O Caminho da Capacitação, programa do Governo de São Paulo, está com inscrições abertas para cursos gratuitos de qualificação profissional nas regiões de Registro e Itapeva. Nesta etapa, as aulas serão realizadas entre os dias 11 e 22 de maio, em carretas adaptadas como salas de aula. Pela primeira vez desde o lançamento, a iniciativa atenderá duas regiões administrativas de forma simultânea.
Ao todo, 20 municípios serão contemplados com cursos nas áreas de gastronomia, beleza e estética, moda, tecnologia, mecânica, cuidados com pets, panificação e bem-estar. As capacitações acontecem em unidades móveis equipadas para atividades teóricas e práticas, levando ensino profissionalizante diretamente à população.
Na região administrativa de Registro, o programa passará por Cajati, Cananéia, Eldorado, Jacupiranga, Pariquera-Açu, Registro e Sete Barras. Já na região administrativa de Itapeva, serão atendidos Angatuba, Arandu, Bom Sucesso de Itararé, Campina do Monte Alegre, Capão Bonito, Guapiara, Itaí, Nova Campina, Paranapanema, Piraju, Ribeirão Branco, Ribeirão Grande e Taquarivaí.
As inscrições devem ser feitas pelo site www.cursofussp.sp.gov.br. As vagas são limitadas e permanecerão abertas até o preenchimento das turmas ou o início das aulas.
Podem participar, prioritariamente, pessoas em situação de vulnerabilidade social, como desempregados, beneficiários de programas assistenciais e mulheres chefes de família. A idade mínima varia conforme o curso, com opções para jovens a partir de 14, 16 ou 18 anos.
Sobre o programa
O Caminho da Capacitação tem como objetivo promover a inclusão social, incentivar o empreendedorismo e ampliar as oportunidades de geração de renda e inserção no mercado de trabalho. Ao percorrer cidades do interior paulista, o programa amplia o acesso da população à qualificação profissional.
Desenvolvida pelo Fundo Social de São Paulo, a iniciativa integra o programa Superação SP, do Governo do Estado, que tem como meta retirar mais de 100 mil famílias da linha da pobreza. Desde o lançamento, o Caminho da Capacitação já passou por 240 municípios e capacitou mais de 11,9 mil pessoas.
Ao todo foram oferecidas 24.029 vagas, destinadas a 456 polos, de 386 municípios (capital, interior e litoral), para 10 cursos, com três eixos básicos de ingresso: Licenciatura (Letras, Matemática e Pedagogia), Computação (Ciência de Dados, o novo de Bacharelado em Inteligência Artificial, Engenharia de Computação e Tecnologia da Informação) e Negócios e Produção (Administração, Engenharia de Produção e Tecnologia em Processos Gerenciais).
O Vestibular registrou 89.880 inscrições e deste total, 89,3% afirmam ter concluído o ensino médio em escolas gratuitas (70,1% – em escolas da rede pública de Ensino, 7,4 % – em Etecs, 9,6% – em outras instituições gratuitas, e 1,9 % no SENAI e SESI) e 58% são mulheres. O perfil dos candidatos foi traçado por meio de pesquisa respondida no ato da inscrição. Além das vagas do processo seletivo, a instituição ofertou ainda outras 2.956 para o Provão Paulista. Todos os aprovados ingressarão em junho de 2026.
De acordo com o levantamento, o eixo mais procurado foi o de computação, com 33.235 inscritos, seguido de Licenciatura, que recebeu 31.483 inscrições e de Negócios e Produção, com 25.162 efetivações. Segundo o questionário, 77% têm mais de 26 anos, 33,2 % nunca iniciaram um curso de graduação, 77% prestaram o processo seletivo da Univesp pela primeira vez e 80% não pretendem tentar outro vestibular neste ano. Foram declarados 52,4% brancos, 33,5% pardos, 12,5% pretos, 1,4% amarelos e 0,3% indígenas. A maioria exerce atividade profissional remunerada regularmente (66,7%) e 39,3% dos candidatos são responsáveis pelo sustento da família. Dos inscritos, 4.057 declararam ser Pessoa Com Deficiência (PcD).
Segundo o documento, 51,4% dos candidatos moram no interior do estado de São Paulo, seguido da capital (23,4%), da Região Metropolitana (17,7%), do litoral (6,4%) e de outros estados (1,2%).
