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Spotify vai permitir que usuários furem a fila na compra de ingressos de shows

21 de Maio de 2026, 15:26

O Spotify anunciou uma série de iniciativas de benefícios para compra de ingressos de shows a um grande acordo de licenciamento de músicas com inteligência artificial que segundo a empresa sueca de streaming de áudio, vão impulsionar o crescimento nos próximos quatro anos.

No primeiro investor day conduzido pelos novos co-CEOs Gustav Söderström e Alex Norström, o Spotify apresentou uma visão centrada em ferramentas de personalização da experiência de escuta, seja para música, podcasts, audiolivros ou treinos. Os investidores gostaram do que ouviram: as ações da empresa subiram até 18% durante a apresentação.

Um dos anúncios mais aguardados foi um acordo de licenciamento com a Universal Music Group, que responde a uma das maiores preocupações de Wall Street em relação à inteligência artificial.

O contrato permitirá ao Spotify lançar uma ferramenta para que fãs criem versões e regravações das músicas de seus artistas favoritos desde que esses artistas e compositores optem por participar. Movida por IA generativa, a ferramenta será oferecida como um complemento pago para assinantes do Spotify Premium, abrindo novas fontes de receita tanto para a plataforma quanto para artistas e compositores, além do que já ganham com o streaming.

O Spotify vinha trabalhando com a indústria musical em formas de aproveitar o potencial da IA sem violar os direitos dos artistas. Em outubro do ano passado, a empresa havia anunciado um acordo com as maiores gravadoras para o uso “responsável” da tecnologia, mas sem detalhar como isso se traduziria na prática. O acordo com a Universal marca a entrada efetiva do Spotify na criação de música com IA.

“Não existe um player de mídia para a era generativa”, disse o co-CEO Gustav Söderström. “Acreditamos que o Spotify se tornará esse player.”

“Esta era da criação não precisa ameaçar o futuro da música”, disse Charlie Hellman, chefe de música do Spotify. “Como construímos o sistema de forma legal, confiável e alinhada, podemos garantir que o valor retorne às pessoas que o criaram.”

Fila furada

Outro anúncio de destaque foi uma parceria multianual com a Live Nation, maior promotora e vendedora de ingressos do mundo, para oferecer aos maiores fãs de cada artista a chance de comprar dois ingressos antes que entrem em venda para o público geral. O benefício, chamado de “Reserved“, será lançado primeiro nos Estados Unidos neste verão, com planos de expansão para outros mercados.

Mas não basta ser assinante Premium: os fãs serão selecionados com base em critérios como volume de streams e compartilhamentos do artista dentro do aplicativo. Quem for contemplado terá cerca de um dia para efetuar a compra. A disponibilidade de ingressos varia por artista, turnê e localidade.

A iniciativa mira um problema crônico enfrentado pelos fãs: a dificuldade de comprar ingressos pelo preço de face antes que revendedores e bots esgotem o estoque. Quem tenta garantir ingressos por meio de pré-vendas para membros de fã-clubes frequentemente enfrenta filas longas para um número limitado de lugares.

“Sem correr contra bots, sem ficar caçando códigos de pré-venda. Apenas dois ingressos reservados para você”, disse Rene Volker, diretora sênior de música ao vivo do Spotify. “Por quê? Porque você os mereceu.”

Metas e contexto

As apresentações desta quinta-feira foram desenhadas para reconquistar a confiança dos investidores e demonstrar que o Spotify ainda tem capacidade de inovar. Wall Street vinha cética quanto à capacidade da empresa de controlar custos e se manter à frente dos concorrentes — especialmente no campo da IA. Essas preocupações pesaram sobre as ações, que acumulavam queda de 25% até o fechamento de quarta-feira.

Para o período até 2030, o Spotify projetou crescimento anual composto em torno dos dois dígitos médios, margem bruta entre 35% e 40% e margem operacional acima de 20%. A empresa reafirmou também suas metas de longo prazo: 1 bilhão de assinantes, US$ 100 bilhões em receita e margem bruta acima de 40%.

O Spotify reforçou que vê podcasts e audiolivros como complementares à música — e que a combinação dos três formatos tem ajudado a converter ouvintes gratuitos em assinantes pagos. Hoje, mais de 500 milhões de pessoas já assistiram a um podcast em vídeo na plataforma, alta de quase 50% em um ano. Em poucos anos, o Spotify já capturou cerca de 20% do mercado de audiolivros nos Estados Unidos.

Usuários que consomem os três formatos — música, podcasts e audiolivros — acessam o Spotify quase todos os dias do mês. É o perfil que os executivos chamaram de “usuário do dia todo.”

