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Spotify lança selos de verificação para distinguir artistas reais de conteúdo gerado por IA

30 de Abril de 2026, 16:38

O Spotify implementou novos selos de verificação para artistas, que indicam que o perfil representa um artista real com conteúdo próprio, garantindo que cumpre os critérios de autenticidade e confiança da plataforma, em contraposição aos perfis gerados por inteligência artificial (IA).

A empresa continua apostando em recursos que ajudem os usuários a ter mais informações sobre os artistas e suas músicas, diante do aumento de perfis falsos, spam e conteúdo gerado por IA nas plataformas musicais, que prejudicam a experiência.

Nesse sentido, lançou os novos selos “Verificado pelo Spotify”, um distintivo que garante que o perfil do artista em questão foi revisado e cumpre os critérios de autenticidade da plataforma.

Assim, quando um artista estiver verificado, isso significará que se trata do perfil de um criador ou músico real, com uma presença identificável tanto dentro quanto fora da plataforma e com música ou conteúdo próprio. Isso também garante que o conteúdo em questão cumpre as normas do Spotify.

Portanto, os perfis que pareçam representar principalmente artistas gerados por IA ou personagens de IA “não poderão ser verificados”.

Conforme explicou em um comunicado em seu blog, para conceder esse selo, a empresa analisa perfis de artistas que apresentam atividade e participação constantes por parte dos ouvintes. Ou seja, perfis que os usuários procuram de forma ativa e intencional durante um período prolongado, e não apenas aqueles que apresentam picos pontuais de participação.

Da mesma forma, na análise, a empresa levará em consideração questões como datas de shows, produtos promocionais e contas de redes sociais vinculadas ao perfil, para determinar se se trata de uma pessoa real.

Para examinar cada conta do Spotify, a empresa combinará os padrões mencionados com a revisão e o julgamento humanos, com o objetivo de “identificar os verdadeiros artistas que atuam de boa-fé, em vez de descartar os falsos”.

No entanto, a empresa também esclareceu que, no panorama musical atual, o conceito de autenticidade do artista “é complexo e evolui rapidamente”; por isso, alertou que continuará aperfeiçoando essa abordagem para conceder os selos “ao longo do tempo”.

Esses novos selos, que consistem em um ícone de verificação verde claro acompanhado do texto “Verificado pelo Spotify”, aparecerão nos perfis dos artistas ao lado de seus nomes, bem como nas pesquisas.

Além disso, elas começarão a ser concedidas aos artistas de forma gradual ao longo do tempo, uma vez que a plataforma abrange “milhões de criadores de conteúdo e perfis de artistas”, e as revisões serão realizadas com “precisão e coerência”.

Apesar desse processo, o Spotify informou que, como parte do lançamento dos selos, 99% dos artistas que os ouvintes procuram ativamente já estão verificados, incluindo diversos gêneros e origens geográficas.

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Nissan encerra operação na Argentina e passa a focar em importação

27 de Abril de 2026, 22:21

A Nissan anunciou nesta segunda-feira (27) uma reestruturação importante da operação na Argentina que deve encerrar a atuação direta da montadora como filial no país.

A empresa assinou um memorando de entendimento com os grupos argentinos SIMPA e Tagle para avaliar a possível transferência da operação comercial local para um modelo de distribuidor. O movimento tem foco em eficiência e agilidade operacional, segundo a companhia.

O documento ainda não representa um acordo definitivo. A Nissan informou que o processo está em fase de análise e depende da revisão de diferentes aspectos do negócio antes de uma eventual assinatura final.

Caso a transação avance, a operação argentina será transferida para um novo distribuidor local e passará a integrar a NIBU, unidade de negócios da Nissan que reúne 36 mercados importadores da América Latina. Com isso, a Argentina deixaria de funcionar como uma operação direta da matriz e passaria a seguir um modelo baseado em importação e distribuição local.

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Apesar da mudança, a Nissan afirma que suas atividades comerciais na Argentina continuarão normalmente. A empresa diz que manterá a venda de veículos, o lançamento de novos modelos, os serviços de atendimento e pós-venda e a rede de concessionárias no país.

A decisão faz parte do plano global de reestruturação da companhia, chamado Re:Nissan. O programa foi lançado para recuperar desempenho, reduzir custos e criar uma estrutura mais enxuta. Entre as medidas, a Nissan prevê cortar 20 mil postos de trabalho e reduzir sua base industrial de 17 para 10 fábricas até o ano fiscal de 2027.

Mudança acontece após fracasso de fusão

O movimento ocorre depois do fracasso das negociações de integração entre Nissan e Honda. As duas montadoras assinaram, em dezembro de 2024, um acordo preliminar para estudar uma combinação de negócios, mas encerraram as conversas em fevereiro de 2025.

Na mesma data, Nissan, Honda e Mitsubishi também encerraram o entendimento que avaliava uma colaboração tripartite. As empresas, no entanto, afirmaram que seguiriam colaborando dentro de uma parceria estratégica voltada a veículos eletrificados e tecnologias inteligentes.

