Visualização normal

Received before yesterdayNegócios

FGC: Conselho Monetário Nacional aperta regras; veja o que muda

24 de Abril de 2026, 17:43

O Conselho Monetário Nacional (CMN) apertou as regras do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e mandou um recado direto ao mercado: acabou a farra de captação agressiva com respaldo do fundo.

As mudanças, aprovadas na quinta-feira (23), entram em vigor em 1º de junho de 2026 e miram um problema claro — o uso do FGC como “escudo” para levantar dinheiro a taxas elevadas, prática que ganhou notoriedade em casos como o do Banco Master.

Na prática, o objetivo é simples: reduzir o apetite por risco das instituições e proteger a estabilidade do sistema financeiro.

Hoje, o FGC funciona como uma espécie de seguro: cobre até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ por instituição, com teto global de R$ 1 milhão a cada quatro anos, incluindo produtos como CDB, LCI, LCA e poupança. Essa estrutura segue intacta.

O que muda é o jogo para os bancos — principalmente os menores.

Captação mais difícil (e mais cara)

Com as novas regras, instituições com perfil mais arriscado ou dependentes de captação via renda fixa vão sentir o impacto.

Isso porque o CMN mexeu em dois pilares: a contribuição ao fundo e os limites de alavancagem.

No primeiro ponto, a chamada Contribuição Adicional dobrou. O multiplicador saiu de 0,01% para 0,02%.

Além disso, o gatilho ficou mais rígido: agora, bancos passam a pagar essa taxa extra quando os depósitos cobertos pelo FGC atingirem 60% da captação via dívida — antes, o limite era de 75%.

Traduzindo: quem cresce puxando CDB, LCI e LCA vai pagar mais por isso.

Trava no crescimento descontrolado

A principal mudança, porém, está na obrigatoriedade de alocar recursos em títulos públicos — uma espécie de freio de emergência para evitar excessos.

A regra amplia os cenários em que os bancos precisam “tirar dinheiro de circulação” e estacionar em ativos mais seguros.

Isso acontece quando pelo menos um destes três gatilhos é acionado:

  • Quando os depósitos garantidos pelo FGC superam em 6 vezes o patrimônio líquido e chegam a 80% da captação via dívida;
  • Quando esses depósitos passam de 10 vezes o patrimônio do banco;
  • Ou, em um cenário mais extremo, quando superam os próprios ativos da instituição.

Se qualquer um desses limites for ultrapassado, o banco terá que imobilizar o excedente em títulos públicos — impedindo o uso desses recursos em crédito ou ativos mais arriscados.

A lógica é evitar que o volume de depósitos garantidos cresça muito além do tamanho do banco — exatamente o tipo de distorção vista no caso do Banco Master.

Implementação gradual

O aperto vem, mas não de uma vez.

A exigência será implementada aos poucos: começa com 5% do valor excedente em julho de 2026 e sobe gradualmente até atingir 100% em julho de 2028.

No fim das contas, o recado do CMN é claro: crescimento financiado por captação agressiva, com o FGC como rede de proteção, agora tem limite — e custo mais alto.

Selic a 14,75%, Ibovespa em queda e IPCA+ em alta: como investir com o novo patamar de juros?

22 de Março de 2026, 12:00

Na última quarta-feira (18), o Banco Central confirmou um corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, que passou de 15% para 14,75% ao ano. A decisão veio após semanas de elevada incerteza, em que os mercados oscilaram entre diferentes cenários para o ritmo de flexibilização monetária.

Nos dias que antecederam o anúncio, as apostas nas opções de Copom da B3 refletiram essa volatilidade: saíram de uma expectativa de corte mais agressivo, de 0,50 p.p., migraram para 0,25 p.p. e, em alguns momentos, chegaram até a precificar a possibilidade de manutenção dos juros.

No fim, a autoridade monetária seguiu o caminho que, em tese, deveria trazer alegria para os investidores, mas na prática, não foi bem assim.

No dia seguinte (19) após o Copom, as taxas dos títulos do Tesouro voltaram a disparar e, antes do terceiro “circuit break” do dia, por volta das 16h20, era possível encontrar retornos de IPCA+ 8% no Tesouro Educa+.

Já na sexta-feira (20) o Ibovespa apresentava queda de 1,65% no intraday. Em paralelo, o dólar se apreciava mais de 1% contra o real e o petróleo tipo brent negociava na casa dos US$ 109.

Diante desse cenário, como o investidor pode se posicionar, tanto para se proteger, quanto para buscar lucros? Para Lais Costa, analista de renda fixa da Empiricus Research, neste momento, uma classe específica de títulos “premium” pode oferecer retornos reais de até 7,97% ao ano, isentos de Imposto de Renda.

Juros em queda não tiram o protagonismo da renda fixa na estratégia do investidor

Em geral, quando o Banco Central começa a cortar juros, espera-se que o mercado migre para ativos de risco. Contudo, no atual cenário, a decisão do último Copom não é o único fator considerado nas mudanças dentro das carteiras.

No dia seguinte ao Comitê, os investidores acordaram com ataques do Irã a polos de gás no Catar, país aliado dos EUA, o preço do petróleo acima dos US$ 100. e os resultados das decisões de juros em outros países.

Em relatório publicado horas após o Copom, Lais explicou que o comunicado mais hawkish (tom mais duro) do Banco Central da Inglaterra “estressou bastante o mercado de juros global e apagou a expectativa de qualquer redução nas taxas americanas em 2026.”

Segundo a analista, esses fatores pesaram nos ativos domésticos ao longo do dia.  Da mesma forma, na sexta-feira (20), os ataques do Irã a áreas residenciais em Israel, bem como as divergências entre Donald Trump e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu trouxeram ainda mais tensão para o mercado.

Ou seja, apesar do corte na Selic, o mercado está bastante sensível ao cenário externo. Nesse sentido, a renda fixa continua ocupando um lugar importante nas carteiras.

De acordo com Laís, é possível capturar altas taxas de retorno real no longo prazo, com uma ótima relação risco-retorno. Com a decisão da última quarta-feira (18), a analista fez alguns ajustes na carteira na qual recomenda títulos “premium” da renda fixa.

Entre as indicações, há um ativo que oferece retorno de até 7,9% ao ano, acima da inflação e isento de IR. E a boa notícia é que você pode conhecer a carteira completa de forma gratuita.

Selic a 14,75% abre espaço para 4 oportunidades em renda fixa com retorno de até 7,9% ao ano real e isenção de IR

Laís aponta que, diante do cenário atual, os títulos de longo prazo, indexados à inflação (IPCA), continuam sendo uma boa estratégia de alocação. Como dito, recentemente ótimas oportunidades foram encontradas, inclusive, em ativos do Tesouro Nacional.

Contudo, para quem topa um risco um pouco maior que o da renda fixa tradicional, há a oportunidade de capturar rentabilidades reais de 7,9% ao ano, acima da inflação, com um outro ativo. Embora a taxa esteja bem próxima à do Tesouro IPCA+, esse ativo conta com a grande vantagem da isenção de Imposto de Renda.

Isso pode fazer grande diferença na rentabilidade ao fim do investimento. Ou seja, com títulos como esse, é possível “travar” um retorno real de 7,9% ao ano com isenção de IR.

Você pode conhecer a carteira completa, com esse e outros títulos recomendados por Lais,agora mesmo, pois a Empiricus Research está disponibilizando como cortesia o acesso gratuito ao portfólio.  

Ficou interessado? Para acessar, é muito simples: clique no botão abaixo e cadastre-se gratuitamente para receber a carteira completa de títulos da renda fixa:

CONHEÇA 4 TÍTULOS PARA INVESTIR COM A SELIC A 14,75%

‘Kit Geopolítico’? Empiricus faz 8 mudanças em uma de suas carteiras; entenda cenário e veja como acessar atualização

19 de Março de 2026, 14:14

O cenário macroeconômico passou por intensas mudanças em março. Isso porque, desde 28 de fevereiro, o conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã e o fechamento do Estreito de Ormuz, trajetória relevante para o petróleo global, fizeram os preços dos combustíveis dispararam.

