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Casal é investigado em operação que apura prejuízo de R$ 1,4 milhão ao município de Canela

12 de Maio de 2026, 10:37
Foto: Polícia Civil / Divulgação

A Polícia Civil, através da Delegacia de Polícia de Canela, deflagrou na manhã desta terça-feira (12) uma operação policial que apura crimes contra a administração pública e o sistema tributário municipal de Canela. Os agentes cumpriram quatro mandados de busca e apreensão relacionados à investigação. O prejuízo estimado aos cofres públicos municipais ultrapassa R$ 1,4 milhão, podendo alcançar valores superiores.

A ação contou com a participação de 15 policiais civis e teve como alvos endereços profissionais e residenciais vinculados a um casal investigado, sendo ela advogada e ele fiscal de tributos do município de Canela. Os mandados foram cumpridos no início da manhã desta terça-feira, na cidade de Gramado.

Manipulação de procedimentos

Segundo as investigações, os suspeitos teriam atuado de forma coordenada em práticas ilícitas voltadas à manipulação de procedimentos tributários municipais. A apuração aponta utilização indevida da função pública e atuação paralela na esfera privada, com o objetivo de beneficiar interesses particulares e clientes vinculados ao escritório de advocacia mantido pelo casal.

Conforme apurado no inquérito policial, os investigados são suspeitos de utilizar decisões administrativas direcionadas e revisões tributárias irregulares que posteriormente eram empregadas em medidas judiciais e administrativas em benefício de contribuintes específicos.

Redução irregular

As investigações apontam, ainda, indícios de redução irregular de tributos municipais, manipulação de avaliações imobiliárias, concessão indevida de benefícios fiscais, estornos tributários sem respaldo legal e desaparecimento de processos administrativos que continham informações relevantes para auditorias e cobranças fiscais do município.

Entre os fatos investigados estão suspeitas de alteração indevida de classificação tributária de imóvel para redução significativa de IPTU, interferência em procedimento envolvendo dação em pagamento de imóvel ao município, além de supostos favorecimentos tributários a empresas privadas mediante manipulação de lançamentos fiscais e alterações cadastrais sem o devido procedimento administrativo.

Atuação conjunta

A investigação conduzida pela Delegacia de Polícia de Canela contou com atuação conjunta e permanente colaboração da Prefeitura Municipal de Canela, especialmente por meio da Procuradoria-Geral do Município e da Divisão de Controle Interno, órgãos que auxiliaram na identificação de irregularidades, compartilhamento de informações técnicas e encaminhamento de elementos relevantes para o avanço das apurações criminais.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, a Polícia Civil realizou buscas por documentos, processos administrativos, equipamentos eletrônicos, registros contábeis, contratos, aparelhos celulares, notebooks, mídias digitais e outros elementos probatórios relacionados aos fatos investigados. As buscas foram acompanhadas pela Ordem dos Advogados do Brasil, Subseção Canela/Gramado.

O Poder Judiciário também determinou medidas cautelares diversas da prisão, entre elas a suspensão imediata do exercício da função pública do investigado vinculado à fiscalização tributária municipal, a proibição de acesso às dependências da Secretaria da Fazenda de Canela, bem como a proibição de contato com testemunhas e servidores públicos ligados aos fatos investigados.

A Polícia Civil informa que a investigação prossegue sob sigilo, tendo como objetivo aprofundar a coleta de provas, identificar todos os envolvidos e dimensionar integralmente os prejuízos causados ao erário municipal.

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Concursos para servidor(a) do TRT-RS terão vagas reservadas a pessoas trans, indígenas e quilombolas

24 de Abril de 2026, 11:06
Crédito: Agência Brasil

Pessoas trans, indígenas e quilombolas passam a contar com reserva de vagas nos próximos concursos para servidor(a) do TRT-RS (Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região).

