Visualização normal

Received before yesterdayTecnologia

Instagram ganha novo logo; veja o que mudou

13 de Agosto de 2026, 13:30
Parte do logo do Instagram com algumas curvas das letras em destaque
Logo não sofria alteração desde 2016 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Instagram lançou um novo logotipo com o nome da rede, que apresenta uma fonte mais moderna e minimalista.
  • A nova fonte é mais tradicional e sem serifas. As letras “s”, “g” e “r” mantiveram curvas que remetem à fonte cursiva original.
  • O novo logotipo gerou opiniões divergentes entre os usuários, com alguns elogiando a atualização e outros criticando a legibilidade.

O Instagram trocou o logo que contém seu nome e aparece no topo do site e do app. Sai a fonte mais cursiva, entram letras de formato muito mais tradicional.

“A wordmark [logotipo de texto] no topo do app não mudava há dez anos, então era hora de atualizar”, diz Adam Mosseri, chefe do Instagram, em um post na rede social. “Mais limpo e moderno, com referências ao original, trazendo a simplicidade e o cuidado artesanal que sempre definiram o Instagram.”

Novo logo do Instagram, com fonte sem serifa e moderna. A letra "s" conserva um traço manuscrito. A letra "g" tem uma volta no seu traço abaixo da linha. A letra "r" tem uma curva que lembra manuscrito.
Novo logo combina fonte sem serifa com elementos manuscritos que remetem ao original (imagem: Adam Mosseri/Meta)

O que mudou no logo do Instagram?

O novo logo apresentado por Mosseri tem visual mais minimalista e moderno, com tipografia sem serifas. Ao dizer que há referências à versão original, o executivo provavelmente se refere às letras “s”, “g” e “r”, que mantiveram um design menos convencional, com curvas que remetem a uma fonte cursiva.

O primeiro logotipo de texto do Instagram, de 2010, tinha uma fonte manuscrita. Em 2013, a Meta (então chamada Facebook) fez a primeira alteração, suavizando as letras. Alguns pequenos retoques foram feitos nos anos seguintes. Desde 2016, o logo era o mesmo.

Três versões da palavra 'Instagram' escritas em preto sobre fundo branco, organizadas lado a lado. À esquerda, acima de '2010', o texto está em uma caligrafia cursiva clássica e inclinada. Ao centro, acima do ano '2016', o texto utiliza uma tipografia cursiva levemente modificada, com traços mais uniformes. À direita, acima de '2026', a palavra aparece em uma fonte arredondada moderna, sem inclinação, com letras bem definidas e espaçamento constante.
Instagram modernizou sua fonte ao longo dos anos (montagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Vale dizer que o ícone do Instagram permanece o mesmo. As primeiras versões eram bastante detalhadas, lembrando uma câmera instantânea, seguindo o esqueumorfismo (design imitando objetos físicos) que estava em alta naquela época.

Em 2016, a Meta fez um redesign radical e deixou apenas as linhas gerais de corpo, lente e visor em um fundo gradiente de laranja para roxo. O ajuste mais recente é de 2022, com cores mais saturadas e claras.

Evolução de três ícones dispostos lado a lado sobre fundo branco, acompanhados por anos. À esquerda, abaixo de '2010', há uma câmera vintage em tons de bege e marrom, com detalhes de arco-íris e o texto 'INST'. Ao centro, sob '2016', um ícone com contorno branco de câmera sobre um fundo em gradiente de amarelo, rosa e roxo. À direita, sob '2022', uma versão do ícone de 2016 com gradiente em cores mais brilhantes, vívidas e saturadas.
Ícone ficou mais minimalista e colorido (montagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

“Irvstagzam”?

O novo logo dividiu opiniões nos comentários do post de Mosseri. Um usuário questionou justamente as letras que fazem referência ao design original, dizendo que parece que está escrito “Irvstagzam”. “Instagzam” e “Instazam” também apareceram nas reclamações.

Outros escreveram coisas como “se não está quebrado, não mexa” e “tive um derrame olhando para isso”. Também houve quem gostasse. “Parabéns à equipe de design! Parece familiar e atualizado ao mesmo tempo!”, comentou um usuário.

