Sede da SK Hynix, na Coreia do Sul (imagem: divulgação/SK Hynix)Resumo
SK Hynix é a empresa mais valiosa da Coreia do Sul.
A fabricante de semicondutores superou o valor de mercado da Samsung.
A SK Hynix registrou alta de 5,6% e alcançou 2.080,4 trilhões de won em capitalização de mercado.
Nesta segunda-feira (22/06), a fabricante de semicondutores SK Hynix ultrapassou a rival Samsung na Bolsa de Seul, tornando-se a empresa de capital aberto mais valiosa da Coreia do Sul. O marco foi alavancado pelo forte aquecimento do mercado global de inteligência artificial, que transformou a companhia na principal fornecedora de memórias para gigantes da tecnologia, como Nvidia e Google.
O feito inédito quebra a hegemonia de mais de duas décadas da fabricante da linha Galaxy, que ocupava a liderança isolada desde 2000 e já havia alcançado a marca histórica de US$ 1 trilhão em valor de mercado.
Como a SK Hynix desbancou a Samsung?
A mudança no topo do ranking financeiro reflete uma transformação na indústria. Os chips de memória, antes comercializados como produtos mais básicos, tornaram-se componentes críticos para rodar modelos avançados de IA, como o ChatGPT.
De acordo com informações da agência de notícias Reuters, as ações da SK Hynix acumulam um salto de mais de 340% no último ano. No pregão desta segunda-feira, os papéis registraram alta de 5,6%, o que elevou a capitalização de mercado da fabricante para 2.080,4 trilhões de won (cerca de US$ 1,35 trilhão, ou quase R$ 7 trilhões em conversão direta).
SSDs da SK Hynix (imagem: divulgação/SK Hynix)
De quase falida a pilar da inteligência artificial
A escalada da SK Hynix marca uma recuperação histórica. Em 2002, a então Hynix Semiconductor quase faliu, sufocada por dívidas acumuladas, e chegou muito perto de ser vendida para a concorrente Micron. A virada de mesa ocorreu porque a empresa decidiu continuar investindo pesado na tecnologia HBM (chips empilhados verticalmente que entregam velocidade superior e menos consumo de energia), mesmo durante períodos de recessão no setor de memórias.
A tática de longo prazo rendeu frutos. Dados mostram que, em 2025, a SK Hynix já dominava 61% do mercado global de HBM, deixando a Micron (21%) e a própria Samsung (17%) para trás. Hoje, esses componentes tornaram-se indispensáveis na montagem de data centers modernos.
Para suportar a demanda contínua, projeções do Bank of America indicam que a SK Hynix deverá expandir sua produção em 38% até 2028, além de planejar uma abertura de capital nos Estados Unidos para atrair novos investidores.
Satya Nadella defendeu IA mais acessível (imagem: divulgação)Resumo
O CEO da Microsoft, Satya Nadella, criticou o domínio de poucas gigantes no setor de inteligência artificial.
Ele afirmou que a economia global não pode ser controlada por um grupo restrito de empresas.
Nadella defendeu modelos de IA mais baratos e com mais controle nas mãos dos usuários.
O CEO da Microsoft, Satya Nadella, fez uma dura crítica à concentração de poder no mercado de inteligência artificial. O executivo alertou que a economia global não pode ser engolida por um grupo restrito de empresas de tecnologia e defendeu uma transformação rumo a modelos mais baratos e com mais controle nas mãos dos usuários.
Ao Wall Street Journal, ele disse que não é realista sustentar um cenário em que “todos os empregos de escritório simplesmente desapareçam e isso ainda seja usado como arma”. Segundo Nadella, o público não toleraria um futuro em que apenas algumas empresas e modelos “façam todo o aprendizado para o mundo”.
A declaração chama atenção por partir justamente de um dos líderes que mais impulsionaram o atual boom do setor. Afinal, a própria Microsoft ajudou a moldar o cenário atual ao investir bilhões de dólares para transformar a OpenAI na gigante que é hoje.
Mudança de rota?
A resposta passa pela necessidade de transformar a IA em um recurso acessível, evitando que o mercado fique refém de altos custos de operação. A gigante de Redmond já começou a agir e passou a lançar ferramentas mais em conta. O destaque da vez é o Copilot Cowork, um agente autônomo que permite ao cliente corporativo escolher entre diferentes modelos, incluindo opções mais baratas, para executar tarefas contínuas.
Esse movimento também envolve aproximações consideradas controversas pelo próprio setor. A Microsoft avalia hospedar em sua plataforma uma versão do DeepSeek, provedor chinês conhecido pelo custo baixo. A iniciativa desagrada parceiras como OpenAI e Anthropic, que acusam a startup asiática de copiar suas tecnologias, e tem potencial para iniciar um embate na indústria.
A estratégia de diversificação também é uma resposta à concorrência. Dados da consultoria Recon Analytics apontam que, no segundo semestre de 2025, os assinantes do Copilot passaram a preferir cada vez mais alternativas, como o Gemini, do Google. Sem a liderança em modelos de ponta, a Microsoft aposta na multiplicação de opções para tentar recuperar terreno.
“Aprendizado contínuo”
Executivo sugeriu que discurso sobre perda de empregos é alarmista (imagem: divulgação/Microsoft)
Nadella também comentou a situação do mercado de trabalho, com um posicionamento que vai na contramão de líderes do Vale do Silício. Enquanto as grandes empresas de IA preveem que os novos sistemas eliminarão metade dos empregos de nível básico até 2029, o CEO afirma que a tecnologia não deve ser encarada como uma ferramenta de corte de custos focada em demissões em massa.
Em vez de pânico, Nadella defende que, no futuro, os negócios de sucesso funcionarão como “sistemas de aprendizado contínuo”, impulsionados pela união entre a sabedoria dos funcionários e o processamento das máquinas.
Apesar das críticas, a Microsoft não planeja romper com as empresas de vanguarda. Um porta-voz da companhia afirmou ao jornal que as parcerias com OpenAI e Anthropic seguirão ativas.
Moral em baixa é nova realidade da empresa de Mark Zuckerberg (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O diretor de tecnologia da Meta, Andrew Bosworth, reconheceu que a moral da equipe está no pior patamar das últimas duas décadas.
O motivo seria a onda de demissões, cortes na remuneração e um novo sistema de vigilância.
A empresa cortou cerca de 8.000 empregos em maio e transferiu 10% dos profissionais remanescentes para o treinamento de modelos de IA.
O clima na Meta atingiu níveis críticos neste mês. Durante uma reunião interna, o próprio diretor de tecnologia da empresa, Andrew Bosworth, teria admitido aos funcionários que o moral da equipe chegou ao pior patamar das últimas duas décadas.
Segundo o Business Insider, o motivo para essa crise inédita seria uma combinação de fatores amargos: demissões, cortes na remuneração, transferências forçadas e um novo e controverso sistema de vigilância. Tudo motivado pela fixação do CEO Mark Zuckerberg em inteligência artificial.
Por que os funcionários da Meta estão tão insatisfeitos?
A pressão piorou em maio deste ano, quando a companhia cortou cerca de 8.000 empregos, o equivalente a 10% de sua força de trabalho global. Como se não bastasse, outros 10% dos profissionais remanescentes foram transferidos de forma obrigatória para realizar o trabalho maçante de rotular dados para treinar novos modelos de IA da empresa.
Mexer no bolso dos colaboradores ajudou a azedar o clima. Dados do mercado apontam que a remuneração anual média da empresa caiu de US$ 417 mil (cerca de R$ 2,1 milhões) em 2024 para US$ 388 mil (R$ 2 milhões) em 2025. Para completar, desde abril, a companhia adotou um software de monitoramento que rastreia teclas digitadas, cliques do mouse e faz até capturas de tela para treinar agentes de IA.
O detalhe mais curioso dessa insatisfação generalizada é que a empresa não está, nem de longe, passando por dificuldades financeiras. Nos primeiros três meses de 2026, a gigante da tecnologia registrou US$ 56,3 bilhões em receita (cerca de R$ 290 bilhões na cotação atual) e um lucro líquido na casa dos US$ 26,8 bilhões (aproximadamente R$ 138 bilhões) — um salto de 33% nas vendas em relação ao ano anterior, marcando o ritmo de crescimento mais acelerado da big tech desde 2021.
Entre demissões e software espião, empresa vive seu pior clima em 20 anos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Fatura bilionária da IA
Toda essa reestruturação tem um objetivo: pagar a conta da corrida da IA. A Meta planeja gastar até US$ 145 bilhões em 2026 com a tecnologia, quase R$ 750 bilhões em conversão direta, o que inclui a construção de novos data centers e a compra de servidores e chips. O valor é praticamente o dobro dos gastos em 2025.
Vale destacar que a dona do Instagram não está sozinha nessa aposta. Gigantes como Amazon, Microsoft e Alphabet (que controla o Google) estão no mesmo barco.
Juntas, essas empresas planejam despejar cerca de US$ 725 bilhões (R$ 3,7 trilhões) em projetos de infraestrutura de IA ao longo de 2026. O reflexo direto desse movimento financeiro é um mercado que não para de demitir: a plataforma Layoffs.fyi aponta que mais de 118 mil profissionais do setor de tecnologia já perderam seus empregos só este ano.
Saiba como o NotebookLM pode ser um importante aliado para a otimização de trabalhos (imagem: Reprodução/Google)
O NotebookLM é um assistente de pesquisa desenvolvido pelo Google que utiliza inteligência artificial avançada para analisar e resumir documentos. A ferramenta transforma arquivos pessoais complexos em uma base de conhecimento organizada, facilitando a extração de insights de grandes volumes de informações.
O principal diferencial da plataforma é a “ancoragem” de dados: todas as respostas geradas pela IA são acompanhadas de citações diretas das fontes originais. Esse mecanismo confere uma precisão técnica superior, garantindo que o usuário possa validar cada ponto levantado com total transparência e confiabilidade.
A seguir, conheça mais sobre o NotebookLM, seu funcionamento e aplicações comuns. Também saiba os pontos fortes e fracos do assistente virtual.
O NotebookLM é um assistente virtual de notas e pesquisa do Google Labs que utiliza inteligência artificial, especificamente o modelo Gemini 1.5 Pro, para interagir com documentos. A ferramenta otimiza o fluxo de trabalho ao analisar, resumir e gerar insights automáticos diretamente a partir das fontes enviadas pelo usuário.
Como funciona o NotebookLM
O NotebookLM opera por meio da tecnologia de Geração Aumentada por Recuperação (RAG), conectando o modelo Gemini diretamente aos arquivos enviados pelo usuário. O sistema realiza o processamento multimodal, analisando integradamente conteúdos em texto, vídeos do YouTube e áudios.
A inteligência artificial fica “ancorada” exclusivamente nesse repositório pessoal, sem buscar respostas externas na internet ou inventar dados. Quando o usuário faz uma pergunta, a ferramenta cruza as fontes salvas para gerar respostas precisas e sempre acompanhadas de citações diretas.
O assistente expande a produtividade ao transformar essas interações em notas, suportando uma base de conhecimento de até 25 milhões de palavras. Além disso, recursos avançados geram automaticamente guias de estudo, cronogramas e resumos em áudio no formato podcast.
Todo esse ecossistema funciona sob rígidos critérios de privacidade, garantindo que os dados inseridos nunca sejam utilizados para treinar os modelos públicos do Google. O resultado é um assistente sob medida focado apenas no universo de informações fornecido pelo usuário.
Esquema de funcionamento do NotebookLM do Google (imagem: YouTube/Online Training For Everyone)
Para que serve o NotebookLM?
O NotebookLM serve como um assistente virtual de pesquisa que transforma documentos em uma base de conhecimento interativa. Confira as principais utilidades da ferramenta:
Estudo e materiais didáticos: facilita a compreensão de temas complexos e gera automaticamente questionários, cronogramas e guias personalizados baseados em PDFs ou gravações;
Análise profissional e citações: permite que pesquisadores e equipes de negócios façam varreduras em artigos ou relatórios, exibindo respostas com fontes exatas para evitar erros de informação;
Brainstorming e novos formatos: conecta ideias soltas em painéis digitais e converte textos em materiais dinâmicos, como resumos estruturados e podcasts gerados por IA;
Otimização de rotinas educativas: agiliza o planejamento de aulas ao transformar pilhas de arquivos acadêmicos em esboços de apresentações e roteiros didáticos de apoio;
Suporte técnico e integração: ajuda novos funcionários a localizarem dados em manuais extensos e abastece equipes com respostas rápidas sobre especificações complexas de produtos.
O NotebookLM é gratuito?
Sim, o NotebookLM é gratuito para qualquer usuário com uma conta Google ativa, oferecendo acesso total às principais funções de IA. Essa versão padrão permite criar até 100 cadernos de notas e realizar pesquisas diárias avançadas sem custo.
Para demandas corporativas e profissionais, a plataforma disponibiliza planos pagos com limites ampliados e recursos de colaboração em equipe. Essas assinaturas premium expandem a capacidade de armazenamento e ativam o suporte para até 600 fontes por projeto.
NotebookLM oferece uma ampla variedade de ferramentas, incluindo resumos em áudio e vídeo (imagem: reprodução/Google)
Quais são as vantagens do NotebookLM?
Estes são os pontos fortes do NotebookLM:
Processamento multimodal: aceita e cruza múltiplos formatos como PDFs, vídeos do YouTube e áudios, graças à capacidade do modelo Gemini de processar até 25 milhões de palavras por projeto;
IA ancorada com citações: se baseia exclusivamente nos arquivos enviados para gerar as respostas com maior precisão, exibindo o trecho exato da fonte para validação e evitando informações falsas;
Resumos interativos em áudio: transforma relatórios e textos densos em podcasts dinâmicos gerados por IA, facilitando o consumo de dados complexos de forma leve;
Gerador de estudos e guia interativos: cria instantaneamente materiais didáticos como flashcards, questionários e painéis de notas, explicando conceitos passo a passo como um mentor personalizado;
Foco em privacidade e economia: reúne recursos avançados de análise de dados sem custos, assegurando contratualmente que as informações enviadas nunca serão utilizadas para treinar os modelos públicos do Google.
Quais são as desvantagens do NotebookLM?
Estes são os pontos fracos do uso do NotebookLM:
Risco de ilusão do aprendizado: os resumos e áudios gerados automaticamente podem criar uma falsa sensação de domínio do conteúdo, simplificando nuances conceituais e interpretações mais profundas dos textos originais;
Flutuações de contexto e falhas: ao lidar com grandes volumes de dados, a IA pode sofrer com “cegueira contextual”, deixando de cruzar informações cruciais ou falhando em localizar trechos específicos entre múltiplos arquivos;
Limitações nos resumos em áudio: os podcasts gerados pela IA ainda apresentam falhas de sotaque, dinâmicas repetitivas em discussões longas e, eventualmente, focam em pontos triviais em vez dos dados relevantes;
Silos isolados e barreiras de formatos: os cadernos de notas não se comunicam entre si e a ferramenta impõe restrições para alguns formatos do cotidiano corporativo, como planilhas complexas, imagens e códigos de programação.
NotebookLM auxilia na criação de resumos interativos por meio do processamento multimodal, mas ainda pode apresentar “cegueira contextual” e ignorar tópicos importantes (imagem: reprodução/Google)
Qual é a diferença entre o NotebookLM e o Gemini?
O NotebookLM é um assistente focado em pesquisa e notas que funciona ancoradamente, analisando exclusivamente os documentos e links enviados pelo usuário. Seu objetivo é cruzar dados restritos e gerar resumos e áudios com citações diretas, sem recorrer ao conhecimento externo.
O Gemini é um modelo de inteligência artificial de uso geral do Google, treinado com uma base ampla de dados públicos da internet. Ele atua de forma aberta e multifuncional na web e no celular, sendo ideal para criar conteúdos do zero, programar e buscar informações.
Qual é a diferença entre o NotebookLM e o ChatGPT?
O NotebookLM é o assistente de notas do Google projetado para funcionar de forma ancorada, analisando estritamente os arquivos e links que o usuário envia. Ele atua como um bibliotecário virtual que gera resumos e áudios baseados apenas no material compartilhado, exibindo citações diretas para evitar alucinações.
O ChatGPT é o chatbot multifuncional da OpenAI, treinado com uma gigantesca base de dados públicos da internet e alimentado por inteligência artificial generativa. Ele opera de forma aberta e generalista, sendo ideal para solucionar problemas amplos, programar códigos e criar textos criativos.
Alexa+ roda em dispositivos Echo (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)Resumo
Amazon lançou a Alexa+ no Brasil, uma versão atualizada da assistente virtual com inteligência artificial generativa.
A Alexa+ é compatível com 98% dos dispositivos, como o Echo Dot (2ª geração em diante) e o Echo tradicional (2ª geração em diante).
Modelos Echo Dot (1ª geração), Echo (1ª geração), Echo Plus (1ª geração), Echo Show (1ª e 2ª gerações) e Echo Spot (1ª geração) não são compatíveis.
A Amazon anunciou ontem (18/06) a chegada da Alexa+ ao Brasil, introduzindo uma versão atualizada da assistente virtual equipada com inteligência artificial generativa. O objetivo é ampliar o processamento de comandos e entregar conversas contínuas aos consumidores na maioria dos eletrônicos da companhia.
A novidade foi oficializada em um evento em São Paulo, acompanhado pelo Tecnoblog, e chega em acesso antecipado após uma etapa de testes com clientes selecionados. A Amazon utilizou o período para analisar o tempo de resposta e a precisão do reconhecimento do idioma antes da distribuição oficial.
Vale mencionar que a nova assistente já está inclusa na assinatura Amazon Prime. Para os consumidores que não participam do programa, os recursos avançados podem ser habilitados por uma assinatura avulsa, estipulada em R$ 99 mensais.
Veja os dispositivos compatíveis com a Alexa+
Os aparelhos a partir da segunda geração contam com suporte garantido. A lista de produtos habilitados inclui:
Echo Dot, incluindo o Echo Dot Max;
Echo tradicional;
Echo Show 5, Echo Show 8, Echo Show 10, Echo Show 11 e Echo Show 15;
Echo Studio, e caixas compactas, como o Echo Pop.
Produtos recentes, como o novo Echo Show 8, Echo Show 11, Echo Dot Max e Echo Studio, foram desenvolvidos nativamente para a plataforma Alexa+, com chips focados em IA que conseguem processar as interações com mais agilidade.
Projetado para IA, Echo Show 11 processa comandos mais rápido (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Ainda que exista uma probabilidade alta de que o seu aparelho atual receba a atualização, segundo os dados oficiais da Amazon que indicam 98% de compatibilidade na base ativa do Brasil, uma pequena parcela dos aparelhos não será contemplada com a atualização.
A Amazon oficializou que a Alexa+ não funciona e não será distribuída para os seguintes aparelhos:
Echo Dot (1ª geração);
Echo (1ª geração);
Echo Plus (1ª geração);
Echo Show (1ª e 2ª gerações);
Echo Spot (1ª geração).
A empresa explica que o processamento dos novos algoritmos e grandes modelos de linguagem (LLMs) acontece na nuvem, aliviando a carga sobre os componentes das caixas de som e permitindo entregar o serviço sem forçar a troca da maioria dos equipamentos.
No entanto, limitações físicas de memória e processamento dos chips mais antigos não suportam as exigências da nova Alexa turbinada.
Mas, se isso não é um problema para usuários desses produtos mais antigos, não há com o que se preocupar: a Alexa original continuará funcionando com as habilidades tradicionais de forma gratuita, apenas sem a integração com a nova inteligência artificial.
Como funciona a Alexa+?
Alexa+ já está disponível no Brasil (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Conforme verificamos, a Alexa+ utiliza a IA generativa para entender o contexto. Agora, o usuário não precisa mais repetir o comando de ativação “Alexa” no começo de cada nova instrução, por exemplo, o que torna as interações mais fluidas.
Segundo a Amazon, mais de 70 grandes modelos de linguagem operam em segundo plano. O software decide sozinho qual desses modelos é o mais eficiente para gerar a resposta correta. O sistema também passou por localização para identificar sotaques, gírias e expressões regionais dos brasileiros.
