Visualização normal

Received before yesterdayAgoraRS

STF decide se Eduardo Bolsonaro será condenado no processo do tarifaço

16 de Junho de 2026, 09:51
Foto: Lula Marques / Agência Brasil

Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decide nesta terça-feira (15) se o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro será condenado pelo crime de coação no curso do processo da trama golpista.

O caso trata da articulação de Eduardo para incentivar os Estados Unidos a decretarem, no ano passado, o tarifaço contra as exportações brasileiras para pressionar a Corte a não condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro.   

O julgamento está previsto para começar às 14h. O primeiro a falar será o relator, ministro Alexandre de Moraes, que fará a leitura do relatório do processo, um resumo de todas as etapas percorridas. 

Em seguida, a acusação será lida pelo representante da Procuradoria-Geral da República (PGR).

A defesa de Eduardo Bolsonaro será feita pela Defensoria Pública da União (DPU). 

Após as sustentações, a palavra será concedida a Moraes, que votará pela condenação ou absolvição do filho do ex-presidente.

Os demais votos serão proferidos pelos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e o presidente do colegiado, Flávio Dino.

O quórum do julgamento será composto pelos quatro ministros. No ano passado, após o ministro Luiz Fux se transferir para a Segunda Turma, a quinta cadeira ficou vaga. A vacância ocorreu em função da aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso. 

Acusação 

Em novembro do ano passado, o STF aceitou denúncia da PGR no inquérito que apurou a atuação de Eduardo Bolsonaro junto ao governo dos Estados Unidos para promover o tarifaço contra as exportações brasileiras, a suspensão de vistos de ministros do governo federal e de ministros da Corte e a aplicação de sanções econômicas da Lei Magnitsky. 

Desde o ano passado, Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos e perdeu o mandato de parlamentar por faltar às sessões da Câmara dos Deputados.

Segundo a PGR, Eduardo cometeu condutas criminosas ao realizar postagens nas redes sociais e conceder entrevistas à imprensa com objetivo de ameaçar a obtenção de sanções estrangeiras para tentar “livrar” Jair Bolsonaro da condenação a 27 anos e três meses no processo da trama golpista.

Para a procuradoria,  as ameaças do ex-deputado foram concretizadas e trouxeram prejuízos para as exportações brasileiras.

“A estratégia criminosa culminou em prejuízos concretos a diversos setores produtivos onerados pelas sobretarifas norte-americanas, alcançando, em última instância, trabalhadores vinculados a essas cadeias econômicas, completamente alheios aos processos penais atacados”, afirmou a PGR.

Conforme o Código Penal, a pena prevista para o crime de coação no curso do processo varia entre um e quatro anos de prisão. Além disso, podem incidir agravantes, que podem elevar a pena.

A PGR também solicitou ao STF a fixação de um valor para reparação pelos danos econômicos provocados por Eduardo. 

Defesa 

Durante a tramitação do processo, o ministro Alexandre de Moraes determinou a notificação do ex-deputado por edital, mas ele não foi encontrado nem indicou advogado particular.

Diante da situação, o ministro autorizou que a defesa seja realizada pela DPU. 

Nas alegações apresentadas ao Supremo, o órgão defendeu a anulação do processo e disse que Moraes não pode julgar o caso por ter sido vítima do cancelamento de vistos e das sanções financeiras oriundas da Lei Magnitsky.

“Aqui o julgador é, ao mesmo tempo, a principal vítima das condutas que é chamado a julgar”, disse o órgão. 

A DPU também alegou que a turma está com quatro ministros. Dessa forma,  um ministro da Segunda Turma deveria ser convocado para compor o quórum do julgamento.

O post STF decide se Eduardo Bolsonaro será condenado no processo do tarifaço apareceu primeiro em Agora RS.

Governo do RS alerta para golpe envolvendo falsos Agentes de Desenvolvimento da Família

10 de Junho de 2026, 09:52
Foto: Brayan Martins/Ascom Sedes

O Governo do Estado* emitiu um comunicado reforçando que todos os ADFs (Agentes de Desenvolvimento Familiar) estão oficialmente identificados através de uniforme específico de atuação no Programa Família Gaúcha. O aviso ocorre após relatos envolvendo a presença de supostos ADFs em visitas domiciliares.

Conforme o governo, o uniforme inclui boné, camiseta, colete ou jaqueta e crachá de identificação. Além disso, os agentes utilizam um veículo especialmente adesivado com os emblemas do Estado, do programa e da parceira executora.

“Com essa identificação, os usuários do programa podem receber os agentes com segurança em suas casas. Em caso de dúvida sobre a autenticidade do agente, a família pode entrar em contato com o Cras (Centro de Referência de Assistência Social) da sua região”, diz a nota. 

O Programa

Os ADFs são responsáveis por acompanhar cada família selecionada. Junto ao Comitê Local Intersetorial, eles elaboram os Planos de Autonomia com o objetivo de mitigar as vulnerabilidades encontradas. 

O Programa Família Gaúcha foi lançado em 2025 e atende cerca de 10 mil famílias em situação de pobreza e extrema pobreza, distribuídas em 92 municípios do RS. A iniciativa prevê acompanhamento personalizado e intersetorial por um período de 22 meses, com foco na promoção da autonomia das famílias atendidas. 

Cada núcleo familiar conta com o suporte de um ADF, além do acompanhamento de comitês nas esferas local, municipal e estadual. Ao final do ciclo, a proposta é possibilitar a emancipação social das famílias. Ao todo, são 314 ADFs e cerca de 170 Cras envolvidos em no RS.

*Por meio da Sedes (Secretaria de Desenvolvimento Social)

O post Governo do RS alerta para golpe envolvendo falsos Agentes de Desenvolvimento da Família apareceu primeiro em Agora RS.

❌