Instagram ganha novo logo; veja o que mudou

Logo não sofria alteração desde 2016 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Instagram modernizou sua fonte ao longo dos anos (montagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Ícone ficou mais minimalista e colorido (montagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

IA não deveria aparecer para quem não gosta, diz chefe do Instagram

10 de Julho de 2026, 15:54
Imagem mostra Adam Mosseri, diretor do Instagram. Ele usa um óculos de grau transparente
Adam Mosseri avalia opções para evitar posts de IA (imagem: divulgação/Meta)
Resumo
  • O chefe do Instagram, Adam Mosseri, afirma que conteúdos de inteligência artificial não deveriam aparecer para usuários que não gostam.
  • O executivo afirma que o algoritmo deve ser ajustado para atender a essa preferência, mas descarta a ideia de bloquear a IA na rede social.
  • A Meta já explora ideias como um espaço separado para conteúdos gerados por IA e uma certificação de conteúdos reais para facilitar a identificação.

As redes sociais foram inundadas por conteúdos de inteligência artificial nos últimos anos, mas não existe um botão para escondê-los. Para o chefe do Instagram, Adam Mosseri, a plataforma deveria deixar de recomendar conteúdos de IA para quem não tem interesse, usando o próprio algoritmo para identificar essa preferência.

Em uma entrevista ao podcast de Lenny Rachitsky, o executivo explica que a ideia na rede social da Meta é justamente melhorar a identificação desses vídeos e imagens e fazer com que os próprios sistemas de recomendação entendam quem tem e quem não tem interesse neles.

Não faz muito tempo que Mosseri veio a público reconhecer que o feed do Instagram deixou de representar os verdadeiros interesses dos usuários com o aumento de poder nas mãos do algoritmo.

Na ocasião, a fala se deu em decorrência da expansão da ferramenta “Seu algoritmo”, que revela quais tipos de publicação a tecnologia acredita que você tem interesse e permite ao usuário definir temas que quer ver menos. Mesmo nesse caso, não é possível impedir que o Instagram te entregue certos conteúdos.

Detectar IA está ficando mais difícil, diz executivo

De acordo com Mosseri, o problema é que detectar IA está ficando cada vez mais difícil com a evolução dos modelos de linguagem.

Por isso, o executivo sugeriu que o Instagram poderia adotar respostas menos absolutas sobre a origem de uma mídia. Em vez de afirmar sempre se algo foi ou não feito por IA, a rede poderia indicar graus de confiança, como “provavelmente sim”, “não temos certeza” ou “definitivamente não”.

A rede possui atualmente um sistema de sinalização de uso de ferramentas generativas, assim como as plataformas rivais YouTube e TikTok. No feed, essas publicações podem apresentar uma indicação “Informações de IA” que, ao expandi-la, diz que o conteúdo do post “pode ter sido criado por IA”.

“O sinal normalmente identifica conteúdo que foi inteiramente gerado por IA, em vez de conteúdo que foi apenas modificado com IA”, explica o pop-up.

captura de tela das informações de IA no Instagram
Instagram sinaliza postagens com IA (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

Mosseri fala em espaço separado para IA

Durante o podcast, o executivo revelou algumas ideias. Na primeira, o espaço funcionaria para separar melhor conteúdos gerados completamente por IA — incluindo postagens de spam, montagens enganosas e outros tipos de “lixo de IA” — de posts que receberam auxílio de ferramentas criativas de edição ou remix de conteúdo.

A Meta já explorou algo parecido no app Meta AI, com feeds de postagens de imagens geradas pelos modelos da empresa e até uma espécie de Reels de vídeos sintéticos.

Já a segunda ideia seria uma certificação de conteúdos reais, defendida por Mosseri desde dezembro do ano passado, como lembra o The Verge. O raciocínio é que pode ser mais fácil certificar a origem de uma foto real do que provar o uso de IA.