Para o presidente da Univesp, professor Marcos Borges, os números mostram a importância do alcance do ensino superior gratuito a distância. “A instituição reforça seu papel na inclusão social. Nosso vestibular é a oportunidade que muitas pessoas encontram para cursar uma universidade. Já estamos em 392 municípios do Estado de São Paulo, mas nossa meta é alcançar ainda mais cidades, somar esforços com as prefeituras para implantação de novos polos e levar graduação gratuita a distância de qualidade para todos os tipos de público. Já somos a maior instituição de ensino superior pública do país em número de alunos matriculados na graduação”, ressalta.
O relatório ainda aponta que, do total de concorrentes, 30,3% conheceram a instituição por intermédio de estudante ou ex-aluno, 37%, por meio das mídias sociais e 99,6% acessam a internet de casa. A renda familiar de 55,3 % dos concorrentes é entre 1 e 3 salários mínimos. O nível de instrução dos familiares também foi levantado: 10,3% dos pais dos candidatos possuem nível superior e 15,2% das mães têm formação superior. O gabarito oficial da prova será divulgado em 27/04, a lista de aprovados e convocados em 1ª chamada será divulgada dia 1 de junho, no site vestibular.univesp.br. As matrículas devem ser realizadas entre os dias 2 e 8 de junho. O período letivo inicia em 22 de junho de 2026.
Criada em 2012, a Universidade Virtual do Estado de São Paulo é uma instituição de educação a distância, mantida pelo Governo do Estado. Entre seus principais parceiros, destacam-se as universidades USP, Unesp, Unicamp e o Centro Paula Souza (CPS). A Univesp conta com mais de 88 mil alunos, entre estudantes de graduação e pós, e dez cursos– Letras, Matemática, Pedagogia, Bacharelado em Tecnologia da Informação (BTI), Bacharelado em Ciência de Dados, Engenharia de Computação, Engenharia de Produção, Administração, Processos Gerenciais e o novo de Bacharel em Inteligência Artificial. Os cursos são realizados em Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA), por meio de videoaulas, bibliotecas digitais, conteúdos pedagógicos e fóruns, que garantem a interação do discente com o facilitador. Em 2026, a universidade possui 462 polos e está presente em 392 municípios do Estado, representando mais de 60% do território paulista.
A escrita em letras cursivas tem demonstrado ser mais desafiadora e estimulante do que digitar ou escrever em letras de forma, permitindo que áreas do cérebro relacionadas à coordenação motora, memória e integração sensorial sejam ativadas e, com o tempo, fazem com que a escrita se torne algo comum e exija menos esforço, principalmente entre crianças. Andrea Lorena, professora da Faculdade de Medicina da USP, explica com detalhes os efeitos da escrita em letra cursiva para o cérebro.
“Quando uma criança escreve em letra cursiva, o cérebro não está apenas ‘desenhando letras’. Ele está coordenando vários sistemas ao mesmo tempo. A escrita cursiva envolve planejamento motor fino, percepção visual da letra, memória e linguagem. Por isso, ela ativa uma rede cerebral relativamente ampla, incluindo áreas motoras, parietais e regiões ligadas à memória e ao processamento da linguagem. Estudos de neuroimagem mostram que escrever à mão mobiliza mais circuitos neurais do que digitar, especialmente regiões relacionadas à coordenação motora, memória e integração sensorial. Outro ponto interessante é que a cursiva exige um movimento contínuo da mão. As letras são conectadas, e isso cria sequências motoras que o cérebro precisa planejar e automatizar. Esse tipo de movimento fortalece as conexões entre os sistemas motor, visual e linguístico. Na prática, isso significa que o cérebro cria uma representação mais rica das letras e das palavras. Não é apenas a forma visual da letra que fica registrada, mas também o movimento usado para produzi-la.”
A letra cursiva no aprendizado das crianças
Silvia Colello, professora do Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Educação (FE) da USP, fala sobre a importância de se aprender a letra cursiva durante o processo de alfabetização. “Do ponto de vista pedagógico, a gente entende o ensino da língua escrita não como aquisição do alfabeto ou das regras de ortografia e de sintaxe ou gramática, a gente entende o ensino da língua escrita hoje em função da complexidade da nossa sociedade, como a imersão nesse universo letrado e na cultura escrita que se manifesta das mais diferentes formas. A criança não tem que aprender somente o funcionamento do sistema, mas sim aprender os modos de usar a língua escrita e a letra cursiva é um dos modos de aprender a língua escrita. Tem uma pesquisadora argentina, já falecida, chamada Emília Ferreiro, ela fala uma frase que sintetiza bem essa ideia, diz que a escrita é importante na escola, porque a escrita é importante fora da escola, e não o inverso. A gente precisa ensinar as nossas crianças a ler e escrever dos muitos jeitos em que as práticas de leitura e escrita acontecem na nossa sociedade.”