As discussões entre Nissan e Honda perderam força após a possibilidade de transformar a Nissan em subsidiária da Honda entrar na mesa. O então CEO da Nissan, Makoto Uchida, afirmou que não poderia aceitar esse modelo.

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A tentativa frustrada de integração ocorreu em meio a um cenário de pressão sobre a indústria automotiva global, com competição mais intensa de fabricantes chinesas, avanço dos veículos elétricos e necessidade de redução de custos.

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Governo anuncia R$ 10 bilhões em crédito para máquinas agrícolas

26 de Abril de 2026, 16:00

O vice-presidente Geraldo Alckmin anunciou, neste domingo (26), durante a abertura da Agrishow, uma nova frente do programa MOVE Brasil. A iniciativa, voltada exclusivamente para o setor de máquinas e implementos agrícolas, prevê a liberação de R$ 10 bilhões em crédito com o objetivo de aumentar a competitividade e a produtividade do agronegócio brasileiro.

Os recursos virão do superávit do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e serão administrados pela Finep (Inovação e Pesquisa). A expectativa do governo é que a linha de crédito esteja disponível para contratação dentro de 20 a 30 dias, podendo ser operada tanto pela Finep quanto por bancos credenciados.

Diferentemente de programas tradicionais de financiamento, o MOVE Brasil dará prioridade ao conteúdo nacional, além de incentivar pesquisa e desenvolvimento (P&D). A proposta é modernizar o parque tecnológico do campo, abrangendo equipamentos como tratores, colheitadeiras e também soluções de agricultura digital.

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Uma das principais novidades é a possibilidade de cooperativas agrícolas acessarem diretamente o crédito da Finep, algo inédito até então. Segundo o governo, o uso de recursos do FNDCT permitirá condições mais vantajosas de financiamento.

O programa também busca promover ganhos em eficiência e sustentabilidade. A expectativa é que os investimentos resultem em aumento da produtividade por hectare, redução de custos operacionais e melhorias no desempenho ambiental da produção.

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A nova linha de crédito complementa o Plano Safra 2025/2026, que já prevê R$ 516,2 bilhões para a agricultura empresarial e R$ 89 bilhões para a agricultura familiar. A estratégia é combinar recursos para investimento em máquinas com crédito para custeio da produção.

O lançamento ocorre em um momento positivo para o agronegócio brasileiro. Desde 2023, o país abriu 600 novos mercados internacionais. Em 2025, as exportações do setor alcançaram US$ 169,2 bilhões, representando 48,5% das exportações totais do país. Para a safra 2025/2026, a previsão é de um novo recorde, com produção de até 356,3 milhões de toneladas de grãos.

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Trump defende construção de Salão de Baile seguro após ataque em jantar de correspondentes

26 de Abril de 2026, 13:53

O presidente dos EUA, Donald Trump, defendeu que a tentativa de ataque no jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca é “exatamente a razão” pela qual as Forças Armadas, o Serviço Secreto, as Forças Policiais e presidentes vêm exigindo a construção de “um grande e seguro Salão de Baile”, em publicação na Truth Social.

“Este evento jamais teria ocorrido se o Salão de Baile, de nível militar ultrassecreto, estivesse atualmente em construção na Casa Branca. A construção não pode ser rápida o suficiente!”, escreveu.

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O projeto do Salão de Baile mencionado foi apresentado por Trump no ano passado. Porém, no fim de março deste ano, um juiz federal determinou que o governo Trump suspendesse a construção do local que tinha projeção de custo de US$ 400 milhões, proibindo o avanço das obras sem aprovação do Congresso. Na época, Trump criticou a medida.

Após a situação de ontem, Trump ressaltou que o projeto do salão possui “todos os recursos de segurança de mais alto nível disponíveis”, ressaltou que não há cômodos acima que permitam a entrada de pessoas sem autorização e está localizado “dentro dos portões do edifício mais seguro do mundo”.

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“O ridículo processo judicial referente ao Salão de Baile deve ser arquivado imediatamente. Nada deve interferir em sua construção, que está dentro do orçamento e substancialmente adiantada em relação ao cronograma!!!”, acrescentou na postagem.

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Namorar está ficando caro demais para jovens adultos, aponta pesquisa

26 de Abril de 2026, 12:39

Para muitos jovens nos Estados Unidos, namorar está se tornando uma questão tão financeira quanto romântica. Metade dos americanos solteiros afirmou que está saindo menos para encontros ou optando por atividades mais baratas devido ao aumento dos custos, segundo o BMO Real Financial Progress Index 2026, do BMO Financial Group. O banco ouviu 2.501 adultos entre o fim de dezembro e janeiro.

Além disso, 48% dos adultos da geração Z e 40% dos millennials entrevistados disseram que o alto custo de namorar atrapalha o alcance de suas metas financeiras. Um único encontro custa, em média, US$ 205 para adultos da geração Z e US$ 252 para millennials, segundo o BMO.

