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Ex-CEO da KLM decidiu usar o power bank no avião; ele pegou fogo

18 de Setembro de 2026, 13:55
Imagem mostra uma colagem com a foto de um power bank branco sobre uma mesa e um avião azul da KLM
Dispositivo que pegou fogo era de Camiel Eurlings, ex-CEO da companhia aérea (imagem: reprodução)
Resumo
  • Um carregador portátil explodiu na classe executiva do voo KL735, forçando o Boeing 777-300 que ia de Amsterdã para Curaçao a retornar.
  • O equipamento pertencia ao ex-CEO da KLM, Camiel Eurlings, que dormia enquanto recarregava a bateria na tomada da própria poltrona.
  • A explosão causou queimaduras leves em um passageiro e danificou a janela e o assento do avião.

O voo KL735 da KLM, que seguia de Amsterdã para Willemstad, em Curaçao, precisou fazer um desvio de emergência após um carregador portátil explodir a bordo. O detalhe curioso é que o power bank pertencia ao ex-CEO da própria companhia aérea, Camiel Eurlings.

A aeronave, um Boeing 777-300, voava a cerca de 30 mil pés de altitude sobre o Oceano Atlântico Norte nessa quinta-feira (17/09), quando a fumaça começou. A bateria externa estava conectada à tomada do assento e superaqueceu após cerca de duas horas e meia de voo, explodindo e acordando o executivo.

Tripulação controlou o incêndio

Os membros da tripulação de cabine agiram rapidamente para conter as chamas. Segundo a imprensa holandesa, os comissários seguiram os protocolos de segurança da aviação, jogaram água sobre o dispositivo e, na sequência, o colocaram em um recipiente. A medida é recomendada para ajudar a interromper a fuga térmica, fenômeno que pode ocorrer quando baterias de íon-lítio sofrem danos ou superaquecimento.

Passageiros a bordo relataram que o rápido controle da situação evitou um cenário pior, e todos foram transferidos para outra aeronave após o retorno à Holanda. Contudo, a explosão causou estragos visíveis no interior do avião.

Imagem mostra um powerbank derretido e, ao lado, a janela de um avião estilhaçada.
Incêndio ocorreu na cabine da classe executiva (imagem: reprodução/NU.nl)

Imagens do caso mostram marcas de queimado na persiana e na estrutura de uma janela, que teve a tela danificada pela força do estouro. A KLM confirmou que um homem sofreu queimaduras leves, mas recusou-se a informar se a vítima era o executivo, citando regras de privacidade e confidencialidade.

Regras foram ignoradas

O ex-CEO possui vasta experiência no setor de transportes, mas desrespeitou as políticas da companhia: os passageiros só podem levar até duas baterias externas na bagagem de mão, e a capacidade individual não pode ultrapassar 100 Wh.

Mais importante ainda: os power banks devem ficar sempre à vista, sendo proibido armazená-los nos bagageiros superiores ou recarregá-los a bordo. A própria KLM já havia sofrido um susto parecido em agosto de 2025, quando um voo que seguia para São Paulo precisou retornar a Amsterdã após um power bank esquentar e causar fumaça na cabine.

Vale lembrar que, em março deste ano, a Organização Internacional de Aviação Civil (ICAO, na sigla em inglês) emitiu uma diretriz que impõe novas regras para o uso de power banks em aeronaves. As companhias aéreas nacionais seguiram a recomendação e também adotaram restrições para esses dispositivos no Brasil.

Ex-CEO da KLM decidiu usar o power bank no avião; ele pegou fogo

Como funciona o fone de ouvido por condução óssea?

8 de Setembro de 2026, 14:29
Fone de ouvido por condução óssea que permite ouvir músicas com o canal auditivo livre
Fone de ouvido por condução óssea permite ouvir músicas enquanto o canal auditivo fica livre (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Os fones de ouvido por condução óssea ganharam popularidade devido ao design open-ear, que não tapa o canal auditivo. O formato virou o favorito de corredores e ciclistas por garantir conforto prolongado e permitir ouvir o som ambiente durante os treinos nas ruas.

