O Instagram anunciou uma atualização de sua identidade visual, com mudanças na tipografia, nas cores, nos movimentos e em outros elementos gráficos usados pela plataforma. Esta é a primeira reformulação de maior alcance da identidade da rede social em dez anos, após a mudança realizada em 2016. O anúncio foi feito por Adam Mosseri, diretor do Instagram.
A Adidas estava nas camisas de Espanha e Argentina na final da Copa do Mundo FIFA 2026. A empresa alemã sairia do gramado do MetLife Stadium vencedora independentemente da seleção campeã. O problema é que após o apito final os investidores levantaram o cartão vermelho para a marca das três listras. Na quinta-feira, 30 de […]
CANNES - O gol que Pelé considerava o mais bonito de sua carreira nunca foi registrado pelas câmeras. Conhecido como "o gol da Rua Javari", o lance aconteceu durante uma partida entre Santos e Juventus, em agosto de 1959, no estádio do clube da Mooca, que fica na Rua Javari, em São Paulo. Mas, além das pessoas que estavam no local, ninguém viu o lance completo, já que não houve transmissão ou gravação na época.
Quando a Nike revelou um anúncio de seis minutos para a Copa do Mundo, a atenção se concentrou no elenco que reunia estrelas do futebol como Cristiano Ronaldo e Kylian Mbappé ao lado de celebridades como Kim Kardashian.
Mas uma participação em Rip the Script, vídeo que já acumulou 76 milhões de visualizações no YouTube, chamou atenção por outro motivo. Por volta dos quatro minutos de duração, Cole Palmer aparece driblando com a camisa da Inglaterra, apesar de não ter sido convocado para a seleção do país. Sua ausência evidencia os desafios do marketing esportivo.
“É um tiro no escuro”, disse Bob Dorfman, profissional de marketing esportivo da região da Baía de São Francisco.
As marcas gastam milhões de dólares criando campanhas para grandes eventos esportivos em torno de atletas. No entanto, como a produção é feita com muita antecedência, os profissionais de marketing precisam fazer apostas calculadas sobre quem chegará ao maior palco do esporte.
Ao longo dos anos, houve diversas apostas equivocadas. Talvez o caso mais famoso tenha ocorrido em 1992, quando a campanha olímpica “Dan and Dave”, amplamente promovida pela Reebok, foi prejudicada depois que o decatleta Dan O’Brien não conseguiu se classificar para os Jogos de Barcelona.
Os profissionais de marketing também apostaram no meio-campista Diego Luna para ter papel de destaque na seleção dos Estados Unidos, que disputa uma Copa do Mundo em casa pela primeira vez em três décadas. A Nike o colocou em evidência na apresentação do novo uniforme da seleção americana, e o Bank of America o destacou em um comercial antes do torneio.
Mas, assim como Palmer, Luna ficou fora da lista final de convocados, anunciada no fim do mês passado, em uma decisão que a revista Sports Illustrated classificou como “surpreendente”.
Luna vinha sendo preparado para ser um dos rostos da seleção americana nesta Copa do Mundo, mas acabou não integrando o elenco.
Em comunicado, um porta-voz da Nike não comentou especificamente os casos de Palmer e Luna, mas afirmou que a empresa acredita que o esporte pode inspirar as pessoas “não porque todos os atletas vencem, mas porque ousam tentar”.
O Bank of America não respondeu aos pedidos de comentário.
Os riscos para as marcas são especialmente elevados nesta Copa do Mundo porque o torneio está sendo realizado em conjunto pelos Estados Unidos, maior economia de consumo do mundo. Tanto a Nike quanto sua rival Adidas vêm enfrentando dificuldades nos últimos anos para retomar o crescimento, e a competição representa uma grande oportunidade para conquistar consumidores.
As grandes marcas tentam reduzir os riscos de um atleta não ser convocado, sofrer uma lesão ou decepcionar dentro de campo investindo em vários jogadores ao mesmo tempo.
Adidas
Assim como a Nike, a Adidas utiliza diversas estrelas em sua campanha para a Copa. O vídeo de cinco minutos Backyard Legends reúne o ator Timothée Chalamet e jogadores como Lionel Messi, Jude Bellingham e Trinity Rodman.
“Não vejo muitas grandes marcas colocando todos os ovos na mesma cesta”, afirmou Jim Andrews, consultor de patrocínios e fundador da A-Mark Partnership Strategies. “Seria arriscado demais, especialmente em uma Copa do Mundo, quando marcas globais tentam atingir uma audiência global.”
A diversificação não é a única estratégia para enfrentar a volatilidade do esporte. Muitos atletas são contratados por sua relevância cultural fora dos campos. No caso de Luna, ele também é um conhecido defensor da saúde mental, característica que pode torná-lo um parceiro atraente para marcas.
Além disso, muitos esportistas assinam contratos de patrocínio de longo prazo, que vão além de um único ciclo de torneios, ajudando a reduzir o impacto de eventuais decepções esportivas. Messi possui um acordo vitalício de marketing com a Adidas, enquanto Ronaldo mantém um contrato semelhante com a Nike.
