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Venda de Windows pirata leva à expulsão de lojistas online

15 de Maio de 2026, 18:19
“Todas as chaves eram falsas”, relatou consumidor (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Kabum expulsou lojas que vendiam softwares piratas da Microsoft, incluindo chaves falsas do Windows e Office.
  • A expulsão ocorreu após relatos de consumidores que compraram licenças supostamente vitalícias, mas perderam o acesso após um tempo.
  • O Kabum afirmou que monitora continuamente a operação para garantir a qualidade e originalidade dos produtos e que inativa imediatamente lojistas e ofertas irregulares.

O site de vendas Kabum confirmou com exclusividade ao Tecnoblog que expulsou pelo menos uma loja flagrada comercializando softwares piratas da Microsoft. Outras empresas participantes da plataforma também estão sob análise, após uma escalada no número de consumidores reclamando do Kabum nas redes.

Na última semana, diversos relatos começaram a surgir na internet. As pessoas se queixavam de comprar licenças do Windows e do Office supostamente vitalícias, mas ficarem sem acesso às tecnologias após um tempo.

“Ao receber os produtos, a suspeita começou pela mídia física bizarra. Entrei em contato com o suporte oficial da Microsoft e a bomba caiu: todas as chaves eram falsas.” Foi assim que um usuário do Reddit resumiu a situação.

O usuário classificou a atuação do site Kabum como “negligência” e “conivência”. De acordo com ele, a origem dos softwares não é informada aos potenciais compradores porque “no fim das contas, estão lucrando em cima de cada venda pirata”.

Não custa lembrar: o Kabum opera tanto com estoque próprio quanto com vendas de terceiros, que são identificadas assim. O e-commerce declarou que monitora continuamente a operação “para garantir a qualidade e originalidade“ dos produtos. Ele esclareceu ainda que “inativa imediatamente o lojista e a oferta irregulares”.

Windows e Office com acesso “vitalício”

Consumidor denúncia softwares falsos (imagem: reprodução/Tecnoblog)

As suspeitas sobre a procedência dos programas de computador podem ser visualizadas no Reclame Aqui. Um cliente de Marataízes, no Espírito Santo, contou que esbarrou com anúncios altamente suspeitos dos seguintes produtos:

  • Windows Server 2025 Datacenter em mídia física
  • Windows 11 Pro/Home com chave vitalícia
  • Visual Studio 2026 Enterprise
  • Pacote Office 2024 com funcionamento perpétuo e envio imediato

“Ao consultar o diretório oficial de parceiros da Microsoft, a empresa mencionada não consta como parceira autorizada, o que reforça a suspeita de irregularidade.” O Kabum nos disse que mantém contato direto com as fabricantes, com acesso a lista de parceiros autorizados.

“Diretamente prejudicado”, diz consumidor

O cliente capixaba relatou insatisfação pois, após a compra de “softwares corporativos por valores inferiores a R$ 200”, a Microsoft passou a não reconhecer as licenças. “Minha empresa foi diretamente prejudicada”, concluiu.

Ainda não se sabe quantos outros lojistas serão expulsos do marketplace. O Kabum foi fundado em 2003 por dois irmãos em Limeira, no interior de São Paulo. Em 2021, foi comprado e passou a fazer parte do grupo Magazine Luiza.

Venda de Windows pirata leva à expulsão de lojistas online

Windows pirata (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Consumidor denúncia softwares falsos (imagem: reprodução/Tecnoblog)

Apple é notificada por propaganda enganosa no Brasil

11 de Maio de 2026, 11:02
Procon Carioca abre processo administrativo contra a Apple (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Procon Carioca notificou a Apple devido à suposta propaganda enganosa do iPhone, especificamente em relação à Apple Intelligence, que prometia realizar tarefas de inteligência artificial diretamente no aparelho, mas nunca foi completamente entregue.
  • A Apple terá que responder em 20 dias e fornecer informações sobre as funcionalidades entregues, comunicação aos consumidores brasileiros, materiais publicitários veiculados e medidas para corrigir o problema.
  • Nos EUA, a Apple se comprometeu a pagar até US$ 250 milhões em indenização para compradores de iPhone afetados pela propaganda enganosa.

A Apple entrou na mira de órgãos de defesa do consumidor do Brasil. O Tecnoblog apurou com exclusividade que o Procon Carioca notificou a empresa e quer esclarecimentos para suposta publicidade enganosa junto a compradores de iPhones lançados a partir de 2023. Na ocasião, a companhia prometeu funções de inteligência artificial que nunca chegaram ao mercado.

Na última sexta-feira (08/05), o Procon Carioca instaurou procedimento administrativo para apurar potencial omissão, descumprimento de oferta e violação ao dever de informação clara, adequada e ostensiva. As práticas são proibidas pelo Código de Defesa do Consumidor.

Como o caso começou?

O lançamento do iPhone 16 marcou também a propaganda em torno da Apple Intelligence, tecnologia de inteligência artificial que, segundo os comerciais da Apple, seria capaz de realizar um sem-número de tarefas diretamente no aparelho. O recurso nunca foi completamente entregue, mesmo dois anos depois.

Diante disso, uma consumidora abriu uma ação civil pública na Justiça dos Estados Unidos que resultou, na semana passada, num compromisso formal de pagamento. A Apple se comprometeu a dar até US$ 95 (cerca de R$ 465, em conversão direta) para cada comprador de iPhone.

O acordo vai custar US$ 250 milhões aos (bem recheados) cofres da companhia, o que dá por volta de R$ 1,23 bilhão. A medida vale para iPhone 16, iPhone 16e, iPhone 16 Plus, iPhone 16 Pro, iPhone 16 Pro Max, iPhone 15 Pro e iPhone 15 Pro Max. O acordo seja formalmente reconhecido pelo juiz do processo, de acordo com a imprensa americana.

Craig Federighi, VP de engenharia de software da Apple, anunciando o Apple Intelligence
Apple Intelligence irrita artistas por falta de transferência (Imagem: Reprodução/Apple)

Um dos vídeos de divulgação da Apple Intelligence trazia a atriz Bella Ramsey interagindo com a Siri. Ela perguntava quem era uma determinada pessoa, que havia conhecido num determinado local, e, ao menos em tese, o iPhone conseguia consultar sua base de conhecimento para revelar a informação correta.

O vídeo sumiu dos canais oficiais da Apple no YouTube quando ficou claro que a Apple Intelligence estava muito distante daquela promessa. Alguns executivos da Apple posteriormente se desculparam pelas alegações, digamos assim, exageradas.

A notificação do Procon

iPhone 15 Pro Max
Compradores de iPhone 15 Pro (na foto) e 16 podem ser beneficiados em processo administrativo do Procon Carioca (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Eu apurei que o Procon Carioca cobrou os seguintes esclarecimentos:

  • Quais funcionalidades foram efetivamente entregues no lançamento?
  • Como as informações foram comunicadas aos consumidores brasileiros?
  • Quais materiais publicitários foram veiculados no país?
  • Qual o cronograma de implementação dos recursos anunciados?
  • Dados de reclamações de consumidores e número de pessoas impactadas
  • Medidas adotadas ou previstas para garantir correção e eventual compensação

De acordo com o órgão, o caso suscita “princípios centrais das relações de consumo, como a boa-fé, a transparência e o cumprimento da oferta”.

A Apple tem 20 dias para responder ao Procon Carioca. O Tecnoblog também procurou a empresa, que não irá se pronunciar junto à imprensa.

Apple é notificada por propaganda enganosa no Brasil

Procon Carioca abre processo administrativo contra a Apple (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Apple Intelligence irrita artistas por falta de transferência (Imagem: Reprodução/Apple)

iPhone 15 Pro Max (Imagem: Thássius Veloso / Tecnoblog)

Exclusivo: Xiaomi 17T passa na Anatel e já pode ser lançado no Brasil

27 de Abril de 2026, 09:50
Imagem mostra o Xiaomi 17T. A fotografia é um close-up nas câmeras.
Câmera teleobjetiva do Xiaomi 17T deve receber upgrade (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
Resumo
  • Xiaomi 17T passou na Anatel e já pode ser vendido no Brasil.
  • Celular terá câmera melhorada e possível bateria de 6.500 mAh.
  • O aparelho será fabricado na China e seu lançamento é esperado para maio.

O Xiaomi 15T vai receber um sucessor em breve: o Xiaomi 17T passou na Anatel e está a caminho do Brasil. O novo smartphone topo de linha vinha aparecendo em vazamentos, e seu lançamento é esperado para maio. O modelo foi homologado com o código 2602DPT53G a pedido da DL, que representa a fabricante no país.

A documentação não deixa espaço para dúvidas, já que nela consta o nome comercial “Xiaomi 17T”. Ela também revela o design do aparelho, com fotos externas.

Imagem mostra o celular Xiaomi 17T em homologação na Anatel, com etiquetas de identificação na parte traseira
Xiaomi 17T consta na certificação da Anatel (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

O design não muda muito em relação ao antecessor: visualmente a principal diferença está no flash, que deixa a localização no “cooktop” e passa a ficar logo ao lado do módulo das câmeras.

Apesar dos rumores apontarem que as câmeras se manterão similares, é possível notar nas imagens que o Xiaomi 17T possui uma teleobjetiva diferente, provavelmente utilizando uma lente periscópica com um zoom maior, como o Xiaomi 15T Pro já oferece.

Por dentro, é esperado um SoC Dimensity 8500, que é ligeiramente melhor que o 8400 Ultra do 15T. O smartphone deve chegar já com Android 16. O certificado também revela a presença de Wi-Fi 6 (sem 6 GHz), Bluetooth, 5G e NFC, características esperadas de um modelo dessa faixa de mercado.

Imagem mostra um carregador branco, com a descrição "67 W" desenhada na parte lateral
Carregador Xiaomi MDY-15-ET de 67 W (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Na caixa do modelo vendido oficialmente no mercado brasileiro virá o carregador MDY-15-ET, de 67 Watts. Ele recarregará a bateria BM6U, de 6.360 mAh nominais — capacidade que se alinha com os 6.500 mAh típicos que os rumores e vazamentos apontam, com um aumento de 1.000 mAh em relação ao Xiaomi 15T.

Segundo a documentação, o smartphone será fabricado na China. Além disso, ele deverá ter um irmão maior, o Xiaomi 17T Pro, com especificações superiores, mas que ainda não está certificado no Brasil.

Quando chega?

Não temos previsão de quando exatamente será o lançamento, nem valores. Para comparação, o Xiaomi 15T chegou por aqui em outubro de 2025, custando R$ 7.499.

Exclusivo: Xiaomi 17T passa na Anatel e já pode ser lançado no Brasil

Exclusivo: Clientes do cartão Amazon são vítimas de compras não reconhecidas

24 de Abril de 2026, 16:12
Ilustração com pessoa encapuzada segurando um cartão Amazon gigante
Clientes suspeitam de clonagem e fraude (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Clientes do cartão Amazon, administrado pelo Bradescard, relatam compras não autorizadas em sequência desde 20 de abril.
  • As transações, geralmente no valor de R$ 499 e alguns centavos, ocorrem em intervalos de poucos minutos, com casos registrando até oito compras.
  • O Bradescard afirma estar investigando o ocorrido e recomenda que os clientes afetados contatem o telefone 0800 721 3244.

Diversos clientes do cartão Amazon, administrado pelo Bradescard, sofrem do mesmo problema desde o dia 20 de abril: compras feitas sem sua autorização. Os relatos, apurados em primeira mão pelo Tecnoblog, apontam para transações com valores parecidos e dificuldades no atendimento.

O caso foi trazido a nós por um leitor que também foi vítima dessa ação. Ele apontou a existência de vários episódios semelhantes no Reclame Aqui. Na plataforma, conseguimos ver pelo menos 15 reclamações nas últimas 24 horas, e há muito mais do que isso desde o dia 20.

Quase nenhuma teve retorno do banco — no único caso que encontramos com resposta, a empresa aceitou a contestação e cedeu um reembolso provisório até a análise definitiva.

Print do Reclame Aqui: Tenho um cartão Bradesco em convênio com a Amazon, que utilizo exclusivamente para compras na própria Amazon, sempre de forma online. Esse cartão permanece guardado em casa, junto ao meu passaporte, dentro de uma bolsa, ou seja, não ando com ele e não houve qualquer uso presencial de minha parte. Nesta terça-feira, 21 de abril, foram realizadas indevidamente 7 compras de aproximadamente R$ 500,00 cada, totalizando R$ 3.468,37. Além disso, meu cartão foi cadastrado em outra conta da Amazon, o que evidencia uma utilização [Editado pelo Reclame Aquil por terceiros.
Valores são parecidos em todos os incidentes (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Print do Reclame Aqui: Transações não autorizadas em cartão Amazon BR vinculado ao Bradesco, com dificuldade de contato com o atendimento. No dia 21/04/2026, foram identificadas OITO compras indevidas, no cartão: - Três transações no valor de R$ 499,85 cada, direcionadas a ***** as 20:00; - Três transações no valor de R$ 499,83, direcionadas a ***** 5 cajamar as 20:04; -Duas transações no valos de 499,53, para ***** as 19:57.
Transações desconhecidas se repetem em poucos minutos (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

A administradora de cartões de crédito do Bradesco diz estar “atuando ativamente na apuração do ocorrido” e instrui os clientes a buscarem o telefone 0800 721 3244.

O que aconteceu com o cartão Amazon?

As queixas são bastante parecidas: um número repetido de compras não reconhecidas, chegando a até oito em alguns casos, com poucos minutos de intervalo entre elas. Quase sempre os débitos são no valor de 499 reais e alguns centavos.

Esse é um ponto curioso, já que, caso se trate mesmo de uma fraude, o mais lógico seria tentar despistar as compras indevidas. Apesar do comportamento incomum, elas foram autorizadas pela administradora.

Print do Reclame Aqui: Tenho um cartão de crédito da Amazon. Ele é gerenciado pelo Bradescard. No dia 21/04 as 16:33 eu recebi 3 SMSs ao mesmo tempo sobre 3 débitos no meu cartão Amazon ao mesmo tempo, todas do mesmo valor de R$ 499,69. No cartão Amazon não existe nenhuma confirmação de autorização de compra, então o [Editado pelo Reclame Aquil faz a festa! O meu limite ficou em menos de R$ 150 reais, sendo que na semana passada, eu tinha pago a fatura.
Casos se multiplicam no Reclame Aqui (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Print do Reclame Aqui: Bom dia! Dia 21/04/2026, chegou uma notificação no meu telefone informando que foi realizado uma 3 compras na empresa vila da carne, por volta de 11:00 e 11:01 nos valores de R$ 499,01, R$ 499,01 e R$ 499,01 cada, porem desconheço essas transações, acredito que tenham clonado meu cartão, pois só eu que o utilizo . Acessei o aplicativo e fiz o bloqueio do cartão, porem o cartão sumiu do aplicativo e não consigo realizar a contestação da compra. Estou ligando (*****) desde ontem para informar e comunicar o bradescard/Amazon da situação, clico em falar com algum atendente.. Passo por volta de 40 minutos aguardando o atendimento e não o consigo.
Número de relatos nos últimos dias chega a dezenas (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Para piorar, quase todos os clientes reclamam da dificuldade no atendimento ao cliente. Alguns dizem ter ficado mais de duas horas na linha do SAC sem conseguir contestar as transações. Ao contrário do que acontece em outras empresas, o app Bradesco Cartões não emite o aviso de compras não reconhecidas.

O que disseram as empresas?

O Bradescard respondeu ao Tecnoblog que “está atuando ativamente na apuração do ocorrido” e “adotando as medidas necessárias para a solução”. A instrução a quem foi vítima dessas ações é ligar para 0800 721 3244. A Amazon apenas disse estar de acordo com o posicionamento da empresa parceira.

Exclusivo: Clientes do cartão Amazon são vítimas de compras não reconhecidas

Clientes suspeitam de clonagem e fraude (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Queremos incomodar a Apple e a Samsung, diz presidente da Motorola

24 de Abril de 2026, 11:41
Tecnoblog entrevistou Rodrigo Vidigal, country manager da Motorola Brasil (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Motorola, comandada pelo presidente Rodrigo Vidigal, mira os clientes de Apple e Samsung dispostos a gastar cerca de R$ 8 mil a R$ 10 mil, com produtos como o Motorola Signature.
  • O Signature oferece uma combinação de hardware de ponta, preço competitivo e atributos como cores especiais, visando diferenciar-se no mercado.
  • A empresa busca aumentar sua presença no segmento de luxo com parcerias com marcas como Bose, Swarovski e Pantone.

A Motorola quer mais. Depois de vender muito Moto G, do segmento básico, e Motorola Edge, da categoria premium, agora a companhia tenta conquistar o chamado ultra premium – estão de olho no cliente disposto a gastar algo na faixa dos oito, quase dez mil reais. Querem brigar com a Apple e a Samsung, conforme admite o presidente da companhia, Rodrigo Vidigal, em entrevista exclusiva ao Tecnoblog.

Ele considera que o recém-lançado Motorola Signature tem uma combinação única de hardware e preço, além de contar com atributos que a diferenciam, como as cores especiais. “Me desculpem as feias, mas beleza é fundamental”, dispara o executivo. E de fato, o produto fez bonito: levou nota 8,9 no nosso review completo.

Nesta conversa, também tratamos da escassez de chips de memória (spoiler: com possível aumento nos preços dos smartphones ainda neste semestre), a sempre polêmica política de atualizações de Android e a presença na Copa do Mundo. Confira a seguir. Os trechos foram editados para dar mais clareza e fluidez.

Concorrência e relação com o consumidor

Thássius Veloso – De que forma vocês vão competir com Apple e Samsung, as duas primeiras colocadas no segmento ultra premium?

Rodrigo Vidigal (Motorola) – Com a combinação de hardware, software e experiência de pós-venda com concierge. Esse consumidor realmente busca muita qualidade de câmera e a gente traz o produto com a melhor nota do Brasil no DxOMark. Temos o melhor preço, com processador de última geração, a melhor tela, todo o sistema de entretenimento da Bose. A gente traz um ecossistema muito forte e um produto que realmente entrega o que há de mais avançado.

Qual será o papel do concierge?

A gente vai ter um atendimento ultra premium em todos os sentidos. Se ele tiver alguma necessidade de hardware ou software, vai poder resolver isso rapidamente, com respostas de até duas horas, de uma maneira que não existe hoje no mercado.

Nós estamos numa sala com as marcas do Gorilla Glass, Polar, Bose, Alcantara, Swarovski e Pantone estampadas nas paredes. Empresas rivais da Motorola não costumam se associar a tantos parceiros. Vocês não teriam condições de fazer todos esses projetos sozinhos?

Nenhum fabricante consegue fazer tudo sozinho, seja carro, computador ou qualquer outra categoria. A nossa proposta é trazer esses componentes premium sob a visão da Motorola para entregar a melhor experiência. Eu poderia comprar um componente genérico, mas eu prefiro trazer peças de ponta, como na parceria com a Sony para as câmeras. Estamos na Formula 1, que não deixa ninguém entrar se não for de ponta. Isso também nos ajuda a crescer no segmento B2B. Empresas da América Latina que não compravam nossos produtos passaram a adquirir Moto G e Edge.

O cliente chega ao ponto de venda falando “eu queria ver o Swarovski”?

O consumidor brasileiro hoje faz muita comparação. Ele olha, começa a conhecer um produto, compara, vê que esse aqui tem um acabamento melhor, tem Swarovski, uma câmera de ponta. Ninguém sabe o que é Alcantara, mas quando ele vê essa marca, vai atrás, chega na loja e pergunta pro vendedor. Temos todo um trabalho de comunicação. Colocar esses elementos é um baita diferencial, que tem nos feito crescer.

A gente traz tudo integrado, desde a parte técnica até o estilo. Como dizia o poeta: me desculpem as feias, mas beleza é fundamental. Isso passa também pelo fone de ouvido, outro objeto de desejo. A gente começa a criar uma conversa que antes não existia.

Você diria que está roubando usuários de iPhone com isso? 

Ainda é mais Android. 

Mais Samsung, então?

No Brasil sim. São muitos mercados, então depende da participação.

Tem empresa que caminha para a premiunização e abre mão da cartela de clientes que conquistou com produtos básicos e intermediários. Existe algum risco disso acontecer com a Motorola? 

Não acho que a gente tenha demonstrado isso. É um crescimento sólido: lançamos o Edge sem abrir mão do Moto G. Com o Signature, agora eu entro num outro segmento do qual não estava participando.

Então tudo isso me ajuda a ter escala, melhores custos e a trazer saúde financeira, para eu poder também investir mais no mercado. A ideia é obviamente crescer e ter uma complementaridade, não uma canibalização do portfólio. A própria chegada dos acessórios, como fone de ouvido, relógio e smart tag, amplia esse ecossistema.

Crise da memória e celulares mais caros

De que forma a escassez dos chips está impactando vocês?

A causa é conhecida: inteligência artificial e ampliação de data centers, associados a uma capacidade de produção limitada e concentrada em poucos fabricantes globais de memória.

Nós entedemos que essa limitação não causará impacto no grupo da Lenovo e Motorola, pois somos um dos maiores compradores do mundo e temos uma relação de longo prazo com esses fornecedores, inclusive para atender a PCs e servidores.

Não tem como escapar da alta de preços. O nosso desafio é mitigar esse impacto e tentar repassar o mínimo possível para o usuário final.

O vice-presidente sênior da Samsung me disse que os preços de smartphones poderiam subir 20%. Vocês também estão fazendo essa conta? 

Essa é uma conta complicada de fazer. A gente buscou se antecipar a esse movimento para atrasar ao máximo o repasse. Ele seria imediato se eu estivesse comprando apenas memória nova, mas estou tentando diluir esse aumento de custo com base numa estratégia de supply chain global, dada a força do nosso grupo.

Em que momento essa decisão foi tomada? 

No ano passado, à medida que a gente começou a ver que a crise ia de fato acontecer. Estamos no mercado global e também fabricamos servidores, por exemplo. Conseguimos identificar esses movimentos e nos preparar, enquanto outras marcas demoraram mais para reagir.

Os celulares vão ficar mais caros no primeiro semestre?

Talvez ocorra um pouco de aumento, mas não da ordem de 50%, como temos visto no preço de memória. A crise impacta principalmente os produtos de entrada porque os grandes fabricantes de memória estão com capacidade limitada. Eles focam nos modelos mais caros pois os baratos representam uma margem de lucro menor.

O perfil do consumidor Motorola

Quais as principais maneiras para o consumidor adquirir um telefone Motorola?

A gente tem desde o financiamento tradicional; parcelamento no cartão de crédito sem juros em 12, 18, até 24 vezes; as ofertas de pós-pago com operadoras; o trade-in; e o nosso próprio financiamento, uma solução que a gente oferece pro varejo com juro mais baixo que o do banco.

Qual a relevâcia do trade-in? 

Não é a principal forma de adquirir nossos produtos porque muitos consumidores passam o telefone antigo para alguém da família. Acaba sendo mais uma opção, mas não é nem de longe a mais utilizada. As vendas com acessórios ou com plano pós-pago são muito fortes, assim como o financiamento.

Quais são os pacotes mais populares?

O mais popular é fone de ouvido Moto Buds, pela qualidade da Bose e pelo fato de não ter outros produtos dessa marca no país. O som é impecável e existe a facilidade de conexão: você abre e já conecta. Isso tem ajudado a vender muito não só para clientes da nossa base, mas para usuários de smartphones da concorrência.

Esse interesse te surpreendeu?

Me surpreendeu. A gente sabia que seria muito forte para nossa base, até que começamos a ver clientes de outras marcas procurando o produto. Tem sido uma surpresa muito positiva. 

Qual é a importância de associar Lenovo e Motorola a eventos como Formula 1 e Copa do Mundo?

Demonstra o apetite em crescer no mercado mundial. Todas as empresas na Formula 1 são de extrema qualidade. O público vê isso e associa a performance, design, inovação. No caso da Copa, estamos falando do maior evento do mundo, capaz de agregar a maior quantidade de pessoas. Se eu tenho um terço do mercado, ainda tenho dois terços para conquistar. Nós vamos falar com um cliente que não estava vendo o nosso produto.