O Órgão Especial aprovou, em 15 de abril, a Resolução Administrativa 12/2026, que regulamenta as cotas para esses grupos. Em março, o Tribunal já havia anunciado a mesma medida para seus concursos de estágio. Para ingresso na magistratura, o concurso é nacional, conduzido pelo CSJT (Conselho Superior da Justiça do Trabalho).

Até então, as cotas dos concursos para servidores(as) do TRT-RS contemplavam apenas os grupos previstos em lei: pessoas com deficiência e pessoas negras (pretas e pardas). Com a mudança, os percentuais das cotas passam a ser os seguintes: 

  • 25% das vagas para pessoas pretas e pardas; 
  • 10% das vagas para pessoas com deficiência; 
  • 3% das vagas para pessoas indígenas; 
  • 2% das vagas para pessoas quilombolas;
  • 2% das vagas para pessoas trans.

Princípios constitucionais

A norma observa os princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana, da igualdade material e da vedação a todas as formas de discriminação, que impõem ao Estado o dever de adotar medidas específicas e ações afirmativas para enfrentar desigualdades estruturais.

“O presidente do TRT-RS, desembargador Alexandre Corrêa da Cruz, ressalta o compromisso do Tribunal com a promoção da inclusão, a democratização do acesso ao serviço público e a representatividade social em seus quadros de pessoal, reduzindo os impactos das barreiras estruturais que impedem a competição em condições de igualdade real. A medida integra um conjunto mais amplo de políticas institucionais do TRT-RS voltadas à promoção da equidade, à ampliação do acesso à Justiça e ao fortalecimento de uma atuação comprometida com os direitos humanos e a transformação social.”, disse o TRT em nota. 

Vagas para pessoas trans

Conforme o TRT-RS destaca no texto da resolução, a reserva de vagas para pessoas trans tem sido amplamente aceita em outros órgãos. O ato normativo também se baseia em uma nota técnica da Antrajus (Articulação Nacional de Juristas e Trabalhadores Trans do Sistema de Justiça).

O documento registra dados sobre a participação de pessoas trans no mercado de trabalho e aponta a baixa presença desse grupo em vínculos formais e em instituições públicas. Segundo a Antrajus, o TRT-RS é o primeiro órgão do Poder Judiciário do país a estabelecer essa cota.

Indígenas e quilombolas

Já a reserva de vagas para pessoas indígenas e quilombolas passou a ser exigida pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça) a partir de 19 de novembro de 2025, com a Resolução CNJ 657/2025. O ato normativo atualizou a Resolução CNJ 203/2015, que regulamenta as cotas raciais nos concursos do Judiciário.

“A inclusão desses grupos reconhece especificidades históricas, territoriais e coletivas que não se esgotam na política de cotas raciais, exigindo tratamento próprio no âmbito das ações afirmativas”, disse o TRT.

Verificação

A regulamentação também prevê a adoção de procedimentos específicos de verificação para cada grupo beneficiário, respeitando suas particularidades históricas, sociais e identitárias, bem como assegurando o contraditório, a ampla defesa e a observância das diretrizes estabelecidas pelo CNJ. A operacionalização das cotas será detalhada nos editais dos certames, com critérios que garantam segurança jurídica, transparência e efetividade na aplicação da política.

O concurso atual do TRT-RS segue vigente até 16 de outubro deste ano. O Tribunal já trabalha para a realização de um novo certame. Ainda não há previsão para o lançamento do edital.

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Petrobras destitui diretor de área que vendeu gás com 100% de ágio

7 de Abril de 2026, 14:36
Foto: Andre Motta de Souza / Agência Petrobras

A Petrobras informou que destituiu do cargo o diretor executivo de Logística, Comercialização e Mercados, Claudio Romeo Schlosser. O anúncio foi feito na noite dessa segunda-feira (6), após reunião do Conselho de Administração da estatal de petróleo.

Claudio Schlosser era responsável pela área da empresa que realizou, na última terça-feira (31), o leilão de gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás de cozinha, que teve ágio de mais de 100%, ou seja, o combustível chegou a ser vendido para distribuidoras por mais que o dobro do preço de tabela.