O impacto da commodity já afeta as expectativas para inflação e aumentam as projeções de um ciclo de flexibilização monetária menor. Evidência disso aconteceu nesta quarta-feira (18), pela decisão do Copom de cortar a taxa Selic em 0,25 pontos percentuais.

Nesta ótica, o analista de macroeconomia da Empiricus Research, Matheus Spiess, afirma que o portfólio Carteira Empiricus passou por algumas mudanças, mantendo-se dentro de um padrão otimista de alocação.

“Em um momento de piora das expectativas relativas ao afrouxamento monetário, entendemos como uma oportunidade readequar o portfólio, reduzindo nossa exposição à bolsa”, explica Spiess.

Empiricus zera e reduz participação em companhias da bolsa e aumenta exposição à renda fixa

Em relatório publicado na última quarta-feira (18), os analistas explicaram que diante do contexto macroeconômico já é possível observar uma piora nas expectativas de inflação futura.

Esse fator, tem impacto na trajetória da política monetária. Segundo os analistas, hoje, existe uma probabilidade não desprezível de Selic a 13,50% em 2026, o que torna o ambiente mais desafiador para ativos de risco, em especial os mais alavancados.

Revisando também suas projeções para o curto e médio prazo, os analistas notam um aumento da percepção de risco Brasil, especialmente em um ano de eleição presidencial.

Nesse contexto, resta a dúvida se haverá uma manutenção do ambiente de incerteza fiscal ou se é possível haver uma mudança no pêndulo político, pela escolha de um candidato mais “pró-mercado”.

Para isso, os analistas também condicionaram a nova montagem da carteira para papéis que teriam maior potencial para desempenhar diante de um rali eleitoral.  “Em um eventual rali eleitoral, associado a uma melhora das expectativas fiscais, os ativos domésticos podem se beneficiar”.

Diante desse contexto, os analistas fizeram algumas mudanças na Carteria Empiricus. No “book de ações” eles indicaram a venda das ações da Porto (PSSA3). Desde que foi recomendada neste portfólio, em setembro de 2024, o papel valorizou 44,6%.

Assim, diante da performance positiva e o risco de uma piora nos mercados, os analistas apontam que esse é um bom momento para realizar lucros com a seguradora.

Além dessa mudança, os analistas decidiram reduzir a posição de outras duas ações:

  • Uma ação de que subiu 51% no ano e pode se beneficiar da escalada do petróleo;
  • Uma holding que que pode sofrer com eventuais comunicados mais rígido do Copom, mas que tem um desconto de 27%

Após a redução, os analistas indicaram um redirecionamento de recursos para outros investimentos, que parecem continuar extremamente baratos e tendem a se valorizar de maneira similar em qualquer evento que sirva de gatilho para o Ibovespa. “Com pouco espaço para piora e uma assimetria interessante”, explica Spiess.

Além disso, os analistas fizeram ajustes no “book de renda fixa” com mudanças de ativos, visando aumentar a proteção dentro do portfólio. Ter todas essas explicações ao seu alcance pode ser uma grande “mão na roda” na hora de investir.

Para quem acompanha o trabalho dos analistas da Empiricus, sabe como a análise é feita meticulosamente e sempre levando em consideração os principais riscos e gatilhos de preço para se posicionar em um ativo – ou recuar.

Se você concorda que esse tipo de conteúdo é relevante e pode realmente fazer alguma diferença na sua vida financeira, te convido a conhecer o Empiricus+, o novo “streaming” da casa de análise.

Empiricus+: faça 7 dias de teste e veja como investir com boas orientações

Pela primeira vez, a Empiricus está lançando um modelo em que, com um único acesso, você poderá explorar as principais recomendações de investimento dos analistas.

Atualmente a casa conta com mais de 11 assinaturas. São carteiras focadas em ações, fundos de investimento, renda fixa, trading e também estratégias que combinam diferentes classes de ativos – como a mencionada na análise ao longo deste texto.

Junto com as carteiras, periodicamente os analistas entregam relatórios com atualizações sobre os portfólios. Além disso, investidores também podem tirar dúvidas diretamente com eles pelas lives exclusivas aos assinantes, além de contar com um material completo de passo a passo para investir nos ativos.

E a melhor parte é que os preços das assinaturas estão em um patamar nunca visto antes. O Empiricus+ vai oferecer aos investidores dois planos:

  • Assinatura mensal com o valor de R$ 19,90. Nesse plano, você pode parar a assinatura a qualquer momento; ou
  • Um pacote de assinatura anual por 12x de R$ 14,90, que corresponde a 30% de desconto no valor do plano.

Nas duas modalidades, você terá acesso as principais carteiras da casa. Assim, vai poder escolher as estratégias de investimento que fazem sentido para o seu perfil.

Se você ainda não está decidido sobre a assinatura, te convido a conhecer mais de perto o produto. A Empiricus+ acredita tanto em seu compromisso de bucar as melhores ideias de investimento que está oferecendo 7 dias de acesso gratuito.

Então, se você ficou interessado, basta clicar no botão abaixo:

* DISCLAIMER: a assinatura do Empiricus+ não contempla as séries Carteira Empiricus, Alphacoins, Exponential Coins, Incubadora de ICOs, bem como automações e produtos de terceiros.

O post ‘Kit Geopolítico’? Empiricus faz 8 mudanças em uma de suas carteiras; entenda cenário e veja como acessar atualização apareceu primeiro em Empiricus.

Com Lula ou Flávio, com corte de 25 ou 50 pontos na Selic, essas ações vão performar bem, segundo analista; veja quais são

18 de Março de 2026, 14:09

As expectativas do mercado para um corte de 25 pontos-base (bps) para a Selic nesta quarta-feira (18) estão mais temerárias. O principal detrator vem do agravamento do conflito no Oriente Médio e o fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo, jogando os preços da commodity para cima dos US$ 100 por barril.

Em dia de decisão do Copom, uma questão permeia entre os investidores em uma visão de médio prazo: como um corte de juros menor pode impactar as perspectivas para a bolsa brasileira em 2026?

Somado à incerteza monetária, o mercado também deve sentir nos próximos meses uma maior volatilidade com a aproximação das eleições presidenciais. Até o momento, as pesquisas eleitorais indicam um cenário dividido: de um lado, surge a possibilidade de um novo candidato potencialmente mais alinhado aos interesses do mercado; de outro, a permanência de Lula (PT), que pode prolongar o ambiente de incerteza fiscal.

Mas apesar desse cenário “nublado”, os analistas da Empiricus Research, apontam que existe um grupo específico de ações que deve performar bem, independentemente da magnitude do corte e do vencedor das eleições.  

Por que tentar ‘surfar’ o corte da Selic ou as eleições podem ser estratégias arriscadas?

Nos primeiros meses do ano a bolsa brasileira subiu 12% puxada (até o momento de publica deste texto), sobretudo, pela possibilidade de um início de ciclo de corte de juros em março. Contudo, nas últimas semanas, o cenário de “céu de brigadeiro” começou a mudar.

Além dos conflitos no Oriente Médio, que pressionam o petróleo e, consequentemente, a inflação, em fevereiro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), subiu 0,70%, ante um avanço de 0,33% em janeiro e acima das expectativas de 0,60% do mercado.

Diante do dado, nesta semana, o Boletim Focus elevou a previsão da taxa Selic para 12,25% em 2026.

Ou seja, nas projeções do mercado, o ciclo de corte de juros pode ser menor do que previsto anteriormente. Segundo os analistas da Empiricus, “isso muda bastante [o cenário] para as teses mais dependentes dos juros. Isto é, empresas com maior endividamento, ou aquelas que dependem muito do cenário macroeconômico ou do crédito ao consumidor, acabam sofrendo mais.”

Nesse contexto, é provável que ações de setores mais cíclicos como o varejo, construção civil e bens de capitais, não performem tão bem.

