Visualização normal

Received before yesterdayNegócios

Com dívida a vencer, CSN vai atrás de empréstimo de US$ 1,5 bilhão

5 de Fevereiro de 2026, 16:33

A CSN planeja captar até US$ 1,5 bilhão por meio de um empréstimo com garantias para pagar títulos que estão vencendo e melhorar seu perfil de alavacangem, segundo pessoas familiarizadas com o assunto.

Ações de subsidiárias da holding, incluindo a unidade de cimento, serão usadas como garantia, disseram as pessoas, que pediram para não ser identificadas porque o plano é privado. Morgan Stanley, Citigroup, Deutsche Bank, BNP Paribas e HSBC estão entre os bancos que participariam da operação, segundo algumas das pessoas.

A CSN, o BNP, o Deutsche e o Citi não quiseram comentar. HSBC e Morgan Stanley não responderam aos pedidos de comentários.

A Companhia Siderúrgica Nacional, nome formal do conglomerado, afirmou no mês passado que planeja se desfazer de ativos-chave para reduzir seu elevado endividamento, conforme as altas taxas de juros apertam o financiamento e pesam sobre os investimentos.

A empresa discute há anos ofertas públicas iniciais de ações como uma opção para desalavancagem e já anunciou vendas de ativos que não se concretizaram. Mas, desta vez, a companhia estabeleceu uma meta concreta de reduzir entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões — cerca de metade — de sua dívida a partir deste ano.

O grupo, controlado pela bilionária família Steinbruch, contratou assessores para vender uma participação relevante na CSN Infraestrutura — que possui portos, ferrovias e uma empresa de logística — além do controle da unidade de cimento, segundo a companhia. A CSN, que pretende assinar acordos no segundo semestre deste ano, afirmou também que busca um parceiro estratégico para ajudar a modernizar a operação de aço, o negócio original do conglomerado.

O Morgan Stanley está trabalhando com a CSN na venda da empresa de cimento, enquanto o Citi e o Bradesco conduzem a venda do negócio de infraestrutura, segundo outras pessoas familiarizadas com o assunto.

O Bradesco não quis comentar.

💾

Enjoy the videos and music you love, upload original content, and share it all with friends, family, and the world on YouTube.

Venda de ações da CSN na MRS pode movimentar mais de R$ 3 bilhões

26 de Novembro de 2025, 16:20

A CSN está negociando a venda de suas ações na MRS Logística, operadora de uma das principais malhas ferroviárias do país, para a CSN Mineração, sua controlada direta. A operação pode envolver até 18,75% do capital que a siderúrgica detém na MRS – uma fatia avaliada em cerca de R$ 3,26 bilhões, de acordo com o balanço mais recente da companhia.

A transação em curso tem potencial de aliviar a estrutura de capital da principal empresa de Benjamin Steinbruch. Ao vender suas ações para a subsidiária, a CSN receberia recursos diretamente da CSN Mineração, que encerrou o terceiro trimestre com cerca de R$ 16 bilhões em liquidez.

Já a CSN encerrou o período com fluxo de caixa operacional negativo — ou seja, suas atividades do dia a dia consumiram recursos em vez de gerar — e mantém como prioridade reduzir a alavancagem para perto de 3 vezes o Ebitda.

Atualmente, a dívida líquida consolidada do grupo é de R$ 37,5 bilhões, com alavancagem de 3,14 vezes o Ebitda. A companhia, porém, não detalha ao mercado os parâmetros de seus covenants, limitando-se nos documentos públicos mais recentes a afirmar que está “adimplente”.

Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na semana passada, a CSN diz apenas que está em negociações com a CSN Mineração, mas que a quantidade e o preço das ações não foram determinados. 

Infraestrutura

Ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a CSN afirma que a aquisição funcionaria como uma simplificação societária: concentrar a participação logística na CSN Mineração, que depende da MRS para escoar o minério produzido no Complexo Casa de Pedra, em Congonhas (MG), até o terminal marítimo de Itaguaí (RJ).

A transação também se conecta ao plano anunciado pela CSN de criar a CSN Infraestrutura, empresa que vai concentrar participação na MRS, terminais portuários e ativos rodoviários e ferroviários do grupo. 

A nova companhia, prevista para ser estruturada nos próximos meses, deve servir como um veículo para que a CSN consiga levantar “alguns bilhões” ao longo de 2026, de acordo com Antonio Marco Rabello, CFO da CSN, em teleconferência recente com analistas.

Ferrovia das mineradoras

A MRS é um dos ativos logísticos mais estratégicos do país. A concessionária opera cerca de 1.700 km de linhas ferroviárias entre Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, formando o chamado “corredor Sudeste” – rota crucial para o transporte de minério, carvão e produtos siderúrgicos.

O capital da MRS é concentrado nas principais companhias do setor: a Vale controla cerca de 44% do capital; o grupo CSN/CSN Mineração detém aproximadamente 38%; Usiminas, 11%; e Gerdau, 6%.

Procurada pelo InvestNews, a CSN não comentou.

💾

Enjoy the videos and music you love, upload original content, and share it all with friends, family, and the world on YouTube.
❌