Dois dias após o leilão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a realização do certame, indicando que tinha sido feito contra a orientação da empresa. 

Lula classificou o leilão como “cretinice, bandidagem” e mencionou o interesse de anular a venda.

“As pessoas sabiam da orientação do governo, da orientação da Petrobras de não aumentar o GLP. Pois fizeram um leilão contra a vontade da direção da Petrobras”, declarou, na ocasião, em entrevista à TV Record Bahia.

No mesmo dia das declarações de Lula, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), órgão regulador do setor e vinculado ao Ministério de Minas e Energia (MME), realizou uma fiscalização em refinarias da Petrobras para apurar “suspeitas de prática de preços com ágios elevados” no leilão de gás de cozinha. 

Alta nos preços

Apesar de ser conhecido como gás de cozinha, o GLP também é utilizado como combustível por indústrias.

O leilão foi feito em cenário de escalada internacional do preço do petróleo e de derivados por causa da guerra no Irã, que levou distúrbios à cadeia produtiva da matéria-prima, ameaçando o produto de escassez. 

Ao mesmo tempo, o governo estudava meios para suavizar os efeitos da alta do petróleo e derivados. A destituição do diretor da Petrobras ocorreu no mesmo dia em que o governo anunciou medidas que incluem zeragem de impostos e subsídios para o diesel e gás de cozinha.

Diretoria de vendas

A diretoria ocupada até essa segunda-feira por Schlosser é uma das oito que ficam sob o guarda-chuva da presidente da estatal, Magda Chambriard. Entre as atribuições da diretoria está decidir para quem e por quanto a Petrobras vende seus produtos.

A estatal informou que a então diretora executiva de Transição Energética e Sustentabilidade, Angélica Laureano, assume a diretoria de Logística, Comercialização e Mercados.

Já o diretor executivo de Processos Industriais e Produtos, William França, acumulará, de forma temporária, as funções que eram de Laureano.

Claudio Schlosser é engenheiro químico e advogado. Ele entrou na Petrobras em 1987, no cargo de engenheiro de processamento de petróleo. Estava na diretoria desde março de 2023, quando a companhia era presidida pelo antecessor de Chambriard, Jean Paul Prates.

Novo presidente do conselho

A Petrobras informou também, na noite de ontem, que o Conselho de Administração elegeu Marcelo Weick Pogliese como presidente do colegiado até a próxima assembleia-geral, que deve acontecer dentro de dez dias.

Marcelo Weick Pogliese substitui Bruno Moretti, que renunciou na última terça-feira (31) para assumir o Ministério do Planejamento e Orçamento em substituição a Simone Tebet, que deve disputar o Senado pelo estado de São Paulo.

O Conselho de Administração é um órgão de orientação e direção superior da Petrobras, responsável pela definição das estratégias. É composto por sete a 11 membros eleitos pelos acionistas. A presidente Magda Chambriard é uma das integrantes do colegiado.

Indicado do governo

O governo é o acionista controlador da empresa e, por isso, indica o presidente do conselho. A Petrobras informou que recebeu, ainda na segunda-feira, a indicação do nome do atual secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Santos Mello, para o posto.

Em comunicado ao mercado, a estatal informou que a indicação “será submetida à análise dos requisitos legais de gestão e integridade pertinentes”.

Mello tem doutorado em ciência econômica pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), mestrado em economia política pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e graduações em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (USP) e Ciências Econômicas (PUC-SP).

É professor licenciado do Instituto de Economia da Unicamp (IE-Unicamp), onde atua como coordenador do programa de pós-graduação em desenvolvimento econômico.

O indicado também pertence a dois conselhos de administração de empresas públicas: presidente do conselho de administração do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e integrante do Conselho de Administração Empresa Brasileira de Administração de Petróleo e Gás Natural S.A. – Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA).

