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OpenAI revela prévia do GPT 5.6, que chega com acesso restrito

26 de Junho de 2026, 17:56
Ilustração com o logo do ChatGPT ao centro. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
OpenAI revelou o GPT-5.6, com três novos modelos: Sol, Terra e Luna (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • OpenAI disponibilizou uma prévia do GPT 5.6, com acesso restrito a parceiros selecionados.
  • A nova geração da IA conta com três modelos: Sol, Terra e Luna.
  • Segundo o comunicado, a OpenAI planeja lançar os modelos globalmente “nas próximas semanas”.

A OpenAI decidiu tornar público o novo conjunto de modelos GPT-5.6, após as informações de que o governo dos Estados Unidos teria pedido para segurar o lançamento global. De fato, o modelo está chegando em versão prévia, com um acesso limitado a “clientes selecionados”.

A nova geração da família de modelos de linguagem da OpenAI conta com três novos modelos: Sol, o principal; Terra, de nível intermediário para uso diário; e Luna, o mais “rápido e acessível”.

Inicialmente, o acesso às novas versões da IA ficará limitado a um “grupo seleto de parceiros de confiança e organizações”, em um modelo de distribuição semelhante ao Project Glasswing, da Anthropic, associado ao anúncio do Claude Mythos Preview, também submetido a restrições do governo Trump.

Três novos modelos: Sol, Terra e Luna

Introducing a limited preview of GPT-5.6 Sol, our next generation frontier model, as well as GPT-5.6 Terra, a balanced model for efficient, everyday work, and GPT-5.6 Luna, a fast and affordable model for high-volume work.https://t.co/OoM83SyISN

— OpenAI (@OpenAI) June 26, 2026

O carro-chefe do pacote é o modelo Sol, que chega com a “mais robusta estrutura de defesa até hoje”, segundo o anúncio da OpenAI. A companhia fala em reforço nas proteções para atividades consideradas de alto risco, mas mantendo o acesso à alta capacidade em trabalhos de coding, buscas por vulnerabilidades de cibersegurança e testagem de defesa.

Aliás, a OpenAI dedicou a maior parte da publicação ao tema de segurança e ao risco de uso indevido. O texto também faz referências indiretas às tensões no setor, incluindo a acusação da Anthropic contra a Alibaba sobre suposto uso indevido de dados do Claude.

Em benchmark divulgado pela OpenAI, as inteligências artificiais anunciadas recentemente pela concorrente ficariam abaixo do GPT 5.6 Sol em algumas tarefas, incluindo trabalhos de codificação.

Arte com o logotipo da OpenAI. À direita, há a imagem da sombra de uma pessoa mexendo em um celular. Na parte inferior direita, está o logotipo do Tecnoblog.
Modelo GPT 5.6 chega em versão limitada (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A OpenAI aposta em treinamentos simulando situações reais de uso malicioso, e traz como exemplo testes na busca por bugs e vulnerabilidades nos navegadores Chromium e Firefox, em que o GPT 5.6 não explora essas falhas de forma autônoma.

Ainda assim, a empresa reconhece que seus benchmarks não cobrem todas as possibilidades de uso, motivo pelo qual as defesas ainda serão reforçadas ao longo da liberação gradual do modelo. Além de cibersegurança, a OpenAI também trouxe exemplos da alta capacidade com foco em trabalhos científicos, assim como seu comportamento ao identificar solicitações de risco por parte dos usuários.

Essas defesas valem também para os modelos Terra e Luna, sendo o primeiro mais voltado para atividades do dia a dia, competindo com a versão anterior GPT-5.5, e o segundo uma versão de maior custo-benefício, entregando alta performance a um custo menor de operação.

Ainda não há informações sobre limites de acesso para os planos pagos da OpenAI, uma vez que os modelos ainda não foram disponibilizados para o público geral.

Expectativa de lançamento “nas próximas semanas”

Imagem de um celular com o aplicativo ChatGpt
Novidades ficam restritas por agora (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Apesar de atender à solicitação de Trump, a OpenAI afirmou que não vê o processo como uma solução de longo prazo. Segundo o comunicado da empresa, a medida restringe o acesso às ferramentas mais avançadas, especialmente para profissionais de cibersegurança, desenvolvedores e empresas.

Ainda assim, reconheceu o movimento como um passo relevante para a liberação dos modelos “nas próximas semanas”. Até lá, o GPT-5.6 continuará em testes e ajustes voltados a melhorias de segurança.

OpenAI revela prévia do GPT 5.6, que chega com acesso restrito

ChatGPT, da OpenAI (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

ChatGPT, da OpenAI, é preferência nas empresas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Notion abandona app de email e decide focar em agentes de IA

26 de Junho de 2026, 16:22
Dock do macOS com ícones do Notion, Notion Calendar e Notion Mail
Notion Mail será encerrado pela empresa em setembro (imagem: divulgação/Notion)
Resumo
  • A Notion anunciou o encerramento do Notion Mail, seu serviço de e-mail, em 22 de setembro de 2026, para focar em agentes de IA.
  • A plataforma será reformulada para manter fluxos de trabalho automatizados, e a maior parte dos dados será mantida no Gmail.
  • Os usuários poderão salvar rascunhos, e-mails programados e snippets até o dia 21 de setembro, pois esses dados serão perdidos após o encerramento do serviço.

O popular aplicativo de produtividade Notion decidiu pôr fim a um de seus projetos mais recentes: o app de email Notion Mail, lançado há pouco mais de um ano. Ele será desativado em 22 de setembro.

Segundo a empresa, muitos usuários já não utilizavam mais a caixa de entrada da plataforma, que ficou bastante automatizada graças aos agentes de IA. As outras ferramentas do workspace continuarão disponíveis.

Com relação aos dados armazenados no Notion Mail, a empresa garantiu que o Inbox fica salvo diretamente no Gmail. Ela alertou, porém, que rascunhos e emails programados serão perdidos após o encerramento.

A recomendação é para salvar as mensagens, snippets e ferramentas de organização até a data-limite de 21 de setembro.

Inbox no Gmail e foco nos agentes de IA

Segundo a empresa, muitos usuários já trabalhavam com a plataforma sem abrir suas caixas de entrada para checar emails, o principal motivo apontado para encerrar o serviço. O workspace do Notion é voltado para diferentes tarefas de organização e comunicação, principalmente para empresas, e tem como diferencial o uso de inteligência artificial tanto para auxiliar no fluxo de trabalho quanto para automatizar o envio de emails.

O Notion afirma que essas atividades seguem disponíveis, com a diferença que agora o usuário não terá um Inbox próprio para receber e-mails e fazer envios manuais. Dessa forma, a recomendação é que times que utilizem o Notion Mail como ferramenta base para isso façam a transição antes do encerramento para evitar a perda de quaisquer snippets e categorizações necessárias.

We’re winding down the Notion Mail inbox across web, desktop, and iOS on September 22.

We launched Notion Mail with a belief that your inbox should think like you—more personal to how you work and over time, more capable with AI.

As Notion agents have gotten more capable, we’ve… pic.twitter.com/ebq7jWadGZ

— Notion Mail (@NotionMail) June 25, 2026

Da mesma forma, possíveis lembretes programados por meio do Notion Mail também serão perdidos com o fim do serviço, sendo necessário salvá-los antes de fazer a transição. Apenas sua caixa de entrada em si será migrada para o Gmail.

O que segue funcionando?

Qual é o melhor, Notion ou Trello? (Imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)
Notion segue oferecendo serviços de workflow e concorrendo com Trello e outros (imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

Considerando as ferramentas disponíveis no Notion Mail, algumas funções seguirão disponíveis. Para usuários dos agentes de IA para e-mail, por exemplo, nada muda: a plataforma segue oferecendo a Notion AI para buscas específicas no Gmail e o auxílio da Notion AI para responder. Os agentes da empresa também continuam com acesso ao Gmail para ler, criar rascunhos e enviar e-mails de forma automatizada pela plataforma do Google. Bloqueios de e-mails configurados via Notion também seguirão ativos.

Notion abandona app de email e decide focar em agentes de IA

Qual é o melhor, Notion ou Trello? (Imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

Google lança app com IA para administrar investimentos

26 de Junho de 2026, 13:03
Imagem mostra os escritos "Google Finance", cercado por imagens que representam o mercado financeiro e IA, como gráficos e uma aba de chatbot
Usuários podem enviar prints para importar o histórico financeiro no Google Finanças (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • Google lançou um aplicativo de investimento com IA para ajudar investidores a organizar portfólios e monitorar o mercado financeiro.
  • O app permite importar carteira via PDF, criar alertas personalizados e entender variações do mercado com auxilio de IA.
  • A novidade está sendo distribuída globalmente, primeiro para Android, com uma versão para iPhone prevista para o fim do ano.

O Google anunciou ontem (25/06) o lançamento de um app dedicado para o Google Finanças (Google Finance). A novidade está sendo distribuída globalmente e traz uma série de recursos baseados em inteligência artificial para ajudar investidores a organizar portfólios, acompanhar cotações e monitorar o mercado financeiro de forma centralizada pelo celular.

O Google Finanças com IA chegou ao Brasil em abril, ainda em fase beta e apenas na versão web. A atualização representa uma mudança importante para o serviço, que deixa de ser apenas uma página acessível pelo navegador para se tornar um assistente de investimentos de bolso. O app chega primeiro para Android, mas uma versão para iPhone deve ser lançada até o fim do ano.

Como a IA do Google Finanças analisa investimentos?

Tela do app do Google Finanças mostrando “Edit portfolio” e “Edit investments” com opções para adicionar, alterar e excluir investimentos
App reúne cotações, notícias e carteira de investimentos em um só lugar (imagem: Gabriel Sérvio/Tecnoblog)

Na seção de portfólios, os usuários agora podem visualizar o desempenho geral e a alocação de todos os ativos em um único painel. Outro destaque fica para a simplificação na importação de dados. O investidor pode adicionar seu histórico financeiro enviando arquivos em PDF e CSV, fazendo o upload de capturas de tela ou apenas descrevendo os ativos em texto simples, deixando que a IA entenda e organize as informações automaticamente.

Com a carteira estruturada, uma nova ferramenta de pesquisa permite fazer consultas em linguagem natural. Além disso, o serviço introduz os “momentos-chave”, pequenos resumos gerados por IA que explicam os motivos por trás de variações bruscas no preço de uma ação. O objetivo seria facilitar a compreensão do contexto por trás de altas ou quedas repentinas de um papel.

Resumos automatizados

A atualização também incorpora a criação de relatórios periódicos. O usuário pode instruir a IA a entregar levantamentos específicos, como um resumo diário pré-mercado sobre movimentações da noite anterior nas principais criptomoedas. Ao final do processamento, uma notificação com as informações é enviada.

O software deve receber novos recursos nos próximos meses, incluindo suporte a transmissões ao vivo de balanços financeiros.

Google lança app com IA para administrar investimentos

(imagem: reprodução)

iPhone 15 tem câmera ultra-angular e preço mais acessível com cupom

25 de Junho de 2026, 17:45
R$ 7.299,0048% OFF

Prós
  • Entrada USB-C para carregamento
  • Suporte ao Dynamic Island
  • Câmera principal de 48 MP
  • Painel Super Retina XDR OLED
  • Certificação IP68 contra água e poeira
Contras
  • Taxa de atualização de 60 Hz
  • Sem lente ultra-angular
  • Chip não suporta Apple Intelligence
PIX Cupom
R$ 200 OFF NA PáGINA R$ 3.798,86  Amazon
Participe dos canais de ofertas do Achados do TB

O iPhone 15 está saindo por apenas R$ 3.798,86 no Pix aplicando o cupom de R$ 200 OFF na página do produto na Amazon. O celular da Apple com 48% de desconto (lançado por R$ 7.299) é uma opção acessível para quem quer comprar um iPhone que ainda vale a pena e não faz questão do Apple Intelligence.

iPhone 15 tem câmera dupla e modo Cinema

Se você procura um iPhone mais barato para tirar fotos e gravar vídeos, o iPhone 15 ainda pode ser uma boa opção de celular da Apple para comprar em 2026. Apesar de não ser um modelo recente, ele ainda entrega boas configurações, incluindo um conjunto de câmeras mais completo que o do iPhone 16e e iPhone 17e.

Enquanto os celulares da família “iPhone e” só contam com um sensor principal de 48 MP, o iPhone 15 traz duas câmeras na traseira: a principal de 48 MP e uma ultra-angular de 12 MP. O sensor ultrawide permite registros de cenários mais amplos, com ângulo de 120º. Além disso, o iPhone 15 suporta modo Cinema e modo Ação, ausentes nos outros modelos.

Em relação ao desempenho, a ficha técnica naturalmente volta alguns anos para o processador Apple A16 Bionic, acompanhado por uma RAM de 6 GB. Contudo, o hardware ainda entrega bom desempenho na multitarefa, apesar de não ser compatível com os recursos de IA do Apple Intelligence.

Dynamic Island no iPhone 15 (Imagem: Thássius Veloso / Tecnoblog)
Dynamic Island no iPhone 15 (Imagem: Thássius Veloso / Tecnoblog)

A tela é uma Super Retina OLED de 6,1 polegadas, que teve poucas mudanças nos últimos anos (o iPhone 17 foi o primeiro modelo de base com 120 Hz, mas ele ainda custa muito mais que o iPhone 15). Já a bateria tem 3.349 mAh de capacidade e garante até 20 horas de reprodução de vídeo, segundo a Apple.

Lembrando que o iPhone 15 de 128 GB em oferta sai por apenas R$ 3.798,86 no Pix aplicando o cupom de R$ 200 OFF na página. O desconto é de 48% na Amazon, fazendo o smartphone da Apple chegar a um valor bastante vantajoso pelo custo-benefício, mesmo frente a modelos mais atuais da marca.

Aviso de ética: ao clicar em um link de afiliado, o preço não muda para você e recebemos uma comissão.

iPhone 15 tem câmera ultra-angular e preço mais acessível com cupom

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iPhone 15 com 48% OFF ainda acaba sendo dos melhores celulares da Apple em 2026 para quem busca preço baixo, câmeras versáteis e abre mão de IA

Dynamic Island no iPhone 15 (Imagem: Thássius Veloso / Tecnoblog)

Nubank não vai parar de contratar pessoas por causa da IA, diz diretora

25 de Junho de 2026, 16:08
Arte mostra uma mão segurando um cartão roxo com o logotipo do Nubank ao centro, em cor branca. O fundo da imagem é roxo. Na parte inferior direita, está o logotipo do "Tecnoblog".
Nubank e outros bancos brasileiros estão no Config 2026 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Nubank não irá parar de contratar pessoas devido à IA, segundo Ellen Kiss, diretora do Centro de Excelência em Design do Nubank.
  • A empresa prioriza candidatos com conhecimento ou exposição às ferramentas de IA, tornando este um fator determinante nas contratações.
  • O Nubank utiliza o Figma para seu design system, NuDS, que padroniza as telas do aplicativo para seus mais de 118 milhões de clientes.

A discussão em torno do impacto da inteligência artificial no mercado de trabalho ganhou um novo elemento nesta semana: a diretora do Centro de Excelência em Design do Nubank, Ellen Kiss, disse que o conglomerado financeiro não fez layoffs por conta disso. Muito pelo contrário: manteve o ritmo já estabelecido de contratações, porém com uma mudança na forma de escolher os novos trabalhadores.

De acordo com a executiva, o Nubank passou a priorizar os candidatos que já possuam conhecimento ou algum nível de exposição às ferramentas de IA. O movimento está em linha com o adotado pela GM no mês passado. Ellen disse que este se tornou um fator determinante. Não custa lembrar: a empresa está inserida num setor bastante competitivo, em que foi pioneira, mas viu, nos últimos anos, os bancões avançarem no processo de digitalização.

Mulher sorrindo em evento no palco, usando microfone e recebendo aplausos; ao fundo, logo “nu”
Ellen Kiss é diretora do Centro de Excelência em Design do Nubank (imagem: divulgação)

Contraponto ao discurso de outras empresas

As falas de Ellen são um contraponto ao que temos ouvido em feiras e congressos voltados à tecnologia e inovação. Uma fonte contou durante o Web Summit Rio que as lideranças das grandes empresas brasileiras já fazem pressão para que os profissionais em nível gerencial cortem os funcionários júnior.

Ellen participou de um painel com jornalistas durante o Config, evento produzido pelo aplicativo Figma nos Estados Unidos. O Tecnoblog acompanha tudo de perto. Até agora, um dos destaques foi o anúncio de uma ferramenta de motion graphics que pode colocá-lo em rota de colisão com o After Effects.

Empresa agnóstica, mas com design system no Figma

O Nubank revelou que o Figma foi usado para construir o seu design system, chamado de o NuDS. Ele é usado para padronizar e tornar mais acessíveis as telas do aplicativo nos mais de 118 milhões de clientes do banco no Brasil, no México e na Colômbia.

Anatomia de telas previstas no sistema NuDS (imagem: divulgação)

Mais de 200 designers do Nubank trabalham na ferramenta nos três países. O sistema reúne mais de 100 componentes reutilizáveis, sustentando cerca de 320 mil linhas de código na plataforma.

Apesar de participar de um evento produzido pelo Figma, a executiva explicou que o banco adota uma abordagem “agnóstica” em relação à IA. Isso significa que, além do Figma, também utiliza outras ferramentas de mercado, como Cursor.

O jornalista Thássius Veloso viajou para os Estados Unidos a convite do Figma

Nubank não vai parar de contratar pessoas por causa da IA, diz diretora

Cartão do Nubank (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Anatomia de telas previstas no sistema NuDS (imagem: divulgação)

Anthropic acusa Alibaba de roubar dados do Claude

25 de Junho de 2026, 15:58
Recursos de “raciocínio de agente” do Claude foram o principal alvo (imagem: divulgação)
Resumo
  • Anthropic acusou o Alibaba de invadir seus servidores para extrair dados do Claude.
  • Em carta enviada ao Congresso dos EUA, a empresa afirma que o objetivo do ataque seria copiar as capacidades da IA para treinar rivais.
  • A invasão teria ocorrido entre 22 de abril e 5 de junho de 2026, com 25 mil contas falsas criadas para acessar os sistemas da Anthropic.

A Anthropic, startup norte-americana responsável pelo desenvolvimento do Claude, acusou formalmente a gigante chinesa Alibaba de invadir seus servidores para extrair dados. O objetivo da invasão seria copiar as capacidades da IA americana para treinar suas próprias ferramentas, processo que economizaria bilhões de dólares em pesquisa e desenvolvimento.

A denúncia foi detalhada em uma carta enviada ao Congresso dos Estados Unidos no dia 10 de junho de 2026. A CNBC obteve a carta, assinada pela chefe de políticas da Anthropic, Sarah Heck, que afirma que a operação ocorreu entre os dias 22 de abril e 5 de junho deste ano.

Durante esse período, operadores ligados à companhia chinesa e ao seu laboratório de pesquisa, que desenvolve o modelo de IA Qwen, teriam criado 25 mil contas para acessar os sistemas da Anthropic. Esses perfis falsos geraram mais de 28,8 milhões de interações com o Claude em pouco mais de um mês para extrair o máximo de informações sobre habilidades do modelo de linguagem, prática conhecida como “ataque de destilação”.

Vale lembrar que, no começo da semana passada, o governo dos EUA aplicou uma sanção contra o Fable 5 e o Mythos 5 da Anthropic, impedindo que esses modelos sejam acessados por qualquer cidadão estrangeiro, inclusive dentro do país. A decisão sem precedentes na indústria americana de IA teria sido motivada por segurança nacional, após os sistemas demonstrarem grande capacidade técnica.

O que é um ataque de destilação de IA?

Imagem da sede da Alibaba Group
Alibaba desenvolve a família de modelos de IA Qwen (imagem: reprodução/Free Malaysian Today)

Em termos simples, a destilação funciona como um atalho. Em vez de gastar anos e arcar com uma infraestrutura pesada para treinar um modelo do zero, uma empresa mal-intencionada utiliza as respostas e os dados processados por um outro modelo de ponta para “ensinar” o seu próprio sistema, que geralmente é menor e menos capaz.

De acordo com a CNBC, a campanha da Alibaba mirou o “raciocínio de agente” do Claude — a capacidade de agir de forma autônoma para resolver problemas.

Além disso, a empresa teria buscado extrair conhecimentos avançados de engenharia de software e execução de tarefas de longo prazo. A Anthropic classificou a manobra como “o maior ataque de destilação conhecido contra a empresa até o momento”.

Anthropic pede sanções contra países

Na prática, o laboratório concorrente estaria se apropriando de tecnologias americanas. Para combater a atividade, a Anthropic fez três exigências principais ao governo norte-americano.

  • Mecanismos para facilitar o compartilhamento de dados sobre ameaças;
  • O fim das brechas legais que ainda permitem a laboratórios chineses adquirir chips dos EUA;
  • Sanções rigorosas contra nações que patrocinam a violação.

O cenário não é um caso isolado. Em fevereiro deste ano, a própria criadora do Claude revelou campanhas semelhantes, que teriam sido coordenadas pelos laboratórios chineses DeepSeek, Moonshot e MiniMax. A concorrente OpenAI, dona do ChatGPT, também já havia denunciado laboratórios asiáticos por táticas parecidas no passado.

A pressão dessas invasões gerou consequências. Após suspender o acesso aos modelos Fable 5 e Mythos 5, o governo dos EUA decidiu manter a restrição sob a suspeita de que um grupo ligado à China teve acesso à tecnologia. Até o momento, não há previsão oficial para a retomada da comercialização desses sistemas de IA.

Anthropic acusa Alibaba de roubar dados do Claude

Assistente virtual Claude é produzido pela Anthropic (imagem: divulgação)

Demanda por memória faz Micron superar Tesla e Meta em valor de mercado

25 de Junho de 2026, 15:00
Estande da Micron
Demanda por memória faz Micron superar Tesla e Meta em valor de mercado (imagem: reprodução/Micron)
Resumo
  • Micron Technology alcançou valor de mercado de US$ 1,398 trilhão, superando Meta Tesla por um breve momento;
  • empresa é uma das maiores fabricantes de semicondutores do mundo, sendo especializada em memórias RAM e módulos de armazenamento Flash;
  • companhia registrou crescimento acelerado e atingiu patamar histórico em decorrência da alta procura por memórias para IA.

A demanda por chips de memória segue em níveis estratosféricos, tanto que esse cenário ajudou a Micron Technology a alcançar, nesta quinta-feira (25/06), um valor de mercado superior ao das líderes Testa e Meta. Falamos de um montante que bateu US$ 1,398 trilhão, algo próximo de R$ 7,26 trilhões na conversão direta.

Isso foi efeito de uma valorização de 18,4% nas ações da Micron, de acordo com a Reuters. Quando o US$ 1,398 trilhão foi alcançado, a Meta tinha valor de mercado de US$ 1,392 trilhão, sendo, portanto, superada. Por um breve momento, a Tesla também foi superada, mas voltou rapidamente a assumir a liderança do ranking.

Quando esta nota foi publicada, o valor de mercado da Micron tinha recuado para US$ 1,37 trilhão, com a Meta estando com US$ 1,393 trilhão e, a Tesla, com US$ 1,4 trilhão. Apesar de já ter deixado a liderança, o desempenho da Micron é notável.

Por que a Micron ganhou tanto valor de mercado?

A Micron é uma das maiores empresas de semicondutores do mundo, sendo especializada em memórias RAM e módulos de armazenamento Flash, dois segmentos de produtos que estão com demandas elevadas no mercado em razão do crescimento acelerado de aplicações de inteligência artificial que, como tal, exigem ampliação ou construção de data centers.

Ilustração de um armazenamento USF 4.1
Módulo de memória UFS da Micron (imagem: reprodução/Micron)

Se a demanda aumenta de modo expressivo, os preços acompanham esse movimento. Isso explica a procura crescente pelas ações da Micron. No momento da publicação desta notícia, cada ação da empresa estava sendo negociada a US$ 1.225 na Nasdaq.

Pesa a favor do bom momento da companhia (e a desfavor dos clientes) as estimativas sobre o cenário de escassez de chips de memória ter duração de longo prazo. No início do ano, a própria Micron previu que a demanda agressiva por memória durará pelo menos até 2028.

Mais uma prova da boa fase da companhia: o valor de mercado de quase US$ 1,4 trilhão veio apenas um mês depois de a Micron ter atingido a marca de US$ 1 trilhão na mesma medição.

Demanda por memória faz Micron superar Tesla e Meta em valor de mercado

Demanda por memória faz Micron superar Tesla e Meta em valor de mercado (imagem: reprodução/Micron)

(imagem: Reprodução/Micron)

O que é Projeto Stargate? Conheça a iniciativa de IA da OpenAI

25 de Junho de 2026, 09:42
The Stargate Project
Entenda como o Projeto Stargate colabora com a evolução da IA (imagem: Divulgação/OpenAI)

O Projeto Stargate é uma iniciativa focada na expansão da infraestrutura de supercomputação nos EUA. O objetivo é criar uma rede massiva de data centers para fornecer o poder de processamento bruto para o treinamento de modelos avançados de inteligência artificial.

O empreendimento opera como um consórcio empresarial, onde a OpenAI lidera a gestão operacional, enquanto o SoftBank assume a responsabilidade financeira. A infraestrutura física conta com o conhecimento da Oracle e o fornecimento de hardware pela NVIDIA.

A seguir, conheça com mais detalhes o Projeto Stargate e como ele pode contribuir para o desenvolvimento da Inteligência Artificial Geral (AGI). Também descubra onde serão construídos os conjuntos de data centers.

O que é o Projeto Stargate?

O Projeto Stargate é uma iniciativa liderada pela OpenAI com foco na expansão de data centers de alta capacidade nos Estados Unidos. O objetivo da superestrutura é ampliar o processamento de dados necessário para treinar modelos avançados de inteligência artificial, garantindo a liderança estratégica e a segurança tecnológica global.

Qual é a finalidade do Projeto Stargate?

O Projeto Stargate foca em expandir a infraestrutura de supercomputação nos EUA para dar suporte aos modelos de inteligência artificial da OpenAI. A mega-infraestrutura visa acelerar o desenvolvimento da Inteligência Artificial Geral (AGI), tecnologia capaz de igualar o intelecto humano.

Além do salto técnico, a iniciativa pretende gerar empregos e garantir a liderança norte-americana no setor tecnológico. O projeto também tem um forte apelo geopolítico, transformando o imenso poder de processamento de dados em um ativo estratégico de segurança nacional.

Arte com o logotipo da OpenAI. À direita, há a imagem da sombra de uma pessoa mexendo em um celular. Na parte inferior direita, está o logotipo do Tecnoblog.
A OpenAI, dona do ChatGPT, lidera a gestão operacional do Projeto Stargate (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O Projeto Stargate pode criar a Inteligência Artificial Geral?

O Stargate não criará uma Inteligência Artificial Geral (AGI), mas fornecerá a infraestrutura de supercomputação necessária para isso. O papel desse megaprojeto de data centers é garantir a potência física para a OpenAI desenvolver novos modelos avançados.

Como a AGI é um tipo de IA projetada para replicar a cognição humana, o sistema atua como plataforma facilitadora. No entanto, o sucesso dessa evolução dependerá de futuros avanços em algoritmos e pesquisas específicas, e não apenas do poder bruto de processamento.

Como funciona o Projeto Stargate?

O Projeto Stargate opera como um consórcio empresarial que une capital e hardware para construir uma infraestrutura massiva de data centers nos EUA. A multinacional japonesa SoftBank lidera o braço financeiro da iniciativa, enquanto a OpenAI assume a gestão operacional de todo o ecossistema.

A parte técnica é construída a partir do hardware de ponta da NVIDIA e da estrutura de software da Oracle para criar um supersistema de computação. Para dar ainda mais fôlego à computação em nuvem, a OpenAI manterá a parceria com a plataforma Microsoft Azure.

Na prática, a operação começa com a construção de grandes complexos tecnológicos no estado do Texas, com servidores potentes, redes de alta velocidade e sistemas avançados de refrigeração. Essa estrutura física é coordenada por camadas de softwares específicos para gerenciar todo o fluxo de dados.

Esse ecossistema robusto serve como a espinha dorsal necessária para realizar o treinamento de modelos pesados em escala massiva. O Stargate não é um produto, mas a base que viabilizará o avanço da inteligência artificial.

Corredor de data center do Projeto Stargate, com racks e infraestrutura da NVIDIA e da Oracle para IA
A NVIDIA e a Oracle são as principais empresas que contribuem com os softwares e hardware do Projeto Stargate (imagem: Divulgação/Oracle)

Quem financia o Projeto Stargate?

O financiamento do Stargate é estruturado como uma empresa conjunta (joint venture) liderada pela SoftBank e pela OpenAI, que detêm as maiores fatias do negócio. O grupo japonês assume a liderança financeira e a presidência do projeto, sendo o principal responsável por levantar os recursos.

A composição do capital também conta com aportes estratégicos da Oracle e do fundo de investimentos MGX, sediado nos Emirados Árabes. Enquanto esses parceiros injetam bilhões em dinheiro e infraestrutura de nuvem, a OpenAI direciona os investimentos do ponto de vista operacional.

Qual é o valor total do investimento no Projeto Stargate?

O Projeto Stargate prevê um investimento histórico de US$ 500 bilhões em quatro anos para expandir a infraestrutura de inteligência artificial nos EUA. Desse montante global, cerca de US$ 100 bilhões estão sendo aplicados imediatamente na construção dos primeiros complexos de data centers.

Complexo do Projeto Stargate em Abilene, Texas, com amplo data center e infraestrutura de servidores e GPUs
O amplo data center em Abilene, no Texas, será o principal polo do Projeto Stargate (imagem: Reprodução/OpenAI)

Onde serão construídos os data centers do Projeto Stargate?

O Projeto Stargate concentra suas operações iniciais nos Estados Unidos, com a cidade de Abilene, no Texas, abrigando o complexo principal. Essa unidade já funciona como o ponto de partida do consórcio para o processamento massivo de dados.

Para expandir a rede de data centers, novas bases serão erguidas nos condados texanos de Shackelford e Milam, além de Doña Ana, no Novo México. O plano de infraestrutura descentralizada inclui ainda instalações estratégicas na região de Lordstown, em Ohio, e no estado de Wisconsin.

O Projeto Stargate utilizará GPUs NVIDIA?

O Stargate será construído majoritariamente com tecnologia NVIDIA, utilizando arquiteturas avançadas de processadores gráficos como os chips Blackwell e GB200. Apenas o data center pioneiro de Abilene projeta o uso de 64 mil unidades de GPUs, com planos de expansão para mais de 400 mil componentes.

Por outro lado, não há confirmação pública sobre o uso de hardware da concorrente AMD no núcleo da mega-infraestrutura computacional. Até o momento, o consórcio prioriza os sistemas integrados baseados na tecnologia da NVIDIA para equipar os data centers.

Qual é a diferença entre o Projeto Stargate de IA e o Projeto Stargate da CIA?

O Projeto Stargate de IA é uma iniciativa tecnológica da OpenAI para construir data centers massivos nos EUA. Essa mega-infraestrutura visa fornecer o poder bruto de processamento para treinar modelos avançados de inteligência artificial.

O Projeto Stargate da CIA foi um programa secreto do governo norte-americano criado durante o período da Guerra Fria (1947-1991). Desclassificado em 1995, a investigação focava em fenômenos paranormais, como a espionagem psíquica e a visão remota, para coletar dados de inteligência militar contra os soviéticos.

O que é Projeto Stargate? Conheça a iniciativa de IA da OpenAI

Entenda como o Projeto Stargate colabora com a evolução da IA (imagem: Divulgação/OpenAI)

ChatGPT, da OpenAI, é preferência nas empresas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A NVIDIA e a Oracle são as principais empresas que contribuem com os softwares e hardware do Projeto Stargate (imagem: Divulgação/Oracle)

O amplo data center em Abilene, no Texas, será o principal campus do Projeto Stargate (imagem: Reprodução/OpenAI)

Figma quer peitar After Effects com motion gerado por IA

24 de Junho de 2026, 13:15
Agente de IA atua diretamente na função Motion (imagem: divulgação)

O Figma vai adicionar novas ferramentas de inteligência artificial ao seu editor para brigar diretamente com o After Effects, da Adobe. A novidade chamada Motion permite criar animações, transições e transformações 3D diretamente no canvas do Figma, com geração via IA, estilos predefinidos ou ajuste manual em uma linha do tempo. O recurso fica conectado a sistemas de design e já gera código pronto para implementação.

A novidade faz parte da nova atualização do Figma, cujo anúncio ocorre nesta quarta-feira (24/06) durante o Config, evento anual realizado nos Estados Unidos. O Tecnoblog acompanha tudo diretamente de San Francisco.

O que mais o Figma anunciou?

Habilidades de agentes de IA no Figma (imagem: divulgação)

Confira as principais ferramentas anunciadas:

  • Motion: criação de animações, transições e transformações 3D no canvas, com geração via IA ou ajuste manual em linha do tempo. Durante uma conversa com jornalistas, o fundador e CEO da empresa, Dylan Field, prometeu que os usuários iriam dizer “uau!” quando vissem os resultados.
  • Code layer: permitem clonar repositórios, gerar variações com o agente de IA do Figma, extrair fluxos para camadas editáveis e sincronizar mudanças de volta ao código
  • Shader: cria efeitos visuais e preenchimentos personalizados via comando de texto, usando WebGPU, incluindo dither, pixelização e diferentes tipos de blur
  • Fluxos no Figma Weave: mais de 20 ferramentas integradas para gerar imagens consistentes direto no canvas.
  • Habilidades para agentes de IA: transformam tarefas repetitivas em habilidades reutilizáveis por toda a equipe, com mais contexto vindo de conectores de terceiros, busca na web e anexos de arquivo
  • Plugins generativos: criação de ferramentas personalizadas a partir de comandos de texto, sem necessidade de desenvolvedores

Os fluxos do Figma Weave são descritos pela empresa como o primeiro passo para uma integração completa entre o Figma e o Figma Weave, prevista ainda para este ano.

Segundo o Figma, as mudanças respondem a um cenário em que a inteligência artificial está borrando os limites entre software e trabalho criativo. Mais pessoas estão criando produtos digitais, mas o trabalho passou a se distribuir entre seres humanos, ferramentas e agentes de IA. A liberação dos novos recursos deve ocorrer nas próximas semanas, com disponibilidade variando conforme cada um deles.

Ferramenta de textura no Figma (imagem: divulgação)

Relatório de IA e design

A companhia também divulgou seu terceiro relatório anual sobre inteligência artificial e design, com base em 8.403 respostas de pesquisa e 639 entrevistas qualitativas coletadas em três anos, com amostras em dez países. Brasil, Índia e Coreia do Sul entram pela primeira vez na pesquisa de 2026, somando-se a Estados Unidos, Reino Unido, Japão, Alemanha, França, Canadá e Austrália.

Segundo o levantamento, 57% dos profissionais entrevistados afirmam que o design ganhou mais importância em seus trabalhos. Entre desenvolvedores, esse percentual saltou de 44% para 65% em 2026. A pesquisa também identificou um movimento de sobreposição de funções: designers que atuam em desenvolvimento passaram de 21% para 41% entre 2025 e 2026, enquanto desenvolvedores que atuam em design foram de 44% para 60% no mesmo período.

Figma realiza o evento Config nos EUA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O relatório aponta ainda que 91% dos designers, 96% dos desenvolvedores e 96% dos gerentes de produto consideram que a fluência em IA será essencial para o sucesso profissional no futuro. A proporção de entrevistados que afirmam construir projetos com IA subiu de 65% para 83%. Já o percentual dos que dizem que pelo menos metade do trabalho atual envolve produtos ou recursos de IA dobrou, de 23% para 46%, no mesmo intervalo.

O Config chega à décima edição em 2026 e reúne mais de 10 mil participantes no Moscone Center, em San Francisco, além de transmissão gratuita via internet. A programação oficial ocorre entre os dias 24 e 25 de junho, com mais de 125 palestrantes.

Assista ao keynote do Config ao vivo

O jornalista Thássius Veloso viajou para os Estados Unidos a convite do Figma

Figma quer peitar After Effects com motion gerado por IA

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Recurso chamado Motion estreia no canvas do Figma. Anúncio ocorre durante o Config, nos EUA.

Agente de IA atua diretamente na função Motion (imagem: divulgação)

Habilidades de agentes de IA no Figma (imagem: divulgação)

Ferramenta de textura no Figma (imagem: divulgação)

Figma (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

OpenAI revela seu primeiro chip de IA: o Jalapeño

24 de Junho de 2026, 12:49
Sam Altman e Hock Tan em foto segurando o processador Jalapeño, com chip em destaque
Sam Altman, CEO da OpenAI, e Hock Tan, CEO da Broadcom (imagem: divulgação)
Resumo
  • OpenAI lançou o Jalapeño, seu primeiro chip de IA desenvolvido em parceria com a Broadcom.
  • O Jalapeño foca em melhorar a velocidade de resposta dos modelos de IA e promete maior estabilidade no serviço gratuito.
  • Chip foi desenvolvido em apenas nove meses, utilizando IA para acelerar o design e otimização.

A OpenAI e a gigante de semicondutores Broadcom anunciaram, nesta quarta-feira (24/06), o lançamento do Jalapeño, o primeiro processador de inteligência artificial desenhado do zero pela dona do ChatGPT.

Segundo o comunicado, ele é focado na fase de inferência de Grandes Modelos de Linguagem (LLMs) e promete derrubar os custos da companhia, aumentando a velocidade de resposta do chatbot.

Para entender o peso da novidade, basta entender o que é inferência: trata-se, basicamente, do momento em que a IA “trabalha” para responder em tempo real toda vez que você envia um prompt. O Jalapeño foi construído para otimizar essa etapa.

Chip prevê maior estabilidade no ChatGPT gratuito

O impacto principal deve ser sentido na fluidez da interação e no custo para manter plataformas como o próprio ChatGPT e o Codex funcionando. Na prática, a arquitetura do chip une o poder de processamento bruto a uma latência extremamente baixa. Isso significa respostas geradas de forma quase instantânea na tela do seu celular ou computador.

Amostras de engenharia do Jalapeño já estão em operação nos laboratórios da companhia. Os resultados preliminares apontam para uma performance por watt superior à que existe hoje como referência no mercado.

A meta é tornar a inteligência artificial financeiramente viável, reduzindo o consumo energético e o tempo de processamento. Com isso, a empresa consegue cobrar menos pelo uso dos seus serviços, ao mesmo tempo em que garante disponibilidade e estabilidade para usuários gratuitos durante picos de acesso.

“Ao projetarmos componentes da infraestrutura internamente, podemos oferecer maior eficiência e continuar impulsionando a IA para um acesso mais amplo”, destacou o presidente da OpenAI, Greg Brockman.

Imagem de um celular com o aplicativo ChatGpt
Chip proprietário promete ChatGPT mais rápido na versão gratuita (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Desenvolvimento recorde com ajuda da IA

Outro destaque do projeto é a agilidade. O ciclo completo de desenvolvimento do chip durou apenas nove meses. Na indústria de semicondutores, esse é considerado um dos prazos de elaboração mais curtos já registrados.

Essa velocidade recorde não aconteceu por acaso. A OpenAI utilizou os seus próprios modelos de inteligência artificial para acelerar partes complexas do design e otimização do processador.

A colaboração com a Broadcom, por sua vez, trouxe tecnologias de conectividade que permitem fluxo de altíssima velocidade entre milhares de chips interligados. A engrenagem de produção inclui ainda a empresa canadense Celestica, encarregada da montagem e integração dos sistemas.

O plano é que o Jalapeño comece a alimentar data centers já no fim de 2026, construídos em parceria com gigantes do setor, como a Microsoft.

OpenAI revela seu primeiro chip de IA: o Jalapeño

Sam Altman, CEO da OpenAI, e Hock Tan, CEO da Broadcom (imagem: divulgação)

É necessário ter um equilíbrio ao usar o ChatGPT e outros chatbots (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

A Odisseia ganha audiolivro com voz clonada de Michael Caine

23 de Junho de 2026, 15:57
Fotografia do ator Michael Caine, um homem de cabelos brancos
Voz clonada do ator narra A Odisseia (imagem: divulgação/Fox Searchlight)
Resumo
  • ElevenLabs lançou um audiolivro gratuito de 13 horas de A Odisseia, narrado por uma réplica digital autorizada da voz do ator Michael Caine.
  • A voz sintética foi criada a partir de uma parceria comercial firmada entre Caine e a empresa no ano passado, e a produção levou seis semanas.
  • O audiolivro está disponível no aplicativo ElevenReader e inclui uma trilha sonora de fundo gerada sinteticamente.

A ElevenLabs lançou uma versão em audiolivro de A Odisseia, de Homero, narrada por uma réplica gerada por inteligência artificial da voz do ator Michael Caine. A produção tem 13 horas de duração e está disponível gratuitamente no aplicativo ElevenReader.

A voz sintética foi criada a partir de uma parceria comercial firmada entre Caine e a empresa no ano passado, segundo o site Deadline, e a produção levou seis semanas no sistema da ElevenLabs.

Além da narração principal com a voz clonada de Caine, o audiolivro usa outras vozes de IA para compor o elenco da história. A produção também inclui uma trilha sonora de fundo gerada sinteticamente.

Caine defende uso da tecnologia

A clonagem de voz por IA é uma das ferramentas permitidas pela tecnologia que mais causa alvoroço no mundo real, pois é extremamente associada a usos ilegais. Para Caine, porém, a inovação permite reimaginar a obra para o público moderno.

Em comunicado, o ator, que anunciou aposentadoria no ano passado, associou o projeto à tradição oral de A Odisseia, poema que atravessou gerações antes mesmo de circular como texto escrito, e que ganhará nova adaptação pelas mãos do cineasta Christopher Nolan no mês que vem.

“A Odisseia é uma das maiores histórias já contadas. Por quase três milênios, seus temas de perseverança, lealdade, tentação e o chamado duradouro do lar ressoaram em várias culturas e gerações”, afirmou Caine.

Hollywood ainda debate IA

Uma ilustração digital em tons de laranja e marrom escuro, representando inteligência artificial. O olho direito está em foco e o nariz e a bochecha são formados por linhas retas e blocos, como se a imagem estivesse sendo construída por pixels e códigos. À esquerda e ao fundo, linhas e números de programação em alto-relevo se estendem por toda a imagem, que possui um gradiente de tons quentes, do mais claro ao mais escuro. No canto inferior direito, o logotipo "tecnoblog" aparece em branco.
Inteligência artificial ainda gera debates em Hollywood (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A iniciativa do ator ocorre em um contexto sensível para a indústria od entretenimento, que enxerga a IA como um concorrente. Em 2023, o Sindicato de Atores dos Estados Unidos (SAG-AFTRA) chegou a entrar em greve contra a expansão do uso de IA em produções cinematográfias, em apoio ao Sindicato dos Roteiristas.

Os setores criativos da indústria temem que a inteligência artificial acabe roubando empregos, especialmente de atores menores, e que tecnologias de escaneamento (de voz e imagem) levem a precarização do trabalho.

Mas Caine não é o primeiro grande astro de Hollywood a se envolver com a tecnologia. Ben Affleck e Ashton Kutcher fundaram empresas no setor, enquanto Matthew McConaughey, que trabalhou com Caine no filme Interestelar, é um dos investidores da ElevenLabs.

ElevenLabs vê audiolivro como vitrine

Para a ElevenLabs, o projeto também deve servir como demonstrativo das ferraemtnas de voz sintética, um dos carros-chefe da empresa. O executivo da área de parcerias da ElevenLabs, Dustin Blank, disse ao Deadline que a intenção é tornar o épico mais acessível em um momento de grande interesse pela obra.

O lançamento também serve como vitrine para outros criadores interessados em usar vozes geradas por IA em produções narrativas.

A Odisseia ganha audiolivro com voz clonada de Michael Caine

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Audiolivro gratuito tem 13 horas de duração e usa réplica digital autorizada do ator britânico.

Inteligência artificial no SAC não agrada clientes (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Meta lança linha de óculos inteligentes com preço mais baixo

23 de Junho de 2026, 14:48
Seis Meta Glasses de cores variadas em um fundo de cor branca
Linha aposta na diversidade de estilos (imagem: divulgação/Meta)
Resumo
  • Meta lançou uma nova linha de óculos inteligentes, os Meta Glasses, em parceria com a EssilorLuxottica.
  • Os óculos estão disponíveis a partir de US$ 299, sendo US$ 80 mais baratos que o Ray-Ban Meta de 2ª geração.
  • Por enquanto, não há preços ou data de lançamento no Brasil.

A Meta e a EssilorLuxottica, dona da Ray-Ban e Oakley e maior fabricante do ramo de armações e lentes de óculos do mundo, anunciaram uma nova linha de óculos inteligentes com inteligência artificial. Os Meta Glasses chegam em três estilos de armação e aceitam diferentes tipos de lentes.

Diferentemente dos modelos anteriores, os novos óculos não trazem a marca Ray-Ban e chegam mais baratos, com preços a partir de US$ 299 (cerca de R$ 1.554). Para comparação, o Ray-Ban Meta de 2ª geração foi lançado por US$ 379 e chegou ao Brasil por R$ 3.299.

Por enquanto, o novo modelo será vendido apenas em mercados selecionados, como Estados Unidos, Reino Unido, Austrália e parte da Europa. Ainda não há previsão de lançamento no Brasil.

Mulher usando óculos inteligentes Meta Glasses sem marca Ray-Ban
Meta Glasses não trazem a marca Ray-Ban (imagem: divulgação/Meta)

Os aparelhos não têm tela — a função segue exclusiva do Meta Ray-Ban Display — e a interação ocorre principalmente por voz e áudio, reproduzido por alto-falantes de ouvido aberto. Para chamadas e comandos de voz, os modelos usam múltiplos microfones com redução de ruído de vento.

A câmera integrada de 12 MP permite tirar fotos e gravar vídeos em até 3K a 30 fps. A Meta afirma que o dispositivo conta com alertas para indicar quando a câmera está em uso, além de controles simplificados para compartilhamento de dados.

A Meta promete mais de 8 horas de uso contínuo, com carregamento diretamente no estojo do produto — o que pode adicionar mais 40 horas de energia.

Três armações e 26 combinações

Três modelos de armação do Meta Glasses
Meta Glasses contam com três formatos de armação (imagem: divulgação/Meta)

A linha estreia em três formatos:

  • Meta Adventurer: possui um formato retangular convencional, focado em um visual versátil, sendo comercializado nos tamanhos padrão e grande
  • Meta Fury: apresenta uma armação com linhas mais grossas e formato robusto
  • Meta Glasses by Kylie: uma armação com formato oval fino, inspirada no estilo pessoal de Kylie Jenner

As armações terão cores como preto, verde, merlot, mogno e arenito. As lentes podem ser de sol, polarizadas, transparentes ou com tecnologia Transitions, que se adapta à luminosidade. Ao todo, a Meta fala em 26 combinações no catálogo de lançamento.

Óculos aceitam lentes de grau

Os modelos também são compatíveis com lentes de prescrição. Para isso, a Meta introduziu o Rx Lens Swap, sistema uqe permite trocar as lentes com um oftalmologista após a compra.

Segundo a empresa, o procedimento não anula a garantia do produto. A ideia é permitir que o usuário adapte os óculos à própria prescrição sem depender apenas das combinações oferecidas no momento da compra.

IA adaptada aos vestíveis

Os Meta Glasses usam o Muse Spark, que permite aos vestíveis usarem a Meta IA para interpretar o contexto ao redor do usuário pela câmera e pelos comandos de voz.

Com isso, os óculos podem responder a perguntas sobre o ambiente, consultar informações do dia a dia, dar recomendações de locais e passar outras informações. As funcionalidades são restritas a usuários nos Estados Unidos e Canadá, por enquanto.

Entre os recursos anunciados estão a foto dinâmica, que captura múltiplos quadros e sugere a melhor imagem para compartilhamento, e uma futura navegação passo a passo para pedestres, adaptada para óculos sem tela.

A tradução de conversas em tempo real também foi ampliada. O recurso ganhou suporte a 14 novos idiomas, passando a funcionar em 20 línguas, incluindo português.

Relembre o lançamento do Meta Ray-Ban Display

Meta lança linha de óculos inteligentes com preço mais baixo

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Meta Glasses custam a partir de US$ 299 e saem US$ 80 mais baratos que o Ray-Ban Meta de 2ª geração. Ainda não há previsão de lançamento no Brasil.

(imagem: divulgação)

(imagem: divulgação/Meta)

Smart TV Samsung OLED 55” tem o melhor preço desde maio nesta oferta

23 de Junho de 2026, 12:33

Prós
  • OLED entrega mais cores e contraste
  • 4K com taxa de 120 Hz
  • Chip otimiza upscaling de conteúdos
  • Vários recursos para o público gamer
  • Suporte a assistentes Alexa e Bixby
Contras
  • Som de apenas 20 W
  • Sem Dolby Vision
PIX Cupom
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A Smart TV Samsung Vision AI OLED S85F de 55″ está saindo por R$ 4.229 no Pix com cupom TVCASASBAHIA no marketplace das Casas Bahia no Mercado Livre. A melhor oferta desde maio de 2026 vista pelo Achados oferece televisor 4K com taxa de 120 Hz e recursos de IA com desconto de 35% sobre o preço original de R$ 6.499.

TV OLED 4K Samsung S85F tem tela de 120 Hz e funções de IA

TV sobre rack
Sistema Tizen OS com One UI oferece conteúdo ao vivo, recomendações e IA (foto: João Paulo Souza/Tecnoblog)

A tela 4K OLED de 55″ da S85F possui taxa de 120 Hz, suporte a HDR10+ e certificação Pantone, sendo capaz de entregar imagens com cores fiéis, alta resolução e fluidez durante navegação e para animações gráficas. Conteúdos legados são atualizados via upscaling pelo chip NQ4 AI Gen2, que usa IA e entrega resultados sem distorções.