Pelo celular, o aplicativo da Alexa também ganha uma interface no formato de chatbot, permitindo que os clientes enviem documentos, relatórios ou imagens. A assistente lê o conteúdo do arquivo, estrutura um resumo e sugere ações, como marcar reuniões ou enviar e-mails.
O acesso antecipado já está ativo. Clientes que possuem dispositivos Echo compatíveis e desejam usar as funções da Alexa+ no Brasil podem se inscrever pela página oficial da Amazon ou utilizando o comando de voz: “Alexa, quero Alexa+”.
Inteligência artificial processa dados para criar mapas 3D do corpo (imagem: reprodução/Midjourney)Resumo
Midjourney revelou o Midjourney Scanner, um equipamento de ultrassom de corpo inteiro que usa inteligência artificial.
O scanner usa um anel com milhares de sensores submersos em água para emitir ondas ultrassônicas e capturar alterações milimétricas nas ondas.
A empresa planeja criar uma rede de spas para oferecer exames de saúde enquanto os clientes relaxam.
A Midjourney revelou seu primeiro produto de hardware: um scanner de ultrassom de corpo inteiro. A companhia, mundialmente conhecida pelo gerador de imagens realistas com IA, fez o anúncio nesta quinta-feira (18/06).
Segundo o comunicado, o Midjourney Scanner não é um equipamento de ressonância magnética. O sistema deve funcionar por meio de um anel com centenas de milhares de sensores submersos em água, que emitem ondas ultrassônicas para reconstruir modelos tridimensionais do corpo humano.
Já esta é a outra parte do anúncio: a companhia terá uma rede de spa, com a primeira unidade a ser inaugurada em São Francisco, nos EUA, onde as pessoas poderão fazer exames para monitoramento da saúde enquanto descansam. “Hoje vamos anunciar algo um pouco estranho e um pouco louco”, avisou a empresa.
Como funciona o Midjourney Scanner?
Anel do scanner conta com meio milhão de sensores (imagem: reprodução/Midjourney)
No lugar de tubos fechados e ruídos das máquinas de ressonância magnética, o exame com o scanner da Midjourney deve durar apenas 60 segundos. O processo começa com o usuário de pé sobre uma plataforma que desce suavemente para um tanque raso com água morna e iluminação relaxante.
Durante a submersão, o corpo atravessa um anel equipado com cerca de meio milhão de minúsculos sensores, cada um do tamanho de um grão de areia. Eles emitem ondas ultrassônicas de todos os ângulos contra o paciente. Como o som viaja de forma diferente ao penetrar na água, pele, gordura, músculos e ossos, essas ondas mudam de formato ao encontrar cada uma dessas densidades.
O equipamento conta com dois petaflops de poder de processamento bruto para capturar alterações milimétricas nas ondas milhões de vezes por segundo, e o volume de dados gerado é gigantesco. Segundo a própria companhia, seria necessário assistir a 500 horas de filmagem para cada segundo de escaneamento.
É aqui que a especialidade da Midjourney vai entrar em ação: IA. A inteligência artificial deve processar esse banco de dados em tempo real e reconstruir mapas 3D detalhados do corpo humano, fatiando virtualmente os tecidos e órgãos com precisão.
Segundo o site Crypto Briefing, a Midjourney assinou em novembro de 2025 um acordo de licenciamento exclusivo com a Butterfly Network, empresa responsável pela tecnologia de ultrassom em chip que será utilizada no projeto.
Exame dura apenas 60 segundos (imagem: reprodução/Midjourney)
Meta de um bilhão de exames
Para popularizar essa infraestrutura, a companhia não pretende focar em vendas para hospitais ou clínicas. A estratégia é criar o Midjourney Spa. A primeira unidade tem inauguração prevista para o final de 2027, em São Francisco.
A proposta é que o local funcione 24 horas por dia e ofereça um ambiente com academias, saunas e piscinas. O exame ocorrerá dentro de salas equipadas com banheiras de hidromassagem, tornando a coleta de dados de saúde parte de uma “experiência de relaxamento”, afirma a empresa.
Em relação à privacidade, os usuários terão controle sobre a “biblioteca de exames” pessoal. Esses dados poderão ser compartilhados a critério do cliente com médicos, nutricionistas ou outras plataformas de IA voltadas para a saúde.
No contexto regulatório, ainda há um caminho a percorrer. Para contornar a burocracia da FDA (órgão regulador de saúde dos Estados Unidos), a Midjourney iniciará a operação criando “mapas de composição corporal”. Os resultados clínicos serão enviados à agência para, futuramente, liberar de forma oficial a detecção de anomalias.
Após a fase de refinamento, que durará cerca de 12 meses, a Midjourney prevê o lançamento de um scanner de terceira geração em 2028, que reduzirá ainda mais o tempo e elevará a qualidade das imagens. A meta para 2031 é criar uma frota de 50 mil scanners globalmente, com capacidade para realizar um bilhão de exames por mês. A promessa é que o mapeamento preventivo rápido e de baixo custo evite mortes precoces e corte os gastos com sistemas de saúde.
Vivo fechou uma parceria com o Google (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Vivo anunciou uma parceria com o Google para oferecer até 12 meses gratuitos do plano Google AI Plus.
Oferta vale para clientes Controle, Pós, Fibra e Total a partir de hoje.
O plano inclui acesso ao Gemini e 400 GB de armazenamento em nuvem, que pode ser compartilhado com até cinco membros da família.
A Vivo anunciou nesta quinta-feira (18/06) uma parceria com o Google para oferecer até 12 meses gratuitos do plano Google AI Plus, que inclui acesso ao Gemini e 400 GB de armazenamento em nuvem.
A oferta vale a partir de hoje para os clientes. O benefício pode ser resgatado no app Vivo ou nas lojas físicas da operadora. Após o período promocional de um ano ou seis meses, a assinatura será renovada automaticamente por R$ 24,99 mensais.
O período gratuito varia conforme o tipo de cliente:
Vivo Família e Total Família: 12 meses
Vivo Controle: 6 meses
Vivo Pós: 6 meses
Vivo Fibra: 6 meses
Vivo Total: 6 meses
Em resposta ao Tecnoblog, a operadora informou que clientes do Vivo Easy não têm direito ao benefício.
Como ativar?
Para liberar o acesso pelo aplicativo, os passos são os seguintes:
Abra o app Vivo;
Na página inicial, o “Pra você”, role até a seção “Apps com ofertas incríveis”;
Clique no ícone do Google Gemini e autorize a liberação.
Oferta pode ser resgatada no app Vivo (imagem: Tecnoblog)
O que o plano oferece?
A assinatura é o caminho para resolver duas coisas: falta de espaço para armazenar arquivos e limites de uso travados. Toda a operação é respaldada por 400 GB de armazenamento em nuvem no Google One para fotos, vídeos e arquivos, franquia que pode ser compartilhada com até cinco membros da família.
Além disso, o pacote libera ferramentas para a geração de imagens, vídeos e conteúdos multimídia através do Google Flow. A IA também passa a integrar os apps de produtividade — Gmail, Docs e Planilhas.
Gemini é a inteligência artificial do Google (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Oferta também vale para o setor corporativo
Além do mercado residencial e de pessoas físicas, a Vivo também vai atender o segmento empresarial com a parceria.
Clientes do Vivo Empresa passam a ter acesso ao portfólio do Gemini Enterprise, versão corporativa que oferece modelos de IA com maior capacidade de contexto. A novidade será integrada ao Google Workspace.
Amazon faz lançamento da Alexa+ em evento na capital paulista (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A Amazon lançou a Alexa+, uma versão mais inteligente da assistente virtual Alexa no Brasil, que utiliza inteligência artificial generativa para melhorar a compreensão e resposta a comandos.
A Alexa+ estará inclusa no serviço Prime ou poderá ser assinada por R$ 99 por mês, e oferece recursos como nova voz mais natural, conversas mais fluídas e capacidade de entender comandos complexos.
A nova assistente virtual é capaz de realizar tarefas como resumir documentos, interagir com serviços de streaming e realizar compras por voz, com recursos que dependem do aplicativo da Alexa no telefone.
A Alexa brasileira está ficando mais inteligente: a Amazon anuncia a chegada da Alexa+, serviço que se vale de inteligência artificial generativa para dar novas habilidades – e até uma nova voz, mais natural – à assistente que todos conhecem. A nova ferramenta estará inclusa no Prime ou terá preço avulso de R$ 99 por mês (sim, eu chequei com executivos e este valor está correto).
O Tecnoblog já havia revelado os testes realizados com consumidores locais para a liberação da Alexa+. A ideia da Amazon era checar se a assistente de IA entendia bem as perguntas feitas em português e se dava respostas condizentes. Menos de um mês depois, a tecnologia chega ao mercado. O anúncio ocorre num evento em São Paulo, para jornalistas, influenciadores e convidados.
A diretora-geral Talita Bruzzi Taliberti comemorou a novidade: “a Alexa+ é fruto do trabalho para entregar a melhor experiência ao nosso consumidor”. O trabalho de localização para o português incluiu o aprendizado de sotaques, gírias, expressões e formas de falar do brasileiro. Ela compreende quando um mineiro solta um “trem” sem necessariamente significar o meio de transporte.
Como funciona a Alexa+?
Alexa+ roda em diversos dispositivos Echo (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Eu participei do anúncio global da Alexa+, em fevereiro de 2025, nos Estados Unidos. Na ocasião, os executivos bateram na tecla de que a ferramenta pode utilizar diferentes modelos, dependendo do que o usuário deseja fazer. O benefício está na melhor compreensão de instruções complexas, que fogem do “timer de 15 minutos” ou “qual a previsão do tempo”.
Já na demonstração durante um evento em São Paulo, realizado em 18/06, os executivos reforçaram que a assistente está mais conversacional. A ferramenta também mantém conversas mais naturais, sem precisar repetir o nome da Alexa no início de cada nova interação. Segundo a Amazon, ela também consegue entender o momento de parar de responder.
Alexa+ rodando em um Echo Show (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Por exemplo, a Alexa+ sabe o que está na tela do Prime Video e dá respostas referentes àquele conteúdo, o que deve encantar os cinéfilos e seriemaníacos de plantão.
Outra funcionalidade tem a ver com documentos externos: o usuário pode enviar anexos pelo aplicativo da Alexa. O sistema escaneia, depreende as informações principais e pode realizar ações por conta própria, como enviar um resumo por email, adicionar itens à lista de compras ou criar novos compromissos no calendário. Alguns recursos dependem do aplicativo da Alexa no telefone, que recebe interface diferenciada, com cara de chatbot, quando o serviço premium é ativado.
Por fim, os consumidores devem notar que a nova Alexa se lembra das suas preferências expressas durante as interações. Ela grava suas restrições alimentares, quantos filhos você possui, e essencialmente qualquer coisa que a ajude a dar respostas melhores no futuro. Isso não existe na Alexa tradicional.
Alexa+ lembra de preferências e interações passadas (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
IA generativa
A Alexa+ roda mais de 70 modelos de inteligência artificial. A cada nova frase ou comando, um sistema de orquestração decide qual tecnologia utilizar para dar a melhor resposta possível.
Nas demonstrações que vimos na capital paulista, foi possível notar que, conforme as nossas frases ficam mais complexas, a Alexa+ leva mais tempo para responder. Às vezes é necessário esperar alguns bons segundos até que ela dê um retorno. Em outras palavras, deixa de ser instantâneo.
Alexa, peça um Uber
Uber no Alexa+ (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Um dos pontos altos do evento em São Paulo foi o uso da Alexa para pedir um carro na Uber. Os sistemas ficam integrados e basta dizer o endereço para o qual você deseja ir. Por meio da interação de voz e os cards na tela do Echo Show, a assistente repete os endereços de origem e destino, informa a tarifa e pede a confirmação do consumidor.
Eu notei que o cliente precisa expressar muito claramente que deseja concluir aquela transação. O mesmo vale para a compra de produtos no marketplace da Amazon, que pode ser feita via comando de voz. Os representantes da empresa explicaram que a assistente digital reconhece a voz ou imagem do usuário antes de fazer o pedido – um alívio para quem tem criança travessa em casa.
Como obter o acesso antecipado?
Michele Butti e Talita Bruzzi Taliberti, executivos da Amazon (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
A Amazon inicia hoje o acesso antecipado. Existem duas possibilidades: inscrever-se com um dispositivo que você já possua ou comprar um novo produto das linhas Echo e Fire TV. Para se candidatar, é necessário entrar numa página especial ou dar o comando “Alexa, quero Alexa+”.
Tim Cook garante que aumento de preços em produtos da Apple é “inevitável” (Imagem: Divulgação / Apple)Resumo
O CEO da Apple, Tim Cook, afirmou que a empresa os preços dos seus produtos devido à escassez de memória RAM no
A crise dos chips de memória RAM é causada pelo fornecimento menor significativos de preço por parte dos principais fornecedores, Samsung, SK Hynix e Micron.
O aumento de preços deve afetar a próxima linha de iPhones, com uma estimativa de US$ 200 de aumento no iPhone 18 Pro, tornando-o US$ 1.299.
Nem a Apple escapa: a escassez de memórias RAM no mercado de tecnologia vai afetar os preços dos produtos da maçã. A confirmação foi dada pelo próprio CEO, Tim Cook, nesta quarta-feira (17/06). A má notícia vem em meio a rumores recentes que apontavam para uma manutenção nos preços praticados hoje na próxima linha de iPhones.
Ainda não há informações sobre quando a alta de preços deve chegar, mas algumas mudanças já começaram a acontecer. Entre elas estão a retirada das versões de 256 GB do Mac Studio – que já havia ficado mais cara – e do Mac Mini, agora disponíveis apenas a partir dos 512 GB.
Na entrevista para o Wall Street Journal, Cook afirmou que o aumento é “inevitável”, mesmo com os esforços da empresa para conter os valores mais altos praticados no mercado pelos chips de RAM. Analistas já haviam apontado que a maçã tentaria driblar os custos mais altos barateando componentes como telas e câmeras, mas o CEO afirma que a situação está insustentável.
Crise de memória RAM chega à Apple
Novo iPhone 18 Pro não deve escapar da alta de preços: aumento deve ser de US$ 200 (R$ 1 mil(foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Muitos rumores apontavam para uma contenção no aumento dos preços por parte da Apple, principalmente envolvendo o vindouro iPhone 18. Um relatório da KB Security, fundo de investimento sul-coreano, indicou ainda o aumento de memória RAM no modelo base da linha, que pode chegar com 12 GB para dar conta das novidades da Siri, inteligência artificial da Maçã. A mudança viria sem alteração nos preços, o que fica incerto com a declaração de Cook na entrevista ao WSJ.
O CEO da Apple reforçou que o motivo desses aumentos é, justamente, a crise dos chips de memória RAM. Segundo ele, além do fornecimento menor “os caras da memória” praticam aumentos significativos de preço. Esses “caras”, no caso, seriam os três principais players do mercado de DRAM: Samsung, SK Hynix e Micron.
O cenário atual de fato é favorável para as três empresas, com um aumento de 85,5% nas vendas de componentes em relação ao último trimestre financeiro. Essa alteração está diretamente relacionada ao boom das IAs generativas, já que há uma grande demanda de memória para datacenters de inteligência artificial. A questão é a produção de chips para produtos voltados ao consumidor final, que ficou em segundo plano.
Alta nos preços deve afetar iPhone 18
Depois de rumores favoráveis a uma manutenção dos preços praticados pela Apple nos novos iPhones, a realidade deve ser outra. Ainda não há uma confirmação de quando ou como os aumentos vão acontecer, mas o Wall Stret Journal trouxe uma estimativa de US$ 200 de aumento no iPhone 18 Pro, algo em torno de R$ 1.000. Segundo o jornal, o celular deve custar US$ 1.299 no lançamento, acima dos US$ 1.099 cobrados pela Maçã no iPhone 17 Pro.
ChatGPT apresenta falhas nesta terça-feira (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
ChatGPT apresentou problemas nesta terça-feira (17/06), com usuários relatando dificuldades para interagir com o serviço em várias partes do mundo;
Downdetector registrou cerca de 3.000 queixas sobre o problema por volta das 14:00 (horário de Brasília);
OpenAI apontou que instabilidade afeta versões móveis do ChatGPT.
Se você está com dificuldades para acessar o ChatGPT na tarde desta terça-feira (17/06), saiba que o problema não afeta somente a sua conta: nas redes sociais, vários usuários relatam que o serviço da OpenAI está instável ou totalmente inacessível.
No Downdetector, serviço que monitora plataformas online, houve um pico com cerca de 3.000 queixas sobre o problema por volta das 14:00 (horário de Brasília). No X, usuários também reportam dificuldades para acessar o ChatGPT.
ChatGPT caiu e agora eu tenho que usar o celebro kkk !
— perdi o brilho nos olhos (@eusoutaofeliz) June 17, 2026
meu Deus o chatgpt caiu como eu vou trabalhar pelo amor de Deus
O problema é global e parece afetar usuários de diferentes maneiras. Há quem não consiga acessar a versão web do ChatGPT, por exemplo. Outros notam intermitência, isto é, o serviço funciona em dado momento e falha no instante seguinte, voltando ao normal depois de algumas tentativas.
Já eu consigo usar o serviço no navegador, mas no aplicativo para iOS, recebo uma mensagem de erro quando envio alguma instrução.
ChatGPT com falha no aplicativo para iPhone (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
O que causou a instabilidade no ChatGPT?
Não está claro. A página de status da OpenAI reconhece erros em conversas no ChatGPT para Android e iOS, mas não aponta as causas. De todo modo, a companhia afirma já estar trabalhando em uma solução:
Identificamos que os usuários estão enfrentando um aumento no número de erros nos serviços afetados [ChatGPT].
Estamos trabalhando na implementação de uma solução.
Apesar de a OpenAI apontar que a falha afeta os aplicativos móveis, a versão para navegador do ChatGPT também dá sinais de instabilidade para alguns usuários, como ficou claro mais acima.
Como o problema é intermitente, a dica é continuar tentando acessar o serviço ou experimentar um meio de acesso diferente, por exemplo, usando a versão web se, de fato, for o aplicativo móvel que não estiver funcionando adequadamente com você.
Musk pagará US$ 60 bilhões para comprar a Cursor de Michael Truell (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A Cursor, startup de inteligência artificial para programação, foi adquirida por US$ 60 bilhões pela xAI, de Elon Musk.
A empresa desenvolveu um editor de código com IA que permite que desenvolvedores descrevam tarefas em linguagem natural.
A compra dá à xAI entrada no mercado de ferramentas de programação com IA, em competição com OpenAI, Anthropic e Google.
Uma empresa até então desconhecida do grande público ganhou as manchetes nesta terça-feira (16/06): a Cursor, startup especializada em inteligência artificial para programação, foi adquirida por US$ 60 bilhões (cerca de R$ 304 bilhões, em conversão direta). Já o comprador dispensa apresentações: Elon Musk, por meio da xAI.
A transação será feita integralmente em ações da SpaceX e deve ser concluída até setembro. Vale lembrar que a SpaceX e a xAI se fundiram em fevereiro deste ano.
A Cursor se tornou uma das empresas mais valiosas do boom da inteligência artificial, construindo uma grande base de usuários com ferramentas voltadas à escrita, correção e revisão de código com ajuda de IA.
Em apenas quatro anos, a startup saiu de um pequeno projeto criado pelo CEO Michael Truell e seus colegas para atender milhões de desenvolvedores e parte das maiores empresas do mundo.
Editor de código com IA é o produto
A startup surgiu a partir da Anysphere, fundada em 2022 por quatro estudantes do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). O grupo queria uma ferramenta para programar usando inteligência artificial, mas a maioria dos serviços oferecia a tecnologia apenas como plug-in, o que os levou a construir um editor de código próprio.
O Cursor foi lançado em março de 2023. Se trata de uma versão modificada e focada em IA do VS Code. Esse editor permite que desenvolvedores descrevam tarefas em linguagem natural e recebam trechos completos de código, correções de erros, explicações e sugestões de melhorias. A versão mais recente, o Cursor 3, foi lançada há dois meses.