Entre as novidades está o Personal Podcasts, que permite ao usuário escrever um prompt no aplicativo e receber um episódio curto e personalizado em resposta — como, por exemplo: “Me dê as novidades da minha cidade e fale sobre shows de artistas que eu amo.” “Vemos isso muito mais como um resumo diário e um motor de recomendações do que algo que substituiria seus podcasts favoritos”, disse Söderström.

O negócio de podcasts já é lucrativo há dois anos, segundo a empresa. Já o Audiobook+, plano que oferece horas extras de audiolivros por uma taxa adicional, já tem 1 milhão de assinantes e deve gerar US$ 100 milhões em receita anualizada.

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Spotify vai permitir que usuários furem a fila na compra de ingressos de shows

21 de Maio de 2026, 15:26

O Spotify anunciou uma série de iniciativas de benefícios para compra de ingressos de shows a um grande acordo de licenciamento de músicas com inteligência artificial que segundo a empresa sueca de streaming de áudio, vão impulsionar o crescimento nos próximos quatro anos.

No primeiro investor day conduzido pelos novos co-CEOs Gustav Söderström e Alex Norström, o Spotify apresentou uma visão centrada em ferramentas de personalização da experiência de escuta, seja para música, podcasts, audiolivros ou treinos. Os investidores gostaram do que ouviram: as ações da empresa subiram até 18% durante a apresentação.

Um dos anúncios mais aguardados foi um acordo de licenciamento com a Universal Music Group, que responde a uma das maiores preocupações de Wall Street em relação à inteligência artificial.

O contrato permitirá ao Spotify lançar uma ferramenta para que fãs criem versões e regravações das músicas de seus artistas favoritos desde que esses artistas e compositores optem por participar. Movida por IA generativa, a ferramenta será oferecida como um complemento pago para assinantes do Spotify Premium, abrindo novas fontes de receita tanto para a plataforma quanto para artistas e compositores, além do que já ganham com o streaming.

O Spotify vinha trabalhando com a indústria musical em formas de aproveitar o potencial da IA sem violar os direitos dos artistas. Em outubro do ano passado, a empresa havia anunciado um acordo com as maiores gravadoras para o uso “responsável” da tecnologia, mas sem detalhar como isso se traduziria na prática. O acordo com a Universal marca a entrada efetiva do Spotify na criação de música com IA.

“Não existe um player de mídia para a era generativa”, disse o co-CEO Gustav Söderström. “Acreditamos que o Spotify se tornará esse player.”

“Esta era da criação não precisa ameaçar o futuro da música”, disse Charlie Hellman, chefe de música do Spotify. “Como construímos o sistema de forma legal, confiável e alinhada, podemos garantir que o valor retorne às pessoas que o criaram.”

Fila furada

Outro anúncio de destaque foi uma parceria multianual com a Live Nation, maior promotora e vendedora de ingressos do mundo, para oferecer aos maiores fãs de cada artista a chance de comprar dois ingressos antes que entrem em venda para o público geral. O benefício, chamado de “Reserved“, será lançado primeiro nos Estados Unidos neste verão, com planos de expansão para outros mercados.

Mas não basta ser assinante Premium: os fãs serão selecionados com base em critérios como volume de streams e compartilhamentos do artista dentro do aplicativo. Quem for contemplado terá cerca de um dia para efetuar a compra. A disponibilidade de ingressos varia por artista, turnê e localidade.

A iniciativa mira um problema crônico enfrentado pelos fãs: a dificuldade de comprar ingressos pelo preço de face antes que revendedores e bots esgotem o estoque. Quem tenta garantir ingressos por meio de pré-vendas para membros de fã-clubes frequentemente enfrenta filas longas para um número limitado de lugares.

“Sem correr contra bots, sem ficar caçando códigos de pré-venda. Apenas dois ingressos reservados para você”, disse Rene Volker, diretora sênior de música ao vivo do Spotify. “Por quê? Porque você os mereceu.”

Metas e contexto

As apresentações desta quinta-feira foram desenhadas para reconquistar a confiança dos investidores e demonstrar que o Spotify ainda tem capacidade de inovar. Wall Street vinha cética quanto à capacidade da empresa de controlar custos e se manter à frente dos concorrentes — especialmente no campo da IA. Essas preocupações pesaram sobre as ações, que acumulavam queda de 25% até o fechamento de quarta-feira.

Para o período até 2030, o Spotify projetou crescimento anual composto em torno dos dois dígitos médios, margem bruta entre 35% e 40% e margem operacional acima de 20%. A empresa reafirmou também suas metas de longo prazo: 1 bilhão de assinantes, US$ 100 bilhões em receita e margem bruta acima de 40%.