“Essa é uma concepção ampla de ensino da língua escrita e que interessa justamente porque nós não estamos pretendendo formar o sujeito que sabe ler e escrever, a gente está pretendendo formar o sujeito senhor da sua própria palavra, que pode ser autor, que se posiciona diante dos textos e que ao mesmo tempo recebe muitos apelos da sociedade letrada, da cultura escrita e que responde a esses apelos. Nessa concepção, não faz sentido a gente não ensinar a língua cursiva, porque ela está na nossa sociedade. Por que nós vamos nos conformar com o menos se a gente pode o mais? O menos seria ensinar a criança a letra de imprensa ou a letra bastão para que ela possa se comunicar e digitar no computador e o mais é ensinar a criança a participar desse mundo da cultura escrita em todas as suas formas.”
De acordo com Silvia, o momento ideal para que a letra cursiva seja introduzida varia, a depender do aluno. “Muitos professores ficam em dúvida quando é o melhor momento para entrar na letra cursiva. É preciso que a gente entenda que a letra bastão, que é a letra de forma, é mais fácil para a criança compreender que a escrita se faz em partes, em pedacinhos, como eles dizem. No momento em que a criança já dominou o código alfabético e que já entendeu que as palavras são feitas de letras e já tem o conceito de letras e tal, é natural que as crianças fiquem desejando aprender a letra cursiva, que eles chamam de ‘letra de gente grande’. Se o processo for bem conduzido, as crianças vão ficar motivadas para aprender isso, e essa aprendizagem vai ser muito boa quando ela não é tratada de uma forma mecânica. Não posso te responder se é melhor a criança aprender a letra cursiva com 6, 7 ou 8 anos, depende da criança e do domínio que ela já tenha da língua escrita. Mas, a partir do momento em que ela já tenha a aquisição do sistema fonético, ela pode ser, sim, motivada, até desafiada, a começar a escrever a letra cursiva. É essa a ideia.”
E depois de adulto?
Andrea explica que, mesmo sendo mais difícil, ainda é possível desenvolver a habilidade mesmo depois da infância. “Sim, geralmente fica um pouco mais difícil, mas não impossível. A escrita cursiva é uma habilidade motora complexa. Ela depende de sequências de movimentos finos da mão que precisam ser automatizados com repetição. Durante a infância, o cérebro apresenta maior plasticidade neural, especialmente nos sistemas motores e sensório-motores. Isso facilita a aprendizagem desses padrões motores. Na vida adulta, o cérebro ainda aprende, mas a aquisição de novas sequências motoras costuma exigir mais prática e mais tempo. A pessoa consegue aprender, mas o processo tende a ser menos espontâneo do que na infância. Por isso, tradicionalmente, a escrita cursiva é ensinada nos primeiros anos da escolarização: é justamente o momento em que o cérebro está mais preparado para consolidar esse tipo de habilidade motora”, finaliza Andrea.
O Brasil vem ampliando, desde 2012, a rede de proteção legal às pessoas com câncer, com leis que garantem mais agilidade no diagnóstico e no início do tratamento. Entre os avanços estão a definição do prazo de até 30 dias para a realização de exames e o limite de 60 dias para o começo do tratamento após a confirmação da doença.
O principal marco dessa legislação é o Estatuto da Pessoa com Câncer, sancionado em 2021. A norma estabelece diretrizes para o atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS) e define direitos que devem ser assegurados automaticamente aos pacientes.
Segundo Eduardo Tomasevicius, professor do Departamento de Direito Civil da Faculdade de Direito da USP, o estatuto organiza uma política pública voltada ao cuidado integral. “É uma lei que estabelece uma política de atendimento a quem está buscando ajuda no SUS. De um lado, temos os direitos da pessoa com câncer e, de outro, os deveres do Estado de proteger e atender a esses pacientes”, explica.