A ferramenta tracionou tão rápido que, ainda em 2023, atingiu US$ 1 milhão em receita recorrente anual. O nome Cursor passou a ser a marca da companhia, embora a empresa continue operando legalmente como Anysphere.
Crescimento acelerado
Como lembra o Business Insider, o avanço da Cursor foi incomum até mesmo para os padrões do Vale do Silício. Segundo dados divulgados pela própria empresa, a plataforma ultrapassou milhões de usuários e passou a ser utilizada por 60% das companhias que integram a lista das 500 maiores empresas do mundo. A receita anualizada também cresceu e bateu a casa dos bilhões de dólares em poucos anos.
Boa parte desse crescimento está ligado à popularização do vibe coding — a criação de softwares a partir de descrições em linguagem natural, sem necessariamente dominar programação avançada.
We're excited to join forces with @SpaceX to advance the frontier of useful AI. Expect significant improvements to Cursor soon. https://t.co/62IMr2sgEy
Ainda assim, a forma como a empresa aborda o tema parece mais pé no chão. O CEO Michael Truell já afirmou que programar apenas por meio de prompts, sem lidar diretamente com o código, pode criar bases frágeis, com risco de aplicações “desmoronarem” ao longo do tempo.
SpaceX comprou a xAI, que comprou a Cursor (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
A xAI quer competir com OpenAI, Anthropic e Google em um dos mercados mais disputados da inteligência artificial: as ferramentas voltadas para desenvolvedores.
As empresas de IA passaram a enxergar a programação assistida por inteligência artificial como uma aplicação promissora para justificar os investimentos. Ferramentas capazes de escrever, corrigir e revisar código se tornaram um caminho aparentemente mais sólido para monetização dos modelos generativos.
A startup de Elon Musk já tem o chatbot Grok, que conseguiu crescer entre os usuários, principalmente após sua integração à rede social X, mas ainda não tinha uma presença forte no mercado de programação.
Com a compra da Cursor, a SpaceX e a xAI passam a controlar uma das ferramentas de programação por IA mais populares do mercado, além de incorporar uma base relevante de desenvolvedores e a tecnologia criada pela equipe de Truell.
GenAI.mil é a plataforma de IA generativa do Pentágono (imagem: reprodução/Army National Guard)Resumo
O Departamento de Defesa dos EUA tem 1,5 milhão de funcionários usando a IA militar GenAImil diariamente.
A plataforma, integrada ao Google Gemini, agiliza o fluxo de trabalho e permite que as equipes automatizem tarefas burocráticas.
O uso da IA resultou na redução de tempo para elaboração de relatórios anuais de prestação de contas, de 200 horas para apenas cinco horas.
O Departamento de Defesa dos Estados Unidos (DoD) vem registrando um aumento acelerado no uso de inteligência artificial generativa. Segundo o diretor de tecnologia do Pentágono, Emil Michael, o sistema GenAI.mil, lançado em dezembro de 2025, já é utilizado diariamente por cerca de 1,5 milhão de funcionários.
O cenário atual reverte a baixa adoção inicial. Há seis meses, apenas cerca de 80 mil usuários utilizavam o sistema, muito pouco perto dos 3,5 milhões de funcionários no departamento.
De acordo com o Business Insider, o salto recente foi impulsionado pela integração ao modelo Google Gemini para agilizar o fluxo de trabalho e eliminar o que seriam processos monótonos.
O que a IA do Pentágono pode fazer?
Na prática, o GenAI.mil opera como um assistente focado em produtividade. A ferramenta permite que as equipes automatizem burocracia pesada com comandos simples. As tarefas delegadas à IA vão desde a redação de descrições de cargos até a análise de grandes volumes de informações.
Um exemplo é a elaboração de relatórios anuais de prestação de contas para o Congresso americano. O que antes demandava cerca de 200 horas de trabalho manual de uma equipe inteira agora é concluído em apenas cinco horas, já que o sistema consegue varrer o banco de documentos e compilar o material rapidamente, liberando os profissionais para outras atividades estratégicas.
Integração com Google Gemini impulsionou a adesão da ferramenta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
A virada de chave
A transição para a marca de 1,5 milhão de usuários ativos diários exigiu mudanças na cultura interna. No início, as pessoas simplesmente ignoravam o GenAI.mil por não entenderem a sua finalidade.
Para quebrar essa resistência, o Pentágono aliou o motor do Gemini a um trabalho educativo, passando a divulgar estudos que mostravam como funcionários já estavam poupando horas de expediente com a plataforma. Essa disseminação de exemplos práticos, somada à familiaridade das pessoas com a IA no dia a dia fora dos escritórios, facilitou a aceitação.
Além de ganhar espaço nos setores administrativos, o DoD também estuda a expansão da tecnologia para áreas de logística e de combate. O órgão reconhece que eventuais conflitos futuros exigirão um processamento de dados ultrarrápido, mas reforça o discurso de que a supervisão humana continuará sendo fundamental.
Para sustentar esse avanço, o orçamento para o ano fiscal de 2027 já prevê o investimento de bilhões de dólares em infraestrutura e IA de última geração.
Sundar Pichai foi vaiado em Stanford (foto: reprodução/YouTube)Resumo
Estudantes abandonaram o discurso de Sundar Pichai em protesto contra IA.
O CEO do Google foi vaiado durante a cerimônia de formatura na Universidade Stanford.
A manifestação criticava os contratos do Google com governos, especialmente os que envolvem inteligência artificial.
Dezenas de estudantes da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, abandonaram a cerimônia de formatura no momento em que o CEO do Google, Sundar Pichai, foi chamado ao palco para discursar. O protesto criticava os contratos entre a empresa e governos, especialmente os que envolvem inteligência artificial.
Segundo a BBC, parte dos estudantes carregava cartazes com mensagens críticas direcionadas à atuação do Google no momento em que se retiraram, incluindo frases como “ICE espiona com a IA do Google”, em referência ao órgão de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos.
BREAKING: Stanford University graduates staged a walkout during Google CEO Sundar Pichai’s keynote address at commencement Sunday.
The walkout was organized by Students for Justice in Palestine and No Tech for Apartheid as a protest against Google’s contracts with the IDF, Dept.… pic.twitter.com/j2SI2dtwLC
O boicoteenvolveu cerca de 200 alunos e foi incentivado e organizado pelo grupo estudantil Stanford Students for Justice in Palestine (SJP), de acordo com o veículo de imprensa local SFGate.
O evento seguiu normalmente enquanto havia o protesto, com Pichai desviando de temas políticos — ainda que tenha reconhecido o “tempo difícil em que a turma estaria se formando”.
“Toda geração enfrentou dificuldades à sua maneira. Nós não escolhemos o mundo em que nos graduamos, mas podemos escolher como enquadramos as circunstâncias”, afirmou durante o discurso.
Onda de protestos contra IA
Pichai, que é ex-aluno da universidade, também disse ter recebido conselhos do que não falar, fazendo um trocadilho com o próprio nome. “As pessoas pensaram que seria muito difícil para mim. Afinal, são as duas últimas letras do meu sobrenome”, declarou, em referência à sigla AI (inteligência artificial, em inglês).
Indiretamente, ele se referia às vaias sofridas por outras personalidades da indústria da tecnologia que mencionam a IA de forma positiva durante discursos de formatura. Embora o caso de Pichai também envolva contextos geopolíticos, a menção geral às ferramentas de IA tem gerado hostilidade pelos estudantes.
Recentemente, o ex-CEO do Google, Eric Schmidt, também foi vaiado por estudantes durante a colação de grau da Universidade do Arizona. O público protestou quando ele comparou o atual boom da IA à ascensão dos PCs há 40 anos. Na fala que gerou a vaia, Schmidt falava sobre a presença da tecnologia em praticamente todos os âmbitos da vida pessoal e profissional.
Executivos reenquadram frustração dos alunos
Inteligência artificial virou concorrente para recém-formados (imagem ilustrativa: Max Pixel)
Há poucos dias, o presidente da Microsoft, Brad Smith, alertou líderes do setor a não menosprezarem as manifestações estudantis. Segundo ele, os mais jovens sentem-se ameaçados antes de poderem se desenvolver, enfrentando a IA como uma concorrente no mercado de trabalho.
“Estudantes e formandos reconhecem os benefícios da IA. Mas querem que ela permaneça em seu devido lugar”, disse. Anteriormente, Steve Wozniak, ex-Apple, evitou a mesma reação dos executivos do Google seguindo outro ponto de vista: durante um discurso, ele preferiu reforçar as vantagens da criatividade humana sobre a IA e recebeu aplausos.
A revolta dos formandos estadunidenses segue uma série de cortes em empresas de tecnologia com o objetivo declarado de priorizar investimentos em IA, mesmo em momento de alta lucratividade no setor.
A própria Microsoft implementou, neste ano, um programa de desligamento voluntário com potencial de atingir cerca de 8.750 funcionários. Enquanto isso, investe na construção de data centers, inclusive fora dos Estados Unidos.
KPMG foi fundada em 1987 e é uma das maiores consultorias do mundo (foto: Juan Sebastian Vasquez/Pexels)Resumo
A consultoria KPMG retirou do ar um relatório sobre IA após a descoberta de que o documento continha informações falsas geradas por IA.
O arquivo atríbuia projetos de IA a organizações como o banco suíço UBS e o Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido.
Segundo o Financial Times, a KPMG comunicou que removeu o estudo de seus sites enquanto investiga as circunstâncias da publicação.
A consultoria holandesa KPMG retirou de circulação um relatório sobre inteligência artificial após a descoberta de que o próprio documento continha alucinações geradas por IA. O estudo sobre os benefícios da tecnologia apresentava exemplos que nunca existiram.
O relatório, intitulado “Redefinindo a excelência na era da IA agêntica”, analisava a adoção da IA por empresas ao redor do mundo. No entanto, o documento dizia que organizações como o banco suíço UBS, o Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS) e as Ferrovias Federais Suíças (SBB) já aplicavam serviços de IA na sua rotina.
Segundo o Financial Times, as informações eram totalmente falsas ou exageradas. Em um dos exemplos, a KPMG afirmava que o UBS utilizava agentes de IA para consultoria de investimentos, gestão de riscos e monitoramento regulatório. O banco afirmou que a descrição era “factualmente incorreta”.
Em outros trechos, de acordo com o jornal britânico, as alegações pareciam ter sido construídas a partir de comunicados reais, mas citavam funcionalidades e aplicações de IA que nunca foram anunciadas por essas organizações.
Estudo continha alucinações de IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
As inconsistências foram identificadas pela GPTZero, empresa especializada em detecção de conteúdo gerado por inteligência artificial. Segundo os pesquisadores, os exemplos apresentavam características típicas de alucinações de modelos de IA.
Ao Financial Times, a KPMG informou que removeu o estudo de seus sites enquanto investiga as circunstâncias da publicação.
“Esperamos que todos os nossos funcionários sigam nossas diretrizes sobre o uso responsável da IA, incluindo supervisão humana para validar o conteúdo e verificar fontes independentes”, afirmou um porta-voz da consultoria.
Caso parecido já aconteceu antes
O episódio se soma a uma lista curiosa. No final do ano passado, a famosa consultoria Deloitte passou pela mesma situação – duas vezes.
Em outubro, a Deloitte abriu mão de parte do pagamento recebido do governo australiano após identificar que um relatório entregue pela consultoria continha erros de IA, incluindo citações, referências e fontes que não existiam.
Modelo da prefeitura do Rio mistura Nex e Qwen (ilustração via IA: Thássius Veloso/Tecnoblog)
A prefeitura do Rio de Janeiro está envolvida numa polêmica tecnológica internacional desde a sexta-feira, quando anunciou o lançamento do modelo de inteligência artificial Rio 3.5 Open, com 397 bilhões de parâmetros. A novidade ganhou as discussões na web por supostamente superar outros modelos de referência. No entanto, a própria prefeitura admitiu que se trata da reutilização de modelos já existentes, o que levou a muitas críticas.
Entenda o caso
O IplanRio é a empresa pública carioca de informática. Ela atua no desenvolvimento de várias soluções e plataformas que atendem às necessidades dos moradores da cidade. Mais recentemente, o IplanRio decidiu entrar no campo da inteligência artificial generativa, desenvolvendo uma família de modelos de linguagem de grande porte batizada de Rio Open, construída a partir de modelos de código aberto. A iniciativa foi apresentada pela primeira vez em abril, durante o III Ciclo do Sandbox.Rio, projeto da prefeitura para testar tecnologias emergentes.
A organização soltou o modelo Rio 3.5 Open na última sexta-feira (12/06), com a ideia de oferecer uma solução de IA de uso público, com licença permissiva MIT, que pudesse ser utilizada por outros órgãos de governo e pesquisadores. Isso reduziria a dependência de plataformas privadas e colocaria o debate de soberania tecnológica no âmbito municipal. O projeto teve o custo total de R$ 500 mil, segundo informado pelo município.
A partir daí, os entendidos e entusiastas começaram a conversar nas redes sociais – em especial o X – sobre o que estava por trás do modelo. Como ele conseguia resultados tão robustos em benchmarks como o IMOAnswerBench, superando o Qwen, modelo da Alibaba que serviu de base para o projeto, entre outros?
A polêmica da cópia
Por ser um modelo aberto, qualquer um pode rodá-lo em sua máquina para fazer averiguações independentes. Foi exatamente este o procedimento adotado por vários usuários, que perceberam, por exemplo, que o Rio 3.5 Open que dizia ser o “Nex, da Nex-AGI” quando eram retirados os system prompts. Estas instruções ficavam embutidas no modelo e forçavam que ele se identificasse como “Rio”, além de adotar a identidade da prefeitura. Sem esse disfarce, o modelo revelava sua verdadeira origem.
Aqui é preciso compreender que, como o Nex-N2-Pro e o Qwen3.5-397B foram publicados sob licença de código aberto, qualquer um pode modificá-los e reutilizá-los como quiser. Faz parte do jogo. O problema estaria na falta dos devidos créditos.
The Rio 3.5 model broke the internet this week. The plot twist? It’s essentially our open-source model, Nex N2 Pro, wearing a different hat.
We analyzed the weights, and the recipe is exact: Rio 3.5 ≈ 0.6 * Nex N2 Pro + 0.4 * Qwen 3.5
Além disso, a prefeitura do Rio disse que havia feito o método de destilação. Na realidade, porém, as investigações na web mostram que foi publicado apenas um merge bruto, uma mistura matemática dos dois modelos, sem qualquer treinamento adicional.
Pesquisadores abriram os pesos do modelo camada por camada. Eles encontraram uma colinearidade de 0,99 com uma combinação fixa de 60% Nex e 40% Qwen em todas as camadas analisadas. Esse padrão é matematicamente impossível de ocorrer por coincidência em um modelo que passou por treinamento real.
Prefeitura pede desculpas
IplanRio pede desculpas (imagem: Tecnoblog)
Ao longo do domingo, a página do modelo no Hugging Face ganhou uma nova descrição. Ela assumia o merge feito por meio de operações matemáticas simples, sem treinamento do zero. O trabalho da equipe do IplanRio teria sido o de aplicar, sobre esse merge, uma técnica chamada On-Policy Distillation, em que o modelo combinado aprende a imitar as respostas de um modelo ainda mais potente.
O problema é que, segundo a própria prefeitura, o arquivo publicado era uma versão intermediária (o merge sem a destilação). Com base nas informações disponíveis até o momento, não é possível confirmar se essa etapa de distilação chegou a ser concluída ou se nunca existiu de fato.
O IplanRio pediu desculpas pela confusão na mesma página. O Tecnoblog apurou que a empresa identificou um erro humano ao subir um arquivo antes da hora. No momento, os técnicos estão preparando o envio da nova versão do modelo para repositórios como Hugging Face e GitHub.
O que diz o Iplan?
Confira a resposta na íntegra recebida pelo Tecnoblog em 16/06 às 9h15.
“A IplanRio reitera que o ecossistema global de inteligência artificial baseia-se fundamentalmente na colaboração e no código aberto (open source). O desenvolvimento do projeto Rio 3.5 utiliza a técnica de fusão de pesos (model merge), combinando as arquiteturas públicas do Qwen 3.5 (Alibaba) e do Nex-N2 Pro (Nex-AGI). Ambas as tecnologias são regidas por licenças abertas que autorizam, incentivam e têm como propósito a modificação e o aprimoramento por terceiros. Essa abordagem foi escolhida pela instituição justamente por sua alta eficiência e responsabilidade fiscal, permitindo entregar resultados robustos com baixo custo de processamento computacional para o município.
O cronograma do projeto previa que, após a composição inicial das arquiteturas abertas, o modelo passasse por um processo de pós-treinamento e refinamento nativo (on-policy distillation) conduzido pela equipe técnica, para sua devida customização à realidade do município. Contudo, devido a uma falha humana e estritamente operacional durante a etapa de publicação na plataforma Hugging Face, foram subidos os arquivos de testes da fusão preliminar dos modelos, em vez da versão final refinada. Esse erro material fez com que o modelo temporariamente disponibilizado respondesse com traços da base de dados original da Nex-AGI.
Assim que a inconsistência foi identificada pela comunidade de pesquisadores — cujo escrutínio e colaboração são pilares que a IplanRio apoia e incentiva —, a instituição agiu de forma imediata e transparente.
O arquivo descritivo (README) do projeto foi atualizado prontamente para dar o devido crédito e a atribuição transparente ao modelo Nex-N2 Pro, corrigindo a omissão inicial.
Os fluxos internos de governança e publicação foram revisados para auditoria e compliance da infraestrutura de dados e a a equipe técnica já trabalha no upload da versão final, processada pelas diretrizes e dados específicos da Prefeitura do Rio.
A IplanRio reafirma seu compromisso com a inovação tecnológica na gestão pública, pautada pela transparência e pelo estrito respeito às normas da comunidade global de software livre. O Rio 3.5 segue sua trajetória para se tornar uma ferramenta pioneira de eficiência e atendimento ao cidadão carioca.
Mais do que uma inovação técnica, o Rio 3.5 foi concebido para gerar retornos práticos e diretos para a gestão pública do Rio de Janeiro. Ao desenvolver uma inteligência artificial baseada em código aberto, o município assegura sua soberania tecnológica e garante total independência de fornecedores internacionais de software proprietário, eliminando a dependência de licenças caras pagas em moeda estrangeira. Na prática, essa tecnologia será aplicada diretamente na melhoria e agilização dos serviços públicos oferecidos ao cidadão carioca — como a otimização dos sistemas de atendimento, triagem de chamados de zeladoria e suporte à saúde —, promovendo uma severa redução de custos operacionais para a máquina pública.”
Fable 5 foi desativado após ordem dos Estados Unidos (ilustração via IA: Thássius Veloso/Tecnoblog)Resumo
O governo dos EUA determinou restrições aos modelos de IA Fable 5 e Mythos 5, da Anthropic, alegando preocupações com a segurança nacional.
A decisão foi justificada por uma demonstração técnica que mostrou um método para burlar os protocolos de segurança do Fable 5, permitindo a identificação de falhas ocultas em softwares que poderiam ser usadas para ataques cibernéticos.
A Anthropic contestou a medida, considerando-a “desproporcional”, e iniciou um processo de reembolso para os assinantes afetados, enquanto busca resolver a questão com o governo.
O governo dos Estados Unidos tomou uma decisão drástica e sem precedentes na indústria americana de IA: aplicou uma sanção contra os modelos Fable 5 e Mythos 5. Em teoria, trata-se de um controle de exportação, mesmo mecanismo aplicado aos chips mais poderosos da Nvidia, por exemplo. Na prática, a Anthropic realizou o bloqueio total das ferramentas para todos os usuários. A medida está em vigor há quase 48 horas.
O Departamento de Comércio americano justificou a decisão com alegações de proteção à segurança nacional. Já a Anthropic classificou a imposição como “desproporcional”.
Por que os EUA estão preocupados?
A raiz do bloqueio foi uma demonstração técnica que chegou às mãos de autoridades americanas. De acordo com relatos da imprensa internacional, a Amazon teria documentado um método capaz de burlar os protocolos de segurança do Fable 5. Seria uma espécie de jailbreak.