O Spotify reforçou que vê podcasts e audiolivros como complementares à música — e que a combinação dos três formatos tem ajudado a converter ouvintes gratuitos em assinantes pagos. Hoje, mais de 500 milhões de pessoas já assistiram a um podcast em vídeo na plataforma, alta de quase 50% em um ano. Em poucos anos, o Spotify já capturou cerca de 20% do mercado de audiolivros nos Estados Unidos.

Usuários que consomem os três formatos — música, podcasts e audiolivros — acessam o Spotify quase todos os dias do mês. É o perfil que os executivos chamaram de “usuário do dia todo.”

Entre as novidades está o Personal Podcasts, que permite ao usuário escrever um prompt no aplicativo e receber um episódio curto e personalizado em resposta — como, por exemplo: “Me dê as novidades da minha cidade e fale sobre shows de artistas que eu amo.” “Vemos isso muito mais como um resumo diário e um motor de recomendações do que algo que substituiria seus podcasts favoritos”, disse Söderström.

O negócio de podcasts já é lucrativo há dois anos, segundo a empresa. Já o Audiobook+, plano que oferece horas extras de audiolivros por uma taxa adicional, já tem 1 milhão de assinantes e deve gerar US$ 100 milhões em receita anualizada.

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Spotify abraça mundo fitness em parceria com a Peloton e amplia estratégia de diversificação

27 de Abril de 2026, 20:47

O Spotify começou a oferecer aulas de exercícios da Peloton Interactive para assinantes premium, na primeira grande incursão da pioneira em streaming de música no conteúdo fitness.

A nova parceria trará playlists selecionadas e acesso a um catálogo de mais de 1.400 conteúdos sob demanda, sem anúncios, de alguns dos instrutores de bem-estar mais populares da Peloton, segundo informou a Spotify em comunicado nesta segunda-feira (27).

“Por quase duas décadas, o Spotify tem sido a trilha sonora dos treinos do mundo”, disse Roman Wasenmüller, vice-presidente e chefe global de podcasts, no comunicado. “Hoje, estamos expandindo o Spotify para se tornar um verdadeiro companheiro diário de bem-estar.”

A entrada de vez no universo fitness marca mais um pilar na crescente seleção de conteúdo do Spotify, à medida que a empresa avança para ir muito além de seus primeiros dias como plataforma de streaming de música e busca se tornar um serviço multimídia abrangente.

A empresa sueca também oferece podcasts, audiolivros e recentemente vem investindo em vídeo.

Para a Peloton, por sua vez, o acordo ajudará a ampliar seu alcance global e expandir além de seu núcleo de equipamentos de fitness conectados para uso doméstico, como parte de uma estratégia mais ampla de recuperação.

A Peloton atualmente opera em apenas seis países, mas a parceria expandirá significativamente sua presença para a maioria dos mais de 180 mercados onde o Spotify está disponível.

Os investidores da Peloton comemoraram a notícia, fazendo as ações subirem até 11% nas negociações do pré-mercado em Nova York. As ações do Spotify permaneceram praticamente inalteradas.

O Spotify, que tem 290 milhões de assinantes pagos, aumentou o preço de suas assinaturas premium nos Estados Unidos para US$ 13 em fevereiro. No Brasil, esse preço no plano individual está em R$ 23,90 – e para R$ 40,90 no plano familiar.

A Bloomberg havia informado anteriormente que o Spotify buscava investir em conteúdo relacionado a fitness sob seus dois novos CEOs, Gustav Söderström e Alex Norström.

“Estamos vendo as pessoas fazerem exercícios com o Spotify de repente”, disse Söderström à Bloomberg no final do ano passado. As pessoas sempre criaram playlists para suas corridas, afirmou ele, mas “nunca assistiram ao Spotify fazendo yoga na frente delas, então isso acaba abrindo uma oportunidade muito grande e interessante para nós.”

A nova biblioteca de conteúdo contará com uma variedade de aulas da Peloton, incluindo treinamento de força, yoga, meditação, pilates e barre, disponíveis em inglês, espanhol e alemão.

Novos instrutores e categorias serão introduzidos ao longo do tempo, disse a Peloton em seu próprio comunicado.

A parceria faz parte de um esforço mais amplo da Peloton para alcançar novos segmentos de clientes. A empresa revelou recentemente uma nova bicicleta e uma esteira projetadas para academias comerciais e está desenvolvendo modelos de esteira mais baratos.

A Peloton também explora novas iniciativas de marketing, como direcionar pessoas que utilizam medicamentos para perda de peso da classe GLP-1 – como Ozempic e Mounjaro -, além de intensificar seus investimentos em treinamento de força.

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