Visualização normal

Received before yesterdayNegócios

Agrishow: Tendências de mercado para a maior feira do agronegócio da América Latina

25 de Abril de 2026, 10:00

A Agrishow começa no próximo domingo (26) e segue até o feriado de 1º de maio, trazendo, como de costume, os holofotes do setor para a capital brasileira do agronegócio: Ribeirão Preto.

A edição deste ano deve ser maior, com cerca de 100 novas empresas expositoras. A área do evento também foi ampliada em 12 mil metros quadrados, segundo a organização.

No campo, o cenário combina mais uma supersafra com desafios relevantes: crédito mais restrito, margens pressionadas, aumento de custos fiscais e maior incerteza nos mercados. Diante disso, analisamos a seguir alguns eixos temáticos que devem pautar o evento.

Ano eleitoral reforça presença política

Em 2026, o Brasil terá eleições gerais, e a Agrishow tradicionalmente se torna palco de intensa movimentação política nesses períodos. A expectativa é de presença de pré-candidatos à Presidência, além de governadores, parlamentares e outras lideranças.

O governador de São Paulo, embora ainda não colocado como candidato à Presidência, deve aproveitar o evento para anunciar programas voltados ao agronegócio paulista. Outros governadores e representantes políticos também devem marcar presença, ampliando o caráter institucional da feira.

Crise do petróleo pode impulsionar biocombustíveis

O atual contexto de elevação de custos — influenciado pela reforma tributária, alta nos fertilizantes e pressão sobre o diesel em meio às tensões geopolíticas — tende a aumentar a atratividade dos biocombustíveis.

Além de funcionarem como alternativa em um ambiente de maior volatilidade, esses produtos seguem alinhados à agenda de sustentabilidade, ainda em evidência após a COP-30 realizada em Belém no ano passado. O cenário pode favorecer especialmente os produtores de cana-de-açúcar e os agentes ligados ao setor.

Dólar mais fraco pode destravar investimentos na Agrishow

Por outro lado, a recente desvalorização do dólar frente ao real, mesmo em um ambiente de crédito mais restrito, pode estimular investimentos em máquinas, equipamentos e tecnologia — segmentos que são destaque na feira.

Com uma visão de possível recuperação de preços, margens e crédito a partir da safra 2027/28, produtores que tiverem acesso a financiamento podem antecipar investimentos para ganho de eficiência.

Fundamentos estruturais seguem positivos e novas tecnologias mantêm protagonismo

A expectativa de uma nova supersafra em 2026/27 pode contribuir para alguma recomposição de preços e volumes. Apesar das dificuldades no crédito — pressionado por inadimplência e maior aversão ao risco — o setor segue robusto.

Segundo o Ministério da Agricultura, o crédito ao agronegócio movimenta cerca de R$ 1,4 trilhão ao ano. Além disso, instrumentos privados como Fiagros e títulos do agronegócio ampliam a oferta de financiamento.

A demanda do mercado de capitais por esses ativos permanece firme, impulsionada também pela entrada de investidores estrangeiros em meio à realocação global de portfólios.

No comércio exterior, a demanda por produtos agropecuários brasileiros segue aquecida, com destaque para negociações diretas com países como China, Turquia, Vietnã e Japão, além da possível retomada de fluxos com o Irã.

Ademais, novas tecnologias, programas de sucessão no campo, empreendedorismo feminino, além de seminários, debates e milhares de visitantes, devem garantir o sucesso da feira, que é uma ode ao empreendedorismo no campo, sempre trazendo novas tecnologias, muitas novidades e injeção de ânimo ao setor que, frise-se, precisa cada vez mais de marcos regulatórios estáveis e políticas públicas efetivas para continuar a contribuir decisivamente com o desenvolvimento da economia brasileira.

A ‘Vitória Pírrica’ do bitcoin (BTC) e outros destaques da semana do Crypto Times

22 de Março de 2026, 11:00

Olá, investidor e investidora! Sejam muito bem-vindos a mais uma edição da nossa newsletter semanal do Crypto Times, a editoria de criptomoedas do Money Times. Para se inscrever e receber em primeira mão em todas as manhãs de sábado, basta se inscrever aqui.

