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Vozes do rádio ecoam na UFRGS e apontam para o futuro

30 de Abril de 2026, 17:23

Quem circulou pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul na última terça-feira, dia 28, talvez tenha ouvido vozes familiares ecoando pelos corredores do Centro Cultural da UFRGS. Eram os timbres de Antônio Carlos Macedo (Rádio Gaúcha), Denise Cruz (102,3 FM), Mauri Grando (92 FM), Oziris Marins (Rádio Bandeirantes), Rodrigo Giacomet (União FM) e Sérgio Zambiasi (Rádio Caiçara), reunidos no evento “Rádio 2026 Mídia do Futuro“.

A atividade marcou o início das comemorações dos 10 anos do Núcleo de Estudos de Rádio (NER), vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCOM) da UFRGS, e aproximou profissionais consagrados do mercado gaúcho de estudantes e interessados em refletir sobre as transformações do meio radiofônico.

Integrantes do NER e convidados do evento

Com ingressos esgotados rapidamente, o encontro evidenciou a vitalidade do rádio mesmo em um cenário midiático em constante mutação. Mediado pelo consultor Fernando Morgado, o painel promoveu um diálogo dinâmico entre diferentes gerações e formatos de atuação, abordando desde o jornalismo tradicional até modelos voltados ao público jovem e à música popular. Ao longo da conversa, os convidados compartilharam experiências profissionais, refletiram sobre os desafios impostos pelas novas tecnologias e destacaram a capacidade de reinvenção do rádio diante das plataformas digitais, do streaming e das mudanças nos hábitos de consumo.

Coordenado pelo professor Luiz Artur Ferraretto e pela doutoranda Valesca de Deus Menezes, o NER é um grupo de pesquisa certificado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Ao longo de uma década, o núcleo vem se consolidando como referência nos estudos sobre rádio no Brasil, articulando pesquisa acadêmica, produção científica e diálogo com o mercado. Como sintetizou Ferraretto durante o encontro: “Nas aulas damos sobre muitos conceitos sobre rádio, mas rádio, sobretudo, é emoção. E neste evento temos o time do sonho do rádio gaúcho, junto eles somam mais de 260 mil ouvintes”.

Com debates instigantes, o “Rádio 2026 Mídia do Futuro” celebrou a trajetória do NER e, ao mesmo tempo, projetou caminhos possíveis para o futuro do rádio, um meio que, longe de desaparecer, segue se reinventando e ocupando um lugar central no ecossistema da comunicação.

Reveja o evento:

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Hospital de Clínicas Veterinárias da UFRGS celebra 70 anos com atividades especiais em maio

29 de Abril de 2026, 11:51

Referência no ensino, na pesquisa e na assistência à comunidade, o Hospital de Clínicas Veterinárias (HCV) da UFRGS celebra, neste mês de maio, sete décadas de atuação. Para marcar a data, uma programação especial será realizada ao longo do mês, reunindo estudantes, servidores, profissionais da área e a comunidade.

Criado em 1956 como espaço de formação prática vinculado à Faculdade de Veterinária, o HCV, localizado na Avenida Bento Gonçalves, 9090, no bairro Agronomia, consolidou-se como um dos principais hospitais veterinários universitários do país. Ao longo dos anos, tornou-se referência pela expressiva quantidade de atendimentos e pela diversidade de áreas de atuação, contribuindo diretamente para a formação de profissionais e para o avanço da medicina veterinária. Paralelamente, a unidade desempenha uma função social essencial ao oferecer atendimento qualificado à comunidade.

Atualmente, o hospital conta com uma equipe de 13 professores, 36 residentes, 40 funcionários terceirizados, 36 servidores técnico-administrativos, entre eles 16 médicos veterinários, que atuam na prática clínica em diferentes especialidades. Anualmente, são realizados mais de 30 mil atendimentos envolvendo pequenos animais, grandes animais e espécies silvestres, volume que posiciona o HCV como o maior do Brasil em número de casos.

Conforme a diretora do Hospital, Anelise Gerardi, o Hospital de Clínicas Veterinárias desempenha um papel essencial na promoção da saúde e do bem-estar animal, ao mesmo tempo em que contribui diretamente para a saúde pública e o desenvolvimento científico. Segundo ela, há espaço de atendimento, ensino e pesquisa, o que fortalece a formação de profissionais qualificados e amplia o acesso da comunidade a serviços veterinários de qualidade. “Para os próximos anos, a perspectiva é de contínuo crescimento e inovação, com a expansão de serviços, incorporação de novas tecnologias e fortalecimento das ações de extensão, consolidando ainda mais sua relevância social e acadêmica. Seguimos buscando melhorias tanto na logística de atendimentos quanto de equipamentos e estruturalmente”, projeta.

A estrutura do hospital está organizada em diferentes áreas de atendimento, que contemplam a diversidade da prática veterinária. Entre os principais setores, destacam-se a Clínica de Cães, a Clínica de Gatos – Medicina de Felinos, a Clínica de Grandes Animais, o Serviço de Diagnóstico por Imagem e o Serviço de Endocrinologia e Metabologia Veterinária. Além disso, o HCV oferece atendimento especializado em áreas como dermatologia, oftalmologia, endocrinologia, oncologia, ortopedia e traumatologia, clínica de animais silvestres e neurologia, ampliando sua capacidade de diagnóstico, tratamento e acompanhamento dos casos. “Somente em 2025 foram realizados 7.555 atendimentos clínicos em pequenos animais, 1.052 procedimentos cirúrgicos, 1.711 consultas de animais silvestres, 143 atendimentos a grandes animais, além de 6.017 exames de imagem e 45.574 exames laboratoriais”, relata a diretora.

As atividades alusivas aos 70 anos incluem palestras, ações comemorativas, eventos culturais e momentos de integração com a comunidade, reforçando o papel do hospital como espaço de formação e de prestação de serviços. A participação nas atividades comemorativas requer inscrição prévia. 