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Porto Alegre: Vacinação contra a gripe em todas as unidades começa segunda-feira (30)

25 de Março de 2026, 14:49
Foto: Alex Ramos

A vacinação contra a gripe (Influenza A e B) começa em todas as unidades de saúde de Porto Alegre nesta segunda-feira (30). O imunizante estará disponível para o público-alvo indicado pelo Ministério da Saúde, no horário de atendimento de cada serviço.

No sábado (28), haverá um ato simbólico para marcar o início da campanha, que segue até dia 30 de maio.

O público-alvo para Influenza é constituído por pessoas com 60 anos ou mais, crianças de seis meses a menores de 6 anos, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), povos indígenas e quilombolas, trabalhadores da saúde, educação, pessoas com comorbidades, com deficiência, pessoas em situação de rua, forças de segurança, caminhoneiros, trabalhadores do transporte coletivo, portuários e Correios.

A meta é vacinar 90% das crianças, idosos e gestantes. A vacina aplicada pelo SUS é trivalente, protegendo contra Influenza A H1N1, Influenza A H3N2 e Influenza B.

Abertura

Neste sábado (28), a Secretaria Municipal de Saúde fará ação simbólica de lançamento da campanha de vacinação para os públicos prioritários no Loteamento Santa Terezinha (rua Voluntários da Pátria, 1940, bairro Floresta), das 9h às 17h. Também haverá atendimento em unidades móveis voltado às mulheres, com solicitação de mamografia, consultas odontológicas, citopatológico para identificar câncer de colo uterino e demais serviços oferecidos na rotina da unidade móvel.

Documentação

Autodeclaração para gestantes, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência.
Crianças devem apresentar a caderneta de vacinação.

Outros grupos precisam apresentar documento que comprove a condição (ex.: crachá, receita, carteira de trabalho).

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RS abre cadastro de hospitais e projeta abrir 1.478 leitos para o inverno

16 de Março de 2026, 19:41
Foto: Pedro Schein / Prefeitura de Canoas

O Governo do Estado do Rio Grande do Sul abriu cadastro para hospitais e projeta habilitar 1.478 leitos para atendimento de casos de síndromes respiratórias no outono e no inverno. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (16) pela SES (Secretaria Estadual da Saúde).

Conforme a pasta, o plano foi antecipado de maio para abril dentro do programa Inverno Gaúcho com Saúde, com orçamento total de R$ 100 milhões.

Do total anunciado, 1.014 leitos são clínicos, sendo 236 pediátricos e 778 adultos. Outros 464 são de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), com 338 vagas para adultos e 126 pediátricas.

A Secretaria da Saúde afirma que a expectativa é habilitar 40% desse total entre abril e maio. Nessa etapa, a previsão inclui 52 leitos de UTI e 106 leitos de suporte ventilatório para crianças. Para adultos, a projeção para maio é de 135 novos leitos de UTI e 311 clínicos.

Hospitais devem se habilitar para receber recursos

Apesar de apresentado, o plano, no entanto, ainda não está fechado. A portaria que regulamenta a habilitação dos leitos não foi publicada e, de acordo com a secretaria, está “em fase final de ajustes”.

Além disso, o número anunciado depende da adesão da rede hospitalar. A pasta informou que os hospitais interessados já podem se cadastrar, mas não divulgou quais são as prioridades para receber os leitos nem como será a distribuição por região.

O Estado também não informou qual será o cronograma completo de abertura, quantos leitos efetivamente já estão pactuados com hospitais e quais critérios serão usados para definir a habilitação das vagas.

Campanha de vacinação

A secretaria afirmou ainda que pretende reforçar a vacinação no fim de março e implantar um serviço de teleUTI pediátrica para apoio ao atendimento de crianças, mas ainda não detalhou quando a operação começa nem quais unidades participarão da estratégia.