Você conhece o conceito de Vitória Pírrica? Vamos a um pouco de história.  

Centenas de anos antes de Cristo, o império romano não era exatamente povoado por momentos muito longos de paz. A própria estratégia de embasar a economia em guerras expansionistas foi o que, mais tarde, culminou na ruína de Roma. 

Mas vamos ao que interessa. O termo veio de Pirro de Épiro, um dos reis helenísticos do passado, havia vencido a batalha de Ásculo contra Roma.  

No entanto, o custo da vitória foi alto: os recursos chegaram ao limite do possível para as tropas — unidades estas que foram dizimadas durante a batalha. Além disso, apesar da perda momentânea, Roma tinha capacidade de repor suas tropas com maior rapidez, enquanto reinos menores não tinham a mesma condição. 

Ao anunciar a vitória para um de seus generais, Pirro de Épiro cunhou a seguinte frase: “Mais uma vitória como essa e estamos perdidos”. 

Você, caro leitor, já deve ter entendido. Existem vitórias com gosto de derrota, ou pior: os louros vêm com o peso de um custo altíssimo para o vencedor.  

Esse foi o sentimento predominante entre os investidores de criptomoedas. O bitcoin (BTC) conseguiu sustentar um patamar elevado de preços, acima dos US$ 70 mil ao longo da semana, mas o custo para isso… Bom, vocês já entenderam.  

O preço do barril do petróleo acima dos US$ 100 e o adiamento da redução da taxa de juros nos Estados Unidos foram o pano de fundo da semana. É lógico pensar que, mesmo em um cenário ruim no longo prazo, sustentar patamares de preço relativamente mais elevados é positivo.  

Acontece que a estrutura do mercado está andando em “gelo fino”, como diz a expressão em inglês. Eu conto tudo para você neste resumo da semana do mercado de criptomoedas. 

Fique agora com as notícias mais lidas da semana aqui no Crypto Times.  

Um forte abraço,  

Renan Sousa, editor-assistente do Money Times.  

Os destaques do bitcoin (BTC) e das criptomoedas nesta semana

Perdas com bitcoin (BTC) fazem Méliuz (CASH3) ter prejuízo de R$ 32,9 milhões no 4T25 

Sem o prejuízo das reservas em BTC, o lucro líquido ajustado no 4T25 foi de R$ 18,8 milhões, um crescimento de 772% na comparação com o mesmo período do ano passado. 

Leia mais. 

HASH11: Primeiro ETF de criptomoedas da bolsa brasileira está entre os dez mais negociados no mês, diz B3 

O HASH11 replica o desempenho de um índice desenvolvido pela gestora brasileira Hashdex em parceria com a Nasdaq. 

Leia mais. 

Kraken suspende planos de IPO em meio a ‘turbulências do mercado’, diz publicação 

De acordo com a publicação, a empresa ainda considera uma oferta pública, “mas provavelmente não até que as condições do mercado melhorem”, disseram as fontes citadas pela reportagem. 

Leia mais. 

S&P 500 entra na blockchain e índice será negociado na Hyperliquid (HYPE) 24h por dia 

O novo produto será direcionado para investidores qualificados de fora dos Estados Unidos e permite negociações alavancadas em long e short 24 horas por dia, 7 dias por semana na rede da Hyperliquid. 

Leia mais. 

SEC e CFTC criam orientações para regular mercado de criptomoedas e abrem espaço para aprovação do Clarity Act 

O documento conjunto ainda afirma que a maioria das criptomoedas não são valores mobiliários. 

Leia mais. 

Marcello Cestari: Onde estamos no ciclo do bitcoin (BTC)? Quatro gráficos (explicados) para entender o momento

10 de Março de 2026, 16:06

Salve, salve, meus entusiastas do mercado de criptomoedas! Hoje vamos usar uma bússola no meio da tempestade. Afinal, em que ponto do ciclo do bitcoin (BTC) estamos?

Acompanhamos alguns indicadores de ciclo e eles nos mostram que estamos em uma boa “zona de compra”.

Vamos destrinchá-los.