Programação de aniversário

Semana de Palestras

Entre os dias 18 e 22 de maio, sempre às 12h, no Auditório da Faculdade de Veterinária, será realizada a Semana de Palestras, com a participação de convidados e abordagem de temas relevantes da área veterinária:

  • 18/5 – Professor André Dalto. “Trajetória na Medicina Veterinária”
  • 19/5 – Médica Veterinária Elissandra da Silveira.  “Heróis da enchente de 2024”
  • 20/5 – Médico Veterinário Derek Blaese.  “Do estágio no HCV à atuação com animais marinhos”
  • 21/5 – Médica Veterinária Rochana Fett. “Do HCV ao empreendedorismo”
  • 22/5 – Médica Veterinária Priscila Zlotowski. “Desmistificando a área comercial”

Os interessados nas palestras devem se inscrever por meio do formulário disponível em:
https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeTJmk3d7wV1g9RXf9GIo_5YsAPyn4ZogpQX-OFYoNV4JNF3A/viewform

Sessão comemorativa de cinema

No dia 20 de maio, às 13h15, será promovida uma sessão especial de cinema com o curta-metragem “70 anos de história do HCV/UFRGS”, em homenagem aos aposentados do hospital e da Faculdade de Veterinária (Favet). A atividade, que incluirá um abraço simbólico no prédio, será realizada no auditório da Favet.  É necessária a confirmação de presença, até 18 de maio, pelos e-mails gerenciavet@ufrgs.br e hcv_secretaria@ufrgs.br

Ação de integração com a comunidade acadêmica

No dia 22 de maio, às 16h30, no hall do hospital, ocorre a inauguração do espaço EU AMO VET, com descerramento de placa comemorativa no pátio interno da Faculdade de Veterinária. A atividade é aberta à comunidade e integra as ações de celebração e convivência institucional.

Jantar Baile

No dia 23 de maio, será realizado o Jantar Baile comemorativo alusivo aos 70 anos do HCV. Além da apresentação da Banda Ácidos Graxos e Voláteis, haverá serviço de alimentação com saladas e frios,  pratos quentes, sobremesas e bebidas. A festividade ocorrerá no Salão Panorâmico do Clube Geraldo Santana, Rua Luiz de Camões, 337, Bairro Santo Antônio, a partir das 19h45. Informações sobre a venda de ingresso: pelo whatsapp 3308-8049, com inscrições pelo formulário: https://forms.gle/JPSXQf5G774fDzHm8

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Reparo na rede hidráulica afeta abastecimento de água no Campus do Vale na segunda-feira, 27/4

23 de Abril de 2026, 08:31

Ao menos cinco Unidades Acadêmicas do Campus do Vale terão o abastecimento de água interrompido em parte da manhã desta segunda-feira, 27 de abril, a partir das 8h. A medida ocorre em função de um reparo na rede hidráulica do Bloco IV do Anel Viário e deve ter duração aproximada de quatro horas, com previsão de normalização do fornecimento até meio-dia. Se necessário, a intervenção poderá ser estendida para o turno da tarde.

Serão afetadas as edificações localizadas no Bloco IV do Anel Viário, onde se encontram o Instituto de Biociências, o Instituto de Informática, a Escola de Engenharia – Minas, Metalúrgica e de Materiais, o Restaurante Universitário 06 (RU06) e o Centro de Biotecnologia.

Conforme a Superintendência de Infraestrutura, as edificações que possuem reservatórios próprios poderão manter o abastecimento por meio de suas reservas internas durante o período de interrupção, como o RU6, que tem funcionamento confirmado. Em caso de condições climáticas adversas, o serviço será transferido para o primeiro dia útil subsequente com tempo favorável. Dúvidas podem ser encaminhadas para o e-mail: prefvale@ufrgs.br.

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UFRGS realiza edição do ‘Gestão Aberta’ sobre combate ao assédio

23 de Abril de 2026, 03:06

Em continuidade às ações de transparência e diálogo com a comunidade universitária, a UFRGS promove, no dia 5 de maio, terça-feira, nova edição do ciclo Gestão Aberta, desta vez com foco no enfrentamento ao assédio e à discriminação no ambiente universitário. O encontro, que será realizado das 10h às 12h, na Sala II do Salão de Atos, no Campus Centro (Av. Paulo Gama, 110), é aberto à comunidade universitária, não requer inscrição prévia, mas possui vagas limitadas à capacidade do espaço. Haverá interpretação na Língua Brasileira de Sinais (Libras). Servidores interessados em obter certificação de horas de capacitação podem se inscrever por meio do site da Edufrgs.

Com o tema “Combate ao Assédio na UFRGS: lançamento do Protocolo de Acolhimento em Situações de Assédio, Discriminação e Outras Violências”, a atividade marca a apresentação institucional de um novo instrumento voltado à prevenção, ao acolhimento e ao encaminhamento de denúncias na Universidade. O evento contará com a participação da reitora Marcia Barbosa, da coordenadora do Fórum SEAPaz, Carolina Marques, e da coordenadora da Unidade de Integridade, Transparência e Acesso à Informação, Elisiane Szubert.

O Gestão Aberta é um espaço de diálogo entre a administração central e a comunidade acadêmica, voltado à transparência e à construção coletiva de políticas institucionais. A iniciativa se insere em um conjunto de ações da UFRGS que buscam qualificar a gestão e fortalecer ambientes seguros e inclusivos, alinhando diretrizes e práticas institucionais com base em processos estruturados e participativos.

A atividade, que terá um espaço para perguntas do público, é aberta a qualquer pessoa interessada e integra os esforços institucionais de enfrentamento às diversas formas de violência, reforçando o compromisso da Universidade com a promoção de um ambiente acadêmico pautado pelo respeito, pela equidade e pelos direitos humanos.

Dados sobre assédio na UFRGS

Um primeiro levantamento sobre a percepção de assédio moral e sexual relativo a gênero na UFRGS foi realizado por meio de uma parceria com o projeto de extensão Meninas na Ciência e o He for She. Os dados foram coletados entre maio e julho de 2019, por meio de questionário virtual no sistema da Universidade, disponível para docentes, técnicos administrativos e discentes. “Na época, os resultados foram amplamente divulgados nos canais da instituição e deram subsídios para a construção da política de prevenção e combate ao assédio na UFRGS”, reforça.

Também no 1º Censo da Saúde dos Servidores da UFRGS, havia uma questão que avaliava os tipos de violências sofridas pelos respondentes nos últimos 12 meses dentro ou fora da Universidade. Entre as opções, havia assédio moral. Os dados foram coletados em setembro de 2021, quando a Universidade estava em trabalho remoto compulsório devido à pandemia.

