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Dos recordes em moradia ao avanço do saneamento: os avanços inéditos que marcaram a agenda de transformação nos últimos três anos e meio em SP

13 de Junho de 2026, 18:55

Dos recordes em moradia ao avanço do saneamento: os avanços inéditos que marcaram a agenda de transformação nos últimos três anos e meio em SP

Mais de 83 mil moradias entregues, 405 mil novas empresas abertas em um único ano, 1,7 milhão de alunos beneficiados por reformas em escolas estaduais, 3,5 milhões de cirurgias eletivas, R$ 260 bilhões contratados para expandir o saneamento e mais de 16 mil novos policiais incorporados às forças de segurança. 

Os números ajudam a dimensionar a série de avanços registrados por São Paulo nos últimos três anos e meio em áreas fundamentais para a população, período em que o Governo de SP consolidou uma agenda de transformação baseada em resultados, inovação na gestão pública e foco na melhoria da qualidade de vida da população. 

Guiada pelos pilares do Desenvolvimento, do Diálogo e da Dignidade, a gestão vem combinando responsabilidade fiscal, eficiência administrativa e políticas públicas voltadas à geração de oportunidades, à redução das desigualdades e ao fortalecimento dos serviços essenciais. 

Iniciativas como Casa Paulista, Prontos pro Mundo, Tabela SUS Paulista, SuperAção SP e SP Por Todas ilustram uma estratégia voltada à geração de oportunidades, à redução das desigualdades e à melhoria dos serviços públicos em todas as regiões do estado. 

Moradia: o maior programa habitacional da história paulista

Governo de São Paulo já entregou 86 mil moradias e têm mais 116 mil em construção Foto: Divulgação/Governo de SP

O acesso à moradia digna avançou de forma significativa nos últimos anos. O Governo de São Paulo já entregou 86 mil moradias e mantém outras 116 mil em construção, números que representam uma das maiores frentes habitacionais já realizadas no estado.

Principal instrumento dessa política, o Casa Paulista tornou-se o maior programa habitacional da história de São Paulo. O programa reúne iniciativas voltadas à ampliação do acesso à casa própria, promovendo segurança habitacional e melhores condições de vida para milhares de famílias.

Em média, 70 famílias realizam o sonho da casa própria todos os dias. Entre os exemplos mais emblemáticos está o reassentamento de mais de 800 famílias da antiga Favela do Moinho, encerrando uma espera de décadas e proporcionando moradia definitiva, segurança e dignidade após mais de 30 anos de vulnerabilidade social.

Educação: mais oportunidades e experiências inéditas para os estudantes

O Prontos pro Mundo leva todos os anos 1.000 estudantes para países de língua inglesa. Foto: Divulgação/Governo de SP

A educação estadual também registra avanços, com foco na ampliação de oportunidades e na melhoria da infraestrutura escolar. Pela primeira vez na história da rede estadual, estudantes passaram a participar de intercâmbios internacionais por meio do programa Prontos pro Mundo. A iniciativa leva 2 mil alunos para estudar inglês em cinco destinos internacionais, ampliando horizontes acadêmicos, culturais e profissionais para jovens da rede pública.

A expansão do ensino médio técnico também ganhou escala inédita. O número de vagas foi dobrado nas matrículas do ensino médio técnico totalizando 321 mil oportunidades, o equivale a um crescimento de 134%. Esse número considera a soma das vagas entre a Secretaria da Educação e o Centro Paula Souza, fortalecendo a formação profissional e aproximando os estudantes das demandas do mercado de trabalho.

Na infraestrutura escolar, o estado alcançou o maior número de escolas estaduais reformadas da última década. As obras realizadas em 3,5 mil unidades beneficiam diretamente cerca de 1,7 milhão de alunos, proporcionando ambientes mais adequados para o aprendizado.

Saúde: recordes de atendimento e ampliação da rede assistencial

Atendimento à saúde bateu recorde: 3,5 milhões de cirurgias eletivas em todo o estado Foto: Divulgação/Governo de SP

Na saúde, o Governo de São Paulo promoveu uma ampliação expressiva da oferta de consultas, exames e cirurgias em todas as regiões do estado. Foi alcançado o recorde de 3, 5 milhões de cirurgias eletivas, com a retirada de aproximadamente 3,5 mil pacientes das filas desde 2023. O resultado é reflexo de uma estratégia voltada à ampliação da capacidade de atendimento e à redução do tempo de espera para procedimentos.

