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Ceopag aposta em cidades pouco bancarizadas e faz da maquininha um marketplace

24 de Abril de 2026, 19:00
Assista ao episódio completo no nosso canal do Youtube

O mercado de meios de pagamento vive uma transformação acelerada no Brasil. Pix, Open Finance, novas regras do Banco Central e a digitalização do varejo mudaram o jogo. Em meio a esse cenário competitivo, a Ceopag avança em ritmo próprio. Segundo seu fundador, Kawel Lotti, a companhia cresce acima de 5% ao mês e prepara uma nova ofensiva focada em regiões menos atendidas pelo sistema bancário tradicional.

A estratégia da empresa mira um espaço deixado pelo fechamento de agências físicas em cidades menores e áreas afastadas dos grandes centros. A proposta é transformar maquininhas em hubs de serviços financeiros e utilidades.

“Nós queremos e vamos lançar uma aplicação que oferece mais de 80% de uma agência bancária numa máquina para um lojista”, afirmou Kawel Lotti, CEO da empresa.

Hoje, a operação reúne 97 colaboradores, mais de 700 unidades franqueadas e 420 operações white label, modelo em que outras marcas utilizam a infraestrutura tecnológica da companhia para oferecer soluções próprias ao mercado.

Lotti participou do programa Do Zero ao Topo. Neste episódio, que tem apoio de XP Empresas, o executivo fala como transformou crise em oportunidade, os bastidores do mercado de maquininhas, franquias e os próximos passos da empresa.

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De maquininha a plataforma de serviços

A expansão da Ceopag passa por ampliar a rentabilidade dos lojistas parceiros. Em vez de vender apenas captura de pagamentos, a empresa quer embarcar novos produtos na base instalada.

“Já lançamos a telemedicina e o televeterinário direto na máquina. É uma forma de oferecer esse lojista uma solução de meios de pagamento”, disse o executivo.

Segundo ele, a lógica é simples. O comerciante deixa de ganhar apenas com vendas tradicionais e passa a participar de receitas recorrentes geradas dentro do ecossistema da plataforma.

“Se ele vende um plano de telemedicina no interior do Maranhão, a pessoa compra, paga, recebe um login no WhatsApp e pode consultar na hora, 24 horas por dia, 7 dias por semana, consultas ilimitadas, com apenas um custo pequeno, como se fosse o Netflix da saúde”, revela.

Na prática, a maquininha deixa de ser apenas um hardware transacional e passa a operar como marketplace de serviços financeiros e digitais. A tese ganha relevância principalmente em cidades onde a presença bancária diminuiu e o varejo local segue como ponto central da economia.

Além da frente comercial, a empresa também reforça a estrutura regulatória e de governança. “A gente tá hoje numa fase constante de crescimento comercial, mas também de adaptação a tudo aquilo que se espera de uma fintech, de uma empresa séria, que tem boa governança corporativa”, afirmou Kawel.

O executivo destaca que o momento exige velocidade sem abrir mão de controles internos e segurança operacional. “Somos mais ágeis, porque é cultura do dono, senso de urgência, atender bem, atender correto e fazer bem feito”, conclui.

Para saber mais detalhes sobre a história da Ceopag, veja o episódio completo no Do Zero ao Topo. O programa está disponível em vídeo no YouTube e em sua versão de podcast nas principais plataformas de streaming como ApplePodcasts, Spotify, Deezer,  Spreaker,  Castbox  e  Amazon Music.

Sobre o Do Zero ao Topo

O podcast Do Zero ao Topo é uma produção do InfoMoney e traz, a cada semana, a história de mulheres e homens de destaque no mercado brasileiro para contar a sua história, compartilhando os maiores desafios enfrentados ao longo do caminho e as principais estratégias usadas na construção do negócio.

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“Gastamos milhões até aprender”, diz CEO da Cheirin Bão sobre virada da empresa

7 de Abril de 2026, 19:00


Em muitos negócios, o erro custa caro. Em alguns casos, além de pesar no bolso pode vir acompanhado de um risco real de quebra. Foi esse o cenário enfrentado pela Cheirin Bão antes de sua virada.