Do diagnóstico ao acompanhamento contínuo
O especialista destaca que o atendimento envolve diferentes etapas, desde o diagnóstico até o acompanhamento contínuo. “O atendimento à pessoa com câncer envolve a realização de exames, o início do tratamento dentro dos prazos legais e também a promoção de ações de prevenção, além de garantir o apoio à família”, afirma.
Um dos pontos mais importantes da legislação, segundo o professor, é que os direitos previstos devem ser cumpridos independentemente de solicitação. “Por se tratar de um estatuto, esses direitos não precisam ser pedidos. Eles devem ser garantidos espontaneamente por todos os profissionais do SUS”, ressalta.
Direitos garantidos mesmo sem solicitação
No entanto, há benefícios que não estão incluídos diretamente no estatuto e exigem solicitação formal. Entre eles estão a prioridade na tramitação de processos judiciais, a isenção de Imposto de Renda, o saque do FGTS e o acesso a benefícios previdenciários.
Caso os direitos não sejam respeitados, o paciente pode recorrer à Justiça. “A pessoa pode buscar um advogado ou a Defensoria Pública. Se o exame não for realizado em 30 dias ou o tratamento não começar em até 60 dias é possível pedir uma medida urgente para garantir esse atendimento”, orienta o professor.
Com esse conjunto de leis, o Brasil busca assegurar mais rapidez, dignidade e proteção às pessoas com câncer, reforçando o direito ao acesso universal à saúde.
A Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest) completou 50 anos de existência no dia 20 de abril. Fundada em 1976, na capital paulista, seu principal objetivo é a realização de exames vestibulares para admissão na Universidade de São Paulo. Para comemorar, a instituição tem elaborado, desde de abril do ano passado, uma programação especial, incluindo um livro sobre a evolução do Ensino Médio até 2026.
Gustavo Monaco, diretor executivo da Fuvest, comenta um pouco da história da fundação. “São 50 anos de sucesso, no sentido de conseguirmos manter o sigilo sobre as questões e o procedimento utilizado no vestibular de uma maneira republicana. Ela é o resultado de uma decisão muito corajosa que a USP tomou há cinco décadas de instituir uma fundação para cuidar do vestibular, visto que antes cada unidade tinha o seu próprio e isso, muitas vezes, estava sujeito às particularidades e interferências externas de cada uma.”
Já em 1977 foi realizada a primeira aplicação do vestibular, coordenada pelo professor José Goldemberg, após a Fuvest surgir como a fusão dos três grandes exames daquela época, o Mapofei, das áreas de exatas, o Cescea, das ciências humanas, e o Cescem, que era usado para ciências da saúde.
“Após uma conversa com o professor Goldemberg, que tive em conjunto com o vice-diretor do vestibular, Tiago Paixão, percebemos que muitas das coisas que praticamos hoje foram decisões que ele e os conselheiros daquela época tomaram. Então isso mostra como a Fuvest evolui, mas também mantém muitas das tradições, não porque são tradições, mas porque elas funcionam para manter esse programa bastante rígido e relevante para o país e para o estado de São Paulo.”
Formulação do exame
“A estruturação da prova é algo muito artesanal, ou seja, os avaliadores têm uma preocupação de elaborar questões contextualizadas que façam sentido também para o corpo de candidatos, assuntos que eles compreendam e consigam aplicar, mas, sobretudo, que consigam pensar bastante. Enquanto as bancas das disciplinas pensam do ponto de vista técnico, os funcionários da Fuvest vão se atentar à parte formal, quer dizer, isto está com cara de uma questão teste ou aquilo está com cara de uma questão dissertativa. Há um olhar e uma análise crítica muito fundamental por parte da banca para a seleção de cada questão e também uma preocupação de garantir a excelência”, pontua Monaco.
Listas literárias e a redação
Outro ponto de destaque do vestibular é a lista literária de leituras obrigatórias, uma seleção de obras em língua portuguesa exigidas para a elaboração do vestibular, fundamentais para questões de literatura e redação. Anteriormente, as listas preocupavam-se em cobrir os movimentos literários e gêneros textuais de forma mais abrangente, o que mudou a partir de 1989.
“Esse contexto anterior mais geral privilegiou por muitos anos os escritores, o que poderia nos fazer pensar que não existiram escritoras no passado, o que não é verdade, já que muitas foram inviabilizadas pelos seus contextos sociais históricos. Então, o que foi feito foi um movimento de ruptura nos últimos anos, no sentido de estabelecer uma lista exclusivamente feminina por três anos. Depois desse período, os homens irão reaparecer nessa lista, para que seja composta metade de homens e metade de mulheres”, explica o diretor.