Além disso, outro fator que deve pesar sobre a bolsa este ano são as eleições. Ao que tudo indica, a disputa deverá ficar entre o atual presidente Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Segundo os analistas, do ponto de vista do mercado, esta pode ser uma disputa binária. Isto é, uma vitória de Flávio poderia significar uma gestão econômica mais “pró-mercado”, com reformas estruturais importantes e, portanto, um melhor desempenho dos ativos de risco.

Contudo, um cenário de reeleição do atual presidente, poderia representar uma continuidade no ambiente de incerteza fiscal, o que pode impactar negativamente as ações, especialmente aquelas mais cíclicas.

Em resumo, adotar uma estratégia para “surfar” apenas o corte de juros ou a disputa eleitoral, pode trazer muita volatilidade para as carteiras nesse momento. Diante desse contexto, o investidor pode se sentir “sem saída”. Contudo, mesmo com todas essas incertezas no “radar”, os analistas daEmpiricus apontam um “caminho do meio” para buscar lucros.

Qual a estratégia recomendada pelos analistas da Empiricus para buscar lucros, agora?

Ruy Hungria, analista da casa aponta que, quando olhamos do ponto de vista dos juros, “já faz muito tempo que não estamos tão expostos a teses muito cíclicas. Estamos vendo uma desaceleração mais forte desde o fim de 2025, como apontam os balanços do quarto trimestre (4T25)”.

Da mesma forma, em se tratando do resultado das eleições, o analista aponta que, neste momento, ao tentar “surfar” uma possível vitória de qualquer um dos candidatos, o investidor irá se dedicar a uma tese que “se beneficie muito com um resultado, mas perca muito com outro”, quando o ideal seria tentar navegar bem em ambos os ambientes.

Segundo o analista, por enquanto as carteiras da Empiricus buscam um posicionamento mais equilibrado, com “teses mais sólidas, muitas utilities, empresas de energia e telecomunicação, que não tem muita variação de resultado.”

Mesmo com a Selic a 15% ao ano e as incertezas do cenário político, essas empresas estão entregando resultados sólidos, com boa geração de caixa e pagamento de dividendos.

Ruy, aponta que, essas ações podem não ser as mais beneficiadas com um corte eventual de até 3 pontos percentuais ao ano.  Apesar disso, elas devem continuar performando bem, “até mesmo em um cenário de corte menor do que o mercado precifica hoje”, comenta.

“Tudo isso não quer dizer que não existe espaço para teses vencedoras continuarem se valorizando, até porque as ações continuam relativamente baratas”, conclui o analista.

Ruy conta que, na carteira de dividendos que ele comanda, “Vacas Leiteiras”, muitas empresas “coxinhas” chegaram a subir 50% em 2025. Assim como explica Hungria, o foco da Empiricus é ter carteiras bem distribuídas para conseguir “surfar” em bom crescimento com o desenrolar do cenário e ainda navegar em períodos mais pressionados.

Para o investidor que se interessa em buscar teses bem planejadas agora, a casa de análise preparou uma “promoção” que apresento a seguir.

11 assinaturas por 1: veja como acessar as principais carteiras da casa por R$ 14,90 x 12

Pela primeira vez, a Empiricus está lançando um modelo de assinatura “streaming”. Agora, com um único plano, você poderá explorar as principais recomendações de investimento dos analistas.

Atualmente a casa conta com mais de 11 assinaturas, incluindo carteiras focadas em ações, fundos de investimento, renda fixa, trading. Além disso, há também estratégias que combinam diferentes classes de ativos.

Para ajudar na trilha do investidor, estão disponíveis os conteúdos:

  • Passo a passo para investir nos ativos recomendados, de forma prática;
  • Lives e plantões de dúvidas com os analistas, respondendo as questões dos assinantes;
  • Podcasts diários e semanais, comentando os principais eventos do mercado e como isso pode mexer com os investimentos.

A melhor parte é que os preços da assinatura estão em um patamar nunca visto antes. O Empiricus+ oferece aos investidores duas opções de planos:

  • Assinatura mensal com o valor de R$ 19,90. Nesse modelo, você pode parar a assinatura a qualquer momento; ou
  • Um pacote de assinatura anual por 12x de R$ 14,90, que corresponde a 30% de desconto no valor do plano.

Nos dois planos, você terá acesso às principais carteiras da casa. Assim, pode escolher as estratégias de investimento que fazem sentido para o seu perfil.

O post Com Lula ou Flávio, com corte de 25 ou 50 pontos na Selic, essas ações vão performar bem, segundo analista; veja quais são apareceu primeiro em Empiricus.

30% de desconto nas principais séries da Empiricus Research: conheça o novo ‘streaming’ da casa com 11 assinaturas

13 de Março de 2026, 16:21

Na semana do consumidor, a Empiricus Research oferece um combo especial para quem quer investir melhor e sob boas orientações. São diversas estratégias reunidas em um único pacote: carteiras de ações, fundos imobiliários, títulos de renda fixa, day trade, small caps.

Desde estratégias de curtíssimo prazo até portfólios de dividendos para quem quer viver de renda em alguns anos. Tudo isso por apenas 12x de R$ 14,90, ou R$ 19,90 mensais.

Achou bom demais para ser verdade? Continue lendo e entenda de onde surgiu essa superpromoção, e por que ela pode ser a oportunidade mais acessível do ano para começar a investir com estratégia.

Empiricus+: “streaming” de carteiras que já valorizaram até 539%

Ao longo dos seus 16 anos, a casa de análise inovou a maneira como investidores, do iniciante ao profissional, acessam conteúdos de investimentos. Através de análises independentes e carteiras recomendadas com relatórios de qualidade e de fácil leitura, nos tornamos a maior casa de análise do Brasil.

Nos últimos anos, os investidores que acompanharam as carteiras da casa tiveram a oportunidade de seguir ideias de investimento que multiplicaram por até 5 vezes o valor aplicado. Veja só alguns exemplos:

  • Palavra do Estrategista, nossa carteira de ações focado em valorização dos papéis: mais de 491,49% de retorno desde a criação em 03/09/2015.
  • Microcap Alert, carteira focada em empresas de baixa capitalização: mais de 539,39% de valorização, desde a criação em 01/08/14;
  • Vacas Leiteiras, portfólio concentrado em dividendos: valorização de 486,13%, desde o lançamento em 07/02/14.

É claro que retornos passados não garantem lucros futuros. Mas uma das características intrínsecas da Empiricus é o “skin in the game”. Isso significa que os analistas da casa só fazem recomendações que eles mesmos colocariam o próprio dinheiro.

Agora, a research está prestes a dar um próximo passo e para isso lançou o Empiricus+, um serviço de assinatura no estilo “streaming”.

LIBERE AQUI SUA CHANCE DE LUCRAR COM A EMPIRICUS+

Empiricus+: confira o que vai encontrar no ‘streaming’ da research

Pela primeira vez, a Empiricus está lançando um modelo em que, com um único acesso, você poderá explorar as  principais recomendações de investimento dos analistas.

Atualmente a casa conta com mais de 11 assinaturas, incluindo carteiras focadas em ações, fundos de investimento, renda fixa, trading. Além disso, há também estratégias que combinam diferentes classes de ativos.

Para garantir que o investidor tenha uma boa trajetória, é possível ter contato direto com os mais de 13 especialistas da casa, por meio das lives de dúvidas.

Eles estão dedicados a encontrar as melhores oportunidades do mercado e entregar estratégias que proporcionem um verdadeiro impacto financeiro, como as mencionadas acima.

Para ajudar na trilha do investidor, estão disponíveis diversos conteúdos:

  • Passo a passo para investir nos ativos recomendados, de forma prática; 
  • Lives e plantões de dúvidas com os analistas, respondendo as questões dos assinantes;
  • Podcasts diários e semanais, comentando os principais eventos do mercado e como isso pode mexer com os investimentos.

