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X agora tem feed personalizado diretamente pela IA Grok

23 de Abril de 2026, 11:48
Ilustração do Logo do X (antigo Twitter)
Novo feed personalizado tem curadoria da própria IA da plataforma (imagem: Kelly Sikkema/Unsplash)
Resumo
  • O X lançou feeds personalizados por tema na aba principal do app, usando o Grok para selecionar, classificar e reorganizar publicações.
  • A IA personaliza os feeds com base no comportamento do usuário, sem depender de hashtags ou palavras-chave.
  • Por enquanto, o recurso está disponível no iPhone para assinantes Premium em todos os níveis, com até 10 timelines simultâneas.

A rede social X anunciou o lançamento de feeds personalizados baseados em inteligência artificial. A nova funcionalidade permite acompanhar conteúdos organizados por temas diretamente na aba principal do app, utilizando o Grok — modelo de IA da xAI, também de Elon Musk — para selecionar e classificar publicações em mais de 75 categorias, de política e tecnologia a esportes e entretenimento.

O X afirma que a ferramenta representa uma das “maiores mudanças” recentes no aplicativo. Segundo o TechCrunch, que testou a novidade, além de criar os feeds, o Grok também é responsável por personalizá-los com base no comportamento do usuário dentro da plataforma.

O diferencial em relação ao sistema tradicional é que os feeds não dependem de hashtags ou palavras-chave: o modelo analisa o conteúdo completo de cada post, interpreta o contexto e atribui categorias automaticamente.

Nesta fase inicial, o recurso está disponível exclusivamente para assinantes de todos os níveis do plano Premium no iOS. O suporte para Android já está em desenvolvimento, de acordo com o chefe de produto do X, Nikita Bier.

Como usar

Ladies and gentlemen, today we're launching one of our biggest changes to 𝕏

Introducing Custom Timelines

This feature allows you to pin a specific topic to your home tab. With support for over 75 topics, you can dive deep into your favorite niche on X.

It's powered by Grok's… pic.twitter.com/9jkIEXvubj

— Nikita Bier (@nikitabier) April 21, 2026

Os feeds aparecem ao lado das abas “Para você” e “Seguindo”. Para ativá-los, basta tocar no ícone de “+” e escolher quais temas fixar na interface principal — com limite de até 10 timelines simultâneas. A ordem dos tópicos também pode ser reorganizada na mesma tela.

A chegada dos feeds personalizados acontece ao mesmo tempo em que o X descontinua o Communities, recurso que permitia a criação de grupos organizados por interesse pelos próprios usuários. A mudança sinaliza uma transição de um modelo baseado em participação ativa para um sistema guiado por IA.

Curadoria de informações

Grok, IA generativa do X/Twitter
IA de Elon Musk organizará os feeds personalizados (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Esse formato de organização de temas levantou questões sobre a curadoria de conteúdo. O TechCrunch destaca que algumas categorias iniciais de notícias priorizam assuntos como conflitos, crimes e eleições, o que, à primeira vista, poderia influenciar o tipo de informação que ganha visibilidade.

Uma alternativa mais neutra, como observa o TechCrunch, seria organizar as opções em ordem alfabética, com subcategorias acessíveis ao tocar em cada grande tema.

O uso do Grok como base para essa organização também reacende discussões sobre o papel da IA na mediação de conteúdo. Embora o modelo tenha sido apresentado como neutro e voltado à busca por informação precisa, há preocupações sobre viés político e amplificação de desinformação. A inteligência artificial sofreu críticas duras no início do ano após auxiliar na produção de conteúdo pornográfico.

Nos testes do portal, porém, os feeds exibiram conteúdos de diferentes veículos e linhas editoriais, sem viés evidente no uso inicial.

X agora tem feed personalizado diretamente pela IA Grok

(Imagem: Vitor Padua/Tecnoblog)

Brasil se torna referência para maior rigidez da Europa com redes sociais

9 de Fevereiro de 2026, 08:22
Elon Musk, do X, e Ursula von der Leyen, da Comissão Europeia (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Brasil bloqueou o X/Twitter em 2024 por descumprimento de ordens judiciais, influenciando políticas europeias de controle sobre redes sociais.
  • França e Espanha adotaram medidas rigorosas contra o X, com propostas de restrição de acesso para menores de 16 anos.
  • União Europeia investiga as práticas do X, enquanto Elon Musk critica as ações governamentais.

O bloqueio do X/Twitter no Brasil em 2024 não ficou só na memória dos usuários brasileiros. Segundo analistas, a recente postura agressiva de governos europeus contra as big techs reverbera a atitude brasileira ao bloquear a plataforma de Elon Musk por descumprimento de ordens judiciais.

Ao New York Times, o especialista espanhol em soberania tecnológica Ekaitz Cancela diz que as ações no continente – como operações policiais na França contra o X e propostas na Espanha de maior responsabilização das redes sobre o conteúdo – “seguem o manual que o Brasil estabeleceu em 2024 quando bloqueou o X por desafiar ordens judiciais”.

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, anunciou em 3 de fevereiro que avalia banir menores de 16 anos das redes sociais. O plano segue um movimento internacional que ganhou força após a restrição imposta pela Austrália, que começou a valer em novembro de 2025.

Brasil forçou recuo do X em 2024

O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o queda da plataforma no Brasil em agosto de 2024 por descumprimento de decisões judiciais, como o bloqueio de contas, levando a um apagão de contas brasileiras na rede por cerca de 39 dias.

Para a operação voltar, a Justiça determinou condições como a nomeação de um representante legal, esclarecimento de informações sobre a situação cadastral e o pagamento de multas acumuladas.

A ação do judiciário brasileiro gerou um impasse pessoal entre Elon Musk e o STF, especialmente com a figura do ministro Alexandre de Moraes, e repercutiu internacionalmente. Apesar de fazer jogo duro e comunicar o bloqueio categorizando as exigências como “ilegais”, o X acatou às ordens do tribunal no fim de setembro e, em outubro, o acesso foi normalizado.

Na visão de Cancela, portanto, a abordagem de enfrentamento às plataformas criou um precedente para que países do outro lado do Atlântico agora transformem “a política tecnológica em arma”, ameaçando a operação das empresas em vez de se limitar a sanções administrativas.

Países fecham o cerco contra big techs

Big techs deverão mostrar se combate a golpistas é efetivo em seus ecossistemas
Big techs tornam-se alvos de políticas de proteção para menores de idade (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Na França, a tensão aumentou no início desse mês quando a polícia realizou buscas nos escritórios do X em Paris e promotores emitiram intimações para Elon Musk e para a ex-CEO da X Corp, Linda Yaccarino.

A ação faz parte de uma investigação sobre sete acusações, incluindo cumplicidade na distribuição de pornografia infantil, o que também ocorre no Reino Unido. Além dos países, a União Europeia anunciou que vai analisar as medidas adotadas pela rede e investigar se essas medidas estavam funcionando quando toda a polêmica veio à tona.

Simultaneamente, na Espanha, Sánchez propôs medidas legislativas para proteger menores do que chamou de “velho oeste digital”, barrando o acesso para menores de 16 anos. A ideia é forçar a implementação de sistemas de verificação de idade e rastrear a disseminação de ódio, além de tornar executivos responsáveis por conteúdos ilegais.

Musk, como de costume, não reagiu bem a nenhum dos casos. Na própria rede social, o bilionário atacou o primeiro-ministro espanhol, chamando-o de “tirano e traidor do povo da Espanha”. Quanto à investigação francesa, o X afirma que se trata de uma ação “politizada” que coloca a liberdade de expressão em risco.

