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Meta demite funcionário acusado de baixar 30 mil fotos privadas no Facebook

7 de Abril de 2026, 17:48
Logo da Meta no Menlo Park, Califórnia
Funcionário da Meta, que já foi demitido pela empresa, teve acesso indevido a cerca de 30 mil imagens no Facebook (foto: Lucas Lima/Tecnoblog)
Resumo
  • Ex-funcionário da Meta no Reino Unido baixou cerca de 30 mil fotos privadas de usuários do Facebook;
  • A Meta afirmou que detectou o caso internamente, notificou a polícia de Londres, demitiu o funcionário e avisou aos usuários afetados;
  • A investigação aponta que o homem criou um software para burlar a segurança da plataforma, foi preso em novembro de 2025 e responde em liberdade após fiança.

Um funcionário da Meta no Reino Unido é acusado de baixar milhares de fotos de usuários do Facebook. Segundo a empresa, o homem foi demitido assim que o caso foi notificado e está sendo investigado pela unidade de crimes cibernéticos da Polícia Metropolitana de Londres.

De acordo com o material compartilhado pela agência PA Media, foram aproximadamente 30 mil imagens privadas de usuários da principal rede social da Meta. O caso foi repercutido pelo jornal britânico The Guardian.

A principal linha de investigação aponta que o ex-funcionário da empresa, que tem cerca de 30 anos de idade, desenvolveu um software capaz de driblar os mecanismos de segurança da plataforma e acessar essas imagens.

É possível recuperar fotos deletadas do Facebook (Imagem: Austin Diesel / Unsplash)
Imagens privadas foram acessadas pelo agora ex-funcionário por meio de software que driblou sistema de segurança (Imagem: Austin Diesel/Unsplash)

De acordo com a Meta, as contas afetadas já foram notificadas de que o download ocorrei e de que os sistemas de segurança foram atualizados para reforçar o bloqueio a futuros acessos indevidos. Além disso, a Meta afirma que a situação toda foi identificada internamente há cerca de um ano e prontamente levada à polícia.

Segundo a BBC, o homem chegou a ser preso em novembro de 2025, mas responde pelo crime em liberdade após pagamento de fiança. Enquanto o caso está em andamento, ele precisa avisar à Polícia Metropolitana de Londres caso tenha intenção de fazer qualquer viagem internacional.

Casos recentes da Meta na Justiça

Essa não é a primeira vez que a Meta esbarra no problema da falta de segurança para os dados de clientes. Em 2024, por exemplo, a Comissão de Proteção de Dados da Irlanda (DPC) processou a empresa em 91 milhões de euros (pouco mais de R$ 540 milhões) por guardar senhas utilizadas em suas redes sociais sem nenhum tipo de criptografia.

Já em 2022, a mesma DPC cobrou 265 milhões de euros (mais de R$ 1,5 bilhão) da Meta por conta de um vazamento com milhares de informações pessoais de usuários no Facebook.

Meta demite funcionário acusado de baixar 30 mil fotos privadas no Facebook

Logo da Meta no Menlo Park, Califórnia (Imagem: Lucas Lima/Tecnoblog)

É possível recuperar fotos deletadas do Facebook (Imagem: Austin Diesel / Unsplash)

Roblox muda regras do chat e causa revolta até contra Felca

15 de Janeiro de 2026, 17:37
Duas capturas de tela do jogo Roblox mostram um protesto virtual de jogadores brasileiros. Na imagem à esquerda, uma personagem observa um caminhão com a frase: "injusto pessoas inocentes perderem o chat". À direita, vários avatares seguram cartazes no meio de uma rua com dizeres como "#voltachatroblox!!", "volta chat" e "QUEREMOS NOSSO CHAT DE VOLTA". O cenário urbano inclui prédios e veículos, simulando uma manifestação por mudanças nas regras de comunicação do jogo.
Usuários recorreram a placas para se manifestar (imagem: reprodução/redes sociais)
Resumo
  • O Roblox alterou as regras do chat, bloqueando o uso por menores de 9 anos sem autorização de um responsável e restringindo contatos entre faixas etárias.
  • As mudanças visam responder a críticas e processos relacionados a abusos e violência, como exploração infantil e sequestro.
  • Usuários protestaram na plataforma, com manifestações direcionadas ao youtuber Felca, que recebeu ameaças e críticas.