Em vez de projetar áudio pelo ar, a tecnologia transforma o som em vibrações transmitidas pelos ossos do rosto diretamente ao ouvido interno. Esse mecanismo ignora o tímpano, mantendo a audição totalmente livre.

A seguir, o Tecnoblog te explica o que são os fones de ouvido por condução óssea e seu funcionamento detalhado.

O que é um fone de ouvido por condução óssea?

O fone de ouvido por condução óssea é um dispositivo de áudio que transmite o som por vibrações nos ossos da face direto para o ouvido interno (cóclea). Ao ignorar o tímpano e o canal auditivo, ele permite ouvir músicas ou chamadas com clareza enquanto mantém os ouvidos livres para os sons do ambiente.

Como funciona o fone de ouvido por condução óssea?

Os fones de ouvido por condução óssea convertem os sinais do áudio em vibrações mecânicas. Pequenos componentes chamados transdutores, encostados no rosto, substituem os alto-falantes tradicionais que empurram o ar.

Essas vibrações viajam pelos tecidos e ossos da têmpora, como arco zigomático. O caminho do som não utiliza o tímpano e o canal auditivo, deixando a orelha livre para ouvir o ambiente ao redor.

Ao chegarem à cóclea, no ouvido interno, as vibrações são convertidas pelas células sensoriais em impulsos nervosos. É nesse momento que o cérebro processa esses sinais e os transforma na música ou chamada que o usuário ouve.

Como o sistema opera por contato direto, em volumes mais altos os transdutores podem tremer um pouco. Nesses casos, ocorre um leve vazamento de áudio que pode ser percebido por quem está muito próximo.

Funcionamento de fone por condução óssea: transdutor vibra e ignora o tímpano, comparado ao fone tradicional
Funcionamento de um fone de ouvido por condução óssea comparado com um fone de ouvido tradicional (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Um fone por condução óssea faz mal?

Não, os fones por condução óssea não fazem mal por si sós, pois trazem riscos similares aos modelos convencionais. O perigo real ocorre ao utilizar volumes altos em decibéis por muito tempo, lesionando as células ciliadas e causando zumbidos (tinnitus) e a perda auditiva induzida.

Como a energia acústica continua atingindo a cóclea, a prevenção exige cuidados básicos durante o uso diário. Para proteger os ouvidos, é recomendado adotar a regra dos 60/60: limitar o volume a 60% da capacidade total por no máximo 60 minutos seguidos.

Os fones de ouvido de condução óssea são à prova d’água?

O nível de proteção dos fones de ouvido de condução óssea depende da certificação IP do modelo, variando entre proteção contra suor e imersão total. Versões para corrida, como o Shockz OpenRun, possuem vedação intermediária contra respingos e chuva, mas não devem ser submergidas.

Já os modelos aquáticos, como Shokz OpenSwin Pro e o H20 Audio Tri 2 Pro, possuem classificação IPX8 ou IP68. Essa proteção avançada garante vedação contínua sob a água, permitindo o uso seguro durante a natação.

Fone de ouvido Shokz OpenSwim Pro para natação, usado na água durante o treino
Fone por condução óssea Shokz OpenSwim Pro pode ser usado para atividades aquaticas, como natação (imagem: Reprodução/Shokz)

Quais as vantagens dos fones por condução óssea?

Os fones por condução óssea combinam conforto com mais segurança em ambientes externos por deixar o canal auditivo livre. Esses são os pontos fortes dos acessórios com a tecnologia:

  • Consciência espacial: o design open-ear mantém os ouvidos abertos para sons do trânsito e avisos ao redor durante atividades físicas ou nos deslocamentos diários, reduzindo o risco de acidentes;
  • Conforto prolongado: o encaixe no arco zigomático elimina a pressão interna e o acúmulo de umidade no canal auditivo, reduzindo o cansaço em uso contínuo;
  • Inclusão e acessibilidade: como o som pula o tímpano e o ouvido médio, pessoas com perda auditiva condutiva conseguem ouvir o áudio com clareza;
  • Estabilidade e praticidade: modelos com alça ergonômica não caem em treinos intensos e facilitam o uso com óculos, capacetes ou até protetores auriculares em ambientes barulhentos.