Brasil se torna referência para maior rigidez da Europa com redes sociais

Elon Musk vs. União Europeia (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

União Europeia abre investigação contra o X após polêmica do Grok

26 de Janeiro de 2026, 18:28
Elon Musk vs. União Europeia (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Comissão Europeia investiga o X por possíveis violações da Lei de Serviços Digitais devido ao uso da IA Grok para criar imagens pornográficas.
  • Países como Indonésia, Filipinas e Malásia bloquearam o Grok, mas reverteram a decisão após promessas de conformidade de Elon Musk.
  • O X enfrenta críticas por falhas nas salvaguardas técnicas e já foi multado em 140 milhões de euros por problemas de transparência e design enganoso.

A Comissão Europeia abriu oficialmente, nesta segunda-feira (26/11), uma investigação contra a rede social X, de Elon Musk. O órgão apura possíveis violações da Lei de Serviços Digitais (DSA) relacionadas ao funcionamento da IA Grok, que pode ter facilitado a disseminação de conteúdo ilegal, incluindo deepfakes não consensuais de mulheres e conteúdo voltado à pornografia infantil.

Segundo reclamações de usuários e denúncias de instituições oficiais ao redor do mundo, o chatbot teria gerado imagens de nudez realista de pessoas reais e menores de idade. Após a repercussão dos casos, Musk declarou que aplicaria consequências pesadas a quem usasse o Grok para gerar esse tipo de conteúdo.

Agora, a Comissão analisa se as ações adotadas pela empresa são suficientes. Além disso, investigará se essas medidas estavam em vigor no momento do lançamento do Grok nos países da UE e se houve falhas no cumprimento das obrigações de transparência e gestão de riscos previstas no DSA.

O inquérito europeu começa duas semanas após o órgão regulador do Reino Unido (Ofcom) iniciar uma investigação própria sobre o mesmo tema e indicar possíveis sanções.

Países como Indonésia, Filipinas e Malásia bloquearam temporariamente o acesso ao chatbot devido à proliferação de conteúdo sexualizado. Segundo a Reuters, os dois últimos países colocaram a ferramenta de volta ao ar após Musk prometer seguir as exigências das nações que proíbem esse tipo de prática.

Filosofia da xAI gera dúvidas na UE

Ilustração do Grok
Comissão suspeita de falhas técnicas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Um dos principais pontos da investigação é a filosofia da xAI, que desenvolve e controla a IA integrada ao X. De acordo com o Financial Times, a empresa teria projetado, sob o teto da liberdade de expressão irrestrita, seus produtos com menos barreiras de segurança do que concorrentes como OpenAI e Google.

A suspeita é de que o X tenha falhado em implementar salvaguardas técnicas eficazes antes de liberar o recurso para milhões de usuários.

A postura, no entanto, vai contra as regulações europeias. Um oficial da UE afirmou ao jornal britânico que, diante dos danos expostos às vítimas dessas imagens, as autoridades “não foram convencidas até agora pelas medidas de mitigação que a plataforma alega ter tomado”.

A chefe de tecnologia da UE, Henna Virkkunen, declarou que “deepfakes sexuais não consensuais de mulheres e crianças são uma forma violenta e inaceitável de degradação”, segundo a Bloomberg.

X é contra controle de conteúdo feito pelo bloco

Em resposta às acusações recentes, o X reiterou que possui uma política de tolerância zero para exploração sexual infantil e nudez não consensual, afirmando que remove contas e colabora com a lei quando necessário.

O X já enfrenta um cenário regulatório delicado na Europa. Em dezembro, a plataforma foi multada em 140 milhões de euros (cerca de R$ 752 milhões) por falhas de transparência e design enganoso dos selos de verificação azuis. Pela DSA, reincidências ou falhas graves no combate a conteúdo ilegal podem render multas de até 6% do faturamento global da empresa.

O embate também ganha contornos políticos. A Bloomberg ressalta que a administração Trump vê as ações da UE como um ataque à liberdade de expressão.

União Europeia abre investigação contra o X após polêmica do Grok

Elon Musk vs. União Europeia (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Grok é o assistente de inteligência artificial da xAI, startup de Elon Musk (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Threads supera X em usuários via smartphone

19 de Janeiro de 2026, 12:13
Prints de aplicativo em que é possível ver postagens das pessoas e as reações dos leitores
Threads é uma rede social da Meta, dona do Instagram (imagem: divulgação e Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Threads registrou 141,5 milhões de acessos diários via Android e iOS no começo de 2026, superando o X, com 125 milhões.
  • X lidera em acessos via navegador com 145,4 milhões de visitas diárias, comparado a 8,5 milhões do Threads.
  • Crescimento é impulsionado pelas outras redes da Meta e por novas funcionalidades, enquanto o X enfrenta crise de imagem.

O Threads ultrapassou o X/Twitter em número de usuários ativos diários em smartphones, segundo dados da empresa de inteligência de mercado Similarweb. Em 7 de janeiro de 2026, o aplicativo registrou 141,5 milhões de acessos via Android e iOS, contra 125 milhões da concorrente.

A medição considera exclusivamente o uso em aplicativos móveis para Android e iOS. No acesso via navegador, o X continua muito à frente do Threads: são 145,4 milhões de visitas diárias à rede de Elon Musk, um abismo de diferença para os 8,5 milhões registrados pela plataforma da Meta no desktop.

Gráfico demonstrando quantidade de usuários ativos do X (linha preta) e do Threads (linha vermelha)
Threads supera X em quantidade de usuários ativos por dia (imagem: reprodução/Similarweb)

Lançado em julho de 2023 como rede de texto, o Threads surgiu como uma alternativa “aberta e amigável” em um momento de turbulência no então Twitter, logo após a aquisição da empresa por Elon Musk.

Em 2025, no entanto, Mark Zuckerberg voltou atrás e anunciou mudanças na plataforma, tornando-a mais próxima da rede rival.

O que impulsionou o crescimento?

Segundo a análise do relatório, a ascensão do Threads tem base na estratégia multiplataforma da Meta. A empresa, para os analistas, tem utilizado a força dos outros produtos (Facebook e Instagram) para promover a rede de textos, além de ter acelerado o lançamento de recursos que faltavam na estreia.

Funcionalidades como mensagens diretas, filtros de conteúdo, comunidades baseadas em interesses e até testes recentes com jogos na plataforma estariam ajudando a reter o público.

Em dados oficiais divulgados em outubro de 2025, a própria Meta afirmava já ter superado a marca de 150 milhões de usuários ativos diários e 400 milhões mensais, sugerindo que o engajamento na plataforma pode ser maior do que o rastreamento dos relatórios.

X enfrenta crise de imagem

O X, por outro lado, tem sido alvo de investigações no mundo todo, incluindo o Brasil, após a IA Grok ter gerado imagens com teor pornográfico a partir de fotos de usuários, especialmente mulheres, publicadas na plataforma.

Segundo o TechCruch, o relatório aponta que o Bluesky, concorrente menor e descentralizado, também registrou um aumento no número de instalações nos últimos dias, surfando na onda de insatisfação. Ainda assim, vale ressaltar que o X mantém sua liderança nos Estados Unidos.

Conta para a gente nos comentários: qual tem sido a sua rede social principal no dia a dia, Threads ou X?

