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Shell Select deve ser afetada pela crise da Raízen? Entenda

26 de Março de 2026, 20:11

Nesta semana, a crise financeira da Raízen voltou ao centro das atenções após novos desdobramentos envolvendo sua reestruturação.

A empresa, que atua no setor de energia e combustíveis em todo o Brasil, enfrenta um processo de recuperação extrajudicial para reorganizar uma dívida bilionária.

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica autorizou o Grupo Gera a adquirir a totalidade das ações da Raízen GD, unidade voltada à geração de energia solar fotovoltaica.

Leia também: Crise da Raízen: veja a linha do tempo completa e entenda o que aconteceu

A operação envolve ativos que pertenciam à Bioenergia Barra LTDA e à Raízen Energia.

No processo, o Grupo Gera é descrito como uma companhia focada em soluções energéticas para clientes corporativos. Entre suas frentes de atuação estão geração e comercialização de energia, além de serviços ligados à eficiência energética, gestão e tecnologia.

A Raízen já contava com a adesão de credores que representam mais de 47% das dívidas financeiras

Entenda a crise da Raízen

A Raízen acumulou cerca de R$ 65,1 bilhões em dívidas e optou pela recuperação extrajudicial como forma de negociar diretamente com credores.

O mecanismo permite manter as atividades em funcionamento enquanto busca novos prazos e condições de pagamento.

Leia também: GPA e Raízen em recuperação extrajudicial e fora do Ibovespa: veja como isso afeta investidores

Esse tipo de recuperação exige a adesão da maioria dos credores, conforme a Lei nº 11.101/2005. O plano da companhia já foi homologado pela Justiça de São Paulo, segundo informações do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.

A estratégia também conta com apoio de controladores importantes, como a Shell e o grupo Cosan, além do empresário Rubens Ometto, que devem contribuir financeiramente para a reestruturação.

Shell Select pode ser afetada pela crise Raízen?

Apesar do cenário delicado, a própria Raízen afirma que a operação da rede Shell Select não deve sofrer impactos.

Atualmente, cerca de 1.300 unidades da marca seguem sob gestão da companhia e continuam funcionando normalmente.

As lojas fazem parte da estratégia comercial da empresa junto aos postos de combustíveis e são consideradas essenciais para a proposta de valor oferecida aos revendedores.

Leia também: O que é recuperação extrajudicial e como funciona o processo usado pela Raízen

De acordo com a empresa, manter esse funcionamento é uma prioridade, o que reduz o risco de interrupções mesmo durante o processo de renegociação de dívidas.

O caso da Oxxo é diferente

Diferentemente da Shell Select, a situação da rede Oxxo é diferente, já que não pertence mais à estrutura da Raízen.

A parceria com a varejista mexicana FEMSA foi encerrada em setembro de 2025; desde então, a operação no Brasil passou a ser controlada integralmente pela companhia mexicana.

Leia também: Raízen protocola pedido de recuperação extrajudicial para renegociar R$ 65 bilhões em dívidas

Com isso, a crise atual da Raízen de fato não tem impacto direto sobre a Oxxo, já que não há mais vínculo societário entre as empresas.

Movimentos para reorganização

Paralelamente à reestruturação financeira, a Raízen segue ajustando seus negócios. Um dos exemplos recentes foi a autorização do Conselho Administrativo de Defesa Econômica para que o Grupo Gera adquira a Raízen GD, braço voltado à geração distribuída de energia solar.

A operação indica uma tentativa de reorganizar ativos e reforçar o foco em áreas estratégicas, ao mesmo tempo em que a companhia busca equilíbrio financeiro.

Manutenção das atividades

Mesmo diante da crise, a avaliação atual é que a rede Shell Select deve continuar operando sem mudanças relevantes no curto prazo.

Leia também: O que é recuperação extrajudicial e como funciona o processo usado pela Raízen

A manutenção das atividades é vista como parte fundamental do plano da empresa para preservar receitas e sustentar a operação enquanto negocia suas dívidas. Porém, sem interferência da crise relacionada à Raízen.

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Por que a Raízen ainda enfrenta dificuldade para fechar acordo com credores

11 de Março de 2026, 17:10

A Raízen informou, nesta quarta-feira (11), que entrou com um pedido de recuperação extrajudicial (RE) na Justiça de São Paulo. Se aprovada, o mecanismo permitirá que a empresa renegocie R$ 65 bilhões de dívidas não operacionais diretamente com os credores. 

Até o momento, de acordo com o Fato Relevante, a produtora de etanol já conta com a adesão de 47% dos credores. Contudo, precisa de 50% + 1 para que a RE seja autorizada. Em geral, conforme noticiado anteriormente, alguns dos credores da Raízen são os bancos:

  • Itaú;
  • Santander;
  • Bradesco;
  • Banco do Brasil;
  • JP Morgan;
  • Moelis & Company;
  • Bank of America;
  • BNP Paribas;
  • Sumitomo;
  • e Credit Agricole. 

No entanto, um pedido RE implica em uma disputa mais ampla entre credores, acionistas e potenciais investidores interessados nos ativos da Raízen.

Isso porque o mecanismo de recuperação extrajudicial implica em uma série de medidas que reduziria o valor dos papéis da empresa e permitiria que a própria companhia escolhesse os credores com prioridade de pagamento.

Leia também: O que é recuperação extrajudicial e como funciona o processo usado pela Raízen

Raízen e os desafios com os credores

Além disso, a negociação tende a ser complexa porque a dívida da Raízen está distribuída entre diferentes grupos de credores, como bancos, investidores institucionais e detentores de bonds. Cada um deles pode ter interesses distintos sobre prazos, garantias e prioridade de pagamento.

Como a recuperação extrajudicial exige a adesão de mais de 50% dos credores para ser homologada pela Justiça, convencer esses diferentes grupos a aceitar as mesmas condições pode tornar o processo mais difícil.

Além dos valores em aberto com bancos, a produtora de etanol também deve para bondholders – ou seja, aqueles que detêm “bonds”, títulos de dívida emitidos pela própria Raízen. Nos últimos anos, a companhia esteve entre as grandes emissoras de títulos voltados ao investidor pessoa física no mercado de capitais.

Ademais, assim como noticiado anteriormente, esses detentores enfrentam riscos diante de uma recuperação extrajudicial. Isso porque o plano de RE prevê aumento de capital, venda de ativos e reorganização societária.

Ou seja, comprometem-se estratégias que seriam utilizadas para pagar os bondholders, como:

  • Venda de ativos – pode reduzir o patrimônio e a geração de caixa;
  • Captação de recursos – pode gerar dívidas que demandam uma nova ordem de prioridade de pagamentos;
  • Reorganização societária – pode transferir os ganhos da Raízen para outras empresas, deixando a companhia com menos recursos para pagar os bondholders.

Na prática, essas ações comprometem o valor dos papéis atuais.

Por outro lado, caso os bondholders e bancos sejam priorizados, credores locais podem sentir negativamente o efeito dessa decisão. De acordo com Artur Horta, sócio da The Link Investimentos, “os credores já não vão receber aquilo que era prometido quando compraram a dívida da empresa ou participaram das emissões”, afirma.

Consequentemente, a Raízen pode enfrentar desafios para acessar o mercado se seguir por esse caminho. Enquanto isso, os concorrentes podem se beneficiar de uma brecha no mercado para aumentar seu market share e atrair investimentos.

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