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Cargueiros são alvos de ataques no Estreito de Ormuz

11 de Março de 2026, 09:53
Crédito: Marinha Real da Tailândia

Pelo menos três navios mercantes foram atingidos por projéteis nesta quarta-feira (11) na área do Estreito de Ormuz, no 12º dia da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã. A rota marítima já opera sob forte tensão e teve o tráfego praticamente paralisado desde o início do conflito.

Uma embarcação de bandeira japonesa, a One Majesty, ficou com um buraco de cerca de 10 centímetros após ser atingida ao norte de Ras Al Khaimah, nos Emirados Árabes Unidos. Outro navio, o graneleiro Star Gwyneth, de bandeira das Ilhas Marshall, teve o casco danificado ao norte de Dubai. O navio tailandês Mayuree Naree foi atingido ao norte de Omã e teve incêndio a bordo. A empresa de segurança marítima Vanguard confirmou os danos às três embarcações.

A Marinha da Tailândia informou que 23 tripulantes estavam no Mayuree Naree. Vinte foram resgatados por Omã, e o resgate dos outros três seguia em andamento. O monitoramento marítimo do Reino Unido informou 13 ataques a navios e quatro episódios de atividade suspeita desde o início da guerra.

Ontem, o Centcom (Comando Central dos Estados Unidos) afirmou ter destruído 16 embarcações iranianas usadas para lançamento de minas perto do Estreito de Ormuz. Mais cedo, Donald Trump havia falado em 10 barcos atingidos. A ação ocorreu após relatos de inteligência sobre preparativos iranianos para espalhar minas na área.

Novo líder supremo é ferido

No campo político, o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, foi descrito como fora de risco por Yousef Pezeshkian, filho do presidente iraniano Masoud Pezeshkian, depois de relatos de que ele teria sido ferido. A Reuters, citando uma autoridade israelense, informou que Mojtaba sofreu ferimentos leves. Ele não fez pronunciamentos públicos nem apareceu desde a confirmação de sua escolha.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, voltou a pedir publicamente que iranianos se levantem contra o regime dos aiatolás. Do lado iraniano, o chefe de polícia Ahmadreza Radan afirmou que manifestantes contrários ao regime, se agirem “a mando do inimigo”, serão tratados como inimigos.

Os ministros de Energia do G7 deram apoio “em princípio” ao uso de reservas estratégicas por causa dos efeitos da guerra sobre o petróleo e o gás. A medida ainda depende de coordenação com a Agência Internacional de Energia.

Mais bombardeios de Israel no Líbano

Israel também ampliou os bombardeios. Os militares israelenses anunciaram uma nova onda de ataques em larga escala contra alvos no Irã e contra estruturas atribuídas ao Hezbollah em Beirute. No Líbano, a escalada segue no sul do país, nos subúrbios ao sul da capital e no Vale do Bekaa.

No sul do Líbano, a agência oficial do país informou sete mortos e 23 feridos após ataques na região leste. Em outro balanço, o Ministério da Saúde libanês informou 570 mortos desde o início dos bombardeios em 2 de março. Em Beirute, um prédio residencial foi atingido em área onde moradores diziam se sentir fora da zona de risco. Mais de 700 mil pessoas já deixaram suas casas por causa das ordens de evacuação e dos bombardeios.

Países do Golfo bloqueiam ataques iranianos

Países do Golfo voltaram a acionar defesa aérea. Os Emirados Árabes Unidos informaram nova resposta a mísseis e drones lançados pelo Irã. Mais cedo, o país havia comunicado quatro feridos após a queda de dois drones nas proximidades do aeroporto de Dubai.

O Qatar disse ter interceptado um ataque com mísseis. E a Arábia Saudita afirmou ter destruído seis mísseis balísticos lançados na direção da base aérea Prince Sultan e também drones em outras áreas do país. Omã informou que derrubou um drone e que outro caiu no mar. O Bahrein manteve o espaço aéreo fechado.