Cadê os brand lovers?

A consultoria Omdia soltou o balanço de maiores vendedores de celular do Brasil: Samsung (40%), Motorola (24%), Xiaomi (16%), Apple (7%) e Realme (6%). Eu postei isso nas minhas redes sociais e repercutiu bastante principalmente com consumidores surpresos com a relevância da Motorola, em segundo lugar. Por que dessa surpresa?

No Brasil, a gente tinha 10% do mercado em 2010 e aumentamos para 30% hoje. A nossa participação vem crescendo.

Eu não tô falando de vendas, mas sim de percepção de marca. Cadê os brand lovers da Motorola? 

Antes, eu tinha um brand lover limitado aos segmentos de entrada (com Moto G) e mass premium (com Edge). Se eu não estava presente no ultra premium, nunca seria lembrado. Agora, com o Signature, nós estamos trazendo uma proposta muito competitiva para que olhem para a Motorola também neste segmento. Eu não estava participando dessa festa e agora entro meio de penetra para disputar e incomodar (risos).

Me valendo aqui da liberdade poética, eu diria que Motorola é visto como “celular de tiozão”. Como conquistar as novas gerações?

Ninguém tem a  estratégia de cores como a Motorola. Te falo de coração, quando a gente fechou a parceria com a Pantone, eu olhei e pensei “caramba!”, pois não tinha ideia do alcance. No ano passado, a Pantone utilizou o nosso escritório para fazer um fórum e deu para ver o nível da discussão, de inteligência de mercado, para identificar padrões.

Eles avaliam as preocupações das pessoas e como as cores têm influência na vida delas. E a partir daí, você tem tendências que são utilizadas pela indústria inteira. Eu lancei o verde no ano passado com o Razr 60 Ultra e um ano depois isso começou a chegar aos produtos mais de entrada. Eu consigo impactar o jovem que está ligado nisso. Cerca de 35% da nossa venda hoje é para este público.

Quanto era antes? 

Era 20%. Hoje, mais da metade das nossas vendas vão para o público feminino. Era 45% e agora chega a 55%. No passado, a maioria dos produtos era cinza, preto ou dourado. Agora, dois terços são coloridos. Nenhum fabricante tem isso.

Os consumidores vão na loja querendo conhecer os aparelhos, o que tem de câmera, memória ou bateria. Eles também pedem para ver o acabamento, a cor. Isso não existia na nossa indústria, somente para roupa ou tênis.

Atualizações de Android

Faz sentido lançar um novo smartphone anualmente para cada linha? No caso de Moto G, às vezes são dois por ano.  

Faz porque a gente vive de movimentar o consumidor. Então é necessário para trazer inovação como ferramenta também de estilo.

Nem tudo é tão inovador assim, vai…

Mas aí, de novo, eu acho que a Motorola tem um lugar diferente. A gente tá evoluindo a tecnologia e também o design. Quando a gente fala de evolução de design, o usuário final tem muita evolução. Quais smartphones você vê com Swarovski?

Você colocaria a cor do ano na categoria de inovação? Porque nem todo mundo enxerga dessa forma… 

Se o consumidor enxerga, é o que interessa pra gente. Se o consumidor entende que é importante ter a cor do ano, Cloud Dancer, pois o mundo está muito tenso, com muita guerra, eu começo a ter um canal de comunicação com ele. Nem todo mundo quer falar só de spec.

Por que dá para colocar sete anos de atualizações no Signature, mas são no máximo três nas outras linhas?

Existem algumas limitações de memória ou de processador, e a gente quer garantir sempre a melhor experiência quando você faz o upgrade. Sabemos que o cliente de produtos de entrada fica em média três anos. Se eu trago pra ele uma atualização maior do que esse tempo, não necessariamente gera valor. Temos que entender o que o consumidor realmente valoriza.

Mão segurando celular Motorola Signature mostrando a tela
Motorola Signature é a aposta da marca para brigar com segmento superior de celulares (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

E por que oferecer isso justamente para o ultra premium, que costuma ficar com o aparelho por um ano e meio, bem menos do que os sete anos?

Tem ainda questões associadas a hardware e performance que viabilizam os sete anos de evolução. Posso fazer essa promessa de até sete anos, pois vai continuar evoluindo. Mas no segmento ultra premium, isso tem um efeito mais de marketing do que de utilização.

Eu noto que os telefones têm ganhado mais elementos de software próprios. Começa com o Hello Moto e começam a surgir coisas novas, como a tela de configurações diferente. Não tá chegando na hora da Motorola dar um nome a esse sistema, assim como o HyperOS (Xiaomi) e a One UI (Samsung)?

A gente tem o Android como nosso sistema operacional base e algumas camadas de customização que nós desenvolvemos para tornar o visual mais fácil. A nossa preocupação é dar ferramentas para facilitar a migração e o início do cadastro do usuário. Então a gente entende que no momento isso não é importante.

Queremos incomodar a Apple e a Samsung, diz presidente da Motorola

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Rodrigo Vidigal abre o jogo sobre o momento da fabricante no Brasil, com aumento de participação de mercado e forte presença nas operadoras.

(imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Motorola Signature é a aposta da marca para brigar com segmento superior de celulares (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Exclusivo: Amazon libera desconto para brasileiros com Kindle antigo

10 de Abril de 2026, 13:41
Kindle Paperwhite de 1ª geração
Kindle Paperwhite de 1ª geração foi lançado em 2012 (foto: Paulo Higa/Tecnoblog)
Resumo
  • A Amazon oferece 20% de desconto na compra de um Kindle novo para brasileiros com modelos antigos elegíveis.
  • A ação vale até 20 de junho. Os aparelhos elegíveis incluem Kindle de 1ª e 2ª geração, Kindle DX, Kindle Keyboard, Kindle Touch, Kindle 4, Kindle 5 e alguns Kindle Fire.
  • Os clientes também recebem R$ 100 em livros na loja oficial. A Amazon afirma que os modelos antigos perderam suporte, compra de livros e restauração.

A Amazon confirmou com exclusividade ao Tecnoblog que os consumidores brasileiros também terão desconto na compra de um Kindle novo. Nesta semana, a empresa começou a avisar aos donos de Kindles antigos que eles perderão suporte. Na prática, isso significa que não será mais possível comprar livros nem restaurar os aparelhos.

Agora, a companhia de Jeff Bezos nos explica o plano de ação para os clientes que quiserem substituir o Kindle antigo. O desconto poderá chegar a 20% na aquisição de um novo, como o Kindle de 11ª Geração, o PaperWhite de 6ª Geração ou o Colorsoft, com tela colorida.

Como funciona a oferta?

O comunicado por email será enviado aos brasileiros que compraram e ainda usam algum modelo de Kindle afetado pela decisão. Ele tem o assunto “Aviso sobre o Kindle — Dispositivos não serão mais compatíveis” e traz um cupom de 20% de desconto.

A Amazon disse ao Tecnoblog que a oferta vale exclusivamente para os aparelhos elegíveis. São eles:

  • Kindle de 1ª geração (2007)
  • Kindle de 2ª geração (2009)
  • Kindle DX (2009)
  • Kindle DX Graphite (2010)
  • Kindle Keyboard (2010)
  • Kindle 4 (2011)
  • Kindle Touch (2011)
  • Kindle 5 (2012)
  • Kindle Paperwhite de 1ª geração (2012)
  • Kindle Fire de 1ª geração (2011)
  • Kindle Fire de 2ª geração (2012)
  • Kindle Fire HD 7 (2012)
  • Kindle Fire HD 8.9 (2012)

A ação vai até 20 de junho. Além do preço mais baixo, os consumidores beneficiados terão direito a R$ 100 em compras de livros na loja oficial do Kindle. O valor “será adicionado automaticamente à sua conta após a compra de um novo dispositivo”, de acordo com a empresa.

Polêmica do Kindle antigo

A Amazon enfrenta pressão e muitas críticas na internet desde que anunciou o fim do suporte a modelos antigos de Kindle, conforme noticiado pelo Tecnoblog. Alguns consumidores dizem que é obsolescência programada. Outros não se importaram, pois alegam fazer pirataria de todos os livros.

Jeff Bezos
Medida também afeta o tablet Kindle Fire (imagem: divulgação)

O importante é notar que um produto funcional perderá suporte à loja online. Talvez o pior aspecto da decisão, no entanto, seja a impossibilidade de restaurá-lo aos padrões de fábrica. Ao fazer isso, a Amazon alertou que não será possível registrar novamente no aparelho.

Numa nota à imprensa, a companhia declarou que os modelos foram suportados por até 18 anos, “mas a tecnologia avançou muito nesse período, e esses dispositivos não terão mais suporte daqui para frente”. Ela também enfatizou que os livros continuarão acessíveis nos apps do Kindle para celulares ou no site oficial.

Aviso de ética: ao clicar em um link de afiliado, o preço não muda para você e recebemos uma comissão.

Exclusivo: Amazon libera desconto para brasileiros com Kindle antigo

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Consumidores afetados pelo fim do suporte podem receber cupom de 20% e crédito de R$ 100 para a compra de livros, segundo apurou o Tecnoblog.

Kindle Paperwhite de 1ª geração (imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Exclusivo: Motorola Razr Fold pode chegar ao Brasil a qualquer momento

9 de Abril de 2026, 10:35
Motorola Razr Fold em exposição em Barcelona (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • O Motorola Razr Fold recebeu homologação da Anatel em 7 de 2026, com código XT2651-1. O modelo já pode ser vendido no Brasil.
  • O aparelho tem 5G, Bluetooth, NFC, Wi-Fi 7, UWB, carregamento sem fio reverso e suporte à Moto Pen Ultra. Ele usa duas baterias, com 5.760 mAh nominais, e traz carregador de 90 W na caixa.
  • O Razr Fold custa 1.999 euros e 1.799 libras. A Motorola prevê venda no Brasil ainda neste semestre.

Agora vai: o Motorola Razr Fold passou pela homologação na Anatel e já pode ser vendido no Brasil. O smartphone dobrável foi foi anunciado durante a CES 2026 e deve competir diretamente com o Galaxy Z Fold 7, da Samsung, oferecendo alguns recursos a mais.

O modelo foi certificado com o código de modelo XT2651-1 na última terça-feira (7), conforme os documentos visualizados pelo Tecnoblog. Este código de modelo está associado ao codinome Horizon26, segundo o leaker Evan Blass, e condiz com o processo de homologação nos Emirados Árabes Unidos.

A documentação confirma características de um telefone topo de linha, como esperado: conectividade 5G, Bluetooth, NFC, Wi-Fi 7 de três bandas, UWB e carregamento sem fio reverso. Na caixa, o Razr Fold virá com o carregador MC-907 de 90 Watts, capacidade maior do que o Razr Fold é capaz de aceitar (80 Watts).

Certificado de homologação do Razr Fold da Motorola
Certificado de homologação do Razr Fold da Motorola (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
Carregador Motorola MC-907 de 90 W durante a certificação (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

No smartphone estão duas baterias (SH29 e SH31) com capacidades nominais de 2.820 e 2.940 mAh, somando 5.760 mAh nominais. Parece lógico assumir que se tratam de baterias que somam 6.000 mAh típicos, a capacidade divulgada pela Motorola para o Razr Fold.

O Razr Fold suporta o uso de caneta stylus (Moto Pen Ultra), acessório que a concorrente sul-coreana removeu no Galaxy Z Fold 7. O Razr Fold também possui grau de proteção contra líquidos superior ao concorrente: IPX9 versus o IP48 do Fold 7 (no entanto, o produto Samsung oferece alguma proteção contra ingresso de poeira).

Moto Pen Ultra (imagem: divulgação)

O smartphone não deve ser barato: ele será vendido por 1.999 euros no velho continente, 1.799 libras no Reino Unido, valores que, em conversão direta, ficam na faixa dos R$ 12 mil por aqui.

Esperamos que a venda do modelo inicie em breve: já há um cadastro de interesse no site da fabricante e a Motorola já informou no passado que pretende vendê-lo ainda neste semestre.

Exclusivo: Motorola Razr Fold pode chegar ao Brasil a qualquer momento

Motorola Razr Fold (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Certificado de homologação do Razr Fold da Motorola (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Carregador Motorola MC-907 de 90 W durante sua certificação (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Moto Pen Ultra (imagem: divulgação)

Motorola homologa celular misterioso no Brasil

20 de Março de 2026, 11:05
Motorola (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Motorola deve lançar novo smartphone no Brasil (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Motorola homologou na Anatel o modelo XT2607-1, com bateria de 6.500 mAh e carregador de 90 W.
  • Pouco se sabe sobre o aparelho, mas, segundo a certificação, ele vem com 5G, Bluetooth, NFC, carregamento sem fio e Wi-Fi 6E.
  • O smartphone será fabricado na China e no Brasil, e pode integrar a linha Edge 70.

A firma de Chicago não para. Desta vez, a Motorola Mobility homologou o XT2607-1, um smartphone sobre o qual pouco sabemos.

O documento, visualizado pelo Tecnoblog, foi expedido pela Anatel na quarta-feira (18/03), por solicitação da filial brasileira da companhia.

O que sabemos sobre o XT2607-1?

Certificado de homologação do XT2607-1 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Já se sabe que o codinome do aparelho é Terrain26, graças ao tradicional leaker Evan Blass. Ele divulgou uma lista de nomes obtida em uma página de suporte da Lenovo, dona da Motorola, mas não revelou qual será o nome comercial do modelo.

A homologação brasileira revela mais alguns detalhes: o modelo tem 5G, Bluetooth, NFC, carregamento sem fio e Wi-Fi 6E. A presença de Wi-Fi de 6 GHz implica que o modelo deve ser de gama intermediária para cima, mas não um aparelho topo de linha, já que modelos high-end costumam ser lançados com Wi-Fi 7.

Certificado de conformidade do XT2607-1 revela presença de Wi-Fi 6E (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

O documento também revela a bateria: ele virá com o componente denominado ST65, fabricado pela ATL. E, como o nome indica, ela tem 6.500 mAh típicos (6.325 mAh nominais).

Bateria ST65, utilizada no XT2607-1 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

O componente tem cerca de 6,5 cm por 9,5 cm e aparenta ser bem fino, apesar da construção com duas células, o que parece indicar o uso de ânodos de silício-carbono, algo que a Motorola tem adotado em vários de seus modelos recentes. Essa bateria recarregará com um carregador de 90 W, o mesmo utilizado pelo Signature.

O smartphone será fabricado na fábrica da Motorola em Wuhan, na China, e na fábrica da Flex em Jaguariúna (SP), no Brasil.

Pelas características, deve se tratar de mais um membro da família Edge 70. Recentemente, a Motorola lançou o Edge 70 e os irmãos Edge 70 e 70 Plus por aqui, mas os Edge 60 Pro e Neo ainda não têm sucessor — nem mesmo no exterior.

Motorola homologa celular misterioso no Brasil

Motorola (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Certificado de homologação do XT2607-1 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Certificado de conformidade do XT2607-1 revela presença de Wi-Fi 6E (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Exclusivo: Sky assina contrato de operadora virtual com a Surf Telecom

12 de Março de 2026, 16:18
Imagem com um fundo vermelho vibrante. Em primeiro plano, um smartphone moderno com bordas finas exibe uma tela vermelha com o logotipo branco da empresa "SKY" no centro. Duas torres de telecomunicação estão desfocadas em ambos os lados, com ondas de sinal de celular em arcos amarelos.
Sky quer lançar operadora virtual no Brasil (ilustração: Vitor Pádua/Bruno Andrade/Tecnoblog)
Resumo
  • Sky assinou um contrato de operadora virtual com a Surf Telecom e submeteu à Anatel para homologação.
  • A empresa planeja entrar no mercado de telefonia móvel no Brasil e iniciar operações em até 180 dias após a assinatura.
  • Iniciativa faz parte da estratégia da controladora Waiken de diversificar negócios no Brasil.

A Sky, segunda maior operadora de TV paga tradicional (e maior entre as que prestam o serviço por satélite), pretende entrar no ramo de telefonia celular no Brasil. Um contrato de MVNO (operadora virtual) com a Surf Telecom foi assinado e submetido para homologação da Anatel, segundo a documentação visualizada pelo Tecnoblog.

Sabíamos do interesse desde novembro do ano passado, quando o presidente da empresa, Darío Werthein, revelou detalhes junto com o anúncio da nova holding Waiken ILW. O contrato, no entanto, é o primeiro passo concreto para a realização desse plano.

A Surf Telecom atua no setor de MVNOs desde que lançou a Correios Celular em 2017, após vencer a licitação para oferecer o serviço para a estatal. A empresa também fornece infraestrutura e operação como MVNO e MVNE (Mobile Virtual Network Enabler) para diversas marcas, incluindo Carrefour, Uber, provedores regionais e outras companhias.

Contrato de MVNO entre Surf Telecom e Sky (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

A assinatura do contrato não quer dizer que a Sky já pode vender o seu serviço de telefonia móvel. O acordo ainda precisa ser homologado pela Agência Nacional de Telecomunicações, que pode solicitar ajustes no contrato — especialmente se identificar a ausência de cláusulas obrigatórias no documento.

O contrato foi submetido para avaliação da Anatel no dia 29 de janeiro, o que se alinha com a previsão feita em novembro por Werthein, de que o lançamento ocorreria ainda no primeiro trimestre deste ano.

O documento assinado pela Sky obriga o início da operação em 180 dias após a assinatura do contrato, prazo que pode ser alterado por comum acordo entre ambas as empresas. O grupo que controla a Sky, vale lembrar, já oferece telefonia móvel em sua operação colombiana, com a marca DirecTV.

MVNO faz parte de estratégia de diversificação

A vindoura MVNO não é a única investida da Waiken ILW/Werthein no Brasil. A empresa adquiriu os provedores regionais Zaaz e Proxxima, passando a entrar no mercado de banda larga fixa com rede própria, além de ter repassado os clientes da Sky Fibra para a Flix, saindo do mercado de banda larga via redes neutras.

A TV por assinatura tradicional continua o maior em número de clientes para a empresa, mas vem perdendo terreno: a Sky passou de um pico de 5,7 milhões de assinaturas em abril de 2015 para pouco mais de 2 milhões em janeiro deste ano.

Decodificador do Claro TV+ Box com controle remoto
Claro TV+ Box é uma das opções de IPTV que concorrem com a Sky (foto: Lucas Braga/Tecnoblog)

A pirataria e a concorrência com serviços de streaming (como o Claro TV+ e Netflix) são fatores cruciais dessa queda, além da relevância declinante da TV tradicional, que também vem perdendo canais com a preferência das empresas de conteúdos pelos próprios serviços de streaming.

No horizonte da Sky também está outra aliança estratégica: a empresa será a parceira brasileira que venderá o serviço de internet via satélites de órbita baixa (LEO) da Amazon, o Amazon Leo.

Exclusivo: Sky assina contrato de operadora virtual com a Surf Telecom

Sky pode lançar operadora virtual no Brasil (ilustração: Vitor Pádua/Bruno Andrade/Tecnoblog)

Contrato de MVNO entre Surf Telecom e Sky (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Claro TV+ Box é uma das opções de IPTV (Imagem: Lucas Braga/Tecnoblog)

Em primeira mão: Spotify deixará de vender gift cards no Brasil

12 de Março de 2026, 12:38
Um homem sorridente com fones de ouvido pretos está olhando para um smartphone em suas mãos, com o dedo indicador da outra mão levantado. Ele veste uma camiseta branca e calças cinzas claras. Ao seu redor, há três logos verdes e brancos do Spotify flutuando sobre um fundo verde brilhante. Na parte inferior direita, está o logotipo do "tecnoblog".
Spotify deixará de vender gift cards no Brasil (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Spotify deve descontinuar a venda de gift cards digitais a partir de 30 de março de 2026.
  • O streaming oferece alternativas de pagamento, como planos anuais e semestrais, e métodos como Pix para quem não possui cartão de crédito.
  • Cartões físicos devem permanecer à venda enquanto durarem os estoques nas lojas.

Atualmente, o plano Premium Individual do Spotify custa R$ 23,90 por mês no Brasil. Mas existe uma forma de reduzir um pouco o valor dessa mensalidade: comprando cartões pré-pagos (gift cards). O problema é que, em breve, eles deixarão de ser comercializados pela plataforma de streaming.

Nas lojas Casas Bahia e Nuuvem, consultadas pelo Tecnoblog nesta quinta-feira (12/03), os cartões eram vendidos com os seguintes preços (pode haver variações em outras lojas):

  • Spotify Premium Individual de um mês: R$ 21,90
  • Spotify Premium Individual de três meses: R$ 61,90
  • Spotify Premium Individual de seis meses: R$ 118

O cartão pré-pago de seis meses é o mais vantajoso, pois equivale a R$ 19,66 mensais. Foi exatamente esse cartão que eu comprei no início da semana.

Mas eis que, na página do Spotify em que o código do gift card deve ser inserido, me deparei com um aviso de que os cartões pré-pagos do serviço serão descontinuados.

Os detalhes do aviso informam que os cartões digitais estarão disponíveis para compra até 30 de março de 2026, enquanto os cartões físicos estarão à venda enquanto durarem os estoques das lojas.

Contudo, quem tiver um cartão ainda não resgatado, seja ele digital ou físico, poderá usá-lo após a data em questão. Normalmente, esses cartões valem por 12 meses após a compra, embora o aviso fale que não há prazo de validade.

Aviso de descontinuação de gift cards no Spotify
Aviso de descontinuação de gift cards no Spotify (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Existe alguma forma de continuar pagando menos pelo Spotify Premium?

Uma opção consiste em fazer pagamento anual do Spotify Premium Individual. Nela, o preço por um ano é de R$ 239, o que corresponde a R$ 19,92 por mês.

O Spotify também oferece pacotes semestrais e trimestrais, mas nenhum é vantajoso frente à mensalidade padrão de R$ 23,90, veja:

  • opção de seis meses: R$ 143, equivalente a R$ 23,84 por mês
  • opção de três meses: R$ 72, equivalente a R$ 24 por mês (fica até mais caro)

Também existe a opção de pagamento anual no Spotify Premium Duo, que custa R$ 31,90 por mês e aceita dois usuários, e no Spotify Premium Família, para até seis pessoas por R$ 40,90 mensais. Mas, novamente, há pouca ou nenhuma vantagem nessas opções:

  • Duo por um ano: R$ 379, equivalente a R$ 31,59 por mês
  • Família por um ano: R$ 490, equivalente a R$ 40,84 por mês

Para que usava os gift cards por não ter acesso a cartões de crédito, a alternativa está em recorrer a outras modalidades de pagamento, como o Pix.

Gift card digital do Spotify Premium
Gift card digital do Spotify Premium (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O que diz o Spotify?

Procurado pelo Tecnoblog, o Spotify confirmou a decisão de descontinuar os cartões pré-pagos:

Estamos descontinuando gradualmente os cartões‑presente físicos como parte da evolução da nossa estratégia, alinhando-a à forma como os assinantes utilizam o Spotify hoje.

Todos os cartões já existentes continuam válidos dentro de seus respectivos prazos de resgate, e os usuários seguem contando com diversas opções de planos e métodos de pagamento.

Apesar de a nota falar apenas em “cartões‑presente físicos”, as versões digitais também serão descontinuadas, conforme o aviso no site da plataforma.

Em primeira mão: Spotify deixará de vender gift cards no Brasil

Spotify (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Aviso de descontinuação de gift cards no Spotify (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Gift card digital do Spotify Premium (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Galaxy S26 vende bem na América Latina, revela presidente

5 de Março de 2026, 11:39
imagem de unidades do Samsung Galaxy S26, S26 Plus e S26 Ultra
S26 Ultra é o maior dos modelos da linha Galaxy S26 (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • O Galaxy S26 teve um aumento de 20% nas vendas em relação ao Galaxy S25 nos primeiros cinco dias de pré-venda na América Latina.
  • No México, o maior interesse se concentrou na versão Ultra do Galaxy S26.
  • Já no Brasil, as vendas do Galaxy S26 estão estáveis em comparação a 2025.