Por outro lado, a redação Fuvest, também amplamente conhecida e repercutida, é aplicada desde o ano de criação do processo seletivo. Há uma predominância do gênero dissertativo nesses 50 anos, mas, nas décadas de 1970 e 1980, por exemplo, apresentaram gêneros narrativos também. A redação também conta com a famosa frase temática, que define o tema do texto. No ano passado, a Fuvest, pela primeira vez, trabalhou com um mesmo conjunto de textos de apoio para duas propostas. Quer dizer que o candidato continua fazendo uma redação só, mas poderá escolher o gênero textual entre o dissertativo e o narrativo.
A elaboração do livro
“Quando a Fuvest fez 30 anos foram lançados dois livros sobre a história da Fundação, o que é muito importante, mas, dessa vez preferimos seguir por outro caminho. A ideia surgiu de uma parceria com o professor Marcos Neira, da Faculdade de Educação e pró-reitor de Graduação, e outros professores, para tratar da evolução de 50 anos do Ensino Médio e como os conteúdos ensinados nas escolas foram cobrados no vestibular. A evolução dos currículos, dos métodos pedagógicos, a inclusão ou a retirada de certos temas são alguns dos temas tratados, e a ideia é entregar para a comunidade, para a sociedade, um manancial de estudos sobre a importância da Fuvest”, ressalta.
Por fim, Monaco cita a metáfora de quem veio primeiro, o ovo ou a galinha, comparando-a com a relação da Fundação com o Ensino Médio e seus papéis na transformação de ambos. “A conclusão pode ser outra, mas tenho a impressão que é um processo efetivamente simbiótico, de efetiva retroalimentação, a gente se beneficia das evoluções, das modificações do Ensino Médio, e o Ensino Médio se beneficia do papel da Fuvest, no sentido de, como disse o professor Goldemberg, de colocar a régua bastante alta.”
A Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest) realiza neste domingo (26) o Simulado da Prova de Conhecimentos Gerais. Ao todo, 25.747 estudantes se inscreveram e terão a oportunidade de treinar em condições reais para a 1ª fase do Vestibular 2027. O simulado tem caráter exclusivamente preparatório. A participação não garante inscrição, não substitui nem gera qualquer tipo de vantagem ou bonificação no Vestibular 2027, e a inscrição deverá ser realizada posteriormente, em período e condições próprios.
O simulado será realizado em 11 cidades: Bauru, Campinas, Piracicaba, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Santo André, São Carlos, São José do Rio Preto, São José dos Campos, São Paulo e Sorocaba. Os portões do local de aplicação serão abertos às 12h, e a prova começará às 13h, com término às 18h, totalizando 5 horas de duração.
No dia da prova, é obrigatória a apresentação dos seguintes itens: documento de Identificação, digital ou físico e caneta esferográfica, azul ou preta, de corpo transparente. O participante que não apresentar documento de identificação válido não poderá realizar a prova, estando sua participação automaticamente cancelada.
A Fuvest libera a utilização de outros itens opcionais, como garrafa de água transparente; alimentos leves; lápis ou lapiseira; itens médicos autorizados com antecedência; borracha; apontador; e régua transparente.
Porém está proibido o uso dos seguintes itens: relógio individual de qualquer tipo; equipamento eletrônico, como calculadora, telefone celular, computador, tablet, reprodutor de áudio, máquina fotográfica, equipamento eletrônico do tipo vestível (como smartwatch, óculos eletrônicos, ponto eletrônico) etc.; material impresso ou para anotações; caneta hidrográfica ou outras, diferentes de caneta esferográfica; corretivo de qualquer material ou espécie; caneta marca-texto, compasso ou lápis com tabuada; gorro, boné, chapéu ou similares, óculos de sol; e quaisquer outros materiais estranhos à realização da prova.
Desempenho individual
No dia 27 de abril, os enunciados das questões e o gabarito do simulado serão divulgados. Já no dia 11 de maio, o candidato receberá o seu desempenho individual, com uma comparação em três níveis: com todos os participantes, pela área do conhecimento (Humanas, Exatas e Biológicas) e pelo tipo de vaga que pretende concorrer (Ampla Concorrência, Escola Pública ou Pessoas negras, de cor preta ou parda, e indígena). Com essas informações, ele poderá saber a sua melhor posição e como foi o seu desempenho em cada uma das questões, inclusive o grau de dificuldade delas.