Quais as limitações dos fones por condução óssea?

Apesar das vantagens, a tecnologia dos fones por condução óssea exige que o ouvinte abra mão da qualidade de áudio e do isolamento em relação aos modelos tradicionais. Essas são outras restrições do modelo:

  • Graves fracos: a transmissão por vibração perde força nas frequências baixas, entregando um som com menos impacto que o de fones in-ear ou over-ear;
  • Vazamento e falta de isolamento: a estrutura open-ear deixa os sons ao redor entrarem no ouvido, enquanto os transdutores podem deixar o áudio escapar para quem está perto;
  • Coceira e vibração incômoda: aumentar muito o volume intensifica as vibrações no arco zigomático, o que pode causar uma sensação de formigamento no rosto e até dor de cabeça;
  • Dependência do ajuste: a qualidade do som cai se os pontos de contato saírem do lugar por causa do movimento do cabelo ou da haste dos óculos.

Existem outros dispositivos que funcionam por condução óssea?

Além dos fones de ouvido, a tecnologia de condução óssea é aplicada de soluções médicas avançadas até vestíveis inteligentes. Veja alguns exemplos:

  • Próteses e aparelhos auditivos: sistemas não cirúrgicos e implantes ancorados ao osso, como BAHA e OSIA, enviam o som direto ao ouvido interno de pessoas com perda auditiva condutiva;
  • Óculos inteligentes de grau ou de sol: módulos com transdutores embutidos nas hastes transformam a própria armação em uma fonte sonora discreta e estilosa;
  • Capacetes para ciclistas e indústria: sistemas integrados a equipamentos de proteção transmitem chamadas e instruções de áudio sem tirar a atenção do ambiente ao redor;
  • Acessórios de jogos e Realidade Virtual (VR): dispositivos vestíveis garantem comunicação clara e maior imersão sem a necessidade de abafar os ouvidos durante as partidas.

Como funciona o fone de ouvido por condução óssea?

Fone de ouvido por condução óssea permite ouvir músicas enquanto o canal auditivo fica livre (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Funcionamento de um fone de ouvido por condução óssea comparado com um fone de ouvido tradicional (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Ar Inverter Midea Airvolution 12.000 BTUs tem R$ 200 OFF em até 12x sem juros

2 de Janeiro de 2026, 18:49

Prós
  • Tecnologia Inverter Quattro
  • Compatível com Alexa e Google Assistente
  • Modo Eco Noite para maior economia
  • Bom custo-benefício
  • Design Compacto
Contras
  • Sem função Quente
  • Não é indicado para áreas maiores que 20 m²
Parcelado
Participe dos canais de ofertas do Achados do TB

O ar-condicionado Inverter Springer Midea Airvolution Connect 12.000 BTUs está R$ 200 mais barato na Amazon, saindo por R$ 2.399 em oferta com parcelamento em até 12x sem juros. O modelo é do tipo Split Hi Wall, tem conectividade Wi-Fi e é elogiado por ser silencioso, sendo indicado para escritórios, quartos e salas.

Split Midea Airvolution Connect é compatível com Alexa e Google Assistente

O split Midea em oferta na Amazon é da linha Airvolution Connect, focada em conectividade inteligente e economia de energia. O ar-condicionado pode ser controlado via assistentes de voz (Alexa/Google Assistente) e também traz recurso de geolocalização, para ligar ou desligar o aparelho de acordo com a localização do seu smartphone.