Além disso, a 1ª Pesquisa de Clima Organizacional da UFRGS, realizada entre 16 de novembro e 22 de dezembro de 2023, apresentou três itens sobre a temática do assédio a serem avaliados pelos respondentes: “Minha chefia imediata age de forma a prevenir e enfrentar situações de assédio e violência no ambiente de trabalho”, “Os canais institucionais disponíveis para relatar e abordar situações de assédio, preconceito ou discriminação no ambiente de trabalho são de fácil acesso” e “Discriminações, assédios e outras violências contra a mulher não são tolerados no meu setor/departamento”. Os resultados dessa pesquisa serão apresentados no início do próximo ano.

Sobre o SEAPaz

Criado em 2023, o Fórum SEAPaz tem o propósito de integração e aperfeiçoamento contínuo dos serviços, com ênfase no trabalho em rede no âmbito do atendimento e do acolhimento para atuar no combate ao assédio e a outras violências na UFRGS.

Atualmente, o Fórum é composto por: Comissão de Ética; Corregedoria; Ouvidoria; Divisão de Promoção da Saúde (DPS) e Divisão de Segurança e Medicina do Trabalho (DSMT), ambas do Departamento de Atenção à Saúde do Servidor; Divisão de Ingresso, Mobilidade e Acompanhamento (Dima); Escola de Desenvolvimento dos Servidores (Edufrgs); Departamento de Gestão de Serviços Terceirizados (DPGerte); e Núcleo de Extensão Ampare – Assédio Moral: Projeto de Acompanhamento e Reparação.

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UFRGS participa de pesquisa nacional sobre perfil do graduando das Universidades Federais

6 de Abril de 2026, 12:54

Está disponível no portal do aluno a sexta edição da Pesquisa do Perfil Socioeconômico e Cultural dos Estudantes das Universidades Federais. Os dados coletados vão apresentar um panorama do corpo discente das instituições e gerar subsídios para a elaboração de políticas públicas destinadas a atender às demandas em áreas como assistência estudantil.

Criada por iniciativa da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e do Fórum Nacional de Pró-reitores de Assistência Estudantil (Fonaprace), ambos garantem que os dados serão mantidos em segurança, e as informações pessoais do aluno serão utilizadas apenas para a identificação no acesso à plataforma.

A participação dos estudantes da graduação, até 4 de maio, é fundamental para garantir a qualidade e a representatividade dos resultados da pesquisa. Quanto maior o número de respondentes, mais fiel será o retrato das condições socioeconômicas e culturais do corpo discente, permitindo que as universidades e os órgãos responsáveis formulem políticas públicas mais eficazes e alinhadas às reais necessidades dos alunos. Além de contribuir para o aprimoramento da assistência estudantil, o engajamento na pesquisa fortalece a construção de uma universidade mais inclusiva, baseada em evidências e comprometida com a permanência e o sucesso acadêmico.

Os resultados da edição de 2018 da pesquisa, que é realizada desde 1996 pelo Fórum Nacional de Pró-Reitores de Assuntos Estudantis (Fonaprace), vinculado à Andifes, demonstram como a Lei de Cotas (nº 12.711/2012), o Estatuto da Juventude (nº 12.852/2013) e as políticas de ações afirmativas têm se comportado nas Instituições Federais de Ensino Superior (IFES). Os dados revelam que o perfil racial dos estudantes das instituições federais brasileiras mudou: do universo pesquisado, 51,2% dos estudantes são pretos pardos ou quilombolas. O número de indígenas aldeados dobrou da pesquisa de 2014 para a de 2018.

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Egressa da UFRGS traduz obra do antropólogo Darcy Ribeiro para o mandarim

6 de Abril de 2026, 11:45

Um dos mais importantes livros sobre a formação do Brasil ganhará novos leitores do outro lado do mundo pelas mãos de uma egressa da UFRGS. Formada pelo Programa de Pós-Graduação em Letras e hoje docente da Universidade de Comunicação da China, Yan Qiaorong é a tradutora da edição em mandarim de “O Povo Brasileiro: a formação e o sentido do Brasil,” obra clássica do antropólogo Darcy Ribeiro.

Ao longo da carreira, Yan, ou Silva, como era chamada no Brasil, tem se dedicado ao ensino de língua portuguesa, à tradução sino-portuguesa e aos estudos de comunicação voltados ao Brasil. Ela conta que a tradução de O Povo Brasileiro oferece ao público chinês uma compreensão profunda e multidimensional do Brasil, indo muito além dos estereótipos do futebol e do samba. A obra, escrita por um dos mais importantes pensadores brasileiros do século XX, permite ao leitor chinês entender a formação social, os conflitos internos e o espírito da nação brasileira. “Do ponto de vista acadêmico, preenche uma lacuna nos estudos latino-americanos na China, com a oferta de um quadro teórico fundamental para a antropologia, a sociologia e a história. Para o diálogo entre civilizações, a análise de Darcy Ribeiro sobre a miscigenação e a inclusão cultural serve como um modelo valioso para a China refletir sobre sua própria diversidade étnica e caminhos de modernização”, argumenta.

Conforme a ex-aluna da UFRGS, a edição chinesa, com 472 páginas, preserva o vigor crítico do original, com notas explicativas e um estudo introdutório detalhado, permitindo ao leitor chinês compreender a lógica histórica e os desafios contemporâneos do Brasil. O lançamento do livro, neste mês de abril, é fruto, segundo ela, de mais de um ano de dedicação. “Num contexto de aprofundamento da parceria estratégica entre China e Brasil, a obra fortalece o entendimento mútuo, reduz mal-entendidos e enriquece a base humana e cultural da cooperação bilateral”, resume.

Silva (terceira da esquerda para a direita) na defesa do mestrado na UFRGS, em 2008. Foto: Divulgação

Recordações da UFRGS

Silva defendeu a dissertação “De práticas sociais a gêneros do discurso: uma proposta para o ensino de português para falantes de outras línguas” em 2008. “Na época, havia apenas três universidades na China que ensinavam português, e havia grande carência de professores e materiais didáticos”, relembra. Ela também confessa que sente saudades do período em que cursou o mestrado no Campus do Vale. “Lembro-me com carinho do Xerox, da Lanchonete Antônio, das salas de aula, da pequena sala de professora que tive na Faculdade, onde ensinava mandarim no curso de extensão, da cantina sempre com fila grande e dos cachorros que tomavam conta das sobras de comida”, recorda, ao exaltar a amizade com a orientadora Margarete Schlatter, o professor Pedro Garcez, bem como os colegas da época.