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter lançado a 35ª onda de operações. Em comunicado reproduzido por meios estatais, a corporação disse ter atacado bases militares dos Estados Unidos no Qatar, no Kuwait e no Iraque, além da Quinta Frota norte-americana. Até o momento, autoridades norte-americanas não haviam confirmado esses danos.

O comando militar conjunto do Irã também ameaçou atingir bancos ligados a Estados Unidos e Israel na região após o relato de ataque a um banco estatal em Teerã. Um porta-voz advertiu que pessoas não deveriam permanecer a menos de um quilômetro de bancos na região.

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Trump exige “rendição incondicional” do Irã no 7º dia de guerra

6 de Março de 2026, 14:44
Crédito: reprodução de vídeo / TV Globo

A guerra conduzida por Estados Unidos e Israel contra o Irã entrou no sétimo dia nesta sexta-feira (6), com ampliação dos ataques aéreos, novos relatos de interceptações em países do Golfo e endurecimento do discurso de Donald Trump. Em publicação nas redes sociais, o presidente dos Estados Unidos afirmou que “não haverá acordo” com Teerã, exceto sob “rendição incondicional”.

A declaração reduz, no curto prazo, a possibilidade de uma saída negociada. Na mesma publicação, Trump afirmou que, depois disso, os EUA e aliados ajudariam a reconstruir o Irã e citou a escolha de uma liderança “aceitável”. A fala amplia a pressão política de Washington sobre o futuro do país, embora integrantes do governo norte-americano tenham evitado, nos últimos dias, usar abertamente o termo “mudança de regime”.

Enquanto isso, Israel informou ter iniciado a 15ª onda de ataques contra estruturas que atribui ao governo iraniano em Teerã. As IDF (Forças de Defesa de Israel) afirmaram ter destruído um bunker militar na capital iraniana com o uso de 50 caças. A informação foi divulgada pelos militares israelenses e, até o momento, não há confirmação independente sobre os efeitos da ação.

Moradores de Teerã ouvidos pela BBC Persian relataram que a noite de quinta para sexta foi a mais intensa desde o início da guerra. Um deles afirmou que a casa “tremeu por cinco minutos”. Outro disse que acordou às 5h com explosões.

Mediação começa, mas não indica trégua

Apesar da intensificação dos bombardeios, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que “alguns países” iniciaram esforços de mediação. Sem citar quais governos estariam envolvidos, declarou que o Irã continua comprometido com uma paz duradoura, mas que não abrirá mão de defender a soberania nacional.

As declarações de Trump e Pezeshkian indicam que há movimentos diplomáticos paralelos à escalada militar, mas ainda sem sinal concreto de cessar-fogo.

Países do Golfo relatam novas interceptações

Arábia Saudita, Catar, Bahrein e Emirados Árabes Unidos afirmaram ter interceptado ataques durante a madrugada desta sexta-feira. O Ministério da Defesa dos Emirados afirmou ter destruído nove mísseis balísticos e interceptado 109 drones. Segundo o governo do país, três drones caíram em território emiradense.

No Catar, o Ministério da Defesa anunciou a interceptação de um drone que teria como alvo a base aérea de Al-Udeid, a maior base militar dos EUA na região. Em Bahrein, autoridades britânicas anunciaram apoio à defesa aérea local com caças da Royal Air Force.

Reino Unido mantém posição ambígua

O governo britânico afirmou nesta sexta-feira que não alterou sua posição oficial, embora tenha admitido a legalidade de ataques a locais de lançamento de mísseis iranianos que possam ameaçar britânicos. Downing Street sustentou que autorizou uso “limitado, específico e defensivo” de bases para ações dos EUA, enquanto a aviação britânica segue focada na interceptação de drones, como acontece em Bahrein.

A formulação mantém a linha adotada por Londres desde o início da escalada militar: não participar da ofensiva inicial, mas aceitar ações classificadas pelo governo como defensivas. Ainda assim, a posição segue sob pressão interna e externa. Ao longo da semana, o primeiro-ministro do Reino Unido foi alvo de críticas de Donald Trump pela falta de autorização para uso de bases militares britânicas nos ataques contra o Irã.