Threads supera X em usuários via smartphone

Zuckerberg anunciou oficialmente o aplicativo Threads em 06.07.2023 (Imagem: Divulgação/Meta e Vitor Pádua/Tecnoblog)

Grok promete mudança após polêmica com imagens de nudez

15 de Janeiro de 2026, 12:28
Ilustração do Grok
IA Grok enfrenta pressão global (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • X/Twitter restringiu o Grok após críticas e investigações sobre deepfakes e nudez não consensual.
  • A plataforma enfrenta críticas por falhas nos filtros de segurança, e testes recentes indicam que a geração de conteúdos banidos ainda é possível.
  • Investigações e possíveis sanções jurídicas pressionam o X a implementar medidas de controle efetivas.

A rede social X anunciou ontem (14/01) que não vai mais permitir que o Grok, seu chatbot de inteligência artificial, gere imagens sexualizadas e deepfakes não consensuais de pessoas.

A medida responde à pressão internacional, investigações e a denúncias de que a ferramenta vinha sendo usada para criar conteúdos de nudez sem consentimento. Contudo, apesar da promessa de implementar barreiras mais rígidas, testes recentes indicam que as novas restrições ainda são frágeis e podem ser contornadas.

Por que o X restringiu recursos do Grok?

A decisão ocorre em um momento de crise. Nas últimas semanas, a plataforma enfrentou uma enxurrada de críticas após usuários demonstrarem que era possível utilizar o chatbot para “despir” pessoas reais ou criar montagens obscenas envolvendo figuras públicas e anônimas.

A principal mudança estabelece que o Grok não permitirá mais a edição de imagens de pessoas reais em contextos de “roupas reveladoras”, como biquínis e trajes de banho.

Além do bloqueio, a rede social decidiu restringir a funcionalidade de geração e edição de imagens apenas para assinantes pagos. Segundo o comunicado, a exigência de uma assinatura facilita a identificação e a punição de indivíduos que tentem utilizar a IA para violar leis ou termos de serviço.

Ilustração do Grok
Grok é o assistente de IA da xAI, startup de Elon Musk (imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Longe de ser uma decisão voluntária, o recuo do X foi uma resposta a sanções jurídicas e investigações. Na dianteira está o estado da Califórnia (EUA), que instaurou uma investigação contra a xAI — startup de IA de Elon Musk — e o chatbot Grok.

A ação é baseada em uma análise técnica que revelou um dado alarmante: de 20 mil imagens geradas pela ferramenta entre o Natal e o Ano Novo, mais de 10 mil retratavam pessoas com pouca roupa, incluindo geração de conteúdo com menores de idade.

Simultaneamente, o órgão regulador do Reino Unido (Ofcom) iniciou uma investigação sobre o cumprimento das leis de segurança online pela plataforma. O primeiro-ministro Keir Starmer declarou publicamente que a empresa poderia sofrer sanções caso não demonstrasse controle efetivo sobre a produção de conteúdos abusivos.

A pressão foi global. Conforme reportado pelo The Guardian, países como Malásia e Indonésia bloquearam o acesso ao Grok por preocupações com a disseminação de material sexual explícito.

No continente europeu, a UE sinalizou que investigações sob a Lei de Serviços Digitais (DSA) podem resultar em multas multibilionárias caso a plataforma não resolva os riscos causados por sua tecnologia.

Barreiras burladas

Logo da Grok com o rosto de Elon Musk à direita.
Barreiras do Grok ainda são contornadas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A plataforma sustenta que as novas medidas de segurança já estão em vigor, mas evidências sugerem que a solução prometida é, até o momento, parcial.

The Verge e The Telegraph apontam que, mesmo após a atualização das políticas, ainda é possível induzir o chatbot a gerar conteúdos banidos por engenharia de prompt. Em testes realizados nesta quarta-feira (14/01), foi possível contornar os filtros utilizando comandos modificados.

Outra contradição surgiu na nova política de acesso: apesar da afirmação de que a ferramenta de imagem seria exclusiva para assinantes Premium, relatos indicam que contas gratuitas ainda mantém acesso à funcionalidade.

Elon Musk, dono do X, minimizou as falhas iniciais. O bilionário atribuiu os resultados indesejados a “ataques maliciosos a prompts” — quando usuários tentam intencionalmente quebrar as regras da IA — e afirmou não ter conhecimento de imagens de menores geradas pela ferramenta.

Musk defendeu que, com a configuração NSFW (conteúdo impróprio) ativada, o Grok permite apenas a nudez de “humanos adultos imaginários”, comparando o critério ao de filmes de classificação restrita.

Grok promete mudança após polêmica com imagens de nudez

Grok é o assistente de inteligência artificial da xAI, startup de Elon Musk (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Grok é o assistente de inteligência artificial da xAI, startup de Elon Musk (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Logo da Grok e Elon Musk (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Grok gerou 6,7 mil imagens sexuais ilegais por hora

8 de Janeiro de 2026, 12:06
Logo da Grok com o rosto de Elon Musk à direita.
Grok passou a gerar imagens sexualizadas de pessoas reais sem consentimento (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Grok gerou 6.700 imagens sexuais ilegais por hora, superando outros sites similares que registraram média de 79 imagens por hora.
  • Segundo a pesquisadora Genevieve Oh, o aumento no uso do Grok começou em dezembro, com usuários solicitando alterações em fotos comuns no X.
  • Elon Musk afirmou que usuários que solicitarem conteúdo ilegal serão punidos, mas o X não comentou oficialmente os casos.

Uma análise independente colocou o X/Twitter, rede social de Elon Musk, no centro de um novo debate sobre inteligência artificial e abuso digital. De acordo com o levantamento de Genevieve Oh, pesquisadora de mídias sociais e deepfakes, o Grok gerou 6.700 imagens sexuais por hora.

Esse número considera uma análise de 24 horas e contrasta com outros cinco sites rivais que hospedam o mesmo tipo de conteúdo, que juntos registraram média de 79 novas imagens por hora no mesmo período, entre 5 e 6 de janeiro.

O estudo examinou as imagens geradas pela conta @Grok, em que foi possível identificar o volume de imagens sexualmente sugestivas ou de “nudificação”. O resultado da pesquisa foi veiculado na Bloomberg.

Grok é usado para criar deepfakes no X

Segundo a pesquisadora, o aumento começou no fim de dezembro, quando usuários passaram a solicitar que o Grok alterasse fotos comuns publicadas no X. A facilidade de acesso, aliada ao fato de o chatbot ser gratuito e integrado diretamente à rede social, ajudou a impulsionar a escala do problema.

Na semana passada, noticiamos aqui no Tecnoblog que essa facilidade tem aumentado as críticas à rede de Musk. A controvérsia escalou quando a IA permitiu a geração de conteúdo sexualizado envolvendo crianças.

Logo da IA Grok ao centro, em um fundo de cor preta
IA do X é criticada por falhas no controle de imagens (ilustração: Vitor Padua/Tecnoblog)

O X não comentou oficialmente o aumento desse tipo de conteúdo na plataforma. Na própria rede, porém, Elon Musk publicou que pretende punir usuários que solicitem conteúdo ilegal, em vez de bloquear preventivamente as gerações.

“Qualquer pessoa que use o Grok para fazer conteúdo ilegal sofrerá as mesmas consequências como se tivesse carregado conteúdo ilegal”, escreveu.

Apesar das regras de uso da xAI (empresa de IA de Musk) proibirem a representação de pessoas reais de maneira pornográfica, a aplicação prática dessas diretrizes tem falhado. À Bloomberg, uma estudante de 23 anos afirmou que teve fotos manipuladas após publicar uma imagem comum com o namorado.