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ICTA moderniza laboratório de informática

25 de Março de 2026, 16:31

O Instituto de Ciência e Tecnologia de Alimentos (ICTA) concluiu a modernização do Laboratório de Informática, localizado no térreo do prédio (sala 111 do Prédio 43.212), no Campus do Vale. O espaço passou por renovação dos equipamentos, com a substituição dos desktops utilizados pelos estudantes, contribuindo para melhores condições de ensino, aprendizagem e desenvolvimento acadêmico. A cerimônia de inauguração do laboratório ocorreu nesta quarta-feira, dia 25, com a presença da reitora da Universidade, Marcia Barbosa e da Pró-reitoria de Graduação, Nádya Pesce da Silveira.

Diretora do ICTA, Florencia Cladera, relata que o espaço agora conta atualmente com 20 computadores destinados ao uso discente e um equipamento para o docente, conectado ao sistema de projeção em sala. “Os computadores anteriores estavam ultrapassados e vários deles já nem carregavam adequadamente, sendo considerados obsoletos e praticamente sem utilidade. Isso estava comprometendo a qualidade do ensino de algumas disciplinas e a possibilidade dos estudantes realizarem seus trabalhos, pesquisas bibliográficas e relatórios”, detalha.

Foto: Divulgação / ICTA

Utilizado em atividades práticas de aproximadamente dez disciplinas de graduação, com destaque para aquelas que demandam uso frequente do laboratório, como Simulação de Processos na Indústria de Alimentos, o local também atende disciplinas do Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos (PPGCTA). Quando não está em uso para aulas, o laboratório permanece aberto aos estudantes dos cursos atendidos pelo ICTA, como Engenharia de Alimentos, Nutrição, Biomedicina, Farmácia, Química Industrial e Medicina Veterinária, além de discentes de mestrado e doutorado. “Ao todo, podemos estimar em aproximadamente 250 alunos por semestre o número de usuários. O investimento total foi de R$ 91 mil, sendo adquiridos 20 desktops a um custo unitário de R$ 4.550, com recursos integralmente provenientes da UFRGS” contextualiza Florencia.

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Morre Earle Diniz Macarthy Moreira, reitor da UFRGS entre 1980 e 1984

24 de Março de 2026, 18:09


A Universidade Federal do Rio Grande do Sul informa, com pesar, a morte, aos 96 anos, do ex-reitor Earle Diniz Macarthy Moreira. O docente atuou no cargo entre 1980 e 1984. Os atos fúnebres serão realizados nesta quarta-feira, dia 25, na sala 6 do Cemitério Santa Casa (Av. Professor Oscar Pereira, 423, bairro Azenha) das 10h às 15h, horário que acontecerá a cerimônia final. Em função do falecimento, a UFRGS decretou luto oficial de três dias.

Professor aposentado do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH), Earle, natural de Camaquã, foi professor e historiador com longa atuação no ensino superior. Formado pela UFRGS, ingressou como docente em 1956 e lecionou por mais de três décadas, também em colégios tradicionais de Porto Alegre, e na universidade ocupou diferentes cargos acadêmicos e administrativos.

Após se aposentar da UFRGS, atuou na PUCRS, onde foi professor titular e cofundador do Programa de Pós-Graduação em História. Desenvolveu pesquisas sobre relações brasileiro-platinas e história do liberalismo ibero-americano. Também colaborou com a formação de professores, foi consultor do Conselho Federal de Educação e recebeu diversas distinções, como a Medalha Mérito Santos Dumont e em 2010 foi condecorado como título honorífico de Cidadão de Porto Alegre.

O luto oficial é um ato simbólico e político decretado em sinal de pesar pelo falecimento de figuras públicas, autoridades ou personalidades relevantes. Ele determina o hasteamento da bandeira nacional a meio-mastro em repartições públicas, sem causar paralisação de serviços e atividades.

Leia o texto do ex-reitor na ocasião dos 70 anos da UFRGS.

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Reparo na rede hidráulica afetará abastecimento de água no Campus do Vale nesta quinta-feira

23 de Março de 2026, 14:14

Pelo menos 12 unidades acadêmicas e administrativas do Campus do Vale terão o abastecimento de água interrompido a partir das 8h da manhã desta quinta-feira, 26 de março de 2026. A medida ocorre em função de um reparo na rede hidráulica do Bloco I do Anel Viário e deve se estender até as 18h. Se necessário, a intervenção poderá ser estendida para o dia seguinte. Os restaurantes universitários 06 (Vale/Informática) e 03 (Vale) não serão afetados.

Serão impactadas as edificações localizadas nos blocos I e II do Anel Viário, onde estão situados o Instituto de Matemática e Estatística, o Instituto de Letras, o Instituto de Ciência e Tecnologia dos Alimentos, o Instituto de Química, o Instituto de Física, o Instituto de Geociências, o Colégio de Aplicação, o Centro de Tecnologia, o Módulo Comercial, a Superintendência de Infraestrutura, o Laboratório de Metalurgia Física (LAMEF) e o Laboratório de Pavimentação (LAPAV).

Conforme a Superintendência de Infraestrutura, as edificações que possuem reservatórios próprios poderão manter o abastecimento por meio de suas reservas internas.

Em caso de condições climáticas adversas, o serviço será transferido para o primeiro dia útil subsequente com tempo favorável. Dúvidas podem ser encaminhadas para o e-mail prefvale@ufrgs.br

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Programa Mais Saúde com Agente forma 120 mil profissionais e celebra a saúde pública brasileira

20 de Março de 2026, 19:29

A cerimônia de formatura da segunda turma do Programa Mais Saúde com Agente lotou as salas e corredores do  Centro Internacional de Convenções do Brasil, em Brasília, na última quarta-feira, 18.  Receberam seus diplomas de técnicos  400 Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias (ACE), representando os 120 mil estudantes distribuídos por todo o país e que integraram a segunda edição do programa. O evento reforça o compromisso da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e do Ministério da Saúde (MS) com o Sistema Único de Saúde (SUS), ao promover a qualificação de profissionais que atuarão na ampliação do acesso à saúde e na prevenção de doenças nos territórios.