Ar-condicionado Springer Midea Airvolution Connect (Imagem: Divulgação / Midea)
Ar-condicionado Springer Midea Airvolution Connect tem controle retroiluminado (Imagem: Divulgação / Midea)

A tecnologia Inverter proporciona maior economia de energia do que aparelhos tradicionais, e a Midea conta ainda com outras funções para otimizar o consumo energético: o modo Eco Noite, que ajusta a ventilação e a temperatura para 24°C automaticamente, e a função Energia, que limita a potência do ar-condicionado em 50% ou 75%.

O ar split Midea Airvolution com R$ 200 OFF na Amazon tem potência de resfriamento de 12.000 BTUs, e está disponível nas cores branco ou prata. As especificações de aparelho trazem ainda serpentina de cobre e unidade externa com Gold Fin, que protege contra corrosão.

Aviso de ética: ao clicar em um link de afiliado, o preço não muda para você e recebemos uma comissão.

Ar Inverter Midea Airvolution 12.000 BTUs tem R$ 200 OFF em até 12x sem juros

Ar-condicionado Springer Midea Airvolution Connect (Imagem: Divulgação / Midea)

Apple vive êxodo de lideranças após fracassos de IA e críticas a design

5 de Dezembro de 2025, 13:55
Tim Cook
Tim Cook está à frente da Apple desde 2011 (imagem: divulgação)
Resumo
  • A Apple enfrenta a saída de executivos importantes, incluindo o chefe de IA, John Giannandrea, e o executivo de design, Alan Dye, que foi para a Meta.
  • A Meta e a OpenAI estão atraindo talentos da Apple, com a OpenAI contratando 25 ex-funcionários para a divisão de hardware.
  • A Apple enfrenta críticas por atrasos e problemas em IA e design, contribuindo para a saída de executivos e trocas de lideranças.

Em menos de uma semana, a Apple anunciou a saída de quatro executivos do primeiro escalão. John Giannandrea, chefe de IA, não vai mais trabalhar na empresa. Alan Dye, executivo de design, vai para a Meta. Kate Adams (conselheira jurídica chefe) e Lisa Jackson (vice-presidente de iniciativas sociais) vão se aposentar.

Se considerarmos um intervalo maior, a lista de desembarques é bem mais longa. Uma das mais relevantes foi a aposentadoria de Jeff Williams, então diretor-chefe de operações. E, recentemente, circularam rumores de uma saída do próprio Tim Cook, CEO da empresa, em 2026.

Concorrentes estão levando os funcionários

Uma parte dessas mudanças se deve a uma estratégia agressiva da Meta, que buscou contratar talentos de concorrentes (e pagar altos salários por isso). Além de Dye, o mesmo aconteceu com Ke Yang, que chefiava os trabalhos de busca na web com IA, e Ruoming Pang, que comandava os modelos de IA da maçã.

Quem também está empenhada em trazer profissionais experientes é a OpenAI. Segundo fontes da indústria, a empresa comandada por Sam Altman contratou 25 ex-funcionários da Apple para a divisão de hardware. Eles ficarão sob a batuta de Tang Tan, que trabalhou por 25 anos para a marca da maçã.

Apple revive parceria com Jony Ive em animação de seu streaming / Apple / Divulgação
Jony Ive deixou a Apple em 2019 e agora trabalha na OpenAI (foto: divulgação)

E, claro, vale lembrar que a OpenAI comprou a startup LoveFrom, fundada pelo lendário designer Jony Ive em 2019, após deixar a Apple. Muitos nomes importantes da marca da maçã foram para a LoveFrom desde então. Atualmente, Ive está trabalhando em um dispositivo de hardware de um formato inédito, pensado para a era da IA.

O que está acontecendo com a Apple?

Alguns analistas atribuem as mudanças ao fato de a Apple ter ficado para trás na corrida da IA generativa. A companhia não só demorou para apresentar produtos e serviços com a tecnologia, mas também teve problemas com a qualidade do que foi entregue.

Um exemplo disso é a nova Siri, que foi anunciada em 2024, não chegou no prazo prometido e ainda não tem uma previsão oficial de lançamento.