Quase metade dos solteiros, 47%, afirmou que namorar simplesmente não vale o gasto, de acordo com a pesquisa.

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Essa é apenas mais uma das pressões relacionadas ao custo de vida atualmente. Consumidores enfrentam preços mais altos para itens essenciais do dia a dia, como gasolina, alimentos, moradia e seguro de saúde — reflexo de uma combinação de fatores, incluindo choques no setor de energia ligados à guerra em curso com o Irã e às políticas tarifárias do presidente Donald Trump.

“Estamos vendo que há um aumento no custo de vida, e isso está reduzindo a frequência com que as pessoas saem para encontros e a forma como enxergam o namoro”, disse à CNBC Sabrina Romanoff, psicóloga clínica. “As pessoas estão jantando menos fora e há uma menor tolerância para encontros considerados de maior risco.”

Custos fazem as pessoas namorarem de forma mais “defensiva”

Para a geração Z, o custo de namorar pode se acumular rapidamente.

O americano típico da geração Z foi a cerca de nove encontros no último ano, segundo dados do BMO. Isso representa um gasto anual aproximado de US$ 1.845. O valor inclui despesas anteriores ao encontro, como transporte e cuidados pessoais, além do que é gasto durante o próprio encontro.

Com base em dados do Bureau of Labor Statistics para trabalhadores em tempo integral, isso equivale a cerca de 3% a 5% da renda anual mediana de pessoas entre 16 e 34 anos.

Romanoff afirmou que o aumento dos custos faz com que as pessoas namorem de maneira “muito mais defensiva”. “Elas assumem menos riscos e menos conexões são formadas.”

Essa dinâmica aparece na forma como jovens descrevem os primeiros encontros.

David Kuang, estudante de 21 anos da Universidade Columbia, disse que a economia do namoro pode fazer cada saída parecer uma aposta.

“Há uma chance muito maior de simplesmente não haver conexão”, afirmou. “E aí lá se vão US$ 40 do jantar pelo ralo com alguém com quem talvez você nunca mais fale.”

Leo Gabriel, de 22 anos, que vive em Nova York, também disse que tenta manter os primeiros encontros acessíveis.

“Eu provavelmente gastaria entre US$ 45 e US$ 50”, disse. “É o suficiente para não comprometer o orçamento.”

No geral, Gabriel afirmou que reserva entre US$ 150 e US$ 200 por mês para encontros.

“Por que eu gastaria US$ 100 com alguém com quem talvez eu nem tenha afinidade?”, acrescentou.

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Encontrar um encontro também pode ser caro

O custo do próprio encontro é apenas parte da equação. Para milhões de usuários, encontrar alguém significa pagar pelos aplicativos. O Pew Research Center constatou, em 2022, que 35% dos usuários de aplicativos de relacionamento já pagaram por uma das plataformas. Pesquisa da Morgan Stanley apontou que o usuário pagante médio gastou cerca de US$ 19 por mês em 2023.

“Muitos desses aplicativos funcionam com o que chamamos de estratégia ‘freemium’”, explicou Pinar Yildirim, professora associada da Wharton que estuda a economia das plataformas online. “Embora você possa se cadastrar gratuitamente, para aproveitar alguns dos recursos mais desejáveis pode ser necessário pagar uma assinatura.”

Esse modelo ganhou importância à medida que os americanos mudaram a forma de conhecer parceiros. Um estudo amplamente citado, publicado em 2019 por pesquisadores da Universidade Stanford e da Universidade do Novo México, constatou que, do fim da Segunda Guerra Mundial até 2013, a forma mais comum de casais heterossexuais se conhecerem nos Estados Unidos era por meio de amigos. Hoje, o principal caminho é o ambiente online.

“Uma das coisas que os aplicativos e plataformas de relacionamento online trouxeram para nossas vidas foi um leque maior de pessoas”, afirmou Yildirim. “Eles tendem, em geral, a ampliar o nosso universo de possíveis parceiros.”

No entanto, ela acrescentou que isso também pode ser “um pouco enganoso”. Uma abundância de candidatos pode sobrecarregar os usuários e reduzir as chances de que uma interação evolua para algo significativo.

“Mesmo que você esteja vendo e potencialmente iniciando conversas com muitos tipos diferentes de pessoas, e em grande número, é muito provável que nada avance além dessas conversas iniciais nos aplicativos”, disse.

Especialistas afirmam que isso pode ajudar a explicar por que muitos usuários optam por planos pagos. “É um sistema de ‘pague para participar’”, disse Romanoff. “Se você tem dinheiro, talvez consiga um parceiro ou tenha mais sucesso nos aplicativos.”

Gabriel contou que assinou o Hinge por um período porque as atualizações pagas, que ele descreveu como uma forma de “gamificação”, eram eficazes.

“Psicologicamente, funciona”, disse. “Você pensa: ‘Ah, você só vai ser visto por X pessoas por dia. Mas, se pagar um pouco mais, pode ser visto por mais gente.’”

Os valores cobrados pelas versões pagas variam, e defensores dos consumidores afirmam que a precificação nem sempre é transparente.