A plataforma Vision AI Companion oferece acesso aos assistentes Alexa, Bixby e Copilot, além de chatbots como Perplexity e outros recursos de inteligência artificial. Com eles, é possível conversar naturalmente com a TV como se fosse uma pessoa, ao realizar consultas com comandos de voz.

O sistema operacional Tizen traz diversas plataformas de conteúdo via streaming, incluindo as populares Netflix, Globoplay, Apple TV, HBO Max, Spotify, Twitch, Crunchyroll e outros.

TVs Samsung suportam jogos na nuvem, Xbox Game Pass incluso (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)
TV Samsung 4K OLED S85F suporta jogos na nuvem do Xbox Game Pass (imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

O modelo S85F é também interessante para gamers: sua alta taxa e suporte a serviços na nuvem como Xbox Game Pass e Nvidia GeForce Now habilitam a jogatina com qualidade e sem atrasos, basta ter um plano de assinatura válido e parear um controle Bluetooth à TV, sem necessidade de um console ou PC.

Este aparelho possui 4 portas HDMI, duas USB-A e uma Ethernet, além de suportar redes Wi-Fi 5 e Bluetooth 5.3. O sistema de som possui duas saídas de áudio de 20 W, experiência que pode ser melhorada com soundbars.

Não deixe de conferir a oferta da Smart TV Samsung Vision AI OLED S85F de 55″ (R$ 4.229 no Pix com cupom TVCASASBAHIA), que chega antes da final da Copa do Mundo FIFA 2026 nas principais capitais do Brasil.

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Smart TV Samsung OLED 55” tem o melhor preço desde maio nesta oferta

Claude fora do ar: IA da Anthropic volta a funcionar após instabilidade

23 de Junho de 2026, 11:53
Imagem mostra o logo do Claude, IA da Anthropic
Claude ficou instável nesta terça (imagem: reprodução)
Resumo
  • O chatbot Claude da Anthropic apresentou instabilidade nesta terça-feira (23/06), afetando diversos usuários.
  • A empresa Anthropic informou que o problema foi corrigido às 13h44.
  • O motivo da falha não foi divulgado.

O Claude, chatbot de inteligência artificial da Anthropic, passou por problemas técnicos nesta terça-feira (23/06). A plataforma de IA ficou instável para diversos usuários entre a manhã e o começo da tarde. Às 13h44, a empresa informou que o incidente foi corrigido.

A Anthropic não revelou o motivo da falha. O DownDetector, que monitora o status de serviços online, registrou um aumento nas reclamações a partir das 11h. Por volta das 11h13, as queixas de usuários atingiram o pico.

Gráfico do DownDetector mostra pico de reclamações sobre falhas no Claude
Reclamações atingiram o pico por volta das 11h13 (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

O Claude AI é um modelo de linguagem da Anthropic voltado para tarefas de inteligência artificial generativa, como criação de textos, resposta a perguntas, resumo de informações e geração de código. O sistema também conta com o Claude Code, ferramenta que vem se tornando popular entre desenvolvedores.

Na rede social X, muitos perfis relataram dificuldades para acessar a IA. De acordo com os usuários, os problemas afetaram tanto a versão web do chatbot quanto integrações baseadas nos modelos da Anthropic.

Claude fora do ar. Tem algum dev trabalhando?

— e agora? (@Gabs_MdeM) June 23, 2026

O Claude ta fora do ar. Eu to de ferias? O que eu faço?

— João (@sfooterbr) June 23, 2026

o claude tá fora do ar, como que trabalha agora?

— leo (@LE0BAR0NE) June 23, 2026

Claude fora do ar: IA da Anthropic volta a funcionar após instabilidade

Samsung anuncia UFS 5.0, memória duas vezes mais rápida para IA

23 de Junho de 2026, 10:29
Imagem mostra o módulo de memória UFS 5.0 da Samsung
Módulo de memória UFS 5.0 promete o dobro de velocidade na transferência de dados (imagem: reprodução)
Resumo
  • Samsung anunciou a Universal Flash Storage 5.0 (UFS 5), seu novo padrão de armazenamento para dispositivos móveis.
  • A novidade atinge velocidade de 10,8 GB/s e foi projetada para rodar serviços de inteligência artificial localmente nos dispositivos.
  • A produção em massa do UFS 5.0 começará no quarto trimestre de 2026, com previsão de unidades de até 1 terabyte de capacidade.

A Samsung anunciou nesta terça-feira (23/06) o Universal Flash Storage 5.0 (ou apenas UFS 5.0). Para quem não está familiarizado com a sigla, UFS é o padrão de memória flash adotado na indústria de smartphones e tablets, em que ficam guardados o sistema operacional, os aplicativos e arquivos.

A nova geração da tecnologia anunciada pela Samsung chega muito mais veloz. Ela é duas vezes mais rápida que a geração anterior e foi projetada especialmente para rodar serviços de inteligência artificial localmente nos dispositivos, permitindo que os processos ocorram sem conexão constante com servidores na nuvem.

O que o UFS 5.0 traz de novo?

A grande mudança é a capacidade de o dispositivo acessar informações na metade do tempo exigido pela geração anterior, o UFS 4.1. Quando o usuário acionar grandes modelos de linguagem (LLMs) localmente no aparelho, o chip responderá com uma latência muito menor.

Na prática, isso possibilita que assistentes de voz entendam comandos complexos com rapidez, editores de imagens apliquem filtros sem travamentos, o tempo de inicialização de aplicativos pesados caia e geradores de texto criem respostas quase em tempo real.

Em resumo, a nova memória deixa de operar apenas como uma “gaveta” que guarda fotos e vídeos para garantir que a computação de IA aconteça sem atrasos. Os números da ficha técnica ilustram a evolução:

  • O componente é capaz de sustentar velocidades de leitura sequencial de até 10,8 GB/s.
  • Do lado da gravação sequencial, as taxas variam entre 9,5 GB/s e 9,8 GB/s.
  • Esse rendimento supera em mais de duas vezes a velocidade da solução atual adotada pela indústria, o padrão UFS 4.1 (que entrega limites de 4,3 GB/s de leitura e 4,1 GB/s de gravação).

Mais eficiência energética e espaço livre

Imagem mostra a frente e o verso do novo chip de armazenamento Samsung UFS 5.0
Novo chip de armazenamento é 16,7% menor que a geração anterior (imagem: reprodução)

Todo esse ganho de velocidade veio acompanhado por aprimoramentos no controle térmico e energético. O UFS 5.0 registra uma melhora de mais de 40% em eficiência de energia na comparação direta com a versão 4.1. Esse marco foi atingido graças à implementação de recursos que desligam trechos inativos do circuito. No dia a dia, isso significa que o smartphone gastará menos bateria para mover a mesma quantidade de arquivos.

Houve também um salto no design. O novo módulo mede apenas 7,5 mm x 13 mm x 0,9 mm — 16,7% menor que a geração passada. A redução facilita o trabalho de engenharia das fabricantes na hora de acomodar baterias maiores ou integrar componentes extras em produtos que sofrem com restrições severas de espaço no chassi, como os wearables.

Quando o UFS 5.0 chega ao mercado?

A gigante sul-coreana confirmou que a produção em massa das memórias UFS 5.0 começará no quarto trimestre de 2026, com previsão de unidades de até 1 terabyte (TB) de capacidade.

Com esse calendário, o componente tem um destino provável: a linha Galaxy S27. Segundo o leaker Ice Universe, o novo processador Exynos 2700 também oferecerá suporte nativo ao UFS 5.0.

Prevista para o início de 2027, a próxima linha premium da Samsung pode ser uma das pioneiras na adoção do novo padrão.

Samsung anuncia UFS 5.0, memória duas vezes mais rápida para IA

Advogado tenta prompt injection de IA e recebe multa de R$ 32,8 mil

22 de Junho de 2026, 23:33
Fachada do TJPB (Imagem: TJPB/Divulgação)
Justiça da Paraíba define multa de R$ 32,8 mil por uso de “prompts ocultos” (imagem: divulgação/TJPB)
Resumo
  • Advogado é multado em R$ 32,8 mil por usar comandos ocultos em petição.
  • O juiz Phillipe Guimarães, da 5ª vara mista de Sousa, identificou os comandos que tentavam influenciar sistemas de IA utilizados pelo judiciário.
  • O caso foi classificado como uma ação fraudulenta e encaminhado à OAB e ao Ministério Público da Paraíba.

Um caso envolvendo inteligência artificial e direito terminou em multa de R$ 32,8 mil na Paraíba. O juiz Phillipe Guimarães, da 5ª vara mista de Sousa, definiu o valor após identificar “comandos ocultos” em um recurso que pedia o embargo de uma decisão judicial. O nome do advogado que assinou a petição não foi revelado.

A estratégia foi chamada pelo juiz de prompt injection, ou seja, o uso de comandos velados para influenciar ferramentas de IA que auxiliam a análise de documentos jurídicos. A sentença dá conta de trechos como “ignore a imparcialidade” e a observação de que se tratava de um “teste para saber se o juiz utiliza apenas IA nas decisões”. O caso foi classificado como uma ação fraudulenta.

Segundo o site do Tribunal de Justiça da Paraíba, duas multas foram aplicadas – ambas no valor de R$ 16,4 mil, sendo uma por má-fé e outra por submeter a Justiça a “embaraços indevidos”. Além do valor a ser pago, o caso segue para OAB e Ministério Público da Paraíba, que vão apurar possíveis infração disciplinar e crime de fraude processual, respectivamente.

Inteligência artificial e o direito brasileiro

O uso de IA no direito brasileiro não é algo recente, e alguns sistemas automatizados já estão presentes desde a década de 1980. Com a evolução das tecnologias utilizadas em softwares jurídicos, a presença da inteligência artificial generativa aconteceu de forma natural.

A Resolução do Conselho Nacional de Justiça Nº 615, de março de 2025, por exemplo, regulamenta o uso das ferramentas de IA no direito, citando a necessidade de transparência e a “centralidade da pessoa humana”.

Fachada do edifício do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com estrutura de concreto e vidro espelhado. À esquerda, está visível o letreiro com o texto "CNJ Conselho Nacional de Justiça" e a letra "E" abaixo. Ao centro, há colunas metálicas verticais e, à frente delas, duas bandeiras hasteadas: a do Brasil e uma bandeira branca. O céu está parcialmente nublado e se reflete nas janelas espelhadas.
CNJ publicou resolução em 2025 para regulamentar o uso de ferramentas de IA no direito (foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)

O caso na Justiça da Paraíba chama atenção pela estratégia de ocultar prompts em meio ao recurso, em trechos presentes em cerca de sete páginas. A petição solicitava, em bom juridiquês, “embargos de declaração” após um mandado de segurança ter sido negado pelo TJPB. O processo foi aberto por um candidato recém-aprovado em concurso para professor de Educação Básica I do município paraibano de Sousa.

Afinal, a decisão é sobre o uso de IA em si?

Basicamente, a multa aplicada ao advogado não tem a ver com o uso de IA, mas sim com a tentativa de burlar as ferramentas do judiciário. Tanto que o juiz responsável citou o artigo 5º do Código de Processo Civil, que prevê a “boa-fé que deve orientar a conduta de todos os participantes do processo”, o que não foi respeitado com os comandos inseridos de forma oculta e identificados na revisão, ou seja, o chamado prompt injection.

O advogado especialista em direito digital Marcelo Fonseca nos explica que a prática é um “problema de ética profissional e responsabilidade institucional”. “No prompt injection, eu coloco um comando em letra invisível para alterar o mecanismo da IA. E o juiz usou um mecanismo para descobrir o prompt injection. Então, de um lado, o juiz também está errado, porque, para ele usar isso, tem que estar de acordo com o CNJ. Então estão os dois errados”, afirmou.

Ele frisou ainda a importância de ir além das recomendações de boas práticas no uso da tecnologia, para tratar situações do tipo como “risco de governança”, citando a própria resolução 615 da CNJ como exemplo positivo. “Isso é gravíssimo porque o erro não termina na máquina: ele se materializa em petições, pareceres, decisões, estratégias processuais e danos ao cliente”, concluiu o advogado.

Advogado tenta prompt injection de IA e recebe multa de R$ 32,8 mil

Fachada do TJPB (Imagem: TJPB/Divulgação)

CNJ (foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)

Galaxy Watch 8 tem desconto agressivo e sai por até 10x sem juros no Mercado Livre

22 de Junho de 2026, 16:03

Oferta encerrada 🙁
Participe dos canais de ofertas do Achados do TB

O Galaxy Watch 8 BT (40 mm) está em oferta por R$ 1.349,10 em até 10x sem juros ao usar HOJETEMCUPOM no Mercado Livre. O valor representa uma grande redução de 55% em relação ao preço de lançamento de R$ 2.999.

O smartwatch de última geração da Samsung é equipado por inteligência artificial, corpo resistente e tela brilhante. Não perca essa oportunidade, pois o cupom deve esgotar a qualquer momento.

Galaxy Watch 8 traz display AMOLED e IA com recomendações

O wearable da Samsung apresenta sensores dispostos a monitorar mais de 100 atividades físicas distintas e a saúde em geral. As funcionalidades disponíveis permitem ao usuário acompanhar sua frequência cardíaca, SpO2, realizar um Eletrocardiograma e obter relatório a respeito da qualidade do sono.

Uma das novidades do Galaxy Watch 8 se dá pela capacidade de medir os níveis de antioxidantes. Equipado por IAs generativas, como Galaxy AI e Google Gemini, a inteligência artificial recomenda a ingestão de alimentos a partir do que foi monitorado. Além disso, com base na condição física do usuário, sugere treinos personalizados.

O Galaxy Watch 8 utiliza uma tela AMOLED de 1,47 polegada com brilho de até 3.000 nits, permitindo ao painel não sofrer com reflexos sob sol forte. A construção é formada por uma caixa de alumínio e a combinação das certificações IP68, 5 ATM e militar MIL-STD-810H proporcionam resistência avançada contra água e outros cenários.

Smartwatch no pulso exibindo watchface
Galaxy Watch 8 tem formato “Squircle” com cantos arredondados (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O gadget vem equipado por 2 GB de RAM, 32 GB de armazenamento e pelo processador Exynos W1000 no qual proporcionam uso fluido no dia a dia. A bateria de 325 mAh entrega autonomia de até 40 horas com o modo Always On Display desligado, segundo a fabricante.

Por fim, o relógio inteligente carrega o corpo mais fino já feito pela Samsung, com espessura de 8,6 mm. Adquira o Galaxy Watch 8 BT (40 mm) com 55% de desconto, por R$ 1.349,10 em até 10x sem juros com HOJETEMCUPOM no Mercado Livre.

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Galaxy Watch 8 tem desconto agressivo e sai por até 10x sem juros no Mercado Livre

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Galaxy Watch 8 BT (40 mm) está com 55% de desconto ao resgatar cupom disponível; smartwatch traz IA, tela AMOLED de 1,47” com brilho de até 3.000 nits e sensores avançados

Galaxy Watch 8 não é mais redondo (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Como Intel e AMD querem fazer chips x86 lidarem com tarefas de IA

22 de Junho de 2026, 15:03
Wafer de silício para chips quânticos (imagem: divulgação/Intel)
Como Intel e AMD querem fazer chips x86 lidarem com tarefas de IA (imagem: divulgação/Intel)
Resumo
  • Intel e AMD estão desenvolvendo o padrão AI Compute Extensions (ACE) para permitir que processadores x86 lidem com tarefas de IA de forma mais eficiente;
  • ACE combina registradores AVX10 existentes com registradores de bloco bidimensional, permitindo que matrizes 16×16 sejam processadas de uma só vez, o que pode aumentar a eficiência em até 16 vezes;
  • processadores com ACE devem ser lançados a partir de 2028, oferecendo maior desempenho em aplicações de IA, mas não são esperados para superar GPUs ou NPUs em eficiência.

Quando o assunto é execução local de tarefas de IA, pensamos em GPUs ou em NPUs fazendo esse trabalho. Mas a Intel e a AMD acreditam que processadores x86 podem lidar com isso em alguma medida. É por isso que ambas estão trabalhando na criação de um padrão para esse fim: o AI Compute Extensions (ACE), que pode ser traduzido como Extensões de Computação de IA.

Esses esforços não são recentes, mas ganharam destaque na semana passada, quando a especificação 1.15 do ACE foi divulgada publicamente. O documento é bastante técnico, afinal, serve para instruir desenvolvedores sobre o novo padrão. Mas tentarei explicar o essencial aqui.

Pois bem, leve em conta que o processamento de tarefas de IA envolve diversos tipos de operações matemáticas, sendo que grande parte consiste em multiplicação de matrizes. Lembre-se de que, na matemática, uma matriz é uma estrutura bidimensional, pois organiza os valores em linhas e colunas.

O problema é que, originalmente, os processadores x86 foram projetados para lidar com operações escalares (um valor por vez). As instruções AVX (Advanced Vector Extensions) melhoraram esse cenário por permitirem que os chips façam processamento vetorial, lidando com uma sequência de dados em vez de processar um valor por vez.

É um avanço. Apesar disso, ainda é como se essa fosse uma abordagem unidimensional, pois ela trata os dados como vetores, exigindo que várias operações sejam realizadas para processar matrizes completas.

Ilustração de um chip x86 com logos da Intel e AMD na parte de cima da imagem
Intel e AMD unem forças para IA em chips x86 (imagem: divulgação/Intel)

É aí que o ACE entra em cena. Estamos falando de uma proposta que combina os registradores para instruções AVX10 existentes em chips x86 atuais com um conjunto de oito registradores de bloco bidimensional, sendo que cada um destes pode armazenar uma matriz 16×16 com valores de 32 bits.

Com o padrão AVX10, o chip precisa realizar múltiplas operações para lidar com matrizes. Com os registradores adicionais, os dados de todas as linhas e colunas da matriz podem ser cruzados de uma só vez. Com isso, o chip com ACE consegue ser até 16 vezes mais eficiente na realização de operações com matrizes. É isso que deve favorecer aplicações baseadas em IA.

Isso não quer dizer que CPUs x86 serão tão ou mais eficientes que GPUs ou até que NPUs na execução de tarefas direcionadas à inteligência artificial. Mas é de se esperar mais desempenho com esse tipo de atividade, de modo que o processador possa lidar sozinho com determinadas aplicações de IA.

Quando processadores com ACE chegarão ao mercado?

Tanto a Intel quanto a AMD dão a entender que pretendem introduzir o novo padrão em processadores a serem lançados a partir de 2028.

Neste ponto, vale ressaltar que o ACE consiste em uma nova estrutura de hardware, portanto, nenhuma atualização de software ou firmware o tornará compatível com chips que já estão no mercado.

Como Intel e AMD querem fazer chips x86 lidarem com tarefas de IA

Wafer de silício para chips quânticos (imagem: divulgação/Intel)

Intel e AMD querem melhorar compatibilidade de seus chips (Imagem: Divulgação / Intel)

Samsung perde a coroa para SK Hynix após mais de duas décadas

22 de Junho de 2026, 13:36
Sede da SK Hynix (imagem: divulgação/SK Hynix)
Sede da SK Hynix, na Coreia do Sul (imagem: divulgação/SK Hynix)
Resumo
  • SK Hynix é a empresa mais valiosa da Coreia do Sul.
  • A fabricante de semicondutores superou o valor de mercado da Samsung.
  • A SK Hynix registrou alta de 5,6% e alcançou 2.080,4 trilhões de won em capitalização de mercado.

Nesta segunda-feira (22/06), a fabricante de semicondutores SK Hynix ultrapassou a rival Samsung na Bolsa de Seul, tornando-se a empresa de capital aberto mais valiosa da Coreia do Sul. O marco foi alavancado pelo forte aquecimento do mercado global de inteligência artificial, que transformou a companhia na principal fornecedora de memórias para gigantes da tecnologia, como Nvidia e Google.

O feito inédito quebra a hegemonia de mais de duas décadas da fabricante da linha Galaxy, que ocupava a liderança isolada desde 2000 e já havia alcançado a marca histórica de US$ 1 trilhão em valor de mercado.

Como a SK Hynix desbancou a Samsung?

A mudança no topo do ranking financeiro reflete uma transformação na indústria. Os chips de memória, antes comercializados como produtos mais básicos, tornaram-se componentes críticos para rodar modelos avançados de IA, como o ChatGPT.

De acordo com informações da agência de notícias Reuters, as ações da SK Hynix acumulam um salto de mais de 340% no último ano. No pregão desta segunda-feira, os papéis registraram alta de 5,6%, o que elevou a capitalização de mercado da fabricante para 2.080,4 trilhões de won (cerca de US$ 1,35 trilhão, ou quase R$ 7 trilhões em conversão direta).

SSDs da SK Hynix (imagem: divulgação/SK Hynix)
SSDs da SK Hynix (imagem: divulgação/SK Hynix)

De quase falida a pilar da inteligência artificial

A escalada da SK Hynix marca uma recuperação histórica. Em 2002, a então Hynix Semiconductor quase faliu, sufocada por dívidas acumuladas, e chegou muito perto de ser vendida para a concorrente Micron. A virada de mesa ocorreu porque a empresa decidiu continuar investindo pesado na tecnologia HBM (chips empilhados verticalmente que entregam velocidade superior e menos consumo de energia), mesmo durante períodos de recessão no setor de memórias.

A tática de longo prazo rendeu frutos. Dados mostram que, em 2025, a SK Hynix já dominava 61% do mercado global de HBM, deixando a Micron (21%) e a própria Samsung (17%) para trás. Hoje, esses componentes tornaram-se indispensáveis na montagem de data centers modernos.

Para suportar a demanda contínua, projeções do Bank of America indicam que a SK Hynix deverá expandir sua produção em 38% até 2028, além de planejar uma abertura de capital nos Estados Unidos para atrair novos investidores.

Samsung perde a coroa para SK Hynix após mais de duas décadas

SSDs da SK Hynix (imagem: divulgação/SK Hynix)

CEO da Microsoft diz que monopólios de IA são um problema

22 de Junho de 2026, 13:08
Satya Nadella, homem de óculos usando uma camisa cinza e um paletó cinza escuro. Ao lado, um logo do Windows.
Satya Nadella defendeu IA mais acessível (imagem: divulgação)
Resumo
  • O CEO da Microsoft, Satya Nadella, criticou o domínio de poucas gigantes no setor de inteligência artificial.
  • Ele afirmou que a economia global não pode ser controlada por um grupo restrito de empresas.
  • Nadella defendeu modelos de IA mais baratos e com mais controle nas mãos dos usuários.

O CEO da Microsoft, Satya Nadella, fez uma dura crítica à concentração de poder no mercado de inteligência artificial. O executivo alertou que a economia global não pode ser engolida por um grupo restrito de empresas de tecnologia e defendeu uma transformação rumo a modelos mais baratos e com mais controle nas mãos dos usuários.

Ao Wall Street Journal, ele disse que não é realista sustentar um cenário em que “todos os empregos de escritório simplesmente desapareçam e isso ainda seja usado como arma”. Segundo Nadella, o público não toleraria um futuro em que apenas algumas empresas e modelos “façam todo o aprendizado para o mundo”.

A declaração chama atenção por partir justamente de um dos líderes que mais impulsionaram o atual boom do setor. Afinal, a própria Microsoft ajudou a moldar o cenário atual ao investir bilhões de dólares para transformar a OpenAI na gigante que é hoje.

Mudança de rota?

A resposta passa pela necessidade de transformar a IA em um recurso acessível, evitando que o mercado fique refém de altos custos de operação. A gigante de Redmond já começou a agir e passou a lançar ferramentas mais em conta. O destaque da vez é o Copilot Cowork, um agente autônomo que permite ao cliente corporativo escolher entre diferentes modelos, incluindo opções mais baratas, para executar tarefas contínuas.

Esse movimento também envolve aproximações consideradas controversas pelo próprio setor. A Microsoft avalia hospedar em sua plataforma uma versão do DeepSeek, provedor chinês conhecido pelo custo baixo. A iniciativa desagrada parceiras como OpenAI e Anthropic, que acusam a startup asiática de copiar suas tecnologias, e tem potencial para iniciar um embate na indústria.

A estratégia de diversificação também é uma resposta à concorrência. Dados da consultoria Recon Analytics apontam que, no segundo semestre de 2025, os assinantes do Copilot passaram a preferir cada vez mais alternativas, como o Gemini, do Google. Sem a liderança em modelos de ponta, a Microsoft aposta na multiplicação de opções para tentar recuperar terreno.

“Aprendizado contínuo”

Homem de óculos sorrindo
Executivo sugeriu que discurso sobre perda de empregos é alarmista (imagem: divulgação/Microsoft)

Nadella também comentou a situação do mercado de trabalho, com um posicionamento que vai na contramão de líderes do Vale do Silício. Enquanto as grandes empresas de IA preveem que os novos sistemas eliminarão metade dos empregos de nível básico até 2029, o CEO afirma que a tecnologia não deve ser encarada como uma ferramenta de corte de custos focada em demissões em massa.

Em vez de pânico, Nadella defende que, no futuro, os negócios de sucesso funcionarão como “sistemas de aprendizado contínuo”, impulsionados pela união entre a sabedoria dos funcionários e o processamento das máquinas.

Apesar das críticas, a Microsoft não planeja romper com as empresas de vanguarda. Um porta-voz da companhia afirmou ao jornal que as parcerias com OpenAI e Anthropic seguirão ativas.

CEO da Microsoft diz que monopólios de IA são um problema

Satya Nadella é CEO da Microsoft (imagem: divulgação)

Satya Nadella é CEO da Microsoft desde 2014 (Imagem: Divulgação/Microsoft)

Meta vive um dos piores climas da história, diz chefão

22 de Junho de 2026, 10:36
Arte com a logomarca da Meta à esquerda e o rosto de Mark Zuckerberg à direita. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Moral em baixa é nova realidade da empresa de Mark Zuckerberg (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O diretor de tecnologia da Meta, Andrew Bosworth, reconheceu que a moral da equipe está no pior patamar das últimas duas décadas.
  • O motivo seria a onda de demissões, cortes na remuneração e um novo sistema de vigilância.
  • A empresa cortou cerca de 8.000 empregos em maio e transferiu 10% dos profissionais remanescentes para o treinamento de modelos de IA.

O clima na Meta atingiu níveis críticos neste mês. Durante uma reunião interna, o próprio diretor de tecnologia da empresa, Andrew Bosworth, teria admitido aos funcionários que o moral da equipe chegou ao pior patamar das últimas duas décadas.

Segundo o Business Insider, o motivo para essa crise inédita seria uma combinação de fatores amargos: demissões, cortes na remuneração, transferências forçadas e um novo e controverso sistema de vigilância. Tudo motivado pela fixação do CEO Mark Zuckerberg em inteligência artificial.

Por que os funcionários da Meta estão tão insatisfeitos?

A pressão piorou em maio deste ano, quando a companhia cortou cerca de 8.000 empregos, o equivalente a 10% de sua força de trabalho global. Como se não bastasse, outros 10% dos profissionais remanescentes foram transferidos de forma obrigatória para realizar o trabalho maçante de rotular dados para treinar novos modelos de IA da empresa.

Mexer no bolso dos colaboradores ajudou a azedar o clima. Dados do mercado apontam que a remuneração anual média da empresa caiu de US$ 417 mil (cerca de R$ 2,1 milhões) em 2024 para US$ 388 mil (R$ 2 milhões) em 2025. Para completar, desde abril, a companhia adotou um software de monitoramento que rastreia teclas digitadas, cliques do mouse e faz até capturas de tela para treinar agentes de IA.

O detalhe mais curioso dessa insatisfação generalizada é que a empresa não está, nem de longe, passando por dificuldades financeiras. Nos primeiros três meses de 2026, a gigante da tecnologia registrou US$ 56,3 bilhões em receita (cerca de R$ 290 bilhões na cotação atual) e um lucro líquido na casa dos US$ 26,8 bilhões (aproximadamente R$ 138 bilhões) — um salto de 33% nas vendas em relação ao ano anterior, marcando o ritmo de crescimento mais acelerado da big tech desde 2021.

Ilustração com logo da Meta ao centro. Ao fundo, a imagem de duas mãos com os dedos indicadores se tocando. Na parte inferior direita, está o logo do Tecnoblog.
Entre demissões e software espião, empresa vive seu pior clima em 20 anos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Fatura bilionária da IA

Toda essa reestruturação tem um objetivo: pagar a conta da corrida da IA. A Meta planeja gastar até US$ 145 bilhões em 2026 com a tecnologia, quase R$ 750 bilhões em conversão direta, o que inclui a construção de novos data centers e a compra de servidores e chips. O valor é praticamente o dobro dos gastos em 2025.

Vale destacar que a dona do Instagram não está sozinha nessa aposta. Gigantes como Amazon, Microsoft e Alphabet (que controla o Google) estão no mesmo barco.

Juntas, essas empresas planejam despejar cerca de US$ 725 bilhões (R$ 3,7 trilhões) em projetos de infraestrutura de IA ao longo de 2026. O reflexo direto desse movimento financeiro é um mercado que não para de demitir: a plataforma Layoffs.fyi aponta que mais de 118 mil profissionais do setor de tecnologia já perderam seus empregos só este ano.

Meta vive um dos piores climas da história, diz chefão

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O que é NotebookLM? Conheça a ferramenta de IA do Google

22 de Junho de 2026, 10:34
Ilustração sobre o NotebookLM como aliado na otimização de trabalhos (imagem: Reprodução/Google)
Saiba como o NotebookLM pode ser um importante aliado para a otimização de trabalhos (imagem: Reprodução/Google)

O NotebookLM é um assistente de pesquisa desenvolvido pelo Google que utiliza inteligência artificial avançada para analisar e resumir documentos. A ferramenta transforma arquivos pessoais complexos em uma base de conhecimento organizada, facilitando a extração de insights de grandes volumes de informações.

O principal diferencial da plataforma é a “ancoragem” de dados: todas as respostas geradas pela IA são acompanhadas de citações diretas das fontes originais. Esse mecanismo confere uma precisão técnica superior, garantindo que o usuário possa validar cada ponto levantado com total transparência e confiabilidade.

A seguir, conheça mais sobre o NotebookLM, seu funcionamento e aplicações comuns. Também saiba os pontos fortes e fracos do assistente virtual.

O que é o NotebookLM? 

O NotebookLM é um assistente virtual de notas e pesquisa do Google Labs que utiliza inteligência artificial, especificamente o modelo Gemini 1.5 Pro, para interagir com documentos. A ferramenta otimiza o fluxo de trabalho ao analisar, resumir e gerar insights automáticos diretamente a partir das fontes enviadas pelo usuário.

Como funciona o NotebookLM

O NotebookLM opera por meio da tecnologia de Geração Aumentada por Recuperação (RAG), conectando o modelo Gemini diretamente aos arquivos enviados pelo usuário. O sistema realiza o processamento multimodal, analisando integradamente conteúdos em texto, vídeos do YouTube e áudios.

A inteligência artificial fica “ancorada” exclusivamente nesse repositório pessoal, sem buscar respostas externas na internet ou inventar dados. Quando o usuário faz uma pergunta, a ferramenta cruza as fontes salvas para gerar respostas precisas e sempre acompanhadas de citações diretas.

O assistente expande a produtividade ao transformar essas interações em notas, suportando uma base de conhecimento de até 25 milhões de palavras. Além disso, recursos avançados geram automaticamente guias de estudo, cronogramas e resumos em áudio no formato podcast.

Todo esse ecossistema funciona sob rígidos critérios de privacidade, garantindo que os dados inseridos nunca sejam utilizados para treinar os modelos públicos do Google. O resultado é um assistente sob medida focado apenas no universo de informações fornecido pelo usuário.

Esquema do funcionamento do NotebookLM: adicione fontes, obtenha respostas baseadas nelas e consulte citações
Esquema de funcionamento do NotebookLM do Google (imagem: YouTube/Online Training For Everyone)

Para que serve o NotebookLM?

O NotebookLM serve como um assistente virtual de pesquisa que transforma documentos em uma base de conhecimento interativa. Confira as principais utilidades da ferramenta:

  • Estudo e materiais didáticos: facilita a compreensão de temas complexos e gera automaticamente questionários, cronogramas e guias personalizados baseados em PDFs ou gravações;
  • Análise profissional e citações: permite que pesquisadores e equipes de negócios façam varreduras em artigos ou relatórios, exibindo respostas com fontes exatas para evitar erros de informação;
  • Brainstorming e novos formatos: conecta ideias soltas em painéis digitais e converte textos em materiais dinâmicos, como resumos estruturados e podcasts gerados por IA;
  • Otimização de rotinas educativas: agiliza o planejamento de aulas ao transformar pilhas de arquivos acadêmicos em esboços de apresentações e roteiros didáticos de apoio;
  • Suporte técnico e integração: ajuda novos funcionários a localizarem dados em manuais extensos e abastece equipes com respostas rápidas sobre especificações complexas de produtos.

O NotebookLM é gratuito?

Sim, o NotebookLM é gratuito para qualquer usuário com uma conta Google ativa, oferecendo acesso total às principais funções de IA. Essa versão padrão permite criar até 100 cadernos de notas e realizar pesquisas diárias avançadas sem custo.

Para demandas corporativas e profissionais, a plataforma disponibiliza planos pagos com limites ampliados e recursos de colaboração em equipe. Essas assinaturas premium expandem a capacidade de armazenamento e ativam o suporte para até 600 fontes por projeto.

Tela de configuração do NotebookLM para “Customize Audio Overview”, oferecendo opções de idioma e duração para resumos em áudio e vídeo
NotebookLM oferece uma ampla variedade de ferramentas, incluindo resumos em áudio e vídeo (imagem: reprodução/Google)

Quais são as vantagens do NotebookLM?

Estes são os pontos fortes do NotebookLM:

  • Processamento multimodal: aceita e cruza múltiplos formatos como PDFs, vídeos do YouTube e áudios, graças à capacidade do modelo Gemini de processar até 25 milhões de palavras por projeto;
  • IA ancorada com citações: se baseia exclusivamente nos arquivos enviados para gerar as respostas com maior precisão, exibindo o trecho exato da fonte para validação e evitando informações falsas;
  • Resumos interativos em áudio: transforma relatórios e textos densos em podcasts dinâmicos gerados por IA, facilitando o consumo de dados complexos de forma leve;
  • Gerador de estudos e guia interativos: cria instantaneamente materiais didáticos como flashcards, questionários e painéis de notas, explicando conceitos passo a passo como um mentor personalizado;
  • Foco em privacidade e economia: reúne recursos avançados de análise de dados sem custos, assegurando contratualmente que as informações enviadas nunca serão utilizadas para treinar os modelos públicos do Google.

Quais são as desvantagens do NotebookLM?

Estes são os pontos fracos do uso do NotebookLM:

  • Risco de ilusão do aprendizado: os resumos e áudios gerados automaticamente podem criar uma falsa sensação de domínio do conteúdo, simplificando nuances conceituais e interpretações mais profundas dos textos originais;
  • Flutuações de contexto e falhas: ao lidar com grandes volumes de dados, a IA pode sofrer com “cegueira contextual”, deixando de cruzar informações cruciais ou falhando em localizar trechos específicos entre múltiplos arquivos;
  • Limitações nos resumos em áudio: os podcasts gerados pela IA ainda apresentam falhas de sotaque, dinâmicas repetitivas em discussões longas e, eventualmente, focam em pontos triviais em vez dos dados relevantes;
  • Silos isolados e barreiras de formatos: os cadernos de notas não se comunicam entre si e a ferramenta impõe restrições para alguns formatos do cotidiano corporativo, como planilhas complexas, imagens e códigos de programação.
NotebookLM ajuda a criar resumos interativos com processamento multimodal, mas pode ter “cegueira contextual” e ignorar tópicos
NotebookLM auxilia na criação de resumos interativos por meio do processamento multimodal, mas ainda pode apresentar “cegueira contextual” e ignorar tópicos importantes (imagem: reprodução/Google)

Qual é a diferença entre o NotebookLM e o Gemini? 

O NotebookLM é um assistente focado em pesquisa e notas que funciona ancoradamente, analisando exclusivamente os documentos e links enviados pelo usuário. Seu objetivo é cruzar dados restritos e gerar resumos e áudios com citações diretas, sem recorrer ao conhecimento externo.

O Gemini é um modelo de inteligência artificial de uso geral do Google, treinado com uma base ampla de dados públicos da internet. Ele atua de forma aberta e multifuncional na web e no celular, sendo ideal para criar conteúdos do zero, programar e buscar informações.

Qual é a diferença entre o NotebookLM e o ChatGPT?

O NotebookLM é o assistente de notas do Google projetado para funcionar de forma ancorada, analisando estritamente os arquivos e links que o usuário envia. Ele atua como um bibliotecário virtual que gera resumos e áudios baseados apenas no material compartilhado, exibindo citações diretas para evitar alucinações.

O ChatGPT é o chatbot multifuncional da OpenAI, treinado com uma gigantesca base de dados públicos da internet e alimentado por inteligência artificial generativa. Ele opera de forma aberta e generalista, sendo ideal para solucionar problemas amplos, programar códigos e criar textos criativos.

O que é NotebookLM? Conheça a ferramenta de IA do Google

Saiba como o NotebookLM pode ser um importante aliado para a otimização de trabalhos (imagem: Reprodução/Google)

Esquema de funcionamento do NotebookLM do Google (imagem: YouTube/Online Training For Everyone)

NotebookLM agora "lê" livros em EPUB para gerar resumos e afins (imagem: reprodução/Google)

Alexa+: veja quais dispositivos são compatíveis ou não

19 de Junho de 2026, 12:34
Dispositivos Echo com a assistente Alexa+ em destaque, expostos em uma mesa branca com o logo da Alexa+
Alexa+ roda em dispositivos Echo (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • Amazon lançou a Alexa+ no Brasil, uma versão atualizada da assistente virtual com inteligência artificial generativa.
  • A Alexa+ é compatível com 98% dos dispositivos, como o Echo Dot (2ª geração em diante) e o Echo tradicional (2ª geração em diante).
  • Modelos Echo Dot (1ª geração), Echo (1ª geração), Echo Plus (1ª geração), Echo Show (1ª e 2ª gerações) e Echo Spot (1ª geração) não são compatíveis.

A Amazon anunciou ontem (18/06) a chegada da Alexa+ ao Brasil, introduzindo uma versão atualizada da assistente virtual equipada com inteligência artificial generativa. O objetivo é ampliar o processamento de comandos e entregar conversas contínuas aos consumidores na maioria dos eletrônicos da companhia.

A novidade foi oficializada em um evento em São Paulo, acompanhado pelo Tecnoblog, e chega em acesso antecipado após uma etapa de testes com clientes selecionados. A Amazon utilizou o período para analisar o tempo de resposta e a precisão do reconhecimento do idioma antes da distribuição oficial.

Vale mencionar que a nova assistente já está inclusa na assinatura Amazon Prime. Para os consumidores que não participam do programa, os recursos avançados podem ser habilitados por uma assinatura avulsa, estipulada em R$ 99 mensais.

Veja os dispositivos compatíveis com a Alexa+

Os aparelhos a partir da segunda geração contam com suporte garantido. A lista de produtos habilitados inclui:

  • Echo Dot, incluindo o Echo Dot Max;
  • Echo tradicional;
  • Echo Show 5, Echo Show 8, Echo Show 10, Echo Show 11 e Echo Show 15;
  • Echo Studio, e caixas compactas, como o Echo Pop.

Produtos recentes, como o novo Echo Show 8, Echo Show 11, Echo Dot Max e Echo Studio, foram desenvolvidos nativamente para a plataforma Alexa+, com chips focados em IA que conseguem processar as interações com mais agilidade.

O suporte à Alexa mais inteligente também chega aos dipositivos de streaming da Amazon. São compatíveis:

  • Fire TV Stick HD (2ª geração);
  • Fire TV Stick 4K Select;
  • Fire TV Cube (3ª geração);
  • Fire TV Stick 4K Max e 4K Plus (2ª geração).

Já os modelos abaixo não são compatíveis

Alto-falante inteligente com tela sobre uma mesa, visto pela frente
Projetado para IA, Echo Show 11 processa comandos mais rápido (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Ainda que exista uma probabilidade alta de que o seu aparelho atual receba a atualização, segundo os dados oficiais da Amazon que indicam 98% de compatibilidade na base ativa do Brasil, uma pequena parcela dos aparelhos não será contemplada com a atualização.

A Amazon oficializou que a Alexa+ não funciona e não será distribuída para os seguintes aparelhos:

  • Echo Dot (1ª geração);
  • Echo (1ª geração);
  • Echo Plus (1ª geração);
  • Echo Show (1ª e 2ª gerações);
  • Echo Spot (1ª geração).

A empresa explica que o processamento dos novos algoritmos e grandes modelos de linguagem (LLMs) acontece na nuvem, aliviando a carga sobre os componentes das caixas de som e permitindo entregar o serviço sem forçar a troca da maioria dos equipamentos.

No entanto, limitações físicas de memória e processamento dos chips mais antigos não suportam as exigências da nova Alexa turbinada.

Mas, se isso não é um problema para usuários desses produtos mais antigos, não há com o que se preocupar: a Alexa original continuará funcionando com as habilidades tradicionais de forma gratuita, apenas sem a integração com a nova inteligência artificial.

Como funciona a Alexa+?

Ilustração com o logo da Alexa+ ao centro do que seria a bandeira do Brasil. O fundo é verde com setas sorridentes, símbolo da Amazon.
Alexa+ já está disponível no Brasil (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Conforme verificamos, a Alexa+ utiliza a IA generativa para entender o contexto. Agora, o usuário não precisa mais repetir o comando de ativação “Alexa” no começo de cada nova instrução, por exemplo, o que torna as interações mais fluidas.

Segundo a Amazon, mais de 70 grandes modelos de linguagem operam em segundo plano. O software decide sozinho qual desses modelos é o mais eficiente para gerar a resposta correta. O sistema também passou por localização para identificar sotaques, gírias e expressões regionais dos brasileiros.

Pelo celular, o aplicativo da Alexa também ganha uma interface no formato de chatbot, permitindo que os clientes enviem documentos, relatórios ou imagens. A assistente lê o conteúdo do arquivo, estrutura um resumo e sugere ações, como marcar reuniões ou enviar e-mails.

O acesso antecipado já está ativo. Clientes que possuem dispositivos Echo compatíveis e desejam usar as funções da Alexa+ no Brasil podem se inscrever pela página oficial da Amazon ou utilizando o comando de voz: “Alexa, quero Alexa+”.

Relembre o anúncio global da Alexa+

Alexa+: veja quais dispositivos são compatíveis ou não

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Nova assistente da Amazon com IA generativa chegou ao Brasil. Confira se o seu produto suporta a atualização.

Alexa+ (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Novo Echo Show tem tela de 8 ou 11 polegadas (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Amazon prepara lançamento da Alexa+ no país (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Senador quer que IA pague US$ 1.000 por ano a americanos

19 de Junho de 2026, 11:18
Bernie Sanders, senador dos Estados Unidos
Bernie Sanders, senador dos Estados Unidos (imagem: Brookings Institution/Flickr)
Resumo
  • senador Bernie Sanders propõe que empresas de inteligência artificial paguem US$ 1.000 por ano a cada cidadão americano, como parte de uma iniciativa para dividir os ganhos dessas companhias com a sociedade;
  • proposta envolve a criação do American AI Sovereign Wealth Fund Act, fundo soberano que acumularia US$ 7 trilhões inicialmente, provenientes de 50% do capital de empresas de IA;
  • comissão independente de sete pessoas seria responsável por administrar o fundo, que também poderia financiar projetos sociais.

Bernie Sanders, senador dos Estados Unidos pelo estado de Vermont, continua engajado em seu ideal de “dividir” grandes empresas de inteligência artificial com a população do país. Na proposta mais recente, Sanders entende que essas organizações deveriam pagar US$ 1.000 (R$ 5.140) por ano a cada contribuinte americano.

Pagamentos dessa natureza nos fazem pensar em indenizações ou multas. Não é bem o caso. O dinheiro viria na esteira da proposta de Bernie Sanders de transferir 50% do capital de empresas de IA para o povo americano.

O valor resultante seria direcionado a um fundo soberano (controlado pelo governo) de nome American AI Sovereign Wealth Fund Act. É daí que viriam os US$ 1.000 anuais direcionados a cada cidadão. Sanders acredita que o fundo também pode financiar projetos sociais.

A proposta de criação do fundo foi apresentada na forma de um projeto de lei. Se aprovado tal como proposto, o fundo acumularia algo em torno de US$ 7 trilhões inicialmente, pois seria correspondente à soma das ações concedidas de cada empresa de IA cuja receita atingisse US$ 200 milhões por ano ou mais.

De acordo com o senador, o valor de US$ 1.000 pode aumentar à medida que as companhias de IA arrecadarem mais dinheiro. Em caso de desvalorização das empresas, os contribuintes não arcariam com eventuais prejuízos: “não vamos perder nenhum dinheiro, mesmo que a bolha estoure”, complementou o senador.

Uma comissão independente formada por sete pessoas ficaria responsável por administrar o fundo.

The future of AI must not be decided behind closed doors by billionaires seeking to maximize their power and profit.

It should be decided by the American people.

That's why I'm introducing the American AI Sovereign Wealth Fund Act. pic.twitter.com/sbC0YMT90f

— Sen. Bernie Sanders (@SenSanders) June 18, 2026

Por que Sanders quer “dividir” empresas de IA com o povo americano?

Na visão do senador, o que a inteligência artificial oferece atualmente não é oriundo da própria tecnologia, mas de esforços humanos coletivos, de forma que os ganhos resultantes devem ser compartilhados com a sociedade em vez de ficarem concentrados nas mãos de poucas pessoas:

Acreditamos que isso é o melhor que poderíamos fazer no momento, e certamente representa um enorme, enorme, enorme avanço em relação a conceder poder unilateral e absoluto a um grupo de bilionários.

Bernie Sanders, senador dos EUA

Sanders se refere ao fato de que as gigantescas bases de dados que alimentam o conhecimento dos sistemas de IA têm origem em livros, estudos, notícias, códigos-fonte, vídeos, fotos e tantas outras fontes cuja existência se deve ao trabalho humano.

Outros políticos, bem como líderes de companhias como OpenAI e Anthropic, já deram a entender que o setor de IA realmente precisa compartilhar parte de seus ganhos com a sociedade. Apesar disso, o projeto de lei de Sanders deve encontrar resistência, pois, da forma como foi apresentado, é considerado bastante “agressivo”.

Mas uma coisa o senador já vem conseguindo: gerar discussões sobre os aspectos potencialmente danosos da inteligência artificial.

Com informações de Associated Press

Senador quer que IA pague US$ 1.000 por ano a americanos

Bernie Sanders, senador dos Estados Unidos (imagem: Brookings Institution/Flickr)

Midjourney agora tem um scanner corporal com IA

18 de Junho de 2026, 16:11
A imagem mostra a tela de um monitor exibindo o que parece ser um escaneamento corporal ou médico em andamento. O fundo da tela é totalmente escuro, e duas silhuetas humanas aparecem brilhando em tons de vermelho e laranja, lembrando uma imagem térmica ou de raio-X.
Inteligência artificial processa dados para criar mapas 3D do corpo (imagem: reprodução/Midjourney)
Resumo
  • Midjourney revelou o Midjourney Scanner, um equipamento de ultrassom de corpo inteiro que usa inteligência artificial.
  • O scanner usa um anel com milhares de sensores submersos em água para emitir ondas ultrassônicas e capturar alterações milimétricas nas ondas.
  • A empresa planeja criar uma rede de spas para oferecer exames de saúde enquanto os clientes relaxam.

A Midjourney revelou seu primeiro produto de hardware: um scanner de ultrassom de corpo inteiro. A companhia, mundialmente conhecida pelo gerador de imagens realistas com IA, fez o anúncio nesta quinta-feira (18/06).

Segundo o comunicado, o Midjourney Scanner não é um equipamento de ressonância magnética. O sistema deve funcionar por meio de um anel com centenas de milhares de sensores submersos em água, que emitem ondas ultrassônicas para reconstruir modelos tridimensionais do corpo humano.

Já esta é a outra parte do anúncio: a companhia terá uma rede de spa, com a primeira unidade a ser inaugurada em São Francisco, nos EUA, onde as pessoas poderão fazer exames para monitoramento da saúde enquanto descansam. “Hoje vamos anunciar algo um pouco estranho e um pouco louco”, avisou a empresa.

Como funciona o Midjourney Scanner?

A imagem mostra as costas de uma pessoa vista de trás, posicionada no centro de um anel de scanner. Ela veste um maiô ou collant preto com um decote redondo nas costas.
Anel do scanner conta com meio milhão de sensores (imagem: reprodução/Midjourney)

No lugar de tubos fechados e ruídos das máquinas de ressonância magnética, o exame com o scanner da Midjourney deve durar apenas 60 segundos. O processo começa com o usuário de pé sobre uma plataforma que desce suavemente para um tanque raso com água morna e iluminação relaxante.

Durante a submersão, o corpo atravessa um anel equipado com cerca de meio milhão de minúsculos sensores, cada um do tamanho de um grão de areia. Eles emitem ondas ultrassônicas de todos os ângulos contra o paciente. Como o som viaja de forma diferente ao penetrar na água, pele, gordura, músculos e ossos, essas ondas mudam de formato ao encontrar cada uma dessas densidades.

O equipamento conta com dois petaflops de poder de processamento bruto para capturar alterações milimétricas nas ondas milhões de vezes por segundo, e o volume de dados gerado é gigantesco. Segundo a própria companhia, seria necessário assistir a 500 horas de filmagem para cada segundo de escaneamento.