Coinbase Bitcoin Premium Index:

Fonte: CoinGlass

O cálculo desse índice é feito da seguinte maneira:

Prêmio = (Preço Coinbase – Preço médio Global) / Preço médio Global

Quando esse índice está positivo, significa que os norte-americanos estão pagando BTC mais caro na Coinbase do que outros investidores estão ao redor do mundo.

Assim, normalmente sugere:

  • forte demanda de compra nos EUA;
  • entrada de capital institucional;
  • alta liquidez em dólares e otimismo dos investidores.

Através desse índice dá para ter uma noção do apetite por risco e o nível de participação dos investidores dos EUA, acompanha entradas e saídas do capital institucional e fornece sinais sobre tendências de preços de curto prazo e mudanças na estrutura de mercado.

Esse gráfico acima condiz exatamente com o gráfico abaixo que mostra a entrada de capital institucional nos ETFs de bitcoin nos EUA.

Total Bitcoin Spot ETF Net Inflow:

Fonte: SoSoValue

Tivemos uma captação líquida positiva nas últimas três semanas indicando que apesar de todo esse pessimismo de mercado e cenário conturbado com todo contexto mundial, os institucionais nos EUA voltaram a acumular bitcoin, o que pode significar que estamos em uma região favorável de compra.

Além disso, outro indicador interessante de acompanharmos é a posição líquida dos detentores de bitcoin de longo prazo, os long-term holders (LTH):

Fonte: Glassnode

Esse gráfico nos permite analisar se os detentores de longo prazo estão comprando ou vendendo bitcoin e, apesar de nos últimos meses termos visto eles se desfazendo dos BTCs, quando olhamos na direita temos uma barrinha verde bem fininha nos mostrando que eles voltaram a acumular.

Corroborando ainda mais a tese de que parece estarmos em uma região interessante de compra.

Um outro indicador que gostamos de comparar é a média móvel de 200 semanas do preço do bitcoin vs preço atual do bitcoin:

Fonte: TradingView

A média móvel de 200 semanas virou uma referência no bitcoin porque representa o custo média de longo prazo do mercado.

Usamos as 200 semanas, uma vez que ela suaviza 4 anos de preço, pois 200 semanas são aproximadamente 3,8 anos que é praticamente um ciclo completo do bitcoin (halving cycle) e por isso vira uma espécie de linha estrutural do ciclo.

Hoje esse indicador está na faixa dos 1,22. Em outras palavras, ela está indicando que estamos em um território de “valor justo”.

No bear market de 2018, o preço do BTC não caiu abaixo da média móvel de 200 semanas (200 SWA).

Porém em 2022, o preço do BTC caiu significamente abaixo da média móvel de 200 semanas (200 SWA), chegando a um índice de apenas de 0,68.

Segue uma tabela de como interpretar essa métrica para termos uma noção de onde estamos:

Em resumo…

Esses valores são aproximados e precisam ser interpretados de acordo com o contexto.

No momento acreditamos que o bear market atual é mais parecido com o de 2022.

Em 2022, oscilamos em torno da zona de “valor justo” (US$ 22 mil) por aproximadamente 5 meses antes da queda final em novembro, durante o colapso da FTX. Esse foi o caminho para o fundo.

Durante esse período, não houve nenhuma alta que tenha ultrapassado o suporte anterior (US$ 30 mil na época).

No atual mercado de baixa, podemos observar uma estrutura semelhante começando a se formar. Já houve duas vezes em que o preço se recuperou a partir do suporte na faixa dos US$ 60 mil.

Acredito que a resistência de alta esteja na faixa de US$ 74 mil a US$ 80 mil.

Portanto, acredito que o cenário base é que oscilaremos entre US$ 60 mil e US$ 75 mil, aproximadamente.

Eu ainda acho que podemos ver preços mais baixos dentro dessa faixa, ou seja, o mercado ainda pode oscilar um pouco mais para baixo antes de encontrar um fundo mais claro.

Mas mesmo que isso aconteça, a realidade é que já estamos em uma região de preço que, olhando no longo prazo, dificilmente vai fazer tanta diferença milimétrica no resultado final.