Um porta-voz do Match Group — empresa controladora do Match.com, OkCupid, Tinder, Hinge e outros sites de relacionamento — afirmou à CNBC por e-mail que “a grande maioria” dos usuários utiliza versões gratuitas. “As assinaturas são opcionais e oferecem ferramentas adicionais para quem busca mais controle ou uma experiência mais eficiente, mas não são necessárias para ter sucesso ou criar conexões significativas”, disse.

A Bumble Inc., responsável por aplicativos como Bumble Date e Badoo, informou à CNBC que busca oferecer uma versão gratuita “segura e de alta qualidade”. “Há inúmeros casais que se encontraram dessa forma”, afirmou um porta-voz em comunicado por e-mail. “Nossos recursos pagos atendem àqueles que procuram uma experiência mais personalizada.”

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EXCLUSIVO CNBC: Nissan aposta em carros eletrificados para recuperar vendas na China

25 de Abril de 2026, 11:00

A Nissan vê a ofensiva em Veículos de Nova Energia (NEVs) como peça central para sustentar a recuperação das vendas na China, afirmou Ivan Espinosa, presidente da Nissan Motors, em entrevista exclusiva à CNBC.

Segundo o executivo, a companhia vinha há meses registrando queda nas vendas no país, mas começou a mostrar recuperação no segundo semestre do ano passado. Em 2025, as vendas cresceram cerca de 4,5% na comparação anual. No primeiro trimestre deste ano, avançaram quase 7%.

“Há uma grande tendência para veículos de nova energia e, em termos de desempenho de vendas, felizmente nossa performance está se recuperando e melhorou”, afirmou Espinosa.

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O executivo disse que a reação foi impulsionada pelos novos modelos eletrificados lançados nos últimos meses. A Nissan apresentou quatro veículos de nova energia, incluindo o sedã elétrico N7, o híbrido plug-in N6, a picape Frontier Pro plug-in hybrid e o NX8 plug-in hybrid.

“Vamos continuar a ofensiva de veículos de nova energia na China”, disse. “Lançaremos, no intervalo de 12 meses, mais cinco veículos de nova energia.”

A montadora também apresentou dois conceitos ligados a essa nova leva de produtos. Segundo Espinosa, a estratégia inclui completar a linha de SUVs, com o NX8, o Terrano plug-in hybrid e um conceito de SUV urbano plug-in hybrid.

“Com essa ofensiva de veículos de nova energia, estamos confiantes de que podemos continuar o bom ritmo e o momentum na China”, afirmou.

Questionado sobre o comportamento do consumidor chinês, Espinosa disse que a decisão de compra combina novidade, tecnologia e preço. Segundo ele, o mercado se tornou mais dinâmico, com alto volume de lançamentos em curtos períodos.

“Em questão de um mês, temos mais de 10 a 15 novos lançamentos. Os clientes têm muita escolha”, afirmou. “Você precisa continuar relevante e novo para eles. Precisa ter a tecnologia certa e o preço certo.”

Ao mesmo tempo, o presidente da Nissan afirmou que consumidores chineses também valorizam a experiência de montadoras estabelecidas. Segundo ele, a rede de concessionárias, o relacionamento com clientes e a qualidade do serviço voltaram a ganhar peso.

“Eles estão valorizando muito a experiência de fabricantes estabelecidas como a Nissan”, disse. “Isso também começa a se tornar cada vez mais importante.”

Espinosa afirmou que a estratégia da Nissan na China tem dois objetivos. O primeiro é manter a competitividade em um mercado relevante para a companhia. O segundo é aprender com o ecossistema tecnológico chinês para levar inovação a outros mercados.

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“Queremos permanecer muito competitivos na China, porque temos hoje uma presença de vendas muito forte e continuaremos investindo na China”, afirmou. “E o segundo propósito é utilizar e aprender com o ecossistema da China para exportar tecnologia para fora da China.”

Segundo o executivo, a Nissan observa no país novas formas de desenvolver produtos, materiais e tecnologias, além de maior velocidade de inovação.

“Queremos exportar todo esse know-how para nossos centros globais de pesquisa e desenvolvimento ao redor do mundo”, disse.

Espinosa também comentou o uso de tecnologias chinesas em sistemas de cockpit, incluindo a adoção do DeepSeek para aprimorar chatbots. Ele afirmou que a Nissan seguirá aberta a tecnologias de diferentes regiões, desde que melhorem a experiência dos clientes.

“Vamos utilizar tecnologia ao redor do mundo. Não é só que usaremos tecnologia chinesa. Podemos usar tecnologia de qualquer parte do mundo”, afirmou. “Desde que satisfaça e deixe nossos clientes felizes.”