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Obras no calçadão da Orla de Ipanema são concluídas em Porto Alegre

4 de Março de 2026, 15:56
Obras na Orla de Ipanema. Crédito: Filipe Karam / PMPA

Uma vistoria realizada na manhã desta quarta-feira (4) marcou a conclusão das obras no calçadão da Orla de Ipanema, na zona sul de Porto Alegre. Os trabalhos ocorreram em um trecho de cerca de dois quilômetros entre as ruas Déa Coufal e Tabajaras.

O espaço recebeu novos equipamentos de lazer e melhorias na estrutura do passeio. Foram instalados três playgrounds, oito churrasqueiras, quatro academias ao ar livre, novos bancos e lixeiras, além de uma cancha de bocha.

Também foram criados sete acessos à faixa de areia por rampas ou escadas. Um núcleo de banheiros foi construído em frente à rua dos Tabajaras, com sanitários femininos, masculinos, unidades acessíveis e sanitários família.

As obras incluíram ainda o plantio de cerca de cem mudas de árvores e ampliação das áreas verdes ao longo do trecho.

Estrutura contra cheias

Parte das intervenções foi voltada à proteção do calçadão contra a ação da água do Guaíba. Um muro de concreto com cerca de 45 centímetros acima do nível do passeio foi construído ao longo da orla. A estrutura também funciona como banco para quem utiliza o local.

Outro recurso adotado foi o enrocamento — estrutura de pedras posicionadas junto à margem para reduzir a força das ondas.

Investimento e obras em andamento

O investimento na obra foi de cerca de R$ 12 milhões. Conforme a prefeitura, os recursos são provenientes de um TCAP (Termo de Conversão em Área Pública) firmado com a empresa Multiplan como contrapartida pela implantação do empreendimento Golden Lake.

Além do calçadão, seguem em andamento obras na ciclofaixa da Avenida Guaíba. Os trabalhos incluem retirada da sinalização existente, fresagem do pavimento e aplicação de nova camada de asfalto.

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Polícia Civil do RS cumpre mandados em operação nacional contra a violência doméstica e familiar

4 de Março de 2026, 09:13
Foto: DCS/PCRS

A Polícia Civil, por meio da Divisão de Proteção e Atendimento à Mulher do Departamento de Proteção a Grupos Vulneráveis, deflagrou nesta quarta-feira (4) a Operação Mulher Segura 2026.

O objetivo da ação é interromper ciclos de violência doméstica e familiar contra a mulher no início de ano. Os policiais cumprem mandados de busca e apreensão de armas de fogo e de prisão contra agressores, além de verificação de denúncias anônimas e promoção da conscientização da rede de apoio.

Estão sendo cumpridas 16 ordens judiciais e verificação de 20 denúncias anônimas em Porto Alegre, Gravataí, Alvorada e Viamão. A operação ocorre em âmbito nacional e faz parte de um conjunto de ações para reduzir os índices de violência doméstica contra mulheres e meninas em todo o país. A ação contou com mais de 60 policiais civis do DPGV e de vários departamentos da Polícia Civil gaúcha.

“A violência doméstica é crime e não será tolerada. Se você está em situação de risco ou conhece alguém que esteja, denuncie! Sua denúncia pode salvar vidas”, disse a Polícia Civil em comunicado.

Canais de Denúncia:

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Trump pressiona aliados europeus no 4º dia de guerra contra o Irã

3 de Março de 2026, 16:00
Crédito: reprodução de vídeo / TV Globo

A guerra conduzida por Estados Unidos e Israel contra o Irã entrou no quarto dia nesta terça-feira (3). As ações no campo de batalha registraram nova escalada militar e ampliaram a pressão política de Donald Trump sobre aliados europeus.

Em declarações no Salão Oval, durante encontro com o chanceler alemão Friedrich Merz, Trump afirmou que pode ter “forçado a mão” de Israel para antecipar a ofensiva e disse que “Teerã se preparava para atacar”.