E ainda nem chegamos na melhor parte: os preços da assinatura estão em um patamar nunca visto antes. O Empiricus+ vai oferecer aos investidores dois planos:

  • Assinatura mensal com o valor de R$ 19,90. Nesse plano, você pode parar a assinatura a qualquer momento; ou
  • Um pacote de assinatura anual por 12x de R$ 14,90, que corresponde a 30% de desconto no valor do plano.

Nos dois planos, você terá acesso as principais carteiras da casa. Assim, vai poder escolher as estratégias de investimento que fazem sentido para o seu perfil.

GARANTA AGORA MESMO A SUA ASSINATURA EMPIRICUS+

Semana do consumidor com as melhores estratégias da casa: garanta já o seu acesso

Se você ainda não está decidido sobre a assinatura, te convido a conhecer mais de perto o produto. A Empiricus+ acredita tanto em seu compromisso de bucar as melhores ideias de investimento que está oferecendo 7 dias de acesso gratuito.

Nesse período, você poderá conhecer todo o conteúdo e decidir se o Empiricus+ faz sentido para sua estratégia. Se não gostar, é só pedir o cancelamento e o seu dinheiro será reembolsado.

Esta é uma oportunidade única para investir seguindo as recomendações da maior casa de análises independente do país.

Então, se você ficou interessado, basta clicar no botão abaixo:

* DISCLAIMER: a assinatura do Empiricus+ não contempla as séries Carteira Empiricus, Alphacoins, Exponential Coins, Incubadora de ICOs, bem como automações e produtos de terceiros.

O post 30% de desconto nas principais séries da Empiricus Research: conheça o novo ‘streaming’ da casa com 11 assinaturas apareceu primeiro em Empiricus.

Renda fixa a partir de R$ 1 e liquidez 24h: novo título do Tesouro Direto é uma boa ideia para sua reserva de emergência?

12 de Março de 2026, 09:28

O Tesouro Nacional anunciou recentemente a criação de uma nova categoria de título público: o Tesouro Reserva. O novo papel também será indexado à  Selic, taxa básica de juros, que atualmente reside no patamar de 15% ao ano. Mas com um diferencial relevante:

“Ele poderá ser negociado 24 horas por dia, sem a incidência de descontos no resgate”, explica a analista de renda fixa da Empiricus Research, Lais Costa.

O secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, anunciou que as aplicações poderão ser feitas inclusive via Pix. O prazo de vencimento do Tesouro Reserva será de três anos, com a possibilidade de resgate a qualquer momento (liquidez diária) e garante a tributação mínima de 15% sobre o lucro.

Adeus, poupança? Analista comenta praticidade do novo Tesouro Reserva

Apesar da poupança ser conhecida como a reserva favorita dos brasileiros, a opção por ela se deve ao resgate fácil. Porém, o que pode passar despercebido é que o dinheiro às vezes nem mesmo rende, visto que a poupança rende apenas no “aniversário” da aplicação e a juros simples.

  • Em comparação, o Tesouro Reserva chama mais atenção, pois entrega rendimentos diários e a juros compostos, mantendo a facilidade de resgate 24 horas.

Conforme a analista explica, o novo título Tesouro Reserva busca resolver uma limitação importante dos instrumentos tradicionalmente usados para reserva de emergência: a ausência de liquidez fora dos dias úteis e do horário regular de funcionamento do mercado.

“A combinação de baixo risco, alta liquidez e acessibilidade fará do Tesouro Reserva, assim que disponível, uma excelente opção para a reserva de emergência”, afirma Costa.

Saiba mais sobre o Tesouro Reserva

Com lançamento previsto para março, a negociação do título será de um valor unitário de R$ 10,00, mas o sistema deverá permitir aplicações fracionadas a partir de R$ 1,00.

Além disso, ele não está sujeito à marcação a mercado – um mecanismo que ajusta os preços diariamente conforme as condições do mercado.

Assim, o investidor pode resgatar o valor aplicado acrescido da remuneração acumulada pela Selic, independentemente do momento do resgate. O modelo é similar ao CDI com liquidez diária que bancos oferecem atualmente.

Apesar dessa novidade servir como uma reserva de emergência, vale sempre lembrar que os ativos de renda fixa podem ir além disso. Com a Selic atual, o investidor tem a oportunidade de buscar retornos de até 9,73% ao ano, acima da inflação.

Por isso, além do Tesouro Reserva, na carteira mensal, Laís indicou títulos “premium” para buscar retornos reais de dois dígitos com a renda fixa. A seguir, explico como conhecer as recomendações da analista de forma totalmente gratuita.

Investir em renda fixa para além da reserva: veja como lucrar com títulos que ‘pagam’ acima da inflação

No patamar que a Selic está hoje, não é difícil encontrar produtos de renda fixa que possibilitam ao investidor acompanhar a inflação. Mas, a verdade é que, encontrar os ativos que podem oferecer lucros acima da Selic e IPCA pode não ser uma tarefa fácil.

Contudo, é nessa perspectiva que a equipe de analistas de renda fixa da Empiricus trabalha. Encabeçada por Lais Costa, a carteira de renda fixa da casa atualmente conta com recomendações que oferecem o combo juros reais e isenção de IR.

Nessa lógica, o investimento preserva o poder de compra, com rendimentos acima da inflação, e ainda pode fazer uma grande diferença na hora de receber, sem “perder” com desconto de Imposto de Renda.

Por exemplo, a analista montou uma seleção de títulos “premium” para buscar os melhores retornos na renda fixa. Para ter uma noção, são rendimentos que podem chegar até IPCA + 9,73%. 

Para quem busca equipar seu portfólio e ter a chance de manter juros reais atrativos no longo prazo como os citados acima, a janela para se posicionar está bem próxima, considerando as expectativas de corte da Selic ainda esse mês.

O acesso à curadoria desses títulos de forma 100% gratuita, junto com um relatório completo de análise macroeconômica, está disponível clicando no botão abaixo:

O post Renda fixa a partir de R$ 1 e liquidez 24h: novo título do Tesouro Direto é uma boa ideia para sua reserva de emergência? apareceu primeiro em Empiricus.

O que vai acontecer com as debêntures e CRAs da Raízen com a recuperação extrajudicial?

11 de Março de 2026, 10:52

O pedido de recuperação extrajudicial da Raízen vai impactar R$ 11,4 bilhões em dívidas ainda vigentes detidas por investidores de debêntures e Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA). Do total, há R$ 5,4 bilhões alocados em cada instrumento.

Para os investidores, o impacto mais direto recai sobre os CRAs, dado que entre 60% e 90% das emissões desses certificados pela produtora e distribuidora de etanol foram parar nas mãos de pessoas físicas, segundo levantamento exclusivo obtido pelo InvestNews, realizado pela plataforma de crédito privado Vitrify.

Já no caso das debêntures, a maior parte está nas mãos de bancos e fundos de crédito.

Trata-se, portanto, do maior evento de perdas em crédito privado no mercado brasileiro desde o caso Americanas, no primeiro semestre de 2023.

Mas, em termos de volume de títulos de dívida privada, a Raízen supera – em muito – a situação da rede varejista, que tinha, na época, um volume de R$ 5 bilhões em debêntures e quase nada em CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários).

O que investidor deve fazer?

E o que o investidor deve fazer a partir de agora? Um gestor de crédito, que falou com o InvestNews e pediu para não ser identificado, recomendou às pessoas físicas aguardarem as negociações entre a companhia e os principais credores.

Como se trata de uma recuperação extrajudicial (REJ), e não uma recuperação judicial (RJ), a tendência é que os descontos propostos pela Raízen sejam menores do que as perdas se os títulos forem vendidos no mercado secundário.

Na recuperação extrajudicial, diferentemente da versão judicial, os papéis de crédito ainda podem ser vendidos nesse ambiente de negociação de títulos “usados”, em que os ativos são repassados a outro interessado antes dos vencimentos.

No entanto, diante das incertezas sobre as negociações, o valor dos títulos deve despencar. Uma consulta às plataformas digitais na manhã desta quarta-feira (11) mostrava uma ausência de oferta de debêntures e certificados da Raízen.

