Shell Select deve ser afetada pela crise da Raízen? Entenda
Nesta semana, a crise financeira da Raízen voltou ao centro das atenções após novos desdobramentos envolvendo sua reestruturação.
A empresa, que atua no setor de energia e combustíveis em todo o Brasil, enfrenta um processo de recuperação extrajudicial para reorganizar uma dívida bilionária.
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica autorizou o Grupo Gera a adquirir a totalidade das ações da Raízen GD, unidade voltada à geração de energia solar fotovoltaica.
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A operação envolve ativos que pertenciam à Bioenergia Barra LTDA e à Raízen Energia.
No processo, o Grupo Gera é descrito como uma companhia focada em soluções energéticas para clientes corporativos. Entre suas frentes de atuação estão geração e comercialização de energia, além de serviços ligados à eficiência energética, gestão e tecnologia.

Entenda a crise da Raízen
A Raízen acumulou cerca de R$ 65,1 bilhões em dívidas e optou pela recuperação extrajudicial como forma de negociar diretamente com credores.
O mecanismo permite manter as atividades em funcionamento enquanto busca novos prazos e condições de pagamento.
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Esse tipo de recuperação exige a adesão da maioria dos credores, conforme a Lei nº 11.101/2005. O plano da companhia já foi homologado pela Justiça de São Paulo, segundo informações do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
A estratégia também conta com apoio de controladores importantes, como a Shell e o grupo Cosan, além do empresário Rubens Ometto, que devem contribuir financeiramente para a reestruturação.
Shell Select pode ser afetada pela crise Raízen?
Apesar do cenário delicado, a própria Raízen afirma que a operação da rede Shell Select não deve sofrer impactos.
Atualmente, cerca de 1.300 unidades da marca seguem sob gestão da companhia e continuam funcionando normalmente.
As lojas fazem parte da estratégia comercial da empresa junto aos postos de combustíveis e são consideradas essenciais para a proposta de valor oferecida aos revendedores.
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De acordo com a empresa, manter esse funcionamento é uma prioridade, o que reduz o risco de interrupções mesmo durante o processo de renegociação de dívidas.
O caso da Oxxo é diferente
Diferentemente da Shell Select, a situação da rede Oxxo é diferente, já que não pertence mais à estrutura da Raízen.
A parceria com a varejista mexicana FEMSA foi encerrada em setembro de 2025; desde então, a operação no Brasil passou a ser controlada integralmente pela companhia mexicana.
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Com isso, a crise atual da Raízen de fato não tem impacto direto sobre a Oxxo, já que não há mais vínculo societário entre as empresas.
Movimentos para reorganização
Paralelamente à reestruturação financeira, a Raízen segue ajustando seus negócios. Um dos exemplos recentes foi a autorização do Conselho Administrativo de Defesa Econômica para que o Grupo Gera adquira a Raízen GD, braço voltado à geração distribuída de energia solar.
A operação indica uma tentativa de reorganizar ativos e reforçar o foco em áreas estratégicas, ao mesmo tempo em que a companhia busca equilíbrio financeiro.
Manutenção das atividades
Mesmo diante da crise, a avaliação atual é que a rede Shell Select deve continuar operando sem mudanças relevantes no curto prazo.
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A manutenção das atividades é vista como parte fundamental do plano da empresa para preservar receitas e sustentar a operação enquanto negocia suas dívidas. Porém, sem interferência da crise relacionada à Raízen.
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