A verdade é que acertar o fundo exato é praticamente impossível. Quem investe há mais tempo no mercado aprende isso cedo ou tarde.

No fim das contas, o mais importante não é acertar o fundo em cheio, mas sim estar posicionado com racionalidade ao longo do ciclo.

Forte abraço,

Marcello Calbo Cestari

Aviso obrigatório

Este conteúdo é apenas informativo e tem como objetivo compartilhar insights e análises sobre o mercado. Não constitui recomendação de investimento, e qualquer decisão financeira deve ser feita com base em sua própria análise e, preferencialmente, com o apoio de profissionais qualificados.

O que tem feito os lucros do S&P 500 crescerem e como a guerra no Irã pode impactar esse movimento

8 de Março de 2026, 14:00

O ponto central da temporada de resultados do S&P 500 é simples: o índice entregou mais um trimestre muito bom de lucros, e o número agregado continua forte o suficiente para sustentar a narrativa de resiliência do índice.

Com quase todas as empresas já tendo divulgado os seus números, 73% bateram o mercado, e o lucro consolidado cresceu 13% a/a, bem acima dos 7% esperados no início da temporada.

A conclusão aqui é que a barra de resultados estava baixa demais, e o índice voltou a surpreender para cima.

Os resultados do S&P 500 estão crescendo de maneira consistente há mais de 1 ano

Esse resultado ganha ainda mais peso porque não foi um evento isolado: o 4T25 marca também o quinto trimestre consecutivo de crescimento de lucros acima de dois dígitos no S&P 500.

Em ciclos normais, cinco trimestres seguidos nessa faixa costumam vir acompanhados de uma narrativa de expansão de qualidade, difusão e confiança no crescimento da maioria das empresas.

A leitura prática, porém, é que o ciclo está forte, mas mais “seletivo” do que parece quando olhamos só as notícias mais recentes.

Como foi a performance das empresas em geral (excluindo as 7 Magníficas)

O principal alerta da temporada está na baixa difusão do crescimento de lucros, que não avançou, movimento que está oposto à performance de mercado do S&P 500 no ano, com mais de 300 empresas com uma performance acima do índice.

Quando excluímos as 7 Magníficas (Apple, Nvidia, Meta, Microsoft, Amazon, Alphabet e Tesla), o ritmo de crescimento do LPA (lucro por ação) das outras 493 empresas desacelerou para 9,8% a/a no 4T25, versus 12,2% no 3T25.

Ou seja: o S&P 500 continua crescendo bem, mas o crescimento não está sendo difundido entre as companhias.

E a rentabilidade das companhias aumentou

Do lado de rentabilidade, o trimestre trouxe um reforço positivo: a margem líquida do S&P 500 subiu 20 bps, de 13,1% para 13,3% nesse trimestre.

Isso sugere eficiência operacional, mas também uma composição cada vez mais favorável, dado o peso cada vez maior de tecnologia e comunicação no consolidado e as maiores taxas de crescimento desses setores versus o índice (excluindo as 7 Magníficas).

Uma nova América está nascendo: setor industrial foi melhor do que tecnologia

O dado setorial mais interessante do 4T25 foi o desempenho das empresas industriais, com surpresa de LPA de 28,6% versus o consenso, cerca de 3 vezes acima da surpresa de tecnologia (8%).

Em paralelo, saúde, consumo discricionário, materiais básicos, financeiro e consumo não discricionário ficaram essencialmente em linha (até 5% de surpresa), e serviços básicos foi o único setor com surpresa negativa (-1,6%).

Ou seja, o mercado pode estar concentrado em poucas narrativas, mas estamos observando cada vez mais a expansão dos investimentos nos EUA e a recuperação dos EUA como potência industrial e manufatureira após anos de baixos investimentos.

Por que as principais empresas do mundo de tecnologia estão performando mal em 2026?

O mercado parece ter olhado menos para a qualidade do trimestre e mais para dois pontos: investimentos maiores e menor clareza de monetização imediata dos investimentos em IA.