Mais informações na página do simulado neste link.
O Governo do Estado de São Paulo investiu, em 39 meses de gestão, R$ 14,1 milhões em reformas e construções de unidades das redes municipais de ensino da região de Presidente Prudente. Isso significa que, entre janeiro de 2023 e março de 2026, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) destinou uma média mensal de R$ 362,6 mil para a infraestrutura das redes públicas das prefeituras da região.
Na região de Presidente Prudente, foram 41 reformas para ampliação de salas de aula, adequação e instalação de ar-condicionado, além da construção de quatro creches. O investimento foi destinado para as cidades de Adamantina, Álvares Machado, Anhumas, Caiabu, Dracena, Estrela do Norte, Euclides da Cunha Paulista, Flora Rica, Flórida Paulista, Martinópolis, Mirante do Paranapanema, Nova Guataporanga, Paulicéia, Pirapozinho, Pracinha, Presidente Epitácio, Presidente Prudente, Regente Feijó e Ribeirão dos Índios.
Reforçando o compromisso com a educação das crianças paulistas, no último mês o Governo de São Paulo anunciou o pagamento de R$ 32,5 milhões para as prefeituras que atingiram as metas do Programa Alfabetiza Juntos SP. A partir do programa, a Seduc-SP tem como meta 90% dos estudantes concluindo o 2º ano do Ensino Fundamental neste ano sabendo ler.
O aporte da Seduc-SP na infraestrutura da rede municipal integra os R$ 113,7 milhões empregados pelo Estado na execução de 320 obras de infraestrutura escolar na região de Presidente Prudente. Ao todo, 114 prédios escolares, distribuídos em 46 municípios, foram contemplados com intervenções.
Creches na conta
Em Presidente Prudente, a entrega de quatro unidades do Programa Creche Escola resultou na abertura de 580 vagas nos municípios de Dracena, Euclides da Cunha, Nova Guataporanga e Paulicéia.
Thais Regina Miranda Martins, secretária municipal de educação de Dracena, acredita na importância das ações em colaboração para melhorias na educação. “A parceria entre estado e município para a concretização da escola de Educação Infantil EMEI Professora Maria Olympia Carlos Bocca (Dona Zizi), foi essencial e grandiosa para a nossa cidade. Por meio desta iniciativa foi possível ampliar o atendimento de vagas, bem como, proporcionar um ambiente de excelência para que os profissionais da escola realizem seus trabalhos em prol ao desenvolvimento das crianças”.
Para a esteticista Tatiane de Almeida Lopes, mãe do Miguel de 1 ano e 6 meses, a EMEI Dona Zizi foi a principal rede de apoio na volta ao trabalho ao final da licença maternidade. “Eu estava com o coração dilacerado por ter que colocar meu filho tão cedo na escola. Mas já no primeiro dia percebi que meu filho foi muito bem acolhido. Hoje lá é a segunda casa dele, que chega da escola muito animado, sai cheiroso e bem alimentado. Então, posso trabalhar tranquila porque tenho certeza de que ele está sendo bem cuidado e amado por todos”.
Investimento em infraestrutura da rede
Em todo o Estado, foram concluídas 6.914 intervenções com investimento de R$ 3,2 bilhões. Em 39 meses, 3.503 prédios escolares foram revitalizados em 572 municípios paulistas. Os serviços incluem reformas de quadras esportivas, cozinhas, refeitórios e salas de aula que atendem estudantes do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, além da recuperação de fachadas e telhados, melhorias de acessibilidade e implantação de climatização nas unidades.
Para a primeira infância, foram concluídas 89 unidades do Programa Creche Escola, ação que gerou mais de 11 mil vagas nas unidades de ensino que atendem crianças de 0 a 5 anos de idade. Essas escolas municipais de educação infantil estão localizadas em 87 municípios paulistas. O aporte nesses prédios chega a R$ 250,5 milhões.
Fabricio Moura Moreira, presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE) — órgão responsável pelo acompanhamento de obras da Seduc-SP—, destaca que investir na formação integral das crianças é prioridade do governo do estado. “Desde o início da gestão do governador Tarcísio de Freitas concluímos 89 creches em 87 municípios paulistas. A orientação do governador é que a gente possa cada vez mais investir na primeira infância e zerar a fila de creches em todo o estado de São Paulo. E o trabalho continua. Neste momento nós temos mais de 50 creches em construção.”