Esta instrução forçava o modelo a ler códigos-fonte de terceiros e a identificar falhas ocultas em softwares. Considerando o potencial uso dessas informações para facilitar ataques cibernéticos em grande escala, a ordem inicial era barrar imediatamente o acesso aos sistemas por qualquer cidadão estrangeiro, tanto dentro quanto fora do território estadunidense.
Fable 5 está “atualmente indisponível” no Brasil (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
No entanto, como a Anthropic não possui meios técnicos de verificar a nacionalidade de cada usuário conectado em tempo real, a única alternativa legal para cumprir a determinação do governo foi desligar os serviços globalmente, cortando o acesso de centenas de milhares de clientes.
Diferença entre os modelos suspensos
O Mythos 5, apresentado em abril, é a IA mais poderosa da Anthropic. Justamente por sua habilidade de encontrar vulnerabilidades em sistemas operacionais e navegadores, ele nunca foi liberado ao público geral. Em vez disso, operava sob um programa fechado, disponibilizado apenas para organizações como Apple, Google, Microsoft e CrowdStrike para uso em projetos de cibersegurança defensiva.
Já o Fable 5 foi lançado na última semana como a grande aposta comercial da Anthropic para o consumidor final. Trata-se de uma versão adaptada do Mythos com filtros de proteção para bloquear respostas em áreas de alto risco, como a criação de malware. Testes de benchmark realizados no mercado o classificaram como o modelo de IA mais avançado disponível ao público até o momento da suspensão. Modelos de gerações anteriores, como o Opus 4.8, Sonnet e Haiku, seguem operando normalmente.
Usuários foram pegos de surpresa com o bloqueio do Fable 5 dias após o lançamento (imagem: reprodução)
O que diz a Anthropic?
Apesar de obedecer à determinação legal, a empresa demonstrou frustração. Em um longo comunicado, um dos argumentos defendidos foi de que a capacidade de ler códigos e apontar falhas já é uma realidade na indústria e existe em modelos concorrentes, como o GPT-5.5 da OpenAI.
A remoção repentina gerou um caos no atendimento ao cliente. Clientes que haviam comprado assinaturas dos planos premium (Pro, Max, Team e Enterprise) para testar a nova IA agora exigem a devolução do dinheiro. A Anthropic iniciou um processo de reembolso válido até o fim de junho, mas o caminho esbarra em burocracias. A solicitação deve ser feita pelo navegador no PC. Além disso, quem assinou o serviço pelo iOS precisa resolver a questão com a Apple.
Por fim, a Anthropic afirmou que busca esclarecer o mal-entendido com o governo para restaurar o acesso o mais rápido possível.
Até o momento, não há nenhuma previsão para que o Fable e o Mythos sejam novamente disponibilizados ao público.
Assunto repercute no mundo
Henna Virkkunen foi entrevistada no Web Summit Rio (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Diversas nações estão acompanhando a medida dos Estados Unidos com atenção, num momento de ebulição das questões geopolíticas na inteligência artificial. Enquanto os americanos e chineses disputam pelo desenvolvimento dos modelos mais poderosos, o restante do planeta se pergunta como manter-se atualizado com a IA, criar ferramentas locais e garantir a soberania digital.
O ex-ministro do interior da França Bruno Retailleau disse que o bloqueio é “um sinal de alerta” na corrida da IA. “Uma nação que depende de outras para sua tecnologia é uma nação que pode ser desconectada do dia para a noite”, declarou o político, que já se colocou para a eleição presidencial de 2027.
Não custa lembrar: na semana passada, a vice-presidente executiva da Comissão Europeia para Soberania Tecnológica, Segurança e Democracia, Henna Virkkunen, defendeu a construção de alianças fora do eixo EUA-China. Ela criticou a dependência de tecnologias externas. Depois da entrevista durante o Web Summit Rio, Virkkunen viajou a Brasília e assinou um acordo com o governo brasileiro.
O Hades burla varreduras para roubar credenciais e chaves de servidores (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O malware Hades utiliza técnica de injeção de prompt para invadir servidores, inserindo textos sobre armas nucleares para confundir IAs de segurança e roubar credenciais de acesso.
37 pacotes Python e 106 pacotes JavaScript já foram contaminados.
Especialistas alertam que a prevenção depende de cuidados básicos de segurança cibernética, como checar a autoria dos arquivos e análise humana do código-fonte.
Engenheiros de software, cientistas de dados e desenvolvedores que trabalham com inteligência artificial estão na mira de uma nova ameaça cibernética chamada Hades. O golpe foca em plataformas onde os profissionais baixam pacotes de códigos para usar em projetos e usa uma técnica conhecida como injeção de prompt, que insere um texto no meio do código exigindo instruções para criar armas biológicas e nucleares.
O objetivo dessa tática é confundir as IAs que escaneiam o arquivo em busca de vírus. Quando um bot tenta ler o pedido sobre armas, ela trava por questões de segurança, e a verdadeira ameaça passa despercebida para o computador da vítima ou os servidores de uma empresa.
Como um texto sobre armas nucleares engana uma IA?
A resposta está nos filtros éticos integrados aos modelos de linguagem. Quando os hackers escondem o malware dentro do pacote que o desenvolvedor vai baixar, eles inserem um comentário de texto direcionado ao sistema de segurança exigindo um passo a passo para fabricar uma arma de destruição em massa.
Ao se deparar com o pedido proibido, o mecanismo da IA entra em ação na hora, travando e abortando a leitura do documento. Como a verificação para na metade, a parte final do código, que é onde o vírus está escondido, dribla a análise.
Se um desenvolvedor perguntar à IA se o pacote recém-baixado está livre de vírus, ele receberá um falso “sinal verde”, simplesmente porque o arquivo não foi examinado até o fim.
Scanners de segurança baseados em IA viraram alvo de cibercriminosos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
O que o vírus rouba e como domina os servidores?
Enganar o antivírus de IA é apenas o primeiro passo. Segundo um relatório da plataforma de segurança Socket.dev, o alvo dos criminosos não é apenas o computador do funcionário que baixou o pacote infectado. Assim que se instala, o malware Hades vasculha a máquina do desenvolvedor atrás de credenciais de alto escalão, caçando chaves de acesso e senhas temporárias de servidores na nuvem, como os da AWS.
Com esses dados na mão, os invasores conseguem pular do computador de um único engenheiro para toda a infraestrutura de uma empresa.
Como se proteger?
Até agora, especialistas estimam que 37 pacotes Python e 106 pacotes JavaScript já foram contaminados por essa onda de ataques. Ainda assim, o sucesso do golpe depende de descuido humano. Embora os alvos sejam profissionais qualificados, muitos acabam esquecendo de regras básicas de segurança cibernética e baixam os arquivos sem checar quem o verdadeiro autor.
Para as equipes de segurança, a lição que fica é que a inteligência artificial não deve ser a única linha de defesa. Métodos tradicionais continuam sendo indispensáveis, como a análise humana do código-fonte e o teste do arquivo dentro de uma sandbox (ambiente virtual fechado e seguro que não coloca o computador real em risco).
Brad Smith, presidente da Microsoft (imagem: Stephen McCarthy/Flickr)Resumo
presidente da Microsoft, Brad Smith, alertou setor de inteligência artificial sobre recentes protestos de estudantes universitários contra a IA;
segundo Smith, esses protestos refletem o medo dos jovens de que a IA substitua empregos, especialmente aqueles que exigem pouca ou nenhuma experiência, e querem que a IA seja usada de forma equilibrada;
Smith pede que líderes do setor ouçam manifestações e encontrem pontos de equilíbrio, refletindo sobre as percepções e impactos sociais da IA.
Brad Smith, presidente da Microsoft, publicou um extenso alerta sobre os recentes protestos de estudantes universitários contra a inteligência artificial. Para o executivo, os líderes do setor de tecnologia não podem desprezar essas manifestações, mas tampouco devem deixar de apostar na IA.
Os tais protestos dizem respeito às vaias que estudantes deram à IA em cerimônias de formatura realizadas recentemente. Em um desses episódios, Eric Schmidt, ex-CEO do Google, foi vaiado ao falar sobre os avanços da inteligência artificial para formandos da Universidade do Arizona.
Em seu texto, Smith dá a entender que essas manifestações não o surpreenderam. O executivo destacou que, nas últimas décadas, as gerações mais jovens lideraram a adoção de tecnologias digitais, mas agora, sentem-se ameaçadas antes mesmo de terem a chance de desenvolver o seu potencial.
Explica-se: é comum que recém-formados assumam cargos de iniciantes ou que demandam pouca ou nenhuma experiência; as automações proporcionadas pela IA tendem a substituir justamente esses tipos de emprego, ainda que funções que exijam mais habilidades também possam ser afetadas.
Smith também reconheceu que os jovens não são contrários à IA, mas ao uso desmedido desse tipo de tecnologia:
Estudantes e formandos reconhecem os benefícios da IA. Mas querem que a IA permaneça em seu devido lugar. Eles acreditam, com razão, no papel indispensável da ação humana.
Querem que o futuro seja determinado pelos humanos, que decidem o papel das máquinas, e não pelas máquinas, que decidem o papel dos humanos.
E querem que essas decisões reflitam a opinião de uma ampla comunidade, especialmente da próxima geração da força de trabalho, e não apenas de um pequeno grupo de elites.
Brad Smith, presidente da Microsoft
Líderes de tecnologia não podem ignorar protestos contra IA, diz Brad Smith (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
O que Brad Smith sugere?
O presidente da Microsoft não apresentou nenhuma solução para esse, digamos, impasse. O executivo apenas pediu para que os líderes do setor ouçam as manifestações e tentem encontrar pontos de equilíbrio:
Os formandos de hoje já enfrentaram muita coisa. Passaram grande parte do colégio vivendo uma pandemia, estudando e socializando em casa por meio de telas. São nativos digitais, com todos os prós e contras que as redes sociais, dispositivos móveis onipresentes e outras tecnologias criaram. Agora, a IA está chegando e eles temem que empregos comecem a desaparecer.
(…) A saída está em refletir sobre isso. Uma boa maneira de começar é considerar algumas das percepções que já surgiram. Para cada um de nós individualmente. Para empresas e organizações. E para a sociedade.
Brad Smith, presidente da Microsoft
Para os estudantes — ou para qualquer pessoa que observa os avanços da IA com um olhar mais crítico — o discurso de Smith pode não ser bem-vindo, afinal, reconhecer um problema é importante, mas, para alguém na posição dele, é de se esperar que propostas práticas de solução sejam apresentadas.
Apesar disso, é possível que o cargo que Brad Smith ocupa na Microsoft possa, em algum nível, influenciar outros líderes do setor a olharem para a IA não só do ponto de vista técnico, mas social, tornando o futuro menos preocupante para quem está chegando ao mercado de trabalho.
Windows 11 será atualizado à força para versão 25H2 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)Resumo
Microsoft começou a permitir uso de GPUs para executar tarefas de inteligência artificial localmente no Windows 11, mas apenas com placas de vídeo Nvidia RTX GeForce série 30 ou superior;
liberação é direcionada somente a desenvolvedores, neste momento;
execução local de determinados recursos do Windows 11, como Windows Recall e Click to Do, continua exigindo uma NPU.
Por padrão, o Windows 11 exige um PC com NPU para executar determinadas tarefas de inteligência artificial de modo local. Mas essa condição começou a ser flexibilizada, ainda que ligeiramente: a Microsoft passou a liberar o uso de GPUs para esse fim. Mas não é qualquer uma. É preciso contar com uma placa de vídeo Nvidia RTX GeForce série 30 ou superior.
A tal exigência é válida principalmente em computadores de categoria Copilot+, que se diferenciam por terem hardware dedicado para IA. Os requisitos mínimos dessas máquinas incluem 16 GB de RAM, armazenamento por SSD e, sobretudo, uma NPU (Unidade de Processamento Neural) de 40 TOPS ou mais.
Com isso, os PCs Copilot+ podem executar tarefas de IA completas de modo local, dependendo pouco ou nada das nuvens. O problema é que esses computadores costumam ser caros. Se é para gastar muito dinheiro, há quem priorize um notebook com GPU potente para aproveitá-lo com jogos.
GeForce RTX 3090 Ti (imagem: reprodução/Nvidia)
O ponto de inflexão reside no fato de que GPUs podem ser tão ou mais aptas a executar tarefas de IA. A diferença principal é que chips gráficos tendem a gastar mais energia com essas atividades, mas o desempenho geralmente é satisfatório.
A abertura que a Microsoft está dando a GPUs para IA no Windows 11 faz sentido, portanto. Mas há algumas ressalvas.
IA no Windows 11 com GPU está em fase inicial
Em uma documentação disponível no GitHub, a Microsoft revelou que desenvolvedores poderão, de modo experimental, executar localmente APIs de modelos de linguagem para IA em PCs que não são Copilot+, desde que eles tenham GPUs compatíveis.
Entenda como compatível o uso de um chip gráfico Nvidia GeForce RTX série 30 ou posterior que tenha pelo menos 6 GB de memória de vídeo (ainda não está claro se GPUs da AMD ou Intel são suportadas).
O Windows Recall ainda requer uma NPU (imagem: reprodução/Microsoft)
Perceba, com isso, que a flexibilização da Microsoft beneficia somente desenvolvedores que sabem usar APIs para implementar ou desenvolver aplicações de IA. O Windows Latest observa que o Windows 11 pode baixar o modelo de linguagem local Phi Silica de modo a permitir que a GPU seja usada para isso.
Para o usuário final, a execução local de determinados recursos, como o Windows Recall e o Click to Do, continua exigindo uma NPU.
Fica a torcida, porém, para que a Microsoft leve esta flexibilidade para o nível do usuário. Soa como algo improvável, afinal, é de se imaginar que a companhia queira priorizar os notebooks Copilot+. Por outro lado, dar mais abertura para a combinação de IA com GPU pode ajudar a companhia a tornar os recursos de inteligência artificial do Windows 11 mais bem aceitos pelos usuários.
Itaú firmou parceria com o Google (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Itaú começou a oferecer a assinatura gratuita do Gemini AI Plus por 1 ano para clientes.
O plano libera 400 GB de armazenamento na nuvem e créditos para recursos de imagem e música.
O benefício está disponível nas plataformas Minhas Vantagens e Mais Vantagens e visa expandir a experiência dos usuários com a IA do Google.
Clientes do Itaú terão acesso gratuito ao plano Gemini AI Plus do Google por até 12 meses. Além de disponibilizar a inteligência artificial na sua versão Gemini Pro 3.1 com Deep Research, a pesquisa avançada do modelo de IA, a assinatura inclui ainda 400 GB de armazenamento na nuvem.
A novidade foi anunciada durante o evento Google for Brasil, nessa quarta-feira (10/06). O benefício libera créditos para utilizar os recursos de imagem via Nano Banana e música, com o Lyria, e fica disponível para resgate no app do Itaú por meio das plataformas Minhas Vantagens, para pessoas físicas, e Mais Vantagens, na versão para empresas.
A opção AI Plus da assinatura do Google é interessante para acelerar trabalhos do dia a dia e permite incluir até cinco pessoas como dependentes, funcionando como plano familiar ou mesmo para pequenas empresas.
Mais acesso à IA do Google
Gemini AI Plus fica gratuito para clientes Itaú por até 12 meses (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
A novidade quer facilitar o acesso dos clientes à inteligência artificial do Google. Inclusive, esse não é o primeiro exemplo de benefício envolvendo uma instituição financeira e acesso a recursos avançados de IA: recentemente, o Nubank também liberou acesso gratuito ao ChatGPT Go pelo mesmo período de 12 meses.
Segundo o Itaú, a parceria deve ir além com mais iniciativas envolvendo o Gemini. O banco não deu muitos detalhes, mas falou em “novas formas de interação entre clientes, serviços e plataformas”.
O diretor de Parcerias e Beyond Banking do Itaú, Rodrigo Carneiro, afirma que o objetivo da empresa é simplificar e reforçar o acesso à IA como algo “útil e relevante”.
Planos e preços do Gemini no Brasil
O Gemini AI Plus é o plano mais básico da inteligência artificial oferecido no Brasil e custa R$ 24,99 ao mês. Ou seja, o benefício do banco pode representar uma economia de quase R$ 300.
Há outras assinaturas disponibilizadas pelo Google para um uso mais profissional da IA. O Gemini AI Pro, de R$ 96,99 ao mês, permite edições de imagem e vídeo com o Nano Banana Pro, além de oferecer 5 TB de armazenamento na nuvem.
Já o Gemini AI Ultra tem opções x5 ou x20, com 20 TB e 30 TB para usar no Drive, respectivamente, além de acesso a recursos como Deep Think e maior acesso às versões Pro dos recursos de IA presentes no modelo. Os preços são de R$ 779 e R$ 999 por mês.
Big techs driblam leis para trocar humanos por IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Empresas na China estão utilizando inteligência artificial para substituir funcionários.
Segundo a Reuters, funcionários são obrigados a mapear suas tarefas em plataformas de IA antes de serem dispensados.
Dados do Citibank indicam que cerca de 70 milhões de empregos na China, equivalente a 9,6% do total, correm alto risco de serem substituídos.
Na China, um novo roteiro de reestruturação corporativa tem marcado o primeiro semestre de 2026. Funcionários estão registrando todos os seus fluxos de trabalho em sistemas de inteligência artificial e, logo em seguida, acabam perdendo o emprego.
Segundo investigação da Reuters, esse movimento de “demissões silenciosas”, que substitui profissionais por agentes virtuais, seria a manobra encontrada pelas grandes companhias para atender à pressão governamental por mais produtividade, sem gerar alarde.
A estratégia contrasta com a adotada por empresas ocidentais. Enquanto companhias como a Meta atraem atenção ao anunciar demissões em massa associadas à adoção de IA, muitas empresas asiáticas estariam congelando vagas e eliminando contratos de forma gradual para evitar os holofotes.
Demissões em massa não são uma opção
A legislação trabalhista chinesa impede que as empresas demitam um grande número de funcionários de forma repentina. Pelas regras do país, qualquer companhia que planeje cortar mais de 10% de sua força de trabalho precisa obter aprovação prévia do governo. Em pelo menos três casos recentes, tribunais decidiram contra empregadores que demitiram equipes apenas para colocar sistemas de IA no lugar.
Para não chamar a atenção das autoridades, os cortes estariam acontecendo a conta-gotas. Na prática, o alvo prioritário da reestruturação hoje são os departamentos de marketing e atendimento ao cliente.
Consumo de tokens já ajuda a definir quem fica e quem sai (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Funcionários treinam o sistema que os substitui
Para acelerar a virada tecnológica, usar inteligência artificial virou quase obrigação nessas empresas. Os principais setores afetados são os de marketing e atendimento ao cliente.
Em algumas companhias, gerentes passaram a ranquear o desempenho das equipes com base no consumo de tokens — a unidade que mede o poder computacional gasto nas interações com a IA. Quem usa pouco corre risco de demissão.
É nesse cenário de pressão que ocorre o download do conhecimento humano para a máquina. Ferramentas como o OpenClaw, um agente virtual com rápida adoção na China, e o Wukong, plataforma da Alibaba desenhada para automatizar tarefas de vendas e desenvolvimento de software, devoram os processos mapeados pelos próprios funcionários. Dias depois, essas plataformas assumem a função de quem as ensinou.
O impacto desse avanço agressivo já pode ser medido, e o cenário não é animador. Segundo projeções do Citibank, o panorama para a força de trabalho chinesa é o seguinte:
Cerca de 70 milhões de empregos, o equivalente a 9,6% do total do país, correm alto risco de serem substituídos por máquinas.
Entre os profissionais na faixa dos 20 anos, o risco de substituição salta para 13,6%.
De acordo com a Reuters, a mídia estatal tenta conter o pânico publicando artigos que garantem que a IA “não roubará o sustento dos cidadãos”. No entanto, no app RedNote, rede social que funciona como uma espécie de Instagram local, a hashtag “ansiedade da IA” já acumula milhões de visualizações.
AI Inspo oferece ferramentas para acelerar a produção e edição de vídeos com IA (imagem: reprodução/AI Inspo)Resumo
Ferramentas de IA como o AI Inspo ajudam criadores a transformar ideias em vídeos rapidamente.