Uma dessas políticas públicas, que refletiram diretamente na ampliação da assistência, foi a implantação da Tabela SUS Paulista. A iniciativa ampliou o financiamento de hospitais filantrópicos, autárquicos e santas casas, reduziu um déficit financeiro histórico dessas unidades e contribuiu diretamente para a redução das filas e a reabertura de leitos em todas as regiões do estado. O programa já soma mais de R$ 9,7 bilhões em investimentos.

A atenção primária também recebeu reforço significativo por meio do IGM SUS Paulista. O estado mais que triplicou o investimento anual nessa área, destinando mais de R$ 1,3 bilhão para fortalecer o atendimento básico e ampliar o acesso da população aos serviços de saúde.

Inclusão produtiva: nova política para superação da pobreza

Programa de combate à pobreza integra qualificação profissional, geração de renda, emprego e proteção social Foto: Divulgação/Governo de SP

O combate à pobreza passou a contar com uma estratégia estruturada de inclusão produtiva. Com o programa SuperAção SP, o Governo de São Paulo implementou a primeira política estadual organizada especificamente para promover a superação da pobreza por meio da integração entre qualificação profissional, geração de renda, emprego e proteção social.

A iniciativa conecta famílias em situação de vulnerabilidade a oportunidades de desenvolvimento econômico, acompanhadas por agentes preparados para orientar sua trajetória rumo à autonomia financeira e à inclusão produtiva.

A proposta representa uma mudança de abordagem ao integrar diferentes políticas públicas em uma mesma estratégia voltada à construção de oportunidades duradouras.

Proteção às mulheres: ampliação da rede e inovação no enfrentamento à violência

SP teve maior expansão da rede de Delegacias de Defesa da Mulher já registrada; hoje são 317 serviços especializados, entre 144 delegacias e 173 Salas DDM Foto: Divulgação/Governo de SP

São Paulo também ampliou sua atuação na proteção às mulheres com medidas inéditas e expansão dos serviços especializados. Pela primeira vez, o estado passou a utilizar o monitoramento eletrônico de agressores por meio de tornozeleiras integradas ao aplicativo SP Mulher Segura. A ferramenta permite maior acompanhamento das medidas protetivas e já conta com mais de 61 mil usuárias. A expectativa é alcançar 2,4 mil equipamentos monitorados até o final do ano.

Outro destaque é o SP Por Todas, movimento voltado ao fortalecimento da rede de acolhimento, proteção e promoção da autonomia profissional e financeira das mulheres.

A estrutura de atendimento também foi ampliada com a maior expansão da rede de Delegacias de Defesa da Mulher já registrada. O crescimento foi de 57%, alcançando 317 serviços especializados, entre 144 delegacias e 173 Salas DDM.

Segurança pública: tecnologia, inteligência e reforço do efetivo

Muralha Paulista reúne 125 mil câmeras e sensores conectados em 612 municípios Foto: Divulgação/Governo de SP

Na área da segurança pública, o estado combinou inteligência policial, integração entre órgãos e ampliação do efetivo para fortalecer o combate ao crime.

O estado de São Paulo vem consolidando uma trajetória consistente de redução histórica dos principais indicadores criminais desde 2023. O resultado é fruto de uma política pública que combina inteligência, tecnologia, inovação, integração entre as forças de segurança e fortalecimento do efetivo policial. 

Um dos principais pilares dessa estratégia é o programa Muralha Paulista, política pública desenvolvida para integração dos níveis estadual e municipal de segurança. A iniciativa cria uma rede inteligente de monitoramento capaz de dificultar a mobilidade criminal e ampliar a capacidade de resposta das forças de segurança. Atualmente, 612municípios aderiram aoprograma e 228já estão totalmente integrados. A estrutura reúne 125 mil câmeras e sensores conectados e recebeu investimentos de R$ 440 milhões.