O presidente dos Estados Unidos sustentou que o Irã teve capacidades militares “derrubadas” e sinalizou continuidade da operação com novas ondas de ataques. Também afirmou que há uma “terceira onda” a caminho e voltou a indicar que o conflito pode se estender por semanas — com possibilidade de ultrapassar a projeção inicial mencionada em discursos anteriores.

Mais cedo, novos ataques destruíram o edifício que funcionava como sede da Assembleia de Especialistas, órgão constitucionalmente responsável por selecionar o líder supremo do Irã. O prédio ficou completamente destruído. Não há confirmação sobre mortes entre integrantes do colegiado responsável pela escolha do novo clérigo que deverá governar o país.

Ainda na Casa Branca, Trump justificou a operação como medida para impedir o avanço da capacidade nuclear e do programa de mísseis de longo alcance do Irã — a mesma linha adotada nos ataques de junho do ano passado. O presidente também afirmou que as ações buscam reduzir o que descreve como apoio iraniano a grupos armados na região, como Hezbollah, no Líbano, e Hamas, na Faixa de Gaza.

Pressão sobre Reino Unido e Espanha

Durante as declarações, Trump elevou o tom contra o Reino Unido por restrições impostas na primeira fase da operação, especialmente quanto à logística e ao uso de bases militares.

O presidente atacou diretamente o primeiro-ministro Keir Starmer ao afirmar que “isso não é Winston Churchill”. Também criticou o acordo britânico sobre o arquipélago de Chagos, no Oceano Índico, onde está localizada a base de Diego Garcia, operada conjuntamente por britânicos e norte-americanos.

No caso da Espanha, Trump ameaçou romper relações comerciais e falou em “cortar todo o comércio” após a sinalização do governo espanhol de que não autorizaria o uso das bases de Morón e Rota na ofensiva. Assim como Diego Garcia, esses pontos estratégicos próximos ao Estreito de Gibraltar são operados de forma conjunta entre EUA e Espanha.

Na prática, o discurso associa a autorização dessas bases e o apoio logístico europeu à manutenção de relações diplomáticas e comerciais. A postura amplia o custo político para aliados que tentam limitar sua participação a ações defensivas.

Incursão terrestre no Líbano

No quarto dia de guerra, o Exército israelense lançou uma incursão terrestre em área fronteiriça do sul do Líbano. A movimentação ocorre após o Ministério da Defesa de Israel autorizar os militares a “tomar o controle” de novas posições no país vizinho.

A operação terrestre ocorre nas regiões de Kfar Kila e da planície de Khiam, próximas à fronteira com Israel. Os alvos são integrantes do grupo Hezbollah, aliado estratégico do Irã.

O governo libanês já havia anunciado a retirada de efetivos militares de posições avançadas na fronteira, sob a justificativa de preservar a segurança diante das operações israelenses.

O comandante das Forças de Defesa de Israel, tenente-general Eyal Zamir, classificou Irã e Hezbollah como parte de um “eixo xiita” e afirmou que o lançamento de foguetes pelo grupo libanês contra Israel representou a decisão de se alinhar diretamente a Teerã.

Ataques com drones e alerta diplomático

A embaixada norte-americana em Riad, capital da Arábia Saudita, foi atingida por dois drones. Conforme o Ministério da Defesa saudita, os danos foram limitados e houve apenas um incêndio de pequenas proporções, sem vítimas.

Diante da retaliação iraniana em diferentes pontos da região, o Departamento de Estado dos EUA recomendou que pessoal diplomático não essencial e familiares deixem países como Iraque, Jordânia e Bahrein. O governo norte-americano também orientou cidadãos a deixarem ao menos 14 países do Oriente Médio, entre eles Egito, Irã, Israel, Kuwait, Omã, Catar, Arábia Saudita, Síria, Emirados Árabes Unidos e Iêmen.

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