A Samsung comemora o interesse pelo Galaxy S26: há uma alta de 20% em relação ao Galaxy S25 nos primeiros cinco dias de pré-venda, segundo revelou o presidente e CEO na região, HS Joo, numa conversa com o Tecnoblog. A nova linha de celulares está em pré-venda desde 25 de fevereiro.

Ainda de acordo com HS, o maior apetite foi registrado no México, onde a versão Ultra vai muito bem. O resultado no Brasil está similar ao do ano passado. O executivo não revelou números absolutos (como já é de praxe).

A linha do Galaxy S26 foi apresentada na semana passada, com três novos smartphones e particular destaque para o S26 Ultra. Trata-se do primeiro telefone com tela que protege a privacidade do usuário.

Os preços da nova geração ficam em R$ 7.499 (base), R$ 9.199 (Plus) e R$ 11.499 (Ultra). No país, as entregas estão marcadas para 20 de março.

As declarações de HS Joo ocorreram durante uma visita ao estande da Samsung na principal feira de telecomunicações, a MWC, que acontece em Barcelona. A gigante sul-coreana destaca o cancelamento ativo de ruído do recém-lançado Galaxy Buds 4 Pro, as inovações do dispositivo de realidade virtual Galaxy XR e a segurança digital do Knox, além da própria linha S26.

Galaxy S26 vende bem na América Latina, revela presidente

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Mexicanos estão particularmente interessados na versão Ultra. No Brasil, resultado fica estável em relação a 2025.

S26 Ultra é o maior dos modelos da linha Galaxy S26 (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Samsung encerra serviço contra roubos de celulares no Brasil

3 de Março de 2026, 07:24
Fotografia colorida mostra um Galaxy S25 Ultra de costas, com foco nas lentes das câmeras. Na parte inferior direita, a marca d'água do "tecnoblog" é visível.
Cadeado Galaxy estava disponível em produtos como o S25 Ultra (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • A Samsung encerrou o serviço Cadeado Galaxy no Brasil, que custava a partir de R$ 39,90 por ano e oferecia proteção contra roubos de smartphones.
  • O Cadeado Galaxy permitia o bloqueio remoto de dispositivos roubados usando o IMEI e a segurança Samsung Knox.
  • Clientes com licenças ativas continuam com as funcionalidades até o vencimento, e a Samsung reforça a segurança com Knox Matrix e Find.

A Samsung decidiu acabar com o serviço Cadeado Galaxy, que fornecia proteção adicional para smartphones roubados e estava disponível desde julho de 2023. A fabricante confirmou o fim do produto ao Tecnoblog, sem entrar em detalhes sobre o motivo da decisão. A plataforma não recebe novos clientes desde o começo de fevereiro.

Não custa lembrar: o Cadeado Galaxy foi desenvolvido especificamente para o Brasil, país que vive uma epidemia de roubos de telefones. A ideia era oferecer uma central de atendimento disponível 24 horas por dia, com atendentes reais que rapidamente recebiam os chamados de furtos ou roubos. Então, a Samsung enviava um comando remoto ao Galaxy furtado para desativá-lo por completo.

Cadeado Galaxy passou a exibir aviso sobre fim da plataforma (imagem: reprodução/redes sociais)

Na ocasião, um executivo nos explicou que o bloqueio ocorria a partir do IMEI principal do aparelho, em conjunto com a ferramenta de segurança digital Samsung Knox. A assinatura custava a partir de R$ 39,90 por ano, e compradores de produtos recém-lançados ficavam isentos por períodos de até dois anos.

Os funcionários da Samsung costumavam demonstrar orgulho pelo desenvolvimento da tecnologia em território nacional. Por outro lado, nunca divulgaram números de usuários atendidos.

De lá para cá, as ferramentas contra furtos e roubos de smartphones têm se sofisticado. O Google, por exemplo, adicionou ao Android um sistema que detecta se o produto foi subtraído da mão do usuário.

Como fica a segurança dos celulares?

A Samsung nos informou que os clientes que possuem licenças ativas do Cadeado Galaxy continuarão contando com todas as funcionalidades do serviço até o término da validade.

Em nota, a empresa declarou que possui “um compromisso inegociável com a segurança de seus dispositivos, que contam com proteção em múltiplas camadas”. Por exemplo, os Galaxy trazem Knox Matrix e a função Find, de localização de dispositivos.

A gigante sul-coreana citou medidas de segurança reforçadas desde a One UI 7. São “proteções adicionais” que abordam cenários de ameaças mais avançadas ou de alto risco, incluindo casos em que credenciais de acesso podem ter sido expostas.

Samsung encerra serviço contra roubos de celulares no Brasil

Galaxy S25 Ultra traz um conjunto de câmeras com um sensor principal de 200 MP (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Vivo prepara repetidor com Wi-Fi 7 para seus clientes

26 de Fevereiro de 2026, 17:09
Uma imagem com fundo roxo vibrante e gradiente, preenchido com a repetição das palavras "VIVO" e "FIBRA" em roxo-escuro e opaco. No centro, o mesmo logotipo "vivo FIBRA" está em destaque, com as letras em branco brilhante e contorno neon rosa e roxo. No canto inferior direito, o logotipo "tecnoblog" aparece em branco.
Vivo Fibra (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Vivo homologou repetidor Wi-Fi 7 modelo HGW-500IT4T4-Mv4, da MitraStar, aprovado pela Anatel em 23/02;
  • repetidor Wi-Fi 7 não usa a banda de 6 GHz, operando nas bandas de 2,4 GHz e 5 GHz;
  • design permite fixação na lateral e oferece duas portas Ethernet RJ-45 para conexões adicionais.

A Vivo deve passar a oferecer repetidor com tecnologia Wi-Fi 7 em breve. É o que revela a homologação do modelo HGW-500IT4T4-Mv4, da MitraStar (empresa do mesmo grupo da Zyxel), aprovada pela Anatel na última segunda-feira (23/02). O aparelho deve fazer par com os HGUs/modems utilizados nos planos de 2 e 10 Gb/s, anunciados no ano passado, que também são compatíveis com Wi-Fi 7.

Askey RTF8316VW, utilizado nas instalações XGS-PON da Vivo (imagem: Gabriel Ramos)

Assim como os equipamentos principais, o repetidor Wi-Fi 7 da Vivo não utiliza a banda de 6 GHz, apenas provem conexão sem fio nas bandas de 2,4 GHz e 5 GHz.

O design não diverge muito do estilo do modelo Wi-Fi 6 vendido hoje, mas agora há um suporte que permite ao equipamento ser afixado na lateral (em vez da quina) para ficar na vertical.

Repetidor Wi-Fi 7 da Vivo (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Apesar da baixa resolução, as fotos revelam que a base pode ser utilizada de duas formas: na lateral inferior, para servir como suporte para posicionamento em mesas ou outras superfícies, ou na parte traseira, servindo como suporte de parede para o repetidor.

Tal como o modelo atual de repetidor da operadora, a novidade oferece duas portas Ethernet RJ-45, abrindo a possibilidade de conexão de outros dispositivos a ele e ao uso de backhaul cabeado entre os pontos e o modem principal. E também, potencialmente, ao uso da fibra invisível/FTTR para servir como cabeamento entre os pontos.

Switch de fibra FTTR da Askey
Askey RTF8230 é o ponto principal para fibra FTTR da Vivo (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

A fabricação ficará por conta da MitraStar na China ou da Flex (antiga Flextronics), em Manaus. Não temos informação de valores, mas, para fins de comparação, o modelo Wi-Fi 6 é vendido hoje pela operadora por R$ 426,55 à vista em sua loja online, com instalação e troca de modem (se necessária) gratuitas.

O equipamento FTTR também já está à venda: R$ 585,20 à vista pelo ponto principal, R$ 324,90 pelo ponto remoto e R$ 486,40 pelo rolo com 60 metros da fibra ultrafina, ou o kit completo por R$ 1.463 em uma loja da operadora, mais R$ 530 pela instalação.

Vivo prepara repetidor com Wi-Fi 7 para seus clientes

Vivo Fibra (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Askey RTF8316VW, utilizado nas instalações XGS-PON da Vivo (imagem: Gabriel Ramos)

Repetidor Wi-Fi 7 da Vivo (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Askey RTF8230 possui quatro portas para fibra FTTR (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Motorola prepara chegada do Moto Tag 2 ao Brasil

20 de Fevereiro de 2026, 14:37
Moto Tag 2 da Motorola na cor Pantone Arabesque (imagem: divulgação/Motorola)
Resumo
  • O Moto Tag 2, com código XT2561-1, foi homologado pela Anatel em 12 de fevereiro e mantém o design anterior com novas cores e mais recursos, incluindo Bluetooth 6.0 e UWB.
  • O rastreador é compatível com a rede de localização do Google e possui proteção IP68, superior à do modelo anterior.
  • O lançamento no Brasil está previsto para 10 de março, com preço de 39 euros, aproximadamente R$ 240.

Começo de ano movimentado para a Motorola. A empresa de Chicago agora prepara a chegada da nova geração do Moto Tag ao mercado brasileiro, depois de certificar vários smartphones e até um fone de ouvido. O rastreador digital Moto Tag 2 (código de modelo XT2561-1) foi homologado pela Agência Nacional de Telecomunicações em 12 de fevereiro, segundo documentos obtidos pelo Tecnoblog.

O rastreador mantém o design já conhecido, mas vem em duas novas cores da Pantone (Arabesque, um laranja, e Laurel Oak, um cinza esverdeado) e com mais recursos: agora ele utiliza Bluetooth 6.0 com Channel Sounding, que permite localização mais precisa. O aparelho também possui UWB, que aumenta a precisão de localização, similar ao oferecido pelos rivais AirTag (Apple) e Galaxy SmartTag (Samsung).

Certificado de homologação da Moto Tag 2 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

O Moto Tag 2 segue compatível com a rede de localização do Google, disponível pela ferramenta Encontre Meu Dispositivo. Uma melhoria em relação ao modelo anterior é o grau de proteção contra água, que passou de IP67 para IP68, indicando uma resistência maior à submersão.

O acessório foi anunciado no início de janeiro, durante a feira CES 2026, e é vendido por 39 euros, pouco menos de R$ 240 em conversão direta. Para comparação, o modelo atual é comercializado por R$ 299 no site da Motorola ou ao redor de R$ 250 à vista em outros varejistas.

O produto deve ser lançado em 10 de março, junto do Motorola Signature e outros acessórios, como o Moto Sound Flow, que também possui UWB e está homologado pela Anatel.

Galaxy SmartTag 2 é o principal concorrente no mundo Android (foto: Everton Favretto/Tecnoblog)

Motorola prepara chegada do Moto Tag 2 ao Brasil

Moto Tag 2 da Motorola (imagem: divulgação/Motorola Mobility)

Certificado de homologação da Moto Tag 2 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Galaxy SmartTag 2 (foto: Everton Favretto/Tecnoblog)

Celular que copia iPhone Air deve chegar ao Brasil

11 de Fevereiro de 2026, 10:27
Realme 16 estampa a palavra “Air” em material de divulgação (imagem: divulgação/Realme)

O Realme 16 já pode ser vendido no Brasil: o smartphone, com código de modelo RMX5171, foi aprovado pela Agência Nacional de Telecomunicações na última segunda-feira (09/02). Ele se destaca pelo Air Design que combina duas câmeras, auto-foco laser e até um espelho para selfies na parte superior traseira, remetendo ao design do iPhone Air e dos Google Pixel.

O modelo foi lançado no Vietnã no final de janeiro, oferecendo SoC MediaTek Dimensity 6400 Turbo, memória interna de 256 GB, RAM de 8 ou 12 GB, conectividade 5G, Wi-Fi 5, NFC e acabamento em duas cores (preto ou branco) com proteções IP66/68/69 e 69K.

Realme 16 durante a certificação
Realme 16 durante a certificação (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Porém, a unidade submetida para a certificação no Brasil utiliza uma cor diferente, um violeta claro ou rosa, abrindo a possibilidade de que mais cores sejam oferecidas em outros mercados. O espelho de selfie também está faltando na unidade utilizada nos ensaios.

Na caixa do aparelho estará um carregador de 45 W, já utilizado por outros modelos da fabricante, além do cabo USB, capinha, ferramenta para abrir a bandeja de chips e manuais. A fabricação do aparelho será pela própria Realme na China e pela Digitron em Manaus.

Certificado de homologação do Realme 16
Certificado de homologação do Realme 16 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

A bateria modelo BLPD07 será importada da China, onde é fabricada pela Dongguan NVT Technology. Ela tem capacidade de 6.550 mAh, divergindo da capacidade do modelo vendido no Vietnã, com 7.000 mAh. O componente é o mesmo utilizado no Realme 15T vendido por aqui.

Ainda não há previsão de quando o modelo será vendido no Brasil nem por quanto. Para fins de referência, o Realme 15 é vendido por R$ 2.699 e o Realme 15T, por 2.399 no varejo.

Realme 16 promete ser duro na queda com proteções IP66/68/69 e 69K (imagem: divulgação/Realme)

Celular que copia iPhone Air deve chegar ao Brasil

Certificado de homologação do Realme 16 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Motorola prepara nova geração de fone de ouvido Bluetooth

9 de Fevereiro de 2026, 10:10
Moto Buds 2 Plus vazou na internet (imagem: reprodução/Evan Blass)
Resumo
  • O Moto Buds 2 Plus da Motorola foi homologado pela Anatel em 5 de fevereiro e sucederá os Moto Buds Plus como fone de ouvido topo de linha.
  • O design do estojo é mais compacto, abrindo pelo lado menor, e o modelo terá som com assinatura da Bose, cancelamento de ruído ativo e rastreamento de posição da cabeça.
  • O estojo tem bateria de 510 mAh e cada fone 60 mAh; a fabricação é feita pela Tiinlab na China.

A Motorola prepara mais um fone de ouvido Bluetooth: são os Moto Buds 2 Plus, com código de modelo XT2641-1, que foram homologados pela Anatel em 5 de fevereiro. Eles devem suceder os Moto Buds Plus, lançados em 2024, como o fone de ouvido Bluetooth topo de linha da fabricante americana. E, assim como o antecessor, ele terá som com a assinatura da Bose.

O design do estojo abandona a abertura pelo lado maior, conforme ocorria com o antecessor, e passa a abrir pelo lado menor, oferecendo um formato mais compacto. O Tecnoblog teve acesso aos documentos da homologação.

Moto Buds 2 Plus durante a certificação, sem as ponteiras de silicone (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

O novo modelo de fones da Motorola deve ser oferecido em duas cores: preto e branco, conforme revelado por Evan Blass, tradicional leaker. Já o interior do estojo deve vir em cores da Pantone: o modelo preto usa a cor Trekking Green.

O modelo deve oferecer recursos avançados, como cancelamento de ruído ativo (ANC) e rastreamento de posição da cabeça, já oferecidos no Moto Buds Plus. A documentação não faz menção a existência de recarga sem fio, presente no modelo atual, abrindo a possibilidade de que o recurso tenha sido removido na nova versão.

Moto Buds 2 Plus branco com interior azul (imagem: reprodução/Evan Blass)

O estojo tem bateria de 510 mAh (1,93 Wh) e cada fone terá 60 mAh. Eles serão fabricados na China pela empresa especializada em fones de ouvido Tiinlab. Ela também atende a Xiaomi e a Oppo.

Ainda não sabemos a data de lançamento nem o preço do Moto Buds 2 Plus. Pode ser que a fabricante deixe para mostrá-lo na feira de telecomunicações de Barcelona, a MWC, que acontece de 2 a 5 de março. A título de referência, os Moto Buds Plus foram lançados em abril de 2024 por R$ 999, mas podem ser encontrados hoje por R$ 449 no site da Motorola e outros varejistas.

Motorola prepara nova geração de fone de ouvido Bluetooth

Moto Buds 2 Plus preto com interior verde (imagem: reprodução/Evan Blass)

Moto Buds 2 Plus branco com interior azul (imagem: reprodução/Evan Blass)

Galaxy Buds 4 já podem ser vendidos no Brasil

4 de Fevereiro de 2026, 10:59
Render vazado revela design dos novos Galaxy Buds 4
Render vazado revela design dos novos Galaxy Buds 4 (imagem: reprodução/Android Headlines)
Resumo
  • O Galaxy Buds 4 foi homologado pela Anatel em 30 de janeiro, permitindo sua venda no Brasil.
  • O modelo possui cancelamento ativo de ruído, mas não tem ponteiras de silicone e adota um design arredondado com acabamento em aço escovado.
  • O lançamento dos Galaxy Buds 4 e Galaxy Buds 4 Pro está previsto para o fim do mês, junto com a linha Galaxy S26.

Depois dos celulares da linha Galaxy S26, agora a linha de fones de ouvido Galaxy Buds 4 também está completa: o modelo SM-R540 foi homologado pela Agência Nacional de Telecomunicações no dia 30 de janeiro, atendendo ao pedido da própria Samsung, segundo documentos obtidos pelo Tecnoblog. O modelo Pro já estava homologado desde o fim do ano passado, conforme noticiamos em primeira mão.

Ao contrário do irmão maior, os Galaxy Buds 4 não terão ponteiras de silicone que isolam o ruído ambiente de maneira passiva. Mesmo assim, devem contar com cancelamento ativo de ruídos (ANC), como seus antecessores Buds 2 e Buds 3. O produto abandona o design Blade, com a haste angular contendo LEDs, e agora adota um desenho mais arredondado e com um detalhe de acabamento em aço escovado (ou plástico imitando este efeito), segundo o site especializado Android Headlines.

Certificado de homologação dos Galaxy Buds 4
Certificado de homologação dos Galaxy Buds 4 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
Render vazado revela design dos novos Galaxy Buds 4
O Galaxy Buds 4 terão design mais convencional (imagem: reprodução/Android Headlines)

A case também sofreu um redesign, e agora abre pelo lado maior, similar ao Buds 2 e modelos de outras fabricantes. Já a tampa transparente, que estava presente no Buds 3, deve continuar na nova geração. Ela permite ver se os fones estão no estojo sem a necessidade de abri-lo.

Os fones poderão ser fabricados pela Samsung em quatro fábricas: duas no Vietnã, uma na Coréia e uma no Brasil, em Manaus.

Render vazado revela design dos novos Galaxy Buds 4
Galaxy Buds 4 não terão as ponteiras de silicone do irmão Pro (imagem: reprodução/Android Headlines)

Quando será o lançamento?

Os Galaxy Buds 4 e os Galaxy Buds 4 Pro devem ser lançados no fim deste mês, juntamente com a linha do Galaxy S26. Não há informação oficial sobre valores, mas para comparação, os Galaxy Buds 3 foram chegaram ao Brasil por R$ 1.699 em 2024 e podem ser encontrados hoje no varejo na faixa dos R$ 800 ou até menos em ofertas.

Galaxy Buds 4 já podem ser vendidos no Brasil

Render vazado revela design dos novos Galaxy Buds 4 (imagem: Android Headlines)

Certificado de homologação dos Galaxy Buds 4 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Render vazado revela design dos novos Galaxy Buds 4 (imagem: Android Headlines)

Render vazado revela design dos novos Galaxy Buds 4 (imagem: Android Headlines)

Vivo vai cortar o Wi-Fi de clientes que atrasarem o pagamento

2 de Fevereiro de 2026, 13:14
Wi-Fi passa a ser tratado como bônus no contrato do Vivo Fibra (ilustração: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • A Vivo cortará o Wi-Fi de clientes inadimplentes do Vivo Fibra a partir de fevereiro, mantendo a conexão cabeada ativa.
  • A suspensão do Wi-Fi ocorrerá após 15 dias de inadimplência, conforme o Regulamento Geral de Direitos do Consumidor da Anatel.
  • A Vivo tentará impor regras mais rígidas para inadimplentes, tratando o Wi-Fi como um bônus para clientes com pagamentos em dia.

A Vivo vai cortar o Wi-Fi dos clientes do Vivo Fibra, serviço de internet por fibra óptica, a partir de fevereiro. A operadora começou a comunicar a base de clientes sobre a mudança. O Tecnoblog apurou que os planos atuais – tecnicamente chamados de “ofertas” – passam a ser migrados para as novas condições a partir de hoje (02/02).

Na prática, isso significa que o consumidor do Vivo Fibra que deixar de pagar o serviço ficará sem a internet sem fio. O documento que formaliza todas as condições de contratação, chamado de etiqueta padrão, informa que “seu plano conta com bônus de Wi-Fi, concedido enquanto sua fatura estiver em dia”.

Etiqueta padrão do Vivo Fibra informa sobre Wi-Fi como bônus por adimplência (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Como o cliente será notificado?

A Vivo se comprometeu a notificar o cliente em caso de inadimplência. O documento dá a entender que a conexão por rede cabeada continuará funcionando normalmente, então o consumidor ainda poderá plugar o notebook no cabo Ethernet caso queira utilizar a internet. Nós estamos em contato com a equipe de comunicação da Vivo para esclarecer melhor este ponto.

O corte de Wi-Fi não será imediato. A prestadora terá que esperar pelo menos 15 dias, conforme determina o novo Regulamento Geral de Direitos do Consumidor (RGC), regramento da Anatel que foi atualizado em setembro de 2025. Ainda não se sabe se o roteador da prestadora passará a dar algum tipo de aviso quando estiver nessa situação de conexão Wi-Fi remotamente desativada por falta de pagamento.

Ainda de acordo com a etiqueta padrão, o serviço poderá ser totalmente suspenso caso o consumidor não realize o pagamento dos débitos pendentes.

Modem Vivo fibra sobre um rack, próximo de uma televisão, livro, Echo Pop e baby Yoda.
Roteador Vivo Fibra com Wi-Fi 6 (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Crise da velocidade bônus

Esta é a segunda tentativa da Vivo, a maior prestadora de telecomunicações do país, em impor regras mais duras para os inadimplentes. O Tecnoblog revelou em primeira mão, ainda em setembro de 2025, que a Vivo havia modificado o contrato do Vivo Fibra para que a velocidade contratada fosse constituída majoritariamente de um bônus.

Ou seja, o plano de 500 MB/s era oficialmente composto por 0,16 Mb/s de velocidade garantida e 499,83 Mb/s de bônus de download. Na prática, seria impossível usar a rede. O Tecnoblog apurou que a mudança pegou mal na Anatel, que enquadrou a Vivo e exigiu mudanças na postura da operadora.

Repare a ironia: o símbolo de Wi-FI está ao lado do nome do plano, mas nos detalhes consta “bônus Wi-Fi mediante adimplência” (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Fontes ligadas ao setor de telecomunicações acreditam que, desta vez, a Vivo está agindo conforme um entendimento construído com o órgão regulador. Ela deverá dar transparência sobre o fato de que o Wi-Fi passa a ser tratado como um adicional do plano de banda larga destinado aos bons pagadores.

Vivo vai cortar o Wi-Fi de clientes que atrasarem o pagamento

Vivo tem prazo de 30 dias para fazer adequações (ilustração: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Etiqueta padrão do Vivo Fibra informa sobre Wi-Fi como bônus por adimplência (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Roteador Vivo Fibra Wi-Fi 6 (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Repare a ironia: o símbolo de Wi-FI está ao lado do nome do plano, mas nos detalhes consta “bônus Wi-Fi mediante adimplência” (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Anatel homologa o último Galaxy S26 que faltava

2 de Fevereiro de 2026, 10:10
Mão segurando o Galaxy S25, mostrando a traseira com as câmeras
Galaxy S25 (do ano passado) deve ganhar sucessor em breve (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • O Galaxy S26 base foi homologado pela Anatel em 29/01 e será comercializado no Brasil, junto com os modelos Plus e Ultra.
  • O modelo possui bateria de 4.175 mAh (provavelmente 4.300 típicos) e conectividade avançada, mas não tem UWB.
  • O evento Samsung Unpacked deve ocorrer em 25/02, segundo Evan Blass, mas o preço do Galaxy S26 ainda é incerto.