Outro marco foi a desmobilização dos fluxos permanentes da Cracolândia. O processo, concluído por meio de uma estratégia integrada que reuniu ações de combate ao tráfico de drogas, acolhimento em saúde e assistência social, completou um ano em maio de 2026. No início da gestão, a região chegou a concentrar cerca de 3 mil frequentadores.

O Governo de São Paulo também promoveu a maior recomposição das forças de segurança dos últimos 20 anos. Desde 2023, mais de 16 mil novos policiais já estão atuando nas ruas em todo o estado. Até o fim da gestão, o número de novos agentes chegará a 26 mil, fortalecendo a presença policial.  

Saneamento: investimentos recordes e antecipação da universalização

Os investimentos em saneamento básico alcançaram uma dimensão inédita no estado. A política de expansão da infraestrutura do setor já beneficiou 3,8 milhões de pessoas em apenas dois anos.

A desestatização da Sabesp viabilizou um plano de investimentos de R$ 260 bilhões, com a meta de antecipar a universalização do saneamento para 2029. O avanço representa a ampliação do acesso aos serviços de água e esgoto, com impactos diretos na saúde pública, na qualidade ambiental e na qualidade de vida da população.

Outro destaque é a Tarifa Social Paulista, que dobrou o número de beneficiários em apenas um ano. Atualmente, cerca de 6 milhões de pessoas são contempladas pela iniciativa, que oferece descontos de até 78% nas contas de água e esgoto para famílias elegíveis.

Desenvolvimento econômico: liderança nacional na geração de oportunidades

Os indicadores econômicos reforçam o protagonismo paulista na geração de empregos, renda e investimentos. Em 2025, São Paulo registrou um novo recorde anual na abertura de empresas, com 405 mil novos negócios formalizados. O resultado supera em 10% o recorde anterior, alcançado em 2024, e confirma o estado como principal polo de desenvolvimento econômico do país.

O dinamismo da economia paulista também se reflete no mercado de trabalho. Nos últimos três anos e meio, o estado criou mais de 1,3 milhão de novos postos de trabalho. O desempenho reflete um ambiente favorável ao empreendedorismo, à atração de investimentos e à criação de oportunidades em diferentes setores da economia, fortalecendo a geração de renda e impulsionando o crescimento regional.

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SP inscreve para vagas de professores de Ensino Fundamental, Médio e Médio Técnico

10 de Junho de 2026, 14:03

SP inscreve para vagas de professores de Ensino Fundamental, Médio e Médio Técnico

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) está com dois processos seletivos abertos para professores do Ensino Fundamental (anos iniciais e finais) e Ensino Médio. O cadastro deve ser realizado on-line no site da Fundação Getulio Vargas e a taxa de inscrição é de R$ 60 para cada concurso. Há vagas nas 91 unidades regionais de ensino para atuação no ano letivo de 2027.

Na rede estadual paulista a remuneração para jornada de 40 horas semanais é de R$ 5.565,00. Os docentes que atuam em unidades do Programa Ensino Integral estão vinculados ao regime de dedicação exclusiva e têm direito à gratificação no valor de R$ 2.120,00. A contratação é por tempo determinado. Uma vez contratado, o docente poderá permanecer vinculado à Seduc-SP por um período de até três anos.

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Veja abaixo mais informações sobre cada processo seletivo.

Educação básica (Ensino Fundamental e Ensino Médio regular)

Para as vagas em classes dos anos iniciais do Ensino Fundamental, os candidatos devem ter diploma de curso normal superior, de licenciatura em Pedagogia, de habilitação específica para o magistério, de licenciatura em educação do campo ou do programa especial de formação pedagógica superior. Para as oportunidades nos anos finais do Fundamental e Médio, os interessados devem comprovar diploma de licenciatura plena em componente curricular integrante da matriz curricular do Estado de São Paulo.

A seleção é dividida em três etapas: prova objetiva, prova prática (videoaula) e avaliação de títulos. A prova objetiva é composta por 40 questões de múltipla escolha, sendo 10 itens relativos aos conhecimentos gerais e didático-pedagógicos e 30 itens aos conhecimentos específicos. Cada questão corresponde a um ponto em um total de 40.