Imagem mostra um iPhone com a seção da Apple Intelligence aberta nas configurações do aparelho
Nova Siri mais inteligente pode chegar em 2026 (foto: João Vitor Nunes/Tecnoblog)

Grande parte dessa demora se deu devido a uma postura mais conservadora. Entre 2023 e 2024, notícias indicavam que as lideranças temiam que a marca acabasse envolvida em alguma polêmica por causa da IA generativa, sua falta de precisão e sua tendência a alucinar.

De fato, isso aconteceu: a Apple Intelligence criou alertas de notícias com manchetes completamente falsas, geradas quando a IA misturou matérias ou assuntos.

Outro motivo não é relacionado com a IA. Nos últimos anos, a Apple foi bastante criticada por falta de atenção a detalhes de design e software, que costumavam ser pontos fortes da marca.

E agora? Qual o futuro da Apple?

Com tantas saídas e sem contratações de destaque, a empresa passou a ter veteranos em cargos de liderança. Por outro lado, as equipes são formadas majoritariamente por funcionários que não estavam presentes em momentos importantes da companhia, como o desenvolvimento do iPhone, do iPad e do Apple Watch, por exemplo.

Ao mesmo tempo, essas pessoas estão em concorrentes, notadamente a Meta e a OpenAI, o que aumenta a expectativa pelos futuros produtos de hardware das duas empresas.

Por outro lado, algumas mudanças indicam a insatisfação da própria Apple com os rumos tomados nos últimos anos.

Imagem mostra um homem sentado durante uma apresentação. Ele usa óculos de grau e gesticula com as mãos
John Giannandrea está deixando o cargo na Apple (imagem: Steve Jennings/TechCrunch/Wikimedia)

O Wall Street Journal define como “tumultuada” a passagem de Giannandrea pela Apple entre 2018 e 2025, apontando que o executivo montou um bom time de pesquisadores, algo até então incomum para a empresa, mas não conseguiu definir um rumo para o departamento de IA.

Já a saída de Alan Dye, que chefiava o design, é um caso curioso. O blogueiro John Gruber, famoso por acompanhar a Apple, diz que a equipe chefiada por Dye está feliz com sua saída e com a promoção de Stephen Lemay ao cargo de chefia.

Dye não foi demitido, mas sim aceitou uma proposta melhor da Meta. Mesmo assim, ele e Lemay têm perfis muito diferentes um do outro. Dye, indicado por Ive em 2015, vinha do mercado de branding e propaganda, sem ter experiência em design de interfaces.

Já Lemay tem justamente o conhecimento técnico de design de interfaces e interações. A troca, portanto, pode indicar uma nova direção para os produtos e sistemas da Apple, bastante criticados nos últimos anos.

Com informações de TechCrunch, Wall Street Journal, CNBC, Business Insider e Cult of Mac

Apple vive êxodo de lideranças após fracassos de IA e críticas a design

Saiba o que é e como funciona o Apple Intelligence (imagem: João Vitor Nunes/Tecnoblog)

speaks onstage during TechCrunch Disrupt SF 2017 at Pier 48 on September 19, 2017 in San Francisco, California.

Chefe de IA da Apple deixa cargo em meio a tropeços da Siri

2 de Dezembro de 2025, 12:25
Imagem mostra um homem sentado durante uma apresentação. Ele usa óculos de grau e gesticula com as mãos
John Giannandrea está deixando o cargo na Apple (imagem: Steve Jennings/TechCrunch/Wikimedia)
Resumo
  • John Giannandrea deixou o cargo de vice-presidente sênior de Aprendizado de Máquina e Estratégia de IA da Apple.
  • Ele será substituído pelo ex-Microsoft e Google Amar Subramanya, que reportará diretamente a Craig Federighi.
  • Segundo a Bloomberg, a saída de Giannandrea ocorre devido a atrasos na atualização da Siri.

A Apple anunciou que John Giannandrea, vice-presidente sênior de Aprendizado de Máquina e Estratégia de IA, está deixando o cargo. O executivo passará a atuar como consultor da empresa durante um período de transição até se aposentar oficialmente na primavera de 2026 (outono no Brasil).