Toda a linha Galaxy S26 está habilitada para ser comercializada no Brasil: o Tecnoblog encontrou os documentos de homologação do modelo base na Agência Nacional de Telecomunicações. O aparelho de código SM-S942B/DS foi aprovado pela Anatel em 29/01 a pedido da Samsung Eletrônica da Amazônia.

Ele formará conjunto com os modelos Plus e Ultra, já certificados pela agência, em um arranjo de três versões que se repete desde o Galaxy S20. E algo que também repete os antecessores é a ausência de UWB no menor modelo da família: o Galaxy S26 não possui o recurso, presente apenas nos irmãos Plus e Ultra.

Certificado de homologação do Galaxy S26
Certificado de homologação do Galaxy S26 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Características confirmadas do S26

O restante da conectividade avançada permanece: o modelo está equipado com 5G, Wi-Fi 7 de três bandas, Bluetooth, NFC e carregamento sem fio compatível com carregamento reverso (que a Samsung chama de Wireless Power Sharing), provavelmente baseado na nova versão do protocolo Qi2.

O Galaxy S26 virá com bateria de 4.175 mAh nominais (provavelmente 4.300 típicos), maior que a do antecessor Galaxy S25 (4.000 mAh típicos). Este upgrade não alcançou os irmãos maiores, que permanecem com a mesma capacidade de carga de seus antecessores. Para recarga, o carregador de 25 W (EP-TA800) virá na caixa, assim como no restante da linha.

Algo que também permanece idêntico ao restante dos modelos é a produção do aparelho: ele será fabricado na Coréia do Sul, no Vietnã e nas três fábricas brasileiras da Samsung, em Manaus e Campinas.

Galaxy SmartTag 2 suporta UWB, com localização mais precisa, mas o S26 base não (foto: Everton Favretto/Tecnoblog)

Quando será o Unpacked?

Os rumores apontam que a Samsung deverá fazer o lançamento do modelo ainda neste mês. O especialista em vazamentos Evan Blass publicou os convites do Samsung Unpacked com a data de 25 de fevereiro. O preço também permanece uma incógnita, já que a falta de RAM e memórias Flash elevou o custo dos componentes.

Por outro lado, a cotação do dólar reduziu no período, o que pode amenizar uma eventual alta dos valores no mercado brasileiro. Para referência, o Galaxy S25 base foi lançado por R$ 6.999 e pode ser encontrado no varejo hoje na faixa dos R$ 4.000.

Carregador Samsung
Carregador Samsung EP-TA800 (foto: Everton Favretto/Tecnoblog)

Anatel homologa o último Galaxy S26 que faltava

Galaxy S25 tem câmera tripla com sensor de 50 MP (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Certificado de homologação do Galaxy S26 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Galaxy SmartTag 2 (foto: Everton Favretto/Tecnoblog)

Carregador Samsung EP-TA800 (Foto: Everton Favretto/Tecnoblog)

Novo powerbank confirma que Galaxy S26 terá Qi2

28 de Janeiro de 2026, 11:52
Carregador portátil magnético EB-P2500 suporta o padrão Qi2
Carregador portátil magnético EB-U2500 suporta o padrão Qi2 (imagem: reprodução/WinFuture)
Resumo
  • O Galaxy S26 adotará o protocolo Qi2 para recarga sem fio com carregadores magnéticos.
  • O powerbank EB-U2500 da Samsung, com capacidade de 5.000 mAh, oferece recarga Qi2 de 15 W e USB-C de até 25 W.
  • O EB-U2500 possui um kickstand e será vendido por 59,90 euros, cerca de 372 reais.

A linha Galaxy S26 vai finalmente adotar o protocolo Qi2 para recarga sem fio com carregadores magnéticos: além do carregador magnético cabeado que revelamos em dezembro, agora a Samsung homologou um powerbank magnético compatível com Qi2. O produto de modelo EB-U2500 é mais um acessório que deve ser lançado em conjunto com a linha Galaxy S26, em fevereiro. Os documentos foram enviados à Anatel e visualizados pelo Tecnoblog.

Além da recarga por Qi2 de 15 W, o aparelho é capaz de recarregar um dispositivo conectado em sua porta USB-C via USB-PD de até 25 W, similar aos powerbanks já vendidos pela Samsung hoje (de 25 a 45 W). No entanto, ao contrário dos powerbanks atuais, o modelo tem capacidade de apenas 5.000 mAh típicos (4.855 mAh nominais).

Certificado Anatel do powerbank EB-U2500
Certificado Anatel do powerbank EB-U2500 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

A Samsung já “molhou os pés” no Qi2: a linha do Galaxy S25 é considerada Qi2 Ready, permitindo o uso de carregadores magnéticos compatíveis com Qi2 mediante o uso de uma capa magnética que contém os ímãs. Mas, na linha S26, a Samsung deve finalmente adotar o Qi2 por completo, com direito a ímãs no aparelho.

O powerbank será similar à bateria MagSafe da Apple, permitindo o uso do celular enquanto ele recarrega, mas sem a necessidade de fios. De fato, a tecnologia Qi2 é derivada diretamente do padrão MagSafe, que cedeu a tecnologia ao WPC (Wireless Power Consortium), responsável pelo Qi. A Apple adotou a tecnologia em 2020, no lançamento do iPhone 12.

Bateria MagSafe fica presa na traseira do iPhone (Imagem: Divulgação/Apple)
Bateria MagSafe fica presa na traseira do iPhone com ímãs (imagem: divulgação)

No mundo Android, o primeiro modelo a oferecer Qi2 foi o HMD Skyline, de 2024. A linha Pixel 10, lançada pelo Google no ano passado, também oferece suporte ao padrão.

O EB-U2500 tem um diferencial em relação à bateria da Apple: ele traz um kickstand (pé retrátil) na traseira, que possibilita o uso do smartphone na horizontal sobre uma mesa ou outra superfície plana. Chega de apoiar o celular no copo para ver vídeos no almoço!

O design do EB-U2500 também apresenta um recorte curioso na parte superior, provavelmente necessário para acomodar o módulo com as câmeras do Galaxy S26. Este produto será fabricado no Vietnã, algo que já acontece com os outros powerbanks da Samsung.

Carregador portátil magnético EB-P2500 suporta o padrão Qi2
EB-U2500 tem pé retrátil e LEDs que indicam a carga na traseira (imagem: reprodução/WinFuture)

O site WinFuture, que revelou imagens e detalhes do acessório, afirma que ele custará 59,90 euros, quase 372 reais em conversão direta. Considerando que o modelo atual de powerbank com carregamento sem fio da Samsung (o EB-U2510) é vendido com preço sugerido de 349 reais na loja oficial da Samsung, parece plausível que ele terá preço similar de lançamento.

Novo powerbank confirma que Galaxy S26 terá Qi2

Certificado Anatel do powerbank EB-U2500 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Por que a Starlink quer usar nova geração de satélites no Brasil?

27 de Janeiro de 2026, 18:30
Starlink Mini é versão compacta de antena de internet da empresa (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Starlink Mini é versão compacta de antena de internet da empresa (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Starlink solicitou à Anatel a atualização para satélites Gen 2 no Brasil, visando melhorar a comunicação com roteadores por mais faixas de frequência.
  • As novas frequências, incluindo bandas Ku, Ka, V e W, aumentam o suporte a tráfego simultâneo, reduzindo congestionamentos e melhorando o desempenho da rede.
  • Os satélites Gen 2 operam abaixo de 600 km de altitude, garantindo reentrada atmosférica em até cinco anos e são projetados para se desintegrar totalmente ao retornar à atmosfera.

Está nas mãos da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) o futuro da tecnologia utilizada pela Starlink no país. O provedor de Elon Musk protocolou, há cerca de dez dias, o pedido para atualizar os satélites que atendem aos mais de 600 mil clientes brasileiros.

A argumentação da Starlink vai na linha de que os novos satélites – da segunda geração, ou Gen 2 – realizam a comunicação com os roteadores em solo por meio de mais faixas de frequência. Na prática, isso deve levar a um aumento tanto do downlink quanto do uplink.

A FCC, órgão regulador de telecomunicações dos Estados Unidos, já autorizou a nova leva de satélites.

O que muda com a nova geração?

O Tecnoblog apurou que, nas tratativas com a Anatel, a Starlink apresentou a seguinte lista de faixas utilizadas pelos satélites da Gen 2:

  • Banda Ku (uplink): de 14.000 a 14.500 MHz
  • Banda Ka (uplink e downlink): de 17.800 a 30.000 MHz
  • Banda V (uplink e downlink): de 37.500 a 52.400 MHz
  • Banda W (uplink): de 71.000 a 76.000 MHz

Para se ter uma ideia, as frequências da chamada banda W atualmente não são utilizadas no Brasil para esse fim. É por este motivo que os técnicos da Anatel estão debruçados sobre a solicitação da empresa, que rapidamente se transformou em sinônimo de internet via satélite.

ilustração sobre a Space X e Elon Musk
Elon Musk é o principal nome da SpaceX e da Starlink (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Impacto na velocidade

Na visão da empresa, o sistema passa a suportar maior volume de tráfego simultâneo, reduzindo congestionamentos e melhorando o desempenho geral da rede, beneficiando milhares de brasileiros.

Apesar dessa afirmação, o documento não chega a cravar quais seriam as novas velocidades para os assinantes do serviço. No ano passado, o downstream médio no país passou de 90 Mb/s para 140 Mb/s, conforme revelado pelo Tecnoblog em primeira mão.

A Starlink é particularmente popular nas regiões mais distantes dos grandes centros urbanos, como em áreas rurais do Sul, Sudeste e Centro-Oeste, ou nas localidades sem acesso a fibra óptica do Norte.

Para sustentar esse crescimento, a empresa reforça o compromisso com a sustentabilidade espacial no projeto da rede Gen 2. Um documento público da Starlink explica que os novos satélites operam em altitudes abaixo de 600 km, o que garantiria que qualquer unidade não manobrável sofra reentrada atmosférica em até cinco anos devido ao arrasto. Além disso, o hardware é projetado para se vaporizar totalmente ao retornar à atmosfera, para evitar riscos de detritos atingindo o solo.

Por que a Starlink quer usar nova geração de satélites no Brasil?

Starlink Mini é versão compacta de antena de internet da empresa (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Saiba como a SpaceX e Elon Musk revolucionaram a indústria aeroespacial com os foguetes reutilizáveis (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Amazon paga indenização e manda até cheque para brasileiros

20 de Janeiro de 2026, 14:43
(Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Amazon indeniza clientes do Brasil após acordo assinado nos Estados Unidos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Amazon enviou cheques de US$ 51 a alguns clientes brasileiros como parte de um acordo com a FTC dos EUA, totalizando US$ 2,5 bilhões em indenizações.
  • O acordo visa compensar práticas abusivas relacionadas ao Amazon Prime, onde consumidores foram induzidos a assinar ou manter assinaturas sem consentimento claro.
  • O resgate do cheque é feito via plataforma do PayPal, mas alguns usuários enfrentaram dificuldades no processo.

Alguns clientes da Amazon receberam cartas — sim, físicas, entregues no endereço domiciliar — com um cheque no valor de US$ 51, o que dá cerca de R$ 275 em conversão direta. Não é golpe: a Amazon confirmou ao Tecnoblog que está enviando o documento para parte da clientela.

A movimentação da gigante do varejo tem a ver com um acordo assinado em setembro (09/2025) com a Comissão Federal de Comércio (FTC) dos Estados Unidos. Naquela ocasião, a Amazon reconheceu práticas consideradas abusivas e decidiu pagar indenizações que totalizam US$ 2,5 bilhões, cerca de R$ 13,4 bilhões, pelo câmbio atual.

O leitor do Tecnoblog Cristian Barreto recebeu o documento em Brasília. O texto começa explicando que “o cheque em anexo é o resultado de um acordo firmado pela Federal Trade Commission (FTC) do presidente Donald Trump com a Amazon.com, Inc., referente a alegações de que a Amazon violou a Restore Online Shoppers’ Confidence Act no contexto do Amazon Prime”. Ele também afirma que a Amazon não admitiu “responsabilidade”.

Trecho da carta com cheque de US$ 51 (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Por que brasileiros estão recebendo o dinheiro?

De fato, a parte inferior do ofício contém um cheque do Huntington National Bank no valor de US$ 51, com direito a beneficiário, data de emissão (23/12/2025) e assinatura do responsável. A própria FTC classifica o acordo com a Amazon como “histórico” por combater o uso de interfaces enganosas no e-commerce.

A surpresa tem a ver com o fato de que o equivalente no Brasil ao Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) tenha sido assinado no território americano, mas beneficiando também consumidores brasileiros. A Amazon nos explicou que a compensação pode ser paga a consumidores que tiveram a assinatura do Prime realizada pelo site Amazon.com (em vez da versão .com.br).

Durante a fase de argumentação, o órgão acusou a empresa de se valer de práticas abusivas – conhecidas como dark patterns – para que mais consumidores assinassem ou permanecessem no Amazon Prime sem um consentimento claro. Essas táticas dificultavam o cancelamento da assinatura.

Consumidor relata pagamento de US$ 12,99 (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Como funciona o resgate da indenização?

Cristian conta que não visitou nem morou nos Estados Unidos durante o período contemplado pelo acordo. No entanto, ele utilizou a conta Prime americana de vez em quando.

O monitoramento do TB identificou um segundo consumidor na rede social Threads que alega ter recebido o ofício. No entanto, com um valor menor: US$ 12,99, o que dá cerca de R$ 70.

O procedimento para receber o dinheiro prevê entrar em uma plataforma gerida pelo PayPal, colocar os dados do cheque e aguardar o processamento da transação. Nas primeiras tentativas, Cristian falou que não deu certo.

Nós perguntamos, mas a Amazon não nos disse quantos brasileiros devem receber o pagamento.

Amazon paga indenização e manda até cheque para brasileiros

(Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Trecho da carta com cheque de US$ 51 (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Consumidor relata pagamento de US$ 12,99 (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Motorola homologa dois celulares no Brasil: G77 e Signature

19 de Janeiro de 2026, 10:25
Imagem promocional mostra duas versões do Motorola Signature lado a lado, nas cores verde-oliva e azul-escuro, ambas com acabamento texturizado que simula tecido e módulo quadrado de câmeras. À esquerda, uma pessoa coloca o celular no bolso da calça; à direita, outra segura o aparelho dentro do paletó, destacando o design fino e sofisticado.
Acabamento é um dos destaques do Signature (imagem: divulgação)
Resumo
  • O Moto G77 e o Motorola Signature foram homologados pela Anatel e estão prontos para venda no Brasil.
  • O Moto G77 possui internet 5G, Wi-Fi 5, Bluetooth, NFC, bateria de 5.100 mAh e carregador de 33 W.
  • O Motorola Signature oferece design fino, SoC de alta performance, bateria de 5.200 mAh e carregador de 90 W.

A Motorola prepara o lançamento de dois novos smartphones no Brasil: o Moto G77 e o Motorola Signature. Os dois produtos passaram pela homologação da Anatel, etapa fundamental para o início das vendas no país, segundo documentos visualizados pelo Tecnoblog. As datas de lançamento e os preços são mantidos em segredo.

O começo de 2026 está movimentado para a Motorola. Além destes dois modelos, a fabricante também já está apta a comercializar os já homologados Moto G17, Razr 70 e Edge 70.

Moto G77

Smartphone Motorola Moto G75 cinza com duas mãos o segurando
Moto G75 tem câmera com sensor Sony (Imagem: Divulgação / Motorola)

O Moto G77 deve suceder o Moto G75, que concorre com aparelhos como o Galaxy A36 (Samsung) na concorrida faixa de aparelhos intermediários.

O modelo foi aprovado pela Anatel no dia 15 de janeiro com dois códigos de modelo: XT2621-1 e XT2621-3, que, segundo o leaker Evan Blass/evleaks, correspondem ao mencionado Moto G77.

Certificado de homologação do Motorola XT2621
Certificado de homologação do Motorola XT2621 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

O Moto G77 vem com internet 5G, Wi-Fi 5, Bluetooth e NFC, como aponta o certificado, e terá na caixa o carregador MC-337L de 33 W. A bateria tem o código de modelo SP52, com capacidade nominal de 5.100 mAh (provavelmente com capacidade típica de algo em torno de 5.200 mAh).

A conectividade Wi-Fi chama a atenção por ser, na minha visão, um pesado downgrade em relação ao Moto G75, que é compatível com Wi-Fi 6E (portanto, 802.11ax em três bandas: 2,4, 5 e 6 GHz). Este retrocesso abre a possibilidade da Motorola reposicionar os produtos da linha Moto G.

O smartphone será fabricado na China (Wuhan) pela Motorola ou no Brasil (Jaguariúna ou Manaus) pela indústria Flex.

Motorola Signature

Mulher segura um smartphone Motorola Signature com a câmera traseira voltada para frente, como se estivesse tirando uma selfie. O aparelho tem acabamento escuro, textura que simula tecido e módulo quadrado com quatro câmeras. Ao fundo, há uma estrutura de madeira e vidro, com céu azul ao entardecer.
Signature inclui até clube de benefícios (imagem: divulgação)

O Motorola Signature, anunciado no início de janeiro, oferece SoC de alta performance, design fino com apenas 7 mm de espessura, sete anos de atualizações e até mesmo um ano de serviço de concierge, algo geralmente visto em aparelhos luxuosos e de boutiques, como os smartphones da Vertu e o Xperia Pureness.

O Signature foi homologado pela Anatel no dia 15 e tem o código de modelo XT2603-2.

Certificado de homologação do Motorola Signature
Certificado de homologação do Motorola Signature (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

O modelo será fabricado na China (Wuhan) ou no Brasil (Jaguariúna). A bateria de silício-carbono de 5.200 mAh (típicos) recarrega com o carregador MC-907 de 90 W, que virá na caixa do aparelho.

Motorola homologa dois celulares no Brasil: G77 e Signature

Moto G75 tem câmera com sensor Sony (Imagem: Divulgação / Motorola)

Certificado de homologação do Motorola XT2621 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Signature inclui até clube de benefícios (imagem: divulgação)

Certificado de homologação do Motorola Signature (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Moto G17 vem aí: celular foi homologado para venda no Brasil

16 de Janeiro de 2026, 07:08
Dois smartphones Moto G15 vistos pela traseira, nas cores verde e grafite
Moto G15 terá um sucessor em breve (imagem: divulgação)
Resumo
  • Moto G17 foi homologado pela Anatel, com bateria de 5.200 mAh e conectividade 4G, Wi-Fi 5, NFC e Bluetooth.
  • O aparelho será fabricado no Brasil e na China e terá um carregador de 20 W incluído.
  • O celular substituirá o Moto G15 e competirá com smartphones de entrada, como o Galaxy A17 da Samsung.

Nem só de smartphones dobráveis vive a Motorola: o Moto G17, membro de entrada da linha Moto G, foi homologado pela Anatel. A certificação, emitida na terça-feira (13/01), permite a venda do aparelho no país.

Ele poderá ser fabricado nas unidades da Flex (antiga Flextronics) em Jaguariúna (SP) e Manaus ou na fábrica da Motorola em Wuhan (China).

Sabemos de qual celular a homologação se trata graças ao leaker Evan Blass, que divulgou um documento com os diversos modelos a serem lançados pela empresa de Chicago em 2026.

O código XT2623-1 consta na lista como o Moto G17 (com codinome lemu26). E já vem tarde: o Moto G15 foi lançado no final de 2024, mais de um ano atrás.

Certificado de homologação do Moto G17
Certificado de homologação do Moto G17 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Sua bateria é o modelo RL52, com capacidade de 5.200 mAh nominais. Ela foi certificada ainda em 2024 e é a mesma utilizada nos celulares Moto G05 e G06 e no antecessor direto, o Moto G15.

O dispositivo possui conectividade 4G, Wi-Fi 5 (2,4 e 5 GHz, portanto), além de NFC e Bluetooth. Na caixa virá um carregador de 20 W, modelo MC-207L.

Carregador MC-207 da Motorola sobre uma mesa de madeira
Carregador MC-207 da Motorola (foto: André Fogaça/Tecnoblog)

Preço e disponibilidade

O Moto G15 de 256 GB é vendido por R$ 999 no site oficial, e há uma versão de 128 GB custando em torno dos R$ 750 à vista.

Nesta faixa de preço, os smartphones tendem a ter especificações modestas, pouca memória RAM (algo que deve ser intensificar em 2026) e as melhorias entre as gerações tendem a ser incrementais.

O modelo deve concorrer com outros aparelhos de entrada, como o Galaxy A17 da Samsung, que oferece versão 5G e é encontrado hoje por R$ 1.130, na média.

Por enquanto, não há data oficial de lançamento do Moto G17 no Brasil.

Moto G17 vem aí: celular foi homologado para venda no Brasil

Certificado de homologação do Moto G17 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Carregador do Motorola Moto G30 (Imagem: André Fogaça/Tecnoblog)

Honor pode lançar celular com superbateria no Brasil

15 de Janeiro de 2026, 06:53
Honor Magic8 Lite/X9d caindo sobre pedregulhos, com montanhas ao fundo
Honor Magic8 Lite/X9d promete resistência com certificações IP68/IP69K e resistência a quedas até 2,5 metros(imagem: divulgação)
Resumo
  • O Honor Magic8 Lite possui bateria de 8.300 mAh e tela AMOLED de 6,79 polegadas com taxa de atualização de 120 Hz.
  • Ele é equipado com SoC Snapdragon 6 Gen 4, até 512 GB de memória interna, e câmera principal de 108 megapixels.
  • O aparelho tem conectividade Wi-Fi 6, USB-C, NFC, e roda Android 15 com Magic OS 9.0.

Não é só a Jovi e a Oppo que querem lançar celulares com baterias enormes no Brasil: a também chinesa Honor homologou uma bateria com enormes 8.300 mAh. O certificado visualizado pelo Tecnoblog foi emitido em 7 de janeiro pela Agência Nacional de Telecomunicações a pedido da DL Eletrônicos, que representa a marca no país.

O componente é fabricado pela Sunwoda ou pela Desay, ambas situadas na província de Guangdong, na China. Ela será utilizada no smartphone de modelo MTN-NX3, que será vendido como Honor Magic8 Lite ou Honor X9d, segundo a certificação do modelo no Bluetooth SIG.

Bateria Honor HB5668A0EIW de 8.300 mAh
Bateria Honor HB5668A0EIW de 8.300 mAh (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Não está claro qual dos nomes será utilizado no país, já que o aparelho ainda não está homologado e ambas as linhas Magic e X da Honor são vendidas oficialmente no país, mas parece mais provável que venha com o nome Magic8 Lite, já que os modelos da linha X vendidos aqui tendem a ser mais básicos.

O modelo também é vendido na China como Honor X70, com opções de memória interna até 512 GB e câmera frontal inferior. Nesta opção o modelo também conta com carregamento sem fio de 80W.

Características do Honor Magic8 Lite/X9d

Honor Magic8 Lite/X9d tem tela de 6,79 polegadas (imagem: divulgação)

Conheça os destaques da ficha técnica do Honor Magic8 Lite/X9d:

  • Tela AMOLED de 6,79 polegadas, taxa de atualização de 120 Hz e brilho de pico de 6.000 nits
  • SoC Snapdragon 6 Gen 4 (4 cores ARM Cortex-A720, 4 cores A520), GPU Adreno 610
  • RAM de 8 ou 12 GB (apenas no X9d) e 256 ou 512 GB de memória interna (sem expansão)
  • Câmera principal de 108 megapixels, secundária ultra-wide de 5 megapixels
  • Câmera frontal de 16 megapixels
  • Wi-Fi 6 dual-band, USB-C com OTG e NFC
  • Bateria de 8.300 mAh (ou 7.500 mAh na Europa) com recarga de 66 Watts
  • Quatro opções de cores: Marrom Avermelhado, Preto, Dourado e Verde
  • Android 15 com Magic OS 9.0

Ainda não há previsão de lançamento no país, até porque o aparelho em si ainda não está homologado.