A prova objetiva está agendada para 16 de agosto. O prazo de inscrição vai até 18 de junho neste link.

Ensino Médio técnico

Para interessados em atuar em classes do itinerário de formação técnico profissional, o candidato deve ter formação em cursos de licenciatura, bacharelado ou tecnólogos, além de especialistas com notório saber e técnicos com experiência comprovada, conforme critérios estabelecidos na Deliberação CEE nº 207/2022.

LEIA TAMBÉM: Inscrições para o Prêmio Ciência para Todos vão até sexta-feira (12)

O processo seletivo abrange seis eixos tecnológicos com vagas para os cursos técnicos que serão ofertados na rede estadual em 2027. As áreas contempladas são: gestão e negócios (administração, logística e vendas), ambiente e saúde (enfermagem, farmácia e meio ambiente), informação e comunicação (ciência de dados e desenvolvimento de sistemas), recursos naturais (agronegócio), turismo, hospitalidade e lazer (hospedagem) e controle e processos industriais (eletrônica) e demais componentes curriculares de natureza  técnica que compõem os demais itinerários oferecidos pela Seduc-SP.

Para a seleção de profissionais para o Ensino Médio técnico, foram organizadas quatro etapas: prova objetiva, prova discursiva, prova prática (videoaula) e avaliação de títulos.

As provas objetivas e discursivas estão marcadas para 23 de agosto. A etapa objetiva tem 30 questões — 10 de conhecimentos pedagógicos e 20 específicas do eixo escolhido. A discursiva, por sua vez, traz uma questão única com valor de até 20 pontos sobre conteúdos gerais e específicos da área escolhida.

As inscrições seguem até 19 de junho neste link.

Processo seletivoFim das inscriçõesLink para inscrições Provas
Educação básica (Ensino Fundamental e Ensino Médio)18 de junhohttps://conhecimento.fgv.br/concursos/seducsp26edbasica16 de agosto
(prova objetiva)
Ensino Médio técnico19 de junhohttps://conhecimento.fgv.br/concursos/seducsp26tecnico23 de agosto
(prova objetiva e discursiva)

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Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola busca qualificar contexto educacional

7 de Abril de 2026, 16:25
Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil

O Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola é celebrado nesta terça-feira (7). Instituída por lei federal, a data busca mobilizar a sociedade para a importância de prevenir e enfrentar diferentes formas de violência no contexto educacional.

Na Rede Estadual do Rio Grande do Sul, esse trabalho ocorre de forma contínua por meio do NCBEE (Núcleo de Cuidado e Bem-Estar Escolar). Criado em 2023, o Núcleo desenvolve estratégias visando qualificar o clima escolar e apoiar as instituições de ensino na construção de relações mais saudáveis.

Quando um caso é identificado, o primeiro passo é o registro na plataforma Cipave+ (Comissão Interna de Prevenção a Acidentes e Violência Escolar), canal oficial de comunicação com o Núcleo. Entre 2024 e 2025, foram formados mais de 1.040 facilitadores para a condução dos Círculos de Construção de Paz. Além disso, atualmente, a rede conta com quase 2 mil comissões ativas. Ao todo, na Cipave+, estão registradas, desde 2023, mais de 6 mil ações de prevenção desenvolvidas pelas próprias escolas

“A Seduc (Secretaria da Educação) reforça o compromisso com a promoção de ambientes escolares seguros, acolhedores e inclusivos”, disse a pasta em comunicado

Descrição dos casos

Dados da Cipave+ indicam que comportamentos como apelidos pejorativos e atitudes com intenção de constranger colegas estão entre as formas mais recorrentes de bullying e cyberbullying.

No ambiente escolar, a sala de aula é o espaço onde esses episódios aparecem com maior frequência. Já no meio digital, a diversidade de plataformas e a menor supervisão direta de adultos tornam o enfrentamento mais complexo, exigindo uma atuação ainda mais integrada entre escola, família e atores da rede de proteção.

Como identificar e notificar casos de bullying

Outro ponto importante destacado pelo Núcleo é a necessidade de compreender corretamente o que caracteriza o bullying. De acordo com a legislação vigente, trata-se de um comportamento intencional, repetitivo e, muitas vezes, sem motivação aparente — o que o diferencia de conflitos pontuais. Essa distinção é fundamental para qualificar o olhar das escolas e garantir respostas mais adequadas a cada situação.