A companhia contratou Amar Subramanya como o novo vice-presidente de Inteligência Artificial. Diferente de Giannandrea, que respondia diretamente a Tim Cook, Subramanya reportará a Craig Federighi, vice-presidente sênior de Engenharia de Software.

A reestruturação ocorre em um momento delicado para a gigante de Cupertino na área de IA, que enfrenta desafios para emplacar a plataforma Apple Intelligence e cumprir os prazos de atualização da assistente virtual Siri. O sistema foi apresentado inicialmente durante a WWDC de 2024, quando a linha principal da empresa ainda era o iPhone 15.

Reestruturação e nova liderança

Logo da Apple no centro, expandindo na direção do leitor, num fundo amarelo, rosa e violeta escuro.
Apple reestrutura divisões de desenvolvimento (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A saída de Giannandrea desencadeou uma divisão nas responsabilidades de sua antiga equipe. Segundo o comunicado oficial da Apple, o novo contratado, Amar Subramanya, liderará áreas críticas como pesquisa em machine learning e avaliação de segurança de IA.

Subramanya traz no currículo uma passagem recente como vice-presidente corporativo de IA na Microsoft e uma longa carreira de 16 anos no Google, onde chefiou a engenharia do Gemini Assistant.

O restante da organização que estava sob o guarda-chuva de Giannandrea será redistribuído. Parte das equipes passará a responder a Sabih Khan (Diretor de Operações) e Eddy Cue (vice-presidente sênior de Serviços), alinhando-se a departamentos com funções similares dentro da empresa.

Tim Cook cansou dos atrasos na Siri?

Imagem mostra um iPhone com a seção da Apple Intelligence aberta nas configurações do aparelho
Nova Siri mais inteligente pode chegar em 2026 (foto: João Vitor Nunes/Tecnoblog)

Embora a Apple trate a saída como uma aposentadoria planejada, apuração da Bloomberg indica que a gestão de Giannandrea foi marcada por turbulências. Sob a liderança dele, a equipe de IA da Apple chegou atrasada à corrida da IA generativa (dois anos após o lançamento do ChatGPT) e entregou uma plataforma considerada inferior às concorrentes.

O maior problema é o desenvolvimento da Siri. Originalmente planejada para ser lançada em meados deste ano, a atualização que tornaria a assistente mais inteligente e personalizada foi adiada para 2026.

Segundo a Bloomberg, esse atraso fez com que Tim Cook perdesse a confiança na capacidade de gestão de Giannandrea e o desenvolvimento da Siri já teria sido passado para o time de Federighi.

Após a sequência de atrasos, vale lembrar, a Apple decidiu pagar o Google para usar temporariamente o Gemini como base para a nova Siri — o que pode explicar a escolha por Subramanya.

O que diz a Apple?

Em nota oficial, Tim Cook agradeceu o trabalho do executivo que está de saída. “Somos gratos pelo papel que John desempenhou na construção e avanço do nosso trabalho de IA”, afirmou o CEO.

Sobre a nova fase, Cook reforçou o papel central de Craig Federighi na estratégia atual. “Craig tem sido fundamental na condução de nossos esforços de IA, incluindo a supervisão de nosso trabalho para trazer uma Siri mais personalizada aos usuários no próximo ano”, disse Cook, confirmando indiretamente o cronograma para 2026.

Chefe de IA da Apple deixa cargo em meio a tropeços da Siri

speaks onstage during TechCrunch Disrupt SF 2017 at Pier 48 on September 19, 2017 in San Francisco, California.

Apple (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Saiba o que é e como funciona o Apple Intelligence (imagem: João Vitor Nunes/Tecnoblog)

The Sims Mobile será encerrado pela EA

21 de Outubro de 2025, 10:36
Como jogar The Sims Mobile / Divulgação / EA
The Sims Mobile deixará de funcionar em 20 de janeiro de 2026 (imagem: divulgação/EA)
Resumo
  • A EA encerrará The Sims Mobile em 20 de janeiro de 2026, após quase oito anos de funcionamento.
  • O encerramento ocorre durante a reorganização da franquia, com foco no novo projeto Project Rene, mas The Sims 4 continuará ativo.
  • A própria empresa vive uma reorganização e recentemente foi adquirida por um fundo saudita, em uma venda de US$ 55 bilhões.