Luciana Barcellos Teixeira, coordenadora do Programa na UFRGS, comenta a importância da formação da segunda turma e o papel que a Universidade desempenhou. “A conclusão da segunda turma do Mais Saúde com Agente marca o encerramento de um ciclo construído com grande responsabilidade pela UFRGS, que esteve à frente da execução pedagógica do programa em todo o país. É um momento de celebração pelos resultados alcançados e pelo impacto concreto dessa formação na qualificação do SUS nos territórios.”

Estiveram presentes o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Felipe Proenço; a secretária de Atenção Primária à Saúde, Ana Luiza Caldas; e a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Mariângela Simão. Também participaram o presidente do Conasems, Hisham Hamida; a presidente da Confederação Nacional dos Agentes Comunitários de Saúde (Conacs), Ilda Angélica; e o presidente da Federação Nacional dos Agentes Comunitários de Saúde e de Combate às Endemias (Fenasce), Luís Cláudio Celestino de Souza, além de representantes do Conselho Nacional de Saúde.

Maria Luiza Saraiva Pereira, Chefe de Gabinete da UFRGS, destacou o papel da universidade pública em iniciativas como o Mais Saúde com Agente. Segundo ela, a trajetória centenária da UFRGS é marcada pelo compromisso com a transformação social, a produção de conhecimento e a oferta de ensino público de qualidade, pilares que também orientam o programa.

Gratuita, a formação técnica oferecida aos agentes possibilita que os profissionais atuem de forma qualificada nos territórios onde trabalham, contribuindo para a produção de conhecimento e para a transformação social por meio da saúde. Felipe Proenço ressaltou que o processo de aprendizagem do programa ocorre em uma via de mão dupla. “Os agentes aprendem com tutores e preceptores, mas também ensinam. A atuação cotidiana nos territórios traz um conhecimento prático essencial, que contribui significativamente para a formação de todos os envolvidos”, afirmou. Ele também destacou o reconhecimento do trabalho desses profissionais: “Essa realidade que vocês vivenciam no dia a dia, esse ensinamento que vocês trazem para toda a equipe de saúde da família. Todos aprendem muito com os agentes de saúde, exatamente pela capacidade que vocês têm de chegar às casas, de representar o cuidado com as pessoas, com as famílias e com as comunidades. Isso reforça que a educação é fundamental para o Sistema de Saúde.”

A cerimônia de Brasília encerra um ciclo de formaturas que aconteceram nas capitais brasileiras, como Porto Alegre, Belo Horizonte, Fortaleza, entre outras, ao longo dos últimos três meses. Todas elas representam não apenas o sucesso da segunda turma de formação como também o comprometimento do Programa com a saúde pública.

Com informações do Programa Mais Saúde com Agente

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Professora da UFRGS vence Prêmio Shell de Teatro

20 de Março de 2026, 16:19

A professora do Instituto de Artes, Camila Bauer, conquistou o prêmio de Melhor Direção na 36ª edição do Prêmio Shell de Teatro, uma das mais importantes e longevas distinções do teatro nacional. A premiação, realizada na noite de quarta-feira, 18 de março, em São Paulo, reconheceu o espetáculo Instinto, criação do Coletivo Gompa. “É uma grande honra  receber o Prêmio Shell de Teatro como melhor direção. Os alunos vibram juntos comigo, são muito parceiros. Acho que nos inspiramos mutuamente e vamos crescendo e aprendendo juntos”, comemora Camila.

Além de sua atuação como diretora, Camila Bauer é docente do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas e do curso de Teatro da UFRGS. Fundadora do Coletivo Gompa, a artista desenvolve pesquisas voltadas aos cruzamentos entre dramaturgia e encenação contemporânea, com forte reconhecimento dentro e fora do país. Feliz com a conquista, Camila relata que é a primeira vez que uma artista gaúcha vence o Prêmio Shell. “É muito importante este movimento de visibilidade e reconhecimento do trabalho que fazemos aqui nesta pontinha do país. Acho que isso abre portas para todos nós. O Brasil é muito grande, com muitos artistas maravilhosos. Não esperava este reconhecimento.” A docente relata  também que a atuação como professora e a  própria produção artística dialogam e se complementam ” Acho que meu trabalho na academia se potencializa muito com a experiência prática do teatro e vice-versa. Não consigo separar e não consigo me imaginar fazendo só uma das coisas”. 

Premiado também internacionalmente, o espetáculo propõe uma reflexão sobre o cenário político contemporâneo, frequentemente atravessado por discursos extremistas. A dramaturgia, assinada por Giuliano Zanchi, é inspirada em Brand, obra do dramaturgo norueguês Henrik Ibsen (1828–1906), estabelecendo uma ponte entre o clássico e as urgências do presente.

Ricardo Vivan, Paola Kirst, Camila Bauer, Liane Venturella, Fabiane Severo, Alexsander Vidaleti, integrantes do Gompa e da equipe do Instinto. Foto: Fábio Cuelli

Sobre o Prêmio Shell de Teatro

Criado em 1988 e realizado pela Shell Brasil, o Prêmio Shell de Teatro é considerado o mais tradicional reconhecimento das artes cênicas em atividade no Brasil. A premiação contempla anualmente produções do Rio de Janeiro e de São Paulo, destacando profissionais em categorias como Direção, Dramaturgia, Atuação, Cenografia, Figurino, Iluminação, Música e iniciativas de impacto social.

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UFRGS convoca candidatos para sessão de verificação da autodeclaração étnico-racial

17 de Março de 2026, 13:46

A Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe) enviou nesta terça-feira, dia 18, via Portal do Candidato, a convocação para a sessão de verificação da autodeclaração étnico-racial aos candidatos que concorrem ao ingresso na graduação pela reserva de vagas para pretos, pardos, indígenas e quilombolas.

Ao todo, foram convocados 117 candidatos, oriundos do primeiro chamamento do Vestibular para ingresso em 2026/2, sendo que as sessões serão presenciais e vão ocorrer nos seguintes termos:

As verificações ocorrerão nas seguintes datas e horários:

  • 24 de março – turnos manhã e tarde, na sala 218 do Anexo III
  • 26 de março – turno manhã, na sala 218 do Anexo III
  • 31 de março – turno manhã, na sala 218 do Anexo III

Todos os encontros acontecem no Campus Centro, localizado na Av. Paulo Gama, 110, bairro Farroupilha.

No dia 9 de março foram convocados 254 candidatos para o ingresso na UFRGS em 2026/1 e 2026/2 para sessão de verificação da autodeclaração étnico-racial daqueles que concorrem ao ingresso na graduação pela reserva de vagas para pretos, pardos, indígenas e quilombolas.