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L’Oréal reforça estratégia no segmento premium com a estreia de Miu Miu Beauty

25 de Abril de 2026, 10:30

O Grupo L’Oréal, maior companhia de beleza do mundo, com 41 bilhões de euros em receita global em 2023, avança a estratégica no Brasil com a chegada de Miu Miu Beauty, dentro de um acordo estratégico com o Grupo Prada. A operação, de longo prazo e avaliada em bilhões de euros globalmente, transfere à L’Oréal o desenvolvimento, produção e distribuição das linhas de beleza de Prada e Miu Miu.

No Brasil, o movimento tem impacto direto: o grupo passa a operar 23 marcas, ampliando sua presença no segmento premium em um mercado que configura entre os 5 maiores do mundo em beleza, com faturamento estimado acima de US$ 30 bilhões anuais.

A estreia da marca acontece com “MiuTine”, a primeira fragrância desenvolvida pela L’Oréal, posicionada para capturar um consumidor mais jovem e conectado à linguagem cultural da moda. Veja a publicação aqui.

Disputa por um mercado que cresce acima da média

O segmento de beleza de luxo cresce globalmente entre 8% e 10% ao ano, acima da média da indústria. No Brasil, esse movimento é ainda mais relevante: o crescimento do mercado premium é sustentado por aumento de renda em nichos específicos e pela expansão do consumo aspiracional via beleza, categoria com ticket de entrada mais acessível.

Enquanto Prada opera em um território mais clássico, Miu Miu entra para disputar atenção com uma estética mais experimental e contemporânea, fator decisivo para engajamento de novas gerações.

Portfólio como estratégia de dominância

A L’Oréal estrutura seu portfólio para cobrir múltiplos territórios de consumo, sem sobreposição direta. Na divisão de luxo, isso significa operar marcas com identidades bem definidas, como: Lancôme, YSL Beauty, Armani, Valentino e Prada Beauty, e agora Miu Miu, ocupando um espaço específico: o do luxo jovem com forte apelo cultural.

A vantagem competitiva não está apenas no tamanho do portfólio, mas na capacidade de orquestrar distribuição, posicionamento e construção de marca simultaneamente.

Expectativa de impacto

A entrada de Miu Miu Beauty no Brasil segue uma lógica clara de crescimento:

  • ampliar participação no segmento premium;
  • capturar consumidores mais jovens;
  • fortalecer a conexão entre moda e beleza como plataforma de escala.

Globalmente, fragrâncias continuam sendo uma das categorias mais rentáveis da indústria, com margens elevadas e alto potencial de fidelização.

Nesse contexto, “MiuTine” não é apenas um lançamento, é um ativo estratégico dentro de uma operação que combina branding de luxo com capacidade industrial e distribuição global.

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Por que o álbum da Copa 2026 terá 980 figurinhas? Entenda a mudança e o preço mais alto

25 de Abril de 2026, 10:00

A chegada da Copa do Mundo da FIFA de 2026 também marca o lançamento do novo álbum de figurinhas da competição. Apesar de ser comum em outros campeonatos, o mundial de seleções reúne milhares de colecionadores ao redor do mundo.

Entretanto, além do preço salgado, a edição do torneio deste ano também traz o maior número de seleções participantes; ao todo, 48 seleções estarão presentes na Copa do Mundo de 2026.

Leia também: Álbum de figurinhas da Copa 2026: do básico ao premium, veja quanto custa cada versão

Aumento do preço

De acordo com informações do Estadão, o livro colecionável tem previsão para ser lançado dia 1º de maio. Como citado anteriormente, apesar de se tratar de algo nostálgico e com uma grande base de fãs, colecionar o álbum este ano será mais pesado para o bolso do consumidor.

Segundo especialistas ouvidos na reportagem, o custo para completar o álbum da Copa do Mundo de 2026 pode chegar a cerca de R$ 7 mil, considerando a troca de figurinhas repetidas. Cada pacote terá preço fixado de R$ 7 e incluirá sete cromos.

Por que o álbum terá 980 figurinhas?

De forma simples, a adição de seleções para 48, consequentemente, também aumenta o número de cromos necessários para completar o livro colecionável. A título de comparação, em 2022 a Copa do Mundo contou com 32 seleções no total.

Apesar da adição de novas delegações ser vista como algo positivo, tanto cultural quanto esportivamente, esse fator impacta diretamente para quem deseja finalizar o álbum de figurinhas. Além disso, a fabricante também oferece versões especiais dos produtos.

Preços mais altos

Como mencionado, o álbum de figurinhas da Copa do Mundo de 2026 deve representar um desafio para quem deseja completá-lo. Mesmo considerando o preço médio de R$ 1 por cromo, caso não houvesse repetidas, o custo final já se aproximaria de R$ 1.000.

No entanto, completar um álbum desse porte apenas com figurinhas inéditas é difícil. Com isso, o valor total pode aumentar e chegar perto dos R$ 7 mil, como já adiantado.

Se uma pessoa gastar R$ 7 mil no álbum, quanto esse valor poderia render em investimentos?

Como já adiantado, os possíveis valores para completar o álbum de figurinhas da Copa de 2026 chegam a valores consideráveis e ultrapassam o propósito de colecionáveis. Com isso, Felipe Pontes, diretor de Gestão de Investimentos (CIO) da Avantgarde Asset Management, explicou como esse valor poderia ser investido.