Antes da recuperação extrajudicial, esses papéis chegaram ser vendidos no mercado secundário com descontos de até 70% em relação ao valor original.

Diante do agravamento da crise, esse mercado ficou praticamente inviável neste primeiro momento, porque, enquanto as negociações não avançarem, não há bases concretas de precificação.

Outro problema: lastro em debêntures

Os R$ 5,4 bilhões em CRAs da Raízen no mercado têm ainda outra característica considerada problemática. Embora sejam instrumentos com garantias, que, no caso de um evento de crédito, seriam passíveis de serem acionadas, todas as emissões de certificados da produtora tiveram como lastro debêntures emitidas por empresas do próprio grupo.

Na prática, isso significa que não há, no momento, garantias a serem acionadas. Nesse caso, o tamanho do estrago em termos de descontos no valor dos ativos e de aumento de prazos de recebimento vai depender das negociações feitas pelos debenturistas.

“Nesse caso, o investidor não é credor direto da empresa emissora das debêntures; o fluxo de pagamento do CRA depende do desempenho desses ativos”, explica a especialista Letícia Domingues, do escritório Zonenschein Advocacia.

De qualquer modo, o investidor que comprou tais certificados não se envolve diretamente nas negociações com a Raízen, porque a empresa de securitização que estruturou as emissões fica responsável por representar os detentores de CRAs.

O esperado para as negociações é que os detentores de títulos de dívida vão ter de amargar algum desconto dos valores a receber, bem como um alongamento de prazos. Em outros casos de recuperação extrajudicial, houve até troca de indexadores dos papéis.

Dívidas vão ter “moratória” de três meses

Os descontos (haircut) tendem a ser menos agressivos do que no caso de uma recuperação judicial, em que os cortes podem atingir até 80% do valor da dívida. Em casos recentes de recuperação extrajudicial, houve perdas mais suaves, de até 20% do valor original, com foco maior no alongamento de prazos.

No caso das debêntures, muitas propostas incluíram a conversão dos títulos em participação acionária.

De qualquer modo, ainda é cedo para saber quais serão as condições propostas e aprovadas nas assembleias de credores.

Outro custo para os investidores é que, durante o prazo de standstill (período em que os credores suspendem temporariamente as cobranças para permitir a negociação da dívida), que deve ser de 90 dias, os pagamentos ficam congelados. É uma espécie de moratória em que os detentores da dívida ficam sem receber, enquanto a companhia negocia as novas condições.

Capacidade de pagamento

Em termos de capacidade de pagamento, a situação é menos preocupante. A Raízen ainda teria R$ 20 bilhões em caixa, o que seria suficiente para honrar as dívidas que vencem em 2026 e 2027.

Ou seja, a pressão do custo da dívida, que drena R$ 7,5 bilhões por ano da companhia, é maior do que a dos vencimentos próximos.

A companhia tem um vencimento de R$ 600 milhões neste mês de março. E, depois, apenas outro de R$ 352 milhões, mas em junho de 2027.

Volatilidade no Tesouro Direto aumenta: saiba como lidar com o sobe desce das taxas

10 de Março de 2026, 15:41

Os títulos do Tesouro vêm demonstrando alta volatilidade em meio à guerra no Oriente Médio e à brusca mudança de humor do mercado nas últimas semanas. E isso reforça uma mensagem para o investidor desses produtos, que são justamente os mais conservadores: para evitar perdas é hora de ter sangue frio e paciência.

O investidor precisa lembrar que vender o título neste momento significa embolsar aquilo que o mercado estiver pagando por ele.

Ou seja, ver eventuais perdas na carteira por causa da instabilidade no mercado e decidir se desfazer do título é deixar na mesa a rentabilidade contratada, já que nada muda para quem carregar o papel até o vencimento. O que foi acordado na hora da compra continua valendo se o investimento for mantido.

Na iminência de cortes da Selic, manter os títulos em mãos é uma grande chance de ter ganhos porque a remuneração deles acompanha a taxa básica e também cede. E aí, na dinâmica da renda fixa, os preços dos papéis sobem. É preciso ressaltar que o Banco Central se reúne na semana que vem e deve cortar os juros em 0,25 ou 0,50 ponto percentual, segundo a expectativa majoritária do mercado.

E quem não tem esses investimentos na carteira ainda encontra uma boa janela para se posicionar e lucrar com esse movimento. Afinal, é um momento oportuno para travar uma taxa maior antes de a Selic começar a ser reduzida, o que pode ser uma grande vantagem se levar o título até o vencimento.

Para se ter uma ideia do tamanho da instabilidade no mercado, no dia 26 de fevereiro, logo antes dos primeiros ataques dos EUA ao Irã e da morte do líder supremo do país, Ali Khamenei, o Tesouro Prefixado com vencimento em 2029 custava R$ 715,98 e estava pagando uma taxa de 12,59%.

visualization

Depois do estouro do conflito, a taxa desses títulos disparou – e, reforçando, o preço desabou. No última sexta-feira (6), a taxa atingiu um pico de 13,33%. E o preço, foi para o fundo, em R$ 704,98. O mesmo comportamento aconteceu com outros vencimentos e em outros títulos, como os indexados à inflação.

De lá para cá, os títulos já tiveram uma recuperação das perdas recentes: o mesmo papel prefixado para 2029 subiu para R$ 710,38, enquanto a taxa foi a 13,06%.

Vale lembrar que a expectativa é de que a taxa básica continue a cair ao longo do ano e atinja os 12,25% no fim de 2026, também na leitura da maioria dos economistas.

Nova carteira de renda extra da Empiricus rendeu o triplo do CDI em seu primeiro mês: veja como acessar recomendações

5 de Março de 2026, 11:42

Uma nova carteira com foco em estratégia de renda extra da Empiricus Research já chegou no mercado se destacando. Lançada ao público em fevereiro desse ano, quem seguiu o portfólio no primeiro mês conseguiu capturar ganhos até 3,24 vezes acima do CDI.

A carteira replica a estratégia clássica da série Double Income, que em 2025 capturou um avanço de 28,16%, somando o ganho de capital e as distribuições de dividendos. O valor equivale a uma valorização de 196,49% sobre o CDI no ano.

Agora, a estratégia se renova para o mês de março e a seguir você pode saber mais sobre:

  • Principais eventos que mexem na estrutura da carteira de renda extra;
  • Quais alterações foram feitas em março;
  • Como acessar os ativos do portfólio gratuitamente.

Dois fatores que concentram a atenção do mercado brasileiro

Para o analista de macroeconomia Matheus Spiess, que lidera a carteira de renda extra, a dinâmica fiscal e o ciclo eleitoral serão dois focos centrais ao longo do ano para quem acompanha a bolsa brasileira.

“É inevitável que haja algum tipo de ajuste fiscal a partir de 2027. O espaço orçamentário está comprimido e será necessário reorganizar as contas públicas”, afirma Spiess.

Na visão do analista, a movimentação da taxa Selic deverá ocorrer independentemente do resultado eleitoral. Pesquisas recentes, de diversos institutos, indicaram maior competitividade de um campo político alternativo, percebido como mais fiscalista.

Segundo Spiess, esse cenário mantém aberta a possibilidade de uma reprecificação adicional dos ativos ao longo do tempo.

“Em síntese, o mercado brasileiro segue atrativo e tem sustentado o desempenho dos ativos presentes na carteira. O caminho, contudo, não será linear. Persistem vetores importantes de volatilidade e o mesmo capital estrangeiro que ingressa com facilidade pode sair com rapidez”, afirma o analista.

Foi levando todos esses pontos em consideração que o portfólio de Renda Extra da Empiricus Research fez ajustes pontuais para este mês. Através de uma seleção criteriosa de ativos, a equipe de analistas segue uma estratégia que exige disciplina e resiliência para atravessar os tempos mais incertos do mercado, de olho em um longo prazo mais promissor.

Conheça a carteira da Empiricus gratuitamente – e confira as atualizações de março

A mais nova carteira da Empiricus Research se diferencia pela sua composição focada em geração de renda, qualidade e previsibilidade. O objetivo é que os investidores consigam capturar valorização em cenários construtivos, enquanto recebem proventos recorrentes.