Honor pode lançar celular com superbateria no Brasil

Honor Magic8 Lite/X9d na cor Forest Green (imagem: divulgação)

Oppo A6 Pro 5G deve chegar ao Brasil com bateria grandona

14 de Janeiro de 2026, 11:07
Oppo A6 Pro 5G em meio a pedregulhos com uma motocicleta ao fundo
Oppo A6 Pro 5G é duro na queda (imagem: divulgação)
Resumo
  • Oppo A6 Pro 5G foi homologado pela Anatel e já pode ser vendido no Brasil.
  • Ele possui bateria de 7.000 mAh, recarga de 80 Watts e tela AMOLED de 120 Hz.
  • Ainda não há data para o início das vendas no país.

Revelamos ontem (13/01) que a Jovi prepara um novo celular para o Brasil com bateria de 7.000 mAh. Mas ela não está sozinha na batalha dos smartphones com baterias grandes de silício-carbono: a Oppo, conterrânea chinesa, homologou na Anatel o Oppo A6 Pro 5G.

O modelo também terá uma bateria de 7.000 mAh. A homologação foi emitida na quarta-feira passada (07/01), segundo a documentação visualizada pelo Tecnoblog.

O que esperar do Oppo A6 Pro 5G?

Certificado de homologação do Oppo A6 Pro
Certificado de homologação do Oppo A6 Pro (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

O Oppo A6 Pro é um smartphone básico, equipado com SoC Dimensity 6300 da MediaTek (utilizado em aparelhos como o novo Galaxy A07 5G).

O smartphone conta com 6, 8 ou 12 GB de memória RAM; e 128 ou 256 GB de memória interna. Ele traz apenas duas câmeras traseiras: a principal, de 50 megapixels, e a secundária, de apenas 2 MP, com sensor monocromático apenas para detecção de profundidade.

A tela é AMOLED, com taxa de atualização de 120 Hz e revestida com o vidro Dragontrail DT-Star D+ da empresa japonesa AGC, concorrente da Corning (que fabrica os vidros Gorilla Glass).

O principal diferencial fica mesmo na bateria, de 7.000 mAh, capaz de recarga de 80 Watts (com o carregador VCB8OABH, o mesmo do Reno 14), que permite carregar completamente o aparelho em 1 hora.

Bateria BLPC67 do Oppo A6 Pro 5G
Bateria BLPC67 do Oppo A6 Pro 5G (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Em alguns países, o modelo é vendido com bateria menor, de 6.500 mAh, mas o Brasil será agraciado com o componente maior, com código BLPC67, fabricado na China pela CosMX.

O smartphone é oferecido em quatro cores: Coral Pink (rosa claro), Rosewood Red (rosa escuro), Stellar Blue (azul escuro) e Lunar Titanium (prata/titânio). A unidade fotografada para a homologação é na cor Coral Pink.

Oppo A6 Pro 5G fotografado para a homologação
Oppo A6 Pro 5G fotografado para homologação (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Fabricação e disponibilidade

O aparelho poderá ser fabricado pela Oppo em Dongguang, na província chinesa de Guangdong, e pela Multilaser, em Extrema, Minas Gerais. Com isso, terá os benefícios fiscais de aparelhos montados no Brasil.

Ele será vendido com os acessórios tradicionais na caixa (cabo, carregador e ferramenta para abrir a gaveta de chip), além de uma capinha.

Oppo A6 Pro 5G nas cores Coral Pink e Lunar Titanium
Oppo A6 Pro 5G nas cores Coral Pink e Lunar Titanium (imagem: divulgação)

Ainda não há previsão de quando o Oppo A6 Pro 5G será vendido no país, mas a homologação já permite a venda no mercado nacional.

Ele deve enfrentar forte concorrência de modelos como o Galaxy A07 5G e Galaxy A17 5G, o vindouro modelo da Jovi com bateria de 7.200 mAh e o Moto G35 e seu eventual sucessor.

Oppo A6 Pro 5G deve chegar ao Brasil com bateria grandona

Certificado de homologação do Oppo A6 Pro (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Jovi homologa bateria para celular com 7.000 mAh

13 de Janeiro de 2026, 11:05
Arte mostra três celulares Vivo Mobile, com o logo Jovi acima, de forma centralizada.
Jovi é o nome comercial da Vivo Communication Technology no Brasil (arte: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Jovi homologou uma bateria de 7.000 mAh para o modelo J2507, fabricado pela Sunwoda na China e montado no Polo Industrial de Manaus.
  • O Vivo X300 Ultra, possivelmente equipado com essa bateria, terá duas câmeras de 200 MP e uma ultrawide de 50 MP, além do SoC Snapdragon 8 Elite Gen 5.
  • A homologação foi realizada pela Agência Nacional de Telecomunicações em 02/01, permitindo a venda no mercado brasileiro.

O ano de 2026 deve ser dedicado aos smartphones com baterias grandes na fabricante chinesa Jovi. A filial brasileira da Vivo Communication obteve a homologação de mais uma bateria, desta vez com 7.000 mAh-hora. O Tecnoblog visualizou a documentação do componente, que foi registrado sob o código de modelo BB50X.

O documento foi emitido pela Agência Nacional de Telecomunicações em 02/01 e, na prática, permite a venda do novo produto no mercado doméstico. O componente será fabricado na China pela empresa especializada Sunwoda.

O restante da documentação revela que o smartphone na qual ela será utilizada tem o código de modelo J2507 e que ele será fabricado no Polo Industrial de Manaus.

Bateria BB50X da Jovi
Bateria BB50X da Jovi (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
Certificado de homologação da bateria BB50X
Certificado de homologação da bateria BB50X (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

O que é J2507?

Assim como na homologação anterior, há um mistério em relação a qual aparelho receberá a bateria. O código V2507 corresponde ao Vivo Y19s, produto lançado em 2024 e vendido no país como Jovi Y19s. Portanto, podemos descartar facilmente essa possibilidade.

A capacidade da bateria, de 7.000 mAh, se alinha com o Vivo X300 Ultra, que deve ser lançado ainda neste semestre não apenas na China, segundo rumores e vazamentos. Ele deverá trazer duas câmeras de 200 MP: a principal e a teleobjetiva periscópica, além de uma ultrawide de 50 megapixels, e deve vir equipado com o poderoso SoC Snapdragon 8 Elite Gen 5 da Qualcomm.

Imagem promocional mostra um chip eletrônico em destaque, com design metálico e fundo em tons de vermelho. No centro, aparece um quadrado vermelho com os textos “Snapdragon”, “8 Elite” e “Gen 5”, além do logotipo dourado em forma de chama da Qualcomm.
Snapdragon 8 fez sua estreia em 2021 e chega à quinta geração (imagem: divulgação)

Jovi homologa bateria para celular com 7.000 mAh

Parte da montagem do celular Jovi V5 Lite 5G será feita no Brasil (arte: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Bateria BB50X da Jovi (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Certificado de homologação da bateria BB50X (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Snapdragon 8 fez sua estreia em 2021 e chega à quinta geração (imagem: divulgação)

Poco M8 e Redmi Note 15 passam pela Anatel

12 de Janeiro de 2026, 09:09
Poco M8 possui pintura em dois tons
Poco M8 possui pintura em dois tons (imagem: divulgação/Xiaomi)
Resumo
  • A Anatel homologou os smartphones Poco M8 5G e Redmi Note 15 5G, permitindo sua venda oficial no Brasil.
  • Ambos os modelos usam o Snapdragon 6 Gen 3 e bateria de 5.520 mAh com ânodos de silício-carbono.
  • As principais diferenças são as câmeras: Poco M8 com 50 MP e 2 MP; Redmi Note 15 com 200 MP e 8 MP.

Ano novo, celulares novos: a DL Eletrônicos recebeu a homologação de dois novos smartphones da Xiaomi. São eles: o Poco M8 5G e o Redmi Note 15 5G, com códigos de modelo 25118PC98G e 25098RA98G, respectivamente. A homologação foi emitida pela Anatel na última quarta-feira (07/01).

Por serem aparelhos muito parecidos, a certificação foi emitida em conjunto. Eles utilizam a bateria BN6D, de 5.520 mAh típicos com ânodos de silício-carbono, também já homologada pela Anatel.

Certificado de homologação do Poco M8 e Redmi Note 15
Certificado de homologação do Poco M8 e Redmi Note 15 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
Bateria BN6D da Xiaomi
Bateria BN6D da Xiaomi (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Os dois smartphones utilizam o mesmo SoC: o Snapdragon 6 Gen 3 da Qualcomm, fabricado em litografia de 4 nm.

A principal divergência entre os dois modelos está nas câmeras: o Poco M8 vem com uma câmera principal de 50 MP, acompanhadade uma segunda câmera de apenas 2 MP para detecção de profundidade. Já o Redmi Note 15 tem câmera principal de 200 MP e ultrawide de 8 MP.

A outra diferença está no design. No Poco M8 (no começo da matéria), a Xiaomi aposta na pintura em dois tons, com um ar mais agressivo. Enquanto isso, o Redmi Note 15 (abaixo) tem coloração mais sóbria, com exceção do modelo na cor Mist Purple, que mescla violeta com branco.

Redmi Note 15 usa cores mais sóbrias
Redmi Note 15 usa cores mais sóbrias (imagem: divulgação/Xiaomi)

Ainda não há previsão de lançamento dos novos celulares Android no Brasil, mas, considerando que a linha Redmi Note 14 foi lançada no fim de janeiro do ano passado, o lançamento não deve tardar.

Poco M8 e Redmi Note 15 passam pela Anatel

Certificado de homologação do Poco M8 e Redmi Note 15 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Redmi Note 15 usa cores mais sóbrias (imagem: divulgação/Xiaomi)

Galaxy Buds 4 Pro vem aí: Samsung homologa fones para venda no Brasil

9 de Janeiro de 2026, 11:09
Estojo branco com fones de ouvido dentro. Na parte inferior direita, a marca d'água do "tecnoblog" é visível.
Galaxy Buds 3 Pro terão sucessor (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • Galaxy Buds 4 Pro foi homologado pela Anatel e já pode ser vendido no Brasil.
  • Segundo vazamentos, o design do Galaxy Buds 4 Pro terá hastes arredondadas e um detalhe metálico na lateral.
  • O modelo deve ser vendido em preto, branco e damasco e chegar ao mercado junto com a linha S26, provavelmente em fevereiro.

Os Galaxy Buds 3 Pro devem ganhar um sucessor em breve. A Samsung homologou o novo Galaxy Buds 4 Pro na Anatel, segundo a documentação vista em primeira mão pelo Tecnoblog.

O produto, modelo SM-R640, foi homologado pela agência em 29 de dezembro. O código segue a lógica tradicional da fabricante sul-coreana, já que a versão atual é reconhecida pelo código SM-R630.

Certificado de homologação dos Galaxy Buds 4 Pro
Certificado de homologação dos Galaxy Buds 4 Pro (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

O novo modelo deve manter o design com hastes adotado a partir da terceira geração da linha. Contudo, tudo indica que haverá um novo detalhe metálico na lateral e menos ângulos. O design do produto parece ter passado por ajustes para ficar mais discreto.

A base da haste, antes marcada por um formato mais triangular, agora aparece arredondada, segundo revelou o site Android Authority. O estojo também deve retornar ao design com a tampa no lado maior.

Imagem mostra uma ilustração dos novos Galaxy Buds 4 Pro
Galaxy Buds 4 Pro deve mudar o estilo do estojo (imagem: reprodução/Android Authority)

O Galaxy Buds 4 Pro poderá ser vendido em três cores: preto, branco e damasco (apricot, em inglês), como também apontado pelo site.

O antecessor, Galaxy Buds 3 Pro, foi lançado pela Samsung no meio de 2024. Há um ano e meio, o produto chegou custando R$ 2.199, mas pode ser encontrado no varejo na faixa de R$ 1.500 e até menos de R$ 1.000, quando em oferta.

Renders de fones de ouvido Bluetooth da Samsung em três cores diferentes
Fones terão três cores diferentes (imagem: reprodução/Android Authority)

Quando os Galaxy Buds 4 Pro serão lançados?

Ainda não há previsão de lançamento, mas uma possibilidade é que sejam lançados em conjunto com a nova linha de smartphones da Samsung, provavelmente em fevereiro. Como revelamos aqui no Tecnoblog, o Galaxy S26 Ultra foi homologado pela Anatel e já pode ser vendido no Brasil.

Um segundo modelo de fones, mais barato e com menos recursos (e sem o sufixo Pro), também deve ser lançado em conjunto, mas ainda não foi homologado pela Anatel.

Galaxy Buds 4 Pro vem aí: Samsung homologa fones para venda no Brasil

Galaxy Buds 3 Pro (Foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Certificado de homologação dos Galaxy Buds 4 Pro (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Galaxy Buds 4 Pro deve vir em três cores diferentes (imagem: reprodução/Android Authority)

Amazon, Google e Spotify no topo: veja ranking dos serviços mais populares

30 de Dezembro de 2025, 14:25
Ilustração mostra o logotipo da Amazon e várias caixas ao redor. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog" é visível.
Amazon Prime custa R$ 19,90 por mês (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Amazon Prime lidera o ranking de serviços digitais mais populares no Brasil em 2025.
  • O Google e o Spotify também estão entre os serviços mais populares.
  • O ranking inclui serviços de música, filmes, armazenamento na nuvem e games.

O ano de 2025 vai chegando ao fim e provavelmente você gastou mais com serviços digitais – aquelas assinaturas mensais que nos permitem acessar coisas via internet. De todos eles, o mais popular neste período foi o Amazon Prime, de acordo com um levantamento exclusivo da plataforma de controle de gastos Oinc a pedido do Tecnoblog. O Google e o Spotify também estão bem na fita.

O ranking de serviços mais populares tem de tudo: música, filme, armazenamento na nuvem, games, etc. Talvez o principal recado seja de que realmente nos acostumamos com a conveniência e facilidade de fazer as coisas pelo computador ou smartphone – o que tem um custo crescente.

Além de identificar os serviços em si, o pessoal da Oinc também fez um mapeamento de quais são os planos ou modalidades mais populares, de modo a matar a minha (e sua!) curiosidade quanto aos desembolsos mensais com as facilidades do universo digital. Confira abaixo.

Imagem com fundo azul escuro que mostra um mapa do Brasil em traços finos e destaca os cinco serviços digitais mais populares em formato de ranking. No canto esquerdo está o título em letras grandes: "SERVIÇOS DIGITAIS MAIS POPULARES". Abaixo, no canto inferior esquerdo, há a logomarca do Tecnoblog. No topo da imagem, aparece “Fonte: Oinc”. O ranking é apresentado da seguinte forma: em 1º lugar, Amazon Prime, com destaque "plano de R$ 19,90/mês"; em 2º, Google One, com destaque "plano de 100 GB"; em 3º, Spotify, com destaque "plano Individual custa R$ 23,90"; em 4º, Netflix, com destaque "plano Premium tem imagens em 4K"; em 5º, PlayStation Plus, com destaque "plano Essential oferece partidas online".
Serviços digitais mais populares, segundo levantamento exclusivo (arte: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Caso fôssemos completar o top 9, também veríamos produtos digitais do Mercado Livre, Globo, YouTube e Disney.

Quais deles já são figurinha carimbada na fatura do seu cartão de crédito? Conte pra gente nos comentários.

Amazon, Google e Spotify no topo: veja ranking dos serviços mais populares

Amazon faz promoções durante Semana do Consumidor (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Serviços digitais mais populares, segundo levantamento exclusivo (arte: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Guerra do delivery: iFood denuncia espionagem e propostas indecentes

29 de Dezembro de 2025, 14:09
iFood
Funcionários do iFood foram abordados por consultorias asiáticas (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O iFood denuncia assédio de consultorias asiáticas buscando informações sobre seu modelo de inteligência artificial, o LCM, oferecendo até US$ 500 por hora de conversa.
  • Mais de 35 funcionários do iFood foram contatados por analistas estrangeiros, com abordagens via LinkedIn, após um evento de tecnologia promovido pela empresa.
  • A empresa investiga internamente a situação como tentativa de espionagem e já possui três inquéritos policiais abertos relacionados a roubo de dados.

O movimentado setor de delivery brasileiro deve ganhar mais um capítulo digno de programa televisivo. O iFood revelou com exclusividade ao Tecnoblog que está sofrendo assédio de consultorias internacionais, que oferecem dinheiro aos funcionários em busca de informações estratégicas e de inteligência artificial.

Ao longo de 2025, os serviços 99Food e Keeta desembarcaram por aqui, fruto de investimentos bilionários de grupo chineses. O iFood, até então numa posição dominante, passou a enfrentar uma concorrência mais pesada. De acordo com o head de comunicação institucional Rafael Corrêa, no entanto, a disputa não está ocorrendo apenas nas ofertas e práticas comerciais.

Mais de 35 funcionários do iFood foram contactados, ao longo das últimas semanas, por supostos analistas de firmas estrangeiras de consultoria de mercado, na mais recente onda de abordagens. Em comum, elas ficam baseadas na China e têm uma abordagem muito similar: oferecem um bate-papo remunerado, de cerca de uma hora, para tratar do LCM (Large Commerce Model), a inteligência artificial de base que alimenta o Ailo, mecanismo de interface do iFood.

Mensagens a funcionários do iFood (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

“Atualmente estamos colaborando com uma instituição de investimento de destaque e acreditamos que seu profundo conhecimento da indústria de delivery de alimentos pode oferecer insights valiosos para as iniciativas estratégicas deles”, diz uma das mensagens. A analista propõe uma consultoria remunerada “com foco em aplicações de produtos de IA”.

O valor oferecido começa em US$ 100 e pode chegar a US$ 500 (cerca de R$ 2.800) pela hora de conversa, conforme as mensagens compartilhadas com o Tecnoblog. “É uma tentação”, diz Corrêa.

O executivo pondera que a atividade de consultoria de mercado é legítima, mas que, nas abordagens recentes a funcionários do iFood, elas ultrapassam a fronteira ética ao proporem perguntas muito específicas sobre uma ferramenta de fronteira desenvolvida no Brasil, com alto investimento e segredo comercial.

A guerra do delivery

Este é apenas mais um de inúmeros fatos envolvendo empresas de delivery de comida. Existem relatos já documentados pela imprensa de sumiço de notebooks com informações confidenciais, contratação de profissionais que ainda cumpriam período de quarentena e até mesmo crachás falsos apresentados a donos de restaurantes. Vários departamentos de polícia investigam o assunto no estado de São Paulo.

Segundo Corrêa, o iFood já havia identificado o assédio de consultorias asiáticas no começo do ano, com mais de 170 mensagens catalogadas sobre temas comerciais e financeiros. A primeira leva levou a notificações extrajudiciais. Ele explica que a segunda onda ocorreu após um evento promovido pelo iFood para apresentar inovações tecnológicas. Alguns dos palestrantes do congresso foram abordados semanas após suas apresentações.

Rafael Corrêa é head de comunicação institucional do iFood (imagem: reprodução)

Espionagem

Internamente, a empresa trata o assunto como tentativa de espionagem. A empresa ainda não definiu se irá novamente apresentar queixa-crime sobre estas novas abordagens, já que ainda quer entender de onde o “ataque” está vindo. A companhia, contudo, já possui três inquéritos policiais abertos para investigar roubo de dados por funcionários em episódios anteriores.

Alvo do momento, o LCM é um sistema de inteligência artificial desenvolvido pelo iFood e pela holding Prosus que utiliza dados de consumo para identificar padrões. Ele serve de base para o Ailo, um modelo de agente que permite fazer pedidos por voz ou texto dentro do WhatsApp.

Guerra do delivery: iFood denuncia espionagem e propostas indecentes

iFood (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Mensagens a funcionários do iFood (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Samsung prepara chegada do Galaxy A07 5G, com bateria graúda

24 de Dezembro de 2025, 11:37
(imagem: divulgação)
Galaxy A06 5G deve ganhar sucessor em breve, com bateria maior (imagem: divulgação/Samsung)
Resumo
  • O Galaxy A07 5G foi homologado pela Anatel. Ele possui bateria de 6.000 mAh, maior que a do Galaxy A06 5G.
  • O modelo mantém o SoC Dimensity 6300 da MediaTek com GPU Mali-G57 e 4 GB de RAM.
  • O carregador incluído é o EP-TA200 de 15 W com porta USB-A.

A Samsung realizou a homologação do Galaxy A07 5G no mercado brasileiro. O smartphone básico mantém a conectividade 5G na linha A e deve substituir o atual Galaxy A06 5G. Ele se destaca pela bateria de 6.000 mAh.

Seguindo a estrutura de numeração da Samsung, o modelo SM-A076M/DS é a variante 5G do Galaxy A07, que foi homologado pela Anatel na última sexta-feira (19). O que não segue a lógica é a bateria: ela tem o código LC-196 e está homologada pela Anatel desde o fim de outubro.

Ela terá capacidade nominal de 6.000 mAh, tamanho inédito em telefones da Samsung desde o lançamento do Galaxy M15 e M35. Ainda assim, a especificação fica abaixo de modelos de fabricantes chinesas, que adotaram a nova tecnologia de ânodos de silício-carbono para aumentar a densidade energética.

Certificado de homologação do Galaxy A07 5G (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
Bateria LC-196 do Galaxy A07 5G (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Para recarregar, o modelo virá com o carregador EP-TA200 de 15 W (e porta USB-A) na caixa.

Quais as especificações do Galaxy A07 5G?

O Galaxy A07 5G deve manter a maioria das características de seu antecessor, especialmente o SoC, que deve continuar sendo o Dimensity 6300 da MediaTek, com dois núcleos ARM Cortex-A76 e seis núcleos Cortex-A55, acompanhados de uma GPU Mali-G57 de dois núcleos, também desenvolvida pela ARM. O surgimento do modelo no Geekbench praticamente confirma as especificações.

E, infelizmente, também deve manter a pior característica do Galaxy A06: o modelo de 128 GB deve continuar com 4 GB de RAM. A escassez de RAM no mercado, causada pelas empresas de inteligência artificial, não ajuda.

Mão segurando carregador de celular sobre fundo abstrato
Carregador EP-TA200 de 15 W da Samsung (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog

O lançamento ainda não tem data para acontecer, mas não deverá tardar, pois o produto também já foi certificado em outros países e páginas de suporte para o modelo já aparecem no site da Samsung em alguns países.

Parece que nem só de celulares topo de linha vive a Samsung.

Samsung prepara chegada do Galaxy A07 5G, com bateria graúda

Certificado de homologação do Galaxy A07 5G (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Carregador EP-TA200 de 15 W da Samsung (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog

Galaxy S26 Ultra vem aí: Samsung homologa smartphone no Brasil

24 de Dezembro de 2025, 09:42
Unidades "dummy" do Galaxy S26 Ultra
Unidades “dummy” do Galaxy S26 Ultra (imagem: reprodução/Ice Universe)
Resumo
  • O Galaxy S26 Ultra foi homologado pela Anatel com o código SM-S948B/DS. Ele possui bateria de 5.000 mAh.
  • O aparelho suporta conectividade 5G, Wi-Fi 7, Bluetooth, UWB e carregamento sem fio.
  • O modelo será equipado com o Snapdragon 8 Elite Gen 5 e pode ser fabricado em cinco fábricas da Samsung.

O Galaxy S26 Ultra acaba de passar pela homologação da Anatel. Dezembro é o mês em que a Samsung certifica os smartphones da linha Galaxy S: aconteceu com S23, S24, S25 e agora ocorre com a próxima geração. O Tecnoblog visualizou os primeiros documentos que comprovam a chegada do Galaxy S26 Ultra por aqui. Confira os detalhes a seguir, em primeira mão.

O aparelho certificado pela Agência Nacional de Telecomunicações tem código de modelo SM-S948B/DS, que já entrega que ele suportará dois chips de operadora, algo que tem sido padrão da linha desde o Galaxy S8. A certificação foi emitida na última sexta-feira (19/12).

