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O discreto gestor que cuida do patrimônio de US$ 1,4 bilhão de Cristiano Ronaldo

9 de Outubro de 2025, 12:24

Primeiro jogador de futebol a ter uma fortuna avaliada em mais de US$ 1 bilhão, o português Cristiano Ronaldo é uma das maiores estrelas do esporte e a pessoa mais seguida no Instagram. Seu gestor de patrimônio, no entanto, prefere manter distância dos holofotes.

Miguel Marques, de 52 anos, é uma figura discreta, mas fundamental, na gestão da imensa fortuna de Cristiano Ronaldo. De um escritório em Lisboa, acima de uma loja da Louis Vuitton, na elegante Avenida da Liberdade, o executivo português ajuda o jogador de futebol a investir e proteger seu patrimônio líquido, hoje estimado em US$ 1,4 bilhão.

Marques é mencionado como CEO e chairman do conselho da LMcapital Wealth Management, sediada em Lisboa. Sua experiência anterior inclui passagens na subsidiária portuguesa do Anglo Irish Bank Suisse, posteriormente adquirida pelo suíço Hyposwiss.

O gestor de patrimônio também consta como diretor no hotel Pestana CR7 do craque em Manchester, cidade do norte do Reino Unido onde o jogador, hoje no Al Nassr, da Arábia Saudita, alcançou o estrelato global ao jogar pelo Manchester United.

Marques não quis comentar sobre as finanças de seu cliente quando contatado pela Bloomberg, e alegou razões de privacidade.

Gestores de patrimônio de estrelas do esporte tendem a ter um grupo de atletas, com grandes bancos e boutiques oferecendo uma ampla gama de serviços. Mas, à medida que a fortuna de alguns atletas atinge patamares estratosféricos, a necessidade de um family office próprio começa a aumentar. Michael Jordan, também bilionário, tem a Jump Management, enquanto o Team8, de Roger Federer, ajuda a administrar seus investimentos.

Cristiano Ronaldo em segredo

As relações de negócios de Cristiano Ronaldo são construídas com base em confiança e lealdade, de acordo com pessoas familiarizadas com suas atividades.

O jogador prefere consultar um grupo próximo de assessores e amigos para decisões de investimento, especialmente aqueles que demonstram discrição. Indivíduos que ele considera indiscretos são rapidamente excluídos de seu círculo íntimo.

Esses investimentos geralmente refletem uma profunda conexão com seu país de origem.

Ele recorreu a Marques para ajudar a marcar reuniões com investidores quando considerava adquirir uma participação no clube de raquete Cidade do Padel, com sede em Lisboa.

Há alguns anos, Ronaldo também adquiriu discretamente um amplo terreno na Quinta da Marinha, um exclusivo resort residencial e de golfe. O terreno de aproximadamente 9.000 metros quadrados, um dos mais cobiçados da região, está sendo transformado no que se espera ser uma das residências mais privadas e seguras do litoral português.

O negócio foi fechado por meio de intermediários. Segundo Miguel Champalimaud, proprietário do terreno e do resort, o nome de Cristiano Ronaldo foi mantido em segredo até o final das negociações.

“Só descobri no dia em que o negócio foi fechado”, disse. “Os intermediários esconderam o nome do Ronaldo até o fim.”

Um dos que zelosamente guardavam a identidade de seu cliente era Marques, o discreto gestor encarregado de administrar a fortuna do eleito cinco vezes melhor jogador do mundo.

O Instagram não ouve suas conversas. Pelo menos ele jura que não faz isso

4 de Outubro de 2025, 11:57

O Instagram não escuta as suas conversas. Pelo menos é o que garante Adam Mosseri, chefe da rede social. Em um vídeo recente, o executivo decidiu enfrentar uma das suspeitas mais persistentes da vida digital: a de que o aplicativo usaria o microfone do celular para espionar conversas privadas e, a partir daí, exibir anúncios com precisão assustadora.

“Nós não usamos o microfone do telefone para espionar você. Primeiramente, se fizéssemos isso, seria uma grave violação de privacidade”, disse Mosseri. “Você notaria o consumo excessivo da bateria do seu telefone, além de ver uma pequena luz no topo da tela indicando que o microfone está ativo”.

Ele admitiu que a desconfiança já virou tema até dentro de casa. “Talvez umas duas ou três vezes já tive essa conversa com a minha esposa”, brincou.

Quatro explicações para o “efeito espião”

Se o Instagram não ouve, como explicar quando alguém fala sobre um produto e, logo em seguida, vê exatamente esse item aparecer no feed? Mosseri apresentou quatro hipóteses que, segundo ele, justificam as coincidências.

  1. Você pesquisou antes. O usuário pode ter clicado em algo relacionado ou feito uma busca online. “Trabalhamos com anunciantes que compartilham informações conosco sobre quem esteve em seus sites para tentar direcionar anúncios a essas pessoas. Então, se você estava olhando um produto em um site, esse anunciante pode ter nos pago para alcançá-lo com um anúncio”, afirmou
  2. Interesses de amigos e pessoas parecidas. O algoritmo também cruza informações com base no que amigos ou perfis semelhantes estão consumindo. Se alguém da sua rede demonstrou interesse em determinado produto, esse anúncio pode chegar até você.
  3. Você já viu, mas não percebeu. “Nós rolamos rapidamente pelos anúncios e, às vezes, internalizamos parte disso sem perceber. Isso realmente afeta o que você fala mais tarde”, explicou
  4. Coincidência. Mosseri também incluiu o acaso como fator: às vezes, simplesmente acontece

“Quero reiterar: nós não escutamos o seu microfone”, reforçou Adam.

A persistência da dúvida

A suspeita de que o Instagram bisbilhota conversas não é nova. Desde pelo menos 2016, a Meta — controladora do Instagram, Facebook e WhatsApp — é obrigada a responder sobre o assunto. Há inclusive uma página oficial de suporte que diz que o microfone só é usado quando o usuário aciona recursos específicos, como gravar um vídeo para um story ou iniciar uma chamada de voz.

Apesar disso, a teoria resiste. E parte dessa resistência se explica pela própria lógica da publicidade digital: anúncios muito certeiros soam mágicos, ou suspeitos. Mesmo quando há explicações técnicas, como o retargeting de anunciantes ou o cruzamento de interesses entre amigos, a percepção de estar sendo ouvido se mantém.

Mosseri reconhece essa barreira. “Eu sei que alguns de vocês simplesmente não vão acreditar em mim”.

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