A Electronic Arts (EA) anunciou oficialmente o encerramento de The Sims Mobile, versão para smartphones da icônica franquia de games. A atualização lançada ontem (20/10) é a última do jogo, que deixará de funcionar completamente em 20 de janeiro de 2026. Segundo a empresa, após essa data, “o jogo não estará mais acessível e será encerrado”.

O jogo será removido hoje (21/10) da App Store e Google Play, antes do desligamento definitivo dos servidores. A partir de agora, não será mais possível gastar dinheiro real dentro do app.

The Sims Mobile foi lançado em 2018 e recebeu mais de 50 atualizações ao longo dos anos, mantendo uma comunidade ativa de jogadores que buscavam reproduzir no celular a experiência do The Sims.

Por que The Sims Mobile vai acabar?

Hey Simmers,

The Sims Mobile (TSM) will be delisted from the Apple App Store and Google Play Store on October 21st at 1:30 PM UTC, but we wanted to remind you that if you’ve downloaded it before, you can redownload and play TSM until it sunsets on January 20th, 2026.

For Apple…

— The Sims Mobile (@TheSimsMobile) October 21, 2025

O encerramento ocorre em meio a uma reorganização da franquia, que vive um período de transição. Enquanto The Sims 4 segue recebendo expansões e conteúdo extra, a EA já mira o futuro com o Project Rene, o próximo grande título da companhia. É esperado que o projeto — ainda em fase inicial — una elementos de jogo single-player e multiplayer e esteja disponível para PC e dispositivos móveis.

Essa proposta mais integrada pode ter tornado o The Sims Mobile obsoleto na estratégia da empresa. Ainda que a EA não tenha detalhado completamente o novo título, a expectativa é que ele traga um ecossistema conectado, em que os jogadores possam criar, construir e interagir em diferentes plataformas.

Contudo, isso também pode mudar, já que a própria EA Games vive uma reorganização: há menos de um mês, a empresa foi vendida a um fundo saudita por US$ 55 bilhões — maior aquisição já realizada em dinheiro por um patrocinador financeiro. O consórcio de investidores também conta com a Silver Lake e Affinity Partners.

The Sims 4 continuará ativo

The Sims 4 (Imagem: Divulgação/Maxis/Electronic Arts)
The Sims 4 não será afetado (imagem: divulgação/EA)

A EA não revelou uma data de lançamento para o Project Rene, que foi anunciado em 2022, mas já demonstrou trechos de testes que indicam foco em personalização colaborativa.

O jogo deve permitir que vários jogadores editem um mesmo ambiente em tempo real. A empresa também reforçou que The Sims 4 continuará ativo, mesmo após o lançamento do novo game.

Com informações do The Verge

The Sims Mobile será encerrado pela EA

The Sims 4 (Imagem: Divulgação/Maxis/Electronic Arts)

LG aumenta garantia de ar-condicionado para dois anos

9 de Outubro de 2025, 15:49

Imagem mostra um ar-condicionado LG Dual Inverter de cor preta
Modelos especificados pela LG têm direito à nova garantia (imagem: divulgação/LG)
Resumo
  • LG ampliou a garantia de ar-condicionado residencial para dois anos, cobrindo peças e mão de obra, em compras a partir de 1º de setembro.
  • A nova política se aplica a modelos LG AI Dual Inverter, Dual Inverter e algumas versões da linha LG AI Smart Inverter, excluindo modelos comerciais.
  • A empresa mantém garantia especial de dez anos para o compressor dos aparelhos Dual Inverter.