Indústria tenta certificar conteúdo de IA

Uma ilustração digital em tons de laranja e marrom escuro, representando inteligência artificial. O olho direito está em foco e o nariz e a bochecha são formados por linhas retas e blocos, como se a imagem estivesse sendo construída por pixels e códigos. À esquerda e ao fundo, linhas e números de programação em alto-relevo se estendem por toda a imagem, que possui um gradiente de tons quentes, do mais claro ao mais escuro. No canto inferior direito, o logotipo "tecnoblog" aparece em branco.
Empresas usam marcações para identificar conteúdo de IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Atualmente, grandes empresas de IA com modelos de imagem e vídeo, como OpenAI, Google, Microsoft e a própria Meta, dizem usar certificados digitais, como o C2PA, e marcas invisíveis nos conteúdos, como o SynthID, gerados pelas próprias ferramentas para facilitar a identificação.

Além da declaração do próprio usuário no momento da postagem, o Instagram é capaz de ler essas informações para informar o possível uso de IA. Entretanto, além de não ser uma prática padronizada, não é impossível burlar ou remover as identificações.

IA não deveria aparecer para quem não gosta, diz chefe do Instagram

💾

Adam Mosseri diz que algoritmo deve aprender preferências do usuário, mas descarta bloquear conteúdo de IA na rede.

Adam Mosseri, diretor do Instagram (imagem: divulgação/Meta)

(imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

Inteligência artificial no SAC não agrada clientes (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Esta é a nova ordem dos botões do Instagram

10 de Outubro de 2025, 19:09
Logotipo do Instagram
Instagram muda forma de navegar no app e prioriza Reels (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)
Resumo
  • O Instagram reorganizou as abas principais, destacando Reels e DMs, e alterou a posição do botão da câmera.
  • A navegação por gestos foi modificada, priorizando o acesso ao Reels antes das DMs.
  • A mudança é opcional e será implementada gradualmente, com usuários podendo testar o novo layout antes do lançamento oficial.

O Instagram apresentou um novo layout do aplicativo destacando ainda mais o Reels e as Mensagens Diretas (DMs). Na nova organização, a primeira aba continua sendo a de Stories e Feed, mas a parte de vídeos (Reels) passa a ocupar a segunda posição, seguido pelas DMs, em terceira.

Na nova versão, o botão para abrir a câmera e criar um Story ou um post no Feed sai da aba inferior principal e passa para o canto superior esquerdo, onde atualmente fica a marca da rede. O logo, por sua vez, passa a ficar centralizado na parte superior do app. A mudança até o momento é opcional.

O chefe da rede social, Segundo Mosseri, disse hoje no Threads que este é um reflexo do comportamento atual dos usuários. “Estamos organizando o aplicativo em torno do que as pessoas mais usam, que tem sido cada vez mais o Reels e as DMs”, explicou o executivo na publicação.

O que mudou nos gestos?

imagem do novo layout do Instagram
Novo layout do Instagram (imagem: reprodução/Instagram)

Além da reorganização das abas, a atualização muda a navegação por gestos na tela para alterar entre as seções. Se, antes, o usuário deslizava da direita para esquerda e acessava as DMs, agora a aba imediata é do Reels, e só depois disso há o chat.

O chefe do Instagram reconhece que as mudanças de interface podem levar tempo para serem absorvidas pelos usuários e, por isso, a novidade será implementada de forma gradual.

“Sei que esses tipos de mudanças podem levar tempo para nos acostumarmos, então estamos dando às pessoas a opção de experimentar isso mais cedo, antes de lançarmos para todos”, afirmou. Ele também incentivou os usuários que ativarem a nova visualização a compartilharem suas opiniões sobre a experiência.

Os perfis que receberem o novo layout serão informados por um pop-up com a opção “Atualizar agora”. Caso recuse à primeira vista, o usuário ainda pode encontrar a opção nas configurações do app.

capturas de tela do app do Instagram com a mudança de layout
App apresenta nova versão como uma atualização (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

Mais uma tentativa de priorizar o Reels

Essa já é a segunda reorganização nas abas do Instagram anunciada por Mosseri em outubro. A outra, mais agressiva, abre o aplicativo diretamente na aba de vídeos curtos, semelhante ao TikTok. Entretanto, o Instagram testa essa versão exclusivamente na Índia (e para usuários selecionados).

