Visualização normal

Received before yesterdayTecnologia

Meta encerrará Horizon Worlds em VR nos headsets Quest

18 de Março de 2026, 16:36
Horizon Worlds (Imagem: Reprodução/Meta)
Horizon Worlds será encerrado nos headsets Meta Quest (imagem: reprodução/Meta)
Resumo
  • Meta encerrará o Horizon Worlds em VR nos headsets Quest em 15 de junho.
  • A plataforma funcionará apenas nos apps para iOS e Android e a assinatura Meta Horizon Plus perderá benefícios em 31 de março.
  • A Meta deve focar no mobile, priorizando o mercado de plataformas como o Roblox.

A Meta confirmou as datas para o encerramento do acesso em realidade virtual ao Horizon Worlds pelos headsets Quest, movimento comunicado pela companhia em fevereiro deste ano. Dessa forma, a partir de 15 de junho, os mundos virtuais deixarão de existir nos dispositivos de realidade virtual (VR), funcionando exclusivamente pelo aplicativo Meta Horizon para iOS e Android.

O encerramento decreta o fracasso da primeira tentativa da Meta de construir um metaverso dentro dos headsets proprietários. Em comunicado, a empresa detalhou o cronograma de desligamento e as mudanças nos benefícios de assinantes.

Já no dia 31 deste mês, o Horizon Worlds e os eventos da plataforma deixam de aparecer na loja do Quest, e alguns mundos (Horizon Central, Events Arena, Kaiju e Bobber Bay) ficarão inacessíveis em VR. Os demais ainda poderão ser visitados até o desligamento definitivo em junho.

A assinatura Meta Horizon Plus (MH+) também perde benefícios em 31 de março: Meta Credits, roupas digitais, avatares e compras feitas dentro dos mundos deixam de estar disponíveis. Os benefícios de jogos e os títulos mensais da assinatura, no entanto, não serão afetados.

Fim das interações no Hyperscape Capture

Hyperscape Capture será encerrado no ecossistema Horizon (imagem: divulgação)

A empresa também encerrará as funções sociais do Hyperscape Capture e Preview dentro do ecossistema do Horizon. O recurso permite aos donos de óculos Quest escanear locais do mundo real em 3D. Daqui a poucos dias, em 24 de março, a visualização dessas capturas sai do Horizon Worlds.

Segundo a empresa, ainda será possível fazer novos escaneamentos e acessar os anteriores pelos apps Hyperscape Capture e Preview na biblioteca do Quest, mas o compartilhamento, convites e experiências conjuntas deixam de existir.

Foco no mobile

A empresa de Mark Zuckerberg já sinalizava o abandono do conceito — ao menos da forma que concebeu a tecnologia em 2021 — há bastante tempo. Com prejuízo superior a US$ 80 bilhões (cerca de R$ 416 bilhões), desde 2020, a divisão Reality Labs deve sofrer cortes de até 30% no orçamento neste ano e já demitiu mais de mil funcionários.

Segundo o portal Engadget, a Meta identificou um “momento positivo” ao priorizar a versão mobile do Horizon durante 2025, o que embasou o abandono da versão VR. Com o novo direcionamento, a plataforma deve focar no mercado de plataformas como Roblox.

No comunicado, a Meta justifica a decisão dizendo que a separação vai permitir que o VR e o Horizon cresçam com mais foco individualmente. Garante, também, que continuará investindo na experiência do Quest, citando atualizações recentes como o teclado e touchpad de superfície, posicionamento personalizável de janelas e o lançamento gradual da nova interface “Navigator”.

Meta encerrará Horizon Worlds em VR nos headsets Quest

Horizon Worlds (Imagem: Reprodução/Meta)

Meta decide que futuro do metaverso não está na realidade virtual

20 de Fevereiro de 2026, 17:37
Meta
VR não emplacou como o esperado, diz Meta (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Meta separou o Horizon Worlds dos projetos de realidade virtual Quest, focando em smartphones e tablets.
  • O mercado de realidade virtual não cresceu como esperado, levando ao fechamento do Horizon Workrooms.
  • Horizon Worlds se tornará concorrente do Roblox, com foco em monetização e crescimento em plataformas móveis.

