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Vibe coding chega ao Google AI Studio; veja como criar apps com IA

29 de Outubro de 2025, 12:50
Interface do Google AI Studio com o título "Build your ideas with Gemini" (Construa suas ideias com Gemini) e a seção "Supercharge your apps with AI" abaixo. A parte superior central exibe um prompt box com algumas sugestões pré-preenchidas de projetos, como 'Generate images with a prompt', 'AI powered chatbot' e 'Create a trivia game featuring an AI host', usando o Modelo: Gemini 2.5 Pro. A seção de casos de uso na parte inferior corresponde à primeira imagem.
AI Studio recebe plataforma de vibe coding (imagem: divulgação/Google)
Resumo
  • Google AI Studio introduziu o vibe coding, que permite a criação de apps com IA usando o Gemini para integrar APIs de vídeo e imagem automaticamente.
  • A plataforma permite a descrição de apps multimodais e cria com base em prompts de texto, sem necessidade de conhecimento em programação.
  • O AI Studio oferece uma cota gratuita, com a opção de adicionar uma chave de API para uso contínuo após o esgotamento do limite.

O Google adicionou uma nova experiência de vibe coding no AI Studio, plataforma da empresa com modelos de IA ainda em desenvolvimento, mas disponíveis para testes pelo público. O objetivo, como de costume, é permitir que qualquer pessoa (mesmo sem conhecimento em programação) possa criar um app funcional de IA, usando prompts de texto.

A ferramenta usa os modelos Gemini mais recentes para fazer o trabalho pesado. O usuário descreve o app que deseja, assim como pediria o desenvolvimento de uma imagem, e a IA conecta automaticamente os modelos e APIs necessários para que ele funcione.

A nova plataforma de vibe coding se junta à Opal — que chegou ao Brasil neste mês — no portfólio da gigante de buscas. No AI Studio, voltado para desenvolvedores, a ideia é que aplicações integrem APIs da companhia e até mesmo protótipos do Gemini antes de uma aplicação em larga escala.

Como funciona?

Segundo o Google, o usuário pode descrever o aplicativo multimodal que deseja. Por exemplo, ao pedir um app que “gere vídeos a partir de um roteiro” ou “crie uma ferramenta de edição de fotos”, o AI Studio entende o comando e conecta automaticamente os modelos necessários, como o Veo ou o Nano Banana, respectivamente.

Entretanto, essa definição também pode ser manual. Abaixo da caixa de texto, a plataforma disponibiliza todos os modelos e APIs para que o próprio usuário possa selecionar.

Captura de tela da seção "Supercharge your apps with AI" (Potencialize seus aplicativos com IA) no Google AI Studio. A tela exibe uma grade de doze cartões (cards), cada um descrevendo um caso de uso ou recurso de API com IA, como: 'Create conversational voice apps' (Criar apps de voz conversacionais), 'Animate images with Veo' (Animar imagens com Veo), 'Use Google Search data' (Usar dados de pesquisa do Google), 'Generate images with a prompt' (Gerar imagens com um prompt) e 'AI powered chatbot' (Chatbot com IA).
Usuários podem definir modelos e APIs do Google para integrar aos apps (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

Para auxiliar, a plataforma também reformulou a galeria de apps, transformando-a em uma biblioteca visual de projetos. Os usuários podem explorar ideias, aprender com o código inicial e remixar os apps para as próprias criações.

Além da criação inicial, o vibe coding traz um novo Modo de Anotação. Com ele, o usuário pode alterar o app de forma visual, sem precisar editar o código-fonte diretamente. Basta destacar um elemento na interface (como um botão ou um card) e instruir o Gemini com comandos como “Mude a cor deste botão para azul”.

Animação (GIF) demonstrando um recurso de edição e anotação dentro do Google AI Studio ou de uma ferramenta de desenvolvimento. No lado esquerdo, são exibidas sugestões de modificação ou adição de recursos a um aplicativo, como 'Add decade selection' e 'Improve loading states'. Um cursor de mouse clica em um ícone que se assemelha a um pincel ou caneta na barra inferior, sugerindo uma funcionalidade de anotação visual ou edição de imagem dentro da plataforma.
Sistema possui modo para alterar interface facilmente (imagem: divulgação/Google)

Limite de uso gratuito

O acesso ao AI Studio opera com uma cota de uso gratuito. O Google informa que, caso o usuário esgote o limite, ele pode adicionar a própria chave de API (associada a um projeto pago do Google Cloud) para “continuar o vibe coding sem interrupção”.