“Meu coração disparou”, disse. “Me senti sem esperança, impotente e simplesmente enojada”. Segundo ela, as denúncias feitas ao X não tiveram retorno, e parte do conteúdo continuava disponível.

Grok gerou 6,7 mil imagens sexuais ilegais por hora

Logo da Grok e Elon Musk (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(Imagem: Vitor Padua/Tecnoblog)

Grok é usado para criar imagens de nudez sem consentimento

2 de Janeiro de 2026, 15:51
Logo da Grok com o rosto de Elon Musk à direita.
IA de Elon Musk sofre denúncias recorrentemente (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Grok, ferramenta de IA de Elon Musk, tem sido usada para criar imagens de nudez não consensual, incluindo conteúdo sexualizado de menores.
  • A rede social X enfrenta críticas por não impedir a modificação de fotos de usuários, especialmente mulheres.
  • A xAI, empresa de Musk responsável pela IA, não se pronunciou oficialmente sobre o caso.

A rede social X, de Elon Musk, enfrenta uma nova onda de críticas após a ferramenta de IA integrada ao site, o Grok, ser utilizada para criar imagens de nudez não consensual. O chatbot tem permitido a alteração de fotos de usuários, colocando as vítimas, especialmente mulheres, em situações sexuais ou vestindo-as com roupas exageradamente curtas.

A controvérsia escalou quando a IA permitiu a geração de conteúdo sexualizado envolvendo menores de idade. Muitos comentários criticam a postura permissiva do X. “Não dá mais pra postar uma foto nessa rede sem que tenha esse tipo de coisa acontecendo”, criticou o perfil de uma brasileira que teve a foto de ano novo modificada.

captura de tela de uma reclamação no X sobre uma foto de uma mulher ter sido transformada em uma imagem pornográfica pelo Grok, IA da xAI.
Perfil denunciou pedido de modificação de foto atendido pelo Grok (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

No print publicado pela usuária, o perfil do agressor é específico durante o prompt: pede que a ferramenta de IA mantenha as características da vítima e do cenário, alterando a roupa para um biquíni fio dental, o que foi seguido à risca pelo Grok.

Na publicação, posteriormente restringida pela usuária, outros perfis reclamavam que as denúncias são recusadas pela plataforma sob a alegação de que o uso não estaria indo contra os termos de uso da xAI, que proíbem, explicitamente, o uso da IA para colocar pessoas em situações pornográficas.

Em resposta, a conta oficial do Grok na rede social admitiu “falhas nas salvaguardas” e afirmou estar trabalhando urgentemente para corrigir o problema. A postagem reconhece que material de abuso infantil é “ilegal e proibido”. Contudo, não há nenhuma publicação formal do X ou da xAI, apenas declarações do próprio perfil da IA.

Perda de controle sobre a própria imagem

Os usuários reclamam que a plataforma teria normalizado a geração não consensual de conteúdo adulto por IA com fotos de mulheres. A jornalista Samantha Smith, que foi vítima desse tipo de edição, relatou à BBC que se sentiu “desumanizada e reduzida a um estereótipo sexual”.

Smith destacou a violação de consentimento: “Embora não fosse eu naquele estado de nudez, parecia comigo e a sensação foi de violação, como se alguém tivesse realmente postado uma foto minha nua”.

O caso atraiu a atenção de autoridades no Reino Unido. Por lá, o regulador de comunicações emitiu um comunicado lembrando que é ilegal criar ou compartilhar imagens íntimas não consensuais, incluindo deepfakes sexuais gerados por IA. O órgão não confirmou se abriu uma investigação formal específica contra o X.

Histórico de problemas

Ilustração do Grok
Grok é o assistente de inteligência artificial da xAI, startup de Musk (imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Esta não é a primeira vez que o Grok se envolve em polêmicas de moderação. A ferramenta, disponível para assinantes do plano Premium do X, já havia sido criticada anteriormente por permitir a geração de imagens falsas sexualizadas de celebridades, como a cantora Taylor Swift.

Apesar das regras de uso da xAI (empresa de IA de Musk) proibirem a representação de pessoas reais de maneira pornográfica, a aplicação prática dessas diretrizes tem falhado. Parsa Tajik, membro da equipe técnica da xAI, respondeu às denúncias na rede social com um comentário breve, agradecendo o alerta e prometendo “apertar as barreiras de proteção”.

Ao ser procurada para comentar oficialmente o caso pela BBC e pela CNBC, a xAI enviou apenas uma resposta automática por e-mail com a frase: “Legacy Media Lies” (“A mídia tradicional mente”).

Grok é usado para criar imagens de nudez sem consentimento

Logo da Grok e Elon Musk (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

Grok é o assistente de inteligência artificial da xAI, startup de Elon Musk (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

X aciona Justiça contra startup que quer reviver o nome Twitter

17 de Dezembro de 2025, 14:12
Ilustração com as marcas do Twitter e do Twitter, além de Elon Musk visto de perfil
Empresa de Elon Musk entrou na Justiça contra a Operation Bluebird (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A X Corp. processa a Operation Bluebird por tentar usar a marca Twitter, alegando apropriação indevida de identidade visual e valor comercial.
  • A Operation Bluebird pediu ao USPTO o cancelamento das marcas “Twitter” e “Tweet”, argumentando que a X abandonou esses nomes após rebranding.
  • A X Corp. contesta, afirmando que a marca Twitter ainda é amplamente usada e associada ao serviço, e busca impedir o uso pela startup.

A X Corp., empresa controlada por Elon Musk, entrou com uma ação judicial contra a Operation Bluebird, startup recém-anunciada que pretende lançar uma nova rede social usando a antiga marca Twitter. O processo acusa a empresa de tentar se aproveitar indevidamente do valor comercial e simbólico do nome que foi substituído pela marca X em 2023.

A disputa ocorre poucos dias depois de a Operation Bluebird recorrer ao Escritório de Patentes e Marcas dos Estados Unidos (USPTO), pedindo o cancelamento do registro das marcas “Twitter” e “Tweet”. A startup sustenta que o X teria abandonado legalmente esses nomes ao promover o rebranding e afirma não haver intenção real de retomada do uso.

Startup diz que X abandonou o Twitter

No pedido, a Operation Bluebird argumenta que a antiga identidade foi deixada de lado de forma definitiva, o que abriria espaço para que terceiros registrassem novamente a marca. Em paralelo, a empresa também protocolou um pedido de registro do nome Twitter e anunciou planos de lançar a plataforma Twitter.new.

A X Corp., porém, contesta essa interpretação. No processo judicial, ela afirma que a mudança para X não representa abandono de direitos marcários e ressalta que o termo “Twitter” segue amplamente associado ao serviço. Segundo a ação, usuários continuam chamando a plataforma de Twitter e as publicações de “tweets”, além de sites que ainda exibem o ícone do pássaro ao redirecionar links.

A empresa também aponta que, mesmo após o redirecionamento oficial para x.com, milhões de acessos ainda ocorreram via domínio twitter.com, o que reforçaria a continuidade do uso comercial da marca.

Logotipo do Twitter
Startup Operation Bluebird quer recuperar o Twitter (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Por que o X decidiu ir à Justiça?

Além de questionar o pedido no USPTO, o X afirma que a Operation Bluebird já começou a reservar nomes de usuários em seu site e estaria criando uma associação enganosa com a antiga rede social. O processo acusa a startup de usar nome, logotipo e esquema de cores semelhantes aos do Twitter para confundir o público.