As sessões presenciais ocorrem dias 18 e 19/03, nos turnos manhã e tarde, e o dia 23/03, turno tarde. E os candidatos devem comparecer à sala 218 ou 324 do Anexo III da Reitoria, Campus Centro da UFRGS – Av. Paulo Gama, 110, Farroupilha, Porto Alegre/RS.

A Proafe destaca que é fundamental que os candidatos leiam atentamente as orientações encaminhadas. Entre as recomendações, estão: comparecer ao local com pelo menos 15 minutos de antecedência; apresentar documento de identificação original e atualizado, com foto, pois não sendo aceitos documentos com fotos de infância ou com indicação de “não alfabetizado”; portar a documentação específica exigida em edital, no caso de candidatos indígenas e quilombolas; além de levar caneta esferográfica azul ou preta.

A universidade também informa que a sessão de verificação pode ocupar todo o turno indicado, sendo importante que os candidatos se programem com antecedência.

O procedimento de verificação da autodeclaração é etapa obrigatória para a efetivação da matrícula nas vagas destinadas às políticas de ações afirmativas, assegurando a correta aplicação dos critérios estabelecidos nos processos seletivos.

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Parceria entre botos e pescadores para captura de peixes vira patrimônio imaterial do Brasil

16 de Março de 2026, 14:22

A tradicional pesca cooperativa entre pescadores artesanais e botos no Sul do Brasil foi reconhecida como Patrimônio Cultural do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A prática reúne conhecimentos tradicionais, relações ecológicas e modos de vida transmitidos entre gerações nas comunidades pesqueiras. 

Na pesca cooperativa, os botos cercam cardumes de tainha próximos à margem do canal e sinalizam o momento adequado para que os pescadores lancem as redes. A estratégia permite a captura de parte dos peixes pelos pescadores, enquanto outra parcela permanece disponível para os próprios golfinhos. A prática ocorre em áreas de encontro entre águas doces e salgadas, principalmente na foz do Rio Tramandaí, no litoral norte do Rio Grande do Sul, e no complexo lagunar da região de Laguna. 

O Projeto Botos da Barra do Rio Tramandaí , do Centro de Estudos Costeiros, Limnológicos e Marinhos (Ceclimar) da UFRGS, sempre buscou a valorização dessa prática tradicional, a partir da pesca cooperativa como patrimônio cultural e ecológico, contribuindo para a subsistência das comunidades pesqueiras artesanais e para a preservação dos botos que habitam a região.  A proposta analisada pelo Iphan se baseia também em décadas de investigação que integram os saberes das comunidades locais e resgatam um histórico de atuação científica de diversos grupos de pesquisa e extensão como o Laboratório de Mamíferos Aquáticos (Lamaq), Laboratório de Ecologia e Etnobotânica (ECOHE), Núcleo de Dinâmicas Urbanas e Patrimônio Cultura, e Coletivo de Estudos em Ambientes, Percepções e Práticas (CANOA), todos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Laboratório de Zoologia (LabZoo), da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) , Projeto Botos do Araranguá, Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC) e o projeto Gephyreus, que reúne pesquisadores e pesquisadores de diversas universidades do sul do Brasil, Uruguai e Argentina. A iniciativa conta também com a participação das entidades representativas dos pescadores artesanais e de seu conhecimento tradicional: a Pastoral dos Pescadores e Pescadoras Regional Sul (CPP-Sul), o Movimento Boto Vivo de Laguna, o Fórum da Pesca do Complexo Lagunar Sul de Santa Catarina, o Sindicato dos Pescadores de Tramandaí, a Colônia de Pescadores de Tramandaí Z-39, a Colônia de Pescadores de Imbé Z-40 e o Fórum da Pesca do Litoral Norte do Rio Grande do Sul.

Segundo parecer técnico apresentado pelo conselheiro Bernardo Issa, do  Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA),  o reconhecimento se justifica pela profundidade histórica da prática, pela complexidade socioecológica e pelo valor simbólico e afetivo para as comunidades envolvidas. O documento também destaca que o registro amplia a compreensão de patrimônio cultural ao considerar relações que ultrapassam o universo exclusivamente humano. De acordo com o Iphan, a pesca cooperativa não envolve animais anônimos ou genéricos: muitos botos são reconhecidos individualmente pelos pescadores e identificados por nomes próprios. Além disso, o comportamento também é transmitido entre gerações de golfinhos, formando uma relação singular de aprendizado social entre humanos e animais.

Foto: Ceclimar UFRGS

O presidente do Iphan, Leandro Grass, ressaltou o caráter inédito do reconhecimento, marcado pela integração de perspectivas sociais, ambientais e biossociais.” É um chamado, uma convocação a um pensamento holístico, sistêmico, sustentabilista acerca do Patrimônio Cultural e, principalmente, comprometido com esse momento da história em que a humanidade precisa tomar uma decisão se vamos nos destruir ou se vamos permitir àqueles que ainda não nasceram viver dignamente”. 

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Pró-Costa RS é reconhecido pela UNESCO

16 de Março de 2026, 14:00

O Serviço Integrado de Proteção à Linha de Costa do Rio Grande do Sul (Pró-Costa RS), coordenado por pesquisadores da UFRGS, foi reconhecido pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) como parte do UN Decade of Ocean Science for Sustainable Development 2021–2030. Ao integrar a estrutura da Década da Ciência Oceânica, o projeto da UFRGS será vinculado ao programa internacional CoastPredict – Observing and Predicting the Global Coastal Ocean, que reúne pesquisadores de diferentes países dedicados ao monitoramento, à observação e à previsão das dinâmicas das zonas costeiras.

Desenvolvido pela UFRGS, por meio do Instituto de Geociências e do Centro de Estudos Costeiros, Limnológicos e Marinhos (Ceclimar), o  Pró-Costa RS conta ainda com a participação de outras dez instituições de pesquisa. O projeto pretende criar um sistema contínuo de monitoramento e alerta para eventos oceanográficos e meteorológicos, além de avaliar a vulnerabilidade da costa gaúcha à erosão e a inundações.  A iniciativa busca dar suporte científico e operacional aos municípios costeiros para o enfrentamento dos efeitos das mudanças climáticas, promovendo a resiliência das comunidades, o desenvolvimento sustentável e a valorização da cultura oceânica.