Segundo a empresa, o objetivo é “reduzir a barreira entre uma grande ideia e um app funcional com o Gemini, para que qualquer um possa construir com IA”. A ideia é ousada no momento: até mesmo o responsável por cunhar o termo “vibe coding”, o ex-OpenAI Andrej Karpathy, revelou que o método ainda é limitado quando se trata de projetos maiores.

Vibe coding chega ao Google AI Studio; veja como criar apps com IA

(imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

Spotify agora permite seguir locais e ver próximos shows

20 de Outubro de 2025, 11:43
Imagem ilustrativa com pessoa usando fones de ouvido e segurando um celular. Ao fundo, logos do Spotify em diferentes tamanhos
Spotify permite salvar locais de shows para conferir próximos eventos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Spotify agora permite seguir casas de show e espaços de eventos favoritos.
  • Usuários podem ver calendários, obter informações e comprar ingressos via parcerias como Live Nation e Ticketmaster.
  • O Feed de Eventos ao Vivo também foi atualizado e agora exibe diariamente recomendações personalizadas por música e localização.

O Spotify anunciou nesta segunda-feira (20/10) uma expansão para seu recurso de eventos, permitindo agora que os usuários sigam as casas de show e espaço favoritos diretamente pelo app. Os locais seguidos passam a aparecer na Biblioteca, junto às playlists e podcasts.

A novidade, disponível para todos os usuários (gratuitos e Premium), deve facilitar a descoberta de apresentações ao vivo e manter o público informado sobre a agenda de shows de cada local. Para isso, ao acessar a página de um local, é possível visualizar o calendário completo de eventos, obter informações sobre os shows programados e comprar ingressos.

Como funciona o novo recurso?

GIF demonstrando como funciona a ferramenta de locais
Spotify sugerirá locais próximos com shows de interesse do usuário (imagem: reprodução/Spotify)

Ao seguir um local, o usuário passa a ter um acesso rápido à programação. O Spotify afirma que mais de 20 mil locais ao redor do mundo já estão listados, desde grandes arenas até clubes independentes. A plataforma também permitirá filtrar os próximos shows por gênero musical, ajudando o usuário a encontrar eventos que combinem com o gosto do usuário.

Para salvar um local, caso ele esteja entre os listados pela plataforma, basta clicar no endereço na página de um show em Eventos ao Vivo e ativar o botão “Seguir”. Após isso, estará disponível na biblioteca. A página de eventos agora também mostra uma seção de “Locais que você talvez curta”, considerando a sua localização.

Se houver interesse por um show, a plataforma disponibiliza o link do parceiro oficial de venda de ingressos para finalizar a compra. Como lembra o TechCrunch, o Spotify chegou a testar a venda própria de ingressos em 2022, mas o projeto não avançou. Atualmente, a empresa mantém parcerias com grandes bilheterias, como Live Nation e Ticketmaster.

Atualização nos Eventos ao Vivo

Imagem mostra três cards com endereços, que serão exibidos dentro do app do Spotify
Recurso está disponível para usuários dos planos Premium e gratuito (imagem: reprodução/Spotify)

Além da novidade sobre os locais, a plataforma aprimorou o feed de Eventos ao Vivo. Antes atualizado semanalmente, ele agora passa a ter atualizações diárias, com recomendações mais personalizadas com base nos artistas que o usuário ouve, gênero preferido e localização.

Segundo a empresa, isso garantirá que os usuários tenham acesso às informações mais recentes, desde pequenos shows no fim de semana até turnês globais recém-anunciadas.

A ideia é complementar a playlist “Shows perto de você”, lançada em março e que, segundo o Spotify, já foi usada por mais de 3 milhões de pessoas para descobrir eventos.

Spotify agora permite seguir locais e ver próximos shows

Spotify (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: reprodução/Spotify)

(imagem: reprodução/Spotify)