“Crescemos muito rápido. No início, houve uma rampagem muito grande. E consumimos muito caixa para finalidades extra empresa. Gastamos milhões até aprender”, diz Wilton Bezerra, sócio-fundador e CEO da rede.

A fala resume um período de decisões equivocadas e crescimento desordenado –segundo ele, um erro clássico e muito comum entre empreendedores em expansão.

A Cheirin Bão é hoje uma das maiores redes de cafeterias do Brasil, com mais de 800 lojas e um faturamento, que em 2026, deve superar os R$ 500 mil. A empresa renasceu há dez anos com a liderança de Eduardo Schroeder e Wilton Bezerra, espalhando o gostinho mineiro pelo país e mirando, agora, em uma expansão internacional.

Em entrevista para Mariana Amaro, em mais um episódio Do Zero ao Topo, Wilton Bezerra falou sobre como quase quebrou, a decisão radical durante a pandemia e como transformou uma marca problemática em um negócio de sucesso.

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Da crise à virada

O principal erro, segundo Wilton, foi clássico e comum entre empreendedores em fase de expansão: “Quando estava tudo bem, estávamos usando o dinheiro para outras finalidades. E quando ficava mal, tínhamos que recorrer a crédito — e crédito, no Brasil, custa caro. Uma coisa é você tomar crédito para desenvolver o negócio. Outra coisa é fazer isso para cobrir rombo de caixa”, diz Bezerra.

Em 2019, a empresa já estava altamente alavancada. Quando a pandemia chegou, o cenário se agravou rapidamente. Foi nesse contexto que veio a decisão que mudaria o rumo da empresa.

Wilton e seu sócio decidiram operar de forma radical. Eles cortaram os próprios salários e passaram a depender exclusivamente de novos resultados. “Decidimos: a partir de hoje, mudamos todo o nosso jeito de fazer negócio. Agora, vamos ter que viver de dinheiro novo. Só vamos ganhar dinheiro na empresa, mesmo sendo dono dela, se criarmos negócios e produtos que deem mais dinheiro do que atualmente”, lembra o CEO.

A mudança de postura e pensamento não era tão comum, mas, para a época da pandemia fazia sentido e foi, inclusive, decisiva para saúde da empresa.

“Situações extremas pedem medidas extremas. Isso nos deu uma força de vender mais, de criar mais produtos, de homologar mais fornecedores, de vender mais produto e de motivar o franqueado a vender mais. E o fizemos também nos educou e fez com que olhássemos para o negócio de uma maneira diferente”, revela.

Esse movimento marcou o início de uma nova fase para Cheirin Bão: enquanto todo mundo pisava no freio, a empresa investiu e lançou novos produtos, reforçou o apoio aos franqueados e fez uma aposta ousada em marketing, incluindo uma parceria com Michel Teló.

“Quando vem uma crise, alguém tem que ter coragem de fazer as pessoas tirarem o olho da crise e olhar para a luz. Quando isso passar, nós já vamos estar do outro lado do rio e as pessoas vão estar pensando em pular. E foi exatamente o que acabou acontecendo. Aquele ato de coragem ali foi muito importante. Acho até que essa é uma característica que o empreendedor tem que ter”, afirma o CEO.

Para saber mais detalhes sobre a os desafios e a trajetória da Cheirin Bão, veja o episódio completo no Do Zero ao Topo. O programa está disponível em vídeo no YouTube e em sua versão de podcast nas principais plataformas de streaming como ApplePodcasts, Spotify, Deezer,  Spreaker,  Castbox  e  Amazon Music.

Sobre o Do Zero ao Topo

O podcast Do Zero ao Topo é uma produção do InfoMoney e traz, a cada semana, a história de mulheres e homens de destaque no mercado brasileiro para contar a sua história, compartilhando os maiores desafios enfrentados ao longo do caminho e as principais estratégias usadas na construção do negócio.

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