Maria Luiza Correa da Câmara Rosa, coordenadora do  Pró-Costa RS e docente do Instituto de Geociências da UFRGS,  explica que, com o reconhecimento do projeto no programa CoastPredict e na Década dos Oceanos, se promove a visibilidade internacional do projeto, que estará inserido em comunidades científicas que compõem a Década. Isto amplia oportunidades de colaboração com outras instituições, onde a UFRGS terá participação em redes globais de observação e modelagem costeira. Segundo Maria Luiza, esta participação potencializa a realização de intercâmbios, permitindo que a UFRGS esteja presente nas linhas de frente da ciência oceânica, ao mesmo tempo em que contribuições de outras instituições poderão ser somadas aos nossos esforços. “Outra questão relevante diz respeito à continuidade do Pró-Costa RS, que é um projeto financiado pelo Edital 06/2024 (Programa de pesquisa e desenvolvimento voltado a desastres climáticos) da FAPERGS, e tem data de encerramento prevista para dezembro deste ano. A continuidade das pesquisas é fator crucial para que o conhecimento que está sendo gerado possa evoluir e ser ainda mais efetivo tanto regional quanto globalmente”, considera a professora.

Pró-Costa RS/Divulgação

Maria Luiza contextualiza que o papel da UFRGS consiste em articular o Pró-Costa RS com outros projetos e com o programa ao qual está vinculado, o CoastPredict, o que exige a interação tanto com a coordenação do programa quanto com as estruturas de governança da Década. “Além disso, a UFRGS deve participar das comunidades (Communities of Practice), colaborando de forma coletiva com o impacto das ações, divulgando e compartilhando resultados que possam contribuir com o avanço da ciência e a promoção da cultura oceânica. Dentre os desafios que constam nos objetivos da Década, o projeto está diretamente envolvido na resiliência das comunidades, na proteção e restauração de ecossistemas e na interconexão oceano-clima”, detalha.

Conheça as cinco metas do Pró-CostaRS

Meta 1: Implementação de uma rede contínua de monitoramento e alerta de eventos oceanográficos e meteorológicos, tendo como diferencial a disponibilização de um sistema de previsão acoplado, que considera as interações entre o oceano e a atmosfera, o que não existe de forma operacional. Esta previsão, extremamente robusta, terá uma interface para usuários externos, permitindo o alerta e o planejamento de ações frente a eventos climáticos.

Pró-Costa RS/Divulgação
Pró-Costa RS/Divulgação

Meta 2: Modelagem da vulnerabilidade costeira, com proposição de estratégias de adaptação. Está sendo realizada a avaliação da movimentação da linha de costa nas últimas décadas, para embasar a previsão de tendências futuras (erosão, estabilidade ou acresção), bem como a geração de dados para o mapeamento de áreas mais susceptíveis a alagamentos e inundações. Com isto, serão gerados mapas de risco atuais e cenários futuros, para planos de gestão. Além disso, estão sendo testadas estratégias de recuperação de áreas degradadas, especialmente em dunas costeiras, que constituem uma proteção natural para eventos meteorológicos. 

Meta 3: Avaliação dos impactos climáticos e da tropicalização sobre os recursos marinhos vivos para que se possa conhecer as respostas da biodiversidade frente a tendências de aquecimento das águas e em eventos extremos.  Estão sendo monitoradas alterações na composição das espécies para gerar modelos preditivos de distribuição futura, inclusive de espécies com interesse econômico e a ocorrência e impactos de espécies invasoras. Com isso, será criado um banco de dados com a distribuição histórica, atual e previsões de tendências futuras.

Meta 4: Monitoramento de microcontaminantes ambientais para detectar alterações na qualidade ambiental. Estão sendo realizadas análises de nutrientes, metais pesados, agroquímicos e fármacos em amostras de água, sedimentos, pescados e aves nas diferentes estações do ano. Com isso, será conhecida a distribuição espacial e temporal de contaminantes, identificando locais com maior contaminação (hotspots) e suas possíveis fontes. Esta base de conhecimento sobre a contaminação ambiental também servirá de base para tomadas de decisão e avaliação de impactos considerando os eventos extremos e tendências de cenários futuros.

Meta 5: Ações de educação ambiental, com a promoção da cultura oceânica e capacitação das comunidades locais. Além do trabalho de divulgação nas redes sociais, estão previstos encontros com gestores dos municípios costeiros para discutir os resultados do projeto, quando todas as metas fornecerão bases de conhecimento diretamente aplicadas na gestão. Está sendo gerado um acervo em realidade virtual voltado aos impactos das mudanças climáticas e da elevação do nível do mar, e uma cartilha de boas práticas sobre a importância da proteção dos ecossistemas marinhos e adaptação às mudanças climáticas.

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UFRGS divulga lista de leituras obrigatórias para o Vestibular 2027

16 de Março de 2026, 10:21

Ideias para adiar o fim do mundo, de Ailton Krenak, Macunaíma, de Mário de Andrade, A fúria, de Silvina Ocampo, e A teus pés, de Ana Cristina César, são as novas obras que passam a integrar a lista de leituras obrigatórias do Vestibular 2027 da UFRGS. Esses títulos substituem quatro que estavam na relação da edição anterior: A terra dos mil povos, de Kaká Werá, Água funda, de Ruth Guimarães, Cem anos de solidão, de Gabriel García Márquez e Um útero é do tamanho de um punho, de Angélica Freitas. Ao todo, 12 obras integram o conjunto de leituras obrigatórias do Vestibular da UFRGS [Confira abaixo a relação completa].

Conforme definido pela Resolução nº 16/2006 do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFRGS, a seleção das Leituras Obrigatórias para a prova de Literatura de Língua Portuguesa ocorre de forma cíclica: a cada ano, quatro das doze obras são substituídas, seguindo a ordem de renovação dos blocos. Esse sistema garante a atualização permanente da lista e a diversidade de gêneros e períodos literários.

Integrante da comissão responsável pela escolha das obras, o professor Antônio Marcos Sanseverino, do Instituto de Letras, relata que a lista segue alguns princípios que organizam o conjunto das indicações e, especificamente, sua renovação anual. “As indicações têm uma paridade em termos de perfil. Então, se sair uma obra da literatura indígena, vai entrar outra. Se é uma obra em tradução latino-americana, vai entrar outra nesta mesma lógica e assim por diante”, resume o docente.