Como a IA pode otimizar as decisões dos líderes

2 de Julho de 2018, 05:05
Apesar de a tarefa de tomar decisões ser um dos principais papéis de um líder, o assunto é, muitas vezes, negligenciado em meio às inúmeras conversas sobre os atributos e missões da liderança. É discutível que a enorme quantidade de informação disponível para o executivo moderno tenha tornado o ato de tomar uma decisão mais difícil do que fácil. No entanto, isso não deve continuar a ser um obstáculo. Nesse sentido, há uma visão crescente de que a inteligência artificial poderia ter um efeito benigno, apesar de ser amplamente vista como o fim de toda uma gama de empregos. VEJA TAMBÉM: Como utilizar a inteligência artificial para apoiar o trabalho humano Como já publicado pela FORBES, um novo livro - “Prediction Machines” (algo como “Máquinas de Previsão”, em tradução livre), de Ajay Agrawal, Joshua Gans e Avi Goldfarb, da Universidade de Toronto - sugere que o poder da IA ​​reside na sua capacidade de reduzir o custo da previsão, dando aos profissionais maior certeza - uma mercadoria inestimável em um momento em que há um consenso geral de que a volatilidade e a incerteza estão entre as forças dominantes no atual clima de negócios. De fato, o potencial desta tecnologia para desvendar os segredos nas quantidades cada vez maiores de dados que estão sendo coletados pode ajudar a transformar uma parte específica e importante do negócio - previsão e planejamento. Na vanguarda dessa revolução está a Anaplan, fundada em 2006 por Michael Gould, no celeiro de uma propriedade em Yorkshire. O fundador estava convencido de que havia uma maneira melhor de fornecer às empresas as ferramentas de previsão de que precisava. Usando a nuvem para permitir que as unidades de negócios colaborassem de forma mais eficaz, a Anaplan reuniu rapidamente uma lista de clientes renomados, como a Coca-Cola, a seguradora RSA e o braço farmacêutico da Johnson & Johnson. Estas companhias contaram suas histórias em uma conferência - que parecia mais uma manifestação religiosa do que um evento de negócios convencional - realizada em Londres no início deste verão europeu. O executivo-chefe Frank Calderoni deu o tom dizendo: "O planejamento, da forma como conhecemos, está morto". Ao salientar que empresas de todos os setores estavam sendo prejudicadas por novos participantes, que em geral eram muito mais ágeis do que as atuais, acrescentou: “O grande ponto quando se fala em disrupção é a necessidade de uma tomada urgente de decisões.” Ao reconhecer que ainda há uma lacuna entre o planejamento e a tomada de decisão, Calderoni falou com confiança em levar essa diferença a zero. Dado o valor deste objetivo, não é de surpreender que, apesar de todo o seu sucesso frente a empresas de software muito mais conhecidas, a Anaplan não seja a única. A consultoria Accenture, por exemplo, recebeu recentemente uma patente norte-americana para sua plataforma ZBx, que usa IA e aprendizado de máquina para categorizar rapidamente transações financeiras e, assim, analisar gastos instantaneamente. David Axson, diretor-gerente da Accenture Strategy e especialista de longa data no papel das finanças nos negócios, vê os avanços na tecnologia e o crescimento do ZBx, como a criação de um "momento mais estimulante para atuar em finanças". Entrevistado no início deste mês, ele disse: "É a libertação do profissional da tirania das planilhas". E AINDA: Inteligência artificial: previsões para 2018 Mas não é apenas o caso de colocar uma mola no caminho dos especialistas e planejadores financeiros, que podem passar mais da metade do seu tempo dedicados a reunir informações para estudar e avaliar as implicações de diferentes cenários. As empresas já estabelecidas que estão sob ameaça de novos players, de repente, têm a chance de se transformar, simplesmente porque têm muito mais dados sobre as diferentes partes de seus negócios para analisar e, então, agir. Como diz Naomi Hudson, colega de Axson na Accenture Strategy, “melhorias incrementais não são mais suficientes” e pouquíssimas empresas não tentaram mudar seus padrões e, muitas vezes, suas cadeias de suprimentos de uma forma ou de outra. Graças ao big data e à capacidade crescente da inteligência artificial de peneirar as pistas que permitem a profissionais qualificados fornecer insights que, por sua vez, podem levar a decisões melhores e mais rápidas, a Holy Grail, fabricante de produtos pessoais, deixou de ser capaz de fechar os livros apenas quando o período de negociação terminasse para ter acesso instantâneo a contas de gerenciamento que dizem muito sobre a saúde da empresa. Isso significa que ela tem tempo hábil para que o profissional tome decisões de efeito - o que Avi Goldfarb e seus colegas autores de “Prediction Machines” chamam de julgamento. Na opinião de Axson, da Accenture, o valor do tempo extra é semelhante ao da luz no painel do carro avisando que o combustível está acabando. Se a luz acender quando ainda há combustível para 100 quilômetros, é muito mais útil do que se ela surgir quando houver apenas o suficiente para 10, diz ele.
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