“Se, em vez de gastar R$ 7 mil para completar o álbum, esse valor fosse investido, o resultado ao longo do tempo seria bem diferente.”

“Em uma simulação do Tesouro Prefixado 2032, por exemplo, os R$ 7 mil virariam R$ 13.460,80 líquidos até 1º de janeiro de 2032, enquanto o mesmo valor na poupança chegaria a R$ 10.303,06. Ou seja: uma diferença de R$ 3.157,74 a favor do Tesouro.”

O economista ainda explicou que o valor necessário para completar o álbum da Copa do Mundo de 2026, poderia render ainda mais a longo prazo.

“Num prazo mais longo, a distância cresce ainda mais. Em uma simulação do Tesouro IPCA+ 2050, os mesmos R$ 7 mil chegariam a R$ 69.004,34 líquidos até 15 de agosto de 2050. Na poupança, esse montante seria de R$ 35.164,00.”

“Nesse caso, a vantagem do Tesouro seria de R$ 33.840,34; praticamente o dobro do valor acumulado na caderneta.”

“Na prática, isso mostra como o custo de oportunidade pesa: um gasto elevado no presente pode significar abrir mão de um patrimônio bem maior no futuro. Quanto maior o prazo, mais os juros compostos ampliam essa diferença.”

Por que o álbum da Copa 2026 terá 980 figurinhas? Entenda a mudança e o preço mais alto

Leia também: Panini perde direitos exclusivos de licenciamento de algumas das seleções mais valiosas do futebol mundial; confira

Mudanças no licenciamento da Panini afetam a edição de 2026?

Apesar das recentes alterações no mercado de direitos de imagem, o álbum da Copa do Mundo de 2026 não deve sofrer impactos imediatos. A Panini ainda mantém os acordos necessários para a produção desta edição, garantindo a presença das principais seleções e seus elementos oficiais.

Entre elas estão equipes como a Seleção Brasileira de Futebol, a Seleção Alemã de Futebol, a Seleção Italiana de Futebol e a Seleção Inglesa de Futebol, que seguem normalmente representadas no álbum deste ciclo.

As mudanças envolvendo a transferência de direitos para a Topps, controlada pelo grupo Fanatics, passam a valer apenas nos próximos anos e, por isso, não interferem na edição que será lançada em 2026.

Ainda assim, o cenário indica possíveis transformações a médio e longo prazo. Caso a Panini não mantenha acordos com essas seleções, futuras coleções podem ter limitações no uso de escudos, uniformes e identidade visual, ou até adaptações semelhantes às vistas em outros produtos esportivos sem licenciamento completo.

Preço dos colecionáveis da Copa do Mundo 2026

  • Álbum – De R$ 24,90 a R$ 79,90;
  • Figurinhas – R$ 7 por pacote com 7 cromos;
  • Box especiais – R$ 359,90.

Disputa por ingressos

A procura por ingressos da Copa do Mundo é um indicativo do poder de expansão do torneio. Há dois meses do início dos jogos, a procura pelas entradas da competição superou a expectativa da própria federação, o que indica o grande interesse dos torcedores pelo torneio que acontece de quatro em quatro anos.

Apesar dos preços significativos, é esperado que a base de colecionadores do mundial de seleções aumente ainda mais. Isso porque essa visibilidade do campeonato reflete diretamente em novos torcedores que desejam completar o álbum de figurinhas para guardá-lo como recordação.

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“Michael” é a cinebiografia musical mais cara da história; veja quanto outros filmes do gênero custaram

25 de Abril de 2026, 08:30

As cinebiografias musicais ganharam força nos últimos anos e se tornaram uma aposta recorrente dos estúdios de Hollywood. Histórias de artistas mundialmente conhecidos têm atraído grandes produções, combinando nostalgia e números expressivos de bilheteira. Um dos exemplos mais recentes é o filme sobre o Rei do Pop, Michael Jackson.

A produção de um dos maiores artistas da história da indústria musical chama atenção justamente pelo alto investimento; o orçamento da produção gira em torno de US$ 200 milhões.

Entretanto, além do filme de Michael Jackson, outras obras que retrataram cantores ou bandas famosas também fizeram sucesso com os amantes musicais, confira:

Leia também: Quanto Michael Jackson tinha de patrimônio quando morreu? Veja números

Elvis – 2022

De acordo com o IMDB, o filme Elvis é um dos principais exemplos do sucesso recente das cinebiografias musicais. Com um orçamento de cerca de US$ 85 milhões, a produção dirigida por Baz Luhrmann aposta em uma abordagem visual marcante e acompanha a trajetória de Elvis Presley desde o início da carreira até o auge da fama.