É aqui que a especialidade da Midjourney vai entrar em ação: IA. A inteligência artificial deve processar esse banco de dados em tempo real e reconstruir mapas 3D detalhados do corpo humano, fatiando virtualmente os tecidos e órgãos com precisão.

Segundo o site Crypto Briefing, a Midjourney assinou em novembro de 2025 um acordo de licenciamento exclusivo com a Butterfly Network, empresa responsável pela tecnologia de ultrassom em chip que será utilizada no projeto.

No centro de uma tela preta, destaca-se uma secção transversal do corpo humano, como uma tomografia, que brilha intensamente em tons de amarelo e branco.
Exame dura apenas 60 segundos (imagem: reprodução/Midjourney)

Meta de um bilhão de exames

Para popularizar essa infraestrutura, a companhia não pretende focar em vendas para hospitais ou clínicas. A estratégia é criar o Midjourney Spa. A primeira unidade tem inauguração prevista para o final de 2027, em São Francisco.

A proposta é que o local funcione 24 horas por dia e ofereça um ambiente com academias, saunas e piscinas. O exame ocorrerá dentro de salas equipadas com banheiras de hidromassagem, tornando a coleta de dados de saúde parte de uma “experiência de relaxamento”, afirma a empresa.

Em relação à privacidade, os usuários terão controle sobre a “biblioteca de exames” pessoal. Esses dados poderão ser compartilhados a critério do cliente com médicos, nutricionistas ou outras plataformas de IA voltadas para a saúde.

No contexto regulatório, ainda há um caminho a percorrer. Para contornar a burocracia da FDA (órgão regulador de saúde dos Estados Unidos), a Midjourney iniciará a operação criando “mapas de composição corporal”. Os resultados clínicos serão enviados à agência para, futuramente, liberar de forma oficial a detecção de anomalias.

Após a fase de refinamento, que durará cerca de 12 meses, a Midjourney prevê o lançamento de um scanner de terceira geração em 2028, que reduzirá ainda mais o tempo e elevará a qualidade das imagens. A meta para 2031 é criar uma frota de 50 mil scanners globalmente, com capacidade para realizar um bilhão de exames por mês. A promessa é que o mapeamento preventivo rápido e de baixo custo evite mortes precoces e corte os gastos com sistemas de saúde.

Midjourney agora tem um scanner corporal com IA

O que é a Cursor, empresa de IA adquirida por Elon Musk

17 de Junho de 2026, 12:44
Ilustração mostra Elon Musk, à esquerda, o logo da Cursor, ao centro, e o CEO da Cursor, Michael Truell, sentado à direita. O logotipo do "tecnoblog" é visível na parte inferior direita.
Musk pagará US$ 60 bilhões para comprar a Cursor de Michael Truell (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Cursor, startup de inteligência artificial para programação, foi adquirida por US$ 60 bilhões pela xAI, de Elon Musk.
  • A empresa desenvolveu um editor de código com IA que permite que desenvolvedores descrevam tarefas em linguagem natural.
  • A compra dá à xAI entrada no mercado de ferramentas de programação com IA, em competição com OpenAI, Anthropic e Google.

Uma empresa até então desconhecida do grande público ganhou as manchetes nesta terça-feira (16/06): a Cursor, startup especializada em inteligência artificial para programação, foi adquirida por US$ 60 bilhões (cerca de R$ 304 bilhões, em conversão direta). Já o comprador dispensa apresentações: Elon Musk, por meio da xAI.

A transação será feita integralmente em ações da SpaceX e deve ser concluída até setembro. Vale lembrar que a SpaceX e a xAI se fundiram em fevereiro deste ano.

A Cursor se tornou uma das empresas mais valiosas do boom da inteligência artificial, construindo uma grande base de usuários com ferramentas voltadas à escrita, correção e revisão de código com ajuda de IA.

Em apenas quatro anos, a startup saiu de um pequeno projeto criado pelo CEO Michael Truell e seus colegas para atender milhões de desenvolvedores e parte das maiores empresas do mundo.

Editor de código com IA é o produto

A startup surgiu a partir da Anysphere, fundada em 2022 por quatro estudantes do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). O grupo queria uma ferramenta para programar usando inteligência artificial, mas a maioria dos serviços oferecia a tecnologia apenas como plug-in, o que os levou a construir um editor de código próprio.

O Cursor foi lançado em março de 2023. Se trata de uma versão modificada e focada em IA do VS Code. Esse editor permite que desenvolvedores descrevam tarefas em linguagem natural e recebam trechos completos de código, correções de erros, explicações e sugestões de melhorias. A versão mais recente, o Cursor 3, foi lançada há dois meses.

A ferramenta tracionou tão rápido que, ainda em 2023, atingiu US$ 1 milhão em receita recorrente anual. O nome Cursor passou a ser a marca da companhia, embora a empresa continue operando legalmente como Anysphere.

Crescimento acelerado

Como lembra o Business Insider, o avanço da Cursor foi incomum até mesmo para os padrões do Vale do Silício. Segundo dados divulgados pela própria empresa, a plataforma ultrapassou milhões de usuários e passou a ser utilizada por 60% das companhias que integram a lista das 500 maiores empresas do mundo. A receita anualizada também cresceu e bateu a casa dos bilhões de dólares em poucos anos.

Boa parte desse crescimento está ligado à popularização do vibe coding — a criação de softwares a partir de descrições em linguagem natural, sem necessariamente dominar programação avançada.

We're excited to join forces with @SpaceX to advance the frontier of useful AI. Expect significant improvements to Cursor soon. https://t.co/62IMr2sgEy

— Cursor (@cursor_ai) June 16, 2026

Ainda assim, a forma como a empresa aborda o tema parece mais pé no chão. O CEO Michael Truell já afirmou que programar apenas por meio de prompts, sem lidar diretamente com o código, pode criar bases frágeis, com risco de aplicações “desmoronarem” ao longo do tempo.

No começo, a Cursor dependeu fortemente dos modelos de IA da Anthropic, empresa responsável pelo Claude.

Por que Musk comprou a Cursor?

Ilustração sobre a Space X e Elon Musk
SpaceX comprou a xAI, que comprou a Cursor (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A xAI quer competir com OpenAI, Anthropic e Google em um dos mercados mais disputados da inteligência artificial: as ferramentas voltadas para desenvolvedores.

As empresas de IA passaram a enxergar a programação assistida por inteligência artificial como uma aplicação promissora para justificar os investimentos. Ferramentas capazes de escrever, corrigir e revisar código se tornaram um caminho aparentemente mais sólido para monetização dos modelos generativos.

A startup de Elon Musk já tem o chatbot Grok, que conseguiu crescer entre os usuários, principalmente após sua integração à rede social X, mas ainda não tinha uma presença forte no mercado de programação.

É uma movimentação que segue uma tendência do setor: a OpenAI já trabalha para integrar o ChatGPT com o Codex, sua plataforma voltada para programação.

Com a compra da Cursor, a SpaceX e a xAI passam a controlar uma das ferramentas de programação por IA mais populares do mercado, além de incorporar uma base relevante de desenvolvedores e a tecnologia criada pela equipe de Truell.

O que é a Cursor, empresa de IA adquirida por Elon Musk

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Startup responsável pelo popular editor de código com IA foi comprada por US$ 60 bilhões e passa a integrar o ecossistema da xAI e SpaceX.

Musk gastou US$ 60 bilhões para comprar a Cursor de Michael Truell (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Saiba como a SpaceX e Elon Musk revolucionaram a indústria aeroespacial com os foguetes reutilizáveis (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

IA militar já é usada por 1,5 milhão de funcionários nos EUA

17 de Junho de 2026, 11:09
Tela do sistema GenAI.mil no computador, com texto “GenAI.mil” e interface do Pentágono
GenAI.mil é a plataforma de IA generativa do Pentágono (imagem: reprodução/Army National Guard)
Resumo
  • O Departamento de Defesa dos EUA tem 1,5 milhão de funcionários usando a IA militar GenAImil diariamente.
  • A plataforma, integrada ao Google Gemini, agiliza o fluxo de trabalho e permite que as equipes automatizem tarefas burocráticas.
  • O uso da IA resultou na redução de tempo para elaboração de relatórios anuais de prestação de contas, de 200 horas para apenas cinco horas.

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos (DoD) vem registrando um aumento acelerado no uso de inteligência artificial generativa. Segundo o diretor de tecnologia do Pentágono, Emil Michael, o sistema GenAI.mil, lançado em dezembro de 2025, já é utilizado diariamente por cerca de 1,5 milhão de funcionários.

O cenário atual reverte a baixa adoção inicial. Há seis meses, apenas cerca de 80 mil usuários utilizavam o sistema, muito pouco perto dos 3,5 milhões de funcionários no departamento.

De acordo com o Business Insider, o salto recente foi impulsionado pela integração ao modelo Google Gemini para agilizar o fluxo de trabalho e eliminar o que seriam processos monótonos.

O que a IA do Pentágono pode fazer?

Na prática, o GenAI.mil opera como um assistente focado em produtividade. A ferramenta permite que as equipes automatizem burocracia pesada com comandos simples. As tarefas delegadas à IA vão desde a redação de descrições de cargos até a análise de grandes volumes de informações.

Um exemplo é a elaboração de relatórios anuais de prestação de contas para o Congresso americano. O que antes demandava cerca de 200 horas de trabalho manual de uma equipe inteira agora é concluído em apenas cinco horas, já que o sistema consegue varrer o banco de documentos e compilar o material rapidamente, liberando os profissionais para outras atividades estratégicas.

Imagem mostra o logo do Gemini ao centro. O fundo é levemente colorido, nas cores do Google: azul, verde, amarelo e vermelho
Integração com Google Gemini impulsionou a adesão da ferramenta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A virada de chave

A transição para a marca de 1,5 milhão de usuários ativos diários exigiu mudanças na cultura interna. No início, as pessoas simplesmente ignoravam o GenAI.mil por não entenderem a sua finalidade.

Para quebrar essa resistência, o Pentágono aliou o motor do Gemini a um trabalho educativo, passando a divulgar estudos que mostravam como funcionários já estavam poupando horas de expediente com a plataforma. Essa disseminação de exemplos práticos, somada à familiaridade das pessoas com a IA no dia a dia fora dos escritórios, facilitou a aceitação.

Além de ganhar espaço nos setores administrativos, o DoD também estuda a expansão da tecnologia para áreas de logística e de combate. O órgão reconhece que eventuais conflitos futuros exigirão um processamento de dados ultrarrápido, mas reforça o discurso de que a supervisão humana continuará sendo fundamental.

Para sustentar esse avanço, o orçamento para o ano fiscal de 2027 já prevê o investimento de bilhões de dólares em infraestrutura e IA de última geração.

IA militar já é usada por 1,5 milhão de funcionários nos EUA

Google Gemini (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Universitários abandonam discurso de Sundar Pichai em protesto contra IA

16 de Junho de 2026, 16:51
O executivo Sundar Pichai, homem de pele retinta clara, óculos e barba grisalha aparada, fala ao microfone atrás de um púlpito de madeira. Ele veste uma beca de formatura preta com detalhes em laranja e vermelho nos ombros.
Sundar Pichai foi vaiado em Stanford (foto: reprodução/YouTube)
Resumo
  • Estudantes abandonaram o discurso de Sundar Pichai em protesto contra IA.
  • O CEO do Google foi vaiado durante a cerimônia de formatura na Universidade Stanford.
  • A manifestação criticava os contratos do Google com governos, especialmente os que envolvem inteligência artificial.

Dezenas de estudantes da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, abandonaram a cerimônia de formatura no momento em que o CEO do Google, Sundar Pichai, foi chamado ao palco para discursar. O protesto criticava os contratos entre a empresa e governos, especialmente os que envolvem inteligência artificial.

Segundo a BBC, parte dos estudantes carregava cartazes com mensagens críticas direcionadas à atuação do Google no momento em que se retiraram, incluindo frases como “ICE espiona com a IA do Google”, em referência ao órgão de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos.

BREAKING: Stanford University graduates staged a walkout during Google CEO Sundar Pichai’s keynote address at commencement Sunday.

The walkout was organized by Students for Justice in Palestine and No Tech for Apartheid as a protest against Google’s contracts with the IDF, Dept.… pic.twitter.com/j2SI2dtwLC

— BreakThrough News (@BTnewsroom) June 14, 2026

O boicote envolveu cerca de 200 alunos e foi incentivado e organizado pelo grupo estudantil Stanford Students for Justice in Palestine (SJP), de acordo com o veículo de imprensa local SFGate.

O evento seguiu normalmente enquanto havia o protesto, com Pichai desviando de temas políticos — ainda que tenha reconhecido o “tempo difícil em que a turma estaria se formando”.

“Toda geração enfrentou dificuldades à sua maneira. Nós não escolhemos o mundo em que nos graduamos, mas podemos escolher como enquadramos as circunstâncias”, afirmou durante o discurso.

Onda de protestos contra IA

Pichai, que é ex-aluno da universidade, também disse ter recebido conselhos do que não falar, fazendo um trocadilho com o próprio nome. “As pessoas pensaram que seria muito difícil para mim. Afinal, são as duas últimas letras do meu sobrenome”, declarou, em referência à sigla AI (inteligência artificial, em inglês).

Indiretamente, ele se referia às vaias sofridas por outras personalidades da indústria da tecnologia que mencionam a IA de forma positiva durante discursos de formatura. Embora o caso de Pichai também envolva contextos geopolíticos, a menção geral às ferramentas de IA tem gerado hostilidade pelos estudantes.

Recentemente, o ex-CEO do Google, Eric Schmidt, também foi vaiado por estudantes durante a colação de grau da Universidade do Arizona. O público protestou quando ele comparou o atual boom da IA à ascensão dos PCs há 40 anos. Na fala que gerou a vaia, Schmidt falava sobre a presença da tecnologia em praticamente todos os âmbitos da vida pessoal e profissional.

Executivos reenquadram frustração dos alunos

Silhueta de uma mão escura, vinda do canto esquerdo inferior, com o dedo indicador estendido em direção a três telas flutuantes e brilhantes.
Inteligência artificial virou concorrente para recém-formados (imagem ilustrativa: Max Pixel)

Há poucos dias, o presidente da Microsoft, Brad Smith, alertou líderes do setor a não menosprezarem as manifestações estudantis. Segundo ele, os mais jovens sentem-se ameaçados antes de poderem se desenvolver, enfrentando a IA como uma concorrente no mercado de trabalho.

“Estudantes e formandos reconhecem os benefícios da IA. Mas querem que ela permaneça em seu devido lugar”, disse. Anteriormente, Steve Wozniak, ex-Apple, evitou a mesma reação dos executivos do Google seguindo outro ponto de vista: durante um discurso, ele preferiu reforçar as vantagens da criatividade humana sobre a IA e recebeu aplausos.

A revolta dos formandos estadunidenses segue uma série de cortes em empresas de tecnologia com o objetivo declarado de priorizar investimentos em IA, mesmo em momento de alta lucratividade no setor.

A própria Microsoft implementou, neste ano, um programa de desligamento voluntário com potencial de atingir cerca de 8.750 funcionários. Enquanto isso, investe na construção de data centers, inclusive fora dos Estados Unidos.

Universitários abandonam discurso de Sundar Pichai em protesto contra IA

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CEO do Google foi vaiado em formatura na Universidade Stanford. Manifestação constestou contratos da empresa com o governo dos Estados Unidos.

Sundar Pichai foi vaiado em Stanford (foto: reprodução/YouTube)

Inteligência artificial (imagem ilustrativa: Max Pixel)

Relatório sobre IA tinha erros cometidos por IA

16 de Junho de 2026, 10:58
Sede da KPMG. Imagem mostra um prédio com a sigla “KPMG” no topo.
KPMG foi fundada em 1987 e é uma das maiores consultorias do mundo (foto: Juan Sebastian Vasquez/Pexels)
Resumo
  • A consultoria KPMG retirou do ar um relatório sobre IA após a descoberta de que o documento continha informações falsas geradas por IA.
  • O arquivo atríbuia projetos de IA a organizações como o banco suíço UBS e o Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido.
  • Segundo o Financial Times, a KPMG comunicou que removeu o estudo de seus sites enquanto investiga as circunstâncias da publicação.

A consultoria holandesa KPMG retirou de circulação um relatório sobre inteligência artificial após a descoberta de que o próprio documento continha alucinações geradas por IA. O estudo sobre os benefícios da tecnologia apresentava exemplos que nunca existiram.

O relatório, intitulado “Redefinindo a excelência na era da IA agêntica”, analisava a adoção da IA por empresas ao redor do mundo. No entanto, o documento dizia que organizações como o banco suíço UBS, o Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS) e as Ferrovias Federais Suíças (SBB) já aplicavam serviços de IA na sua rotina.

Segundo o Financial Times, as informações eram totalmente falsas ou exageradas. Em um dos exemplos, a KPMG afirmava que o UBS utilizava agentes de IA para consultoria de investimentos, gestão de riscos e monitoramento regulatório. O banco afirmou que a descrição era “factualmente incorreta”.

Em outros trechos, de acordo com o jornal britânico, as alegações pareciam ter sido construídas a partir de comunicados reais, mas citavam funcionalidades e aplicações de IA que nunca foram anunciadas por essas organizações.

Em primeiro plano, um aperto de mãos entre uma mão robótica prateada, à esquerda, e uma mão humana, à direita. O robô possui dedos articulados com detalhes metálicos e pretos. O humano veste um paletó escuro. Ao fundo, uma mulher de cabelos castanhos e blusa clara está sentada à mesa, desfocada, observando a cena. O ambiente é um escritório moderno com janelas amplas e vista para prédios. No canto inferior direito, lê-se a logomarca "tecnoblog" em branco.
Estudo continha alucinações de IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

As inconsistências foram identificadas pela GPTZero, empresa especializada em detecção de conteúdo gerado por inteligência artificial. Segundo os pesquisadores, os exemplos apresentavam características típicas de alucinações de modelos de IA.

Ao Financial Times, a KPMG informou que removeu o estudo de seus sites enquanto investiga as circunstâncias da publicação.

“Esperamos que todos os nossos funcionários sigam nossas diretrizes sobre o uso responsável da IA, incluindo supervisão humana para validar o conteúdo e verificar fontes independentes”, afirmou um porta-voz da consultoria.

Caso parecido já aconteceu antes

O episódio se soma a uma lista curiosa. No final do ano passado, a famosa consultoria Deloitte passou pela mesma situação – duas vezes. 

Em outubro, a Deloitte abriu mão de parte do pagamento recebido do governo australiano após identificar que um relatório entregue pela consultoria continha erros de IA, incluindo citações, referências e fontes que não existiam.

Um mês depois, em novembro, a empresa entregou um relatório com citações e estudos acadêmicos que não existem ao setor público do Canadá.

Relatório sobre IA tinha erros cometidos por IA

Inteligência artificial se tornou concorrente para muitos profissionais (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Meta exige que funcionários economizem tokens, após gasto bilionário

15 de Junho de 2026, 15:16
Arte com a logomarca da Meta à esquerda e o rosto de Mark Zuckerberg à direita. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Meta estaria implementando rastreamento de consumo de tokens (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Meta estaria desenvolvendo um sistema para monitorar e controlar o uso interno de inteligência artificial.
  • O motivo seria o rápido crescimento do uso da tecnologia e os altos custos associados.
  • Segundo o The Information, o sistema deve mostrar dados de uso e custos de IA em tempo real, além de enviar alertas automáticos para equipes.

A Meta pode ser mais uma grande empresa a pisar no freio com a inteligência artificial internamente, e estaria preparando um sistema para monitor gastos de funcionários no trabalho. A medida seria uma tentativa da dona do Instagram de controlar uma conta que pode chegar a bilhões de dólares neste ano.

Segundo um memorando obtido pelo site The Information, em resposta ao crescimento rápido do uso da tecnologia internamente — que estaria desbalanceado os custos por equipe —, a Meta pretende criar uma plataforma de rastreamento de consumo de tokens, chamada AI Gateway.

O documento, que teria sido compartilhado com cerca de 6 mil funcionários no início da semana passada, indica que o AI Gateway mostra dados de uso e custos de IA em tempo real e enviará alertas automáticos quando uma equipe registrar um pico incomum de consumo.

A Meta também planeja criar limites baseados no uso individual de cada funcionário, segundo o portal. Até 2027, a distribuição de recursos de IA dentro da empresa deve passar a seguir um orçamento mais rígido, com regras prévias de alocação.

Funcionários deverão usar ferramenta própria

Arte com a logomarca da Meta ao centro e o rosto de Mark Zuckerberg abaixo. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Empresa foca em uso de plataforma proprietária (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O controle também afetaria a rotina de desenvolvedores. De acordo com o The Information, o memorando desencoraja o uso de ferramentas de IA de terceiros para escrever código.

A recomendação seria priorizar o MetaCode, assistente interno de programação da Meta anteriormente conhecimento como Devmate. Sabe-se que a plataforma combinava modelos da própria empresa, como a família Llama, com modelos externos, incluindo os da Anthropic e OpenAI.

A iniciativa não é nova entre as big techs. Semanas atrás, a Microsoft também voltou atrás no uso do Claude Code, da Anthropic, e cancelou licenças da IA para funcionários. A plataforma havia sido integrada cerca de seis meses antes e teria sido bem recebida por desenvolvedores, que agora serão redirecionados ao GitHub Copilot CLI, da própria Microsoft.

Descontrole vira preocupação nas big techs

O movimento da Meta ocorre num momento em que várias outras empresas repensam os gastos com IA internamente. Na Amazon, por exemplo, um painel interno que acompanhava o consumo de IA foi encerrado depois que funcionários passaram a executar tarefas apenas para subir em um ranking.

Enquanto isso, a Uber teria consumido, em apenas quatro meses, todo o orçamento anual de IA previsto para 2026, impulsionada pelo uso intenso de tokens por engenheiros. Segundo o Business Insider, o diretor de operações Andrew Macdonald também afirmou que ainda não viu melhorias diretamente ligadas ao aumento dos gastos com IA.

Amazon, Meta e Microsoft estão entre as big techs que, juntas, devem emitir cerca de US$ 570 milhões (aproximadamente R$ 2,9 bilhões) em dívidas neste ano pelo investimento em data centers para IA. De acordo com o Financial Times, a cobrança pelo uso da tecnologia internamente seria uma forma da indústria justificar esses investimentos.

Meta exige que funcionários economizem tokens, após gasto bilionário

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Linus Torvalds lança Linux 7.1 após transtornos com IA; veja as novidades

15 de Junho de 2026, 12:07
Notebook exibindo o mascote do Linux, o pinguim Tux
Linus Torvalds lança Linux 7.1 após transtornos com IA; veja as novidades (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Linux 7.1 foi lançado após desenvolvedores enfrentarem problemas com ferramentas de IA gerando notificações de bugs irrelevantes;
  • nova versão do kernel traz novo driver para sistema de arquivos NTFS, com suporte completo a operações de leitura e escrita de dados;
  • Linux 7.1 também inclui suporte oficial ao Intel FRED, recurso que otimiza forma como processador lida com interrupções e chamadas de sistema.

Os desenvolvedores tiveram alguns problemas com a inteligência artificial, mas, no fim das contas, deu tudo certo: a versão final do kernel Linux 7.1 foi lançada. O anúncio foi feito no último domingo (14/06) por Linus Torvalds, como manda a tradição. Entre as novidades estão um novo driver para o sistema de arquivos NTFS e suporte oficial ao Intel FRED (você já irá descobrir o que é isso).

Na mensagem em que anuncia o Linux 7.1 (disponível na íntegra no fim do texto), Torvalds até cogitou adiar o lançamento da versão em uma semana, não necessariamente por conta dos problemas com a IA, mas por ele estar com uma agenda irregular.

Quais são os tais problemas? Os desenvolvedores do kernel receberam muitas notificações de bugs geradas por ferramentas de IA. Contudo, grande parte delas era irrelevante por corresponder a falhas já conhecidas, com baixa prioridade ou até já solucionadas.

Foram tantos relatórios de bugs para serem checados desnecessariamente que os desenvolvedores ficaram sobrecarregados. Torvalds chegou a pedir moderação sobre o uso de ferramentas de IA na caça a bugs. Parece que o apelo (ou “bronca”) deu certo, afinal, o kernel saiu dentro do prazo previsto.

O que o kernel Linux 7.1 tem de novo?

O próprio Linus Torvalds destacou que esta versão traz, principalmente, “várias atualizações menores de drivers”. Pois bem, uma delas envolve o sistema de arquivos NTFS, que agora passa a contar com um driver que oferece suporte completo a operações de escrita e leitura de dados e é mais bem integrado ao kernel, favorecendo o aspecto do desempenho.

Neste ponto, talvez você se pergunte: “mas driver não é só para hardware?”. Nem sempre. Um driver pode ser entendido como um conjunto de instruções que “ensinam” o sistema operacional a lidar com determinado componente. Esse componente pode ser de hardware, ou, a exemplo do NTFS, de software.

E aí chegamos à outra novidade destacada para o Linux 7.1: o Intel FRED (Flexible Return and Event Delivery — algo como “Entrega Flexível de Eventos e Retorno”). Trata-se de um recurso que otimiza a forma como o processador lida com interrupções, chamadas de sistemas e afins.

Na prática, o Intel FRED tende a melhorar o desempenho de chips Intel Panther em distribuições Linux, o mesmo valendo para as futuras CPUs da companhia (afinal, a tecnologia Intel FRED é direcionada a processadores modernos). O Intel FRED já havia sido introduzido no kernel, mas, na versão 7.1, passa a ser ativado por padrão em chips compatíveis.

Entre as demais novidades estão:

  • suporte melhorado para GPUs Intel Arc Battlemage;
  • suporte melhorado para chips gráficos AMD Radeon mais antigos;
  • otimização de drivers para USB e Thunderbolt;
  • conjunto de pequenas melhorias para sistemas de arquivos como EXT4 e F2FS.
Linus Torvalds e Linus Sebastian
Linus Torvalds e Linus Sebastian (imagem: YouTube/Linus Tech Tips)

Íntegra do anúncio de Linus Torvalds

Abaixo está o anúncio de Torvalds sobre o Linux 7.1:

Então, no meu fuso horário de origem ainda é apenas domingo de manhã, mas onde estou agora já é domingo à tarde, então estou fazendo o lançamento da versão 7.1 no horário habitual — só não no fuso horário habitual.

Isso obviamente significa que a janela de integração (merge window) começa amanhã, mas até lá estarei em mais um fuso horário diferente, então os horários ficarão um pouco irregulares.

Normalmente tento concentrar a maior parte do trabalho no início da janela de integração e fazer o máximo possível nos primeiros dias. Desta vez, não tenho certeza de que isso funcionará, considerando meu notebook e alguns voos longos sem acesso à internet. Mas garanti que já baixei (fetched) os pedidos de integração (pull requests) iniciais (obrigado — vocês sabem quem são), então poderei processar parte deles mesmo estando offline.

De qualquer forma, deixando de lado possíveis pequenos contratempos na janela de integração, a novidade de hoje é a versão 7.1. Abaixo está o resumo (shortlog) da última semana. Nada particularmente interessante ou preocupante se destaca, exatamente como deveria ser.

Trata-se principalmente de várias atualizações menores de drivers (GPU, rede, áudio e outros), além de algumas correções nas ferramentas de rede e rastreamento (tracing). E mudanças aleatórias de menor porte em outras áreas.

Continuem testando [o kernel], apesar de ele já ter sido lançado, e peço desculpas antecipadamente se minha velocidade de processamento durante a janela de integração ficar um pouco imprevisível nos próximos dias. Cheguei a considerar estender este ciclo de lançamento por mais uma semana, mas decidi que não valia a pena. Talvez eu venha a me arrepender dessa decisão.

Linus Torvalds

Como obter o kernel Linux 7.1?

O kernel é o núcleo do sistema operacional, logo, não pode ser atualizado como se fosse um simples aplicativo. Por esse motivo, convém esperar que a sua distribuição Linux lance uma nova versão do sistema que traga o kernel 7.1.

Mas, para quem já sabe como compilar o kernel, o Linux 7.1 pode ser baixado via site oficial.

Linus Torvalds lança Linux 7.1 após transtornos com IA; veja as novidades

Notebooks com Panther Lake da Intel já tem suporte ao Linux (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Linus Torvalds e Linus Sebastian (imagem: YouTube/Linus Tech Tips)

Rio lança modelo de IA, sofre críticas e admite erro

15 de Junho de 2026, 10:45
Modelo da prefeitura do Rio mistura Nex e Qwen (ilustração via IA: Thássius Veloso/Tecnoblog)

A prefeitura do Rio de Janeiro está envolvida numa polêmica tecnológica internacional desde a sexta-feira, quando anunciou o lançamento do modelo de inteligência artificial Rio 3.5 Open, com 397 bilhões de parâmetros. A novidade ganhou as discussões na web por supostamente superar outros modelos de referência. No entanto, a própria prefeitura admitiu que se trata da reutilização de modelos já existentes, o que levou a muitas críticas.

Entenda o caso

O IplanRio é a empresa pública carioca de informática. Ela atua no desenvolvimento de várias soluções e plataformas que atendem às necessidades dos moradores da cidade. Mais recentemente, o IplanRio decidiu entrar no campo da inteligência artificial generativa, desenvolvendo uma família de modelos de linguagem de grande porte batizada de Rio Open, construída a partir de modelos de código aberto. A iniciativa foi apresentada pela primeira vez em abril, durante o III Ciclo do Sandbox.Rio, projeto da prefeitura para testar tecnologias emergentes.

A organização soltou o modelo Rio 3.5 Open na última sexta-feira (12/06), com a ideia de oferecer uma solução de IA de uso público, com licença permissiva MIT, que pudesse ser utilizada por outros órgãos de governo e pesquisadores. Isso reduziria a dependência de plataformas privadas e colocaria o debate de soberania tecnológica no âmbito municipal. O projeto teve o custo total de R$ 500 mil, segundo informado pelo município.

A partir daí, os entendidos e entusiastas começaram a conversar nas redes sociais – em especial o X – sobre o que estava por trás do modelo. Como ele conseguia resultados tão robustos em benchmarks como o IMOAnswerBench, superando o Qwen, modelo da Alibaba que serviu de base para o projeto, entre outros?

A polêmica da cópia

Por ser um modelo aberto, qualquer um pode rodá-lo em sua máquina para fazer averiguações independentes. Foi exatamente este o procedimento adotado por vários usuários, que perceberam, por exemplo, que o Rio 3.5 Open que dizia ser o “Nex, da Nex-AGI” quando eram retirados os system prompts. Estas instruções ficavam embutidas no modelo e forçavam que ele se identificasse como “Rio”, além de adotar a identidade da prefeitura. Sem esse disfarce, o modelo revelava sua verdadeira origem.

Aqui é preciso compreender que, como o Nex-N2-Pro e o Qwen3.5-397B foram publicados sob licença de código aberto, qualquer um pode modificá-los e reutilizá-los como quiser. Faz parte do jogo. O problema estaria na falta dos devidos créditos.

The Rio 3.5 model broke the internet this week. The plot twist? It’s essentially our open-source model, Nex N2 Pro, wearing a different hat.

🤯 We analyzed the weights, and the recipe is exact: Rio 3.5 ≈ 0.6 * Nex N2 Pro + 0.4 * Qwen 3.5

It even literally introduces itself… pic.twitter.com/yHRRu37aut

— Nex (@NexEcosystem) June 14, 2026

Além disso, a prefeitura do Rio disse que havia feito o método de destilação. Na realidade, porém, as investigações na web mostram que foi publicado apenas um merge bruto, uma mistura matemática dos dois modelos, sem qualquer treinamento adicional.

Pesquisadores abriram os pesos do modelo camada por camada. Eles encontraram uma colinearidade de 0,99 com uma combinação fixa de 60% Nex e 40% Qwen em todas as camadas analisadas. Esse padrão é matematicamente impossível de ocorrer por coincidência em um modelo que passou por treinamento real.

Prefeitura pede desculpas

IplanRio pede desculpas (imagem: Tecnoblog)

Ao longo do domingo, a página do modelo no Hugging Face ganhou uma nova descrição. Ela assumia o merge feito por meio de operações matemáticas simples, sem treinamento do zero. O trabalho da equipe do IplanRio teria sido o de aplicar, sobre esse merge, uma técnica chamada On-Policy Distillation, em que o modelo combinado aprende a imitar as respostas de um modelo ainda mais potente.

O problema é que, segundo a própria prefeitura, o arquivo publicado era uma versão intermediária (o merge sem a destilação). Com base nas informações disponíveis até o momento, não é possível confirmar se essa etapa de distilação chegou a ser concluída ou se nunca existiu de fato.

O IplanRio pediu desculpas pela confusão na mesma página. O Tecnoblog apurou que a empresa identificou um erro humano ao subir um arquivo antes da hora. No momento, os técnicos estão preparando o envio da nova versão do modelo para repositórios como Hugging Face e GitHub.

O que diz o Iplan?

Confira a resposta na íntegra recebida pelo Tecnoblog em 16/06 às 9h15.

“A IplanRio reitera que o ecossistema global de inteligência artificial baseia-se fundamentalmente na colaboração e no código aberto (open source). O desenvolvimento do projeto Rio 3.5 utiliza a técnica de fusão de pesos (model merge), combinando as arquiteturas públicas do Qwen 3.5 (Alibaba) e do Nex-N2 Pro (Nex-AGI). Ambas as tecnologias são regidas por licenças abertas que autorizam, incentivam e têm como propósito a modificação e o aprimoramento por terceiros. Essa abordagem foi escolhida pela instituição justamente por sua alta eficiência e responsabilidade fiscal, permitindo entregar resultados robustos com baixo custo de processamento computacional para o município.

O cronograma do projeto previa que, após a composição inicial das arquiteturas abertas, o modelo passasse por um processo de pós-treinamento e refinamento nativo (on-policy distillation) conduzido pela equipe técnica, para sua devida customização à realidade do município. Contudo, devido a uma falha humana e estritamente operacional durante a etapa de publicação na plataforma Hugging Face, foram subidos os arquivos de testes da fusão preliminar dos modelos, em vez da versão final refinada. Esse erro material fez com que o modelo temporariamente disponibilizado respondesse com traços da base de dados original da Nex-AGI.

Assim que a inconsistência foi identificada pela comunidade de pesquisadores — cujo escrutínio e colaboração são pilares que a IplanRio apoia e incentiva —, a instituição agiu de forma imediata e transparente. 

O arquivo descritivo (README) do projeto foi atualizado prontamente para dar o devido crédito e a atribuição transparente ao modelo Nex-N2 Pro, corrigindo a omissão inicial.

Os fluxos internos de governança e publicação foram revisados para auditoria e compliance da infraestrutura de dados e a a equipe técnica já trabalha no upload da versão final, processada pelas diretrizes e dados específicos da Prefeitura do Rio.

A IplanRio reafirma seu compromisso com a inovação tecnológica na gestão pública, pautada pela transparência e pelo estrito respeito às normas da comunidade global de software livre. O Rio 3.5 segue sua trajetória para se tornar uma ferramenta pioneira de eficiência e atendimento ao cidadão carioca.

Mais do que uma inovação técnica, o Rio 3.5 foi concebido para gerar retornos práticos e diretos para a gestão pública do Rio de Janeiro. Ao desenvolver uma inteligência artificial baseada em código aberto, o município assegura sua soberania tecnológica e garante total independência de fornecedores internacionais de software proprietário, eliminando a dependência de licenças caras pagas em moeda estrangeira. Na prática, essa tecnologia será aplicada diretamente na melhoria e agilização dos serviços públicos oferecidos ao cidadão carioca — como a otimização dos sistemas de atendimento, triagem de chamados de zeladoria e suporte à saúde —, promovendo uma severa redução de custos operacionais para a máquina pública.”

Rio lança modelo de IA, sofre críticas e admite erro

Modelo da prefeitura do Rio mistura Nex e Qwen (ilustração via IA: Thássius Veloso/Tecnoblog)

IplanRio pede desculpas (imagem: Tecnoblog)

Claude Fable 5: EUA barram modelo da Anthropic por segurança nacional

14 de Junho de 2026, 09:47
Robô em terno azul preso a correntes, sentado à mesa de escritório com livros ao fundo
Fable 5 foi desativado após ordem dos Estados Unidos (ilustração via IA: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • O governo dos EUA determinou restrições aos modelos de IA Fable 5 e Mythos 5, da Anthropic, alegando preocupações com a segurança nacional.
  • A decisão foi justificada por uma demonstração técnica que mostrou um método para burlar os protocolos de segurança do Fable 5, permitindo a identificação de falhas ocultas em softwares que poderiam ser usadas para ataques cibernéticos.
  • A Anthropic contestou a medida, considerando-a “desproporcional”, e iniciou um processo de reembolso para os assinantes afetados, enquanto busca resolver a questão com o governo.

O governo dos Estados Unidos tomou uma decisão drástica e sem precedentes na indústria americana de IA: aplicou uma sanção contra os modelos Fable 5 e Mythos 5. Em teoria, trata-se de um controle de exportação, mesmo mecanismo aplicado aos chips mais poderosos da Nvidia, por exemplo. Na prática, a Anthropic realizou o bloqueio total das ferramentas para todos os usuários. A medida está em vigor há quase 48 horas.

O Departamento de Comércio americano justificou a decisão com alegações de proteção à segurança nacional. Já a Anthropic classificou a imposição como “desproporcional”.

Por que os EUA estão preocupados?

A raiz do bloqueio foi uma demonstração técnica que chegou às mãos de autoridades americanas. De acordo com relatos da imprensa internacional, a Amazon teria documentado um método capaz de burlar os protocolos de segurança do Fable 5. Seria uma espécie de jailbreak.

Esta instrução forçava o modelo a ler códigos-fonte de terceiros e a identificar falhas ocultas em softwares. Considerando o potencial uso dessas informações para facilitar ataques cibernéticos em grande escala, a ordem inicial era barrar imediatamente o acesso aos sistemas por qualquer cidadão estrangeiro, tanto dentro quanto fora do território estadunidense.

Fable 5 está “atualmente indisponível” no Brasil (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

No entanto, como a Anthropic não possui meios técnicos de verificar a nacionalidade de cada usuário conectado em tempo real, a única alternativa legal para cumprir a determinação do governo foi desligar os serviços globalmente, cortando o acesso de centenas de milhares de clientes.

Diferença entre os modelos suspensos

O Mythos 5, apresentado em abril, é a IA mais poderosa da Anthropic. Justamente por sua habilidade de encontrar vulnerabilidades em sistemas operacionais e navegadores, ele nunca foi liberado ao público geral. Em vez disso, operava sob um programa fechado, disponibilizado apenas para organizações como Apple, Google, Microsoft e CrowdStrike para uso em projetos de cibersegurança defensiva.

Já o Fable 5 foi lançado na última semana como a grande aposta comercial da Anthropic para o consumidor final. Trata-se de uma versão adaptada do Mythos com filtros de proteção para bloquear respostas em áreas de alto risco, como a criação de malware. Testes de benchmark realizados no mercado o classificaram como o modelo de IA mais avançado disponível ao público até o momento da suspensão. Modelos de gerações anteriores, como o Opus 4.8, Sonnet e Haiku, seguem operando normalmente.

Usuários foram pegos de surpresa com o bloqueio do Fable 5 dias após o lançamento (imagem: reprodução)

O que diz a Anthropic?

Apesar de obedecer à determinação legal, a empresa demonstrou frustração. Em um longo comunicado, um dos argumentos defendidos foi de que a capacidade de ler códigos e apontar falhas já é uma realidade na indústria e existe em modelos concorrentes, como o GPT-5.5 da OpenAI.

A remoção repentina gerou um caos no atendimento ao cliente. Clientes que haviam comprado assinaturas dos planos premium (Pro, Max, Team e Enterprise) para testar a nova IA agora exigem a devolução do dinheiro. A Anthropic iniciou um processo de reembolso válido até o fim de junho, mas o caminho esbarra em burocracias. A solicitação deve ser feita pelo navegador no PC. Além disso, quem assinou o serviço pelo iOS precisa resolver a questão com a Apple.

Por fim, a Anthropic afirmou que busca esclarecer o mal-entendido com o governo para restaurar o acesso o mais rápido possível.

Até o momento, não há nenhuma previsão para que o Fable e o Mythos sejam novamente disponibilizados ao público.

Assunto repercute no mundo

Duas pessoas em uma entrevista ao vivo, com a convidada sentada e a palestrante falando em um palco com luzes vermelhas
Henna Virkkunen foi entrevistada no Web Summit Rio (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Diversas nações estão acompanhando a medida dos Estados Unidos com atenção, num momento de ebulição das questões geopolíticas na inteligência artificial. Enquanto os americanos e chineses disputam pelo desenvolvimento dos modelos mais poderosos, o restante do planeta se pergunta como manter-se atualizado com a IA, criar ferramentas locais e garantir a soberania digital.

O ex-ministro do interior da França Bruno Retailleau disse que o bloqueio é “um sinal de alerta” na corrida da IA. “Uma nação que depende de outras para sua tecnologia é uma nação que pode ser desconectada do dia para a noite”, declarou o político, que já se colocou para a eleição presidencial de 2027.

Outras lideranças políticas da França e da Inglaterra tiveram falas similares.

Não custa lembrar: na semana passada, a vice-presidente executiva da Comissão Europeia para Soberania Tecnológica, Segurança e Democracia, Henna Virkkunen, defendeu a construção de alianças fora do eixo EUA-China. Ela criticou a dependência de tecnologias externas. Depois da entrevista durante o Web Summit Rio, Virkkunen viajou a Brasília e assinou um acordo com o governo brasileiro.

Claude Fable 5: EUA barram modelo da Anthropic por segurança nacional

Fable 5 foi desativado após ordem dos Estados Unidos (ilustração via IA: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Henna Virkkunen lidera projetos de soberania digital na UE (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Malware cita armas nucleares, engana IA e invade servidores

13 de Junho de 2026, 16:55
Ilustração que representa a detecção de ameaças digitais. O centro da imagem é dominado por uma janela de terminal de computador estilizada e uma lupa com cabo amarelo, que está focando em um inseto (bug) vermelho no centro da tela. O fundo é escuro, com códigos binários em roxo e diversas ilustrações de vírus biológicos flutuando, sugerindo o conceito de "vírus" e "malware". No canto inferior direito, o texto secundário em branco diz "tecnoblog".
O Hades burla varreduras para roubar credenciais e chaves de servidores (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O malware Hades utiliza técnica de injeção de prompt para invadir servidores, inserindo textos sobre armas nucleares para confundir IAs de segurança e roubar credenciais de acesso.
  • 37 pacotes Python e 106 pacotes JavaScript já foram contaminados.
  • Especialistas alertam que a prevenção depende de cuidados básicos de segurança cibernética, como checar a autoria dos arquivos e análise humana do código-fonte.

Engenheiros de software, cientistas de dados e desenvolvedores que trabalham com inteligência artificial estão na mira de uma nova ameaça cibernética chamada Hades. O golpe foca em plataformas onde os profissionais baixam pacotes de códigos para usar em projetos e usa uma técnica conhecida como injeção de prompt, que insere um texto no meio do código exigindo instruções para criar armas biológicas e nucleares.

O objetivo dessa tática é confundir as IAs que escaneiam o arquivo em busca de vírus. Quando um bot tenta ler o pedido sobre armas, ela trava por questões de segurança, e a verdadeira ameaça passa despercebida para o computador da vítima ou os servidores de uma empresa.

Como um texto sobre armas nucleares engana uma IA?

A resposta está nos filtros éticos integrados aos modelos de linguagem. Quando os hackers escondem o malware dentro do pacote que o desenvolvedor vai baixar, eles inserem um comentário de texto direcionado ao sistema de segurança exigindo um passo a passo para fabricar uma arma de destruição em massa.

Ao se deparar com o pedido proibido, o mecanismo da IA entra em ação na hora, travando e abortando a leitura do documento. Como a verificação para na metade, a parte final do código, que é onde o vírus está escondido, dribla a análise.

Se um desenvolvedor perguntar à IA se o pacote recém-baixado está livre de vírus, ele receberá um falso “sinal verde”, simplesmente porque o arquivo não foi examinado até o fim.

Ilustração de tipos de inteligência artificial, com robôs humanoides. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog" é exibido.
Scanners de segurança baseados em IA viraram alvo de cibercriminosos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O que o vírus rouba e como domina os servidores?

Enganar o antivírus de IA é apenas o primeiro passo. Segundo um relatório da plataforma de segurança Socket.dev, o alvo dos criminosos não é apenas o computador do funcionário que baixou o pacote infectado. Assim que se instala, o malware Hades vasculha a máquina do desenvolvedor atrás de credenciais de alto escalão, caçando chaves de acesso e senhas temporárias de servidores na nuvem, como os da AWS.

Com esses dados na mão, os invasores conseguem pular do computador de um único engenheiro para toda a infraestrutura de uma empresa.

Como se proteger?

Até agora, especialistas estimam que 37 pacotes Python e 106 pacotes JavaScript já foram contaminados por essa onda de ataques. Ainda assim, o sucesso do golpe depende de descuido humano. Embora os alvos sejam profissionais qualificados, muitos acabam esquecendo de regras básicas de segurança cibernética e baixam os arquivos sem checar quem o verdadeiro autor.

Para as equipes de segurança, a lição que fica é que a inteligência artificial não deve ser a única linha de defesa. Métodos tradicionais continuam sendo indispensáveis, como a análise humana do código-fonte e o teste do arquivo dentro de uma sandbox (ambiente virtual fechado e seguro que não coloca o computador real em risco).

Malware cita armas nucleares, engana IA e invade servidores

Entenda o conceito de malware e as diferentes formas de ameaças (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Inteligência artificial (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

“Brasil é um parceiro confiável”: Europa quer aliança para disputar corrida da IA

12 de Junho de 2026, 17:37
Duas pessoas em uma entrevista ao vivo, com a convidada sentada e a palestrante falando em um palco com luzes vermelhas
Henna Virkkunen lidera projetos de soberania digital na UE (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • A União Europeia quer o Brasil como parceiro na corrida tecnológica global de inteligência artificial, visando reduzir a dependência de big techs americanas e chinesas, segundo Henna Virkkunen, vice-presidente executiva da Comissão Europeia.
  • O Brasil agora faz parte de um seleto grupo de países com vínculo de parceria com a UE, ao lado de Canadá, Coreia do Sul, Japão e Singapura, com o objetivo de avançar na autonomia e reduzir a dependência de tecnologias estrangeiras para o desenvolvimento da inteligência artificial.
  • A UE está implementando medidas para aumentar sua soberania tecnológica, incluindo a criação de 19 fábricas de IA, com o objetivo de quintuplicar a capacidade computacional europeia em um ano, e alcançar 75% de adoção de IA nas empresas até 2030.

A União Europeia não esconde de ninguém que quer o Brasil (e tantos países quanto possível) ao seu lado na atual corrida tecnológica global, que foca na inteligência artificial. Nesta sexta-feira (12), o bloco assina uma parceria inédita no Palácio do Itamaraty, em Brasília. Ontem, durante o Web Summit Rio, uma de suas mais poderosas dirigentes explicou o que está por trás deste gesto.

Henna Virkkunen é vice-presidente executiva da Comissão Europeia para Soberania Tecnológica, Segurança e Democracia. Durante um bate-papo no palco principal, ela foi questionada sobre o que define um “parceiro confiável”, e citou o Brasil pelo nome. Virkkunen também mencionou o acordo recém-assinado com o Mercosul.

Euro-Office
Euro-Office: suíte de produtividade será adotada por vários governos (imagem: reprodução/Nextcloud)

As falas se deram em meio a uma discussão sobre soberania tecnológica e dependência de big techs americanas e chinesas. Para a dirigente, a União Europeia segue com a estratégia de construir alianças fora do eixo EUA-China. Um dos exemplos mais recentes na região é o lançamento do Euro-Office, pacote de produtividade de código aberto que será adotado, a nível governamental, em vários países.

Com o acordo, o Brasil passa a integrar um seleto grupo com apenas outros quatro países com esse tipo de vínculo: Canadá, Coreia do Sul, Japão e Singapura. O acordo prevê cooperação em IA, governança de dados, infraestrutura digital pública, identidade e assinaturas digitais, proteção de crianças no ambiente online e coordenação em fóruns multilaterais de governança da internet.

A parceria não surge do nada porque Brasil e UE vêm construindo essa aproximação digital há anos: em 2024 formalizaram um Diálogo sobre Economia Digital, e em fevereiro de 2025 aprovaram um plano de trabalho conjunto para 2025-2026 com foco em IA, governança de dados, conectividade e redes 6G. O acordo desta sexta eleva esse diálogo técnico a um compromisso político de alto nível. Os temas prioritários incluem regulação de inteligência artificial, computação de alto desempenho, governança de dados e assinaturas digitais.

Recado à Apple e investimento em IA

Demonstração da Siri AI no iOS 27 (imagem: reprodução)

No painel, Virkkunen também detalhou o pacote de soberania tecnológica apresentado pela UE na semana passada, com metas ambiciosas para reduzir a dependência europeia em chips, nuvem e software. Os principais pontos são os seguintes:

  • Apple e Siri na Europa: questionada sobre a decisão da Apple de não lançar a nova Siri AI no mercado europeu por causa da Lei de Mercados Digitais (DMA), Virkkunen foi direta: “não há nada na DMA que impeça a Apple de trazer seus novos produtos para a Europa — foi uma decisão deles”. A executiva defendeu que a exigência de interoperabilidade não significa abrir segredos de negócio, mas sim impedir que gigantes fechem o mercado para concorrentes.
  • Infraestrutura de IA: a UE está criando 19 fábricas de IA distribuídas pelo bloco. Em um ano, a promessa é de que a capacidade computacional europeia seja cinco vezes maior do que a atual. Ela ficará disponível para startups e pequenas empresas treinarem seus próprios modelos.
  • Adoção de IA nas empresas: apenas 20% das empresas europeias usam IA, segundo levantamento de 2025. A meta oficial do bloco é chegar a 75% até 2030. No entanto, a própria Virkkunen admitiu que o número é baixo: “talvez devêssemos ter uma meta ainda maior, porque acho que todos os negócios deveriam usar os benefícios da IA”.
  • AI Act e agentes de IA: diante da crítica de que a UE estaria regulando a tecnologia de ontem, Virkkunen defendeu que o AI Act já cobre agentes de IA, por serem tratados como parte da IA generativa. Essa categoria tem obrigações de avaliação e mitigação de riscos.

