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El Niño: governo do RS diz que não há indicativo de evento como o de 2024

24 de Abril de 2026, 19:12
PORTO ALEGRE, RS, BRASIL, 07.05.2024 - Fotos das enchentes. Avenida Loureiro da Silva, CAFF e região. Fotos: Gustavo Mansur/ Palácio Piratini

O governo do Rio Grande do Sul afirmou que não há indicação concreta de um evento semelhante à enchente de 2024 para este ano, apesar da previsão de formação de um novo El Niño em 2026. A informação foi apresentada nesta sexta-feira (24), durante o balanço de dois anos das enchentes de 2024. O material reúne dados do Plano Rio Grande, programa de reconstrução e adaptação climática do Estado.

De acordo com a apresentação, a formação do El Niño aumenta a probabilidade de chuvas acima da média no Sul do Brasil. O governo, porém, sustenta que nenhum modelo indica, até o momento, grandes volumes de chuva para o Rio Grande do Sul.

O risco apontado é de eventos localizados, como chuvas intensas, alagamentos, enxurradas e tempestades.

A projeção também indica atuação de um novo El Niño em 2026, especialmente na primavera e no verão. Até agora, não há indicação de El Niño forte ou de Super El Niño.

Evento fora da curva

O cenário de 2026 foi comparado com o período anterior à enchente histórica. Em 2023 e 2024, o Estado enfrentou um El Niño classificado como forte.

As chuvas entre o final de abril e o início de maio provocaram algumas das maiores cheias já registradas desde o início da colonização europeia, a partir do século XVII. No período de apenas nove meses, entre setembro de 2023 e maio de 2024, Porto Alegre teve três das quatro maiores cheias de sua história.

O balanço também aponta que o Estado ampliou a estrutura de monitoramento climático depois da enchente. A Defesa Civil passou a operar com centro de monitoramento focado em eventos críticos, uso de tecnologia de previsão de curtíssimo prazo e integração com universidades gaúchas.

Outra mudança foi a previsão de uma rede própria com 130 estações hidrometeorológicas de missão crítica, além de acesso a radares para cobertura do território gaúcho.

A leitura do governo é que o Estado deve manter atenção para eventos severos pontuais, mesmo sem sinal atual de repetição da tragédia de 2024.

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Probabilidade de transição para El Niño é de 84,6% nos próximos meses, diz boletim

25 de Março de 2026, 15:39
Foto: Seapi/Divulgação

A previsão do APCC (APEC Climate Center), centro de pesquisa sediado na Coréia do Sul, aponta para um enfraquecimento gradual do La Niña nos próximos meses. Além disso, há 84,6% de probabilidade de transição de condições de neutralidade para condições de El Niño durante o trimestre abril-maio-junho. 

É o que aponta o Boletim Trimestral do Copaaergs (Conselho Permanente de Agrometeorologia Aplicada do Estado do Rio Grande do Sul), coordenado pela Seapi (Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação). As previsões apresentadas pelo boletim são baseadas no modelo estatístico do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia). 

O prognóstico indica chuvas irregulares para o mês de abril, ficando próxima a ligeiramente abaixo da média no mês na maior parte do estado, pontualmente com chuvas acima da média em áreas restritas. Nos meses de maio e junho, há uma maior tendência de que as chuvas fiquem próximas a ligeiramente acima da média na maior parte do estado.

As temperaturas do ar devem sofrer grande variabilidade ao longo do trimestre, havendo períodos quentes e outros com incursão de massas de ar frio, eventualmente fortes. A tendência indica anomalias de normal a ligeiramente acima da média nas temperaturas do ar.

O boletim do Copaaergs é elaborado a cada três meses por especialistas em Agrometeorologia de dez entidades estaduais e federais ligadas à agricultura ou ao clima. O documento também lista uma série de orientações técnicas para as culturas do período.

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Porto Alegre: Defesa Civil monitora chance de El Niño em 2026

10 de Fevereiro de 2026, 17:42
Foto: Leonardo Severo / Agora RS

A Defesa Civil de Porto Alegre publicou um comunicado, nesta terça-feira (10), indicando o aumento de probabilidade de ocorrência El Niño em 2026. No entanto, a partir de informações da Catavento Meteorologia, conclui-se que ainda há incerteza quanto à ocorrência do fenômeno.

De acordo com a Catavento Meteorologia, os modelos climáticos mais recentes indicam aumento gradual da probabilidade de ocorrência do fenômeno El Niño a partir do meio do ano. É maior a chance de consolidação no segundo semestre de 2026.

Nesse período, as probabilidades estimadas variam entre 50% e 60%, embora ainda exista um grau considerável de incerteza. Essa confirmação está condicionada à evolução das temperaturas da superfície do Oceano Pacífico e à dinâmica da atmosfera ao longo dos próximos meses.

Em anos sob influência do El Niño, historicamente observa-se, no Rio Grande do Sul, uma maior propensão à elevação dos volumes de precipitação. Em Porto Alegre, esse padrão pode contribuir para condições favoráveis à ocorrência de cheias, o que reforça a importância do acompanhamento técnico contínuo e da adoção de ações preventivas.

“A Defesa Civil destaca que não há, no momento, confirmação do fenômeno, mas mantém atenção permanente à evolução dos modelos climáticos”, diz o comunicado. 

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