Quando um caso é identificado, o primeiro passo é o registro na plataforma Cipave+, canal oficial de comunicação com o Núcleo. A partir dessa notificação, as equipes das Coordenadorias Regionais de Educação acompanham a situação, analisam as medidas já adotadas pela escola e, em conjunto com a equipe local, constroem estratégias de intervenção.

“Esse processo pode envolver orientações técnicas, visitas presenciais, acompanhamento remoto e, quando necessário, o acionamento da rede intersetorial, incluindo serviços de saúde, segurança e assistência social, especialmente em situações que demandam atenção continuada”, explica a Seduc.

Dados

Quatro em cada dez estudantes brasileiros de 13 a 17 anos afirmam já ter sido alvos de bullying, e 27,2% dos alunos nessa faixa etária já sofreram alguma forma de humilhação duas ou mais vezes.

Os dados foram divulgados recentemente pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), na PeNSE (Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar), e se referem a depoimentos coletados em 2024 em escolas de todo o Brasil. 

Com relação à pesquisa anterior, feita em 2019, houve um aumento de 0,7 ponto percentual no total de estudantes que declararam já ter sofrido bullying. Já a proporção de alunos que passaram por isso pelo menos duas vezes subiu mais de 4 pontos percentuais, ressalta o gerente da pesquisa, Marco Andreazzi.

“O bullying já é caracterizado como algo persistente, intermitente… E nós observamos aqui uma tendência de aumento, o que indica que mais estudantes passaram a vivenciar situações repetidas de violência”.

“O número dos que sofrem bullying permanece praticamente igual, porém, a persistência dos episódios e a intensidade deles aumentou”, complementa. 

Principais números

  • 39,8% dos estudantes de 13 a 17 anos sofreram bullying na escola;
  • No caso das meninas, percentual sobe para 43,3%; 
  • Aparência do rosto ou cabelo foi alvo em 30,2% dos casos;
  • 13,7% assumiram ter praticado bullying;
  • 16,6% dos estudantes já foram fisicamente agredidos por colegas.

Perfil dos agressores

Já os dados de quem comete bullying mostram uma relação inversa: 13,7% dos estudantes declararam ter praticado alguma violência do tipo, sendo 16,5% dos meninos e 10,9% das meninas. 

O IBGE também perguntou qual a razão da agressão praticada e, novamente, a aparência do rosto, cabelo ou corpo e a cor ou raça foram os motivos mais citados.

No entanto, algumas diferenças significativas surgiram, com relação ao relatado pelas vítimas. Por exemplo, 12,1% dos autores declararam ter cometido bullying por causa do gênero ou orientação sexual dos colegas, mas apenas 6,4% dos alunos que sofreram bullying reconheceram que essa característica motivou a violência sofrida. 

O mesmo ocorreu com o tópico da deficiência: enquanto 7,6% dos autores reconhecem que cometeram bullying por esse motivo, apenas 2,6% das vítimas associaram o ataque a essa característica.

Para os pesquisadores, isso pode indicar que muitas vítimas preferem silenciar sobre as circunstâncias do ocorrido por medo ou receio de serem estigmatizadas. 

Agressões físicas e virtuais

A pesquisa também identificou que, em alguns casos, há agravamento dos conflitos entre os alunos: 16,6% dos estudantes já foram fisicamente agredidos por colegas, proporção que sobe para 18,6% no caso dos meninos

Nesse caso, também houve aumento com relação a 2019, quando 14% dos alunos haviam relatado alguma agressão física sofrida, sendo 16,5% entre os meninos.

O IBGE também destaca o crescimento na proporção de estudantes agredidos duas vezes ou mais, que passou de 6,5% para 9,6%. 

Já os casos de bullying virtual, cometidos via redes sociais ou aplicativos, recuaram de 13,2% para 12,7%. Nesse caso, as meninas aparecem como vítimas em quantidade mais expressiva: 15,2% delas já se sentiram humilhadas ou ameaçadas por conteúdos postados nesses espaços, contra 10,3% dos meninos.

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