Tudo isso, preservando um perfil defensivo adequado para atravessar períodos de maior turbulência. Assim, na atualização de março, os analistas optaram por realizar os ganhos de uma ação, após o ativo ter capturado uma valorização de 17%, em fevereiro.  

Dessa forma, a casa redirecionar a alocação para uma outra ação do mesmo setor, que tem maior sensibilidade ao ciclo de queda de juros e está em um nível de preço de entrada mais atrativo, explica Spiess.

Além de ações de empresas, a carteira também é composta por alguns ativos bem interessantes das classes de renda fixa e fundos imobiliários, como esses:

  • Um fundo de infraestrutura cujo retorno pode chegar a IPCA+10,86 ao ano;
  • Um fundo imobiliário (FII)de papel, focado na aquisição de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) com remuneração média de IPCA + 8,1% ao ano e CDI + 3,2% a.a..

Esses são apenas alguns exemplos do que você vai encontrar na carteira de Renda extra da Empiricus Research. A boa notícia é que você pode conferir o portfólio completo sem pagar nenhum centavo, acessando a carteira através do botão abaixo:

O post Nova carteira de renda extra da Empiricus rendeu o triplo do CDI em seu primeiro mês: veja como acessar recomendações apareceu primeiro em Empiricus.

Tesouro IPCA+ aumenta prêmio de risco e oferece até 7,58% com guerra no radar; confira as taxas do Tesouro Direto nesta quinta-feira (5)

5 de Março de 2026, 10:13

As taxas do Tesouro Direto operam com movimentos mistos na sessão desta quinta-feira (5), com leve alta em alguns vértices da curva e ajustes pontuais em relação ao fechamento anterior.

Entre os títulos prefixados, o Tesouro Prefixado 2032 oferece 13,52% ao ano, praticamente estável frente aos 13,51% registrados no fechamento anterior, uma alta marginal de 1 ponto-base. Já o Tesouro Prefixado 2029 paga 12,97%, enquanto o Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037 oferece 13,69% ao ano.

Nos papéis atrelados à inflação, o movimento foi de abertura da taxa em alguns vencimentos. O Tesouro IPCA+ 2032 rende IPCA + 7,58%, acima dos IPCA + 7,49% observados no fechamento anterior.

Em vencimentos mais longos, os retornos seguem elevados. O Tesouro IPCA+ 2040 oferece IPCA + 7,14%, enquanto o Tesouro IPCA+ 2050 paga IPCA + 6,86%. Entre os títulos com pagamento de juros semestrais, o Tesouro IPCA+ 2037 rende IPCA + 7,41%, e o Tesouro IPCA+ 2045 oferece IPCA + 7,14%.

O Tesouro Selic 2031, por sua vez, é negociado a Selic + 0,099% ao ano, mantendo o comportamento mais estável típico dos títulos pós-fixados.

Os movimentos indicam pequena reabertura da curva real, com investidores exigindo prêmio ligeiramente maior em alguns títulos atrelados à inflação, enquanto os prefixados mostram estabilidade após o recuo observado na sessão anterior.

O conflito no oriente Médio segue no radar dos investidores que calculam até quanto o preço do petróleo pode chegar e o impacto que isso teria na inflação mundial. Apesar de um alívio ontem com a possibilidade de um acordo entre Estados Unidos e Irã, os temores de uma escalada da guerra voltaram ao radar.

Mísseis iranianos levaram milhões de israelenses a correrem para abrigos antiaéreos, enquanto Israel lançou uma grande onda de ataques à Teerã nesta quinta-feira.

Taxas dos títulos do Tesouro Direto hoje (5):

Título Rendimento Anual Investimento mínimo Preço unitário Vencimento
Tesouro Selic 2031 Selic + 0,099% R$ 184,39 R$ 18.439,33 01/03/2031
Tesouro Prefixado 2029 12,97% R$ 7,10 R$ 710,93 01/01/2029
Tesouro Prefixado 2032 13,52% R$ 4,80 R$ 480,13 01/01/2032
Tesouro Prefixado com juros semestrais 2037 13,69% R$ 8,23 R$ 823,78 01/01/2037
Tesouro IPCA+ 2032 IPCA + 7,58% R$ 28,93 R$ 2.893,55 15/08/2032
Tesouro IPCA+ com juros semestrais 2037 IPCA + 7,41% R$ 42,43 R$ 4.243,20 15/05/2037
Tesouro IPCA+ 2040 IPCA + 7,14% R$ 17,16 R$ 1.716,03 15/08/2040
Tesouro IPCA+ com juros semestrais 2045 IPCA + 7,14% R$ 41,90 R$ 4.190,45 15/05/2045
Tesouro IPCA+ 2050 IPCA + 6,86% R$ 9,22 R$ 922,04 15/08/2050
Tesouro IPCA+ com juros semestrais 2060 IPCA + 7,07% R$ 40,35 R$ 4.035,11 15/08/2060
Tesouro Renda+ Aposentadoria Extra 2030 IPCA + 7,20% R$ 19,23 R$ 1.923,50 15/12/2049
Tesouro Renda+ Aposentadoria Extra 2035 IPCA + 7,05% R$ 13,93 R$ 1.393,36 15/12/2054
Tesouro Renda+ Aposentadoria Extra 2040 IPCA + 6,94% R$ 10,15 R$ 1.015,33 15/12/2059
Tesouro Renda+ Aposentadoria Extra 2045 IPCA + 6,90% R$ 7,34 R$ 734,78 15/12/2064
Tesouro Renda+ Aposentadoria Extra 2050 IPCA + 6,89% R$ 5,28 R$ 528,96 15/12/2069
Tesouro Renda+ Aposentadoria Extra 2055 IPCA + 6,91% R$ 3,77 R$ 377,26 15/12/2074
Tesouro Renda+ Aposentadoria Extra 2060 IPCA + 6,92% R$ 2,69 R$ 269,59 15/12/2079
Tesouro Renda+ Aposentadoria Extra 2065 IPCA + 6,92% R$ 1,93 R$ 193,32 15/12/2084
Tesouro Educa+ 2027 IPCA + 7,72% R$ 36,37 R$ 3.637,77 15/12/2031
Tesouro Educa+ 2028 IPCA + 7,65% R$ 33,87 R$ 3.387,60 15/12/2032
Tesouro Educa+ 2029 IPCA + 7,60% R$ 31,55 R$ 3.155,77 15/12/2033
Tesouro Educa+ 2030 IPCA + 7,56% R$ 29,40 R$ 2.940,32 15/12/2034
Tesouro Educa+ 2031 IPCA + 7,51% R$ 27,43 R$ 2.743,55 15/12/2035
Tesouro Educa+ 2032 IPCA + 7,46% R$ 25,62 R$ 2.562,52 15/12/2036
Tesouro Educa+ 2033 IPCA + 7,42% R$ 23,93 R$ 2.393,80 15/12/2037
Tesouro Educa+ 2034 IPCA + 7,36% R$ 22,42 R$ 2.242,45 15/12/2038
Tesouro Educa+ 2035 IPCA + 7,31% R$ 21,00 R$ 2.100,78 15/12/2039
Tesouro Educa+ 2036 IPCA + 7,26% R$ 19,69 R$ 1.969,46 15/12/2040
Tesouro Educa+ 2037 IPCA + 7,21% R$ 18,47 R$ 1.847,99 15/12/2041
Tesouro Educa+ 2038 IPCA + 7,16% R$ 17,35 R$ 1.735,66 15/12/2042
Tesouro Educa+ 2039 IPCA + 7,11% R$ 16,31 R$ 1.631,52 15/12/2043
Tesouro Educa+ 2040 IPCA + 7,07% R$ 15,32 R$ 1.532,89 15/12/2044
Tesouro Educa+ 2041 IPCA + 7,03% R$ 14,41 R$ 1.441,39 15/12/2045
Tesouro Educa+ 2042 IPCA + 7,00% R$ 13,54 R$ 1.354,17 15/12/2046
Tesouro Educa+ 2043 IPCA + 6,97% R$ 12,73 R$ 1.273,03 15/12/2047
Tesouro Educa+ 2044 IPCA + 6,95% R$ 11,95 R$ 1.195,19 15/12/2048

Show do trilhão: debêntures ‘usadas’ superam todo o volume do mercado de capitais ‘zero km’

23 de Janeiro de 2026, 17:54

O mercado secundário de debêntures já é maior do que todo o mercado primário de capitais. A compra e venda de títulos do gênero antes do vencimento movimentou um volume 13% maior do que a soma de todas as emissões feitas por empresas brasileiras em 2025.