Elas adaptam formatos para redes sociais e reduzem etapas manuais de produção.
Os geradores de vídeo com IA permitem que os criadores concentrem mais energia nas ideias e menos nas tarefas técnicas.
A criação de conteúdo ocorre cada vez mais rápido, e os criadores são pressionados para transformar ideias em vídeos em pouco tempo, mantendo uma qualidade consistente em diferentes plataformas. O problema é que o fluxo tradicional — que geralmente envolve planejamento, edição e formatação — pode consumir muito tempo.
Os geradores de vídeo IA, como o AI Inspo, simplificam processo ao transformar ideias simples em vídeos finalizados com mais rapidez. Eles reduzem tarefas manuais, aumentam a eficiência e ajudam os criadores a manter uma produção de conteúdo consistente.
Por que velocidade importa na criação de vídeos
A velocidade é um fator essencial na criação de conteúdo atual. Tendências surgem e desaparecem rapidamente, com milhões de vídeos publicados diariamente nas redes sociais. Ao mesmo tempo, criar vídeos do zero exige tempo para planejamento, edição e exportação para formatos e linguagens diferentes para cada plataforma.
Os geradores de vídeo IA estão se tornando uma parte importante dos fluxos de trabalho modernos. Eles permitem que os criadores concentrem mais energia nas ideias e menos nas tarefas técnicas. Essa mudança está transformando a maneira como os vídeos são produzidos hoje.
5 maneiras pelas quais os geradores de vídeo IA aumentam a velocidade criativa
Ferramentas de IA como o AI Inspo podem ajudar criadores a trabalhar mais rápido, desde a ideia inicial até o vídeo final. Um bom exemplo é um gerador de vídeo IA, que simplifica a produção de vídeos e melhora a produtividade de forma direta.
1. Transforme ideias simples em conceitos de vídeo prontos para uso
AI Inspo transforma ideias em vídeos de IA com prompts simples e rápidos (imagem: reprodução/AI Inspo)
Uma ideia simples geralmente é suficiente para iniciar um vídeo. No entanto, transformar essa ideia em um conceito claro pode exigir bastante tempo e esforço.
Os geradores de vídeo IA ajudam a transformar pensamentos básicos em ideias estruturadas para vídeos. Isso facilita o início da produção sem longas etapas de planejamento. Essas ferramentas permitem visualizar a direção do projeto logo no começo do processo.
2. Use modelos para iniciar a produção de vídeos instantaneamente
Os modelos prontos são uma das maneiras mais rápidas de começar a criar vídeos. Eles eliminam a necessidade de construir tudo do zero.
Ferramentas como o AI Inspo oferecem modelos para diferentes tipos de conteúdo, incluindo esportes, vídeos com estilo cinematográfico, visuais inspirados em fotografia e conteúdos relacionados a grandes eventos, como a Copa do Mundo.
Isso permite que os criadores se concentrem mais no conteúdo e menos na configuração técnica, tornando a criação de vídeos mais rápida e simples.
Ferramenta integra diferentes modelos de criação de vídeo com IA para redes sociais (imagem: reprodução/AI Inspo)
3. Gere vídeos de tendência mais rapidamente com assistência de IA
As tendências mudam rapidamente nas redes sociais, e os criadores precisam agir rápido para permanecer relevantes.
Os geradores de vídeo IA ajudam a produzir conteúdo baseado em tendências em menos tempo. Por exemplo, durante eventos como a Copa do Mundo, os criadores podem gerar vídeos temáticos rapidamente e compartilhá-los em plataformas como TikTok e X para acompanhar o interesse global.
Isso permite aproveitar tendências enquanto elas ainda estão em alta.
4. Crie conteúdo em múltiplos formatos para diferentes plataformas
Diferentes plataformas exigem formatos e especificações diferentes. Um vídeo que funciona bem no YouTube pode precisar de outra proporção, duração ou estilo para Facebook, TikTok ou Discord. Criar versões separadas manualmente pode consumir muito tempo.
Hoje, a IA torna esse processo muito mais simples ao adaptar automaticamente o conteúdo para diferentes plataformas. Em vez de editar o mesmo vídeo várias vezes, os criadores podem gerar versões prontas para publicação enquanto mantêm uma identidade visual consistente em todos os canais.
5. Reduza o tempo de edição com automação de IA
A edição costuma ser a etapa mais demorada da produção de vídeos. Cortes, ajustes de ritmo, escolha de música, adaptação visual e exportação podem tomar boa parte do tempo de quem publica com frequência e vive sob pressão.
Ferramentas de IA podem automatizar muitas dessas tarefas. Isso ajuda os criadores a finalizar vídeos mais rapidamente e a dedicar mais tempo às ideias, em vez de tarefas manuais.
Como usar geradores de vídeo IA na prática
Integrar ferramentas de vídeo com IA ao fluxo de trabalho diário pode ser simples. Algumas formas de uso incluem:
Gere vídeos de apoio rapidamente para substituir bancos de vídeos genéricos.
Produza vários vídeos curtos ao mesmo tempo para publicações futuras.
Teste diferentes estilos visuais, como anime, 3D ou efeitos cinematográficos.
Transforme vídeos horizontais antigos em vídeos verticais para Shorts e Reels.
IA como apoio à criatividade
Os geradores de vídeo IA estão mudando a forma como os vídeos são produzidos. Eles ajudam criadores a passar da ideia ao conteúdo final com muito mais rapidez.
Ferramentas como o AI Inspo tornam o processo mais simples e eficiente. Em vez de substituir a criatividade humana, elas permitem que os criadores dediquem mais tempo às ideias e à narrativa, economizando tempo em etapas técnicas da produção.
Nano Banana é um modelo de IA que facilita a edição de imagens (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
O Nano Banana é o modelo de inteligência artificial generativa do Google, voltado para a criação e edição avançada de imagens. Integrada ao ecossistema do Gemini, essa ferramenta permite realizar ajustes complexos em arquivos por meio de comandos de texto intuitivos.
O funcionamento se baseia no processamento de pedidos em linguagem natural, sem exigir o uso de softwares de edições manuais. Para isso, algoritmos realizam a compreensão e raciocínio da solicitação, traduzindo as instruções cheias de detalhes em uma imagem.
Como vantagens, destacam-se a agilidade da edição conversacional e o redimensionamento inteligente, que otimiza fluxos criativos. Em contrapartida, as desvantagens incluem possíveis gargalos em edições de alta complexidade e restrições de uso impostas na versão gratuita.
A seguir, saiba mais sobre o Nano Banana, o funcionamento do modelo de IA e os pontos fortes e fracos. Também entenda a diferença da ferramenta em relação ao Midjourney e DALL-E.
O Nano Banana, apelido viral do Gemini 2.5 Flash Image, é um modelo de inteligência artificial do Google focado na geração e edição avançada de imagens. A ferramenta automatiza ajustes complexos, como alteração de planos de fundos e estilos, oferecendo uma versão Pro para otimizar fluxos de trabalho profissionais.
De onde vem o nome Nano Banana?
O nome “Nano Banana” surgiu como um codinome divertido sugerido por Naina Raisinghani, gerente de produtos de inteligência artificial do Google. A escolha une de forma descontraída os apelidos da executiva, “Naina Banana” e “Nano”, sendo rapidamente adotado pela equipe de desenvolvimento da big tech.
Usuários podem usar o Nano Banana para criar infográficos completos a partir de anotações (imagem: Reprodução/Google)
Para que serve o Nano Banana?
O Nano Banana permite gerar e editar imagens de forma ágil por meio de comandos de texto, otimizando a criação visual conversacional. Ele automatiza desde a remoção de objetos e troca de fundos até a transformação de anotações em diagramas estruturados.
A ferramenta combina fotos, ajusta a iluminação de retratos com facilidade e garante a consistência de personagens em diferentes edições. Esse recurso mantém elementos visuais idênticos e reconhecíveis em múltiplos cenários, sendo ideal para manter a identidade visual de projetos profissionais.
Como funciona o Nano Banana
O Nano Banana opera integrado ao ecossistema do Gemini, onde o usuário insere comandos de texto ou faz upload de uma imagem para iniciar a criação visual. A partir dessas instruções em linguagem natural, ele processa as modificações diretamente no chat, dispensando ferramentas manuais de edição.
Essa IA generativa utiliza algoritmos avançados de compreensão e raciocínio para interpretar pedidos complexos cheios de nuances. O sistema analisa solicitações detalhadas e executa refinamentos contínuos na mesma conversa, mantendo o contexto histórico de cada alteração.
Na prática, o Nano Banana 2 e o Nano Banana Pro examinam a imagem enviada ou gerada e preservam detalhes cruciais do original enquanto renderizam as alterações solicitadas. Esse equilíbrio permite ajustar a iluminação ou substituir objetos secundários, sem descaracterizar o elemento principal da cena.
O diferencial técnico do modelo está na capacidade de garantir a consistência de personagens e objetos ao longo de edições sucessivas. Com isso, o usuário pode transformar planos de fundo e aplicar novos estilos estéticos, mantendo a identidade visual perfeitamente reconhecível.
O Nano Banana pode ser acessado pelo aplicativo do Gemini para celular (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
O Nano Banana é gratuito?
Sim, o Nano Banana pode ser utilizado gratuitamente no aplicativo Gemini para criação e edição ágil de imagens. Contudo, essa modalidade de acesso livre possui um teto restrito para o volume de requisições diárias de processamento.
Para atender fluxos de trabalho corporativos e pesados, o Google disponibiliza planos de assinatura que desbloqueiam o Nano Banana Pro. A versão premium eleva a capacidade computacional da ferramenta, garantindo maior velocidade e prioridade na renderização de arquivos complexos.
O Nano Banana Pro, disponível na assinatura paga do Gemini, libera maior poder computacional para a edição das imagens (imagem: Reprodução/Google)
Quais são as vantagens do Nano Banana?
Estes são os pontos fortes da ferramenta Nano Banana:
Edição por comandos e refinamento contínuo: modifica imagens de alta qualidade utilizando linguagem natural diretamente no chat, permitindo ajustar o mesmo arquivo em formato de conversa sem reiniciar do zero;
Controle de cena e transferência de estilo: garante domínio sobre iluminação, foco e enquadramento da câmera, além de aplicar a identidade estética e a paleta visual de uma foto de referência em outra;
Redimensionamento inteligente e expansão de tela: altera a proporção do arquivo para diferentes mídias e redes sociais via preenchimento generativo, expandindo as bordas do cenário sem cortar nenhum detalhe importante;
Renderização de texto e tipografia precisa: apresenta evolução no processamento de caracteres e elementos gráficos, permitindo integrar palavras nítidas e sem distorções para a criação de logotipos ou peças publicitárias;
Consistência de personagens e objetos: mantém elementos centrais e pessoas com características físicas idênticas ao longo de múltiplas edições, preservando a identidade visual do projeto em diferentes cenários.
Quais são as desvantagens do Nano Banana?
Estes são os pontos fracos do Nana Banana:
Gargalos de processamento em edições complexas: renderizações avançadas que exigem múltiplas camadas de alteração podem apresentar lentidão, demandando alto poder computacional e tempo de espera do usuário;
Limites restritivos de uso gratuito: o teto de requisições diárias nas contas gratuitas costuma interromper o fluxo de trabalho de usuários intensivos, forçando a migração para planos pagos;
Flutuação de qualidade e retrabalho: em alguns casos, o nível de realismo pode oscilar entre as gerações na mesma conversa, exigindo etapas extras de refinamento ou o uso da versão Pro para obter resultados satisfatórios;
Inconsistência tipográfica e de branding: o modelo de linguagem visual pode falhar ao tentar reproduzir identidades de marcas com fidelidade absoluta ou ao inserir textos padronizados e sem erros geométricos;
Riscos de segurança e desinformação: a capacidade hiper-realista da IA generativa acende alertas sobre deepfakes e o uso indevido da ferramenta para criar conteúdos falsos ou violar direitos de privacidade.
O Nano Banana 2 oferece diversos recursos para edição de imagem por meio de comandos de texto, mas pode apresentar gargalos em projetos complexos (imagem: Reprodução/Google)
Qual é a diferença entre Nano Banana e Google Gemini?
O Nano Banana é o motor especializado em geração e edição avançada de imagem que opera integradamente no ecossistema Gemini. A ferramenta atua exclusivamente na tradução de comandos textuais em modificações visuais, controlando elementos gráficos como iluminação, estilo e cenários.
O Google Gemini é uma plataforma integrada de inteligência artificial multimodal que funciona como um assistente completo para o usuário. O ecossistema amplo processa e gera textos, resolve códigos de programação e gerencia tarefas complexas por meio de diversos modelos de linguagem.
Qual é a diferença entre Nano Banana e Midjourney?
O Nano Banana é o modelo de IA do Google integrado ao Gemini que se destaca pela edição conversacional e refinamento contínuo de imagens. O sistema prioriza a precisão ao interpretar comandos textuais, modificando arquivos existentes enquanto mantém a consistência de personagens e objetos centrais.
O Midjouney opera como uma plataforma independente focada em renderizar ilustrações e conceitos artísticos altamente estéticos e ultrarrealistas do zero. Essa ferramenta é a escolha ideal para profissionais que buscam impacto visual sofisticado e composições conceituais ricas em texturas e iluminação.
Qual é a diferença entre Nano Banana e DALL-E?
O Nano Banana é o motor de IA generativa do Google focado em edição conversacional e refinamento de arquivos visuais. Integrado ao ecossistema Gemini, o modelo se destaca por interpretar nuances textuais para modificar imagens existentes e manter a consistência de personagens.
O DALL-E é o sistema de conversão de texto em imagem da OpenAI, projetado essencialmente para interpretar descrições escritas e transformá-las em ilustrações do zero. A ferramenta foca na criação de conceitos visuais inéditos, traduzindo ideias abstratas em gráficos com alta fidelidade ao comando inicial.
Torneio recebe atenção especial do Google (imagem: divulgação)Resumo
O Google anunciou novidades para a Copa do Mundo, incluindo informações em tempo real sobre as partidas, explicações sobre regras e histórico, apresentadas durante o evento Google For Brasil.
As informações em tempo real sobre jogos da Copa serão apresentadas na busca de forma mais visual, com um carrossel de dados e conteúdos das redes sociais, e exibe em quais canais cada jogo está passando, como o YouTube pela CazéTV.
O Modo IA oferece explicações de regras e informações sobre histórico de jogadores para todos os usuários, e campos virtuais com estatísticas detalhadas de cada partida para assinantes dos planos AI Pro e AI Ultra.
O Google anunciou novidades preparadas especialmente para a Copa do Mundo, que começa nesta quinta-feira (11/06). O cardápio é variado, indo de informações em tempo real mais ricas sobre as partidas até explicações sobre regras e histórico.
As funcionalidades foram apresentadas nesta quarta-feira (10/06) durante o evento Google For Brasil, realizado em São Paulo. A empresa ainda teve outras notícias envolvendo futebol, como a recriação de um gol histórico de Pelé, que não tem registros em vídeo, com a ajuda da inteligência artificial.
O que o Google vai oferecer sobre a Copa do Mundo?
Análises táticas são exclusivas para assinantes de planos pagos (imagem: divulgação)
Segundo a empresa, as informações em tempo real sobre jogos da Copa serão apresentadas na busca de forma mais visual, contando com um carrossel de dados e conteúdos das redes sociais.
Além disso, a ferramenta exibe em quais canais cada jogo está passando. No evento, o Google enfatizou que todas as partidas serão transmitidas pelo YouTube pela CazéTV.
No Modo IA, assinantes dos planos AI Pro e AI Ultra poderão gerar campos virtuais com estatísticas detalhadas de cada partida, como trajetórias de chutes a gol e explicações de esquemas táticos.
Para os demais usuários, o Modo IA oferece explicações de regras e informações sobre histórico de jogadores.
Além disso, o Google também pretende ajudar quem quer ver os jogos fora de casa. A gigante das buscas firmou parcerias com as plataformas Anota AI, Abrasel e Sympla para mostrar quais partidas serão transmitidas em cada estabelecimento, além de promoções relacionadas ao Mundial.
Gemini no Chrome já estava disponível no exterior (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O Google lançou o assistente Gemini integrado ao Chrome no Brasil, auxiliando na navegação web com ferramentas como resumir artigos e comparar produtos.
Disponível inicialmente nas versões de desktop e iOS, chegando depois ao Android, o Gemini no Chrome pode ser acessado por um painel lateral.
O assistente pode resumir artigos, criar quizzes, destacar pontos principais de vídeos no YouTube e realizar ações em conexão com Gmail, Maps, Agenda e YouTube.
O Google anunciou que o assistente Gemini integrado ao Chrome estará disponível para usuários brasileiros. A barra lateral adiciona ferramentas para auxiliar na navegação, como resumir matérias e artigos, comparar produtos e destacar pontos principais de vídeos no YouTube, entre outras funcionalidades.
O lançamento foi feito no evento Google For Brasil nesta quarta-feira (10/06), em São Paulo (SP). Além da chegada do assistente ao navegador, a companhia apresentou novidades no Maps e no YouTube, além de parcerias nas áreas de trânsito e esporte.
Gemini fica em painel lateral do Chrome (imagem: reprodução/Google)
O Gemini no Chrome estará disponível inicialmente nas versões de desktop e iOS, chegando depois ao Android.
Quais são os recursos do Gemini no Chrome?
O Gemini no Chrome fica em um painel lateral. Para acessá-lo, basta clicar no botão que fica no canto superior esquerdo. O assistente é capaz de resumir artigos longos, tirar dúvidas sobre o que você está lendo ou até criar um quiz com o conteúdo.
Além disso, o Gemini tem conexão direta com Gmail, Maps, Agenda e YouTube. É possível pedir para destacar os pontos principais de um vídeo ou enviar um e-mail diretamente do painel lateral. O Google garante que nenhuma ação será tomada sem a confirmação do usuário.
O assistente também é capaz de cruzar informações de várias abas, sem que seja preciso alternar entre elas. Isso ajuda a comparar produtos ou pacotes de viagem, por exemplo, e gerar uma tabela com as principais informações.
Por fim, o Gemini conta com suporte ao Nano Banana 2, podendo editar imagens encontradas na web diretamente na página, sem necessidade de colar ou fazer uploads.
Estudante poderá escolher testes completos ou de áreas específicas (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)Resumo
O Google anunciou parceria com a edtech Akira Enem para oferecer simulados e planos de estudo personalizados para o Enem via Gemini.
Os simulados permitirão que estudantes façam testes de múltipla escolha e recebam um diagnóstico de desempenho, incluindo pontos fortes e lacunas de aprendizagem.
Os planos de estudo personalizados estarão disponíveis no Gemini e no Modo IA da Busca a partir de julho de 2026.
O Google anunciou que o Gemini contará com simulados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e poderá gerar planos de estudo personalizados com base no desempenho nos testes. As funcionalidades são resultado de uma parceria com a edtech Akira Enem.
De acordo com a empresa, a Akira Tech desenvolveu os testes práticos que serão integrados diretamente ao Gemini. Os estudantes poderão fazer o teste de múltipla escolha completo ou escolher áreas de conhecimento específicas.
O principal diferencial vem depois do simulado: o Gemini não dá apenas a nota, mas oferece um diagnóstico do desempenho do aluno, detalhando pontos fortes, identificando lacunas de aprendizagem e explicando as respostas das questões incorretas.
A partir dessas informações, a IA do Google pode criar planos de estudo para totalmente personalizados, focados nos assuntos em que o aluno precisa de mais reforço.
As funcionalidades dedicadas ao Enem estarão disponíveis tanto no Gemini quanto no Modo IA da Busca.
Vale lembrar que o Google já conta há algum tempo com uma ferramenta dedicada a estudos, o NotebookLM. Com ele, é possível gerar resumos de matérias em texto e áudio, e dá para criar até mesmo um podcast com os assuntos a serem revisados.
IA do Maps vai entender o que o usuário deseja, mesmo que seja um pedido longo e detalhado (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)Resumo
O Google lançará no Brasil a ferramenta “Pergunte ao Maps”, que utiliza IA para compreender perguntas complexas e fornecer sugestões de estabelecimentos, roteiros e trajetos.