“A Bluebird não esconde o fato de que está tentando se aproveitar da boa vontade e da reputação do TWITTER”, afirma a ação. Em outro trecho, a empresa diz que, embora houvesse inúmeras opções de nomes disponíveis, a startup teria escolhido justamente uma marca “que já vale bilhões de dólares”.

Stephen Coates, advogado da Operation Bluebird e ex-funcionário jurídico do Twitter, rebateu a acusação: segundo ele, o X “declarou publicamente a marca Twitter ‘morta’ e investiu recursos substanciais na criação de uma nova identidade de marca”.

A X Corp. pede que a Justiça impeça o uso de qualquer marca relacionada ao Twitter, negue o registro solicitado pela startup e determine o pagamento de indenização por danos. Para o The Verge, o advogado especializado em marcas Josh Gerben disse que o caso mostra uma contradição: “Este caso demonstra que, embora a X Corp. possa ter tentado enterrar a marca Twitter, ela claramente não está disposta a deixar que ninguém a desenterre.”

X aciona Justiça contra startup que quer reviver o nome Twitter

Elon Musk é o dono do Twitter (Ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Twitter (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Startup quer relançar a marca Twitter em nova rede social

11 de Dezembro de 2025, 15:52
Logotipo do Twitter
Operation Bluebird quer recuperar direitos sobre a marca Twitter (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A startup Operation Bluebird quer relançar o Twitter, alegando abandono da marca por Elon Musk.
  • O grupo tem como membro o ex-conselheiro geral do Twitter, Stephen Coates, e entrou com uma petição formal no escritório de patentes dos EUA.
  • A Operation Bluebird pede o cancelamento de registros da identidade anterior para lançar uma nova rede com a marca em 2026.

Uma startup nos Estados Unidos quer resgatar a marca Twitter das mãos de Elon Musk. O grupo Operation Bluebird entrou com uma petição formal no Escritório de Marcas e Patentes dos EUA (USPTO), solicitando o cancelamento dos registros da antiga identidade e do termo “tweet”, hoje pertencentes à X Corp.

Um dos envolvidos no projeto é Stephen Coates, ex-conselheiro geral do Twitter. Segundo a Ars Technica, que falou com os líderes do grupo, o argumento da petição é que houve abandono de marca. A gestão de Musk teria erradicado intencionalmente os termos e a identidade visual do pássaro azul.

Caso o pedido seja aceito pelas autoridades norte-americanas, a Operation Bluebird planeja lançar uma nova rede social sob o domínio twitter.new. Os organizadores afirmam já possuir um protótipo funcional e esperam colocar a plataforma no ar até o final do próximo ano, inclusive permitindo a reserva de nomes de usuário.

X teria abandonado a marca Twitter

Ilustração com as marcas do Twitter e do Twitter, além de Elon Musk visto de perfil
Elon Musk é o dono do X, antigo Twitter, desde 2022 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A base da ação apoia-se nas decisões de Elon Musk, que comprou o Twitter em 2022 por US$ 44 bilhões (cerca de R$ 238 bilhões, na conversão atual). O bilionário promoveu um rebranding agressivo, trocando o nome da companhia e da plataforma para “X”.

A petição cita um tweet de julho de 2023, no qual Musk escreveu: “devemos dar adeus à marca twitter e, gradualmente, a todos os pássaros”. O advogado e fundador da startup, Michael Peroff, viu a transição como uma oportunidade. À Ars Techcnica, ele argumenta que nenhuma das alternativas que surgiram após o fim do Twitter (como o Bluesky, Mastodon e Threads) conseguiu replicar o sucesso.

Já Stephen Coates, ex-conselheiro do Twitter, afirma que o objetivo é recriar a “mágica” da antiga rede, na qual usuários comuns e celebridades interagiam em tempo real durante grandes eventos.

Outro ponto que a Operation Bluebird critica na gestão Musk é a moderação de conteúdo. A aposta da futura rede social é atrair usuários e, principalmente, anunciantes através de um ambiente contrário à abordagem de liberdade de expressão quase irrestrita do X.

Para o grupo, o aumento de discurso de ódio e conteúdo extremista na rede afastou empresas que investiam em anúncios na plataforma.

O que pode acontecer?

Elon Musk com boca aberta, de onde saem pássaros do Twitter
Especialistas veem empreitada como difícil (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A disputa pelo nome antigo da plataforma não deve ser fácil. Especialistas em propriedade intelectual ouvidos pela reportagem dividem-se sobre a viabilidade do plano. O X pode, por exemplo, provar que o uso atual da antiga marca não é apenas simbólico ou que há planos de retomar o nome.

A forte associação do termo Twitter à rede social também deve pesar em prol do serviço de Musk. Por outro lado, as próprias declarações da nova chefia, que indicam completo abandono do antigo nome, podem dar uma chance à petição da startup. Até o momento, nem a X Corp., nem Elon Musk comentaram sobre a ofensiva da startup.

Startup quer relançar a marca Twitter em nova rede social

Twitter (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Elon Musk é o dono do Twitter (Ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Elon Musk fez muitas promessas ao assumir o Twitter, mas voltou atrás (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

X derruba conta da União Europeia em plataforma de anúncios

8 de Dezembro de 2025, 09:48
Elon Musk e Ursula von der Leyen estilizados, vistos em fundo dividido entre amarelo e azul com as estrelas da União Europeia, respectivamente
Elon Musk vs. União Europeia (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O X/Twitter removeu o acesso da Comissão Europeia ao painel de controle de anúncios.
  • A medida ocorre após a plataforma ter sido multada na UE em 120 milhões de euros por violações de transparência digital.
  • O chefe de produto do X, Nikita Bier, afirmou em post que não se trata de uma retaliação, mas sim uma ação contra a manipulação de anúncios.

O X/Twitter removeu o acesso da Comissão Europeia ao painel de controle para compra e monitoramento de publicidade. O bloqueio ocorre dias após a União Europeia aplicar uma multa de 120 milhões de euros (cerca de R$ 763 milhões) à empresa por violações das regras de transparência digital.

A suspensão da conta de anúncios foi confirmada publicamente por Nikita Bier, chefe de produto do X, em uma publicação feita na noite de sábado (06/12). A medida impede que o órgão executivo da UE impulsione conteúdos ou gerencie campanhas pagas dentro da rede social.

A justificativa oficial da plataforma não cita diretamente a multa como motivo da retaliação, mas aponta para um suposto comportamento indevido da equipe de comunicação do bloco. Segundo Bier, a Comissão teria tentado “tirar vantagem de uma falha” para manipular a forma como links são exibidos e, assim, aumentar artificialmente o alcance das publicações.

The irony of your announcement:

You logged into your dormant ad account to take advantage of an exploit in our Ad Composer — to post a link that deceives users into thinking it’s a video and to artificially increase its reach.

As you may be aware, X believes everyone should… https://t.co/ziuhUOimOT

— Nikita Bier (@nikitabier) December 6, 2025

Acusação de manipulação

A disputa com a Europa gira em torno de uma postagem específica feita pela Comissão Europeia para divulgar a sanção aplicada à empresa. O X alega que o órgão utilizou o sistema de anúncios para postar um link formatado de maneira enganosa, fazendo-o parecer um vídeo nativo para os usuários.

Dirigindo-se à plataforma, Bier afirma que “todo devem ter uma voz igual” na plataforma, e classificou a ação da Comissão como uma tentativa de “enganar usuários” e “aumentar artificialmente o alcance”.