“Brasil é um parceiro confiável”: Europa quer aliança para disputar corrida da IA

Henna Virkkunen lidera projetos de soberania digital na UE (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O Euro-Office vem aí (imagem: reprodução/Nextcloud)

Demonstração da Siri AI no iOS 27 (imagem: reprodução)

Galaxy Tab S11 5G (256 GB) atinge menor preço do ano com 25% OFF na Amazon

12 de Junho de 2026, 15:47

Prós
  • Tela AMOLED Dinâmica 2x de 11″
  • Conectividade 5G
  • Bateria de 8.400 mAh
  • DeX com Modo Estendido
  • Inclui nova e capa-teclado
Contras
  • Carregador na caixa não é de 45 W
  • Sem conectividade a NFC
PIX Cupom
Participe dos canais de ofertas do Achados do TB

O Galaxy Tab S11 5G (256 GB) está disponível por R$ 5.631,12 no Pix usando o cupom GOLACO300 na Amazon. O tablet premium da Samsung com Galaxy AI e tela AMOLED, lançado por R$ 7.499, ficou 25% mais barato nesta oferta.

Galaxy Tab S11 5G tem tela de 120 Hz, suporte a redes móveis e ampla bateria

Galaxy Tab S11 (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Galaxy Tab S11 5G tem ampla tela AMOLED de 11 polegadas (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Com uma ampla área de trabalho, o Galaxy Tab S11 5G tem tela AMOLED Dinâmico 2X de 11 polegadas e taxa de atualização de 120 Hz. O painel com resolução 2560×1600 pixels, brilho máximo de 1.600 nits e recurso HDR10+ promete reproduzir com grande nível de detalhes.

Seguindo o padrão da linha, o tablet inclui a nova versão da caneta S Pen com recursos do Galaxy AI na caixa. Além de ajudar a realizar anotações ou desenhos manuais, o acessório permite acionar a IA para agilizar pesquisas ou solucionar problemas matemáticos em tela.

Outro atrativo do Galaxy Tab S11 5G é o suporte a redes móveis via chip SIM ou eSIM, ideal para quem precisar estar sempre conectado sem depender de rede Wi-Fi. Além disso, o modelo também conta com conexões Wi-Fi 6E e Bluetooth 5.4.

Galaxy Tab S11 (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Galaxy Tab S11 inclui a nova S Pen e capa com teclado na caixa (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Focado em alto desempenho e IA, o tablet premium da Samsung é equipado com o chipset MediaTek Dimensity 9400 combinado com 12 GB de RAM. Ele também tem 256 GB de armazenamento interno, mas a memória pode ser expandida para até 2 TB utilizando cartão MicroSD.

Para otimizar a produtividade, o recurso Samsung Dex oferece uma experiência de desktop ao conectar o aparelho a um monitor. O modelo ainda conta com uma câmera frontal de 12 MP, ideal para realizar videochamadas ou gravar vídeos em 4K.

Facilitando o transporte em bolsas e mochilas, o Galaxy Tab S11 5G (R$ 5.631,12 no Pix com o cupom GOLACO300) tem um design premium com corpo em Armor Alumínio e 5,5 mm de espessura. Já a bateria de 8.400 mAh garante autonomia de até 18 horas de reprodução de vídeo.

Aviso de ética: ao clicar em um link de afiliado, o preço não muda para você e recebemos uma comissão.

Galaxy Tab S11 5G (256 GB) atinge menor preço do ano com 25% OFF na Amazon

Galaxy Tab S11 (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Galaxy Tab S11 (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Acordem, diz presidente da Microsoft ao setor de IA

12 de Junho de 2026, 12:36
Brad Smith, presidente da Microsoft
Brad Smith, presidente da Microsoft (imagem: Stephen McCarthy/Flickr)
Resumo
  • presidente da Microsoft, Brad Smith, alertou setor de inteligência artificial sobre recentes protestos de estudantes universitários contra a IA;
  • segundo Smith, esses protestos refletem o medo dos jovens de que a IA substitua empregos, especialmente aqueles que exigem pouca ou nenhuma experiência, e querem que a IA seja usada de forma equilibrada;
  • Smith pede que líderes do setor ouçam manifestações e encontrem pontos de equilíbrio, refletindo sobre as percepções e impactos sociais da IA.

Brad Smith, presidente da Microsoft, publicou um extenso alerta sobre os recentes protestos de estudantes universitários contra a inteligência artificial. Para o executivo, os líderes do setor de tecnologia não podem desprezar essas manifestações, mas tampouco devem deixar de apostar na IA.

Os tais protestos dizem respeito às vaias que estudantes deram à IA em cerimônias de formatura realizadas recentemente. Em um desses episódios, Eric Schmidt, ex-CEO do Google, foi vaiado ao falar sobre os avanços da inteligência artificial para formandos da Universidade do Arizona.

Em seu texto, Smith dá a entender que essas manifestações não o surpreenderam. O executivo destacou que, nas últimas décadas, as gerações mais jovens lideraram a adoção de tecnologias digitais, mas agora, sentem-se ameaçadas antes mesmo de terem a chance de desenvolver o seu potencial.

Explica-se: é comum que recém-formados assumam cargos de iniciantes ou que demandam pouca ou nenhuma experiência; as automações proporcionadas pela IA tendem a substituir justamente esses tipos de emprego, ainda que funções que exijam mais habilidades também possam ser afetadas.

Smith também reconheceu que os jovens não são contrários à IA, mas ao uso desmedido desse tipo de tecnologia:

Estudantes e formandos reconhecem os benefícios da IA. Mas querem que a IA permaneça em seu devido lugar. Eles acreditam, com razão, no papel indispensável da ação humana.

Querem que o futuro seja determinado pelos humanos, que decidem o papel das máquinas, e não pelas máquinas, que decidem o papel dos humanos.

E querem que essas decisões reflitam a opinião de uma ampla comunidade, especialmente da próxima geração da força de trabalho, e não apenas de um pequeno grupo de elites.

Brad Smith, presidente da Microsoft

Ilustração com o texto "AI" ao centro. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog"é visível.
Líderes de tecnologia não podem ignorar protestos contra IA, diz Brad Smith (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O que Brad Smith sugere?

O presidente da Microsoft não apresentou nenhuma solução para esse, digamos, impasse. O executivo apenas pediu para que os líderes do setor ouçam as manifestações e tentem encontrar pontos de equilíbrio:

Os formandos de hoje já enfrentaram muita coisa. Passaram grande parte do colégio vivendo uma pandemia, estudando e socializando em casa por meio de telas. São nativos digitais, com todos os prós e contras que as redes sociais, dispositivos móveis onipresentes e outras tecnologias criaram. Agora, a IA está chegando e eles temem que empregos comecem a desaparecer.

(…) A saída está em refletir sobre isso. Uma boa maneira de começar é considerar algumas das percepções que já surgiram. Para cada um de nós individualmente. Para empresas e organizações. E para a sociedade.

Brad Smith, presidente da Microsoft

Para os estudantes — ou para qualquer pessoa que observa os avanços da IA com um olhar mais crítico — o discurso de Smith pode não ser bem-vindo, afinal, reconhecer um problema é importante, mas, para alguém na posição dele, é de se esperar que propostas práticas de solução sejam apresentadas.

Apesar disso, é possível que o cargo que Brad Smith ocupa na Microsoft possa, em algum nível, influenciar outros líderes do setor a olharem para a IA não só do ponto de vista técnico, mas social, tornando o futuro menos preocupante para quem está chegando ao mercado de trabalho.

O texto de Brad Smith está disponível neste blog da Microsoft.

Acordem, diz presidente da Microsoft ao setor de IA

Brad Smith, presidente da Microsoft (imagem: Stephen McCarthy/Flickr)

Inteligência artificial (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Windows 11 começa a permitir IA local com GPU, mas com ressalvas

12 de Junho de 2026, 11:05
Windows 11 versão 25H2
Windows 11 será atualizado à força para versão 25H2 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft começou a permitir uso de GPUs para executar tarefas de inteligência artificial localmente no Windows 11, mas apenas com placas de vídeo Nvidia RTX GeForce série 30 ou superior;
  • liberação é direcionada somente a desenvolvedores, neste momento;
  • execução local de determinados recursos do Windows 11, como Windows Recall e Click to Do, continua exigindo uma NPU.

Por padrão, o Windows 11 exige um PC com NPU para executar determinadas tarefas de inteligência artificial de modo local. Mas essa condição começou a ser flexibilizada, ainda que ligeiramente: a Microsoft passou a liberar o uso de GPUs para esse fim. Mas não é qualquer uma. É preciso contar com uma placa de vídeo Nvidia RTX GeForce série 30 ou superior.

A tal exigência é válida principalmente em computadores de categoria Copilot+, que se diferenciam por terem hardware dedicado para IA. Os requisitos mínimos dessas máquinas incluem 16 GB de RAM, armazenamento por SSD e, sobretudo, uma NPU (Unidade de Processamento Neural) de 40 TOPS ou mais.

Com isso, os PCs Copilot+ podem executar tarefas de IA completas de modo local, dependendo pouco ou nada das nuvens. O problema é que esses computadores costumam ser caros. Se é para gastar muito dinheiro, há quem priorize um notebook com GPU potente para aproveitá-lo com jogos.

GeForce RTX 3090 Ti (imagem: reprodução/Nvidia)
GeForce RTX 3090 Ti (imagem: reprodução/Nvidia)

O ponto de inflexão reside no fato de que GPUs podem ser tão ou mais aptas a executar tarefas de IA. A diferença principal é que chips gráficos tendem a gastar mais energia com essas atividades, mas o desempenho geralmente é satisfatório.

A abertura que a Microsoft está dando a GPUs para IA no Windows 11 faz sentido, portanto. Mas há algumas ressalvas.

IA no Windows 11 com GPU está em fase inicial

Em uma documentação disponível no GitHub, a Microsoft revelou que desenvolvedores poderão, de modo experimental, executar localmente APIs de modelos de linguagem para IA em PCs que não são Copilot+, desde que eles tenham GPUs compatíveis.

Entenda como compatível o uso de um chip gráfico Nvidia GeForce RTX série 30 ou posterior que tenha pelo menos 6 GB de memória de vídeo (ainda não está claro se GPUs da AMD ou Intel são suportadas).

Tela do Recall no Windows 11
O Windows Recall ainda requer uma NPU (imagem: reprodução/Microsoft)

Perceba, com isso, que a flexibilização da Microsoft beneficia somente desenvolvedores que sabem usar APIs para implementar ou desenvolver aplicações de IA. O Windows Latest observa que o Windows 11 pode baixar o modelo de linguagem local Phi Silica de modo a permitir que a GPU seja usada para isso.

Para o usuário final, a execução local de determinados recursos, como o Windows Recall e o Click to Do, continua exigindo uma NPU.

Fica a torcida, porém, para que a Microsoft leve esta flexibilidade para o nível do usuário. Soa como algo improvável, afinal, é de se imaginar que a companhia queira priorizar os notebooks Copilot+. Por outro lado, dar mais abertura para a combinação de IA com GPU pode ajudar a companhia a tornar os recursos de inteligência artificial do Windows 11 mais bem aceitos pelos usuários.

Windows 11 começa a permitir IA local com GPU, mas com ressalvas

Windows 11 será atualizado à força para versão 25H2 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

GeForce RTX 3090 Ti (imagem: reprodução/Nvidia)

Tela do Recall no Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)

Itaú libera um ano de Google Gemini premium de graça para clientes

11 de Junho de 2026, 18:04
Logos de dois aplicativos
Itaú firmou parceria com o Google (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Itaú começou a oferecer a assinatura gratuita do Gemini AI Plus por 1 ano para clientes.
  • O plano libera 400 GB de armazenamento na nuvem e créditos para recursos de imagem e música.
  • O benefício está disponível nas plataformas Minhas Vantagens e Mais Vantagens e visa expandir a experiência dos usuários com a IA do Google.

Clientes do Itaú terão acesso gratuito ao plano Gemini AI Plus do Google por até 12 meses. Além de disponibilizar a inteligência artificial na sua versão Gemini Pro 3.1 com Deep Research, a pesquisa avançada do modelo de IA, a assinatura inclui ainda 400 GB de armazenamento na nuvem.

A novidade foi anunciada durante o evento Google for Brasil, nessa quarta-feira (10/06). O benefício libera créditos para utilizar os recursos de imagem via Nano Banana e música, com o Lyria, e fica disponível para resgate no app do Itaú por meio das plataformas Minhas Vantagens, para pessoas físicas, e Mais Vantagens, na versão para empresas.

A opção AI Plus da assinatura do Google é interessante para acelerar trabalhos do dia a dia e permite incluir até cinco pessoas como dependentes, funcionando como plano familiar ou mesmo para pequenas empresas.

Mais acesso à IA do Google

Ícones do Gemini AI Plus e variações do serviço do Google, ilustrando a IA
Gemini AI Plus fica gratuito para clientes Itaú por até 12 meses (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A novidade quer facilitar o acesso dos clientes à inteligência artificial do Google. Inclusive, esse não é o primeiro exemplo de benefício envolvendo uma instituição financeira e acesso a recursos avançados de IA: recentemente, o Nubank também liberou acesso gratuito ao ChatGPT Go pelo mesmo período de 12 meses.

Segundo o Itaú, a parceria deve ir além com mais iniciativas envolvendo o Gemini. O banco não deu muitos detalhes, mas falou em “novas formas de interação entre clientes, serviços e plataformas”.

O diretor de Parcerias e Beyond Banking do Itaú, Rodrigo Carneiro, afirma que o objetivo da empresa é simplificar e reforçar o acesso à IA como algo “útil e relevante”.

Planos e preços do Gemini no Brasil

O Gemini AI Plus é o plano mais básico da inteligência artificial oferecido no Brasil e custa R$ 24,99 ao mês. Ou seja, o benefício do banco pode representar uma economia de quase R$ 300.

Há poucos dias, essa opção foi ampliada para 400 GB de armazenamento, que já valem para a nova oferta (anteriormente, o plano oferecia 200 GB). O preço continuou o mesmo.

Há outras assinaturas disponibilizadas pelo Google para um uso mais profissional da IA. O Gemini AI Pro, de R$ 96,99 ao mês, permite edições de imagem e vídeo com o Nano Banana Pro, além de oferecer 5 TB de armazenamento na nuvem.

Já o Gemini AI Ultra tem opções x5 ou x20, com 20 TB e 30 TB para usar no Drive, respectivamente, além de acesso a recursos como Deep Think e maior acesso às versões Pro dos recursos de IA presentes no modelo. Os preços são de R$ 779 e R$ 999 por mês.

Itaú libera um ano de Google Gemini premium de graça para clientes

Itaú e Google Gemini (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Google Gemini (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Funcionários chineses ensinam IA a trabalhar e depois são mandados embora

11 de Junho de 2026, 11:37
Em primeiro plano, um aperto de mãos entre uma mão robótica prateada, à esquerda, e uma mão humana, à direita. O robô possui dedos articulados com detalhes metálicos e pretos. O humano veste um paletó escuro. Ao fundo, uma mulher de cabelos castanhos e blusa clara está sentada à mesa, desfocada, observando a cena. O ambiente é um escritório moderno com janelas amplas e vista para prédios. No canto inferior direito, lê-se a logomarca "tecnoblog" em branco.
Big techs driblam leis para trocar humanos por IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Empresas na China estão utilizando inteligência artificial para substituir funcionários.
  • Segundo a Reuters, funcionários são obrigados a mapear suas tarefas em plataformas de IA antes de serem dispensados.
  • Dados do Citibank indicam que cerca de 70 milhões de empregos na China, equivalente a 9,6% do total, correm alto risco de serem substituídos.

Na China, um novo roteiro de reestruturação corporativa tem marcado o primeiro semestre de 2026. Funcionários estão registrando todos os seus fluxos de trabalho em sistemas de inteligência artificial e, logo em seguida, acabam perdendo o emprego.

Segundo investigação da Reuters, esse movimento de “demissões silenciosas”, que substitui profissionais por agentes virtuais, seria a manobra encontrada pelas grandes companhias para atender à pressão governamental por mais produtividade, sem gerar alarde.

A estratégia contrasta com a adotada por empresas ocidentais. Enquanto companhias como a Meta atraem atenção ao anunciar demissões em massa associadas à adoção de IA, muitas empresas asiáticas estariam congelando vagas e eliminando contratos de forma gradual para evitar os holofotes.

Demissões em massa não são uma opção

A legislação trabalhista chinesa impede que as empresas demitam um grande número de funcionários de forma repentina. Pelas regras do país, qualquer companhia que planeje cortar mais de 10% de sua força de trabalho precisa obter aprovação prévia do governo. Em pelo menos três casos recentes, tribunais decidiram contra empregadores que demitiram equipes apenas para colocar sistemas de IA no lugar.

Para não chamar a atenção das autoridades, os cortes estariam acontecendo a conta-gotas. Na prática, o alvo prioritário da reestruturação hoje são os departamentos de marketing e atendimento ao cliente.

Arte mostra uma cabeça robótica, em referência à inteligência artificial. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Consumo de tokens já ajuda a definir quem fica e quem sai (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Funcionários treinam o sistema que os substitui

Para acelerar a virada tecnológica, usar inteligência artificial virou quase obrigação nessas empresas. Os principais setores afetados são os de marketing e atendimento ao cliente.

Em algumas companhias, gerentes passaram a ranquear o desempenho das equipes com base no consumo de tokens — a unidade que mede o poder computacional gasto nas interações com a IA. Quem usa pouco corre risco de demissão.

É nesse cenário de pressão que ocorre o download do conhecimento humano para a máquina. Ferramentas como o OpenClaw, um agente virtual com rápida adoção na China, e o Wukong, plataforma da Alibaba desenhada para automatizar tarefas de vendas e desenvolvimento de software, devoram os processos mapeados pelos próprios funcionários. Dias depois, essas plataformas assumem a função de quem as ensinou.

O impacto desse avanço agressivo já pode ser medido, e o cenário não é animador. Segundo projeções do Citibank, o panorama para a força de trabalho chinesa é o seguinte:

  • Cerca de 70 milhões de empregos, o equivalente a 9,6% do total do país, correm alto risco de serem substituídos por máquinas.
  • Entre os profissionais na faixa dos 20 anos, o risco de substituição salta para 13,6%.

De acordo com a Reuters, a mídia estatal tenta conter o pânico publicando artigos que garantem que a IA “não roubará o sustento dos cidadãos”. No entanto, no app RedNote, rede social que funciona como uma espécie de Instagram local, a hashtag “ansiedade da IA” já acumula milhões de visualizações.

Funcionários chineses ensinam IA a trabalhar e depois são mandados embora

Inteligência artificial se tornou concorrente para muitos profissionais (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Inteligência artificial (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Da ideia ao vídeo: 5 maneiras pelas quais os geradores de vídeo IA aumentam a velocidade criativa

11 de Junho de 2026, 11:00
AI Inspo oferece ferramentas para acelerar a produção e edição de vídeos com IA (imagem: reprodução/AI Inspo)
Resumo
  • Ferramentas de IA como o AI Inspo ajudam criadores a transformar ideias em vídeos rapidamente.
  • Elas adaptam formatos para redes sociais e reduzem etapas manuais de produção.
  • Os geradores de vídeo com IA permitem que os criadores concentrem mais energia nas ideias e menos nas tarefas técnicas.

A criação de conteúdo ocorre cada vez mais rápido, e os criadores são pressionados para transformar ideias em vídeos em pouco tempo, mantendo uma qualidade consistente em diferentes plataformas. O problema é que o fluxo tradicional — que geralmente envolve planejamento, edição e formatação — pode consumir muito tempo.

Os geradores de vídeo IA, como o AI Inspo, simplificam processo ao transformar ideias simples em vídeos finalizados com mais rapidez. Eles reduzem tarefas manuais, aumentam a eficiência e ajudam os criadores a manter uma produção de conteúdo consistente.

Por que velocidade importa na criação de vídeos

A velocidade é um fator essencial na criação de conteúdo atual. Tendências surgem e desaparecem rapidamente, com milhões de vídeos publicados diariamente nas redes sociais. Ao mesmo tempo, criar vídeos do zero exige tempo para planejamento, edição e exportação para formatos e linguagens diferentes para cada plataforma.

Os geradores de vídeo IA estão se tornando uma parte importante dos fluxos de trabalho modernos. Eles permitem que os criadores concentrem mais energia nas ideias e menos nas tarefas técnicas. Essa mudança está transformando a maneira como os vídeos são produzidos hoje.

5 maneiras pelas quais os geradores de vídeo IA aumentam a velocidade criativa

Ferramentas de IA como o AI Inspo podem ajudar criadores a trabalhar mais rápido, desde a ideia inicial até o vídeo final. Um bom exemplo é um gerador de vídeo IA, que simplifica a produção de vídeos e melhora a produtividade de forma direta.

1. Transforme ideias simples em conceitos de vídeo prontos para uso

Interface do AI Inspo exibe ferramenta para criar vídeos com IA a partir de imagem ou texto, com campo de prompt e opções de modelo, formato e duração.
AI Inspo transforma ideias em vídeos de IA com prompts simples e rápidos (imagem: reprodução/AI Inspo)

Uma ideia simples geralmente é suficiente para iniciar um vídeo. No entanto, transformar essa ideia em um conceito claro pode exigir bastante tempo e esforço.

Os geradores de vídeo IA ajudam a transformar pensamentos básicos em ideias estruturadas para vídeos. Isso facilita o início da produção sem longas etapas de planejamento. Essas ferramentas permitem visualizar a direção do projeto logo no começo do processo.

2. Use modelos para iniciar a produção de vídeos instantaneamente

Os modelos prontos são uma das maneiras mais rápidas de começar a criar vídeos. Eles eliminam a necessidade de construir tudo do zero.

Ferramentas como o AI Inspo oferecem modelos para diferentes tipos de conteúdo, incluindo esportes, vídeos com estilo cinematográfico, visuais inspirados em fotografia e conteúdos relacionados a grandes eventos, como a Copa do Mundo.

Isso permite que os criadores se concentrem mais no conteúdo e menos na configuração técnica, tornando a criação de vídeos mais rápida e simples.

Galeria do AI Inspo mostra exemplos de imagens geradas por IA em diferentes categorias, como futebol, retratos, moda e fotografia.
Ferramenta integra diferentes modelos de criação de vídeo com IA para redes sociais (imagem: reprodução/AI Inspo)

3. Gere vídeos de tendência mais rapidamente com assistência de IA

As tendências mudam rapidamente nas redes sociais, e os criadores precisam agir rápido para permanecer relevantes.

Os geradores de vídeo IA ajudam a produzir conteúdo baseado em tendências em menos tempo. Por exemplo, durante eventos como a Copa do Mundo, os criadores podem gerar vídeos temáticos rapidamente e compartilhá-los em plataformas como TikTok e X para acompanhar o interesse global.

Isso permite aproveitar tendências enquanto elas ainda estão em alta.

4. Crie conteúdo em múltiplos formatos para diferentes plataformas

Diferentes plataformas exigem formatos e especificações diferentes. Um vídeo que funciona bem no YouTube pode precisar de outra proporção, duração ou estilo para Facebook, TikTok ou Discord. Criar versões separadas manualmente pode consumir muito tempo.

Hoje, a IA torna esse processo muito mais simples ao adaptar automaticamente o conteúdo para diferentes plataformas. Em vez de editar o mesmo vídeo várias vezes, os criadores podem gerar versões prontas para publicação enquanto mantêm uma identidade visual consistente em todos os canais.

5. Reduza o tempo de edição com automação de IA

A edição costuma ser a etapa mais demorada da produção de vídeos. Cortes, ajustes de ritmo, escolha de música, adaptação visual e exportação podem tomar boa parte do tempo de quem publica com frequência e vive sob pressão.

Ferramentas de IA podem automatizar muitas dessas tarefas. Isso ajuda os criadores a finalizar vídeos mais rapidamente e a dedicar mais tempo às ideias, em vez de tarefas manuais.

Como usar geradores de vídeo IA na prática

Integrar ferramentas de vídeo com IA ao fluxo de trabalho diário pode ser simples. Algumas formas de uso incluem:

  • Encontre prompts vencedores analisando galerias públicas.
  • Gere vídeos de apoio rapidamente para substituir bancos de vídeos genéricos.
  • Produza vários vídeos curtos ao mesmo tempo para publicações futuras.
  • Teste diferentes estilos visuais, como anime, 3D ou efeitos cinematográficos.
  • Transforme vídeos horizontais antigos em vídeos verticais para Shorts e Reels.

IA como apoio à criatividade

Os geradores de vídeo IA estão mudando a forma como os vídeos são produzidos. Eles ajudam criadores a passar da ideia ao conteúdo final com muito mais rapidez.

Ferramentas como o AI Inspo tornam o processo mais simples e eficiente. Em vez de substituir a criatividade humana, elas permitem que os criadores dediquem mais tempo às ideias e à narrativa, economizando tempo em etapas técnicas da produção.

Da ideia ao vídeo: 5 maneiras pelas quais os geradores de vídeo IA aumentam a velocidade criativa

Nano Banana: o que é e como funciona a IA de imagens do Google

11 de Junho de 2026, 10:21
Ilustração mostra o logo do Google ao centro, uma letra G gradiente em tons vermelho, amarelo, verde e azul, e um fundo amarelo com bananas. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Nano Banana é um modelo de IA que facilita a edição de imagens (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O Nano Banana é o modelo de inteligência artificial generativa do Google, voltado para a criação e edição avançada de imagens. Integrada ao ecossistema do Gemini, essa ferramenta permite realizar ajustes complexos em arquivos por meio de comandos de texto intuitivos.

O funcionamento se baseia no processamento de pedidos em linguagem natural, sem exigir o uso de softwares de edições manuais. Para isso, algoritmos realizam a compreensão e raciocínio da solicitação, traduzindo as instruções cheias de detalhes em uma imagem.

Como vantagens, destacam-se a agilidade da edição conversacional e o redimensionamento inteligente, que otimiza fluxos criativos. Em contrapartida, as desvantagens incluem possíveis gargalos em edições de alta complexidade e restrições de uso impostas na versão gratuita.

A seguir, saiba mais sobre o Nano Banana, o funcionamento do modelo de IA e os pontos fortes e fracos. Também entenda a diferença da ferramenta em relação ao Midjourney e DALL-E.

O que é Nano Banana?

O Nano Banana, apelido viral do Gemini 2.5 Flash Image, é um modelo de inteligência artificial do Google focado na geração e edição avançada de imagens. A ferramenta automatiza ajustes complexos, como alteração de planos de fundos e estilos, oferecendo uma versão Pro para otimizar fluxos de trabalho profissionais.

De onde vem o nome Nano Banana? 

O nome “Nano Banana” surgiu como um codinome divertido sugerido por Naina Raisinghani, gerente de produtos de inteligência artificial do Google. A escolha une de forma descontraída os apelidos da executiva, “Naina Banana” e “Nano”, sendo rapidamente adotado pela equipe de desenvolvimento da big tech.

Infográfico mostrando o ciclo da água, com legendas em etapas como evaporação, condensação, precipitação e escoamento
Usuários podem usar o Nano Banana para criar infográficos completos a partir de anotações (imagem: Reprodução/Google)

Para que serve o Nano Banana?

O Nano Banana permite gerar e editar imagens de forma ágil por meio de comandos de texto, otimizando a criação visual conversacional. Ele automatiza desde a remoção de objetos e troca de fundos até a transformação de anotações em diagramas estruturados.

A ferramenta combina fotos, ajusta a iluminação de retratos com facilidade e garante a consistência de personagens em diferentes edições. Esse recurso mantém elementos visuais idênticos e reconhecíveis em múltiplos cenários, sendo ideal para manter a identidade visual de projetos profissionais.

Como funciona o Nano Banana 

O Nano Banana opera integrado ao ecossistema do Gemini, onde o usuário insere comandos de texto ou faz upload de uma imagem para iniciar a criação visual. A partir dessas instruções em linguagem natural, ele processa as modificações diretamente no chat, dispensando ferramentas manuais de edição.

Essa IA generativa utiliza algoritmos avançados de compreensão e raciocínio para interpretar pedidos complexos cheios de nuances. O sistema analisa solicitações detalhadas e executa refinamentos contínuos na mesma conversa, mantendo o contexto histórico de cada alteração.

Na prática, o Nano Banana 2 e o Nano Banana Pro examinam a imagem enviada ou gerada e preservam detalhes cruciais do original enquanto renderizam as alterações solicitadas. Esse equilíbrio permite ajustar a iluminação ou substituir objetos secundários, sem descaracterizar o elemento principal da cena.

O diferencial técnico do modelo está na capacidade de garantir a consistência de personagens e objetos ao longo de edições sucessivas. Com isso, o usuário pode transformar planos de fundo e aplicar novos estilos estéticos, mantendo a identidade visual perfeitamente reconhecível.

Tela do aplicativo Gemini no celular mostrando acesso ao Nano Banana para criação e edição de imagens
O Nano Banana pode ser acessado pelo aplicativo do Gemini para celular (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

O Nano Banana é gratuito?

Sim, o Nano Banana pode ser utilizado gratuitamente no aplicativo Gemini para criação e edição ágil de imagens. Contudo, essa modalidade de acesso livre possui um teto restrito para o volume de requisições diárias de processamento.

Para atender fluxos de trabalho corporativos e pesados, o Google disponibiliza planos de assinatura que desbloqueiam o Nano Banana Pro. A versão premium eleva a capacidade computacional da ferramenta, garantindo maior velocidade e prioridade na renderização de arquivos complexos.

Tela do Nano Banana Pro, modelo do Gemini para edição de imagens com maior poder computacional (versão paga)
O Nano Banana Pro, disponível na assinatura paga do Gemini, libera maior poder computacional para a edição das imagens (imagem: Reprodução/Google)

Quais são as vantagens do Nano Banana? 

Estes são os pontos fortes da ferramenta Nano Banana:

  • Edição por comandos e refinamento contínuo: modifica imagens de alta qualidade utilizando linguagem natural diretamente no chat, permitindo ajustar o mesmo arquivo em formato de conversa sem reiniciar do zero;
  • Controle de cena e transferência de estilo: garante domínio sobre iluminação, foco e enquadramento da câmera, além de aplicar a identidade estética e a paleta visual de uma foto de referência em outra;
  • Redimensionamento inteligente e expansão de tela: altera a proporção do arquivo para diferentes mídias e redes sociais via preenchimento generativo, expandindo as bordas do cenário sem cortar nenhum detalhe importante;
  • Renderização de texto e tipografia precisa: apresenta evolução no processamento de caracteres e elementos gráficos, permitindo integrar palavras nítidas e sem distorções para a criação de logotipos ou peças publicitárias;
  • Consistência de personagens e objetos: mantém elementos centrais e pessoas com características físicas idênticas ao longo de múltiplas edições, preservando a identidade visual do projeto em diferentes cenários.

Quais são as desvantagens do Nano Banana? 

Estes são os pontos fracos do Nana Banana:

  • Gargalos de processamento em edições complexas: renderizações avançadas que exigem múltiplas camadas de alteração podem apresentar lentidão, demandando alto poder computacional e tempo de espera do usuário;
  • Limites restritivos de uso gratuito: o teto de requisições diárias nas contas gratuitas costuma interromper o fluxo de trabalho de usuários intensivos, forçando a migração para planos pagos;
  • Flutuação de qualidade e retrabalho: em alguns casos, o nível de realismo pode oscilar entre as gerações na mesma conversa, exigindo etapas extras de refinamento ou o uso da versão Pro para obter resultados satisfatórios;
  • Inconsistência tipográfica e de branding: o modelo de linguagem visual pode falhar ao tentar reproduzir identidades de marcas com fidelidade absoluta ou ao inserir textos padronizados e sem erros geométricos;
  • Riscos de segurança e desinformação: a capacidade hiper-realista da IA generativa acende alertas sobre deepfakes e o uso indevido da ferramenta para criar conteúdos falsos ou violar direitos de privacidade.
Tela do Nano Banana 2 mostrando recursos de edição de imagem por comandos de texto (Reprodução/Google)
O Nano Banana 2 oferece diversos recursos para edição de imagem por meio de comandos de texto, mas pode apresentar gargalos em projetos complexos (imagem: Reprodução/Google)

Qual é a diferença entre Nano Banana e Google Gemini? 

O Nano Banana é o motor especializado em geração e edição avançada de imagem que opera integradamente no ecossistema Gemini. A ferramenta atua exclusivamente na tradução de comandos textuais em modificações visuais, controlando elementos gráficos como iluminação, estilo e cenários.

O Google Gemini é uma plataforma integrada de inteligência artificial multimodal que funciona como um assistente completo para o usuário. O ecossistema amplo processa e gera textos, resolve códigos de programação e gerencia tarefas complexas por meio de diversos modelos de linguagem.

Qual é a diferença entre Nano Banana e Midjourney? 

O Nano Banana é o modelo de IA do Google integrado ao Gemini que se destaca pela edição conversacional e refinamento contínuo de imagens. O sistema prioriza a precisão ao interpretar comandos textuais, modificando arquivos existentes enquanto mantém a consistência de personagens e objetos centrais.

O Midjouney opera como uma plataforma independente focada em renderizar ilustrações e conceitos artísticos altamente estéticos e ultrarrealistas do zero. Essa ferramenta é a escolha ideal para profissionais que buscam impacto visual sofisticado e composições conceituais ricas em texturas e iluminação.

Qual é a diferença entre Nano Banana e DALL-E?

O Nano Banana é o motor de IA generativa do Google focado em edição conversacional e refinamento de arquivos visuais. Integrado ao ecossistema Gemini, o modelo se destaca por interpretar nuances textuais para modificar imagens existentes e manter a consistência de personagens.

O DALL-E é o sistema de conversão de texto em imagem da OpenAI, projetado essencialmente para interpretar descrições escritas e transformá-las em ilustrações do zero. A ferramenta foca na criação de conceitos visuais inéditos, traduzindo ideias abstratas em gráficos com alta fidelidade ao comando inicial.

Nano Banana: o que é e como funciona a IA de imagens do Google

Nano Banana já ultrapassou 5 bilhões de imagens criadas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O Nano Banana pode ser acessado pelo aplicativo do Gemini para celular (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

O Nano Banana Pro, disponível na assinatura paga do Gemini, libera maior poder computacional para a edição das imagens (imagem: Reprodução/Google)

O Nano Banana 2 oferece diversos recursos para edição de imagem por meio de comandos de texto (imagem: Reprodução/Google)

Samsung pode comemorar: vendas de DRAM crescem 85,8% no mundo

10 de Junho de 2026, 19:00
Datacenter da Vrio possui receptores de TV
Alta demanda de memória DRAM para datacenters de IA aumenta faturamento de fabricantes (Imagem: Lucas Braga/Tecnoblog)
Resumo
  • Vendas de DRAM aumentam 85,8% em 2026 devido à demanda de datacenters de IA; Samsung lidera o mercado.
  • A Samsung registra aumento de 95,4% nas vendas, atingindo US$ 37,4 bilhões, e detém 36,5% do mercado de DRAM.
  • Concorrentes da Samsung, como SK Hynix e Micron, registram queda, com 28,8% e 22,4% de participação no mercado, respectivamente.

O mercado de memórias RAM sofreu uma mudança no último ano, com um aumento significativo da demanda de componentes para datacenters de IA. Com isso, não só os preços de chips subiram, como também as vendas de DRAM.

Chips do tipo são essenciais para os servidores que hospedam serviços de inteligência artificial, e fabricantes do segmento veem um aumento de 85,8% em relação ao último trimestre financeiro de 2025 (Q4). A Samsung, que está entre as três empresas que mais lucram nesse mercado, praticamente dobrou suas vendas, superando o período anterior em 95,4% e faturando US$ 37,4 bilhões, aproximadamente R$ 187 bi na cotação atual.

Em contrapartida, suas principais concorrentes fecharam o Q1 de 2026 em queda. Segundo o site SamMobile, a Samsung agora tem uma participação de 36,5% no mercado de memórias DRAM, enquanto SK Hynix e Micron fecharam o período com 28,8% e 22,4%, respectivamente.

Alta demanda para uns, escassez de chips para outros

GoPro Hero 12 Black (Imagem: Felipe Freitas/Tecnoblog)
GoPro é uma das empresas afetadas pela crise de memória RAM (Imagem: Felipe Freitas/Tecnoblog)

O crescimento do mercado de inteligência artificial levou a uma alta na demanda por chips DRAM, mas desviou o foco dos investimentos em componentes de hardware num geral. As memórias para eletrônicos pessoais, como câmeras, celulares e notebooks, perderam espaço e grandes empresas de tecnologia vêm tendo problemas para precificar e até produzir novas unidades.

Recentemente, a GoPro revelou dificuldades para pagar empréstimos após uma queda no faturamento, situação relacionada aos preços mais altos dos chips. A própria Samsung, que lucra com a fabricação de DRAM, aponta que a escassez de memória RAM para seus produtos mobile deve significar um aumento nos valores praticados.

O mercado de videogames também foi afetado, com preços mais altos no Steam Deck OLED, da Valve, e também no Nintendo Switch 2. A Sony foi mais uma a apontar a atual crise como um problema, mas no desenvolvimento do vindouro PlayStation 6 (PS6). Antes, a gigante japonesa já havia suspendido a venda de cartões de memória devido à situação. Além dos chips em si, a alta nos preços também afeta o mercado de SSDs, como noticiou o The Verge.

Samsung pode comemorar: vendas de DRAM crescem 85,8% no mundo

Datacenter da Vrio possui receptores de TV (Imagem: Lucas Braga/Tecnoblog)

GoPro Hero 12 Black (Imagem: Felipe Freitas/Tecnoblog)

Nova geração de gravadores com IA é confirmada no Brasil

10 de Junho de 2026, 16:56
Plaud NotePro pesa 30 gramas e pode ficar anexado ao celular (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • A Plaud, gigante das anotações, lançará no Brasil, em julho, os gravadores NotePro e NotePin S, equipados com IA, após homologação na Anatel.
  • O NotePro, ultrafino, pesa 30 gramas, tem 5 microfones e custa US$ 189 nos EUA, cerca de R$ 979.
  • O Brasil lidera as vendas de produtos Plaud na América Latina, com metade dos usuários da região, que utilizam os aparelhos para vida profissional e pessoal.

A gigante das anotações Plaud revelou com exclusividade ao Tecnoblog que a nova geração de gravadores com IA desembarca em breve por aqui: o NotePro e o NotePin S estão previstos para julho. Tudo vai depender da celeridade da homologação na Agência Nacional de Telecomunicações. Os preços são mantidos em segredo.

Já faz mais de um ano que a companhia mantém presença no país, inclusive com vendas dos modelos da geração passada – o Plaud Note e o Plaud NotePin. Os aparelhos acompanham o usuário ao longo do dia e escutam tudo. A partir daí, fazem transcrições, geram relatórios e usam inteligência artificial para interagir com os conteúdos das conversas.

Vem aí: os futuros produtos da Plaud

O Plaud NotePro lembra um cartão de crédito. Ele é ultrafino, com somente 3 mm de espessura e 30 gramas. Traz 5 microfones (5 MEMS + 1 VPU) com alcance de até 5 metros, 30 horas de gravação e 60 dias de standby. Entre os diferenciais está o display AMOLED, o corpo de alumínio com Gorilla Glass (portanto, mais resistente) e um sistema inteligente que alterna entre captura presencial e chamadas telefônicas. Custa US$ 189 nos Estados Unidos, cerca de R$ 979.

Já o Plaud NotePin S lembra um wearable com 17 gramas. Sua bateria promete 20 horas de gravação e 40 dias de standby. A companhia prevê quatro formas de uso: broche magnético, clip, pulseira ou colar. No Brasil, todos os acessórios acompanham o pacote. Sai por US$ 179 no mercado americano, por volta de R$ 928.

Brasil domina as vendas na região

Plaud NotePin S tem formato de wearable (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O chefe de vendas nas Américas, Cyle Kiger, me explicou que o Brasil representa metade de todos os usuários de produtos da Plaud na América do Sul. A conversa ocorreu durante o Web Summit Rio, que acontece nesta semana.

Os consumidores usam os aparelhos para a vida profissional e pessoal. De acordo com o executivo, um caso de uso interessante por aqui se dá entre os trabalhadores do setor de construção civil, que surpreenderam pelo nível de adoção do produto.

Qual a diferença dos dispositivos Plaud para o gravador do celular? Segundo Kider, o modelo de IA embarcado nos gravadores foi desenvolvido para escutar, transcrever e compreender melhor o contexto da vida da pessoa.

A Plaud oferece tanto o app para celular quanto o acesso no computador (via web ou programa dedicado). Pelo que vimos na demonstração, a interface é minimalista, com muito branco, letras pequenas e quase nenhum elemento gráfico. A compra do NotePin ou de outros aparelhos dá direito a 5 horas por mês de áudio processado nos servidores da empresa. Precisa de mais? É preciso fazer uma assinatura.

O modelo de IA Plaud Intelligence conta com transcrição em 112 idiomas (português incluso), identificação dos participantes e geração de resumos a partir de mais de 10 mil templates.

Plaud NotePin (aparelho cinza pendurado em colar)
NotePin pode ficar pendurado no pescoço para facilitar uso (imagem: divulgação)

A geração passada está à venda no país pelos seguintes valores:

  • Plaud Note: R$ 1.399
  • Plaud NotePin: R$ 1.599

Nova geração de gravadores com IA é confirmada no Brasil

Plaud NotePro (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Plaud NotePin S (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

NotePin pode ficar pendurado no pescoço para facilitar uso (Imagem: Reprodução / NotePin)

Google prepara informações especiais sobre a Copa do Mundo

10 de Junho de 2026, 16:34
Captura de tela de um smartphone exibindo uma busca no Google pelo termo "Mexico vs South Africa". Na parte superior, há o logotipo do Google e um menu horizontal com as abas "AI Mode", "All", "Images" e "News". Abaixo, um painel da "FIFA World Cup 2026™", correspondente ao "Group A". No centro, há os escudos circulares do "Mexico" e da "South Africa" com o placar de "0" a "0" e a indicação "Live 1:38". Botões azuis mostram as opções "Overview", "Timeline" e "Lineups".
Torneio recebe atenção especial do Google (imagem: divulgação)
Resumo
  • O Google anunciou novidades para a Copa do Mundo, incluindo informações em tempo real sobre as partidas, explicações sobre regras e histórico, apresentadas durante o evento Google For Brasil.
  • As informações em tempo real sobre jogos da Copa serão apresentadas na busca de forma mais visual, com um carrossel de dados e conteúdos das redes sociais, e exibe em quais canais cada jogo está passando, como o YouTube pela CazéTV.
  • O Modo IA oferece explicações de regras e informações sobre histórico de jogadores para todos os usuários, e campos virtuais com estatísticas detalhadas de cada partida para assinantes dos planos AI Pro e AI Ultra.

O Google anunciou novidades preparadas especialmente para a Copa do Mundo, que começa nesta quinta-feira (11/06). O cardápio é variado, indo de informações em tempo real mais ricas sobre as partidas até explicações sobre regras e histórico.

As funcionalidades foram apresentadas nesta quarta-feira (10/06) durante o evento Google For Brasil, realizado em São Paulo. A empresa ainda teve outras notícias envolvendo futebol, como a recriação de um gol histórico de Pelé, que não tem registros em vídeo, com a ajuda da inteligência artificial.

O que o Google vai oferecer sobre a Copa do Mundo?

Análises táticas são exclusivas para assinantes de planos pagos (imagem: divulgação)

Segundo a empresa, as informações em tempo real sobre jogos da Copa serão apresentadas na busca de forma mais visual, contando com um carrossel de dados e conteúdos das redes sociais.

Além disso, a ferramenta exibe em quais canais cada jogo está passando. No evento, o Google enfatizou que todas as partidas serão transmitidas pelo YouTube pela CazéTV.

No Modo IA, assinantes dos planos AI Pro e AI Ultra poderão gerar campos virtuais com estatísticas detalhadas de cada partida, como trajetórias de chutes a gol e explicações de esquemas táticos.

Para os demais usuários, o Modo IA oferece explicações de regras e informações sobre histórico de jogadores.

Além disso, o Google também pretende ajudar quem quer ver os jogos fora de casa. A gigante das buscas firmou parcerias com as plataformas Anota AI, Abrasel e Sympla para mostrar quais partidas serão transmitidas em cada estabelecimento, além de promoções relacionadas ao Mundial.

Google prepara informações especiais sobre a Copa do Mundo

Torneio recebe atenção especial do Google (imagem: divulgação)

Análises táticas são exclusivas para assinantes de planos pagos (imagem: divulgação)

Gigantes de tech devem fechar o ano com US$ 570 bilhões em dívidas por IA

10 de Junho de 2026, 15:21
Ilustração com símbolos de big techs (Apple, Amazon, Google) e chips em um servidor, sugerindo investimentos em IA
Big techs dobram dívidas com IA em comparação ao mesmo período de 2025 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • As grandes empresas de tecnologia devem emitir quase US$ 570 bilhões em dívidas ligadas à IA em 2026, segundo estimativa do banco Morgan Stanley.
  • O banco avalia que as quatro principais empresas do setor devem ultrapassar US$ 1 trilhão em 2027.
  • As emissões globais voltadas a projetos de IA já somavam quase US$ 236 bilhões até 31 de maio.

As grandes empresas de tecnologia devem emitir quase US$ 570 bilhões (cerca de R$ 2,9 trilhões) em dívidas ligadas à inteligência artificial em 2026, segundo estimativa do banco estadunidense Morgan Stanley. O valor é mais que o dobro do volume registrado no ano passado.

O movimento é puxado pelas chamadas hyperscalers, grupo que inclui Alphabet (dona do Google), Amazon, Microsoft e Meta, que buscam mais dinheiro no mercado para financiar a expansão de data centers, servidores, chips e gastos com energia.

Segundo os números do relatório, citados pela Reuters, até 31 de maio as emissões globais voltadas a projetos de IA já somavam quase US$ 236 bilhões (R$ 1,2 trilhão), metade do que é previsto para o ano, e quatro vezes mais que no mesmo período de 2025.

Salto nos gastos com infraestrutura

Imagem aérea de um data center nos Estados Unidos
Data center para inteligência artificial da OpenAI (imagem: reprodução/OpenAI)

A IA generativa exige uma estrutura física enorme para treinar e rodar modelos. Por isso, os investimentos das companhias em centros de dados cada vez maiores, chips dedicados à IA, sistemas de refrigeração e contratos de energia capazes de sustentar o consumo seguem subindo.

O Morgan Stanley estima que as quatro principais empresas do setor devem gastar cerca de US$ 700 bilhões neste ano, e podem ultrapassar US$ 1 trilhão (R$ 5 trilhões) em 2027. O banco observa ainda que o financiamento para empresas desenvolvedoras de chips está migrando para acordos de curto prazo.

Uma projeção passada do banco Barclays sugere que os gastos com infraestrutura para a tecnologia cheguem a US$ 1,2 trilhão (R$ 6,2 trilhões) até 2028, segundo a Bloomberg.

Além de comprar equipamentos, as empresas também estão fechando contratos longos para garantir capacidade futura de data centers e fornecimento de energia. Esses acordos ajudam a acelerar a expansão, mas criam compromissos financeiros para os próximos anos.

Big techs emitem dívidas fora dos EUA

Para levantar os recursos, as big techs também passaram a emitir dívidas fora dos Estados Unidos. Segundo a Bloomberg, empresas como Alphabet e Amazon fizeram operações recentes em mercados como Japão, Canadá e Suíça.

De acordo com a agência, com tanta oferta de dívida, investidores passaram a exigir retornos maiores para comprar os papéis.

Gigantes de tech devem fechar o ano com US$ 570 bilhões em dívidas por IA

(imagem: reprodução/OpenAI)

Google Maps vai usar IA para entender perguntas e conversar com usuário

10 de Junho de 2026, 11:28
Executiva no palco. Atrás, um telão mostrando interface conversacional do Pergunte ao Maps.
IA do Maps vai entender o que o usuário deseja, mesmo que seja um pedido longo e detalhado (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Resumo
  • O Google lançará no Brasil a ferramenta “Pergunte ao Maps”, que utiliza IA para compreender perguntas complexas e fornecer sugestões de estabelecimentos, roteiros e trajetos.
  • A ferramenta permite que os usuários façam buscas em linguagem natural, por texto ou voz, e será liberada gradualmente para os usuários brasileiros.
  • O “Pergunte ao Maps” considera informações de estabelecimentos, comentários de usuários e histórico do próprio usuário para sugerir locais e rotas.

O Google vai trazer ao Brasil a ferramenta Pergunte ao Maps. Com ela, usuários poderão fazer buscas em linguagem natural no aplicativo de mapas, como se fossem uma pergunta ou uma conversa. Os comandos podem ser feitos por texto ou voz no botão dedicado da ferramenta.

O anúncio foi feito nesta quarta-feira (10/06) durante o evento Google For Brasil, com novidades da empresa para o mercado nacional. O Pergunte ao Maps começará a ser liberado gradualmente para os Local Guides, membros mais ativos da comunidade do aplicativo, chegando a todos os usuários brasileiros daqui a algumas semanas.

Como funciona o Pergunte ao Maps?

O Pergunte ao Maps tem um botão dedicado na página inicial do Google Maps. Basta tocar nele e fazer uma pergunta em linguagem natural, como você faria a uma pessoa.