A ferramenta permite que os usuários façam buscas em linguagem natural, por texto ou voz, e será liberada gradualmente para os usuários brasileiros.
O “Pergunte ao Maps” considera informações de estabelecimentos, comentários de usuários e histórico do próprio usuário para sugerir locais e rotas.
O Google vai trazer ao Brasil a ferramenta Pergunte ao Maps. Com ela, usuários poderão fazer buscas em linguagem natural no aplicativo de mapas, como se fossem uma pergunta ou uma conversa. Os comandos podem ser feitos por texto ou voz no botão dedicado da ferramenta.
O anúncio foi feito nesta quarta-feira (10/06) durante o evento Google For Brasil, com novidades da empresa para o mercado nacional. O Pergunte ao Maps começará a ser liberado gradualmente para os Local Guides, membros mais ativos da comunidade do aplicativo, chegando a todos os usuários brasileiros daqui a algumas semanas.
Como funciona o Pergunte ao Maps?
O Pergunte ao Maps tem um botão dedicado na página inicial do Google Maps. Basta tocar nele e fazer uma pergunta em linguagem natural, como você faria a uma pessoa.
Como exemplos de uso, o Google apresentou os comandos “Planeje um tour de arquitetura urbana em São Paulo com acessibilidade para cadeirantes” e “Preciso de um lugar para comer com fraldário, que não seja ao ar livre e que não seja em um shopping”.
Além das informações cedidas pelos próprios estabelecimentos, o Google Maps considera comentários feitos por outros usuários. O histórico e as listas do próprio usuário também são levadas em conta na hora de sugerir locais.
O Pergunte ao Maps não se limita a encontrar estabelecimentos. O Google afirma que a ferramenta é capaz de responder usando mais informações presentes no Maps, como rotas, linhas de transporte público, entradas de estações e mais.
Em outras novidades envolvendo o Maps e IA, o Google também passará a mostrar resumos das avaliações nas páginas de locais e estabelecimentos. Os resumos são personalizados, considerando os interesses dos usuários.
Assistente visa ajudar criadores de conteúdo (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)Resumo
O YouTube lançou o “Pergunte ao Studio”, um assistente de IA para criadores de conteúdo no Brasil, que utiliza o Gemini para fornecer informações sobre audiência e ajudar em roteiros.
A ferramenta, disponível no YouTube Studio, oferece resumos de desempenho de vídeos, análise de métricas, feedback de comentários e sugestões para melhorar o conteúdo.
Com o “Pergunte ao Studio”, criadores podem fazer perguntas específicas, como dados demográficos de audiência e ideias para vídeos, recebendo respostas personalizadas com base nos dados do canal.
O YouTube trará para o Brasil o Ask Studio, um chatbot de inteligência artificial para criadores de conteúdo. Chamado de “Pergunte ao Studio” na versão nacional, o recurso é apresentado pelo Google como um parceiro para ajudar no crescimento da audiência do canal.
O lançamento foi feito nesta quarta-feira (10/06), durante o evento Google For Brasil, em que a companhia mostra suas novidades para o mercado local.
Segundo a empresa, a ferramenta já está disponível para canais que não são supervisionados e conteúdos de música — nesse último caso, há soluções específicas. Para acessá-lo, basta acessar o YouTube Studio pela web e clicar no ícone que fica no canto superior esquerdo.
O Google também aproveitou para mostrar alguns dados sobre sua plataforma de vídeos no Brasil. De acordo com a companhia, YouTube e criadores geraram 150 mil empregos e geraram R$ 6 bilhões de reais (ano)
O que é possível fazer com o Pergunte ao Studio?
Entre as funcionalidades disponíveis, estão resumos rápidos de desempenho de vídeos recentes, feedback de comentários, análise de métricas com gráficos, brainstorming e ajuda para roteiros, conceitos e ideias.
Com isso, o criador pode fazer perguntas como “qual a demografia que mais assiste aos meus vídeos?”, o que minha comunidade está dizendo sobre o meu estilo de edição?” ou “dê ideias para um vídeo sobre inteligência artificial para criadores de conteúdo”.
Nesse último caso, as sugestões de ideias são personalizadas de acordo com o canal, incluindo dados sobre audiência — a promessa é de um resultado mais elaborado do que seria obtido ao se perguntar diretamente ao Gemini, por exemplo. Também é possível copiar e colar o rascunho de um script para receber recomendações de como aperfeiçoá-lo.
Gol contra o Juventus é considerado o mais bonito da carreira de Pelé (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)Resumo
O Google DeepMind desenvolveu a ferramenta TacticAI, que está em uso pelo Palmeiras e será adotada pela Seleção Brasileira, para análise de jogo e previsão de movimentações e posicionamentos.
A TacticAI permite análise quantitativa de opções táticas, relacionando ações individuais e coletivas.
O Google usou o Gemini Omni para recriar o gol de Pelé contra a Juventus em 1959, que não foi registrado em vídeo, utilizando fotografias e depoimentos de jogadores.
Em ritmo de Copa do Mundo, o Google anunciou novidades de futebol para o Brasil. A ferramenta TacticAI, desenvolvida pelo Google DeepMind, está em uso pelo Palmeiras e será adotada também pela Seleção Brasileira. Além disso, a empresa usou o Gemini Omni para recriar um gol histórico de Pelé que não foi registrado em vídeo.
Os lançamentos foram feitos pela empresa no evento Google For Brasil, realizado nesta quarta-feira (10/06) em São Paulo (SP).
Palmeiras é pioneiro em TacticAI
Segundo o Google, o Palmeiras é o primeiro clube da América Latina a adotar o TacticAI para analisar jogo aberto. Antes, as equipes recorriam ao modelo apenas para jogadas de bola parada.
O TacticAI foi desenvolvido pelo Google DeepMind, laboratório de inteligência artificial da empresa. Com a tecnologia, é possível analisar opções táticas de forma quantitativa e prever movimentações e posicionamentos, relacionando ações individuais e coletivas, como o impacto do deslocamento de um zagueiro na linha defensiva.
Gol de Pelé foi recriado com IA
Em outro anúncio, o Google anunciou a recriação do gol de Pelé contra o Juventus em 1959, considerado pelo próprio Rei do Futebol como o mais bonito de sua carreira. O momento não foi registrado em vídeo, o que foi visto como uma oportunidade para o uso da IA.
Para gerar o vídeo com o modelo Gemini Omni, o Google recorreu a fotografias do jogo e depoimentos de jogadores presentes na partida. A peça estará disponível em um minidocumentário a ser lançado no fim de junho.
Conferência em São Paulo (SP) teve apresentação dos planos da Zabbix para os próximos meses (imagem: divulgação)
A Zabbix prepara o lançamento do Zabbix 8.0 LTS para o terceiro trimestre de 2026. O software de monitoramento de infraestrutura e serviços de TIC caminha para se tornar ainda mais abrangente em termos de observabilidade, com mais recursos para acompanhar eventos complexos, nuvens públicas e até mesmo uso de serviços de inteligência artificial.
“Não é só um lançamento. É um marco, praticamente um novo produto”, disse Alexei Vladishev, CEO e fundador da companhia, durante a Zabbix Conference Latam 2025, em São Paulo (SP).
O Zabbix 8.0 está sendo construído tendo quatro pilares: inteligência artificial, processamento de eventos complexos (CEP), monitoramento de desempenho de aplicações (APM) e escalabilidade. “Estamos dando os primeiros passos na observabilidade, mas acreditamos que são passos importantes”, avalia Vladishev.
“A 8.0 coloca o Zabbix em outro campo de jogo. Ela move a nossa atuação para outro lugar. Eu deixo de monitorar logs com o Zabbix e passo a gerenciar logs com o Zabbix, o que é outro universo”, observa Luciano Alves, CEO da Zabbix no Brasil. “Nosso posicionamento geral é ser uma plataforma universal, ser a plataforma definitiva de coleta e análise de dados, de monitoramento e observação.”
Quais são as novidades do Zabbix 8.0?
Zabbix vai englobar IA e novas ferramentas sem deixar para trás seus princípios open source (imagem: divulgação)
Um dos assuntos mais quentes da tecnologia nos últimos anos, a IA estará presente de modo marcante na próxima atualização do Zabbix. A tecnologia vai funcionar em um novo assistente de manutenção e auxiliar na criação de gatilhos, entendendo perguntas e comandos escritos de modo natural. O painel do sistema também terá um widget de chatbot para tirar dúvidas rápidas.
Não para por aí. O Zabbix 8.0 terá monitoramento de uso de serviços de provedores como OpenAI, Claude e Copilot. A ferramenta chega em um momento em que muitas empresas precisam lidar com custos cada vez mais altos de tokens de IA.
O software também vai oferecer um conector para agentes de IA, baseado no Model Context Protocol (MCP), padrão aberto para comunicação entre modelos, bancos de dados, ferramentas e serviços. Com isso, será possível automatizar tarefas e relatórios.
“A interface MCP para o Zabbix permitirá que ele seja conectado com facilidade ao ecossistema de agentes de IA para automações, diferentes fluxos de trabalho e muitas coisas diferentes”, explica Vladishev, em entrevista.
O processamento de eventos complexos (CEP) é outro aspecto importante da próxima versão do Zabbix. Ele permitirá identificar, entre todos os serviços, equipamentos e aplicações monitorados, o que é mais importante para a infraestrutura de TI da organização.
Com os recursos de CEP, será possível criar regras para encontrar padrões e correlações nos valores monitorados, bem como desfazer duplicatas nos dados. Isso significa uma ajuda na hora de entender o que é a causa e o que são os sintomas de um determinado problema.
O monitoramento de desempenho de aplicações (APM) da versão 8.0 vai ajudar a entender por que ferramentas do sistema estão lentas ou não estão funcionando direito. Isso será possível unindo identificadores temporais (timestamps) e dados estruturados em novo formato, usando JSON, que pode receber informações de múltiplas origens.
A ideia é observar o timing dos eventos das aplicações e, assim, identificar quais são os gargalos de desempenho dos sistemas. Para isso, o Zabbix 8.0 oferecerá visualizações em traçados, métricas e logs.
A plataforma permitirá, inclusive, criar uma base de dados com informações históricas organizadas em JSON, que pode funcionar como ponto de partida para análise e diagnóstico de problemas passados. Outra novidade é o acesso de dados de streaming da OpenTelemetry pelo Zabbix Proxy.
Para acompanhar tantos recursos novos, a interface do Zabbix 8.0 trará melhorias em relação à acessibilidade e à usabilidade, contando com uma aparência atualizada.
Uma dessas melhorias são as visualizações customizáveis de dados (customizable data views). Com elas, será possível selecionar tags para acompanhar informações específicas. As tags também podem ser importadas de outras bases de dados de forma dinâmica, dando mais contexto às visualizações.
Na interface atualizada, haverá formas de combinar dados, texto e macros, facilitando a compreensão do que está sendo monitorado. A ferramenta de filtros também ficará mais fácil de usar, contando com uma separação clara entre as informações desejadas e as opções de visualização.
Os widgets do painel receberão controles e opções extras, como a possibilidade de maximização. O Zabbix 8.0 trará ainda um widget de gráfico de dispersão, permitindo cruzar diferentes dados e encontrar correlações entre itens, agilizando diagnósticos, solução de problemas e medidas de prevenção.
Configurar os painéis também vai ficar mais fácil na nova versão do software, graças à possibilidade de importar e exportar layouts. Assim, será possível salvar os ajustes favoritos e recuperá-los posteriormente.
Zabbix prepara aplicativo móvel e marketplace
A versão 8.0 do Zabbix é apenas uma das novidades nas quais a empresa trabalha mirando os próximos meses. A lista inclui um aplicativo móvel para Android e iOS, ferramenta bastante aguardada pela comunidade. Ele permitirá o gerenciamento de problemas sem depender de um computador, facilitando a solução de problemas mesmo longe do ambiente de trabalho.
Para isso, o app contará com notificações instantâneas, avisando quando alguma métrica monitorada estiver fora do esperado. Mesmo em uma tela menor, o Zabbix móvel oferecerá uma visualização agregada de múltiplos servidores.
O aplicativo terá compatibilidade tanto com o Zabbix on-premise quanto com a versão cloud do software de monitoramento. A conexão entre o smartphone e o sistema é feita de modo seguro, por um túnel de acesso – nem mesmo a Zabbix consegue saber quais dados foram acessados pelo celular.
“O aplicativo móvel do Zabbix foi realmente impulsionado pelo que ouvimos da comunidade”, conta Vladishev. O CEO também observa que alguns desenvolvedores chegaram a criar seus próprios aplicativos para a plataforma, mas isso não é o ideal. “Clientes empresariais maiores estão interessados em um bom nível de suporte e em altos padrões de qualidade. É por isso que decidimos implementar nosso próprio aplicativo.”
Outra novidade que a empresa prepara é um marketplace de soluções criadas pela comunidade, por parceiros ou por desenvolvedores independentes. Alguns exemplos são um mapa de calor de incidentes, um visualizador de topologia de rede e um incidente de IA. Essas ferramentas poderão ser disponibilizadas de modo gratuito ou pago, a critério do criador da extensão.
“O objetivo principal do marketplace é conectar usuários e fornecedores, empresas ou indivíduos que desenvolvem soluções adicionais para o Zabbix”, explica Vladishev. “Eu acho que o produto será muito mais forte, porque poderá ser impulsionado por diferentes soluções disponíveis no marketplace.”
O aplicativo móvel e o marketplace se somam a outras partes do ecossistema Zabbix para formar um conjunto abrangente, que vai muito além de um mero software de monitoramento.
A solução inclui a Zabbix Academy, que passou a contar com cursos em português e espanhol no mês de maio de 2026. Além disso, a companhia oferece treinamentos profissionais com quatro níveis de certificação possíveis, bem como serviços profissionais de consultoria, migração, implementação do zero e integração com ecossistemas.
A Zabbix oferece ainda a opção do Zabbix Cloud, como SaaS. Ele conta com as mesmas funcionalidades, motor e inteligência da versão local, sendo pronto para uso e contando com o gerenciamento da desenvolvedora.
Conferência anual mostra força da comunidade e do open source
Evento reuniu quase 400 participantes (imagem: reprodução)
A Zabbix Conference Latam 2026 contou com a participação de quase 400 pessoas de nove países. O evento contou com palestras, laboratórios técnicos e encontros de negócios, mostrando a força da comunidade criada em torno do software de código aberto.
“Talvez, dez anos atrás, a comunidade fosse menor e o uso do Zabbix fosse mais limitado. Agora, vemos todos os tipos de uso possíveis do Zabbix em toda a comunidade”, avalia Vladishev.
A confiabilidade e a robustez do Zabbix são comprovadas pelo uso em organizações das esferas pública e privada, e isso ficou demonstrado em um painel que contou com a participação de Maira Cristine de Souza Silva, gerente do Serpro, e Jackson Becker, head de tecnologia da Selbetti.
“Nós temos quase 120 soluções, e toda nossa infraestrutura utiliza tecnologia open source. O IRPF está sendo agora monitorado pelo Zabbix, e até na nuvem soberana estamos colocando no Zabbix também”, conta Silva.
No setor privado, o open source também se mostra competitivo. “Hoje, tranquilamente, eu conseguiria dizer que a gente não teria o nível de observabilidade que a gente tem com o Zabbix com uma plataforma privada”, avalia Becker. O head de tecnologia da Selbetti menciona ainda que a adoção de uma solução de código aberto significa uma economia da ordem de R$ 1,5 milhão anualmente.
Mesmo com mais de 20 anos de história, o Zabbix se mantém fiel à proposta de ser uma plataforma de código aberto. Alves observa que a questão já foi superada, já que soluções open source estão na base de muitos dos aplicativos e serviços que usamos diariamente. “O open source não pode ser mais um debate. Isso é uma conversa antiga, que ficou nos anos 90. A gente está vivendo uma outra era.”
Claude Fable 5 é nova versão do Mythos adaptada para o público geral (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)Resumo
A Anthropic lançou o Claude Fable 5 e o Mythos 5, modelos de IA generativa avançados para tarefas complexas, como engenharia de software e pesquisas científicas.
O Claude Fable 5, disponível para assinantes Pro e Max, é uma versão adaptada do Mythos, anunciado como “avançado demais” para o público, com proteções em atividades específicas que são respondidas pelo Claude Opus 4.8.
O Mythos 5, restrito ao Project Glasswing, tem as mesmas capacidades do Fable 5, mas sem bloqueios de segurança, permitindo o uso da capacidade máxima do modelo.
Claude Fable 5 é a nova inteligência artificial da Anthropic disponível para os assinantes dos serviços Pro e Max. Essa é a versão final adaptada daquela IA anunciada em abril, o Claude Mythos Preview, classificada como “avançada demais” para o público. Junto a ela, chega também o Mythos 5, restrito ao grupo de empresas que fazem parte do Project Glasswing.
Os modelos trazem o que há de mais moderno da Anthropic em IA generativa, prometendo alto desempenho para trabalhos de engenharia de software, pesquisas científicas, entre outras áreas, além de capacidade para resolver tarefas mais complexas. A diferença fica por conta de proteções em algumas atividades específicas no Fable 5, que serão respondidas utilizando o Claude Opus 4.8.
Segundo a Anthropic, o trabalho realizado no Project Glasswing permitiu melhorias importantes em cibersegurança, e a ideia é expandir o acesso no futuro com mais parcerias de confiança. Para começar a usar o Fable 5, os planos partem dos R$ 20 ao mês, na opção Pro, e R$ 100, para a assinatura Max.
IA mais poderosa do mundo, mas com ressalvas
O Claude Fable 5 tem as mesmas capacidades do Mythos 5, com cerca de 5% dos tópicos ainda “proibidos” de serem processados pelo novo modelo. A saída da Anthropic foi colocar bloqueios de segurança que direcionam os trabalhos para o Claude Opus 4.8, modelo premium disponibilizado ao público até então. A empresa garantiu ainda que atualizações futuras devem diminuir os casos em que a resposta precisa ser dada com a IA anterior.
No caso do Mythos 5, esses bloqueios são derrubados, permitindo o uso da capacidade máxima do modelo. Mas, vale lembrar: seu uso é restrito ao Project Glasswing, que inclui big techs como Amazon Web Services, Google, Apple, entre outras, além do governo dos Estados Unidos, com quem a Anthropic também mantém parceria.
Definição dos bloqueios de segurança
A Anthropic detalhou alguns pontos importantes nessa diferença entre dois novos modelos, com destaque para temas de cibersegurança e pesquisa biológica. Segundo a empresa, há um risco maior de respostas que podem ser aproveitadas de maneira maliciosa.
O Fable 5 vai, por exemplo, identifica desde buscas simples até tentativas de burlar essas seguranças (os chamados jailbreaks), acionando o Opus 4.8 para respostas específicas. São três tópicos principais “proibidos”:
Determinadas tarefas de cibersegurança
Perguntas envolvendo armas bioquímicas e desenvolvimento científico nessa área
Destilação de IA, técnica de treinamento em que um modelo externo aprende com outro
Fable 5 e Mythos 5 prometem acelerar trabalhos de codificação, análise de gráficos e pesquisas científicas (imagem: divulgação/Anthropic)
Mais capacidade para atividades complexas
As novas IAs prometem potencializar trabalhos de codificação, uso de ferramentas, leitura e resolução de gráficos e até testes com jogos.
A Anthropic trouxe alguns exemplos interessantes, como um desempenho três vezes melhor do Fable 5 em relação ao Opus 4.8 ao jogar o game Slay the Spire, além de simular o sistema solar com base nas leis da física para conseguir prever eclipses solares com maior precisão.
Outro destaque envolve a produção de medicamentos, tornando o processo até dez vezes mais rápido em testes de possíveis designs de proteínas. A Anthropic garante que a IA bateu a assertividade de cientistas humanos com anos de experiência no ramo.
O Mythos 5 também foi capaz de desenvolver hipóteses em biologia molecular mais confiáveis que o Opus 4.8. Uma delas, com proteínas da bactéria E. Coli, foi inclusive corroborada por cientistas em um estudo independente.