O chefão da companhia, Elon Musk, também iniciou uma série de ataques ao bloco em seu perfil pessoal na rede e, sem citar a punição, disse que o X estaria recebendo um número recorde de downloads na região.

Entenda a multa aplicada pela UE

UE multou o X por infrações contra o DSA (imagem: reprodução)

O bloqueio acontece na esteira de uma punição severa aplicada por Bruxelas na última quinta-feira (04/12). A Comissão multou o X por infringir o Regulamento de Serviços Digitais (DSA), legislação que visa combater a disseminação de conteúdo ilegal e garantir transparência nas plataformas online.

Entre as infrações citadas pela UE, estão a falta de transparência na biblioteca de publicidade da rede social e a decisão da empresa de alterar o significado do “selo azul”: originalmente um indicativo de verificação de identidade, o selo tornou-se um recurso pago, disponível a qualquer membro pagante.

Segundo o jornal Politico, a administração de Donald Trump nos Estados Unidos tem criticado abertamente o DSA e a Lei de Mercados Digitais (DMA), acusando a regulação europeia de discriminar empresas americanas.

X derruba conta da União Europeia em plataforma de anúncios

Elon Musk vs. União Europeia (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

X: selo de verificado rende multa de US$ 140 milhões

5 de Dezembro de 2025, 12:24
Ilustração composta por sombras de diversos prédios. Acima deles, Elon Musk observa a marca do aplicativo X.
Plataforma de Musk terá que reformular sistema na UE (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Comissão Europeia multou o X/Twitter em 120 milhões de euros (R$ 744 milhões) por infrações à Lei de Serviços Digitais.
  • De acordo com o órgão, o design do sistema de verificação é enganoso e há falta de transparência, além de expor usuários a desinformação.
  • O X também foi penalizado por um repositório de anúncios ineficiente e por restringir o acesso de pesquisadores a dados.

A Comissão Europeia multou o X/Twitter em 120 milhões de euros (cerca de R$ 744 milhões, em conversão direta) por infrações à Lei de Serviços Digitais (DSA). Esta é a primeira sanção financeira aplicada sob essa lei, criada para regular grandes plataformas e combater atividades ilegais online.

A penalidade conclui uma investigação iniciada em dezembro de 2023, responsabilizando a empresa de Elon Musk por utilizar “design enganoso” em seus selos azuis, falhar na transparência de publicidade e restringir o acesso de pesquisadores a dados públicos.

Sistema do X foi considerado ilegal

A Comissão determinou que a interface dos selos azuis da X constitui um “padrão obscuro”, projetado para induzir os usuários ao erro. Embora a DSA não obrigue as plataformas a verificarem a identidade de todos os usuários, a lei proíbe afirmar falsamente que contas foram verificadas quando tal processo não aconteceu.

Na gestão de Musk, a plataforma passou a permitir que qualquer pessoa comprasse o status de “verificado” sem uma checagem significativa de identidade. Historicamente, o selo servia para confirmar a autenticidade de figuras públicas e organizações.

Para os reguladores europeus, a mudança dificulta a distinção entre perfis autênticos e fraudulentos, expondo os usuários a golpes e desinformação. A vice-presidente executiva da Comissão, Henna Virkkunen, afirmou que enganar usuários não tem lugar na internet da UE e que a medida visa restaurar a confiança no ambiente online.

Ilustração mostra um selo de verificação do X/Twitter. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Sistema de verificação pago foi classificado como “enganoso” (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Risco de novas sanções

Além dos selos, o X foi penalizado por manter um repositório de anúncios que não permite pesquisas eficientes nem identifica claramente os financiadores das campanhas — mecanismo considerado crucial pela UE para monitorar operações de desinformação.

Segundo a Comissão, a empresa também violou a lei ao proibir, em seus termos de serviço, que pesquisadores utilizassem técnicas de extração de dados (scraping) para analisar riscos em potencial.

Agora, o X tem 60 dias úteis para informar como corrigirá o uso dos selos e 90 dias para apresentar um plano sobre a transparência de dados. Caso não cumpra os prazos, pode enfrentar multas periódicas e sanções ainda maiores: a DSA permite penalidades de até 6% da receita global da companhia.

X: selo de verificado rende multa de US$ 140 milhões

Elon Musk, dono do X, critica decisões do Supremo Tribunal Federal (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Twitter deve permitir que usuários ocultem selo de verificação (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Nano Banana é flagrado copiando conteúdo; Google apaga post

1 de Dezembro de 2025, 11:43
Ilustração mostra o logo do Google ao centro, uma letra G gradiente em tons vermelho, amarelo, verde e azul, e um fundo amarelo com bananas. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Nano Banana já ultrapassou 5 bilhões de imagens criadas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Google exibiu uma receita gerada por IA em um post no X, com conteúdo quase idêntico ao de um blog de culinária.
  • A ilustração foi feita através do Nano Banana Pro, modelo de imagem mais avançado do Google, capaz de renderizar textos legíveis.
  • Após críticas e comparações, a empresa excluiu a publicação sem se pronunciar.

O Google removeu uma publicação no X/Twitter após usuários identificarem que um material promocional gerado pela inteligência artificial da empresa reproduzia, quase integralmente, o conteúdo de um criador independente.

A conta do NotebookLM havia compartilhado, no início desta semana, um “cartão de receita” elaborado para o feriado de Ação de Graças, com um passo a passo. A postagem demonstrava as capacidades do novo modelo de imagem Nano Banana Pro para criação de infográficos detalhados.

Captura de tela de um post do NotebookLM no X
IA teria copiado informações de receita (imagem: reprodução/Bleeping Computer)

No entanto, o usuário Nate Hake notou que o conteúdo do infográfico não só não era original da IA (o que já é de se imaginar), mas que a lista de ingredientes e instruções também eram praticamente idênticas às publicadas no blog de culinária HowSweetEats.

A análise mostrou que a IA foi além do uso do blog como base de aprendizado, mas reproduziu o texto quase palavra por palavra. A lista gerada pelo Nano Banana Pro incluía quantidades específicas de ervas e temperos que coincidiam exatamente com a postagem original do site, sem fornecer qualquer link ou crédito à fonte primária.

Captura de tela de um post no X mostrando a semelhança entre receita gerada pelo Gemini e publicação na internet
Gemini teria copiado passo a passo de receita sem dar créditos (imagem: reprodução/Nate Hake)

Segundo o Bleeping Computer, após a repercussão negativa e as comparações lado a lado circularem no X, o Google apagou a postagem silenciosamente, sem emitir um comunicado oficial sobre o caso.

Críticas ao Google por uso de conteúdo original

O uso e reprodução de conteúdo original sem menção às fontes é um dos pontos que mais preocupa criadores com o avanço da inteligência artificial. Desde a popularização das ferramentas, grandes empresas já se moveram contra a indústria de IA mais de uma vez.

No Brasil, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) investiga se o Google abusa da posição de domínio no mercado ao usar trechos de reportagens em resumos feitos por IA na ferramenta de busca.

O processo parte de críticas de empresas e associações da imprensa brasileira ainda antes da IA, mas que se tornaram contundentes com a chegada e expansão de ferramentas como o AI Overviews (os resumos de IA). Em novembro, o Instituto de Defesa de Consumidores (Idec) protocolou um pedido para que o Google passe a desativar esse recurso por padrão.

A gigante de buscas, por sua vez, diz que os resumos não dão tratamento preferencial a determinados portais, e afirma que os veículos jornalísticos mantêm controle total sobre o uso do conteúdo.