O celular da Samsung vem equipado com a bateria EB-BS948ABY, de 5.000 mAh nominais, exatamente a mesma capacidade do antecessor, o S25 Ultra, também já homologada pela Anatel.

Certificado de homologação do Galaxy S26 Ultra
Certificado de homologação do Galaxy S26 Ultra (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
Certificado de homologação da bateria do Galaxy S26 Ultra
Certificado de homologação da bateria do Galaxy S26 Ultra (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

O componente, desenvolvido pela Samsung SDI, poderá ser produzido em três fábricas da empresa na Coréia do Sul, Vietnã ou China, além das unidades da Inventus Power, UCB e Salcomp em Manaus.

Para recarregar a bateria, o modelo virá com o carregador de 25 W (modelo EP-TA800), também o mesmo incluso na caixa do antecessor, apesar de vazamentos e outras certificações apontarem que o futuro telefone será compatível com carga de 60 W. O carregador também está homologado, conforme revelado pelo Tecnoblog.

Carregador Samsung
Carregador Samsung EP-TA800 (Foto: Everton Favretto/Tecnoblog)

Como esperado de um smartphone topo de linha, o S26 Ultra possui conectividade 5G, Wi-Fi 7 (802.11be) em três bandas, Bluetooth e UWB, além de ser capaz de carregamento sem fio (provavelmente adotando o padrão Qi2), inclusive com carregamento reverso.

A fabricação do Galaxy S26 Ultra poderá acontecer em cinco fábricas diferentes da Samsung: duas no Vietnã, uma na Coréia do Sul e duas no Brasil (Campinas e Manaus).

Captura de tela do certificado de conformidade do Galaxy S26 Ultra
Fábricas do Galaxy S26 Ultra (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Segundo a certificação na FCC, a agência reguladora de telecomunicações nos Estados Unidos, o produto virá com o SoC Snapdragon 8 Elite Gen 5 (Qualcomm), e não o Exynos 2600 da Samsung LSI, que potencialmente equipará o restante da linha.

Quando será o lançamento do Galaxy S26?

Render vazado do Galaxy S26 Ultra revela design
Render vazado do Galaxy S26 Ultra revela design (imagem: reprodução/Ice Universe)

Tipicamente, a Samsung tem lançado seus modelos da linha S no mês de janeiro: a linha S25 foi lançada no fim de janeiro e a linha S24 também foi anunciada em janeiro (de 2024). No entanto, nos bastidores comenta-se que, desta vez, a gigante sul-coreana deve fazer o Unpacked em fevereiro.

De qualquer forma, antes de poder lançar a nova geração no país, a companhia ainda precisa homologar seus demais integrantes. Até o momento, apenas o S26 Ultra e a bateria do suposto S26 Pro estão certificados. Falta homologar o modelo base e sua bateria, além do Galaxy S26 Pro, que deve tomar o lugar do Plus.

Galaxy S26 Ultra vem aí: Samsung homologa smartphone no Brasil

Unidades "dummy" do Galaxy S26 Ultra (imagem: reprodução/Ice Universe)

Certificado de homologação do Galaxy S26 Ultra (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Certificado de homologação da bateria do Galaxy S26 Ultra (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Carregador Samsung EP-TA800 (Foto: Everton Favretto/Tecnoblog)

Fábricas do Galaxy S26 Ultra (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Render vazado do Galaxy S26 Ultra revela design (imagem: reprodução/Ice Universe)

Jovi prepara outro celular misterioso no Brasil, desta vez com 7.200 mAh

18 de Dezembro de 2025, 17:21
Arte mostra três celulares Vivo Mobile, com o logo Jovi acima, de forma centralizada.
Jovi aposta no mercado brasileiro (arte: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Jovi homologou uma bateria de 7.200 mAh na Anatel, fabricada pela Dongguan NVT Technology na China.
  • A bateria será usada no modelo J2506, montado em Manaus, com ânodos de silício-carbono.
  • O J2506 pode ser uma versão brasileira do Vivo Y400 5G, com SoC Snapdragon 4 Gen 2 e tela AMOLED 1080p.

A companhia chinesa Jovi continua se movimentando no mercado de smartphones brasileiro. A empresa homologou na Agência Nacional de Telecomunicações uma bateria que se destaca por ter 7.200 mAh. Este é o primeiro gesto para preparar a chegada do smartphone modelo J2506 por aqui.

O componente será fabricado pela Dongguan NVT Technology em duas unidades na China. Além dos 7.200 mAh típicos, ele possui 7.060 mAh nominais. Apesar disso, o aparelho no qual a bateria será incluída deve ser montado em Manaus, como indica o manual do aparelho incluso na certificação. O material foi visualizado em primeira mão pelo Tecnoblog.

Bateria BB45X de 7.200 mAh típicos
Bateria BB45X de 7.200 mAh típicos (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
Certificado de homologação da bateria BB45X da Jovi
Certificado de homologação da bateria BB45X da Jovi (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Graças as outras imagens constantes da homologação, sabemos que a bateria tem aproximadamente 10 cm de comprimento e 7 cm de largura, mais ou menos do tamanho típico de uma bateria de celular. Dada a grande capacidade, parece se tratar de uma bateria com ânodos de silício-carbono. A Jovi já utiliza baterias com esta tecnologia nos modelos V50 e V50 Lite.

O que é J2506?

Permanece o mistério de qual aparelho é o J2506. Assim como da outra vez, o número de modelo parece ser exclusivo para o Brasil, já que normalmente a fabricante usa códigos de modelo iniciados na letra V.

O V2506 corresponde ao Vivo Y400 5G, vendido na Índia com bateria de polímero de lítio tradicional de 6.000 mAh. Uma possibilidade é que o modelo seja uma versão brasileira do modelo indiano, com bateria de ânodos de silício-carbono.

Este produto tem SoC Snapdragon 4 Gen 2, memória RAM 8 GB e tela AMOLED 1080p. As especificações são de um produto básico, com o principal diferencial sendo a bateria, maior que a de seus principais concorrentes (como o Galaxy A17 5G).

Vivo Y400 5G na cor Glam White
Vivo Y400 5G na cor Glam White (imagem: divulgação)

A matriz Vivo Communication vende outros aparelhos com baterias de silício-carbono, mas nenhum deles é comercializado com 7.200 mAh. Alguns deles chegam perto disso: o iQOO Neo11 tem 7.500 mAh, enquanto Y4 5G e Y300 Pro+ usam baterias de 7.300 mAh.

Jovi prepara outro celular misterioso no Brasil, desta vez com 7.200 mAh

Parte da montagem do celular Jovi V5 Lite 5G será feita no Brasil (arte: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Bateria BB45X de 7.200 mAh típicos (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Certificado de homologação da bateria BB45X da Jovi (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Vivo Y400 5G na cor Glam White (imagem: divulgação)

Carregador Samsung no estilo MagSafe é aprovado na Anatel

18 de Dezembro de 2025, 13:09
Conceito de carregador magnético produzido pela Samsung (imagem via IA: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • O carregador sem fio Samsung EP-P2900, homologado pela Anatel, suporta 25 W com padrão Qi2.
  • O design do EP-P2900 é redondo e magnético, similar ao MagSafe da Apple.
  • O carregador será produzido no Vietnã e deve ser lançado com a linha Galaxy S26 em 2026.

A Samsung continua preparando o lançamento da linha Galaxy S26 no Brasil: desta vez, um novo carregador sem fio foi homologado pela Anatel. O dispositivo, com código de modelo EP-P2900, deve suportar carregamento sem fio de 25 W utilizando o padrão Qi2, segundo o site WinFuture, que revelou a existência do modelo.

Durante os ensaios, o carregador de parede utilizado para alimentar o EP-P2900 foi o EP-T4511, na versão USB-C de 45 W, já utilizado pela Samsung e incluso em alguns notebooks da empresa.

Certificado de homologação do carregador EP-P2900
Certificado de homologação do carregador EP-P2900 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

A documentação não deixa explícito se o acessório virá na caixa do produto, o que abre a possibilidade de não vir na caixa do smartphone, algo que já acontece com os atuais carregadores sem fio da Samsung.

O modelo deve ter um design redondo, similar ao MagSafe da Apple (que deu origem ao padrão Qi2) e conter ímãs para se prender à traseira do aparelho. Este modelo também está certificado no FCC, com o nome de Magnet Wireless Charger, que entrega a existência dos ímãs.

O carregador será produzido no Vietnã, em fábricas da própria Samsung e da empresa Haem Vina.

EP-P2900 deve ter formato circular, similar ao MagSafe do iPhone (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Carregamento mais rápido no S26

A homologação de novos carregadores, mais rápidos que os utilizados desde a linha Galaxy S10, lançada em 2019, parece indicar que a fabricante coreana finalmente deverá adotar carregamento mais veloz, um pedido antigo de clientes fiéis.

Outros fabricantes, especialmente os chineses, têm adotado velocidades de carregamento cada vez mais altas e também a nova tecnologia de baterias com ânodos de silício-carbono, que permite componentes com maior densidade energética.

Close-up da parte traseira de um smartphone Motorola Edge na cor Verde Sálvia/Cinzento, com acabamento texturizado e o logo da Motorola ao centro. O módulo de câmera quadrado exibe quatro lentes com anéis de destaque em tom Cobre/Laranja. O telefone está sobre uma superfície bege rústica, com um pedaço de tecido verde-acinzentado e um objeto dourado em segundo plano, e um cabo de carregamento conectado à parte inferior.
Motorola Edge 70 tem bateria com ânodos de silício-carbono e carregamento de até 68 Watts (imagem: divulgação/Motorola)

Não há previsão nem preços para o novo carregador, mas ele provavelmente será lançado juntamente da linha Galaxy S26, prevista para os primeiros meses de 2026.

Carregador Samsung no estilo MagSafe é aprovado na Anatel

Certificado de homologação do carregador EP-P2900 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

EP-P2900 deve ter formato circular, similar ao MagSafe do iPhone (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Motorola garante até quatro anos de atualização do Android (imagem: divulgação/Motorola)

99 repete iFood, impõe nova taxa de serviço e irrita consumidores

17 de Dezembro de 2025, 16:35
Motociclista com caixa de entrega da 99Food
99Food retornou ao Brasil em 2025 (imagem: divulgação)
Resumo
  • O 99Food começou a cobrar uma nova taxa de serviço, surpreendendo consumidores.
  • A taxa de serviço, relacionada ao processamento de pagamento online, varia conforme o pedido.
  • O 99Food possui mais de 17 mil restaurantes e 50 mil entregadores cadastrados no Brasil.

O serviço de delivery de comida 99Food, da gigante chinesa 99, surpreendeu os consumidores ao iniciar a cobrança taxa de serviço, segundo relatos na internet. As pessoas não estão felizes com a novidade, já que a última tela, antes de fechar o pedido, traz uma cobrança adicional antes inexistente.

Num dos exemplos, uma entrega de comida de R$ 41,28 no Rio de Janeiro recebeu acréscimo de R$ 2,28. Pode parecer pouco, mas ela representa uma taxa de 5,5%.

Pedido de R$ 41,28 recebe acréscimo de R$ 2,28 (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Segundo monitoramento do Tecnoblog nas redes sociais, a misteriosa taxa de serviço não existia e começou a aparecer por volta do dia 12 de dezembro. No momento, não é possível saber qual é o percentual cobrado em cada entrega, pois ele parece mudar conforme o pedido.

“Lá se vai mais um app de delivery”, opinou um usuário da rede X. “Morreu novinha”, disse outro consumidor. “Tem que pagar a entrega e ainda pagar mais uma taxa pro entregador?”, questionou um terceiro cliente, sem entender muito bem a motivação do custo adicional.

Consumidor critica 99Food na rede X (imagem: reprodução)

Qual o motivo da taxa?

Nós entramos em contato com a equipe de comunicação da 99 com algumas perguntas sobre o tema.Este texto será atualizado quando a empresa se pronunciar.

O perfil oficial da 99 nas redes sociais explicou a um consumidor que a taxa de serviço está relacionada ao processamento do pagamento online. Já no app da 99, a área dedicada a pedidos de comida não deixa claro o motivo da cobrança.

Segundo perfil da 99, taxa cobre processamento de pagamento online (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

iFood cobra 99 centavos de todos os pedidos

O tema da taxa de serviço costuma atrair a atenção de usuários de serviços digitais. Conforme revelado pelo Tecnoblog em maio, o iFood silenciosamente decretou o adicional de R$ 0,99 a todos os pedidos. Semanas depois, descobrimos que ela tinha aumentado a cobrança para R$ 1,99 para alguns clientes.

O 99 Food retornou ao Brasil neste ano, depois de um período em que o app da 99 se concentrou no serviço de transporte. A modalidade de entrega de comida conta com mais de 17 mil restaurantes e 50 mil entregadores cadastrados, segundo dados apresentados em outubro pela companhia. Salvador e Campinas foram as mais recentes adições.

99 repete iFood, impõe nova taxa de serviço e irrita consumidores

99Food está de volta ao Brasil (imagem: divulgação/99)

Consumidor critica 99Food na rede X (imagem: reprodução)

Segundo perfil da 99, taxa cobre processamento de pagamento online (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Bradesco, Itaú e Sefaz: os piores apagões de 2025

17 de Dezembro de 2025, 15:53
App do Bradesco (imagem: divulgação)
Resumo
  • O Bradesco liderou com 107.193 reclamações em 12 de dezembro de 2025.
  • O Itaú registrou 73.623 queixas em 6 de outubro de 2025.
  • A Secretaria da Fazenda teve 69.951 reclamações em 11 de março de 2025.

Os bancos Itaú e Bradesco, além das Secretarias da Fazenda, foram as entidades brasileiras que sofreram os piores apagões cibernéticos ao longo do ano. No recorte que considera apenas organizações com sede no Brasil, o Bradesco sai na frente, com 107.193 reclamações. A pane foi recente, ocorrida em 12 de dezembro, para desespero de muitos correntistas.

Já o banco Itaú sofreu uma falha que impediu diversas transações em 6 de outubro. Num intervalo de 48 horas, foram registradas 73.623 queixas, de acordo com levantamento da plataforma DownDetector feito com exclusividade para o Tecnoblog.

Por fim, o serviço registrado como Secretaria de Fazenda passou por indisponibilidade em 11 de março. Trata-se de uma rubrica que indica as secretarias estaduais responsáveis, entre outras atividades, pelo sistema de emissão de cupom fiscal. Quando essa integração sai do ar, comércios têm mais dificuldade de realizar as vendas. Foram registradas 69.951 reclamações no período.

Top 10 do Brasil

Confira abaixo o ranking completo dos maiores blecautes cibernéticos durante o ano no Brasil. Ele considera tanto empresas brasileiras quanto estrangeiras.

PosiçãoEmpresa / ServiçoDataReclamações
1Amazon Web Services (AWS)20/10/2025121.297
2YouTube15/10/2025118.226
3Bradesco12/12/2025107.193
4Cloudflare18/11/202576.190
5Itaú Unibanco06/10/202573.623
6Secretaria da Fazenda (Sefaz)11/03/202569.951
7WhatsApp28/02/202566.473
89915/10/202558.126
9Mercado Livre (devido à pane da AWS)20/10/202551.303
10PlayStation Network08/02/202547.590

Bradesco, Itaú e Sefaz: os piores apagões de 2025

Apple, Google e outras big techs pagam R$ 60,9 bilhões em impostos

15 de Dezembro de 2025, 17:09
Imagem mostra notas de R$ 100 reais abertas em leque, formando um fundo para vários logotipos de grandes empresas de tecnologia. Os logotipos são da Apple, Google, Amazon, Microsoft, Meta e TikTok. No canto inferior direito, o logo do "tecnoblog" é visível.
Big techs no Brasil pagaram R$ 69,9 bilhões em impostos desde janeiro de 2022(ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Apple, Google, Amazon, Meta, Microsoft e TikTok pagaram R$ 60,9 bilhões em impostos de janeiro de 2022 a outubro de 2025.
  • Receita Federal revisou cálculo anterior de R$ 289 bilhões para R$ 60,9 bilhões devido a erro na extração de dados.
  • Arrecadação inclui IRRF sobre Royalties, Assistência Técnica e CIDE-Remessas, refletindo tributação sobre remessas ao exterior.

As maiores empresas de tecnologia do planeta pagaram bem menos imposto do que o originalmente divulgado pelo governo do Brasil. Amazon, Apple, Google, Meta, Microsoft e TikTok desembolsaram R$ 60,9 bilhões no intervalo de janeiro de 2022 a outubro de 2025, de acordo com uma nova conta da Receita Federal.

Em 21/11, o Tecnoblog e outros veículos de imprensa divulgaram que a arrecadação a partir de remessas ao exterior seria de R$ 289 bilhões, com base num ofício da Receita Federal. Agora, um documento mais recente também da Receita mostra que o valor (ainda bilionário) é bem mais baixo, conforme a tabela a seguir.

Ofício da Receita Federal revela arrecadação com remessas das big techs ao exterior (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)
  • 2022: R$ 10.468,68 mi
  • 2023: R$ 12.585,16 mi
  • 2024: R$ 17.807,90 mi
  • 2025: R$ 20.061,81 mi

A equipe de comunicação do Ministério da Fazenda me explicou que os valores foram revistos “devido a um erro encontrado quando da extração da informação para a elaboração” da nota técnica anterior.

2025 supera ano anterior

Mesmo considerando apenas dados até outubro, a arrecadação de 2025 (R$ 20 bi) já supera todo o ano de 2024 (R$ 17,8 bi). Isso indica um aumento significativo no volume de dinheiro que essas empresas estão enviando para fora do país.

Este documento faz parte de uma consulta que corre da Câmara dos Deputados, com o objetivo de esclarecer o tamanho das chamadas big techs território nacional. Não é todo dia que o órgão fiscal revela detalhes do quanto pagam de impostos algumas das maiores companhias do planeta. Na lista de seis empresas, somente uma (a ByteDance, dona do TikTok) não ficam baseada nos Estados Unidos.

No que consiste a arrecadação?

A maior parte dessa arrecadação vem de IRRF sobre Royalties e Assistência Técnica e Rendimentos do Trabalho, além da CIDE-Remessas. Isso reforça que o Brasil tributa pesadamente a saída do capital.

Cabe lembrar que este é apenas um recorte, considerando-se somente a tributação nas remessas que vão ao exterior – ou seja, o quanto as filiais enviam de volta para as matrizes de fora. É provável que Apple, Google e demais companhias citadas recolham outros tipos de impostos no fornecimento de produtos e serviços em território doméstico.

Apple, Google e outras big techs pagam R$ 60,9 bilhões em impostos

Big techs no Brasil (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Celular com bateria digna de powerbank pode ser lançado no Brasil

15 de Dezembro de 2025, 09:27
Cubot KingKong ES 3 (imagem: divulgação)
Resumo
  • O Cubot KingKong ES 3 possui bateria de 10.200 mAh e resistência militar com certificações IP68, IP69K e MIL-STD-810H.
  • O aparelho tem SoC Unisoc T615, 6 GB de RAM, 256 GB de armazenamento expansível, câmeras traseiras de 48 MP, 2 MP e 0,3 MP, e câmera frontal de 16 MP.
  • O modelo roda Android 15, suporta Wi-Fi 5, Bluetooth 5.0, NFC, e possui carregador de 33 W.

Celulares com baterias enormes não são exatamente uma novidade, mas infelizmente eles não costumam vir para o Brasil. Não mais: um smartphone com capacidade de 10.200 mAh acaba de passar pela homologação da Anatel, conforme documentos visualizados pelo Tecnoblog.

O telefone KingKong ES 3, da marca chinesa Cubot, praticamente repete a mesma capacidade de um powerbank tradicional.

Captura de tela do certificado de homologação do Cubot KingKong ES 3
Certificado de homologação do Cubot KingKong ES 3 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

O modelo faz parte da linha KingKong, que oferece celulares robustos, e o ES 3 não deixa a edesejar: ele possui certificações IP68, IP69K e MIL-STD-810H, prometendo resistência a jatos de água, poeira e quedas.

Por dentro, o aparelho é mais modesto, utilizando o SoC T615 da Unisoc, que oferece apenas dois núcleos Cortex-A75 e seis núcleos Cortex-A55, combinados a GPU Mali-G57 da ARM. São 6 GB de RAM e 256 GB de memória interna, que pode ser expandida com cartão microSD.

Na traseira, três câmeras: uma principal de 48 megapixels com foco automático por detecção de fase, uma para fotos em macro de 2 megapixels com autofoco, e um sensor de profundidade, com resolução de meros 0,3 megapixel. Na frente, a câmera para selfies tem 16 megapixels e foco fixo.

O modelo roda o sistema operacional Android 15, além de ser capaz de Wi-Fi 5 (2,4 e 5 GHz, portanto), Bluetooth 5.0 e NFC. Sua conectividade com redes móveis está limitada até o 4G, nada de 5G aqui. Para carregar a enorme bateria, um carregador de 33 W virá na caixa do aparelho.

Powerbank Samsung EB-P3400 (Foto: Lucas Lima/Tecnoblog)
Este powerbank Samsung tem capacidade similar ao Cubot KingKong ES 3 (Foto: Lucas Lima/Tecnoblog)

Tudo isso torna o KingKong ES 3 pesadinho e grandinho: são 352 gramas e espessura de 15,3 milímetros.

Não há previsão de quando o modelo estará disponível no Brasil, e a bateria do modelo ainda precisa ser homologada, o que ainda impede a venda do aparelho no país.

Celular com bateria digna de powerbank pode ser lançado no Brasil

Cubot KingKong ES 3 (imagem: divulgação)

Certificado de homologação do Cubot KingKong ES 3 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Powerbank Samsung EB-P3400 (Foto: Lucas Lima/Tecnoblog)

Corridas por app ficam 4,51% mais caras em dezembro, aponta levantamento

12 de Dezembro de 2025, 15:08
Clientes se queixam de preços de corridas (imagem: reprodução)
Resumo
  • O levantamento da Gaudium indica aumento de 4,51% no preço das corridas por aplicativo em dezembro.
  • Apps regionais registram aumento de 15,4% no número de corridas.
  • Uber e 99 mantêm sigilo sobre dados de corridas e justificam preços dinâmicos como estímulo para motoristas.

As festas de fim de ano e o período natalino levam a um aumento de 4,51% no preço das corridas via aplicativo. É o que mostra um levantamento feito pela empresa de tecnologia Gaudium a pedido do Tecnoblog. Ela é especializada em tecnologia para concorrentes regionais de gigantes como Uber e 99.

Os dados, coletados entre novembro de 2024 e janeiro de 2025, nos dão pistas do que pode estar se repetindo neste mês. Os clientes se queixam de corridas muito mais caras, com custos às vezes dobrados ou triplicados.

Os números de dezembro

De acordo com a Gaudium, todos os indicadores sobem em dezembro. Os passageiros contratam mais corridas e os motoristas se valem deste período para fazer um dinheiro extra, de modo a “compensar a redução que acontece logo depois”.

Confira as altas detectadas no fim do ano passado, e que tendem a se repetir agora:

  • +15,4% mais corridas
  • +4,51% no ticket médio das corridas
  • +6,65% no gasto mensal do passageiro
  • +1,5% no valor por quilômetro rodado
  • +2% no valor por minuto

A companhia registrou 23 milhões de corridas no período analisado. Ela fornece a plataforma Machine para apps regionais de transporte e delivery como Urbano Norte, Ubiz Car, Te Levo Mobile e Rota77.

Uber e 99 não explicam aumento

Logos dos aplicativos da Uber e 99 sobre fundos amarelo e preto, respectivamente, além de quatro carros em cores diversas
Uber e 99 enfrentam críticas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Já as gigantes Uber e 99 mantêm sob sigilo as informações sobre corridas e gastos de passageiros. O Tecnoblog tentou obter estes dados, mas ambas as companhias se limitam a dizer que, nesta época do ano, o preço dinâmico serve de estímulo para que mais profissionais atendam aos passageiros em busca de mobilidade.

