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Inteligência artificial é usada quase duas vezes mais para consultas pessoais do que no trabalho

9 de Setembro de 2026, 23:30

A inteligência artificial (I.A) ganhou espaço rapidamente na rotina dos usuários, mas ainda está longe de aparecer de forma igual em todas as áreas. O avanço também expõe diferenças importantes entre o uso pessoal e profissional da tecnologia.

Os dados mais recentes mostram que a adoção dentro das empresas avança em ritmo menor do que entre usuários que recorrem às ferramentas por conta própria.

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Uso pessoal supera o profissional

Segundo o Instituto Nacional de Estatística da Espanha, 38% dos residentes usam regularmente inteligência artificial. Entre eles, 30% recorrem à tecnologia para consultas pessoais.

Já o uso no trabalho chega a 18%, enquanto 16,2% utilizam I.A. em atividades ligadas à educação. Na prática, isso mostra que a presença da inteligência artificial na vida pessoal ainda supera a adoção no ambiente profissional.

Dessa forma, mesmo com os avanços da tecnologia avançada, os dados também demonstram que a I.A. segue fora das decisões ou auxílios empresariais. Além disso, especialistas alertam que manter a tecnologia  fora do ambiente de trabalho tende a ser positivo.

Empresas rejeitam a I.A.

A União Geral de Trabalhadores (UGT) avalia que a diferença não acontece porque os trabalhadores rejeitam a tecnologia. Para o sindicato, o principal obstáculo está na baixa integração da I.A. aos processos das próprias empresas.

Dados de 2024 mostram que apenas 20% das companhias com mais de dez funcionários ofereciam treinamento voltado para a tecnologia. Nas microempresas, com menos de dez trabalhadores, esse percentual caía para apenas 3%.

Pessoas não utilizam a tecnologia

Apesar do crescimento rápido da tecnologia, a UGT calcula que 23 milhões de pessoas na Espanha nunca utilizam ferramentas de I.A. O sindicato alerta que essa diferença pode ampliar desigualdades já existentes no acesso à tecnologia e no mercado de trabalho.

O perfil de quem mais utiliza I.A. concentra homens, jovens, moradores de grandes cidades, pessoas empregadas, com renda maior e escolaridade mais alta. Ainda assim, o uso da I.A. segue em sua maioria para pesquisas e uso pessoal.

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Sindicato pede maior treinamento

Diante desse cenário, a UGT defende a criação de um Plano Nacional de Qualificação em Inteligência Artificial. A proposta inclui cursos abertos aos usuários, formação profissional e programas específicos para pessoas desempregadas.

O objetivo é reduzir a desigualdade no acesso à tecnologia e aumentar a capacidade dos trabalhadores de usar a I.A. para habilidades profissionais. Vale destacar que o avanço da inteligência artificial também auxiliou na procura por novos funcionários do setor.

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Rendimentos dos Treasuries ficam estáveis antes de dados do mercado de trabalho dos EUA

7 de Agosto de 2026, 09:00

Os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos operavam estáveis na manhã desta sexta-feira (7), enquanto os investidores aguardavam a divulgação de importantes dados do mercado de trabalho prevista para mais tarde.

O rendimento dos Treasuries de 10 anos, principal referência para hipotecas, financiamentos de automóveis e dívidas de cartão de crédito, permanecia em 4,6719%.

As taxas de prazos mais curtos e mais longos também estavam estáveis. O rendimento do Treasury de 2 anos, que acompanha mais de perto as decisões de juros de curto prazo do Federal Reserve, permanecia em 4,2431%. Já o rendimento do Treasury de 30 anos, que costuma reagir a acontecimentos geopolíticos mais amplos, estava inalterado em 5,2189%.

Um ponto-base equivale a 0,01 ponto percentual, ou 1/100 de 1%, e os rendimentos e os preços dos títulos se movimentam em direções opostas.

Os investidores aguardam a divulgação de importantes dados do mercado de trabalho em busca de sinais mais claros sobre a economia dos Estados Unidos e sobre o possível impacto nas decisões de juros do Federal Reserve, enquanto os preços da energia avançavam nesta sexta-feira.

Economistas esperam que os dados de empregos fora do setor agrícola de julho mostrem a criação de 83 mil vagas no mês, enquanto a taxa de desemprego deve permanecer estável em 4,2%.

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Dan Lacalle, economista-chefe da Tressis, afirmou que altas de juros pelo Fed seriam negativas para a economia, prejudicando especialmente o mercado de trabalho.

“Não faz sentido o Fed elevar os juros”, afirmou Lacalle ao programa “Squawk Box Europe”, da CNBC, nesta sexta-feira. Segundo ele, não há “nenhum sinal” de superaquecimento da economia dos Estados Unidos. Lacalle acrescentou que os dados do núcleo do índice de preços ao consumidor, o CPI, e do índice de preços de gastos com consumo pessoal, o PCE, indicam que aumentos de juros não teriam impacto sobre os preços da energia.

Os contratos futuros do petróleo West Texas Intermediate subiam 0,67%, para US$ 77,81 por barril, enquanto o Brent avançava quase 1%, para US$ 83,31.

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