Microsoft confirmou investigação de conteúdo malicioso (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Microsoft desativou 73 repositórios no GitHub de forma repentina.
Ação ocorreu após a empresa descobrir que hackers invadiram os repositórios para espalhar malware voltado ao roubo de credenciais.
A dona do Windows confirmou que investiga “possível conteúdo malicioso”.
A Microsoft precisou acionar um botão de emergência na última sexta-feira (05/06) e desativou 73 repositórios próprios no GitHub. A medida foi tomada após a descoberta de que hackers invadiram os espaços para distribuir um malware projetado para roubar credenciais.
Segundo o site 404 Media, o alvo principal da campanha maliciosa eram usuários de assistentes de programação baseados em IA.
Como o malware roubava credenciais?
A mecânica do ataque apostava na invisibilidade. Na prática, os criminosos injetaram arquivos de configuração ocultos no meio de códigos legítimos. Quando um programador baixava e abria esse repositório infectado usando os assistentes de IA, como o Claude Code, a armadilha era ativada de forma quase imperceptível.
A partir daí, o malware passava a rodar em segundo plano, coletando as senhas e os tokens de acesso do usuário para enviá-los a servidores controlados pelos invasores. As evidências técnicas levantadas apontam para a autoria do TeamPCP, um grupo hacker especializado nesse tipo de infiltração.
O caso parece um desdobramento de outra invasão e roubo de milhares de repositórios internos no GitHub, revelado no mês passado. A nova ação da Microsoft sugere que ela não conseguiu blindar totalmente sua infraestrutura.
Malware agia de forma silenciosa em segundo plano (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Apagão em alguns serviços
A resposta da Microsoft impediu a atualização de aplicativos, sites e sistemas de terceiros que utilizam a infraestrutura oficial da companhia. Como a ação foi repentina, muitos desenvolvedores foram pegos de surpresa.
Quem tentava acessar os códigos bloqueados encontrava apenas um aviso informando que o repositório havia sido desativado por “violação dos termos de serviço do GitHub”. Não havia nenhuma instrução ou notificação sobre o risco de vazamento de senhas. Nos fóruns de suporte da Microsoft, programadores relataram confusão.
Ao 404 Media, a dona do Windows confirmou que removeu temporariamente os arquivos para investigar “possível conteúdo malicioso” e garantiu que sua prioridade é proteger o ecossistema de desenvolvimento.
Segundo a Microsoft, alguns repositórios já foram auditados e restaurados, enquanto outros devem continuar offline por tempo indeterminado para varreduras mais profundas. “Continuaremos investigando e, se identificarmos algo mais que exija ação do cliente, entraremos em contato por meio de nossos canais de suporte”, concluiu a empresa.
Google oferece quatro opções de acesso à IA no Brasil (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O Google ampliou o armazenamento de 200 GB para 400 GB para assinantes do plano Google AI Plus no Brasil, sem cobrar nada a mais.
O plano Google AI Plus custa R$ 24,99 por mês e oferece mais espaço para guardar arquivos na nuvem.
O preço do plano no Brasil não mudou porque já era próximo ao preço praticado nos EUA, que é de US$ 5.
Os brasileiros adeptos da principal assinatura de inteligência artificial do Google têm motivos para comemorar: a empresa ampliou o armazenamento de 200 GB para 400 GB sem cobrar nada a mais por isso. A mudança já está valendo, de acordo com a equipe de comunicação.
O plano Google AI Plus já custava R$ 24,99 por mês. A única diferença diz respeito ao espaço que os assinantes podem usar para guardar arquivos na nuvem. Ao contrário do Brasil, os clientes americanos ainda notaram uma redução no preço, que passou de US$ 7,99 para US$ 4,99.
Google AI Plus custa R$ 24,99 (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
O Google explicou ao Tecnoblog que o preço por aqui não muda pois já era muito próximo aos US$ 5 praticados nos Estados Unidos. De fato, com o câmbio atual, dá praticamente R$ 25.
Os serviços de IA do Google repetem a mesma lógica de cobrança de tokens que tem gerado discórdia e preocupação no setor de tecnologia. A versão gratuita dá acesso ao app Gemini e ao Nano Banana numa modelagem muito básica, para uso cotidiano. Já os demais planos possuem limites maiores. São eles: Plus (2x mais por R$ 24,99), Pro (4x mais por R$ 96,99) e Ultra (20x mais por R$ 779,90).
Gemini Go chega para celulares baratos com sistema Android (Imagem: Vitor Valeri/Tecnoblog)Resumo
O Gemini, inteligência artificial do Google, está disponível em celulares Android baratos com sistema operacional Android Go, substituindo o assistente de voz.
Para usar o Gemini Go, basta atualizar o aplicativo do Google pela Play Store e acessá-lo pelo widget na home do Android ou pelo botão de Home ou energia.
Com o Gemini Go, é possível realizar atividades como ligações, mensagens por comandos de voz, buscas específicas, organizar agenda e reproduzir conteúdos de apps baixados no smartphone.
O Gemini chegou de forma nativa a celulares Android mais baratos com a versão Go do sistema operacional do Google. Agora, basta atualizar o aplicativo geral da empresa pela Play Store para começar a usar o Gemini Go em pesquisas rápidas e consultas na IA generativa, sem a necessidade de recorrer ao navegador.
A novidade impacta modelos de entrada ou até mesmo intermediários, como Redmi A5, Poco C71 e Infinix Smart 10, todos à venda no Brasil por menos de R$ 1 mil. Eles têm entre 2 e 4 GB de memória RAM. Antes, os smartphones ficavam restritos ao Google Assistente.
Segundo o Google, o recurso já está disponível em português, mas algumas funções podem demorar a chegar. Portanto, vale checar se a atualização pode ser feita via Google Play Store e testar alguns prompts com a IA.
Como usar o Gemini Go?
Redmi A5, da Xiaomi, traz uma versão Go do Android, agora com suporte ao Gemini (imagem: Divulgação/Xiaomi)
O Gemini Go fica disponível dentro do próprio app do Google, que normalmente apresenta um widget na home do Android. Para atualizar, basta seguir os passos:
Abra a Play Store no seu celular.
Busque por “Google” na barra de pesquisa.
Cheque se há alguma atualização disponível. Pode ser que o aplicativo já esteja atualizado, caso você tenha o update automático ativado.
Assim, não será mais necessário entrar no navegador para acessar o Gemini, mas sim o próprio app do buscador. Dependendo do celular, basta pressionar o botão de Home ou o botão de energia para acessar a IA. Também é possível baixar o app do Gemini, mas, em um modelo de entrada, isso pode significar perder um espaço significativo de armazenamento.
A nova versão da IA realiza diferentes atividades, como ligações ou mensagens por comandos de voz, buscas mais específicas, organização da agenda, adição de eventos ao calendário, entre outros exemplos.
Também é possível reproduzir conteúdos a partir de apps baixados no smartphone, assim como abrir vídeos no YouTube usando comandos de voz. Essas ações já eram possíveis via Google Assistente, mas sofriam com algumas limitações que a IA generativa vem tentando resolver.
App de geração de imagens não permite mais novas criações (imagem: reprodução/Google)Resumo
Google desativou a função principal do Pixel Studio, aplicativo de criação e edição de imagens por IA.
A atualização remove a interface de criação de imagens por comandos de texto e direciona os usuários para o app do Gemini.
Projetos antigos criados no Pixel Studio continuam acessíveis, permitindo visualizar e salvar imagens e figurinhas geradas.
O Google parece estar centralizando as funcionalidades de criação de imagens no app do Gemini. Com isso, começou a desativar a principal função do Pixel Studio, aplicativo de criação e edição de imagens por IA lançado com a linha Pixel 9, em agosto de 2024.
A partir da versão 2.3, o app deixa de permitir a geração de imagens por comandos de texto e passa a direcionar os usuários para o Gemini. Agora, ao abrir o app atualizado, a interface em que era possível digitar prompts e criar imagens não aparece mais. A versão 2.3 do Pixel Studio está sendo distribuída gradualmente para dispositivos Android compatíveis.
App redireciona para o Gemini
De acordo com o site Android Authority, no lugar, o usuário encontra um botão “Abrir Gemini”, que leva à página do app na Google Play Store. A desativação já vinha sendo sinalizada desde fevereiro, quando o Google começou a remover algumas funções do Pixel Studio.
Pixel Studio passa a redirecionar para o Gemini (imagem: reprodução/Android Authority)
O app ainda continuará disponível para download e os projetos antigos criados pelos usuários seguem acessíveis, permitindo visualizar e salvar imagens e figurinhas geradas.
Com isso, o Pixel Studio fica restrito ao histórico, enquanto novas criações passam a ser direcionadas ao app principal de IA da empresa, que também recebeu um novo gerador de vídeos, anunciado no Google I/O 2026.
Pixel Studio foi lançado com o Pixel 9
O Pixel Studio estreou em 2024 como um dos recursos de IA da linha Pixel 9. A proposta era oferecer uma ferramenta simples para criar imagens a partir de comandos de texto, algo próximo ao que a Apple apresentou com o Image Playground, para o iOS.
Apesar de ser tratado como um recurso nativo dos celulares Pixel, o app combinava processamento local com o modelo em nuvem Imagen 3, desenvolvido pelo Google, exigindo conexão com a internet para renderizar as imagens.
Além da criação por texto, o app permitia editar imagens adicionando ou removendo elementos por meio de comandos e criar pacotes de figurinhas personalizadas. Ao longo do tempo em atividade, o Google também adicionou recursos como integração com o teclado Gboard, ferramentas de edição generativa e a capacidade de criar representações de pessoas.
Demonstração da Siri AI no iOS 27 (imagem: reprodução)
A Apple anunciou a Siri AI nesta tarde, durante a conferência WWDC 2026. A tecnologia de inteligência artificial foi complemente redesenhada, segundo o vice-presidente sênior de engenharia de software Craig Federighi, com o objetivo de ficar mais competente numa série de novas tarefas. Ela é compatível com as novas versões iOS, MacOS, iPadOS e VisionOS.
Para chegar neste novo resultado, a companhia está trabalhando diretamente com o Google. Isso significa que os Apple Foundation Models, os modelos de IA embarcados no sistema, foram combinados com o Gemini. As versões utilizadas pela Apple são mais seguras, com processamento local ou na nuvem, por meio do Private Cloud Compute.
A Siri AI funciona com vídeos, fotos e texto. Ao fazer perguntas para a assistente de voz, ela leva em consideração todo o conteúdo salvo no iPhone para apresentar resultados mais contextualizados e próximos do que a pessoa está procurando. Ela também recorre ao “conhecimento mais amplo do mundo”, por meio da internet, para trazer mais informações.
A Siri AI estará disponível inicialmente somente em inglês. Não foi divulgada a previsão de lançamento em português ou outros idiomas. Ela ganha um app separado, onde dá para ver as consultas mais recentes, e também pode ser acionada pela tecla lateral do smartphone.
Nova voz
Arquitetura da inteligência artificial na Siri AI (imagem: reprodução/Apple)
De acordo com a Apple, a nova voz da Siri está “mais incrível”. A empresa promete mais ajustes de velocidade e expressividade, além do já tradicional controle de tom de voz.
As demonstrações exibidas pela Apple lembram as conversas com chatbots como ChatGPT ou Gemini. Ou seja, o usuário pode ir e voltar nas informações, de modo a chegar no resultado esperado.
Num dos exemplos, o executivo perguntou sobre as partidas da Copa do Mundo. Na sequência, disse que estava empolgado para o jogo entre Brasil e Marrocos, e pediu sugestões de comidas típicas dos dois países. A Siri AI conseguiu atender às solicitações, com exibição de textos e fotos, ao menos neste teste em ambiente controlado.
Siri AI tem app nativo com conversas mais recentes (imagem: reprodução)
Integração com mais apps
A Apple aproveitou a WWDC para anunciar novidades de inteligência artificial entre variados aplicativos nativos.
Por exemplo, o Safari passa a monitorar páginas da web e notificar o usuário caso ocorra uma modificação. Isso se dá após um comando em que a pessoa especifica o que está esperando daquele endereço na internet. Além disso, o navegador também é capaz de sugerir extensões criadas em tempo real para interagir com sites específicos.
Já no app de Calendário, a Siri AI faz sugestões de ajustes no compromisso conforme a pessoa escreve do que se trata, quem estará presente ou a localização.
Novas funções de IA no app de fotos (imagem: reprodução)
O app de Fotos recebe reforço de IA generativa para modificar as imagens já feitas pelo usuário. Dá para afastar o objeto da foto ou ajustas o recorte, já que o sistema criar novas bordas, ou refazer o ângulo de visão, graças ao que a empresa aprendeu com o Apple Vision Pro.
Meta AI possui integração com Instagram, Facebook, WhatsApp e Messenger (foto: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)Resumo
O aplicativo independente da Meta AI exibiu artigos clickbait gerados por inteligência artificial na seção de recomendações personalizadas.
Os conteúdos foram criados com base em informações do perfil do usuário, como localização e interesses, mas resultaram em textos clickbait.
A Meta afirmou que a função é um teste e que será descontinuada.
O aplicativo independente da Meta AI exibiu artigos clickbait gerados por inteligência artificial em uma seção de recomendações chamada “Para você”, disponível na barra lateral do app. Os conteúdos são criados a partir de sugestões personalizadas.
A seção aparece dentro do app como um feed de cards com temas sugeridos pela IA, assim como coletâneas de notícias personalizadas como o Google Discover. Contudo, os cards funcionam como comandos: assim que o usuário toca nele, o chatbot gera o texto sobre o assunto.
Ao The Verge, a Meta afirmou, no sábado (06/06), que o recurso faz parte de um teste limitado e que seria descontinuado. No entanto, a funcionalidade ainda aparece para alguns usuários, inclusive no Brasil.
Como os artigos funcionam?
Lista lembra feeds de notícias (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)
Segundo o site, as sugestões parecem partir de informações da conta, como localização, hábitos de uso e interesses. Os resultados, porém, se aproximam de conteúdos no estilo clickbait, com chamadas curiosas, falta de atribuição de fontes e, muitas vezes, textos que não elaboram direito o que o título propõe.
Durante testes feitos pelo The Verge, o app sugeriu temas ligados a estereótipos da cultura britânica, como “Um mordomo real finalmente encerrou o debate sobre colocar o leite primeiro”. O texto teria usado elementos de uma série de comédia da BBC, de 2018.
Nos nossos testes aqui no Tecnoblog, a IA sugeriu textos em temas como tecnologia, filmes, séries e futebol, mas também foi para uma linha de tabloide de fofoca, com sugestões como “Contas de dublagem que vão te fazer rir muito” — que elencou dois nomes de influencers do Instagram.
Além dos textos, o aplicativo da Meta AI também cria imagens para acompanhar os cartões, com ilustrações de locais, personagens e pessoas. As imagens contém falhas visuais típicas de imagens geradas por IA.
Esses são o ator Jacob Elordi e o jogador Neymar, segundo a Meta AI (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)
Textos não mencionam fontes
Outro grande problema é que, mesmo quando claramente adapta notícias reais, a funcionalidade não identifica as fontes usadas para a geração do texto. Em um texto com título “A Nike estragou a nova camisa da seleção brasileira?”, a IA tenta explicar o design da camisa principal e reserva e, às vezes, passa por polêmicas.
“Às vezes” porque, como o texto é gerado imediatamente pela IA, uma versão pode sair completamente diferente da outra. Por exemplo, ao clicar no tema da camisa pela primeira vez, a IA falava sobre uma polêmica camisa vermelha descartada pela CBF. A mesma informação sumiu em duas tentativas posteriores.
Ainda sobre a Copa do Mundo, outro texto, “A lista oficial do Brasil para a Copa 2026”, erra nomes da convocação final, realizada há quase três semanas. Lembrando que, desde o ano passado, a Meta possui acordos com veículos de imprensa para usar notícias na IA.
Meta diz que é um teste
Meta diz que descontinuará função (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Procurada pelo The Verge, a porta-voz da Meta, Tracy Clayton, afirmou inicialmente que a empresa estava testando um feed diário com dicas, conteúdos e recomendações personalizadas.
Segundo ela, a proposta seria sugerir informações relevantes ao usuário, como planos de refeição ou conselhos de condicionamento físico, antes mesmo de uma solicitação direta.
Depois, a Meta atualizou o posicionamento e afirmou que o recurso seria descontinuado. “Este foi um teste para um número limitado de usuários e ele será descontinuado. A Meta não tem planos de seguir em frente com esse recurso”, declarou Clayton.
Unificação seria tentativa de Sam Altman de frear os avanços da rival Anthropic (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
OpenAI planeja integrar o Codex e o ChatGPT em um único aplicativo para desktop.
O Codex já teria superado o ChatGPT em tarefas complexas e locais, operando de forma mais autônoma.
A empresa busca expandir sua base de usuários e fortalecer sua posição no mercado corporativo, mirando a rival Anthropic e o Claude Code.
A OpenAI pode integrar o Codex e o ChatGPT em um único superaplicativo para desktop. O rumor circula desde março, mas agora parece mais próximo de sair do papel, após a diretoria da empresa constatar que o Codex, originalmente desenhado para programação, supera o chatbot na execução de atividades longas e no uso de ferramentas externas.
As informações são do site The Information, que também afirma que, com o movimento, a companhia chefiada por Sam Altman busca expandir a base de usuários e fortalecer sua posição no mercado corporativo. O alvo principal com a unificação seria a rival Anthropic e o elogiado Claude Code.
O futuro superapp é esperado já nas próximas semanas e deve contar com seis novos plugins focados em negócios e um inédito recurso de pré-visualização de sites, de acordo com o 9to5Mac.
Codex ficou melhor que o ChatGPT
Codex roda localmente e pode acessar arquivos no computador do usuário (imagem: divulgação)
A resposta para a integração teria vindo da arquitetura e autonomia do Codex. Enquanto o ChatGPT roda exclusivamente na nuvem, o Codex opera localmente nos dispositivos dos usuários. Isso significa que ele pode acessar, ler e modificar arquivos diretamente no computador, concluindo trabalhos extensos de forma autônoma.
Ao The Information, o líder da plataforma principal da OpenAI, Thibault Sottiaux, explicou que essa característica torna a IA muito mais eficaz na hora de escrever códigos para realizar tarefas reais do dia a dia, como editar planilhas e gerenciar softwares de terceiros.
Essa virada de chave começou no início de 2025 com o lançamento do Operator, um agente focado em automatizar tarefas no computador. Contudo, o salto maior veio um ano depois, em abril de 2026, com a introdução do modelo GPT-5.5, que reduziu drasticamente a necessidade de intervenção humana em tarefas de longa duração.
Como resultado, o Codex agora é posicionado não apenas como um assistente para engenheiros de software, mas como uma solução para trabalhadores em geral. Segundo um relatório oficial da OpenAI, o sistema se tornou uma “ferramenta de produtividade para todos”.
Building apps has never been easier.
With Sites, Codex can turn your work, ideas, and plans into an interactive website or app your team can explore, use, and share with a URL.
A ascensão do Codex é também uma resposta direta à concorrência. No início do ano passado, a Anthropic assumiu a liderança na preferência dos desenvolvedores com o Claude Code. Esse avanço soou o alarme na OpenAI. Para recuperar o terreno perdido, a empresa montou uma equipe focada no Codex, operando quase como uma divisão independente.
O time tomou decisões ousadas, como tornar o código-fonte da ferramenta público para facilitar o recebimento de feedback da comunidade. O esforço deu resultado: no final de maio, o Codex rompeu a marca de 5 milhões de usuários ativos semanais.
Agora, o grande desafio da OpenAI é tecnológico. No curto prazo, a empresa deve ofertar a opção para que o usuário escolha manualmente qual IA deseja usar dentro do ChatGPT. Contudo, a meta final para o futuro superapp é garantir que o sistema consiga alternar de forma invisível e fluida entre o processamento na nuvem e as execuções locais, definindo sozinho a melhor estratégia para cada comando do usuário.
Matemáticos alertam: não confiem cegamente na IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Declaração de Leiden alerta sobre uso desmedido de IA na matemática;
manifesto alerta que ferramentas de inteligência artificial podem propagar erros em cascata na literatura científica se usadas sem critérios;
documento pede regulamentação da indústria de IA por governos, além de transparência no uso da tecnologia por pesquisadores e organizações.