A Gaudium diz que não existe uma taxa fixa dizendo quanto da corrida fica com a plataforma e quanto vai para o motorista. “Por exemplo: se uma corrida que normalmente custa R$ 30 passa para R$ 60 durante um período de alta demanda, isso não quer dizer que o motorista receberá o dobro. O aplicativo pode reter uma parte significativa dessa diferença.”

Ainda de acordo com a empresa, esse modelo faz com que passageiros e motoristas não saibam ao certo como o valor está sendo distribuído. “No final, o aumento no preço não representa, necessariamente, uma melhora proporcional na remuneração do motorista.”

Corridas por app ficam 4,51% mais caras em dezembro, aponta levantamento

Uber e 99 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Galaxy S26: Samsung homologa primeira bateria no Brasil

11 de Dezembro de 2025, 09:48
Samsung homologa a bateria EB-BS942ABY (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Resumo
  • A Samsung iniciou a homologação da bateria do Galaxy S26 na Anatel, com capacidade nominal de 4.175 mAh.
  • A bateria modelo EB-BS942ABY é destinada ao Galaxy S26 Pro e pode ser fabricada na Coreia do Sul, Vietnã, China e Manaus.
  • O lançamento do Galaxy S26 pode ocorrer em fevereiro, com a certificação completa prevista para dezembro.

A Samsung iniciou os processos para vender a futura linha Galaxy S26 no Brasil. É o que revela a homologação da bateria modelo EB-BS942ABY, desenvolvida pela Samsung SDI e certificada no país a pedido da Samsung Eletrônica da Amazônia. A homologação foi emitida pela Agência Nacional de Telecomunicações nesta terça-feira (9) e nós já pudemos visualizar o documento.

O componente possui capacidade nominal de 4.175 mAh, ou seja, maior que a bateria do Galaxy S25 e menor que do Galaxy S25 Plus. Acredita-se que ela terá 4.300 mAh típicos. Vazamentos recentes indicam que esta peça iria para o suposto Galaxy S26 Pro, que deve ser o smartphone mais barato da nova geração.

Como de costume, a bateria poderá ser fabricada em várias partes do mundo, incluindo Coréia do Sul, Vietnã e China, além de três fábricas em Manaus.

O que será a versão Pro?

Imagem mostra a palavra "SAMSUNG" sendo exibida no centro, em letras brancas e maiúsculas. O fundo, em tom azul escuro, mostra elementos desfocados que sugerem um ambiente de escritório. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível.
Evento Unpacked pode ficar para fevereiro de 2026 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O código de modelo da bateria aparenta entregar que o componente será mesmo para um novo membro da linha S26, já que as baterias da Samsung tipicamente seguem uma numeração similar ao do modelo em que vem instaladas: o Galaxy S25 “base” tem código de modelo SM-S931 e usa a bateria EB-BS931ABY. A bateria recém-homologada indica a existência de um modelo SM-S942 – o tal do Galaxy S26 Pro, conforme os rumores.

A certificação da bateria é apenas um dos passos necessários para a venda no Brasil, já que o aparelho em si também precisa de certificação, assim como os outros membros da família S26 e suas respectivas baterias. A linha S da Samsung costuma ter seus lançamentos no início do ano, e as certificações no Brasil costumam vir em dezembro, à tempo do lançamento.

Ainda não se sabe quando a Samsung vai apresentar o Galaxy S26. Nos últimos anos, o evento Unpacked tem sido realizado em janeiro nos Estados Unidos. Há indícios, porém, de que a gigante sul-coreana tem planos de mexer no calendário e empurrar o anúncio global para fevereiro.

Galaxy S26: Samsung homologa primeira bateria no Brasil

Samsung (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O curioso modem que fica pendurado no teto já pode ser usado no Brasil

9 de Dezembro de 2025, 14:43
Imagem mostra um modem da ZTE de cor branca, que pode ser preso ao teto. O fundo da imagem também é branco
ZTE ZXEN G1660G já pode ser comercializado no país (imagem: divulgação/ZTE)
Resumo
  • A ZTE, fabricante chinesa de equipamentos de rede, homologou na Anatel o modem ZXEN G1660G, que pode ser fixado em teto, parede ou postes.
  • O produto suporta Wi-Fi 6 nas faixas de 2,4 e 5 GHz, possui duas portas Ethernet de 1 gigabit por segundo e conector SC/UPC para fibra GPON.
  • Alimentação via conector de 12 V é mencionada pela fabricante, mas Power over Ethernet e Power over Fiber não são confirmados nos documentos.

Access points instalados no teto não são novidade, mas um modelo com ONT de fibra que pode ir no teto, sim. Pelo menos é o que afirma a ZTE, fabricante chinesa de equipamentos de rede que teve seu ZXEN G1660G homologado pela Anatel em 1º de dezembro.

A documentação da agência obtida pelo Tecnoblog indica que o modem suporta Wi-Fi 6 nas faixas de 2,4 e 5 GHz e possui duas portas Ethernet capazes de 1 gigabit por segundo, além do conector SC/UPC para a fibra óptica GPON. Esse conector o torna especial, capaz de integrar uma rede FTTR conectado a outros equipamentos da marca.

Apesar de o destaque ser a possibilidade de prendê-lo ao teto, ele também pode ser instalado numa parede, poste ou mastro, além de caixas de passagem de fiação. Na prática, o produto é um modem com Wi-Fi feito para ser preso ao teto como um access point.

Captura de tela de parte do certificado de homologação do ZTE ZXEN G1660G na Anatel
Certificado de homologação do ZTE ZXEN G1660G (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
Imagem mostra um modem da ZTE de cor branca, que pode ser preso ao teto, sobre uma superfície verde e quadriculada. Na parte inferior direita, a marca d'água do "tecnoblog" é visível
Modem ZTE ZXEN G1660G (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Em seu site, a fabricante afirma que o modelo, além de aceitar alimentação pelo conector barril capaz de 12 V, também é capaz de alimentação via Power over Ethernet e até mesmo Power over Fiber.

Porém, os documentos constantes da certificação na agência não indicam nada além da alimentação via 12 V, utilizando o adaptador de energia incluso.

O foco da ZTE para esse produto parece estar no mercado de pequenas e médias empresas, já que utilizam o termo “FTTR-B SME” em uma apresentação sobre o modem.

Imagem promocional da ZTE mostra cenários de uso do modem ZTE ZXEN G1660G
Cenários de uso do ZTE ZXEN G1660G (imagem: divulgação/ZTE)

Quando chega?

Não há previsão de quando o modelo estará disponível no país, mas a ZTE é uma grande fornecedora de equipamentos de fibra óptica para diversos provedores brasileiros. Com a homologação, o produto já pode ser comercializado no Brasil.

O curioso modem que fica pendurado no teto já pode ser usado no Brasil

Certificado de homologação do ZTE ZXEN G1660G (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Modem ZTE ZXEN G1660G (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Cenários de uso do ZTE ZXEN G1660G (imagem: divulgação/ZTE)

Vem aí o FTTR da Vivo? Produto misterioso surge no Brasil

11 de Novembro de 2025, 12:58
Vivo atualmente leva fibra até a casa do cliente (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • A Vivo está desenvolvendo o Fiber to the Room (FTTR), permitindo que a fibra ótica chegue diretamente a cada cômodo da casa.
  • O kit FTTR da Vivo inclui um equipamento inicial e 60 metros de fibra por R$ 512, mas ainda não está disponível para compra.
  • Outras empresas no Brasil, como a Nio e a Vero, já oferecem FTTR com equipamentos de fabricantes como Huawei e ZTE.

Nem toda fibra ótica é igual. Nas cidades brasileiras, o mais comum é o Fiber to the Home, em que o cabo da fibra chega a um modem (tecnicamente, um ONT/ONU) na residência, que distribui o sinal. A Vivo parece estar trabalhando na evolução desta tecnologia: a fibra que chega diretamente em cada cômodo da casa.

Um kit compatível com o Fiber to the Room (FTTR) surgiu no site oficial da companhia. Por R$ 512, o cliente levaria para casa o primeiro equipamento para receber a fibra e um rolo de 60 metros de fibra. Poderia ainda adquirir itens adicionais para reforçar a cobertura.

Screenshot do kit de fibra óptica FTTR na loja online da Vivo
Kit FTTR da Vivo na loja online (imagem: Yuri de Oliveira)

O FTTR é particularmente interessante em residências maiores, onde é mais desafiador manter o sinal de Wi-Fi estável – mesmo com uso de repetidores e aparelhos similares, além de ser mais discreto que o uso de cabos categoria 5e ou 6, tradicionalmente utilizados para redes Ethernet, já que a fibra utilizada é fina e pode ser facilmente ocultada em rodapés e outros cantos.

O Grupo Telefônica já atua com a promoção do FTTR na Europa. Por lá, ele oferece o produto com equipamentos da taiwanesa Askey, subsidiária da Asus, cobrando 10 euros mensais (R$ 61, em conversão direta) e 120 euros pela instalação (R$ 734).

Fibra óptica ultra-fina da Movistar (imagem: reprodução)
Escrivaninha contendo modem de fibra óptica e equipamento para fibra FTTR, com legenda em espanhol
HGU/ONT/ONU da Movistar e equipamento FTTR (imagem: divulgação)

Dispositivos da fabricante compatíveis com FTTR estão homologados na Anatel e também podem ser usados a qualquer momento no Brasil, e aparentam serem os mesmos utilizados na matriz espanhola. Um deles possui 4 portas para fibra FTTR e uma porta Ethernet, o outro possui apenas uma porta para a fibra e duas portas Ethernet.

Switch de fibra FTTR da Askey
Askey RTF8230 possui quatro portas para fibra FTTR (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Ainda não sabemos quando o FTTR será de fato comercializado por aqui. A Vivo disse com exclusividade ao Tecnoblog que ainda não tem confirmação de preços e prazos. No momento não é possível concluir a compra do kit. A companhia ainda reforçou que “busca de forma contínua” desenvolver novos produtos e soluções para os clientes”

No Brasil, outras empresas já contam com essa tecnologia. A Nio (antiga Oi Fibra) foi a pioneira, oferecendo a tecnologia com equipamentos da Huawei, assim como a Giga+, do grupo Alloha. A Vero (que adquiriu a Americanet) também oferece, utilizando equipamentos da ZTE/Multi Pro.

Vem aí o FTTR da Vivo? Produto misterioso surge no Brasil

Roteador Vivo Fibra Wi-Fi 6 (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Kit FTTR da Vivo na loja online (imagem: Yuri de Oliveira)

Askey RTF8230 possui quatro portas para fibra FTTR (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Asus já pode vender o ROG Xbox Ally no Brasil

7 de Novembro de 2025, 11:45
Foto superior do console de videogame portátil ROG Xbox Ally na cor branca. O dispositivo tem tela preta desligada que reflete uma janela. Nas laterais, há controles analógicos pretos, D-pad, botões de ação coloridos e fendas de ventilação. O logo "ROG" é visível na borda inferior da tela. O logo do "Tecnoblog" aparece no canto inferior direito.
ROG Xbox Ally está pronto para ser vendido no Brasil (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
Resumo
  • Anatel homologou o ROG Xbox Ally, permitindo sua venda no Brasil.
  • O ROG Xbox Ally tem especificações inferiores ao ROG Xbox Ally X, já homologado, e é comercializado na cor branca.
  • Por enquanto, não há informações sobre o preço para o mercado nacional, mas o dispositivo custa US$ 600 nos Estados Unidos.

Após a homologação do ROG Xbox Ally X, revelada em primeira mão pelo Tecnoblog, a aguardada certificação do segundo modelo chegou. A Anatel homologou na última segunda-feira (03/11) a versão padrão do console portátil, o ROG Xbox Ally (código RC73YA), considerado o “irmão menor” da nova geração.

Com a certificação, o console já pode ser vendido no Brasil. Assim como o seu irmão, ele possui a nova interface Xbox Experience for Handheld (ou Experiência Xbox para Portátil, em tradução livre) e tela de 7 polegadas LCD de tecnologia IPS, com taxa de atualização variável de até 120 Hz. 

Imagem mostra o certificado de homologação na Anatel do ROG Xbox Ally. Na parte inferior direita, a marca d'água do "Tecnoblog"
Certificado de homologação do ROG Xbox Ally (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

O que o diferencia da versão X é a cor branca e suas especificações internas, mais inferiores. São essas especificações que justificam o preço menor. 

Ainda assim, é algo a se considerar: ele custa US$ 600 nos EUA, cerca de R$ 3.215 em conversão direta. Como também não será fabricado no Brasil, seu preço deve aumentar, já que não usufrui de benefícios fiscais.

A Asus confirmou o lançamento do console no país, mas ainda não revelou quando ele chega nem o preço oficial em reais.

Foto em close-up da traseira do console portátil ROG Xbox Ally de cor branca. A parte central possui orifícios de ventilação dispostos em um padrão diagonal e um gráfico de arco-íris (holográfico) na lateral direita. Há pegadas ergonômicas texturizadas e um adesivo de informação da Anatel. O logo do "Tecnoblog" aparece no canto inferior direito.
ROG Xbox Ally é comercializado na cor branca (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Especificações do ROG Xbox Ally

  • Tela de 7 polegadas de tecnologia IPS e taxa de atualização variável de até 120 Hz
  • Bateria de 60 Wh e carregador de 65 W
  • Processador AMD Ryzen Z2 A com a respectiva GPU Radeon
  • 16 GB de memória RAM
  • SSD NVMe M.2 2230 de 512 GB
  • Duas portas USB-C e leitor de cartão microSD
  • Entrada de áudio P2
  • Pesa 670 gramas

Relembre o lançamento do ROG Ally X no Brasil

Asus já pode vender o ROG Xbox Ally no Brasil

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Versão padrão passou pelo processo de homologação na Anatel. Console portátil mantém design similar, mas traz hardware mais simples.

ROG Xbox Ally na homologação da Anatel (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Certificado de homologação do ROG Xbox Ally (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

ROG Xbox Ally é comercializado na cor branca (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Exclusivo: Conexão da Starlink fica 55% mais rápida no Brasil

5 de Novembro de 2025, 15:18
Foto em preto e branco de Elon Musk, ao lado da marca da Starlink. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog"
Provedor de Elon Musk atende 7 mil escolas brasileiras (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O provedor de Elon Musk, Starlink, lidera o mercado de internet via satélite no Brasil com 443 mil assinantes, destacando-se em Minas Gerais, Pará e São Paulo.
  • A velocidade média de conexão no Brasil aumentou de 90 Mb/s para 140 Mb/s no último ano, um incremento de 55%.
  • A Starlink possui mais de 6 mil satélites em órbita e planeja lançar a próxima geração de equipamentos, V3, a partir de 2026, visando atingir 1 Gb/s de download médio.

Os brasileiros adeptos da Starlink têm motivos para comemorar: a velocidade média de conexão aumentou de 90 Mb/s para 140 Mb/s no último ano, um incremento de 55%. Os números foram obtidos pelo Tecnoblog com pessoas com conhecimento do assunto.

A empresa de banda larga via satélite tem investido no mercado brasileiro. Tanto é assim que se tornou comum ver publicidades da Starlink por aqui, além de diversas promoções tanto no equipamento quanto na assinatura. O kit padrão atualmente sai por R$ 1.680, enquanto a conexão em si sai por R$ 235 por mês.

O resultado veio. Desde 2023, o provedor de Elon Musk registra um franco crescimento, posicionando-se como a maior empresa de acesso via satélite do país. São 443 mil assinantes, segundo os dados mais recentes da Anatel. Os estados com mais consumidores de Starlink são Minas Gerais, Pará, São Paulo, Amazonas e Mato Grosso. Já os números internos, mais recentes, dão conta de que são 600 mil clientes por aqui.

Acessos da Starlink com o passar dos anos (imagem: reprodução/Anatel)

O upload médio tem 18 Mb/s e a latência costuma ficar entre 25 e 30 ms, conforme eu pude apurar.

Já no mundo, a evolução na qualidade do serviço da Starlink tem sido ainda maior: a velocidade média pulou de 145 Mb/s para 220 Mb/s desde o começo do ano. O vice-presidente de engenharia, Michael Nicolls, disse numa postagem no X que os ganhos vêm de uma “combinação de melhorias de software e de aumento da capacidade orbital”.

São mais de 6 mil satélites posicionados ao redor do globo. A ideia é começar os lançamentos da próxima geração de equipamentos, chamada de V3, a partir de 2026. A meta é bater o download médio de 1 Gb/s.

Exclusivo: Conexão da Starlink fica 55% mais rápida no Brasil

Elon Musk é o acionista controlador da Starlink (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Acessos da Starlink com o passar dos anos (imagem: reprodução/Anatel)

Eppi Cinema some da internet e revolta usuários. “Solicito ressarcimento”, diz um.

4 de Novembro de 2025, 16:40
Plataforma Eppi Cinema está fora do ar desde o fim de semana (ilustração: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • O Eppi Cinema desapareceu da internet, acumulando 1,2 mil reclamações no Reclame Aqui entre 26/10 e 03/11.
  • A Justiça da Argentina derrubou várias plataformas piratas, incluindo o Eppi Cinema, resultando em um pico de 698 reclamações em um dia.
  • Usuários relatam problemas de indisponibilidade, dificuldades de login/senha e qualidade do serviço, exigindo reembolso por planos pagos.

Os usuários do Eppi Cinema também estão órfãos da plataforma. Assim como o My Family Cinema, este streaming pirata desapareceu da internet nos últimos dias, deixando milhares de pessoas sem acesso a filmes, séries e canais ao vivo. Já são mais de 1,2 mil reclamações online, conforme o Reclame Aqui revelou com exclusividade ao Tecnoblog.

O levantamento de queixas contra o Eppi Cinema considera registros a partir de 26 de outubro. Nos últimos dias do mês, o máximo era de 48 novos cadastros de clientes com dificuldades de acesso à plataforma. De repente, o RA passou a registrar 250 reclamações no dia 1º de novembro, quando uma decisão da Justiça da Argentina derrubou pelo menos três dezenas de plataformas piratas.

O ápice ocorreu ontem, quando 698 pessoas decidiram soltar o verbo contra o Eppi Cinema. Os principais problemas detectados entre 26/10 e 03/11 são a indisponibilidade do serviço, a dificuldade de login/senha e a qualidade do serviço prestado.

Assinantes querem ressarcimento

Assinante do Eppi Cinema exige ressarcimento (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Um consumidor de Santo André (SP) disse que fez o plano anual e recebeu a mensagem de que o aplicativo foi desativado. “Quero meu dinheiro de volta de todos os meses que faltavam”, escreveu. Outra pessoa de Osasco afirmou que é um “absurdo” o encerramento da plataforma “sem aviso prévio” e pediu o ressarcimento do pacote.

Alguns usuários fazem alusão ao fato de que o mesmo streaming já utilizou três nomes diferentes: My Family Cinema, Eppi Cinema e Duna TV. Todos eles seriam a mesma coisa, mas seus responsáveis seguiriam buscando maneiras de burlar os bloqueios realizados tanto no exterior quanto no Brasil.

Apesar de não haver detalhes sobre este caso específico, é sabido que o setor de telecomunicações costuma bloquear endereços na web e IPs usados por plataformas de pirataria. Já os responsáveis por esses serviços estão sempre pulando de galho em galho para tentar reativar a plataforma.

Na mira da legislação

A oferta de serviço de telecomunicações sem autorização pode configurar crime pelo artigo 183 da Lei Geral de Telecomunicações (atividade clandestina). Já a distribuição deste conteúdo pode violar leis de direitos autorais.

Por fim, o uso de equipamentos não homologados para recepção ou redistribuição ilegal é considerado uma infração regulatória grave, com possibilidade de sanção pela Anatel.

Duna TV também sumiu da internet

Um padrão repetitivo de caixas de TV pretas e seus respectivos controles remotos sobre um fundo amarelo claro. As caixas de TV são pequenas e retangulares com cantos arredondados e algumas portas visíveis na parte traseira. Os controles remotos são pretos com vários botões coloridos. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível.
My Family Cinema e outros apps piratas são instalados de fábrica em TV boxes populares (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A marca Eppi Cinema é a que mais recebeu críticas de clientes descontentes. Enquanto ela bateu 1,2 mil reclamações, o My Family Cinema (MFC) tem 234 e o Duna TV, apenas 66.

Clientes antigos das plataformas estão confiantes: afirmam que é questão de tempo até que um novo aplicativo seja liberado. Além disso, dizem acreditar que os responsáveis são capazes de restaurar as assinaturas já realizadas. O My Family Cinema custava cerca de R$ 20 por mês ou R$ 200 por ano.

Eppi Cinema some da internet e revolta usuários. “Solicito ressarcimento”, diz um.

Plataforma Eppi Cinema está fora do ar desde o fim de semana (ilustração: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Assinante do Eppi Cinema exige ressarcimento (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

TV Box para IPTV (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

ROG Xbox Ally X passa na Anatel e já pode ser vendido no Brasil

30 de Outubro de 2025, 12:59
Foto em close-up de um console de videogame portátil, o ROG Xbox Ally X, de cor preta. O dispositivo tem pegadas ergonômicas nas laterais e controles padrão: analógicos, D-pad, e botões. A tela grande está desligada e reflete o ambiente. O logo do Tecnoblog aparece no canto inferior direito.
Console portátil já pode ser vendido no mercado nacional (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)
Resumo
  • O ROG Xbox Ally X, fruto da parceria entre a Asus e a Microsoft, foi homologado pela Anatel e pode ser vendido no Brasil.
  • O console possui tela IPS de 7 polegadas, processador AMD Ryzen AI Z2 Extreme, 24 GB de RAM, SSD NVMe de 1 TB e pesa 715 gramas.
  • O preço e a data oficial de chegada ao Brasil ainda não foram divulgados.

Os gamers brasileiros têm motivo para comemorar. O console portátil ROG Xbox Ally X foi homologado pela Anatel na última terça-feira (28/10) e já pode ser vendido no Brasil, segundo a documentação obtida pelo Tecnoblog.

O modelo registrado está na cor preta e é resultado de uma parceria entre Asus e Microsoft. Ele vem com nova interface sobre o Windows 11, denominada Xbox Experience for Handheld (ou Experiência Xbox para Portátil, em tradução livre).

Imagem mostra a certificação do ROG Xbox Ally X na Anatel. No canto inferior direito, a marca d'água do "tecnoblog".
Certificação do ROG Xbox Ally X na Anatel (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

O que não deve ser motivo para comemorar, contudo, é o preço: o modelo custa US$ 999 nos EUA. Como será importado, não terá benefícios fiscais no Brasil e deve custar mais que os quase R$ 5.400 da conversão direta.

Seu antecessor, o ROG Ally X, foi lançado por aqui por R$ 7.999. Alguns rumores chegaram a indicar que o aparelho desembarcaria no país custando R$ 11.500, enquanto o seu “irmão menor”, o ROG Xbox Ally (ainda não homologado), poderia chegar por R$ 8.100.

A Asus negou essas informações poucos dias depois, e esclareceu que o “anúncio feito por terceiros se refere à importação independente, sem as certificações requeridas nacionalmente e sem a garantia oficial da Asus Brasil”.

Mais detalhes das especificações

Imagem mostra o manual do console portátil ROG Xbox Ally X. O logo do "Tecnoblog" aparece no canto inferior direito.
Manual do ROG Xbox Ally X (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)
  • Tela de 7 polegadas de tecnologia IPS e taxa de atualização variável de até 120 Hz
  • Bateria de 80 Wh (a mesma do antecessor) e carregador de 65 W
  • Processador AMD Ryzen AI Z2 Extreme com a respectiva GPU Radeon
  • 24 GB de memória RAM
  • SSD NVMe de 1 TB
  • Duas portas USB-C (uma delas Thunderbolt 4) e leitor de cartão microSD
  • Entrada de áudio P2
  • Pesa 715 gramas
Foto em close-up, vista lateral, de um console de videogame portátil de cor preta, mostrando a parte superior do dispositivo. Na parte central, há orifícios de ventilação, e nas laterais, as pegadas ergonômicas. A borda superior do console exibe, da esquerda para a direita: um botão de liga/desliga, um conector P2 para fone de ouvido, um slot para cartão, botões de volume, e portas USB-C. O logo do Tecnoblog aparece no canto inferior direito.
Conexões do ROG Xbox Ally X (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)
Imagem mostra um carregador preto sobre uma mesa branca. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog"
Carregador do console tem 65 W (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

Quando o ROG Xbox Ally X chega?