Em outras palavras, a temporada mostrou crescimento ainda sólido das principais companhias de tecnologia do mundo, mas com o investidor exigindo mais “prova de retorno” e menos disposto a pagar apenas por narrativa.

A conclusão é que, hoje, bater o consenso não é suficiente; o mercado quer entender a trajetória de fluxo de caixa e os retornos dos investimentos dessas companhias.

Em 2026 o mercado está mais cético com novos investimentos em IA, após 3 anos exuberantes de performance

Nos hyperscalers (Meta, Microsoft, Amazon e Alphabet), isso ficou explícito na revisão positiva de US$ 120 bilhões no capex para 2026 versus as estimativas iniciais do consenso.

Esse tipo de revisão costuma ser ótima notícia para a cadeia de infraestrutura de IA, mas tende a ser uma notícia ambígua para as próprias ações no curtíssimo prazo, porque aumenta a sensibilidade a qualquer frustração de monetização.

A conclusão é que o mercado está tratando capex como “risco de execução”, não como “garantia de crescimento”, pelo menos por enquanto.

A Meta foi a exceção e, por isso, virou o melhor exemplo do que o mercado quer ver, subindo 10%. O motivo foi a combinação de aceleração dos negócios tradicionais em anúncios com sinais mais claros de monetização de IA (anúncios, Reels e recomendação) — isto é, investimento alto, mas com retornos.

Por que a Nivida caiu mesmo após um resultado positivo?

A Nvidia também ilustra bem essa fase do ciclo de mercado. Os números foram fortes e acima do consenso, com receita de US$ 68,1 bilhões, mas a ação caiu 4% após o resultado.

A interpretação mais provável é que o mercado está precificando a hipótese de “pico de lucros” e que deveriam, no longo prazo, mostrar uma desaceleração devido aos menores investimentos em infraestrutura de inteligência artificial.

A nossa leitura é que esse ceticismo parece prematuro diante da elevada demanda estrutural por capacidade computacional e novas aplicações de IA artificial que ainda estão apenas começando, com destaque para a IA física.

E como a guerra atual no Oriente Médio influencia os meus investimentos?

Apesar da incerteza quanto à duração da guerra no Oriente Médio e aos seus impactos negativos sobre a inflação e o crescimento global, historicamente, conflitos geopolíticos tendem a não dominar a narrativa do mercado financeiro no médio prazo. Ou seja, os fundamentos econômicos tendem a prevalecer sobre as notícias.

Em outras palavras, em períodos de medo e incerteza, os retornos em ações podem ser maiores, justamente porque a aversão ao risco aumenta e os ativos são precificados com desconto.

É importante lembrar também que, em última instância, são os fundamentos econômicos que determinam a economia e os mercados.

E, quando olhamos para os EUA, os dados reforçam esse ponto: o Federal Reserve informou que os balanços patrimoniais das famílias estão sólidos, não apenas no agregado ou entre as famílias de maior renda, mas em todas as faixas de renda.

Para ilustrar, a dívida como percentual do patrimônio líquido das famílias mais pobres do país está atualmente em 16,1%, após recuar gradualmente de 20% no início da década e, tecnicamente, atingir agora o menor nível desde 1999.

E vale sempre lembrar o que, no fim do dia, move o S&P 500: o consumidor americano. O consumo nos EUA representa mais de dois terços do PIB do país (cerca de US$ 20 trilhões) e, se fosse uma economia separada, teria escala comparável à da China. Até aqui, essa força segue positiva, em expansão e com baixa alavancagem.

Concluindo…

Em conclusão, o cenário para o S&P 500 em 2026 revela um mercado de fortes fundamentos, mas que exige maior seletividade do investidor. Embora a resiliência dos lucros seja evidente, com o quinto trimestre consecutivo de crescimento de dois dígitos, o otimismo agora é temperado pelo ceticismo quanto ao retorno imediato dos investimentos em IA e pelas incertezas geopolíticas no Oriente Médio.

No entanto, o surgimento de uma “Nova América” industrial, a resiliência do consumidor americano e a eficiência operacional das companhias sugerem que, apesar do ruído das manchetes de guerra, os fundamentos econômicos tendem a prevalecer no médio prazo. O investidor que focar em empresas com capacidade real de monetização e fluxo de caixa sólido estará melhor posicionado para transformar o prêmio de risco atual em retornos consistentes.