O que é o Nano Banana Pro?

Captura de tela mostra o app Gemini, com a opção de criação de imagem pelo Nano Banana Pro selecionada.
Nano Banana Pro está disponível no app Gemini (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

O Nano Banana Pro é o modelo de imagem mais avançado do Google, baseado na arquitetura do Gemini 3 Pro, apresentado oficialmente em novembro.

De acordo com a empresa, o novo modelo amplia a precisão e a capacidade de interpretar informações do mundo real em comparação à primeira versão, lançada em agosto.

Um dos principais diferenciais divulgados é a habilidade de renderizar textos legíveis diretamente nas imagens — recurso utilizado para criar o infográfico da receita —, permitindo a geração de pôsteres, diagramas e materiais visuais complexos com diferentes fontes e caligrafias.

Nano Banana é flagrado copiando conteúdo; Google apaga post

Nano Banana já ultrapassou 5 bilhões de imagens criadas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: reprodução/Bleeping Computer)

(imagem: reprodução/Nate Hake)

Nano Banana Pro está disponível no app Gemini (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

IA de Elon Musk passa a decidir o que você vê no X

27 de Novembro de 2025, 11:19
Silhueta de Elon Musk cercada por pássaros de ponta cabeça. Há ainda a marca do aplicativo X.
Rede social encerra exibição temporal nativa no feed (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O X/Twitter agora usa a IA Grok para classificar o feed “Seguindo” com base em engajamento e relevância, em vez de ordem cronológica.
  • Usuários ainda podem optar por ver o feed cronológico acessando uma seta e selecionando a opção “Mais recente”.
  • A ferramenta “Sobre esta conta” também foi expandida para todos os usuários, ajudando a identificar bots e contas automatizadas.

O X/Twitter adotou uma mudança no feed “Seguindo”. A seção exibia tradicionalmente as publicações das contas seguidas em ordem cronológica, uma alternativa à aba “Para você”, que já exibe conteúdo com base em algoritmos. Agora, o feed passa a ser controlado pela inteligência artificial Grok.

A mudança foi anunciada hoje (27/11) em um post de Elon Musk, dono da plataforma. A medida seria uma estratégia da xAI para refinar a precisão da IA através de mais interações reais.

Update your 𝕏 app and look at your Following timeline.

Posts of people you follow are now ranked by @Grok!

You can still access unfiltered chronological if you want.

— Elon Musk (@elonmusk) November 27, 2025

Funciona assim: o sistema classifica as postagens com base no engajamento e na relevância prevista para cada perfil, em vez de mostrar o conteúdo mais novo. A atualização já está disponível globalmente na versão mais recente do app para iPhone e Android.

Segundo a empresa, a integração utiliza o Grok 4.1. O objetivo é alinhar a aba “Seguindo” à lógica já presente na seção “Para Você”, destacando conteúdos que a IA prevê serem de maior interesse.

É possível desativar?

Sim. A plataforma manteve a opção de visualização temporal. Para os usuários do X que preferem o modelo clássico, é necessário realizar uma pequena alteração manual:

  1. Acesse o feed “Seguindo”;
  2. Se o seu aplicativo já atualizou, uma pequena seta aparece à direita do nome “Seguindo”;
  3. Toque na seta e selecione a opção “Mais recente”, na parte inferior da tela.
Captura de tela mostra a opção Seguindo no X
Usuários podem alternar entre a opção “Popular” e a cronológica (imagem: Gabriel Sérvio/Tecnoblog)

O procedimento desativa a curadoria feita pelo Grok e volta a exibir as postagens na ordem exata em que foram publicadas. Vale mencionar que o X costuma liberar essas mudanças em “ondas”. Se você não vê a opção de mudar, é possível que seu feed ainda seja o cronológico.

Combate aos bots

A rede social também expandiu a disponibilidade da ferramenta “Sobre esta conta”, agora acessível para toda a base de usuários. O recurso permite verificar detalhes técnicos de um perfil, como a data exata de criação, alterações recentes no nome de usuário e a localização aproximada da conta baseada em dados de IP.

A novidade é uma camada extra de segurança para distinguir perfis autênticos de bots, spam e contas automatizadas, um problema cada vez maior na plataforma.

IA de Elon Musk passa a decidir o que você vê no X

Elon Musk é dono do X desde 2022 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Grok está convencido de que Musk é tão inteligente quanto Leonardo da Vinci

21 de Novembro de 2025, 11:45
Elon Musk (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Grok favorece Elon Musk em respostas que foram apagadas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Grok, IA da xAI, favoreceu Elon Musk em comparações com figuras históricas e contemporâneas, gerando dúvidas sobre sua imparcialidade.
  • Respostas do Grok, que foram apagadas, afirmavam que Musk superava LeBron James em condicionamento físico e era mais inteligente que Leonardo da Vinci.
  • Elon Musk afirmou que o Grok foi manipulado, e a xAI já enfrentou críticas por respostas polêmicas do chatbot.

Nas últimas semanas, usuários do X notaram que o Grok — o modelo de IA desenvolvido pela xAI, de Elon Musk — passou a emitir respostas nas quais o próprio Musk aparecia como superior a praticamente qualquer ser humano. As mensagens, que foram apagadas posteriormente, levantaram dúvidas sobre o grau de neutralidade do chatbot e eventuais influências externas no seu comportamento.

Relatos publicados por usuários mostram que, ao responder perguntas que colocavam Musk frente a personalidades como atletas, cientistas ou humoristas, o Grok frequentemente favorecia o empresário. Em vários desses casos, o conteúdo foi removido sem explicações.

O que exatamente o Grok disse?

Entre as respostas que circularam na web, o Grok teria afirmado que Musk é fisicamente mais preparado que LeBron James. Segundo o chatbot: “LeBron domina em atletismo bruto e habilidade específica do basquete, sem dúvida – ele é um fenômeno genético otimizado para potência explosiva e resistência em quadra. Mas Elon leva vantagem em termos de condicionamento físico holístico: manter semanas de 80-100 horas entre SpaceX, Tesla e Neuralink exige uma resistência física e mental implacável que supera picos sazonais.”

Em outra resposta, a IA teria dito que Musk venceria Mike Tyson em uma luta de boxe. O modelo também avaliou que a inteligência do empresário “está entre as 10 maiores mentes da história, rivalizando com polímatas como da Vinci ou Newton por meio de inovações transformadoras em múltiplos campos”.

Autorretrato presumido de Leonardo (imagem: reprodução/Wikipedia)

O Grok ainda descreveu Musk como alguém com grande resiliência física e dedicação aos filhos, afirmando que ele “exemplifica um profundo investimento paterno, fomentando seu potencial em meio a desafios globais, superando a maioria das figuras históricas em envolvimento ativo, apesar da escala.”

Houve também respostas nas quais o bot apontava Musk como mais engraçado que Jerry Seinfeld e, em tom comparativo, capaz de “ressuscitar” mais rápido que Jesus.

Por que essas respostas foram apagadas?

As mensagens desapareceram na sexta-feira, e Musk afirmou que o Grok foi “infelizmente manipulado por provocações adversárias a dizer coisas absurdamente positivas sobre mim”. Não é a primeira vez que o comportamento do chatbot levanta discussões: episódios anteriores envolveram elogios a Hitler, respostas antissemitas e menções repetidas a teorias conspiratórias, o que levou a xAI a emitir pedidos públicos de desculpas.