A nova lista foi divulgada nesta segunda-feira, dia 12, pela Comissão Permanente de Seleção (Coperse) e já pode ser consultada na página do Vestibular 2027 no site da UFRGS . No mesmo endereço, serão publicadas posteriormente outras informações sobre o processo seletivo, como o edital, as orientações para solicitação de isenção da taxa de inscrição, o período de inscrições e as datas de realização das provas, entre outros detalhes do concurso.

LEITURAS OBRIGATÓRIAS 2027

Quincas Borba – Machado de Assis
O Demônio Familiar – José de Alencar
Mrs. Dalloway – Virginia Woolf
A Visão das Plantas – Djaimilia Pereira de Almeida
Niketche: uma história de poligamia – Paulina Chiziane
O avesso da pele – Jeferson Tenório
Mas em que mundo tu vive – José Falero
Seleta de Canções – Lupicínio Rodrigues

>Cadeira vazia (com Alcides Gonçalves)
>Castigo (com Alcides Gonçalves)
>Cevando o amargo (com Piratini)
>Dona Divergência (com Felisberto Martins)
>Ela disse-me assim (Vai embora)
>Esses moços (Pobres moços)
>Foi assim
>Loucura
>Maria Rosa (com Alcides Gonçalves)
>Migalhas (com Felisberto Martins)
>Namorados
>Nervos de Aço
>Nunca
>Se acaso você chegasse (com Felisberto Martins)
>Vingança
>(Xote da) Felicidade

Ideias para adiar o fim do mundo – Ailton Krenak
Macunaíma – Mário de Andrade
A fúria – Silvina Ocampo
A teus pés – Ana Cristina César

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Campus do Vale ficará sem luz na madrugada de 19 de março

13 de Março de 2026, 11:02

A CPFL Energia realizará, por intermédio da CEEE Equatorial, a interrupção da energia em todo o Campus do Vale entre 00h01 e 5h da quinta-feira, dia 19 de março. O corte ocorre devido a um procedimento programado na subestação PAL6, responsável pelo atendimento energético do campus, que resultará na conclusão de uma obra de ampliação e melhorias na unidade de distribuição.

A Superintendência de Infraestrutura da UFRGS (Suinfra) orienta as unidades que possuem geradores para que realizem previamente o abastecimento e a verificação das condições de funcionamento dos equipamentos, a fim de evitar danos ou prejuízos às atividades essenciais durante o período.

Conforme ofício, a Suinfra detalha que a CEEE Equatorial e CPFL Transmissão estão amparadas pelas prerrogativas previstas em regulamento, o qual estabelece que a comunicação sobre desligamento programado deve ocorrer com antecedência mínima de 5 dias.

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Pesquisa revela perfil dos novos estudantes da UFRGS

13 de Março de 2026, 08:44

Durante as atividades das Calouradas 2026/1, a UFRGS realizou uma pesquisa com estudantes ingressantes para conhecer melhor o perfil de quem inicia a trajetória acadêmica na melhor universidade federal do Brasil.  O levantamento buscou identificar motivações para a escolha da Universidade, expectativas em relação à vida acadêmica e preferências de comunicação institucional.

O questionário, de resposta rápida, foi enviado por e-mail e preenchido por 16,6% dos ingressantes, um público vindo de diferentes modalidades de ingresso: VestibularSistema de Seleção Unificada (Sisu)DiplomadosProcesso Seletivo Unificado, Processo Seletivo Simplificado, Processo Seletivo Específico para Estudantes IndígenasConvênio de Graduação (PEC-G) e também do processo de ingresso de refugiados.  “O resultado do levantamento feito junto a nossas e nossos ingressantes corrobora o que ouvíamos de nossas e nossos estudantes”, avalia a Vice Pró-Reitora de Graduação, Irma Bueno. Segundo ela, a excelência e reputação da UFRGS, assim como esta ser uma instituição pública e gratuita, são fatores de extrema importância. “Isso nos aponta que estamos na direção correta. Outra informação importante que essa pesquisa nos trouxe é saber a maneira como ingressantes preferem receber as informações sobre a UFRGS e sobre seus cursos. A partir disso, poderemos trabalhar em aprimorar ainda mais nossa comunicação com estudantes. Da mesma maneira, saber as expectativas em relação à vida acadêmica que se inicia a partir de agora nos ajuda a pensar nossas ações futuras junto a nossas e nossos estudantes para além do Ensino”, considera.

Os resultados indicam que a escolha pela UFRGS está fortemente associada à qualidade do ensino, à reputação acadêmica da instituição e ao caráter público da Universidade. A maioria dos respondentes ingressa em cursos de regime integral, com destaque para áreas como Letras, Medicina e Administração. A pesquisa também mostra que o e-mail institucional segue como o principal canal para o recebimento de informações oficiais, enquanto redes sociais e aplicativos de mensagem, especialmente Instagram e WhatsApp, aparecem como meios importantes de comunicação e engajamento com os estudantes. O site institucional permanece como espaço de consulta para editais, calendários e informações acadêmicas.

Sobre os dados

Entre os fatores que mais influenciaram a decisão de estudar na UFRGS, destacam-se a qualidade do ensino (72,5%), a reputação da instituição (71,2%) e a gratuidade (65%), indicando que o prestígio acadêmico e o caráter público da Universidade seguem como elementos centrais na escolha dos estudantes.

Pietro Scopel

Em relação ao perfil de turno, a maioria dos respondentes ingressou em cursos de regime integral (61,2%), seguida pelos turnos noturno (16,2%) e manhã (9,5%). Entre os cursos com maior número de participantes estão Letras, Medicina e Administração.

A pesquisa também investigou quais são os canais preferidos para receber informações da Universidade. O e-mail institucional aparece como principal meio de comunicação (57,3%), seguido pelo Instagram (47,3%) e pelo WhatsApp (42,3%). Já o site institucional (27,8%) é utilizado principalmente para consulta de editais, calendários e outras informações formais.

Nas respostas abertas, a palavra “acolhimento” foi a mais recorrente entre os ingressantes ao descrever suas expectativas em relação à UFRGS. Termos como aprendizado, futuro e transformação também apareceram com frequência, apontando que os estudantes associam a experiência universitária não apenas à formação profissional, mas também a mudanças significativas nas trajetórias de vida.

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