Trata-se de um movimento que tem a ver com a entrada de cada vez mais investidores pessoa física no mercado de títulos privados, que oferecem um bônus de remuneração comparados aos títulos públicos (mais sobre isso adiante).

Esses títulos movimentaram quase um trilhão de reais ou, mais precisamente, R$ 947,4 bilhões no mercado secundário de debêntures no ano passado. Mais do que os R$ 838,8 bilhões que as empresas captaram por meio de emissões de títulos – contando ações, notas comerciais, notas promissórias, Fdics, FIIs, CRIs, CRAs e as debêntures primárias (vendidas diretamente pelas empresas).

Em tempo: o mercado secundário é o ambiente de negociação dos títulos “usados”, ou seja, aqueles já em circulação e que o investidor quer passar para a frente antes do vencimento. Já o primário se refere aos papéis “zero km” – os novos lançamentos, que as próprias empresas vendem ao público para levantar recursos.

Esse mercado de segunda mão cresceu de maneira acelerada principalmente nos últimos dois anos. Saltou de R$ 444 bilhões em 2023 para R$ 707 bilhões no ano seguinte, ou seja, um avanço de 59%. E de 2024 para 2025, o volume subiu para quase um trilhão de reais, com um incremento de mais 34%.

E agora o mercado secundário de debêntures já é quase duas vezes maior do que o mercado primário desses títulos. Veja aqui:

chart visualization

O crescimento acelerado do mercado secundário mostra o seguinte: que o apetite dos investidores pelas debêntures cresceu mais rápido que a oferta.

E entra aí a fome do investidor pessoa física, principalmente no caso das debêntures incentivadas, que oferecem isenção de imposto de renda à pessoa física. Esse perfil de investidor adquiriu 12,2% desses títulos emitidos em 2025. Foi um crescimento expressivo na comparação a 2024, quando os aplicadores individuais responderam por 9,8% do volume.

As incentivadas bancam projetos de infraestrutura, e o governo as mantém livres de IR para estimular o setor. E o motivo da atração é óbvio. Há debêntures incentivadas pagando até IPCA+10% ao ano, por uma década. É bem mais do que os títulos do Tesouro para o mesmo período, que estão no patamar de IPCA+7%.

Claro que se trata de um prêmio por conta do risco. A hipótese de o Tesouro não pagar é basicamente nula. Já uma empresa pode falir e deixar seus credores na mão. É a velha ausência de almoço grátis: quanto maior a taxa, maior o risco.

De qualquer forma, a ascenção das debêntures se retroalimenta, tornando o ativo mais atraente. É que o crescimento do mercado secundário das debêntures ajuda na liquidez. Na prática, significa que o detentor do papel tem muito mais chances de vender o título antes do vencimento se precisar em lugar de ficar preso à aplicação por um período que pode alcançar mais de uma década.

As incentivadas, por exemplo, têm prazo médio entre 8 anos e 15 anos. Mas há muitos papéis que alcançam até 20 anos de duração – os projetos de infraestrutura que geram essas emissões costumam ser de longuíssimo prazo, afinal.

A MP que foi sem nunca ter sido

O cenário macroeconômico não foi o único fator de impulso a esse crescimento. Em meados de 2025, o governo editou uma medida provisória (MP) que derrubava a isenção de IR para todos os produtos até então isentos, como LCI, LCA, CRI, CRA, FII e debêntures incentivadas. Isso a partir de janeiro de 2026. No fim, a ameaça não prosperou. A MP foi derrubada pelo Congresso em outubro do ano passado.

No entanto, durante todo o terceiro trimestre, houve uma espécie de corrida aos produtos isentos, porque as regras preservavam os investimentos feitos antes de 2026. Além dessa MP, o governo conseguiu aprovar uma reforma do próprio IR, que instituiu uma tributação de lucros e dividendos distribuídos a pessoas físicas com renda não tributada acima de R$ 600 mil por ano.

Essa mudança, que passou a valer a partir deste mês, incentivou a migração de recursos para instrumentos isentos. A avaliação de Guilherme Maranhão, presidente do Fórum de Estruturação de Mercado de Capitais da Anbima, reforça essa percepção. “A perspectiva de mexer nos títulos isentos e o potencial impacto da tributação de dividendos podem ter dado um impulso extra no terceiro e quarto trimestres.”

As emissões de debêntures incentivadas em 2025 cresceram 31,7% comparadas a 2024 para R$ 178 bilhões. Trata-se do nível mais elevado da série histórica da Anbima, que remonta a 2012.

Renda fixa em 2026: o que esperar dos títulos atrelados ao CDI, prefixados e IPCA+

5 de Janeiro de 2026, 15:02

Os próximos 12 meses dificilmente se parecerão com os últimos 12. A afirmação do é do CEO da Sparta, Ulisses Nehmi, e ela define, em boa medida, como será o ano novo da renda fixa. Se 2025 foi um período de bonança para investimentos atrelados à Selic, 2026 será um meio termo.

Mesmo com a taxa básica de juros ainda em patamar elevado, a zona de conforto de juros no maior patamar em quase 20 anos vai começar a diminuir. Afinal, se nenhum “cisne negro” aparecer pelo caminho, a taxa básica deve cair e levar o investidor a deixar gradativamente o porto seguro em busca de mais diversificação.

Ainda assim, mesmo com a potencial da mudança no cenário de juros, é preciso ter em perspectiva os principais fatos relativos ao cenário da renda fixa no ano que vem para o investidor:

  • Apesar da possível queda da Selic e, consequentemente do CDI, os títulos pós-fixados ainda vão se beneficiar do juro real – quando descontamos a inflação – muito alto. O relatório Focus, do Banco Central, mostra que a mediana de estimativas do mercado coloca a taxa básica em 12,25% ao ano no fim de 2026. O IPCA, por sua vez, pode recuar para 4,05% no período. Isso significa uma taxa real de 8,19% ao ano daqui a 12 meses.
  • Se o cenário previsto pelo Focus prevalecer, com um corte de 2,75 ponto percentual, o nível do CDI vai se reduzindo gradativamente ao longo do ano. Nas premissas do mercado, o retorno médio do referencial pós-fixado em 2026 estaria em 13,6% ao ano, portanto, em um patamar muito próximo do acumulado em 2025, de 13,95%.
  • Em um cenário de volatilidade elevada devido às eleições, os títulos pós-fixados vão ser muito importantes para os investidores se protegerem contra os altos e baixos do mercado, mesmo com uma redução do retorno do CDI e da Selic.
  • Essa volatilidade vai ser mais sentida pelos papéis prefixados e atrelados à inflação (IPCA+) com vencimentos mais longos. Quanto mais distante esse prazo, mais volátil é o comportamento do título na marcação a mercado, ou seja, o preço vai variar diariamente de acordo com as notícias eleitorais, fiscais, de política monetária e geopolíticas.
  • O cenário de corte de juros pela frente, com expectativas de inflação ancoradas e a melhora da percepção de risco macroeconômico tendem a fechar a curva de juros, ou seja, reduzem os prêmios embutidos nos contratos futuros. Com isso, o momento seria favorável para os títulos prefixados e os IPCA+, em especial os de prazos intermediários, que podem se valorizar ao longo de 2026.
  • Como o nível de juro real dos papéis prefixados e IPCA+ está historicamente elevado, acima de 7% ao ano há uma janela para o investidor “travar” esse retorno por um prazo mais longo. Ou seja, quem carregar os títulos até o vencimento pode se beneficiar desses rendimentos por vários anos e aproveitar o efeito dos juros compostos. Um título prefixado com rendimento de 7% acima da inflação (casos dos IPCA+ de hoje) dobra o seu capital em 10 anos – em termos reais; ou seja, R$ 100 mil de hoje se transformam em R$ 200 mil de hoje daqui a uma década (caso o IPCA fique em 4% ao ano, isso significa R$ 284 mil em valor nominal).