Meses atrás, o técnico da seleção masculina dos Estados Unidos, Mauricio Pochettino, já havia alertado que as decisões de publicidade ligadas à Copa não eram um indicativo de quem seria convocado.
“Os jogadores que hoje estão na lista não podem pensar que estarão na convocação final”, afirmou Pochettino em março, antes de partidas preparatórias para a Copa. “Talvez tiremos algumas fotos e preparemos materiais de marketing porque esta é a última oportunidade para fazer esse tipo de trabalho.”
Em um ano com o calendário cheio de eventos, especialmente marcado pela Copa do Mundo e por uma explosão de ativações de marcas, a NBA House chega à sua décima edição no Brasil sustentada por uma convicção: o brasileiro consegue ter muitas paixões ao mesmo tempo.
A Copa do Mundo começou nesta quinta-feira e uma das novidades é que estádios que sediarão os 104 jogos ganharam novos nomes para a disputa. Isso deve a uma norma da Fifa chamada clean stadium, que proíbe na competição a exposição dos naming rights dessas propriedades.
Quando a bola rolar para o amistoso Brasil e Egito neste sábado, 6, em Cleveland, nos Estados Unidos, não será apenas a equipe de Carlo Ancelotti que estará em fase final de preparação para a Copa do Mundo. A farmacêutica Cimed, patrocinadora da Seleção Brasileira, também aproveita o amistoso para ativar a campanha "Brasil jogou, sua compra dobrou", uma das principais apostas de sua estratégia de marketing para o torneio.
O Mercado Livre anunciou uma integração com a Meta que conecta o seu Programa de Afiliados e Criadores ao sistema de Parcerias com Afiliados do Facebook. A iniciativa permite que criadores publiquem links de produtos diretamente em conteúdos na plataforma e recebam comissões por vendas geradas a partir dessas publicações.
Toguro, ou melhor, Thiago, começou sua jornada nas periferias de São Paulo, com uma câmera nas mãos e uma ideia clara: fazer o que ninguém acreditava ser possível.
Na mesa das lideranças de marketing, há hoje um desafio claro: como operar sob pressão por resultados, cobranças internas e em um ambiente em que a atenção do consumidor é cada vez mais escassa — e disputada. É nesse cenário que o papel dos chamados chief marketing officers (CMOs) volta ao centro do debate no CMO Summit, encontro do setor que será realizado nos dias 25 e 26 de março, em São Paulo.
AUSTIN — Com mais de cinco décadas dedicadas à análise de comportamento, consumo e sinais culturais, a futurista Faith Popcorn voltou ao SXSW 2026 defendendo uma abordagem menos deslumbrada e mais pragmática sobre o futuro. Fundadora da BrainReserve, a americana, de 79 anos, se consolidou como um dos nomes mais conhecidos da chamada futurologia de mercado ao transformar mudanças difusas no estilo de vida em conceitos que passaram a orientar marcas, produtos e estratégias de negócio.
Já dizia o ditado: o Brasil não é para amadores. Entre tropicalização cultural e desafios estruturais, como logística e aspectos fiscais, entrar no país já é um desafio para marcas globais. Transformar presença em relevância – e relevância em resultado – é um desafio ainda maior.
O CEO da Signal and Cipher veio ao SXSW dizer aquilo que poucos têm coragem de nomear: as empresas não têm problema de IA. Têm problema de design. E isso muda tudo. O futurista Ian Beacraft subiu ao palco do SXSW nesta segunda, 16, para aposentar uma das palestras mais aguardadas do evento.
AUSTIN — Na Rainey Street, número 88, em Austin, quem entrar na Casa Minas durante o SXSW pode encontrar algo incomum para o Texas: café coado na hora, quitandas e pão de queijo preparados com ingredientes vindos diretamente de Minas Gerais. Para garantir a autenticidade da experiência, o governo mineiro gastou cerca de R$ 100 mil apenas no envio de alimentos e bebidas para os Estados Unidos para sua estreia no festival.
Existe algo de muito errado numa sala que discute tecnologia, inovação, humanidade e futuro sem convidar a China, o Japão e a Coreia do Sul para o debate.
Pessoas que jamais postariam um vídeo no Instagram para promover suplementos alimentares ou tiras de clareamento dental estão, cada vez mais, fechando acordos com marcas.
Só não as chame de influenciadores.
Eles são os “Influentes alternativos”, segundo a Figures, uma nova empresa de representação para pensadores públicos e formadores de gosto que exercem grande influência em seus próprios campos — apesar de terem seguidores relativamente modestos na internet, em comparação com o enorme alcance online de celebridades e grandes criadores de conteúdo.
No mundo da gestão de talentos, “você tem agentes literários ou agentes tradicionais voltados para modelos ou estrelas de cinema, e, no outro extremo, agências de criadores e influenciadores criadas para entregar escala”, disse a cofundadora da Figures, Jacqueline Kavanagh. “Essas pessoas não se veem em nenhum desses mundos.”