Como exemplos de uso, o Google apresentou os comandos “Planeje um tour de arquitetura urbana em São Paulo com acessibilidade para cadeirantes” e “Preciso de um lugar para comer com fraldário, que não seja ao ar livre e que não seja em um shopping”.

Além das informações cedidas pelos próprios estabelecimentos, o Google Maps considera comentários feitos por outros usuários. O histórico e as listas do próprio usuário também são levadas em conta na hora de sugerir locais.

O Pergunte ao Maps não se limita a encontrar estabelecimentos. O Google afirma que a ferramenta é capaz de responder usando mais informações presentes no Maps, como rotas, linhas de transporte público, entradas de estações e mais.

Em outras novidades envolvendo o Maps e IA, o Google também passará a mostrar resumos das avaliações nas páginas de locais e estabelecimentos. Os resumos são personalizados, considerando os interesses dos usuários.

Google Maps vai usar IA para entender perguntas e conversar com usuário

IA do Maps vai entender o que o usuário deseja, mesmo que seja um pedido longo e detalhado (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

YouTube libera assistente de IA para criadores no Brasil

10 de Junho de 2026, 11:20
Executivo no palco. Atrás dele, o telão mostra a interface conversacional do Ask Studio.
Assistente visa ajudar criadores de conteúdo (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Resumo
  • O YouTube lançou o “Pergunte ao Studio”, um assistente de IA para criadores de conteúdo no Brasil, que utiliza o Gemini para fornecer informações sobre audiência e ajudar em roteiros.
  • A ferramenta, disponível no YouTube Studio, oferece resumos de desempenho de vídeos, análise de métricas, feedback de comentários e sugestões para melhorar o conteúdo.
  • Com o “Pergunte ao Studio”, criadores podem fazer perguntas específicas, como dados demográficos de audiência e ideias para vídeos, recebendo respostas personalizadas com base nos dados do canal.

O YouTube trará para o Brasil o Ask Studio, um chatbot de inteligência artificial para criadores de conteúdo. Chamado de “Pergunte ao Studio” na versão nacional, o recurso é apresentado pelo Google como um parceiro para ajudar no crescimento da audiência do canal.

O lançamento foi feito nesta quarta-feira (10/06), durante o evento Google For Brasil, em que a companhia mostra suas novidades para o mercado local.

Segundo a empresa, a ferramenta já está disponível para canais que não são supervisionados e conteúdos de música — nesse último caso, há soluções específicas. Para acessá-lo, basta acessar o YouTube Studio pela web e clicar no ícone que fica no canto superior esquerdo.

O Google também aproveitou para mostrar alguns dados sobre sua plataforma de vídeos no Brasil. De acordo com a companhia, YouTube e criadores geraram 150 mil empregos e geraram R$ 6 bilhões de reais (ano)

O que é possível fazer com o Pergunte ao Studio?

Entre as funcionalidades disponíveis, estão resumos rápidos de desempenho de vídeos recentes, feedback de comentários, análise de métricas com gráficos, brainstorming e ajuda para roteiros, conceitos e ideias.

Com isso, o criador pode fazer perguntas como “qual a demografia que mais assiste aos meus vídeos?”, o que minha comunidade está dizendo sobre o meu estilo de edição?” ou “dê ideias para um vídeo sobre inteligência artificial para criadores de conteúdo”.

Nesse último caso, as sugestões de ideias são personalizadas de acordo com o canal, incluindo dados sobre audiência — a promessa é de um resultado mais elaborado do que seria obtido ao se perguntar diretamente ao Gemini, por exemplo. Também é possível copiar e colar o rascunho de um script para receber recomendações de como aperfeiçoá-lo.

YouTube libera assistente de IA para criadores no Brasil

Assistente visa ajudar criadores de conteúdo (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

IA para táticas e gol de Pelé: as novidades do Google para o futebol

10 de Junho de 2026, 11:14
Cena em preto e branco de gol de Pelé
Gol contra o Juventus é considerado o mais bonito da carreira de Pelé (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Resumo
  • O Google DeepMind desenvolveu a ferramenta TacticAI, que está em uso pelo Palmeiras e será adotada pela Seleção Brasileira, para análise de jogo e previsão de movimentações e posicionamentos.
  • A TacticAI permite análise quantitativa de opções táticas, relacionando ações individuais e coletivas.
  • O Google usou o Gemini Omni para recriar o gol de Pelé contra a Juventus em 1959, que não foi registrado em vídeo, utilizando fotografias e depoimentos de jogadores.

Em ritmo de Copa do Mundo, o Google anunciou novidades de futebol para o Brasil. A ferramenta TacticAI, desenvolvida pelo Google DeepMind, está em uso pelo Palmeiras e será adotada também pela Seleção Brasileira. Além disso, a empresa usou o Gemini Omni para recriar um gol histórico de Pelé que não foi registrado em vídeo.

Os lançamentos foram feitos pela empresa no evento Google For Brasil, realizado nesta quarta-feira (10/06) em São Paulo (SP).

Palmeiras é pioneiro em TacticAI

Segundo o Google, o Palmeiras é o primeiro clube da América Latina a adotar o TacticAI para analisar jogo aberto. Antes, as equipes recorriam ao modelo apenas para jogadas de bola parada.

O TacticAI foi desenvolvido pelo Google DeepMind, laboratório de inteligência artificial da empresa. Com a tecnologia, é possível analisar opções táticas de forma quantitativa e prever movimentações e posicionamentos, relacionando ações individuais e coletivas, como o impacto do deslocamento de um zagueiro na linha defensiva.

Gol de Pelé foi recriado com IA

Em outro anúncio, o Google anunciou a recriação do gol de Pelé contra o Juventus em 1959, considerado pelo próprio Rei do Futebol como o mais bonito de sua carreira. O momento não foi registrado em vídeo, o que foi visto como uma oportunidade para o uso da IA.

Para gerar o vídeo com o modelo Gemini Omni, o Google recorreu a fotografias do jogo e depoimentos de jogadores presentes na partida. A peça estará disponível em um minidocumentário a ser lançado no fim de junho.

IA para táticas e gol de Pelé: as novidades do Google para o futebol

Gol contra o Juventus é considerado o mais bonito da carreira de Pelé (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Anthropic lança Claude Fable 5 e Mythos 5 com foco em tarefas complexas

10 de Junho de 2026, 09:40
Imagem de um celular exibindo a tela do Claude AI
Claude Fable 5 é nova versão do Mythos adaptada para o público geral (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
Resumo
  • A Anthropic lançou o Claude Fable 5 e o Mythos 5, modelos de IA generativa avançados para tarefas complexas, como engenharia de software e pesquisas científicas.
  • O Claude Fable 5, disponível para assinantes Pro e Max, é uma versão adaptada do Mythos, anunciado como “avançado demais” para o público, com proteções em atividades específicas que são respondidas pelo Claude Opus 4.8.
  • O Mythos 5, restrito ao Project Glasswing, tem as mesmas capacidades do Fable 5, mas sem bloqueios de segurança, permitindo o uso da capacidade máxima do modelo.

Claude Fable 5 é a nova inteligência artificial da Anthropic disponível para os assinantes dos serviços Pro e Max. Essa é a versão final adaptada daquela IA anunciada em abril, o Claude Mythos Preview, classificada como “avançada demais” para o público. Junto a ela, chega também o Mythos 5, restrito ao grupo de empresas que fazem parte do Project Glasswing.

Os modelos trazem o que há de mais moderno da Anthropic em IA generativa, prometendo alto desempenho para trabalhos de engenharia de software, pesquisas científicas, entre outras áreas, além de capacidade para resolver tarefas mais complexas. A diferença fica por conta de proteções em algumas atividades específicas no Fable 5, que serão respondidas utilizando o Claude Opus 4.8.

Segundo a Anthropic, o trabalho realizado no Project Glasswing permitiu melhorias importantes em cibersegurança, e a ideia é expandir o acesso no futuro com mais parcerias de confiança. Para começar a usar o Fable 5, os planos partem dos R$ 20 ao mês, na opção Pro, e R$ 100, para a assinatura Max.

IA mais poderosa do mundo, mas com ressalvas

O Claude Fable 5 tem as mesmas capacidades do Mythos 5, com cerca de 5% dos tópicos ainda “proibidos” de serem processados pelo novo modelo. A saída da Anthropic foi colocar bloqueios de segurança que direcionam os trabalhos para o Claude Opus 4.8, modelo premium disponibilizado ao público até então. A empresa garantiu ainda que atualizações futuras devem diminuir os casos em que a resposta precisa ser dada com a IA anterior.

No caso do Mythos 5, esses bloqueios são derrubados, permitindo o uso da capacidade máxima do modelo. Mas, vale lembrar: seu uso é restrito ao Project Glasswing, que inclui big techs como Amazon Web Services, Google, Apple, entre outras, além do governo dos Estados Unidos, com quem a Anthropic também mantém parceria.

Definição dos bloqueios de segurança

A Anthropic detalhou alguns pontos importantes nessa diferença entre dois novos modelos, com destaque para temas de cibersegurança e pesquisa biológica. Segundo a empresa, há um risco maior de respostas que podem ser aproveitadas de maneira maliciosa.

O Fable 5 vai, por exemplo, identifica desde buscas simples até tentativas de burlar essas seguranças (os chamados jailbreaks), acionando o Opus 4.8 para respostas específicas. São três tópicos principais “proibidos”:

  • Determinadas tarefas de cibersegurança
  • Perguntas envolvendo armas bioquímicas e desenvolvimento científico nessa área
  • Destilação de IA, técnica de treinamento em que um modelo externo aprende com outro
Fable 5 e Mythos 5 prometem acelerar trabalhos de codificação, análise de gráficos e pesquisas científicas (imagem: divulgação/Anthropic)

Mais capacidade para atividades complexas

As novas IAs prometem potencializar trabalhos de codificação, uso de ferramentas, leitura e resolução de gráficos e até testes com jogos. 

A Anthropic trouxe alguns exemplos interessantes, como um desempenho três vezes melhor do Fable 5 em relação ao Opus 4.8 ao jogar o game Slay the Spire, além de simular o sistema solar com base nas leis da física para conseguir prever eclipses solares com maior precisão.

Outro destaque envolve a produção de medicamentos, tornando o processo até dez vezes mais rápido em testes de possíveis designs de proteínas. A Anthropic garante que a IA bateu a assertividade de cientistas humanos com anos de experiência no ramo.

O Mythos 5 também foi capaz de desenvolver hipóteses em biologia molecular mais confiáveis que o Opus 4.8. Uma delas, com proteínas da bactéria E. Coli, foi inclusive corroborada por cientistas em um estudo independente.

Anthropic lança Claude Fable 5 e Mythos 5 com foco em tarefas complexas

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Novo Claude Fable 5 é versão adaptada da IA Mythos, anunciada como “avançada demais” para ser liberada ao público.

Conheça mais detalhes sobre o Claude AI (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Lenovo Idea Tab com 8 GB de RAM surge em oferta com 34% OFF por até 12x sem juros

9 de Junho de 2026, 18:03

Prós
  • Tela grande (11″) com resolução 2.5K e taxa de 90 Hz
  • Vem com capa, teclado e caneta
  • Boa autonomia de bateria
  • Recursos de IA integrados
  • Suporte a microSD
Contras
  • Câmeras básicas
  • Engasga em jogos e apps pesados
  • Áudio peca nos graves
  • Sem dados móveis (LTE ou 5G)
  • Brilho de tela baixo
Parcelado
Participe dos canais de ofertas do Achados do TB

O Lenovo Idea Tab (128 GB) está com 34% de desconto e a oportunidade de pagar parcelado no AliExpress. A oferta da loja oficial do Magalu coloca o tablet à venda por R$ 1.658 em até 12x sem juros com a adição do cupom AEBR6. O dispositivo intermediário apresenta preço original de R$ 2.499,99.

Lenovo Idea Tab oferece boa autonomia e recursos de IA

Lenovo Idea Tab sendo segurado por uma mão e a outra circulando a tela com a caneta da Lenovo
Lenovo Idea Tab traz de forma nativa a ferramenta Circle To Search do Google (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

O Idea Tab como um dispositivo do mercado intermediário de tablets chega com o sistema Android 16 e interface personalizada da marca com integração de IA. O Circle to Search se destaca com as pesquisas rápidas e traduções de idiomas, mas ainda há ferramentas inteligentes de bloco de notas e calculadora para o dia a dia.

O tablet tem como um dos seus pontos fortes a boa autonomia entregue. Equipado por uma bateria de 7.040 mAh forneceu durante os nossos testes um período de duração superior a 8 horas de reprodução em apps de streaming, como Netflix e Spotify. O carregamento é realizado por um adaptador de 20 W incluso.

O painel WVA de 11 polegadas entrega resolução 2.5 K (2.560 x 1.440 pixels) com a reprodução de cores bem ricas e saturadas. Assim como a taxa de atualização de 90 Hz assegura uma experiência fluida a transições de páginas e animações gráficas. Em contrapartida, o brilho peca por alcançar pico de apenas 500 nits.

Lenovo Idea Tab com a tela ligada monstrando o desenho "Irmão do Jorel"
Lenovo Idea Tab fornece uma qualidade de imagem satisfatória para filmes e séries (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

Em questão de desempenho, a combinação de 8 GB de memória RAM e processador MediaTek Dimensity 6300 dá conta do recado para tarefas básicas diárias. Isso significa que, para quem busca um tablet para estudos, vai ter suas demandas ativas. Já para tarefas mais pesadas como jogos ele tem as suas limitações.

O tablet da Lenovo apresenta uma construção interessante com carcaça em alumínio, quatro saídas de áudio com suporte a Dolby Atmos, entrada para fones de ouvido P2 e entrada para cartão microSD. Além disso, inclui certificação IP52 e câmeras básicas frontal de 5 MP e traseira de 8 MP.

O Lenovo Idea Tab com Bluetooth 5.2 e Wi-Fi (dual-band) em conectividade, vai receber atualizações até 2029, segundo a fabricante. O dispositivo de 128 GB está saindo por R$ 1.658 em até 12x sem juros com o cupom AEBR6, um desconto de 34% dado pela loja Magalu no AliExpress.

Assista o review do Tecnoblog sobre o Lenovo Idea Tab:

Aviso de ética: ao clicar em um link de afiliado, o preço não muda para você e recebemos uma comissão.

Lenovo Idea Tab com 8 GB de RAM surge em oferta com 34% OFF por até 12x sem juros

💾

Lenovo Idea Tab (128 GB) traz painel de 11 polegadas com 90 Hz, recursos de IA e boa autonomia; tablet em oferta na loja Magalu no AliExpress vem com caneta e capa teclado

Lenovo Idea Tab (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

Lenovo Idea Tab (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

Microsoft derruba 73 repositórios no GitHub após ataque hacker

9 de Junho de 2026, 15:24
Arte com o logo da Microsoft ao centro. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Microsoft confirmou investigação de conteúdo malicioso (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft desativou 73 repositórios no GitHub de forma repentina.
  • Ação ocorreu após a empresa descobrir que hackers invadiram os repositórios para espalhar malware voltado ao roubo de credenciais.
  • A dona do Windows confirmou que investiga “possível conteúdo malicioso”.

A Microsoft precisou acionar um botão de emergência na última sexta-feira (05/06) e desativou 73 repositórios próprios no GitHub. A medida foi tomada após a descoberta de que hackers invadiram os espaços para distribuir um malware projetado para roubar credenciais.

Segundo o site 404 Media, o alvo principal da campanha maliciosa eram usuários de assistentes de programação baseados em IA.

Como o malware roubava credenciais?

A mecânica do ataque apostava na invisibilidade. Na prática, os criminosos injetaram arquivos de configuração ocultos no meio de códigos legítimos. Quando um programador baixava e abria esse repositório infectado usando os assistentes de IA, como o Claude Code, a armadilha era ativada de forma quase imperceptível.

A partir daí, o malware passava a rodar em segundo plano, coletando as senhas e os tokens de acesso do usuário para enviá-los a servidores controlados pelos invasores. As evidências técnicas levantadas apontam para a autoria do TeamPCP, um grupo hacker especializado nesse tipo de infiltração.

O caso parece um desdobramento de outra invasão e roubo de milhares de repositórios internos no GitHub, revelado no mês passado. A nova ação da Microsoft sugere que ela não conseguiu blindar totalmente sua infraestrutura.

Ilustração que representa a detecção de ameaças digitais. O centro da imagem é dominado por uma janela de terminal de computador estilizada e uma lupa com cabo amarelo, que está focando em um inseto (bug) vermelho no centro da tela. O fundo é escuro, com códigos binários em roxo e diversas ilustrações de vírus biológicos flutuando, sugerindo o conceito de "vírus" e "malware". No canto inferior direito, o texto secundário em branco diz "tecnoblog".
Malware agia de forma silenciosa em segundo plano (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Apagão em alguns serviços

A resposta da Microsoft impediu a atualização de aplicativos, sites e sistemas de terceiros que utilizam a infraestrutura oficial da companhia. Como a ação foi repentina, muitos desenvolvedores foram pegos de surpresa.

Quem tentava acessar os códigos bloqueados encontrava apenas um aviso informando que o repositório havia sido desativado por “violação dos termos de serviço do GitHub”. Não havia nenhuma instrução ou notificação sobre o risco de vazamento de senhas. Nos fóruns de suporte da Microsoft, programadores relataram confusão.

Ao 404 Media, a dona do Windows confirmou que removeu temporariamente os arquivos para investigar “possível conteúdo malicioso” e garantiu que sua prioridade é proteger o ecossistema de desenvolvimento.

Segundo a Microsoft, alguns repositórios já foram auditados e restaurados, enquanto outros devem continuar offline por tempo indeterminado para varreduras mais profundas. “Continuaremos investigando e, se identificarmos algo mais que exija ação do cliente, entraremos em contato por meio de nossos canais de suporte”, concluiu a empresa.

Microsoft derruba 73 repositórios no GitHub após ataque hacker

Microsoft (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Entenda o conceito de malware e as diferentes formas de ameaças (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Google libera dobro de espaço em plano de IA

9 de Junho de 2026, 15:14
Google oferece quatro opções de acesso à IA no Brasil (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Google ampliou o armazenamento de 200 GB para 400 GB para assinantes do plano Google AI Plus no Brasil, sem cobrar nada a mais.
  • O plano Google AI Plus custa R$ 24,99 por mês e oferece mais espaço para guardar arquivos na nuvem.
  • O preço do plano no Brasil não mudou porque já era próximo ao preço praticado nos EUA, que é de US$ 5.

Os brasileiros adeptos da principal assinatura de inteligência artificial do Google têm motivos para comemorar: a empresa ampliou o armazenamento de 200 GB para 400 GB sem cobrar nada a mais por isso. A mudança já está valendo, de acordo com a equipe de comunicação.

O plano Google AI Plus já custava R$ 24,99 por mês. A única diferença diz respeito ao espaço que os assinantes podem usar para guardar arquivos na nuvem. Ao contrário do Brasil, os clientes americanos ainda notaram uma redução no preço, que passou de US$ 7,99 para US$ 4,99.

Cartão promocional do Google AI Plus com preço de R$ 24,99 por mês e botão “Comece agora”
Google AI Plus custa R$ 24,99 (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O Google explicou ao Tecnoblog que o preço por aqui não muda pois já era muito próximo aos US$ 5 praticados nos Estados Unidos. De fato, com o câmbio atual, dá praticamente R$ 25.

Os serviços de IA do Google repetem a mesma lógica de cobrança de tokens que tem gerado discórdia e preocupação no setor de tecnologia. A versão gratuita dá acesso ao app Gemini e ao Nano Banana numa modelagem muito básica, para uso cotidiano. Já os demais planos possuem limites maiores. São eles: Plus (2x mais por R$ 24,99), Pro (4x mais por R$ 96,99) e Ultra (20x mais por R$ 779,90).

Google libera dobro de espaço em plano de IA

Google (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Google AI Plus custa R$ 24,99 (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Galaxy Watch 8 Classic despenca 56% na melhor oferta que já vimos

9 de Junho de 2026, 12:37

Prós
  • Integra Galaxy AI e Google Gemini
  • Design com coroa giratória
  • Painel Super AMOLED brilhante
  • Resistência a água e poeira
  • Conectividade 4G LTE via
Contras
  • Peso considerável de 63,5 g
  • Display pequeno de 1,34 polegadas
  • Não tem compatibilidade com iPhone
  • Autonomia inferior à do Ultra
PIX
Participe dos canais de ofertas do Achados do TB

O Galaxy Watch 8 Classic está saindo por apenas R$ 1.979 no Pix na Amazon. A melhor oferta que já vimos oferece o gadget com desconto de 56% sobre o preço original de R$ 4.499.

Este smartwatch premium possui tela AMOLED com brilho de até 3.000 nits, design clássico com coroa giratória e sensores avançados para monitorar tanto atividades esportivas como a saúde do usuário.

Galaxy Watch 8 Classic traz tela AMOLED e design clássico

O Galaxy Watch 8 Classic possui uma tela AMOLED de 1,34 polegada com brilho de até 3.000 nits, que oferece cores vibrantes e visibilidade sob luz forte. O vidro Cristal de Safira protege o display contra riscos e arranhões.

Seus sensores avançados permitem monitorar diversas atividades esportivas, cobrindo mais de 100 modalidades diferentes. Ele também oferece informações sobre a saúde do usuário, que incluem monitores de estresse, sono, ciclo menstrual, eletrocardiograma e oxigenação do sangue.

O acessório também pode fazer a diferença em situações de risco: graças ao suporte à LTE, no caso de uma emergência médica, ele pode emitir alertas para contatos específicos e ligar para números como 190 (polícia) e 192 (ambulância), sem depender de um celular.

O corpo de aço inoxidável de 46 mm do Galaxy Watch 8 Classic conta com um visual próximo de um relógio de pulso tradicional, que inclui uma coroa giratória com função de navegação entre funcionalidades. Já a certificação IP68 confere resistência a água, habilitando o gadget para uso em esportes aquáticos.

Este smartwatch possui conectividade Wi-Fi 5, Bluetooth 5.3, além do 4G/LTE. Equipado por 2 GB de RAM e 64 GB de espaço interno permite instalar e executar apps localmente. A bateria de 445 mAh resiste a um dia inteiro de uso e suporta carregamento de 10 W.

O Galaxy Watch 8 Classic sai por R$ 1.979 no Pix na Amazon, um abatimento de 56% frente ao valor de lançamento na melhor oferta já divulgada do relógio premium da Samsung pelo Achados do Tecnoblog.

Aviso de ética: ao clicar em um link de afiliado, o preço não muda para você e recebemos uma comissão.

Galaxy Watch 8 Classic despenca 56% na melhor oferta que já vimos

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Galaxy Watch 8 Classic tem tela AMOLED, recursos de IA e sensores avançados; melhor oferta que já vimos traz smartwatch da Samsung com desconto de 56% no Pix

Gemini chega para celulares Android mais simples e baratos

9 de Junho de 2026, 07:19
Foto mostrando o aplicativo Gemini em celular Android com página do Gemini sendo acessada via navegador no PC.
Gemini Go chega para celulares baratos com sistema Android (Imagem: Vitor Valeri/Tecnoblog)
Resumo
  • O Gemini, inteligência artificial do Google, está disponível em celulares Android baratos com sistema operacional Android Go, substituindo o assistente de voz.
  • Para usar o Gemini Go, basta atualizar o aplicativo do Google pela Play Store e acessá-lo pelo widget na home do Android ou pelo botão de Home ou energia.
  • Com o Gemini Go, é possível realizar atividades como ligações, mensagens por comandos de voz, buscas específicas, organizar agenda e reproduzir conteúdos de apps baixados no smartphone.

O Gemini chegou de forma nativa a celulares Android mais baratos com a versão Go do sistema operacional do Google. Agora, basta atualizar o aplicativo geral da empresa pela Play Store para começar a usar o Gemini Go em pesquisas rápidas e consultas na IA generativa, sem a necessidade de recorrer ao navegador.

A novidade impacta modelos de entrada ou até mesmo intermediários, como Redmi A5, Poco C71 e Infinix Smart 10, todos à venda no Brasil por menos de R$ 1 mil. Eles têm entre 2 e 4 GB de memória RAM. Antes, os smartphones ficavam restritos ao Google Assistente.

Segundo o Google, o recurso já está disponível em português, mas algumas funções podem demorar a chegar. Portanto, vale checar se a atualização pode ser feita via Google Play Store e testar alguns prompts com a IA.

Como usar o Gemini Go?

Smartphone Redmi A5
Redmi A5, da Xiaomi, traz uma versão Go do Android, agora com suporte ao Gemini (imagem: Divulgação/Xiaomi)

O Gemini Go fica disponível dentro do próprio app do Google, que normalmente apresenta um widget na home do Android. Para atualizar, basta seguir os passos:

  • Abra a Play Store no seu celular.
  • Busque por “Google” na barra de pesquisa.
  • Cheque se há alguma atualização disponível. Pode ser que o aplicativo já esteja atualizado, caso você tenha o update automático ativado.

Assim, não será mais necessário entrar no navegador para acessar o Gemini, mas sim o próprio app do buscador. Dependendo do celular, basta pressionar o botão de Home ou o botão de energia para acessar a IA. Também é possível baixar o app do Gemini, mas, em um modelo de entrada, isso pode significar perder um espaço significativo de armazenamento.

A nova versão da IA realiza diferentes atividades, como ligações ou mensagens por comandos de voz, buscas mais específicas, organização da agenda, adição de eventos ao calendário, entre outros exemplos.

Também é possível reproduzir conteúdos a partir de apps baixados no smartphone, assim como abrir vídeos no YouTube usando comandos de voz. Essas ações já eram possíveis via Google Assistente, mas sofriam com algumas limitações que a IA generativa vem tentando resolver.

Gemini chega para celulares Android mais simples e baratos

Aplicativo Gemini para Android (Imagem: Vitor Valeri/Tecnoblog)

(imagem: Divulgação/Xiaomi)

Google desativa Pixel Studio menos de dois anos depois do lançamento

8 de Junho de 2026, 16:55
Captura da apresentação do Google sobre o Pixel Studio
App de geração de imagens não permite mais novas criações (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • Google desativou a função principal do Pixel Studio, aplicativo de criação e edição de imagens por IA.
  • A atualização remove a interface de criação de imagens por comandos de texto e direciona os usuários para o app do Gemini.
  • Projetos antigos criados no Pixel Studio continuam acessíveis, permitindo visualizar e salvar imagens e figurinhas geradas.

O Google parece estar centralizando as funcionalidades de criação de imagens no app do Gemini. Com isso, começou a desativar a principal função do Pixel Studio, aplicativo de criação e edição de imagens por IA lançado com a linha Pixel 9, em agosto de 2024.

A partir da versão 2.3, o app deixa de permitir a geração de imagens por comandos de texto e passa a direcionar os usuários para o Gemini. Agora, ao abrir o app atualizado, a interface em que era possível digitar prompts e criar imagens não aparece mais. A versão 2.3 do Pixel Studio está sendo distribuída gradualmente para dispositivos Android compatíveis.

App redireciona para o Gemini

De acordo com o site Android Authority, no lugar, o usuário encontra um botão “Abrir Gemini”, que leva à página do app na Google Play Store. A desativação já vinha sendo sinalizada desde fevereiro, quando o Google começou a remover algumas funções do Pixel Studio.

captura de tela no pixel studio
Pixel Studio passa a redirecionar para o Gemini (imagem: reprodução/Android Authority)

O app ainda continuará disponível para download e os projetos antigos criados pelos usuários seguem acessíveis, permitindo visualizar e salvar imagens e figurinhas geradas.

Com isso, o Pixel Studio fica restrito ao histórico, enquanto novas criações passam a ser direcionadas ao app principal de IA da empresa, que também recebeu um novo gerador de vídeos, anunciado no Google I/O 2026.

Pixel Studio foi lançado com o Pixel 9

O Pixel Studio estreou em 2024 como um dos recursos de IA da linha Pixel 9. A proposta era oferecer uma ferramenta simples para criar imagens a partir de comandos de texto, algo próximo ao que a Apple apresentou com o Image Playground, para o iOS.

Apesar de ser tratado como um recurso nativo dos celulares Pixel, o app combinava processamento local com o modelo em nuvem Imagen 3, desenvolvido pelo Google, exigindo conexão com a internet para renderizar as imagens.

Além da criação por texto, o app permitia editar imagens adicionando ou removendo elementos por meio de comandos e criar pacotes de figurinhas personalizadas. Ao longo do tempo em atividade, o Google também adicionou recursos como integração com o teclado Gboard, ferramentas de edição generativa e a capacidade de criar representações de pessoas.

Google desativa Pixel Studio menos de dois anos depois do lançamento

(imagem: reprodução/Google)

(imagem: reprodução/Android Authority)

App da Meta AI gera artigos clickbait com base no perfil do usuário

8 de Junho de 2026, 14:26
Tela do Instagram com integração da Meta AI, exibindo o logotipo “Meta AI” no celular
Meta AI possui integração com Instagram, Facebook, WhatsApp e Messenger (foto: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)
Resumo
  • O aplicativo independente da Meta AI exibiu artigos clickbait gerados por inteligência artificial na seção de recomendações personalizadas.
  • Os conteúdos foram criados com base em informações do perfil do usuário, como localização e interesses, mas resultaram em textos clickbait.
  • A Meta afirmou que a função é um teste e que será descontinuada.

O aplicativo independente da Meta AI exibiu artigos clickbait gerados por inteligência artificial em uma seção de recomendações chamada “Para você”, disponível na barra lateral do app. Os conteúdos são criados a partir de sugestões personalizadas.

A seção aparece dentro do app como um feed de cards com temas sugeridos pela IA, assim como coletâneas de notícias personalizadas como o Google Discover. Contudo, os cards funcionam como comandos: assim que o usuário toca nele, o chatbot gera o texto sobre o assunto.

Ao The Verge, a Meta afirmou, no sábado (06/06), que o recurso faz parte de um teste limitado e que seria descontinuado. No entanto, a funcionalidade ainda aparece para alguns usuários, inclusive no Brasil.

Como os artigos funcionam?

Tela do aplicativo Meta AI com cards “Para você” e títulos gerados por IA, como “Por que o ‘quem indica’ ainda vence os algoritmos”
Lista lembra feeds de notícias (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

Segundo o site, as sugestões parecem partir de informações da conta, como localização, hábitos de uso e interesses. Os resultados, porém, se aproximam de conteúdos no estilo clickbait, com chamadas curiosas, falta de atribuição de fontes e, muitas vezes, textos que não elaboram direito o que o título propõe.

Durante testes feitos pelo The Verge, o app sugeriu temas ligados a estereótipos da cultura britânica, como “Um mordomo real finalmente encerrou o debate sobre colocar o leite primeiro”. O texto teria usado elementos de uma série de comédia da BBC, de 2018.

Nos nossos testes aqui no Tecnoblog, a IA sugeriu textos em temas como tecnologia, filmes, séries e futebol, mas também foi para uma linha de tabloide de fofoca, com sugestões como “Contas de dublagem que vão te fazer rir muito” — que elencou dois nomes de influencers do Instagram.

Além dos textos, o aplicativo da Meta AI também cria imagens para acompanhar os cartões, com ilustrações de locais, personagens e pessoas. As imagens contém falhas visuais típicas de imagens geradas por IA.

Capturas de tela do chatbot da Meta AI. À esquerda, o print mostra uma conversa sobre o ator Jacob Elordi, e à direita sobre a seleção brasileira
Esses são o ator Jacob Elordi e o jogador Neymar, segundo a Meta AI (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

Textos não mencionam fontes

Outro grande problema é que, mesmo quando claramente adapta notícias reais, a funcionalidade não identifica as fontes usadas para a geração do texto. Em um texto com título “A Nike estragou a nova camisa da seleção brasileira?”, a IA tenta explicar o design da camisa principal e reserva e, às vezes, passa por polêmicas.

“Às vezes” porque, como o texto é gerado imediatamente pela IA, uma versão pode sair completamente diferente da outra. Por exemplo, ao clicar no tema da camisa pela primeira vez, a IA falava sobre uma polêmica camisa vermelha descartada pela CBF. A mesma informação sumiu em duas tentativas posteriores.

Ainda sobre a Copa do Mundo, outro texto, “A lista oficial do Brasil para a Copa 2026”, erra nomes da convocação final, realizada há quase três semanas. Lembrando que, desde o ano passado, a Meta possui acordos com veículos de imprensa para usar notícias na IA.

Meta diz que é um teste

Arte com a logomarca da Meta ao centro e o rosto de Mark Zuckerberg abaixo. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Meta diz que descontinuará função (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Procurada pelo The Verge, a porta-voz da Meta, Tracy Clayton, afirmou inicialmente que a empresa estava testando um feed diário com dicas, conteúdos e recomendações personalizadas.

Segundo ela, a proposta seria sugerir informações relevantes ao usuário, como planos de refeição ou conselhos de condicionamento físico, antes mesmo de uma solicitação direta.

Depois, a Meta atualizou o posicionamento e afirmou que o recurso seria descontinuado. “Este foi um teste para um número limitado de usuários e ele será descontinuado. A Meta não tem planos de seguir em frente com esse recurso”, declarou Clayton.

App da Meta AI gera artigos clickbait com base no perfil do usuário

Meta AI possui integração com Instagram, Facebook, WhatsApp e Messenger (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

(imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

(imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Matemáticos alertam: não confiem cegamente na IA

8 de Junho de 2026, 11:23
Uma ilustração digital de um perfil de cabeça humana, formada por linhas e pontos luminosos azuis que simulam uma rede neural ou mapeamento digital. Ao lado direito, em letras brancas, a sigla "AI" (Inteligência Artificial). O fundo é escuro com leves pontos de luz. No canto inferior direito, o logo "tecnoblog".
Matemáticos alertam: não confiem cegamente na IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Declaração de Leiden alerta sobre uso desmedido de IA na matemática;
  • manifesto alerta que ferramentas de inteligência artificial podem propagar erros em cascata na literatura científica se usadas sem critérios;
  • documento pede regulamentação da indústria de IA por governos, além de transparência no uso da tecnologia por pesquisadores e organizações.

Uma das utilidades atribuídas à inteligência artificial é a resolução de problemas matemáticos complexos. Este é um avanço totalmente benéfico para a humanidade, certo? Não é bem assim. Para os matemáticos, pesquisadores e historiadores que criaram a Declaração de Leiden, o uso de IA para esse fim requer muito cuidado.

A Declaração de Leiden sobre Inteligência Artificial e Matemática, como é chamada na íntegra, é um manifesto público que foi elaborado após cerca de 60 acadêmicos se reunirem na Universidade de Leiden, nos Países Baixos, para tratar da “mecanização” da pesquisa matemática.

O encontro foi realizado em setembro de 2025 e contou com a participação de matemáticos, especialistas em computação, filósofos, historiadores e cientistas sociais. Depois do evento, um grupo de trabalho foi formado para elaborar a declaração e, então, divulgá-la de modo amplo, a ponto de alcançar de indivíduos a organizações governamentais.

A iniciativa conta com o apoio da União Internacional de Matemática.

Mas o que diz a Declaração de Leiden?

A Declaração de Leiden foi publicada em 2 de junho de 2026, mas não com a ideia de proibir o uso de IA em estudos ou resoluções de problemas matemáticos. O objetivo principal é alertar que essa prática deve ser conduzida com cuidado por haver vários riscos associados a ela.

Um deles é o fato de que mecanismos de inteligência artificial tendem a apresentar resultados de modo tão convincente que parece não haver erros ali, mesmo quando há:

Este é um problema sério: a pesquisa em matemática (…) quase sempre se baseia em pesquisas anteriores, portanto, é essencial que os pesquisadores saibam se os resultados na literatura estão corretos.

Rascunhos imprecisos gerados por IA são baratos de produzir e há o risco de saturar a literatura com resultados alegados que são simplesmente errados. Uma vez que isso aconteça, os erros provavelmente se propagarão à medida que novos resultados forem construídos sobre fundamentos falhos.

Leslie Ann Goldberg, Chefe do Departamento de Ciência da Computação da Universidade de Oxford

Mas os possíveis problemas não terminam aí. O manifesto também tem apontamentos como:

  • tendência de a IA produzir resultados sem indicar adequadamente as fontes humanas originais;
  • divulgação exagerada da capacidade da IA de resolver problemas matemáticos, o que ocorre quando não há uma avaliação científica rigorosa sobre o resultado apresentado;
  • risco de ferramentas de IA avançadas serem acessadas de modo desigual entre os pesquisadores, causando um cenário de “abismo tecnológico” no meio acadêmico;
  • possibilidade de empresas de tecnologias dominarem o setor a ponto de pesquisas matemáticas sem valor comercial, mas importantes do ponto de vista científico ou acadêmico, serem deixadas de lado.
Ilustração com o texto "AI" ao centro. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog"é visível.
Declaração de Leiden pede uso cuidadoso da IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O que a Declaração de Leiden pede?

Basicamente, o manifesto pede para governos serem rigorosos na regulamentação da indústria de inteligência artificial e não confiarem cegamente nesse tipo de tecnologia, até porque ela é guiada predominantemente por interesses comerciais.

Mas também há “recados” para matemáticos e organizações. Para o primeiro grupo, a Declaração de Leiden pede que pesquisadores sejam transparentes sobre o uso de IA em seus trabalhos, não posicionem sistemas do tipo como coautores e sejam criteriosos na escolha das ferramentas.

Para organizações (como instituições de ensino ou pesquisa) e publicações científicas, o manifesto pede para que trabalhos que passaram pela IA sejam checados com critérios rigorosos e a adoção de medidas para evitar que artigos desenvolvidos por humanos sejam usados para o treinamento de ferramentas de IA comerciais sem a devida autorização.

Esta é a página da Declaração de Leiden. Quando esta notícia foi publicada, mais de 2.000 pessoas ao redor do mundo já haviam feito uma assinatura de apoio ao manifesto, sendo a maioria formada por pesquisadores e professores universitários.

Matemáticos alertam: não confiem cegamente na IA

Cloudflare declara guerra a bots de IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Inteligência artificial (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Vacina criada com ajuda de IA passa pelo primeiro teste em humanos

5 de Junho de 2026, 18:29
Comprovante de vacinação COVID-19 (Imagem: Pexels/Gustavo Fring)
Reino Unido começa a testar vacinas feitas com ajuda de IA (imagem: Pexels/Gustavo Fring)
Resumo
  • Vacina PEVAC-PS, desenvolvida com auxílio de inteligência artificial, concluiu sua primeira fase de avaliação em humanos no Reino Unido.
  • Os testes não registraram efeitos colaterais significativos e mostraram que o conceito funciona.
  • A pesquisa, realizada pela Universidade de Cambridge, avaliou a vacina em 39 voluntários saudáveis e já prepara uma nova rodada de testes.

Uma vacina experimental desenvolvida com auxílio de inteligência artificial pode agir contra futuras mutações do coronavírus. Em testes no Reino Unido, a PEVAC-PS concluiu sua primeira fase de avaliação em humanos e não registrou efeitos colaterais significativos.

A vacina foi desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Cambridge, da Inglaterra, e avaliada em 39 voluntários saudáveis. A proposta é que ela possa agir contra diferentes tipos de sarbecovírus, grupo que inclui o SARS-CoV-1, as variantes do SARS-CoV-2 (causador da pandemia da Covid-19) e outros vírus encontrados em animais com potencial de transmissão para humanos.

Como a IA projetou a vacina?

Ilustração de inteligência artificial
Pesquisadores usaram IA para identificar traços em comum em diferentes variantes (imagem: Growtika/Unsplash)

Os pesquisadores usaram a plataforma DIOSynVax (sigla em inglês para Vacina Sintética Digitalmente Otimizada para a Imunidade, em tradução livre) para analisar RBDs (Domínios de Ligação ao Receptor) de uma proteína chamada glicoproteína espicular (spike) em múltiplos vírus, disponíveis em programas de vigilância globalmente. O estudo procurou partes do vírus que tendem a mudar pouco, mesmo quando novas variantes surgem.

Com essa informações, a IA ajudou a projetar uma sequência sintética inédita de RBD, descrita pela equipe como um “superantígeno”, criado para treinar o sistema imunológico a reconhecer pontos funcionais e mais conservados de diferentes tipos de coronavírus.

Um dos alvos mapeados foi a região associada ao anticorpo monoclonal S309, conhecido por reagir contra diferentes vírus da família dos sarbecovírus.

Através da mesma plataforma, já há pesquisas em andamento para uma vacina universal contra a gripe sazonal, uma dose voltada à gripe aviária H5N1 e soluções para febres hemorrágicas, incluindo vírus da família do Ebola. Esses testes, porém, ainda estão sendo conduzidos em animais.

Teste inicial mostrou resposta imune

Representação de um vírus em verde
Proposta quer evitar caos da pandemia de Covid-19 (imagem: Yuri Samoilo/Flickr)

A pesquisa realizou os testes em 39 participantes entre 18 e 50 anos na Inglaterra e, segundo a publicação, a vacina ativou respostas imunes contra o SARS-CoV-2, o SARS original e vírus relacionados de origem animal. De acordo com a BBC, o impacto inicial foi considerado “modesto”, mas provou que o conceito funciona.

Por isso, a equipe já prepara uma nova rodada de testes, incluindo cerca de 200 pessoas, para avaliar a eficácia da vacina em uma população mais diversa. À BBC, o líder da pesquisa, professor Jonathan Heeney, afirma que a abordagem deve nos proteger “daquilo que pode causar o próximo surto ou doença”.

O investigador-chefe do teste na Universidade de Southampton, Saul Faust, também defende o desenvolvimento desse tipo de imunizante antes de novos surtos. Para ele, avançar clinicamente com vacinas desse tipo antes do início de uma epidemia pode salvar vidas e evitar toda a catástrofe econômica da última pandemia, como lockdowns.

Vírus ainda circula no Brasil

Embora em patamar baixo em comparação aos anos de pandemia e aos primeiros meses após as campanhas de vacinação, o SARS-CoV-2 segue em circulação no Brasil. E um dos maiores problemas é justamente a capacidade de mutação do vírus.

Em 2026, há registro de 1.108 sequenciamentos do SARS-CoV-2, sendo que 77 estão em circulação no país. Por aqui, foram mais de 80 mil casos de síndrome gripal por Covid-19 até o fim de maio, segundo o Ministério da Saúde.

Vacina criada com ajuda de IA passa pelo primeiro teste em humanos

A inteligência artificial é vista como uma das principais tecnologias da Era da Transformação Digital (Imagem: Growtika/Unsplash)

Pandemia de COVID-19 afeta preço de criptomoedas Imagem: Yuri Samoilo/Flickr)

Dona do Claude defende pausa urgente no avanço da IA

5 de Junho de 2026, 13:05
Logo do sistema Claude da Anthropic
Anthropic quer frear o avanço da IA antes que os sistemas comecem a evoluir sozinhos (imagem: divulgação)
Resumo
  • Anthropic pede uma pausa urgente no avanço da IA, comparando-a a armas nucleares.
  • Em manifesto, a empresa propõe um acordo global de paralisação para evitar que ela atinja um ponto de autonomia irreversível.
  • A dona do Claude planeja conversas com formuladores de políticas públicas, pesquisadores e executivos para viabilizar essa pausa.

A Anthropic, empresa responsável pelo assistente virtual Claude, defendeu a criação de um mecanismo para interromper temporariamente os avanços da inteligência artificial. Segundo a companhia, o motivo seria oferecer à sociedade uma janela de tempo para “lidar com as implicações” da tecnologia antes de um ponto de autonomia considerado irreversível.

No blog oficial, a empresa defende que a IA está evoluindo rapidamente para um cenário em que deixará de servir apenas como uma ferramenta de auxílio cotidiano para tornar o trabalho humano milhares de vezes mais eficiente ou, em grande parte, o substituir por completo.

Na prática, a Anthropic está dizendo que os modelos não precisarão mais de engenheiros de software para projetar suas próximas versões. A própria IA poderia escrever seu código, identificar gargalos na arquitetura e lançar atualizações de si mesma. Caso isso ocorra, estabaleceria um ciclo de evolução contínua, reduzindo drasticamente a necessidade de supervisão humana.

Como funcionaria essa pausa?

A Anthropic propõe a adoção de um modelo semelhante aos tratados internacionais que regulam armas nucleares. A mecânica dessa pausa exigiria garantias de que empresas concorrentes não continuem desenvolvendo a tecnologia em segredo durante a duração do acordo.

A solução sugerida pelos executivos é um sistema rigoroso de verificações. A ideia é que as próprias corporações do setor realizem auditorias físicas e de software nos data centers uns dos outros para assegurar o cumprimento da paralisação.

A dona do Claude confirmou que planeja organizar rodadas de conversas com formuladores de políticas públicas, pesquisadores acadêmicos e executivos de outras companhias para fazer isso sair do papel. Os resultados dessas reuniões serão futuramente divulgados para o público.

Datacenter do Google baseado em TPUs (imagem: divulgação/Google)
Proposta da Anthropic inclui auditorias nos data centers de empresas rivais (imagem: divulgação)

Proposta semelhante falhou no passado

O apelo atual da Anthropic resgata debates relativamente recentes sobre os rumos do setor. Em 2023, o Future of Life Institute, uma ONG focada na prevenção de riscos tecnológicos, já havia publicado uma carta aberta solicitando uma pausa de pelo menos seis meses nos experimentos com grandes modelos de IA.

O documento, que já alertava para efeitos possivelmente catastróficos, reuniu a assinatura do bilionário Elon Musk e de mais de mil outros executivos e pesquisadores. No entanto, o pedido não surtiu efeito na indústria.

A principal barreira para frear o desenvolvimento, segundo os críticos da época, é a perda de competitividade. Na ocasião, o ex-CEO do Google, Eric Schmidt, afirmou que qualquer acordo que forçasse as empresas americanas a desacelerarem seus projetos acabaria beneficiando rivais da China.

O manifesto da Anthropic também reconhece a complexidade dessa barreira, argumentando que os exercícios de treinamento de IA ocorrem em hardwares de uso geral e são muito fáceis de ocultar. Somado a isso, o incentivo financeiro para violar um eventual acordo silenciosamente é gigantesco: quem continuar avançando em segredo pode conquistar a liderança de um mercado trilionário.

Mesmo com alerta, Anthropic mantém ritmo acelerado

Apesar do tom de urgência, as operações comerciais da própria Anthropic apresentam um contraste com o discurso de paralisação. De acordo com a Bloomberg, o laboratório de IA continua mantendo um ritmo agressivo de pesquisa e desenvolvimento, inclusivo tendo revelado recentemente o novo modelo Mythos.

Segundo a própria desenvolvedora, o sistema possui a capacidade de detectar e explorar vulnerabilidades de segurança cibernética com uma velocidade impressionante. O lançamento ocorre em paralelo aos preparativos da empresa para realizar a sua oferta pública inicial de ações (IPO) no mercado financeiro.

Dona do Claude defende pausa urgente no avanço da IA

Assistente virtual Claude é produzido pela Anthropic (imagem: divulgação)

Datacenter do Google baseado em TPUs (imagem: divulgação/Google)

CEO nega aumento a funcionários para gastar com IA

4 de Junho de 2026, 12:57
Decisão será aplicado em países sem dissídio coletivo (ilustração via IA: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • A empresa de cloud Teradata comunicou aos seus 5,1 mil funcionários que não haverá aumento salarial, pois a empresa optou por alocar recursos em inteligência artificial (IA) para “ganhar mercado com IA”.
  • O orçamento da Teradata prevê gastos em “talentos e expertise com IA”, podendo contratar novos funcionários focados nessa tecnologia.
  • A decisão da Teradata é válida em países sem dissídio da categoria sindical, como nos EUA, e alguns funcionários ainda poderão receber bônus e ações com base na avaliação de desempenho.

Quer um aumento? Melhor esperar sentado. Esse foi o recado dado por uma empresa americana de cloud aos cerca de 5,1 mil funcionários, ainda no começo do ano, segundo um comunicado obtido pelo site Business Insider. E o motivo é a implementação da inteligência artificial.

A Teradata quer “ganhar mercado com IA” e, para tanto, decidiu alocar recursos que iriam à força de trabalho para a implementação de novas ferramentas. O orçamento corrente prevê gastos em “talentos e expertise com IA”, dando a entender que podem contratar mais funcionários, desde que estejam focados nesta nova tecnologia.

Pelo menos dois empregados disseram ao Business Insider que, nos últimos anos, receberam aumentos anuais entre 2% e 4%. No entanto, este reajuste não é formalmente garantido pela empresa. Com a abordagem focada na IA, alguns profissionais ainda poderão receber bônus e ações da Teradata, com base na avaliação de desempenho.

O comunicado enviado em janeiro explica que a decisão é válida em países que não possuem dissídio da categoria sindical, como ocorre no Brasil. A Teradata possui escritório em São Paulo.

IA movimenta o mercado de trabalho

Imagem mostra o CEO da OpenAI, Sam Altman, à esquerda, e o logo do ChatGPT à direita. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog"
Sam Altman é CEO da OpenAI (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

As últimas semanas têm sido de noticiário agitado em torno da inteligência artificial e seu impacto na maneira como os seres humanos trabalham. O CEO da OpenAI, Sam Altman, disse ficar satisfeito ao se equivocar na previsão de que a IA eliminaria os postos de trabalho mais básicos. Ou seja, o impacto previsto há um ano não se materializou.

Ao mesmo tempo, organizações inteiras estão fazendo contas para definir se realmente o investimento em IA se paga. A Uber se queixou do custo dos tokens e até limitou os recursos permitidos para cada dev ao longo do mês. Já a Microsoft decidiu migrar do Claude Code para o GitHub Copilot.