Michael Jackson: Além do Rei do Pop confira outros filmes que retratam cantores famosos
Foto: Reprodução

Bohemian Rhapsody – 2018

O filme Bohemian Rhapsody também se consolidou como um dos maiores sucessos entre as cinebiografias musicais. Conforme a Variety, o filme contou com um orçamento de cerca de US$ 55 milhões. A produção retrata a trajetória de Freddie Mercury e da banda Queen, desde a formação até a icônica apresentação no Live Aid.

O longa teve grande repercussão mundial, alcançando números expressivos de bilheteira e garantindo destaque na temporada de premiações, com o ator Rami Malek vencendo o Oscar por sua atuação.

Michael Jackson: Além do Rei do Pop confira outros filmes que retratam cantores famosos
Foto: Reprodução

Back to Black – 2024

O filme sobre Amy Winehouse, intitulado Back to Black, segue a linha das cinebiografias musicais ao retratar a ascensão e os desafios pessoais da artista. Segundo o IMDB, a cinebiografia custou cerca de US$ 30 milhões. O filme mostra momentos marcantes da carreira da cantora, incluindo a criação de seus maiores sucessos.

O longa aposta em uma narrativa mais íntima, focando tanto no talento quanto nas dificuldades enfrentadas pela cantora ao longo da vida. 

Michael Jackson: Além do Rei do Pop confira outros filmes que retratam cantores famosos
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Rocketman – 2019

O filme Rocketman retrata a trajetória de Elton John de forma estilizada, misturando elementos biográficos com sequências musicais. Com um orçamento de US$ 120 milhões, de acordo com o Estadão, a produção acompanha desde a infância do artista até o auge da carreira, explorando também seus desafios pessoais e o processo de criação de grandes sucessos.

Michael Jackson: Além do Rei do Pop confira outros filmes que retratam cantores famosos
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Yesterday – 2019

O filme Yesterday foge um pouco dos padrões citados e traz uma abordagem diferente dentro do universo musical ao imaginar um mundo em que as músicas dos The Beatles nunca existiram.

De acordo com o IMDB, o longa custou cerca de US$ 26 milhões. A produção acompanha um jovem músico que passa a apresentar essas canções como se fossem suas. Misturando comédia, romance e música, o longa se destaca por explorar o impacto cultural das obras da banda de forma leve e criativa.

Michael Jackson: Além do Rei do Pop confira outros filmes que retratam cantores famosos
Foto: Reprodução

One Love – 2024

O filme Bob Marley: One Love retrata a trajetória de Bob Marley, destacando sua influência na música e na cultura global. De acordo com Variety, a produção do filme custou US$ 70 milhões e acompanha momentos importantes da vida do artista, desde a ascensão internacional até episódios marcantes de sua história pessoal.

 O longa aposta em uma narrativa que mistura música e contexto histórico, reforçando o legado de Bob Marley como o maior artista da história do reggae.

Michael Jackson: Além do Rei do Pop confira outros filmes que retratam cantores famosos
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Legados musicais

Desta forma, além do esperado longa do Michael Jackson, o mais caro e o mais atual, diversas produções de cantores e bandas famosas revivem momentos históricos da música e proporcionam nostalgia e informações adicionais aos amantes do cinema e da música.

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Noventa por cento dos CFOs usam IA para cortar custos, mas não querem investir nela

7 de Abril de 2026, 18:00

Em alguma hora no meio da tarde, dentro de qualquer grande empresa europeia, o diretor financeiro abre seu laptop, chama uma tela de análise preditiva e, sem muita cerimônia, deixa que um modelo de linguagem sugira o próximo movimento. Isso não é ficção, nem piloto experimental e não é iniciativa de um departamento de TI entusiasmado demais. Já é rotina, com número de pesquisa para provar.

Uma pesquisa da Deloitte realizada com cem diretores financeiros holandeses entre setembro (16) e outubro (17) de 2025, mostrou que 90% dos CFOs entrevistados já se apoiam em inteligência artificial para usar nas decisões que tomam. E vai além, mais de um terço deles espera que, dentro de cinco anos, a IA sustente mais da metade de suas escolhas mais importantes.

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O número é expressivo, mas o que vem depois dele é onde a história fica interessante e até engraçado. Se 90% dos CFOs já usam as ferramentas, e mais de um terço acredita que elas vão dominar suas decisões em meia década, seria razoável imaginar que o dinheiro estivesse fluindo para essa direção com a mesma velocidade. Não está.

A mesma pesquisa apontou que mais de 80% das organizações ainda pretende gastar menos de um quarto do orçamento de tecnologia em IA nos próximos anos. Há, portanto, uma fissura visível entre o que os executivos esperam da tecnologia e o quanto estão dispostos a investir para que ela chegue lá.

Traduzindo do corporativês: acreditamos muito na IA, só não a ponto de gastar dinheiro de verdade com ela.

O mesmo estudo revelou que 70% dos CFOs europeus esperam crescimento de receita neste ano de 2026. Sabe como? Cortando gente e contratando serviços de IA. O famoso “fazer mais com menos”, o que na prática significa crescer achando que vai economizar.