Os riscos para 2026

Um fator importante no processo de reprecificação na renda fixa será o ritmo dos corte de juros. A gestora ASA prevê uma aceleração das reduções ao longo do primeiro semestre de 2026. Na visão do diretor de macroeconomia da gestora e ex-diretor do BC, Fabio Kanczuk, a Selic deve terminar o próximo ano em 11,50%. “A gente enxerga os juros abaixo de 12% no fim de 2026 e isso significa dar um corte de 0,75 ponto percentual no meio do caminho.”

Caso isso aconteça, o saldo de quem tem prefixados e IPCA+ na carteira tende a subir com força, provavelmente acima do CDI. Pois essa é a mecânica: o valor deles cresce conforme a expectativa para o futuro da Selic cai – algo que tende a acontecer num cenário de queda mais acelerada da Selic “no presente”.

Quais os riscos para 2026? Na visão de Kanczuk, o principal é que a curva de juros embute nos preços a perspectiva de um ajuste fiscal após as eleições, seja quem for eleito. “O fiscal ficou bem mais fragilizado a partir deste ano. Houve muitas mudanças nas regras e isso não se refletiu numa dinâmica muito pior dos preços dos ativos. Isso em grande medida porque o mercado está encomendando um ajuste fiscal a partir de 2027.”

Se as sinalizações dos líderes das pesquisas eleitorais forem no sentido contrário, ou seja, de ampliar os gastos públicos a partir de 2027, pode haver um estresse na curva de juros para refletir essa perspectiva. Isso significa que as taxas reais podem subir ainda mais e, consequentemente, reduzir o saldo de quem tem títulos prefixados e atrelados à inflação na carteira.

Crédito privado ainda pede seletividade

Com a aproximação do início do ciclo de queda da Selic, o mercado de crédito privado deve atravessar uma fase de transição.

A redução da Selic costuma reativar o interesse por classes de maior risco, caso dos títulos de renda fixa emitidos por empresas. No cenário de queda de juros, podem surgir oportunidades de entrada em títulos isentos de imposto de renda, como as debêntures incentivadas e os certificados de recebíveis imobiliários (CRI) e do agronegócio( CRA). Como o fluxo de recursos tende a a migrar para outros ativos, o chamado “spread”, ou seja, o prêmio pedido pelos investidores acima do retorno de papéis do Tesouro, pode subir novamente.

Ao longo de 2024 e 2025, esse prêmio ficou muito reduzido diante da elevada demanda pelos títulos isentos. Houve casos de companhias com perfil de crédito mais elevado, como Vale e Petrobras, que emitiram debêntures incentivadas com spread negativo, ou seja, com retorno nominal abaixo de títulos públicos de vencimentos semelhantes.

A Sparta enxerga o ambiente em um rumo de normalização, “menos dependente de fluxo e mais orientado por preço relativo e fundamentos”. Por isso, “continuamos construtivos nas estratégias indexadas ao IPCA e nas prefixadas para incentivados, onde a queda nas taxas de juros tende a ser o principal motor de retorno”.

Os analistas Viviane Silva, Melina Constantino e Fernando Cunha, do BB Investimentos, ressaltam o papel defensivo da renda fixa, incluindo o crédito privado, nos portfólios em meio a um ano que tem tudo para vivenciar muitos altos e baixos nos mercados. “A maior volatilidade registrada em outras classes de ativos reforça o espaço para que a renda fixa permaneça relevante na composição de portfólios.”

Para 2026, no caso do crédito privado a casa recomenda aos investidores manter uma estratégia conservadora e seletiva, de papéis de companhias com perfil de crédito mais elevado e fundamentos mais sólidos, o chamado “high grade”. “Embora a projeção de retornos seja mais modesta em comparação com ativos de maior risco – o ‘high yield’ –, os níveis altos de taxas dos juros reais e o incentivo fiscal continuam, em nossa visão, mantendo a competitividade da classe.”

Bancos centrais estão mudando a taxa de juros pelo mundo e tem gente ganhando dinheiro com isso

26 de Novembro de 2025, 10:17

Operadores macro de Wall Street caminham para o seu melhor ano desde 2009, à medida que clientes correram para apostar em mudanças nas políticas de juros dos bancos centrais ao redor do mundo.
Bancos como o Goldman Sachs, JPMorgan e Citigroup devem gerar US$ 165 bilhões em receita com negociações de renda fixa, crédito e commodities neste ano, alta de 10% em relação a 2024, de acordo com dados da Crisil Coalition Greenwich.

Os ajustes nas taxas de juros pelos bancos centrais globais, a incerteza em torno das tarifas, as preocupações com os crescentes déficits fiscais e a inclinação acentuada da curva de yields têm impulsionado o volume de comissões para operadores de juros, em particular. No segmento de juros do G10, a receita deverá atingir o maior patamar em cinco anos, de US$ 40 bilhões.

A Coalition Greenwich prevê um ganho semelhante em 2026, quando a receita do setor é esperada para ser apenas 2% menor, atingindo US$ 162 bilhões.

“Os juros dos bancos centrais estão normalizando as taxas de política monetária e seus balanços, mas o que não se normalizou foi o enorme montante de emissões”, disse em entrevista Nikhil Choraria, chefe de negociação de produtos de juros europeus do Goldman Sachs. “A maioria destas condições veio para ficar. Não há razão para que o tipo de níveis de atividade que vimos não possa se repetir em 2026.

Há a expectativa de que operadores macro em mercados emergentes obtenham o maior ganho em pelo menos duas décadas, com US$ 35 bilhões. Operadores de crédito devem faturar US$ 26 bilhões, e os de commodities, US$ 11 bilhões.

No entanto, alguns operadores que esperam bônus exorbitantes correm o risco de se decepcionar, de acordo com Michael Karp, CEO da empresa de recrutamento Options Group.

Haverá um descompasso entre “expectativas e realidade” para operadores de juros, disse Karp. A remuneração total para o FICC [segmento de renda fixa, câmbio e commodities] neste ano provavelmente será de alta de cerca de 3% em média, segundo relatório da empresa, que prevê um aumento de 7% para juros, 5% para mercados emergentes e 4% para câmbio.

“Obviamente, haverá superestrelas que eles terão que pagar, mas não serão 10 superestrelas”, afirmou Karp. “Haverá um ou dois caras em swaps, títulos de dívida e volatilidade, e só.”

Já os pagamentos para operadores de ações devem ser 14% mais altos do que no ano passado, segundo apurou a empresa de Karp. Isso porque é esperado que as mesas de ações registrem o melhor ano em termos de receita em pelo menos duas décadas, após os clientes terem investido em massa em papéis de inteligência artificial nos últimos meses.

O negócio de juros da Nomura Holdings se beneficiou da alta das taxas de juros do Banco do Japão neste ano, mesmo quando o Federal Reserve dos EUA e o Banco Central Europeu cortaram os juros. A maior corretora do Japão agora busca ajudar clientes na Ásia a investir com mais facilidade nos mercados de juros europeus e dos EUA, além de apoiar investimentos em data centers por meio de proteção com derivativos de juros, de acordo com Moritz Westhoff, chefe do negócio de juros dos EUA do banco.

“Com todos os investimentos em infraestrutura e inteligência artificial, quanto disso poderia ser protegido contra variações de juros ao longo do tempo?”, questionou. “Tendem a ser investimentos muito grandes e que precisam ser financiados.”

❌