A Meta anunciou que vai separar o Horizon Worlds, seu ambiente virtual, dos projetos da plataforma de realidade virtual Quest, que inclui a linha de headsets de mesmo nome. Com isso, o foco do mundo digital agora é ter uma presença mais forte em smartphones. Enquanto isso, as equipes que trabalham no sistema de VR vão se concentrar em ferramentas para desenvolvedores.

É um sinal de que a proposta apresentada em 2021 não vingou como o esperado. Na ocasião, a empresa então conhecida como Facebook mudou de nome para sinalizar que seu futuro passava pela construção de, nas palavras de Mark Zuckerberg, “uma internet corpórea, em que você está na experiência, não apenas olhando para ela”.

Por que a Meta mudou seus planos?

O comunicado divulgado pela Meta repete uma afirmação bastante direta: o mercado de realidade virtual não cresceu tanto quanto o esperado. Mais do que isso, ele não emplacou em todos os públicos-alvo como a empresa gostaria.

Os headsets fazem algum sucesso com crianças e adolescentes interessados em jogos casuais, mas jovens e adultos não aderiram à novidade para fazer reuniões ou participar de espaços profissionais colaborativos — tanto que a Meta encerrou o Horizon Workrooms, espécie de metaverso corporativo que ela oferecia.

Ilustração 3D representando uma reunião no metaverso. Dois avatares estilizados, de aparência juvenil e expressiva, estão sentados à mesa de um escritório virtual flutuante. À esquerda, uma mulher negra com tranças observa enquanto, à direita, um homem loiro gesticula. O cenário integra elementos digitais a uma paisagem externa ensolarada com montanhas. A estética é de um videogame moderno, com iluminação suave e texturas simplificadas, simulando uma experiência de realidade virtual.
Horizon Workrooms permitia reuniões de trabalho em realidade virtual (imagem: divulgação)

“Para continuar impulsionando o crescimento da plataforma VR no futuro, estamos focados em apoiar a comunidade de desenvolvedores terceirizados e sustentar nosso investimento em VR a longo prazo”, dia a publicação.

Qual o futuro do metaverso?

Se quase ninguém tem headsets de realidade virtual, por que continuar investindo em criar um ambiente digital com essas características? Essa parece ter sido a pergunta na cabeça dos executivos da Meta.

Com o anúncio, a empresa declara algo que já era esperado: o Horizon Worlds vai, aos poucos, deixar de ser um espaço imersivo para se tornar uma plataforma de mundos virtuais com foco em smartphones e tablets.

Ambiente virtual com avatares de pessoas, nomes de usuário e locais como um clube de comédia e um espaço para festas
Horizon Worlds será espaço de joguinhos e mundos virtuais (imagem: divulgação)

“Tivemos um crescimento de mundos exclusivos para plataformas móveis de 0 para mais de 2 mil [em 2025]”, diz o comunicado, que também sublinha um aumento de quatro vezes nos usuários ativos mensalmente em smartphones e tablets ao longo do ano passado.

O Horizon Worlds, então, passa de um metaverso para um concorrente de plataformas como o Roblox, que também tem mundos e jogos criados por usuários. Esse tipo de plataforma também permite monetização, e a Meta já vê sinais positivos nisso, com quatro criadores atingindo a marca de US$ 1 milhão em receitas.

Com informações do Engadget

Meta decide que futuro do metaverso não está na realidade virtual

Meta (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Horizon Workrooms permitia reuniões de trabalho em realidade virtual (imagem: divulgação)

Horizon Worlds (Imagem: Reprodução/Meta)

Meta planeja cortar 30% do orçamento do metaverso

4 de Dezembro de 2025, 17:02
Imagem mostra um homem com um óculos de realidade virtual. A arte é em tom azul, com detalhes futuristas
Metaverso e realidade virtual devem ter menos investimento na Meta (imagem: kai Stachowiak/Public Domain Pictures)
Resumo
  • Meta planeja cortar 30% do orçamento do metaverso, impactando as divisões de headsets Quest e Horizon Worlds.
  • De acordo com a agência Bloomberg, o motivo alegado pela empresa é a falta de concorrência no setor.
  • A companhia de Mark Zuckerberg também tem redirecionado o foco para a IA, priorizando modelos de linguagem e hardwares integrados.