O Roblox alterou as normas de seu chat, bloqueando por padrão o uso por usuários com menos de 9 anos e impondo restrições de contato. A medida foi recebida negativamente por parte da comunidade, e o espaço virtual da plataforma foi tomado por protestos.

Um dos alvos das manifestações foi o youtuber Felca, que ganhou notoriedade em 2025 após abordar, em um de seus vídeos, questões envolvendo adultização, segurança infantil e exposição de crianças na internet. Ele também recebeu mensagens com reclamações e ameaças.

O que o Roblox fez?

No início de janeiro de 2026, a plataforma impôs regras mais rígidas para uso do chat. É necessário comprovar a idade usando reconhecimento facial ou verificação de documentos.

A desenvolvedora do jogo criou seis faixas etárias: menos de 9, 9 a 12, 13 a 15, 16 a 17, 18 a 20, e acima de 21. As mudanças mais drásticas são voltadas aos menores de 9 anos: o chat passa a ser bloqueado por padrão, e só pode ser desbloqueado por um responsável adulto, que também precisa passar por um processo de verificação.

Além disso, não será mais permitido que crianças falem com qualquer pessoa — haverá um esquema de correspondência entre as divisões de idade, em que uma faixa etária só poderá falar com membros da mesma faixa, de uma acima e uma abaixo. Menores de 9 anos não poderão falar com usuários que tenham 13 anos ou mais, por exemplo.

Quais são os problemas do Roblox?

As novas regras são uma resposta a críticas, cobranças e processos após diversos episódios de abuso e violência, como atuação de redes de exploração infantil, incentivo a comportamentos sexuais e até mesmo o sequestro de uma garota de 13 anos.

Em entrevista à Folha de S.Paulo, Matt Kaufman, diretor de segurança da Roblox Corporation, disse que capturar pedófilos é responsabilidade das autoridades, cabendo à empresa denunciar condutas abusivas e garantir o cumprimento das regras da comunidade.

Qual foi a reação dos usuários?

Algumas imagens que viralizaram nas redes sociais mostram os usuários tomando o “espaço público” da plataforma para protestar. Eles criaram placas com textos como “jogo sem vergonha”, “fim do Roblox” e “devolve o chat”.

Há algumas manifestações mais inusitadas, como um personagem reproduzindo Maria Antonieta e um cartaz com referências à música “Cálice”, de Chico Buarque.

Não há nenhuma comprovação, porém, de que todos esses itens tenham sido realmente criados por crianças.

JAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAAKAKAKAKAKAKAKAKAAK pic.twitter.com/0BJefliYLF

— a mika guei 🦋 (@mikasmir_) January 15, 2026

tiraram o chat do roblox e a criançada ta fazendo protesto no jogokkkkkkkkkkk pic.twitter.com/BDiitiGrF7

— gigi (@fodasemcr) January 13, 2026

Crianças jogadoras de Roblox usando a música "Calice", de Chico Buarque, em protestos contra as novas atualizações feitas no jogo. pic.twitter.com/UEL9v6WZ5m

— acervo chico buarque (@acervybuarque) January 14, 2026

Ai não tô dando conta. Nao dormi ate agora lendo placa de protesto no Roblox pic.twitter.com/bZusvLZ2kt

— BBBabi (@babi) January 15, 2026

Alguns cartazes eram direcionados ao youtuber Felca. O produtor de conteúdo diz ter recebido mensagens relacionadas às mudanças no Roblox, como “Felca, eu vou te matar” e “Você não tem direito de proibir nada das crianças”.

eu to sendo atacado por crianças na minha dm por conta que o roblox tirou o chat de voz pic.twitter.com/b0e3qfCQal

— Felca (@Felcca) January 15, 2026

Vale dizer que as mudanças nas regras do chat são globais — e também há protestos de usuários de outros países.

Com informações do Núcleo, do G1 e da Folha de S.Paulo

Roblox muda regras do chat e causa revolta até contra Felca

Usuários recorreram a placas para se manifestar (imagem: reprodução/redes sociais)
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