Parada desde 2015, a obra da EMEI (Escola Municipal de Educação Infantil) Clara Nunes, no bairro Lageado, em Porto Alegre, foi retomada nesta quarta-feira (9). A unidade deve ficar pronta em até sete meses e terá capacidade para atender aproximadamente 70 crianças em turno integral.
O investimento previsto é de R$ 3.197.985,23. Com a retomada, a EMEI Clara Nunes se torna a quinta de sete unidades de educação infantil incluídas no cronograma da prefeitura para terem as obras reiniciadas até o fim de 2026.
Antes dela, foram retomadas as obras das Emeis Moradas da Hípica, no bairro Hípica, Raul Cauduro, no Mário Quintana, Jardim Leopoldina II, no Jardim Leopoldina, e Colinas da Baltar, no Parque Santa Fé.
Ainda faltam duas unidades. As obras das Emeis Jardim Urubatã, no bairro Aberta dos Morros, e Loteamento Ana Paula, na Restinga, têm previsão de reinício ainda neste ano.
O DMAE (Departamento Municipal de Águas e Esgotos) definiu, nesta terça-feira (16), o consórcio Eurosinos como responsável pelas obras imediatas de proteção contra cheias na zona norte de Porto Alegre. As intervenções serão executadas na área entre os bairros Anchieta e Sarandi.
O início dos trabalhos depende da emissão da ordem de serviço, prevista para os próximos dias. O resultado da contratação será publicado no DOPA (Diário Oficial de Porto Alegre) desta terça-feira.
O consórcio é formado pelas empresas Eurovia Construtora e Bombas Sinos. A proposta vencedora foi de R$ 24,2 milhões, menor valor apresentado no certame e 12,3% abaixo do valor de referência.
A habilitação administrativa e técnica foi analisada por equipes do corpo técnico do Dmae.
Proteção dos pôlderes 7 e 8
As obras integram as medidas de proteção dos pôlderes 7 e 8, área que inclui o entorno do Aeroporto Internacional Salgado Filho. O projeto prevê a construção de um dique de 100 metros entre o arroio Passo das Pedras e o rio Gravataí.
Também será instalado um sistema móvel para fechamento das galerias que ligam o arroio Areia ao manancial.
Conforme estudo elaborado pelo DMAE com consultores, a intervenção tem potencial de elevar em menos de um centímetro o nível das águas nas demais cidades da bacia.
Financiamento
A obra será financiada pelo Funrigs, administrado pelo Governo do Rio Grande do Sul. Mais de R$ 47 milhões estão disponíveis para o conjunto de ações. O valor inclui as obras civis, a compra de geradores, eletrocentros e bombas flutuantes de alta capacidade.
De acordo com o DMAE, os equipamentos já estão em fase avançada de aquisição.
Próximas etapas
A intervenção antecipa a primeira etapa do projeto de proteção da bacia do Rio Gravataí, liderado pelo governo estadual.
A prefeitura também propôs aos governos estadual e federal uma mudança nas etapas seguintes do projeto para os pôlderes 7 e 8.
Se aprovada, a nova concepção incluirá uma bacia de amortecimento permanente e duas novas EBAPs (Estações de Bombeamento de Águas Pluviais).