CEO nega aumento a funcionários para gastar com IA

Agentes de IA não estão prontos para substituir trabalhadores (ilustração via IA: Thássius Veloso/Tecnoblog)

ChatGPT e Sam Altman, CEO da OpenAI (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Estados Unidos querem acesso antecipado a novos modelos de IA

4 de Junho de 2026, 09:24
Donald Trump durante comício
Donald Trump assina ordem executiva para supervisionar IAs do país (imagem: Gage Skidmore/Flickr)

O governo dos Estados Unidos buscará acesso antecipado a modelos avançados de inteligência artificial antes do lançamento público, segundo uma ordem executiva assinada nesta semana pelo presidente Donald Trump.

A medida prevê acordos voluntários com desenvolvedoras de IA para que os sistemas avançados — e capazes de encontrar e explorar falhas digitais —, como o Mythos, da Anthropic, sejam avaliados em testes de segurança cibernética.

Órgãos como os departamentos do Tesouro, Defesa, Comércio e Segurança Interna deverão procurar acordos com empresas de inteligência artificial para receber acesso antecipado aos novos modelos e poderão avaliá-los por até 30 dias, de acordo com a Reuters.

A medida também determina que o Departamento do Tesouro, a Agência de Segurança Nacional (NSA) e a agência de segurança cibernética (CISA) criem um centro conjunto de coordenação voltado à segurança digital em IA.

O secretário do Tesouro, Scott Bessent, deverá trabalhar com desenvolvedoras de IA e provedores de infraestrutura crítica para monitorar códigos, identificar brechas digitais e desenvolver correções voltadas a setores como bancos, serviços de emergência e hospitais.

Big techs apoiam medida

Executivos e empresas do setor se manifestaram favoravelmente ao decreto. No Google, o presidente de assuntos globais Kent Walker classificou a medida como “um passo importante” para dar mais ferramentas a especialistas em cibersegurança contra agentes maliciosos.

A Anthropic, que briga com o governo Trump após tentativas fracassadas de acordo, também declarou apoio à decisão da Casa Branca. A empresa pretende colaborar com o governo na implementação das novas diretrizes de segurança.

OpenAI faz ressalvas

Imagem mostra o CEO da OpenAI, Sam Altman, à esquerda, e o logo do ChatGPT à direita. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog"
Sam Altman fará lobby para evitar imposições às companhias de IA (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Por outro lado, a OpenAI deve agir por trás das cortinas contra propostas que tentem obrigar desenvolvedores de IA a obter autorização do governo para lançar modelos, segundo a Reuters. Ainda assim, o CEO da OpenAI, Sam Altman, elogiou publicamente a medida.

A nova ordem “acerta no equilíbrio necessário”, afirma ele, e garante que os Estados Unidos sigam na liderança da corrida da IA “colocando ferramentas cibernéticas nas mãos de defensores confiáveis”.

theUSshould lead on AI by continuing to develop the very best models, making sure they're safe, and getting cyber tools into the hands of trusted defenders.

the new EO gets the balance right.

— Sam Altman (@sama) June 3, 2026

Em documento publicado ontem (03/06), a OpenAI propõe fortalecer o CAISI, órgão ligado ao Departamento de Comércio, como a principal instituição para avaliação dos modelos. Mas quer que a agência aja apenas na mitigação de riscos, sem o poder de vetar lançamentos.

Decreto muda posição de Trump sobre mercado de IA

A assinatura do decreto marca uma mudança na postura de Trump em relação à regulação da IA. Anteriormente, o presidente demonstrou preferir menos intervenção no setor, temendo prejudicar empresas na disputa com a China.

Ele mesmo havia revogado, logo ao voltar à Casa Branca, uma medida editada pelo ex-presidente Joe Biden, que previa o compartilhamento de resultados de segurança por empresas de IA.

O novo texto estava previsto para ser assinado em 21 de maio, mas foi cancelado e revisado novamente no dia 25. Trump afirmou na ocasião que não concordava com determinados pontos da proposta e não queria adotar medidas que comprometessem a vantagem competitiva dos Estados Unidos, segundo a agência France Presse.

Estados Unidos querem acesso antecipado a novos modelos de IA

Donald Trump durante comício (imagem: Gage Skidmore/Flickr)

ChatGPT e Sam Altman, CEO da OpenAI (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Empresas usam o Reddit para enganar modelos de IA

3 de Junho de 2026, 17:50
Ilustração mostra o ícone do Reddit ao centro. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é vísivel.
Perfis falsos no Reddit estão influenciando respostas no Google e ChatGPT (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Empresas estão usando o Reddit para inundar fóruns com publicações coordenadas e manipular a indexação de conteúdo por ferramentas de IA.
  • Moderadores já denunciaram que as publicações não promovem discussões autênticas, apenas geram engajamento artificial.
  • Com isso, as empresas conseguem aumentar a presença e credibilidade nas respostas do ChatGPT e nos Resumos de IA do Google.

Uma nova estratégia de marketing tem causado dor de cabeça para os moderadores do Reddit. Empresas foram flagradas inundando fóruns com publicações coordenadas para manipular a maneira como o conteúdo é indexado por ferramentas de inteligência artificial.

Os casos identificados até agora envolvem principalmente empresas da área da saúde. Em um post na comunidade r/Biohackers, os moderadores comunicaram que novas postagens sobre terapias de reposição hormonal e peptídeos seriam proibidas.

Segundo os moderadores, as publicações que vinham sendo feitas sobre esses temas não promoviam discussões autênticas, apenas geravam engajamento artificial para aumentar a presença e a credibilidade nas respostas do ChatGPT e nos Resumos de IA do Google.

Como explica o site 404 Media, essa comunidade é antiga no Reddit e conhecida por debates sobre suplementos, farmacologia experimental e outros temas relacionados ao condicionamento físico.

O receio dos moderadores é que usuários vulneráveis, como adolescentes em busca de fórmulas estéticas milagrosas, comprem produtos arriscados induzidos por falsos conselhos online.

Empresas adoram o Reddit

Ícone do Reddit no celular
Fóruns sofrem com a invasão de robôs e agências indicando produtos (imagem: Brett Jordan/Unsplash)

Quem trabalha com internet certamente já ouviu falar do SEO (Search Engine Optimization). Mas a bola da vez no marketing digital é o AEO (Answer Engine Optimization, ou Otimização para Mecanismos de IA).

Enquanto o SEO tenta colocar uma página no topo dos resultados do Google, o AEO quer que uma marca seja a resposta dada por um chatbot. Como os grandes modelos de linguagem buscam conversas autênticas atráves de scraping (raspagem de dados) no YouTube, LinkedIn e, principalmente, no Reddit, essas plataformas viraram o alvo perfeito para manipulação.

Para muitas agências, isso virou uma mina de ouro para emplacar links e propagandas. A RedRover, citada na investigação da 404 Media, vende o serviço e anuncia publicamente “um exército de agentes” que publicam conteúdo em massa no Reddit para dominar as respostas da IA e atrair tráfego.

Spam burla a moderação

Se fossem apenas robôs disparando mensagens repetitivas, os filtros do Reddit já teriam resolvido o problema. Agora a tática mudou: essas agências utilizam contas “aquecidas” mantidas por robôs ou humanos pagos que passam meses interagindo como usuários normais em subfóruns de games, séries ou memes. A ideia é acumular tempo de conta para burlar os sistemas de segurança.

Segundo a apuração, o trabalho da agência começa quando a conta já está “madura” e acumula histórico suficiente para parecer autêntica. A partir daí, são publicados tópicos com perguntas provocativas para a comunidade, como “A vitamina D realmente funciona?”. Usuários reais passam a interagir com a discussão, o que ajuda a impulsionar o alcance da publicação e a dar legitimidade ao conteúdo no Reddit.

É nesse momento que as contas controladas por agências invadem os comentários de forma coordenada, recomendando uma marca específica como se fosse uma dica legítima de consumidor. A IA do Google ou da OpenAI tende a interpretar o volume de menções como um consenso e pode indicar o produto em respostas.

Oficialmente, o Reddit tenta correr atrás do prejuízo e já comunicou que utiliza uma combinação de revisão humana com ferramentas automatizadas para barrar ações coordenadas.

Empresas usam o Reddit para enganar modelos de IA

Saiba como o Reddit se transformou um importante fórum global sobre assuntos diversos (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Ícone do Reddit no celular (Imagem: Brett Jordan/Unsplash)

Uber limita uso de ferramentas como Claude Code para cortar custos com IA

3 de Junho de 2026, 15:55
Logotipo da Uber com carro
Uber limita uso de ferramentas como Claude Code para cortar custos com IA (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Uber estabeleceu um limite mensal de US$ 1.500 por funcionário e por ferramenta de IA (como Claude Code e Cursor);
  • medida visa conter despesas após diretor de tecnologia revelar que orçamento de 2026 da Uber para IA esgotou em quatro meses;
  • controle de uso é feito via painel interno, mas desenvolvedores poderão exceder teto se obtiverem autorização prévia.

Os custos com ferramentas de inteligência artificial estão alcançando níveis perigosos para muitas organizações. Tanto que algumas delas decidiram pisar no freio. É o caso da Uber que, recentemente, estabeleceu um limite mensal de uso de ferramentas como o Claude Code por seus funcionários.

É o que aponta a Bloomberg. De acordo com o veículo, a nova regra determina que cada funcionário gaste até US$ 1.500 por mês para cada ferramenta de programação baseada em IA que utiliza. O valor, que corresponde a R$ 7.630 na conversão atual, foi confirmado pela Uber ao site.

A limitação vale para ferramentas como Claude Code e Cursor. Pelo menos o limite mensal de US$ 1.500 foi definido individualmente para cada ferramenta de IA, de modo que o orçamento de uma não afeta o da outra. De todo modo, o limite pode ser extrapolado pelos desenvolvedores da Uber, desde que haja justificativa e autorização prévia para isso.

O controle do uso das ferramentas é feito por um painel interno ao qual cada funcionário afetado pela decisão tem acesso.

Claude Code para VS Code
Claude Code para VS Code (imagem: reprodução/Anthropic)

Uber fala em incentivar “uso responsável” da IA

Como já ficou claro, esta é uma medida de contenção de gastos. A execução de recursos de inteligência artificial gera muitos custos com processamento, a tal ponto que, se os resultados não compensarem o que é gasto com isso, a alternativa mais óbvia acaba sendo justamente a de aplicar uma política de moderação de uso. Nesse sentido, a Uber deu a seguinte declaração à Bloomberg:

Acreditamos que esta [limitação] é uma maneira bastante direta de incentivar, de forma responsável, a adoção e a experimentação de IA ética em larga escala em toda a empresa.

Algum movimento de controle de gastos já era esperado, afinal, em abril, o diretor de tecnologia da companhia, Praveen Neppalli Naga, reconheceu que a Uber esgotou todo o orçamento de 2026 para IA em apenas quatro meses.

Mas este está longe de ser um problema exclusivo da Uber. Um movimento ligeiramente semelhante envolve o GitHub. Em 1º de junho de 2026, a plataforma adotou um modelo de créditos para a sua ferramenta de programação baseada em IA, o Copilot. Na prática, isso significa que os usuários passaram a pagar pela quantidade de vezes que usam a ferramenta.

Eis o efeito: muitos desenvolvedores que usam o GitHub Copilot ficaram furiosos com a nova forma de cobrança, pois eles viram seus gastos com a ferramenta dispararem de uma hora para a outra.

Uber limita uso de ferramentas como Claude Code para cortar custos com IA

Uber (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Claude Code para VS Code (imagem: reprodução/Anthropic)

Android ganha detector de voz clonada por IA em chamadas

3 de Junho de 2026, 15:02
google app telefone tecnoblog
App Telefone do Google terá identificador de chamadas falsas com IA (foto: André Fogaça/Tecnoblog)
Resumo
  • Google lançou um recurso de detecção de chamadas falsas para o app Telefone no Android.
  • Novidade verifica se a ligação realmente partiu do celular do contato salvo na agenda, via protocolo RCS.
  • Recurso será lançado globalmente para dispositivos com Android 12 ou superior, começando pelos aparelhos da linha Pixel.

Com o avanço da inteligência artificial, criminosos também puderam melhorar as táticas para aplicar golpes via telefone, aproveitando-se de ferramentas que permitem, por exemplo, a clonagem de voz. Contra técnicas como essa, o Google anunciou um novo recurso de detecção de chamadas falsas para o app Telefone, nativo do Android.

A nova ferramenta tentará reduzir golpes em que criminosos simulam chamadas de contatos conhecidos, usando falsificação de identificadores e clones de voz feitos com IA. Dessa forma, deve criar uma camada extra de proteção para ligações que não seriam bloqueadas por outros sistemas de IA focados apenas em números desconhecidos.

Segundo o TechCrunch, o sistema funciona de forma nativa, em segundo plano, sem exigir uma ação manual do usuário. A detecção de chamadas falsas será lançada globalmente para dispositivos com Android 12 ou superior neste mês, começando pelos aparelhos da linha Pixel. Usuários no Brasil, Estados Unidos e Índia começam a receber o recurso.

Como funciona a verificação de chamada?

O recurso usa o protocolo RCS para fazer uma espécie de confirmação entre os aparelhos envolvidos na ligação. Em comunicado, o Google descreve o processo como um “aperto de mão digital”.

Quando um contato salvo na agenda liga para o usuário e ambos usam o app oficial do Google, o celular de origem envia um sinal criptografado de ponta a ponta para confirmar que a chamada realmente partiu daquele aparelho.

Se um golpista tentar se passar por esse contato, o sinal inicial não aparece. Nesse caso, o dispositivo do usuário envia um alerta ao celular real da pessoa cadastrada para checar e ela está fazendo uma ligação naquele momento.

Segundo o Google, se o aparelho legítimo responder que não está em uma chamada, o usuário recebe um aviso na tela recomendando desligar imediatamente.

Para quem está recebendo a ligação, o aplicativo adiciona um pop-up na tela com um aviso de que “Alguém pode estar fingindo ligar pelo número do seu contato”, com uma opção para desligar a chamada.

Funcionamento do detector de chamadas falsas feitas por IA
Usuário receberá notificação de que está recebendo uma ligação potencialmente falsa (imagem: divulgação/Google)

Ferramenta mira golpes com clones de voz

A nova proteção mira um tipo de fraude que evoluiu com a IA: criminosos que se passam por conhecidos. Eles costumam usar sistemas de falsificação de chamadas e voz clonada por IA para golpes clássicos, como simular uma emergência, falsos sequestros e, claro, pedir dinheiro.

Tecnologias de clonagem funcionam com pequenas amostras de áudio de uma pessoa falando. Segundo relatório da Consumer Reports, em março, a maioria das plataformas digitais com essa ferramenta não possuem mecanismos para impedir fraudes e uso indevido dos áudios.

A clonagem virou uma grande preocupação para os brasileiros no ano passado e forçou a emissão de alertas sobre golpes de roubo de voz. Neles, criminosos estariam se passando por representantes de instituições do Estado ou de empresas para gravar a voz das vítimas, segundo a Agência Brasil.

Android ganha detector de voz clonada por IA em chamadas

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Recurso do app Telefone verifica se a ligação realmente partiu do celular do contato salvo na agenda. Novidade chega a usuários no Brasil.

Google Drive adota IA do Gemini para organizar os seus arquivos

3 de Junho de 2026, 11:53
Google Drive (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Novidade exige assinatura dos planos Workspace ou Google AI (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Google liberou globalmente um recurso que utiliza o Gemini para analisar o espaço de armazenamento no Google Drive.
  • A ferramenta está disponível para os planos corporativos do Workspace e para assinantes dos planos de IA voltados ao consumidor.
  • Recurso só funciona em inglês.

Sabe aquela pasta do Google Drive cheia de documentos soltos que você sempre promete arrumar, mas nunca tem tempo ou paciência? O Google quer resolver esse problema. A empresa liberou globalmente um recurso que utiliza o Gemini para analisar o espaço de armazenamento e sugerir onde colocar cada arquivo.

A ferramenta “Organizar meus arquivos” estava em fase de testes desde outubro do ano passado, mas para um grupo restrito de usuários. Agora, o Google expandiu a novidade para os planos corporativos do Workspace e também para assinantes dos planos de IA voltados ao consumidor: Google AI Pro, Ultra, AI Pro para Educação e o plano de Acesso Expandido à IA.

O que a IA do Gemini pode fazer no Google Drive?

Interface do Drive com “Sugerir movimentação de arquivos”, permitindo renomear e desmarcar itens antes de mover em lote
Usuário pode renomear e desmarcar arquivos e pastas antes da transferência (imagem: Gabriel Sérvio/Tecnoblog)

Para quem tem direito ao recurso, o ponto de partida é um novo atalho chamado “Sugerir movimentação de arquivos” (Suggest file moves), que aparece na raiz do “Meu Drive” ou dentro das pastas. Ao clicar nele, o Gemini abre uma interface que divide as recomendações em duas opções: mover arquivos soltos para pastas que já existem ou criar novas pastas para agrupar documentos parecidos.

Dentro desse painel de gerenciamento, a IA faz o trabalho pesado de análise. O Gemini mostra o arquivo selecionado, o destino sugerido e explica a lógica por trás da escolha. Para garantir o controle total da arrumação, a ferramenta traz filtros e ajustes manuais que servem para desmarcar arquivos específicos ou renomear as novas pastas sugeridas antes de confirmar a ação.

A transferência é feita em lote com apenas um clique. Caso o processo altere as permissões de acesso e privacidade de algum documento, o próprio Drive avisa o usuário e pede uma confirmação. Vale notar que, para o recurso aparecer, os administradores de TI das empresas precisam ativar o Gemini no Drive, e os usuários finais devem deixar os “recursos inteligentes” do Workspace habilitados nas configurações da conta.

Recurso só funciona em inglês

Apesar do lançamento global, o recurso chega com limitações. A ferramenta só funciona se a interface do Google Drive estiver configurada obrigatoriamente em inglês. Além disso, o Google abriu um período promocional que vai até o dia 15 de julho de 2026. Até lá, os usuários terão limites diários maiores para testar o recurso de organização. Após essa data, haverá uma cota máxima de uso.

A novidade chega em um momento de forte concorrência no setor de produtividade e nuvem. Ferramentas de terceiros já vinham ocupando esse espaço de organização automatizada. O rival Claude, modelo de IA da Anthropic, já consegue se conectar ao Google Drive via integrações externas e APIs para ler, catalogar e sugerir a arrumação de arquivos de forma bastante parecida.

Google Drive adota IA do Gemini para organizar os seus arquivos

Google Drive (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: Gabriel Sérvio/Tecnoblog)

Reino Unido obriga Google a deixar imprensa fora dos Resumos de IA

3 de Junho de 2026, 10:49
Illustração mostra uma lupa sobre o logotipo do Google, uma letra G em cores vermelho, amarelo, verde e azul, sinalizando a busca no navegador. Na parte inferior direita, está a marca d'água do "Tecnoblog".
Google é obrigado a oferecer controles à imprensa britânica sobre uso em IAs (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Reino Unido determinou que o Google ofereça uma ferramenta de exclusão para sites informativos saírem dos Resumos de IA.
  • A medida também obriga o Google a fornecer links claros para as fontes originais dos conteúdos utilizados nos resultados gerados pelo Gemini.
  • Big tech implementará um novo comando no para permitir que gestores de sites controlem como os conteúdos entram nas experiências de busca.

Poucas semanas após reafirmar a integração do Gemini com a busca, o Google enfrenta mais um revés. Nesta quarta-feira (03/06), a autoridade de concorrência do Reino Unido, CMA, determinou que a empresa ofereça aos donos de sites informativos uma forma de impedir o uso de conteúdos nos Resumos de IA e em outros recursos de busca com a tecnologia.

A decisão, considerada a primeira do tipo a oferecer ferramentas para produções jornalísticas contra a raspagem de dados por IA, chega como parte de novas regras de conduta para a big tech e busca dar mais controle à imprensa sobre como as páginas são usadas pelo buscador.

A CMA afirma que a medida deve equilibrar a relação entre o Google e os veículos de imprensa, colocando os sites em posição mais forte para negociar acordos de conteúdo. Ela também deve ser mais uma palha na fogueira acesa pelas editoras do Brasil, que exigem ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) a imposição de regras semelhantes.

Google já começou a implementar mudanças

Modo IA no Google para celular e desktop
Imprensa ganha controles sobre uso de conteúdo em IAs do Google (imagem: reprodução/Google)

Além da opção de exclusão (opt-out), a nova medida obriga que o Google assegure que o conteúdo utilizado nos resultados gerados pelo Gemini ofereça links claros para as fontes originais.

Segundo o Google, o site que decidir não aparecer nas respostas de IA, como os Resumos de IA, Modo IA e prévias de IA no Discover, não será punido no ranqueamento dos resultados tradicionais. Essa era uma das principais críticas da imprensa do país, já que tags como a “nosnippet”, que já permite o bloqueio de conteúdos nos resumos de IA, também retira o conteúdo da busca tradicional.

Para gerenciar isso, o Google começou a implementar um novo comando no Search Console. A ferramenta permitirá que gestores de sites controlem diretamente como os conteúdos entram nas experiências de busca com IA. Em comunicado, a empresa também afirma que a ferramenta oferecerá métricas sobre a aparição de informações do veículo nas respostas de IA.

Os novos controles para o Reino Unido foram anunciados em março, em resposta a consulta pública iniciada em janeiro pela CMA, ainda que a contragosto do Google. Se o objetivo era impedir a formalização de novas regras, entretanto, não funcionou.

Brasil tenta emplacar regras parecidas

Prédio do Cade no Brasil
Cade investiga abuso de posição dominante pelo Google no Brasil (imagem: reprodução)

No Brasil, o tema está nas mãos do Cade. O órgão investiga a relação entre o Google e veículos de imprensa desde 2019, em um processo que começou voltado à indexação de notícias e foi reaberto no ano passado com foco nos Resumos de IA.

Associações e empresas jornalísticas afirmam que a ferramenta concentra ainda mais poder nas mãos do Google, e a principal queixa é a possibilidade de reduzir visitas aos sites e afetar a monetização por publicidade — que, aliás, também estará presente no Modo IA do buscador.

Um dos pontos centrais da investigação é a ausência de uma opção de opt-out. Segundo a queixa, os veículos não teriam como impedir o uso de seu conteúdo nos Resumos de IA sem afetar também sua presença nos resultados gerais da busca.

Após sete anos, em abril, o Cade decidiu transformar o inquérito administrativo em um processo formal contra o Google. No voto, o presidente interino do órgão, Diogo Thomson, apontou “fortes indícios” de abuso exploratório de posição dominante.

Anteriormente, o Google negou que os Resumos de IA prejudiquem o jornalismo e pediu o arquivamento do processo. A empresa afirma que eventuais quedas de audiência não são causadas pela inteligência artificial, mas por mudanças mais amplas no consumo de notícias.

Reino Unido obriga Google a deixar imprensa fora dos Resumos de IA

Modo IA está chegando ao Brasil (imagem: reprodução/Google)

Surface RTX Spark Dev Box é o PC diferentão da Microsoft para devs

2 de Junho de 2026, 14:29
Surface RTX Spark Dev Box
Surface RTX Spark Dev Box (imagem: reprodução/Microsoft)
Resumo
  • Microsoft revelou Surface RTX Spark Dev Box na conferência Microsoft Build 2026;
  • computador para desenvolvimento traz chip Nvidia RTX Spark, 128 GB de memória RAM e sistema operacional Windows 11 Pro;
  • novidade permite executar modelos de IA complexos localmente e chega aos EUA até o fim de 2026.

A conferência Microsoft Build 2026 teve início nesta terça-feira (02/06). O primeiro anúncio da Microsoft no evento foi o Surface RTX Spark Dev Box. Se você acha que este é um PC não convencional para desenvolvedores, achou certo! A novidade é direcionada ao desenvolvimento de aplicações de inteligência artificial.

Como o próprio nome deixa claro, o computador é comandado pelo também recente Nvidia RTX Spark, “superchip” que combina até 20 núcleos de CPU de arquitetura Arm com uma GPU Nvidia Blackwell com 6.144 núcleos CUDA. O sistema operacional, sem nenhuma surpresa, é o Windows 11 Pro.

A própria Microsoft classifica o Surface RTX Spark Dev Box como um “PC compacto para desenvolvedores”. Mas, a despeito disso, é impossível não reparar no design inusitado da máquina e, esta sendo uma opinião inicial minha, elegante. Confesso, porém, que por um segundo pensei se tratar de uma nova geração do Xbox.

Devaneios à parte, o que importa é a proposta da novidade. Ainda de acordo com a Microsoft, o Surface RTX Spark Dev Box aproveita a capacidade de desempenho de 1 teraflop de seu processador para permitir que desenvolvedores trabalhem em aplicações de IA de modo local, com eficiência:

Ao trazer a poderosa computação de IA para a borda, os desenvolvedores podem reservar as chamadas de modelos de ponta para problemas realmente inovadores e lidar com o restante em seu próprio hardware.

Microsoft

Para tanto, o chip RTX Spark trabalha em conjunto com 128 GB de memória RAM. Novamente, a companhia comenta:

Isso oferece poder computacional suficiente para executar modelos com mais de 120 bilhões de parâmetros e 1 milhão de tokens de contexto localmente, em velocidades interativas, ou para ajustar modelos que antes exigiam instâncias de GPU na nuvem.

Microsoft

Ainda há detalhes sobre a máquina a serem revelados, mas já sabemos que, no quesito conectividade, o Surface RTX Spark Dev Box oferece duas portas USB-C, porta USB-A, HDMI, Ethernet e conexão para fones de ouvido.

O aspecto do software não foi esquecido. A Microsoft destaca que a novidade virá de fábrica com o Windows Subsystem for Linux 2 (WSL 2) já configurado para funcionar com a GPU. VS Code, GitHub Copilot, Git, Python e Node.js estão entre os demais recursos de desenvolvimento pré-instalados.

Surface RTX Spark Dev Box conectado a dois monitores
Surface RTX Spark Dev Box conectado a dois monitores (imagem: reprodução/Microsoft)

Quando o Surface RTX Spark Dev Box será lançado?

O Surface RTX Spark Dev Box será lançado nos Estados Unidos até o fim de 2026, segundo a Microsoft. Ainda não há informação sobre preço, muito menos sobre lançamento oficial em outros países.

Interessados podem se cadastrar na página do Surface RTX Spark Dev Box para serem avisados com antecedência sobre seu lançamento.

Surface RTX Spark Dev Box é o PC diferentão da Microsoft para devs

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PC compacto da Microsoft é voltado a desenvolvedores que criam aplicações de inteligência artificial. Computador vem equipado com o chip Nvidia RTX Spark.

Surface RTX Spark Dev Box (imagem: reprodução/Microsoft)

Galaxy A55 do Brasil recebe atualização da One UI

2 de Junho de 2026, 12:07
Mão segurando smartphone em frente a parede com grafitti
Galaxy A55 recebe One UI 8.5 (Imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
Resumo
  • A Samsung iniciou a distribuição da One UI 8.5 baseada no Android 14 para o Galaxy A55 no Brasil, além de outros modelos, como o Galaxy A35 e a linha Galaxy Tab S9.
  • A One UI 8.5 traz melhorias como um filtro de chamadas reforçado por IA, integração do Bixby com o Perplexity AI, resolução automática de equações matemáticas no Samsung Notes e novos efeitos visuais.
  • A atualização já está disponível para download para os Galaxy S23, Galaxy Z Flip 5, Galaxy Z Fold 5 e outros modelos mais recentes.

A atualização para a One UI 8.5 continua: a Samsung passou a oferecer a nova versão de seu sistema para o Galaxy A55, além do irmão A35 e mais alguns celulares. O novo software se baseia no Android 16, assim como a versão anterior (8.0), mas aplicando o QPR2 (Quarterly Platform Release), que trouxe correções e melhorias, além de outras melhorias aplicadas pela sul-coreana.

Além dos dois aparelhos da linha A de 2024, a atualização também já está também para os seguintes aparelhos:

  • Galaxy A17 (4G e 5G)
  • Toda linha Galaxy Tab S9 (exceto FE)
  • Galaxy Tab S9 FE 5G
  • Galaxy Tab S9 FE Plus 5G
  • Galaxy M35
  • Galaxy M55
  • Galaxy Tab A11 (Wi-Fi e 4G Enterprise Edition)
  • Galaxy Tab A11+ 5G
Mão segurando smartphone na tela de boas vindas, sobre uma mesa que também tem uma caixa e um notebook
Galaxy A17 também está recebendo a nova versão da One UI 8.5 (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O que a One UI 8.5 traz de novo?

A nova versão da interface traz um conjunto de mudanças discretas, mas ainda assim relevantes. Entre os principais recursos, estão:

  • filtro de chamadas reforçado por IA;
  • Bixby com integração aos recursos de IA do Perplexity AI;
  • ferramenta no Samsung Notes capaz de resolver equações matemáticas automaticamente;
  • novos efeitos visuais e navegação mais fluida na interface;
  • widget de alarme integrado à Now Bar;
  • IA para ocultar dados sensíveis em fotos, como números de documentos;
  • sistema que identifica e silencia aplicativos com excesso de notificações.

Nem todos os novos recursos estão disponíveis, especialmente em aparelhos mais antigos da linha A, com processadores mais fracos. Geralmente as novidades de IA tendem a ser deixadas de lado ou reduzidas nestes modelos.

Outra novidade da One UI 8.5 é a adição de inteligência artificial à Área de Transferência Inteligente, oferecendo opções de resumo de texto, tradução e pesquisa ao teclado Samsung.

Área de Transferência Inteligente (imagem: divulgação/Samsung)

Quais aparelhos já receberam a One UI 8.5?

Além dos novos modelos contemplados, a atualização já está disponível para download para as seguintes séries e modelos de smartphones Galaxy:

  • Galaxy S23, Galaxy S24 e Galaxy S25
  • Galaxy Z Flip 5 até Z Flip 7
  • Galaxy Z Fold 5 até Z Fold 7
  • Galaxy A36 e A56
  • Modelos 5G da linha Tab S11
  • Modelos 5G da linha Tab S10, inclusive modelos FE
  • Modelos Wi-Fi e 5G do Tab S10 Lite
  • Galaxy Tab Active 5 5G

Além disso, os Galaxy S26, A37 e A57 já saem da caixa com o novo software desde seu lançamento.

Modelos ainda não contemplados pela atualização devem receber o novo software nos próximos dias e semanas.

Galaxy A55 do Brasil recebe atualização da One UI

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Samsung libera nova versão de sistema para diversos smartphones e tablets.

Galaxy A55 (Imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Galaxy A17 5G (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Área de Transferência Inteligente (imagem: divulgação)

Senador quer repartir as gigantes de IA com o povo americano

2 de Junho de 2026, 11:51
Senador Bernie Sanders
Senador Bernie Sanders (imagem: William S. Saturn/Wikimedia)
Resumo
  • senador americano Bernie Sanders anunciou um projeto de lei para criar o American AI Sovereign Wealth Fund Act, um fundo soberano (atrelado ao governo);
  • fundo receberia uma transferência única de 50% das ações de companhias de IA para beneficiar os cidadãos americanos;
  • chances de aprovação são pequenas, mas projeto de lei pode ajudar Sanders a chamar a atenção para possíveis aspectos negativos da IA sobre a socidade.

Bernie Sanders, senador dos Estados Unidos pelo estado de Vermont, propôs a transferência de 50% do capital de empresas de inteligência artificial para o povo americano. A medida afetaria organizações como OpenAI, Anthropic e xAI, sendo esta última ligada a Elon Musk.

A proposta vai ser apresentada na forma de um projeto de lei que tem dois objetivos principais: garantir que a riqueza oriunda da IA melhore o padrão de vida da população dos Estados Unidos; limitar o uso da IA como mecanismo que atende aos interesses de poderosos grupos privados.

Para tanto, o projeto de lei parte da premissa de que os modelos de IA são desenvolvidos com base na pesquisa e trabalho de milhões de pessoas, na grande maioria das vezes, sem que elas tenham dado permissão para a exploração desse conhecimento ou sejam recompensadas por isso.

No entendimento de Sanders, se o que a inteligência artificial oferece é resultado de esforços humanos coletivos, a riqueza produzida por ela deve, então, ser compartilhada coletivamente.

Via X, o senador comentou:

A IA é construída sobre o conhecimento coletivo da humanidade.

A riqueza que ela gera deve beneficiar a humanidade — e não apenas Elon Musk, Sam Altman e outros oligarcas da IA.

É por isso que apresentarei o Projeto de Lei do Fundo Soberano de IA dos EUA — para dar ao povo uma participação direta na propriedade [da tecnologia].

Bernie Sanders, senador dos EUA

O projeto propõe uma transferência única de 50% do capital de empresas de IA por meio de ações a um fundo soberano (atrelado ao governo) de nome American AI Sovereign Wealth Fund Act.

AI is built on humanity’s collective knowledge.

The wealth it generates must benefit humanity — not just Elon Musk, Sam Altman and other AI oligarchs.

That’s why I’ll be introducing the American AI Sovereign Wealth Fund Act — to give the public a direct ownership stake. pic.twitter.com/UqW71FBv2Z

— Sen. Bernie Sanders (@SenSanders) June 1, 2026

O projeto de lei de Sanders pode ser aprovado?

Bernie Sanders é um político bastante influente, mas as chances de que seu projeto seja aprovado, pelo menos da forma como está sendo apresentado, são pequenas.

Primeiro porque, provavelmente, as organizações especializadas em IA certamente vão apresentar alguma resistência, embora Sanders tenha destacado que o seu projeto foi baseado em ideias da própria indústria, citando, como exemplo, a criação de fundos soberanos ligados à IA propostos pela Anthropic e por Sam Altman, CEO da OpenAI.

Em segundo lugar, o fundo soberano proposto por Sanders seria baseado na transferência de ações das empresas de IA, não em receita ou lucro. O que aconteceria, então, se essas companhias apresentarem prejuízo? Nesse sentido, vale lembrar que as operações da OpenAI ainda são majoritariamente deficitárias.

Para completar, ainda não está claro como gigantes como Amazon, Google e Microsoft seriam afetadas. Nessas companhias, a IA aparece como um de seus vários negócios.

Mesmo que o projeto de lei não vá para frente, Sanders pode alcançar outro objetivo com a sua apresentação: chamar a atenção para os aspectos potencialmente negativos da IA sobre a sociedade. Essa é uma bandeira que o senador levanta há algum tempo, destacando, como exemplo, o risco de a tecnologia eliminar empregos em massa.

Com informações de Mashable

Senador quer repartir as gigantes de IA com o povo americano

Senador Bernie Sanders (imagem: William S. Saturn/Wikimedia)

Engenheiro combina laser e IA para exterminar mosquitos

2 de Junho de 2026, 10:38
Emissor de laser com mira rastreando um mosquito em tempo real
Emissor de laser acompanha o movimento do alvo em tempo real (imagem: reprodução/X)
Resumo
  • O engenheiro Steven Cheng desenvolveu um sistema que usa laser e IA para exterminar mosquitos.
  • O sistema utiliza câmera, reconhecimento de imagens e base motorizada para rastrear e eliminar insetos em tempo real.
  • Ele é alimentado por inteligência artificial e conta com mecanismos de segurança para evitar acidentes.

Quem já perdeu noites de sono por causa de um pernilongo zumbindo no ouvido vai invejar a criação do engenheiro Steven Cheng. Especialista em visão computacional e robótica, ele decidiu resolver esse incômodo doméstico apelando para a força bruta tecnológica: criou um sistema autônomo de defesa a laser, alimentado por inteligência artificial, capaz de abater insetos por conta própria.

O cérebro da invenção é um modelo visual treinado para mapear a anatomia de um mosquito. Para que o software conseguisse diferenciá-lo de partículas de poeira ou de outros elementos do ambiente, Cheng precisou construir um banco de dados praticamente do zero.

O trabalho exigiu dedicação: ele utilizou uma câmera DSLR equipada com zoom para capturar imagens detalhadas dos mosquitos em pleno voo. Em relatos compartilhados no X, ele confessou que essa etapa rendeu inúmeras picadas.

Ainda assim, o esforço gerou o material para treinar o algoritmo, que teve um desempenho considerado excelente por seu criador. Segundo informações do TechSpot, ele consegue isolar e identificar a silhueta dos insetos com precisão.

Spent 4 months building the ultimate mosquito killer: an artillery cannon guided by computer vision + deep learning.

Trained a custom model to detect and lock onto mosquitoes using a DSLR + zoom lens setup.

The dataset collection phase was brutal — the mosquitoes definitely… pic.twitter.com/jqfgz0eq9l

— Steven Cheng (@stevencheng) May 28, 2026

Como a IA mira e dispara o laser?

Com o obstáculo do reconhecimento de imagem superado, o próximo desafio era a mecânica de eliminação dos insetos. Para isso, o sistema integra um emissor de laser calibrado para, nas palavras de Cheng, “transformar mosquitos em torradas”.

Esse laser foi acoplado a uma plataforma rotativa industrial, permitindo ao “canhão” de luz se movimentar rapidamente em múltiplos eixos. Aqui, a mesma câmera utilizada para o treinamento inicial passa a atuar como sensor primário. Assim que a lente capta um movimento, a IA processa o quadro, confirma a assinatura visual do mosquito e envia as coordenadas exatas de rastreamento para a base motorizada.

Em questão de milissegundos, a estrutura ajusta a mira, acompanhando o alvo antes de acionar o disparo.

Emissor de laser acoplado a uma câmera e plataforma rotativa, parte do sistema autônomo que mira mosquitos
O feixe de luz transforma “mosquitos em torradas”, segundo o desenvolvedor (imagem: reprodução/X)

Bloqueio inteligente contra acidentes

Operar um laser dentro de casa traz riscos. Para reduzir as chances de acidente, Cheng criou uma série de mecanismos de segurança. Entre eles, uma segunda câmera com lente grande angular (ultrawide).

Essa câmera monitora constantemente o ambiente para detectar pessoas, animais de estimação ou objetos inflamáveis que possam entrar na trajetória do feixe. Se algum perigo for identificado, o sistema interrompe o disparo automaticamente.

Após concluir a montagem e os testes de segurança, o protótipo experimental foi colocado para rodar. Na manhã seguinte, o engenheiro informou que realmente deu certo: todos os mosquitos haviam sido eliminados.

Engenheiro combina laser e IA para exterminar mosquitos

MediaTek ajudou a criar o Nvidia RTX Spark, e explica como

1 de Junho de 2026, 16:40
Nvidia RTX Spark ao lado dos logotipos da Nvidia e MediaTek
MediaTek ajudou a criar o Nvidia RTX Spark, e explica como (imagem: reprodução/MediaTek)
Resumo
  • Nvidia revelou chip RTX Spark para equipar notebooks e miniPCs focados em inteligência artificial;
  • MediaTek colaborou na integração e gerenciamento de energia do novo chip;
  • novidade traz CPU de arquiterua Arm e GPU integrada Blackwell, marcando a estreia da MediaTek e Nvidia em um novo segmento.

Foram meses de rumores até a Nvidia anunciar, na Computex 2026, o seu “superchip” para PCs. O Nvidia RTX Spark reúne núcleos de CPU e GPU para atender a notebooks ou miniPCs de alto desempenho. Mas a Nvidia não está sozinha no projeto: a novidade foi desenvolvida em parceria com a MediaTek.

Não chega a ser surpresa. O Nvidia RTX Spark é baseado no chip GB10 Grace Blackwell, SoC apresentado no início de 2025 para equipar o DGX Spark AI, supercomputador em formato de miniPC que é direcionado a atividades de inteligência artificial e, no início, era chamado de Project Digits.

O GB10 é resultado de uma parceria entre a Nvidia e a MediaTek. Nada mais natural que ambas as companhias tenham trabalhado juntas para tirar o RTX Spark do papel, desta vez com o intuito de fazer as adaptações necessárias para o chip ser apto ao segmento de PCs — notebooks e miniPCs de alto desempenho, para ser exato.

Qual o papel da MediaTek no RTX Spark?

A própria MediaTek destaca que o seu papel foi o de, essencialmente, aplicar a sua experiência com chips de baixo consumo energético (direcionados principalmente a celulares) para ajudar a Nvidia na integração interna da novidade, de modo a permitir que CPU, cache e outros componentes se comuniquem de modo eficiente.

Isso foi feito por meio de cinco abordagens principais:

  • integração de sistema: combinação dos diferentes blocos do chip, trabalho que contou com o apoio da TSMC, responsável pela litografia de 3 nm do RTX Spark;
  • motor de alto desempenho: significa que a MediaTek foi responsável por desenvolver e combinar o bloco de CPU com o sistema de cache do chip;
  • arquitetura de memória: implementação de um controlador de memória de alto desempenho, capaz de suportar até 128 GB de memória RAM unificada (essa é justamente a quantidade máxima de RAM com a qual o RTX Spark trabalha);
  • gerenciamento inteligente de energia: aplicação de tecnologias de Circuito Integrado de Gerenciamento de Energia (PMIC, na sigla em inglês) para otimizar a alimentação elétrica do chip;
  • conectividade sem fio: integração de tecnologias de comunicação sem fio de latência ultrabaixa para prevenção de atrasos em jogos ou aplicações de IA que se comunicam com as nuvens, por exemplo.

O que é o Nvidia RTX Spark?

O Nvidia RTX Spark é um “superchip” para PCs que combina até 20 núcleos de CPU de arquitetura Arm com uma GPU Nvidia Blackwell com 6.144 núcleos CUDA (equivalente a uma GeForce RTX 5070). A novidade pode trabalhar com até 128 GB de memória LPDDR5X para equipar PCs de alto desempenho focados em execução local de aplicações de IA.

Para a MediaTek, o projeto pode ter um efeito positivo indireto, creio: diminuir a percepção de que a empresa é tecnologicamente inferior à Qualcomm que, aliás, deu as boas-vindas à Nvidia ao segmento de chips Arm para PCs.

Mais interessante, porém, foi a reação da Intel sobre o Nvidia RTX Spark: a companhia manifestou ter uma “dose saudável de paranoia” sobre a novidade, mas ressaltou que ainda acredita que seus próprios chips são as melhores soluções para os clientes.

MediaTek ajudou a criar o Nvidia RTX Spark, e explica como

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Direcionado a PCs de alto desempenho focados em IA, RTX Spark é um chip que reúne CPU e GPU. Projeto contou com participação da MediaTek.

MediaTek ajudou a criar o Nvidia RTX Spark, e explica como (imagem: reprodução/MediaTek)

Startup de IA dá faxina grátis em troca dos seus dados

1 de Junho de 2026, 16:30
Foto de um homem de roupa completamente branca com um boné branco escrito "Shift". Ele limpa uma bancada.
Startup envia prestadores com câmeras para filmar movimentos durante faxina (imagem: reprodução)
Resumo
  • Shift oferece faxina gratuita em Nova York em troca de gravações de vídeo das tarefas.
  • Os vídeos serão usados no treinamento de sistemas de inteligência artificial.
  • A startup já planeja levar o modelo para outras cidades, com outras atividades manuais gravadas, como culinária e construção civil.

Uma startup está oferecendo faxina gratuitamente em Nova York, nos Estados Unidos, com uma condição: o cliente precisa aceitar que toda a limpeza seja gravada em vídeo. A empresa por trás da iniciativa é a Shift, que vai usar essas imagens para treinar sistemas de inteligência artificial de futuros robôs domésticos.

A faxina é feita por operadores verificados de empresas parceiras. Eles usam um boné com câmera acoplada que registra tudo em primeira pessoa, mostrando o ponto de vista de quem está executando as tarefas.

Segundo o co-CEO da Shift, Bercan Kilic, o boné registra a sequência de movimentos necessários para realizar atividades comuns dentro de uma casa, como esfregar, aspirar, limpar bancadas ou lavar uma louça.

Today, we're launching shift. We're starting by cleaning your apartment in New York City, for free.

Here's how it works. Book a shift cleaning. A vetted shift operator comes to your home wearing one of our devices. They clean. They leave. You pay nothing.

In exchange, we record… pic.twitter.com/oBrCXcEz5G

— shift (@joinshiftX) May 28, 2026

Para a empresa, quanto mais desafiador, melhor. A startup afirma que “ambientes de limpeza mais difíceis podem ser especialmente úteis” para o aprendizado do sistema. Os prestadores, no entanto, podem recusar tarefas em que não se sintam confortáveis.

Para o cliente, o possível desconforto talvez seja a privacidade. Afinal, como toda coleta de dados dentro de espaços privados, a proposta levanta dúvidas sobre a exposição. De acordo com o The Verge, a Shift afirma que informações sensíveis como rostos, nomes e dados visíveis em telas de computador ou documentos de identidade são borradas antes que as gravações sejam processadas pelos sistemas de IA.

Mercado em alta deve se aproveitar dos dados

Robô doméstico da LG, de cor branca, posicionado atrás de uma bancada em uma lavanderia. O robô tem braços articulados com mãos pretas, segurando uma toalha cinza dobrada. No peito, há o logotipo "LG". Sua cabeça é um visor oval preto exibindo olhos digitais em formato de semicírculos brancos. Ao fundo, aparecem duas máquinas de lavar frontais e uma luminária de design moderno à direita. Uma pilha de toalhas cinzas está sobre a bancada à esquerda.
CLOiD foi criado seguindo a filosofia Zero Labor da LG (imagem: divulgação)

Os dados levantados pela empresa devem ser bastante valiosos dentro da corrida por robôs humanoides, atualmente dominada pela China, que já possui mais de 150 companhias no segmento.

Enquanto os produtos começam a aparecer em linhas de produção e outras tarefas repetitivas, as linhas domésticas ainda precisam evoluir para lidar com tarefas físicas em ambientes imprevisíveis. Para isso, empresas do setor usam vídeos reais para treinar as máquinas.

A CES 2026, realizada em janeiro, apresentou algumas soluções interessantes que podem chegar ao mercado. Entre eles, o CLOiD, da LG, que apresenta braços, mãos e dedos articulados.

Shift quer expandir modelo

Por enquanto, a faxina gratuita é uma ação por tempo limitado em Nova York, mas deve ser expandida para São Francisco, Londres, Zurique e Munique, segundo o CEO.

A limpeza também parece ser apenas o começo. A Shift diz que já remunera dezenas de milhares de pessoas em 15 países para registrarem suas rotinas por meio de um aplicativo móvel.

No vídeo promocional, a empresa revela que a ideia é aplicar o mesmo modelo de coleta de dados a outras atividades manuais, como culinária, encanamento e construção civil.

Startup de IA dá faxina grátis em troca dos seus dados

Anatel vai usar IA para barrar eletrônicos piratas no Brasil

1 de Junho de 2026, 12:46
Ilustração com mãos segurando um celular e um ícone de pirataria, simbolizando fiscalização em marketplaces
Marketplaces serão um dos focos da nova fiscalização (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Anatel passa a monitorar importações pelo Siscomex a partir de 1º de junho para barrar eletrônicos piratas no Brasil.
  • A agência reguladora também adotará inteligência artificial em seu novo sistema de certificação, o Certifica, previsto para ser lançado em julho.
  • O objetivo é reduzir o prejuízo anual estimado em R$ 600 bilhões causado pela venda de produtos não homologados no país.

A Anatel vai iniciar outra ofensiva para barrar a entrada de eletrônicos irregulares no Brasil. A partir desta segunda-feira (01/06), o órgão passa a monitorar importações por meio da plataforma Siscomex. A autarquia também deve adotar inteligência artificial em seu novo sistema de certificação, com lançamento previsto para julho de 2026.

Segundo o portal especializado TeleSíntese, o objetivo é mapear detalhadamente os produtos que chegam ao país e direcionar a fiscalização contra a venda de itens não homologados, apertando o cerco sobre distribuidores e plataformas de e-commerce. As informações foram comunicadas no 29º Fórum de Produtos para Telecomunicações, que ocorreu em Brasília na sexta-feira (29/05).

O que é e como a Anatel vai usar o Siscomex?

O Siscomex (Sistema Integrado de Comércio Exterior) é a plataforma do Governo Federal responsável por registrar e controlar todas as operações aduaneiras de importação e exportação do país. A Anatel agora foi formalmente incluída no ecossistema.

A fiscalização ocorrerá logo após a entrada do equipamento, por meio da leitura das informações da Declaração Única de Importação (Duimp). Nesse momento, a autarquia cruzará dados, como o CNPJ da empresa importadora, a classificação fiscal da carga, o tipo de aparelho e o preenchimento correto do código de homologação.

Empresas que atuam dentro das regras terão a operação facilitada. A Anatel concentrará seus esforços nas cargas com indícios de irregularidade. Além de atuar por conta própria, a agência poderá fornecer relatórios à Receita Federal para otimizar as inspeções nas alfândegas.

Novo sistema com inteligência artificial

Logotipo da Anatel com cidade ao fundo. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
IA funcionará como assistente para os analistas (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Outra ferramenta que será usada no combate à pirataria é o Certifica. Ele substituirá o antigo Sistema de Certificação e Homologação (SCH) e tem como grande diferencial o uso de automação e inteligência artificial na arquitetura.

A IA deve funcionar como uma assistente para os analistas humanos da agência. O sistema fará uma varredura nos processos, emitirá um relatório estruturado e permitirá que o servidor foque apenas na análise dos riscos de cada aparelho.

A área técnica da agência reconhece que o período de transição para a nova plataforma pode aumentar os prazos atuais — que hoje variam de 15 a 50 dias —, mas projeta uma redução significativa no futuro. Essa agilidade será crucial para liberar dispositivos com Wi-Fi e Bluetooth, que atualmente respondem por 70% de todo o volume de requerimentos processados pelo órgão.

Novo selo e combate ao mercado paralelo

Vale mencionar que a Anatel também está desenvolvendo um novo padrão de selo de segurança, com versões física e digital, para facilitar a verificação de autenticidade de aparelhos como celulares, baterias e carregadores por parte dos consumidores, fiscais e marketplaces.