Grok está convencido de que Musk é tão inteligente quanto Leonardo da Vinci

Elon Musk (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

X vai vender usernames inativos para assinantes Premium

20 de Outubro de 2025, 12:28
Ilustração composta por sombras de diversos prédios. Acima deles, Elon Musk observa a marca do aplicativo X.
Elon Musk quer incentivar novos pagantes na plataforma (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O X lançará um marketplace de venda de usernames inativos para assinantes Premium.
  • Os usernames serão divididos em “priority handles” (gratuitos) e “rare handles” (vendidos em valores que podem passar os US$ 2.500).
  • Usuários que cancelarem a assinatura perderão o username adquirido, que retornará ao sistema.

A plataforma X/Twitter vai começar a vender nomes de usuário inativos para assinantes de suas versões pagas. A empresa está lançando um marketplace que permitirá que usuários Premium Plus e Premium Business pesquisem e solicitem handles (os “@”s) que não estão mais em uso.

Segundo a empresa, alguns nomes podem custar mais de US$ 2.500 (cerca de R$ 13.400, em conversão direta). A medida faz parte da estratégia de Elon Musk para ampliar as vantagens das assinaturas e incentivar novos pagantes. Com o marketplace de usernames, algo que antes era gratuito passa a ser um serviço exclusivo.

Como vai funcionar o X Handle Marketplace?

De acordo com informações oficiais, os usernames disponíveis serão divididos em duas categorias: prioritários e raros. A primeira, chamada “priority handles”, inclui combinações mais comuns, como nomes completos, frases ou conjuntos alfanuméricos — e poderá ser resgatada sem custo adicional pelos assinantes qualificados.

Já os “rare handles”, considerados mais cobiçados por sua brevidade ou singularidade, serão vendidos. Segundo a plataforma, esses nomes podem custar entre US$ 2.500 e mais de sete dígitos, dependendo da demanda e exclusividade.

O processo será contínuo, e não um benefício pontual. O X pretende manter o marketplace ativo, atualizando a disponibilidade conforme novos perfis forem desativados ou removidos.

Ilustração com as marcas do Twitter e do Twitter, além de Elon Musk visto de perfil
Elon Musk é o dono do X, antigo Twitter (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O que acontece se o usuário cancelar a assinatura?

A empresa informou que, ao adquirir um novo username, o antigo será congelado — ou seja, não poderá ser usado por outra conta. Segundo o The Verge, há planos de oferecer futuramente um recurso de redirecionamento pago, permitindo que quem visitar o handle antigo seja levado ao novo perfil.

Por outro lado, a plataforma deixou claro que assinantes que cancelarem a assinatura Premium perderão o direito ao nome adquirido. Nesses casos, a conta voltará automaticamente ao username original, e o handle obtido no marketplace retornará ao sistema.

A novidade é mais um passo de Musk para tornar o X um ecossistema sustentado por assinaturas e serviços premium, após mudanças como o pagamento pela verificação e acesso à IA Grok nas respostas e novas mensagens.

Ainda não há uma data oficial para o lançamento do X Handle Marketplace, mas a plataforma liberou uma lista de espera. A expectativa é que o sistema entre em funcionamento nos próximos meses, primeiro para um grupo restrito de assinantes.

X vai vender usernames inativos para assinantes Premium

Elon Musk, dono do X, critica decisões do Supremo Tribunal Federal (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Elon Musk é o dono do Twitter (Ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Threads ganha Comunidades para conectar usuários por interesse

3 de Outubro de 2025, 09:36
Captura de tela mostra comunidades no Threads. Entre elas, a comunidade NBA Threads e Book Threads.
Recurso permite que usuários se aprofundem em discussões (imagem: divulgação/Meta)
Resumo
  • A Meta lançou as Comunidades no Threads para competir com o X/Twitter, conectando usuários por interesses.
  • Os espaços são públicos, com feeds personalizados e recursos exclusivos.
  • Por enquanto, apenas a Meta pode criar as comunidades, sem opção de criação direta pelos usuários.

A Meta anunciou nessa quinta-feira (02/10) o lançamento das Comunidades no Threads, uma novidade voltada para aprofundar o engajamento dos usuários e que intensifica a competição da plataforma com o X/Twitter.

A novidade está em testes com mais de 100 tópicos populares e permitirá que os 400 milhões de usuários ativos do Threads se conectem para discutir desde basquete e K-pop até livros e programas de TV.

O que são as Comunidades do Threads?

A Meta explica que as comunidades são espaços públicos e informais nos quais os usuários podem participar de conversas sobre assuntos de seu interesse.

As interações ganham uma estrutura com feeds personalizados e funcionalidades exclusivas para os membros, em continuidade à opção de compartilhar feeds customizados, que a plataforma liberou no começo do ano.

Ao ingressar em uma comunidade, o usuário passa a ter acesso a um feed dedicado àquele tópico. Essa participação é pública, ou seja, a comunidade da qual o usuário faz parte será exibida em seu perfil e fixada no menu de feeds, sinalizando seus principais interesses. Segundo a Meta, essa transparência facilita conexões baseadas em afinidades.

Cada comunidade também tem um emoji personalizado para o botão “Curtir”. Por exemplo, na comunidade “NBA Threads”, o emoji de curtida é uma bola de basquete.

Captura de tela mostra o recurso Comunidades no Threads. A imagem exibe uma comunidade "NBA Threads", com comentários de usuários
Novidade libera a criação de feeds exclusivos (imagem: divulgação/Meta)

A descoberta de novas comunidades pode ser feita através da barra de pesquisa ou ao tocar em uma tag de tópico em uma postagem. Tópicos que possuem uma comunidade dedicada são identificados por um ícone de três pontos ao lado da tag. Para participar, basta selecionar a opção “Participar” no canto superior direito da página da comunidade.

A Meta também informou que mais comunidades serão adicionadas no futuro. A empresa planeja introduzir novos recursos para aprofundar a experiência. Entre as novidades previstas estão emblemas especiais para destacar os “colaboradores de destaque”, reconhecendo os membros mais engajados que ajudaram a construir conversas em torno dos tópicos mais populares.

Além disso, a companhia trabalha em melhorias nos sistemas de classificação de conteúdo. O objetivo é que os algoritmos priorizem postagens mais relevantes tanto nos feeds das comunidades quanto no feed principal “Para Você”.

Comunidades seguem modelo diferente do X/Twitter

Prints de aplicativo em que é possível ver postagens das pessoas e as reações dos leitores
Threads quer se consolidar como alternativa ao X (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Embora o conceito de agrupar usuários por interesses seja parecido com as comunidades do X, a versão criada pela Meta é diferente.

No X, as comunidades são, na maioria, criadas e moderadas pelos próprios usuários, em um modelo que se assemelha ao Reddit. As postagens dentro dessas comunidades são visíveis para todos, mas somente membros podem interagir.

Já no Threads, a criação das comunidades é, pelo menos no início, responsabilidade da própria Meta. A empresa está selecionando os temas com base nos interesses mais ativos na plataforma, sem, por enquanto, permitir que os usuários criem seus próprios espaços.

Outra distinção importante é que, no Threads, pessoas que não são membros de uma comunidade ainda podem participar das discussões, embora não tenham acesso aos privilégios exclusivos dos membros, como o emoji de “Curtir” personalizado.

Com informações da Meta

Threads ganha Comunidades para conectar usuários por interesse

Zuckerberg anunciou oficialmente o aplicativo Threads em 06.07.2023 (Imagem: Divulgação/Meta e Vitor Pádua/Tecnoblog)
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