Esta é a nova ordem dos botões do Instagram

Instagram (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

App apresenta nova versão como uma atualização (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

“Eu juro, nós não escutamos o seu microfone”, diz chefe do Instagram

1 de Outubro de 2025, 16:04
Adam Mosseri, diretor do Instagram (imagem: divulgação/Meta)
Adam Mosseri, diretor do Instagram (imagem: divulgação/Meta)
Resumo
  • O CEO do Instagram, Adam Mosseri, negou que a plataforma use microfones dos celulares para direcionar anúncios, citando limitações técnicas e indicadores visuais nos sistemas Android e iOS.
  • A Meta usará dados de interações com a Meta AI para segmentar anúncios a partir de 16 de dezembro, exceto na Coreia do Sul, Reino Unido e União Europeia.
  • As interações com a Meta AI sobre temas sensíveis não serão usadas na publicidade, e não haverá opção para recusar o uso de conversas na segmentação de anúncios.

Adam Mosseri, CEO do Instagram, publicou um vídeo negando os boatos de que a rede social usa os microfones dos celulares para captar informações e direcionar anúncios. Ele considera que isso seria uma violação grosseira de privacidade.

Coincidentemente, a Meta anunciou também nesta quarta-feira (01/10) que passará a usar dados de conversas com a Meta AI para segmentar anúncios em suas redes. Não haverá opção para desativar essa coleta de informações.

CEO nega que Instagram escute o que os usuários dizem

Como os dois assuntos são separados, vamos primeiro à fala de Mosseri. O executivo negou que o Instagram use o microfone do celular para escutar o que os usuários dizem e, depois, direcionar propagandas com base no conteúdo das conversas.

Primeiro, ele explica que há indícios técnicos de que isso não ocorre: a bateria do aparelho acabaria muito rápido caso o microfone ficasse funcionando constantemente.

Além disso, há alguns anos, Android e iOS passaram a exibir um pequeno ponto quando o celular está captando áudio. Se o Instagram estivesse ouvindo o que é dito, esse sinal luminoso apareceria.

Então, por que vemos anúncios sobre o que conversamos pessoalmente com outras pessoas?

Mosseri dá algumas explicações possíveis:

  • Você procurou aquele produto em um site antes da conversa e a página compartilhou essa informação com a Meta.
  • Seus amigos ou pessoas com os mesmos interesses que você estão procurando aquele produto. Como é um assunto que está em alta entre pessoas parecidas com você, é bem possível que seja um tema de conversas, antes mesmo de buscar por aquele produto.
  • Você viu um anúncio anteriormente e não deu atenção, mas internalizou aquela informação e mencionou o produto durante uma conversa casual. Agora, está vendo a mesma propaganda.

Não é a primeira vez que a Meta rebate essas acusações — desde 2016, pelo menos, a empresa nega que os microfones dos celulares são usados para captar conversas. A explicação também é antiga: as big techs têm tantos dados sobre nós que seria simplesmente desnecessário recolher e processar gravações de voz.

Conversas com IA serão usadas em anúncios

Dito tudo isso sobre a suspeita de que a Meta capta informações usando microfones de celulares, vamos ao que realmente está confirmado: as interações com a Meta AI serão usadas para segmentar e exibir anúncios. A empresa atualizará sua política de privacidade e, a partir de 16 de dezembro, permitirá que as conversas com o assistente façam parte das informações consideradas na hora de mostrar propagandas.

Símbolo da Meta AI ao lado dos logotipos do WhatsApp, Facebook e Instagram
Meta AI funciona no WhatsApp, Messenger, Instagram e Facebook (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

As regras vão valer no mundo todo, menos na Coreia do Sul, no Reino Unido e na União Europeia, devido a leis que vedam esse tipo de coleta de dados. Os usuários serão notificados nos próximos dias sobre a mudança.

Não haverá opção para recusar o uso das conversas na publicidade. A Meta promete que interações com a inteligência artificial sobre assuntos sensíveis não serão captadas — isso inclui religião, orientação sexual, visões políticas, saúde, origem étnica ou racial, crenças filosóficas e participação em sindicatos.

Apesar dessa coleta de dados, a companhia não tem planos imediatos para colocar anúncios diretamente na Meta AI.

“Eu juro, nós não escutamos o seu microfone”, diz chefe do Instagram

Adam Mosseri, diretor do Instagram (imagem: divulgação/Meta)

Meta AI funciona no WhatsApp, Messenger, Instagram e Facebook (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
❌