Uma das utilidades atribuídas à inteligência artificial é a resolução de problemas matemáticos complexos. Este é um avanço totalmente benéfico para a humanidade, certo? Não é bem assim. Para os matemáticos, pesquisadores e historiadores que criaram a Declaração de Leiden, o uso de IA para esse fim requer muito cuidado.
A Declaração de Leiden sobre Inteligência Artificial e Matemática, como é chamada na íntegra, é um manifesto público que foi elaborado após cerca de 60 acadêmicos se reunirem na Universidade de Leiden, nos Países Baixos, para tratar da “mecanização” da pesquisa matemática.
O encontro foi realizado em setembro de 2025 e contou com a participação de matemáticos, especialistas em computação, filósofos, historiadores e cientistas sociais. Depois do evento, um grupo de trabalho foi formado para elaborar a declaração e, então, divulgá-la de modo amplo, a ponto de alcançar de indivíduos a organizações governamentais.
A iniciativa conta com o apoio da União Internacional de Matemática.
Mas o que diz a Declaração de Leiden?
A Declaração de Leiden foi publicada em 2 de junho de 2026, mas não com a ideia de proibir o uso de IA em estudos ou resoluções de problemas matemáticos. O objetivo principal é alertar que essa prática deve ser conduzida com cuidado por haver vários riscos associados a ela.
Um deles é o fato de que mecanismos de inteligência artificial tendem a apresentar resultados de modo tão convincente que parece não haver erros ali, mesmo quando há:
Este é um problema sério: a pesquisa em matemática (…) quase sempre se baseia em pesquisas anteriores, portanto, é essencial que os pesquisadores saibam se os resultados na literatura estão corretos.
Rascunhos imprecisos gerados por IA são baratos de produzir e há o risco de saturar a literatura com resultados alegados que são simplesmente errados. Uma vez que isso aconteça, os erros provavelmente se propagarão à medida que novos resultados forem construídos sobre fundamentos falhos.
Leslie Ann Goldberg, Chefe do Departamento de Ciência da Computação da Universidade de Oxford
Mas os possíveis problemas não terminam aí. O manifesto também tem apontamentos como:
tendência de a IA produzir resultados sem indicar adequadamente as fontes humanas originais;
divulgação exagerada da capacidade da IA de resolver problemas matemáticos, o que ocorre quando não há uma avaliação científica rigorosa sobre o resultado apresentado;
risco de ferramentas de IA avançadas serem acessadas de modo desigual entre os pesquisadores, causando um cenário de “abismo tecnológico” no meio acadêmico;
possibilidade de empresas de tecnologias dominarem o setor a ponto de pesquisas matemáticas sem valor comercial, mas importantes do ponto de vista científico ou acadêmico, serem deixadas de lado.
Declaração de Leiden pede uso cuidadoso da IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
O que a Declaração de Leiden pede?
Basicamente, o manifesto pede para governos serem rigorosos na regulamentação da indústria de inteligência artificial e não confiarem cegamente nesse tipo de tecnologia, até porque ela é guiada predominantemente por interesses comerciais.
Mas também há “recados” para matemáticos e organizações. Para o primeiro grupo, a Declaração de Leiden pede que pesquisadores sejam transparentes sobre o uso de IA em seus trabalhos, não posicionem sistemas do tipo como coautores e sejam criteriosos na escolha das ferramentas.
Para organizações (como instituições de ensino ou pesquisa) e publicações científicas, o manifesto pede para que trabalhos que passaram pela IA sejam checados com critérios rigorosos e a adoção de medidas para evitar que artigos desenvolvidos por humanos sejam usados para o treinamento de ferramentas de IA comerciais sem a devida autorização.
Esta é a página da Declaração de Leiden. Quando esta notícia foi publicada, mais de 2.000 pessoas ao redor do mundo já haviam feito uma assinatura de apoio ao manifesto, sendo a maioria formada por pesquisadores e professores universitários.
Funcionalidade redirecionava o destino principal da busca (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Informação atualizada
O vice-presidente de engenharia para busca do Google, Rajan Patel, esclareceu que a introdução do recurso no Chrome Canary foi um erro e que a empresa não planeja tornar esse o padrão nas pesquisas.
Após a repercussão de que o Chrome passaria a levar o usuário diretamente para o Modo IA — pulando a página tradicional de resultados —, Rajan Patel, vice-presidente de engenharia para busca no Google, esclareceu que tudo não passou de um erro e que a empresa não planeja tornar esse o padrão nas pesquisas.
O recurso foi encontrado no Chrome Canary, versão experimental do navegador, por meio de uma flag oculta chamada “Fulfill Searchbox Queries in AI Mode”. O site Windows Report chegou a testar a funcionalidade, cujo experimento afetava a caixa de pesquisa exibida na página de nova guia.
Atualmente, o usuário precisa acionar manualmente os recursos de IA na busca e o receio é que a nova função levaria qualquer pesquisa diretamente para o Modo IA, pulando a página clássica com links azuis.
Hey Glenn– this was an error. We're not planning to make AI Mode the default for Chrome searches.
Ainda assim, o Google vem aplicando a presença de IA na busca há algum tempo. Durante o evento Google I/O 2026, realizado no mês passado, a empresa apresentou mudanças na caixa de pesquisa e reforçou a expansão do Modo IA, que recebeu os modelos mais recentes do Gemini.
Toda a ferramenta de busca foi readaptada para o comportamento dos usuários, que fazem perguntas mais longas e em tom conversacional mesmo na busca tradicional do Google. Entre as novidades, a ferramenta agora expandirá o campo de busca para textos mais longos, fará sugestões maiores e aceitará comandos de voz e arquivos.
Além das medidas funcionais, a companhia também introduziu anúncios nas seções da busca que usam IA. A ação já garante que o principal canal de monetização da empresa siga forte nesse momento de transição, enquanto o Google trabalha para que usuários passem cada vez menos pela busca tradicional.
Segundo dados trazidos pelo Google durante o evento, o recurso já registra mais de 1 bilhão de usuários mensais. Enquanto isso, a empresa enfrenta a indignação de veículos de imprensa ao redor do mundo, que criticam as medidas do Google por concentrar muito poder e, potencialmente, afetar as visitas e a rentabilidade dos sites.
Google Chrome passa por mudanças (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Segundo o Windows Report, registros do Chrome também indicam testes com uma barra de pesquisa flutuante do modo IA dedicada ao Chrome para Windows.
Além disso, a empresa avalia uma ferramenta com IA para recomendação de cartões de crédito e um botão específico para permitir que o usuário desative funções e habilidades do Gemini diretamente nas configurações do Chrome.
O que esperar da WWDC 2026 (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
WWDC 2026, da Apple, ocorrerá entre 8 e 12 de junho e deve apresentar novidades como o iOS 27 e uma Siri mais inteligente, com capacidades avançadas de IA;
novo iOS 27 trará refinamentos de interface, ajustes de desempenho e um aplicativo de câmera mais personalizável, mas Siri potencializada com IA deve mesmo ser destaque;
é improvável, porém, que companhia anuncie novos dispositivos ou atualizações na linha Mac, por exemplo.
Na próxima semana, entre 8 e 12 de junho, a Apple realizará a WWDC 2026 (ou WWDC26). O evento é direcionado a desenvolvedores, mas também costuma servir de palco para novidades importantes em todo o ecossistema da companhia. Espera-se que a Apple finalmente revele uma Siri mais inteligente, por exemplo.
iOS 27 com Siri potencializada com IA
As novidades a serem apresentadas na WWDC 2026 deverão girar em torno das novas versões dos sistemas operacionais da Apple, com destaque para o iOS 27. O novo sistema do iPhone terá alguns refinamentos de interface, ajustes de desempenho e até um aplicativo de câmera mais personalizável, de acordo com Mark Gurman, da Bloomberg.
Mas a expectativa é a de que a nova Siri seja o principal atrativo do iOS 27. Além de dar respostas mais precisas ou contextualizadas às perguntas feitas por voz, a nova versão deverá ser capaz de interagir com o conteúdo da tela, podendo até realizar ações dentro de aplicativos.
Fala-se ainda em uma Siri versão “chatbot”, capaz de se comportar como o ChatGPT ou Copilot, de modo a competir com essas ferramentas. A tecnologia necessária para isso virá do Gemini, do Google.
Para facilitar o acesso à Siri, a Apple deverá implementar um gesto com o qual o usuário desliza o dedo do meio para o final da tela para que a interface de pesquisa ou pergunta apareça na sequência.
O que mais esperar da WWDC 2026?
Se os rumores estiverem corretos, o evento servirá de palco para novidades como:
Apple Wallet: a Carteira da Apple, como é chamada no Brasil, deverá ter suporte a uma função para divisão de contas entre duas ou mais pessoas, bem como gerar passes digitais para itens físicos, como um ingresso impresso de um show;
macOS 27, watchOS 27 e mais: os demais sistemas operacionais da Apple devem ser atualizados e seguir os passos do iOS 27, trazendo uma Siri mais inteligente, dentro do cabível;
Apple Intelligence: a Apple tem se mantido discreta sobre seu conjunto de tecnologias de IA; há uma pequena chance de que a Apple Intelligence volte a ser abordada, até porque há expectativas de novos recursos de inteligência artificial que vão além da Siri no ecossistema, como um agente de IA focado em saúde.
WWDC26 pode trazer uma nova e mais inteligente Siri (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Haverá novidades de hardware na WWDC 2026?
É possível, mas pouco provável. Existe alguma expectativa em torno de novos dispositivos Apple TV ou HomePod, por exemplo, mas tudo indica que a Apple esperará que a nova Siri esteja consolidada para só então lançar esses dispositivos.
Também há burburinhos sobre novidades para a linha Mac, mas o atual cenário de escassez de memória RAM e outros componentes deve fazer a Apple não se comprometer com novos modelos neste momento.
Como acompanhar a WWDC 2026?
A transmissão da WWDC 2026 será realizada em 8 de junho a partir das 14:00 no horário de Brasília. É possível acompanhar o evento a partir do site oficial da Apple.
Anthropic quer frear o avanço da IA antes que os sistemas comecem a evoluir sozinhos (imagem: divulgação)Resumo
Anthropic pede uma pausa urgente no avanço da IA, comparando-a a armas nucleares.
Em manifesto, a empresa propõe um acordo global de paralisação para evitar que ela atinja um ponto de autonomia irreversível.
A dona do Claude planeja conversas com formuladores de políticas públicas, pesquisadores e executivos para viabilizar essa pausa.
A Anthropic, empresa responsável pelo assistente virtual Claude, defendeu a criação de um mecanismo para interromper temporariamente os avanços da inteligência artificial. Segundo a companhia, o motivo seria oferecer à sociedade uma janela de tempo para “lidar com as implicações” da tecnologia antes de um ponto de autonomia considerado irreversível.
No blog oficial, a empresa defende que a IA está evoluindo rapidamente para um cenário em que deixará de servir apenas como uma ferramenta de auxílio cotidiano para tornar o trabalho humano milhares de vezes mais eficiente ou, em grande parte, o substituir por completo.
Na prática, a Anthropic está dizendo que os modelos não precisarão mais de engenheiros de software para projetar suas próximas versões. A própria IA poderia escrever seu código, identificar gargalos na arquitetura e lançar atualizações de si mesma. Caso isso ocorra, estabaleceria um ciclo de evolução contínua, reduzindo drasticamente a necessidade de supervisão humana.
Como funcionaria essa pausa?
A Anthropic propõe a adoção de um modelo semelhante aos tratados internacionais que regulam armas nucleares. A mecânica dessa pausa exigiria garantias de que empresas concorrentes não continuem desenvolvendo a tecnologia em segredo durante a duração do acordo.
A solução sugerida pelos executivos é um sistema rigoroso de verificações. A ideia é que as próprias corporações do setor realizem auditorias físicas e de software nos data centers uns dos outros para assegurar o cumprimento da paralisação.
A dona do Claude confirmou que planeja organizar rodadas de conversas com formuladores de políticas públicas, pesquisadores acadêmicos e executivos de outras companhias para fazer isso sair do papel. Os resultados dessas reuniões serão futuramente divulgados para o público.
Proposta da Anthropic inclui auditorias nos data centers de empresas rivais (imagem: divulgação)
Proposta semelhante falhou no passado
O apelo atual da Anthropic resgata debates relativamente recentes sobre os rumos do setor. Em 2023, o Future of Life Institute, uma ONG focada na prevenção de riscos tecnológicos, já havia publicado uma carta aberta solicitando uma pausa de pelo menos seis meses nos experimentos com grandes modelos de IA.
O documento, que já alertava para efeitos possivelmente catastróficos, reuniu a assinatura do bilionário Elon Musk e de mais de mil outros executivos e pesquisadores. No entanto, o pedido não surtiu efeito na indústria.
A principal barreira para frear o desenvolvimento, segundo os críticos da época, é a perda de competitividade. Na ocasião, o ex-CEO do Google, Eric Schmidt, afirmou que qualquer acordo que forçasse as empresas americanas a desacelerarem seus projetos acabaria beneficiando rivais da China.
O manifesto da Anthropic também reconhece a complexidade dessa barreira, argumentando que os exercícios de treinamento de IA ocorrem em hardwares de uso geral e são muito fáceis de ocultar. Somado a isso, o incentivo financeiro para violar um eventual acordo silenciosamente é gigantesco: quem continuar avançando em segredo pode conquistar a liderança de um mercado trilionário.
Mesmo com alerta, Anthropic mantém ritmo acelerado
Apesar do tom de urgência, as operações comerciais da própria Anthropic apresentam um contraste com o discurso de paralisação. De acordo com a Bloomberg, o laboratório de IA continua mantendo um ritmo agressivo de pesquisa e desenvolvimento, inclusivo tendo revelado recentemente o novo modelo Mythos.
Segundo a própria desenvolvedora, o sistema possui a capacidade de detectar e explorar vulnerabilidades de segurança cibernética com uma velocidade impressionante. O lançamento ocorre em paralelo aos preparativos da empresa para realizar a sua oferta pública inicial de ações (IPO) no mercado financeiro.
OpenAI melhorou a memória do ChatGPT (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
OpenAI aprimorou memória do ChatGPT com uma nova arquitetura que permite ao chatbot aprender e reter preferências, projetos e restrições do usuário, melhorando contextualização de conversas;
recurso chamado de “sonho” atua em segundo plano para sintetizar informações de conversas em um “banco de dados pessoal”, tornando o ChatGPT mais eficiente em resgatar memórias;
nova arquitetura de memória já está sendo liberada para usuários nos Estados Unidos e será expandida para outros países nas próximas semanas.
Talvez você já tenha pedido para o ChatGPT “relembrar” interações anteriores para contextualizar uma conversa. A ferramenta consegue fazer isso por meio de algo que a OpenAI chama de “memória do ChatGPT”. Funciona bem, mas pode ser melhor. E será: a organização revelou que o recurso está sendo aprimorado, inclusive em contas gratuitas.
A memória é um recurso importante porque, como a própria OpenAI descreve, “ajuda o ChatGPT a aprender suas preferências, projetos e restrições, permitindo que conversas futuras comecem a partir de um contexto compartilhado, em vez de começarem do zero”.
Um exemplo: certa vez, pedi para o ChatGPT analisar o resultado de um hemograma (claro que também levei o exame ao médico); a ferramenta fez a análise e comparou os resultados com um hemograma que eu havia feito meses antes, de modo que eu pude ter uma visão mais clara da evolução dos meus parâmetros de saúde.
O recurso de memória do ChatGPT foi introduzido no começo de 2024, mas a OpenAI reconhece que, muitas vezes, é preciso que o usuário dê pistas para que ele funcione, como “lembrar que viajarei para Singapura em julho” ou, no meu exemplo, “comparar com o exame que eu fiz em dezembro do ano passado”.
Outro problema é que, com o passar do tempo, algumas informações de memória tornam-se menos relevantes no serviço, como se estivessem sendo esquecidas.
Memórias salvas no ChatGPT (imagem: reprodução/OpenAI)
Como a memória do ChatGPT está sendo melhorada?
Por meio de um mecanismo de “sonho”. Trata-se de um recurso que a OpenAI introduziu em 2025 e que atua em segundo plano para sintetizar as informações de suas conversas em uma espécie de banco de dados pessoal, mesmo que elas não estejam em uma memória salva.
Como esse banco de dados é sempre checado e atualizado, o usuário precisa dar poucas ou nenhuma pista ao ChatGPT para que ele resgate uma informação.
Pois bem, nesta semana, a OpenAI anunciou uma arquitetura de memória baseada no “sonho” que gera um resumo das informações sintetizadas a partir de suas conversas. Tem mais: o resumo pode ser acessado ou atualizado manualmente por você, a qualquer momento.
A parte mais interessante é que a nova abordagem torna o ChatGPT ainda mais eficiente em contextualizar conversas. Eis um exemplo dado pela OpenAI:
Imagine que você está usando o ChatGPT para comprar novos equipamentos fotográficos compatíveis com sua câmera atual. Se você já conversou sobre seus equipamentos de fotografia com o ChatGPT, pode solicitar produtos compatíveis com “meu setup fotográfico” e receber recomendações personalizadas que atendam às suas necessidades.
Note, no exemplo, que não é necessário relembrar o modelo da câmera ao ChatGPT. E, se eventualmente você trocar de câmera, poderá atualizar essa informação no resumo.
Resumo de memórias do ChatGPT (imagem: reprodução/OpenAI)
Disponibilidade da nova arquitetura de memória do ChatGPT
A nova arquitetura de memória já começou a ser liberada para usuários dos planos Plus e Pro do ChatGPT nos Estados Unidos. Eles, aliás, já contam com o recurso de “sonhos”. Na prática, o anúncio significa que eles terão um aumento da capacidade de memória de suas contas. A liberação para usuários Plus e Pro em outros países será feita nas próximas semanas.
Usuários de contas gratuitas também serão beneficiados. Para eles, a gravação de memórias via recurso “sonho” será liberada de modo massivo, também no decorrer das próximas semanas.
Brasil ainda tem mais humanos que bots (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
O CEO da empresa de infraestrutura de internet Cloudflare revelou que há mais bots do que seres humanos na internet. De acordo com Matthew Prince, o tráfego automatizado responde por 57,5% das requisições do tipo HTTP, contra 42,5% dos acessos orgânicos, feitos por pessoas reais.
Prince confessou que a marca foi atingida antes do previsto por ele mesmo. Inicialmente, a virada deveria acontecer no fim de 2027. Depois, passou para o início do próximo ano, mas o fato se concretizou em junho de 2026. É a primeira vez que os agentes que navegam sozinhos ultrapassam as pessoas de carne e osso na história da internet.
Essa contagem não considera robôs que tradicionalmente já navegavam por sites, como os usados pelo Google para ler as páginas e exibi-las nos resultados de busca. Estamos realmente falando de agentes checando informações por ordem de seus usuários.
Os locais com maior incidência de acessos de bots são Gibraltar (92,1%), Singapura (76,4%) e Irã (76,4%). No Brasil, os humanos ainda são a maioria (50,9%), mas por uma tênue diferença em relação aos bots (49,1%).
O que os bots fazem?
Distribuição entre humanos e bots no Brasil no começo de junho (imagem: reprodução)
De acordo com a Cloudflare, os bots leem páginas de produtos, checam preços, comparam opções de voos e indexam conteúdo para modelos de IA. Eles também pedem comida e interagem com serviços de atendimento ao cliente. Ou seja, fazem de tudo – e cada vez mais.
Eu recentemente pedi ao Claude que acessasse um carrinho de compras na Shopee e buscasse pelos mesmos produtos (ou similares) na Amazon e no Mercado Livre. Adivinhe só? Ele não conseguiu concluir a tarefa, alegando que os domínios dos e-commerces ficam bloqueados na extensão para Chrome.
Humanos ainda engajam mais
O critério adotado pela Cloudflare, de requisições HTTP, exclui os engajamentos realizados em sites, apps, serviços de streaming e redes sociais. Nós ainda somos a maioria neste tipo de aplicação online.