O Governo do Estado de São Paulo investiu, em 39 meses de gestão, R$ 37,2 milhões em reformas e construções de unidades das redes municipais de ensino da Capital e Região Metropolitana de São Paulo. Isso significa que, entre janeiro de 2023 e março de 2026, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) destinou uma média mensal de R$ 954,4 mil para a infraestrutura das redes públicas das prefeituras da região.
Na região da Capital e RMSP, foram 57 reformas para adequação de salas de aula, reforma de quadra de esportes, reparo e instalação de ar-condicionado, além da construção de duas creches. O investimento foi destinado para as cidades de Barueri, Biritiba Mirim, Franco da Rocha, Itapevi, Jandira, Mairiporã, Mauá, Pirapora do Bom Jesus, Ribeirão Pires, Salesópolis, Santo André, São Paulo e Taboão da Serra.
Reforçando o compromisso com a educação das crianças paulistas, no último mês o Governo de São Paulo anunciou o pagamento de R$ 32,5 milhões para as prefeituras que atingiram as metas do Programa Alfabetiza Juntos SP. A partir do programa, a Seduc-SP tem como meta 90% dos estudantes concluindo o 2º ano do Ensino Fundamental neste ano sabendo ler.
O aporte da Seduc-SP na infraestrutura da rede municipal integra os R$ 1,2 bilhão empregados pelo Estado na execução de 2.004 obras de infraestrutura escolar na região de Capital e RMSP. Ao todo, 1.279 prédios escolares, distribuídos em 34 municípios, foram contemplados com intervenções.
Creches na conta
Na Capital e RMSP, a entrega de duas unidades do Programa Creche Escola resultou na abertura de 300 vagas nos municípios de Biritiba Mirim e Salesópolis.
Andrea de Souza, secretária municipal de educação de Salesópolis, afirma que a relação colaborativa entre Estado e município melhora a qualidade do ensino oferecido às crianças. “Essas parcerias são pilares para que os avanços se sustentem. Esse entendimento reside no fato de que não são apenas os aportes financeiros que dão robustez às ações empreendidas, mas também o suporte técnico e as orientações de diversos matizes, que são as garantias dos direitos de aprendizagem”.
Ravi Gonzales, 3 anos, estuda no Centro Municipal de Convivência Infantil Dona Teresa Feital. A mãe, Bruna de Campos Gonzales, observa a evolução do filho.”Já percebemos avanços importantes na comunicação, no comportamento e na socialização, pois ele convive diariamente com outras crianças e profissionais preparados para estimular o aprendizado”.
A funcionária pública ressalta que os pais contam com o espaço para que seus filhos estejam em um ambiente seguro, com cuidados e estímulos adequados para o desenvolvimento. “Para mim é muito importante, pois sabendo que ele está bem cuidado na creche, consigo trabalhar com mais tranquilidade e segurança. Sem a creche seria muito mais difícil, ou até mesmo impossível, conseguir trabalhar fora, pois não teria com quem deixá-lo durante o período de trabalho”, destaca Bruna.
Investimento em infraestrutura da rede
Em todo o Estado, foram concluídas 6.914 intervenções com investimento de R$ 3,2 bilhões. Em 39 meses, 3.503 prédios escolares foram revitalizados em 572 municípios paulistas. Os serviços incluem reformas de quadras esportivas, cozinhas, refeitórios e salas de aula que atendem estudantes do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, além da recuperação de fachadas e telhados, melhorias de acessibilidade e implantação de climatização nas unidades.
Para a primeira infância, foram concluídas 89 unidades do Programa Creche Escola, ação que gerou mais de 11 mil vagas nas unidades de ensino que atendem crianças de 0 a 5 anos de idade. Essas escolas municipais de educação infantil estão localizadas em 87 municípios paulistas. O aporte nesses prédios chega a R$ 250,5 milhões.
Fabricio Moura Moreira, presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE) — órgão responsável pelo acompanhamento de obras da Seduc-SP—, destaca que investir na formação integral das crianças é prioridade do governo do estado. “Desde o início da gestão do governador Tarcísio de Freitas concluímos 89 creches em 87 municípios paulistas. A orientação do governador é que a gente possa cada vez mais investir na primeira infância e zerar a fila de creches em todo o estado de São Paulo. E o trabalho continua. Neste momento nós temos mais de 50 creches em construção.”