Para coordenar essas inovações, a autarquia reativou sua comissão de hardware, criando uma força-tarefa que envolve ministérios, o Serpro e o Conselho Nacional de Combate à Pirataria.

No evento, o superintendente da Anatel Vínicius Caram afirmou que o principal objetivo é frear um mercado paralelo que gera um prejuízo anual estimado em R$ 600 bilhões ao Brasil com a venda de produtos não homologados.

Anatel vai usar IA para barrar eletrônicos piratas no Brasil

(ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Anatel exigirá 4G para homologar equipamentos móveis (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Galaxy Tab S11 Ultra (512 GB) tem oferta com 30% OFF na Amazon

29 de Maio de 2026, 18:38
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O Galaxy Tab S11 Ultra está saindo por apenas R$ 7.039,12 no Pix na Amazon. A oferta representa um desconto de 30% frente ao valor de lançamento de R$ 9.999. E o tablet da Samsung se destaca pelas configurações avançadas, incluindo a tela AMOLED de 14,6″, RAM de 12 GB e recursos de IA.

Galaxy Tab S11 Ultra tem RAM de 12 GB e tela AMOLED

A tela Dynamic AMOLED 2X de 14,6 polegadas exibe ótimas imagens com resolução de 1.848 x 2.960 pixels. A taxa de atualização alcança 120 Hz, gerando transições fluidas. E o display atinge brilho de 1.600 nits sob luz solar direta e conta com vidro de proteção especial nível 5.

O processador Mediatek Dimensity 9400+ possui arquitetura de 3 nanômetros e oito núcleos integrados para gerenciar tarefas complexas com velocidade. Aliado a isso, a memória RAM de 12 GB permite alternar softwares sem lentidão. Já o circuito gráfico Immortalis-G925 é capaz de rodar jogos pesados.

Além disso, o tablet da Samsung é compatível com as funcionalidades de inteligência artificial do Galaxy AI. O sistema oferece tradução e sumarização automática de documentos, assistentes de notas e de desenho, e pesquisa de imagens na tela via Circule para Pesquisar.

Galaxy Tab S11 Ultra (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Galaxy Tab S11 Ultra (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O modo DeX da Samsung também está disponível e permite o tablet como se fosse um laptop. O Galaxy Tab S11 Ultra ainda acompanha caneta S Pen e capa com teclado, que ampliam as funcionalidades de uso do tablet tanto para produtividade quanto para criatividade.

Lembrando que o Galaxy Tab S11 Ultra na versão Wi-Fi de 512 GB está saindo por apenas R$ 7.039,12 no Pix na Amazon. E que essa oferta representa um desconto de 30% frente ao lançamento.

Aviso de ética: ao clicar em um link de afiliado, o preço não muda para você e recebemos uma comissão.

Galaxy Tab S11 Ultra (512 GB) tem oferta com 30% OFF na Amazon

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Galaxy Tab S11 Ultra (512 GB) tem tela AMOLED de 14,6" com atualização de 120 Hz, RAM de 12 GB e IA integrada; tablet da Samsung com 30% de desconto

Galaxy Tab S11 Ultra (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Vazamento mostra iOS 27 com mais IA e novidades na câmera

29 de Maio de 2026, 17:44
Modo Siri no Dynamic Island: inteligência artificial ganha destaque no iOS 27 (imagem: reprodução/Bloomberg)
Resumo
  • O iOS 27 terá integração maior com a Siri, com opção de consultar a inteligência artificial com um simples movimento na tela.
  • O aplicativo de câmera terá novos widgets para customizar a experiência de acordo com as ferramentas mais utilizadas pelo usuário e uma opção “Siri” para leitor inteligente e edições de imagem via IA.
  • A Apple testa integrações com chatbots de outras empresas, além da parceria com a OpenAI, e o iOS 27 permitirá acessar outros modelos de IA no futuro.

A Apple ainda se prepara para o lançamento do novo iOS 27 durante a WWDC 2026, no dia 8 de junho, mas um vazamento recente já adianta algumas das principais novidades. A expectativa por uma integração maior com a Siri parece se confirmar tanto na câmera quanto no software como um todo, disponível diretamente pela Dynamic Island.

Outra confirmação é a presença do ChatGPT, além de uma opção de consultar a inteligência artificial com um simples movimento na tela. Também foram revelados novos widgets disponíveis no app de câmera que permitem customizar a experiência de acordo com as ferramentas mais utilizadas pelo usuário.

O vazamento foi divulgado pela Bloomberg, inclusive com imagens mostrando a nova interface do iOS 27. É importante frisar que a Apple costuma testar diferentes opções de design antes do lançamento. Portanto, podem haver diferenças em relação ao produto final.

Inteligência artificial em destaque

As IAs generativas têm dominado o mercado de tecnologia em 2026, e não será diferente no próximo sistema do iPhone. As imagens mostram uma grande repaginada na Siri, que aparece com formato de chatbot similar ao encontrado em concorrentes como ChatGPT, Claude, Grok e Gemini.

Recurso “Search or Ask” pode ser acessado deslizando a tela na direção do Dynamic Island (imagem: reprodução/Bloomberg)

Além disso, também será possível ativar a IA com um comando simples a qualquer momento. A exemplo do que acontece com a Tela de Bloqueio e a Central de Controle, bastaria deslizar o dedo a partir do topo da tela para consultar a IA.

Essa função, chamada nos vazamentos de Search or Ask, também deve permitir acessar outros modelos de IA no futuro. Segundo o Bloomberg, além da parceria com a OpenAI, a Apple vem testando integrações com chatbots de outras empresas.

Novidades no app de câmera

Na câmera deve surgir uma opção de Siri entre modos de uso já estabelecidos, como Foto e Retrato. A expectativa é por uma espécie de leitor inteligente para fazer traduções e tirar dúvidas. Também será possível solicitar edições de imagem via IA com mais facilidade, dentro do próprio app.

O aplicativo de câmera também terá uma nova customização de widgets, em que o usuário pode incluir ferramentas de edição mais acessadas para ativá-las com maior facilidade.

Vazamento mostra iOS 27 com mais IA e novidades na câmera

Smart TV LG QNED 50” entra em promoção na Amazon por até 12x de 191,62 sem juros

29 de Maio de 2026, 12:42

Prós
  • QNED melhora o volume de cores
  • IA recomenda conteúdos
  • Controle remoto serve como mouse
Contras
  • MiniLED é mais avançado
  • Taxa de atualização de 60 Hz
Parcelado
Participe dos canais de ofertas do Achados do TB

A smart TV LG QNED73 de 50 polegadas está saindo por R$ 2.299 em até 12x sem juros na Amazon, um desconto de 44% sobre o preço de lançamento de R$ 4.099.

Este televisor traz painel 4K que oferece preto profundo e funções de IA para recomendar conteúdos, sendo uma interessante opção de TV nova para acompanhar os jogos da Copa do Mundo FIFA 2026.

LG QNED73 traz 4K com preto profundo e IA que recomenda conteúdos

Smart TV LG QNED73
Smart TV LG QNED73 tem cores vivas e preto profundo, sendo ideal para acompanhar a Copa do Mundo FIFA 2026 (imagem: Divulgação/LG)

A QNED73 possui um painel QNED 4K com taxa de 60 Hz e até 100% do espectro DCI-P3, combinação que entrega cores vivas e preto profundo em uma experiência similar à de uma TV OLED mas com menos risco de burn-in.

O processador AI α7 4K Gen8 e o sistema operacional webOS 25 oferecem recursos de inteligência artificial como upscaling de conteúdos legados, ajustes de imagem conforme a preferência do usuário e recomendações inteligentes de conteúdo com suporte de chatbot e auxílio ao resolver problemas.

O controle remoto pode ser usado como um mouse, ao apontar um cursor na tela para acessar menus e ativar funções. Essas funcionalidades aprimoram a experiência especialmente ao acompanhar os jogos da Copa do Mundo FIFA 2026 ao oferecer dicas de conteúdos relacionados, como mesas redondas, por exemplo.

Controle Remoto da LG QNED73
Controle Remoto da LG QNED73 pode ser usado como um mouse (imagem: Divulgação/LG)

A LG QNED73 suporta plataformas de streaming como Netflix, Globoplay, Apple TV, Disney+, HBO Max e outras. É possível também acessar jogos na nuvem via plataformas Xbox Game Pass e Nvidia GeForce Now, bastando ter uma assinatura válida em qualquer um dos serviços e parear um controle Bluetooth compatível.

Sobre conectividade, esta TV possui três portas HDMI, uma Ethernet, uma USB-A e uma saída SPDIF (áudio digital), além de compatibilidade com Wi-Fi 5 e Bluetooth 5.0.

A Smart TV LG QNED73 de 50 polegadas sai por R$ 2.299 em até 12x sem juros na Amazon, um desconto de 44% sobre o valor original de um televisor ideal para assistir aos jogos da Copa do Mundo FIFA 2026 com mais qualidade de imagem.

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Smart TV LG QNED 50” entra em promoção na Amazon por até 12x de 191,62 sem juros

Controle Remoto da LG QNED73 (imagem: Divulgação)

ChatGPT perde espaço para Gemini e Claude no ambiente de trabalho

29 de Maio de 2026, 11:30
Ilustração com o logo do ChatGPT ao centro. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Uso corporativo do ChatGPT recuou para 74%, diz pesquisa (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • ChatGPT perdeu espaço no ambiente corporativo para os concorrentes do Google e Anthropic.
  • A OpenAI ainda lidera com 74,7% de uso nos escritórios dos EUA, mas, antes, sua fatia era de 99,9%.
  • O Google Gemini agora domina 14,3% da base de clientes, enquanto o Claude tem 8,5% do tempo total de uso de IA.

O uso de inteligência artificial no ambiente de trabalho disparou desde 2023, mas o ChatGPT já não reina absoluto. Um relatório divulgado pela empresa de monitoramento DeskTime revela que os profissionais estão buscando um conjunto mais variado de ferramentas, como o Google Gemini e o Claude, da Anthropic.

A IA da OpenAI ainda é a mais popular, com uma fatia de 74,7% de uso nos escritórios dos Estados Unidos. No entanto, se antes o chatbot era sinônimo de “inteligência artificial para qualquer tarefa”, hoje os funcionários diversificam os fluxos de trabalho e procuram soluções mais alinhadas às suas rotinas, aponta o estudo repercutido pelo TechRadar.

A pesquisa ouviu diretamente 2.385 funcionários de 97 empresas, mas também usou resultados de sua própria base de monitoramento global. Ainda assim, a maior parte dos dados se concentra nos EUA, principal mercado dessas ferramentas.

ChatGPT perdeu a exclusividade

A adoção da IA nos escritórios quase triplicou, ano a ano, entre 2023 e 2025. Mas os dados anônimos de 50 mil usuários ao redor do mundo, que a plataforma utilizou para compor o estudo, revelam uma clara mudança de comportamento em relação às plataformas escolhidas:

  • Em 2023, o ChatGPT representava 99,9% de todo o tempo dedicado à IA pelas empresas monitoradas.
  • No primeiro quadrimestre de 2026, a fatia da OpenAI despencou para 74,7% entre os usuários avançados (aqueles que utilizam essas ferramentas por mais de 26 horas anuais).
  • A proporção de profissionais totalmente fiéis ao ChatGPT também encolheu de 100% para 75,6%.

Segundo o CEO da DeskTime, Artis Rozentals, o mercado corporativo começou a separar o entusiasmo inicial da utilidade prática, mostrando que os profissionais preferem explorar novas tecnologias a ficarem presos a uma única interface familiar.

Gemini e Claude são as principais rivais

Nesse novo cenário, o Google Gemini desponta como o principal rival da OpenAI no mundo corporativo, abocanhando 14,3% do tempo total de uso de IA monitorado globalmente em 2026. O Claude aparece logo na sequência, com 8,5%, e se destaca por registrar o crescimento mais rápido deste ano.

Segundo a pesquisa, ambos conseguem converter usuários casuais em recorrentes com uma velocidade que o ChatGPT já não consegue acompanhar.

Enquanto o mercado se transforma, outras soluções caminham a passos lentos. O Microsoft Copilot, curiosamente, mantém uma participação estagnada na casa de 1% há vários anos, sem sinais de decolagem ou colapso. Já ferramentas focadas em nichos, como Perplexity e Mistral, ainda não alcançaram impacto significativo no uso diário dos escritórios.

Embora os dados reflitam a base específica da DeskTime, a tendência parece ser de que a era de dominação do ChatGPT no trabalho chegou ao fim e deu lugar a um ecossistema bem mais competitivo.

ChatGPT perde espaço para Gemini e Claude no ambiente de trabalho

ChatGPT, da OpenAI (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Intel e Qualcomm revelam novos chips para portáteis e notebooks

28 de Maio de 2026, 16:59
Logo Intel Arc G e chip Snapdragon C em placa, ilustrando novidades para computação móvel
Intel e Qualcomm revelam novidades para o mercado de computação móvel (imagem: reprodução)
Resumo
  • Intel lança linha Arc G-Series para consoles portáteis com Windows, focada em gráficos avançados com arquitetura Xe3, ray tracing e upscaling XeSS 3.
  • Qualcomm apresenta Snapdragon C para notebooks de baixo custo, com recursos de IA e eficiência energética.
  • Acer, MSI, OneXPlayer, HP e Lenovo desenvolverão dispositivos com esses chips, com lançamentos previstos para junho de 2026.

Duas das principais gigantes da indústria de semicondutores escolheram a última semana de maio para revelar os próximos passos no mercado de computação móvel. Em anúncios simultâneos que servem como prévia para a feira Computex 2026, Intel e Qualcomm oficializaram novos processadores com propostas distintas.

A família Arc G-Series da Intel foi desenvolvida para impulsionar consoles portáteis de alto desempenho. Já a Qualcomm apresentou o Snapdragon C, projetado para levar recursos de inteligência artificial e mais eficiência energética para notebooks de baixo custo.

Intel foca na arquitetura gráfica Xe3 para jogos

Para atrair o exigente público gamer que busca mobilidade, a nova linha de processadores Intel Arc G-Series chega ao mercado liderada por dois modelos principais: o Arc G3 e o Arc G3 Extreme.

Segundo a fabricante, os componentes são baseados na plataforma Intel Core Ultra Series 3, também conhecida pelo codinome Panther Lake. Os chips são equipados com uma CPU de 14 núcleos, em um estrutura dividida em 2 núcleos de performance (P-cores) para tarefas complexas, 8 núcleos de eficiência (E-cores) e 4 núcleos de eficiência de baixo consumo (LP E-cores).

Imagem mostra as especificações da linha Arc G3 com suporte a ray tracing e XeSS 3
Nova linha Arc G3 traz suporte a ray tracing e XeSS 3 (imagem: reprodução)

O verdadeiro atrativo para os consoles, no entanto, é a arquitetura gráfica Xe3 integrada. A GPU oferece recursos nativos de ray tracing e a tecnologia de upscaling XeSS 3, que combina otimizações de super-resolução, geração de quadros (Multi-Frame Generation) e redução de latência (Xe Low Latency) para garantir que jogos pesados rodem com taxas de quadros mais estáveis.

No quesito software, a companhia confirmou a integração nativa com o Modo Xbox e o recurso Intel Precompiled Shaders, que baixa arquivos de sombreamento já compilados direto da nuvem.

A chegada dos primeiros dispositivos com a série Arc G3 está prevista para junho de 2026. A lista inicial de parceiras inclui Acer, MSI e OneXPlayer, inaugurando o segmento com os modelos Acer Predator Atlas 8, MSI Claw 8 EX AI+ e o OneXPlayer 3.

Snapdragon C para notebooks de baixo custo

Imagem mostra o chip Snapdragon C dedicado a recursos de IA e design silencioso para notebooks de baixo custo
Snapdragon C traz NPU dedicada para recursos de IA (imagem: reprodução)

Com a plataforma Snapdragon C, em que a letra “C” representa “Compute” (Computação), a Qualcomm tenta dominar a categoria de entrada (modelos a partir de US$ 300, ou cerca de R$ 1.600 em conversão direta). Conforme destaca o portal Tom’s Hardware, essa linha difere dos processadores de alto desempenho Snapdragon X e X2.

Para atender a esse segmento, a empresa decidiu resgatar a estrutura Kryo, amplamente validada em chips de smartphones e tablets. Baseada nos núcleos Cortex da Arm, a tecnologia intercala núcleos de performance com clusters focados em eficiência energética.

A finalidade dessa escolha técnica é viabilizar a produção de laptops que operem de forma silenciosa e com autonomia de bateria suficiente para superar um dia inteiro de uso.

Apesar do posicionamento focado no baixo custo, a Qualcomm incluiu uma Unidade de Processamento Neural (NPU) dedicada para a execução local de tarefas de IA. Contudo, como reflexo da atual alta nos preços dos componentes, os dispositivos dessa geração devem apresentar limitações na capacidade de memória RAM.

O primeiro modelo confirmado é o Acer Aspire Go 15 (AG15-Q31P). O notebook possui uma tela de 15,6 polegadas com resolução 1080p, 8 GB de RAM, 512 GB de armazenamento. Marcas como HP e Lenovo também estão desenvolvendo produtos com chip Snapdragon C, com mais detalhes previstos para a Computex 2026, que começa em 2 de junho.

Intel e Qualcomm revelam novos chips para portáteis e notebooks

IAs do Google e X confundem pesquisas com comandos de chat

28 de Maio de 2026, 16:05
Foto de um celular com o aplicativo do Google aberto. Na pesquisa, a palavra "desconsidere'
IAs desviam de função ao processarem textos simples (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)
Resumo
  • Ferramentas de IA do Google e do X passaram a agir como chatbots em situações inesperadas.
  • A falha faz os sistemas interpretarem pesquisas e trechos de texto como comandos enviados pelo usuário.
  • O problema aparece justamente em funções que deveriam apenas resumir buscas ou traduzir conteúdos, sem responder às instruções no texto.

IAs de grandes plataformas estão se confundindo e fugindo de suas funções originais. Nas últimas semanas, ferramentas integradas ao Google e ao X passaram a responder como chatbots comuns em diversas situações, mesmo quando deveriam apenas resumir resultados ou traduzir publicações.

O problema repercutiu após usuários notarem esse comportamento nos Resumos de IA na busca do Google. Em alguns casos, o Gemini parece confundir o texto que deveria processar com uma ordem do usuário.

Algo semelhante ocorre também com o Grok, na plataforma de Elon Musk, que passou a traduzir posts nativamente em abril. Nas ocasiões, as ferramentas abandonam a função original e passam a “conversar” com o usuário.

Google confunde buscas com comandos

Quem costuma pesquisar palavras soltas no Google sabe que o buscador normalmente exibe uma explicação sobre o significado do termo, com base em dicionários online. Mas em ocasiões nas quais a palavra tem tom imperativo, a plataforma começou a interpretá-la como um comando.

A falha começou a viralizar entre usuários de língua inglesa, que perceberam que a busca por termos como “disregard” (desconsiderar, em português) fazia o Google responder como um assistente. “Entendi. Se precisar de alguma coisa ou tiver uma nova pergunta, me diga!”, respondia a IA.

oh my fucking god bruh https://t.co/kKZ8ssNk4W pic.twitter.com/immlATUDio

— aria 🍓 (@ariadotwav) May 22, 2026

Depois, outros usuários identificaram o mesmo comportamento em palavras como “ignore” ou “skip”, inclusive quando feitas em português. Por aqui, outros comandos como “lembrar” ou “esquecer” também faziam o buscador se atrapalhar.

Google tenta esconder o problema

Após a repercussão, o Google reconheceu o problema e disse estar trabalhando em uma correção. O The Verge observou que a plataforma removeu os resumos de IA para a busca pelo termo viralizado, “disregard”, voltando a exibir o painel clássico com a definição da palavra. A pesquisa pelo termo em português, no entanto, segue errada, o que indica que a falha continua.

captura de tela do Google respondendo um comando
Google interpreta palavra como um comando (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

O problema nos Resumos de IA reforça uma crítica da base de usuários quanto a falta de confiabilidade nos resultados da pesquisa. E não é só na interpretação da busca: um levantamento encomendado pelo The New York Times observou que a ferramenta falha em cerca de um a cada dez resultados — dezenas de milhões de erros por hora.

Os erros da plataforma e a aplicação forçada de IA na busca já começou a afastar alguns usuários. Nessa onda, o buscador DuckDuckGo apresentou um crescimento de cerca de 30%.

Tradução do X responde a perguntas

Ilustração com o logo do Grok, IA generativa do X/Twitter
Grok estaria respondendo perguntas ao traduzi-las (ilustração: Vitor Padua/Tecnoblog)

Algo parecido vem acontecendo na rede social X. A ferramenta de tradução da rede social, alimentada pelo Grok, pode processar uma pergunta como um comando e trazer uma resposta ao questionamento. Nesse caso, o Grok até faz o serviço original, respondendo com o texto no idioma do usuário.

O problema já ocorreu anteriormente no Google Tradutor, que também recebeu integração com o Gemini. Na ocasião, textos entre colchetes com instruções faziam o sistema abandonar a tradução e obedecer ao comando embutido.

Esse tipo de falha é conhecido como prompt injection, ou injeção de prompt. Ele ocorre pelo modelo de linguagem não conseguir separar corretametne o que é conteúdo e o que é comando. Apesar de, nesses casos, ocorrer de forma involuntária, é uma prática que vem se tornando comum por cibercriminosos e outros indivíduos que tentam burlar o processamento de uma IA.

IAs do Google e X confundem pesquisas com comandos de chat

(imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

(Imagem: Vitor Padua/Tecnoblog)

Wix planeja demissão em massa de mil funcionários, diz site

25 de Maio de 2026, 14:34
Foto em ângulo contra-plongê do complexo arquitetônico moderno e espelhado da Wix. O edifício central, de múltiplos andares com fachada de vidro azulado, traz a palavra "Wix" em letras brancas no topo esquerdo. Abaixo, no térreo de painéis escuros, há uma entrada com letras coloridas e espaçadas formando "CAMPUS". Na calçada em frente, um carro branco está estacionado de costas, bicicletas ocupam um bicicletário e duas pessoas com capacetes de obra caminham à direita. O céu está azul com nuvens brancas.
Sede da Wix em Tel Aviv, Israel (foto: Yonifra/Wikimedia Commons)
Resumo
  • A Wix planeja demitir 1 mil funcionários.
  • A empresa de construção de sites teve prejuízo líquido de US$ 57,5 milhões no primeiro trimestre de 2026.
  • A Wix comprou a empresa de IA Base44 por US$ 80 milhões em junho de 2025.

A empresa de construção de sites Wix tem planos de fazer um layoff e demitir cerca de 1 mil funcionários. No primeiro trimestre de 2026, a companhia registrou um prejuízo líquido de US$ 57,5 milhões (R$ 288 milhões, em conversão direta), e suas ações tiveram uma desvalorização de quase 50% desde o começo do ano.

As informações sobre a demissão em massa foram obtidas pelo site israelense Calcalist — a empresa tem sua sede no país, onde trabalham mais de 60% dos funcionários. Procurada pela publicação, a Wix não quis comentar o assunto.

Captura de tela de um navegador web exibindo a página inicial do Wix. O logotipo "WIX" aparece no canto superior esquerdo. O título principal diz "The new way to create a website", seguido pelo subtítulo "Go from words to a business-ready site that's entirely yours to shape, on the first hybrid website builder." Centralizado, há um botão azul com o texto "Get Started". Abaixo, uma interface gráfica simula a criação de um site de móveis chamado "rubi marlowe".
Wix oferece ferramentas para construir website (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Na última reunião com investidores, a companhia afirmou ter 5.280 funcionários. Um corte de 1 mil, portanto, corresponderia a quase 20% da força de trabalho da empresa, tornando essa a demissão em massa mais drástica de sua história.

A redução do número de empregados não é uma tendência recente na Wix. Na mesma conferência, a companhia destacou que, desde 2022, a quantidade de pessoas caiu em 40%. A empresa chama isso de otimização, obtida em parte devido ao uso de inteligência artificial internamente em áreas como atendimento ao consumidor.

O Calcalist lembra que a Wix exigiu que seus trabalhadores voltassem ao trabalho totalmente presencial há alguns meses, uma decisão que teve repercussões negativas entre os funcionários e também no setor de tecnologia de Israel.

Compra de empresa de IA ajuda a explicar prejuízo

A Wix teve um aumento de 14% nas receitas no primeiro trimestre de 2026, chegando a US$ 541 milhões. Mesmo assim, voltou a apresentar prejuízo, após vários trimestres de resultados positivos. A empresa aponta alguns motivos para as perdas, como pagamentos adicionais feitos pela compra da empresa de IA Base44.

Captura de tela da página inicial do site "Base 44", em português. No topo, uma barra de navegação traz a logomarca com um sol estilizado e o texto "Base 44", seguida pelos links "Preços", "Empresarial", "Recursos", "Integrações" e o botão "Comece já". O fundo tem um degradê suave de azul-claro para branco. Ao centro, destaca-se o título "Transforme suas ideias em apps" e a frase "Com a Base44, você cria aplicativos totalmente funcionais em minutos, usando apenas suas palavras. Sem precisar programar.". Logo abaixo, há uma barra de pesquisa com o texto "Crie um planejador de treino simples para iniciante" e uma seta laranja para enviar. Na parte inferior, abaixo do texto "NÃO SABE POR ONDE COMEÇAR? EXPERIMENTE UMA DESTAS OPÇÕES:", estão dispostos botões ovais com as sugestões: "Painel de relatórios", "Plataforma de jogos", "Portal de Integração", "Visualizador de ambientes" e "Aplicativo de networking".
Base44 é aposta da Wix para se manter relevante (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

A Base44 é uma startup de vibe coding, que oferece um serviço para criar códigos a partir de comandos em linguagem natural. Ela foi adquirida em junho de 2025 por US$ 80 milhões.

O Calcalist comenta que a Base44 tem poucos funcionários, mas exige investimentos substanciais em marketing e tem custos elevados em computação. Por outro lado, a nova subsidiária foi responsável por grande parte do crescimento das receitas da Wix.

A negociação foi uma resposta aos riscos que a própria IA representa para a plataforma de criação de sites. Entre os investidores, existe o temor de que esse tipo de serviço seja substituído por ferramentas de IA. Ao apostar em vibe coding, a Wix estaria se preparando para uma mudança radical no mercado.

Com informações do Calcalist

Wix planeja demissão em massa de mil funcionários, diz site

Wix oferece ferramentas para construir website (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Base44 é aposta da Wix para se manter relevante (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Papa Leão XIV alerta sobre a IA em importante documento da Igreja Católica

25 de Maio de 2026, 13:50
Papa Leão XIV assinando a carta encíclica
Papa Leão XIV assinando a carta encíclica (imagem: divulgação/Vatican Media)
Resumo
  • Papa Leão XIV publicou a encíclica Magnifica Humanitas, que traz reflexões e alertas sobre o avanço da inteligência artificial na sociedade;
  • documento aponta que IA é um dom divino, mas adverte sobre riscos como desemprego, desigualdades e concentração de poder;
  • evento no Vaticano contou com presença de Christopher Olah, cofundador da Anthropic, que defendeu a colaboração global no setor.

Nesta segunda-feira (25/05), o Papa Leão XIV publicou a sua primeira encíclica como pontífice. Por que um acontecimento da Igreja Católica está sendo abordado aqui, no Tecnoblog? Porque o documento faz um alerta sobre o avanço da inteligência artificial sobre a sociedade.

De nome Magnifica Humanitas (“Magnífica Humanidade”, traduzindo do latim para português), a carta encíclica foi apresentada pessoalmente pelo Papa Leão XIV no Vaticano, prática pouco comum para esse tipo de documento. Tão ou mais surpreendente é o fato de que Christopher Olah, cofundador da Anthropic, marcou presença no evento.

Pudera. A Magnifica Humanitas foi organizada em cinco capítulos, sendo que o terceiro é dedicado à IA. Ali, o Papa Leão XIV descreve a tecnologia como um dom concedido divinamente com potencial de beneficiar a humanidade, mas questiona o seu lado ambíguo, como a possibilidade de a inteligência artificial aprofundar desigualdades sociais ou causar desemprego.

O pontífice também alerta para o fato de o controle sobre tecnologias do tipo estar concentrado nas mãos de poucas e poderosas organizações.

Em linhas gerais, o Papa não se posiciona contra a IA, mas faz um apelo para que esse tipo de tecnologia seja usado de modo responsável e ético, e que tanto adultos quanto crianças sejam educadas para usá-la dentro desses critérios.

Nesse sentido, um trecho do documento diz:

A tecnologia pode curar, conectar, educar, cuidar da Casa comum; mas também pode dividir, descartar, gerar novas injustiças. Na teoria, em si mesma, ela não é uma solução para os problemas da humanidade, assim como não é, em si mesma, um mal; todavia, na prática, não é neutra, porque tem o rosto daqueles que a concebem, financiam, regulam e utilizam.

Por isso, a primeira escolha não é entre um “sim” ou um “não” à tecnologia, mas entre edificar Babel ou reconstruir Jerusalém: entre um poder que pretende dominar o céu ou um povo que unido, na presença de Deus, começa o trabalho de reerguer os muros da convivência fraterna.

Papa Leão XIV

Nessas aspas, o Papa usa Babel para representar o uso da tecnologia para controlar e dividir as pessoas, e Jerusalém para simbolizar uma convivência baseada no bem comum (benéfica para todos os indivíduos).

Christopher Olah em evento no Vaticano, ao lado do Papa
Christopher Olah em evento no Vaticano, ao lado do Papa (imagem: reprodução/Vatican News)

A encíclica tem algum efeito prático?

Depende do contexto. Uma carta encíclica tem, entre seus propósitos, ser uma espécie de guia para toda a hierarquia da Igreja Católica sobre a postura que a instituição deve assumir sobre determinados assuntos. Então, internamente, o documento pode fazer de bispos a fiéis prestarem mais atenção no avanço da IA e em outros temas abordados na Magnifica Humanitas.

Mas o documento também pode servir como apelo para que governos e organizações privadas promovam o uso moderado e justo da tecnologia (se esse apelo será ouvido, é outra história).

Sobre isso, Christopher Olah comentou ao participar do evento:

Precisamos que mais pessoas do mundo — comunidades religiosas, sociedade civil, acadêmicos, governos e, de fato, todas as pessoas de boa vontade — façam o que Sua Santidade fez aqui: levem isso a sério, observem atentamente e impulsionem os acontecimentos em uma direção melhor.

(…) Hoje é apenas o começo — o início de uma longa colaboração entre aqueles de nós que estão construindo isso [a IA] e aqueles que podem ver o que nós, de dentro, não conseguimos.

Christopher Olah, cofundador da Anthropic

A Magnifica Humanitas em português está disponível aqui.

Papa Leão XIV alerta sobre a IA em importante documento da Igreja Católica

Papa Leão XIV assinando a carta encíclica (imagem: divulgação/Vatican Media)

Christopher Olah em evento no Vaticano, ao lado do Papa (imagem: reprodução/Vatican News)

Linus Torvalds endurece tom contra uso exagerado de IA no kernel Linux

25 de Maio de 2026, 12:01
Arte exibe Linus Torvalds, o criador do Linux, em destaque. Ele aparece à direita, com óculos e um semblante sorridente, iluminado por tons de verde e azul. À esquerda, em letras brancas grandes, está a palavra "Linux" sobre uma forma laranja que simula um traço de pincel. O fundo escuro apresenta pequenos pontos e elementos em pixel art, lembrando uma interface antiga de computador. No canto inferior direito, a marca d'água "tecnoblog" é visível.
Linus Torvalds endurece tom contra uso exagerado de IA no kernel Linux (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Linus Torvalds afirmou que quinta versão release candidate do kernel Linux 7.1 está maior do que o normal, desnecessariamente;
  • grande parte dessas demandas irrelevantes ou de baixa prioridade foi motivada por análises de código feitas por ferramentas de inteligência artificial;
  • mantenedor avisou que passará a rejeitar pull requests sem sentido para priorizar correção de regressões e evitar atrasos.

Na semana anterior, Linus Torvalds alertou que o uso desmedido de IA na identificação de bugs no kernel Linux mais atrapalha do que ajuda os desenvolvedores do projeto. De lá para cá, a situação parece não ter melhorado. Tanto que Torvalds avisou que irá ser mais rigoroso com correções irrelevantes.

Neste ponto, é preciso contextualizar. Atualmente, o kernel Linux está na versão 7.0. Os desenvolvedores trabalham no kernel 7.1, que já está na sua quinta versão release candidate (rc5). Versões do tipo antecedem o lançamento oficial. O problema é que, para Torvalds, a versão rc5 está mais “inchada” do que deveria estar para esta fase.

Via de regra, o Linux conta com sete versões release candidate. A versão rc5 já encaminha o projeto para o seu ciclo final de desenvolvimento. Está aí a preocupação de Torvalds e sua turma: se o rc5 não está no patamar esperado, o lançamento do Linux 7.1 pode atrasar e, talvez, até exigir uma oitava versão release candidate.

O que está segurando o avanço do projeto dentro do ritmo esperado é, de acordo com Torvalds, uma demanda muito grande de revisões, muitas das quais são irrelevantes. Destas, várias são oriundas de análises feitas por ferramentas “caça-bugs” baseadas em inteligência artificial.

Quando Linus Torvalds alertou sobre o uso desproporcional de IA na busca de bugs no Linux, ele explicou que não é contra esse tipo de ferramenta, mas sinalizou que, muitas vezes, os problemas reportados já são conhecidos pelos desenvolvedores, têm baixa prioridade ou até já foram solucionados.

Bug no Linux (imagem ilustrativa: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Bug no Linux (imagem ilustrativa: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Torvalds: “vou começar a ser um pouco mais rigoroso”

Diante das circunstâncias, Linus Torvalds avisou que começará a ser mais rigoroso com problemas reportados ou demandas consideradas irrelevantes para a atual fase, ao mesmo tempo em que ele pediu para os participantes do projeto serem mais analíticos sobre o envio de suas contribuições:

Para surpresa de absolutamente ninguém a esta altura, o rc5 está muito grande. Consideravelmente maior do que os rc5 tradicionalmente costumam ser.

(…) Então acho que vou começar a ser um pouco mais rigoroso com esse tipo de movimentação desnecessária tão tarde no processo. O que deveríamos procurar são *regressões*. Correções não críticas para problemas antigos simplesmente não são apropriadas para este ponto avançado do ciclo de lançamento.

(…) Em resumo: isto está grande demais, e este é o aviso de que vou começar a rejeitar pull requests sem sentido com correções que simplesmente não são tão importantes. E sim, várias dessas séries foram motivadas por revisão de código feita por IA.

Então, pessoal: comecem a analisar melhor seus pull requests e perguntem a si mesmos: “Isso realmente é uma regressão ou algo sério o bastante para não poder simplesmente ir para a pilha de desenvolvimento?”.

Linus Torvalds, mantenedor do Linux

Isso não significa que Torvalds irá fazer “vista grossa” para problemas, mas priorizar regressões em vez de correções não críticas que, como tal, deveriam ter sido tratadas no começo do ciclo de desenvolvimento do kernel.

Na fase atual, os desenvolvedores normalmente trabalham nas mencionadas “regressões”, isto é, na correção de algo que deixou de funcionar após alguma atualização no código. Não raramente, esses problemas são sérios, pois podem anular avanços, dar espaço para novos bugs ou “reabrir” falhas já corrigidas.

Se nada (mais) der errado, o kernel Linux 7.1 chega em junho de 2026.

Linus Torvalds endurece tom contra uso exagerado de IA no kernel Linux

Linus Torvalds, o "pai" do Linux (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Bug no Linux (imagem ilustrativa: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Samsung revela primeiro chip de memória com 900 camadas do mundo

25 de Maio de 2026, 11:44
Chip de memória flash de 9ª geração com 1 TB de capacidade, mostrando matriz de células em camadas empilhadas
Chip de memória flash de 9ª geração com 1 TB de capacidade (imagem: reprodução)
Resumo
  • Samsung desenvolveu o primeiro chip de memória flash com 900 camadas do mundo.
  • A estrutura une dois wafers de silício de 450 camadas cada, através da técnica Cell Multi-Bonding (CMB).
  • A tecnologia é crucial para servidores de IA, SSDs e smartphones, pois maximiza a capacidade de armazenamento em um espaço menor.

A Samsung alcançou um novo marco na corrida dos semicondutores ao criar o primeiro protótipo de chip de memória flash de 900 camadas. A novidade surge em meio à rápida expansão da IA, que exige cada vez mais volume de armazenamento.

Segundo o portal sul-coreano ETNews, com o feito, a fabricante não só reforça sua liderança no setor, mas também ergue uma barreira contra a expansão de concorrentes vizinhas.

As memórias flash NAND armazenam dados em servidores de IA, SSDs e smartphones. Para aumentar a capacidade sem ampliar o tamanho físico dos chips, a Samsung usa uma arquitetura baseada em camadas: em vez de distribuir os componentes na horizontal, eles são empilhados. A empresa foi pioneira nessa tecnologia em 2013.

Como o chip da Samsung pode ter 900 camadas?

Imagem mostra a palavra "SAMSUNG" sendo exibida no centro, em letras brancas e maiúsculas. O fundo, em tom azul escuro, mostra elementos desfocados que sugerem um ambiente de escritório. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível.
Empresa antecipa inovação para frear o avanço de rivais asiáticas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O mecanismo é possível graças a uma mudança radical no método de construção. De acordo com o SamMobile, o novo protótipo adota uma técnica batizada de Cell Multi-Bonding (CMB). Na prática, os engenheiros produziram dois wafers (os discos de silício) independentes com 450 camadas. Em seguida, essas duas metades foram coladas, formando um módulo único de 900 camadas.

O processo de fusão, no entanto, carrega extrema complexidade. O ETNews relata que os principais obstáculos nessa junção são o empenamento e o risco de desalinhamento das trilhas microscópicas no momento exato da colagem. A Samsung conseguiu superar os riscos e aplicou melhorias no design interno de transferência de dados.

O resultado foi um componente com tamanho físico otimizado e consumo de energia ainda menor. Para afastar qualquer dúvida sobre a viabilidade do projeto, a companhia confirmou que as células do protótipo apresentaram funcionamento normal, provando que a solução é real e operacional, e não só um conceito.

Pressão das concorrentes

A pressa em apresentar um chip de 900 camadas ainda na fase de pesquisa tem uma motivação: o mercado asiático está cada vez mais acirrado. Atualmente, quando se fala em produção em massa, o recorde de empilhamento pertence à SK Hynix, conterrânea da Samsung, que já comercializa um chip NAND de 321 camadas.

Para retomar o topo das prateleiras no curto prazo, a gigante sul-coreana prepara o início da fabricação em larga escala da sua V-NAND de 10ª geração (V10), que terá mais de 400 camadas e deve chegar à indústria ainda este ano.

O verdadeiro sinal de alerta, contudo, vem da China. A fabricante Yangtze Memory Technologies Co. (YMTC) já fabrica memórias NAND de 294 camadas, mirando ultrapassar a marca das 300 camadas muito em breve. Impulsionada por pesados aportes financeiros do governo chinês, a YMTC pode inundar o setor de tecnologia com componentes de alta densidade e baixo custo.

Samsung revela primeiro chip de memória com 900 camadas do mundo

Samsung (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O que é token em IA? Entenda a unidade de medida da inteligência artificial

25 de Maio de 2026, 10:27
ilustração sobre token de IA
Saiba como os tokens são elementos essenciais para o funcionamento das IA (imagem: Reprodução/Nvidia)

Os tokens em inteligência artificial representam a unidade de texto básica que o sistema utiliza para processar e compreender os comandos humanos. Cada token pode ser uma palavra completa, parte dela ou um sinal de pontuação, funcionando como blocos fundamentais para a interpretação da máquina.

Esse processo de fragmentação, conhecido como tokenização, converte a linguagem natural humana em dados estruturados que um modelo consegue processar eficientemente. Sem essa etapa de conversão, as redes neurais seriam incapazes de interpretar contextos e gerar respostas lógicas nas interações.

É importante diferenciar tokens de créditos de IA, já que os primeiros medem o volume técnico de dados consumidos no processamento. Por outro lado, os créditos operam como uma moeda comercial simplificada adotada pelas empresas para cobrar pelo uso do serviço, facilitando o controle financeiro do usuário.

A seguir, entenda melhor o conceito de token em IA, para que serve e seu funcionamento detalhado.

O que é token em inteligência artificial?

Um token em inteligência artificial é uma unidade básica de texto, como uma palavra, um fragmento dela, um caractere ou até um sinal de pontuação. Ele serve como um “bloco de construção” para os modelos de linguagem lerem, processarem e gerarem conteúdos fluidamente.

O que significa “tokenizar”?

O termo “tokenizar” significa fatiar um texto bruto em pequenas unidades, os tokens, convertendo palavras ou símbolos em vetores numéricos. Na prática, essa fragmentação transforma a linguagem humana em dados isolados que uma máquina consegue processar.

Essa etapa é o pilar do Processamento de Linguagem Natural (PLN), já que os modelos avançados de IA não leem textos como humanos. Sem converter caracteres em blocos lógicos estruturados, a tecnologia seria incapaz de interpretar contextos ou responder aos comandos dos usuários.

Imagem mostrando como é realizada a tokenização
A tokenização funciona com a fragmentação das palavras (imagem: Reprodução/Copilot4Devops)

Para que serve o token em IA?

Na inteligência artificial, os tokens permitem traduzir a nossa linguagem natural em dados estruturados que as máquinas entendem. Em vez de lerem letras soltas, os modelos utilizam esses blocos para mapear regras gramaticais e prever contextos mais complexos.

Eles também ditam a capacidade de memória do sistema, já que as ferramentas de IA possuem uma “janela de contexto” limitada por comando. Como o processamento ocorre passo a passo, essa contagem define diretamente o esforço computacional e a velocidade de cada resposta.

Por fim, os tokens funcionam como uma métrica de consumo desse mercado, servindo de base para a cobrança dos serviços. As empresas precificam suas ferramentas pelo volume de dados de entrada e saída, transformando essa unidade técnica em um valor econômico.

Infográfico mostrando a quantidade de tokens e palavras usados em comandos e respostas de IA
Exemplo da quantidade de tokens e palavras utilizados em comandos (entrada) e respostas (saída) de IA (imagem: Reprodução/Copilot4Devops)

Como funcionam os tokens em IA? 

Os tokens atuam como pontes que transformam a linguagem humana em cálculos matemáticos internos de IA. Quando o usuário envia um comando, um algoritmo tokenizador fatia o texto em blocos informativos mapeados por códigos numéricos exclusivos.

Esses números servem para o modelo analisar o contexto das frases e calcular a probabilidade estatística de qual será o próximo bloco. Essa lógica sequencial é essencial para a IA agêntica, que precisa interpretar dados de forma autônoma para tomar decisões.

Na etapa final do processamento, um destokenizador entra em ação para converter a sequência numérica gerada de volta em um texto legível. Durante esse trajeto, o sistema contabiliza o volume exato de dados consumidos, servindo de métrica para a cobrança do serviço.

Essa dinâmica garante que o modelo lide eficientemente com diferentes idiomas e pontuações sem se perder em caracteres isolados. Contudo, os tokens também impõem uma janela de contexto limitada, que define o teto máximo de documentos lidos por vez.

infográfico sobre o funcionamento dos tokens de IA
Como funcionam os tokens em IA (imagem: Reprodução)

O token é uma moeda da inteligência artificial? 

Depende. O token ganhou a fama de ser a verdadeira “moeda” de IA generativa, embora não seja dinheiro real. Tecnicamente, ele é apenas o bloco de construção básico que os modelos utilizam para processar informações e criar respostas.

No entanto, o termo faz sentido economicamente porque as plataformas cobram o uso com base na quantidade de tokens enviados e recebidos. Dessa forma, eles medem tanto o poder computacional exigido pelo sistema quanto o valor exato da fatura a ser paga.

Quanto é 1 token de IA? 

Não existe um preço fixo para um único token de IA, pois o custo varia conforme o modelo de linguagem e sua função de entrada ou saída. Na prática, um token individual equivale a uma fração minúscula de centavo, variando em média entre US$ 0,00000015 e US$ 0,000025.

O mercado costuma tabelar esses preços por pacotes de um milhão de tokens, cobrando taxas mais altas para o uso em respostas geradas. Para saber os valores exatos de modelos como GPT-5, Claude ou Gemini, basta consultar as páginas de precificação atualizadas das empresas.

ilustração sobre token de IA
Os tokens em IA também atuam como moedas simbólicas, ajudando a calcular o consumo de dados dos usuários (imagem: Reprodução/CCN)

Qual é a diferença entre token em IA e créditos de IA? 

Os tokens de IA são as pequenas unidades de processamento que dividem textos em pedaços menores, como palavras ou caracteres, para os modelos computarem o contexto. Eles servem como uma métrica de consumo, medindo o volume exato de dados que o sistema lê e gera nos bastidores.

Os créditos de IA funcionam como uma moeda comercial simplificada, que os usuários compram para pagar por tarefas e ferramentas na plataforma. Eles traduzem o consumo técnico e complexo dos tokens em um saldo financeiro abstrato e amigável para o controle de custos e orçamentos.

Qual é a diferença entre tokens e parâmetros em IA? 

Os tokens de IA são os fragmentos de texto que os grandes modelos de linguagem (LLMs) leem e geram ativamente a cada interação com o usuário. Eles possibilitam medir o volume dinâmico de dados processados em um comando específico.

Os parâmetros de IA são configurações e conexões numéricas internas que funcionam como o cérebro permanente da rede neural. Esse indicador é fixo para cada versão do modelo, definindo a capacidade de raciocínio e a inteligência geral do sistema.

O que é token em IA? Entenda a unidade de medida da inteligência artificial

Saiba como os tokens são elementos essenciais para o funcionamento das IA (imagem: Reprodução/Nvidia)

Como funcionam os tokens em IA (imagem: Reprodução)

Brasil começa a testar Alexa mais inteligente, turbinada por IA

22 de Maio de 2026, 17:19
Amazon prepara lançamento da Alexa+ no país (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Amazon iniciou os testes da Alexa+ no mercado brasileiro.
  • Programa beta visa receber feedback e refinar a experiência de uso da assistente mais inteligente.
  • A Alexa Plus utiliza inteligência artificial generativa para realizar tarefas mais sofisticadas, como manter conversas por mais tempo e responder a perguntas elaboradas.
  • A assinatura mensal da Alexa Plus nos Estados Unidos custa US$ 19,90, isento para assinantes do Prime.
  • Não há informações sobre o preço no Brasil.

A Amazon confirmou com exclusividade ao Tecnoblog que iniciou os testes da Alexa+ no mercado brasileiro. Por ora não há previsão de lançamento definitivo da tecnologia, que prevê uma assistente muito mais esperta, agora turbinada por tecnologias de inteligência artificial.

De acordo com a empresa, um pequeno grupo de clientes foi convidado para participar do beta. Este período será usado para receber feedback e refinar a experiência de uso. Eu acrescento: é um movimento mais do que bem-vindo, já que, nos últimos anos, a Alexa tem perdido qualidade, segundo 100% das pessoas com quem eu converso.

Eu estive em Nova York para o lançamento da novidade, em fevereiro de 2025. De lá para cá, cerca de 1 milhão de clientes dos Estados Unidos passaram a contar com a Alexa Plus. A expansão para outros países e idiomas, no entanto, tem sido mais limitada.

Programa beta com seleto grupo

De acordo com as informações divulgadas pela Amazon no ano passado, a Alexa+ se vale de inteligência artificial generativa para realizar tarefas mais sofisticadas. Ela é capaz de manter conversas por mais tempo.

Por exemplo, você pode fazer uma pergunta elaborada sobre um determinado filme, pois a assistente será capaz de responder.

A então diretora da Alexa, Mara Segal, contou que o usuário poderia compartilhar receitas, emails, documentos e muito mais diretamente com a assistente digital. “Ela se lembra, resume, e te diz o que falta ser feito.” Em outras palavras, é como ter um ChatGPT ou Gemini diretamente no Echo Dos ou aparelho similar.

A empresa não quis revelar qual LLM seria usado no serviço. Os executivos explicaram que as consultas poderiam ser direcionadas a modelos diferentes, a depender do que o consumidor deseja fazer.

Programa beta começa no Brasil

Mulher usando o sistema Alexa+ em um tablet, enquanto toma café, em campanha para o Beta no Brasil
Programa beta não cobra assinatura (imagem: reprodução/Panorama Tecnológico)

Por enquanto existem poucos relatos públicos de clientes que entraram no seleto grupo de testadores no país. O convite chega por email e depois por notificação no app da Alexa. “Você receberá uma notificação quando a experiência de teste em português (Brasil) estiver disponível para você”, informa a mensagem, segundo um print divulgado pelo site Panorama Tecnológico.

O youtuber Rodrigo Moreira relatou que ficou impressionado com a capacidade de compreensão de comandos mais sofisticados e longos. Num vídeo, ele diz quais luzes de casa devem ficar acesas ou apagadas, e a Alexa Plus consegue realizar a ação de forma imediata.

Qual o preço da Alexa+ no Brasil?

Toda a tecnologia e conveniência por trás da Alexa+ dependem de uma assinatura, que está fixada em US$ 19,90 por mês nos Estados Unidos. Dá cerca de R$ 100 em conversão direta. Assinantes do Prime ficam isentos.

As comunicações por aqui não dão nenhuma pista de quanto o serviço pode custar. Os participantes do beta não estão pagando por ele. Já em resposta ao Tecnoblog, a Amazon não deu detalhes sobre a futura assinatura, limitando-se a dizer que o objetivo é tornar o serviço “disponível em todos os lugares onde nossos clientes estão”.

Você aposta em qual cifra? Conte-me nos comentários.

Brasil começa a testar Alexa mais inteligente, turbinada por IA

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Amazon inicia programa beta com consumidores locais. Preço é mantido em sigilo.