A LG anunciou nesta quinta-feira (09/10) que a garantia de seus aparelhos de ar-condicionado residenciais será estendida para até dois anos no Brasil. A nova política cobre tanto peças quanto mão de obra e se aplica a modelos LG AI Dual Inverter ou Dual Inverter comercializados desde 1º de setembro de 2025.

Também entram na nova regra algumas versões da linha LG AI Smart Inverter (modelos S3-Q09JA31E e S3-Q12JA31E), desde que adquiridas a partir da data estipulada. A mudança vale apenas para produtos vendidos a pessoas físicas, excluindo modelos de uso comercial — como Multi-split, teto ou cassete — e unidades compradas antes da data, que seguem com garantia de um ano.

O que muda para o consumidor?

Ilustração mostra modelos de ar-condicionado de janela e split
Aparelhos residenciais da LG terão cobertura ampliada (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Com a nova garantia, quem adquirir um ar-condicionado elegível passa a contar com cobertura de dois anos para defeitos e problema no funcionamento inerente ao produto, incluindo peças e mão de obra.

A política se aplica exclusivamente à linha residencial (RAC). Além disso, a LG mantém sua garantia especial de dez anos para o compressor dos aparelhos Dual Inverter, que já existia e continua valendo, mesmo com o anúncio desta semana.

Para ter direito à garantia estendida, o modelo deve estar entre os especificados pela LG e ser adquirido a partir de 1º de setembro deste ano. Aparelhos comerciais ou modelos comprados anteriormente seguirão com a garantia padrão de um ano.

Segundo a LG, a medida pretende reforçar a confiança do consumidor, mas também é uma decisão estratégica. Dados da Euromonitor International, empresa britânica de pesquisa de mercado, mostram que o mercado latino-americano de ar-condicionado residencial cresceu 30% em 2024, com o Brasil em destaque.

“Nosso objetivo é entregar não apenas tecnologia e eficiência, mas também segurança e confiança no longo prazo”, afirmou Lucas Nogueira, gerente de ar-condicionado residencial da LG Brasil. “A garantia estendida reforça a qualidade dos nossos produtos e o compromisso da LG em estar ao lado do consumidor em cada etapa da sua jornada”.

E as concorrentes?

Imagem mostra um aparelho de ar-condicionado Samsung WindFree AI  de cor branca
Modelo Wind Free Powervolt da Samsung tem garantia de dois anos (foto: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

No mercado de ar-condicionado, a LG disputa espaço direto com marcas que também investem em prazos estendidos de garantia.

  • Midea: uma das marcas mais vendidas no país, a Midea cobre defeitos de fabricação e material por até dois anos, desde que o aparelho seja instalado por uma empresa credenciada e usado conforme o manual. O benefício inclui peças e mão de obra, mediante apresentação da nota fiscal.
  • Elgin: varia o prazo conforme o tipo de produto e a instalação. Nos modelos Split High Wall, Cassete e Piso Teto, a garantia é de um ano para instalações comuns, mas pode chegar a três anos quando feita por empresas autorizadas. O compressor dos aparelhos Split High Wall Inverter, comprados a partir de 2022 e instalados dentro das normas, tem cobertura de até dez anos.
  • Samsung: a sul-coreana mantém 12 meses de garantia para a maior parte de seus modelos residenciais, com exceção da linha Wind Free Powervolt, que conta com 24 meses. Os compressores Inverter também contam com dez anos de cobertura a partir da data na nota fiscal.

Esses prazos, no entanto, podem variar de acordo com o modelo, tipo, segmento e campanha promocional vigente. O diferencial da LG é que, agora, passa a oferecer dois anos de garantia para parte de sua linha sem necessidade de contratação extra.

Ainda assim, a garantia ampliada por si só não garante todos os diferenciais de pós-venda. Fatores como assistência técnica, disponibilidade de peças, tempo de resposta e abrangência geográfica seguem determinantes na experiência do consumidor.

LG aumenta garantia de ar-condicionado para dois anos

Aparelho de ar-condicionado Samsung WindFree AI (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
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