Solana (SOL) vira ‘coelho azarão’ das recomendações de março e outros destaques do Crypto Times

8 de Março de 2026, 11:00

Olá, investidor e investidora! Sejam muito bem-vindos a mais uma edição da nossa newsletter semanal do Crypto Times, a editoria de criptomoedas do Money Times. Para se inscrever e receber em primeira mão em todas as manhãs de sábado, basta se inscrever aqui.

Muitos conhecem a fábula do coelho e da tartaruga. O talento natural, somado à preguiça, é um inimigo poderoso frente à constância do pequeno esforço contínuo.  

Mas o termo “coelho” vale para outras áreas também. Na corrida, por exemplo, o coelho (ou pacer) é o atleta que dá o ritmo da prova, geralmente ajudando outros corredores a atingir metas específicas de tempo.  

E o maior maratonista brasileiro era justamente um desses “coelhos”. Vanderlei Cordeiro de Lima é o único atleta do país a conquistar uma medalha na modalidade mais tradicional dos 42 km. 

Sua primeira vitória, como ele mesmo conta, foi “por acaso”.  

“Fui convidado para ser coelho na maratona de Reims. Coelho é o atleta que dita o ritmo da prova e se sacrifica para que os demais façam o resultado e atinjam marcas. Fui contratado para correr 21 km, mas estava me sentindo bem e pensei que poderia correr mais 5 ou 10 km. A partir do km 32 comecei a liderar a prova, fui até o final e ganhei”, contou o atleta, em entrevista ao UOL, em 28 de dezembro de 2017. 

Neste mês, o “coelho” da maratona das criptomoedas foi a solana (SOL), que liderou as indicações das casas de análise como a moeda com maior potencial para março.  

Os especialistas da Foxbit, Bitso, NovaDAX, Vault Capital, Coinext, Mercado Bitcoin (MB) e BTG Pactual Digital Assets (por meio da carteira moderada da casa) indicaram 18 criptomoedas para ficar de olho neste mês, com clara preferência pela SOL.  

O protocolo passou por sufocos no passado, com interrupções e ataques hackers sucessivos, que colocaram em xeque a tese da rede. Mas a reviravolta veio em 2026 e, agora, é um dos principais ecossistemas do mercado.  

Nosso compilado mensal de indicações mostra o porquê dessa preferência. Basta clicar aqui e ver o que os especialistas acham dessa criptomoeda.  

Fique agora com as notícias mais lidas no Crypto Times.  

Um forte abraço,  

Renan Sousa, editor-assistente do Money Times. 

 

MARA Holdings abre possibilidade de vender seus bitcoins (BTC) em documento enviado à SEC 

A revisão da política marca uma mudança da abordagem histórica da empresa de manter os bitcoins minerados como investimento de longo prazo, mesma visão das bitcoin treasury companies. 

Leia mais 

Fevereiro vermelho: ‘Investidores devem ter paciência’, afirma Itaú BBA em meio à queda das criptomoedas 

“Fevereiro foi mais um mês difícil para os criptoativos”, iniciou o Itaú BBA em relatório sobre as perspectivas para o cenário das criptomoedas em março. 

Leia mais.  

Banco Central integra prestadoras de ativos virtuais a arcabouço regulatório de conduta e contábil 

Com a mudança, as prestadoras de serviços de criptomoedas passam a ser obrigadas a cumprir regras de estrutura de ouvidoria, política de conformidade, segurança cibernética e relacionamento com clientes, entre outras. 

Leia mais.   

OranjeBTC (OBTC3) faz primeira compra de bitcoin (BTC) de 2026 no valor de R$ 243 mil 

Em dólares, o valor foi equivalente a US$ 47.206,70, com taxa de câmbio média de R$ 5,1495, de acordo com comunicado enviado ao mercado no último domingo (1º). Com a nova compra, as reservas totais da OranjeBTC atingiram 3.723 BTC.  

Leia mais.  

❌