Entre os primeiros clientes da Figures estão Jaime Perlman, executiva de moda de luxo que publica a revista semestral sobre moda sustentável More or Less; Sari Azout, fundadora do aplicativo de ideias para criativos Sublime; a nutricionista registrada e autora de newsletter Kat Chan; e Lucy Kumara Moore, fundadora do negócio de varejo, editorial e eventos The Sensual World. Todos representam algum tipo de “bom gosto”, atributo que ganhou importância na era da inteligência artificial.
A revista More or Less, de Perlman, já publicou conteúdo patrocinado pela Microsoft e pelo site de revenda de luxo The RealReal, enquanto Chan organizou eventos ao vivo patrocinados pela rede de salões de cabelo Salt e pelo restaurante londrino Rita’s Dining. Outros, como Mindy Seu, artista, tecnóloga e acadêmica por trás da publicação Cyberfeminism Index, têm menos experiência com acordos com marcas.
“Eu realmente não me considero uma influenciadora — acontece que distribuo meu trabalho e eventos online, mas não crio coisas especificamente para redes sociais”, disse Seu, professora associada da University of California, Los Angeles. “Ter alguém na equipe para defender você em coisas meio desconfortáveis, como negociar cachês ou decidir quais parcerias fazem sentido eticamente, é muito útil.”
Na última década, Kavanagh e sua cofundadora Leila McGlew acompanharam de perto a ascensão e o declínio da mídia digital em massa. Kavanagh trabalhou no lado comercial de veículos como Vice Media e Refinery29, enquanto McGlew atuou em estratégia de marca e parcerias na revista Dazed e na empresa de pesquisa cultural Protein.
Elas decidiram focar em uma proposta mais específica após verem marcas se desgastarem tentando alcançar escala nas redes sociais enquanto algoritmos e comportamento do consumidor continuavam mudando.
A Figures se junta a um pequeno grupo de empresas que contestam a ideia de que o marketing de influência se resume a alcançar o maior número possível de pessoas.
As redes sociais ficaram lotadas de pessoas vendendo produtos, muitas vezes de maneira padronizada. Criadores profissionais e os chamados microinfluenciadores frequentemente fazem parte de verdadeiros exércitos de marcas organizados por plataformas como ShopMy, LTK e, mais recentemente, a startup Devotion.
A rede de roupas Old Navy aumentou seu portfólio de criadores para 15 mil no último trimestre, três vezes mais do que um ano antes, informou a controladora Gap. Já a fabricante do sabonete Dove, da Unilever, trabalha com dezenas de milhares de influenciadores e quer ampliar esse número em 10 a 20 vezes.
Como resultado, alguns profissionais de marketing estão buscando diversificar seus orçamentos de marketing de influência para incluir pessoas com audiências menores — mas mais propensas a prestar atenção ao que dizem — em espaços fora do barulho dos feeds das redes sociais.
Podcast e newsletter
A fintech Mercury, voltada para startups e pequenas empresas, destina a maior parte de seu orçamento publicitário a mídias tradicionais como anúncios digitais e outdoors. Mas cerca de 20% é direcionado a parcerias com clientes reais que apresentam podcasts intelectuais, canais no YouTube e newsletters no Substack, segundo a diretora de marca Heather MacKinnon.
“Nos concentramos em fundadores de empresas, e sabemos que, quando eles não estão trabalhando, geralmente estão aprendendo algo novo ou se desafiando”, disse MacKinnon. “Nossa abordagem não é ir para a maior sala possível, mas para a sala que tem as pessoas certas.”
Entre os influenciadores mais intelectuais que trabalham com a Mercury estão o podcaster de tecnologia e história Dwarkesh Patel, a jornalista científica Cleo Abram e Azout, fundadora do Sublime e agora representada pela Figures.
“Sempre haverá momentos em que as marcas precisam de alcance massivo”, disse Max Stein, fundador e CEO da empresa de gestão de talentos Brigade. “Mas às vezes elas precisam do oposto: mergulhar profundamente em uma comunidade, em vez de tentar alcançar todas.”
Stein abriu a Brigade em 2015 para representar o que chama de profissionais criativos e formadores de gosto de alto perfil. Seu portfólio se expandiu desde a primeira geração de blogueiros de moda e estilistas famosos na internet para incluir o podcaster e consultor criativo Chris Black, a bailarina Isabella Boylston e escritores do Substack como Emily Sundberg e Casey Lewis. Stein também intermediou recentemente parcerias entre a newsletter de cultura jovem “After School”, de Lewis, e marcas como Adobe e Target.
A Figures planeja se concentrar em ajudar seus clientes a desenvolver propriedade intelectual que possa ser patrocinada por marcas ou monetizada de outras formas. Isso inclui projetos como salões de debate, workshops, livros, relatórios, performances, zines e residências criativas. A estratégia é enfatizar o que torna essas pessoas influentes em primeiro lugar, promovendo seus projetos criativos em vez de suas personalidades.
“O que buscamos é um senso de originalidade, novas ideias, pessoas cujas ideias são difíceis de a IA copiar”, disse Kavanagh.