Imagem mostra a parte traseira de um console portátil ROG Xbox Ally X de cor preta, com a certificação da Anatel. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog".
Dispositivo foi certificado pela Anatel (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

O console ainda não tem data de lançamento no Brasil, mas a homologação indica que isso deve acontecer em breve. Apesar dos rumores, o preço oficial também não foi divulgado.

Anunciados em junho, os dois novos portáteis Xbox tiveram pré-venda no mercado internacional no último mês — e o Xbox Ally X, mesmo com o preço elevado, se esgotou em poucas horas.

Relembre o lançamento do ROG Ally X no Brasil

ROG Xbox Ally X passa na Anatel e já pode ser vendido no Brasil

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Console portátil é fruto da parceria entre Asus e Microsoft e está liberado para venda no mercado nacional. Preço oficial ainda não foi divulgado, mas deve ser alto.

Certificação do ROG Xbox Ally X na Anatel (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

(imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

(imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

(imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

(imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

Como a JBL luta contra a falsificação de caixas de som no Brasil

6 de Outubro de 2025, 10:14
Caixa de som JBL Xtreme 4
Caixa de som JBL Xtreme 4 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Resumo
  • Responsável pela JBL, Harman utiliza múltiplas frentes para combater produtos falsificados, incluindo fabricação nacional e parcerias com autoridades;

  • Site oficial e canais verificados em marketplaces ajudam a garantir autenticidade aos consumidores;

  • Produtos JBL falsificados movimentaram R$ 500 milhões somente em 2023.

Uma rápida pesquisa no Google por “JBL” mostra que o site oficial da marca no Brasil leva o título “JBL Original”. Essa é uma das várias estratégias adotadas pela Harman para lidar com o problema dos fones e caixas de som falsificados que ostentam o selo JBL.

Pertencente à Samsung Electronics desde 2017, a Harman responde por marcas de equipamentos de áudio como AKG, Harman Kardon e Lexicon. Mas, pelo menos no Brasil, a marca mais importante da Harman em termos de penetração no mercado é a JBL.

Apesar de ter sido fundada em 1946 e de há décadas ser conhecida por audiófilos no Brasil, a JBL ganhou força no país a partir de 2010, quando a Harman comprou a fabricante de alto-falantes gaúcha Selenium.

O negócio permitiu à Harman traçar estratégias específicas para o Brasil. O efeito disso é que, em poucos anos, os produtos da JBL caíram no gosto do brasileiro.

Mas tamanho sucesso teve um efeito colateral: é fácil encontrar produtos JBL falsificados, tanto em plataformas online quanto em lojas físicas. A prática é tão disseminada que produtos que pirateiam a marca JBL movimentaram cerca de R$ 500 milhões somente em 2023, de acordo com estimativas da própria Harman.

Como a JBL enfrenta a pirataria?

Como a pirataria é um problema complexo, que envolve tanto produtos falsificados quanto contrabandeados, não existe solução pronta. A Harman recorre a uma estratégia de múltiplas vias para atacar a ilegalidade.

O Tecnoblog visitou a fábrica da JBL, em Manaus (AM), e pôde conversar com Rodrigo Kniest, presidente da Harman no Brasil. O executivo contou que a produção nacional de caixas de som JBL, por si só, já contribui para o combate à pirataria por permitir que produtos originais fiquem mais acessíveis no país.

Produtos da JBL que já são ou serão produzidos pela Harman no Brasil
Produtos da JBL que já são ou serão produzidos pela Harman no Brasil (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

É claro que produtos falsificados ainda são mais baratos. Mas os subsídios fiscais proporcionados pela produção na Zona Franca de Manaus permitem que o produto chegue com um valor mais acessível ao consumidor que faz questão de um equipamento JBL original.

Outra abordagem antipirataria envolve ações conjuntas com autoridades. Nesse sentido, a Harman trabalha ao lado de órgãos como a Receita Federal e a Polícia Federal para coibir a distribuição de equipamentos de áudio falsos ou importados ilegalmente.

Ações do tipo levaram a Receita Federal a apreender mais de 250 mil caixas de som e fones de ouvido que imitam produtos JBL e Harman Kardon em 2022, só para dar um exemplo.

Kniest conta que tornar o site oficial da JBL um canal de vendas também faz parte dessa estratégia. Além de apresentar todo o portfólio de dispositivos que a JBL comercializa oficialmente no Brasil, o site assegura ao consumidor que ele receberá um produto original ao comprar ali.

O mesmo vale para os canais oficiais da marca em marketplaces, a exemplo da página da JBL no Mercado Livre.

O problema dos produtos falsificados não prejudica apenas a Harman. Os consumidores que buscam um produto original, mas adquirem uma imitação por não saberem distinguir um item do outro, acabam se deparando com problemas como qualidade de áudio inferior e falta de suporte técnico.

É por isso que o trabalho da Harman junto à imprensa e influenciadores digitais acaba sendo, também, um mecanismo de combate às falsificações. As análises feitas por esses canais dão aos consumidores noções importantes do que eles podem esperar de cada produto. “O coração de tudo é o esclarecimento”, pontua Kniest.

Rodrigo Kniest, presidente da Harman no Brasil
Rodrigo Kniest, presidente da Harman no Brasil (imagem: reprodução/Harman)

O brasileiro pesquisa antes de comprar

Não é exagerada a perspectiva de que consumidores também saem perdendo com aparelhos falsificados.

Se por um lado há quem compre uma caixa de som não original sabendo dessa condição, seja por dar pouco valor a parâmetros de qualidade, seja por limitações de orçamento, por outro, grande parte dos consumidores anseia pelos atributos oferecidos pelos produtos legítimos.

Prova disso é que a Harman não demorou a notar quão exigentes são os consumidores brasileiros. Rodrigo Kniest conta que, com relação a caixas de som, por exemplo, o brasileiro pensa muito antes da escolha, busca informação antes de comprar. “Não é um ato de impulso”, completa o executivo. Normalmente, esse tipo de consumidor passa longe de produtos piratas.

Há várias formas de descobrir se uma caixa de som JBL é falsa. Mas, como recomendação mais importante, Kniest orienta desconfiar de preços muito baixos em relação à média do mercado: “não tem milagre; 30%, 40% ou 50% menos é sinal de produto não original”.

Emerson Alecrim viajou para Manaus a convite da Harman

Como a JBL luta contra a falsificação de caixas de som no Brasil

Caixa de som JBL Xtreme 4 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Produtos da JBL que já são ou serão produzidos pela Harman no Brasil (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Rodrigo Kniest, presidente da Harman no Brasil

Itaú começa a vender os óculos Ray-Ban Meta parcelados em 18x

6 de Outubro de 2025, 09:30
Ray-Ban Meta Gen 2 Wayfarer (imagem: divulgação)
Resumo
  • O Itaú começou a vender o Ray-Ban Meta Gen 2, com parcelamento em até 18 vezes sem juros no Itaú Shop.
  • O produto tem bateria de oito horas, câmera 3K, microfones integrados e assistente Meta AI com suporte em português.
  • A segunda geração mantém o design e oferece tradução simultânea, carregamento rápido e preço a partir de R$ 3.299.

O banco Itaú entrou na disputa pelo consumidor que deseja óculos smart. Ele começa a vender hoje (6) o Ray-Ban Meta Gen 2, versão mais recente do produto que conquistou os influenciadores e criadores de conteúdo. O modelo chega ao Itaú Shop, plataforma de vendas do banco, com parcelamento em até 18 vezes sem juros no cartão. A informação foi revelada ao Tecnoblog com exclusividade.

Além do cartão de crédito, os consumidores terão opções de pagamento via Pix com cashback ou pontos somados ao cartão.

O equipamento possui bateria com duração de até oito horas de uso, câmera de 12 megapixels que grava em resolução 3K (60 quadros por segundo) e cinco microfones integrados. A segunda geração traz carregamento rápido que promete 50% da carga em 20 minutos e recursos de captura como hyperlapse e slow motion.

Eu pude experimentá-lo durante o evento Meta Connect, realizado pelo conglomerado de Mark Zuckerberg nos Estados Unidos. O design é essencialmente o mesmo de antes, o que se torna um alento para quem enfrenta dificuldades com o Meta Oakley HSTN, que aperta demais a minha nuca.

Ray-Ban Meta consegue identificar o que está diante do usuário (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Primeira geração do Ray-Ban Meta fez sucesso entre influenciadores (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Já o Ray-Ban Meta Gen 2 ficou confortável e ainda manteve todos os comandos da geração anterior. Dá para acionar o assistente de inteligência artificial Meta AI, que responde em português ao comando de voz “Hey Meta”. A sincronização se dá pelo app Meta AI, disponível para Android e iPhone.

A função permite que o usuário faça perguntas sobre o ambiente ao redor ou solicite informações durante atividades. Os óculos também incluem tradução simultânea para seis idiomas: português, inglês, francês, italiano, espanhol e alemão.

Os modelos disponíveis no Brasil são Wayfarer, Skyler e Headliner, com opções de lentes transparentes, solares, polarizadas e Transitions. O preço parte de R$ 3.299, valor similar ao praticado nas lojas da própria EssilorLuxottica, dona da marca Ray-Ban.

Mark Zuckerberg é CEO da Meta (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O diretor do Itaú Unibanco, Michele Vita, disse em nota que a entrada do Ray-Ban Meta Gen 2 no marketplace reforça a estratégia da instituição de oferecer lançamentos tecnológicos aos clientes.

Você pensa em pegar o dispositivo? Conte pra gente nos comentários.

Itaú começa a vender os óculos Ray-Ban Meta parcelados em 18x

Ray-Ban Meta consegue identificar o que está diante do usuário (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Mark Zuckerberg é CEO da Meta (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Onde nascem as caixas de som JBL? Harman mostra produção no Brasil

3 de Outubro de 2025, 11:03
Resumo
  • Fábrica da Harman na Zona Franca de Manaus produz caixas de som JBL e sistemas automotivos para marcas como Toyota e Volkswagen, por exemplo;
  • Produção de caixas de som JBL envolve processos robotizados e manuais, com destaque para a linha Boombox 3, que tem cerca de 1.000 unidades produzidas por dia atualmente;
  • Harman planeja expandir a produção em 2026, o que incluirá a linha Boombox 4 e outros produtos JBL.
Fábrica da JBL (Harman) em Manaus
Fábrica da JBL (Harman) em Manaus (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Nem tudo é “made in China” no Brasil. A indústria nacional de eletroeletrônicos resiste e insiste, principalmente na Zona Franca de Manaus (AM). É de lá que sai boa parte das caixas de som e alto-falantes produzidos pela Harman para o mercado brasileiro, com destaque para aqueles que levam a marca JBL.

A convite da própria Harman, o Tecnoblog foi conhecer o parque fabril. São cerca de 10.000 m² divididos em duas estruturas principais. Uma delas é dedicada à produção de sistemas de som automotivo. Entre os clientes da Harman nesse segmento estão companhias como Toyota, Volkswagen e Stellantis.

Causou surpresa encontrar, ali, um número pequeno de funcionários. A explicação está no fato de quase toda a linha de produção ser robotizada. À equipe desse setor cabe tarefas como supervisionar a montagem dos produtos à medida que eles avançam pelas linhas, garantir que as máquinas estejam funcionando corretamente e recebendo insumos, e fazer inspeções de qualidade.

Já a segunda estrutura da fábrica é direcionada a produtos lifestyle, que incluem um tipo de produto que caiu no gosto do consumidor brasileiro: as famosas caixas de som JBL.

Boombox 3 na linha de produção
Boombox 3 na linha de produção (imagem: reprodução/Harman)

JBL Boombox, PartyBox e mais

A área de lifestyle é diferente. Muito mais gente trabalha ali. Há processos robotizados ou automatizados nessa parte da fábrica, mas grande parte dos trabalhos de montagem e testagem dos produtos é feita por pessoas especializadas em procedimentos específicos.

Até daria para automatizar mais essa área. Mas cada produto precisa de uma linha de fabricação dedicada. E cada produto é fabricado durante um ano e meio, em média, ao contrário dos sistemas da área automotiva, que ficam em linha por três anos ou mais. Um nível muito elevado de robotização tornaria os produtos de lyfestile mais caros, portanto.

O trabalho artesanal, por assim dizer, também contribui para o fator qualidade. Na linha de torres de som PartyBox, por exemplo, a produção começa dentro de uma área de marcenaria na fábrica. Isso porque a estrutura desses equipamentos é de madeira, melhor dizendo, compensado naval.

Nas etapas seguintes, a caixa recebe uma espécie de massa como revestimento e vai para a pintura ou, dependendo do modelo, recebe o acabamento externo (este na fase final da montagem).

Depois disso é que a montagem da torre de som começa, de fato. Neste ponto não há segredo: a caixa avança pela linha de produção de modo que, em cada etapa, receba componentes específicos até a montagem ser concluída.

Caixas de som recém-saídas da marcenaria da fábrica (imagem: reprodução/Harman)
Caixas de som recém-saídas da marcenaria da fábrica; em destaque está Fabricio Gemaque, diretor sênior de operações (imagem: reprodução/Harman)

Um detalhe interessante é que cada produto tem a sua própria câmara de teste de som e conectividade. Há equipamentos que testam parâmetros do áudio por conta própria, mas cada câmara também conta um funcionário que cuida dessa etapa. Ao menor sinal de falha ou de resultados fora do padrão, o item é separado para análise.

A linha de montagem que mais chamou a atenção é a da Boombox 3. Pudera: trata-se de um dos produtos mais populares da JBL (e cujo modelo sucessor entrará em produção em 2026). Para você ter ideia, a Harman fabrica atualmente cerca de 1.000 unidades da linha por dia no Brasil.

Não há estrutura amadeirada nas caixas Boombox 3, mas a sua montagem segue processos igualmente rigorosos. Por exemplo, em uma das etapas de teste, um aparelho extrai o ar do alto-falante até o seu esgotamento. Se, do contrário, ar continuar sendo extraído, a caixa é separada para avaliação. Isso porque esse é um sinal de que está entrando ar no interior do produto e, portanto, a vedação não está completa.

O rigor nas inspeções envolve até laboratórios que, tanto nas linhas automotivas quanto nas de lyfestile, separam produtos já finalizados para análises por amostragem. Se algum problema for identificado nesse processo, a linha de montagem correspondente é conferida, bem como o lote do produto problemático.

Fábrica de produtos "lifestyle" da JBL
Fábrica de produtos “lifestyle” da JBL (imagem: reprodução/Harman)

Vem mais produtos para a fábrica da Harman em Manaus

A fábrica da Harman é importante, entre outras razões, para tornar os produtos da JBL mais acessíveis no Brasil, efeito oriundo principalmente dos benefícios fiscais da Zona Franca de Manaus. É por isso que a variedade de produtos fabricados por lá vai aumentar.

Produtos da JBL que já são ou serão produzidos pela Harman no Brasil
Produtos da JBL que já são ou serão produzidos pela Harman no Brasil (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Já no primeiro trimestre de 2026, a unidade deverá fabricar a linha Boombox 4 para atender ao mercado brasileiro. O sistema automotivo JBL Legend 700, o headset gamer JBL Quantum 100, e as caixas JBL Partybox Encore Essential 2 e JBL Partybox Encore 2 também são esperadas para o próximo ano.

Em tempo: a Harman está por trás de marcas como AKG, Harman Kardon e JBL. A companhia tornou-se uma subsidiária integral da Samsung Electronics em 2017.

Emerson Alecrim viajou para Manaus a convite da Harman

Onde nascem as caixas de som JBL? Harman mostra produção no Brasil

Fábrica da JBL (Harman) em Manaus (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Boombox 3 na linha de produção (imagem: reprodução/Harman)

Caixas de som recém-saídas da marcenaria da fábrica (imagem: reprodução/Harman)

Fábrica de produtos "lifestyle" da JBL (imagem: reprodução/Harman)

Produtos da JBL que já são ou serão produzidos pela Harman no Brasil (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Mudança silenciosa na Amazon gera revolta entre clientes brasileiros

1 de Outubro de 2025, 15:57
Echo Show 8 exibe publicidade do Galaxy Tab S11 (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • O Echo Show 8 da Amazon passou a exibir publicidade sem possibilidade de desativação, gerando insatisfação entre os usuários.
  • A exibição de anúncios inclui produtos variados, levantando questionamentos sobre segmentação em dispositivos compartilhados.
  • Usuários buscam alternativas como denunciar produtos ou desligar o aparelho.

Os donos de dispositivos Alexa com tela, como o Echo Show de 8 polegadas, estão furiosos com a Amazon. O motivo? O dispositivo passou a exibir publicidade e não há nenhuma maneira de desativar isso.

Essa situação ocorre pelo menos desde agosto, segundo monitoramento do Tecnoblog. Ela piorou nos últimos 15 dias, com mais relatos de clientes que se queixam da novidade.

Toda sorte de produtos aparece na publicidade do Echo Show 8: tem desde multivitamínicos da marca Centrum até o novo tablet da Samsung.

Não se sabe de que forma a Amazon escolhe quais produtos vão aparecer no espaço. Presume-se que seja a partir dos dados sobre o consumidor. No entanto, isso abre margem para que, numa casa com Echo Show compartilhado, uma pessoa veja a divulgação de um produto direcionado a outra.

Publicidade num Echo Show (foto: reprodução/@victop.jpg)

“Virou uma Times Square”, descreveu um consumidor numa conversa no Threads, em referência à praça de Nova York repleta de letreiros e telas com muita publicidade. Outro cliente, desta vez baseado no Canadá, disse que, com a mudança, o Echo Show já não serve mais como álbum digital das fotos da família.

Nos nossos testes, não foi possível desativar a funcionalidade. Alguns leitores do Tecnoblog disseram que dá para “denunciar” o produto, porém ele volta a aparecer no dia seguinte.

O negócio de publicidade digital ganhou importância para a Amazon nos últimos anos. A empresa já fatura US$ 15,7 bilhões por trimestre (cerca de R$ 83,5 bilhões) com essa tecnologia. Alguns lojistas, aliás, se dizem reféns das publicidades dentro do ecossistema Amazon para destravar as vendas.

Já o caso do Echo Show abre margem para a discussão sobre o limite da publicidade em produtos que foram comercializados originalmente sem esse atributo, que incomoda muitas pessoas. O sistema original do Echo Show vendido no Brasil não tinha espaço nenhum para propaganda.

“Patético”, comentou um usuário (imagem: reprodução)

A implementação desta nova função ocorreu de forma silenciosa, já que a Amazon não divulgou nenhum comunicado sobre os anúncios em telas. Alguns clientes afirmam que vão desativar o aparelho. Você pretende fazer o mesmo? Conte-nos nos comentários.

A empresa disse ao Tecnoblog que a publicidade está integrada à Alexa “há anos” e que segue evoluindo com base no feedback dos clientes. Também explicou que os consumidores podem entrar nos ajustes da Alexa e optar por não receber anúncios baseados em interesses. “Eles ainda verão ou ouvirão anúncios em dispositivos com Alexa, mas esses anúncios podem ser menos relevantes para seus interesses.”

Mudança silenciosa na Amazon gera revolta entre clientes brasileiros

Echo Show 8 exibe publicidade do Galaxy Tab S11 (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

“Patético”, comentou um usuário (imagem: reprodução)

Samsung: “Vamos duplicar o acesso dos brasileiros à inteligência artificial”

26 de Setembro de 2025, 06:06
Homem de pé discursa com microfone na mão
Gustavo Assunção é vice-presidente sênior da Samsung (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • Samsung quer levar inteligência artificial a 400 milhões de usuários até 2025, com foco no Brasil, onde produtos acessíveis começam a ganhar IA.
  • O Galaxy A17 5G se destaca ao incluir o Gemini Live, ferramenta de IA para tarefas cotidianas.
  • A Motorola e a Apple também estão investindo em IA, com recursos diferenciados, mas a Samsung acredita que a IA deve ser acessível a todos os públicos.

A Samsung possui uma meta ousada para 2025: levar a inteligência artificial para 400 milhões de pessoas no planeta. Já no Brasil, a proposta é ainda mais impactante: a fabricante, líder de mercado, puxa para si o papel de democratizar o acesso a essa tecnologia.

O vice-presidente sênior da Samsung no país, Gustavo Assunção, contou em entrevista ao Tecnoblog que os lançamentos feitos nas últimas semanas servem de canhão para que mais pessoas possam usar Galaxy AI, Gemini Live e outras ferramentas nativas. De cada dez telefones da marca comercializados no país, cinco integram os modelos mais básicos da linha Galaxy A.

Dos flagships para a linha básica

São exatamente estes produtos que começam a contar com inteligência artificial. O Galaxy A17 5G, por exemplo, ganha uma tecla física que dá acesso rápido ao Gemini Live, ferramenta que vê e ouve o que está acontecendo ao seu redor para te ajudar nas mais variadas tarefas. Ele responde dúvidas e interage contigo.

“Com este movimento, a Samsung duplica o acesso a essa tecnologia. Você começa a ver o poder da escala”, afirma o dirigente da maior indústria de smartphones do Brasil. Ele explica ainda que parceiros como Google e Microsoft também marcam presença.

Usuário pode pedir ao Gemini Live para identificar uma planta (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Usuário pode pedir ao Gemini Live para identificar uma planta (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

“Nós estamos levando a IA para aparelhos mais acessíveis e chegando à base da pirâmide. Até então, as funções se concentravam no topo dessa mesma pirâmide.” Não por acaso, a suíte de IA foi lançada no começo de 2024, junto com o Galaxy S, e depois chegou tanto aos dobráveis quanto a produtos intermediários.

E as rivais da Samsung?

Os sul-coreanos não estão sozinhos nesta corrida. Por aqui, a Motorola também oferta produtos com Moto AI, nome da plataforma com ferramentas integradas ao telefone, como busca, sistema de anotações e resumo das notificações do dia.

Já a Apple, muito forte no segmento premium, ainda patina na inclusão de recursos avançados. Mesmo assim, ela oferece em português a ferramenta que reescreve mensagens em variados estilos ou o printscreen capaz de sugerir novas ações a partir do conteúdo na tela do aparelho.

Avanço no hardware

Gustavo reconhece que nem todas as funções modernas estarão presentes nos produtos de entrada, como o gravador de voz com transcrição automática. Por outro lado, ele acredita que o hardware dos telefones mais básicos vem avançando para habilitar, por exemplo, o Circule para Pesquisar, ferramenta que captura o conteúdo na tela e faz uma pesquisa na internet.

Mão segurando smartphone na tela de boas vindas, sobre uma mesa que também tem uma caixa e um notebook
Galaxy A17 5G está entre os lançamentos recentes da sul-coreana (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Esse, aliás, é o recurso de inteligência artificial com maior adesão entre os consumidores da Samsung. Outras ferramentas bem avaliadas pelo público nacional são a edição avançada de fotos, com direito a remover pessoas ou adicionar novos elementos, e a tradução automática, seja em páginas da web ou na fala das pessoas por perto.

“Nós temos um papel muito importante de educar o consumidor sobre esta nova tecnologia”, diz ele ao longo da conversa comigo. Gustavo acredita que a Samsung tem o dever de retribuir o prestígio que recebe dos clientes no Brasil, seja por meio de inovação, com produtos mais modernos, seja pelo acesso a essas tecnologias, o que inclui mecanismos de pagamento mais flexíveis.

Samsung: “Vamos duplicar o acesso dos brasileiros à inteligência artificial”

Gustavo Assunção é vice-presidente sênior da Samsung (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Usuário pode pedir ao Gemini Live para identificar uma planta (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Galaxy A17 5G (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
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