A Meta, controladora do Facebook e Instagram, pode reduzir os investimentos destinados ao metaverso. Segundo a Bloomberg, a companhia de Mark Zuckerberg deve aplicar um corte de até 30% no orçamento do grupo responsável pelas tecnologias no planejamento de 2026.

O ajuste de rumo sinalizaria uma provável mudança de prioridade na gestão de recursos da big tech. Importante notar que a aposta no metaverso motivou, inclusive, a mudança de nome da companhia em 2021, que até então carregava o nome da principal rede social, Facebook.

Internamente, a justificativa para o recuo, segundo a agência, baseia-se na leitura de que o mercado não evoluiu conforme as projeções.

Plataformas do metaverso na mira de Zuckerberg

Meta Quest 3S sendo segurado em uma mão. Na parte inferior direita, a marca d'água do "tecnoblog" é visível.
Meta Quest 3S foi lançado em 2024 (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

A medida deve impactar diretamente o desenvolvimento da plataforma de mundos virtuais Meta Horizon Worlds e a unidade de realidade virtual responsável pelos headsets Quest. Essas divisões concentram a maior parte dos gastos do setor.

A proposta de redução, discutida em reuniões de executivos no mês passado, supera consideravelmente o corte padrão de 10% solicitado por Zuckerberg para outros departamento da empresa, diz a Bloomberg. Com isso, espera-se uma nova rodada de demissões já em janeiro.

Tudo isso porque a companhia avaliou que o nível de concorrência sobre a tecnologia não atingiu o esperado. Diante da falta de rivais de peso disputando o espaço, a Meta teria optado por frear os gastos. Falamos sobre o (in)sucesso da tecnologia no Tecnocast 309 – Óculos, headsets e o futuro que ainda não chegou.

Divisão acumulou perdas

A divisão Reality Labs, que abriga os projetos de realidade virtual (VR) e aumentada (AR), tem sido considerada uma fonte de drenagem financeira para a Meta. Desde o início de 2021, o setor acumulou perdas superiores a US$ 70 bilhões (cerca de R$ 371 milhões), gerando críticas constantes de investidores e analistas que viam pouco retorno.

O trauma com o setor é tanto que o mercado enxergou a notícia com bons olhos. As ações da Meta registraram uma alta de 5,5% nas negociações pré-mercado em Nova York após a divulgação do relatório da Bloomberg.

Foco da Meta é em IA

Arte com o rosto de Mark Zuckerberg à esquerda, em arte de cor rosa, e outra foto de Zuckerberg à direita, em arte de cor azul. Na parte inferior direita está a logomarca do Tecnoblog.
Mark Zuckerberg tem focado no Llama e no Meta AI, soluções de IA da empresa (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Enquanto o metaverso perde tração no orçamento, a Meta redireciona o foco para a IA. Zuckerberg já quase não menciona o metaverso e tem priorizado o desenvolvimento de modelos de linguagem, como o Llama, e hardwares integrados, como os óculos inteligentes Ray-Ban Meta.

A companhia também investe pesado em alcançar a superinteligência. O laboratório especializado no avanço da tecnologia mirou cérebros da concorrência, oferecendo salários altíssimos para ex-funcionários de IA de empresas como OpenAI e Google. O projeto, no entanto, já sofreu baixas e passou por reformulação.

Meta planeja cortar 30% do orçamento do metaverso

💾

Medida deve impactar divisão responsável pelos headsets de realidade virtual Quest e pela plataforma Horizon Worlds. Motivo seria a falta de concorrência no setor.

Meta Quest 3S custa US$ 299 nos Estados Unidos (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
❌