Esse ponto merece atenção. Crescimento de receita e redução de pessoal vivem na mesma frase dentro das salas de conselho. Empresas de serviços e tecnologia estão em posição mais confortável para conciliar os dois objetivos, já que ganhos de produtividade por automação compensam a perda de volume humano.

Empresas manufatureiras, no entanto, segundo o levantamento, enfrentam perspectivas mais frágeis de receita e podem reduzir trabalhadores apenas para estabilizar as operações, sem crescimento real à vista.

CFO com mais poder e menos talento

Outro dado da pesquisa merece mais atenção do que costuma receber. Cerca de 80% dos CFOs entrevistados afirmaram que a influência do diretor financeiro dentro do conselho de administração aumentou nos últimos cinco anos. É um salto considerável de prestígio. O CFO, que durante décadas foi o guardião dos números, passou a ser convocado para moldar a direção estratégica dos negócios.

O problema é que esse poder bate em um limite. Falta de gente qualificada para operar as ferramentas que sustentariam esse novo papel.

Mais da metade dos CFOs identificou, no estudo, carências em habilidades ligadas a dados, tecnologia digital e IA dentro de suas próprias equipes. O executivo tem mais voz no conselho, quer usar IA para decidir melhor e mais rápido, mas não encontra os profissionais capazes de construir essa infraestrutura de dentro.

Me lembra o arquétipo do “cabeça de planilha”, o executivo que olha para qualquer problema e enxerga uma linha de custo a eliminar. No anos 90 a Boeing elevou esse perfil ao posto máximo e passou anos explicando para autoridades de aviação por que as portas dos aviões saíam voando sozinhas. Dar mais poder ao CFO sem dar a ele uma equipe capaz de entender o que a IA faz é, guardadas as proporções, a mesma aposta.

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Aluguel: inadimplência cresce após quatro meses de queda; veja onde está mais alta

7 de Abril de 2026, 17:16

A inadimplência no pagamento de aluguéis voltou a subir no Brasil em fevereiro de 2026, após quatro meses seguidos de queda, a taxa chegou a 3,35%, acima dos 3,29% registrados em janeiro.

O avanço foi observado em diferentes regiões do país e reflete a pressão de fatores como inflação e juros elevados sobre o orçamento das famílias.

Apesar de leve, a alta de 0,06 ponto percentual interrompe uma sequência de recuos registrada no fim de 2025. Na comparação com fevereiro do ano passado, quando o índice era de 3,17%, o aumento é mais expressivo e reforça o cenário de atenção no início do ano. Os dados são do Índice de Inadimplência Locatícia (IIL) da Superlógica.

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Inadimplência atinge diferentes faixas de aluguel

O crescimento da inadimplência foi registrado em diferentes perfis de imóveis residenciais. Os contratos com valores acima de R$ 13 mil lideraram as taxas, com 8,58%, após forte avanço em relação a janeiro.

Os imóveis mais baratos, de até R$ 1 mil, também tiveram aumento relevante e chegaram a 7,08%, indicando maior dificuldade entre famílias com menor renda.

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Já as menores taxas foram observadas nas faixas intermediárias. Imóveis com aluguel entre R$ 2 mil e R$ 3 mil registraram 2,78%, enquanto os de R$ 3 mil a R$ 5 mil ficaram em 2,89%.

Faixa de aluguelTaxa
Acima de R$ 13.0008,58%
Até R$ 1.0007,08%
R$ 3.000 a R$ 5.0002,89%
R$ 2.000 a R$ 3.0002,78%

Imóveis comerciais seguem tendência de alta

No segmento comercial, a inadimplência também cresceu, a taxa passou de 4,46% em janeiro para 4,75% em fevereiro.

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Os contratos de até R$ 1 mil continuam com o maior índice, alcançando 7,98%. Já imóveis com aluguel mais elevado apresentaram taxas menores, embora ainda relevantes.

Casas e apartamentos têm aumento de inadimplência

A inadimplência voltou a subir tanto em apartamentos quanto em casas. Nos apartamentos, o índice passou de 2,15% para 2,33%, interrompendo uma sequência de quedas.

Nas casas, o avanço foi de 3,74% para 3,85%, mantendo patamar mais elevado em relação aos apartamentos.

Nordeste lidera entre as regiões

O Nordeste voltou a registrar a maior taxa de inadimplência do país, com 4,67%, após crescimento significativo em relação ao mês anterior.

O Norte aparece na sequência, com 4,61%. O Centro-Oeste ocupa a terceira posição, com 3,71%, mesmo com leve recuo.

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O Sudeste registra taxa de 3,28%, enquanto o Sul segue com o menor índice nacional, de 2,87%, apesar da alta recente.

RegiãoTaxa de inadimplência
Nordeste4,67%
Norte4,61%
Centro-Oeste3,71%
Sudeste3,28%
Sul2,87%

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A retomada da inadimplência, mesmo que moderada, indica um cenário de maior dificuldade financeira no início de 2026. O avanço atinge tanto imóveis de alto padrão quanto os de menor valor, o que sugere impacto mais amplo sobre diferentes perfis de renda.

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