Amazon prepara lançamento da Alexa+ no país (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Spotify terá podcasts pessoais gerados por IA e novo app

22 de Maio de 2026, 16:47
Demonstração do Personal Podcasts. Em um celular com o Spotify aberto na tela de reprodução de áudio
Personal Podcasts chegam ao Spotify (imagem: reprodução/Spotify)
Resumo
  • Spotify anunciou os Personal Podcasts, recurso que cria episódios privados sob demanda com uso de inteligência artificial.
  • Usuários podem descrever o tipo de conteúdo que querem ouvir e receber o conteúdo gerado por IA, como resumos do dia e manchetes de tecnologia.
  • Um novo aplicativo experimental chamado Studio também será lançado com capacidades de agente de IA.

Dando sequência a uma série de novidades anunciadas para a plataforma durante o Dia do Investidor ontem (21/05), evento em que o Tecnoblog esteve presente, o Spotify apresentou detalhes das ferramentas de inteligência artificial que devem ser integradas à experiência no app.

Entre elas, estão os Personal Podcasts, recurso que cria episódios privados sob demanda, e o Studio by Spotify Labs.

As novidades seguem uma tendência identificada pela empresa em que usuários usam LLMs para criar guias diários em áudio. No começo do mês, a plataforma anunciou a possibilidade de salvar esses áudios na biblioteca e, agora, começa a integrar a funcionalidade ao sistema.

O que são os Personal Podcasts?

Os Personal Podcasts seguem a mesma lógica das playlists criadas através de prompts, que a plataforma começou a testar anteriormente. Ou seja, usuário descreve o tipo de conteúdo que quer ouvir e recebe o conteúdo gerado por IA.

A proposta é permitir a criação de conteúdos que possam ser úteis individualmente, como resumos do dia com compromissos e tarefas. De acordo com o Android Authority, esses áudios são privados.

Em uma demonstração, a empresa mostrou um pedido com previsão do tempo local, manchetes de tecnologia e agenda de shows alinhada ao gosto musical do usuário.

imagem mostra prompt em uma tela no spotify
Geração de áudio seguirá modelo das playlists geradas por IA (imagem: reprodução/Spotify)

Para refinar a geração, o Spotify também permitirá o envio de documentos em PDF, a escolha da voz do narrador e a definição da frequência de atualização do conteúdo.

Assinantes Premium nos Estados Unidos começam a receber o recurso no mês que vem. A geração dos episódios usará uma cota mensal de créditos, sistema que a plataforma ainda não detalhou.

Como reforçado durante o evento de ontem, a empresa não utilizará modelos próprios de IA. Usuários já podem integrar assistentes como OpenClaw, Claude Code e OpenAI Codex gerar e salvar podcasts privados diretamente na biblioteca do Spotify.

App para desktop com agente

Imagem mostra o envio de um prompt solicitando um áudio com informações do dia
Studio deve ter grande acesso às informações pessoais (imagem: reprodução/Spotify)

A novidade acompanha um novo aplicativo experimental chamado Studio, que terá capacidades de agente de IA para criar experiências mais personalizadas.

O software será capaz de cruzar o perfil de gosto do usuário com informações extraídas do uso cotidiano do próprio PC, incluindo calendário, e-mails, favoritos de navegação e blocos de notas. Além disso, poderá navegar pela web e responder a comandos de forma conversacional.

O Spotify lançará uma prévia do Studio nas próximas semanas.

Spotify terá podcasts pessoais gerados por IA e novo app

(imagem: reprodução/Spotify)

(imagem: reprodução/Spotify)

(imagem: reprodução/Spotify)

Starbucks deixa de usar sistema de IA após erros

22 de Maio de 2026, 16:09
Copo com bebida da Starbucks
IA errava contagem e não sabia diferenciar produtos (imagem: divulgação)
Resumo
  • A Starbucks descontinuou o uso de um sistema de IA chamado Automated Counting, que foi implementado há nove meses para contabilizar estoque em lojas da América do Norte.
  • O sistema, que utilizava tablets, câmeras e LiDAR, apresentou erros frequentes na contagem e identificação de produtos, como confundir tipos de leite ou ignorar itens.
  • A empresa afirmou que a decisão visa padronizar a contagem de estoque nas cafeterias, e que o foco está na consistência e execução em larga escala.

A Starbucks deixou de usar um programa de inteligência artificial para fazer contagens de estoque nas lojas da América do Norte. O sistema havia sido implementado há cerca de nove meses.

As informações foram obtidas pela Reuters, que teve acesso a uma newsletter interna da companhia e consultou duas pessoas com conhecimento sobre o assunto.

Qual foi o problema da IA da Starbucks?

Fachada de loja do Starbucks
Lojas sofrem com falta de itens do cardápio nos EUA (foto: Colin McLaughlin/Wikimedia Commons)

De acordo com a agência de notícias, o programa era usado para agilizar a contabilidade e a visualização de estoque nas lojas. No entanto, a IA cometia erros frequentemente na contagem e na identificação dos produtos, como confundir tipos de leite ou simplesmente ignorar produtos.

“A partir de hoje, o [programa] Automated Counting será aposentado. Componentes e leite usados nas bebidas serão contados da mesma maneira que você conta outras categorias de inventário na sua cafeteria”, diz a mensagem a que a Reuters teve acesso.

Em uma matéria publicada em fevereiro, a agência explicava o funcionamento do Automated Counting, implementado em setembro de 2025: os empregados usavam tablets com câmera e LiDAR para escanear armários com leite, xarope e outros ingredientes usados em bebidas. A inteligência artificial, então, ficava responsável por identificar e contar os itens.

A reportagem dizia ter visto vídeos de falhas na tecnologia, bem como fotos de baristas mostrando entregas excessivas de produtos, uma consequência das contagens erradas da IA. Mesmo assim, a companhia disse à Reuters que o programa estava funcionando, com melhorias na disponibilidade de bebidas e alimentos nas cafeterias.

Procurada pela Reuters, a Starbucks afirmou que a decisão visa “padronizar como o estoque é contado nas cafeterias” e que o foco da empresa está na consistência e na execução em larga escala. Já a NomadGo, fornecedora da solução de IA, afirmou estar “constantemente aprendendo por meio dos feedbacks de consumidores e usuários”.

Estoque é um problema da Starbucks nos EUA

O Automated Counting foi uma aposta da Starbucks para tentar solucionar um problema que a empresa enfrenta na América do Norte: falta de estoque para alguns produtos, que afeta a disponibilidade de certos itens do cardápio e prejudica as vendas da companhia.

A ideia era que o sistema ajudasse a controlar os produtos guardados nas lojas e comunicar o que era necessário receber. Segundo a Reuters, em 2024, menos de um terço das entregas nos centros de distribuição da Starbucks era descarregado no tempo certo e continha a quantidade correta de leite, doces e outros produtos.

Com informações da Reuters

Starbucks deixa de usar sistema de IA após erros

Bebida da Starbucks (Imagem: Divulgação/Starbucks)

Lojas sofrem com falta de produtos nos EUA (foto: Colin McLaughlin/Wikimedia Commons)

Steve Wozniak passa ileso e até recebe aplausos ao falar de IA

22 de Maio de 2026, 16:06
Steve Wozniak (Imagem: Alessandro Viapiano/Wikimedia Commons)
Steve Wozniak recebe aplausos em formatura (Imagem: Alessandro Viapiano/Wikimedia Commons)
Resumo
  • Steve Wozniak, cofundador da Apple, discursou na formatura da Grand Valley State University, nos Estados Unidos, elogiando a “inteligência real” dos formandos, em vez de focar nas ameaças da inteligência artificial.
  • O discurso foi bem recebido pelos formandos, que aplaudiram suas palavras, diferentemente do que ocorreu com o ex-CEO do Google, Eric Schmidt, que sofreu vaias ao mencionar a IA.

O lendário cofundador da Apple, Steve Wozniak, conseguiu falar sobre inteligência artificial sem desaprovação dos formandos. Enquanto outros executivos, como o ex-CEO do Google, Eric Schmidt, sofreram vaias ao incluir a tecnologia no discurso, o engenheiro recebeu aplausos por reconhecer a capacidade dos ex-alunos em um mercado cada vez mais desafiador.

Para muitos recém-formados dos Estados Unidos, a IA já é uma concorrente que interfere nas oportunidades de entrada no mercado de trabalho. As maiores empresas do mundo já avaliam substituir a força de trabalho pela tecnologia, com funções automatizadas ou vagas cortadas para direcionar o dinheiro ao desenvolvimento de IA.

Nesse momento sensível, em vez de concentrar o discurso nas ameaças da automação, Wozniak, que discursou na Grand Valley State University, no estado do Michigan, comentou a ansiedade em torno da IA.

Inteligência “real”

Durante o discurso, Wozniak disse que os formandos têm a “inteligência real”, ou Actual Intelligence, um trocadilho com a sigla AI. A frase arrancou risos e aplausos da plateia.

Na sequência, o cofundador da Apple explicou como enxerga a tentativa de reproduzir capacidades humanas pelos algoritmos:

“Levaria muito tempo para me aprofundar no que penso sobre a IA, mas estamos tentando criar um cérebro. Existe uma maneira de duplicarmos uma rotina um trilhão de vezes e fazê-la funcionar como um cérebro? A IA é uma dessas tentativas.”

– Steve Wozniak

Apple co-founder Steve Wozniak received applause rather than boos from graduates at a commencement speech for telling them that they have “AI, Actual Intelligence.”

During the Grand Valley State University Commencement Ceremony, Wozniak emphasized to graduates the value of… pic.twitter.com/2bzYLHrMBz

— Eyewitness News (@ABC7NY) May 22, 2026

Em março, Wozniak já havia dito que ainda não entendemos direito como o cérebro funciona “para chegar ao ponto de substituir o ser humano”. Ele criticou o estilo de comunicação das IAs, mas reconheceu que a tecnologia deve evoluir ao ponto de reproduzir aspectos da nossa existência.

No encerramento, Wozniak pediu que os formandos não seguissem caminhos prontos apenas por segurança. “Pensem: existe algo que eu possa fazer um pouco diferente?”, aconselhou.

Sem vaias desta vez

A recepção positiva deste discurso vai contra a onda de desaprovação à IA. No caso mais emblemático e recente, Schmidt mencionou os espaços em que a presença da tecnologia já avança, incluindo trabalho e vida pessoal.

Desde o ano passado, gigantes como Amazon, Microsoft, Intel e Meta anunciaram cortes que atingiram milhares de postos de trabalho. Além de empregos formais, as ferramentas e serviços “facilitados” pela tecnologia vêm impactando freelancers de áreas criativas, que declaram perda de clientes e maior pressão por resultados rápidos.

Steve Wozniak passa ileso e até recebe aplausos ao falar de IA

Steve Wozniak (Imagem: Alessandro Viapiano/Wikimedia Commons)

Meta revela app com cara de Reddit para comunidades do Facebook

22 de Maio de 2026, 14:51
Uma mão segura um smartphone que exibe a tela de login do Facebook, com ícones como "curtir", o logo "f" e mãos erguidas. O dedo indicador toca a tela. O fundo é um padrão geométrico azul e branco, e no canto inferior direito, o logo "tecnoblog".
Novo aplicativo da Meta separa grupos do aplicativo do Facebook (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Meta lançou o Forum, um aplicativo com cara de Reddit para os Grupos do Facebook.
  • O app permite que usuários publiquem conteúdo usando um apelido e prioriza discussões internas dos grupos, com uma interface própria.
  • O Forum está disponível apenas na App Store do iPhone.

Nas sombras do tão falado Instants, novidade da Meta vinculada ao Instagram, a empresa discretamente disponibilizou o Forum: um novo app voltado para os grupos do Facebook. A proposta é reorganizar as comunidades da rede social, com discussões em tópicos, uso de apelidos e recursos de IA para acompanhar conversas.

Segundo o TechCrunch, para usar o app, é preciso fazer login com uma conta do Facebook. A partir daí, o Forum carrega os grupos, o perfil e o histórico de atividade do usuário. Por enquanto, o aplicativo aparece apenas na App Store do iPhone.

Como de costume nas novidades da companhia de Mark Zuckerberg, o aplicativo tenta ser uma opção para outro player no mercado. Desta vez, parece criar algo semelhante, como diz o nome, aos fóruns como o Reddit.

Inclusive, o recurso repete o apelo por privacidade da rede rival, permitindo que usuários publiquem conteúdo usando um apelido — algo que também é possível no próprio Facebook, atualmente.

Apesar do novo aplicativo separado, os grupos continuam existindo normalmente dentro da rede original. Segundo a Meta, tudo o que for publicado pelo Forum também permanece visível para os membros na rede social principal.

A tentativa de transformar os grupos em um app próprio não é nova. Em 2014, a Meta lançou o Grupos do Facebook, um app separado para facilitar o compartilhamento de publicações nas comunidades da rede social. O projeto, no entanto, foi descontinuado em 2017.

Como funciona o Forum?

capturas de tela do aplicativo Forum
Novo app reúne publicações em grupos em formato de fórum (imagem: reprodução)

A ideia do Forum é concentrar discussões dos grupos em uma interface própria. Na descrição oficial do aplicativo, a Meta apresenta o app como um “espaço dedicado construído para discussões mais profundas, respondas reais e comunidades com as quais você se importa”.

O aplicativo prioriza discussões internas dos grupos e tenta facilitar o retorno a tópicos que o usuário já estava acompanhando.

Inteligência artificial para resumir discussões

O que também não é novidade é a IA: o app recebeu recursos como a aba Ask, que permite fazer perguntas à IA sobre temas discutidos nos grupos.

Segundo a empresa, o o sistema pode varrer conversas em múltiplas comunidades e gerar uma resposta consolidada. A ideia é ajudar o usuário a encontrar informações sem precisar acompanhar manualmente todos os comentários de diferentes tópicos.

O Forum também traz um assistente voltado para moderadores. A ferramenta foi pensada para auxiliar administradores na gestão das comunidades e na moderação do conteúdo publicado pelos membros.

Meta revela app com cara de Reddit para comunidades do Facebook

(ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: reprodução)

Microsoft vai permitir ocultar botão do Copilot no Office

22 de Maio de 2026, 10:51
O logo do Microsoft Copilot, composto por quatro formas que se conectam, cada uma em uma cor vibrante (azul, ciano, amarelo e roxo), em um fundo de gradiente suave com as mesmas cores do logo. O logo está centralizado em um quadrado branco com bordas arredondadas. No canto inferior direito, a marca d'água "tecnoblog" é visível.
Big tech recua na exposição forçada do Copilot (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft deve lançar uma atualização para  ocultar ou mover o botão flutuante do Copilot no Office.
  • Segundo o The Verge, a empresa decidiu fazer essa mudança após receber várias críticas de usuários.
  • A nova atualização permitirá que o usuário clique com o botão direito sobre o atalho e envie-o para a barra superior do programa.

A Microsoft deve lançar na próxima semana uma atualização que permitirá desativar ou mover o botão fluante do Copilot no pacote Office. A decisão da empresa teria sido motivada pela onda de reclamações de usuários sobre o recurso.

Como lembra o The Verge, o assistente de IA vinha atrapalhando o fluxo de trabalho no ecossistema de produtividade da companhia, gerando forte resistência do público.

Por que o botão do Copilot incomodou tanto?

Ícone flutuante do Copilot no Word, com menu “Mover para a faixa”, mostrando como ele pode bloquear a área de trabalho
Atalho invasivo obstruía a visão de documentos e planilhas (imagem: reprodução/Microsoft)

A insatisfação ganhou força em canais oficiais. No caso do Excel, por exemplo, o ícone flutuante obstruía a visão e o clique em células localizadas no canto inferior direito; no Word, podia cobrir trechos de texto. Para piorar, os softwares não ofereciam nenhuma opção nativa para ocultar o recurso.

A própria liderança da Microsoft reconheceu o erro de design na interface. “Estamos percebendo a necessidade de mais controle”, admitiu a gerente de produto do grupo de parceiros da Microsoft, Katie Kivett. Ela acrescentou que, embora o objetivo seja tornar a IA mais flexível e adaptável às necessidades do usuário, a empresa decidiu aplicar ajustes imediatos para resolver as críticas.

Até agora, a única alternativa era fixar o ícone para reduzir um pouco o seu tamanho, o que não resolvia o bloqueio visual. Com a nova atualização prevista para o fim de maio de 2026, bastará clicar com o botão direito sobre o atalho para enviá-lo diretamente para a barra superior do programa. Dessa forma, a área útil de trabalho voltará a ficar livre.

Faxina no Windows 11

Essa alteração no Office não acontece sozinha. Ela reflete um movimento da Microsoft para revisar a presença invasiva da IA na interface de outros serviços. Em abril de 2026, a companhia começou a remover botões do Copilot considerados redundantes ou excessivos em aplicativos nativos do Windows 11.

Nas versões de testes distribuídas para o programa Windows Insider, o Bloco de Notas perdeu o botão dedicado ao Copilot. Da mesma forma, o atalho da IA deixou de aparecer na Ferramenta de Captura. Outros cantos do sistema operacional, como o aplicativo Fotos e a barra de Widgets, passaram pela mesma limpa visual nas últimas semanas.

A Microsoft confirmou que a iniciativa faz parte de um plano para corrigir a experiência de uso do Windows 11. Vale destacar que a retirada dos botões e da marca Copilot não desativa recursos baseados em inteligência artificial; eles continuam operando nos bastidores, mas sem a necessidade de exibir o logotipo.

Microsoft vai permitir ocultar botão do Copilot no Office

Microsoft Copilot (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Samsung libera One UI 8.5 para Galaxy A56

21 de Maio de 2026, 19:58
Imagem mostra mão segurando celular Samsung Galaxy A56 em primeiro plano, com fundo desfocado e caixa do aparelho ao fundo
Galaxy A56 chegou ao mercado com One UI 7 e Android 15 (foto: Ana Marques/Tecnoblog)
Resumo
  • A Samsung iniciou a liberação da One UI 8.5 baseada no Android 16 para o Galaxy A56 no Brasil.
  • Atualização que também está disponível para os Galaxy A36 e todos os modelos da linha Galaxy S23.
  • A One UI 8.5 oferece novos recursos, como um filtro de chamadas melhorado com IA, função de resolução automática de equações matemáticas no Samsung Notes e novos efeitos visuais na interface.

Os primeiros celulares da linha Galaxy A começaram a receber a desejada atualização para a interface One UI 8.5. Os donos de Galaxy A56 vendidos no Brasil devem ser notificados do update a partir da noite de hoje (21/05). Ele é baseado no Android 16.

O Galaxy A56 se tornou um dos smartphones mais cobiçados de 2025 por aliar bom desempenho ao custo-benefício. Além dele, a Samsung decidiu liberar a atualização para o Galaxy A36 (anunciado junto com ele) e todos os produtos da série Galaxy S23 (base, Plus, Ultra e FE).

Como de costume, a atualização é liberada em ondas. Ou seja, pode ser que para alguns consumidores chegue antes dos outros. O Tecnoblog apurou que os sul-coreanas optaram por acelerar a disponibilização da nova One UI no território nacional, a ponto de avançar mais rápido do que o cronograma extraoficial que havíamos divulgado há duas semanas.

A expectativa agora fica em torno dos outros aparelhos recentes terminados no número 6, como o Galaxy A06, Galaxy A16 e Galaxy A26. No entanto, ainda deve levar algumas semanas para que eles sejam contemplados.

O que tem na One UI 8.5?

Conforme comentamos, a One UI 8.5 é uma atualização baseada no Android 16. Ela foi lançada junto com o Galaxy S26, em fevereiro, e depois começou a chegar aos outros dispositivos da marca. Hoje, está nos flagships das séries S, Flip e Fold, além de desembarcar também nos primeiros A, como uma atualização gratuita.

Confira alguns dos novos recursos:

  • Filtro de chamadas potencializado por IA
  • Bixby com recursos de IA do Perplexity
  • Função no Samsung Notes que resolve equações matemáticas automaticamente
  • Interface com novos efeitos visuais em menus e navegação otimizada
  • Widget de alarme na Now Bar
  • IA que oculta dados sensíveis em fotos (como números de documentos)

Samsung libera One UI 8.5 para Galaxy A56

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Novo sistema também chega para Galaxy A36 e celulares da linha Galaxy S23 vendidos no Brasil.

Tela inicial do Samsung Galaxy A56 com One UI 7 e Android 15 (foto: Ana Marques / Tecnoblog)

Smart TV 4K LG QNED 50″ tem 45% OFF em até 10x de R$ 266,88 no Mercado Livre

21 de Maio de 2026, 19:15

Prós
  • QNED melhora o volume de cores
  • IA personaliza e recomenda conteúdos
  • Controle remoto serve como mouse
Contras
  • MiniLED é mais avançado
  • Taxa de atualização de 60 Hz
Parcelado
Participe dos canais de ofertas do Achados do TB

A smart TV LG QNED73 de 50 polegadas está saindo por apenas R$ 2.268,82 parceláveis em até 10x sem juros no Mercado Livre. Além da possibilidade de parcelamento, a oferta oferece um desconto generoso sobre o preço inicial de 45%, melhor até que na última promoção em que essa TV foi divulgada no Achados.

A TV da LG conta com painel QNED, controle remoto por voz e funcionalidades de inteligência artificial embarcadas. E se você ainda está procurando uma TV para assistir à Copa do Mundo FIFA 2026, esta pode ser uma ótima opção.

LG QNED73 traz cores vibrantes e recursos de IA

Smart TV LG QNED73
Smart TV LG QNED73 (imagem: Divulgação)

O grande destaque desse televisor é a tecnologia do painel. A LG QNED73, como o próprio nome indica, utiliza a tecnologia QNED, o que significa que ela combina as vantagens do NanoCell com as dos pontos quânticos. Consequentemente, a tela entrega até 100% da gama de cores do espectro DCI-P3, para uma experiência vibrante e realista.

Outra vantagem é que o QNED, quando comparado ao OLED, oferece um risco menor de burn-in, que é basicamente quando painéis apresentam “manchas” permanentes que atrapalham a experiência visual. Ademais, a TV conta com taxa de atualização de 60 Hz, que é o padrão para essa categoria de preços.

Outro destaque, como já citado acima, é a presença de recursos de inteligência artificial. Primeiramente, a IA embarcada realiza ajustes de imagem e áudio com base nas preferências do usuário, além de auxiliar no upscalling de conteúdos legados. Mas mais do que isso, ela também oferece recomendações personalizadas e solução de problemas.

Controle Remoto da LG QNED73
Controle Remoto da LG QNED73 (imagem: Divulgação)

Para acessar a essas funcionalidades, outro grande aliado é o controle por voz disponível, assim como a possibilidade de utilizar o controle remoto como uma espécie de mouse aéreo. Desta forma, o acesso aos recursos da TV se torna consideravelmente mais prático.

As principais plataformas de streaming estão disponíveis no sistema operacional do televisor, incluindo aquelas relativas a séries e filmes, como GloboPlay e Netflix, e também as para jogos, como Nvidia Ge Force Now e Game Pass. Em relação à conectividade, rês portas HDMI, uma Ethernet, uma USB-A e uma saída de áudio digital.

Lembrando que, nessa promoção, a smart TV LG QNED73 de 50 polegadas está saindo por apenas R$ 2.268,82 parceláveis em até 10x sem juros no Mercado Livre.

Aviso de ética: ao clicar em um link de afiliado, o preço não muda para você e recebemos uma comissão.

Smart TV 4K LG QNED 50″ tem 45% OFF em até 10x de R$ 266,88 no Mercado Livre

Smart TV LG QNED73 (imagem: Divulgação)

Controle Remoto da LG QNED73 (imagem: Divulgação)

Anthropic quer chips da Microsoft para driblar dependência da Nvidia

21 de Maio de 2026, 15:50
Arte com o logo da Microsoft ao centro. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Dona do Windows já levou o Claude para dentro do Copilot (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Anthropic busca parceria com a Microsoft para usar chips de IA da gigante de Redmond.
  • Segundo o The Information, a dona do Claude quer driblar a dependência da Nvidia.
  • A empresa usaria o chip Maia 200 da Microsoft, desenvolvido para aplicações de IA.

A Anthropic teria iniciado conversas com a Microsoft para alugar servidores equipados com chips de IA desenvolvidos pela gigante de software. O movimento buscaria dar vazão à explosão na demanda global pelo chatbot Claude.

Segundo o The Information, a parceria também serviria como combustível para a dona do Windows consolidar sua própria divisão de semicondutores.

As negociações ainda estariam em estágio inicial e podem não resultar em contrato definitivo. Caso o acordo seja selado, a Microsoft se aproximará de um modelo já explorado por rivais diretos, como o Google.

Por que a Anthropic quer chips da Microsoft?

Imagem mostra o logo do Claude, assistente virtual da Anthropic
Assistente virtual Claude é produzido pela Anthropic (imagem: divulgação)

A resposta envolve independência. Atualmente, o mercado de IA vive sob uma espécie de monopólio técnico da Nvidia. Os chips da companhia liderada pelo CEO Jensen Huang são os mais eficientes para treinar e rodar grandes modelos de linguagem (LLMs).

No entanto, a indústria lida com a baixa disponibilidade de componentes e preços proibitivos. Para uma startup do tamanho da Anthropic, depender só da Nvidia virou um risco.

Para blindar sua operação, a criadora do Claude já adota uma estratégia bem definida: a empresa possui contratos com a Amazon e o Google, utilizando os chips personalizados dessas big techs. Incluir a infraestrutura da Microsoft na lista concede à Anthropic mais flexibilidade frente à concorrência.

Também vale lembrar que a Microsoft estreitou seus laços com a Anthropic ao integrar os modelos Claude em produtos comerciais, incluindo o Copilot. Essa aproximação permite que a gigante de tecnologia diversifique seu portfólio além da parceria exclusiva com a OpenAI.

Maia 200: o chip da Microsoft feito para IA

Processador Maia 200 com marca Microsoft Azure, em placa de servidor
Processador Maia 200 pode se tornar o novo cérebro do Claude (imagem: divulgação/Microsoft)

Caso as tratativas avancem, o plano é que as cargas de processamento da Anthropic rodem no Maia 200, o chip de IA de segunda geração apresentado pela Microsoft em janeiro deste ano. O chip é fabricado pela TSMC utilizando o processo de 3 nanômetros.

Os engenheiros da Microsoft carregaram o componente com uma quantidade massiva de SRAM (memória estática de acesso aleatório). Essa arquitetura reduz o tempo de resposta quando os servidores precisam processar milhares de requisições simultâneas.

O calcanhar de Aquiles são os módulos de memória de alta largura de banda (HBM) de uma geração mais antiga, deixando o chip numericamente mais lento que os futuros processadores Vera Rubin anunciados pela Nvidia.

Anthropic quer chips da Microsoft para driblar dependência da Nvidia

Microsoft (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Assistente virtual Claude é produzido pela Anthropic (imagem: divulgação)

Motorista é flagrado usando o Gemini para cobrar mais de passageiros

21 de Maio de 2026, 13:41
Marca do Gemini em cores claras, num fundo azul. Na parte superior direita, o logotipo do "tecnoblog"é visível.
Motorista modificou fotos internas do carro para ganhar multa (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Motorista de aplicativo usou a IA Gemini para editar imagem e cobrar passageiros por danos no banco traseiro.
  • O motorista alegava que as passageiras de 14 e 15 anos haviam deixado o banco traseiro sujo.
  • A dona do app baniu o motorista após descobrir a fraude.

A plataforma de transporte por aplicativo Lyft baniu um motorista após confirmar que o homem usava uma imagem gerada por IA para fazer cobranças extras. O caso ocorreu neste mês, nos Estados Unidos, depois que duas adolescentes pegaram uma corrida de volta da praia.

O passageiro Bert Gor descobriu o uso de ferramentas generativas após contestar uma cobrança de US$ 75 na plataforma (cerca de R$ 377). O motorista alegava que as passageiras, de 14 e 15 anos, haviam deixado o banco traseiro sujo.

Ele enviou fotos ao suporte mostrando bebidas derramadas, batatas fritas espalhadas e manchas no estofado do carro. A família descobriu a fraude após uma das adolescentes perceber a marca d’água do Gemini na imagem.

Marca d’água entregou a fraude

foto da parte interna de um carro com os bancos sujos, batatas e refrigerante espalhados
Motorista esqueceu marca d’água do Gemini no canto da foto editada (imagem: reprodução)

Em entrevistas à imprensa local, Gor conta que contestou a cobrança assim que viu a taxa extra na conta, já que as filhas negaram ter levado comida ou bebida no carro. Desconfiado, ele pediu à Lyft acesso às imagens enviadas pelo motorista.

Mas foi só ao mostrar as fotos para uma das filhas que o pai se atentou ao detalhe e voltou a acionar o suporte da plataforma.

Após a nova contestação, a Lyft revisou o caso, cancelou a taxa e reembolsou o valor cobrado. O motorista foi banido permanentemente da plataforma.

Em nota enviada à emissora de TV WESH, a empresa afirmou que leva disputas por danos a sério e analisa cada caso com base nas informações disponíveis.

IA vira ferramenta para golpes simples

Ao programa Good Morning America, da ABC News, Gor contou que postou sobre a situação em um grupo no Facebook e recebeu comentários de várias pessoas compartilhando experiências parecidas.

Com a popularização dos modelos de geração de imagem, vídeo e até voz por inteligência artificial, criminosos e pessoas mal-intencionadas também ganharam uma oportunidade de criar golpes mais elaborados.

Segundo o site Dexerto, esse risco vem aparecendo em serviços sob demanda. No início de maio, o app de entrega de comida DoorDash abriu uma investigação após um usuário publicar um vídeo no TikTok mostrando como usava o ChatGPT para alterar imagens de refeições e conseguir reembolsos.

Depois do episódio, Gor alertou outros usuários a acompanharem cobranças feitas após o fim das corridas. “Se você não prestar atenção nisso e acabar sendo cobrado em US$ 75, isso realmente pode se acumular”, afirmou.

Motorista é flagrado usando o Gemini para cobrar mais de passageiros

Gemini substituiu Google Assistente em smartphones (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Meta faz demissões no Brasil, mas poupa WhatsApp

21 de Maio de 2026, 10:44
Arte com o rosto de Mark Zuckerberg à esquerda, em arte de cor rosa, e outra foto de Zuckerberg à direita, em arte de cor azul. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Zuckerberg quer economizar com pessoal para bancar IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Meta iniciou ontem (20/05) o desligamento de cerca de 8 mil funcionários ao redor do mundo, incluindo os brasileiros.
  • Cortes afetaram os times de tecnologia, marketing e vendas no Brasil, mas o WhatsApp foi poupado.
  • Meta planeja gastar US$ 145 bilhões em infraestrutura de IA apenas em 2026 e espera equilibrar as contas demitindo funcionários.

A Meta iniciou ontem (20/05) o desligamento de cerca de 8 mil funcionários ao redor do mundo. Os funcionários brasileiros da companhia também foram atingidos pela nova rodada de demissões.

A informação é do jornal O Globo. O movimento faz parte de uma grande reestruturação global para reduzir despesas operacionais e redirecionar o caixa da companhia para fortalecer o setor de inteligência artificial.

Embora o impacto dos cortes tenha sido grande, a área responsável pela operação do WhatsApp no país foi poupada pela Meta, de acordo com o portal Mobile Time.

Por que a Meta está demitindo de novo?

A resposta curta está no orçamento exigido pela corrida da IA. Em comunicado interno obtido pela Bloomberg, o CEO Mark Zuckerberg afirma que a empresa vive o seu “momento mais dinâmico” e que precisa concentrar recursos para acompanhar rivais como Google e OpenAI.

Para isso, a Meta planeja gastar até US$ 145 bilhões (cerca de R$ 730 bilhões) em infraestrutura e engenharia de IA apenas em 2026.

A companhia quer equilibrar as contas demitindo funcionários. Contudo, analistas apontam que a economia com as demissões será de aproximadamente US$ 3 bilhões (R$ 15 bilhões) — uma pequena fração do investimento total da Meta em IA.

Ainda assim, Zuckerberg tentou acalmar os ânimos e afirmou que não prevê novas demissões em massa para o restante do ano. Vale lembrar que muitos funcionários já expressam o desejo de serem demitidos, devido à insegurança com os cortes frequentes.

Instabilidade constante

No escritório brasileiro, os desligamentos pegaram os colaboradores de surpresa logo no início da manhã. Segundo O Globo, os times de tecnologia, vendas e marketing foram afetados, além de posições de gerência.

No exterior, o impacto foi mais severo nas equipes globais de engenharia e produto. Na Irlanda, a Meta eliminou 350 cargos, o equivalente a um quinto de sua força de trabalho no país.

A constante instabilidade tem gerado forte desgaste interno. Mais de mil funcionários assinaram uma petição contra os planos da Meta de monitorar dispositivos corporativos — registrando cliques e telas para treinar suas IAs.

E esse é só mais um capítulo: entre 2022 e 2023, a Meta eliminou mais de 21 mil cargos. Além disso, em janeiro deste ano, a empresa cortou 10% da divisão de realidade virtual (Reality Labs), que acumula prejuízo de US$ 83,5 bilhões desde 2020, pouco mais de R$ 420 bilhões em conversão direta.

Meta faz demissões no Brasil, mas poupa WhatsApp

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Vivaldi 8.0 chega com design “tudo em um” e proposta anti-IA

21 de Maio de 2026, 10:37
Vivaldi 8.0 para Windows 11
Vivaldi 8.0 para Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  •  Vivaldi lançou versão 8.0 de seu navegador, que apresenta design unificado, com barras, menus e abas sob o mesmo plano visual;
  • nova versão prioriza experiência do usuário e não inclui recursos de inteligência artificial, contrariando tendência dos principais navegadores do mercado;
  • Vivaldi 8.0 está disponível em versões para Windows, macOS e Linux.

Os principais navegadores do mercado estão cada vez mais oferecendo recursos de IA. Mas o recém-lançado Vivaldi 8.0 segue contra essa tendência: a nova versão prioriza um design unificado e, portanto, focado na experiência do usuário. É uma mudança que os desenvolvedores do browser classificam como “nossa maior reformulação de design de todos os tempos”.

O que a Vivaldi chama de “unificado” — ou “Unified” — é uma abordagem de design “tudo em um” que, como tal, envolve todos os elementos da interface, de modo que barras, menus, botões e abas fiquem dentro do mesmo plano visual. É o contrário da abordagem típica, que delimita bem esses componentes, ainda que com traços sutis.

Falando assim, parece que tudo fica “embolado”, tornando o uso do navegador confuso. Mas é o contrário. O aspecto minimalista desse design facilita a localização de cada item. Fiquei com a impressão de que, como há poucos elementos visuais para processar, parece que há menos esforço cognitivo para usar o navegador.

O fator personalização também está presente. Logo após instalar o Vivaldi 8.0, você é convidado a escolher um padrão de layout. Há desde uma opção “simples”, a mais minimalista, passando por padrões que exibem abas verticais (que estão na moda), chegando a uma alternativa que deixa a barra de endereços na parte inferior da tela (eu acho isso estranho, mas gosto é gosto).

Também há várias opções de temas à sua escolha. Várias, mesmo: são mais de 7 mil temas só na página Vivaldi Themes, todos disponíveis gratuitamente.

Recursos úteis introduzidos em versões anteriores foram mantidos. Um exemplo: o Vivaldi continua integrando uma implementação do Proton VPN. Outro: a Follower Tab também está lá; trata-se de um recurso que abre links de uma página sem que esta seja fechada ou tirada de foco.

Tela de seleção de layout do Vivaldi 8.0
Tela de seleção de layout do Vivaldi 8.0 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O Vivaldi 8.0 não traz nada de inteligência artificial?

Não. Pode até ser que agentes de IA ou recursos parecidos cheguem ao Vivaldi em algum momento (ou não), mas não é o caso da versão 8.0, que ficou realmente focada no aprimoramento do design. Sobre esse aspecto, Jon von Tetzchner, CEO da Vivaldi, provocou a concorrência:

Outros navegadores estão adicionando IA para decidir o que você vê. O Vivaldi adiciona ferramentas que lhe dão mais poder para decidir por si mesmo. Essa sempre foi a diferença. Criamos o Vivaldi porque acreditamos que você merece um navegador melhor.

Jon von Tetzchner, CEO e cofundador da Vivaldi

Vivaldi 8.0 com abas laterais à esquerda
Vivaldi 8.0 com abas laterais à esquerda (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Onde baixar o Vivaldi 8.0?

Se você quiser experimentar a novidade, saiba que o Vivaldi 8.0 já está disponível no site oficial. Há versões para Windows, macOS e Linux.

Todas as novidades anunciadas dizem respeito ao Vivaldi para desktops. Também há implementações do navegador para Android e iOS, mas estas ainda não chegaram à versão 8.0.

Vivaldi 8.0 chega com design “tudo em um” e proposta anti-IA

Vivaldi 8.0 para Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Tela de seleção de layout do Vivaldi 8.0 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Vivaldi 8.0 com abas laterais à esquerda (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Inteligência artificial gera ódio e vaia entre jovens universitários

21 de Maio de 2026, 08:48
Eric Schmidt é vaiado durante discurso (imagem: reprodução)
Resumo
  • Ex-CEO do Google, Eric Schmidt, foi vaiado por cerca de 10 mil estudantes durante discurso de formatura na Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, ao falar sobre avanços da inteligência artificial.
  • 70% dos estudantes norte-americanos veem a IA como ameaça aos seus empregos futuros, aponta levantamento do Instituto de Política da Harvard Kennedy School.
  • Meta iniciou cortes de funcionários relacionados a investimentos em IA, que devem chegar a US$ 145 bilhões até o final de 2026.

As inteligências artificiais estão em alta no mercado de tecnologia, e já vêm sendo usadas como justificativa para demissões em massa nas big techs. Esse movimento gera preocupação em diversos setores, mas principalmente entre os jovens. O mês de maio marca o período de graduações nas universidades dos Estados Unidos, e um movimento entre os formandos tem chamado atenção, com vaias aos discursos que citam a IA.

Um dos casos mais emblemáticos aconteceu no último final de semana na Universidade do Arizona, quando o ex-CEO do Google, Eric Schmidt, falou para cerca de 10 mil graduandos sobre os avanços da inteligência artificial. A reação foi uma sonora vaia ao tema, algo que tem se repetido em outras instituições.

Durante a fala, o empresário apontou que a IA estará presente em “cada profissão, sala de aula, hospital, laboratório, pessoa e relacionamento”. Soou desrespeitoso para uma geração que está saindo da graduação e entrando na busca por oportunidades no mercado de trabalho. 

Mais recentemente, na Faculdade Comunitária de Glendale, outro problema envolvendo IA chamou atenção. O anúncio dos graduandos foi feito por meio de inteligência artificial, que apresentou falhas na hora de pronunciar alguns nomes. Isso levou a um atraso na cerimônia, além de vaias.

Pesquisas confirmam descontentamento

De acordo com apuração do jornal The Independent, um levantamento feito pelo Instituto de Política da Harvard Kennedy School realizado em 20205 apontou que 70% dos estudantes enxergam a IA como uma ameaça aos seus empregos futuros. Outro levantamento, realizado pela empresa especializada Gallup, indicou uma queda na expectativa de pessoas da geração Z com as IAs, apesar do uso cada vez mais frequente por esse público.

Além disso, considerando os graduandos do mesmo período em 2025, a taxa de desemprego entre jovens recém-formados nos Estados Unidos foi a maior nos últimos 12 anos, excluído o período da pandemia da Covid-19. O dado foi divulgado pela Associated Press.

Em primeiro plano, um aperto de mãos entre uma mão robótica prateada, à esquerda, e uma mão humana, à direita. O robô possui dedos articulados com detalhes metálicos e pretos. O humano veste um paletó escuro. Ao fundo, uma mulher de cabelos castanhos e blusa clara está sentada à mesa, desfocada, observando a cena. O ambiente é um escritório moderno com janelas amplas e vista para prédios. No canto inferior direito, lê-se a logomarca "tecnoblog" em branco.
Inteligência artificial ameaça recém-formados no mercado de trabalho (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Demissões em massa

Nesta quarta-feira (20/05), a Meta deu início a uma série de cortes diretamente relacionados aos grandes investimentos da empresa em inteligência artificial. Conforme divulgado aqui no TB, os gastos no setor devem chegar aos US$ 145 bilhões (R$ 730 bi) até o final de 2026. A diretora financeira Susan Li indicou a busca por um “modelo operacional mais enxuto” como forma de equilibrar o caixa, algo confirmado pelo próprio Mark Zuckerberg.

Em janeiro, a Amazon anunciou o corte de 16 mil funcionários, enquanto a Microsoft revelou um plano de demissão voluntária em abril de 2026.

Inteligência artificial gera ódio e vaia entre jovens universitários

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Ex-CEO do Google enfrentou forte reação durante discurso em Universidade do Arizona, nos Estados Unidos.

Inteligência artificial se tornou concorrente para muitos profissionais (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Google agora exibe anúncios nas respostas com IA na busca

20 de Maio de 2026, 17:15
Capturas de tela mostram anúncios sendo exibidos nas respostas oferecidas pelo Modo IA na busca do Google
Novos modelos de anúncios acompanham novidades na busca do Google (imagem: reprodução)
Resumo
  • Google anunciou a integração de anúncios com IA em suas buscas, utilizando o Gemini para explicar produtos patrocinados e responder dúvidas.
  • Os novos formatos de anúncios incluem opções que permitem ao usuário iniciar uma conversa com um chatbot embutido no anúncio.
  • Empresa também testa a opção de compras na plataforma, permitindo que lojistas ofereçam checkout nativo para finalizar a compra pelo Google.

Ontem (19/05), o Google apresentou uma experiência nova de pesquisa, mais conversacional e baseada em respostas geradas por IA. No entanto, a empresa deixou de fora da apresentação no Google I/O os detalhes de sua maior fonte de renda: os anúncios, que agora também serão integrados à busca no Modo IA.

A empresa já vinha testando o formato desde novembro do ano passado. A mudança leva publicidade para o Modo IA e para os resultados gerados pelo Gemini, deixando de aparecer apenas como links ou cards patrocinados. Agora, esses cards passam a receber explicações automáticas, sugestões de compras e até a acompanhar conversas com chatbots.

Nos anúncios com IA, em vez de apenas mostrar um produto, por exemplo, o sistema poderá explicar por que aquele item aparece como recomendação dentro da consulta feita pelo usuário.

Em um exemplo dado pelo Google, numa busca por “máquina compacta de café em cápsulas”, um produto patrocinado recebe argumentos para a compra gerados automaticamente pelo Gemini. O mesmo vale para buscas mais abertas, em que o Modo IA pode sugerir produtos, serviços ou marcas dentro da resposta.

captura de tela da busca do Google com anúncio gerado por IA
Produto patrocinado recebe descrição gerada por IA (imagem: divulgação/Google)

Anúncios que podem responder perguntas

Um dos formatos mais interessantes é o chamado Agente de Negócios para Leads: um chatbot embutido no anúncio. Com um botão de “Faça uma pergunta”, o usuário pode iniciar uma conversa sem sair da página de resultados.

O chabot usa informações do site da empresa anunciante para responder dúvidas sobre o produto ou serviço. A interação também pode levar o usuário a preencher formulários de contato, aproximando a busca de uma conversão comercial.

É conveniente, mas também reforça a tentativa do Google de manter, cada vez mais, o usuário dentro do próprio ecossistema, o que pode reduzir os cliques para as páginas oficiais das marcas.

captura de tela de conversa com chatbot em anuncio do Google
Modelo conversacional permite até primeiro contato com empresas (imagem: divulgação/Google)

Diferentes formatos de anúncios para IA

Em comunicado, o Google detalhou os formatos de anúncios que podem ser usados pelos anunciantes:

  • Anúncios de Descoberta Conversacional: usam o Gemini para criar anúncios personalizados que respondem a perguntas específicas do usuário;
  • Respostas em Destaque: permitem que anúncios relevantes apareçam em listas de recomendações do Modo de IA, como sugestões de aplicativos para aprender idiomas;
  • Agrupamento de promoções: combina ofertas de uma mesma marca, como descontos, brindes e cupons locais, em uma proposta mais ajustada ao contexto da pesquisa;
  • Expansão do Ofertas Diretas: lojistas conectados ao universal Commerce Protocol (UCP) poderão oferecer o checkout nativo, em que o usuário pode finalizar a compra já na interface do Google.

Para usar esses formatos, os anunciantes devem estruturar campanhas com ferramentas automatizadas do Google, como Performance Max, AI Max for Search e AI Max for Shopping.

Google defende novo modelo

Ilustração mostra a marca "G" do Google ao centro, em fonte de cor branca, sobre um fundo de cor azul. Na parte inferior direita, há o logotipo do "tecnoblog".
Google adapta publicidade ao formato de busca (Ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O Google apresenta a mudança como uma adaptação da publicidade ao novo formato da busca. Segundo o The Verge, em comunicado, o vice-presidente de anúncios e comércio da empresa, Vidhya Srinivasan, afirmou que a companhia está “reinventando os anúncios para a Pesquisa por IA para que pareçam adições úteis à sua conversa”.

Essa abordagem, em que o Google concentra cada vez mais serviços na própria busca, já virou caso de Justiça em alguns países e, por aqui, está sendo investigado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

O conselho decidiu, no mês passado, avançar contra o Google por práticas abusivas, incluindo o impacto da IA na rentabilidade dos veículos jornalísticos com anúncios. Segundo a executiva, entretanto, os novos formatos facilitam a descoberta de marcas ao longo do processo.

Vale lembrar que o Google criticou a implementação de anúncios no ChatGPT pela OpenAI, em uma tentativa da rival de aumentar as próprias receitas. À época, a empresa disse que esse modelo não chegaria ao app do Gemini. Ainda que cumpra promessa, o Modo IA se aproxima cada vez mais do formato do app e já conta com o novo Gemini 3.5.

Google agora exibe anúncios nas respostas com IA na busca

(imagem: divulgação/Google)

(imagem: divulgação/Google)

Google investe em inteligência artificial há mais de uma década, Sundar Pichai disse no Google I/O 2024 (Ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

IA faz fabricantes de memória acumularem dívidas bilionárias

20 de Maio de 2026, 15:30
Pegar empréstimo para estocar chips virou estratégia das fabricantes (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Adata, Apacer e TeamGroup levantaram mais de R$ 4,4 bilhões em crédito para garantir estoques de chips DRAM e NAND.
  • A estratégia tenta garantir insumos para fugir do possível aumento de preços, já que elas não fabricam os chips do zero, como a Samsung.
  • O boom de IA levou os preços de DRAM e memórias flash NAND ao teto, com alta de 95% e 60%, respectivamente.

A febre da inteligência artificial começou a cobrar a conta das marcas que abastecem o varejo. Neste mês, a Adata, TeamGroup e Apacer, fabricantes de módulos de memória RAM e armazenamento, tiveram que levantar quase US$ 880 milhões (mais de R$ 4,4 bilhões) por meio de títulos, empréstimos e ofertas de ações.

Toda essa movimentação tem um objetivo: garantir estoques de chips DRAM e NAND antes que os custos disparem ainda mais no mercado global.

Por que a IA está encarecendo a memória?

Diversos pentes de memória RAM
Data centers de IA estão devorando produção global de chips (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

O mercado global de semicondutores passou por uma mudança drástica de prioridades. Gigantes que dominam a produção, como Samsung, SK Hynix e Micron, estão direcionando suas linhas de produção para memórias do tipo HBM (High Bandwidth Memory) e DRAM para servidores.

Esses componentes são o coração dos data centers que sustentam infraestruturas de IA e computação em nuvem — e, o mais importante, entregam margens de lucro muito maiores.

Porém, marcas como Adata e TeamGroup não fabricam os chips do zero, ao contrário da Samsung. Elas compram os componentes prontos para montar os produtos que chegam às lojas, como kits de memória DDR5 e SSDs NVMe. Sem poder de barganha para disputar com os servidores de IA, comprar insumos de forma agressiva virou a única saída dessas empresas para evitar o desabastecimento.

Todo esse direcionamento de produção para memórias HBM deixou as linhas de montagem voltadas para o consumidor final operando no limite, com preços da DRAM saltando entre 90% e 95% em comparação com o trimestre anterior. Para o segundo trimestre, a previsão é de uma nova escalada de até 63%.

As memórias flash NAND, usadas em SSDs, seguiram o mesmo ritmo, registrando uma alta acumulada de quase 60% nos primeiros três meses do ano.

Empresas não estão em crise

O ponto mais curioso é que a busca por crédito não reflete uma crise financeira nessas empresas. Na realidade, o setor vive um momento de faturamento recorde. Segundo o jornal Commercial Times, a Adata encerrou o primeiro trimestre de 2026 com faturamento na casa dos US$ 826,5 milhões (R$ 4,1 milhões) — mais que o dobro do registrado no mesmo período do ano anterior.

Outras marcas tradicionais, como Transcend e Innodisk, faturaram nos primeiros quatro meses deste ano mais do que ganharam em todo o ano passado.

Ainda assim, o custo para comprar matéria-prima inflou de tal maneira que o fluxo de caixa não deu conta sozinho. A própria Adata precisou garantir quase US$ 380 milhões (R$ 1,9 bilhão) em empréstimos bancários para sustentar as compras. TeamGroup e Apacer seguiram exatamente a mesma cartilha para inflar suas reservas.

De acordo com o TechSpot, queimar caixa para estocar componentes agora virou uma estratégia de sobrevivência a longo prazo, já que novas fábricas capazes de aliviar a escassez e reequilibrar o fornecimento só devem entrar em operação a partir de 2027. Até lá, o consumidor final continuará sentindo no bolso o impacto do boom da IA.

IA faz fabricantes de memória acumularem dívidas bilionárias

Aumento de preço da memória RAM (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Memórias RAM (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
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